O que esperar de 2008
Publicado em 31-Ago-2007
O ano vai chegando ao final, e rápido. 2008 começa a se delinear...
O ano vai chegando ao final, e rápido. 2008 começa a se delinear não apenas como ano eleitoral, mas um ano de crescimento econômico e, espero, de mudanças em áreas estratégicas do governo, como gestão pública, saúde e impostos.
Está evidente que o mercado interno garantirá, este ano, um crescimento de mais de 4,5%, tudo indica 5%. Cresce a demanda, porque cresce o emprego: 1,222 milhão de empregos em sete meses deste ano e expansão da massa salarial de 7,8% nos últimos 12 meses. Somam-se a isso o crédito farto -- de 25% a 33% do PIB, nos últimos dois anos – e a inflação absolutamente sob controle – está em 3,8%, abaixo da meta de 4,5%. Não há sinais de que esse quadro se modifique pela crise das bolsas e do crédito hipotecário nos Estados Unidos, até porque o FED está apoiando o mercado, como também atua, na Europa, o Banco Central Europeu.
Leiam a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, onde comento o que podemos esperar do ano de 2008 para o Brasil, na seção Artigos do Zé.
Ex-assessora de Paulo Rocha divulga nota contestando O Globo
Publicado em 31-Ago-2007
Em nota à imprensa divulgada ontem, a ex-assessora do deputado Paulo Rocha (PT-PA), Anita Leocádia...
Em nota à imprensa divulgada ontem, a ex-assessora do deputado Paulo Rocha (PT-PA), Anita Leocádia, contesta matéria publicada no jornal O Globo edição do último domingo (26), que deu a seguinte manchete principal de capa: "Perícia comprova emprego de dinheiro público no mensalão". No subtítulo: "Verba do Ministério do Esporte foi parar na conta de assessora de petista". A assessora a quem a matéria se refere é Anita Leocádia.
A nota diz que "não é verdade que os valores foram parar na conta de Anita Leocádia. O próprio Procurador-Geral da República, em sua denúncia, jamais afirmou isso. O que se colocou na denúncia acatada pelo Supremo Tribunal Federal é que os valores foram sacados por Anita Leocádia de uma conta da SMP&B no Banco Rural do Brasília Shopping por determinação do deputado Federal Paulo Rocha".
Leia a íntegra da nota na página da bancada do PT na Câmara.
O papel das agncias reguladoras
Publicado em 31-Ago-2007
Leia o artigo “A lição da Anac”...
Leia o artigo “A lição da Anac”, do advogado e professor da PUC-SP, Pedro Estevam Serrano, na Folha de hoje (só para assinantes), onde ele comenta a ação das agências reguladoras.
“Em outras palavras, quando os interesses privados são contrariados, o problema é o excesso de politização das agências reguladoras; quando o interesse público é contrariado, comemora-se, pois é reflexo das decisões "técnicas" e da independência dos órgãos de regulação”, diz um trecho do artigo.
Para ler e meditar.
O ex-ministro de FHC, Srgio Motta, tambm formou uma quadrilha?
Publicado em 31-Ago-2007
O diretor de redação adjunto da revista Carta Capital, Maurício Dias...
O diretor de redação adjunto da revista Carta Capital, Maurício Dias, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim, publicada no seu blog Conversa Afiada, não acreditar que o Supremo vá considerar como formação de quadrilha a atividade de "político que operou dinheiro para política"
Maurício Dias considera que seja difícil provar a tese de formação de quadrilha no chamado episódio do "mensalão". "É difícil porque eram políticos operando dinheiro para política", disse Dias. Ele acredita mais na hipótese de caixa dois.
"Porque se não, voltaríamos ao Governo Fernando Henrique. O ex-ministro Sérgio Motta que operou dinheiro para garantir a aprovação da emenda da reeleição teria formado também, nesse sentido, uma quadrilha", disse Dias.
Leia aqui a íntegra da entrevista.
Poema a um certo Comandante Daniel
Publicado em 31-Ago-2007
Reproduzo aqui, e agradeço, a homenagem que recebi...
Reproduzo aqui, e agradeço, a homenagem que recebi do blog Politika. Muito obrigado.
Será dificil de comprender
Que a pesar de estar hoy aquí
Soy del pueblo jamás lo podré olvidar.
Debéis creerme, mis lujos son solamente un disfraz
Un juego burgués, nada más.
Las reglas del ceremonial.
Tenía que aceptar, debí cambiar
Y dejar de vivir en lo gris
Siempre tras la ventana, sin lugar bajo el sol
Busqué ser libre, pero jamás dejaré de soñar
Y solo podré conseguir la fe que querrás compartir
Brasil [No llores por mí Argentina]
Mi alma está contigo
Mi vida entera te la dedico
Mas no te alejes, te necesito
Jamás poderes ambicioné
Mentiras dijeron de mí
Mi lugar vuestro es, por vosotros luché
Yo sólo quiero sentiros muy cerca, poder intentar
Abrir mi ventana y saber
Que nunca me vais a olvidar
Brasil [No llores por mí Argentina]
Brasil [No llores por mí Argentina]
Mi alma está contigo
Mi vida entera te la dedico
Mas no te alejes, te necesito
Qué mas podré decir
Para convencer los de mi verdad
Si aún quiere estudiar,
miran mis ojos y ved
Cómo lloram de amor
Brasil [No llores por mí Argentina.]
Homenagem do Blog Politika para o brasileiro José Dirceu, cabra marcado para morrer. Em toda a sua vida não fez outra coisa que amar a liberdade, lutar contra as desigualdades, colocar sua vida em jogo para defender os milhões de brasileiros anônimos que há séculos são usurpados pelos que agora querem vê-lo pisado, humilhado, morto a pauladas com uma ratazana prenha.
José Dirceu, você não está só.

Territrios da Cidadania
Publicado em 31-Ago-2007
O governo do presidente Lula prepara mais um projeto social...
O governo do presidente Lula prepara mais um projeto social, este voltado para a área rural. O programa Territórios da Cidadania tem como meta tirar do esquecimento áreas inteiras do País - especialmente nas zonas rurais - onde água, luz, escola e saúde demoram a chegar. São 120 zonas, reunindo 1.848 municípios, em que o governo pretende usar os programas sociais existentes para tentar resolver o problema da infra-estrutura social até 2010.
Só para 2008 foi reservado mais R$ 1 bilhão no orçamento do ministério, além dos R$ 2,5 bilhões que já estavam previstos para investimento. Até 2010 serão atendidos 1,8 milhão de pequenos agricultores, quase meio milhão de assentados, 507 comunidades quilombolas e 356 territórios indígenas. Se hoje, nessas áreas, 3,7 milhões de famílias recebem o Bolsa-Família, boa parte delas não tem o resto: saneamento, luz, escolas, atendimento de saúde, assistência técnica para a agricultura e crédito.
Educao carro-chefe no PPA
Publicado em 31-Ago-2007
O governo apresentou ontem o Plano Plurianual (PPA) 2008-2011...
O governo apresentou ontem o Plano Plurianual (PPA) 2008-2011 que prevê um reforço nos investimentos na área social nos próximos quatro anos, destinando R$ 730 bilhões do Orçamento da União para os programas sociais.
O carro-chefe do PPA do próximo quadriênio é a educação, que terá R$ 70,9 bilhões - R$ 32,6 bilhões para a educação básica e R$ 29,9 bilhões para o ensino superior. Esse valor será assim distribuído: R$ 12,7 bilhões em 2008, R$ 16 bilhões em 2009, R$ 20 bilhões em 2010 e R$ 22,5 bilhões em 2011. Comparando com o previsto para 2007, R$ 9 bilhões, a meta para 2011 representa uma expansão de 150% nos gastos com educação.
“O Brasil de 2011 vai ser um País com mais educação, renda melhor distribuída e melhor dotado de infra-estrutura para atender as demandas de crescimento econômico”, disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Mais uma medida do governo Lula que reforça a preocupação com a educação, os jovens e as políticas sociais.
Mais recursos para os programas sociais
Publicado em 31-Ago-2007
Outra medida de amplo impacto social...
Outra medida de amplo impacto social dirigida aos jovens foi anunciada ontem pelo presidente Lula na reunião ministerial: mais R$ 4,7 bilhões de reais para os programas sociais no orçamento de 2008, que passa de R$ 11,7 bilhões para R$ 16,5 bilhões. Um milhão e setecentos mil jovens serão beneficiados com a mudança do limite de idade para o Bolsa Família, de 15 para 17 anos, alcançando os jovens que cursam o ensino médio.
Excelente medida.
O presidente anunciou, também, a atualização dos valores do Bolsa Família, com o aumento de R$ 15 para R$ 18 reais do piso e de R$ 95 para R$ 102 reais do teto do benefício. Na reunião, o presidente ainda anunciou a criação de um novo programa social - Territórios da Cidadania - e o lançamento no dia 5 de setembro de quatro eixos da agenda social, deixando claro que quer que seu governo fique na história como um governo social, de consolidação das políticas sociais do Estado brasileiro.
A hora de apoio aos jovens
Publicado em 31-Ago-2007
Tenho defendido aqui no blog que a prioridade...
Tenho defendido aqui no blog que a prioridade do governo Lula e do PT, nos próximos anos, seja os jovens. Que o governo federal unifique os programas sociais para a juventude e avance nas medidas do primeiro mandato, como a criação da Secretaria Nacional da Juventude, do Conselho Nacional, do Prouni, do Projovem e outros programas. Criamos inclusive uma janela no site - "Juventude e Cidadania" - para debater os problemas e discutir propostas e experiências de luta e de apoio à juventude. Tenho viajado o Brasil e visitado ONGs, entidades e programas destinados à juventude e realizei uma reunião, no meio do ano, com dezenas de lideranças dos movimentos estudantis e de jovens, muitos com importantes trabalhos com jovens na área da educação profissional, lazer, cultura e esportes.
Acredito que a decisão do governo de destinar R$ 7,4 bilhões para 6 milhões de jovens de 15 a 24 poderem estudar recebendo uma bolsa do governo é um avanço extraordinário. Devemos levar em conta que no Plano de Desenvolvimento da Educação está contemplada a universalização do ensino médio e técnico profissional. Como o Brasil criou 4,5 milhões de postos de trabalho com carteira assinada em 2006 e caminha para criar mais de 6 milhões em 2007, acredito que teremos empregos para os jovens que tenham formação técnica.
Nos últimos meses temos acompanhado programas de rádio, TV e notícias na imprensa de vagas para empregos que exigem formação técnica e profissional não ocupadas por falta de candidatos. Como vemos, a hora é agora. Governos, empresas e entidades sindicais devem se unir para um grande mutirão da educação no Brasil.
O Projovem e a universalização do ensino médio profissional são dois braços de apoio aos jovens, que hoje deixam de estudar, não só por falta de vagas nas escolas, mas porque não têm renda para o transporte escolar, os livros, a alimentação e a moradia. Daí a necessidade de um amplo programa de apoio aos jovens e estudantes entre 15 e 29, tanto para os que já trabalham, como para os que apenas estudam.
Espero que nos próximos anos a sociedade e o governo invistam pesado, também, no lazer, cultura, esporte e inclusão digital nas periferias de nossas cidades e que cada vez se criem mais equipamentos públicos ou comunitários para nossa juventude. Única forma de vencer a guerra contra a violência e o crime organizado.

Por que atualizar os ndices de produtividade
Publicado em 30-Ago-2007
Esse é o título do artigo do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel...
Esse é o título do artigo do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, publicado na Folha de hoje (só para assinantes), em resposta a um artigo do ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, publicado na Folha do dia 4 de agosto (só para assinantes), em que ele critica a proposta de atualização dos índices de produtividade agrícola no Brasil.
Ao defender a proposta e a própria existência dos índices de produtividade, contestada por Rodrigues, o ministro do Desenvolvimento Agrário afirma: “O conceito de função social da propriedade e a adoção de índices de produtividade para determinar o cumprimento ou não dessa função são conquistas da democracia moderna, respeitadas nos países mais desenvolvidos. Desde 1993, a legislação brasileira estabelece que tais índices devem ser atualizados periodicamente para expressar o progresso da agricultura e o desenvolvimento regional, o que não aconteceu até hoje”.
E conclui sua argumentação: “Trata-se, portanto, de um processo que tem por objetivo principal aumentar a produção e a produtividade do campo brasileiro, e não penalizar quem produz. Um hectare que não produz é um hectare perdido para o país. Além de valorizar a produção e os ganhos de produtividade, a regulação pública dessa atividade está relacionada à segurança alimentar da população e a um padrão de desenvolvimento ambientalmente sustentável”.
Leiam os dois artigos.

O Brasil precisa de uma revoluo social
Publicado em 30-Ago-2007
É fácil deduzir por que o Brasil precisa de uma revolução social...
É fácil deduzir por que o Brasil precisa de uma revolução social, que já começou com Lula. Basta ler a Pesquisa do Orçamento Familiar 2002-2003 do IBGE que a Folha reproduz hoje numa matéria com um titulo que diz tudo - "Gasto de ricos é igual a 10 vezes o de pobres" (só para assinantes). Ou seja, os 10% dos brasileiros mais ricos gastam, em média, R$ 1.815 por mês, e os 40% mais pobres gastam R$ 179. E pior, os 10% mais ricos tem renda superior a R$ 3.816 contra R$ 758 dos 40% mais pobres. Em Alagoas, o gasto dos mais pobres é de apenas R$ 118 e no Maranhão R$ 116.
Por tudo isso é urgente uma reforma tributária e uma redução drástica dos juros, para o país investir mais na educação, crescer mais e melhor, criando mais empregos e distribuindo renda, por todos meios, principalmente pela justiça tributária e salarial, acesso à educação e à saúde públicas, transportes coletivos subsidiados e condições de vida dignas em habitação e saneamento, lazer e cultura, responsabilidades do Poder Público do Estado.
Sem uma drástica e permanente distribuição de renda não vamos dobrar a renda dos 40% mais pobres para R$ 1.500, que é o mínimo que se exige de um país rico e desenvolvido como o Brasil. Ter uma sociedade justa e menos desigual. Não podemos continuar a cobrar quase 40% de impostos da sociedade para pagar 92,941 bilhões de reais do serviço da dívida interna, por causa dos juros altos, apesar da queda drástica dos últimos dois anos. Um escândalo sem precedentes.
Pior, pagamos para concentrar mais renda. Como 70% desses juros vão para, no máximo, 13 mil famílias e pessoas jurídicas, aí está o principal problema do Brasil hoje. A dívida interna e seu serviço, que nos obriga a essa carga tributária sem retorno social e na infra-estrutura do país.
E com o agravante de nos obrigar a fazer um superávit de 5,38% do PIB no primeiro semestre desse ano. A bagatela de 79,6 bilhões de reais. Enquanto no Nordeste o sistema de saúde entra em colapso.
Até quando?

Berzoini diz que, agora, acusao precisa apresentar as provas
Publicado em 30-Ago-2007
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse, em entrevista....
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse, em entrevista publicada no site do PT, com o título “Decisão do STF é preliminar e faz parte do processo democrático”, que agora, depois de aceita a denúncia do procurador-geral da República, será preciso apresentar as provas, que até agora não apareceram. “O acatamento da denúncia é uma decisão preliminar, que abre o processo judicial no qual a acusação tem que apresentar provas robustas e a defesa apresenta sua contestação. Não nos cabe debater minúcias da decisão. Apenas reafirmar que a acusação original de compra de votos continua carente de sustentação, principalmente quando se vê o então presidente da Câmara e o então líder do governo entre os processados por corrupção. Teriam eles algum motivo para vender seus votos? Mas o importante é encarar isso como parte do processo democrático e acreditar que, no julgamento do mérito, seja feita a mais absoluta justiça”, afirmou.
Na entrevista, Berzoini também falou sobre os temas do 3º Congresso Nacional do PT, que começa amanha, sobre as conquistas e avanços do governo Lula e sobre as perspectivas das eleições de 2008 e 2010.
Leia aqui a íntegra da entrevista.

A hipocrisia e o cinismo dos tucanos
Publicado em 30-Ago-2007
Transcrevo na íntegra uma notícia da Folha de hoje...
Transcrevo na íntegra uma notícia da Folha de hoje para mostrar até onde vai a hipocrisia e o cinismo dos tucanos que, em Brasília gritam por CPIs, menos a da VEJA-TVA, mas nos Estados onde governam com mão de ferro, rolo compressor e tudo mais, não deixam instalar nem uma CPI para investigar o frio e calculado assassinato de 25 presos em uma penitenciária em Minas Gerais, onde a responsabilidade e a guarda dos condenados é única e exclusivamente responsabilidade do Estado.
Leiam:
Minas: Pedido de CPI é derrubado por aliados de Aécio
Um requerimento com 31 assinaturas pedindo abertura de uma CPI em Minas Gerais, protocolado na Mesa da Assembléia Legislativa de Minas, foi derrubado pela liderança do governo, que conseguiu a retirada de ao menos 12 assinaturas de deputados.
Eram necessárias 26 assinaturas, mas restaram 19. Esse foi, em quatro anos e oito meses de gestão Aécio, o segundo pedido de CPI apresentado -nenhum deles prosperou. O anterior, em maio de 2005, era sobre aplicação de recursos em saúde e a nova proposta era para investigar a morte de 25 presos em incêndio na delegacia de Ponte Nova.
Líder do governo, Mauri Torres (PSDB) disse que o argumento foi "o trabalho do governo" e o "esforço sobre-humano para resolver as dificuldades".

O resgate da memria dos mortos e desaparecidos
Publicado em 30-Ago-2007
Ontem, o presidente Lula e o ministro Paulo Vannuchi...
Ontem, o presidente Lula e o ministro Paulo Vannuchi deram mais um passo para resgatar a memória dos mortos e desaparecidos durante o regime militar. Entregaram à sociedade brasileira o livro "Direito à memória e à verdade", com um balanço dos 11 anos de trabalho da Comissão dos Mortos e Desaparecidos Políticos e de suas descobertas e conclusões.
Em reunião com os familiares dos mortos e desaparecidos o governo se comprometeu também a criar uma comissão, uma instância permanente aberta a oitiva de policiais, militares e cidadãos, para localizar os restos mortais dos militantes assassinados durante a ditadura. Essa comissão também buscará documentos e cópias ainda existentes que contribuam para o esclarecimento e a elucidação dos fatos.
Na verdade, no primeiro mandato do presidente Lula foi criada uma comissão inter ministerial que abriu a oitiva de militares da ativa e da reserva que espontaneamente se apresentassem para depor. Com base nesses depoimentos foram feitas buscas infrutíferas de restos mortais dos desaparecidos.
Outra questão em debate é a chamada abertura dos arquivos da ditadura que, na prática, se desdobra em dois aspectos. A abertura dos arquivos do ex-SNI e da ABIN à sociedade e todos os documentos do período do regime militar. O que já foi feito, apesar desses arquivos, ao que tudo indica, terem sido "limpos e revisados" ainda no final do período militar.
Outra questão ainda é o acesso aos documentos militares dos organismos de repressão, os DOI-CODIs, as ordens de serviço, os documentos das operações, por exemplo, da Guerrilha do Araguaia, que os comandos militares insistem em afirmar que foram destruídos. Ora, se foram destruídos, onde estão as ordens de serviço para a sua destruição? Quem os destruiu? É evidente que isso é crime.
A verdade é que existe uma memória daqueles acontecimentos e crimes. O melhor para o país e para a história é que viessem a público todos os fatos e, assim como quer o presidente Lula, possamos virar a página desse período histórico, mas sem esquecimentos e com todos os desaparecidos dignamente sepultados e seus familiares sabendo como morreram, como pela última vez sonharam com seus ideais de liberdade e justiça, pelos quais deram a vida. Pelo Brasil e seu povo.

Revelaes do ministro Lewandowski
Publicado em 30-Ago-2007
A Folha de hoje publica a matéria...
A Folha de hoje publica a matéria "Tendência era amaciar para Dirceu", diz ministro do STF", assinada pela jornalista Vera Magalhães (só para assinantes). Leiam:
“Em conversa telefônica na noite de anteontem, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), reclamou de suposta interferência da imprensa no resultado do julgamento que decidiu pela abertura de ação penal contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", avaliou Lewandowski para um interlocutor de nome "Marcelo". "Todo mundo votou com a faca no pescoço." Ainda segundo ele, "a tendência era amaciar para o Dirceu".
Lewandowski foi o único a divergir do relator, Joaquim Barbosa, quanto à imputação do crime de formação de quadrilha para o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, descrito na denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, como o "chefe da organização criminosa" de 40 pessoas envolvidas de alguma forma no escândalo.
O telefonema de cerca de dez minutos, inteiramente testemunhado pela Folha, ocorreu por volta das 21h35. Lewandowski jantava, acompanhado, no recém-inaugurado Expand Wine Store by Piantella, na Asa Sul, em Brasília.
Apesar de ocupar uma mesa na parte interna do restaurante, o ministro preferiu falar ao celular caminhando pelo jardim externo, que fica na parte de trás do estabelecimento, onde existem algumas mesas - entre elas a ocupada pela repórter da Folha, a menos de cinco metros de Lewandowski.
A menção à imprensa se deve à divulgação na semana passada, pelo jornal "O Globo", do conteúdo de trocas de mensagens instantâneas pelo computador entre ministros do STF, sobretudo de uma conversa entre o próprio Lewandowski e a colega Cármen Lúcia.
Nos diálogos, os dois partilhavam dúvidas e opiniões a respeito do julgamento, especulavam sobre o voto de colegas e aludiam a um suposto acordo envolvendo a aposentadoria do ex-ministro Sepúlveda Pertence e a nomeação -que veio a se confirmar- de Carlos Alberto Direito para seu lugar. Lewandowski chegou a relacionar o suposto acordo ao resultado do julgamento.
Ontem, na conversa de cerca de dez minutos com Marcelo, opinou que a decisão da Corte poderia ter sido diferente, não fosse a exposição dos diálogos. "Você não tenha dúvida", repetiu em seguidas ocasiões ao longo da conversa.
O fato de os 40 denunciados pelo procurador-geral terem virado réus da ação penal e o dilatado placar a favor do recebimento da denúncia em casos como o de Dirceu e de integrantes da cúpula do PT surpreenderam advogados de defesa e o governo. Na véspera do início dos trabalhos, os ministros tinham feito uma reunião para "trocar impressões" sobre o julgamento, inédito pelo número de denunciados e pela importância política do caso.
Em seu voto divergente no caso de Dirceu, Lewandowski disse que "não ficou suficientemente comprovada" a formação de quadrilha no que diz respeito ao ex-ministro. "Está se potencializando o cargo ocupado [por Dirceu] exatamente para se imputar a ele a formação de quadrilha", afirmou.
Enrique Ricardo Lewandowski, 58, foi o quinto ministro do STF nomeado por Lula, em fevereiro do ano passado, para o lugar de Carlos Velloso. Antes, era desembargador do Tribunal de Justiça de SP.
No geral, o ministro foi o que mais divergiu do voto de Barbosa: 12 ocasiões. Além de não acolher a denúncia contra Dirceu por formação de quadrilha, também se opôs ao enquadramento do deputado José Genoino nesse crime, no que foi acompanhado por Eros Grau.
No telefonema com Marcelo, ele deu a entender que poderia ter contrariado o relator em mais questões, não fosse a suposta pressão da mídia. Ao analisar o efeito da divulgação das conversas sobre o tribunal, disse que, para ele, não haveria maiores conseqüências: "Para mim não ficou tão mal, todo mundo sabe que eu sou independente". Ainda assim, logo em seguida deu a entender que, não fosse a divulgação dos diálogos, poderia ter divergido do relator em outros pontos: "Não tenha dúvida. Eu estava tinindo nos cascos".
Lewandowski fez ainda referência à nomeação de Carlos Alberto Direito, oficializada naquela manhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Negou ao interlocutor que fizesse parte de um grupo do STF contrário à escolha do ministro do Superior Tribunal de Justiça para a vaga de Pertence, como se depreende da conversa eletrônica entre ele e Cármen Lúcia. "Sou amigo do Direito. Todo mundo sabia que ele era o próximo. Tinha uma campanha aberta para ele."
Ainda em tom queixoso, gesticulando muito e passando várias vezes a mão livre pela vasta cabeleira branca enquanto falava ao celular, Lewandowski disse que a prática de trocar mensagens pelos computadores é corriqueira entre os ministros durante as sessões. "Todo mundo faz isso. Todo mundo brinca."
Já prestes a encerrar a conversa, o ministro, que ainda trajava o terno azul acinzentado e a gravata amarela usados horas antes, no último dia de sessão do mensalão, procurou resignar-se com a exposição inesperada e com o resultado do julgamento. "Paciência", disse, várias vezes. E ainda filosofou: "Acidentes acontecem. Eu poderia estar naquele avião da TAM".
Além dos trechos claramente identificados pela reportagem, a conversa teve outras considerações sobre o julgamento, cuja íntegra não pôde ser depreendida, uma vez que Lewandowski caminhou para um lado e para outro durante o telefonema".

Ministro Marco Aurlio admite que no existem provas
Publicado em 29-Ago-2007
Declaração do ministro do STF, Marco Aurélio Mello...
Declaração do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, em entrevista ao site Terra, sobre o recebimento da denúncia do procurador-geral da República: “Eu acredito que haverá um campo muito largo para a atuação dos representantes dos acusados, os advogados. E ontem nós concluímos uma apreciação a partir de simples indícios. Nós não assentamos a culpa de quem quer que seja, nós assentamos que haveria considerando os fatos narrados. Eles devem ser agora provados pelo Ministério Público. Havia materialidade quanto aos crimes e indícios da autoria. E foi o que nós proclamamos. Agora estará sob os ombros do Ministério Público a prova da procedência das imputações das acusações” .
Perguntado se estou certo ao dizer que fui considerado réu sem provas, o ministro respondeu: “Até aqui não há prova da culpabilidade. Ele está certo. Realmente não há, nós não podemos dizer que ele é realmente culpado. Agora, que há indícios de que teria cometido desvio de conduta, há. Tanto que se recebeu a denúncia, senão ela não seria recebida”.
Leiam a íntegra da entrevista.

Convergncia digital, tema prioritrio
Publicado em 29-Ago-2007
Há uma tendência mundial de ampliação de conteúdo audiovisual...
Há uma tendência mundial de ampliação de conteúdo audiovisual (teledramaturgia, filmes, desenhos animados, games etc), como consequência dos avanços tecnológicos, e é fundamental que a sociedade e o Congresso atentem para a importância da convergência digital. A afirmação, publicada no Informes da liderança do PT na Câmara, é do deputado Jorge Bittar (PT-RJ), que entrega no dia 15 de setembro à Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara seu relatório para os projetos de lei que dispõem sobre a produção, programação e empacotamento e distribuição de comunicação eletrônica.
A convergência digital é a combinação dos serviços de telecomunicações, os meios de comunicação (produção e difusão de conteúdo) e tecnologias de informação (serviços diversos de Internet). “A tendência do mercado de produção audiovisual é explodir mundialmente. Queremos que o Brasil amplie e diversifique seu mercado de produção de conteúdos. Para isso, é preciso que haja fomento, que se estimule o apoio ao desenvolvimento de novos conteúdos por meio de mecanismos já existentes de renúncia fiscal, financiamentos do BNDES, e recursos orçamentários disponíveis”, disse.
O objetivo é desbloquear o mercado brasileiro tanto na parte de conteúdo como na de distribuição. “O Brasil tem hoje concentração brutal e um mercado pouco aberto à competição na área de conteúdo audiovisual e na área de redes. Queremos construir um jogo em que todos possam ganhar: quem produz audiovisual porque se diversifica e amplia o mercado – e ganha principalmente o usuário”, defendeu.
A idéia é trabalhar com mecanismos de regulamentação para o fomento do audiovisual e para a regulamentação do mercado de produção, programação e empacotamento ( “pacotes” de filmes, telejornais e ou outros produtos que serão comprados pelos usuários). “No caso da produção de audiovisual, nossa intenção é levar em consideração a produção brasileira. Para o empacotamento da informação, trabalhamos com o conceito de cotas”, disse Bittar.
Por esse conceito, a cada pacote vendido de TV por assinatura, pelo menos metade do conteúdo seja de produção nacional. “Além disso, pretendemos ter sub-cotas para a produção regional e também para a produção independente (que fornece serviços para vários programadores) Mas esses percentuais ainda não estão definidos”, completou o deputado
O objetivo, destacou, é corrigir a excessiva concentração que existe hoje no mercado audiovisual brasileiro, tanto na TV aberta como na TV por assinatura. “O foco é evitar que grandes eventos esportivos, como, por exemplo, campeonato brasileiro ou desfile de escola de samba sejam contratados com exclusividade apenas por um determinado grupo. Porque isso leva a um exercício de controle sobre o mercado de distribuição de conteúdos que pode ser extremamente prejudicial para o usuário”, afirmou.

Elogios e crticas
Publicado em 29-Ago-2007
Delfim Netto em São Paulo, Maria da Conceição Tavares no Rio...
Delfim Netto em São Paulo, Maria da Conceição Tavares no Rio, elogios a Lula, críticas ao governo, mas um ponto em comum: menos juros, juros menores, de preferência de 3% real ao ano já. Com relação ao Brasil, o país está preparado para enfrentar a atual crise nas bolsas e no mercado imobiliário dos Estados Unidos. Outra concordância é sobre o governo FHC. Para a economista, um neoliberalismo tardio, o único governo neoliberal da história recente do Brasil. O ex-ministro lembrou que FHC recorreu ao FMI duas vezes.
As opinies de Maria da Conceio Tavares
Publicado em 29-Ago-2007
A Folha e o Valor de hoje registram declarações da economista Maria da Conceição Tavares....
A Folha e o Valor de hoje (só para assinantes) registram declarações da economista Maria da Conceição Tavares dizendo que o país está vivendo um ciclo de crescimento desde 2006, com aumento do crédito e do salário mínimo. Esses fatores, segundo ela, reativaram o mercado interno, mas ainda restam dúvidas sobre o modelo de desenvolvimento do país, principalmente com os gargalos na infra-estrutura. Sem a solução para os gargalos, a economista afirmou que fica difícil antever o cenário de longo prazo.
Na análise da economista, o Brasil está protegido contra uma turbulência forte e mesmo uma recessão dos Estados Unidos, devido ao que denominou "lado bom do conservadorismo do Banco Central". Para Conceição, a única coisa boa que o Banco Central fez foi não elevar a taxa de juros, "mas subir as reservas e diminuir a dívida externa".
Vestindo a carapua
Publicado em 29-Ago-2007
O deputado Paulo Renato, do PSDB, entrará com representação na PGR...
O deputado Paulo Renato, do PSDB, entrará com representação na PGR e no TCU contra a compra da Suzano pela Petrobras. Diz que é ilegal e inconstitucional. O deputado tucano diz que tem apoio de seu partido e que ingressará também no STF contra a compra da empresa, o que, segundo ele, representa "uma reestatização do setor".
Como vemos a oposição está mesmo sem bandeira e, quando arruma uma, é para vestir a carapuça de privatista. Nem o preço foi exorbitante, nem o setor será reestatizado, já que a Petrobras se associou à Unipar para a compra da Suzano e está reorganizando o controle acionário da empresa comprada.
O resto é falta de bandeira do PSDB e sua natureza anti Estado e privatista.
Uma boa noticia para a classe mdia
Publicado em 29-Ago-2007
Depois de ter praticamente revolucionado o mercado imobiliário...
Depois de ter praticamente revolucionado o mercado imobiliário brasileiro, incentivado a construção civil e, com a estabilidade, viabilizado o atual crescimento do setor de habitação e construção civil, o governo Lula aumenta para 30 anos o prazo dos financiamentos de imóveis, o que reduz a parcela mensal. Além disso, reduziu a renda mínima para a tomada de financiamento e os juros médios de 12% para 10,5% na Caixa Econômica Federal. Vão cair também os custos com taxas de administração e seguros.
Como vemos, mais uma medida acertada que viabilizará o financiamento da casa própria na faixa de renda de 130 a 200 mil reais. Uma boa noticia, principalmente para a classe média.
Lder se diz convicto de que petistas provaro inocncia
Publicado em 29-Ago-2007
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ)...
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), afirmou que “está convicto” de que dirigentes e parlamentares do partido vão conseguir provar sua inocência nos processos penais que serão abertos pelo Supremo Tribunal Federal.
“Evidentemente, a bancada do PT tinha uma expectativa diferente do que se materializou no STF. Mas é preciso deixar muito claro que a decisão tomada foi de início de processo, o que não significa condenação. Este é um caminho árduo, espinhoso, mas tenho a plena convicção e expectativa de que os dirigentes e deputados do PT, no transcurso do processo, conseguirão provar sua inocência”, disse.
O líder observou que o PT é um partido cuja história é marcada pela superação de dificuldades e desafios. “E agora vamos superar, mais uma vez, estes desafios”, afirmou.
Acusaes caluniosas
Publicado em 29-Ago-2007
A matéria “Em novas revelações do mensalão, doleiro complica PR e Dirceu"...
A matéria “Em novas revelações do mensalão, doleiro complica PR e Dirceu", da Folha de hoje (só para assinantes), reproduz acusações caluniosas do doleiro Lucio Funaro contra mim. Como já afirmou meu advogado, José Luis de Oliveira Lima, o doleiro não tem nenhuma credibilidade e, além disso, fui investigado esses dois anos e não há uma só acusação contra mim com relação aos fundos de pensão que, diga-se de passagem, também foram devassados durante o primeiro mandato do presidente Lula , e nada ficou comprovado que me envolvesse em qualquer irregularidade.
A Folha também diz na matéria "Petista pede rapidez e quer provar inocência”, que "ele (eu) alegou que teve suas contas investigadas e nada foi encontrado contra ele nos dois casos ( Waldomiro Diniz e Santo Andre) citados". Não é isso que digo em minha nota e a Folha sabe muito bem.
Disse e repito: "Quero também lembrar que fui acusado e inocentado nos casos Valdomiro Diniz e de Santo André. Não há nada contra mim nesses dois episódios tão explorados pelos meus adversários. Tive minha vida fiscal, patrimonial e bancária fiscalizada de 2000 a 2005 e nada foi encontrado que me comprometa com sonegação, enriquecimento ilícito ou evolução patrimonial não-justificada. No próprio Supremo Tribunal Federal fui inocentado da acusação de peculato."

Dallari diz que STF decidiu sem provas
Publicado em 29-Ago-2007
O jurista Dalmo Dallari comentou para o site Terra...
O jurista Dalmo Dallari comentou para o site Terra a abertura de processo pelo STF contra os denunciados pelo procurador-geral da República. "A base toda até agora é formada por indícios, e indícios não são provas".
Dallari diz, ainda, que tanto o juiz de primeira instância quanto o do STF faz um julgamento jurídico. E acrescenta: "Por isso, sou um crítico de vários setores da imprensa que não querem um julgamento e tentam coagir o Supremo". Condenar por antecipação é antijurídico, injusto e contra a Constituição, diz Dallari. "Não é isto que interessa ao povo".
Uma deciso injusta
Publicado em 28-Ago-2007
A decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar parcialmente a denúncia contra mim...
A decisão do Supremo Tribunal Federal de aceitar parcialmente a denúncia contra mim formulada pelo procurador-geral da República é injusta, mas não me surpreende, diante das circunstâncias que cercaram esse julgamento.
Nos últimos dois anos, desde que deixei o Governo Lula, venho me defendendo das acusações contra mim feitas na Câmara dos Deputados e pelo procurador-geral da República. E tenho viajado pelo país, discutindo e debatendo o nosso Brasil, o governo Lula e o PT, como sempre fiz. Lancei um blog, hoje um site, e tenho publicado artigos semanais no Jornal do Brasil. Não abandonei por um só momento a luta política e social e não deixei de ser um militante do PT.
Venho sendo pré-julgado em praça pública, acusado, denunciado e agora sou réu por corrupção ativa e formação de quadrilha. Reitero o que sempre afirmei: tive o mandato cassado sem provas e agora sou réu também sem provas. Quero ser julgado o mais rapidamente possível para provar minha inocência. Não posso aceitar que a condição de réu seja eternizada e que venha uma prescrição por mim totalmente indesejada. Sou inocente e vou provar isso no julgamento a que quero ser logo submetido.
Espero que prevaleça o que afirmaram tanto o procurador-geral da República como vários ministros, entre eles o próprio relator, ministro Joaquim Barbosa: a aceitação da denúncia não significa culpabilidade e prevalece a presunção da inocência. Ainda mais, digo eu, porque não foram apresentadas provas ou indícios dos crimes dos quais sou agora réu. Foram apresentadas apenas declarações de terceiros e fatos não comprovados, episódios dos quais supostamente participei, supostas ordens que dei.
Confio na Justiça e aproveitarei o julgamento para provar minha inocência e desmascarar os que hoje me acusam.
Aguardo com serenidade e tranqüilidade o processo no Supremo Tribunal Federal e me defenderei perante a Justiça e a sociedade, sem deixar de continuar minha luta política e minhas legítimas atividades profissionais.
É importante compreender que todo esse processo, que começou com minha saída da Casa Civil, é uma disputa política. Para além das denúncias e das acusações de caixa dois e do chamado mensalão, o que está em jogo não é apenas minha vida política e minha história, mas o projeto político que o PT e o presidente Lula representam. Os que desconhecem essa elementar realidade não aprenderam com a recente história do nosso país e não percebem as tentativas da oposição conservadora e da elite de inviabilizar o Governo Lula a todo custo.
O conservadorismo brasileiro não absorveu e jamais aceitará que a agenda dos movimentos sociais traga para o Estado brasileiro a determinação política de corrigir assimetrias intoleráveis que o privilégio secular de uma minoria impõe à maioria dos homens, mulheres, jovens e crianças deste país.
Pois esse conservadorismo continua tendo em mim um adversário ferrenho e disposto a continuar a luta em meio a qualquer adversidade.
Quero também lembrar que fui acusado e inocentado nos casos Valdomiro Diniz e de Santo André. Não há nada contra mim nesses dois episódios tão explorados pelos meus adversários. Tive minha vida fiscal, patrimonial e bancária fiscalizada de 2000 a 2005 e nada foi encontrado que me comprometa com sonegação, enriquecimento ilícito ou evolução patrimonial não-justificada. No próprio Supremo Tribunal Federal fui inocentado da acusação de peculato.
Tenho 40 anos de vida pública e, com exceção dos processos abertos nos tempos da ditadura militar, nunca fui investigado ou processado. Fui empresário, servidor publico, parlamentar, dirigente do PT, ministro de Estado, trabalhei na iniciativa privada desde os 14 anos, hoje sou advogado e consultor, e me orgulho de ter uma vida honesta e totalmente dedicada à luta pela democracia e pela justiça social.
Essa é uma verdade que não podem apagar. Recebo com serenidade a decisão da Suprema Corte de meu país e a respeito, mas não concordo com o veredicto que me tornou réu. Vou me defender na Justiça e vou continuar minha luta pelo Brasil.
Não temo o julgamento da Justiça.

Berzoini responde a FHC
Publicado em 28-Ago-2007
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebateu...
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, rebateu, na matéria 'Não existe tentação de um 3º mandato', afirma Berzoini”, do Estadão de hoje (só para assinantes), a tese de que o partido pedirá ao presidente Lula que dispute um terceiro mandato em 2010, defendida pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em resposta ao tucano, Berzoini afirmou que tanto o PT como Lula sempre deixaram claras suas posições sobre reeleição e disse que a alternância de poder é vista pela sigla como "fundamental para fortalecer a democracia".
"O Lula e o PT já falaram diversas vezes que não existe a tentação de um terceiro mandato", afirmou Berzoini. "Da maneira como ele (FHC) fala, até parece que ele quer se filiar ao PT para disputar uma vaga por nossos quadros", ironizou.
Berzoini classificou como "muito sincera" a entrevista de Lula e disse acreditar que o presidente falou abertamente o que pensa, tanto na hora de discutir a sucessão quanto ao tratar de assuntos ligados à política econômica.
O deputado rejeitou a tese de que o PT não tem quadros capazes de disputar a eleição presidencial de 2010 e, por isso, poderia avaliar a possibilidade de buscar um terceiro mandato. "O PT possui vários quadros capazes de disputar a eleição presidencial de 2010. Nós só não vamos citar nomes por enquanto para não queimá-los antes da hora", destacou Berzoini. "Além disso, não há motivo nenhum para discutirmos em 2007 qual será o candidato em 2010."

O PAC do transporte urbano
Publicado em 28-Ago-2007
O governo quer incluir no PAC uma nova carteira de projetos...
O governo quer incluir no PAC uma nova carteira de projetos de investimentos públicos, destinados a melhorar as condições de deslocamento de pessoas e veículos nas grandes e médias cidades brasileiras.
A elaboração do "PAC da mobilidade urbana" já foi autorizada pelo presidente Lula e deve ser concluída em pouco mais de 30 dias, disse o ministro das Cidades, Márcio Fortes.
O volume de recursos a ser aplicado ainda não está definido, pois vai depender dos projetos a serem eleitos como prioritários. A seleção será feita a partir das necessidades apontadas pelas prefeituras e pelo Conselho Nacional das Cidades.
O ministério entende que, para ser feito com justiça social e atingir, de fato, grandes contingentes populacionais, o esforço para melhorar as condições de mobilidade terá que se voltar, principalmente, à intensificação do uso de meios coletivos de transporte.
Uma grande e boa notícia. Completa os investimentos em saneamento e habitação e cria os instrumentos para uma melhora nas condições de vida e trabalho do povo trabalhador, além de diminuir os custos da empresas.
Melhor transporte, mais tempo para educação, lazer e cultura do trabalhador.
Leia mais no Portal NTC e Logística.

Mais uma vitria da diplomacia brasileira
Publicado em 28-Ago-2007
Para tristeza dos críticos eternos do Itamaraty...
Para tristeza dos críticos eternos do Itamaraty e da política externa do presidente Lula, o presidente francês, Nicolas Sarkosy, defendeu não só a entrada do Brasil no G-8, que passaria a ser G-13, com a inclusão do Brasil, China, Índia, México e África do Sul, como também nosso assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao lado de Alemanha, Índia, Japão e uma representação da África. Como podemos constatar, a luta do presidente Lula não foi em vão, como o apoio do presidente francês demonstra cabalmente.
O presidente francês, surpreendeu, criticando a posição americana sobre meio ambiente e a invasão do Iraque, pedindo um prazo para a retirada das tropas capitaneadas pelos Estados Unidos, além de propor um diálogo com a Síria e não uma política de confronto. Foi duro com o Irã, propondo o aumento das sanções.
Na verdade, Sarkozy assumiu a questão ambiental e de segurança internacional como razões básicas para uma ampliação não só do G-8, como também do Conselho de Segurança das Nações Unidas, colocando dois problemas internacionais como prioridade da diplomacia francesa. Ficou faltando a luta contra a pobreza e o desemprego no mundo, que afeta diretamente seu país, com o crescimento da imigração.
Com essa posição, anunciada na XV Conferência de embaixadores da França, o presidente Nicolas Sarkozy devolve a seu país não só um protagonismo internacional, como esboça uma política de não alinhamento com os Estados Unidos.

No front econmico
Publicado em 28-Ago-2007
Tudo indica que as crises das bolsas e do mercado imobiliário...
Tudo indica que as crises das bolsas e do mercado imobiliário dos EUA não nos afetaram gravemente. Apesar do pessimismo de algumas publicações estrangeiras e de nossa oposição tupiniquim, o país resistiu bem. Estava e foi preparado para a crise. Ainda bem. Agora, tudo indica que vamos crescer, e bem. O próprio IPEA, sempre muito cuidadoso, fala em crescimento perto de 5% e de mais de 4% para 2008. Na indústria, o ambiente é positivo pelo lado da produção e vendas. Apoiadas no crescimento da renda e do crédito, 60% das empresas vão investir mais. Alguns setores se destacam, como os automobilístico, construção civil e máquinas e equipamentos. Com a inflação controlada, mesmo com uma pequena alta, está projetada para 3,86%, bem abaixo da meta de 4,5%, o crédito se expande - 21,5% nos últimos 12 meses. Já são R$ 800 bilhões em julho, 32,7% do PIB, o maior índice desde 1995, com a novidade de que não só as empresas tomam mais empréstimos. As famílias também. Os juros, apesar de ainda serem os mais altos do mundo, também caem. Para as empresas estão, na média, em 23%, os menores desde 2000. Para as pessoas físicas, 47%, os menores desde 1994. No front externo, apesar da queda das exportações, o governo ainda fala em saldo comercial entre 43 e 45 bilhões de reais. Um senhor saldo comercial.
Ou seja, vamos crescer. O resto depende do governo, da gestão do PAC e do PED, da reforma tributária, que espero saía do forno ainda este ano.
A conferir.

Precisamos negociar com a Venezuela
Publicado em 28-Ago-2007
Não entendi (ou será que entendi?), a declaração do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli...
Não entendi (ou será que entendi?), a declaração do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, de que a empresa não precisa de dinheiro da PDVSA, empresa estatal de petróleo da Venezuela, para construir a Refinaria Abreu e Lima em Recife, de 200 mil barris diários de petróleo, que deverá ficar pronta em 2010, e que a Petrobras pode fazê-la sozinha, o que não duvidamos. Mas, ao mesmo tempo, diz que temos interesse nos poços petrolíferos venezuelanos de óleo ultra, de Carabobo no Orinoco Venezuelano, um dos maiores do mundo. Ora, se temos interesse nos poços, precisamos dos venezuelanos na refinaria. Se vamos ficar com 40% dos poços e a PDVSA com 60%, é razoável que ela fique com 40% da refinaria. Problemas técnicos e na negociação societária devem ficar subordinados ao nosso objetivo maior: acesso aos poços de Carabobo e às reservas venezuelanas, que estão ao nosso lado, perto do Brasil.
Como sabemos, o projeto da Refinaria Abreu e Lima, nome de um general brasileiro que combateu com Bolívar na Guerra da Independência Sul Americana, é um projeto caro ao presidente Chávez e suponho que a Petrobras tem interesse estratégico em ter acesso às reservas venezuelanas. Logo, acredito que o melhor é negociar o acordo de acionistas e o estatuto da refinaria e avançar nas negociações da participação da Petrobras em Carabobo, de preferência, sem publicidade, até que os acordos estejam finalizados.
Nossa relação com a Venezuela não é ideológica ou partidária. É de interesse nacional. É estratégica. Seremos o principal parceiro da Venezuela no futuro, basta ver o crescimento das exportações e dos investimentos brasileiros naquele país. Devemos ter isso em conta na busca de uma agenda de convergência, deixando o contencioso de lado, para a diplomacia e a política presidencial.
Fora disso, estaremos remando contra nossos próprios interesses na Venezuela e na América do Sul.

Pacto trabalhista para os cortadores de cana
Publicado em 28-Ago-2007
A Folha de hoje volta ao assunto dos chamados bóias frias...
A Folha de hoje volta ao assunto dos chamados bóias frias, trabalhadores que cortam a cana de açúcar em São Paulo, em grande parte, migrantes de outros Estados. A matéria "Para ganhar mais, trabalhador eleva corte de cana em SP" (só para assinantes) retrata uma realidade que não podemos desconhecer. Mesmo com avanços nos últimos anos, a situação do trabalhador canavieiro continua degradante e exige uma ação do Poder Público. Tenho defendido a regulação do setor sucroalcooleiro, com zoneamento agrícola, termo de ajuste de conduta ambiental e um pacto trabalhista nacional que eleve as condições de trabalho e crie as condições para a mecanização do corte da cana de açúcar, que envolve hoje quase um milhão de trabalhadores em todo pais. Para mecanizar, precisamos de opção de trabalho e formação profissional para esses trabalhadores, geralmente, sem qualificação profissional. Podemos e devemos avançar nessa direção. Trabalhadores com seus sindicatos, empresários com suas entidades e o governo com os Ministérios do Trabalho, Agricultura e Educação.
É o que o Brasil espera do governo Lula e dos empresários do setor sucroalcooleiro e das centrais sindicais, começando pela CUT e pela Contag. Sem esquecer a ação protecionista européia que, a pretexto de defender as condições de trabalho e o meio ambiente no Brasil, exige também do governo e do setor sucroalcooleiro uma ação enérgica contra tais medidas. Mas, antes de mais nada, uma mudança na realidade trabalhista e ambiental no Brasil, em primeiro lugar por Justiça e, depois, por razões políticas e comerciais.

A crise financeira e o Brasil
Publicado em 27-Ago-2007
Não deixe de ler o artigo “Brasil blindado?”
Não deixe de ler o artigo “Brasil blindado?”, do economista Paulo Nogueira Batista Jr., diretor executivo do FMI, na página 7 do Globo de sábado (só para assinantes), onde ele analisa os reflexos da crise financeira internacional na economia brasileira.
Vejam a sua conclusão: “A crise financeira internacional pode se prolongar e é potencialmente grave, uma vez que tem o seu epicentro na economia dos EUA, a mais importante do mundo. Convém, portanto, completar o trabalho de redução da vulnerabilidade externa. Isso significa, basicamente, manter uma taxa de câmbio competitiva, regular os movimentos de capital e acumular reservas adicionais, aumentando a razão reservas/passivos externos de curto prazo”.
Uma opinio importante
Publicado em 27-Ago-2007
“É incontestável o caótico quadro de exaustão de que padece o STF....
“É incontestável o caótico quadro de exaustão de que padece o STF. Seu papel deve se restringir aos temas constitucionais. Seria urgente o caso de se pensar em passar o encargo de julgar processos como o do mensalão para outro órgão — ou outros órgãos — do Judiciário. Suas demais competências têm também que ser reduzidas, reservando-lhe somente o julgamento das questões de magnitude constitucional. Essa a única forma de salvá-lo do abismo em que se precipita”.
Esse é o trecho final do artigo “Supremo Tribunal Federal, uma corte quase inviável”, do ex-ministro da Justiça e ex-ministro do STF, advogado Maurício Corrêa, no Correio Braziliense de domingo (só para assinantes).
Recomendo a sua leitura.
Uma lei para punir a divulgao de grampos
Publicado em 27-Ago-2007
A matéria “Projeto de lei prevê punir com prisão quem divulgar grampo”...
A matéria “Projeto de lei prevê punir com prisão quem divulgar grampo”, da Folha de hoje (só para assinantes) informa que o Ministério da Justiça está elaborando o texto de um projeto de lei para regulamentar o uso de escuta telefônica e ambiental que enquadra como crime o vazamento e a divulgação, "por qualquer meio", dos diálogos gravados. Conforme a redação do documento em debate no Ministério da Justiça, segundo a Folha, divulgar o conteúdo de escutas é crime, punido com até três anos de prisão. Se o material divulgado for produzido de maneira ilegal, a pena poderá chegar a até quatro anos de prisão.
Ainda não há prazo para a finalização do texto, que depois será enviado ao Congresso.
"Precisamos garantir o uso da escuta, que é uma ferramenta fundamental de investigação para combater o crime organizado. Mas, ao mesmo tempo, se não houver nenhum passo para coibir a divulgação da intimidade das pessoas, corremos o risco de ver questionado o uso desse instrumento", diz Pedro Abramovay, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, que integra, juntamente com delegados da PF e membros do Ministério Público, a comissão que vai formatar o texto final da nova lei.
A divulgação pela imprensa seria enquadrada no artigo da nova lei que trata como crime, punido com até três anos de prisão, quem "divulgar ou utilizar, por qualquer meio", o conteúdo de interceptação feita com autorização judicial. Também seria crime divulgar grampos ilegais. Pena: dois a quatro anos de prisão e multa. A sanção será aumentada em um sexto se quem "divulga, decodifica, transcreve ou utiliza o resultado da operação ilegal" é servidor ou funcionário de companhias telefônicas e usa o trabalho para praticar o crime.

A reao de FHC
Publicado em 27-Ago-2007
Leiam no Estadão de hoje, "FHC diz que PT, não povo, vai pedir reeleição de Lula em 2010"
Leiam no Estadão de hoje, na matéria "FHC diz que PT, não povo, vai pedir reeleição de Lula em 2010", a reação de FHC à entrevista de Lula ao Estadão de domingo (publicamos hoje alguns trechos), comparem com a entrevista do governador Aécio Neves e vejam porque o PT e o PSDB são tão diferentes. Leiam o que diz FHC do governo Lula. Segundo ele, o que é bom é continuidade dos seus oito anos de governo. Nem a afirmação peremptória de Lula de que não há nenhuma hipótese de um terceiro mandato ele aceita. FHC diz que não será o povo que pedirá a reeleição de Lula, mas sim o PT, e lança suspeição sobre o próprio presidente.
Como vemos, Aécio Neves pode esquecer qualquer aproximação entre o PT e seu PSDB. Se depender de FHC, haverá sim é uma radicalização na ação do PSDB. Nem vou comentar as declarações, todas pejorativas, do ex-presidente sobre se Lula sabia ou não do chamado mensalão. FHC não tem nenhuma autoridade para falar nada sobre denúncias. É só relembrar o que foram seus oito anos de governo. Está aí, já é história do Brasil.
Começando pela compra de votos para reeleição até a privataria, como carimbou um famoso jornalista. Tudo abafado, sem CPI, sem Ministério Público e com uma mídia, com raras e honrosas exceções, sempre pronta a inocentá-lo.
São fatos. É história, professor FHC.

Um show de simulao
Publicado em 27-Ago-2007
A entrevista "Eu e Serra estaremos do mesmo lado em 2010"...
A entrevista "Eu e Serra estaremos do mesmo lado em 2010", do governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, na Folha de hoje (só para assinantes) é para ser lida nas entrelinhas. O governador de Minas Gerais dá um show de simulação e mineirice. Quase atribui ao governo federal que, segundo ele, não repassa os recursos de Minas, a crise do sistema penitenciário mineiro, que quase beira à falência e culminou com a morte de 25 presos, friamente assassinados, tudo indica com a cumplicidade de agentes e policiais que representam o Estado. Diz que não está disputando a indicação da candidatura de Presidente com José Serra, governador de São Paulo, afirma, textualmente, que o PSDB não faz oposição ao presidente Lula, como o PT fazia ao presidente FHC. Imagine se fizesse. E bate na tecla alckmista de choque de gestão. Fala em profundas divergências com o governo Lula, mas acena com uma aliança com setores do PT, numa convergência no futuro entre PSDB e PT. Atribui a questões "paulistas" o fosso que hoje separa os dois partidos, o que, no mínimo, é ingenuidade, se não for uma estratégia de disputar desde já com José Serra.
Na verdade, PT e PSDB têm projetos de Brasil, Estado e políticas públicas diferentes e antagônicos. Basta examinar os oito anos de FHC e agora os quase cinco de Lula. O resto é jogar areia nos olhos do eleitorado com o objetivo de escapar da rejeição ao PSDB e ao tucanato da maioria desse eleitorado.
Por fim, negar que é favorecido, e muito, pela mídia pode ser uma ótima tática do governador mineiro, mas não elimina o fato que até as pedras e montanhas de Minas sabem: o governador controla a mídia com mão de ferro e luva de pelicas.

Nem se o povo pedir serei candidato em 2010
Publicado em 27-Ago-2007
Esse é o título da manchete da entrevista exclusiva...
Esse é o título da manchete da entrevista exclusiva do presidente Lula ao Estadão de domingo. Na entrevista, o presidente reafirma que não será candidato a um terceiro mandato em 2010, mesmo se a Constituição permitisse, mas garante que não ficará neutro na disputa eleitoral, fazendo campanha, nos palanques, pelo candidato escolhido pelos partidos aliados.
Vejam algumas respostas do presidente:
“Não acredito na palavra insubstituível. Não existe ninguém que não seja substituível, ou que seja imprescindível. Quando um dirigente político começa a pensar que é imprescindível, que ele é insubstituível, começa a nascer um ditadorzinho. Acho que eu só cheguei à Presidência da República por conta da democracia deste país. Foi a democracia que permitiu que um operário metalúrgico, utilizando todos os instrumentos democráticos e vivendo as adversidades, chegasse à Presidência. Então, eu tenho de valorizar isso. Um dia eu acreditei que era possível chegar à Presidência pelo voto. E não eram poucos os estudiosos que me diziam que seria impossível, pelo voto, chegar lá”.
“Não tem essa de o povo pedir. Meu mandato termina no dia 31 de dezembro de 2010. Passo a faixa para outro presidente da República em 1º de janeiro de 2011, e vou fazer meu coelhinho assado, que faz uns cinco anos que eu não faço”.
“Mas eu quero chegar forte ao fim do mandato para ter influência no processo sucessório. Não ficarei neutro. Tenho posição política, tenho partido. E quero subir em palanque”.
“Tenho ponderado aos presidentes dos partidos da base que seria importante que eles conversassem e começassem a mapear a possibilidade de alianças políticas nas prefeituras das capitais e das cidades mais importantes do País. Se as direções não conversam antecipadamente, permitem que o jogo eleitoral e o interesse eminentemente municipal determinem a política local e o conflito nacional. Onde é possível construir aliança política para disputar, por exemplo, 2008? Onde é possível ter candidaturas próprias? Esse gesto pode facilitar a candidatura em 2010”.
“Se a gente tiver juízo, a gente constrói essa candidatura única. Ser do PT ou não ser do PT é um problema que o partido vai ter de decidir. Eu acho improvável que um partido do tamanho do PT decida não ter candidato. Assim como é bastante provável que todos os outros partidos da base apresentem candidatos. Mas é importante que o PT esteja disposto a conversar, e que a gente construa a possibilidade de ter uma candidatura única da base”.
“Quando a gente assume um compromisso da importância de colocar R$ 504 bilhões para produzir melhorias na vida dos brasileiros até 2010, isso vai formar uma carteira de obras no Brasil que, se você não deixar isso parar mais, você tem a chance de, em pouco tempo, dar ao Brasil todo o melhoramento que o Brasil precisa, desde saneamento básico até portos, aeroportos, gasodutos e rodovias. Se você trunca a política social, ela perde a eficácia. Se continuar todo ano aumentando um pouquinho, você consolida um país com uma classe média forte e uma classe média baixa, mas com poder de sobrevivência com dignidade. Essa combinação é que vai transformar o Brasil em um país definitivamente justo”.
Leia aqui a íntegra da entrevista e a segunda parte, na matéria "No mensalão, quem errou pagará pelo erro".

O Presidente que a mdia no mostra
Publicado em 27-Ago-2007
O presidente Lula esteve no Paraná na sexta-feira...
O presidente Lula esteve no Paraná na sexta-feira para lançar o PAC do Estado. O lançamento ocorreu no Jardim Guarituba, em Piraquara. O local foi escolhido porque ali se realiza o maior programa de saneamento ambiental do país, atendendo mais de 12 mil famílias que vivem em área de mananciais do rio Iguaçu.
Leiam a reportagem da jornalista Débora Iankilevich para o jornal eletrônico Jornale, do dia 24, reproduzida no site do Instituto Humanitas Unisinos, relatando como foi essa solenidade. Você não vai ler nada parecido na grande mídia:
“Joana Alves Dias, 29 anos, moradora do bairro Guarituba há 20 anos, ganha cerca de R$ 400 mensais, fruto do trabalho na reciclagem de lixo e mais R$ 94 mensais do Bolsa Família. Acordou cedo nesta sexta-feira, vestiu a melhor roupa que tinha e foi para a Escola Municipal Heinrich de Souza. Para ela, foi o dia mais importante da vida. "Vim aqui pra ver o presidente Lula. Votei nele duas vezes e se pudesse, votaria de novo. Nenhum homem fez por nós o que ele faz. Quero ver o que ele tem a dizer pra gente", dizia, ansiosa por ouvir o discurso do presidente.
Ela e mais cerca de 5 mil pessoas tiveram que esperar bastante. Lula só chegou às 10h30, acompanhado do governador Roberto Requião e dos ministros Paulo Bernardo, do Planejamento e Márcio Fortes, das Cidades. Antes de ouvir o presidente, todos escutaram os discursos dos prefeitos que assinaram os convênios do PAC - o Programa de Aceleração do Crescimento- com o governo federal.
Gabriel Samaha, o Gabão, prefeito de Piraquara, onde fica o Jardim Guarituba, uma das maiores ocupações irregulares da Região Metropolitana, agradeceu as obras. O município vai receber cerca de R$ 98 milhões de investimentos dos governos federal e estadual para urbanização de favelas e obras de ligação de água e esgoto.
Beto Richa, prefeito de Curitiba, que assinou convênio para repasse de R$ 152 milhões para obras de habitação, disse que o presidente Lula tem sensibilidade para não permitir que eventuais diferenças partidárias se sobreponham ao interesse público. "Quando existem divergências entre os governantes, quem paga é o povo mais humilde", disse o prefeito de Curitiba, para logo em seguida convidar o presidente a visitar as obras realizadas na capital. "O presidente será muito bem recebido". O povo aplaudiu e também vaiou. As autoridades, incluindo o presidente cumprimentaram o prefeito, à exceção do governador Roberto Requião.
Requião não fugiu ao estilo conhecido. Do fundo do baú, sacou o batido discurso de que rico não precisa de governo, repetiu o chavão de que seu governo tem como norte a Carta de Puebla e atacou a mídia. "Assim como eu, o presidente Lula também tem sido alvo da mídia deletéria, dos que não acreditam que possa se voltar preferencialmente para a pobreza. O presidente Lula precisa ter certeza do apoio claro. Dêem uma demonstração clara que ele têm o apoio do povo", pediu o governador. E foi atendido. O povão aplaudiu de pé. "É a resposta à mídia, à elite e aos banqueiros", disse Requião.
Quando Lula começou a falar, o ginásio de esportes lotado, ficou em silêncio. Como Joana, que madrugou para escutar o presidente, milhares de pesssoas também queriam ouvir Lula. E não demorou para entender porque o presidente é considerado bom ou ótimo por 48% dos brasileiros segundo o último Datafolha ( 05/08).
"Tem um tipo de gente que não gosta que a gente faça casa para os pobres. E é tão fácil atender às necessidades dos pobres. Quando um rico entra no Palácio, quer logo R$ 1 bilhão. O pobre entra e pede mil reais". E dá-lhe aplausos.
"Tem gente que fica o tempo inteiro torcendo contra. A inveja e o preconceito são como doenças malignas. Vão morrer sem entender porque um metalúrgico que não tem diploma unjiversitário pode fazer mais do que eles". Mais palmas.
"O Requião tem razão quando diz que tem uma parcela da sociedade que precisa menos do Estado. São os que tem uma casa boa, boa comida. Mas nós queremos é que os pobres possam subir um degrau. Não queremos rebaixar ninguém. Queremos levantar a turma que não chegou nem na beira da escada".
Mas o povão gostou mesmo foi quando o presidente falou de suas experiências pessoais. "Morei num cortiço com 27 pessoas na Vila Carioca, em São Paulo. Só tinha um banheiro, sem descarga e não tinha chuveiro. Se tem alguém que sabe o que o povo brasileiro vive, sou eu. Não desanimem porque vocês são pobres. Não desanimem porque vocês estão desempregados. Passei um ano e meio sem emprego. Mas eu não esmoreci, eu não desanimei. Perdi quatro eleições e hoje sou presidente. Não há espaço para desanimar", disse Lula, emocionado, com lágrimas nos olhos. Muita gente chorou junto.
Depois dos discursos, ainda no palanque, o presidente homenageou Jairo Graminho, 80 anos, um dos fundadores do movimento social em Curitiba. Depois, recebeu homenagem dos escoteiros e dos alunos da escola, que lhe entregaram uma carta. Dali, o presidente seguiu para a Granja do Canguiri, para um almoço com o governador Requião e outros poucos assessores.
A catadora Joana conseguiu furar o bloqueio da segurança - 200 homens entre os militares da Presidência da República e os do Governo do Estado cuidavam de isolar o presidente do assédio popular - e tentou um autógrafo. Gritou pelo presidente. Cercado por políticos, Lula não a viu. "Tudo bem que não consegui chegar mais perto. Vim aqui pra escutar ele. E ele falou tudo o que "nós" queria ouvir. Adorei", disse ela”.

A mdia nas eleies de 2006
Publicado em 25-Ago-2007
A Editora Fundação Perseu Abramo, o Sindicato dos Jornalistas do DF e o Núcleo de Estudos sobre a Mídia e Política (UnB) convidam para o lançamento do livro “A mídia nas eleições de 2006"
A Editora Fundação Perseu Abramo, o Sindicato dos Jornalistas do DF e o Núcleo de Estudos sobre a Mídia e Política (UnB) convidam para o lançamento do livro “A mídia nas eleições de 2006", organizado pelo jornalista, sociólogo e pesquisador sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília, Venício A. de Lima, na próxima terça-feira, dia 28 de agosto, às 19 horas, no Monumental Bar e Restaurante, na 201 Sul, em Brasília.
O livro é uma tentativa de capturar o significado mais amplo das eleições presidenciais. Pretendeu-se não só fazer a análise do papel da mídia no processo eleitoral, mas também registrar os resultados do acompanhamento da cobertura jornalística realizada por diferentes instituições e publicar alguns documentos que marcaram o debate sobre essa cobertura que acabou por se tornar, ela mesma, parte da agenda pública.
Com a palavra, as autoridades financeiras
Publicado em 25-Ago-2007
Reproduzo a matéria "Fundos levam 21 bi, para "fazer nada"...
Reproduzo a matéria "Fundos levam 21 bi, para "fazer nada", diz professor", da Folha de hoje (só para assinantes) que espera uma resposta não apenas dos administradores do Fundos, dos Bancos, mas também das autoridades que administram a dívida pública, do Tesouro, Fazenda e Banco Central.
“Os gestores dos fundos de investimento se apropriam de R$ 21 bilhões, o equivalente a 1,5% do PIB brasileiro, apenas com taxas de administração, sendo que a maioria deles tem apenas a tarefa burocrática de comprar títulos da dívida pública do governo que têm garantido juros altíssimos independentemente do cenário econômico.
A afirmação foi feita ontem pelo consultor Ney Ottoni Britto, professor de finanças da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e causou constrangimentos em uma platéia de cerca de 800 pessoas, a maioria executivos do mercado financeiro, no congresso de derivativos da BM&F.
"A pergunta que faço é: os gestores ganham R$ 21 bilhões para fazer o quê? Qual o trabalho de comprar títulos do governo? Por que e para quê os gestores são remunerados?", provocou o professor.
Segundo Britto, os administradores dos fundos brasileiros embolsam R$ 21 bilhões por ano para fazer um dos trabalhos mais simples do sistema financeiro internacional, que pouco envolve a prestação de um serviço de valor ao cotista.
Ele afirma que cada vez mais os cotistas terão necessidade de um serviço personalizado, que atenda às necessidades particulares de alocação de recursos e de tomada de risco. Brito considera que a indústria de fundos administra R$ 1,4 trilhão e cobra taxas médias de administração de 1,5% do patrimônio anual dos recursos administrados.
Para Britto, a perspectiva de juros ainda baixos no país colocará os gestores de fundos contra a parede: eles terão de mostrar mais resultado, fazer uma gestão de patrimônio mais personalizada e ainda cobrar taxas menores. O efeito colateral é assumir cada vez mais riscos”.

Em boa hora
Publicado em 25-Ago-2007
Recomendo a leitura do artigo “Em boa hora”...
Recomendo a leitura do artigo “Em boa hora”, do líder do PT na Câmara dos Deputados, Luiz Sergio, publicado na página 6 do Globo de hoje (só para assinantes), defendendo a instalação de uma Constituinte unicameral para votar a reforma política.
esse o choque de gesto tucano?
Publicado em 25-Ago-2007
A Folha de hoje informa, na matéria “Justiça bloqueia...
A Folha de hoje informa, na matéria “Justiça bloqueia repasse de R$ 376 mi a MG” (só para assinantes) que a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 376 milhões do FPE (Fundo de Participação dos Estados) para Minas Gerais, por descumprimento do percentual mínimo de aplicações em saúde.
Segundo a Justiça Federal em Minas, é a primeira vez que um Estado tem repasses do FPE retidos por não aplicar 12% das receitas próprias em ações e serviços de saúde.
A Procuradoria diz que o Estado deixou de aplicar o mínimo em saúde de 2000 a 2002 (governo Itamar Franco), acumulando déficit de R$ 665 milhões. Indicou também que, em 2004, já no governo Aécio Neves (PSDB), o Estado computou no Orçamento despesas indevidas como gastos em saúde, gerando déficit de R$ 376 milhões - valor a ser bloqueado.
E o choque de gestão do tucano Aécio Neves? Onde foi parar? Primeiro são as penitenciárias em estado de calamidade púbica, agora é a saúde sem recursos. Como ficamos? O que é marketing e o que é a realidade da tão propalada gestão tucana de MG?

A CPI da Abril
Publicado em 25-Ago-2007
A revista Veja que está nas bancas publica matéria - “O ataque da corrupção” (só para assinantes) - criticando o requerimento que pede a abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar a associação entre a TVA, empresa de televisão por assinatura do Grupo Abril, que edita VEJA, e o Grupo Telefônica, de origem espanhola.
A revista Veja que está nas bancas publica matéria - “O ataque da corrupção” (só para assinantes) - criticando o requerimento que pede a abertura de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar a associação entre a TVA, empresa de televisão por assinatura do Grupo Abril, que edita VEJA, e o Grupo Telefônica, de origem espanhola. O requerimento, com 182 assinaturas, foi entregue à Mesa da Câmara pelo deputado Wladimir Costa (PMDB-AL). O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai decidir se instala ou não a CPI.
Sempre tão favorável às investigações quando se trata do governo federal ou de outras empresas, Veja diz que o objetivo do pedido de CPI é “intimidar não apenas a Abril, mas toda a imprensa independente do país. Ela tem as cores da vendeta, as formas da chantagem e, se seguir adiante, será um desperdício de tempo e dinheiro públicos, ademais de aprofundar o fosso que separa a sociedade brasileira de seus políticos no distante planeta Brasília”.
De acordo com o pedido de instalação da CPI, a operação entre a TVA – empresa do Grupo Abril – e a espanhola Telefônica "fere o interesse nacional, restringe a concorrência e agride o mercado nacional".
A matéria da Veja, não sei por que cargas d'água - ou sei -, resolveu me caluniar mais uma vez. Primeiro, me chamando pelo chavão de "chefe de quadrilha", quando é público e notório que sequer processado sou. Segundo, me atribuindo responsabilidade na instalação da CPI na Câmara dos Deputados, sem, como é usual nas suas matérias, apresentar nenhuma prova, indício ou evidência. A não ser a mesma de sempre: sou o "chefe", logo sou responsável por tudo que acontece. Sem falar na bobagem de que estou sendo patrocinado por Carlos Slim, da Claro, para ser contra a Telefônica.
Vou processar a revista e a desafio a provar que uma só vez eu tenha me envolvido ou participado dessa tentativa de instalação de uma CPI. Aliás, criar CPIs se tornou uma banalidade. Como bem diz o reputado jurista Dalmo Dallari, por única e exclusiva responsabilidade da mídia, inclusive da Abril e da VEJA, que apóiam e apoiaram todas as CPIS contra o PT e o governo Lula, mesmo sem nenhum indício forte de irregularidade.
Agora a revista, que se considera intocável, é contra a instalação de uma CPI para investigar uma relação comercial, entende que existem outros órgãos para investigar, como a ANATEL, mas não cita o Ministério Público.
Outra coisa é dizer que uma CPI pode não ser o instrumento mais adequado nesse momento e que existem órgãos legalmente constituídos para investigar essa negociação entre a Abril e a Telefônica. Mas aí, estaríamos em outro país. Não no da Revista Veja.
A revista não teve esse mesmo comportamento quando da associação da Gamecorp com a Telemar, nesse caso considera que a investigação é legítima.
Ou seja, podem investigar tudo, menos a Abril. São lágrimas de crocodilo, tanto da revista, como dos políticos da oposição que também apoiaram todos pedidos de investigação e CPI no caso Gamecorp-Telemar.
Investigar uma empresa nada tem a ver com liberdade de imprensa. Ninguém está acima da lei e a Veja recorre a esse argumento para se livrar das investigações.
Na verdade, a pretexto de defender a liberdade de imprensa, o que estamos assistindo no Brasil é a libertinagem de setores da imprensa, sem regulação democrática, como existe em todos os países desenvolvidos, e sem concorrência. Parte da mídia abusa de seu poder e se esconde atrás da liberdade, quando atenta contra ela todos os dias. Ou será que a imprensa está acima da Lei e da Constituição e do Parlamento?
Independentemente do mérito das acusações constantes do pedido de instalação da CPI e que devem ser investigadas, a reação da Veja é inaceitável.
A verdade é que a liberdade de imprensa, que deve ser defendida e respeitada, está se transformando em salvo-conduto para todo tipo de ilegalidade e abuso da imprensa e para a consolidação do monopólio e da não-regulação. Tudo é censura. Até a regulação da Comissão de Valores Mobiliários, sobre as informações privilegiadas de jornalistas, o chamado inside information, como se jornalistas estivessem acima da lei para especular com ações e se beneficiar de informações privilegiadas.
Repito que não participei em nenhum momento desse pedido de CPI e desafio mais uma vez a revista e a Editora Abril a provar o contrário, mas não reconheço nenhuma autoridade moral ou política na revista Veja ou nos políticos de oposição para criticarem a iniciativa de constituir a CPI, que nada tem a ver e não ameaça a liberdade de imprensa. É uma CPI como qualquer outra.

Importante resgate histrico
Publicado em 25-Ago-2007
A matéria “Governo culpa ditadura por tortura e mortes”, da Folha de hoje (só para assinantes), noticia a divulgação do livro-relatório "Direito à Memória e à Verdade", produzido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos
A matéria “Governo culpa ditadura por tortura e mortes”, da Folha de hoje (só para assinantes), noticia a divulgação do livro-relatório "Direito à Memória e à Verdade", produzido pela Secretaria Especial de Direitos Humanos, que registra as conclusões do trabalho de 11 anos da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos. O lançamento do relatório, com tiragem de 5 mil exemplares e 500 páginas, será na quarta-feira, dia seguinte ao aniversário de 28 anos da Lei da Anistia (1979).
O documento diz que "os depoimentos colhidos pelas Forças Armadas não foram suficientes para esclarecer onde foram deixados restos mortais dos desaparecidos políticos" e sugere ao presidente Lula que determine ao Ministério da Defesa e à Secretaria de Direitos Humanos a criação de uma "instância administrativa permanentemente aberta para oitiva de policiais e militares", que possa fornecer dados sobre "localização de restos mortais" e "documentos ou cópias ainda existentes" para elucidar os fatos.
O livro detalha cada um dos 339 casos apreciados pela comissão mais os de 136 nomes já reconhecidos como mortos ou desaparecidos pela lei 9.140 de 1995. Dos 339 pedidos de indenização apresentados à comissão, 221 foram deferidos.
Uma bela iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos que resgata a memória desses brasileiros que deram suas vidas pela liberdade e a democracia.

Nota Imprensa de Luiz Gushiken
Publicado em 25-Ago-2007
Reproduzo a íntegra da nota à imprensa, divulgada pelo companheiro Luiz Gushiken
Reproduzo a íntegra da nota à imprensa, divulgada pelo companheiro Luiz Gushiken, por meio da Assessoria de Imprensa do Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Advocacia:
Quanto à decisão tomada, na data de hoje, por maioria de votos, pelo STF, que recebe a denúncia feita pela Procuradoria da República, manifesto-me da seguinte forma:
- o Ministro Relator do Processo foi claro que, se estivesse, na data de hoje, decidindo o processo, teria me absolvido;
- quatro Ministros revisaram o voto do Relator, para dizer que não havia nem ao menos um indício confiável que apontasse a necessidade de abertura do processo para prolongamento das investigações contra minha conduta;
- que o senhor Henrique Pizzolato, autor das declarações que convenceram parte da Corte Suprema a votar pela abertura do processo, mentiu perante a CPMI quando se referiu à minha conduta, ainda que o tenha feito de maneira oblíqua e pouco clara;
-que, atualmente, movo processo contra o Sr. Henrique Pizzolato por essas declarações, pleiteando dele a devida recomposição moral, em face de todos os desdobramentos a mim prejudiciais que as absurdas declarações dele me causaram;
- que nunca autorizei ou participei de qualquer desmando na gestão das verbas destinadas pelo Banco do Brasil ao Fundo Visanet;
- que, respondendo à época pela função de Ministro da Secom, não tinha poder legal ou mesmo condições materiais para fiscalizar a gestão dessas verbas, o que competia exclusivamente aos órgãos de controle interno do próprio Banco do Brasil e, em sede externa, ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público;
- que sempre estive e continuo com minha consciência tranqüila: não participei de esquemas ou quadrilhas, não favoreci o desvio de recursos públicos e não descuidei de minhas obrigações legais;
- que continuo confiando firmemente na Justiça e em minha absolvição, pois vi, no julgamento de hoje, que há homens que não se atemorizam em fazer valer a verdadeira Justiça, sem paixões ideológicas e com a devida impessoalidade.
São Paulo, 24 de agosto de 2007.
Luiz Gushiken

Outra da VEJA
Publicado em 25-Ago-2007
Na matéria "Fácil de entrar, difícil de sair" (só para assinantes), a revista Veja que está nas bancas resolveu criticar o Bolsa Família
Na matéria "Fácil de entrar, difícil de sair" (só para assinantes), a revista Veja que está nas bancas resolveu criticar o Bolsa Família, o maior programa social do mundo, elogiado não só por todos organismos internacionais, como copiado por vários países.
A revista mais conservadora e partidária do Brasil, apesar de reconhecer que o programa é bem intencionado e contribui para a diminuição da desigualdades, cita um certo historiador em moda para dizer que o programa cria Jecas Tatus "high tech" e dá a entender que se trata de uma manipulação política.
Como vemos, duas mãos escreveram a matéria. O jornalista que cedeu aos benefícios reais do programa e o chefe da redação, o censor, que chamou em sua ajuda o historiador de plantão da mídia conservadora.
Pior é a comparação dos gastos sociais dos países ricos com o Brasil. O que queria a VEJA? Que no Brasil não existisse o SUS - Sistema Único de Saúde, a aposentadoria do INSS, a Lei Orgânica da Assistência Social, os programas sociais, como o PETI, que erradica o trabalho infantil?
Com relação às propostas da revista - acesso à educação de qualidade e ao micro crédito - é exatamente o que o governo Lula vem fazendo. Basta ver os dados estatísticos do comércio e do crescimento do consumo e do crédito popular, além dos programas para a educação, como o PDE.
Fica assim a fantástica proposta, típica de burocratas de redação, de colocar um prazo no Bolsa Família. Ou seja, decretar o fim da pobreza. A solução, senhores, é a criação de emprego, como os 4,5 milhões de empregos criados no primeiro mandato de Lula e os 1.222 milhões de empregos criados já esse ano.
Essa é a saída.

Bode expiatrio para o acidente em Congonhas
Publicado em 25-Ago-2007
"O acidente do Airbus da TAM entristeceu o país em um momento que seria de alegria com o bem - sucedido Pan-americano no Rio e o crescimento da economia".
"O acidente do Airbus da TAM entristeceu o país em um momento que seria de alegria com o bem - sucedido Pan-americano no Rio e o crescimento da economia. A pura análise lógica de tudo que ocorreu no setor aéreo coloca várias questões. Por que o governo indicou e o Senado aprovou, inclusive a oposição, a diretoria da ANAC sem exigir conhecimento técnico sobre aviação nem experiência no setor? Segundo, como foi possível ceder às grandes empresas aéreas interessadas em fazer de Congonhas o maior centro aeroviário do país, sem ter condições? Na década de 80, ele foi limitado aos vôos diretos ao Centro, como os da ponte aérea Rio - São Paulo para o Santos Dumont. Isso foi revogado muito antes do atual governo. Agora, a Infraero acaba de investir dezenas de milhões de reais em obras para ampliar as instalações do prédio de Congonhas, que ficarão, em parte, ociosas, pois felizmente o governo decidiu voltar a limitar os aviões que operarão nele. Sabe-se que mais de dez edifícios interferem com o pouso e decolagem em Congonhas, segundo relatório da Aeronáutica. O absurdo maior: acaba de ser construído um prédio junto ao aeroporto reduzindo de 100 m, para efeitos práticos, sua pista de cerca de 1900 m, considerada curta, no limite, sem área de escape para o avião em caso de um acidente. E havia um posto de gasolina na rua ao fim da pista, ao lado do prédio da TAM atingido pelo avião. Portanto, os erros vão desde o executivo ao legislativo, do governo à oposição, do nível federal ao municipal".
Leia a íntegra do artigo do diretor da COPPE/UFRJ, Luiz Pinguelli Rosa, sobre a crise aérea, publicado no Globo do dia 14 de agosto, na seção Convidados.

A banalizao da escuta
Publicado em 24-Ago-2007
Ninguém, no Brasil, tem mais autoridade para avaliar uma violação da Constituição do que aqueles que foram constituídos pelo Parlamento, por indicação do presidente da República, para garantir nossos direitos constitucionais, nossas liberdades individuais e nossos direitos sociais, enfim, o Estado de Direito.
Ninguém, no Brasil, tem mais autoridade para avaliar uma violação da Constituição do que aqueles que foram constituídos pelo Parlamento, por indicação do presidente da República, para garantir nossos direitos constitucionais, nossas liberdades individuais e nossos direitos sociais, enfim, o Estado de Direito. O Supremo Tribunal Federal, órgão máximo do Poder Judiciário, é o guardião da lei e da Constituição. Por isso, quando cinco ministros do STF suspeitam que seus telefones possam estar grampeados, como declararam em reportagem publicada pela revista “Veja”, algo de muito errado está acontecendo.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, sobre a denúncia de escuta telefônica ilegal de ministros do STF, feita pela revista Veja, e os riscos da banalização dos grampos, na seção Artigos do Zé.
Para no esquecer a reforma poltica
Publicado em 24-Ago-2007
Vale a pena ler o bom artigo “Reforma política? Ora, direis...”, do advogado José Paulo Cavalcanti Filho, na Folha de hoje (só para assinantes).
Vale a pena ler o bom artigo “Reforma política? Ora, direis...”, do advogado José Paulo Cavalcanti Filho, na Folha de hoje (só para assinantes). Vai além das questões mais urgentes, como financiamento, fidelidade partidária e lista, e trata do papel da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Um crime brbaro
Publicado em 24-Ago-2007
A notícia está nos jornais de hoje: vinte e cinco presos morreram ontem de madrugada em uma carceragem superlotada após rivais incendiarem uma cela da delegacia de Ponte Nova (180 km de Belo Horizonte).
A notícia está nos jornais de hoje: vinte e cinco presos morreram ontem de madrugada em uma carceragem superlotada após rivais incendiarem uma cela da delegacia de Ponte Nova (180 km de Belo Horizonte). Os presos morreram carbonizados. Na carceragem da 12ª Delegacia Regional da Polícia Civil havia 173 pessoas, embora a capacidade fosse de 87 presos. Há 12 celas no local. Os presos morreram na cela sem poder receber socorro.
Em visita à cadeia em maio, a Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa constatou irregularidades, como superlotação e até adolescentes e mulheres presos. O Tribunal de Justiça do Estado diz que vinha alertando o governo Aécio Neves (PSDB) para problemas na cadeia "desde o início deste ano". Em ofício encaminhado à Secretaria da Defesa Social em março, apontou a situação carcerária como "insustentável".
O que aconteceu nessa cadeia de Belo Horizonte foi simplesmente um crime. E o responsável por esse crime bárbaro é o Estado.
Uma piada colonialista
Publicado em 24-Ago-2007
Uma piada, se não fosse uma herança vergonhosa do colonialismo e do passado.
Uma piada, se não fosse uma herança vergonhosa do colonialismo e do passado. No Estadão de hoje uma matéria chama a atenção: "França quer fechar a Guiana a invasão de brasileiros" (só para assinantes). Quem invadiu, ocupou e lá permanece foi a Franca, que considera a Guiana seu "território nacional". As Nações Unidas deviam acabar com todos esses resquícios de uma era onde prevaleciam a escravidão e a dominação à força de territórios e povos pelas nações dominantes, entre elas a França.
O governo brasileiro não deveria aceitar essas imposições do governo francês. Deveria é exigir a abertura das fronteiras e a liberdade de trânsito e de migração. Para que querem esse território? O que fazem na Guiana, chamada Francesa em pleno século XXI e em plena América do Sul?
Vazamento de mensagens foi uma ilegalidade
Publicado em 24-Ago-2007
Os jornais de hoje trazem várias repercussões, a maioria delas criticando o vazamento pela imprensa de mensagens eletrônicas trocadas por ministros do STF no primeiro dia do julgamento da denúncia do Procurador-Geral da República.
Os jornais de hoje trazem várias repercussões, a maioria delas criticando o vazamento pela imprensa de mensagens eletrônicas trocadas por ministros do STF no primeiro dia do julgamento da denúncia do Procurador-Geral da República.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que a divulgação de mensagens trocadas por dois ministros do STF foi uma "intromissão anticonstitucional". "É lamentável que isso tenha ocorrido. Não a troca de informações [entre os ministros], mas a interceptação de comunicação", afirmou Jobim, que já presidiu o STF. "Não compromete o resultado [do julgamento do mensalão]. O STF tem absoluta independência. O respeito à instituição tem que ser mantido de forma absoluta. É um momento grave em que se produziu uma intromissão anticonstitucional a um poder da República".
Em nota divulgada ontem, o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, disse que "o Brasil não pode virar um imenso "Big Brother", em que a privacidade seja banida". Na nota, Britto diz que a intranet é um recurso adotado para facilitar a comunicação interna nas empresas e nas instituições e, como o telefone, é "ferramenta de uso privado". Para o presidente da entidade, não houve ilegalidade na conduta dos ministros que discutiam questões do processo. "Ilegal, e chocante, é o fato de tais conversas serem violadas por meio de fotografias à tela dos computadores, algo tão inaceitável quanto colocar grampo entre os magistrados e advogados para capturar o teor de suas conversas."
O ex-presidente do STF, Sidney Sanches tem restrições às fotos com os diálogos nos laptops dos ministros Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia. "Embora o computador seja do serviço público, seu uso é particular. Que diferença faz fotografar a tela e entrar no computador sem autorização judicial? Acho estranho", afirma Sanches.
O ministro Carlos Ayres Britto criticou a publicação dos diálogos. "Os jornais bisbilhotam, invadem a privacidade da gente, mas isso não me incomoda. Porém, achei que foi uma demasia."
"Acho grave, ou melhor, gravíssima essa invasão por parte da imprensa da privacidade dos ministros", afirmou José Luís Mendes de Oliveira e Lima, meu advogado. Alberto Toron, advogado do ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP), criticou a divulgação: "A imprensa pisou na bola ao xeretar as mensagens".
A conclusão é uma só: a publicação das mensagens eletrônicas trocadas pelos ministros do STF foi uma flagrante ilegalidade. Pior é ver que alguns jornalistas e políticos consideraram normal essa violação de correspondência. Mais do que isso, festejaram.

Um ttulo sensacionalista para uma matria que no notcia
Publicado em 24-Ago-2007
A Folha de hoje, com um título sensacionalista, desmentido pela própria matéria, diz: "Mensaleiros fizeram operações suspeitas no valor de 1,23 bilhões".
A Folha de hoje, com um título sensacionalista, desmentido pela própria matéria, diz: "Mensaleiros fizeram operações suspeitas no valor de 1,23 bilhões" (só para assinantes). Mas, na matéria, lemos que "ao fazer o balanço, o Coaf ressalva que as cifras do total de transações financeiras contem distorções. É possível, por exemplo, que seja contado duas vezes um mesmo dinheiro que entrou e saiu de uma conta, o que duplicaria o valor considerado. Em alguns casos foi considerada uma única transação, em outros, um período longo de saques e/ou depósitos.", Ou seja, simplesmente uma noticia que não é notícia. Quer dizer, o número tanto pode ser R$ 1,23 bilhões, R$ 1,89 bilhões ou R$ 300 milhões ou R$ 500 milhões. Além da generalização "mensaleiros. Os 27, os 37, os 40?
Até onde vai a irresponsabilidade da imprensa e, no caso, das autoridades que fornecem legalmente (?) essas informações?
Espero que o ombusdmam da Folha não deixe passar essa barbaridade jornalística do jornal e que as autoridades do COAF não continuem com essa prática irresponsável de repassar para a imprensa informações inverídicas.
De minha parte, reitero que durante 17 meses fui fiscalizado pela Receita Federal, no período de 2000 a 2005, e não tenho nenhuma operação financeira atípica, nem suspeita.

Um sinal positivo de confiana
Publicado em 24-Ago-2007
O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no Brasil acumulado em 12 meses atingiu US$ 34,3 bilhões, o maior volume já registrado desde o início da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947.
O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) no Brasil acumulado em 12 meses atingiu US$ 34,3 bilhões, o maior volume já registrado desde o início da série histórica do Banco Central, iniciada em 1947. Esta superação do recorde anterior, do ano de 2000, ocorre mesmo sem ingressos de IDE em operações de privatização nos últimos 12 meses. Em 2000, quando os fluxos de IDE atingiram US$ 32,8 bilhões, os ingressos de IDE para operações de privatização contribuíram com US$ 7,1 bilhões, ou 22% do montante total de IDE do mesmo ano.
Diante disso, as expectativas de mercado para o ingresso de IDE em 2007 devem continuar sendo revisadas para cima. Mas o que mais surpreende é que esta superação do recorde histórico de ingressos de IDE no Brasil e das expectativas de mercado acontece em meio a um ajuste de liquidez global.
É uma indicação de que, mesmo diante da incerteza em relação ao cenário global, a percepção do investidor estrangeiro das condições de crescimento sustentável da economia brasileira em um horizonte de longo prazo segue positiva.

Outra boa notcia
Publicado em 24-Ago-2007
O governo começou a discutir a proposta de reforma tributária que o ministro Guido Mantega negociou com Estados e Municípios.
O governo começou a discutir a proposta de reforma tributária que o ministro Guido Mantega negociou com Estados e Municípios. Propõe a criação de um IVA (Imposto de Valor Agregado), fundindo o PIS, a Cofins, o IPI e a CIDE, e um IVA Estadual (hoje é municipal) com o ICMS e o ISS. Além da racionalidade e previsibilidade (hoje as alíquotas mudam constantemente), o IVA poria fim à guerra fiscal, com a cobrança no destino, a diminuição do número de alíquotas e a simplificação da legislação, e a tormentosa ladainha dos créditos de exportação e dos créditos em geral, hoje gerados ou pela cobrança na origem ou pelas isenções fiscais. Na prática, os empresários não conseguem nem receber dos Estados, nem compensar os créditos que detém das exportações ou de operações interestaduais.
Na verdade, o país precisa de um encontro de contas geral nos créditos e débitos fiscais, com a criação, inclusive, de um mercado de papéis, títulos de crédito e de dívida, que possibilitasse ao empresariado quitar dívidas tributárias ou previdenciárias com os governos com créditos tributários que detêm contra os governos. Seria o mínimo para sanear passivos que não levam a nada. Nem o governo cobra, nem paga.
Fica faltando a imediata desoneração das folhas de pagamento da Previdência. Ou seja, a incidência da contribuição previdenciária não sobre a folha de pagamentos,como é hoje, mas sobre o faturamento das empresas. Medida necessária,que não precisa de lei ou emenda constitucional,já foi aprovada. Além de socialmente mais justa, desonera a pequena e média empresa, estimula a formalização do emprego e o investimento.
A conferir.

Uma boa notcia para o Brasil
Publicado em 24-Ago-2007
A agência internacional de classificação de riscos Moody's elevou a nota do Brasil
A agência internacional de classificação de riscos Moody's elevou a nota do Brasil, seguindo a avaliação que já haviam feito duas outras agências, a Standart & Poor e a Fitch Ratings, deixando nosso país a uma nota do grau de investimento.
As razões são óbvias e deixam os críticos do governo e do presidente Lula em maus lençóis: queda dos juros, que diminuem a dívida interna (e como), melhor perfil da dívida interna, mais títulos pré-fixados, que não dependem da Selic, mais reservas, US$ 160 bilhões (quem diria), balança de pagamentos favorável e, por fim, maior crescimento do PIB.
Como vemos, o Brasil está bem. O que não significa que podemos baixar a guarda frente a crise das bolsas e do mercado imobiliário nos EUA. Precisamos crescer mais, resolver nossos problemas na infra-estrutura, na educação e inovação, na gestão pública e continuar ampliando os investimentos sociais, principalmente na educação e na infra-estrutura urbana.
A conferir.
Também a revista "The Economist", segundo o Estadão de hoje, na matéria "Pais é exemplo na AL" (só para assinantes). Ou, seja rende-se aos fatos.
Leiam um trecho da matéria que diz tudo. O texto lembra que o Brasil foi afetado por crises globais em 2002, 1999 e 1998, mas agora o cenário é diferente, já que o País atingiu a meta semestral de superávit orçamentário (antes do pagamento de dívidas), tem um bom superávit de conta corrente e conseguiu acumular cerca de US$ 160 bilhões em reservas. "Aliás, o Brasil é agora credor de dólares, o que significa que tem muito menos a temer em relação a uma queda do real frente ao dólar. "
A revista lembra que a Bovespa foi atingida pelas turbulências recentes, mas diz que "o fato de os mercados não terem caído ainda mais é testemunha da recém-descoberta animação macroeconômica do Brasil".
"No passado mais turbulento, uma rápida saída de dinheiro do Brasil e dos seus vizinhos poderia ter desencadeado moedas mais fracas, custos de dívidas maiores, inflação mais acelerada e juros punitivos", diz a Economist. "Mas, se Lula estiver certo, este enredo econômico medonho pode não ser mais eminentemente latino-americano."

A defesa de Jos Dirceu
Publicado em 23-Ago-2007
Assista aqui o vídeo com a íntegra da sustentação oral da minha defesa, feita pelo advogado José Luis de Oliveira Lima, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, que está julgando a denúncia do Procurador-Geral da República.

Assista aqui o vídeo com a íntegra da sustentação oral da minha defesa, feita pelo advogado José Luis de Oliveira Lima, na sessão de ontem do Supremo Tribunal Federal, que está julgando a denúncia do Procurador-Geral da República.
Mudanas no clculo do dficit da Previdncia
Publicado em 23-Ago-2007
A matéria “Cálculo do déficit da Previdência vai mudar”, do Estadão de hoje (só para assinantes) informa que o Fórum Nacional da Previdência Social aprovou uma mudança na contabilidade da Previdência Social.
A matéria “Cálculo do déficit da Previdência vai mudar”, do Estadão de hoje (só para assinantes) informa que o Fórum Nacional da Previdência Social aprovou uma mudança na contabilidade da Previdência Social. Pela proposta aprovada, o cálculo do déficit deverá levar em consideração apenas as receitas e despesas com os contribuintes da área urbana e o Tesouro Nacional terá de reembolsar os cofres do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pelas renúncias da contribuição previdenciária feitas com entidades filantrópicas, micro e pequenas empresas, entre outros setores. Com a nova metodologia, o déficit da Previdência no ano passado cairia dos R$ 42 bilhões para apenas R$ 3,8 bilhões.
"As despesas com a área rural, com a renúncia às entidades filantrópicas, do Super-Simples serão financiadas pela seguridade social, com o uso dos recursos da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e da parcela de 0,10% da CPMF", explicou o ministro da Previdência, Luiz Marinho.
"Essas despesas não entrarão mais no cálculo do déficit da Previdência, pois serão contabilizadas como assistência social. Aliás, ele (o déficit) nunca deveria ter sido anunciado dessa forma", afirmou Marinho. Segundo ele, "essa conceituação foi feita lá fora para fragilizar a Previdência (brasileira) e quem sabe se não era motivação de muitos o desejo de se discutir a privatização", acusou.
Essa mudança na contabilidade é um dos pontos centrais da reforma previdenciária e dará a dimensão real do problema que o governo deseja enfrentar e a amplitude das medidas que pretende apresentar.

A turma da bufunfa
Publicado em 23-Ago-2007
“A maior ameaça ao crescimento talvez seja interna. A turma da bufunfa, embora "cansada", já se agita e já se mobiliza...
“A maior ameaça ao crescimento talvez seja interna. A turma da bufunfa, embora "cansada", já se agita e já se mobiliza. Pede aumento do superávit fiscal primário. Quer que o Banco Central interrompa, ou pelo menos desacelere, os cortes na taxa básica de juro.”
“Na realidade, a turma da bufunfa é incansável. Sempre encontra um motivo ou pretexto para manter os juros nas alturas. Quando não é a crise financeira externa, é o risco de inflação. Quando não é a inflação, é o crescimento exageradamente robusto da economia brasileira. Quando não é o crescimento, é o risco de crescimento excessivo - e vai por aí”.
“Se dependesse dessa turma, o Brasil estaria eternamente condenado ao crescimento medíocre. Até o economista John Williamson, conhecido como "pai do Consenso de Washington", em entrevista publicada na Folha de ontem, comentou que seria "sábia" a decisão de continuar diminuindo os juros no Brasil”.
Trechos do excelente artigo “Ameaças ao crescimento?”, do economista Paulo Nogueira Batista Jr., diretor do Brasil no FMI, na Folha de hoje (só para assinantes), comentando o risco da turbulência financeira internacional ameaçar o crescimento da economia brasileira e afastando as soluções ortodoxas, defendidas pelos conservadores de sempre, como o aumento do superávit fiscal e a desaceleração do ritmo de redução das taxas de juro.
Vale a pena ler.

Ministro do STF critica a divulgao de mensagens de ministros
Publicado em 23-Ago-2007
A Folha Online informa, em nota postada às 11h42, que o ministro Eros Grau, do STF, criticou hoje a divulgação de trechos de diálogos que seus colegas trocaram durante o primeiro dia de julgamento da denúncia contra 40 acusados de envolvimento com o mensalão.
A Folha Online informa, em nota postada às 11h42, que o ministro Eros Grau, do STF, criticou hoje a divulgação de trechos de diálogos que seus colegas trocaram durante o primeiro dia de julgamento da denúncia contra 40 acusados de envolvimento com o mensalão. Irritado, Grau afirmou que foi surpreendido com a divulgação das conversas.
"Nunca vi isso antes nesse Tribunal. Nem a imprensa entrar [no plenário] e interceptar correspondência nem esse tipo de diálogo [entre os ministros]", afirmou Grau ao chegar ao prédio do STF.
Na divulgação dos trechos do diálogo, os ministros Ricardo Lewandowski e Carmen Lúcia trocaram e-mails e opiniões sobre o julgamento. Segundo reportagem do jornal "O Globo" de hoje, eles trocaram mensagens pelo computador que revelam conversas sobre seus votos e um possível reflexo do julgamento na sucessão do ministro Sepúlveda Pertence, que se aposentou na semana passada.
Nas conversas, a ministra se referiria a Grau pelo apelido de "cupido". Já Lewandowski demonstraria dúvida sobre a denúncia de crime de peculato, imputado a alguns dos acusados.

Os brasileiros esto consumindo mais
Publicado em 23-Ago-2007
A boa notícia está nos jornais de hoje. O consumo dos brasileiros cresceu 6% em volume (quantidade de itens comprados) no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
A boa notícia está nos jornais de hoje. O consumo dos brasileiros cresceu 6% em volume (quantidade de itens comprados) no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Metade desse crescimento veio da classe C, à qual foram incorporadas 435 mil novas famílias. Os gastos dos domicílios em geral avançaram ainda mais: 11% no período.
Os dados fazem parte de estudo da LatinPanel, empresa de pesquisa do grupo Ibope que acompanha semanalmente o consumo de 8.200 domicílios em todo o país, monitorando 70 categorias de produtos, entre alimentos, bebidas e artigos de higiene e limpeza.
As famílias de classe C (renda mensal entre quatro e dez salários mínimos, R$1.520 a R$3.800) também aumentaram em 7% a freqüência de compras, um efeito da elevação de 3,9% no rendimento médio dos trabalhadores, apontado em maio pelo IBGE. Os lares da classe C - que representa 33% da população e 35% do consumo - ampliaram em 3% o volume médio dos produtos comprados e em 7% o valor médio das compras.
“As famílias da classe C tiveram uma ligeira melhora na renda, continuam utilizando as facilidades do crédito para consumir mais e contaram com uma estabilidade de preços”, explica Maria Andréa Ferreira, coordenadora da pesquisa da LatinPanel.
Esses dados comprovam com clareza que a política econômica do governo Lula e suas políticas sociais estão, efetivamente, melhorando as condições de vida dos brasileiros, aumentando a renda das parcelas menos favorecidas o que, ao lado da maior oferta de crédito e da estabilidade de preços, contribuiu para aumentar o volume de compras, gerar novos empregos e promover o crescimento da economia.
O caminho é esse. Crescer fortalecendo o mercado interno, aumentando a produção, gerando novos empregos e crescendo a renda da população.

Dficit nominal zero
Publicado em 23-Ago-2007
Nosso ministro Guido Mantega, otimista, o que é bom, anuncia que em 2010 teremos déficit nominal zero.
Nosso ministro Guido Mantega, otimista, o que é bom, anuncia que em 2010 teremos déficit nominal zero. Ou seja, depois de pagar os juros de nossa dívida interna com base no superávit fiscal que mantemos há nove anos, não teremos déficit. Hoje, apesar do superávit de 4,25% do PIB, que foi de R$ 2,322 trilhões no ano passado, e da meta de 3,8% esse ano, a União, estados e municípios vão ter de economizar a bagatela de R$ 95,9 bilhões. Faltam recursos para pagar o serviço da dívida, que é de R$ 142 bilhões em 2006. Daí o déficit nominal que, em 2007, está previsto para ser de 2,3% do PIB.
Espero que alcancemos o déficit zero com mais crescimento. Ou seja, com juros menores e um serviço da dívida menor, com mais arrecadação pelo crescimento e não pelo aumento da carga tributária e que para atingir o déficit zero não caíam os investimentos públicos que precisam aumentar pelo menos 1% do PIB.
Só para se ter uma idéia, no primeiro semestre, o superávit fiscal da União, estados e municípios foi de R$ 71,18 bilhões, 5,9% do PIB. Bastante acima da meta de 3,8%. Para que, ninguém sabe. Também só para comparar: todos os investimentos do PAC em 2007 são de R$ 15,8 bilhões.

Crescer e crescer
Publicado em 23-Ago-2007
Vem aí uma nova etapa da política industrial do país.
Vem aí uma nova etapa da política industrial do país. Segundo o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, e Luciano Coutinho, presidente do BNDES, o governo apoiará os setores automotivos, naval, eletroeletrônico, de semicondutores, fármacos, de química fina e inovação tecnológica, com desonerações tributárias e financiamento a longo prazo. Nas palavras do presidente do BNDES: "Vamos forçar no investimento. No aumento da formação de capital do conjunto do setor produtivo, especialmente da indústria, de forma a ampliar o número de empregos, renda e a competitividade externa". Ou seja, apoiar-se no crescimento do nosso mercado interno e das exportações para incentivar e garantir uma taxa maior de investimentos e formação bruta de capital, particularmente na indústria. Quer dizer, empregos e salários melhores e mais qualificados.
Essa é uma boa notícia na contramão daqueles que pregam mais juros e superávit. Apesar da crise das bolsas, o país deve e pode continuar a política de desonerações e manter a queda dos juros. Basta ver o aumento da arrecadação até julho.
A saída é crescer e crescer.

Mudana na matriz de transportes brasileira
Publicado em 22-Ago-2007
O Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), apresentado na sexta-feira passada (17/08), pelo Secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério do Transporte, Marcelo Perrupato, na Federação das Indústrias e Empresas de Mato Grosso (FIEMT), prevê mudanças na matriz de transportes brasileira.
O Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), apresentado na sexta-feira passada (17/08), pelo Secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério do Transporte, Marcelo Perrupato, na Federação das Indústrias e Empresas de Mato Grosso (FIEMT), prevê mudanças na matriz de transportes brasileiras. As ferrovias e hidrovias do país passarão a ter uma maior participação no transportes de cargas do país. Depois do PAC, o PNLT é mais uma garantia de crescimento do país e dos Estados. Ele vai evitar os apagões de logística.
Leia mais no portal Webtranspo.
Uma boa notcia para Cuba
Publicado em 22-Ago-2007
O pré-candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, propôs em um artigo escrito no "Miami Herald" mudar a política americana com relação a Cuba
O pré-candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, propôs em um artigo escrito no "Miami Herald" mudar a política americana com relação a Cuba, no que é apoiado pela maioria dos norte-americanos, conforme já noticiamos aqui no blog. O democrata propôs autorizar um número maior de visitas de americanos a Cuba, hoje limitada a uma vez a cada três anos, e também aumentar o limite de remessas de recursos de cubanos residentes nos Estados Unidos para seus familiares em Cuba, que hoje é de 300 dólares quatro vezes ao ano. Segundo o pré-candidato democrata, as medidas tomadas pelo governo Bush somente penalizam o povo de Cuba.
Assemblia de SP arquiva investigao sobre tucano
Publicado em 22-Ago-2007
Os jornais de hoje noticiam que o Conselho de Ética da Assembléia Legislativa de São Paulo, composto em sua maioria por integrantes da base governista, arquivou ontem, por unanimidade, o processo destinado a investigar o envolvimento do deputado tucano Mauro Bragato em irregularidades na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Os jornais de hoje noticiam que o Conselho de Ética da Assembléia Legislativa de São Paulo, composto em sua maioria por integrantes da base governista, arquivou ontem, por unanimidade, o processo destinado a investigar o envolvimento do deputado tucano Mauro Bragato em irregularidades na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano).
Investigado pelo Ministério Público sob a suspeita de ter recebido dinheiro de uma empresa contratada para a construção de casas populares no Estado, Bragato - que ocupou a secretaria estadual de Habitação, da qual também foi subsecretário - é líder da bancada do PSDB na Alesp. Mas pediu licença para se defender.
Em seu relatório, o deputado Davi Zaia (PPS) alegou que a documentação encaminhada pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado só os convenceu "da insubsistência da causa, posto que revela a inexistência de fato concreto, de elemento idôneo capaz de justificar oferecimento de denúncia". E disse que o Ministério Público busca provas contra Bragato há seis meses, acrescentando: "Não é nosso papel investigar deputado".
Numa comissão em que oito dos nove integrantes compõem a base governista, a surpresa ficou por conta do presidente do conselho, o petista Hamilton Pereira. Único representante da oposição, Pereira fez questão de manifestar seu voto - só necessário em caso de desempate - pelo arquivamento da denúncia apresentada pelo seu próprio partido e pelo PSOL. Contrariando orientação do PT - de levar o caso adiante - Pereira encerrou a reunião, de pouco mais de meia hora, afirmando que aquele era um resultado justo. Ao justificar sua decisão, Pereira disse que o fato de o PT ser rigoroso não o credenciava "a ficar inventando coisas contra um deputado". "Não há como encontrar o que não existe nos autos. Não há substância comprobatória da culpa do deputado", afirmou Pereira, admitindo que este era um julgamento político.
O líder do PT, Simão Pedro, afirmou que insistirá na instalação de uma CPI sobre a CDHU.
Realmente é inacreditável e incompreensível a lógica tucana. Em São Paulo, arquivam toda e qualquer tentativa de investigação de irregularidade praticadas no governo do Estado. Mas, em Brasília, dizem que estão em vigília acompanhando o julgamento do STF, e o seu presidente nacional, Tasso Jereissati, diz que não existem provas de que o ex-governador tucano Eduardo Azeredo utilizou recursos de caixa dois na sua campanha eleitoral.
É a ética de dois pesos e duas medidas.

Governo nega ajuste fiscal contra crise internacional
Publicado em 22-Ago-2007
Muito boa a entrevista “Mantega descarta aperto fiscal e mantém aposta em PIB de até 5%”, no Estadão de hoje (em área aberta a não assinantes).
Muito boa a entrevista “Mantega descarta aperto fiscal e mantém aposta em PIB de até 5%”, no Estadão de hoje (em área aberta a não assinantes). Nela, o ministro nega o ajuste fiscal, pedido pelos conservadores, descarta qualquer risco de pressão inflacionária e, otimista, sustenta que o Brasil crescerá, e bem, esse ano.
Veja um trecho da entrevista:
O senhor não vê razão, então, para que o Banco Central mude sua trajetória de taxa de juros?
Não vou me manifestar sobre trajetória de taxa de juros, a 15 dias da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O que digo é que não vejo nenhuma pressão inflacionária. Fui o expositor na reunião no Palácio do Planalto (realizada na última segunda-feira, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva). O que falei na reunião foi que, com esse fluxo de capital que nós temos do exterior, mesmo que ele caia pela metade, para um terço, nós continuaremos a ter um fluxo positivo de dólares no País. O que vai pressionar para a valorização do real. Isso nos faz descartar a possibilidade de um "pass through", ou seja, de uma inflação trazida pela desvalorização da moeda. Na reunião, eu disse que não há temores de pressões inflacionárias.
O governo cogitou adotar medidas preventivas de ajuste fiscal para enfrentar a crise?
Eu não cogitei. Se adotarmos uma retração do gasto público e do investimento, a medida levaria a uma desaceleração da atividade econômica. Você faria justamente o que não se deve fazer. Um País em que a receita cresce mais rapidamente do que a despesa, a dívida pública vem caindo, que tem reservas, por que teria de fazer um ajuste fiscal adicional?
Vale a pena ler.

O atraso do atraso
Publicado em 22-Ago-2007
A posição da ANJ, hoje noticiada nos jornais, contra qualquer regulamentação das atividades dos jornalistas que cobrem o mercado financeiro, é inacreditável
A posição da ANJ, hoje noticiada nos jornais, contra qualquer regulamentação das atividades dos jornalistas que cobrem o mercado financeiro, é inacreditável e é quase uma declaração que a imprensa está acima da Constituição e da lei, a pretexto de se defender a liberdade de expressão. A Associação Nacional de Jornais com essa posição assume o grave risco de ser responsabilizada, no futuro, pelos desvios de conduta de seus afiliados.
A norma reguladora que a CVM quer implantar existe em todo mundo e em todos os mercados de ações e valores. Portanto, não tem nada a ver com restrições à liberdade de imprensa e de expressão, ou garantias constitucionais, e sim com manipulação de mercados, uso de informações confidenciais e fraudes.
Ou seja, exige sim uma regulamentação, como acontece em todas as atividades no país.
A hora da reforma tributria
Publicado em 22-Ago-2007
Volta ao debate a nossa velha e pesada carga tributária, como o próprio ministro Guido Mantega já classificou, regressiva, injusta e irracional.
Volta ao debate a nossa velha e pesada carga tributária, como o próprio ministro Guido Mantega já classificou, regressiva, injusta e irracional. Urge uma reforma tributária, que segundo o ministro, está no forno do governo. Mas, enquanto não se faz a reforma, a economia cresce e a arrecadação, nos primeiros sete meses desse ano, cresceu 10,34% em relação ao mesmo período de 2006. Foram R$ 333 bilhões de arrecadação, graças, segundo a própria Receita Federal, ao crescimento da indústria e do lucro das empresas, destacando-se os setores de máquinas e equipamentos, automotor e metalurgia básica.
Apesar dos R$ 30 bilhões de desoneração feita, em boa hora, pelo governo Lula de forma seletiva para apoiar as exportações, os investimentos, a construção civil, a micro e pequena empresa, a inovação, dentro de uma política industrial e do PAC, temos mais arrecadação e, portanto, podemos desonerar mais, investir mais ou pagar parte de nossa dívida interna. Aliás, a principal responsável pela alta carga tributária, já que pagamos quase R$ 150 bilhões de juros de seu serviço. Daí o superávit fiscal de 3,8% do PIB. Ou seja, utilizamos quase R$ 100 bilhões dessa carga tributária para pagar juros da dívida interna. O restante pagamos com dívida nova.
À medida que os juros reais caiam, podemos diminuir o superávit e investir mais, já que o país necessita não apenas 0,5% do PIB em investimentos a mais, no PAC, mas de, no mínimo, 1,5%. Basta olhar as carências do país nas áreas de infra-estrutura, saúde, educação, segurança e justiça, meio ambiente, transportes coletivos, cultura e, apesar do esforço fantástico do governo com o PAC, saneamento e habitação.
Como tenho dito e repetido, a própria crise que recomeça nos estados, com greves selvagens e muitas vezes beirando à irresponsabilidade, para dizer o mínimo, nas áreas de saúde, educação e segurança, é um sinal da necessidade da reforma tributária e de um novo pacto federativo.
Se a carga tributária fosse alta e retornasse em investimentos, os custos e gastos das empresas e famílias seriam menores em serviços públicos e infra estrutura, o que pelo menos justificaria a alta carga tributária que hoje pagamos. Espero que a proposta da reforma tributária que o ministro Guido Mantega anuncia, possa começar a enfrentar a irracionalidade, injustiça e regressividade dos impostos de hoje.

O que pesa contra Dirceu
Publicado em 21-Ago-2007
Esse é o título do comentário do jornalista Ricardo Noblat, postado hoje, no seu blog.
Esse é o título do comentário do jornalista Ricardo Noblat, postado hoje, no seu blog.
Vejam o que ele diz:
"A denúncia contra o ex-ministro se ampara menos em fatos objetivos e mais na ilação de que o conjunto de eventos conhecidos como o Caso do Mensalão só poderia ter acontecido com o conhecimento e a participação dele.
Os únicos fatos objetivos citados são a acusação feita por Jefferson e a ajuda dada por Marcos Valério à ex-mulher de Dirceu, que por meio dele vendeu um imóvel, conseguiu um empréstimo bancário e um emprego.
A ilação de que nada poderia ter acontecido sem o conhecimento e a participação de Dirceu poderia valer também para Lula, por exemplo, chefe de Dirceu e avisado com antecedência por Jefferson sobre o que ocorria. Mas não valeu. Lula não foi mencionado na denúncia.
O que quero dizer? Que Dirceu desconhecia o esquema do mensalão?
Não. Embora não seja advogado e saiba que o mundo por aqui desabará sobre a minha cabeça, digo apenas que a denúncia contra Dirceu não reúne indícios minimamente robustos de que ele conhecia e chefiava o esquema do mensalão. É, por isso mesmo, inconsistente e frágil.
Nem por isso será recusada. O STF não terá peito para isso. Ali, o julgamento não será apenas jurídico - mas político acima de tudo".
Leia aqui a íntegra do texto de Noblat.

Os programas da juventude precisam de coordenao
Publicado em 21-Ago-2007
Em 2004, aos 23 anos, Manuela D´Avilla foi eleita a vereadora mais jovem de Porto Alegre e, em 2006, a deputada federal com a expressiva votação de 272 mil votos, pelo PCdoB-RS

Em 2004, aos 23 anos, Manuela D´Avilla foi eleita a vereadora mais jovem de Porto Alegre e, em 2006, a deputada federal com a expressiva votação de 272 mil votos, pelo PCdoB-RS. Atual relatora da Comissão do Estatuto da Juventude, nessa entrevista que fiz com ela, diz que espera avanços nas políticas para os jovens, fala sobre os problemas da educação e da juventude e discute sua candidatura à prefeitura de Porto Alegre, em 2008.
Leia a íntegra da conversa na seção Entrevista.
O julgamento de Jos Dirceu
Publicado em 21-Ago-2007
"Contra José Dirceu nada mais existem que suspeitas incomprovadas.
"Contra José Dirceu nada mais existem que suspeitas incomprovadas. Submetê-lo ao ônus de ser réu em ação penal com este fundamento agride seus direitos fundamentais e, a rigor, os direitos de toda cidadania. Bastará amanhã a mera suspeita contra qualquer um de nós para que se nos oponha o injusto papel de réu em ação penal.
Pode-se não concordar com José Dirceu. Pelo que acompanhei seu desempenho no governo, sou um de seus críticos nesse aspecto. Pode-se não simpatizar com José Dirceu. Não confiar nele, não apoiá-lo em suas pretensões políticas. Mas a defesa de seus direitos fundamentais é um símbolo que o comportamento cidadão exige como demonstração de que nossos valores constitucionais pairam acima de qualquer poder existente no tecido social, inclusive o exercido pela mídia e seus veículos".
Leiam a íntegra do artigo "O julgamento de José Dirceu", do advogado Pedro Estevam Serrano sobre o julgamento pelo STF da denúncia do Procurador Geral da República publicado no site Última Instância.

Nota do STF
Publicado em 21-Ago-2007
Leiam a nota do Supremo Tribunal Federal sobre o julgamento da denúncia do Procurador Geral da República.
Leiam a nota do Supremo Tribunal Federal sobre o julgamento da denúncia do Procurador Geral da República.
“Diante de reportagens divulgadas na imprensa durante o último final de semana e na data de hoje, que tentam adiantar o entendimento de ministros desta Corte a respeito do Inquérito 2.245, mais conhecido como ‘Mensalão’, o Supremo Tribunal Federal vem a público informar:
1. Os ministros do Supremo irão expressar seus votos sobre o Inquérito 2.245 exclusivamente durante o julgamento agendado para os próximos dias 22, 23 e 24 de agosto. Trata-se de um inquérito complexo, razão pela qual o tribunal dedicará três sessões de julgamento para apreciar o recebimento ou rejeição da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República.
2. A tentativa de antecipar o voto dos ministros é especulação gratuita, sem base em fatos reais. É não menos falsa a versão registrada nos jornais de que os ministros do STF teriam sido procurados por emissários do governo supostamente interessados em obter um prognóstico da decisão.
3. Ao longo de toda sua história, o Supremo Tribunal Federal tem se notabilizado pela independência de seus integrantes, cujas decisões são baseadas no livre convencimento a respeito dos fatos e na aplicação do direito.
Brasília, 20 de agosto de 2007.
Secretaria de Comunicação Social do Supremo Tribunal Federal”

Uma grave tentativa de pressionar o STF
Publicado em 21-Ago-2007
Meu advogado, José Luís de Oliveira Lima, já falou sobre a denúncia apresentada ontem pelo Ministério Público do DF contra mim e mais 36 cidadãos.
Meu advogado, José Luís de Oliveira Lima, já falou sobre a denúncia apresentada ontem pelo Ministério Público do DF contra mim e mais 36 cidadãos. Trata-se, evidentemente, de um abuso e de uma tentativa de influenciar não só a sociedade, às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal da denúncia do Procurador-Geral da República, mas de pressionar a própria Suprema Corte. Trata-se, como bem disse meu advogado, de um “panfleto partidário".
Vejam bem, o MP do DF teve mais de dois anos para apresentar a denúncia e não o fez. Na semana passada, solicitou e obteve, como é natural, do relator do processo no STF, ministro Joaquim Barbosa, acesso a toda documentação sigilosa da denúncia em julgamento no Supremo e, em menos de uma semana, apresenta essa nova denúncia, me acusando de improbidade administrativa. Como é possível, se o Procurador-Geral da República levou quase um ano para apresentar a sua denúncia, em marco de 2006?
Fica evidente o caráter político e de pressão dessa nova denúncia. Sem falar no abuso que assistimos no país por parte do MPF na proposição de ações de improbidade administrativa, abuso esse exaustivamente repelido por vários ministros do Supremo e fartamente noticiado pela imprensa. Para relembrar, basta consultar meu próprio blog que retratou os debates no Supremo e o noticiário da imprensa no primeiro semestre desse ano, nas notas "Uma acusação gravíssima", "Procuradores defendem MPF de críticas de ministros do STF", "Nota da presidente do STF" e "As denúncias do ministro Gilmar Mendes", publicadas em março deste ano.
Repilo que pratiquei atos contrários à administração pública, ou pior, a acusação, descabida, de enriquecimento ilícito. Durante 17 meses a Receita Federal fiscalizou minha vida fiscal, bancária e patrimonial de 2000 a 2005 nada encontrando de ilícito penal, sonegação ou enriquecimento ilícito. Como é possível me acusar de improbidade administrativa se nos 30 meses em que fui ministro da Casa Civil não respondi a nenhuma investigação, inquérito ou ação e se o TCU me deu uma certidão negativa? Ou seja, não respondi e não respondo a nenhuma investigação naquele tribunal. Muito menos na CGU ou na Justiça.
Ao fazer essa denúncia, na prática, o MP do DF se antecipa ao julgamento do mérito no STF, usa um instituto, a ação de improbidade administrativa, questionado por vários ministros do Supremo, para passar por cima da Corte Suprema. Fica claro, portanto, a grave tentativa, grave porque atenta, como também afirmou meu advogado, contra o Estado Democrático de Direito, do MP do DF de criar um fato político para pressionar o STF pela aceitação da denúncia, o que, seguramente, não acontecerá, porque acredito na independência e autonomia dos ministros que compõem aquela corte.
Vejam também as matérias “Caso é usado como panfleto, diz advogado”, da Folha, e “Defesa afirma estranhar iniciativa dos procuradores”, do Estadão (só para assinantes), onde advogados criticam a denúncia do MPDF.

Uma entrevista que vale a pena ler
Publicado em 21-Ago-2007
Leia e confira na Folha de hoje (só para assinantes), a entrevista – “Investir é arma anticrise”, do ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, membro do IEDI e economista.
Leia e confira na Folha de hoje (só para assinantes), a entrevista – “Investir é arma anticrise”, do ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Júlio Sérgio Gomes de Almeida, membro do IEDI e economista.
Veja um trecho:
FOLHA - Mas o governo nem sequer consegue gastar com o PAC.
GOMES DE ALMEIDA - É questão de tempo. As pessoas têm que entender o PAC como ruptura de um processo de inércia dentro do setor público. O setor público foi desenvolvido, nos últimos 15 anos, para proteger o não-gasto. O PAC tem um impacto sobre o orçamento público de mais ou menos 0,5% [do PIB] adicional por ano. Tinha que ser alguma coisa como 1,5%. Será preciso optar entre manter o superávit primário [economia para pagar juros da dívida pública] e fazer esse tipo de coisa. É uma escolha. Não estou propondo que se reduza o superávit primário, mas imaginando uma meta, lá para o futuro, em que o PAC seja três vezes maior. Teremos de fazer investimentos maiores na infra-estrutura, um grande gargalo do nosso investimento.

1,2 milho de empregos at julho
Publicado em 21-Ago-2007
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados ontem pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, até julho, foram criados no Brasil 1,222 milhão de empregos formais.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados ontem pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, até julho, foram criados no Brasil 1,222 milhão de empregos formais. Quem diria que isso seria possível? Uma grande vitória do nosso pais e do nosso povo.
PAC da Segurana
Publicado em 21-Ago-2007
Os jornais de hoje noticiam o lançamento, ontem, no Palácio do Planalto, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), também chamado de PAC da Segurança.
Os jornais de hoje noticiam o lançamento, ontem, no Palácio do Planalto, do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), também chamado de PAC da Segurança. O plano - constituído de uma medida provisória, seis projetos de lei, uma portaria, um decreto e um Proposta de Emenda Constitucional (PEC) - prevê investimento de R$ 6,707 bilhões até o fim de 2012, pagamento de bolsa para formação de 492.424 policiais nos próximos quatro anos (82% do efetivo nacional) e redução do número de homicídios dos atuais 29 por 100 mil habitantes (na média) para 12, até 2012. O Pronasci será implementado inicialmente em 11 regiões metropolitanas consideradas as mais violentas do país: Rio, São Paulo, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Maceió, Recife, Brasília (entorno), Belém, Curitiba e Porto Alegre. Os recursos do Pronasci serão do governo federal. Estados e municípios não precisarão dar contrapartidas financeiras.
O Pronasci espera atingir 425 mil jovens na faixa etária entre 18 e 29 anos, incluindo 63 mil reservistas. Dois projetos serão direcionados a eles: o Reservista-Cidadão, com duração de 12 meses, cujo objetivo é manter contato com jovens infratores; e o Proteção dos Jovens em Território Vulnerável (Protejo), destinado à formação e inclusão social daqueles em conflito com a lei. Cada um receberá R$100 mensais.
Um dos projetos de lei encaminhados ao Congresso pelo governo irá permitir que o detento que voltar a estudar e se formar possa ter remissão da pena. Atualmente, esse direito só atinge os que trabalham. Pelo projeto, cada 18 horas de estudo representarão um dia a menos na prisão. O governo federal planeja construir 93 presídios destinados exclusivamente a jovens entre 18 e 24 anos. Das novas vagas, 33,4 mil serão para homens, e 4,4 mil, para mulheres.
O presidente Lula elogiou a iniciativa de envolver a sociedade no combate à violência.

O colapso do sistema nico de sade no Nordeste
Publicado em 21-Ago-2007
Com pouco destaque na mídia escrita, continua o colapso do sistema único de saúde no Nordeste.
Com pouco destaque na mídia escrita, continua o colapso do sistema único de saúde no Nordeste. Na Paraíba e em Alagoas a situação se agravou e o governo federal anunciou o envio de recursos e fez reuniões de avaliação. Boas medidas que, no entanto, não resolvem o problema, que é grave e estrutural.
Não temos saída. Precisamos de mais recursos para os Estados, de uma reforma tributária e de uma renegociação da dívida dos estados com a União. Caso contrário, repito o que já escrevi, vamos continuar a assistir o colapso do sistema de saúde e crises sucessivas na educação e segurança dos Estados, pelo simples fato de que as contas não fecham. A arrecadação dos Estados, meswmo em crescimento, não é suficiente para pagar os 13% da receita líquida do serviço da dívida interna e a folha de pagamento e custeio, restando pouco para investimentos. Sem falar nos desmandos e abusos cometidos por muitos governadores.
Precisamos de uma solução política para o problema que envolva uma rediscussão do pacto federativo e recursos do governo federal.

Volta o debate sobre o Banco do Sul
Publicado em 21-Ago-2007
A atual crise nos mercados financeiros e nas Bolsas nos traz de volta a proposta de criação do Banco do Sul.
A atual crise nos mercados financeiros e nas Bolsas nos traz de volta a proposta de criação do Banco do Sul. Como podemos constatar, pela volatilidade e instabilidade nos mercados e Bolsas chegou a hora da América do Sul e, depois da América Latina, ter uma instituição financeira que possa não só financiar projetos, investimentos, comércio, pesquisas, nossa infra-estrutura comum de energia, transportes e comunicações, mas também servir de banco de retaguarda nas crises internacionais. Como fez recentemente a Ásia, ao criar o seu próprio FMI.
É lógico que esse Banco não surgirá pronto, sequer o Banco do Sul atual sairá facilmente. São muitas as divergências entre o Brasil e a Venezuela sobre temas importantes, não sobre a sede do Banco ou sua extensão para além da América do Sul, mas sobre seu caráter, suas regras de governança e a adesão ou não às instituições internacionais bancárias que regulam - regulam(?) - o sistema bancário mundial com suas convenções e regras.
Temos experiências excelentes em nossa América do Sul, como o BNDES brasileiro, o Fundo de Fomento do Plata e a CAF, Corporacion Andina de Fomento, que podem e devem servir de base para o Banco do Sul.
Mas tudo indica que a opção será pela criação de um novo Banco com capital e estrutura novas apto para financiar o desenvolvimento da região e, espero, para evoluir no futuro e ser um banco em busca de uma moeda única, num mercado livre, numa associação de nações sul- americanas com instituições políticas supra nacionais, ao estilo da União Européia.

Energia: o debate torto
Publicado em 20-Ago-2007
"A disponibilidade de energia, bem como de outros insumos como água, capital, tecnologia, recursos minerais, alimentos e mão de obra, é condição sine-qua-non de sobrevivência de qualquer civilização...
"A disponibilidade de energia, bem como de outros insumos como água, capital, tecnologia, recursos minerais, alimentos e mão de obra, é condição sine-qua-non de sobrevivência de qualquer civilização. A presença maior ou menor de algum desses insumos moldam a política e o desenvolvimento econômico e social e são fundamentais para o transporte, indústria, comércio, lazer e bem estar da população. São e foram motivos de guerras e revoluções".
Leiam a íntegra do artigo do engenheiro eletricista, Alexandre Heringer Lisboa, mestre em Engenharia Mecânica e especialista em Energia Eólica, na seção Convidado.
O judeu e o ciclista
Publicado em 20-Ago-2007
"Com tristeza, tenho verificado que, à falta de uma acusação específica, a polícia e o Ministério Público têm indiciado ou denunciado cidadãos que rigorosamente não praticaram concretamente qualquer delito punível...
"Com tristeza, tenho verificado que, à falta de uma acusação específica, a polícia e o Ministério Público têm indiciado ou denunciado cidadãos que rigorosamente não praticaram concretamente qualquer delito punível. É certo que respondem ao reclamo de parte da sociedade que vê na perseguição, na punição, na repressão indiscriminada, na violação dos direitos, na exacerbação das penas a resposta às suas justas angústias. Entendo, mas não posso compactuar quando princípios superiores como a presunção de inocência, o amplo direito de defesa e o devido processo legal são postos de lado como foram no tempo da ditadura".
Esse é um trecho do artigo "O judeu e o ciclista", do advogado Marcelo Cerqueira, publicado no Globo de ontem. Volto a recomendar a sua leitura.
Solidariedade latino-americana
Publicado em 20-Ago-2007
A matéria “Amorim visita Pisco e não descarta reforço de ajuda”, no Estadão de hoje (só para assinantes) é um exemplo concreto da solidariedade e da presença política do Brasil, sementes da integração política da América Latina no futuro.
A matéria “Amorim visita Pisco e não descarta reforço de ajuda”, no Estadão de hoje (só para assinantes) é um exemplo concreto da solidariedade e da presença política do Brasil, sementes da integração política da América Latina no futuro.
O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, chegou ontem a Lima de onde partiu, imediatamente, para a devastada cidade de Pisco. “Conversei com o presidente (peruano) Alan García por 45 ou 50 minutos e transmiti a ele a mensagem de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse o ministro. “Ele agradeceu ao presidente Lula pelo empenho e disposição de ajudar os peruanos. Na conversa, transmiti o compromisso brasileiro de prestar assistência também na fase de reconstrução das áreas atingidas. Sabemos que a reconstrução deve criar demandas novas e vamos estudar a melhor forma de ajudar.”
Trfico, milcia e polcia do Rio torturam nas favelas
Publicado em 20-Ago-2007
Essa é a realidade nua e crua exposta domingo em matérias do jornal carioca O Globo, mostrando como impera para 1.5 milhão de brasileiros e brasileiras uma ditadura e não nossa Constituição.
Essa é a realidade nua e crua exposta domingo em matérias do jornal carioca O Globo, mostrando como impera para 1.5 milhão de brasileiros e brasileiras uma ditadura e não nossa Constituição.
Essa realidade que não cansa de ser jogada, todos os dias, na nossa cara, precisa ser mudada, e só será com a participação massiva do Governo Federal, já que por mais que queiram, os governos municipal e estadual sozinhos não têm recursos para mudá-la.
Tenho defendido que o Governo Federal crie um Fundo Nacional de Desenvolvimento Urbano e coordene todas políticas já existentes para as regiões submetidas ao controle do narcotráfico e do crime organizado e mesmo para todas periferias do Brasil, e em coordenação com os governos do município e do Estado realize um verdadeiro mutirão de obras de infra-estrutura, saneamento,habitação e transportes, de educação,cultura e lazer, dirigidas especialmente à juventude.
No PAC já temos a semente desses investimentos em saneamento e habitação,mas é preciso a ocupação social e institucional das chamadas favelas e periferias pelo poder público, com a prestação de serviços universais de saúde e educação e com um programa de profissionalização e criação de empregos em massa. A participação da sociedade civil e da comunidade é fundamental, sem isso, nada avançará e não eliminaremos essa chaga que nos envergonha.

Uma medida para evitar os vazamentos de informao
Publicado em 20-Ago-2007
A matéria “Lula quer "lei da mordaça" da PF mais rígida”, da Folha de hoje (só para assinantes), noticia que o governo vai propor uma mudança na legislação para permitir a demissão de policial federal que vazar dados sobre investigações.
A matéria “Lula quer "lei da mordaça" da PF mais rígida”, da Folha de hoje (só para assinantes), noticia que o governo vai propor uma mudança na legislação para permitir a demissão de policial federal que vazar dados sobre investigações. A modificação na lei modificação da lei em vigor, que é de 1965, está entre as 94 ações do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), pacote que terá R$ 6,7 bilhões em investimentos com verbas federais nos próximos quatro anos, e será anunciado hoje pelo presidente Lula.
O anteprojeto foi incluído no pacote de segurança porque institui um regime disciplinar mais duro e ágil para os policiais federais, com o objetivo de ampliar também as ações de combate à corrupção policial.
O anteprojeto, encaminhado pelo Ministério da Justiça à Casa Civil em julho, institui penas mínimas e prevê condutas relacionadas a vazamento de informações que podem chegar até à demissão, nos casos em que o vazamento de informações provoque algum prejuízo à investigação ou exponha a instituição.
Uma boa iniciativa.

Resposta a algumas inverdades
Publicado em 20-Ago-2007
Não consigo ficar sem dar respostas às matérias que a imprensa tem publicado a meu respeito.
Não consigo ficar sem dar respostas às matérias que a imprensa tem publicado a meu respeito. Apesar de não dar entrevistas nos últimos dias, por orientação de meu advogado, sou obrigado a responder e esclarecer determinadas matérias, como fiz em relação à do colunista Diogo Mainardi, da Veja. A mídia volta a publicar inverdades, como essa pérola de que dou "consultoria secreta", como escreveu um jornalista da Folha. Todas as minhas consultorias estão declaradas no imposto de renda e não são públicas por uma generalizada e usual prática de confidencialidade, nada mais do que isso. As empresas exigem essa cláusula e, no meu caso, tem o agravante de que jornalistas que me pediam para divulgar os nomes das empresas foram os primeiros a pressionar essas empresas com uma publicidade negativa que beira a exigência de que não me contratem como consultor.
Outra inverdade é que faço lobby. Já respondi inúmeras vezes e até hoje não há nenhuma evidência, prova ou mesmo indício de que faço lobby, mas a cantilena continua. Na verdade, não querem permitir que eu exerça minha profissão de advogado e a atividade legítima de consultor. Querem me interditar, como na ditadura. Não bastou me afastar do governo e do PT e ainda cassar meu mandato. Agora não posso exercer minha profissão e ganhar a vida com a experiência que adquiri em 45 anos de trabalho, já que comecei com 15 anos de idade.
Na sua já prática natural, como se isso fosse ético, nossa imprensa continua escondendo os fatos que provam minha inocência. Um jornal carioca não me cita, mas põe uma foto minha numa matéria sobre denunciados investigados pela Receita Federal que, supostamente, teriam cometido ilícitos ou sonegação. Já declarei inúmeras vezes que durante 17 meses tive minha vida patrimonial, bancária e fiscal, de 2000 a 2005, investigada pela Receita, e nada foi encontrado de ilícito ou sonegação. Logo, fui inocentado, recebi uma espécie de atestado de honestidade da Receita Federal. O mesmo vale para as investigações e inquéritos ou mesmo CPIs nas quais fui inocentado, no chamado caso Waldomiro Diniz, onde eu sequer sou citado em duas investigações, dois inquéritos e duas CPIs, e a denúncia caluniosa do irmão do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, que se retratou em juízo. Nesses casos, também fui inocentado, mas a imprensa finge desconhecer.
Agora, a mídia constrói castelos de cartas sobre meu futuro, quando já deixei claro que minha prioridade é minha defesa no Supremo Tribunal Federal e minha anistia. Não tenho planos futuros, não participo da disputa interna do PT, sou delegado eleito por defensores de todas as teses no meu diretório na Vila Mariana, em São Paulo, e delegado ao Encontro Nacional, eleito pelo Encontro Estadual de São Paulo. Vou ao Congresso do PT como filiado, não voltarei a ser dirigente do PT e não sou candidato às eleições de 2010, simplesmente porque sou inelegível.
Mas tenho legitimidade e direito de fazer política, de ser militante do PT e de participar, porque tenho direitos políticos, apenas sou inelegível por oito anos, fruto de uma cassação sem provas. E não abrirei mão de participar da vida política brasileira, porque nos últimos 40 anos lutei pela democracia, pela construção do PT, pela eleição de Lula e pelo governo do qual tive a honra de participar.
Não aceito a morte civil que querem me impor, nem o pré-julgamento que a mídia já fez. Sou inocente e vou provar.

Diviso do trabalho domstico: ainda injusta
Publicado em 18-Ago-2007
O estudo do IBGE sobre a realização das tarefas domésticas, divulgado hoje pela Folha, mostra que cresceu o número de homens que enfrentam o fogão, a vassoura e o tanque e cuidam dos filhos, mas
O estudo do IBGE sobre a realização das tarefas domésticas, divulgado hoje pela Folha, mostra que cresceu o número de homens que enfrentam o fogão, a vassoura e o tanque e cuidam dos filhos, mas ainda há uma enorme desproporção entre a responsabilidade dos homens e das mulheres. Elas são as mais penalizadas em todas as faixas de renda: perto de 90% das mulheres declararam cuidar das tarefas domésticas, contra 50% dos homens. Como conseqüência, as mulheres dedicam muito mais horas a esse encargo que os homens: 19,9 horas por semana contra 9,8 horas. A boa notícia é que entre a última pesquisa, em 2001, e a atual, houve uma redução de 3,5 horas no tempo dedicado pelas mulheres a essa atividade.
O fato de o maior peso das tarefas domésticas ficar com as mulheres têm uma conseqüência previsível, como constata a pesquisa. Atrapalha a sua inserção no mercado de trabalho. Elas trabalham menos horas fora de casa que os homens, mas, somando as horas trabalhadas fora com as trabalhadas em casa, as mulheres acabam acumulando uma jornada diária de trabalho superior a dos homens, mesmo daqueles que fazem parte do trabalho doméstico.
Apesar de o estudo registrar um evolução positiva no comportamento dos homens em relação às tarefas domésticas e ao cuidado dos filhos, há ainda um longo caminho a percorrer para se chegar a uma divisão mais equilibrada.
Cabe aos homens acelerar o passo para reduzir esse desequilíbrio.

O Estado Policial de Diogo Mainardi
Publicado em 18-Ago-2007
Deus é grande, poderoso e, às vezes, generoso, diz o ditado popular.
Deus é grande, poderoso e, às vezes, generoso, diz o ditado popular. Na mesma revista Veja que traz a matéria "A Sombra do Estado Policial", que comentamos aqui, sobre o escandaloso abuso de grampos telefônicos legais e ilegais que está havendo no Brasil, o articulista Diogo Mainardi age na sombra do Estado Policial. O articulista da Veja teve acesso ilegal a uma suposta agenda minha quando era ministro da Casa Civil. Ou, o que é ainda pior, teve acesso a gravações de telefonemas meus. E ele expõe o que encontrou em sua coluna semanal na revista, intitulada "A Agenda de Dirceu" (só para assinantes) confirmando a matéria da própria Veja.
Com um agravante: a partir dos telefonemas - todos já de conhecimento das CPIs, uma vez que minhas informações telefônicas, bancárias e fiscais foram abertas para aquelas comissões, por minha livre e espontânea vontade - ele monta, fazendo, mal, o papel de polícia, Ministério Público e Justiça, uma série de acusações falsas contra mim, com base em conclusões absolutamente falsas e capciosas.
O que ele divulga não diz nada contra mim. Ele tira conclusões com base no que quer concluir. Não encontrou nada no acesso ilegal que teve a dados que foram enviados à CPI. Os dados sigilosos são transferidos aos parlamentares, mas continuam sigilosos, e é ilegal divulgá-los.
Mas não posso deixar de registrar a infâmia e ignomínia que só reforça a necessidade de uma lei que defenda as pessoas dos ataques de jornalistas que ofendem, caluniam e difamam sem apresentar provas do que dizem. E que puna os que publicam informações sigilosas, o que é ilegal e criminoso.
No caso específico de Maria Rita Garcia Andrade, o que houve foi uma transferência legal a que ela tinha direito como todo funcionário público cujo cônjuge mude de domicílio. Todos podem requerer a transferência. Fui eleito deputado e depois nomeado ministro e me mudei para Brasília. Funcionária pública concursada, ela solicitou oficialmente que fosse cedida a um órgão do Governo Federal em Brasília. Nada de ilegal. Nem de minha parte, nem da do secretário Arnaldo Madeira, do Governo de São Paulo.
As deduções de Diogo Mainardi não provam nada e não dizem nada. Refletem apenas sua ânsia de se vingar de mim e sua mágoa e ressentimento. E, claro, seu mau jornalismo.

Uma grave denncia
Publicado em 18-Ago-2007
A matéria “A sombra do estado policial”, da revista Veja desta semana, que começou a circular hoje (só para assinantes), traz uma denúncia preocupante.
A matéria “A sombra do estado policial”, da revista Veja desta semana, que começou a circular hoje (só para assinantes), traz uma denúncia preocupante. Ministro dos Supremo Tribunal Federal denunciam suspeitar de estar sendo vítimas de escutas clandestinas. Os ministros suspeitam que seus telefones sejam monitorados ilegalmente.
Segundo a matéria, nas últimas semanas, sete dos onze ministros do Supremo ouvidos pela Veja admitem a suspeita de que suas conversas são bisbilhotadas por terceiros. E três deles afirmam que o suspeito número 1 é o que a revista chama de “a banda podre” da Polícia Federal. "A Polícia Federal se transformou num braço de coação e tornou-se um poder político que passou a afrontar os outros poderes", afirma o ministro Gilmar Mendes.
O ministro Sepúlveda Pertence, que decidiu antecipar sua aposentadoria, diz na matéria que as suspeitas de que a polícia manipula gravações telefônicas aceleraram sua disposição em se aposentar. "Divulgaram uma gravação para me constranger no momento em que fui sondado para chefiar o Ministério da Justiça, órgão ao qual a Polícia Federal está subordinada. Pode até ter sido coincidência, embora eu não acredite", afirma.
Já o ministro Celso de Mello declara: "É intolerável essa atmosfera que vivemos, com a conduta abusiva de agentes ou órgãos entranhados no aparelho de estado. A interceptação telefônica generalizada é indício e ensaio de uma política autoritária."
Dos sete ministros ouvidos por VEJA, apenas Eros Grau e Cármen Lúcia Antunes Rocha não suspeitam de grampos em seus telefones. "Há uma suspeita generalizada de que nossos telefones são grampeados. De minha parte não há o que esconder, mas temos de medir as palavras com fita métrica", diz o ministro Carlos Ayres Britto. "Hoje, você não sabe mais quem está ouvindo suas conversas", conta o ministro Marco Aurélio. "Um dia minha irmã ligou para falar do espólio de meu pai. Repeti várias vezes que os valores se referiam ao espólio. Era para quem estivesse ouvindo entender. Se um ministro do STF tem de tomar essas cautelas, o que não sofre um juiz de primeira instância?"
Como a própria matéria da Veja admite, as suspeitas de comportamento criminoso dessa suposta banda podre da Polícia Federal não podem servir para desacreditar as ações da Polícia Federal que no governo Lula fez centenas de operações vitoriosas e bem sucedidas de combate ao crime organizado e à corrupção. No entanto, essa verdadeira farra dos grampos telefônicos, clandestinos ou não, precisa ser urgente e rigorosamente combatida e evitada. Não se pode continuar permitindo que, à sombra da atividade importante da Polícia Federal, maus policiais ou criminosos, utilizem gravações telefônicas para a prática de outros crimes e para acusações e chantagens de inocentes.
Também não é possível aceitar a generalização e a banalização da quebra de sigilo, sem indícios e evidências de ilícito que permitam ao Ministério Público solicitar e aos juízes autorizar quebras de sigilos, muitas vezes com outros objetivos, e muito menos a extensão da quebra de sigilos a terceiros, apenas citados em telefonemas, também sem nenhum indicio ou evidência de conduta criminosa ou mesmo suspeita. O abuso generalizado e o uso judicial indevido da quebra do sigilo telefônico levou um grupo representativo de advogados e a própria OAB a solicitar ao Conselho Nacional de Justiça e ao Ministério da Justiça medidas para coibir o abuso e, o que é pior, a divulgação ilegal do conteúdo dessas gravações que devem permanecer em segredo de justiça.

A parbola de Cerqueira
Publicado em 18-Ago-2007
Recomendo a leitura do artigo do advogado Marcelo Cerqueira, publicado hoje em O Globo.
Recomendo a leitura do artigo do advogado Marcelo Cerqueira, que foi publicado hoje em O Globo.
A sada para a crise crescer
Publicado em 18-Ago-2007
Recomeça a mesma ciranda, o mesmo discurso e o desenterro de cadáveres insepultos. Bastou uma crise, que reconheço não é pequena, para vozes do além defenderem novamente um aperto fiscal adicional.
Recomeça a mesma ciranda, o mesmo discurso e o desenterro de cadáveres insepultos. Bastou uma crise, que reconheço não é pequena, para vozes do além defenderem novamente um aperto fiscal adicional. Quer dizer, um aumento do superávit primário e, de quebra, se for possível, dos juros. Isso quando, nos Estados Unidos, o FED reduziu em 0,50% os juros para empréstimos que faz aos bancos e não afasta a possibilidade de reduzir a taxa bancária básica de juros. Ou seja, está fazendo tudo que está ao seu alcance para ajudar os bancos, mas com um pequeno e importante detalhe: para manter a economia e o emprego em crescimento.
Aqui, ao contrário, já começam a pregar uma redução menor da taxa selic, de 0,25%, abandonando os 0,50%. Com isso, chegaríamos ao final do ano com 10,75% de taxa selic e não 10.00%. Hoje ela é de 11.50%. Se não temos dívida interna dolarizada, graças ao governo Lula, se temos US$ 160 bilhões de reservas, se a arrecadação está crescendo, e muito, pode chegar a 10% do PIB, e se os juros dependem do BC para subir, qual é o problema?
Pior é que desenterram também a Reforma da Previdência e o arrocho nos servidores públicos. Já não basta a proposta de limitar os aumentos dos gastos, a 1,5% acima da inflação. Querem mais. Ou seja, o pior caminho, que leva à queda do crescimento e do emprego.
Na verdade, a crise não está afetando a administração da dívida interna e o país precisa de crescer e crescer apoiado no mercado interno. Além das exportações, precisa de mais investimentos e de acelerar, como o próprio nome diz, o PAC. A saída para a crise é crescer mais e não retomar as velhas e surradas fórmulas que seguramente não resolverão os problemas da crise. Pelo contrario, só trarão o que já conhecemos. Um medíocre crescimento e a proteção sem limites ao rentismo.
Um pouco de coragem não faz mal a ninguém.

Trabalhador conquista ganho real de salrio
Publicado em 18-Ago-2007
A matéria “Trabalhador obtém ganho real em 87,5% dos acordos”, da Folha de hoje (só para assinantes) traz uma boa notícia para os trabalhadores brasileiros
A matéria “Trabalhador obtém ganho real em 87,5% dos acordos”, da Folha de hoje (só para assinantes) traz uma boa notícia para os trabalhadores brasileiros: em 87,5% dos 280 acordos salariais firmados no primeiro semestre deste ano foram obtidos ganhos salariais. No ano passado, esse percentual foi de 81,9% em 271 acordos analisados pelo Dieese. Três em cada dez acordos no período trazem aumentos entre 1,01% e 2% acima da inflação medida pelo INPC. É o melhor resultado para os últimos 11 anos, quando o Dieese iniciou levantamento nacional sobre as negociações feitas entre trabalhadores e empregadores.
"O que se nota é uma melhora não só na quantidade de acordos em que o trabalhador obteve ganhos reais mas também na qualidade desses aumentos concedidos", afirma José Silvestre Prado de Oliveira, supervisor do Dieese em São Paulo. No primeiro semestre do ano passado, 25,5% dos acordos trouxeram aumentos no intervalo de 1,01% a 2% acima da inflação. Neste ano, esse percentual subiu para 32,5%.
"O crescimento contínuo da economia, a geração de empregos com carteira assinada, a queda do desemprego e a estabilidade da inflação favorecem o ambiente das negociações salariais e proporcionam a conquista de aumentos reais mais expressivos", avalia Clemente Ganz Lucio, diretor do Dieese.
Realmente, uma boa notícia, que confirma a tendência de crescimento da economia brasileira, a queda da inflação, o crescimento do emprego formal e, principalmente, a recuperação salarial. Estamos no caminho certo.

Regulao e protagonismo
Publicado em 17-Ago-2007
Muito se tem escrito e falado sobre a posição do governo Lula e do PT sobre as agências reguladoras e, ultimamente, sobre a minha posição, enquanto ministro-chefe da Casa Civil, no debate que precedeu o envio do projeto de lei do Executivo ao Parlamento sobre a matéria.
Muito se tem escrito e falado sobre a posição do governo Lula e do PT sobre as agências reguladoras e, ultimamente, sobre a minha posição, enquanto ministro-chefe da Casa Civil, no debate que precedeu o envio do projeto de lei do Executivo ao Parlamento sobre a matéria. Aos poucos, a oposição e parte da mídia constroem uma caricatura da posição do atual governo, inocentando o governo anterior de qualquer responsabilidade na criação apressada das agências reguladoras, para tentar pôr alguma ordem na desordem da privataria da era FHC.
Leiam a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, onde trato da questão das agências reguladoras na seção Artigos do Zé.
Retratao, no acordo
Publicado em 17-Ago-2007
É incrível a dificuldade que o Globo tem de admitir que errou ou exagerou na dose.
É incrível a dificuldade que o Globo tem de admitir que errou ou exagerou na dose. Hoje, a matéria “Acordo faz brigadeiro se retratar com Denise Abreu”, publicada na página 9 (só para assinantes), é um exemplo disso. Em depoimento à CPI do chamado Apagão Aéreo no Senado, o ex-presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, disse textualmente: “Não disse isso. Não confirmo”, referindo-se a uma suposta denúncia, publicada pelo Globo, de que a diretora da Anac, Denise Abreu, estaria fazendo lobby para transferir o serviço de transporte de cargas para Ribeirão Preto para supostamente beneficiar um empresário de quem seria amigo.
Ou seja, o brigadeiro não só se retratou publicamente de uma acusação, como negou ter feito a acusação publicada pelo Globo. Mas, para o jornal carioca, o brigadeiro voltou atrás por causa de um “acordo” pelo qual caso se retratasse a diretora da Anac retiraria a ação judicial contra ele. Estranha lógica do Globo. Afinal, se houve retratação, não há mais acusação e, portanto, não há razão para o processo. Só o Globo não vê isso.
Aliás, o Globo continua carregando nas tintas na cobertura do trágico acidente com o Airbus da TAM. Hoje, é o único jornal do país que ainda dedica 5 páginas ao assunto, numa evidente tentativa de agravar ainda mais a tragedia vivida pelo pais.

O que fazer com o supervit?
Publicado em 17-Ago-2007
Se verdadeira a declaração do ministro Guido Mantega de que o superávit primário este ano poderá ser maior que a meta, 3,8% ou 3,3%, tirando os 0,5% do PPI (Projeto Piloto de Investimento), fico numa dúvida.
Se verdadeira a declaração do ministro Guido Mantega de que o superávit primário este ano poderá ser maior que a meta, 3,8% ou 3,3%, tirando os 0,5% do PPI (Projeto Piloto de Investimento), fico numa dúvida. Não seria melhor investir em áreas como segurança pública, meio ambiente, cultura, juventude, no Bolsa-Jovem ou nas periferias das grandes cidades, ou mesmo diminuir os impostos? Não falta dinheiro em tantas áreas do governo, como na Funai e no Incra? O ministro deixou claro que haverá mais receita não pelo aumento de impostos, mas pela formalização da economia e pelo crescimento econômico que está aumentando, e muito, a arrecadação da União e dos Estados.
Outra questão que preocupa é a tendência do BC de diminuir o ritmo da queda da Selic, de 0,50% para 0,25%, seja por causa da crise financeira e nas bolsas, seja por causa do sempre suposto aquecimento da economia, o maldito PIB potencial. Mas a verdade nua e crua é que deveríamos reduzir os juros para, inclusive, sustentar a recuperação do nosso mercado internos e dos investimentos e a abertura de capital que estão sendo tomadas agora.
Mais do que nunca, com os riscos nos mercados externos, queda do preço das commodities, menor crescimento econômico mundial, precisaremos de um mercado interno robusto e em crescimento, com empresas investindo e abrindo seus capitais.
A saída é crescer e distribuir renda.
Para concluir, na Folha de hoje temos duas opiniões na matéria "Crise traz lições ao país, dizem economistas" (só para assinantes), que valem a pena ler.
O professor Antônio Corrêa de Lacerda, da PUC-SP e doutor em economia pela Unicamp, diz que o Brasil pode aproveitar o momento desfavorável da economia internacional para aprender uma importante lição - diversificar a lista de exportações e, assim, depender cada vez menos da venda de produtos primários, as chamadas "commodities". Ele lembrou que a oscilação nos mercados pode acentuar a queda no valor dessas mercadorias, o que teria grande impacto sobre a entrada e a saída de dinheiro do país.
Para Lacerda, entretanto, o cenário delineado até agora é favorável ao Brasil. Isso porque houve uma correção dos ativos muito afetados pelo excesso de dinheiro em circulação antes da crise-dólar e Bolsas. "O mercado vai achar um novo ponto de equilíbrio e os capitais voltarão ao Brasil, até com mais qualidade, depois que a crise passar", afirmou.
Já o economista Mark Weisbrot, diretor do Center for Economic and Policy Reseeach, de Washington, argumenta que o Copom não deve ceder ao comichão de reverter a tendência de baixar os juros básicos. Ele afirrma que adotar uma política monetária ainda mais conservadora "seria a pior decisão que o governo brasileiro poderia tomar".
"O Brasil já tem as taxas de juros reais mais altas do mundo, o que vem ferindo a economia brasileira por anos e realmente limita o crescimento e o desenvolvimento", justificou o economista. "O país precisa baixar a taxa Selic", completou.
Para Weisbrot, a alta do dólar, em decorrência dos problemas no mercado financeiro, pode ser "algo muito bom para a economia brasileira, uma vez que a sobrevalorização do real é um sério problema".
O argumento usado por ele é o mesmo sustentado pelo setor produtivo: com o real valendo muito diante do dólar, os preços dos produtos importados ficam artificialmente baratos.
A conferir.

Cansei de arrogncia e prepotncia
Publicado em 17-Ago-2007
O presidente da Philips, Paulo Zottolo, um dos líderes do chamado movimento “Cansei”, organizado pela elite paulistana, deu uma demonstração inequívoca de arrogância e prepotência, características que marcam, historicamente, a atuação dessa elite...
O presidente da Philips, Paulo Zottolo, um dos líderes do chamado movimento “Cansei”, organizado pela elite paulistana, deu uma demonstração inequívoca de arrogância e prepotência, características que marcam, historicamente, a atuação dessa elite, ao cunhar uma frase infeliz sobre o estado do Piauí: “Se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado", disse o empresário.
A declaração, publicada ontem pelo jornal Valor Econômico, constrangeu os organizadores do tal movimento e provocou críticas generalizadas.
O governador do Piauí, Wellington Dias, do PT, reagiu afirmando que enviaria ao presidente Lula, ao Congresso Nacional, aos governadores do Nordeste e até ao governador de São Paulo, José Serra, um ofício pedindo "posicionamento de repúdio" às declarações do presidente da Philips. "Não podemos aceitar que qualquer pessoa do Brasil ou do mundo nos trate com tamanho desrespeito. Nós não aceitamos esse tipo de deboche. Ainda mais de uma multinacional com atuação em todo o país, inclusive em nosso Estado. Acabou o tempo em que se fazia piadinha com o Piauí", protestou o governador.
Os senadores piauienses Heráclito Fortes, do DEM, e Mão Santa, do PMDB, ocuparam a tribuna do Senado para protestar.
Ao se referir a Zottolo, Mão Santa afirmou: "Ó tolo, ignorante, imbecil, cansado, a primeira capital planejada deste país foi Teresina. Eis um ignorante marcado pela própria destinação. Leia o nome dele: Zottolo. É um tolo, um arrogante tolo, porque tem uns dólares da Philips".
Faço minhas as palavras do senador Heráclito Fortes, do DEM do Piauí, publicadas na Folha de hoje: “Também cansei de arrogância e prepotência”!

Regulao no censura
Publicado em 17-Ago-2007
Os jornais de hoje publicam críticas à proposta da Comissão de Valores Mobiliários de regular a atividade de analista de mercado, inclusive para os jornalistas especializados em finanças.
Os jornais de hoje publicam críticas à proposta da Comissão de Valores Mobiliários de regular a atividade de analista de mercado, inclusive para os jornalistas especializados em finanças. Como sempre acontece em qualquer tentativa de se regulamentar a ação da mídia, alguns mais apressados vêem logo uma tentativa de censura. O que, evidentemente, não é o caso.
Segundo disse a superintendente de Desenvolvimento de Mercado da CVM, Aline Menezes Santos, na matéria “CVM quer auto-regulação da mídia para análise financeira”, da Folha de hoje (só para assinantes), e em entrevista ao blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, a proposta da entidade segue os modelos dos Estados Unidos e da União Européia. "Esta não é uma preocupação que nos surgiu do nada... neste momento, o mundo inteiro, várias jurisdições de mercados de capitais representativos, estão discutindo essa questão e estão tratando desse tema", disse Aline Santos.
Segundo Aline Santos, nos Estados Unidos também "se exige o registro de qualquer profissional, seja jornalista, médico, advogado ou engenheiro, que faça análise de valores mobiliários". Esses profissionais têm que ter um registro na NASD (National Association of Securities Dealers), que, segundo Aline Santos, é uma entidade auto-reguladora muito reconhecida nos Estados Unidos.
Na União Européia o tratamento é parecido. "Sempre partindo do princípio que a auto-regulação é muito mais efetiva nessa questão de tentar contornar os problemas que possam existir", disse Aline Santos.
A CVM afirma ter se inspirado na Diretiva de Abuso de Mercado da Comunidade Econômica Européia. O documento se refere à atuação de jornalistas em artigo sobre manipulação de mercado. De acordo com a diretiva, constitui manipulação de mercado a divulgação de informações nos meios de comunicação, incluindo a internet, que dêem indicações falsas ou enganosas em relação a instrumentos financeiros, divulgação de rumores ou de notícias falsas, quando a pessoa que os divulgou sabia que elas eram falsas.
Confundir isso com censura é, mais uma vez, má fé.

Crescem os investimentos dos fundos de penso
Publicado em 16-Ago-2007
Levantamento divulgado ontem pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) e publicado na Folha de hoje revela que, nos primeiros cinco meses deste ano, os investimentos dos fundos de pensão cresceram 9,6%, passando de R$ 352 bilhões (dezembro de 2006) para R$ 386 bilhões, em maio último (mês do fechamento consolidado).
Levantamento divulgado ontem pela Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) e publicado na Folha de hoje revela que, nos primeiros cinco meses deste ano, os investimentos dos fundos de pensão cresceram 9,6%, passando de R$ 352 bilhões (dezembro de 2006) para R$ 386 bilhões, em maio último (mês do fechamento consolidado). De acordo com o presidente da Abrapp, Fernando Pimentel, a rentabilidade entre maio de 2006 e maio deste ano atingiu 1,93% ao mês (25,86% no período), o que coloca o sistema entre os ativos de maior crescimento no país.
Segundo a Abrapp, 2,6 milhões de brasileiros participam de fundos de pensão - 635 mil já recebem aposentadorias e pensões. Em maio, o valor médio da aposentadoria por tempo de contribuição era de R$ 3.581,00, ante R$ 960 pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Uma boa medida
Publicado em 16-Ago-2007
A matéria “CVM quer norma de conduta para jornalistas”, da Folha de hoje (só para assinantes) informa que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu uma discussão pública para a revisão das regras sobre a atuação dos analistas de investimentos.
A matéria “CVM quer norma de conduta para jornalistas”, da Folha de hoje (só para assinantes) informa que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu uma discussão pública para a revisão das regras sobre a atuação dos analistas de investimentos. A CVM sugere também padrões de conduta para jornalistas especializados no setor.
A norma proposta prevê, entre outros pontos, a existência de três tipos de analistas: os autônomos; os ligados a bancos, corretoras, ou gestores, cujas análises são disponibilizadas a terceiros; e aqueles com vínculo exclusivo com uma instituição do sistema de distribuição e cujas análises só podem ser usadas pelo contratante.
No governo Lula, o mercado de capitais foi modernizado e seu controle passo a passo vai se tornando uma realidade. Com essa medida, a CVM regula de maneira ampla o mercado ao estabelecer regras claras e transparentes e responsabilidades aos próprios analistas de mercado, incluindo aí os jornalistas especializados, para evitar o uso de informações privilegiadas e, a partir delas, manipulações, ganhos ilegais e fraudes.
Uma boa medida.

Crescer com distribuio de renda a receita contra a crise financeira internacional
Publicado em 16-Ago-2007
A crise nas bolsas e no mercado imobiliário dos Estados Unidos vai fazendo vitimas.
A crise nas bolsas e no mercado imobiliário dos Estados Unidos vai fazendo vitimas. A primeira delas é a tese do livre mercado e de um estado ausente. Nunca os BCs e os governos intervieram tanto na economia. Fora a injeção de dinheiro para salvar o famoso mercado - mais de 300 bilhões de dólares -, também as agências de classificação de crédito, como aconteceu com as empresas de auditoria na crise da Erron, não escaparam. A União Européia considera que elas foram, no mínimo, coniventes, não alertando os investidores para os riscos no mercado imobiliário americano. Ao contrário dos bancos que, já em 2006, alertavam para os riscos da bolha explodir, as agências de risco, como a Standard & Poor e Moody, só fizeram isso no segundo trimestre de 2007.
No Brasil, temos dois problemas graves: juros altos e, portanto, alto serviço da dívida interna ( de R$ 1 trilhão e 198 bilhões), que já chegou a R$ 150 bilhões ao ano, e custo elevado para manter as reservas internacionais de 160 bilhões de dólares. Nosso problema é a conta de capitais ultra aberta que possibilita que nossos ativos financeiros possam ser, pela alta liquidez, revertidos em dólares e enviados para o exterior, pressionando o câmbio ou as reservas do pais. Ou seja, quanto mais cedo baixarmos os juros, melhor.
Mas agora, se a crise continuar ou se agravar, vamos nos penitenciar por não ter aumentado a velocidade da redução dos juros. A taxa selic já poderia estar em 9% ao ano e o país mais confortável para enfrentar a atual turbulência (ou crise?).
Ainda bem que a economia cresce, o comércio varejista cresceu 9,9% no primeiro semestre, o maior índice desde 2001, a renda e emprego continuam crescendo, da mesma maneira o crédito e o PIB. Tudo indica que podemos passar dos 4,5%. Graças às reservas e aos superávits comerciais e em conta corrente nosso país pode enfrentar bem o atual momento e, como não temos problemas no mercado imobiliário e de crédito (pelo contrário, podem e devem crescer nos próximos anos), o que não podemos e não devemos fazer é ter medo de continuar a crescer.
Tanto o governo, pelo lado da gestão, implantar o PAC, aumentar a eficiência, reduzir impostos, como o Banco Central, reduzir os juros e garantir o crescimento. O único antídoto contra as crises internacionais é crescer com distribuição de renda, ampliando nosso mercado interno, hoje verdadeiro motor do crescimento, e nosso consumo, aumentando os investimentos públicos e privados e integrando nossa economia na América do Sul, nosso segundo mercado "interno", pela proximidade e pelas oportunidades sem limites.
A conferir.

O problema dos servidores temporrios precisa de uma soluo
Publicado em 16-Ago-2007
A Casa Civil da Presidência da República, pela voz do sub-chefe de assuntos governamentais, Luiz Alberto Santos, expressou a posição do governo contra a emenda 34
A Casa Civil da Presidência da República, pela voz do sub-chefe de assuntos governamentais, Luiz Alberto Santos, expressou a posição do governo contra a emenda 34, alegando, com razão, o impacto, não tanto nas contas públicas, mas no princípio de admissão no serviço público apenas e tão somente por concurso público, com o que concordo totalmente.
No primeiro mandato do presidente Lula, o governo contratou por concurso dezenas de milhares de servidores públicos para substituir funcionários temporários e contratados por meio de convênios internacionais, um jeitinho tucano para burlar a lei. Mas, por outro lado, Luiz Alberto Santos reconhece que as contratações irregulares continuam acontecendo e que o impacto maior será nos estados e municípios, e não na União. Nem o número exato desses chamados temporários e provisórios se sabe, o que mostra o tamanho do problema da administração pública brasileira nas três esferas da Federação.
É preciso dar uma solução. Ou se faz concurso para todos os cargos temporários, ou se resolve o problema. Ficar como está é que não pode. Até porque na maioria dos casos é ilegal e, mais cedo ou mais tarde, o Ministério Público e os Tribunais de Contas exigirão, como já fizeram com a União, a realização de concursos e a substituição desses servidores temporários por servidores concursados. Ou estarão prevaricando.
Continuo insistindo na necessidade urgente de uma ampla reforma administrativa e do Estado, da necessidade de dar status de Ministério à Secretaria de Gestão e Recursos Humanos, hoje ligada ao Ministério de Planejamento e Orçamento, caso contrário vamos continuar sendo "surpreendidos" por fatos e números, como os dos "300 mil" servidores temporários.

Senado retoma a reforma poltica que a Cmara no fez
Publicado em 16-Ago-2007
Diante do impasse criado na Câmara dos Deputados sobre a reforma política, o Senado retomou as votações dos projetos de lei sobre o tema
Diante do impasse criado na Câmara dos Deputados sobre a reforma política, o Senado retomou as votações dos projetos de lei sobre o tema, começando por aprovar na Comissão de Constituição e Justiça o fim das coligações proporcionais, que ficaram velhas e não fazem mais sentido. Se a eleição é proporcional ao voto de cada partido e se permite coligações nas eleições majoritárias não há sentido, nem político, nem lógico, nas coligações proporcionais. As coligações proporcionais faziam sentido logo depois de 25 anos de ditadura, como forma de ajudar as legendas perseguidas, mas acabaram por se tornar um álibi para legendas de aluguel e oportunistas de toda espécie.
Outro projeto em discussão no Senado é o que institui a fidelidade partidária. Como defendemos aqui, o mandato é do partido, e ponto final. Por falta de acordo, o projeto do senador Marco Maciel não foi votado, ficou para a próxima semana. Espero que o Senado o aprove.
Estratgia para os biocombustveis
Publicado em 15-Ago-2007
A matéria “FAO pede nova estratégia para os biocombustíveis”, da Folha de hoje (só para assinantes) mostra a preocupação do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO, Jacques Diouf, com o risco de um aprofundamento da pobreza e de danos ainda mais graves ao ambiente, caso não seja definida uma estratégia internacional para a produção de biodiesel.
A matéria “FAO pede nova estratégia para os biocombustíveis”, da Folha de hoje (só para assinantes) mostra a preocupação do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – FAO, Jacques Diouf, com o risco de um aprofundamento da pobreza e de danos ainda mais graves ao ambiente, caso não seja definida uma estratégia internacional para a produção de biodiesel. A FAO vem pressionando pela realização de uma conferência de alto nível, em junho de 2008, para determinar as regras que regerão o mercado internacional de bioenergia.
A FAO está pedindo aos EUA e à União Européia que reduzam as barreiras à importação de álcool, estabeleçam um sistema de padrões ambientais para a produção de bioenergia e ofereçam mais recursos de microcrédito aos agricultores dos países em desenvolvimento para que pesquisem biocombustíveis locais. Com isso, ele quer garantir que a bioenergia realize o seu potencial de alimentar o crescimento sustentável e reduzir a fome.
Em artigo publicado pelo "Financial Times", Diouf afirma que "essas medidas permitiriam que os países em desenvolvimento - os quais, em geral, dispõem de climas e ecossistemas mais adequados à produção de biomassa do que os países industrializados, além de contarem com amplas reservas de terra e mão-de-obra -utilizem melhor suas vantagens comparativas".
Diouf afirmou que o setor de bioenergia "tem um imenso potencial de reduzir a fome e a pobreza", caso a produção seja transferida dos países ricos aos pobres, e defende uma redução das tarifas impostas pelos países ricos para o cultivo de safras para a produção de biocombustíveis.
As preocupações do diretor-geral da FAO são procedentes e estão em sintonia com o que defende o governo brasileiro: redução de tarifas, apoio aos produtores locais e cultivo de oleaginosas destinadas ao biocombustível sem afetar a produção de gêneros alimentícios. Com isso, garantimos um aumento na produção de biodiesel sem afetar a safra de grãos e com respeito ao meio-ambiente.

Lies da crise financeira
Publicado em 15-Ago-2007
Na recente crise nos mercados de crédito nos Estados Unidos, com repercussão em todo mundo, inclusive no Brasil, chamou a atenção o papel dos Bancos Centrais dos EUA, da União Européia e do Banco do Japão que socorreram os mercados com dinheiro à vontade.
Na recente crise nos mercados de crédito nos Estados Unidos, com repercussão em todo mundo, inclusive no Brasil, chamou a atenção o papel dos Bancos Centrais dos EUA, da União Européia e do Banco do Japão que socorreram os mercados com dinheiro à vontade. Só o Banco Central Europeu irrigou os mercados com 211 bilhões de euros. Na Folha de hoje temos um artigo magistral do colunista do Financial Times, Martin Wolf - "O medo voltou e é bem vindo" (só para assinantes), que nos dá uma grande lição que, espero, seja aprendida pelo nosso Banco Central. Reproduzo um trecho e recomendo a leitura do artigo:
"Quando William Poole, diretor do Fed em St. Louis, disse que "o Fed deve reagir aos problemas do mercado só quando ficar claro que eles ameaçam minar a realização dos objetivos fundamentais da estabilidade de preços e alto emprego, ou quando os desenvolvimentos do mercado financeiro ameaçam os próprios processos do mercado", eu aplaudo.
O que não faz Jim Cramer, administrador de fundo hedge e guru da TV, que declarou na sexta-feira que o presidente do Fed, Ben Bernanke, "está sendo acadêmico!... Meu pessoal está nesse jogo há 25 anos. E estão perdendo os empregos, e essas firmas vão falir, e ele está maluco! Eles estão malucos! Eles não sabem nada?! O Fed está dormindo".
Então o capitalismo é para os pobres, e o socialismo, para os capitalistas. Essa visão não é apenas ofensiva. É catastrófica" .

Uma bela estria
Publicado em 15-Aug-2007
Ao tomar posse na presidência do Ipea, o economista Márcio Pochmann defendeu a redefinição do papel do Estado e a contratação de servidores.
Ao tomar posse na presidência do Ipea, o economista Márcio Pochmann defendeu a redefinição do papel do Estado e a contratação de servidores. "Precisamos de gente preparada para lidar com o crescimento", disse. "Hoje não temos um Estado preparado para o desenvolvimento. Em quantidade ou qualidade de servidores não temos condições de dar um salto de desenvolvimento". Ele disse que nos últimos 20 anos o Estado brasileiro foi destruído. "O Estado é raquítico. O corpo de funcionários públicos representa 8% da população ocupada, na década de 80 eram 12%. Nos EUA, 18%, na Europa, 25%, na Escandinávia, 40%", afirmou.
Boas declarações de Márcio Pochmann. Uma bela estréia. Começou bem.
O problema dos temporrios, requisitados e celetistas no concursados
Publicado em 15-Aug-2007
O governo reagiu à possibilidade remota da Câmara dos Deputados aprovar a emenda constitucional 54 que dá estabilidade a funcionários temporários, requisitados e celetistas,não concursados.
O governo reagiu à possibilidade remota da Câmara dos Deputados aprovar a emenda constitucional 54 que dá estabilidade a funcionários temporários, requisitados e celetistas, não concursados. O Ministro do Planejamento expressou a posição do governo com dois argumentos: não se sabe quantos são esses funcionários e não se sabe como e se é viável enquadrar esses servidores nos cargos e carreiras. Ou seja, o próprio governo devia ter recadastrado os funcionários e buscado uma solução legal para essa situação anômala. Esses servidores, quase ilegais, não são concursados e não foram efetivados pela Constituinte de 1988. Só foram legalizados os admitidos cinco anos antes da promulgação da Constituição.
A oposição que governou o Brasil nesses últimos 25 anos - o PFL vem da Arena e governou mais tempo - é a principal responsável por esse descalabro administrativo que vivemos. E agora se faz de pura, dizendo que a porta de entrada no serviço público é o concurso, que eles não respeitaram ao inchar a máquina pública em todo Brasil com apaniguados e cabos eleitorais. Ou não é verdade?
Está na hora de se criar uma Secretaria Especial para a Reforma Administrativa, ligada à Presidência da Republica, com base nas secretarias de recursos humanos e gestão, hoje no Ministério do Planejamento e Orçamento, e com apoio do IPEA. Acredito que a nomeação de Márcio Pochmann ajuda, já que ele é um especialista na área. É preciso aprofundar e ampliar as mudanças que o governo Lula, em boa hora, começou a fazer, para realmente reformar o serviço público no Brasil.

O debate sobre a CPMF
Publicado em 15-Aug-2007
Começou a votação da prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.
Começou a votação da prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Conhecido como o imposto do cheque, com alíquota de 0,38% sobre toda movimentação financeira, com as isenções de praxe, arrecada R$ 40 bilhões e financia a saúde, o Bolsa-Família e o Fundo de Combate à Pobreza. A oposição, que no passado defendia com unhas e dentes a Contribuição, agora, é lógico, está contra. Fala em reduzir a alíquota para 0,20% e quer distribuir 10% do total arrecadado para os estados e municípios.
A verdade nua e crua é que não podemos, ainda, dispensar esses R$ 40 bilhões, mas precisamos começar a reduzir a alíquota de 0,38%, nem que seja 0,01% ao ano e, depois de 4 anos, 0,02%, até chegar em 0,20%. Quando for realizada uma reforma tributária poderíamos eliminar ou consolidar a CPMF numa nova estrutura tributária.
Com a dívida interna que temos hoje, de mais de 1 trilhão e 198 bilhões de reais, e com os juros reais ainda altos, não podemos deixar de fazer superávit e não temos como derrubar a carga tributaria, de 34,5% do PIB, de uma vez, como quer a oposição. Mas é preciso, com o crescimento do PIB de 4,5% a 5%, não aumentar os impostos, para que a carga caía com o crescimento do PIB.
Com relação à divisão da CPMF com os estados e municípios, acredito que a aprovação do aumento de 22,5% para 23,5% da alíquota do Fundo de Participação dos Municípios pela Câmara dos Deputados é uma saída para os municípios. Mas continuamos com a grave situação da maioria dos estados com baixo investimento, apesar do aumento da arrecadação de ICMS, impulsionada pelo crescimento da economia, pagando 13% de suas receitas líquidas no serviço da divida interna que renegociaram com a União no governo FHC.
Ou seja, não temos investimentos e vivemos crises nas áreas de educação, saúde e segurança, três serviços públicos básicos onde os estados têm um papel fundamental. Por isso, tenho defendido um aumento dos investimentos do governo federal, como vem acontecendo com o PAC e o PDE, nos estados, em saneamento e habitação, transportes de massa e segurança. Mas é preciso redividir o bolo tributário nacional e/ou renegociar a dívida interna dos estados, para que eles possam garantir os serviços básicos à cidadania que paga os impostos.
Antes que seja tarde.

Emenda pior que o soneto
Publicado em 15-Aug-2007
A Câmara dos Deputados aprovou o texto principal de um projeto de fidelidade partidária. Agora, falta votar as emendas.
A Câmara dos Deputados aprovou o texto principal de um projeto de fidelidade partidária. Agora, falta votar as emendas. O projeto, na verdade, evita o troca-troca de partidos logo após as eleições e ao sabor dos interesses individuais dos parlamentares - dependendo se querem ser oposição ou governo, geralmente governo -, mas não impede a infidelidade programada, já que nos trinta dias do ano anterior às eleições os parlamentares podem mudar de partido. Ou seja, no mês de setembro deste ano, ano que vem teremos eleições municipais, em tese os vereadores poderiam deixar seus partidos por outros. Na verdade, a medida é retroativa beneficiando até dia 30 de setembro deste ano os parlamentares que trocaram de partidos.
Um casuísmo para impedir perdas de mandado pela recente decisão do TSE, que em boa hora decidiu que o mandato pertence aos partidos. Com o que concordamos em gênero, número e grau. Parlamentar que muda de partido deve ficar sem mandato quatro anos, ou dois, esperar novas eleições e disputá-las pelo seu novo partido. É o mínimo, numa democracia partidária como a nossa. É só ler a Constituição. Para ser candidato no Brasil é preciso estar filiado a um partido político.
Vamos esperar o fim das votações e a revisão no Senado, mas, de qualquer forma, a emenda está ficando pior do que o soneto.

Entrevista da Playboy
Publicado em 14-Aug-2007
A revista Playboy que está nas bancas, publica uma entrevista minha, onde falo sobre a minha vida, minhas experiências na luta política, desde o movimento estudantil, a clandestinidade, a construção do PT e o governo Lula, me defendo de acusações, injúrias e calúnias que continuam sendo desferidas contra mim e reafirmo que minha prioridade é provar minha inocência no STF.
A revista Playboy que está nas bancas, publica uma entrevista minha, onde falo sobre a minha vida, minhas experiências na luta política, desde o movimento estudantil, a clandestinidade, a construção do PT e o governo Lula, me defendo de acusações, injúrias e calúnias que continuam sendo desferidas contra mim e reafirmo que minha prioridade é provar minha inocência no STF.
Vejam alguns trechos da entrevista:
[ PLAYBOY ] Uma passagem famosa da sua biografia foi o casamento com a Clara Becker. Durante a ditadura, vocês ficaram quatro anos juntos sem que ela soubesse quem o senhor realmente era. Há quem diga que um sujeito que consegue esconder sua identidade da própria mulher é capaz de qualquer coisa...
[ José Dirceu ] Uma pessoa que fala isso tem mulher, mas dorme com uma amante e não conta pra ela. Coisa mais grave. O que eu estava fazendo do ponto de vista ético e moral era totalmente defensável. A Clara nunca deu essa versão que as pessoas atribuem a ela. Fiz tudo para protegê-la.
[ PLAYBOY ] Faria tudo de novo?
[ José Dirceu ] Não sei se faria luta armada como fiz. Em tese, não. A luta armada era moral e eticamente justificada, mas a exclusividade que demos a ela foi um erro. Tinha que combinar com a luta política e eleitoral.
[ PLAYBOY ] A imprensa continua “burguesa”?
[ José Dirceu ] Acho que a imprensa é partidária, ideológica, engajada, com projeto político. Isso existe no Brasil. Pena que não existe uma nossa assim tão forte.
[ PLAYBOY ] A proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo apoiada pelo senhor não foi uma tentativa de cercear a liberdade de imprensa?
[ José Dirceu ] [Enfático.] Não. Existe em outros países. Mas não querem concorrência nem regulação. Tem que haver uma nova lei de comunicação de massa com regulamentação e concorrência.
[ PLAYBOY ] O seu gabinete ficava fisicamente próximo ao do presidente, um andar de diferença. O senhor sente falta da proximidade com o poder?
[ José Dirceu ] Eu ficava embaixo. Sempre ficou, desde o Fernando Henrique. Desculpa, ficava em cima, no quarto andar. É que eu sempre falava “Vou descer”. As pessoas me corrigiam e eu respondia: “Não! Em cima do presidente não fica ninguém”. Eu sinto falta do governo porque governar é uma coisa fantástica. É lutar para realizar aquilo que você sempre sonhou para o seu país. A força que me moveu sempre foi o Brasil, mais até que o socialismo. Mas eu não tenho saudade do poder, sei viver muito bem fora do governo. Eu sempre fui um soldado muito disciplinado, sempre soube ser dirigido e soube jogar um segundo papel. Por isso que deu certo com o Lula. É mito essa idéia de que eu tinha um rolo compressor, mandava no PT, que o PT se submetia ao governo.
[ PLAYBOY ] Como político, quais são suas qualidades?
[ José Dirceu ] Ter sobrevivido e ter aprendido com várias gerações. Pode se dizer que minha maior qualidade é que eu sempre tomei decisões e sempre executei as decisões, sempre soube organizar tudo aquilo que me atribuíram como responsabilidade. Sempre soube planejar, ter objetivo, metas, executar e controlar a execução. Também sempre trabalhei coletivamente. Nunca trabalhei sozinho.
[ PLAYBOY ] O senhor se arrepende de ter comandado alianças com PP, PL, PTB?
[ José Dirceu ] Eu não me arrependo porque, se não tivesse feito essas alianças, o governo não teria conseguido maioria na Câmara e no Senado. Tanto que no Senado foi preciso fazer aliança até mesmo com alguns setores do PFL e do PSDB, pelo menos durante os 13 meses que eu dirigi a Articulação Política. Depois, há uma coisa que me chama a atenção: por que houve mensalão na Câmara e não no Senado? Porque não houve mensalão na Câmara.
[ PLAYBOY ] O senhor ouviu o famoso discurso da volta do ex-presidente Collor ao Senado, em que ele diz que foi cassado sem provas e que o STF o absolveu? Há quem diga que o discurso dele e o seu são muito parecidos.
[ José Dirceu ] Isso não é agravante pra mim, é atenuante. Zé Dirceu é Zé Dirceu; Collor é Collor. Basta ver a história dos dois. Se o Collor foi cassado sem provas, ele foi inocentado pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o Senado não cassou o Collor e suspendeu os direitos políticos dele por dez anos pelas acusações das quais ele foi absolvido no Supremo. No meu caso é a mesma coisa: chefe do mensalão, chefe da quadrilha. O meu é quebra de decoro. Além disso, o Collor renunciou. Eu não. Me submeti ao julgamento da Câmara e ao julgamento da Justiça do meu país.
[ PLAYBOY ] Quais foram, afinal, os erros que o senhor cometeu?
[ José Dirceu ] Não fazer reforma política, não viabilizar que o PMDB fosse a principal base aliada, depois do PCdoB e do PSB, evidentemente. Nós devíamos ter feito uma grande mobilização no país e não fizemos. Começou a crise e, de certa maneira, o governo estava desarmado
[ PLAYBOY ] O senhor tem sido bem-sucedido como consultor de empresas?
[ José Dirceu ] Para os meus objetivos, sim: sustentar minha atividade política e a minha família. Não é verdade que ganho 150 mil reais por mês. Já declarei meu imposto de renda e está lá quanto ganho. Gosto de ir ao cinema, de ler, de comer bem; sempre que posso faço algo na minha casa em Vinhedo. Tenho esse escritório que fiz há dois anos. Comprei em 2001 e levei cinco anos para construir a casa.
[ PLAYBOY ] Seus velhos companheiros de luta não se queixam dos seus hábitos burgueses?
[ José Dirceu ] Há 20 anos eu ando com chofer, registrado, pago o salário. Eu dirijo razoavelmente bem, mas eu parei de dirigir quando dormi duas vezes de tanto trabalhar e subi num canteiro. Eu gosto de comer bem. Gosto de vinho, mas nada exagerado: 80, 100, 150 reais. Quando ganho um melhor, tomo. Gosto de Jack Daniel’s, único whisky que bebo, e de rum. Procuro me vestir bem, mas nada luxuoso. Quando vou a restaurantes mais caros, estou com empresas, clientes, mas é minha atividade profissional.
Leiam a íntegra da entrevista na seção Clipping.

A nova rede se enreda
Publicado em 14-Aug-2007
Uma teia de equívocos, diz o presidente da ABTU, Gabriel Priolli, compromete a TV pública que o Governo Federal organiza.
"O processo de construção da nova rede pública de televisão – batizada TV Lula pelos adversários e auto-designada, provisoriamente ou não, de TV Brasil – vai se convertendo em mais um exemplo cristalino de que as boas intenções nem sempre conduzem a bons resultados. Apoiado por todos os segmentos da TV pública e por setores importantes da sociedade, em particular os que lutam pela democratização da mídia, o projeto saiu bastante fortalecido do Fórum Nacional de TVs Públicas, o grande evento de reorganização desse campo, que ocorreu em maio, em Brasília. Era tido como a ponta de lança de uma nova estrutura para toda a televisão de utilidade pública no país. Três meses depois, entretanto, os erros de condução no processo estão erodindo a base de apoio da nova rede e podem comprometer a sua viabilização".
Leia a íntegra do artigo do jornalista, diretor de televisão e presidente da ABTU-Associação Brasileira de Televisão Universitária, Gabriel Priolli, onde ele faz críticas ao processo de organização da TV Pública no Brasil na seção Convidado.

Um artigo polmico
Publicado em 14-Aug-2007
O servidor público Jerson Kelman, que hoje é diretor-geral da Aneel, publica na página 7 do Globo de hoje o polêmico artigo “Temporão tem razão”.
O servidor público Jerson Kelman, que hoje é diretor-geral da Aneel, publica na página 7 do Globo de hoje o
polêmico artigo “Temporão tem razão”. Um artigo polêmico à espera de uma resposta.
Vale a pena ler.
Debate sobre o plstico oxibiodegradvel
Publicado em 14-Aug-2007
Continua o debate entre o Secretário tucano do Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, e o Deputado Estadual do PT, Sebastião de Almeida, sobre o uso do plástico oxibiodegradável.
Continua o debate entre o Secretário tucano do Meio Ambiente de São Paulo, Xico Graziano, e o Deputado Estadual do PT, Sebastião Almeida, sobre o uso do plástico oxibiodegradável. Hoje, a Folha publica o artigo “Em defesa do plástico oxibiodegradável” (só para assinantes), do deputado Sebastião Almeida, respondendo o artigo “Vitória ambiental”, do secretário tucano, publicado na Folha do dia 7 de agosto (só para assinantes).
Vale a pena conferir.
Um problema que precisa ser resolvido
Publicado em 14-Aug-2007
O título da matéria “Um trem da alegria a caminho”, na página 3 do Globo de hoje, que é também a manchete principal do jornal, é, no mínimo, um exagero e uma forma de desqualificar a Câmara dos Deputados.
O título da matéria “Um trem da alegria a caminho”, na página 3 do Globo de hoje, que é também a manchete principal do jornal, é, no mínimo, um exagero e uma forma de desqualificar a Câmara dos Deputados. Esse é um tema que precisa ser resolvido, já que esses funcionários públicos não concursados e/ou temporários estão, na verdade, no limite da legalidade. Em muitos casos, o Ministério Público e os Tribunais de Contas têm exigido dos governos municipais, estaduais e mesmo do governo federal a demissão desses funcionários e a contratação por concurso de novos servidores públicos. Como vemos na própria matéria do jornal carioca, algo tem que ser feito. A situação atual, que vem de antes da Constituição de 1988, não pode perdurar.
Bem que o jornal poderia apresentar alguma sugestão, alguma saída, já que classifica como "trem da alegria" a Emenda Constitucional 54, de 1999. Já o número de 310 mil servidores é, também, no mínimo, discutível.
A conferir.
Uma opinio imparcial
Publicado em 14-Aug-2007
A entrevista “Os emergentes são parte da solução da crise”, do economista Paulo Leme, diretor da Goldman Sachs, na página 19 do Globo de hoje, traz uma opinião imparcial sobre a recente crise nas bolsas e no mercado de crédito dos Estados Unidos.
A entrevista “Os emergentes são parte da solução da crise”, do economista Paulo Leme, diretor da Goldman Sachs, na página 19 do Globo de hoje, traz uma opinião imparcial sobre a recente crise nas bolsas e no mercado de crédito dos Estados Unidos.
Vale a pena ler.
Recadastramento de rdios e TVs
Publicado em 14-Aug-2007
O Ministério das Comunicações decidiu fazer um recadastramento das empresas de rádio e televisão que operam no Brasil.
O Ministério das Comunicações decidiu fazer um recadastramento das empresas de rádio e televisão que operam no Brasil. Todas as empresas que operam rádio e TV terão que enviar, em 60 dias, informações sobre composição do capital, quadro de diretores, procuradores com poder de gerência, endereço e nome fantasia. A medida faz parte de um esforço para diminuir o número de processos em tramitação e atualizar o cadastro que está defasado.
A Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) elogiou o recadastramento e disse que o setor está pronto a cumprir as exigências. "É uma boa iniciativa. A maioria das exigências as empresas já são obrigadas a enviar anualmente ao governo. Isso vai dar agilidade à futuras alterações", afirmou Daniel Pimentel Slaviero, presidente da associação, da qual fazem parte 2.500 rádios e 320 emissoras de TV.
O recadastramento das emissoras de rádio já estava previsto no programa de governo do presidente Lula, no capítulo referente à democratização das comunicações. "Recadastramento de todas as concessões, para cancelar as concedidas a entidades que não estejam em conformidade com a lei e desenhar um mapa da concentração do setor", dizia o documento.
Além disso, o governo precisa retomar com urgência o tema das rádios comunitárias que também devem passar por um recadastramento e os pedidos de concessão de novas rádios comunitárias, a maioria parados no Ministério das Comunicações, precisam ser agilizados.

Boas notcias para Cuba
Publicado em 14-Aug-2007
Boas notícias para Cuba nos Estados Unidos. A matéria “Americanos querem diálogo com Cuba”, da Folha de hoje (só para assinantes), revela que 58% dos americanos querem negociações com Cuba e 56% querem o fim do embargo econômico, que, na verdade, é um bloqueio, e das restrições ao turismo e viagens a Cuba.
Boas notícias para Cuba nos Estados Unidos. A matéria “Americanos querem diálogo com Cuba”, da Folha de hoje (só para assinantes), revela que 58% dos americanos querem negociações com Cuba e 56% querem o fim do embargo econômico, que, na verdade, é um bloqueio, e das restrições ao turismo e viagens a Cuba. Ou seja, a maioria dos norte-americanos não aceitam mais a política isolacionista de Bush e querem negociações com o governo de Cuba. Como o embargo e as restrições de viagens e de qualquer relação com Cuba têm um forte e decisivo impacto nos problemas de Cuba, salta à vista a importância da posição da maioria do povo americano a favor do restabelecimento das relações com Cuba, lembrando que o embargo tem sido condenado pela ONU, sucessivamente, todos os anos em suas Assembléias Gerais.
A matéria trata, também, de outros dados da pesquisa do Instituto Zogbi, revelando que Lula continua desconhecido para a maioria dos americanos e que o Brasil é considerado o segundo país mais aliado dos Estados Unidos, só perde para o México. Ou seja, o povo norte-americano só toma conhecimento daquilo que o afeta, seja o narcotráfico na Colômbia, sejam as diferenças políticas com a Venezuela de Hugo Chaves, mas tem o bom senso de optar pelo combate à pobreza e ao desemprego como primeira prioridade da política do seu país na América Latina e não o combate ao terrorismo ou ao narcotráfico.

A justa reao de Dilma
Publicado em 14-Aug-2007
Tem razão a ministra Dilma Roussef ao reagir, ontem no Rio de Janeiro, numa conferência sobre biocombustíveis, às tentativas da União Européia de construir barreiras não tarifárias à importação de biocombustível do Brasil, a pretexto de proteger o meio ambiente e as condições de trabalho no Brasil.
Tem razão a ministra Dilma Roussef ao reagir, ontem no Rio de Janeiro, numa conferência sobre biocombustíveis, às tentativas da União Européia de construir barreiras não tarifárias à importação de biocombustível do Brasil, a pretexto de proteger o meio ambiente e as condições de trabalho no Brasil. Na verdade, o que busca a UE, como deixou claro a ministra da Casa Civil, é importar matéria prima e não o produto acabado, o biocombustível. Ou seja, uma versão moderna do velho colonialismo, antes exercido à força, agora travestido de defesa do meio ambiente e dos trabalhadores. Na verdade, o Brasil não só exportará biocombustível, mas capital, tecnologia e equipamentos. Ou seja, somos inclusive candidatos a sócios da produção de etanol na Europa. Ou será que só eles podem investir no Brasil?
A conferir.
Palpite infeliz
Publicado em 14-Aug-2007
Na Folha de hoje (só para assinantes), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz uma daquelas frases infelizes que o deixou várias vezes mal: "nossos adversários não estão com nada em São Paulo".
Na Folha de hoje (só para assinantes), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso faz uma daquelas frases infelizes que o deixou várias vezes mal: "nossos adversários não estão com nada em São Paulo". A eleição é em outubro de 2008. No PSDB existem graves divergências entre José Serra e Geraldo Alckmin. O atual prefeito, Gilberto Kassab, não tem lá uma boa avaliação e precisa disputar com o PSDB a indicação. Teremos, portanto, três candidatos fortes: do PT, do DEMO e dos tucanos, já que é uma ilusão achar que mesmo um outro candidato do PT, que não Marta Suplicy que aparece nas pesquisas, pode ser desconsiderado numa eleição. Basta ver a história das campanhas em São Paulo desde 85. O resto é conversa fiada de FHC, que só provoca e estimula os petistas e seu eleitorado mais militante a derrotar os tucanos, que só ganharam com Serra, lembrando que o próprio FHC, depois de sentar na cadeira do prefeito e cantar vitória, perdeu a eleição de 85 para Jânio Quadros. Ele deveria ter aprendido a lição e ser mais modesto.

Uma resposta ao artigo de Ali Kamel
Publicado em 13-Aug-2007
O jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, publicou em seu Blog do Rovai, uma resposta ao artigo de Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, publicado no Globo do dia 7 de agosto.
O jornalista Renato Rovai, editor da revista Fórum, publicou em seu Blog do Rovai, uma resposta ao artigo de Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, publicado no Globo do dia 7 de agosto.
No seu artigo, Kamel defende a grande imprensa dos ataques que, segundo ele, tem recebido de "setores autoritários e antidemocráticos que, diante do noticiário, sentem-se ameaçados".
Leiam aqui a resposta de Renato Rovai.
Resposta a Elio Gaspari
Publicado em 13-Aug-2007
O jornalista Elio Gaspari, em sua última coluna semanal, publicada domingo na Folha e no Globo (só para assinantes), faz com maestria e graça um jogo de palavras e fatos para me acusar de ser, no mínimo, um candidato a ditador.
O jornalista Elio Gaspari, em sua última coluna semanal, publicada domingo na Folha (só para assinantes), faz com maestria e graça um jogo de palavras e fatos para me acusar de ser, no mínimo, um candidato a ditador. Esse é o comportamento que ele descreve que eu teria, se fosse Ministro da Justiça, suponho, no caso dos atletas cubanos que voltaram para Cuba.
Como vem acontecendo na nossa imprensa, e parece que Elio Gaspari não é uma exceção, vale tudo para nos acusar dos piores crimes. A pergunta que faço a Gaspari é qual é o fato que ele pode citar na minha vida política que o levou a fazer aquelas deduções e imagens? Quando e onde, ocupando cargos públicos e tendo mando e poder de decisão, eu me comportei de forma antidemocrática e não republicana que o leva a supor que me comportaria assim no caso dos atletas cubanos? Não há um exemplo disso, o que reduz a coluna do excelente jornalista a uma peça de ficção, mas com o grave defeito de beirar a calúnia.
O que Elio Gaspari faz comigo é inaceitável. Tem de ser repudiado e denunciado como um abuso do poder que ele tem ao dispor dessa arma, cada vez mais letal no Brasil, e cada vez mais impune, que é a possibilidade de escrever e se dirigir a milhões de brasileiros e atacar a honra e a imagem alheia, sem fatos, sem provas, sem antecedentes. Só pelo prazer e gosto de escrever bem. Usando a autoridade e credibilidade que o passado lhe deu para manchar a autoridade e a credibilidade que outros conquistaram na vida.
Fui deputado por 15 anos, dirigente partidário por 25 anos, dirigente estudantil, militante da luta armada e da clandestinidade e desafio Gaspari a apontar um fato, uma decisão que tomei que lhe permita escrever as barbaridades que escreveu. Fui ministro de Estado durante 30 meses e lá também ele não encontrará uma decisão, uma ordem ou proposta que lhe permita tais arroubos.

Minha prioridade o julgamento do STF
Publicado em 13-Aug-2007
Nos últimos dias, revistas e articulistas de jornais têm publicado avaliações sobre o julgamento da denúncia do Procurador-Geral da República no Supremo Tribunal Federal na qual sou acusado de ser mentor do chamado “mensalão” e o “chefe da quadrilha” que o teria promovido.
Nos últimos dias, revistas e articulistas de jornais têm publicado avaliações sobre o julgamento da denúncia do Procurador-Geral da República no Supremo Tribunal Federal na qual sou acusado de ser mentor do chamado “mensalão” e o “chefe da quadrilha” que o teria promovido. Especula-se que, no caso de ser arquivada a denúncia, eu seria candidato à Presidência do PT ou mesmo, pasmem, à Presidência da República. Como, neste momento, não sou sequer da direção do PT, tenho me limitado a ser um militante do partido e não estou disputando cargos nas direções ou mesmo participando da disputa de teses para o Terceiro Congresso do Partido (não assinei nenhuma tese e fui candidato a delegado pelo meu diretório da Vila Mariana, em São Paulo, apoiado por todas as teses). A informação, de que, uma vez absolvido, me candidataria a presidente do PT, é pura especulação ou mais uma tentativa para me prejudicar.
Reitero o que tenho dito nos últimos meses em todo país. Já fui secretário-geral nacional do PT por 5 anos e presidente do partido por 7 anos, reeleito duas vezes em encontros do PT e uma vez diretamente pela militância e filiados, e não pretendo voltar a ocupar cargos no PT. Sou e continuarei sendo militante do partido, e vou estar sempre participando de suas lutas e do debate político.
Com relação a uma suposta candidatura minha à Presidência da República, em 2010, a insinuação beira ao ridículo. Minhas prioridades são meu processo no STF e minha anistia. Candidatura, só depois de vencer essas etapas e, seguramente, não será para Presidente da República, já que isso depende do PT, do presidente Lula e do povo. É preciso ter votos, o que todos sabem não é o meu caso. Saberei apoiar, no PT e na coalizão que apóia o presidente Lula, em sintonia com ele e com meu partido, o nome para dar continuidade ao projeto que levou o PT e Lula duas vezes à Presidência e que conta com o apoio da maioria do povo brasileiro.

Valorizar o servio pblico
Publicado em 13-Aug-2007
A matéria “Aumento de servidor chega a 80% e supera setor privado”, da Folha de hoje (só para assinantes), que também é a principal manchete do jornal, dá destaque aos aumentos concedidos pelo governo Lula para as chamadas carreira de Estado que, segundo levantamento da Folha, variaram de 15% a 80%, tentando, como sempre, dar uma conotação negativa à essa medida.
A matéria “Aumento de servidor chega a 80% e supera setor privado”, da Folha de hoje (só para assinantes), que também é a principal manchete do jornal, dá destaque aos aumentos concedidos pelo governo Lula para as chamadas carreira de Estado que, segundo levantamento da Folha, variaram de 15% a 80%, tentando, como sempre, dar uma conotação negativa à essa medida. Embora registre as declarações do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o governo procurou “valorizar as carreiras típicas de Estado e também recuperamos algumas carreiras da base que estavam aviltadas" - das dez carreiras mais bem pagas hoje, só três tiveram ganhos reais entre 1998 e 2002 – e que a qualidade dos serviços prestados pela elite dos servidores justifica os salários, citando duas das "ilhas de excelência" da administração, o Itamaraty e a Polícia Federal, a Folha passa ao largo do aspecto principal dessa questão: a valorização do serviço público.
Nós precisamos, com urgência, reorganizar o Estado brasileiro para a prestação de serviços públicos universais e para a gestão da infra-estrutura do país. Para ter uma administração pública eficiente e prestadora de serviços de qualidade ao povo é preciso modernizar órgãos como o Ibama, o Incra e a Funai, por exemplo, e reestabelecer os planos de cargos e carreiras e os controles internos em todos os ministérios. Além disso, se não houver a necessária recomposição salarial, nos próximos anos corremos o risco de deixar de ter “ilhas de excelência”, como a Receita Federal, a Polícia Federal, o Itamaraty e o Tesouro Nacional.

Um prefeito reprovado
Publicado em 13-Aug-2007
A Folha de hoje mostra na matéria “Saúde e segurança são maiores problemas” (só para assinantes) que a maioria da população de São Paulo reprova as políticas públicas do prefeito Gilberto Kassab, ex-PFL, em quase todas as áreas de atuação.
A Folha de hoje mostra na matéria “Saúde e segurança são maiores problemas” (só para assinantes) que a maioria da população de São Paulo reprova as políticas públicas do prefeito Gilberto Kassab, ex-PFL, em quase todas as áreas de atuação.
O Datafolha pediu aos entrevistados uma avaliação de dez serviços prestados pela Prefeitura de São Paulo. O que tem a melhor avaliação é o serviço de coleta de lixo, com 64% de ótimo e bom. Vêm em seguida a limpeza das ruas, com 26%, e a promoção de atividades de lazer e cultura, com 31%. Esses são os únicos itens que têm aprovação superior à rejeição. A iluminação pública, por exemplo, tem 31% de ótimo e bom, mas 34% dos moradores reprovam o sistema. As condições de moradia são aprovadas por 21% dos paulistanos e reprovadas por 44% dos que responderam à pesquisa. A conservação do asfalto é ótima ou boa para 22% dos entrevistados e ruim ou péssima para outros 47%.
Considerando que os serviços de coleta de lixo e iluminação pública já vinham sendo aprovados em gestões anteriores, a pesquisa do Datafolha mostra que a administração de Kassab foi reprovada pela população de São Paulo em quase todas as áreas.

Um ttulo manipulado
Publicado em 13-Aug-2007
A matéria “Candidato de Lula a prefeito em SP é rejeitado por 26%”, da Folha de hoje (só para assinantes), é um exemplo perfeito de como nossa grande mídia manipula as informações ao seu bel-prazer na edição das notícias para dar, sempre que possível, um tom negativo ao governo do presidente Lula e ao PT.
A matéria “Candidato de Lula a prefeito em SP é rejeitado por 26%”, da Folha de hoje (só para assinantes), é um exemplo perfeito de como nossa grande mídia manipula as informações ao seu bel-prazer na edição das notícias para dar, sempre que possível, um tom negativo ao governo do presidente Lula e ao PT.
Quem só lê o título da matéria fica com a sensação de que o candidato a prefeito de São Paulo apoiado pelo presidente Lula não está bem nas pesquisas de intenção de voto e que o apoio do presidente lhe atrapalha.
Lendo a matéria com atenção, percebe-se que o quadro não é bem esse.
Vejam só: o candidato apoiado por Lula teria 26% de rejeição. Já o candidato apoiado pelo governador José Serra teria 24% de rejeição. Como a margem de erro da pesquisa é de 3%, estatisticamente a rejeição do candidato apoiado por Lula (26%) e a do apoiado por Serra (24%) é rigorosamente a mesma coisa. Um empate técnico claro.
Mas no título da matéria a Folha esconde isso para dar ao leitor a falsa impressão de que o apoio de Lula é prejudicial ao candidato, sem dizer que a mesma coisa acontece com quem o governador Serra apoiar.
Coisas da nossa mídia.

Artesania da memria
Publicado em 13-Aug-2007
A exposição GIANNI RATTO, ARTESÃO DO TEATRO, mais que um tributo a esse artista que é um dos pilares do moderno teatro mundial, constitui-se em tributo à própria memória dos nossos palcos e de toda a gente que nele pisou, atuou, dirigiu, iluminou,operou técnica e maquinária, imbuiu-se de indumentárias e personagens.

A exposição GIANNI RATTO, ARTESÃO DO TEATRO, mais que um tributo a esse artista que é um dos pilares do moderno teatro mundial, constitui-se em tributo à própria memória dos nossos palcos e de toda a gente que nele pisou, atuou, dirigiu, iluminou,operou técnica e maquinária, imbuiu-se de indumentárias e personagens. O espirito do evento se expressa plenamente no amplo painel – colagem, com fotos de atores em roupa de cena, diretores, maestros, cantores de ópera, colegas de palco que conviveram e trabalharam com Gianni. É comovente ver Fernanda Montenegro, ainda menina, em pleno ensaio, Flavio Rangel, em manga de camisa dirigindo A Capital Federal , Antonio Fagundes no Cyrano De Bergerac que Gianni cenografou, e tantos outros rostos que conhecemos lá no fundo de nossa memória afetiva , nosso imaginário. Vamos percorrendo as paredes com croquis, maquetes, desenhos e nos inteirando de mais de meio século de arte, artesania e paixão ininterruptas de um italiano que, brilhando em sua própria terra, no auge da juventude e do sucesso, optou por refundar – por que não dizer revolucionar_ o teatro brasileiro , ao lado de outros audazes italianos e também brasileiros que viam no teatro muito mais que um tablado. Gianni era prolifico e múltiplo, de modo que presenciamos , pelo documentário em video e outros depoimentos, seus conceitos sobre direçao, luz, trilha, um cenário do avesso, com anotações técnicas e em seguida montado, pintado, pronto para receber a cena e já interagindo com ela. Ao desenho de um figurino se segue o próprio,materializado e vestido por um manequim ou uma atriz em cena .Há croquis– de indumentária ou madeirame_ que são obras de arte em si e por si, porque Gianni era também artista plastico.Em suma, uma viagem na historia do melhor teatro europeu e brasileiro, que começa e termina na Galeria da Paulista, Avenida Paulista, 2083, Conjunto Nacional.Curadoria de Glaucia Amaral e Vanner Ratto. Patrocinio CAIXA. De 11 de Agosto a 23 de Setembro. Não dá pra perder.
Consuelo de Castro

Conversa com os leitores
Publicado em 13-Aug-2007
Ao retomar nossa conversa semanal com os leitores, onde respondo alguns dos comentários enviados para o blog durante a semana que passou gostaria, inicialmente, de agradecer às centenas de amigos e amigas que me honraram com suas presenças no lançamento do nosso site, em Brasília, na terça-feira passada, bem como aos leitores e leitoras que fizeram comentários aqui no blog.
Ao retomar nossa conversa semanal com os leitores, onde respondo alguns dos comentários enviados para o blog durante a semana que passou gostaria, inicialmente, de agradecer às centenas de amigos e amigas que me honraram com suas presenças no lançamento do nosso site, em Brasília, na terça-feira passada, bem como aos leitores e leitoras que fizeram comentários aqui no blog. A presença amiga e solidária de vocês é que me dá mais forças, ainda, para continuar minha luta por um País melhor. Agradeço a todos de coração.
Nos comentários de hoje vou me ater a três assuntos: a reforma política, o movimento “Cansei” e o papel da mídia.
Bruno, advogado militante, esclarece que uma Assembléia Constituinte serviria apenas para o poder originário, ou seja, para que seja criada uma nova constituição e propõe “através de uma Constituinte, a discussão de temas isolados, como a reforma política, “uma vez que a assembléia constituinte serviria para criar uma nova constituição”.
Já Simpson Bonner aponta que “o trabalhador rural nunca chegará ao Congresso, pois ele é engolido econômica e politicamente pelo grande produtor” e que “na formação atual do Congresso, os pequenos empresários, pequenos produtores e médicos que não são empresários, pequenos prestadores de serviço, bancários, etc, possuem uma parcela ínfima”. Em resposta a esta situação, ele propõe a construção de “câmaras por setores e não como vigora hoje”.
Gunnar Hansen faz uma pergunta direta: Qual é a tua proposta para eliminar os bandidos - boa parte do sistema político, os partidos, verdadeiros domínios, no sentido feudal, dos caciques (que atuam, não raro, como gangues políticas ) e os agentes governamentais e parlamentares, que funcionam, em geral, como despachantes de recursos públicos para fins privados ?
Todos eles têm razão em parte. Podemos sim, meu caro Bruno, convocar uma Assembléia Constituinte específica para discutir e aprovar exclusivamente uma reforma política. Isso deve ficar explícito no ato de sua convocação. Simpson Bonner retrata com precisão, em seu comentário, a composição do Congresso Nacional. No entanto, não creio que a criação de Câmara por setores, sugerida por ele, seja a solução. O Congresso deve refletir o conjunto da sociedade brasileira. Se hoje essa composição não reflete com precisão o perfil da nossa sociedade, o problema não está no Congresso, mas nos congressistas que são eleitos. Por isso mesmo defendemos uma reforma política que dê mais transparência às regras eleitorais, neutralize a influência do poder econômico nas eleições e possibilite a eleição de parlamentares que representem os setores menos favorecidos da população. Da mesma forma, o diagnóstico de Gunnar Hansen é correto. E sua pergunta é fácil de ser respondida. A reforma política, com a fidelidade partidária, o financiamento público de campanha e o voto em lista é, comprovadamente, o melhor caminho para combater as atuais distorções de nossa sistema político-eleitoral.
Sobre as manifestações contrárias ao governo federal, Raimundo Portela propõe uma agenda positiva: “Vamos cuidar do nosso congresso interno, do nosso partido do governo, consertando os erros e defeitos e as nossas contradições. Temos três anos e um pouco mais de governo pela frente, ainda é possível fazer muita coisa pelo povão (...). Temos que recuperar o mais rápido possível a infra-estrutura do país, dar uma resposta à saúde e à educação, se não fica sem sentido nossa passagem pelo governo.”
Já José Prudente Filho faz uma proposta ao PT e afirma que “o problema não é quantidade de pessoas que estiveram nas ruas, mas a inércia do PT em responder a esse tipo de provocação. O partido que continua sendo o mais aprovado pelo povo, infelizmente perdeu o rumo das ruas. A nossa grande preocupação hoje é saber das pesquisas, do resultado do PAC, dos parlamentares, dos prefeitos, enfim. Confesso que entendo tudo isso como muito bom, porém, neste momento, nos falta uma coisa básica: formação de militantes”.
Vocês têm razão, Raimundo Portela e José Prudente Filho. O governo do presidente Lula tem o respaldo da maioria da população, como mostram as pesquisas. O PT e os demais partidos da base aliada precisam é sair para as ruas para defender o governo e mostrar ao conjunto da sociedade os avanços conquistados com as políticas públicas que estão sendo implementadas.
Sobre a mídia, Wal questiona a parcialidade da TV Cultura e questiona: “Teria direito o Governo do Estado de São Paulo de usar a TV Cultura, para através de sua grade, que antigamente era mais cultural, fazer movimento político? O que vejo são programas de jornalismo quase que inteiramente dedicados a fazer oposição ao governo federal, enquanto matérias dedicadas ao governo local são raras e quando aparece são em forma de elogios”.
Realmente, Wal, o caso TV Cultura é grave. É uma pena que ela tenha sido transformada pelos tucanos em um instrumento político de oposição ao governo Lula, assim como praticamente toda a grande mídia. É por isso mesmo que defendemos mudanças na legislação que regulamenta as comunicações no Brasil para que a imprensa, a exemplo do que ocorre em outros países do mundo, tenha mecanismos legais de regulamentação.
Por hoje é só. Até a semana que vem. Boa semana a todos.

Contra a grilagem de terras no Pontal do Paranapanema
Publicado em 13-Aug-2007
A ABRA, a Frente Parlamentar pela Reforma Agrária e os Movimentos de luta pela Reforma Agrária divulgaram um Manifesto, com 59 assinaturas, contra o Projeto de Lei 0578/07, enviado pelo governador de São Paulo, José Serra, à Assembléia Legislativa, que regulamenta a grilagem de terras no Pontal do Paranapanema.
A ABRA, a Frente Parlamentar pela Reforma Agrária e os Movimentos de luta pela Reforma Agrária divulgaram um Manifesto, com 59 assinaturas, contra o Projeto de Lei 0578/07, enviado pelo governador de São Paulo, José Serra, à Assembléia Legislativa, que regulamenta a grilagem de terras no Pontal do Paranapanema.
“A região Oeste do Estado de São Paulo foi palco de um processo histórico de ocupação predatória, baseado na grilagem de terras, que resultou no desmatamento quase total da Grande Reserva do Pontal para extração de madeira, plantio de algodão, café e pastagens. Esse processo foi possível graças à omissão do Estado, que garantiu impunidade aos grileiros. Agora, a omissão dá lugar à ação, mas não com o objetivo de corrigir a desigualdade social e a degradação do meio ambiente resultantes da apropriação indevida de terras devolutas. O que o governo fará é legalizar a grilagem, premiando os responsáveis por essa triste realidade. Esse é o verdadeiro propósito do Projeto de Lei 578/2007, encaminhado recentemente pelo governador José Serra à Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo”, diz o texto do Manifesto.
“A proposta do governo Serra se baseia em três falácias: a de que a regularização das terras trará desenvolvimento por meio de investimentos privados, superará o histórico conflito fundiário e arrecadará terras para o assentamento de trabalhadores sem terra”, continua o documento.
Depois de rebater esses três argumentos falaciosos do projeto de lei do governador Serra, o Manifesto conclui: “Repudiamos o PL 578/2007, por aprofundar as desigualdades e os conflitos da região do Pontal com a oficialização da grilagem e da concentração de terras. Entendemos ser papel do Estado a democratização do acesso à terra como garantia dos direitos fundamentais à moradia, alimentação e trabalho. A manutenção deste projeto de lei consolidará uma traição aos princípios de justiça e democracia”.

Veja volta a me atacar
Publicado em 11-Aug-2007
A revista Veja que chegou hoje às bancas volta a publicar, mais uma vez, calúnias e ofensas à minha honra e à minha imagem, insistindo em atacar, sorrateiramente, minha atividade de consultoria, dizendo mentiras e leviandades, como que chego “a embolsar 150.000 reais por mês com as "consultas" que dá”, que “só circula em carro com motorista e freqüenta restaurantes caros, onde é visto sempre com um charuto cubano na mão”.
A revista Veja que chegou hoje às bancas volta a publicar, mais uma vez, calúnias e ofensas à minha honra e à minha imagem, insistindo em atacar, sorrateiramente, minha atividade de consultoria, dizendo mentiras e leviandades, como que chego “a embolsar 150.000 reais por mês com as "consultas" que dá”, que “só circula em carro com motorista e freqüenta restaurantes caros, onde é visto sempre com um charuto cubano na mão”.
Como já disse aqui no blog, na nota "As calúnias da Veja", publicada no dia 17 de março, o objetivo da Veja é claro: combater-me politicamente, destruir minha vida profissional, desconstruir minha história, prejudicar minha vida pessoal. A revista quer manter sua campanha contra mim e mostrar que tinha razão em me transformar do dia para a noite em bandido e chefe de quadrilha.
Veja não se conforma por eu ter retomado minha atividade política e ter construído uma vida profissional para assegurar o sustento de meus filhos e o meu. Sempre trabalhei na vida. Fui office-boy, almoxarife, arquivista, atendente, auxiliar de contabilidade, coordenador de escritório, assessor jurídico, assessor parlamentar. Na década de 70 tive uma alfaiataria, uma loja de confecções e uma pequena fábrica de confecções. Nunca deixei de trabalhar e de me sustentar, inclusive em Cuba, onde vivi exilado.
Hoje tenho um escritório de advocacia. Há vinte anos sou advogado, com muito orgulho. Em 1980, quando voltei da clandestinidade, matriculei-me na PUC de São Paulo e, trabalhando e estudando, terminei meu curso de Direito, tendo prestado o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil em 1985.
Sou também consultor de empresas, como tantos profissionais sérios e respeitados no país. Afinal, me qualifiquei para isso. Disciplinado, ao longo da minha vida profissional e política, estudei muito, li muito, conversei muito, viajei bastante. Conheço bem a realidade do Brasil e seus problemas, assim como sou um estudioso da América Latina, de seus países e relações. Em muitos deles, construí relações políticas e profissionais. Portanto, é natural que seja convidado a dar palestras e consultorias.
Veja quer insinuar que levo um nível de vida elevado, diz que tenho ganhos pessoais de 150 mil reais, querendo enganar deliberadamente seus leitores, ao confundir faturamento com rendimento. Meus escritórios de advocacia e de consultoria podem até faturar isso, mas têm que cobrir suas despesas, como os salários dos funcionários, aluguel, impostos, etc. Logo, meu pró-labore e minha participação nos lucros não serão nunca maior do que 15% desse valor.
Como disse na entrevista que concedi à Playboy, que está nas bancas, há 20 anos eu ando com chofer, registrado, pago salário. Quando vou a restaurantes mais caros, estou com empresas, clientes, mas é minha atividade profissional. O Fernando Henrique pode cobrar 85 mil reais por palestra, e eu não posso fazer consultoria?

Os cubanos quiseram voltar para casa
Publicado em 11-Aug-2007
Os jornais de hoje registram declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, reafirmando que a Polícia Federal ofereceu por duas vezes asilo político aos boxeadores cubanos que desertaram da delegação nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro.
Os jornais de hoje registram declarações do ministro da Justiça, Tarso Genro, reafirmando que a Polícia Federal ofereceu por duas vezes asilo político aos boxeadores cubanos que desertaram da delegação nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro. Segundo o ministro, os dois atletas -Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara- não aceitaram a oferta e preferiram voltar a Cuba.
"A Polícia Federal, por minha determinação, fez a oferta de asilo duas vezes. Eu disse: "Digam para os rapazes que, se eles quiserem ficar como refugiados, eles ficam, não há nenhum problema". Eles disseram: "Não, nós queremos ir embora para casa'", disse Tarso.
Para o ministro, o governo, por meio da PF, "sem nenhum tipo de pressão e assistido por um advogado e pela Procuradoria da República", cumpriu a lei. "O pessoal [a oposição] fica nervoso porque não seqüestramos os cubanos para fazer propaganda contra Cuba. Nós não vamos fazer isso nem contra os Estados Unidos nem contra o Irã nem contra Cuba", disse.
Tarso atacou os críticos do governo por, segundo ele, não entenderem como os atletas puderam voltar a Cuba. "Eles [os críticos do governo] têm uma visão de que ninguém jamais vai querer voltar para Cuba. Isso é uma rematada bobagem."
Apesar dessas declarações do ministro da Justiça e dos próprios boxeadores cubanos, confirmando que quiseram voltar para casa, a oposição e a mídia continuam tentando encontrar um jeito de criticar o governo Lula nesse episódio. Não vão conseguir.

Lula defende o etanol a partir da cana
Publicado em 11-Aug-2007
A matéria “Etanol de milho não é viável”, do Estadão de hoje (só para assinantes), registra declarações do presidente Lula de que serão inevitáveis aos Estados Unidos o abandono da produção do etanol a partir do milho e a importação do produto derivado da cana-de-açúcar.
A matéria “Etanol de milho não é viável”, do Estadão de hoje (só para assinantes), registra declarações do presidente Lula de que serão inevitáveis aos Estados Unidos o abandono da produção do etanol a partir do milho e a importação do produto derivado da cana-de-açúcar. “Obviamente, vai haver um momento em que os próprios Estados Unidos vão chegar à conclusão de que não é possível continuar produzindo etanol de milho”, afirmou Lula.
“Não queremos ficar brigando com ninguém nem convencer o Bush disso. Queremos que os fatos convençam o Bush e outros países que a gente pode produzir etanol de cana pela metade do preço do que ele produz de milho. Então, ele nos venda o milho para engordar nossas galinhas e nós vendemos o álcool para engordar os carros dele. Essa é a boa troca que queremos fazer”, completou o presidente.
Já na Folha, a matéria “Lula diz que fez "prospecção" e não ideologia em viagem” (só para assinantes), destaca que o presidente Lula encerrou ontem visita de cinco dias ao México e à América Central cobrando da iniciativa privada que concretize seus objetivos. Lula definiu as viagens como "de prospecção" e disse que, depois delas, espera que empresários corram atrás de "nichos de oportunidades" e façam negócios. Por onde passou, Lula assinou acordos em temas como energia, direito e questões sociais que, agora, precisam ser implementados com ações da iniciativa privada.
"Tentei dar um exemplo de que uma viagem presidencial é quase como uma viagem de prospecção. Você vai, as pessoas se conhecem, discutem-se os nichos de oportunidade de cada país e, a partir daí, esperamos que a iniciativa privada vá atrás tentar fazer negócios.", disse o presidente.
Realmente, as viagens do presidente Lula ao exterior são importantes instrumentos para viabilizar novos negócios para o país, aumentando a presença do Brasil no cenário internacional, política e comercialmente.

Mrcio Pochmann vai presidir o Ipea
Publicado em 11-Aug-2007
O economista Márcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), vai assumir, na terça-feira, a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em substituição a Luiz Henrique Proença Soares.
O economista Márcio Pochmann, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), vai assumir, na terça-feira, a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em substituição a Luiz Henrique Proença Soares. Pochmann aceitou o convite feito por Mangabeira Unger, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, a quem o Ipea está subordinado.
“Pretendo fortalecer o Ipea, que é um instituto estratégico para o Brasil”, afirmou Pochmann, ao Estadão.
O Ipea tem por finalidade realizar pesquisas e estudos sociais e econômicos que servem de suporte institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento.
Além de professor do Instituto de Economia da Unicamp, Pochmann é pesquisador do Centro de Estudos de Economia Sindical e do Trabalho (Cesit), da mesma universidade. No mandato de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo, ele foi secretário de Trabalho, Desenvolvimento e Solidariedade.
A escolha de Márcio Pochmann para dirigir o Ipea é um bom sinal. Pochmann é um economista comprometido com as teses que fortalecem a busca pelo crescimento econômico sustentável e certamente dará uma grande contribuição ao governo e ao país.
Aproveitem e leiam o seu artigo “O continente e o arquipélago”, na Folha de hoje (só para assinantes), sobre a lucratividade dos bancos.

Ex-governadores com problemas
Publicado em 11-Aug-2007
Os jornais de hoje noticiam que os ex-governadores do Distrito Federal, Joaquim Roriz, do PMDB, e Maria Abadia, do PSDB, e do Rio de Janeiro, Anthony e Rosinha Garotinho, do PMDB, enfrentam questionamentos judiciais.
Os jornais de hoje noticiam que os ex-governadores do Distrito Federal, Joaquim Roriz, do PMDB, e Maria Abadia, do PSDB, e do Rio de Janeiro, Anthony e Rosinha Garotinho, do PMDB, enfrentam questionamentos judiciais. Roriz e Abadia tiveram suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do DF, que recomendou à Câmara Legislativa a sua rejeição. Se a Câmara referendar a posição do Tribunal de Contas, os dois poderão se tornar inelegíveis pelos próximos cinco anos.
Já o Tribunal Regional Eleitoral do Rio manteve a condenação de inelegibilidade do casal de ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus (PMDB) e do deputado federal Geraldo Pudim (PMDB-RJ) por três anos, por abuso de poder político. A decisão de negar o recurso dos condenados foi unânime - seis votos.
Um dia de luta
Publicado em 11-Aug-2007
Hoje é 11 de agosto, dia do estudante, aniversário da criação dos cursos jurídicos no Brasil, dia do “pendura” e de luta.
Hoje é 11 de agosto, dia do estudante, aniversário da criação dos cursos jurídicos no Brasil, dia do “pendura” e de luta. Data que deu o nome do glorioso Centro Acadêmico da Faculdade de Direito do Largo de S. Francisco. Dia de resgatar o papel da juventude na história do nosso Brasil. Da luta contra o nazi-facismo no Estado Novo aos dias de hoje quando nossa principal causa tem que ser a própria juventude e sua cidadania. Hoje, lutar pela liberdade e igualdade, é lutar pelos direitos de nossa juventude ao emprego, estudo, cultura, lazer, esporte e inclusão digital. É disputar com o crime organizado e ganhar seus corações e mentes. Ao saudar o 11 de Agosto relembramos aqueles que deram suas vidas na luta contra a ditadura por liberdade e justiça.
Desmatamento menor
Publicado em 11-Aug-2007
A matéria “Desmatamento cai e tem baixa recorde”, na Folha de hoje (só para assinantes), traz uma boa notícia: o desmatamento na Amazônia, entre 2006 e 2007, caiu 30% em relação ao ano anterior.
A matéria “Desmatamento cai e tem baixa recorde”, na Folha de hoje (só para assinantes), traz uma boa notícia: o desmatamento na Amazônia, entre 2006 e 2007, caiu 30% em relação ao ano anterior. Foi o menor desmatamento registrado em um ano desde o início do monitoramento, em 1988. Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério do Meio Ambiente.
O esforço para reduzir o desmatamento é conduzido pela Casa Civil e conta com a participação de 13 ministérios. Com a redução do desmatamento entre 2004 e 2006, o Brasil deixou de emitir 410 milhões de toneladas de CO2 [gás do efeito estufa]. Também evitou o corte de 600 milhões de árvores e a morte de 20 mil aves e 700 mil primatas, segundo a ministra Marina Silva. "Essa emissão representa quase 15% da redução firmada pelos países desenvolvidos para o período 2008-2012, no Protocolo de Kyoto."
Para a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, "o Brasil é um dos poucos países do mundo que tem a oportunidade de implementar um plano que protege a biodiversidade e, ao mesmo tempo, reduz muito rapidamente seu processo de aquecimento global."
É o governo brasileiro fazendo a sua parte para reduzir o aquecimento global e proteger a floresta amazônica.

Fatos e fotos
Publicado em 10-Aug-2007
Algo de muito errado está acontecendo no Brasil. Se compararmos a pesquisa de opinião divulgada pelo DataFolha, no domingo passado, com o noticiário e a opinião de articulistas nas TVs, rádios e jornais de todo Brasil, vamos constatar uma profunda dessintonia entre as críticas da elite e o que a maioria da população pensa sobre o governo.
Algo de muito errado está acontecendo no Brasil. Se compararmos a pesquisa de opinião divulgada pelo DataFolha, no domingo passado, com o noticiário e a opinião de articulistas nas TVs, rádios e jornais de todo Brasil, vamos constatar uma profunda dessintonia entre as críticas da elite e o que a maioria da população pensa sobre o governo. Mais ainda. Fica evidente que, nem mesmo na chamada classe média, tem sustentação a avalanche de críticas e ataques ao governo federal, ao próprio presidente Lula e ao seu partido, o PT, que, aliás, retomou os níveis de aprovação que tinha em 2004. Para sermos mais exatos, há uma clara ruptura entre a percepção do noticiário da mídia brasileira sobre a avaliação do governo Lula e o que a população, incluindo aí a classe média, acha realmente dele.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, em que analiso as pesquisas de opinião e o noticiário da mídia sobre o governo Lula, na seção Artigos do Zé.
Minha defesa no STF jurdica
Publicado em 10-Aug-2007
Alguns jornalistas e colunistas insistem em dizer que eu tenho me movimentado para pressionar o Supremo Tribunal Federal a não aceitar a denúncia contra mim feita pelo procurador-geral da República.
Alguns jornalistas e colunistas insistem em dizer que eu tenho me movimentado para pressionar o Supremo Tribunal Federal a não aceitar a denúncia contra mim feita pelo procurador-geral da República. Tudo o que faço é apresentado como tentativa de influenciar o julgamento anunciado para este mês. É óbvio que não tenho nenhuma intenção de fazer pressão sobre o STF, o que seria absurdo e despropositado, além de inócuo, pois os ministros estão acima disso. As interpretações desses jornalistas não têm nenhum sentido e chego a pensar se alguns não querem é me deixar mal com os ministros da Corte. Minha defesa no STF é estritamente jurídica e será feita pelos meus advogados. O resto é especulação despropositada.
Cai a taxa de mortalidade infantil em So Paulo
Publicado em 10-Aug-2007
Uma boa noticia: a taxa de mortalidade infantil em São Paulo caiu para 13,3%.
Uma boa noticia: a taxa de mortalidade infantil em São Paulo caiu para 13,3%. Apesar de ser alta ainda, se comparada com a dos países desenvolvidos, ou mesmo Cuba, entre 3 e 5 por mil nascidos, é um avanço que deve ser destacado. Esse avanço deve-se aos programas de saneamento básico. Daí a importância dos recursos que o governo federal está destinando aos estados e municípios no PAC, aos programas Médico de Família e de vacinação em massa, também com a participação do governo federal e do Sus, e, por fim, a assistência à gestante e ao recém-nascido. Precisamos de mais investimentos em UTIs e no atendimento materno-infantil, como reconhece o próprio Secretario de Saúde do Estado. Estamos avançando, mas há muito o que fazer em todo Brasil, já que nossa taxa média nacional de mortalidade infantil ainda é alta: 21,1%.
Cresce a sindicalizao entre os terceirizados
Publicado em 10-Aug-2007
Na Folha de hoje uma matéria importante: "Cresce sindicalização entre trabalhadores terceirizados" (só para assinantes). Ou seja, os trabalhadores buscam os sindicatos, se organizam e lutam contra a precarização do trabalho que costuma acompanhar as terceirizações, que crescem em todo país.
Na Folha de hoje uma matéria importante: "Cresce sindicalização entre trabalhadores terceirizados" (só para assinantes). Ou seja, os trabalhadores buscam os sindicatos, se organizam e lutam contra a precarização do trabalho que costuma acompanhar as terceirizações, que crescem em todo país.
No Estado de São Paulo, o número de trabalhadores sindicalizados passou de 180 mil para 424 mil em dez anos. Segundo o professor e pesquisador Marcio Porchman, que fez o estudo para o Sindeespres, que representa os terceirizados, enquanto no país a sindicalização em geral cresceu 13,6, em São Paulo, cresceu 6,1%, e, entre os terceirizados de São Paulo, 3.271%. Ou seja, os trabalhadores se organizam para lutar contra as péssimas condições de trabalho, geralmente ausência do registro, vale refeição, vale transporte, seguro de vida - no caso, por exemplo, dos vigilantes, assistência à saúde, piso salarial. O que demonstra que o problema não é a terceirização, mas a degradação das condições de trabalho que costuma acompanhar a terceirização nas empresas, e a queda do salário médio, hoje de R$ 874.
Esse é um processo necessário, não apenas no setor privado,como no setor publico, mas deve ser feito dentro da lei e dos direitos trabalhistas.

A crise financeira internacional no afeta o Brasil
Publicado em 10-Aug-2007
A matéria “Mantega e Meirelles dizem que país está forte contra a crise”, da Folha de hoje (só para assinantes), mostra que a volta da turbulência ao mercado financeiro não preocupa o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
A matéria “Mantega e Meirelles dizem que país está forte contra a crise”, da Folha de hoje (só para assinantes), mostra que a volta da turbulência ao mercado financeiro não preocupa o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Fundamentos macroeconômicos e as reservas internacionais respaldam a confiança dos investidores, argumentam os dois membros da equipe econômica do governo Lula.
Mantega afirmou ontem que os investidores não têm motivos para se preocupar porque o Brasil faz parte do time de nações "muito sólidas e habilitadas" a enfrentar situações de crise internacional: "O nervosismo não chegou ao Brasil. Acredito que o país está muito sólido para enfrentar uma situação com essa".
Meirelles também minimizou os efeitos que as turbulências do cenário externo podem ter sobre o país. Ele afirmou que "o mercado brasileiro, ainda que também mostrando incremento de volatilidade, vem operando sob absoluta normalidade".
O caminho do crescimento
Publicado em 10-Aug-2007
Analistas de mercado, bancos, consultorias e o próprio IPEA já avaliam que o Brasil crescerá mais de 5% em 2007 e que a crise das bolsas não afetou ou afetará o Brasil.
Analistas de mercado, bancos, consultorias e o próprio IPEA já avaliam que o Brasil crescerá mais de 5% em 2007 e que a crise das bolsas não afetou ou afetará o Brasil. Crescem o consumo, o crédito, a renda e, principalmente, os investimentos, puxados pelo crescimento da indústria, das exportações e do varejo. Outro dado importante, divulgado ontem, é o crescimento, pelo sétimo mês consecutivo, do nível de emprego na indústria de transformação em São Paulo - 0,42% em julho, o que representou a criação de 9 mil novos postos de trabalho.
Pela frente, os problemas de infra-estrutura e os juros, que precisam cair ainda mais.
A conferir.
Cmara Municipal aprova as contas de Marta Suplicy
Publicado em 10-Aug-2007
O plenário da Câmara Municipal aprovou ontem a prestação de contas do último ano (2004) da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy.
O plenário da Câmara Municipal aprovou ontem a prestação de contas do último ano (2004) da gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. As contas de 2001, 2002 e 2003 já foram aprovadas pelos vereadores. Ontem, a Comissão de Finanças e Orçamento acolheu o relatório do Tribunal de Contas do Município, que deu parecer favorável às contas de 2004 de Marta.
Com esta votação do plenário, após o Tribunal de Contas do Município ter aprovado a prestação de contas de todo o mandato da ex-prefeita, a Câmara Municipal em acordo com o TCM põe um termo a campanha de mentiras e calunias, amplificada pela mídia, lançada pelo ex-prefeito José Serra e o PSDB contra Marta Suplicy.
A administração de Marta cumpriu com a Lei de Responsabilidade Fiscal, deixou as contas em dia com dinheiro para pagar as obrigações legais e restabeleceu a credibilidade das finanças municipais após a desastrada gestão Pitta.
A aprovação das contas de 2004 teve o dobro dos votos necessários. Os vereadores do partido do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) votaram a favor, assim como a bancada do PT e também os vereadores do PMDB e outras siglas. Os vereadores tucanos, que primeiro se abstiveram na Comissão de Finanças e Orçamento, votaram contra no plenário.

A defesa do lucro
Publicado em 10-Aug-2007
Vou transcrever na íntegra o mini-editorial, na página 4 do Globo de hoje - “O alvo é outro", para que cada leitor do site veja bem o que move nossa mídia conservadora.
Vou transcrever na íntegra o mini-editorial, na página 4 do Globo de hoje - “O alvo é outro", para que cada leitor do site veja bem o que move nossa mídia conservadora. O lucro, que está acima de tudo. Leiam essa pérola de como a nossa elite defende seus interesses econômicos.
Opinião: O alvo é outro
“O MINISTRO Nelson Jobim, com 1,90 metro de altura, sabe da dificuldade de se encaixar num assento de avião no Brasil. Mas ameaçar legislar sobre a distância dos joelhos em relação ao banco da frente é invadir uma área privativa das empresas.
TAMBÉM É perda de tempo e de esforço, que precisam ser dirigidos para outros embates. Ao fixar o número máximo de assentos por avião, o ministro estará, na verdade, intervindo nas tarifas cobradas.
MELHOR FARÁ se permitir que haja uma efetiva competição no setor. Assim, alguma empresa perceberá que existe uma oportunidade de mercado para oferecer assentos com espaço para passageiros com a altura do ministro.”
A oposio do Globo
Publicado em 10-Aug-2007
O Globo de hoje está uma graça. Várias matérias só para fazer oposição.
O Globo de hoje está uma graça. Várias matérias só para fazer oposição. A primeira - "Petrobras alivia argentino com gás brasileiro", na página 28, o que deveria ser positivo vira negativo. O Brasil deveria ser elogiado pelo jornal por exportar mais gás para a Argentina e evitar uma crise maior de energia naquele país irmão. Mas o jornal carioca inventa, ouvindo "técnicos" da ANAEEL, que esse gás era destinado às termoelétricas brasileiras e chega a afirmar a seguinte irresponsabilidade: "aparentemente, nenhum setor(brasileiro) ficou sem energia", insinuando que poderia ter faltado energia no Brasil ao exportamos gás para a Argentina. E pior, dá a entender que poderia ter faltado energia no PAN, ao não provermos de gás as termoelétricas brasileiras. Ou seja, vale tudo, desde que para desgastar o governo.
A segunda matéria, na página 10, é sobre, ainda, os boxeadores cubanos. Agora, a oposição quer saber sobre o avião cubano que, segundo o PSDB e o Demo, chegou muito rápido ao Brasil para transportar os atletas, o que é absolutamente ridículo, e convocou o Ministro da Justiça para ser ouvido pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. Mesmo sabendo e relatando na matéria que existe uma Comissão Nacional de Refugiados e que os dois outros atletas cubanos que ficaram no Brasil já receberam carteira de identidade e autorização provisória de trabalho. Ou seja, o governo agiu estritamente dentro da lei e foram os cubanos que decidiram voltar para Cuba. Além disso, em outra matéria no próprio Globo, os dois cubanos relatam um episódio escandaloso: uma tentativa de aliciamento por verdadeiros criminosos no PAN. Isso é que deveria ser denunciado.
Mas a oposição continua sua política de negar tudo, afirma que o episódio é igual ao de Olga Benário, deportada no Estado Novo para a Alemanha Nazista. Como vemos, vale tudo.
Leiam o artigo do advogado e militante petista, Max Altman, publicado ontem no site, na seção Convidado.

A presidente da UNE promete uma entidade mais combativa
Publicado em 09-Aug-2007
Primeira mulher eleita nos últimos 15 anos para presidir a UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf promete radicalizar mais nas lutas e fazer mais passeatas pela transformação do Brasil e da universidade.
Primeira mulher eleita nos últimos 15 anos para presidir a UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf promete radicalizar mais nas lutas e fazer mais passeatas pela transformação do Brasil e da universidade. A começar pelos atos que vão marcar o aniversário da UNE, que completa 70 anos dia 11 de agosto. Em entrevista ao site, ela fala das bandeiras de luta da entidade, diz que vai trabalhar para reaproximar a universidade dos movimentos populares e critica a política econômica do governo.
Leiam a íntegra da entrevista da nova presidente da UNE, Lúcia Stumpf, na seção Ping-Pong da área "A hora é Agora!", dedicada aos assuntos da juventude e cidadania.
A verdade desmente Elio Gaspari
Publicado em 09-Aug-2007
"Ao contrário do que escreveu Elio Gaspari em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo, 5 de agosto, de que "Lula colocou o Estado brasileiro a serviço da polícia política de Fidel Castro, como resultado da detenção e do anunciado repatriamento dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara", o presidente brasileiro determinou ao delegado da Polícia Federal em Niterói, Felício Laterça, que informasse os atletas de que tinham direito de formalizar um pedido de refúgio ao Brasil."
"Ao contrário do que escreveu Elio Gaspari em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo, 5 de agosto, de que "Lula colocou o Estado brasileiro a serviço da polícia política de Fidel Castro, como resultado da detenção e do anunciado repatriamento dos boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara", o presidente brasileiro determinou ao delegado da Polícia Federal em Niterói, Felício Laterça, que informasse os atletas de que tinham direito de formalizar um pedido de refúgio ao Brasil. E que não só informasse mas que insistisse bastante nessa possibilidade. Legalmente quando se pede refúgio, aguarda-se no país a tramitação e o julgamento que é feito por um órgão independente das Nações Unidas e não pela justiça do país hospedeiro".
Leiam a íntegra do artigo do advogado e militante petista, Max Altman, sobre o episódio dos boxeadores cubanos na seção Convidados.
Governador de Rondnia denunciado por compra de votos
Publicado em 09-Aug-2007
A notícia está nos jornais de hoje. O governador de Rondônia, Ivo Cassol, que está afastado do PPS, foi denunciado ontem ao STF pela Procuradoria Geral da República sob as acusações de compra de votos, coação no curso do processo, formação de quadrilha e falso testemunho.
A notícia está nos jornais de hoje. O governador de Rondônia, Ivo Cassol, que está afastado do PPS, foi denunciado ontem ao STF pela Procuradoria Geral da República sob as acusações de compra de votos, coação no curso do processo, formação de quadrilha e falso testemunho. Se a Justiça aceitar a denúncia, ele pode ser condenado a até 15 anos de reclusão, mais multas. Também foram denunciados o senador Expedito Júnior (PR-RO) - por compra de votos e formação de quadrilha- e outras 11 pessoas. Cassol e Expedito negam as suspeitas.
Expedito Júnior já foi cassado por unanimidade no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, mas apelou da decisão no TSE. Cassol ainda não foi julgado pelo TRE, apesar de já estar sendo processado pelo Ministério Público Eleitoral.
O Procurador-Geral da República se baseou em resultados de dois inquéritos da PF. O primeiro, encerrado em dezembro de 2006, concluiu que ao menos 950 funcionários da Rocha Segurança e Vigilância, do irmão do senador Expedito Júnior, receberam R$ 100 para que votassem nele, em Cassol e outros dois candidatos que não se elegeram.
A segunda investigação se refere ao que ocorreu após a conclusão da primeira. Segundo a PF, Cassol mandou a Polícia Civil instalar inquérito para investigar os vigilantes que fizeram a denúncia. "A investigação estadual foi instaurada com o claro intuito de criar fatos novos relacionados aos delitos eleitorais, mediante manipulação de provas e intimidação de testemunhas", diz a denúncia da Procuradoria Geral.
Nesta investigação, Cassol foi indiciado pela PF por usurpação de função pública, falso testemunho, oferecimento de vantagem a testemunha, coação no curso do processo e formação de quadrilha.

A posio da lder do PT sobre o caso Renan Calheiros
Publicado em 09-Aug-2007
A Folha de hoje publica uma entrevista com a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti, onde ela explicita a posição da bancada do PT sobre o caso do senador Renan Calheiros:
A Folha de hoje publica uma entrevista com a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti, onde ela explicita a posição da bancada do PT sobre o caso do senador Renan Calheiros: “O direito de defesa e a presunção de inocência têm que ser preservados. O processo de investigação está em curso, não está sendo obstruído e já saiu do Senado. Permanecer ou não na presidência é prerrogativa dele... Claro que interfere [nos trabalhos do Senado], mas não tem como obrigá-lo [a sair]... A investigação é necessária e precisa ser feita até as últimas conseqüências. Não será bom para o Senado, para o governo e nem para o PT que a investigação não tenha credibilidade”, disse a senadora...
Mas, o título que a Folha deu à entrevista – “"Não há como obrigá-lo a sair", diz Ideli” - é uma tentativa de manipulação da entrevista. Mais uma pegadinha da Folha.
Mais um buraco na obra do Metr em So Paulo
Publicado em 09-Aug-2007
A notícia está publicada na Folha de hoje, na matéria “De novo, obra do Metrô abre buraco em SP” (só para assinantes): sete meses após o acidente que deixou sete mortos na escavação da futura estação Pinheiros do metrô, em São Paulo, um novo buraco surgiu ontem em outro ponto da linha 4-amarela, na rua dos Pinheiros.
A notícia está publicada na Folha de hoje, na matéria “De novo, obra do Metrô abre buraco em SP” (só para assinantes): sete meses após o acidente que deixou sete mortos na escavação da futura estação Pinheiros do metrô, em São Paulo, um novo buraco surgiu ontem em outro ponto da linha 4-amarela, na rua dos Pinheiros. O buraco, em formato de cone, tem 1,5 metro de diâmetro no seu topo, três metros na base e dois de profundidade. Surgiu a cerca de 2,5 km da cratera na marginal Pinheiros. Segundo o diretor de Engenharia e Obras do Metrô, Luiz Carlos Grillo, não houve falha nem do Consórcio Via Amarela, responsável pela obra, nem do Metrô, que responde pela fiscalização.
Desde o início da obra, em 2004, já foram registrados dez acidentes na linha 4-amarela, com um total de oito pessoas mortas.
Segundo o Metrô, o buraco não oferece riscos e, por isso, não houve necessidade de interditar imóveis no local, ao lado da futura estação Fradique Coutinho. Todo trecho da rua dos Pinheiros entre as ruas Mateus Grou e Mourato Coelho continuará interditado, por 48 horas, até que seja feita uma prospecção sobre o traçado do túnel, segundo o consórcio.
Com a palavra, o governador José Serra.

Questo de justia
Publicado em 09-Aug-2007
Mas ainda existe Justiça no Brasil, como revela a matéria “Justiça isenta governadora de improbidade”, da Folha de hoje (só para assinantes), que reproduzo aqui:
Mas ainda existe Justiça no Brasil, como revela a matéria “Justiça isenta governadora de improbidade”, da Folha de hoje (só para assinantes), que reproduzo aqui:
“A Justiça Federal no Estado isentou a governadora Wilma de Faria (PSB) da suspeita de improbidade administrativa nas obras da ponte Forte-Redinha, imputada a ela pela Procuradoria. Wilma e executivos das empreiteiras foram responsabilizados pelo Ministério Público Federal por sobrepreço de R$ 38,2 milhões. Para que a governadora pudesse ser responsabilizada, justificou o juiz, seria preciso "determinação expressa, ainda que verbal" dela relacionada às supostas irregularidades. A Justiça acatou a ação contra outras 12 pessoas”.
Ou seja, sem provas e evidências, não se pode condenar ninguém.
Para onde vamos?
Publicado em 09-Aug-2007
A matéria “PF abre inquérito para apurar negócio entre Gamecorp e Telemar”, na Folha de hoje (só para assinantes), só mostra onde já chegamos.
A matéria “PF abre inquérito para apurar negócio entre Gamecorp e Telemar”, na Folha de hoje (só para assinantes), só mostra onde já chegamos. A investigação da PF, revelada por ninguém mais que Diego Mainardi da revista Veja, no Rio de Janeiro, a pedido de um promotor público federal, a partir de uma representação do presidente da Câmara Municipal de Belém, é tão séria que a própria Folha diz textualmente: "A Folha apurou que os principais responsáveis pela investigação consideram que o material gerador da abertura do inquérito não tem informações relevantes ou substanciais: a representação se resume a notícias publicadas na imprensa"...
E a Folha insiste em chamar Fábio Luis, filho do presidente Lula, de Lulinha, nome que ele jamais usou ou foi chamado, o que é publico e notório.
Esse é o país que vivemos hoje. A notícia virou uma arma e é usada de forma seletiva e sempre com objetivos políticos.
Revitalizao do porto do Rio de Janeiro
Publicado em 09-Aug-2007
O Porto do Rio de Janeiro pode receber verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), para obras de revitalização. Ontem, numa reunião entre representantes dos governos federal e estadual, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, empresários e representantes do governo estadual apresentaram o projeto de revitalização do porto.
O Porto do Rio de Janeiro pode receber verbas do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), para obras de revitalização. Ontem, numa reunião entre representantes dos governos federal e estadual, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, empresários e representantes do governo estadual apresentaram o projeto de revitalização do porto. A notícia foi publicada, ontem, no Globo On Line e está comentada no site Logística e Transporte, de José Augusto Valente.
Com o projeto, as fachadas dos armazéns ganhariam cara nova. Os anexos seriam demolidos. Um amplo terminal de passageiros seria transferido para o Armazém 4. O projeto também prevê a construção de avenidas, facilitação dos acessos e a dragagem dos canais da Baía de Guanabara, para que os grandes navios possam entrar e sair do porto ao mesmo tempo.
O custo total das obras, de acordo com cálculos da Secretaria Estadual de Transportes, é de R$ 335 milhões. Quase metade seria financiada pelo PAC. O estado entraria com R$ 45 milhões. A prefeitura com R$ 14 milhões. A Companhia Docas participaria com R$ 16 milhões e R$ 110 milhões viriam da iniciativa privada.
De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes, com a obra, as atividades portuárias seriam ampliadas e o porto do Rio, que hoje é o quarto maior do país em comércio internacional, poderá ocupar o segundo lugar em quatro anos após o início das obras.
Em 2010, graças à parceria entre os governos federal e estadual, o porto do Rio de Janeiro entrará para o seleto grupo dos cem maiores portos do mundo. Hoje, somente o de Santos faz parte desse grupo.
Realmente, uma boa notícia

O debate sobre a produo do etanol a partir do milho
Publicado em 09-Aug-2007
Na visita do presidente Lula à Nicarágua voltou ao debate o tema da produção do etanol e do biodiesel e a suposta incompatibilidade com a produção de alimentos, particularmente o milho, principal alimento da população mais pobre daquele país.
Na visita do presidente Lula à Nicarágua voltou ao debate o tema da produção do etanol e do biodiesel e a suposta incompatibilidade com a produção de alimentos, particularmente o milho, principal alimento da população mais pobre daquele país. Daniel Ortega, presidente sandinista da Nicarágua, até aceita a produção de biodiesel a partir da palma, mas rechaçou a produção a partir do milho, no que tem toda razão. Além do alto custo de produção, para concorrer com a cana de açúcar e outras oleaginosas, só com altos subsídios, como no Estados Unidos, é o alimento básico do povo em quase todos os países da América Latina, inclusive nos Estados Unidos.
O tema retoma a necessidade urgente da regulação para a produção de etanol e biodiesel, com zoneamento agrícola, garantias e medidas compensatórias ambientais e sociais. O melhor caminho é o governo brasileiro implantar a regulação no Brasil, propô-la a nível internacional e adotar uma política para a mecanização do corte da cana de açúcar, com um programa de recapacitação e emprego para os mais de um milhão de trabalhadores canavieiros que temos hoje.
Com a palavra o Governo.

Serra primeiro demite, depois faz nova proposta
Publicado em 08-Aug-2007
A matéria “Após demissões, Metrô cede e decide refazer proposta”, da Folha de hoje (só para assinantes) mostra que o governo Serra, depois de uma greve de dois dias no metrô de São Paulo e da demissão de 61 funcionários, recuou e fez ontem uma nova proposta de pagamento da Participação nos Lucros e Resultados, mais próxima da defendida pelo sindicato da categoria.
A matéria “Após demissões, Metrô cede e decide refazer proposta”, da Folha de hoje (só para assinantes) mostra que o governo Serra, depois de uma greve de dois dias no metrô de São Paulo e da demissão de 61 funcionários, recuou e fez ontem uma nova proposta de pagamento da Participação nos Lucros e Resultados, mais próxima da defendida pelo sindicato da categoria.
Essa atitude reforça o entendimento de que as demissões dos 61 funcionários do Metrô foram mesmo uma retaliação política de Serra e uma tentativa de minar a resistência dos trabalhadores. É a velha política de uma no cravo, outra na ferradura.
A demissão de 61 funcionários do Metrô pelo governo José Serra (PSDB) é recorde em uma semana pós-greve desde 1988, na administração Orestes Quércia (PMDB), quando 300 foram demitidos.
O sindicato, em nota, classificou a medida de "ato arbitrário de Serra" e disse que a "retaliação" criou um "clima de revolta e terrorismo incompatível com as mínimas condições necessárias para que os metroviários prestem seus serviços". A CUT-SP também divulgou comunicado repudiando as demissões e dizendo que três diretores do sindicato e três trabalhadores inscritos para disputar as próximas eleições internas da presidência dos metroviários, no mês que vem, foram demitidos. "Os desligamentos revelam a declarada perseguição à atividade sindical", afirma. A central sindical diz que houve "mal-estar no ambiente de trabalho" e que a situação "pode se refletir na qualidade dos serviços prestados".
O Metrô, hipocritamente, mantém a versão de que a demissão ocorreu por critérios de desempenho.
A nova proposta feita pelo Metrô mostra que a reivindicação dos trabalhadores era justa. E, se era justa, as demissões são injustas, mostrando que a intenção do governador foi mesmo única e exclusivamente a de golpear o sindicato e os trabalhadores que fizeram a greve.
De duas uma: ou a greve era errada ou as demissões foram erradas.

Mais uma vitria da Polcia Federal
Publicado em 08-Aug-2007
A prisão, ontem, em São Paulo, pela Polícia Federal, do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, o “Chupeta”, um dos criminosos mais procurados do mundo e pelo qual a Agência Americana Antidrogas (DEA) oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões, é mais uma prova da eficiência da Polícia Federal do Brasil.
A prisão, ontem, em São Paulo, pela Polícia Federal, do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia, o “Chupeta”, um dos criminosos mais procurados do mundo e pelo qual a Agência Americana Antidrogas (DEA) oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões, é mais uma prova da eficiência da Polícia Federal do Brasil. A sua prisão, como disse o Ministro da Defesa da Colômbia, segundo o New York Times, prova que “os ricos e poderosos também caem”. Prova mais do que isso. Prova que a Polícia Federal do Brasil tem sido um exemplo no combate ao crime organizado.
Tudo azul na economia
Publicado em 08-Aug-2007
Em toda mídia, no front econômico, tudo azul. Alta da produtividade na indústria, cai o índice do uso da capacidade instalada com o aumento da produção, o setor de máquinas e equipamentos, contanto as importações menos as exportações, cresceu mais de 30% no segundo trimestre, apontando para uma expansão da capacidade instalada das empresas que terão capacidade para atender o aumento da demanda e garantir um crescimento com aumento da produtividade e sem pressões inflacionárias.
Em toda mídia, no front econômico, tudo azul. Alta da produtividade na indústria, cai o índice do uso da capacidade instalada com o aumento da produção, o setor de máquinas e equipamentos, contanto as importações menos as exportações, cresceu mais de 30% no segundo trimestre, apontando para uma expansão da capacidade instalada das empresas que terão capacidade para atender o aumento da demanda e garantir um crescimento com aumento da produtividade e sem pressões inflacionárias. A agroindústria cresceu 4,6% no primeiro semestre, responsável por aproximadamente 15% da produção do país, no melhor resultado desde 1992. Um sucesso. Por fim, São Paulo, com energia mais barata, tem deflação e as indústrias Votorantin anunciam investimentos de R$ 1 bilhão no setor do cimento.
Como vemos, aos poucos vamos entrando num ciclo de crescimento que precisa urgente de respostas do governo na gestão, infra-estrutura, educação e inovação.
A conferir.
A crise dos Estados
Publicado em 08-Aug-2007
A crise na saúde no Nordeste, com greves e demissões em massa de médicos em três estados - Pernambuco, Ceará e Paraíba - depois da gravíssima situação de Alagoas, só revela o estado pré-falimentar de muitos Estados brasileiros, cujo símbolo é o Rio Grande do Sul.
A crise na saúde no Nordeste, com greves e demissões em massa de médicos em três estados - Pernambuco, Ceará e Paraíba - depois da gravíssima situação de Alagoas, só revela o estado pré-falimentar de muitos Estados brasileiros, cujo símbolo é o Rio Grande do Sul. Estado industrializado, moderno, com infra-estrutura, agroindústria, elevado nível educacional, instituições democráticas sólidas, na fronteira sul estratégica para o país e o Mercosul, mas em crise permanente pelo déficit público e a incapacidade política de suas lideranças políticas e empresariais para pactuar na sociedade uma saída.
É o tipo de situação que não pode perdurar sem virar uma crise nacional, que deve e precisa ser enfrentada pelo governo federal e pelo Congresso Nacional e deveria ser uma agenda nacional, supra-partidária. Só será resolvida com a participação do governo federal e com a revisão do pacto federativo da Constituição de 88 e passará de maneira inevitável por uma reforma tributária e uma reavaliação da negociação das dívidas públicas internas dos Estados feita no governo FHC.
O argumento de que não se pode revisar contratos da negociação da dívida pública dos estados com a União é uma falácia, já que com os estados quebrados e os serviços públicos em crise, a médio prazo os compromissos com a União deixarão de ser cumpridos. A verdade nua e crua é que o país precisa de mais investimentos públicos federais nos estados, principalmente em transportes coletivos e metropolitanos, saneamento e habitação. O que, na prática, já vem acontecendo depois de décadas de abandono. Mas, sem a reforma tributária e a renegociação das dívidas, não vamos avançar. E a situação se agravará na maioria dos estados nos próximos anos, até se transformar, se nada for feito, numa crise da Federação e dos serviços públicos estaduais.
É hora de agir. Com a palavra o governo e o Congresso Nacional. Com a palavra o PT e suas bancadas.

O lanamento do site em Braslia
Publicado em 08-Aug-2007
Lancei ontem em Brasília o meu novo site, um aperfeiçoamento do blog que comecei a fazer em agosto de 2006 para me comunicar com a militância do PT, dos partidos de esquerda, com as lideranças dos movimentos sociais, com todos aqueles que me apóiam e com a sociedade em geral.
Lancei ontem em Brasília o meu novo site, um aperfeiçoamento do blog que comecei a fazer em agosto de 2006 para me comunicar com a militância do PT, dos partidos de esquerda, com as lideranças dos movimentos sociais, com todos aqueles que me apóiam e com a sociedade em geral. Para discutir o Brasil, o governo Lula, as eleições daquele ano, a política externa, os graves problemas sociais que enfrentamos, nossa história de lutas e nossos sonhos. Depois de um ano no ar, considero o dever cumprido e espero que na nova forma de site eu possa me comunicar mais e melhor com a sociedade. Quando criei o blog, com o apoio entusiasta de inúmeros apoiadores voluntários que me convenceram da sua necessidade e do seu papel, eu mesmo não tinha certeza se teria disciplina e capacidade para fazê-lo todos os dias, junto com uma equipe de colaboradores. Mas fomos capazes e, agora, ele se transforma num site e incorpora a seção Juventude e Cidadania, para discutir e debater os problemas de nossa juventude, as propostas de políticas públicas para enfrentá-los e superá-los, apoiá-la em sua luta, e para unir forças, criar uma rede das entidades que lutam para que nossa juventude acesse a cidadania. No final do ano quero introduzir novas ferramentas no site para poder melhorar ainda mais a nossa comunicação com a sociedade. Vou continuar com as entrevistas e com os artigos dos colaboradores, além dos meus, e, agora, temos um arquivo com toda história da minha cassação e da denúncia que o STF irá analisar. O blog e, agora, o site são, também, um instrumento da luta pela democratização dos meios de comunicação e uma resposta minha ao linchamento político, ao pré-julgamento, sem direito de defesa e sem o devido processo legal, a que fui submetido, onde o ônus da prova, até hoje, cabe a mim e não aos meus acusadores, particularmente a grande mídia.
Na festa de lançamento, ontem, em Brasília, compareceram centenas de amigos e amigas, companheiros e companheiras de todos os setores da sociedade, além de ministros, parlamentares, prefeitos, empresários, a militância do PT e dos movimentos sociais que sempre me apoiou e me apóia, amigos dos partidos da base do governo, aliados de sempre do PC do B e do PSB. Enfim, um público expressivo e representativo de toda a sociedade, que me orgulha e me deu forças e apoio para minha luta, que é, no fundo, a luta em defesa do PT, de sua história e do projeto político que o presidente Lula lidera.
Antes do lançamento, falei com os jornalistas de diversos veículos de comunicação. Mas, em nenhum momento, afirmei que temia que o STF para dar uma "satisfação política" à opinião pública aceitasse a denúncia do Procurador-Geral da República, como publica a Folha de hoje, na matéria “Dirceu recebe apoio de ministros, assessores, políticos e mensaleiros” (só para assinantes). Disse e reafirmo que espero que a denúncia contra mim não seja aceita. Mas, se for, que não haja prescrição. Que quero ser julgado, que não aceito a impunidade, nem a prescrição. Já que fui acusado, sem provas, de ser chefe de uma quadrilha e, depois de 40 anos de vida pública, sem nunca ter sido sequer investigado, e depois da devassa que sofri, onde nada ficou provado contra mim, mereço um julgamento justo. Nada mais. Só quero ser julgado e espero que a denúncia seja arquivada.
Em tempo: esse evento de lançamento do site em Brasília estava marcado desde maio, muito antes, portanto, da definição da data pelo STF para apreciar a denúncia e não teve a pretensão, muito menos o objetivo, de pressionar o STF para rejeitar a denúncia, como diz o Estadão de hoje na matéria “Dirceu vê 'tentação golpista' na oposição” (só para assinantes).

O crescimento da agricultura familiar
Publicado em 07-Aug-2007
Duas matérias na Folha de hoje – “Renda interna aumenta e ajuda agricultura familiar” e “Pequenos se aperfeiçoam e fazem agroindústria ganhar musculatura” (só para assinantes) – revelam o crescimento da agricultura familiar no governo Lula.
Duas matérias na Folha de hoje – “Renda interna aumenta e ajuda agricultura familiar” e “Pequenos se aperfeiçoam e fazem agroindústria ganhar musculatura” (só para assinantes) – revelam o crescimento da agricultura familiar no governo Lula. Relegada a segundo plano na década passada, esse importante segmento da nossa agricultura está se fortalecendo cada vez mais como resultado das políticas públicas do governo. O pequeno e o médio produtores estão se profissionalizando e agregando valor ao seus produtos.
Além disso, a produção da agricultura familiar destina-se basicamente ao mercado interno que teve consideráveis aumentos de renda como resultado tanto do aumento real do salário mínimo como de programas de suporte social dos governos, o que recolocou um número maior de consumidores no mercado, ampliando a venda de produtos dos agricultores familiares.
Mais um ponto positivo para o governo Lula que definiu a agricultura familiar como uma prioridade, aumentou em cinco vezes o crédito para esse segmento e ampliou, e muito, a oferta de assistência técnica.

Serra demite 61 no Metr
Publicado em 07-Aug-2007
O governador de São Paulo, o tucano José Serra, revelou sua face autoritária e mandou demitir 61 funcionários do Metrô de São Paulo, três dias depois do fim da greve de dois dias que interrompeu parcialmente as operações do sistema.
O governador de São Paulo, o tucano José Serra, revelou sua face autoritária e mandou demitir 61 funcionários do Metrô de São Paulo, três dias depois do fim da greve de dois dias que interrompeu parcialmente as operações do sistema. Os demitidos teriam aderido à greve. Segundo a matéria da Folha de hoje (só para assinantes), o corte seguiu orientação do próprio governador, transmitida no fim de semana a auxiliares. Serra determinou que deveriam ser exonerados especialmente os ocupantes de cargo de confiança que engrossaram o movimento grevista.
Mais grave, ainda, é que o Secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, responsável por executar as demissões, justificou os cortes sob o falso argumento de que o desempenho dos funcionários demitidos "não era adequado aos padrões desejados pelo Metrô". Ou seja, os tucanos paulistas agiram autoritariamente e não tiveram coragem de assumir seus atos, dando às demissões um falso caráter de mau desempenho.
Simplesmente lamentável.
Melhoria no atendimento e na gesto pblica
Publicado em 07-Aug-2007
Duas notícias hoje chamam a atenção.
Duas notícias hoje chamam a atenção.
O anúncio pelo Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de que as homologações de demissões serão instantâneas pela internet em todo pais. Hoje, levam de 60 a 90 dias. E a implantação do Sistema Mediador, também informatizado, que registrará todas as convenções e acordos coletivos de trabalho, criando um banco de dados de acesso público.
No INSS, também boas notícias na área da gestão e do atendimento aos trabalhadores. Até o final do ano, o Instituto vai analisar e resolver 350 mil pedidos represados e o prazo médio para fazer a perícia médica será reduzido para 45 dias. Hoje é, em média, de 68 dias no país, 125 em SP e 88 no RJ. O INSS está contratando mais 250 peritos, capacitando 8.500 servidores e negociando com o Ministério do Planejamento a contratação de 2.500 novos servidores.
Parceria comercial com o Chile
Publicado em 07-Aug-2007
O Chile caminha para autorizar a utilização de 5% de álcool e biodiesel em sua frota de veículos. Com isso, consumirá 6 bilhões de litros de biocombustiveis, quase o dobro que o Brasil exporta hoje.
O Chile caminha para autorizar a utilização de 5% de álcool e biodiesel em sua frota de veículos. Com isso, consumirá 6 bilhões de litros de biocombustiveis, quase o dobro que o Brasil exporta hoje. Uma grande oportunidade para o Brasil, apesar da carga tributária chilena, que é alta. Além da exportação de biocombustivel, o Brasil poderá também vender tecnologia e equipamentos e realizar parcerias com empresas chilenas. O país começa a estudar a produção de biocombustiveis a partir da celulose e do pinhão manso.
Como vemos, a nossa política externa e a prioridade ao etanol e ao biodiesel, definidas pelo presidente Lula, começam a render frutos.
A visita do presidente Lula ao Mxico
Publicado em 07-Aug-2007
Importante visita a do presidente Lula ao México, um expressivo parceiro comercial. Nosso comércio bilateral cresceu de US$ 2,7 bilhões, em 2002, para US$ 6 bilhões, em 2006, com um superávit de US$ 3 bilhões a favor do Brasil.
Importante visita a do presidente Lula ao México, um expressivo parceiro comercial. Nosso comércio bilateral cresceu de US$ 2,7 bilhões, em 2002, para US$ 6 bilhões, em 2006, com um superávit de US$ 3 bilhões a favor do Brasil. O México pode e deve ser uma prioridade na política externa brasileira, pela sua posição no limite da fronteira latino-americana, seu papel na América Central e pelas oportunidades de aumento das relações políticas e comerciais. As divergências, como a participação permanente do Brasil no Conselho de Segurança Nacional, não podem ofuscar a parceria que podemos desenvolver na área de petróleo e gás, biocombustíveis, agronegócios e investimentos mútuos.
Tanto o Brasil como o México são dois grandes mercados e, mesmo com a participação daquele pais no NAFTA, há um enorme espaço para ser ocupado. Prova disso é o crescimento de nossas exportações, como no caso das auto-peças. Apesar das limitações da legislação mexicana na área da exploração de petróleo, devemos ver com otimismo o protocolo assinado entre a Petrobras e a Pemex, hoje num impasse pela queda violenta da produção de petróleo e pelos efeitos fiscais da perda de arrecadação tributária. Como a Petrobras detém a mais alta tecnologia em águas profundas, temos uma oportunidade rara no Golfo do México, que não deve ser subestimada. Devemos insistir numa cooperação com a Pemex e o tempo corre a nosso favor.
É preciso acelerar cada vez mais as relações bilaterais com o México e aproximá-lo do Mercosul. Nos próximos anos, nenhum país poderá desconhecer a integração sul-americana, muito menos o México, um país profundamente latino-americano.

O Congresso do PT
Publicado em 06-Aug-2007
Leiam o artigo "Política e a aritmética", do secretário nacional de Cultura do PT, Glauber Piva, que faz um balanço dos encontros estaduais preparatórios ao Terceiro Congresso do partido.
Leiam o artigo "Política e a aritmética", do secretário nacional de Cultura do PT, Glauber Piva, que faz um balanço dos encontros estaduais preparatórios ao Terceiro Congresso do partido.
O fracasso do "Fora Lula"
Publicado em 06-Aug-2007
Apesar de toda a badalação da mídia, as manifestações contra o presidente Lula, realizadas sábado e, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Vitória e Campo Grande foram um fracasso.
Apesar de toda a badalação da mídia, as manifestações contra o presidente Lula, realizadas sábado e, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Vitória e Campo Grande foram um fracasso. Segundo os jornais, a passeata de São Paulo reuniu 2 mil pessoas, a de Brasília, 70, a do Rio, 100 , a de Curitiba, 50. Todas juntas não chegaram a 3 mil pessoas. Um número absolutamente inexpressivo. E uma grande derrota da mídia.
O papel da mdia
Publicado em 06-Aug-2007
O Estadão de ontem publica um artigo do pesquisador do Programa de Pós-Graduação de Literatura Brasileira da USP, Flávio Aguiar, intitulado “Mídia tenta impugnar resultado de 2006” (só para assinantes), onde ele analisa o comportamento da mídia no processo político brasileiro.
O Estadão de ontem publica um artigo do pesquisador do Programa de Pós-Graduação de Literatura Brasileira da USP, Flávio Aguiar, intitulado “Mídia tenta impugnar resultado de 2006” (só para assinantes), onde ele analisa o comportamento da mídia no processo político brasileiro.
“Não há crise social no ar, além da crônica situação de má distribuição de renda no Brasil. O que há é uma crise política, uma crise de representação política, que atinge todo o sistema, mas sobretudo os partidos e setores de mídia conservadores. No Brasil a mídia não é espelho da política, ela faz parte da política institucional, seus jornalistas e arautos se comportam como tal. Arvoram-se com freqüência em promotores, juízes, meirinhos. Acusam, julgam, dão penas, depõem, repõem. Isto é assim pelo menos desde o fim do segundo governo de Vargas, em 54. No presente momento, as chamas da tragédia em Congonhas ainda queimavam, e já havia dizeres no ar e artigos acusando o governo de "assassino", interpretação que as primeiras investigações descartaram”, diz o artigo.
“O jornalismo conservador vai continuar a tentativa de desqualificação do presidente. Na falta de programas alternativos, os políticos de oposição vão continuar correndo atrás do noticiário sensacionalista contra o governo. A mídia conservadora é que pauta a oposição, não o contrário. E o governo provavelmente vai continuar moroso, alimentando a fogueira em que seus adversários pretendem queimá-lo, como se dizia no jargão dos anos 60. Esperemos que mais uma vez, para consolidar a democracia, seja o povo quem de fato decida”, conclui.
Vale a pena ler. Mas, atenção. Na internet, o título do artigo está trocado. Na versão eletrônica do jornal, o artigo de Flávio Aguiar aparece com o título “Petista inclina-se por modelo chavista”, que, na verdade, é o título de um outro artigo. O título correto é o da versão impressa: “Mídia tenta impugnar resultado de 2006”

O Encontro do PT de So Paulo
Publicado em 06-Aug-2007
No final de semana participei em São Paulo, na famosa quadra dos Bancários, da etapa paulista do Terceiro Congresso do PT que será realizado no dia 1 de setembro, também em São Paulo.
No final de semana participei em São Paulo, na famosa quadra dos Bancários, da etapa paulista do Terceiro Congresso do PT que será realizado no dia 1 de setembro, também em São Paulo. Fui como delegado eleito pelo meu diretório, do bairro da Vila Mariana. Fui eleito com o apoio de todas as chapas e, no Encontro Estadual, também fui eleito delegado para o Terceiro Congresso. Fui recebido com carinho e afeto pelos delegados e delegadas que comigo foram ao encontro e aprovaram, por maioria simples, a tese "Construindo o Novo Brasil" como tese guia de São Paulo para o Congresso. Mais importante foi a decisão de antecipar a eleição dos dirigentes do PT em todo Brasil em todos níveis em um ano. Ou seja, o mandato das atuais direções termina no Congresso do PT e esse convocará uma nova PED para eleger diretamente as novas direções municipais, estaduais e nacional do PT. Também aprovaram a redução dos mandatos, hoje de três anos, para dois anos, renovando assim as direções e reavaliando as políticas em um espaço de tempo menor, dando possibilidade às bases e à militância do PT de fiscalizar e avaliar melhor suas direções e políticas.
Quero destacar o caráter massivo e democrático do Congresso. Os debates foram marcados pelo clima de compromisso com o país e o governo Lula, a consciência do dever cumprido no primeiro mandato, o aumento da responsabilidade com a reeleição do presidente e a votação obtida pelo PT para a Câmara dos Deputados como partido mais votado.
O Congresso, na prática, referendou a proposta do presidente do partido, Ricardo Berzoini, de uma constituinte exclusiva para a realização da reforma política, pela manifestação de suas lideranças e apoio nos textos das teses, o que reforça a expectativa de que o Congresso Nacional do PT aprove a campanha a favor da constituinte exclusiva.
Os mais de mil delegados, eleitos pelos filiados, são uma demonstração da força do PT, de seu caráter democrático e pluralista. São lideranças de movimentos sociais, parlamentares, prefeitos, cidadãos e profissionais, professores, advogados, médicos, metalúrgicos, químicos, petroleiros, trabalhadores rurais, micro e pequenos empresários, todos unidos sob a bandeira do PT. A eles agradeço a recepção e o apoio e reitero meu compromisso petista.

Esclarecimento ao Painel da Folha
Publicado em 06-Aug-2007
No sábado, o Painel da Folha publicou a nota “Front externo” (só para assinantes), dizendo que eu vou deflagrar uma mobilização de entidades e personalidades favoráveis à minha absolvição, com a aproximação do julgamento do STF da denúncia do procurador-geral da República.
No sábado, o Painel da Folha publicou a nota “Front externo” (só para assinantes), dizendo que eu vou deflagrar uma mobilização de entidades e personalidades favoráveis à minha absolvição, com a aproximação do julgamento do STF da denúncia do procurador-geral da República. Isso não é verdade.
Leiam a correspondência que enviei à jornalista Renata Lo Prete, editora do Painel, com meus esclarecimentos sobre a nota publicada:
“Prezada Renata, li o Painel, ontem, e quero fazer uma retificação. Não estou fazendo e não farei nenhuma campanha com relação ao julgamento do STF. Como você sabe, é publico e notório, o julgamento não tinha data certa. Todo mês faço atividades, já visitei 20 Estados, fazendo palestras, debates, dando entrevistas, visitando amigos e amigas, companheiros de longa data, reencontrando a militância do meu partido, lideranças de outros partidos de esquerda e que apóiam o governo Lula, parlamentares, prefeitos, governadores, lideranças sindicais, populares, empresários, lideranças religiosas, ongs, lideranças e entidades ligadas a juventude e ao movimento estudantil, sempre falando do Brasil, do PT e do meu processo e anistia. O lançamento do site em Brasília, um jantar no Rio e minha ida a Aracaju e Salvador antes do dia 22 de agosto, estão nessa agenda. Não tem relação direta com o julgamento da denúncia, nem são parte de uma campanha com relação ao julgamento do dia 22, e sim com relação à minha inocência e ao meu direito à anistia. Não farei nenhuma campanha dirigida ao STF ou declarações com relação ao julgamento propriamente dito. Estou tranqüilo, seguro de minha inocência. Agradeço de qualquer forma a notícia sobre a publicação “Em defesa de José Dirceu” e me coloco à sua disposição para maiores esclarecimentos. José Dirceu"

As tarifas bancrias
Publicado em 06-Aug-2007
De novo as tarifas bancárias. Matérias na Folha de hoje (só para assinantes) retomam o tema do aumento dos serviços bancários que não apenas subiram acima da inflação. Também aumentou o número de serviços que passaram a ser tarifados.
De novo as tarifas bancárias. Matérias na Folha de hoje (só para assinantes) retomam o tema do aumento dos serviços bancários que não apenas subiram acima da inflação. Também aumentou o número de serviços que passaram a ser tarifados. Hoje são 64. Em 2006, foram arrecadados R$ 52,84 bilhões com a cobrança de serviços tarifados pelos bancos, o que representou 17,7% das receitas dos bancos, 19,7% dos 10 maiores. Em 1994 elas representavam apenas 6,5% das receitas dos bancos. A Febraban responde que esse aumento é resultado do aumento extraordinário das contas correntes nos últimos 6 anos, que pularam de 63,7 milhões para 102,1 milhões, e dos cartões de créditos, que passaram de 28 milhões para 79 milhões.
Na verdade, o que precisamos é de mais fiscalização do BC, mais concorrência e uma redução drástica do spread bancário.
Com a palavra o governo.
As pesquisas confirmam o apoio popular ao presidente Lula
Publicado em 06-Aug-2007
Para desespero das oposições, de parcela da mídia e das elites do país, a nova rodada da pesquisa DataFolha, divulgada na Folha de domingo (só para assinantes), mostra que a popularidade do presidente Lula e o apoio da população ao seu governo não foram afetadas pelo trágico acidente com o Airbus da TAM, como eles esperavam e torciam.
Para desespero das oposições, de parcela da mídia e das elites do país, a nova rodada da pesquisa DataFolha, divulgada na Folha de domingo (só para assinantes), mostra que a popularidade do presidente Lula e o apoio da população ao seu governo não foram afetadas pelo trágico acidente com o Airbus da TAM, como eles esperavam e torciam.
Segundo a pesquisa, realizada nos dias 1 e 2 de agosto, duas semanas após o acidente da TAM, 48% dos brasileiros acham que o governo do presidente Lula continua ótimo ou bom. O percentual é idêntico ao registrado em março e praticamente igual ao que Lula tinha no início de outubro de 2006 (49%). Entre março e agora, a taxa de ruim/péssimo do governo apenas oscilou, de 14% para 15%.
A matéria da Folha diz que entre as explicações para a não-alteração da popularidade do presidente no período estão o fato de que a grande maioria dos brasileiros é pobre (59,5% têm renda familiar mensal de só até três salários mínimos por mês, ou R$ 1.050) e a constatação de que apenas uma minoria viaja de avião (8%). Além disso, a situação econômica do país permanece boa, com estimativa de crescimento em torno de 4,5% em 2007. O programa Bolsa Família, que atende cerca de 11,1 milhões de famílias, também ajuda a entender a manutenção da alta popularidade de Lula.
Entre os mais ricos, com renda familiar mensal acima de dez mínimos (R$ 3.500), a avaliação do presidente Lula despencou sete pontos entre março e agora. Mas entre os que ganham só até cinco mínimos (R$ 1.750), ela oscilou positivamente dois pontos - dentro da margem de erro do levantamento.
No Globo de ontem, na matéria “Classe média mantém distância crítica de Lula”, os ministros Luis Dulci e Franklin Martins reconhecem que as pesquisas mostram que a popularidade do presidente Lula é menor nos segmentos de classe mais alta e atribuem esse resultado à falta de divulgação das políticas do governo voltadas para esse segmento da sociedade.
“Reconhecemos que a questão existe. Vamos continuar disputando o apoio da classe média. Os problemas com determinados setores médios não decorrem da falta de ações e medidas, mas do fato de nosso discurso não enfatizar essas realizações. Temos de explicitar e dar mais visibilidade ao que está sendo feito”, diz o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci.
“A classe média tem se beneficiado das ações do governo. O crescimento econômico está chegando diretamente à classe média. Temos que mostrar isso à população, reagir na disputa política no cotidiano e melhorar a percepção de suas conquistas. Essa batalha conta com o tempo favorável ao governo, já que as melhorias serão percebidas claramente pela população. Tem um setor que não percebeu a mudança. Temos que explicitar isso”, acrescenta o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins.
Realmente, os resultados da pesquisa confirmam que as classes menos favorecidas, diretamente beneficiadas pelas políticas sociais do governo e menos suscetíveis à influência da mídia, apóiam o governo Lula. Já os setores mais ricos, onde a mídia penetra com mais força, mostram alguma resistência. Mostrar ao conjunto da população os benefícios das políticas públicas e os bons resultados da economia é um desafio que precisa ser vencido.

Para qu continuar
Publicado em 06-Aug-2007
Comentando as pesquisas e as fracassadas manifestações contra Lula - 50 “gatos pingados" em Brasília nesse final de semana, por exemplo - o articulista da Folha, Fernando Rodrigues, afirma no artigo "Ecos da popularidade" (só para assinantes) que "Lula destrói a tese que o segundo mandato é o pior".
Comentando as pesquisas e as fracassadas manifestações contra Lula - 50 “gatos pingados" em Brasília nesse final de semana, por exemplo - o articulista da Folha, Fernando Rodrigues, afirma no artigo "Ecos da popularidade" (só para assinantes) que "Lula destrói a tese que o segundo mandato é o pior". Levanta, também, a tese de que só dois problemas podem inviabilizar o sucesso de Lula no segundo mandato: uma crise energética, como a de 2001 na era FHC, ou uma desaceleração da economia mundial. E termina o artigo prevendo a continuidade do lulismo no Planalto, dizendo não saber com quem, "ou mais importante, para quê?".
Como vemos, Fernando Rodrigues, no fundo, sofre da mesma miopia que a oposição e a própria mídia. Não reconhecem que Lula e o PT têm um programa e um projeto. Isso debilita a própria oposição e a crítica de jornalistas, como Fernando Rodrigues, e os impede de construir uma alternativa a médio prazo para o lulismo e o petismo.
É fácil responder à pergunta do jornalista. Para continuar criando um milhão de empregos por semestre, fazendo a economia e o país crescerem mais de 4,5% ao ano, reduzindo os juros e desonerando as empresas de impostos, investindo na infra-estrutura e na educação e inovação, integrando a América do Sul, fazendo a reforma do estado e a reforma política e administrativa, combatendo a pobreza, aumentando a renda e o salário, distribuindo renda, universalizando a educação média e ampliando a universitária ate 30% dos brasileiros em idade escolar, universalizando o saneamento e a habitação própria, modernizando o transporte público nas grandes regiões administrativas.
Não falta o para quê e o governo a cada dia pode e deve melhorar o como, a gestão e a eficiência da máquina pública. Ou seja, a continuidade, não do petismo ou do lulismo, mas de um projeto político e de desenvolvimento vale a pena.

Uma constituinte exclusiva para a reforma poltica
Publicado em 06-Aug-2007
Em boa hora o PT coloca na ordem do dia a convocação de uma constituinte exclusiva para a realização da reforma política, que se inviabilizou no primeiro semestre por responsabilidade, em grande parte, do próprio PT.
Em boa hora o PT coloca na ordem do dia a convocação de uma constituinte exclusiva para a realização da reforma política, que se inviabilizou no primeiro semestre por responsabilidade, em grande parte, do próprio PT. A Câmara dos Deputados já deu provas que não fará a reforma política, já aprovada pelo Senado. Ao retomar a proposta de uma constituinte exclusiva, eleita separadamente para fazer a reforma política, o PT também recoloca na ordem do dia o debate sobre os pontos principais da reforma e a necessidade de uma grande mobilização na sociedade, de um debate público sobre a reforma.
Há semanas defendi, aqui no blog e em artigo publicado no Jornal do Brasil, a necessidade de uma constituinte ou de um plebiscito ou referendo sobre a reforma política, já que nas pesquisas a maioria da sociedade tem se manifestado contra o financiamento público e a lista partidária, apesar de apoiar a fidelidade partidária e a reeleição. Continuo com a mesma posição e destaco a posição do presidente do partido, Ricardo Berzoini, que em seu discurso na abertura do 3.o Congresso do partido em São Paulo defendeu publicamente a Constituinte e, depois, em entrevistas, reafirmou sua proposta de que o terceiro congresso nacional do PT, a ser realizado dia 1 de setembro, aprove essa proposta. O que, seguramente, acontecerá.
Cabe a nós petistas transformar a reforma política numa mobilização nacional e a convocação de uma constituinte ou um plebiscito para sua realização numa agenda não só do partido, mas do próprio governo Lula.
Vamos à luta.

Um debate sobre as agncias reguladoras
Publicado em 04-Aug-2007
A pergunta da seção Tendências e Debates da Folha de hoje – “O Congresso Nacional deveria poder revogar o mandato de diretores das agências reguladoras? – é respondida em dois artigos.
A pergunta da seção Tendências e Debates da Folha de hoje – “O Congresso Nacional deveria poder revogar o mandato de diretores das agências reguladoras? – é respondida em dois artigos. "Arma de retaliação política", da líder do PT no Senado, Ideli Salvati, dizendo que não. "Pelo interesse do Estado e dos brasileiros", do Presidente do ex-PFL, Rodrigo Maia, dizendo que sim. (só para assinantes)
Isso mostra o oportunismo político sem limites, não só do ex-PFL, mas da própria imprensa que vem dando guarida à essa nova posição daqueles que nos últimos anos e, principalmente no primeiro mandato do presidente Lula, foram os maiores defensores da irrevogabilidade dos mandatos dos diretores da agencias.
É só consultar os anais do Congresso Nacional e vamos ver o PSDB e o PFL adorando a vaca sagrada das agências reguladoras, desde que o governo e o Estado perdessem totalmente o poder de definir as políticas públicas nas áreas estratégicas para o pais - energia, água, aviação transportes, petróleo. Na prática, davam continuidade à linha privatista que impuseram ao país, nos oito anos de FHC, e que resultou no total abandono da infra estrutura brasileira, herança que ainda estamos administrando.
Vale a pena ler.

Lula far campanha por Jogos de 2016 no Rio e recebe apoio dos atletas
Publicado em 04-Aug-2007
Os jornais de hoje noticiam que o presidente Lula, ao saudar os atletas brasileiros que participaram dos Jogos Pan-Americanos, disse que vai lutar para que o Rio vença a disputa com Chicago, Madri e Tóquio para ser a sede das Olimpíadas de 2016.

Os jornais de hoje noticiam que o presidente Lula, ao saudar os atletas brasileiros que participaram dos Jogos Pan-Americanos, disse que vai lutar para que o Rio vença a disputa com Chicago, Madri e Tóquio para ser a sede das Olimpíadas de 2016. “Vocês podem me ter como um caixeiro-viajante para convencer os países a apoiar o Brasil”, disse Lula.
O presidente está certo em apoiar a candidatura do Rio para sediar as Olimpíadas de 2016. O sucesso do Pan credencia a cidade e o país a sediar outros eventos internacionais de grande porte, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
No encontro com os atletas, o presidente também regulamentou a lei de incentivo ao esporte, que permite o desconto no Imposto de Renda de empresas que investirem o que investirem no setor.
Sem o mesmo destaque que deram às vaias na abertura do Pan, as matérias dos jornais de hoje registram, ainda que discreta e timidamente, que o presidente recebeu o apoio e a solidariedade dos atletas. “É o governo que mais apoiou o esporte brasileiro”, disse Hugo Hoyama, do tênis de mesa, segundo matéria da página 44 do Globo.
Os jornalões fizeram questão de esconder, mas alguns jornais do país mostraram mais apoios recebidos pelo presidente. Como está registrado na matéria “De alma lavada”, da Tribuna do Brasil, do Distrito Federal: “Aquilo foi ridículo. Ele tinha mesmo é que ser aplaudido. Lula não colocou só um dedo no Pan, ele colocou as duas mãos. Se não fosse ele, esses Jogos não teriam se realizado”, disse o campeão da maratona, Franck Caldeira. “Lula fez muito pelo esporte. Muitos atletas vieram de projetos sociais do governo. O povo não está acostumado com a festa do esporte. Aquelas vaias deveriam ser retribuídas com aplausos acrescentou Rebecca Gusmão.
É a velha politica dos dois pesos e duas medidas da nossa grande mídia.

Boas novas tambm na frente externa
Publicado em 04-Aug-2007
O ministro Celso Amorim anunciou que se empenhará pessoalmente na aprovação pelo Congresso Nacional da entrada da Venezuela no Mercosul.
O ministro Celso Amorim anunciou que se empenhará pessoalmente na aprovação pelo Congresso Nacional da entrada da Venezuela no Mercosul. E mais: informou que o Brasil construirá com a Argentina uma nova usina hidreelétrica no Rio Uruguai, a Usina Garabi. E por fim anunciou que ainda este mês os ministros da área econômica dos países sul-americanos se reunirão no Rio de Janeiro para discutir o Banco do Sul.
Boas novas na frente externa também.
A conferir.
Produo industrial teve o maior crescimento desde 2004
Publicado em 04-Aug-2007
Confirmando a tendência de crescimento da economia brasileira, os jornais de hoje noticiam que a expansão da produção industrial em junho foi de 6,6%, em relação ao mesmo período do ano passado, no melhor resultado desde 2004.
Confirmando a tendência de crescimento da economia brasileira, os jornais de hoje noticiam que a expansão da produção industrial em junho foi de 6,6%, em relação ao mesmo período do ano passado, no melhor resultado desde 2004.
Os números da Pesquisa Industrial Mensal da IBGE, divulgados ontem, confirmam a trajetória de crescimento que vem sendo registrada desde o início do ano. Segundo a pesquisa, a produção industrial cresceu, no mês, 1,2% se comparada com maio. Foi o nono aumento consecutivo nesse tipo de comparação. No acumulado do semestre, a produção cresceu 4,8%. Nos últimos 12 meses, o acréscimo de produção foi de 3,9%, maior do que aquele apurado no mesmo período anterior (3,3%).
E o que é melhor: o crescimento ocorreu em praticamente todos os setores. De 23 ramos industriais, 18 deles registraram aumento. A maior taxa de crescimento foi computada pelo setor farmacêutico (6,7%), seguida de refino de petróleo e produção de álcool (3,6%), produtos de metal (3,4%) e papel e celulose (3,4%).
Sem falar que a produção de bens de capital – o melhor indicador para avaliar a qualidade do crescimento da economia – cresceu 16,7% no primeiro semestre do ano.
Como disse o presidente Lula, segundo a matéria da página 37 do Globo de hoje: “Os dados do IBGE estão mostrando que o crescimento não é tanto como eu gostaria, mas não é como os pessimistas diziam, aqueles de plantão que ficam dizendo "não vai acontecer". A economia está bem e o PAV vai ajudar a acelerar a economia”.

O crescimento da economia
Publicado em 04-Aug-2007
Contrariando totalmente o falso clima de crise política que setores da mídia e da oposição querem criar no país, a economia cresce, graças à estabilidade e às políticas governamentais.
Contrariando totalmente o falso clima de crise política que setores da mídia e da oposição querem criar no país, a economia cresce, graças à estabilidade e às políticas governamentais. Todas as notícias são boas, começando pela inflação. Os preços se desaceleram e, segundo a Fipe-Usp, poderemos ter deflação em agosto. Quem diria!
Na frente industrial, as notícias são ainda melhores. Não só pelo crescimento do primeiro semestre, que pode alavancar o PIB de 2007, mas porque os setores afetados pelo câmbio voltaram a crescer. Primeiro foi a indústria automobilística, depois a de eletrodomésticos e, agora, os setores de calçados e têxteis também crescem. Todos puxados pelo mercado interno, pelo crescimento do consumo interno.
Só para termos uma idéia do crescimento industrial, a produção de junho é a maior em 30 meses. Como vemos, o clima de crise ou imobilismo que se tenta criar no país é totalmente artificial. Estamos crescendo e distribuindo renda.
Contra fatos não há argumentos, mas isso não significa que não tenhamos problemas. Temos e são muitos. Precisamos acelerar de fato as obras de infra-estrutura e avançar na educação, condição para um crescimento sustentável, e ampliar os investimentos sociais. Daí a importância dos R$ 6,8 bilhões liberados pelo governo para obras de saneamento e urbanização de favelas, que representa o lado social do PAC.

Regulao no censura
Publicado em 04-Aug-2007
Com freqüência, somos surpreendidos, no Brasil, por manifestações de medo da volta da censura, ou pior, dos riscos de o governo, leia-se PT e Lula, impor controle aos meios de comunicação. Nada mais irreal.
Com frequëncia, somos surpreendidos, no Brasil, por manifestações de medo da volta da censura, ou pior, dos riscos de o governo, leia-se PT e Lula, impor controle aos meios de comunicação. Nada mais irreal. Então, qual é a razão desse temor que impulsiona campanhas da mída, que acusam o governo de, no mínimo, ter segundas intenções em suas propostas relacionadas à regulação da comunicação social eletrônica e dos conteúdos audiovisuais? Foi assim, no primeiro mandato do presidente Lula, com as propostas de criação do Conselhor Federal de Jornalismo e da Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav), que terminaram arquivadas. E continua assim, agora, com a portaria do Ministério da Justição que estabelece a obrigatoriedade do horário indicativo, conforme a idade, para os programas de TV.
Leiam a íntegra do meu artigo, publicado quinta-feira no JB, onde discuto a necessidade de regulamentação dos meios de comunicação no Brasil, na seção Artigos do Zé.
Em defesa de uma reforma sindical completa, necessria e urgente
Publicado em 03-Aug-2007
"O reconhecimento das centrais sindicais é um primeiro passo para mudanças mais profundas no sindicalismo brasileiro".
"O reconhecimento das centrais sindicais é um primeiro passo para mudanças mais profundas no sindicalismo brasileiro. Trata-se de uma questão de justiça que corrige uma imensa lacuna que havia se formado desde a criação da Central Única dos Trabalhadores em 1983. Esta etapa é muito importante. Mas as mudanças não podem parar por aí. O Brasil precisa de uma reforma sindical mais completa, necessária e urgente".
Leiam a íntegra do artigo do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopes Feijóo, sobre a reforma sindical, na seção Convidado.
Debate sobre o sindicalismo
Publicado em 03-Aug-2007
Leiam o artigo do professor da Unicamp, Ricardo Antunes, "O reencontro tardio de Lula com Getúlio", na Folha de hoje (só para assinantes). Com a palavra os ministros do Trabalho e da Previdência do governo Lula.
Leiam o artigo do professor da Unicamp, Ricardo Antunes, "O reencontro tardio de Lula com Getúlio", na Folha de hoje (só para assinantes). Com a palavra os ministros do Trabalho e da Previdência do governo Lula.
Gol contra
Publicado em 03-Aug-2007
Esse é o título do artigo do advogado José Luís Oliveira Lima, publicado no site Consultor Jurídico, criticando a participação da OAB de São Paulo no movimento que está sendo chamado de "Cansei".
Esse é o título do artigo do advogado José Luís Oliveira Lima, publicado no site Consultor Jurídico, criticando a participação da OAB de São Paulo no movimento que está sendo chamado de "Cansei". No artigo, Lima diz: "Camuflado de defesa do interesse público, um grupo muito reduzido de endinheirados decidiu explorar uma tragédia — o desastre com o avião da Tam em Congonhas — para fuzilar o governo" e conclui: "O inaceitável é escorar-se em um acidente em que muitas vidas se perderam para tentar desestabilizar um governo, tomando o brasão e a bandeira da Ordem dos Advogados do Brasil como ponta de lança para objetivos que não são os da advocacia".
Leiam.
O "apago" que a mdia no v
Publicado em 03-Aug-2007
A cidade de São Paulo e sua região metropolitana vivem, diariamente, um verdadeiro "apagão" no trânsito e no transporte, medido em dezenas de quilômetros de congestionamento.
A cidade de São Paulo e sua região metropolitana vivem, diariamente, um verdadeiro "apagão" no trânsito e no transporte, medido em dezenas de quilômetros de congestionamento. Os responsáveis pelos ônibus, trens, metrôs e carros que circulam pela maior cidade do País são os governos estadual e municipal, comandados pelo tucano José Serra e pelo dem Gilberto Kassab.
Apesar da responsabilidade desses dois governos sobre um problema crônico - o "apagão" no trânsito e nos transportes - que inferniza, diariamente, milhões de pessoas da capital e da Grande São Paulo, a mídia apenas registra os fatos sem relacioná-los com a incompetente gestão dos dois governos e sem cobrança alguma.
Nunca a nossa mídia estabeleceu qualquer vinculação entre o verdadeiro caos que vivem os paulistanos e os milhões de brasileiros que visitam a cidade e os governos tucanos. Haja parcialidade!
A piada do dia
Publicado em 03-Aug-2007
No Globo de hoje, a piada do dia está na matéria "Entidade critica PT por pressionar a mídia", na página 12, relatando carta que a ONG "Repórteres sem Fronteiras" enviou ao presidente Lula condenando a nota da direção do PT por criticar a mídia - que o jornal chama de "ataques" e a ONG de "fustigar".
No Globo de hoje, a piada do dia está na matéria "Entidade critica PT por pressionar a mídia", na página 12, relatando carta que a ONG "Repórteres sem Fronteiras" enviou ao presidente Lula condenando a nota da direção do PT por criticar a mídia - que o jornal chama de "ataques" e a ONG de "fustigar". Leiam a matéria e a nota do PT, que já publiquei no blog, e confiram.
Não dá para acreditar. Só não vivendo no Brasil e sendo informado pela própria mídia. Como é possível acusar o PT de pressionar a mídia? Inacreditável. Quando o partido é que é todo dia pressionado, atacado e difamado grande midia, particularmente pelo Globo.
A mdia e o PT
Publicado em 03-Aug-2007
O Globo de hoje publica dois artigos, na página 7, um do secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT, Paulo Ferreira, intitulado "A manipulação da notícia contra o PT e seus dirigentes", que é respondido por outro, do jornalista Aluízio Maranhão, com o título "Fatos e ideologia - uma mistura sempre indigesta".
O Globo de hoje publica dois artigos, na página 7, um do secretário nacional de Finanças e Planejamento do PT, Paulo Ferreira, intitulado "A manipulação da notícia contra o PT e seus dirigentes", que é respondido por outro, do jornalista Aluízio Maranhão, com o título "Fatos e ideologia - uma mistura sempre indigesta".
Não vou comentar os artigos. Eles falam por si mesmo. Mas não posso deixar de dar três exemplos práticos para desmascarar o argumento, esse sim insólito, que toma conta dos articulistas da grande mídia, pegos em flagrante no descumprimento da ética jornalística, para provar que houve e há uma campanha difamatória contra mim em grande parte da mídia.
Jornalista Aluízio Maranhão, seria muito produtivo, em nome da verdade, que mostrasse ao país a relação das matérias sobre mim, as me denunciando e aquelas informando que eu fui inocentado no caso Waldomiro Diniz por duas investigações, dois inquéritos e duas CPIs; que o irmão do prefeito assassinado de Santo André se retratou em juízo das acusações que me fez - ou seja, fui inocentado também da acusação de receber dinheiro de caixa dois, oriundo de Santo André, como presidente do PT; e, por fim, que fui absolvido pela Receita Federal depois de 17 meses de fiscalização de minha vida fiscal, bancária e patrimonial entre 2000 e 2005. Um balanço puramente numérico das matérias, sem entrar no mérito do conteúdo, mostrará a enorme desproporção entre as primeiras e as segundas, em notas sempre sem destaque. E não só isso. O resultado da fiscalização de minha vida fiscal, bancária e patrimonial pela Receita Federal nem sequer foi noticiado pelo jornal.
Como você pode constatar, prezado jornalista, toda campanha feita contra mim pelo Globo, pedindo para a comissão de ética me processar, pedindo para a Câmara dos Deputados me cassar, representou não uma campanha difamatória apenas, mas um pré- julgamento, sem direito de defesa, sem presunção da inocência, sem que o ônus da prova caiba ao acusado.
Até hoje não há uma única prova contra mim. Logo, vocês me julgaram e me condenaram, transformaram uma denúncia em julgamento, me expuseram ao país como "chefe de quadrilha". E você ainda titula isso apenas de uma inexistente campanha difamatória?
Pena que no Brasil não haja uma legislação, como existe em todas as democracias, para que possamos responsabilizar jornais e jornalistas por comportamentos irresponsáveis como esses. A mídia tem manipulado o país como bem entende. Toma partido. E é hoje, na verdade, o partido da oposição.

Lula pede unio da base em 2008
Publicado em 03-Aug-2007
Na Folha de hoje, na matéria “Lula recomenda à base união na eleição municipal de 2008” (só para assinantes), as declarações do presidente Lula sobre a necessidade de unidade dos partidos que apóiam o governo nas eleições municipais do ano que vem...
Na Folha de hoje, na matéria “Lula recomenda à base união na eleição municipal de 2008” (só para assinantes), as declarações do presidente Lula sobre a necessidade de unidade dos partidos que apóiam o governo nas eleições municipais do ano que vem, preparando uma candidatura da coalizão para 2010 ou uma ampla frente no segundo turno, são um bom sinal.
Elas precisam ser entendidas no contexto de radicalização e mobilização que parte da mídia e da oposição estão tentando criar no país. É por isso que Lula deixa claro que não vacilará em mobilizar o pais em defesa de seu governo, que não quer, pois não considera que seja papel do Presidente da Republica, mas "se for necessário" vai "virar um eterno palanqueiro". Duas orientações claras e diretas para os partidos que apóiam o governo e dele participam, particularmente para o seu partido, o PT, e seus aliados mais próximos, o PSB, PC do B e PMDB.
A conferir.
PT impretra mandato de segurana para instalar CPI da CDHU
Publicado em 03-Aug-2007
A Bancada do PT na Assembléia Legislativa impetrou ontem no Tribunal de Justiça de São Paulo, Mandato de Segurança para determinar ao presidente da Casa, Vaz de Lima, que instale a CPI da CDHU, rejeitando o critério adotado de ordem cronólogica de apresentação de requerimentos para criação de CPI.
A Bancada do PT na Assembléia Legislativa impetrou ontem no Tribunal de Justiça de São Paulo, Mandato de Segurança para determinar ao presidente da Casa, Vaz de Lima, que instale a CPI da CDHU, rejeitando o critério adotado de ordem cronólogica de apresentação de requerimentos para criação de CPI.
No início de julho, o presidente baixou cinco atos determinando a instalação das primeiras comissões requeridas desde o início da atual legislatura, em 15 de março último. Com esta decisão, o presidente da Assembléia esgotou o limite máximo de comissões (cinco) que podem funcionar concomitantemente, de acordo com o regimento interno da Casa.
O líder do PT na Assembléia, deputado Simão Pedro, disse que “a sociedade paulista não pode permitir que a CPI da CDHU fique de fora das cinco primeiras. Existem muitas denúncias que precisam ser esclarecidas”.
A argumentação do mandato de segurança sustenta que o mecanismo utilizado pelo presidente da Assembléia burla o princípio de que a instalação de CPI é direito da minoria, princípio que já deferido, em agosto/06, pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3619, proposta pelo PT, em que foi declarada a inconstitucionalidade de artigos da Constituição Estadual que condicionavam a criação de comissões de inquérito à aprovação pelo plenário da Assembléia. Simão Pedro explica que “de acordo com o que ficou decidido pelo STF a implantação de CPI é direito da minoria que não pode ficar à mercê de manobras da maioria, como os tucanos fazem há anos na Assembléia paulista”.
Já os tucanos, continuam manobrando para impedir a qualquer custo a instalação dessa CPI. A Folha de hoje informa que o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) protocolou ontem pedido de uma CPI do Caos Aéreo na Assembléia Legislativa de São Paulo. O PT não assinou o pedido: "É mais uma manobra do governo para encobrir os escândalos da CDHU", acusou o líder petista, Simão Pedro. Capez quer a instalação imediata da CPI, o que impediria a investigação sobre CDHU.

Ministrio Pblico investiga 102 casos de fraudes na CDHU
Publicado em 03-Aug-2007
As denúncias de fraudes na CDHU acontecem na administração dos tucanos em São Paulo desde o governo Mário Covas, percorreram toda gestão do governador Geraldo Alckmin e, agora, voltam ao cenário na de José Serra.
As denúncias de fraudes na CDHU acontecem na administração dos tucanos em São Paulo desde o governo Mário Covas, percorreram toda gestão do governador Geraldo Alckmin e, agora, voltam ao cenário na de José Serra.
Investigações da Polícia Civil apontam que a máfia da CDHU desviou R$ 135 milhões dos cofres públicos somente na região de Presidente Prudente, nos últimos seis anos. Já foram denunciadas 29 pessoas entre prefeitos, funcionários públicos e empresários, o que demonstra que o esquema também pode ter ramificações em outras regiões do Estado.
Entre os suspeitos de envolvimento com a máfia está o superintendente e gestor do Programa Habiteto da CDHU, Arnaldo Negri – irmão do prefeito tucano de Piracicaba e ex-ministro da Saúde no governo FHC, Barjas Negri, Cálculos do Ministério Público Estadual apontam que podem ter sido desviados R$ 40 milhões desde 2000. O grupo seria liderado pelo empresário Francisco Emílio de Oliveira, o Chiquinho da CDHU, dono da empreiteira FT Construções, mentora do esquema.
O Ministério Público Estadual, também, comunicou em junho a Procuradoria-Geral de Justiça sobre a existência de indícios de envolvimento do deputado estadual Mauro Bragato, até então líder do PSDB na Assembléia, com o esquema na região de Presidente Prudente, base eleitoral de Bragato. Ele foi secretário estadual da Habitação entre maio de 2004 e janeiro de 2005. De 2003 a 2004, havia sido secretário-adjunto na mesma pasta. A partir de 2005, assumiu a cadeira na Assembléia.
De acordo com a denúncia, o deputado teria recebido propina da FT. Os valores, segundo os documentos e depoimentos, variavam de R$ 1,5 mil a R$ 4 mil. O pagamento de propina foi confirmado, em depoimento, por um dos réus no processo, Edson Meneses, que prestava serviços à empreiteira. À polícia, no dia 11 de junho, Meneses informou que entregou entre 2002 e 2006 diversos envelopes contendo dinheiro para o escritório político de Bragato, em Presidente Prudente, a pedido de dois funcionários do setor financeiro da empreiteira, que identificou apenas como Celso e Hélio.
Segundo Meneses, que prestava serviços à FT, os envelopes eram entregues a um homem identificado apenas como Avancini, que disse ser assessor de deputado. Ele disse ainda que nenhum recibo era entregue pelo escritório, quando deixava o envelope. Por fim, ele relatou que foi escolhido pela empreiteira para levar o dinheiro porque é filiado ao PSDB e conhece o local do escritório do deputado.
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembléia Legislativa recebeu duas representações, uma do PT e outro do PSOL, para que sejam apuradas as denúncias que envolvem o deputado Mario Bragato (PSDB) na lista de beneficiários de supostos pagamentos de propina patrocinada pela FT Construções, apontada como pivô da máfia da CDHU na região de Presidente Prudente. O presidente da Comissão, deputado Hamilton Pereira (PT), apenas aguarda os documentos oficiais do Ministério Público, solicitados em julho, para iniciar os trabalhos da comissão.

Tucanos engavetaram centenas de contratos irregulares da CDHU
Publicado em 03-Aug-2007
Levantamento da Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo aponta que, atualmente, tramitam 3.031 processos de contratos irregulares referentes aos sucessivos governos tucanos, de 1998 para cá.
Levantamento da Liderança do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo aponta que, atualmente, tramitam 3.031 processos de contratos irregulares referentes aos sucessivos governos tucanos, de 1998 para cá. Há oito anos que a Assembléia Legislativa, sempre dominada pela maioria que sustentou e, ainda, sustenta estes governos, não tomava decisão nenhuma sobre esses processos. Deste total de contratos irregulares, analisando somente o período de 1998 a 2002, cerca de 400 são da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano – CDHU, onde residem os maiores casos de corrupção do Estado.
Os processos foram encaminhados à Assembléia pelo Tribunal de Contas do Estado que são transformados em Projeto de Decreto Legislativo – PDL - e analisados pelas comissões de Finanças e Orçamento e de Fiscalização e Controle. Só após percorrer esse caminho é que os processos seguem para a deliberação do Plenário da Assembléia, onde os deputados decidem se os PDL’s serão enviados ao Ministério Público para abertura de inquérito ou se serão arquivados. Isso não estava sendo feito.
A bancada do PT levantou esse problema no ano passado, quando o deputado Enio Tatto assumiu interinamente a presidência da Comissão de Finanças e Orçamento. Descobriu-se que havia mais de mil contratos irregulares parados na Comissão.
Recentemente, um “pente fino” nestes PDLs constatou que dos 1.432 contratos referentes ao período 1998/2002, 398 são de obras da CDHU e envolvem 77 mil unidades habitacionais construídas e a quantia de R$ 2,4 bilhões em valores atualizados.
Daqueles 398 PDLs referentes à CDHU, 41 receberam uma reforma por um parecer de relator designado pelo presidente da Assembléia. Ou seja, o Tribunal considerava irregular, comunicava a Assembléia e, na Comissão, o relator mudava o parecer do Tribunal e o PDL voltava a ficar estacionado. Outra coisa grave deste modus operandi tucano é que, esses processos, se fossem encaminhados ao Ministério Público para apuração, já se teriam passados muitos anos, correndo-se o risco da prescrição dos possíveis crimes. Este esquema continua no governo Serra. Recentemente, o Diário Oficial publicou novos pareceres “reformando” contratos considerados irregulares pelo TCE e, de novo, muitos deles referentes à CDHU.
Além de utilizar todas as manobras possíveis para barrar as CPIs na Assembléia Legislativa de São Paulo, como as da Linha 4 do Metrô, da Nossa Caixa e do envolvimento de policiais com a máfia de caça-níqueis e, com isso, passar para o povo uma falsa imagem de governo sem corrupção, os tucanos se utilizam desse outro esquema, por si só escandaloso, para encobrir fraudes nas administrações tucanas em São Paulo.
O líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, Simão Pedro, diz que a bancada está atenta aos escândalos da CDHU e já oficiou o Ministério Público sobre as providências que este órgão têm ou não tomado sobre estes casos. Aos poucos, a sociedade paulista e brasileira vai tomando consciência do “farisaísmo” dos tucanos de apontar cisco nos olhos dos outros para disfarçar suas próprias ações.

Para OAB do Rio, "Cansei" golpista
Publicado em 02-Aug-2007
Segundo o Globo de terça-feira, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, qualifica de golpista e de extrema-direita o movimento “Cansei”, lançado em São Paulo por representantes da elite, sob o pretexto de protestar contra a crise do setor aéreo.
Segundo o Globo de terça-feira, o presidente da OAB do Rio de Janeiro, Wadih Damous, qualifica de golpista e de extrema-direita o movimento “Cansei”, lançado em São Paulo por representantes da elite, sob o pretexto de protestar contra a crise do setor aéreo.
“ A OAB do Rio lembra que, em determinados momentos da vida nacional, a extrema-direita já se assanhou, como agora está se assanhando novamente, e que isso não fez bem ao país. O 'Cansei' é um movimento de fundo golpista, estreito e que só conta com a participação de setores e personalidades das classes sociais mais abastadas do estado de São Paulo” afirma Damous.
Segundo Damous, a OAB do Rio não considera esse movimento de caráter nacional. Diz que a seccional da Ordem cobra a regularização dos serviços do sistema aéreo e tem defendido os usuários, como na proposta de instalação de Juizados Especiais nos aeroportos, mas frisa que o movimento tem provocado reações até mesmo de setores conservadores esclarecidos. Segundo ele, o 'Cansei' estaria tentando tirar proveito do acidente com o avião da TAM para fazer política. “ É, na verdade, um movimento estritamente paulista. A OAB do Rio de Janeiro quer, sim, e cobra das autoridades rigorosas investigações em relação ao lamentável acidente da TAM no aeroporto de Congonhas. No entanto, não aceita que essa tragédia seja utilizada de forma golpista das classes mais abastadas de São Paulo”, afirma.

Arquivado inqurito contra Meirelles
Publicado em 02-Aug-2007
A nota "STF arquiva inquérito contra Meirelles", da coluna da jornalista Sonia Racy, no Estadão de hoje (só para assinantes), informa que o Supremo Tribunal Federal arquivou inquérito contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
A nota "STF arquiva inquérito contra Meirelles", da coluna da jornalista Sonia Racy, no Estadão de hoje (só para assinantes), informa que o Supremo Tribunal Federal arquivou inquérito contra o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Ponto para a jornalista e sua coluna. Mas, se compararmos com as manchetes dos jornais, revistas, programas de rádio e tv da época das chamadas denúncias contra Henrique Meirelles, vamos ver a diferença abismal. Coisas de nossa democracia. O pedido de arquivamento foi feito pelo próprio Procurador-Geral da República depois que as investigações fiscal, cambial e criminal não encontraram nenhum ilícito cometido pelo presidente do BC. Ou seja, depois das investigações, sem provas do crime, do ilícito, só há uma decisão: o arquivamento do inquérito.
Um noticirio editorializado
Publicado em 02-Aug-2007
A manchete e todo noticiário do Globo de hoje - "Não dá, não dá, ai meu Deus" - é um retrato trágico e macabro de até onde pode ir nossa mídia.
A manchete e todo noticiário do Globo de hoje - "Não dá, não dá. Ai meu Deus" - é um retrato trágico e macabro de até onde pode ir nossa mídia. Apresenta um noticiário todo editorializado pela redação do jornal para continuar responsabilizando o governo pelo acidente da TAM. Depois, vêm as matérias dirigidas - "Governo admite ceder a pressão de empresas", quando todos sabemos, e o próprio jornal não tem como esconder, que o ministro Nelson Jobim já disse que a política do governo é de não ceder à chamada pressão e interesses das empresas e vai mudar a malha aérea nacional. Que, aliás, já começou a ser mudada, e muito, com o novo papel de Cumbica e a desativação de Congonhas como "hub". Tanto que publica a matéria "Já Jobim diz que não aceita flexibilizar regras".
Mas, para o jornal, o que vale é fazer oposição. Pior ainda é a matéria "Não há hipótese descartada e nem confirmada", numa isenção que não demonstrou quando se tratava de acusar o governo e o próprio presidente. Nas matérias, os números das mortes nas estradas, também com um titulo dirigido - "Fuga do apagão, morte na estrada". O objetivo continua sendo o mesmo: explorar ao máximo a tragédia e responsabilizar o governo.

Uma boa notcia para os trabalhadores
Publicado em 02-Aug-2007
A matéria “Cotista do FGTS terá juro menor para casa”, da Folha de hoje (só para assinantes), traz mais uma boa notícia para os trabalhadores brasileiros: quem tiver conta no FGTS há mais de 3 anos pagará meio ponto percentual a menos de juros ao ano a partir de 2008 nos financiamentos habitacionais com recursos do fundo concedidos pela Caixa Econômica Federal.
A matéria “Cotista do FGTS terá juro menor para casa”, da Folha de hoje (só para assinantes), traz mais uma boa notícia para os trabalhadores brasileiros: quem tiver conta no FGTS há mais de 3 anos pagará meio ponto percentual a menos de juros ao ano a partir de 2008 nos financiamentos habitacionais com recursos do fundo concedidos pela Caixa Econômica Federal. A redução, aprovada ontem pelo Conselho Curador do FGTS, é de 0,5 ponto percentual ao ano, mas só vale para novos contratos fechados a partir de 2008.
Além de reduzir os juros para cotistas, foi ampliado o alcance dos financiamentos habitacionais com recursos do FGTS. A partir de agora, famílias com renda até R$ 4.900 podem tomar empréstimos do fundo para comprar a casa própria. Esse limite vale apenas para as capitais. Antes, a renda máxima era de R$ 3.900. Esse valor continua valendo para as outras cidades.
Também houve ampliação do teto para o valor do imóvel. Nas regiões metropolitanas do Rio e São Paulo, além do Distrito Federal - locais que concentram 75% da demanda por empréstimos do FGTS-, o valor máximo sobe de R$ 100 mil para R$ 130 mil. Nas demais capitais, fica mantido o teto de R$ 100 mil. Para as outras cidades, o limite passou de R$ 72 mil para R$ 80 mil.
Mais uma medida positiva do governo que vai beneficiar os trabalhadores na aquisição da cãs própria, aquecer a construção civil e o mercado imobiliário e gerar novos empregos.

O "dficit" da Previdncia
Publicado em 02-Aug-2007
Dois economistas da Unicamp, Eduardo Fagnani e José Celso Cardoso Jr., no artigo “Falácias sobre o déficit da Previdência”, na Folha de hoje (só para assinantes), retomam o debate sobre a Previdência e seu "déficit".
Dois economistas da Unicamp, Eduardo Fagnani e José Celso Cardoso Jr., no artigo “Falácias sobre o déficit da Previdência”, na Folha de hoje (só para assinantes), retomam o debate sobre a Previdência e seu "déficit". Eles rebatem os argumentos de Fábio Giambiagi, do IPEA, que defende o fim da vinculação do salário-mínimo com os benefícios da Previdência e o estabelecimento de uma idade mínima de contribuição para se aposentar(60 anos para as mulheres e 65 para os homens ou 55 e 60). Vale a pena ler.
TSE reafirma fidelidade partidria
Publicado em 02-Aug-2007
O Tribunal Superior Eleitoral reafirmou decisão anterior de que os mandatos parlamentares pertencem aos partidos.
O Tribunal Superior Eleitoral reafirmou decisão anterior de que os mandatos parlamentares pertencem aos partidos. Agora, aguarda-se uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre essa importante matéria. A decisão é restrita aos mandatos parlamentares, mas para ter alguma lógica legal e política, tem que ser estendida às eleições majoritárias, aos senadores, prefeitos, governadores e ao Presidente da República.
O cinema est de luto
Publicado em 01-Aug-2007
O cinema perdeu, esta semana, dois de seus maiores representantes: o cineasta sueco Ingmar Bergman, aos 89 anos, e o italiano Michelangelo Antonioni, aos 94.

O cinema perdeu, esta semana, dois de seus maiores representantes: o cineasta sueco Ingmar Bergman, aos 89 anos, e o italiano Michelangelo Antonioni, aos 94.
Vidas longas de uma produção ininterrupta de bom cinema. Ambos inovadores e criadores de verdadeiras obras de arte, como O Sétimo Selo (1956), de Bergman, onde a morte disputa uma partida de xadrez com um homem medieval; e Blow Up (1966), de Antonioni, história de um crime desvendado por um fotógrafo. Um cinema de arte, vigoroso, que fez gerações pensarem sobre o vazio do mundo burguês e os conflitos humanos.
Deixo aqui o meu pesar e recomendo aos leitores que assistam a vasta obra cinematográfica desses dois memoráveis diretores.
Uma resposta aos ataques da oposio e da mdia
Publicado em 01-Aug-2007
Tanto o presidente Lula, como o seu partido, o PT, deram uma resposta à altura, uma resposta democrática, aos ataques que têm sofrido de setores da oposição e da mídia.
Tanto o presidente Lula, como o seu partido, o PT, deram uma resposta à altura, uma resposta democrática, aos ataques que têm sofrido de setores da oposição e da mídia. Lula, lembrando ao país que se alguém aqui tem que protestar são os pobres, que venceu democraticamente as eleições, em dois turnos, e que não tem medo de vaias. O presidente só se esqueceu de citar um ator de peso em todo esse processo que começou com as vaias do Pan: a imprensa, a maioria da mídia. Já que a oposição, apesar dos esforços retóricos de seus lideres e das articulações subterrâneas de seus membros, realmente, neste momento, não mobiliza ninguém no Brasil.
Já o PT, em nota que transcrevi aqui no blog, misturou dois assuntos: o crescente grau de radicalização que a oposição, incluindo a mídia, tem procurado inocular no ambiente político do país, com o único objetivo de conseguir, pelo poder midiático, aquilo que não consegue nas urnas, e a ação de oposição, já que o governo Lula, por suas políticas e decisões, tem o maior apoio que um governo já teve na história recente do Brasil.
A nota do PT trata, também, do papel e da participação do partido no governo e não deixa de criticar as medidas e decisões não tomadas na área da defesa e da política aeroportuária do país, cumprindo seu papel de partido do governo, mas com compromissos com seus filiados e eleitores, com a sociedade.
A indicação de Nelson Jobim para o Ministério da Defesa foi uma saída correta para enfrentar a crise aérea. Não deve ser vista como uma diminuição do peso do PT no governo. Foi correta e, se existem problemas na articulação política do governo e na participação do partido do presidente, essa questão deve ser tratada pelos ministros do PT no Conselho Político do governo e pelo próprio partido junto ao presidente, como acontece em todas as democracias.
A oposição no Brasil está sendo feita pela grande mídia. Disso não devemos mais ter nenhuma dúvida. Basta ver, nos jornais de hoje, a tentativa torta e grosseira de transformar as vaias ao presidente, organizadas sim, em manifestações populares ou de oposição. Basta ver o uso das expressões "auditório blindado", e mesmo quando os próprios manifestantes reconhecem que eram "60" ou quando um prefeito do PSDB desqualifica as vaias.
Mesmo assim, a Folha, só para dar um exemplo, dá um tom de editorial a todo noticiário sobre as vaias, chegando a apresentar um "empresário popular" para provar que o movimento "Cansei" não é elitista, e a afirmar que o presidente cancelou a viagem a 12 estados por causa das vaiais.
É evidente que temos o direito de organizar manifestações a favor do governo e do presidente, mas o problema central é outro. É retificar nossas políticas e fazer avançar o processo de reformas e mudanças no país, superar erros e desacertos e aprofundar as políticas que nos elegeram: a distribuição de renda e o combate à pobreza, o desenvolvimento nacional, o PAC e o PDE, a democratização do Estado, as reformas política, administrativa e tributária, nossa política de integração regional. Aprovar inúmeras medidas legislativas, como a das agências reguladoras, que dorme no Congresso Nacional, dando a elas recursos humanos e materiais, evitando sua captura por interesses privados e políticos partidários. Ou seja, fazer o que não fizemos e aprofundar as reformas que iniciamos.
Salta aos olhos a necessidade de rever o superávit fiscal, reduzir ainda mais os juros e destinar recursos orçamentários, não apenas no papel, para os setores que continuam estrangulados por falta de recursos, como foi, de certa forma, o caso do setor aeroportuário, independente da ação dos controladores e das reais causas dos acidentes da Gol-Legacy e do Airbus da TAM.
É hora também de colocar na ordem do dia a democratização dos meios de comunicação, discutir e votar uma nova lei geral de telecomunicações, democratizar e regulamentar o setor audiovisual no nosso país, um dos últimos do mundo a fazê-lo, rever a legislação da imprensa, para dar um basta ao abuso, à irresponsabilidade civil e penal e mesmo à impunidade que prevalece hoje. Onde a mídia pode acusar, processar e julgar qualquer cidadão sob o pretexto exatamente de impedir a impunidade.
O objetivo da oposição de direita e da grande mídia que tenta organizá-la e, inclusive, transformá-la em oposição de rua, de massas, é um só: nos derrotar em 2010, paralisar o governo, desmoralizar seus membros, enfraquecer o PT. Nossa resposta só pode ser uma: aprofundar as mudanças e as reformas.

Mais crescimento, inclusive do emprego
Publicado em 01-Aug-2007
A Folha de hoje publica uma notícia importantíssima, na matéria “Encomenda maior eleva otimismo das indústrias de transformação” (só para assinantes).
A Folha de hoje publica uma notícia importantíssima, na matéria “Encomenda maior eleva otimismo das indústrias de transformação” (só para assinantes). Segundo sondagem realizada pela Fundação Getúlio Vargas, o nível da demanda interna da indústria de transformação (com ajuste sazonal) é o maior em mais de 20 anos. O volume maior de encomendas no mercado interno fez o Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pela entidade, atingir o maior nível da série histórica, iniciada em abril de 1995, com ou sem ajuste sazonal. O resultado mostra que a indústria inicia o terceiro trimestre aquecida e deve contratar mais nos próximos meses.
Isso significa que vamos crescer, de forma sustentável, e o emprego também vai crescer ainda mais. Estamos no caminho certo.
PT convoca militantes a enfrentar ofensiva contra o partido e o governo
Publicado em 01-Aug-2007
A Comissão Executiva Nacional do PT aprovou ontem uma resolução política em que convoca a militância, os detentores de mandatos e instâncias partidárias a enfrentar a mais nova ofensiva da direita, articulada com setores da mídia, contra o PT e o governo Lula.
A Comissão Executiva Nacional do PT aprovou ontem uma resolução política em que convoca a militância, os detentores de mandatos e instâncias partidárias a enfrentar a mais nova ofensiva da direita, articulada com setores da mídia, contra o PT e o governo Lula.
O texto aprovado afirma que a escalada de ataques sinaliza que a campanha de 2008 "já começou" e que isso faz arte da guerra travada pela oposição com o objetivo de reconquistar a Presidência da República.
"A grande mídia privada é, ao mesmo tempo, instrumento e Estado-Maior desta campanha. Ou seja: não houve uma alteração no comportamento de grande parte da mídia privada, que repete agora o que já havia feito em 2004-2005", diz um trecho da resolução, que também apontou caminhos para a solução dos problemas aéreos brasileiros e fez considerações sobre a relação entre partido, governo e movimentos sociais.
O documento cita a cobertura do acidente como um dos elementos dessa ofensiva, se solidariza com familiares e amigos das vítimas e condena a transformação do episódio em mais um fator de disputa política.
Leia aqui a íntegra da resolução política.

Um balano do PAN
Publicado em 01-Aug-2007
O ministro do Esporte, Orlando Silva, faz um balanço dos Jogos Pan-Americanos, em entrevista ao boletim Em Questão, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
O ministro do Esporte, Orlando Silva, faz um balanço dos Jogos Pan-Americanos, em entrevista ao boletim Em Questão, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Na entrevista, o ministro diz que a principal herança do Pan é “a certeza de que somos capazes de nos organizar a ponto de não perder em qualidade para qualquer outro país do mundo na hora de receber um grande evento esportivo”, que os jogos deram “um impulso para a prática esportiva e para a discussão de políticas públicas de incentivo ao esporte”, prevê que a delegação brasileira é uma das favoritas no Parapan e afirma que o sucesso no Pan credenciou o Brasil para reivindicar sediar a Olimpíada de 2016.
Leia.
Comeam a aparecer algumas das causas do acidente
Publicado em 01-Aug-2007
A manchete da Folha de hoje – “Caixa-preta indica erro do piloto” - deveria ser lida e relida várias vezes, principalmente por aqueles que sem nenhum indício, evidência ou prova usaram e abusaram da tragédia do Airbus da TAM, como já haviam feito no acidente da GOL-Legacy, para acusar o governo e o PT, da forma mais infame e abjeta possível, de responsáveis pelo acidente.
A manchete da Folha de hoje – “Caixa-preta indica erro do piloto” - deveria ser lida e relida várias vezes, principalmente por aqueles que sem nenhum indício, evidência ou prova usaram e abusaram da tragédia do Airbus da TAM, como já haviam feito no acidente da GOL-Legacy, para acusar o governo e o PT, da forma mais infame e abjeta possível, de responsáveis pelo acidente. Particularmente, os setores da oposição e da grande mídia, com poucas exceções, que se aproveitaram da crise para tentar lançar o país numa crise política, para desgastar ao máximo o governo, o presidente e seus auxiliares, explorando a dor e a tristeza das famílias e de todo país.
Agora, embora ainda não possamos concluir nada, pois há muito o que ser investigado, sobre o aparelho, os procedimentos recomendados pela Airbus no caso do reverso travado, e outros procecimentos técnicos, as primeiras informações técnicas começam a revelar algumas das causas do acidente e colocam no devido lugar as responsabilidades de cada um, inclusive do governo.
Tarde demais. Ficará impune toda acusação caluniosa e difamatória, só nos restando confiar, como sempre confiamos, no discernimento e no julgamento justo da cidadania.
Até quando?

Mais investimento em inovao
Publicado em 01-Aug-2007
A boa notícia está nos jornais de hoje: cerca de um terço das indústrias brasileiras investiu em inovação tecnológica entre 2003 e 2005, segundo revela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A boa notícia está nos jornais de hoje: cerca de um terço das indústrias brasileiras investiu em inovação tecnológica entre 2003 e 2005, segundo revela pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As empresas de médio e grande porte inovaram mais. Naquelas que empregam 500 pessoas ou mais, 72,5% disseram ter inovado entre 2001 e 2003. Entre 2003 e 2005, a proporção subiu para 79,2%. A pesquisa mostra ainda que os gastos com inovação subiram no período. Do total da receita líquida do setor de indústria e serviços, 3% foi destinado à inovação e à pesquisa e desenvolvimento. Em 2003, esses gastos correspondiam a 2,5% do total da receita.
O setor que puxou os gastos foi "outros equipamentos de transporte", do qual fazem parte a fabricação de aviões. Esse grupo investiu o correspondente a 6% do total da receita em inovação em 2005. Os gastos com inovação também aumentaram sua fatia em empresas de "outros equipamentos de instrumentação médica-hospitalar". Eles passaram de 3,1% do total da receita, em 2003, para 5,3%, em 2005.
Realmente, uma boa notícia. Aumentar ainda mais os investimentos em pesquisa e inovação tecnológica é o caminho correto para ampliar a competitividade dos produtos brasileiros, enfrentar com mais qualidade a concorrência internacional, gerar mais empregos e alavancar o crescimento da nossa economia.
Mãos à obra!

A mdia e a crise area
Publicado em 01-Aug-2007
Simplesmente imperdível o texto "A invenção da crise", da professora Marilena Chauí, onde ela analisa o papel da mídia na cobertura do acidente com o Airbus da TAM, publicado no site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
Simplesmente imperdível o texto "A invenção da crise", da professora Marilena Chauí, onde ela analisa o papel da mídia na cobertura do acidente com o Airbus da TAM, publicado no site Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
"A grande mídia foi montando, primeiro, um cenário de guerra e, depois, de golpe de Estado. E, em certos casos, a atitude chega ao ridículo, estabelecendo relações entre o acidente da TAM, o governo Lula, Marx, Lênin e Stálin, mais o Muro de Berlim!!!", diz o texto."No plano político, a invenção da crise aérea simplesmente é mais um episódio do fato da mídia e certos setores oposicionistas não admitirem a legitimidade da reeleição de Lula, vista como ofensa pessoal à competência técnica e política da auto-denominada elite brasileira. É bom a gente não esquecer de uma afirmação paradigmática da mídia e desses setores oposicionistas no dia seguinte às eleições: “o povo votou contra a opinião pública”. Eu acho essa afirmação o mais perfeito auto-retrato da mídia brasileira!", acrescenta.
Não deixe de ler!
