ONU aprova resoluo contra bloqueio a Cuba
Publicado em 31-Out-2007
A Assembléia Geral da ONU aprovou, ontem, quase por unanimidade, uma resolução...
A Assembléia Geral da ONU aprovou, ontem, quase por unanimidade, uma resolução que condena o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba que já dura 45 anos. A resolução, intitulada “Necessidade de por fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba”, foi aprovada por 184 votos a favor e quatro contra (dos EUA, Israel, Ilhas Mar-shall e Palau, na Oceania). A Micronésia se absteve.
Esta é a décima sexta vez consecutiva que a Assembléia Geral da ONU condena o criminoso bloqueio dos Estados Unidos a Cuba e foi a maior votação contra o bloqueio desde 1992.
BNDES vai priorizar bens de capital
Publicado em 31-Out-2007
Outra boa notícia está na Folha de hoje...
Outra boa notícia está na Folha de hoje, na matéria “Segunda fase da política industrial vai priorizar setor com gargalo na produção” (só para assinantes). O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, anunciou que a segunda fase da política industrial, que está sendo desenvolvida pelo governo, deverá priorizar os setores que enfrentam gargalos de produção. "Estamos ultimando entendimentos para a apresentação da política que contemplará as cadeias produtoras de bens de capital [máquinas e equipamentos] e dará atenção especial àquelas que estão tendo dificuldade de entrega", disse.
Coutinho se reuniu na segunda-feira com representantes da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base para discutir o que pode ser feito para diminuir o hiato entre a capacidade de oferta e a demanda por equipamentos. Ele citou como exemplos a área de produção de álcool e os bens de capital para construção civil e automóveis.
A intenção de Coutinho é reduzir os prazos de análise de financiamentos de bens de capital no banco e o aprimoramento da análise de pedidos via "project finance", modelagem pela qual o próprio projeto e suas receitas futuras são a garantia do empréstimo.
"Os bens de capital terão tratamento preferencial", disse.
O presidente do BNDES está no caminho certo. Priorizar o setor de bens de capitais é importante para aumentar a competitividade da nossa indústria, com incentivo à inovação.

Recorde na produo industrial
Publicado em 31-Out-2007
A indústria brasileira registrou no terceiro trimestre deste ano o melhor nível de produção...
A indústria brasileira registrou no terceiro trimestre deste ano o melhor nível de produção dos últimos três anos, de acordo com estudo divulgado pela CNI. Além disso, a utilização da capacidade instalada das empresas também cresceu e alcançou 77%, dois pontos percentuais acima do registrado no mesmo período de 2006.
Segundo a CNI, em relação à capacidade instalada a indústria ainda não atingiu um patamar problemático. Os economistas da entidade dizem que as empresas estão preocupadas em continuar crescendo e, se houver um custo de capital mais baixo e desoneração de investimentos, esse ponto vai melhorar ainda mais. Ou seja, as indústrias vão investir em inovação e modernização, ampliando suas instalações e gerando ainda mais crescimento.
A sondagem da CNI apontou também aumento no número de empregados na indústria. É exatamente o aumento de renda e o emprego que aquece a demanda interna e leva ao crescimento da produção, que, por sua vez, se reflete no crescimento dos investimentos em bens de capital e no aumento do emprego e da renda, gerando o que se chama de “círculo virtuoso”.
São mais sinais do crescimento de nossa economia.

Violaes da Constituio
Publicado em 31-Out-2007
Duas noticias que dizem respeito à Constituição e aos direitos e garantias individuais me chamam a atenção...
Duas noticias que dizem respeito à Constituição e aos direitos e garantias individuais me chamam a atenção. A primeira é da Folha que continua, em dobradinha com o Ministério Publico Federal, com acesso exclusivo e ilegal a informações sigilosas do Ministério Publico que nem os advogados, nem os acusados têm, como já denunciaram, divulgando notícias sobre um suposto envolvimento do ex-governador do Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, em irregularidades no seu governo na aplicação de verbas de publicidade, que teriam sido desviadas para campanhas eleitorais. Na prática, o julgamento do ex-governador já está sendo feito pela Folha e pelo MPF, sem direito a defesa, contraditório e presunção de inocência.
É preciso denunciar que essa prática está se generalizando. Setores do MPF se articulam com jornalistas, vazam informações sobre investigações e denúncias que farão e procuram assim, com a pressão da mídia, influenciar a decisão judicial. Esse é o jogo e ele tem um nome, independentemente do mérito da denúncia: violação do Estado de Direito e das garantias individuais.
A segunda são as declarações de dois ministros do STF, completamente opostas, no caso da anunciada posição do TRE do Rio de Janeiro de impedir a candidatura em 2008 de políticos que tenham processos criminais em andamento na Justiça. Como é óbvio e constitucional, o ministro Marco Aurélio Mello afirma que essa posição cria uma falsa expectativa na sociedade que não se confirmará no Poder Judiciário, já que ninguém pode ser punido previamente e não há na Constituição e na Lei de Inegibilidades a hipótese aventada pelos juízes do TRE do Rio de Janeiro.
Já o ministro Ayres Brito diz o contrário, que votaria pela inegibilidade dos processados, como já votou e foi voto vencido no TSE, mesmo contra a Constituição. Ou seja, um ministro do Supremo Tribunal Federal pregando a violação da lei e da Constituição, julgando independentemente do que diz a lei e a Constituição que ele jurou respeitar e aplicar quando assumiu o cargo de Ministro da Suprema Corte.
Um belo exemplo.

Juros mais baixos para financiar a casa prpria
Publicado em 31-Out-2007
O governo e o conselho curador do FGTS, presidido pelo Ministro do Trabalho, Carlos Lupi...
O governo e o conselho curador do FGTS, presidido pelo Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, tomaram uma medida simples que vai reduzir os juros para financiamento da casa própria no sistema bancário como um todo. Agora, quem ganha mais de 4,9 mil reais, a classe média, que recolhe 85% dos recursos do Fundo, apesar de ser apenas 18% dos participantes, poderá financiar a compra de sua casa com juros menores que os do SFH – 8,66% mais TR, contra 12% mais TR do SFH. Isso pode significar 20% a menos na prestação inicial do imóvel e 18% no total do empréstimo.
Apesar do voto contrário do representante dos bancos e da descrença de alguns, a medida repercutiu bem no setor da construção civil e entre os pretendentes à casa própria que esperam uma redução dos juros em todo sistema financeiro habitacional, o SFH. Aumentará a concorrência já que, agora, os recursos do FGTS vão concorrer com os dos bancos, via SFH.
O governo tomou, ainda, outra decisão para ajudar a família que financia sua casa pelo FGTS. Agora, elas poderão abater até 80%, e não mais só 40%, de sua prestação com recursos do Fundo.
As medidas são bem vindas, mas o governo fica devendo uma política para os trabalhadores de baixa renda, onde se concentra a imensa maioria da demanda por casa própria. Nesse setor, classes C e D, financiamento de até 50 e 60 mil reais, qualquer política de financiamento necessita de recursos do Tesouro para equalizar os juros.
Ou seja, precisa de subsídios do governo para reduzir os juros, além de uma política de desoneração fiscal, viabilizando o financiamento com uma prestação que não chegue a mais de 30% da renda média familiar desses brasileiros.
Esse é o verdadeiro desafio do governo, que já fez muito desonerando de impostos o setor da construção civil, mudando a legislação que impedia a criação de um mercado de títulos imobiliário no Brasil e reduzindo os juros.
Agora chegou a hora de um plano nacional de habitação popular que mereça esse nome, dirigido aos milhões de brasileiros que vivem em cortiços, favelas e palafitas, além dos que pagam aluguéis e vivem em casas de parentes.

Jornalista militante anti-Lula
Publicado em 30-Out-2007
Josias de Souza, da Folha de São Paulo, trabalha para implodir o acordo governo-oposição...
Josias de Souza, da Folha de São Paulo, trabalha para implodir o acordo governo-oposição em torno da prorrogação da CPMF. Leiam o que ele escreveu hoje em seu blog, no comentário “PSDB já prepara posição contrária à CPMF no Senado” e anotem. Ele é de oposição. Não deixem que passe só por jornalista. Além de jornalista é um militante contra o governo Lula.
O genial Oscar Niemeyer
Publicado em 30-Out-2007
O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer ficou na nona colocação...

O arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer ficou na nona colocação de um ranking divulgado pela consultoria global Synectics, que listou as cem personalidades vivas mais geniais.
No topo da lista, empataram o químico suíço Albert Hofmann, criador do LSD, e o pesquisador britânico Timothy John Berners-Lee, inventor da World Wide Web. O investidor George Soros ficou em terceiro e o criador de "Os Simpsons", Matt Groening, em quarto.
Mais um reconhecimento para esse brilhante e genial talento brasileiro, que muito nos orgulha.
ONG criada por Ruth Cardoso recebeu R$ 336 milhes do governo FHC
Publicado em 30-Out-2007
A notícia está no site Congresso em Foco. Um senador pediu que a Alfabetização Solidária (Alfasol)...
A notícia está no site Congresso em Foco. Um senador pediu que a Alfabetização Solidária (Alfasol), fundada pela mulher do ex-presidente FHC, Ruth Cardoso, não entre nas investigações da CPI das ONGs.
Segundo dados do Siafi, a ONG fundada por Ruth Cardoso em 1997, recebeu R$ 336 milhões do governo federal entre 1999 e 2006. O Siafi indica que a Alfasol foi a terceira entidade do terceiro setor que mais obteve recursos federais no período, atrás apenas da Fundação Butantã (R$ 561 milhões) e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (R$ 502 milhões).
Procurada pela reportagem do Congresso em Foco, a Alfasol informou que recebe 60% das doações da iniciativa privada. Ou seja, além da receita de R$ 336 milhões proveniente do governo federal, outros R$ 504 milhões vieram de empresas e cidadãos.
A entidade informou que de, 2003 a 2006 – quando recebeu R$ 53,4 milhões do governo Lula –, alfabetizou 653 mil jovens e adultos, mais do que, segundo ela, foi combinado com o Ministério da Educação. Isso dá uma média de R$ 81,92 por aluno. No governo tucano, a ONG criada pela então primeira-dama do país era bem mais aquinhoada com recursos públicos. Entre 1999 e 2002, ela recebeu R$ 282,5 milhões.
O Programa Brasil Alfabetizado do MEC – para o qual a Alfasol prestou serviços – tem orçamento de R$ 362 milhões para este ano. Segundo estimativas do governo, o Brasil Alfabetizado vai atender este ano 2,2 milhões de jovens e adultos com 15 anos ou mais. Somadas as turmas de 2003 e 2004, serão mais de 5,2 milhões de pessoas atendidas até dezembro, sustenta o MEC.

A importncia da Previdncia Social
Publicado em 30-Out-2007
A matéria “Previdência tirou 881 mil da pobreza, afirma estudo”, da Folha de hoje...
A matéria “Previdência tirou 881 mil da pobreza, afirma estudo”, da Folha de hoje (só para assinantes), informa que 881 mil brasileiros deixaram a pobreza em 2006 por conta dos benefícios pagos pela Previdência e Assistência Social, segundo estudo divulgado pelo Ministério da Previdência.
Em 2006, os benefícios previdenciários permitiram a redução do número de pobres no país em cerca de 21,9 milhões de pessoas. Em 2005, a renda previdenciária e assistencial retirou da pobreza pouco mais de 21 milhões.
Esses números mostram a importância da Previdência Social como instrumento de inclusão social e de combate à pobreza e revelam, também, o aumento do poder de compra do salário mínimo e a melhoria na distribuição de renda.
Apesar disso, o estudo mostra que no Brasil existem 32,7 milhões de pessoas "socialmente desprotegidas", ou seja, não são cobertas pela Previdência. O estudo da Previdência, elaborado a partir das informações da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios) de 2006, traça o perfil do trabalhador "socialmente desprotegido". São homens que moram nas regiões Norte ou Nordeste, atuam na construção civil, serviços ou comércio e têm entre 16 e 24 anos. Além disso, são assalariados sem carteira ou trabalhadores por conta própria que ganham até dois salários mínimos.
Incluir essas pessoas na rede protetora da Previdência Social é um desafio que precisa ser vencido.

Demonstraes equivocadas de provincianismo
Publicado em 30-Out-2007
O governador mineiro Aécio Neves deitou falação no exterior sobre a sucessão...
O governador mineiro Aécio Neves deitou falação no exterior sobre a sucessão, sobre seu partido, candidatos em 2010, falou até de 2014. Fora o lenga lenga tucano de que o Brasil precisa crescer mais, ele falou sobre as questões internas do PSDB, a disputa Serra, Aécio, Alckmin e sua tese de um candidato natural. Ou seja, ele, já que os paulistas, segundo o governador, são um problema. Para Aécio Neves, São Paulo é um problema que impede uma maior aproximação entre o PT e o PSDB.
Vira e mexe no PT e no PSDB surge essa questão de São Paulo. Essa semana mesmo Marcelo Deda, governador de Sergipe pelo PT, retomava essa questão dizendo ser necessário "despaulitizar" o PT, tese cara a alguns setores do Partido.
Nunca vi nada mais atrasado e cheirando a República Velha, ao Brasil do passado, do que essa bobagem que os problemas do PT ou do PSDB com o PT têm origem na política de São Paulo. Nunca vi nada mais despolitizado e reacionário e contra a Federação e a unidade nacional. Uma espécie de provincianismo às avessas que cheira a hegemonismo contra o Brasil, não contra São Paulo.
Ora, o que sempre separou e dividiu seja o PT internamente, seja o PT do PSDB e vice versa, são as diferenças políticas, sobre o Brasil, sobre políticas públicas, sobre programa de governo, alianças, sobre o Estado e a economia, a política internacional, sobre as reformas, sobre o partido, ou os partidos. São as lideranças e suas visões sobre política e o futuro. Não tem nada com a região, o estado ou a origem de cada um.
Outra coisa é a necessidade de se evitar a concentração do poder em São Paulo, seja nos partidos ou na Federação, é o desequilíbrio regional brasileiro, são os erros dos políticos do PT ou do PSDB de São Paulo que, convenhamos, não são exclusividade deles, dos políticos de São Paulo. São problemas do sistema político brasileiro e estão presentes em todos os Estados e em todos os Partidos.
Negar isso é reduzir a disputa eleitoral ou partidária a um problema regional. É reduzir a política a uma farsa e a um argumento de força: é preciso destruir São Paulo para o Brasil dar certo e seus políticos não são bons, são ruins para o Brasil.
Existe tese mais nefasta para a democracia e mais pobre, carente de legitimidade e realidade do que esta?

Negociaes entre governo e tucanos revelam amadurecimento poltico
Publicado em 30-Out-2007
As negociações entre o governo e o PSDB sobre a CPMF avançam e são um bom sinal...
As negociações entre o governo e o PSDB sobre a CPMF avançam e são um bom sinal do amadurecimento político da relação governo e oposição. Ao contrário do ex-PFL, agora DEM, que teve uma crise de PSOL, ou seja, quanto pior melhor, os tucanos resolveram negociar com o governo Lula, até porque foram eles que criaram a CPMF, dobraram a dívida interna e nos legaram uma carga tributária de quase 34%.
Na negociação apresentaram algumas reivindicações razoáveis, como mais recursos para a saúde, menores alíquotas no futuro, mais investimentos na infra-estrutura nos Estados, via Cide, desoneração de impostos federais nos investimentos de saneamento dos Estados e a regulamentação da Lei de Responsabilidade Fiscal, que eles também criaram com erros que agora querem corrigir. Antes tarde, do que nunca.
O governo Lula vem negociando dentro das possibilidades do país, das contas públicas e da Lei de Responsabilidade Fiscal. O que é bom, não para o PT ou para o PSDB, mas sim para o Brasil.
O que não se pode aceitar é a proposta do senador Tasso Jeiressati de não se aprovar a TV Pública, a TV Brasil.
Isso cheira a chantagem e despeito. Seria o mesmo que se para aprovar uma lei em São Paulo, a bancada do PT na Assembléia Legislativa, com o argumento de cortar gastos públicos, exigisse o fechamento da TV Cultura.

Ainda o factide do terceiro mandato
Publicado em 30-Out-2007
Os tucanos, segundo o Globo, cuja redação funciona um pouco como porta-voz oficioso do PSDB...
Os tucanos, segundo o Globo, cuja redação funciona um pouco como porta-voz oficioso do PSDB, exigem um "desmentido cabal" do presidente Lula sobre o terceiro mandato. Esse factóide, inventado por setores da imprensa de oposição, os grandes jornais e seus proprietários, é uma das pérolas da falta de propostas e uma prova cabal da derrota política da oposição no Brasil.
Nem Lula, nem o PT jamais propuseram ou sequer trabalharam com a hipótese de um terceiro mandato para Lula. E toda história política do PT e de Lula são uma prova cabal do compromisso que ambos têm com a democracia.
Mas os tucanos e certos redatores, articulistas e mesmo chefes de redação dos jornalões brasileiros não se conformam com a informação, via pesquisas, de que a maioria do país daria um terceiro mandato para Lula.
Essa é a verdade.
O resto é desespero e propaganda psicológica, muito bem feita, do partido da mídia,contra o PT e Lula, para tentar nos impingir a imagem de anti-democráticos, de autoritarismo, já que não pegou a de corrupção e populismo.
É pura propaganda. Mas não deve ficar sem resposta.

O Banco Central tem medo do crescimento
Publicado em 30-Out-2007
O Banco Central não toma jeito...
O Banco Central não toma jeito. Divulga para a mídia dados que lhe interessam para justificar sua política conservadora. Agora é a informação de que temos mais inflação nas regiões ou estados que crescem mais e cita Minas Gerais. Lá, a economia cresceu 8,4% e a inflação foi de 4,07%, tendo as exportações mineiras crescido 21,6%.
Como vemos, uma informação inocente mas que, na verdade, revela toda a política do BC. Crescimento acima de 3,5%, nem pensar. É o PIB potencial do Brasil. Daí para cima, só com inflação.
O que não explicam é que a inflação, o IPCA previsto essa semana para 2007 é de 3,86%. Ou seja, abaixo do centro da meta do CMN, de 4,5%. Quer dizer, a inflação está abaixo e tende a se aproximar da banda menor, 2,5%.
Nada justifica, portanto, na vida real a parada do Copom na redução da taxa Selic. Só a ideologia.
Concorrncia, mas com isonomia entre empresas estrangeiras e nacionais
Publicado em 29-Out-2007
Estou intrigado, apesar de concordar em gênero, número e grau, com o mais recente ataque de nacionalismo...
Estou intrigado, apesar de concordar em gênero, número e grau, com o mais recente ataque de nacionalismo de certos setores de nossa mídia. Leio que ela está toda indignada com a invasão dos espanhóis e com os problemas da OHL, empresa vencedora de 5 das 6 concessões rodoviárias federais. Estou intrigado porque no passado os espanhóis ganharam, e com tarifas escandalosas, varias concessões e investiram passado no Brasil, começando, pelas privatizações - e que privatização, um negócio da China, para se dizer o mínimo, basta ver o caso da Telefônica,Telesp, e do Santander-Banespa -, e ninguém disse uma palavra, nem um pio na mídia. Todos aprovaram, bateram palmas. Era a modernidade tucana. Agora, aos poucos, nossa mídia vai cercando a empresa espanhola vencedora, a OHL, denunciando seus problemas na Espanha e já fala em conter a "invasão espanhola".
Foi entrevistar empresários brasileiros que denunciaram as práticas desleais e ilegais, créditos especiais, isenções de impostos, das empresas espanholas e européias e exigem isonomia de condições para concorrer com elas no Brasil. Reclamam do governo e do BNDES, pedem a participação da ANTT na fiscalização das concessões, para verificação da isonomia.
O espanhóis, é claro, se defendem, dizem que é tudo legal e que vão recorrer às instâncias da Justiça Européia. Ou seja, vão nos enrolar.
A verdade nua e crua é que precisamos sim de concorrência, para reduzir tarifas e buscar investimentos na infra-estrutura, mas também é verdade que precisamos proteger a economia nacional e nem sempre a participação dos estrangeiros significa menores tarifas, investimentos externos e obras com qualidade.
De qualquer forma é hora do governo e das agências reguladoras do país avaliarem as empresas e os benefícios que recebem em seus países e as práticas de cada uma, para dar isonomia à empresa nacional e proteger nossa engenharia e economia, sem descuidar da concorrência, a tarifa e a qualidade das obras. E sem esquecer, isso é fundamental, que somos hoje um grande exportador de serviços, estamos construindo obras públicas, não só de infra-estrutura, em dezenas de países do mundo.
Então, todo cuidado é pouco. Sem demagogia ou uso político, só para desgastar o governo Lula, precisamos de uma avaliação geral de nossa legislação comparada com a internacional e devemos buscar o máximo de isonomia, com o mínimo de tarifas, e o investimento, capitais e risco, e não só empréstimos do BNDES e do nosso mercado de capitais, sem o que estamos subsidiando a economia dos países desenvolvidos. No caso da Espanha e de suas empresas.
Era só o que faltava!

A volta do combate ao trabalho escravo
Publicado em 29-Out-2007
A Folha de hoje publica três matérias...
A Folha de hoje publica três matérias – “Ministério volta a fiscalizar e resgata 90 trabalhadores”, “Denúncias são escassas, diz coordenadora” e “Fiscais pararam após interferência de senadores” (só para assinantes) – noticiando a retomada das atividades dos grupos móveis de combate ao trabalho escravo, depois de uma paralisação de 22 dias provocada pela absurda interferência de senadores, entre eles Kátia Abreu, do ex-PFL, Flexa Ribeiro, do PSDB, e Jarbas Vasconcelos, do PMDB, que criticaram a ação da fiscalização na Fazenda Pagrisa, no Pará, considerada excessiva pelos senadores, numa clara interferência no combate ao trabalho escravo e em defesa dos fazendeiros.
Depois de duas semanas de retomada do trabalho de fiscalização, os grupos móveis de combate ao trabalho resgataram 90 trabalhadores em operações realizadas em três Estados.
No Pará, ocorreram duas fiscalizações em Novo Repartimento (487 km da capital) que retiraram 25 pessoas de duas fazendas. Uma outra fiscalização aconteceu em Santa Luzia (MA), em uma propriedade de pecuária para corte, e terminou no último sábado. O grupo considerou "péssimas" as condições de trabalho e moradia no local. Foram retirados da propriedade, chamada Santa Rosa, 45 pessoas em condição análoga à de escravos. Em Mato Grosso, o grupo móvel resgatou 20 trabalhadores da fazenda Boa Sorte, em Porto dos Gaúchos (796 km de Cuiabá).
A fiscalização e o combate ao trabalho escravo no país são mais do que necessárias e a retomada das ações dos grupos móveis do Ministério do Trabalho foi uma decisão acertada do governo. Quem decide se há excessos na fiscalização é a Justiça, não o lobby dos senadores. O lobby do trabalho escravo.

A vitria da senadora Cristina Kirchner
Publicado em 29-Out-2007
Conheci a senadora Cristina Kirchner em 2004 numa reunião de trabalho de nossos partidos...
Conheci a senadora Cristina Kirchner em 2004 numa reunião de trabalho de nossos partidos, o PT, o PJ, o partido dos peronistas, a Frente Ampla Uruguaia, o PS Chileno. Aliás, nessa reunião, também conheci a hoje presidente do Chile, Michele Bachelet. Tive a melhor impressão da senadora peronista e acredito que governará a Argentina com sucesso.
Sua vitória confirma a popularidade de seu marido e companheiro de lutas, Nestor Kirchner, e a sua própria liderança que já havia sido testada na difícil eleição para o Senado. Confirma, também, a mudança que estamos assistindo na América do Sul, com a ascensão à cidadania de centenas de milhares de homens e mulheres do povo que antes não tinham voz nem vez. Não só na Argentina, mas no Equador, Rafael Correa venceu as eleições para a Constituinte, consolidando seu poder e garantindo o aprofundamento das mudanças sociais e econômicas que iniciou quando eleito presidente.
Cristina Kirchner venceu porque a pobreza caiu na Argentina de 50% para 28%, o desemprego de 20% para 10%, os salários cresceram 38% e a economia 8% em média nos últimos cinco anos, apesar de uma inflação elevada.
Com sua indústria a todo vapor e o consumo aquecido a Argentina pode iniciar um ciclo de investimentos e consolidar seu crescimento econômico. Parceira estratégica do Brasil, nossa vizinha é hoje uma economia integrada com a brasileira, somos responsáveis pelo futuro do Mercosul e da integração sul-americana.
Lá, como aqui, quem comanda são as classes populares, que reconhecem em Lula e Kirchner, líderes populares e democráticos, nacionalistas e reformistas.

A Copa de 2014 no Brasil
Publicado em 29-Out-2007
Concordo com o Ministro do Esporte, Orlando Silva...
Concordo com o Ministro do Esporte, Orlando Silva. A experiência com o Pan e sua exitosa realização credenciaram o Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, cinqüenta e sete anos depois da malfadada Copa de 1950, quando fomos vergonhosamente derrotados pelo nosso vizinho, o Uruguai, numa partida para nunca mais esquecer.
O Pan foi uma grande vitória do país, do governo e nos credencia para uma Copa melhor e mais bem organizada, com menos custos e mais previsão de gastos, com a mesma segurança e organização e, espero com nossa vitória, o hexa.
Não temos porque fazer grandes investimentos, com exceção da segurança, já que todos os gastos, com estádios e com infra-estrutura, podem ser concedidos à iniciativa privada, via operações urbanas e incentivos fiscais, créditos e, principalmente, concorrência, já que há um grande interesse não só das empresas construtoras, mas também dos financiadores e do setor imobiliário.
As operações urbanas podem permitir a troca de terrenos pelas obras e a possibilidade de explorar serviços como hotéis, shoping centers, centros de diversão e lazer, fora as operações imobiliárias.
Não é preciso que gastemos dinheiro público para reformar ou construir 12 estádios e todas suas instalações anexas. Pelo contrário, devemos aproveitar a oportunidade e construir grandes complexos de lazer, cultura, comércio e esportes, acessíveis à toda sociedade após os jogos, particularmente os equipamentos esportivos, para valer a pena, do ponto de vista social, os gastos do país e o esforço da sociedade.

Jornales brasileiros contra Kirchner
Publicado em 27-Out-2007
Nossos jornalões estão contra Kirchner e sua candidata, a sua esposa, senadora Cristina...
Nossos jornalões estão contra Kirchner e sua candidata, a sua esposa, senadora Cristina Kirchner.
Na Folha de hoje, um artigo do romancista argentino Marcus Aguinis, radicalmente contrário ao peronista - "Sinais de tormenta no horizonte". No Globo, uma entrevista com o ex-ministro da Economia e candidato da oposição, Roberto Lavagna - "Método Kirchner está encerrado". E, por fim, o Estadão trás uma entrevista com um analista internacional da FGV, Matias Spektor - "Kirchner estreitou relações com Chávez".
Tudo isso sem ouvir o outro lado, um dia antes da eleição. Isso é que é jornalismo.
No caminho certo
Publicado em 27-Out-2007
O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, definiu, ontem...
O ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, definiu, ontem, com muita clareza o que se espera da TV Pública que está sendo implantada no Brasil. O ministro disse que a TV Pública servirá para aprofundar discussões feitas de maneira superficial e sem qualidade pelas TV comerciais. "Aborto, células tronco e etanol, por exemplo, são temas recentes que não são debatidos de forma qualificada na TV comercial. E será que isso não nos faz falta? Porque [discussões como essas] farão com que a gente exerça melhor nossa cidadania, sendo menos massa de manobra", disse.
O ministro reafirmou que não caberá ao governo interferir na programação e que o conteúdo será fiscalizado por um conselho com poder para demitir o presidente da televisão.
O ministro está no caminho certo. A TV Pública poderá ser um importante instrumento para ampliar o acesso à educação, à informação, à cultura oferecendo novas opções para que a população se informe adequadamente e com profundidade sobre os mais variados assuntos. Coisa que as emissoras comerciais, pressionadas pelos índices de audiência e pelo lucro, não fazem. A TV Pública é, acima de tudo, um instrumento para democratizar o acesso à informação e ao debate de temas variados, contribuindo, decisivamente, para fortalecer a cidadania dos brasileiros.
Sem falar que, mais uma vez, rebateu as críticas da oposição e de parcela da mídia de que a TV Pública seria mais um instrumento de propaganda do governo. O ministro reafirmou que a TV Pública não é do governo, mas do país.

Uma pequena notcia, mas um grande problema
Publicado em 27-Out-2007
O Ministério da Agricultura tem 212 fiscais para 1.700 produtores de leite, o mínimo seria 400...
O Ministério da Agricultura tem 212 fiscais para 1.700 produtores de leite, o mínimo seria 400. Ou seja, o presidente Lula tem razão. Fazer gestão pública no Brasil é contratar e não demitir. Toda a máquina administrativa estava sucateada em 2003, quando chegamos ao governo. Com as exceções que confirmam a regra, o Estado Brasileiro precisa ser profissionalizado e capacitado para prestar os serviços públicos básicos, começando pela fiscalização.
O caso dos fiscais agropecuários e sanitários é uma gota no oceano da falta de assessores, técnicos, fiscais e gestores, prova gritante da necessidade de concursos e admissão de novos funcionários. Além da reestruturação dos planos de cargos e carreiras existentes, como vem fazendo o governo, para garantir ao servidor público, carreira e salário compatível com suas responsabilidades públicas.
O resto é baixaria, campanha político-partidária contra o PT e o governo Lula.
A hora de negociar
Publicado em 27-Out-2007
Vale a pena ler a entrevista "Principal coisa que o STF fez foi dizer que todo o serviço público é essencial"...
Vale a pena ler a entrevista "Principal coisa que o STF fez foi dizer que todo o serviço público é essencial", do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no Estadão de hoje (em área aberta a não assinantes), onde ele comenta a decisão do STF sobre a greve nos serviços públicos,
Na entrevista, o ministro, embora reconheça que a decisão do STF veio para suprir uma lacuna do governo e do Congresso, que até hoje não regulamentaram a greve no serviço público, avalia que a decisão foi positiva, pois pode tirar do impasse as negociações entre governo e centrais sindicais sobre o projeto de lei que regulamenta a greve no caso dos servidores.
Para o ministro, outro ponto fundamental da decisão do Supremo foi determinar que todos os serviços públicos são essenciais. Ou seja, em nenhuma hipótese um órgão pode ficar totalmente parado.
O ministro tem razão. Agora é hora de governo, Centrais Sindicais, sindicatos e o Congresso Nacional negociarem para aprovar, com urgência, a lei que regulamenta o direito de greve nos serviços públicos, com todas as garantias de que os serviços essenciais continuem funcionando, ainda que parcialmente, em caso de greve, para não prejudicar a população.

OAB defende reforma poltica, mas embarca no factide do terceiro mandato
Publicado em 27-Out-2007
O presidente da OAB, Cézar Brito, numa entrevista à Isto É, defendeu a transformação do Congresso...
O presidente da OAB, Cézar Brito, numa entrevista à Isto É, defendeu a transformação do Congresso Nacional num Congresso Constituinte, com o único objetivo de aprovar a reforma política e disse que a entidade vai mobilizar a sociedade para apoiar a reforma política. “Estamos mobilizando a sociedade para apoiar a reforma política. Temos discutido essas propostas com várias instituições, como CNBB, UNE e Fiesp. Mas ela não tem sensibilizado os ouvidos dos parlamentares, que são os responsáveis pelo tema. Por isso estamos agora discutindo a possibilidade de um Congresso Revisor da Constituinte, com a finalidade exclusiva de fazer a reforma política. Se os nossos representantes não fazem, então cabe ao soberano, o povo, fazer”, argumentou.
Cézar Brito disse, também, que a entidade defende uma reforma política que comece pela fidelidade partidária, já decidida pelo Judiciário. “Depois, o financiamento público das campanhas, para que não tenhamos mais a participação daqueles que depois vão cobrar a fatura eleitoral em obras irregulares. Também é preciso acabar com o senador suplente, que é uma aberração, o senador clandestino, que só se revela na hora de tomar posse”, acrescentou.
As posições do presidente da OAB estão corretas. O Congresso Nacional precisa, com urgência, como já defendi várias vezes aqui no blog, aprovar uma reforma política, com fidelidade partidária, financiamento público de campanha e voto em lista.
Esse é o caminho para consolidar a democracia no Brasil.
Tanto na entrevista do presidente da OAB na Isto É, cujo título é "Terceiro mandato de Lula é golpe'', como na matéria "Aliados de Lula já articulam emenda para o 3.o mandato", da Folha de hoje (só para assinantes), volta o factóide do terceiro mandato, já rechaçados por Lula e pelo PT. Volta à tona numa forçação de barra jamais vista. Trata-se de uma tentativa de setores da mídia e da oposição, na falta do que fazer, ou melhor, não conseguindo fazer oposição ao governo Lula e frente ao fracasso de suas tentativas de mobilização de setores da sociedade - basta ver como acabou o "Cansei" e o "Tributo ao tributo" - , de procurar incompatibilizar setores da sociedade com o governo, o presidente Lula e o PT, com essa enganação do terceiro mandato de Lula.
Trata-se de uma violência anti-democrática já que, repito, o próprio presidente desautorizou e condenou qualquer tentativa de um terceiro mandato. Chegou, inclusive, a deixar em aberto a possibilidade de se candidatar em 2014, o que é permitido Constituição, para não deixar dúvidas de sua posição, e do PT, contrária à tese esdrúxula de um terceiro mandato.
Logo, temos que repelir essas investidas de certa mídia e de setores da oposição, sem recuar na defesa de uma Constituinte exclusiva para a reforma política.
Mas o mais grave em toda essa armação é a tentativa, no caso da Folha, de inviabilizar o acordo do governo com o PSDB para votar a CPMF. A forma que foi feita a matéria da Folha visa, fazendo oposição, como se fosse um partido, exatamente interferir nas negociações e melar qualquer acordo entre o PSDB e o governo.
Não é crível, nem razoável, a partir de iniciativa e declarações individuais de parlamentares, construir uma matéria como se o presidente, o PT ou o Governo estivessem articulando um terceiro mandato.
O objetivo da Folha, no caso, é a CPMF, já que sabe que sem ela o país e o governo perdem e muito.
É o quanto pior melhor. Isso sem falar na verdadeira campanha de vários jornais com relação ao terceiro mandato para vincular Lula a Chávez, procurando assustar e incompatibilizar o PT e Lula com setores da sociedade, vendendo a falsa idéia que não temos compromisso com a democracia.

A "Justia" da Folha
Publicado em 27-Out-2007
A Folha não toma jeito, quer substituir a Justiça...
A Folha não toma jeito, quer substituir a Justiça. Vejam a matéria de hoje, "Justiça paralisa processo sobre suposto caixa dois de Zeca do PT" (só para assinantes). O que é uma decisão legítima vira impunidade na matéria da Folha. O jornal chega a afirmar que a decisão do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, trancando uma das ações, impede a justiça de "expedir mandato de prisão contra o petista", como se isso fosse possível e legal. Ou seja, vale tudo quando se trata do PT.
A decisão da Justiça do MS é singela. Dá uma liminar até que se julgue o mérito de um habeas corpus a favor do ex-governador. Mas a Folha parece querer voltar aos tempos da ditadura onde os direitos e garantias individuais não valiam nada nos tribunais.
Um retrato das cidades brasileiras
Publicado em 27-Out-2007
A pesquisa “Perfil dos Municípios Brasileiros”, divulgada ontem pelo IBGE...
A pesquisa “Perfil dos Municípios Brasileiros”, divulgada ontem pelo IBGE, traça um interessante retrato da atual situação de nossas cidades.
A pesquisa, realizada em 5.564 prefeituras, pela primeira vez investigou como a educação é tratada pelos governos municipais e os resultados têm pontos positivos e negativos.
A pesquisa revelou que grande parte dos municípios brasileiros não priorizou solucionar o problema da falta de professores no ensino público em 2006. Menos de um terço (27,5%) das prefeituras pesquisadas mencionou que a contratação de professores estava entre as cinco principais medidas na área de educação, e apenas 33,3% tomaram iniciativas em relação à regulamentação e valorização da carreira do magistério.
No entanto, a principal ação de melhoria da educação apontada na pesquisa foi a capacitação de professores, adotada por 85,2% dos municípios pesquisados. Seguida por medidas de redução da evasão escolar (60,3%), por programas de assistência escolar (50,5%), em saúde, alimentação e material didático, e melhorias no transporte escolar (48,8%).
A pesquisa revelou, ainda, que 52,9% dos municípios informaram possuir, em 2006, planos ou políticas de inclusão digital, como a criação de telecentros que, além do acesso à Internet, ofereciam cursos de informática.
Se a amplitude de programas de capacitação de professores e de políticas públicas municipais de inclusão digital é um dado positivo, a baixa intenção de contratação de novos professores e a ausência de iniciativas de valorização do magistério podem ser encaradas, à primeira vista, como uma deficiência.
Na área econômica, a pesquisa mostrou que quase metade dos 5.564 municípios brasileiros concedeu à iniciativa privada, em 2006, algum tipo de incentivo fiscal ou não-fiscal para a instalação de empreendimentos, abrindo mão da arrecadação, com o objetivo de gerar empregos e renda. Os incentivos mais comuns foram a cessão de terrenos, seguida pela doação de terrenos, presentes em 1.236 e 1.204, respectivamente. Isenção de Imposto sobre Serviços (764 municípios), isenção parcial de Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (747 municípios), isenção de taxas3 (729 municípios) e isenção total de IPTU (722 municípios) figuraram entre os incentivos fiscais mais concedidos.
Isso, se de um lado pode servir para estimular a guerra fiscal, como destacou a Folha de hoje na matéria “Guerra fiscal atinge metade das cidades do Brasil, diz IBGE” (só para assinantes), de outro mostra a preocupação dos municípios em atrair empresas para gerar emprego e renda, o que é positivo.
O dado negativo, revelado pela pesquisa, é que houve aumento na cobrança de diversos tipos de taxas ao cidadão.
Em 2002, 49% dos municípios cobravam taxas de iluminação pública, a mais freqüente entre todas. Quatro anos depois, esse percentual aumentou para 70%, um crescimento de 43% no número de prefeituras que fazem a cobrança. A maioria dos municípios (73%) cobra de uma a três taxas de seus cidadãos. Apenas 6% delas não cobram nenhuma, e 21% cobram quatro ou mais.

O PAC da Sade
Publicado em 27-Out-2007
O jornalista Luiz Nassif faz em seu blog uma boa análise das propostas que serão apresentadas...
O jornalista Luiz Nassif faz em seu blog uma boa análise das propostas que serão apresentadas pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, no chamado PAC da Saúde, com destaque para a política industrial da saúde.
A idéia do ministro da saúde, que conta com o apoio do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, é garantir a demanda de medicamentos, vacinas, hemoderivados, reagentes e equipamentos para diagnósticos, e todos os serviços ligados a hospitais, como segurança, limpeza, oxigênio - cuja produção se realiza nos 70 mil estabelecimentos de saúde, representando 8% do PIB, gerando 9 milhões de empregos, dos quais 3 milhões diretos - e o BNDES licitar e financiar os novos fabricantes.
Há um grupo de trabalho estudando o tema há quatro meses, focados em três áreas prioritárias: doenças epidemiologicamente relevantes, não pesquisadas pelos grandes laboratórios, como malária, tuberculose, doença de chagas, leishmaniose, esquistossomose; itens com maior impacto no orçamento do setor de saúde; e produtos que se enquadrem no conceito de janelas de oportunidade, onde o país já tenha base tecnológica e industrial para avançar no prazo mais curto possível.
É uma idéia inovadora que pode melhorar a produtividade da indústria da saúde e, em consequência, o atendimento à população.

Biocombustveis: oportunidades e ameaas
Publicado em 26-Out-2007
"Na adoção de biocombustíveis líquidos (álcool e biodiesel) o mundo se curva ao nosso potencial ...
"Na adoção de biocombustíveis líquidos (álcool e biodiesel) o mundo se curva ao nosso potencial e nos olha como uma grande esperança de um mundo menos carbônico. Com invejável posição geográfica, tendo seus domínios situado na maior parte entre o Trópico de Capricórnio e o Equador, o Brasil é abençoado com incidência de radiação solar média anual excepcional, variando entre 14 a 22 MJ/m². Temos uma das maiores reservas minerais do mundo, recursos hídricos abundantes, solos de alta qualidade e temperaturas amenas em maior parte do território".
Leia a íntegra do artigo sobre os biocombustíveis do engenheiro eletricista, mestre em Engenharia Mecânica e especialista em Energia Eólica, Alexandre Heringer Lisboa, na seção Convidado.
Reformas, quais reformas?
Publicado em 26-Out-2007
De novo, o país vive o impasse das reformas, seja a política ou a tributária...
De novo, o país vive o impasse das reformas, seja a política ou a tributária, sem falar na administrativa. Parece que não há consenso nem maioria capaz de fazer as reformas de que o país necessita, e pelas quais a sociedade reclama.
Não é que o governo não tenha maioria no Parlamento. Tem, tanto que aprovou a CPMF na Câmara e tudo indica que a aprovará no Senado, negociando com parte da oposição e da própria base. A questão é qual maioria e para quê. Na Câmara dos Deputados, não existe maioria para projetos de interesse da esquerda, entre os quais está a reforma política. No Senado, a situação é pior, ainda que a casa, em tese, aprovasse a reforma política, já que é eleita majoritariamente, e a oposição - DEM e PSDB -, assim como o PT, sempre tenha sido a favor da reforma política.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, onde analiso a necessidade de aprovação da reformas política, tributária e administrativa, na seção Artigos do Zé.
STF decide sobre direito de greve no servio pblico
Publicado em 26-Out-2007
O STF, guardião da Constituição, decidiu, com atraso, que o Congresso Nacional viola a Constituição...
O STF, guardião da Constituição, decidiu, com atraso, que o Congresso Nacional viola a Constituição quando não a regulamenta, conforme mandato imperativo que recebeu da Constituinte de 1988. Essa matéria estava parada na Suprema Corte desde 2003.
E não é só no caso da regulamentação do direito de greve do servidor público, previsto no inciso VII do artigo 37 da Carta Magna, mas já é um começo.
A decisão do STF serve também de lição aos servidores públicos e seus sindicatos que há muito deveriam ter negociado com o Congresso Nacional a regulamentação do direito de greve e não se oposto simplesmente a qualquer regulamentação, como se isso fosse possível, sem descambar, como tem acontecido, para greves selvagens ou simplesmente na violação dos mínimos direitos do cidadão ao serviço público.
O mínimo que se exige é que greves em setores essenciais sejam informadas com antecedência, que 30% dos serviços funcionem e que não seja permitida greve em alguns setores que são vitais para o país e a sociedade, como saúde e energia, ou mesmo transporte, sem obedecer a essas regras básicas.
Ao decidir aplicar ao serviço público a regra vigente na Lei 7.783 para as empresas privadas, até que o Congresso a regulamente, o Supremo impõe a Constituição contra aqueles que violam seus preceitos, seja o Congresso Nacional, sejam os sindicatos, ou mesmo o governo.
Por pressão das Centrais Sindicais e sindicatos, o governo ainda não enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que regulamenta a greve no serviço público. Com a decisão do STF espero que o projeto seja enviado e aprovado e que exija, inclusive, um quórum mínimo para decretação de greves no serviço público e seja rigoroso na manutenção dos serviços públicos essenciais para a população e o país.
Isso sem prejuízo da exigência de que o poder público cumpra suas obrigações e deveres legais com relação ao serviço público e aos salários e carreiras dos servidores e funcionários públicos, o que deveria ser levado em conta pela Justiça ao decidir sobre a legalidade de uma greve, impondo ao Estado, no caso o Executivo, um mínimo, também, de contrapartida ao servidor público.

Ata do Copom mostra que o BC est no caminho errado
Publicado em 26-Out-2007
A publicação da ata da última reunião do Copom revela claramente que o Banco Central está na contramão...
A publicação da ata da última reunião do Copom revela claramente que o Banco Central está na contramão. Nada justifica a parada no ritmo de queda da taxa Selic, apenas o conservadorismo da maioria do BC e do próprio Ministro da Fazenda que acabou cedendo aos argumentos da equipe liderada por Henrique Meireles.
Dizer que ainda não se sabe qual será o efeito da redução de 8,5% desde setembro de 2005 na taxa Selic é insustentável. Nada indica que o consumo e a demanda não serão atendidas nos próximos meses e anos e muito menos que estamos vivendo o início de um ciclo inflacionário ou que as metas do CMN, 4,5% de inflação com uma banda de 2% para cima ou para baixo, estejam ameaçadas no momento.
O pior de tudo é que a ata do Copom assume de forma descarada o discurso da oposição e dos setores conservadores de que há uma expansão dos gastos públicos que precisa ser contida e cita expressamente os gastos com os programas sociais, quando fala em outros impulsos fiscais e em transferências governamentais. Ou seja, o BC se coloca abertamente contra a política não só econômica do governo, mas contra a própria essência do governo.
Como tenho afirmado reiteradamente o papel do Governo e do próprio BC não é apenas manter a inflação dentro das metas, mas garantir o crescimento do emprego e da economia, sem o que para nada serve não ter inflação, já que a estabilidade de um país não é e não pode ser apenas econômica, mas social e política.
Não há estabilidade sem emprego e serviços públicos. Não há segurança só para o dinheiro. Ou a segurança e a estabilidade se expressam em justiça e igualdade social, ou não vale a pena todo esforço e sacrifício que a sociedade brasileira fez nos últimos 12 anos para por fim ao ciclo inflacionário e à irresponsabilidade fiscal do passado.

Servio da dvida interna o maior problema da nossa economia
Publicado em 26-Out-2007
Apesar da confiança do consumidor, da queda do desemprego - 9% em setembro, e do aumento da renda...
Apesar da confiança do consumidor, da queda do desemprego - 9% em setembro, e do aumento da renda média, o serviço da dívida interna continua sendo o principal problema da economia brasileira, agravado com a valorização do real e a elevada taxa Selic de 11,25% para uma inflação de 3,9% em 2007.
Com o Banco Central comprando dólares, para evitar uma maior desvalorização, as perdas do Banco com essas operações são lançadas no serviço da dívida interna - 2,9 bilhões de reais somente em setembro. Esse ano, já fizemos um superávit de 91,2 bilhões de reais, 4,05% do PIB, que só pagaram 76% do total do serviço da dívida, 119,3 bilhões de reais de juros da dívida interna. Ou seja, acumulamos em déficit nominal de 2,29% do PIB.
Até esse mês já pagamos R$ 119,363 bilhões de reais de juros, 6,41% do PIB, o que explica a carga tributária de 34% e os baixos investimentos dos governos federal, estaduais e municipais.
Mesmo com a queda da taxa Selic nos últimos dois anos, que foi de 8,5%, isso não se refletiu nos gastos com o serviço da dívida interna já que grande parte dos títulos públicos foram pré-fixados.
Nosso problema não é a relação dívida interna-PIB, de 43,5% em setembro, mas os altos juros que pagamos e que explicam o elevado serviço e, também, a entrada sistemática de dólares no país que, ao apreciar o real, diminuem nossa competitividade, aumentam as importações e mantém os gastos com juros na casa de, no mínimo, 6% do PIB.

Deciso do TSE um passo atrs na fidelidade partidria
Publicado em 26-Out-2007
Péssima a decisão do TSE sobre filiação partidária...
Péssima a decisão do TSE sobre filiação partidária. Na prática, revogou a decisão do STF. Cheira a casuísmo e transforma os votos dos ministros em retórica política. Voltamos ao “jeitinho brasileiro”. Fidelidade, mas nem tanto. Se o parlamentar sofreu "grave discriminação" da legenda poderá não perder o mandato e, também, se houver "mudança substancial e desvio reiterado" do programa partidário. Como vemos, quem decide se um filiado eleito cometeu ou não infidelidade partidária não é o partido, e sim o TSE. Um absurdo.
A exceção virou regra. A norma é que cabe aos partidos decidir sobre fidelidade partidária. A violação do direito líquido e certo do parlamentar ou chefe do executivo será ou não revisada pelo Poder Judiciário, a quem cabe recurso no caso de uma violação flagrante dos direitos políticos do filiado ao partido. E não como o TSE decidiu. Estabeleceu em que casos se perde o mandado e generalizou a revisão das decisões partidárias. A propósito de regulamentar o óbvio de que um parlamentar pode se desfiliar de um partido em caso de fusão, incorporação ou fundação de uma nova legenda, o TSE deu marcha atrás na fidelidade e na história.
É só esperar para ver. Aos poucos, o parlamento vai sendo desmoralizado por não fazer a reforma política e seu poder legislativo vai, também aos poucos, sendo transferido para a Justiça, o TSE e o STF.
Ora, só aos partidos cabe decidir se um parlamentar praticou infidelidade. Para o bem ou para o mal, transferir essa decisão para o Tribunal Eleitoral faz o Brasil voltar aos tempos da degola de mandatos da República Velha.
Supor que os tribunais não fazem política ou estão acima dela é, no mínimo, ingenuidade.
Só falta agora nossas Cortes decidirem que o povo, ou seja, o eleitor, votou errado e não dar posse aos eleitos.
Os tribunais estão se transformando em um poder acima da Constituição e não a serviço da Constituição.
Ou o Congresso Nacional faz a reforma política sem levar em consideração as decisões do TSE e mesmo do STF, já que tem o poder constituinte derivado, ou o eleitor elege em 2010 um novo Congresso que a faça.
Essa é a única alternativa para recompor o Poder Legislativo, dentro da Constituição de 1988.

Para ler e refletir
Publicado em 25-Out-2007
O artigo "A ocasião faz o ladrão?", da professora da FGV, Eliana Cardoso
O artigo "A ocasião faz o ladrão?", da professora da FGV, Eliana Cardoso, no Valor de hoje (só para assinantes), merece ser lido com atenção. No artigo, ela fala sobre violência, analisa o filme "Tropa de Elite", as torturas em algumas polícias, a pena de morte e defende a liberação das drogas. Para ler e refletir.
Falsos mitos
Publicado em 25-Out-2007
Vale a pena ler o artigo "Falsos mitos", do presidente do IPEA, Márcio Pochmann...
Vale a pena ler o artigo "Falsos mitos", do presidente do IPEA, Márcio Pochmann, na Folha de hoje (só para assinantes), onde ele analisa e comenta vários mitos que foram construídos nas reformas liberalizantes de 1990 e que, segundo ele, foram desconstruídos pela realidade.
Corajosas declaraes de Srgio Cabral
Publicado em 25-Out-2007
Corajosas as declarações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sobre o direito das mulheres ao aborto...
Corajosas as declarações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, sobre o direito das mulheres ao aborto, principalmente levando-se em conta que, como ele mesmo diz, é católico. Independente da polêmica relação que Sérgio Cabral faz entre os problemas da criminalidade com o número de filhos das mulheres das favelas do Rio de Janeiro (ele cita pesquisas e a favela da Rocinha), fica o registro de que não basta interromper a gravidez indesejada de mulheres, seja das favelas ou da classe média. O que o país necessita, além do planejamento familiar, é melhores condições de vida nas favelas. Essa é a questão central. Até porque o próprio Governo Federal iniciou uma intensa campanha a favor do planejamento familiar.
Não tenho dúvidas em defender o direito da mulher ao aborto, como diz o próprio governador, como nos EUA, Portugal, Espanha e Japão, para ficar nos países citados por ele. Mas não vejo como ligar isso ao aumento ou não da violência, que não é exclusividade das favelas.
Acredito que as causas da violência são mais culturais e sociais do que o número de filhos, sem condições sociais de uma vida em comunidade, com serviços públicos, emprego, estudo ou mesmo uma família.
Mas fica o registro da coragem do governador. Faz bem ao Brasil e à política com P maiúsculo.

Mais uma irresponsabilidade da Folha
Publicado em 25-Out-2007
Com relação à notícia que a Folha deu ontem, com base em informações obtidas de forma ilegal e criminosa...
Com relação à notícia que a Folha deu ontem, com base em informações obtidas de forma ilegal e criminosa, sobre uma suposta doação da Cisco ao PT, hoje, o círculo se fecha. O jornal anuncia hoje, na matéria “Procuradoria investigará elo entre Cisco e PT” (só para assinantes), que o Ministério Público vai investigar a suposta doação da Cisco ao PT, que também, segundo o jornal, estaria ligada a uma licitação na Caixa Econômica Federal. A CEF, no entanto, já declarou que não mantém contratos com a Cisco.
Não há provas, nem indícios, apenas diálogos, segundo a Folha, já que o próprio MP declara hoje que não fez a investigação na época das gravações ou antes da Operação Persona, para não prejudicar o sigilo dos autos. Coisa que a Folha não respeitou.
Pelo resultado de hoje é fácil saber a origem do vazamento ilegal e criminoso para a Folha. Vamos supor que as investigações não provem nada contra o PT ou que o diálogo não corresponda à participação do PT. Quem responderá pelos danos causados à imagem do PT? E se o suposto intermediário que falava em nome do PT for um falsário, um golpista? Como ficamos?

Legtima e necessria negociao entre governo e PSDB
Publicado em 25-Out-2007
Legítima e necessária a negociação entre o governo e o PSDB no caso da CPMF...
Legítima e necessária a negociação entre o governo e o PSDB no caso da CPMF. Discute-se como vincular a aprovação da CPMF a mais recursos para a saúde, o que envolve a aprovação da Emenda 29. Com esse diálogo, governo e oposição, de forma pública e aberta, negociam legítimos pleitos da sociedade, aumento dos recursos da saúde, e dos governadores e prefeitos, mais recursos para a saúde nos estados e municípios. Com isso, ganham todos, principalmente o país.
Aliás, na reunião do presidente Lula com os empresários, o que vimos foi um apoio silencioso à CPMF por parte da maioria, sem que isso signifique concordância com a excessiva carga tributária. Mas, para decepção de certos articulistas e jornais, o empresariado não transformou a CPMF na cruzada que certos setores da oposição, do empresariado paulista e do nosso partido da imprensa tentaram, sem sucesso, armar no país nas últimas semanas.
Se tem um imposto que precisa permanecer é a CPMF. Não é regressivo, ajuda a combater a sonegação e atinge uma parcela pequena da sociedade. Sem prejuízo da reforma tributária, das desonerações - já são 36 bilhões de reais no governo Lula - e do não aumento da atual carga tributária, o que levará, com o crescimento do PIB, a uma queda significativa da relação carga tributária-PIB.

A fora do mercado de capitais no Brasil
Publicado em 25-Out-2007
O sucesso da abertura do capital da própria Bovespa ontem
O sucesso da abertura do capital da própria Bovespa ontem - 6.625 bilhões de reais - só confirma o que temos dito aqui nesse blog. O Brasil caminha para ter um dos maiores mercados de capitais do mundo e financiar seu desenvolvimento, com investimentos não apenas no sistema bancário público e privado, mas principalmente no mercado de capitais. A transferência de recursos hoje aplicados, por diferentes mecanismos, em títulos públicos para a Bolsa já é uma realidade.
Para se consolidar precisa que a taxa Selic continue a cair e que a inflação continue sob controle.
Entre as razões que permitiram esse extraordinário avanço estão as mudanças legais e as reformas realizadas pelo governo Lula no mercado de capitais.
Que se faça justiça.
Indiciamento sem sentido
Publicado em 25-Out-2007
Esse é o título da nota divulgada ontem pelos advogados da ex-diretora da ANAC...
Esse é o título da nota divulgada ontem pelos advogados da ex-diretora da ANAC, Denise Abreu, sobre o pedido de seu indiciamento pela CPI do Apagão Aéreo do Senado Federal.
Leiam a íntegra da nota:
“Foram meses de investigação, dezenas de depoimentos, milhares de declarações à imprensa. O nome da ex-diretora da Agência Nacional da Aviação Civil, ANAC, Denise Abreu, apareceu nas mais estapafúrdias acusações, todas falsas e já refutadas. Em suas costas buscaram largar todas as mazelas da aviação brasileira, incluindo as evidentes deficiências da infra-estrutura, os problemas das empresas, os trágicos acidentes com centenas de vítimas e a dor dos familiares. Em nome de desvio de assunto tentaram envolvê-la como "lobista" em um caso de um aeroporto do interior de São Paulo, do Governo do Estado, e junto ao qual ela não tinha ou teve a menor inferência. Escarafuncharam sua vida, questionaram suas amizades, seus hábitos, sua família. Classificaram-na como insensível, terrível, mandona, entre outras adjetivações nada gentis.
Denise Abreu, uma entre cinco diretores da ANAC, agência com direção colegiada e decisões colegiadas, acabou renunciando. Que aconteceu? A não ser por ela vir respondendo e se defendendo serenamente aos inquéritos civis e administrativos, onde certamente provará sua total isenção, nada mudou.
Os aviões continuam dando problemas, os aeroportos também. Decisões que o ministro anuncia em um dia, no outro são esquecidas.
Agora, o relatório final da CPI do Apagão Aéreo do Senado recomenda seu indiciamento. Da direção da ANAC, só o nome de Denise Abreu. O outro nome, do procurador Paulo Roberto, aparece apenas, claramente, para dar respaldo ao que o relator anuncia como fraude processual, falsidade ideológica e, pasmem, improbidade administrativa! Denise Abreu não teve qualquer favorecimento, político, financeiro ou de status. Ao contrário, sua determinação, experiência, poder de decisão e reconhecida competência como servidora pública (por governos de partidos como o PSDB e PMDB, inclusive), que deveriam ser motivo de louvor, servem como desculpas para levar-lhe aborrecimentos.
Um documento visivelmente inacabado, colocado sem autorização da diretoria no site da agência, surgiu num processo discutido em uma reunião onde ela apenas esteve presente como representante da diretoria da ANAC. Ela ficou sabendo de detalhes do documento apenas em julho (depois do acidente e quando vieram as primeiras acusações).
Em outro momento, o brigadeiro José Carlos Pereira dá entrevista e, para fugir do assunto Infraero, que era da sua responsabilidade, assaca calúnias contra ela. Retratou-se publicamente depois, na própria CPI. Os sigilos bancário, telefônico e fiscal de Denise Abreu foram quebrados sem fundamento - por perseguição, são solicitados os dados a partir de 2003, sendo que a ANAC foi criada em 2006. Nada é encontrado. Há, no relatório, páginas 44 e 45, clara afirmação neste sentido: "O empresário venceu a licitação, mas 'não levou'. O aeroporto não tem condições de receber aviões de carga e ainda depende de aprovação de estudo de impacto ambiental (EIA-RIMA) para a extensão da pista e a construção do terminal alfandegado. O fato foi esclarecido na CPI e o Brigadeiro José Carlos Pereira retratou-se na oitiva do dia 16 de agosto. A análise dos sigilos de Denise Abreu não mostrou qualquer relacionamento com o episódio." Está escrito lá, no relatório desta CPI. O Brigadeiro José Carlos Pereira se retratou e, mesmo que não o tivesse feito, as investigações comprovaram que Denise Abreu nada teve a ver com o caso do aeroporto do interior paulista.
Tudo vem apontando - inclusive as entrevistas do relator são neste sentido - para delinear como erro humano a causa do desastre ocorrido com o avião da TAM, em julho, em São Paulo. Não tem, portanto, nada a ver com documento algum, muito menos com um documento não válido, como foi explicado inúmeras vezes.
Por que Denise Abreu está com o indiciamento pedido? Por que só Denise está respondendo pela ANAC, sendo que o próprio presidente continua no comando da agência? Por que a insistência do relator em listá-la ao lado de outros nomes da Infraero, acusados de lesar a população, o Erário? Por que os outros diretores da ANAC, sobre os quais pesaram algumas acusações, mereceram referências no relatório, mas verdadeiro indulto no final das investigações? Qual o interesse político em pesar a mão contra Denise Abreu?
Um pedido de indiciamento sem sentido, enfim. Apenas comprova o que vem sendo dito há meses, sobre o que vinha acontecendo na CPI: execração única e exclusiva da mulher que ousou ser competente e que, infelizmente, foi fotografada com um charuto, uma fumaça de alívio em uma madrugada onde acabava de ser debelada uma revolta militar entre controladores aéreos. Ela está sendo crucificada porque, ao longo de sua gestão, ousou discordar de alguns, jamais defendeu interesses externos de qualquer ordem e porque esteve presente onde outros deveriam estar, mas não tiveram coragem.
E por não ter perdido a dignidade”.

A morte de um grande msico
Publicado em 24-Out-2007
A música popular brasileira perdeu, no domingo, um dos seus grandes expoentes...

A música popular brasileira perdeu, no domingo, um dos seus grandes expoentes, com a morte, aos 88 anos, do violonista César Faria, líder do histórico grupo Época de Ouro e pai do sambista Paulinho da Viola. Liderado por Faria desde o início da década de 70, o Época de Ouro é um dos mais importantes grupos instrumentistas da história da música brasileira.
César Faria iniciou os estudos de violão aos 17 anos e sempre dizia ter grande orgulho de ser pai de Paulinho da Viola, com quem, habitualmente, dividia o palco e as gravações. Nos últimos tempos, devido à idade e aos problemas de saúde, ele vinha sendo substituído na banda de Paulinho da Viola pelo neto, o também violonista João Rabello, como aconteceu nas gravações do recém-lançado "Acústico MTV".
O Época de Ouro foi criado em 1964 por Jacob do Bandolim, que morreu em 1969. O grupo, então, deixou de se apresentar e não gravou novos discos. Mas, retomou as atividades em 1973, já sob a direção de Faria. O conjunto teve grande importância no movimento de resistência do choro, na década de 60.
Manifesto minha solidariedade à Paulinho da Viola e seus familiares e com esse registro presto uma homenagem à César Faria pela sua importância para a música popular brasileira, tendo influenciado várias gerações de violonistas.

PF indicia prefeito de Floripa
Publicado em 24-Out-2007
A matéria “PF indicia prefeito de Florianópolis na Operação Moeda Verde”, da Folha de hoje...
A matéria “PF indicia prefeito de Florianópolis na Operação Moeda Verde”, da Folha de hoje (só para assinantes) informa que a Polícia Federal em Santa Catarina indiciou o prefeito de Florianópolis, Dario Berger, do PMDB, mas que foi eleito pelo PSDB, em conseqüência da Operação Moeda Verde.
Deflagrada em maio, a operação apurou denúncias de fraudes na liberação de licenças ambientais a projetos imobiliários.
Berger é apontado como suspeito de crime contra a administração pública e meio ambiente, formação de quadrilha, corrupção passiva, advocacia administrativa e falsidade ideológica. De acordo com a PF, em conversas interceptadas, ele parece acertar a criação de uma lei para que haja quitação das dívidas de empresários do setor de hotelaria com a prefeitura.
Amaznia sem cana-de-acar
Publicado em 24-Out-2007
O governo precisa agir, e parece que vai, aumentando os recursos para o Plano de Prevenção...
O governo precisa agir, e parece que vai, aumentando os recursos para o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento. E precisa intervir em Rondônia. Não tem jeito. O governador Cassol é um caso perdido. O governo precisa, também, publicar logo, e não no segundo semestre de 2008, como está previsto, o zoneamento agrícola e proibir, simplesmente proibir, o plantio de cana-de-açúcar na Amazônia.
O Brasil não precisa disso. Tem terras suficientes para aumentar sua produção de etanol, sem afetar a Amazônia. Mais recursos, aplicação da lei sem dó, mais presença do Estado na Amazônia e uma política permanente e com recursos para o desenvolvimento sustentável.
Caso contrário vamos continuar com nossa imagem internacional péssima, apesar do extraordinário avanço no governo Lula - o desmatamento caiu de 27 mil quilômetros para 14 no ano passado e esperamos que caia para 9 mil em 2007 e que em 2010 seja zero, essa sim é uma meta que vale a pena perseguir. Mas, repito, precisamos de mais recursos e mais apoio ao Ministério do Meio Ambiente e ao Ibama. E leis que sejam cumpridas.
Começando com a intervenção em Rondônia e o zoneamento agrícola. Nada de cana-de-açúcar na Amazônia. Zero de etanol na Amazônia.

Continua a campanha contra o PT
Publicado em 24-Out-2007
A Folha de hoje publica, com manchete de primeira pagina, matéria que se apóia em informações exclusivas...
A Folha de hoje publica, com manchete de primeira pagina, matéria que se apóia em informações exclusivas, vazadas para o jornal, de um inquérito que corre em segredo de justiça. Até quando? É ilegal, mas o jornal não está nem aí. Campeia a impunidade no país no que diz respeito aos deveres legais da imprensa que, aos poucos, vai se tornando um poder acima da lei e um instrumento de pressão sobre os poderes da República, numa violação flagrante da Constituição e dos direitos individuais.
No caso concreto, a manchete diz tudo - "Gravação da PF sugere doação de 500 mil ao PT". Ou seja, um escândalo sem precedentes acaba, na Folha, ligado ao PT, cai no colo do PT, como se diz em linguagem popular, e assim a imprensa continua sua campanha contra o PT. Já que não podem atingir Lula e seu governo, querem que o PT não seja em hipótese alguma beneficiário dos 8 anos de sucesso de Lula, que não receba o mesmo apoio popular que o presidente e, principalmente, que a classe média odeie o PT, que deve se tornar um símbolo da corrupção.
A verdadeira notícia, que é o escândalo do arquivamento da representação do PSOL contra o ex-governador do PSDB mineiro, ex-presidente do PSDB e atual senador, Eduardo Azeredo, pela Mesa do Senado, não importa as razões, fica em segundo plano.
Valesse esse mesmo critério - jurídico, parlamentar, regimental, não sei qual prevalece para o Senador Renan Calheiros - ele não teria sido sequer investigado pelo Senado. Nem vou falar do meu caso, já que a decisão do STF, que mudou a jurisprudência de décadas e autorizou a Câmara dos Deputados a me processar, ainda que estivera licenciado do mandato de deputado, anula totalmente essa decisão da Mesa do Senado.
Para refrescar a memória, o STF, decidiu, é só ler os votos e a decisão final, que o decoro acompanha o parlamentar antes e depois do mandato. Logo, não há como se sustentar a decisão da mesa do Senado. Não é a primeira. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o mesmo que me condenou, sem provas, já arquivou representações com o mesmo argumento.

Mais um ataque dos EUA a Cuba
Publicado em 24-Out-2007
Respondendo ao apelo de Fidel Castro para suspender o bloqueio contra Cuba...
Respondendo ao apelo de Fidel Castro para suspender o bloqueio contra Cuba, condenado quase por unanimidade pelas Nações Unidas, o governo norte-americano lançará uma campanha contra Cuba, com o nome enganoso de Fundo da Liberdade. O objetivo é a intervenção aberta e descarada nos assuntos internos de Cuba e mais uma tentativa para derrubar o governo do país.
Independente da opinião que tenhamos sobre Cuba e seu sistema político, essa decisão do governo norte-americano é mais um fantasma da guerra fria que não levará a nada e não contribuirá absolutamente nem um pouco com Cuba e seu povo. Trata-se de mais uma tentativa de legalizar uma intervenção aberta e ilegal em Cuba. Seja com bolsas de estudos ou doação de computadores, seja com um chamado direto à juventude e aos militares para se rebelarem, todo o projeto é uma violação aberta das leis internacionais e uma aberração.
O que os EUA e Cuba precisam é do fim do embargo, do bloqueio econômico e o restabelecimento das relações entre os dois países. Essa sim seria uma medida revolucionária que mudaria radicalmente Cuba, mas poria um fim no grande negócio que é a política americana de bloqueio a Cuba e de apoio a oposição cubano-americana de Miami.
Uma pena.

Provocaes
Publicado em 24-Out-2007
Vai ao ar hoje, às 23h30, pela TV Cultura, a segunda parte da minha entrevista...
Vai ao ar hoje, às 23h30, pela TV Cultura, a segunda parte da minha entrevista ao teatrólogo Antônio Abujamra, no programa Provocações. Na primeira parte da entrevista, exibida na semana passada, falei sobre a situação do Brasil, disse que tanto a educação como o país de uma forma geral estão melhorando, reafirmei minha inocência em relação as acusações feita contra mim e aceitas pelo STF, falei sobre a corrupção no Brasil e sobre fatos marcantes de minha trajetória política.
No programa de hoje continuo a conversar com Abujamra sobre a situação do Brasil, sobre educação, saúde e meio ambiente, falamos sobre a América Latina, sobre todos os políticos de esquerda da América do Sul, sobre as dificuldades de Cuba e a dignidade do povo cubano, entre outros assuntos.
Se você não viu o programa da semana passada, veja o vídeo no YouTube: Parte 1, Parte 2, Parte 3.
Medidas positivas para melhorar o ambiente de negcios
Publicado em 24-Out-2007
Registro três importantes acontecimentos para a economia brasileira e para o país...
Registro três importantes acontecimentos para a economia brasileira e para o país. A Câmara dos Deputados aprovou a MP que permite o repasse dos recursos aos Estados e Municípios, sem considerar os limites e restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal. Com isso, agora, esses recursos são considerados "obrigatórios" e não transferências "voluntárias", sujeitas às regras da LRF. A oposição, é claro, votou contra.
No Senado foi aprovado o projeto de lei sobre pregão eletrônico, já amplamente utilizado no governo Lula e em alguns governos estaduais e municipais. Outra importante lei para o PAC foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Um projeto do governo que autoriza a utilização do pregão para obras, com valor inferior a 3,4 milhões de reais, e serviços de engenharia. Mas aqui o governo foi derrotado. A oposição conseguiu inverter a ordem do pregão. O governo queria avaliar primeiro o preço menor e, depois, a fase documental, análise técnica, econômica e fiscal dos documentos. A oposição conseguiu inverter a ordem, permitindo, assim, a continuidade da guerra de liminares que paralisa toda licitação e pregão no Brasil. Vitória do atraso.
Por fim, foi sancionada pelo presidente a legislação que protege e incentiva os setores econômicos afetados pelo câmbio - couros, têxtil, confecções, calçados, madeira e móveis de madeira. Juros menores via BNDES, suspensão da cobrança do PIS e COFINS e IPI na compra de insumos e bens de capital, retorno imediato dos créditos do PIS-COFINS.
Como vemos, são medidas que vão melhorar o ambiente de negócios e incentivar as empresas. Mais investimentos, proteção ao emprego e mais crescimento econômico.

O tormento dos juros altos
Publicado em 24-Out-2007
Para se ter uma idéia do que estamos falando quando protestamos pela interrupção da queda da taxa Selic...
Para se ter uma idéia do que estamos falando quando protestamos pela interrupção da queda da taxa Selic, basta ver os dados divulgados pelo Banco Central. Nos primeiros 10 dias de outubro, a taxa média dos juros cobrados pelos bancos era de 35,7% - 46,4% para as pessoas físicas e 23,5% para as pessoas jurídicas. Ou seja, com uma inflação de 4%, pagamos juros de 20% e 40%, os maiores do mundo. E isso porque nos primeiros nove meses desse ano os juros médios caíram 4,3%.
Assim não dá.
É por isso que precisamos de mais concorrência no sistema bancário, mais fiscalização e uma taxa Selic de 9% imediatamente.
Mesmo levando em consideração que temos outras opções de empréstimos e financiamentos com juros menores na economia brasileira, como a TJLP do BNDES, os juros do BB para a agricultura, os juros da CEF para habitação, que são civilizados, a grande massa de pequenos e médios empresários do país, dependem do mercado real, esse dos juros médios de 35%, o que acontece também com o consumidor, o cidadão, sem falar no juros do cheque especial e do crédito pessoal, astronômicos.
Daí a necessidade de um banco público que financie a micro e pequena empresa a juros compatíveis com suas necessidades e realidade. Seria uma solução para a atual situação, até que os juros caiam aos padrões internacionais.
Ou o Brasil acaba com os juros altos, sem falar na carga tributária, ou eles acabam com o Brasil? Tal como a dengue?

As capitanias do prefeito Csar Maia
Publicado em 23-Out-2007
Não deixem de ler no Globo de hoje o artigo "As capitanias do prefeito"...
Não deixem de ler no Globo de hoje o artigo "As capitanias do prefeito", um retrato verdadeiro e impiedoso do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, que mantém um ex-blog onde critica diariamente tudo, menos o seu Governo. O artigo foi escrito pela vereadora carioca tucana, Andréa Gouvêa Vieira.
Veja um trecho: “Nos últimos sete anos, o prefeito Cesar Maia transformou a cidade em capitanias hereditárias, repartindo-a em feudos políticos na mais antiga tradição coronelista do Nordeste, mas com a competência, agora política, que nunca lhe faltou quando foi o gestor-gerente”.
“Com o prefeito Cesar Maia, a única forma de avaliar seu governo, além da percepção de que se trata de um governo virtual, é lançar o olhar sobre suas novas alianças, seus ex-desafetos, com quem ele aprendeu as lições da "política" e esqueceu o que sabia de gestão”.
Confira !
Os planos de Teresa Cruvinel para a TV Pblica
Publicado em 23-Out-2007
Vale a pena ler a entrevista “Tereza Cruvinel fala sobre TV pública e desabafa...
Vale a pena ler a entrevista “Tereza Cruvinel fala sobre TV pública e desabafa: "Trabalhar no governo não é demérito para ninguém", da jornalista Teresa Cruvinel, presidente da Empresa Brasil de Comunicação, que vai gerir a TV Pública, no portal da Revista Imprensa. Na entrevista, ela fala sobre seus planos à frente da TV Pública, rebate as críticas da oposição e diz que trabalhar no governo não é demérito para ninguém.
Promotor persegue militante petista
Publicado em 23-Out-2007
A notícia foi publicada apenas no Novo Jornal, de Minas Gerais...
A notícia foi publicada apenas no Novo Jornal, de Minas Gerais. Luiz Fernando Carceroni, um dos fundadores do PT, está indignado com a atuação do promotor de Justiça, Árlen de Oliveira Fernandes, que o denunciou por ter falsificado e divulgado a “Lista de Furnas” para o colunista Élio Gaspari, em janeiro de 2006. O documento cita políticos responsáveis pelo recebimento dos recursos de caixa dois de Furnas e de empresas públicas e privadas.
Segundo o promotor, “a divulgação resultou na entrada da “Lista de Furnas” em sites da internet, tornando-se impossível conter sua ampla visualização e propagação, mesmo em jornais de grande circulação, ante o domínio público da rede digital”.
“A impressão que fica é que estão querendo me usar como bode expiatório. Se esta lista já era do conhecimento da Polícia Federal desde outubro de 2005, sendo citada, inclusive, em inúmeros jornais da época, como eu posso ficar responsabilizado pela sua divulgação?”, questionou Carceroni, destacando que “o caso aparenta ser uma coisa armada para implicar apenas uma pessoa do PT”.
O militante petista esclareceu que, de fato, enviou um documento para o jornalista Élio Gaspari, que, por sua vez, nunca citou nada a seu respeito. Carceroni disse que também enviou a “Lista de Furnas” à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Controladoria Geral da União em dezembro de 2005. “Exerci meu dever cívico ao denunciar e pedir investigações do documento, contendo fatos gravíssimos”, declarou.

27 anos de cadeia para o assassino da irm Doroty
Publicado em 23-Out-2007
Rayfran das Neves Sales foi condenado ontem, por unanimidade, a 27 anos de prisão pela morte da irmã Dorothy...
Rayfran das Neves Sales foi condenado ontem, por unanimidade, a 27 anos de prisão pela morte da irmã Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, em Anapu (PA). Ao ser interrogado, Rayfran disse ter matado a freira a tiros, mas negou que tivesse sido contratado por fazendeiros para assassiná-la.
Para o Ministério Público Estadual, a morte de Stang foi encomendada por R$ 50 mil. A defesa de Rayfran alegou que ele cometeu o crime porque estava em estado de ameaça intensa.
O julgamento de ontem, em Belém (PA), foi o segundo de Rayfran. Ele já havia sido julgado pela morte da irmã em dezembro de 2005 e condenado a 27 anos de reclusão. Como a pena excedeu 20 anos, ele teve direito a um segundo julgamento.
O fazendeiro Vitalmiro Moura, apontado como um dos mandantes do crime, foi julgado em maio deste ano e condenado a 30 anos de prisão. Ele aguarda um novo julgamento. Regivaldo Galvão, também acusado de ser um dos mandantes, ainda não foi julgado. Moura e Galvão negam as acusações.
Dorothy foi morta aos 73 anos com seis tiros quando se dirigia a uma reunião com agricultores em Anapu. Ela era americana naturalizada brasileira e atuava havia 40 anos na organização de trabalhadores no Pará.
Agora, falta condenar o mandante. Sem impunidade, sem volta ao coronelismo e a pistolagem de aluguel.

Tribunais no obedecem a Justia
Publicado em 23-Out-2007
A Folha de hoje informa, na matéria “Tribunais descumprem decisões do CNJ...
A Folha de hoje informa, na matéria “Tribunais descumprem decisões do CNJ” (só para assinantes), que os Tribunais de Justiça não cumprem decisões do Conselho Nacional de Justiça, respaldadas pelo Supremo Tribunal Federal, proibindo a contratação de parentes, nepotismo e o pagamento de benefícios, auxílio moradia, acima do teto salarial de R$ 24.550.
É o caso de perguntar: se os Tribunais não cumprem as decisões do próprio Supremo Tribunal Federal por que nós, simples mortais, devemos cumprir?
Meirelles nega divergncia com Mantega
Publicado em 23-Out-2007
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou, segundo a matéria...
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, negou, segundo a matéria “BC nega divergências sobre fundo” do Estadão de hoje (só para assinantes), divergência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre os fundos soberanos de investimentos, conforme comentamos ontem aqui no blog. "Eu e o ministro Mantega falamos a mesma coisa. Estamos absolutamente sintonizados", disse Meirelles em relação à destinação de excedente de reservas
As afirmações de Meirelles foram confirmadas por Mantega. "Não há absolutamente nenhum descompasso para o fundo soberano entre o que o presidente Meirelles defende e aquilo que eu defendo", afirmou o ministro, após participar de evento para investidores em Washington. De acordo com o ministro, a criação do fundo não colocará um limite para a acumulação de reservas.
Segundo Mantega, "as duas equipes estão trabalhando juntas". "Então o descompasso é fictício. Como não definimos as regras do fundo, fica essa especulação." Os dois afirmaram que as reservas serão acumuladas até certo nível, ainda não definido, e, a partir de então, começa-se a formar o fundo soberano.

Tendncia da capacidade instalada cair
Publicado em 23-Out-2007
Segundo a matéria "Em 2008, efeito maior na indústria", do Estadão de hoje...
Segundo a matéria "Em 2008, efeito maior na indústria", do Estadão de hoje (só para assinantes), os investimentos na economia brasileira, que estão aumentando a um ritmo quase três vezes superior ao da produção industrial, farão com que a ocupação da capacidade instalada comece a cair em meados de 2008, reduzindo a ameaça inflacionária e permitindo que a economia cresça a um ritmo mais rápido de forma sustentável. Essa é a conclusão de um estudo do economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú. "Grande parte do investimento de 2006 e 2007 ainda não maturou, mas os seus efeitos devem começar a ser sentidos a partir de 2008", diz Bicalho.
A ocupação da capacidade instalada é uma das principais preocupações do Banco Central, que decidiu interromper a queda da taxa básica, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária da semana passada. A Selic está em 11,25% ao ano. Na visão tradicional dos economistas, a demanda aquecida faz com que as indústrias operem próximo do limite da sua capacidade produtiva. Se a demanda segue crescendo e a indústria não consegue produzir mais, a tendência é que os preços subam.
Ou seja, não há nada que justifique a decisão do Copom de suspender a queda das taxas de juros, da Selic. Pelo contrário, poderia até reduzi-la em 0,50% duas vezes ainda esse ano, e terminaríamos o ano com 10,25%, para uma inflação de aproximadamente 4%, 6,25% de juros reais, com uma queda significativa no serviço da dívida interna em 2008.
Bom para o país, ruim para os rentistas.

Devemos aproveitar a situao externa favorvel
Publicado em 23-Out-2007
O Banco Central informa que o Brasil já recebeu US$ 258 bilhões em investimentos diretos...
O Banco Central informa que o Brasil já recebeu US$ 258 bilhões em investimentos diretos e tem uma dívida externa de US$ 183,1 bilhões. Ou seja, temos um saldo positivo entre a dívida pública e privada externa comparada com o estoque de investimentos estrangeiros no país.
Na verdade, o saldo positivo é maior se levarmos em conta os depósitos de brasileiros no exterior (os legais, lógico), que devem estar na casa dos US$ 120 bilhões. Fora nossas reservas, que hoje já passam dos US$ 165 bilhões, e logo, logo serão maiores do que nossa dívida externa publica e privada, e o saldo de US$ 42 bilhões na Balança Comercial.
Quer dizer, apesar do aumento das importações e das viagens para o exterior e da queda das exportações, nosso superávit ainda é significativo e nossa situação externa confortável.
Mas isso não significa que podemos baixar a guarda ou conviver com juros altos e câmbio valorizado. A experiência do passado nos aconselha aproveitar os anos de bonança internacional e resolver nossos problemas internos, infra-estrutura, educação, impostos, gestão pública, garantindo um novo patamar para nossa indústria e o fortalecimento de nosso mercado interno, via criação de empregos e distribuição de renda.

Mais um alerta sobre os juros altos
Publicado em 22-Out-2007
Vale a pena ler a entrevista “Diretor do Ipea defende limite de gastos com juros”...
Vale a pena ler a entrevista “Diretor do Ipea defende limite de gastos com juros”, publicada na Folha de domingo (só para assinantes). É uma boa entrevista, onde o diretor de estudos macroeconômicos do Ipea, João Sicsu, coloca os pintos nos is, e afirma que a economia vai bem, mas existem duas fragilidades: a taxa de juros ainda é muito alta, e a taxa de câmbio demasiadamente valorizada.
A mdia precisa de regras
Publicado em 22-Out-2007
O jornalista Paulo Henrique Amorim reproduziu em seu blog Conversa Afiada um discurso...
O jornalista Paulo Henrique Amorim reproduziu em seu blog Conversa Afiada, com o título "Blair: a mídia precisa de regras", um discurso do ex-primeiro-ministro inglês, Tony Blair, feito no dia 12 de junho, na Agência Reuters, em Londres, que merece ser lido e refletido.
Vejam o que disse o ex-primeiro-ministro inglês: “Comentário é algo perfeitamente respeitável no jornalismo. Desde que seja separado. Opinião e fato deveriam ser claramente separados. A verdade é que uma grande parte da mídia hoje simplesmente não separa mais fato de opinião e se comporta como se isso fosse muito natural. Em outras palavras: isso (misturar fato com opinião) não é exceção. É rotina”.
“Confiar nos jornalistas não é muito diferente de acreditar nos políticos (...). Há um desejo pela imparcialidade (..) A mídia vai temer qualquer ameaça de diminuição das vendas. Mas o caso é o contrário. Eles precisam reafirmar suas próprias vendas com a distinção entre notícia e opinião. E terá que, inevitavelmente, mudar esse caminho. O marco regulatório, de algum modo, pedirá essa revisão”, acrescentou.
Concluindo: “Uma maneira precisa ser encontrada (para regular a relação mídia-atividade pública.) Eu realmente acredito que essa relação entre vida pública e meios de comunicação se danificou, a ponto de exigir reparação. Esse dano corrói a crença e o auto-conhecimento do país; ela solapa a avaliação de si mesmo, suas instituições e, acima de tudo, reduz nossa capacidade de tomar as decisões certas, com o objetivo de construir um futuro melhor”.
Como disse Paulo Henrique Amorim no seu blog: “Se pronunciasse esse discurso no Brasil, Blair seria considerado estalinista, chavizta”.
Realmente, é para ler e refletir.

Os desafios liberdade de expresso no Brasil
Publicado em 22-Out-2007
Vale a pena ler o artigo “O relatório da Article 19 e a grande mídia brasileira”...
Vale a pena ler o artigo “O relatório da Article 19 e a grande mídia brasileira”, do pesquisador do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília, Venício A. de Lima, publicado no Observatório da Imprensa, onde ele analisa as conclusões do relatório de levantamento feito no Brasil pela Diretora Executiva da Article 19 - uma organização de direitos humanos fundada na Inglaterra em 1987 que atua em vários países na promoção e proteção do direito à liberdade de expressão - com o objetivo de "analisar o atual estado da liberdade de expressão, inclusive da liberdade de informação”.
O relatório identifica os seis maiores desafios à liberdade de expressão no Brasil, entre eles, a “ausência de um marco legal adequado, com leis que datam de um período não democrático e normas que se encontram técnica e tecnologicamente ultrapassadas”, e “as ameaças ao pluralismo e à diversidade na mídia, causadas pela ausência de políticas regulatórias que apóiem os radio-difusores independentes, e por um elevado grau de concentração da propriedade dos meios de comunicação social”.
E faz seis recomendações: O Relatório inclui também um conjunto de recomendações, entre elas: a adoção de um marco legal adequado, a criação de um sistema público de radiodifusão, maior apoio à radiodifusão comunitária, investigação de casos de violência contra jornalistas, uma maior articulação entre os diferentes mecanismos de monitoramento de violações contra a liberdade de imprensa e a adoção urgente de um regime de acesso à informação pública.
No artigo, Venício diz que a grande mídia brasileira ignorou cinco dos seis itens relatados no texto, e conclui que “a grande mídia brasileira usa da omissão deliberada de informações para proteger seus interesses contrariando a liberdade de expressão e os direitos da cidadania de acesso à informação”.

Mais irregularidades dos tucanos mineiros
Publicado em 22-Out-2007
A Folha de domingo publicou três matérias...
A Folha de domingo publicou três matérias – “Auditoria aponta gasto irregular de Azeredo”, “Ex-governador de MG diz que gestão era autônoma” e “Valério dominou as licitações do 1º governo Aécio” (só para assinantes) – revelado irregularidades nos gastos de publicidade dos governos tucanos em Minas Gerais.
Segundo a matéria principal, auditorias da Secretaria da Fazenda de Minas, feitas de 1997 a 2000 e que examinaram os gastos de publicidade do governo Eduardo Azeredo (1995-1998), apontaram despesas irregulares de R$ 9,97 milhões - entre os quais prevalecem pagamentos às agências SMPB e DNA, de Marcos Valério.
A questão ainda depende de julgamento definitivo do TCE-MG, tribunal que tem entre seus sete conselheiros dois ex-deputados beneficiados (segundo a Polícia Federal) por recursos do valerioduto tucano, um ex-líder do PSDB na Assembléia e a mulher de Clésio Andrade (ex-vice de Aécio e ex-sócio de Valério).
O valerioduto tucano, segundo a PF, foi um esquema operado por Valério, por meio de suas agências, para ocultar origem e destino de ao menos R$ 28,5 milhões em recursos públicos desviados e verbas privadas não-declaradas à Justiça que financiaram, em 1998, a campanha à reeleição de Azeredo, hoje senador, e aliados.
Entre as irregularidades apontadas nas cinco auditorias estão pagamentos a mais, promoção de autoridade em publicidade estatal, gastos sem empenho (reserva orçamentária) prévio, apresentação de fatura como comprovante de despesa (o correto é nota fiscal) e serviços sem comprovação.
O senador Eduardo Azeredo afirmou que os gastos de publicidade de sua gestão em Minas "eram geridos por setores específicos e autônomos do governo". Na mesma linha, apontou autonomia do setor financeiro de sua campanha à reeleição ao governo em 1998 ao negar participação no suposto esquema do valerioduto tucano.
A revista Isto É, no entanto, publicou um recibo, datado de 13 de outubro de 1998, assinado por Eduardo Azeredo, onde ele atesta que recebeu R$ 4,5 milhões da SMP&B e DNA, por intermédio do coordenador de sua campanha eleitoral, Cláudio Mourão da Silveira, “para saudar compromissos diversos”.
Entre 2004 e 2005, os pagamentos do governo mineiro às empresas de Marcos Valério SMPB Comunicação e DNA Propaganda somaram R$ 30,3 e R$ 8 milhões, respectivamente. Das 14 maiores campanhas publicitárias do governo em 2004, que totalizaram de R$ 21,8 milhões, SMPB e DNA ficaram com R$ 10,6 milhões (49%).

Outra denncia contra os tucanos paulistas
Publicado em 22-Out-2007
A matéria “MP apura favorecimento do governo a ONG ligada a tucanos”, do Estadão de hoje...
A matéria “MP apura favorecimento do governo a ONG ligada a tucanos”, do Estadão de hoje (em área aberta a não assinantes) informa que o Ministério Público Estadual investiga as relações do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transportes e Meio Ambiente (Idelt) com o governo paulista e prefeituras. O Idelt é uma organização não governamental criada pelo tucano Alberto Goldman, vice-governador paulista, por Frederico Bussinger, ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo, e Thomaz de Aquino Nogueira Neto, atual presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), entre outras pessoas ligadas ao setor de transporte público e ao PSDB. É presidido pela mulher de Bussinger, Vera Bussinger. E recebeu pelo menos R$ 5 milhões dos cofres públicos nos últimos sete anos.
Promotores querem saber se houve superfaturamento dos contratos e favorecimento da organização não governamental ligada ao PSDB. São analisados ao menos 16 contratos e aditamentos, parte sem licitação, com Dersa, Sabesp, Secretaria Estadual do Trabalho, prefeituras de São Paulo e Carapicuíba, segundo publicações do Diário Oficial do Estado. As contratações referem-se a cursos de qualificação profissional como assistente administrativo, reciclagem de lixo, conservação, limpeza e formação de mão de obra para fazer calçadas (calceteiro), além de assessoria técnica em transporte público e programas de água de reúso. A Dersa alega que não havia necessidade de licitação pelo fato de o instituto ter notória especialização nos setores em que atua.
Já pensou se fosse com alguém ligado ao PT? Seria a manchete principal de vários jornais. Mas, como é com os tucanos, apenas o Estadão deu a notícia, com uma chamadinha bem escondida na primeira página.

Juzes que querem ser faras
Publicado em 22-Out-2007
O Poder Judiciário vai gastar R$ 1,2 bilhão na construção de três suntuosas sedes de tribunais...
O Poder Judiciário vai gastar R$ 1,2 bilhão na construção de três suntuosas sedes de tribunais com suspeitas de desperdício de dinheiro público, direcionamento de licitações e superfaturamento. Os custos estimados pelos tribunais poderão aumentar até o final das obras. É o que revela a Folha de hoje, na matéria “Judiciário vai gastar R$ 1,2 bi para construir três tribunais” (só para assinantes).
Segundo a matéria, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, ocupará, na nova sede do Tribunal, cuja obra custará R$ 489,8 milhões com área total de construção maior do que a do Superior Tribunal de Justiça, um gabinete quatro vezes maior do que o do presidente Lula.
Já a construção da nova sede do Tribunal Superior Eleitoral, com 7 ministros e 792 funcionários, tem um custo estimado de R$ 336,7 milhões. O Ministério Público Federal pediu a suspensão das obras e a anulação da licitação para a construção por suspeitas de superfaturamento e gastos excessivos.
E o Tribunal de Justiça de Minas Gerais realiza controvertido processo de escolha da empresa para construir a nova sede, calculada em R$ 364 milhões. Uma comissão de licitação formada por desembargadores renunciou depois de apontar ilegalidades no edital. O Ministério Público Estadual apura eventual improbidade.
Esses três casos, revelados pela Folha, mostram exemplos concretos de desperdício de dinheiro público exatamente por quem mais deveria zelar pela completa probidade na administração pública.

Fundos Soberanos, reservas, FMI e soberania
Publicado em 22-Out-2007
A discussão pública entre o presidente do Banco Central e o Ministro da Fazenda...
A discussão pública entre o presidente do Banco Central e o Ministro da Fazenda sobre a constituição de um Fundo Soberano Brasileiro para inversões no exterior é bem vinda, mas precisa ser transparente. Segundo a imprensa, o presidente do BC, Henrique Meirelles, não concorda que os recursos para o Fundo venham das reservas do país. O Ministro Guido Mantega, discorda, mas não tanto. Diz que virão quando as reservas forem maiores que a dívida externa do país.
Primeiro, a dívida externa do país está negociada e sendo paga. Segundo, acredito que mais da metade dela é dívida das empresas, que têm recursos aplicados no exterior. Acredito, também, no mesmo valor da dívida privada, para diferenciar da dívida externa do setor público, do governo.
Outro problema são os critérios técnicos internacionais. Tudo bem que o Brasil os siga, mas francamente presidente Henrique Meirelles, os Fundos Soberanos e as Agências de avaliação risco não têm sido um bom exemplo de critério técnico ou mesmo de excelência atuarial e de risco. Basta ver a recente crise no mercado imobiliário americano e a atuação das agências de risco e dos fundos de investimentos. Até o Banco Central Europeu e o FMI criticaram as agências e os bancos. Para não dizer que fraudaram, vamos falar que enganaram seus clientes, os bancos internacionais, que agora têm de ficar com o mico. Sem falar no déficit gêmeos dos Estados Unidos, fiscal e comercial, insustentável segundo os critérios que o FMI utiliza para nossas economias.
Nós somos países em desenvolvimento, temos que construir nossos próprios critérios técnicos e nossas próprias avaliações, com rigor e normas, mas nossas. Hoje, inúmeros países em desenvolvimento não crescem porque não têm crédito, estão no limite de endividamento, segundo o FMI, o BIRD-BID, e outras instituições internacionais.
Mas, sem empréstimos, não podem crescer. Não têm petróleo, energia, portos, rodovias, educação, saneamento, água, logo, um beco sem saída.
É preciso romper paradigmas e criar Fundos e Bancos que financiem esses países. O FMI e a dupla BIRD-BID precisam ser reformados, democratizados e reorientados. Estamos em outro século e em outra economia. Essa é a verdade nua e crua.
Não se pode esquecer que o mundo árabe hoje conta, não só como produtor de petróleo, mas como financiador e comprador, com economias que se desenvolvem, fora a China e a Índia. Ou seja, um outro mundo. Não o que deu razão para o surgimento do FMI, do BIRD,do BID.
Daí a importância do Banco do Sul e do Fundo Soberano que o Brasil quer criar.
Quanto às divergências entre Meirelles e Mantega, quem resolverá será o presidente Lula. Por mais sensatas que sejam suas opiniões, o Brasil precisa assumir seu papel no mundo. O resto já conhecemos. É a submissão que nos custou tão caro no passado.

Expectativa de ms notcias
Publicado em 22-Out-2007
A expectativa é de que a ata do Copom, a ser divulgada na quinta-feira, trará más notícias...
A expectativa é de que a ata do Copom, a ser divulgada na quinta-feira, trará más notícias. Tudo indica que nossa autoridade monetária está na linha de suspender a queda da taxa selic por três ou quatro reuniões do Comitê de Política Monetária. Ou seja, ficaremos nos 11,25%, 7,25% real, pelo menos até o primeiro semestre de 2008. O presidente do Banco Central está exultante a se dá ao luxo de fazer humor com a intenção, vontade, decisão, o que seja, do presidente Lula de reduzir os juros ainda essa ano até 6% real. Quer dizer, acredita que é ele que governa o Brasil, que ele é que foi eleito.
A parada do Banco Central, além do efeito na taxa de câmbio, o que nos custará muito no futuro, é um desastre em termos de Bolsas de Valores, da construção de um mercado de capitais no Brasil, onde as empresas possam se financiar com a poupança nacional a juros internacionais e não os do nosso mercado interno, com "spread" de 12%, 15%.
Dezenas, e no futuro centenas de bilhões de reais, que estavam prontos para migrar para a Bolsa, ficam paralisados, não entendem os sinais do Copom.
A sinalização é que o Brasil não pode e não deve crescer mais que 3,5% - volta o fatídico PIB potencial -, já que a inflação está sob controle, a não ser que a banda de 2% seja para inglês ver, e não para valer.
Assim, nosso Banco Central, além de dar um tiro no pé, com a taxa cambial super avaliada, ainda desestimula o mercado de capitais brasileiro, nosso verdadeiro instrumento de financiamento dos investimentos, ao lado do BNDES e dos bancos públicos, BB e CEF e privados.
Para onde vamos?

Nova era no Corinthians
Publicado em 20-Out-2007
O novo presidente do Corinthians, Andres Sanchéz, eleito para substituir Alberto Dualib...
O novo presidente do Corinthians, Andres Sanchéz, eleito para substituir Alberto Dualib, que renunciou depois de ser denunciado por irregularidades cometidas na administração do clube e ser alvo de um movimento de impeachment liderado pelos torcedores – o Fora Dualib!, que eu apoiei desde o primeiro momento – começa a mostrar que está mesmo disposto a promover uma grande transformação, para melhor, no segundo clube mais popular do Brasil.
Ele anunciou ontem o nome do economista Luís Paulo Rosemberg como o novo vice-presidente de marketing do Corinthians.
Foi uma escolha acertada e que, certamente, ajudará muito a recuperar a imagem, o prestígio, a credibilidade e a força do Corinthians, depois da trágica gestão de Alberto Dualib.
Luís Paulo Rosemberg, um respeitado, sério e competente economista, ficará responsável por projetos importantes, como o da incubadora de jogadores, a construção de um novo estádio, a negociação com a TV, a colocação de ações na Bolsa de Valores e outras ações de marketing, como, por exemplo, a criação do sócio-torcedor.
Ao aceitar a indicação, Rosemberg anunciou que vai convidar as boas cabeças de todas as alas do Parque São Jorge para integrar sua equipe de trabalho e dar total transparência às suas ações.
Como corinthiano, saúdo a escolha de Rosemberg para vice-presidente de marketing e lhe desejo boa sorte no seu trabalho. Com a certeza de que ele ajudará a democratizar, modernizar e a fortalecer ainda mais o Corinthians.
A Fiel Torcida merece!

O adeus a Jos Aparecido
Publicado em 20-Out-2007
Morreu ontem, em Belo Horizonte, aos 78 anos, o ex-ministro da Cultura no governo José Sarney...
Morreu ontem, em Belo Horizonte, aos 78 anos, o ex-ministro da Cultura no governo José Sarney, e ex-governador do Distrito Federal, José Aparecido de Oliveira.
José Aparecido iniciou sua carreira política em Minas e, eleito deputado federal, ganhou projeção e destaque no cenário nacional pela sua habilidade no trato e na prosa política. Ex-deputado cassado, da UDN, ele foi escolhido pelo presidente Jânio Quadros para ser o seu secretário particular e se transformou num dos mais íntimos colaboradores de Jânio.
Político habilidoso, ético, antenado com as coisas do seu tempo e com excepcional visão do futuro, José Aparecido se notabilizou por ter conquistado o título de Patrimônio Cultural da Humanidade para Brasília, quando governou o Distrito Federal, e por ter sido o primeiro ministro da Cultura do Brasil. Foi também embaixador do Brasil em Portugal, tendo sido um dos incentivadores e fundadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
A morte de José Aparecido deixa uma lacuna na política brasileira. Seu talento, sua habilidade e seu espírito público nos farão falta.

Democracia, mas nem tanto
Publicado em 20-Out-2007
A matéria “Promotor quer chefiar Ministério Público de SP”, do Estadão de hoje...
A matéria “Promotor quer chefiar Ministério Público de SP”, do Estadão de hoje (só para assinantes), informa que os promotores de Justiça querem poder conquistar o cargo mais elevado da instituição, o de Procurador-Geral, e para alcançar seu objetivo estão dispostos até a ir à Justiça para mudar o texto da Lei Orgânica da instituição, em vigor há 14 anos.
A Lei Complementar 734/93 (Lei Orgânica do Ministério Público paulista) impõe que só podem disputar a eleição de mandatário máximo da instituição os procuradores de Justiça, que são 202. A cada dois anos é eleito o procurador-geral. Ele é nomeado pelo governador, que escolhe o nome de uma lista tríplice eleita pela classe. Os promotores, que são 1,8 mil, podem votar, mas não podem disputar. Apenas em 7 Estados prevalece tal restrição.
Promotores e procuradores possuem as mesmas prerrogativas e vedações. A diferença está apenas na área de atuação. Aqueles exercem sua função perante o primeiro grau da Justiça. Os outros atuam nos tribunais.
A mobilização ganhou apoio da Associação Paulista do Ministério Público, que deverá contratar um advogado, ex-corregedor da instituição, para propor ação direta de inconstitucionalidade da Lei Orgânica.
Os promotores argumentam que o modelo em vigor não oferece oportunidade de renovação na cúpula do Ministério Público, que é o guardião da democracia e fiscal da lei, segundo a Constituição. Eles sustentam que tal situação compromete a independência do organismo.
Na carta, os promotores “clamam por imediata igualdade”. Segundo eles, “já não há o que justifique” que apenas procuradores possam ocupar o máximo cargo. “É inegável que os promotores têm hoje plena visão da instituição e claras idéias do que há de ser feito para que as atribuições sejam implementadas no contexto social, político e econômico de São Paulo.”
Essa é mais uma face escondida do Ministério Público, como as prerrogativas e foro privilegiado, que seus integrantes têm, mas escondem da sociedade. Democracia, mas nem tanto. E ainda falam em privilégios dos outros.

Um caso explcito de quebra de decoro parlamentar
Publicado em 20-Out-2007
As matérias “Senador tem curso superior só para ele”, da Folha de hoje...
A matéria “Senador tem curso superior só para ele”, da Folha de hoje, e "Procuradora quer extinguir aula privativa de Perillo", do Estadão (só para assinantes), mostram um caso explícito de quebra do decoro parlamentar, de um absurdo privilegio concedido ao senador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás.
Uma ação civil pública, apresentada na 9ª Vara Federal, em Goiânia, pela procuradora Mariane Guimarães de Melo Oliveira quer acabar com o curso especial de Direito que a Faculdade Alves Faria (AlFa) abriu neste ano para atender uma turma especialíssima, formada apenas pelo senador tucano e sua mulher, Valéria. Segundo a procuradora, o curso violou o “princípio de igualdade” a todos os cidadãos, definido pela Constituição e normas da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. “Ele tem uma sala de aula só para ele, professores só para ele, horário de acordo com a conveniência dele às segundas-feiras, sextas-feiras e sábados pela manhã, e ainda não fez vestibular; isso é tratamento diferenciado”, disse a procuradora.
A faculdade justificou a turma especial por ser o seu aluno “famoso e carismático”, o que criaria “tumulto na escola”. Segundo o Ministério da Educação e conforme documento anexado ao processo judicial, o curso foi justificado e liberado oficialmente por “não haver óbices”. A única restrição foi a de que tanto os alunos quanto a faculdade deveriam respeitar a carga horária e a assiduidade.
Na ação, a procuradora pede a extinção do curso e da turma. Ou, como alternativa, que seja providenciada a abertura da turma especial para os demais alunos. “A Constituição fala sobre o tratamento isonômico, um princípio de igualdade a todos os cidadãos”, explicou.
Seria engraçado, se não fosse escandaloso.
Com a palavra, o Conselho de Ética do Senado Federal e o Ministério da Educação.

O pas precisa de uma lei que resolva a dvida das empresas com os Estados
Publicado em 20-Out-2007
Volta a discussão sobre os precatórios, que são as dívidas da União, Estados e Municípios...
Volta a discussão sobre os precatórios, que são as dívidas da União, Estados e Municípios a partir de decisões judiciais, geralmente as chamadas de natureza alimentar, na verdade a maior parte de diferenças de vencimento, e não alimentar, geralmente de desapropriações. A União, os Estados e Municípios não pagam e devem legalmente obedecer a ordem cronológica das decisões judiciais. São Paulo, por exemplo, está pagando os precatórios de 1997, são cerca de 16 bilhões de reais. Os entes federados estão obrigados a pagar um décimo por ano dos precatórios não alimentares e obedecer a ordem cronológica nos de natureza alimentar.
No Senado, existe uma Proposta de Emenda Constitucional que autoriza a pagar os precatórios de natureza alimentar fora da ordem cronológica e, entre outras medidas, cria um leilão desses créditos que servirão para pagar outras dívidas com o Estado, por exemplo de impostos.
Acabar com a ordem cronológica permitirá pagar em alguns anos 80% do total de precatórios de natureza alimentar. Inclusive já existe uma decisão do STF, um voto do ministro Eros Grau, que deveria ser estendido para todo o país, que autorizou uma empresa do Rio Grande do Sul a quitar uma dívida de ICMS com o Estado com créditos de precatórios.
Já é hora de o país ter leis e mecanismos para um encontro de contas de todos os créditos e dívidas, não apenas dos precatórios. Por exemplo, do crédito de quase 12 bilhões de reais que as empresas exportadoras têm contra os Estados, que poderiam ser leiloados e utilizados para pagar dívidas fiscais.
Na verdade, o país precisa também de uma legislação que possibilitasse às empresas a quitar suas dívidas fiscais com uma redução drástica das multas e juros para iniciarmos uma nova fase na vida das empresas brasileiras.
Isso é possível porque o país tem a inflação sob controle e um mercado de capitais e mecanismos para criar um mercado com essas dívidas e créditos, que seriam leiloados com deságios e todos ganhariam. Os governos e as empresas.
Pior é ficarmos aprovando Refis e renegociações a cada crise ou pela pressão dos grupos mais influentes e organizados, como os ruralistas.
Começar pelos precatórios é importante, mas precisamos de uma lei geral que limpe a contabilidade e possibilite às empresas reiniciar investimentos, criando mais empregos e riquezas para o país.

Na mosca
Publicado em 20-Out-2007
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou duramente ontem o FMI, numa entrevista coletiva...
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou duramente ontem o FMI, numa entrevista coletiva, não só pelas avaliações equivocadas e desnecessárias sobre o Brasil, mas pela morosidade de sua reforma. O atual Diretor-Geral, o espanhol Rodrigo de Rato, sai sem apresentar uma proposta de mudança do Fundo, como havia se comprometido, e arranhado, principalmente, pelos erros do passado e do presente da instituição.
O último desses erros foi a avaliação precipitada de que a crise imobiliária dos Estados Unidos produziria uma recessão mundial. A verdade é que o FMI como existiu até hoje, como um banco de empréstimos para países em crise de divisas e regulador da economia desses mesmos países, não faz mais sentido. Tanto pela rejeição, pelos erros e suas trágicas conseqüências - cujo maior exemplo é a Argentina, um caso clássico, como pela nova situação mundial.
Quem hoje precisa do FMI é os Estados Unidos, não somente pelo déficit gêmeos, comercial e fiscal, mas também pelos graves desvios de suas agências de avaliações de risco, pelos descaminhos de seu mercado imobiliário e pelo descontrole de seus fundos.
Tanto isso é verdade que alguns bancos do país acabaram de criar um Fundo de 100 bilhões de dólares para sanear as conseqüências da crise no mercado imobiliário.
Melhor seria que diretoria do FMI se dedicasse não a fazer previsões equivocadas sobre a economia mundial e brasileira, mas a propor a reforma tão esperada na entidade multinacional, começando por democratizá-la e pondo fim ao critério ridículo de que seu presidente só pode ser europeu ou norte-americano, uma herança bem típica da guerra fria.
No nosso caso, melhor faríamos se construíssemos na América do Sul um organismo próprio, como fez a Ásia, para substituir as funções do FMI, para termos nosso próprio Banco de Reserva, de empréstimos aos países membros, buscando inclusive uma política macro- econômica comum e uma moeda comum no futuro.

E a reforma poltica?
Publicado em 20-Out-2007
Um terremoto, mas é como não tivesse acontecido nada...
Um terremoto, mas é como não tivesse acontecido nada. Assim foi a semana depois da decisão do TSE estendendo a fidelidade partidária aos senadores e ocupantes de cargos executivos – prefeitos, governadores e Presidente da República, o que era óbvio.
No Senado, uma reação emocional, aprovando uma emenda do senador Marco Maciel, confusa e de difícil aplicação legal e ainda contestada pela Câmara dos Deputados, que dá como imediata a perda do mandato, contrariando decisão do STF, que deu direito de defesa ao parlamentar, em cada caso.
Reforma política que é bom, nada.
Na imprensa, todos apóiam a decisão do TSE, mesmo ressalvando que, na prática, a Justiça está legislando, e todos se dão conta de que falta o principal: o financiamento público e uma mudança no sistema de eleição, seja o voto em lista fechada, seja o voto distrital misto proporcional. Sem falar no fim das coligações proporcionais, uma aberração bem brasileira.
Vai se formando, também, o consenso de que a reforma política só será feita por plebiscito ou uma Constituinte exclusiva, que a atual Câmara dos Deputados dificilmente fará uma reforma política, pelo menos se depender da maioria de seus membros, muito à vontade com o atual sistema, que levará, inexoravelmente, a uma grave crise institucional.
É só esperar para ver.

TV Cmara debate concesses de canais
Publicado em 19-Out-2007
Domingo é o Dia Nacional Contra a Baixaria na TV....
Domingo é o Dia Nacional Contra a Baixaria na TV. E o tema da campanha, este ano, é a renovação das concessões de Rádio e TV. Este é o assunto do programa Ver TV especial deste domingo, às 13h, ao vivo. O programa será transmitido simultaneamente por uma rede de emissoras educativas e legislativas, além da TV Câmara, TV Justiça e TV Nacional.
A campanha é promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, juntamente com mais de 60 entidades. O debate contará com as presenças de César Bolaño - jornalista formado pela USP, doutor em economia pela Unicamp, professor da Universidade Federal de Sergipe e do programa de pós-graduação da UnB; Deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG), da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara; Paulo Roberto Vieira Ribeiro - diretor-geral da TVE de Salvador (BA) e vice-presidente de Programação da Associação Brasileira das Emissoras Públicas Educativas e Culturais (ABEPEC).
O VER TV especial terá ainda participações de representantes de movimentos sociais e minorias em diversos pontos do país. Eles vão dizer se as emissoras comerciais, que detém as concessões públicas, os retratam ou não em suas programações. De Mato Grosso, será discutida a questão dos índios na mídia. De São Paulo, as mulheres. Da Bahia, as minorias sexuais. Do Ceará, os jovens. E, do Rio Grande do Sul, os negros.
A apresentação é de Lalo Leal, sociólogo, jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. O objetivo é conscientizar a população a participar do esforço por uma televisão mais comprometida com a ética, a qualidade e a diversidade, uma TV que respeita o direito humano à comunicação.
A campanha "Quem financia a baixaria é contra a cidadania" defende como principal critério para as outorgas e renovações das concessões públicas a democratização e uma programação educativa, artística, cultural e informativa que promova a cultura nacional e regional; que estimule a produção independente, a regionalização da produção cultural e que respeite os valores éticos e sociais da pessoa e da família.

Enfim, a TV pblica
Publicado em 19-Out-2007
O Brasil é assim, demora, mas, acontece. Finalmente, vamos ter a TV pública...
O Brasil é assim, demora, mas, acontece. Finalmente, vamos ter a TV pública. Mais do que isso, um sistema público de comunicação – agência de notícias, rádios, TV –, com um Conselho Curador de 20 membros (um representante dos funcionários, os ministros da Cultura, Comunicação Social, Educação e Ciência e Tecnologia, e 15 membros da sociedade civil indicados pelo presidente da República). O nome oficial é Empresa Brasil de Comunicação - EBC, mas vem sendo chamada pela mídia de TV Pública, porque nossa elite sabe o que conta, onde está o poder ou os meios para nele se perpetuar. É a TV, idiota, diria o norte-americano.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, onde falo sobre a criação da TV Pública no Brasil, na seção Artigos do Zé.
Desafio
Publicado em 19-Out-2007
Ou o Brasil acaba com a dengue...
Ou o Brasil acaba com a dengue ou a dengue acaba com o Brasil.Será?
O silncio dos cemitrios
Publicado em 19-Out-2007
Não me conformo e quero protestar contra o silêncio da sociedade diante das cenas e dos fatos...
Não me conformo e quero protestar contra o silêncio da sociedade diante das cenas e dos fatos exibidos e descritos, em cadeia nacional pelos meios de comunicação, esta semana. Jovens de uma favela do Rio de Janeiro, provavelmente de um grupo criminoso e talvez eles mesmo criminosos, fugindo do cerco policial, perseguidos pelo ar por um helicóptero da PM carioca, desarmados, mas sendo caçados por policiais, como animais, até a morte.
Morte ou assassinato? Nem os animais são mais caçados assim nos Safáris na África. Até mesmo nas guerras existem convenções, como a de Genebra, que classificam como crime de guerra, por exemplo, a execução de pilotos que caem em território inimigo e não reagem, se entregam. Embora o que se vive nas grandes cidades brasileiras não seja exatamente uma guerra institucionalizada, os criminosos não podem ser simplesmente assassinados, como animais, o que não acontece nem nas guerras.
O que significam essas cenas que assistimos? Que a PM do Rio de Janeiro não fará mais prisioneiros, executará a todos? Para onde vamos? O que pretendem as autoridades com isso? Por que esse silêncio no país? Onde estão as entidades de direitos humanos? O governo? As igrejas?
Alguém tem dúvida da inutilidade de tal comportamento das autoridades? Além da barbárie, elas vão se igualar aos criminosos? Vão desrespeitar as leis que juraram obedecer? Vamos voltar aos tempos da ditadura, quando valia tudo contra a “subversão”, tortura, assassinato, desaparecimento, seqüestro, prisão ilegal, escuta ilegal, julgamentos políticos?
A prática da tortura como instrumento para se combater o crime organizado também parece que já está praticamente institucionalizada em muitas das nossas polícias, e não revoltam mais a sociedade. O filme Tropa de Elite, por exemplo, que tem provocado tanto debate e discussão, mostra friamente essa institucionalização da tortura policial, e não se ouviu nenhuma voz de protesto contra isso, o que chocou o próprio roteirista do filme, o ex-capitão do Bope do Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel, que disse em reportagem da revista Brasileiros: “O que mais me surpreende é a reação do público: ninguém se choca com as cenas de tortura policial. Eu não esperava. Sequer tocam no assunto, como se ela não existisse no filme. É um pacto velado da população com a tortura”.
Esses métodos não derrotarão o narcotráfico e a bandidagem, nem darão à sociedade uma sensação de segurança. São geralmente feitos para efeitos midiáticos, vingança ou acerto de contas.
Para combater as quadrilhas e o crime organizado é mais importante o trabalho de inteligência, mudanças no Código Penal que garantam a punição dos criminosos e aperfeiçoamento do sistema carcerário para que haja lugar para todos em condições decentes. Sem falar na importância da presença do Estado nos morros e favelas, com eficientes políticas públicas de educação, saúde, lazer e cultura, principalmente para a juventude, como forma de cortar os laços de dependência e até mesmo gratidão que ligam as comunidades aos chefes do tráfico e que acabam funcionando como um escudo protetor para os bandidos.
Além disso, a tolerância à esse tipo de ação policial é perigosa porque desenvolve uma cultura nefasta. Hoje são possíveis traficantes, amanhã a polícia se sentirá à vontade para fazer o mesmo em qualquer circunstância. O narcotráfico não pode ser pretexto para a violação de direitos humanos, assim como o terrorismo serve de pretexto para os Estados Unidos invadir países pelo mundo afora, afrontando a soberania nacional dessas nações
E mais. É uma ilusão acreditar que assim se combate o crime organizado. Está errado. Mais cedo do que pensam os responsáveis por tal barbárie, as conseqüências surgirão. Todos nós conhecemos, é a atávica máxima do olho por olho, dente por dente, que tanto mal já causou à humanidade. É a banalização da violência.
Não aprendemos.

Ministros do STF batem boca
Publicado em 19-Out-2007
A Folha de hoje, na matéria “Ministros do STF discutem em sessão e Eros Grau sai do plenário”...
A Folha de hoje, na matéria “Ministros do STF discutem em sessão e Eros Grau sai do plenário” (só para assinantes), noticia que os ministros do STF travaram novo bate-boca e um dos protagonistas, Eros Grau, saiu do plenário por minutos em protesto contra intervenções sistemáticas dos colegas, principalmente de Cezar Peluso e Joaquim Barbosa.
Eles discutiam um processo cujo desfecho pode resultar na exoneração de 126 defensores públicos de Minas Gerais contratados sem concurso. Grau, relator do caso, sugeriu que eles permaneçam por mais 24 meses. Ao final, Grau desabafou: "Ainda bem que minha mãe já se foi, porque, se ela estivesse assistindo a isso, quando eu chegasse em casa levaria uns tapas por ter sido mal-educado, mas não fui sozinho".
Inicialmente, ele ameaçou: "Se os senhores não me deixarem falar, vou embora". Minutos depois, saiu. Marco Aurélio pediu que ele ficasse. A presidente do STF, Ellen Gracie, tentou contornar o mal-estar. Coube a Carlos Alberto Menezes Direito, amigo de Grau, atuar como bombeiro. Ele saiu do plenário no mesmo instante e convenceu Grau a retornar. Anteontem, o mesmo processo já havia provocado bate-boca entre Grau e Peluso.

O fim do imposto sindical
Publicado em 19-Out-2007
Que precisa acabar, precisa. Se de forma gradual ou de uma vez, como faz a emenda aprovada...
Que precisa acabar, precisa. Se de forma gradual ou de uma vez, como faz a emenda aprovada na Câmara dos Deputados no projeto de lei que reconhece as Centrais Sindicais, é outro problema. Mas nós do PT e da CUT, que sempre defendemos o fim do imposto sindical compulsório, não podemos apenas denunciar e protestar pelo "oportunismo", "busca de notoriedade" ou o quer que seja, do deputado que apresentou a emenda.
É verdade que não se pode acabar apenas com o imposto sindical compulsório dos sindicados de trabalhadores. É preciso que se elimine também essa aberração nos sindicatos patronais. Sindicatos devem ser mantidos por seus filiados e por contribuições decididas em convenções, assembléias e consultas aos trabalhadores. Ou seja, por livre e espontânea vontade de seus filiados ou quando o conjunto da categoria é beneficiada por uma convenção coletiva ou uma negociação sindical.
Vamos ser coerentes com nossa histórica luta contra o peleguismo e os sindicatos dirigidos pelo Estado. Um mínimo de compostura faz bem.

Mais um abuso do Ministrio Pblico
Publicado em 19-Out-2007
Até quando? Continua o abuso de autoridade por parte do Ministério Público Federal...
Até quando? Continua o abuso de autoridade por parte do Ministério Público Federal com as ações de improbidade administrativa. No próprio STF já surgiram críticas de vários ministros ao MPF pelo uso indevido dessas ações, com acusações explícitas e públicas de intenção política e ate mesmo eleitoral.
Agora é o MPF de Santa Catarina que entra com uma ação de improbidade administrativa contra o presidente da Petrobras, por repasses ao Projeto Baleia Franca, desenvolvido pela Coalizão Internacional da Vida Silvestre. Segundo o MP, "inexiste qualquer comprovação científica da mínima validade técnica dos trabalhos desenvolvidos pela Coalizão. José Truda, seu criador e único titular, sequer ostenta qualquer formação técnica à atuação ecológica".
Não é o que revelam as informações e os fatos. José Truda foi indicado pelo Itamaraty para a Comissão Internacional da Baleia, e a Petrobras contesta as alegações do MP, segundo a Folha de hoje, na matéria "Empresa nega irregularidades em patrocínio" (só para assinantes). O projeto visa à preservação do segundo cetáceo mais ameaçado de extinção e é considerado referência na preservação de espécies marinhas, além de contar com o apoio de diversas instituições nacionais e internacionais, inclusive do Ibama.
Como vemos, mais um caso quase cômico da atuação do MPF, se não fosse tragicômico, já que mais uma vez expõe uma autoridade e uma empresa publicamente como praticando atos ilícitos, sem nenhuma prova ou indício. Parece falta do que fazer ou uma busca desenfreada por holofotes.
O grave é que esses abusos não são punidos. Quando processados, os procuradores respondem agressivamente que estão protegidos pela Constituição. Estão?
Veja os trabalhos da ONG Baleia Franca no seu site.

Mais um cinismo tucano
Publicado em 19-Out-2007
É inacreditável. O governador tucano de São Paulo e todos os integrantes de seu governo...
É inacreditável. O governador tucano de São Paulo e todos os integrantes de seu governo, começando pela secretária da Educação, batem na tecla de que salário maior não significa melhor ensino. Como vemos, um cinismo sem precedentes, mas que é tratado com leniência, para dizer o mínimo, pela mídia.
Querem que todos acreditemos que a qualidade do ensino em SP é melhor do que em Estados onde se paga melhor os professores. Eles precisam é voltar à escola, aos bancos escolares para aprender e reaprender a respeitar o cidadão e o eleitor.
São Paulo está em 10.o lugar, mesmo com a gratificação, no pagamento do salário para o professor iniciante e isso é uma vergonha, principalmente em se tratando do Estado mais rico e mais desenvolvido da Federação. Nada justifica essa distorção e cabe ao governo corrigi-la e não ficar dando desculpas cínicas, esfarrapadas e desrespeitosas à inteligência do respeitável público.
Uma leitura obrigatria
Publicado em 18-Out-2007
Leitura obrigatória, para não esquecer, o artigo “Kirchner soube responder a indignação”...
Leitura obrigatória, para não esquecer, o artigo “Kirchner soube responder a indignação”, na Folha de hoje, de Horácio Verbitsky. Expõe de forma didática e histórica como o presidente Kirchner enfrentou as pressões militares e ameaças de golpe, decapitou toda cúpula militar no início de seu governo, fez valer a justiça e pôs fim à impunidade, apoiando a Suprema Corte que declarou nula todas as leis de auto-anistia dos crimes da ditadura militar. Só por isso já merece eleger Cristina Kirchner.
Mais uma da "eficincia" tucana
Publicado em 18-Out-2007
Para ficar registrado. O Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB...
Para ficar registrado. O Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, enviou à Assembléia Legislativa de Minas Gerais um projeto de Lei Complementar efetivando 98 mil servidores sem concurso. 98% da educação e 25 mil em fase de aposentadoria. O projeto foi aprovado e vai à sanção ou veto, já que a ALMG pegou carona no trem da alegria e incluiu 499 funcionários da própria Assembléia.
Estreitando relaes com a frica
Publicado em 18-Out-2007
A atual viagem do presidente Lula à África reflete concretamente sua liderança mundial...
A atual viagem do presidente Lula à África reflete concretamente sua liderança mundial. É um fato real e não pode ser negado nem pela oposição. A aliança Brasil, Índia, África do Sul, que dá coesão ao G-20, é uma realidade e mudou as negociações na OMC e nos acordos de Doha. A proposta do Presidente Lula de um mercado comum entre o Mercosul , Índia e países da África é uma iniciativa que pode abrir novos caminhos para uma maior integração brasileira na África. Estamos retomando uma política que sempre foi do interesse nacional, tanto assim que se consolidou nos governos militares, quando praticamente apoiamos a descolonização da África e estabelecemos relações com as ex-colônias Angola, Moçambique e Guiné Bissau, além de Cabo Verde.
É de nosso interesse nacional aumentar cada vez mais nosso comércio com a África e nossos investimentos nos países africanos, particularmente Angola e Moçambique. Temos interesses de petróleo e gás na Nigéria e na Argélia e somos parceiro da maioria dos países na assistência técnica e ajuda humanitária. Nossas empresas estão investindo, construindo e prestando serviços em vários países e nossas relações políticas e culturais são uma realidade histórica.
O Brasil é um país culturalmente africano e não devemos e não podemos abrir mão dessa realidade histórica. Pelo contrário, temos que resgatá-la e preservá-la. Por isso, destaco essa extraordinária viagem do presidente Lula à África e os acordos que assinou com a Índia e a África do Sul e com os países que visitou.

Na contra mo do Copom
Publicado em 18-Out-2007
A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a redução dos juros de sete tipos de empréstimos...
A Caixa Econômica Federal anunciou ontem a redução dos juros de sete tipos de empréstimo para pessoas físicas e de três para empresas.
Para o empréstimo consignado (com desconto em folha) e operações de antecipação do 13º salário, as taxas serão reduzidas já a partir de amanhã. Nas operações de 25 a 36 meses do consignado, o juro cai de 3,61% para 2,99% ao mês. No consignado para aposentados, a taxa foi mantida em 0,92% nas operações de seis meses e em 2,30% nas de 36 meses.
Nas operações com a pessoa jurídica, a taxa dos empréstimos para capital de giro da linha de crédito especial empresa será reduzida na próxima segunda-feira, de 1,65% para 1,55% ao mês.
A taxa do micropenhor vai cair de 2% para 1,8% ao mês a partir de segunda-feira. Criado há 2,5 anos, esse tipo de crédito tem como alvo a população de baixa renda, com limite de R$ 1 mil e valor médio de R$ 238 por operação.
A partir do dia 1º de novembro, os juros da linha de crédito Giro Caixa Instantâneo serão reduzidos em 1,21 ponto porcentual. Os juros dos empréstimos para desconto de duplicatas e de cheques também serão cortados em novembro.
As decisões da Caixa vão na contra mão do Copom e mostram que é possível sim reduzir as taxas de juro. Nem tudo está perdido. Ainda bem!

Deja Vu
Publicado em 18-Out-2007
O Copom interrompeu a queda dos juros, manteve a taxa selic nos 11,25%...
O Copom interrompeu a queda dos juros, manteve a taxa selic nos 11,25%.
O de sempre. Nada de novo no front. Ou seja, continuamos sem uma política de desenvolvimento, já que as razoes do Banco Central e do Copom são as de sempre. Depois de "avaliar a conjuntura macroeconômica" decide, desta vez por unanimidade, "fazer uma pausa no processo de flexibilização da política monetária".
A palavra flexibilização explica tudo. Flexibilizar a política monetária. Então ela rígida por definição? Mas isso é um absurdo. Não tem nenhuma lógica ou apoio em nenhuma teoria econômica. A política monetária visa manter a estabilidade. Ou seja, a inflação controlada dentro de padrões definidos pelo Conselho Monetário Nacional, que o faz, espero, dentro de uma política de desenvolvimento. No nosso caso, temos uma meta, infelizmente só para a inflação (não temos para o emprego e o crescimento), que é 4,5%, com uma banda de 2% para baixo e para cima. Logo, não temos nenhuma pressão inflacionária. O IPCA, segundo o próprio BC, é de 3,9% para este ano e de 4,3% para 2008. Ou seja, não temos nenhuma pressão inflacionária que justifique a interrupção da queda dos juros - 3% esse ano. A selic caiu de 19,75%, em setembro de 2005, para os atuais 11,25%, em 18 reuniões do Copom.
O outro argumento do relatório de setembro do BC é de que há sinais de que a produção pode não acompanhar a demanda. Ou seja, há dúvidas se nossa indústria expandirá a produção no ritmo necessário para atender a demanda. Quer dizer, há um risco de aquecimento da demanda sem oferta e teríamos pressões inflacionárias.
Acontece que os investimentos vêm crescendo e com o dólar a R$ 1,83 as importações também, atendendo, pelo menos até agora, a demanda nacional. Não há sinais de desabastecimento ou de crise em nenhum setor da economia. Pelo contrário. Há otimismo. Tanto é verdade que, pela primeira vez, o mercado se dividiu com relação à queda dos juros.
Assim, voltamos a estaca zero. Não temos uma política monetária que mereça esse nome, o BC e o Copom estão na contra mão do país e precisam ser mudados.
Repito o que tenho pregado aqui nesse blog. Cabe ao governo e à sociedade, empresariado e centrais sindicais, fazerem um acordo pelo desenvolvimento, cabendo as agências do governo e das empresas o papel de articular políticas para superar os gargalhos do crescimento, com políticas tributárias, tarifárias, de crédito, industrial, de inovação, formação de mão de obra. Ou seja, de planejamento do crescimento e do desenvolvimento do país.
Imaginar ou querer, para acreditar na boa fé dos membros do Copom, que o Brasil cresça sem crises, sem estrangulamentos, é voltar aos tempos do Gosplan, dos planos qüinqüenais na Rússia, como se fosse possível crescer sem crises e falta de produtos e insumos. O problema não é a escassez ou a falta de produtos. O problema é não ter investimentos e projetos, vontade e iniciativa, o que não é o nosso caso.
Tanto o governo como o empresariado estão investindo, produzindo mais e melhor, resolvendo problemas da infra-estrutura e preparando o país para crescer. Quem está fora e contra a maré é o BC. E mais, a taxa selic paga grande parte da dívida interna, a outra é pré- fixada, cujo serviço é pago com o superávit de todo ano. Ou seja, deixamos de investir, cobramos 34% do PIB de impostos em grande parte para pagar o serviço da dívida interna. Só por isso, o BC já devia reduzir a taxa selic, pelo menos para 9%.
É com crescimento que vamos resolver os problemas do país e não com a mediocridade dessa política monetária.
É tão óbvio que não dá para acreditar que o Copom interrompeu a queda da taxa selic. Parece um pesadelo.

A confuso do Senado na fidelidade partidria
Publicado em 18-Out-2007
Faltam liderança e decisão política. O Senado aprovou por 56 votos a zero, 58 no segundo turno...
Faltam liderança e decisão política. O Senado aprovou por 56 votos a zero, 58 no segundo turno, uma Emenda Constitucional que estabelece a fidelidade partidária total. Ou seja, perderia o mandato quem descumprisse uma decisão partidária. Não fica claro, no entanto, se nesse caso perde o mandato ou só em caso de desfiliação. Quer dizer, saiu do partido, perde o mandato. Só em três casos isso não acontecerá: fusão, incorporação ou extinção do partido. É difícil que a Câmara a aprove. É mais um gesto do Senado, gesto atabalhoado, já que a Emenda não deixa claro quando a nova norma entrará em vigor. Já ou depois das eleições de 2008.
A emenda também deixa dúvidas sobre quem assume os mandatos. No caso dos senadores, exige que o suplente seja do mesmo partido. Já no caso dos prefeitos, governadores e presidente, pode ser de outro partido da coligação?
Uma confusão.
A emenda é um avanço ao reconhecer a fidelidade partidária, mas demonstra como o Congresso Nacional está dividido, já que a Câmara aprovou e remeteu ao Senado uma emenda que permite a mudança de partido a cada dois anos, nos trinta dias anteriores a um ano das eleições. Um casuísmo de dar vergonha. Mas é, também, uma reação emocional à decisão do TSE.
Melhor seria se as lideranças partidárias e o próprio governo Lula, até mesmo entidades da sociedade, organizassem um fórum e elaborassem um projeto de reforma política amplo, geral e irrestrito que, aprovado pelo Congresso Nacional, seria submetido a um referendo nacional.

Protesto dos servidores da Segurana Pblica gacha
Publicado em 18-Out-2007
Mais de dois mil servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Sul...
Mais de dois mil servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Sul marcharam pelas ruas do centro de Porto Alegre e foram até o Palácio Piratini para exigir melhores salários e a valorização da categoria. Após o Ato, os trabalhadores acamparam em frente ao Palácio e entregaram uma pauta de reivindicações ao governo da tucana Yeda Crusius.
Segundo o deputado estadual Dionilso Marcon, do PT, o governo tucano investiu apenas R$ 4 milhões na Segurança Pública, em 2008, de um total de R$ 83 milhões previstos, enquanto o governo Lula já repassou um montante de R$ 15,4 milhões para investimento no RS em 2007. O parlamentar afirma que mais de 50% da frota da policia está parada por falta de manutenção ou sucateada, a maioria dos coletes à prova de bala estão vencidos, o sistema de comunicação interna da Brigada Militar está inoperante há 6 meses e faltam hoje mais de 11 mil homens na corporação.
Portos brasileiros: anlise e perspectivas
Publicado em 18-Out-2007
"A movimentação de cargas nos dois últimos anos e a perspectiva de um aumento significativo...
"A movimentação de cargas nos dois últimos anos e a perspectiva de um aumento significativo, nos próximos anos, mostram que – ao contrário do que se apregoa – os portos brasileiros e toda a cadeia logística estão conseguindo responder adequadamente à crescente demanda externa e interna, mas há riscos no médio e longo prazos que precisam ser eliminados ou reduzidos".
Leia a íntegra do artigo do consultor em logística e transporte, José Augusto Valente, sobre a situação atual e as perspectivas dos portos brasileiros, na seção Convidado.
TV digital no deve ter bloqueio
Publicado em 17-Out-2007
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou que as emissoras começarão a operar a TV digital...
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou que as emissoras começarão a operar a TV digital no dia 2 de dezembro, em São Paulo, ainda sob a égide da indefinição sobre o bloqueio de conteúdo para reprodução. Ou seja, entram em operação sem que os setop boxes possam ativar a função de
impedir a reprodução.
As emissoras de TV querem que seja revista a decisão do governo de não estabelecer controle no sistema brasileiro de TV Digital, alegando quecontratos internacionais de venda de programação, por exemplo, de eventosesportivos, exigem bloqueio de reprodução. O ministro Hélio Costa disse que, nas próximas semanas, haverá uma reuniãocom o presidente Lula e o Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, integrado por dez ministros, para decidir sobre o assunto, mas deixou claroque isso não impede que a TV digital comece as suas operações no dia 2 dedezembro.
O Comitê de Desenvolvimento da TV Digital decidiu não autorizar o bloqueio as gravações de conteúdo veiculado pelo sistema., por considerar que o bloqueio vai contra os interesses do cidadão e do consumidor, e é um passo atrás em relação à situação atual, onde qualquer telespectador pode gravar um filme, uma novela, os gols da rodada.
O Comitê está certo ao se colocar contra o bloqueio, que só interessa aos grandes distribuidores mundiais de conteúdo. Não deve haver bloqueio para a reprodução doméstica da programação, porque é cercear um importante direito individual. Além disso, com as mídias digitais, que baratearam enormemente o
custo da produção e reprodução e abriram caminho para desenvolvimentos e produções compartilhados, o conceito tradicional de direito autoral começa a deixar de fazer sentido. É preciso debater novas formas de proteção autoral. Bloquear conteúdo certamente não é uma delas.
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Bancos ameaam com tarifas mais altas ainda
Publicado em 17-Out-2007
Fábio Barbosa, presidente da Febrabran, a Federação dos Bancos, diz, candidamente...
Fábio Barbosa, presidente da Febrabran, a Federação dos Bancos, diz, candidamente, que os bancos passaram a ganhar com as tarifas bancárias o que perderam com o fim da inflação, já que ganhavam na diferença entre o que pagavam ou não pagavam, depósitos a vista, e as taxas que cobravam para emprestar, o chamado "floating" da inflação. Diz, como se confessasse, que, se o governo controlar as tarifas bancárias, elas subirão, já que os bancos terão que compensar a falta de flexibilidade na cobrança dos serviços.
Como vemos, estamos no pior dos mundos. Baixar os juros, que é bom, nada. Alegam que a carta tributária é alta, a inadimplência maior ainda e que o governo concorre com a Selic, que agora está a 11,25%, ou seja, 7,25% real. Logo, nada justifica o "spread" cobrado pelos bancos, seus altíssimos lucros. A única coisa maior que o lucro das estradas privatizadas pelos tucanos.
O fracassado show-protesto contra a CPMF
Publicado em 17-Out-2007
A OAB e a Fiesp, organizadoras do “Tributo ao Tributo”, um show-protesto contra a CPMF...
A OAB e a Fiesp, organizadoras do “Tributo ao Tributo”, um show-protesto contra a CPMF, esperavam a presença de 2 milhões de pessoas. Os jornais de hoje falam que o público presente foi de 7 mil, alguns arriscam 15 mil, mas o fato é que ninguém sabia o que era CPMF. Nem o público, nem a maioria dos cantores que animaram o protesto. Custou 300 mil reais. Quem disse que a Ordem e a Federação têm mandato de seus afiliados para fazer um ato como esse? Duvido.
Imagine se fosse uma entidade ligada historicamente ao PT. O MP e a mídia já estariam investigando, ainda mais que foi um senhor fracasso, um desperdício de dinheiro e tempo.
Melhor seria que apoiassem uma reforma tributária e uma mudança na elaboração e execução do Orçamento Geral da União.
Os mandatos executivos tambm so dos partidos
Publicado em 17-Out-2007
Até que enfim. O TSE, só agora, depois de 15 anos, reconheceu que o mandato pertence aos Partidos...
Até que enfim. O TSE, só agora, depois de 15 anos, reconheceu que o mandato pertence aos Partidos. Todos os mandatos. Ninguém entendeu quando restringiu a fidelidade partidária apenas aos parlamentares, pareceu casuísmo, ou temor de enfrentar alguns poderosos do país, alguns grupos políticos, ou de uma crise institucional. Agora, corrigiu o erro e estendeu a fidelidade partidária para todos os cargos eletivos.
Argumentos não faltam. O que não se entende é por que só agora o TSE adotou essa leitura da Constituição. Ou será que o Tribunal está legislando, substituindo a incapacidade do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados na verdade, de legislar e emendar a Constituição?
Mas a questão não está resolvida. A perda do mandato não pode ficar à mercê de decisões judiciais. Cabe ao Congresso Nacional votar uma lei de fidelidade partidária que não deixe margem à dúvidas e estabeleça, como existe em todo o mundo, porque e como se dá a perda do mandato. Os prejudicados que recorram ao Poder Judiciário, mas que fique definido que é o partido que decide a perda do mandato.
Agora, nada impede a Câmara dos Deputados de aprovar o fim das coligações proporcionais, o financiamento público e a lista partidária, até porque com a fidelidade de não adiantará os parlamentares e chefes de executivo se elegerem. Terão que cumprir as decisões das bancadas e as consultas e prévias dos diretórios e congressos partidários.

Tucanos tentam defender o indefensvel pedgio paulista
Publicado em 17-Out-2007
O tucano Alberto Goldman, tinha que vir em defesa dos pedágios do PSDB...
O tucano Alberto Goldman, tinha que vir em defesa dos pedágios do PSDB, e diz que o governo federal está “subsidiando” os pedágios, já que investiu na duplicação das estradas dadas em concessão e cita como exemplo a Fernão Dias. Defende o antigo modelo paulista, de tarifas altíssimas e retorno de 18,5% a 20% para as concessionárias, sem citar que o Governo de São Paulo também investiu nas rodovias Marechal Rondon, D.Pedro, Ayrton Senna, aliás muito mais que o governo federal.
Assim, a diferença não é se o governo investiu ou não na rodovia, o que é obvio, senão ela não existiria, mas qual é a taxa de retorno e o preço do pedágio por km. Fora disso é puro divisionismo para enganar a opinião pública. Ou seja, perda de tempo.
A prova do pudim está em comê-lo. O usuário, o cidadão, paga caríssimo pelos pedágios de São Paulo. Um roubo, para se dizer o mínimo. Mas, agora, pode comparar com os do governo federal e ver, na prática, a diferença entre os dois modelos.
Tanto é verdade que o governo Serra resolveu mudar e vai reduzir pela metade, agora será em média 10%, a taxa interna de retorno, nome bonito para a "margem de lucro" das concessionárias. Ou seja, reconhece que durante 12 anos de tucanato o povo foi garfado em quase 100% na margem de lucro das concessionárias.

Absolvio a jato
Publicado em 17-Out-2007
Para ficar registrado. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, presidido pelo deputado Ricardo Izar...
Para ficar registrado. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, presidido pelo deputado Ricardo Izar (PTB-SP) absolveu, em 30 minutos, sem discussão e por unanimidade (o PT não compareceu), o deputado Paulo Magalhães (PFL-BA) das acusações de receber 320 mil reais da Gautama e de interferência indevida e ilegal em votação no TCU. O acusado não compareceu, nem mandou defesa. O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar, que se reelegeu com o slogan “Esse é ético”, disse, textualmente, como está na Folha de hoje: “Alguns partidos fazem representações como se aqui fosse uma delegacia de polícia".
Que diferença quando se tratava de acusações contra o PT. Uma vergonha.
Uma obra dispensvel e cheia de irregularidades
Publicado em 17-Out-2007
Uma pequena nota na imprensa de hoje revela, o que já se comentava em Brasília...
Uma pequena nota na imprensa de hoje revela, o que já se comentava em Brasília, que a obra da nova sede do TSE, tem irregularidades e muitas, todas apontadas pelo TCU. O Ministério Público Federal pediu à Justiça de Brasília a suspensão das obras e uma nova licitação. Pasmem, o TSE é composto por três ministros do STF e presidido por um deles. A construção de uma nova sede para o Tribunal é totalmente dispensável na opinião, inclusive, de alguns membros do próprio TSE e do Poder Judiciário.
O TSE julga apenas processos referentes a eleições e tem apenas sete ministros, sendo que três são ministros do STF, dois do STJ e dois advogados, com mandato de dois anos, que não precisam deixar suas atividades profissionais para exercer as funções no tribunal. As sessões do TSE são depois das 18 horas. Nenhum dos sete ministros precisa ter gabinete no tribunal e nenhum deles vai lá durante o dia. Não há a menor necessidade de construir um novo prédio para o tribunal e menos ainda com as proporções planejadas.
Aliás, STJ e TST também não precisavam de prédios do porte que construíram e com o luxo que têm. Mas de modo geral a imprensa tem medo de criticar tribunais e juízes, por causa do grande número de processos a que respondem os jornais, revistas e emissoras. Se fosse o Congresso...

Conversa com os leitores
Publicado em 16-Out-2007
Retomo hoje nossa conversa semanal com os leitores, respondendo a alguns comentários recebidos...
Retomo hoje nossa conversa semanal com os leitores, respondendo a alguns comentários recebidos.
Professor Honorato, tratando da reforma política, diz que “o financiamento público das campanhas, vai evitar o inexorável caixa 2 que impele partidos e candidatos a se submeterem ao poder econômico, que em sua maioria se nega apoiar explícita e de forma transparente os partidos e candidatos, com o receio de mais tarde serem citados pela mídia como "patrocinadores" e “apoiadores”. Ele tem toda a razão. O financiamento público de campanha é um instrumento poderoso para eliminar a figura do caixa dois e reduzir a influência do poder econômico nas eleições brasileiras. Ao lado da fidelidade partidária e do voto em lista são mecanismos fundamentais para a modernização do nosso sistema político. Reafirmo que promover a reforma política é mais do que necessário para consolidar a democracia brasileira.
No debate sobre a mídia, Paulo Ribeiro diz que “é urgente implementarmos o Conselho Federal de Jornalismo para que abusos possam ser coibidos e punidos com o devido rigor. Defendo a criação de um Conselho supra-partidário, composto por membros da sociedade civil organizada, a ser implantado junto a todas as empresas jornalísticas”. Sitting Bull, por sua vez, afirma que a “a lei já existe, e chama-se Lei de Imprensa. fora isso é censura”. Paulo Ribeiro, quando o governo Lula tentou criar o Conselho Federal de Jornalismo, por proposta da Federação Nacional dos Jornalistas, foi alvo de violenta campanha, promovida pelos próprios meios de comunicação, contrários à criação do Conselho. A verdade é uma só, qualquer tentativa de regulamentar o exercício do jornalismo no Brasil, por mais tímida que seja, é logo repelida pela mídia, com brande sempre a falsa acusação de censura e atentado à liberdade de imprensa. É preciso lembrar que em vários países desenvolvidos do mundo existem normas de regulação do exercício do jornalismo, códigos de ética que são cumpridos e rigorosas punições para quem os viola. Nem por isso, nesses países há restrições à liberdade de imprensa. Quanto à Lei de Imprensa, meu caro Sitting, ela é um instrumento defasado e de pouca eficácia para punir os excessos cometidos pela mídia.
Sobre a pirataria, Nara questiona: “se até você sabe que feiras de importados são sinônimos de pirataria, não seria obrigação do Estado prevenir e combater tal prática?” E desabafa “vergonha é você pagar altos impostos para que um tal poder o represente e, na ausência do contratado, seja você o delegado, o professor, o médico, o policial”. Você tem razão, Nara. O Estado deveria punir com mais rigor, as irregularidades cometidas nesse setor, mas cabe ao cidadão fazer a sua parte, não comprando produtos piratas, que incentivam à criminalidade e à sonegação.

O novo monoplio da Abril: o da distribuio
Publicado em 16-Out-2007
A Dinap, empresa de distribuição de revistas da Editora Abril, comprou...
A Dinap, empresa de distribuição de revistas da Editora Abril, comprou a distribuidora Fernando Chinaglia e, com isso, vai monopolizar a distribuição de revistas nas bancas de todo o país.
É mais uma tentativa da Editora Abril de monopolizar o mercado editorial de distribuição e uma perigosa ameaça à liberdade de informação. Além de privilegiar a distribuição das publicações da Editora Abril, a empresa pode também boicotar a distribuição de qualquer publicação que contrarie os interesses comerciais, editoriais, empresariais ou políticos da Abril ou simplesmente façam críticas às suas revistas, principalmente a Veja.
As bancas de jornais não podem virar um monopólio de uma única editora.
Com a palavra, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, o ministro Tarso Genro.
Será que uma única empresa tem o direito de controlar a distribuição de informação em pontos de venda?
Mais um exemplo da "transparncia" tucana
Publicado em 16-Out-2007
Prestem atenção. No apagar das luzes do governo Cláudio Lembo, da coalizão tucano-pefelista...
Prestem atenção. No apagar das luzes do governo Cláudio Lembo, da coalizão tucano-pefelista, foram prorrogados os contratos de concessão das rodovias paulistas. Essa decisão está sendo analisada pelo Tribunal de Contas do Estado. As concessionárias estão reivindicando aumento de tarifas ou maiores prazos, falam em reequilíbrio dos contratos, já que, segundo eles, algumas tiveram perdas, outras alegam que os lucros foram menores que o previsto nos contratos.
Acredite se quiser, mas é verdade. Veja a matéria "Prorrogação de concessões em SP é alvo de análise", na Folha de hoje (só para assinantes).
Isso é que é governar com transparência e eficiência, como diz a propaganda tucana na TV e no rádio.
Irresponsabilidade da oposio e da mdia
Publicado em 16-Out-2007
A oposição resolveu brincar com fogo e quer de todo modo rejeitar a prorrogação da CPMF no Senado...
A oposição resolveu brincar com fogo e quer de todo modo rejeitar a prorrogação da CPMF no Senado. Aproveita a crise da instituição e, com o apoio da mídia, que vai tentando comandar o Senado, está construindo um movimento de oposição à contribuição, com apoio do PSDB e PFL, agora DEM, que apoiaram essa mesma CPMF, durante todo o governo FHC. A mídia, aos poucos, vai empurrando os senadores para a irresponsabilidade de não aprovar a CPMF. Ou seja, cortar do Orçamento de 2008 a bagatela de R$ 42 bilhões.
Todos sabem que o governo Lula desonerou mais de 36 bilhões de reais de impostos nos últimos anos, que a CPMF não é um imposto regressivo ou em cascata, que está sendo preparada uma reforma tributária do ICMS, a criação do IVA Estadual e Federal, que o governo tem apoiado os Estados, com investimentos do PAC, aumento de recursos na área da Saúde, autorização de empréstimos, aumento do limite de endividamento para empréstimo de saneamento e habitação, aumento dos recursos da Educação, via Fundeb, aumento dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios. Há uma verdadeira ação de apoio aos Estados e municípios e uma disposição de se discutir o Pacto Federativo tributário e revê-lo.
Agora, o que assistimos é a tentativa pura e simples de não aprovar a CPMF, sob o disfarce de aumentar os recursos para a Saúde ou destinar parcela significativa da CPMF para Estados e Municípios ou ainda diminuir anualmente a alíquota, hoje de 0,38%. Alguns querem o fim da DRU, ou seja, querem uma crise fiscal e querem paralisar o governo, o PAC, criar instabilidade, além de mobilizar parte da opinião pública contra o governo.
Tudo legítimo, mas é preciso denunciar que durante todo o governo FHC não se viu nada disso, desses mesmos personagens, inclusive da mídia. Nenhuma oposição à CPMF. Volta o desejo secreto de desestabilizar o governo Lula e, quem sabe, derrubá-lo ou, pelo menos, derrotá-lo nas urnas em 2010.

O pouco caso dos tucanos com os professores
Publicado em 16-Out-2007
Deboche e desprezo. Essa foi a reação da secretária de Educação de São Paulo...
Deboche e desprezo. Essa foi a reação da secretária de Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães Castro, e do próprio governador tucano, José Serra, a notícia de que o Acre paga mais aos seus professores do que São Paulo. A secretária teve o descaramento de afirmar que qualidade de ensino não tem relação com salário de professor e o governador insinuou que Alagoas quebrou por causa dos salários dos professores.
Ou seja, estamos no pior dos mundos. Depois de 12 anos de tucanato, temos que ouvir de uma secretária que sempre serviu aos governos tucanos que o Acre conseguiu esse nível salarial porque manteve a mesma política desde os anos 90. Mas ela, de propósito, esconde que os tucanos também estão no governo desde os anos 90, na verdade desde 1982, com Montoro, e mesmo nos governos Quércia e Fleury, os principais quadros hoje no PSDB, foram secretários, líderes e até vice-governador.
A incoerncia do senador Pedro Simon
Publicado em 16-Out-2007
A incoerência do senador Pedro Simon é gritante...
A incoerência do senador Pedro Simon é gritante. No Rio Grande do Sul, apóia, pela segunda vez, um pacotaço da governadora tucana Yeda Crusius. A primeira tentativa foi derrotada na Assembléia Legislativa. Agora, de novo, a governadora, com apoio do senador franciscano, tenta aprovar um aumento violento de impostos combinado com um arrocho fiscal ainda mais violento.
Qual é a coerência do senador, que diz votar contra a CPMF, a não ser a do quanto pior melhor? Do vale tudo contra o PT e o governo Lula? Ou, simplesmente, ficar bem com a mídia e com a chamada opinião pública?
No governo Germano Rigotto, um outro pacotaço, violando compromissos assumidos na campanha de 2002, também teve o apoio do senador Pedro Simon.
Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT
Publicado em 16-Out-2007
Será lançada na próxima sexta-feira, dia 19, às 17 horas, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador...
Será lançada na próxima sexta-feira, dia 19, às 17 horas, no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador, a Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT, de caráter supra-partidário, com o objetivo de reunir todos (as) Vereadores (as) comprometidos (as) com os direitos humanos, com o combate à discriminação e ao preconceito de todos os tipos. E que, independente de suas crenças religiosas, reafirmam o caráter laico e republicano do Estado brasileiro.
O objetivo da Frente Parlamentar pela Cidadania GLBT é apresentar proposições, leis e projetos que visem resguardar os direitos da população GLBT e reduzir a homofobia, cuja conseqüência maior é a morte ou agressão de 1 homossexual a cada 48 horas.
A Frente apóia e articula a apresentação e aprovação de proposições legislativas de interesse da comunidade GLBT, assim como trabalha para colaborar na garantia de recursos para a execução de Programas que garantam a dignidade de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, a exemplo do que já ocorre no Programa Brasil Sem Homofobia.
Nos últimos anos, os Direitos Humanos passaram a fazer parte do debate político de diferentes setores da população. Eles passaram a conjugar-se baseados também no reconhecimento da diversidade, em razão, sobretudo, de questões como gênero, raça, etnia, faixa etária, orientação sexual, dentre tantas outras.
Apesar do crescimento do Movimento GLBT, a homofobia e a violência contra GLBT continuam fazendo parte de nosso cotidiano. São assassinatos, agressões, constrangimentos, discriminações, perseguições de diversos tipos. Esta imensa população continua marcada por rejeição e preconceito. A comunidade GLBT está ainda longe de equiparar seus direitos aos já consagrados dos Heterossexuais, basta ver que não têm assegurados na Constituição o direito sucessório, de herança, união civil e o direito a adequação dos nomes em documentos civis para as pessoas transexuais que desejam fazê-lo.

"A comunicao comunitria fundamental na formao do jovem"
Publicado em 15-Out-2007
Criada há sete anos, a ONG Observatório de Favelas do Rio de Janeiro tem desenvolvido uma série de projetos...
Criada há sete anos, a ONG Observatório de Favelas do Rio de Janeiro tem desenvolvido uma série de projetos, de diferentes perfis, envolvendo a juventude. O trabalho busca formar agentes de uma comunicação comunitária e cidadã transformadora e emancipadora, estética e politicamente.
Nesta entrevista, Márcio Blanco Chavez, da Escola Popular de Comunicação, mantida pelo Observatório, fala da importância da comunicação comunitária na formação do jovem, do que está sendo produzido na periferia e do mercado de trabalho para esses jovens. “O poder da comunicação é enorme e ele é fundamental na formação de identidade de um povo, portanto, deve ser democratizado, sob pena de construirmos um abismo entre o Brasil que vemos na mídia e o que é construído diariamente nos vários Brasis”, alerta. "E a comunicação comunitária permite que ele se reconheça enquanto sujeito da sua história."
Recomendo a íntegra da entrevista em Ping-Pong na seção A Hora é Agora!
R$ 2,9 bilhes para Plano Social Criana e Adolescente
Publicado em 15-Out-2007
O governo deu um importante passo para a construção de uma política pública para os jovens...
O governo deu um importante passo para a construção de uma política pública para os jovens, ao anunciar o Plano Social Criança e Adolescente. Serão destinados cerca de R$ 2,9 bilhões para implementar ações de enfrentamento da violência e promoção dos direitos das crianças e adolescentes.
Uma das ações do programa, anunciado pelo presidente Lula na semana passada, é o projeto “Caminho pra Casa”, que atenderá as decisões do Plano Nacional de Convivência Familiar, aprovado em dezembro de 2006. Das 120 mil crianças que vivem em abrigos, 24% estão pelo motivo de pobreza. O governo repassará R$ 1,5 mil para cada família que poderá, com esse recurso, preparar um ambiente adequado para o retorno e manutenção das crianças e adolescentes nas suas casas.
Leia mais em Acontece da seção A Hora é Agora!
Os rumos de 2010
Publicado em 15-Out-2007
O presidente Lula disse na sua entrevista à Folha de São Paulo, publicada no domingo...
O presidente Lula disse na sua entrevista à Folha de São Paulo, publicada no domingo, que "se Aécio Neves entrasse no PMDB e fosse candidato da base, não teria problema nenhum. Mas precisaria saber se a base quer".
Falou duas vezes se - "se entrasse" e "se a base quer". Logo, falou em tese, mas falou.
É evidente que nem o PT nem os partidos com candidaturas viáveis como bloco PSB-PC do B, PDT, aceitam hoje essa tese. Sem falar no próprio PMDB, que parece que não tem candidato, mas tem. O PMDB pode até aceitar Aécio, como seu candidato. Resta saber se os outros partidos da coalizão aceitam. É só esperar a hora.
Mas o problema não é esse. O problema é o PSDB.
Explico. Os tucanos não têm como resolver o desejo dos seus dois governadores, a não ser com a hipotética fórmula Serra-Aécio ou Aécio Serra, que não pode ser levada a sério. A chapa Aécio-Serra é improvável, mas não impossível. Vai depender da força de Lula.
Logo, Lula fez o que tinha que fazer. Descobriu a criança e perguntou quem é o pai, ou a mãe, em tempos de igualdade. Ou seja, não é só o PT que não tem candidato ainda. O PSDB também não tem. O que tem é uma guerra surda e silenciosa entre Aécio e Serra, que com a fala de Lula só aumentará, só ofuscada pelo estrondoso sucesso do governo e do presidente e do medo do tucanato do próprio factóide que criaram: o terceiro mandato.
Na prática, não interessa a ninguém discutir agora 2010. A Lula e ao PT interessa governar e ampliar apoios para a sucessão. A Serra e Aécio, postergar ao máximo a guerra entre eles e governar seus Estados. Ao PMDB, postergar já que hoje não tem candidato. Ao Bloco, tanto faz, já tem um candidato e espera apoios ou simplesmente, se tiver condições, o lançará em 2009.
No PT, não se iludam, tem candidato e muitos. Podem não explicitar, mas estão à espera de 2009. Sabem que tanto o partido tem voto, 15%, 17%, como Lula tem mais ainda, e pode muito bem levar um candidato do PT, porque tem bandeiras e realizações, ao segundo turno, seja ele quem for. O que não significa que deve ser qualquer um, mas sim o mais ou a mais viável. Coisa que só saberemos em 2009.
O ideal é um candidato da base, seja lá o que isso signifique, já que temos hoje duas alas claras, PT-PMDB e PSB, PCdoB, PDT, além de uma terceira com os partidos do centro - PR, PP, PTB, sem falar nos pequenos que ou apóiam o bloco liderado pelo PSB e Ciro Gomes ou esperam uma decisão do presidente. O PTB pode vir de Collor e o PR pode continuar aliado ao presidente e mesmo ao PT.
Para além do desejo de ganhar e continuar governando ou de suceder Lula com seu apoio, a questão que se colocará, se não for pelo governo e seus partidos, pela oposição, será não apenas a viabilidade eleitoral de uma candidatura, mas seu programa, o que proporá para o país depois de 8 anos de Lula e PT.
Essa é a questão. Isso é que definirá quem será o sucessor de Lula, mais o apoio popular e eleitoral que cada um terá em 2009, ou pelo menos a viabilidade eleitoral.
Imaginar ou pedir ao PT que não tenha candidato em 2010, é um erro e uma ilusão. Terá candidato, pode não ser o candidato da coalizão, mas terá um nome para apresentar à coalizão. O mesmo vale para o Bloco liderado por Ciro Gomes, ou para o PTB, pelo andar da carruagem collorida.
Os partidos que apóiam o governo podem tentar construir uma candidatura única, com base em um programa comum, ou podem lançar seus candidatos, formando uma aliança no segundo turno. Afinal, todos os partidos têm o direito de quererem ter candidato próprio.
Mas o que pode mudar o cenário é a decisão e a vontade politica dos partidos da base de apoio ao presidente de formarem uma coalizao de fato, com regras,instâncias, fóruns de programa e um conselho com seus presidentes para construir um programa e uma candidatura dialogando com o país e sustentando o governo Lula.
Assim, o que nos resta é politizar a questão. É discutir programa e alianças na sociedade, já que o que se espera é que queiramos governar mais 4 anos para mudar e aprofundar as transformações dos dois governos presididos por Lula.
Ou será que é pedir demais?

Parabns, professores!
Publicado em 15-Out-2007
Hoje é o Dia do Professor. Essa profissão tão importante para o futuro do nosso país...
Hoje é o Dia do Professor. Essa profissão tão importante para o futuro do nosso país, mas tão esquecida durante muitos anos por sucessivos governos. Baixos salários, falta de incentivo e de qualificação, dupla jornada, desestímulo. Esse tem sido o triste quadro enfrentado durante anos pelos professores brasileiros.
Mas, agora, essa situação começa a mudar.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, enumerou hoje as três iniciativas do governo para incentivar a carreira dos educadores. “A primeira que está em tramitação no Congresso é a fixação do piso nacional do magistério”, disse Haddad em entrevista à rádio CBN. O ministro lembrou que ainda existem, no Brasil, sobretudo nas regiões mais pobres, educadores que recebem R$ 380,00 por mês. “20% dos professores do Nordeste ganham um salário mínimo”, disse ele. “Com a fixação do piso nacional, muitos professores vão mais do que duplicar seus salários”.
A segunda proposta destacada, que também está no Congresso, é a lei de diretrizes de carreira. “Essa lei vai fixar a gradação do salário por tempo de serviço e titulação, uma vez que o piso vai ser fixado para o educador que tem apenas nível médio”, explicou Haddad.
Em terceiro lugar, o ministro salientou a criação de uma bolsa de iniciação à docência pelo MEC, nos moldes da bolsa de iniciação científica, em vigor há 20 anos. “Essas três iniciativas começam um processo de reversão do quadro em que os jovens talentos brasileiros nem sempre se interessam pela carreira do magistério, que é a carreira mais importante do país”, avalia.
Além de enfatizar a importância de garantir um salário mais justo para o educador, Haddad destacou a necessidade de melhorar suas condições de trabalho. “A escola precisa deixar de ser tão violenta, os pais precisam se envolver mais para garantir que os filhos freqüentem as aulas e tenham mais disciplina em sala de aula, a autoridade do professor precisa ser resgatada, além da formação do educador oferecida pela União, estados e municípios”, enumerou.
Ao saudar os professores brasileiros pelo seu Dia, junto-me a todos aqueles que lutam pela valorização da carreira do magistério e espero que as medidas que estão sendo tomadas pelo governo Lula comecem a mudar, para melhor, a realidade dos professores brasileiros.
Para que não se repitam mais cenários como o retratado na matéria “Professor de SP ganha 39% menos que do AC”, da Folha de hoje (só para assinantes), que mostra que, sem um piso salarial nacional, os professores em início de carreira da rede estadual paulista recebem salário 39% menor do que os do Acre. Enquanto um docente com formação superior e piso inicial de São Paulo ganha R$ 8,05 por hora, o colega acreano recebe R$ 13,16.
O ranking dos salários do país mostra que o Acre lidera a lista dos Estados que pagam melhor seus professores em início de carreira, seguido por Roraima, Tocantins, Alagoas e Mato Grosso. São Paulo vem em oitavo lugar, apesar de ter o maior Orçamento do país. E isso, depois de 12 anos de tucanato.

Vem a o "PAC da Cincia e Tecnologia"
Publicado em 15-Out-2007
O governo irá assumir o risco da inovação tecnológica por meio de um fundo de capital gerenciado pelo BNDES...
O governo irá assumir o risco da inovação tecnológica por meio de um fundo de capital gerenciado pelo BNDES. Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, o banco irá direcionar cerca de R$ 2,7 bilhões, até 2010, para incentivar fundos de capital de risco e comprar participações acionárias em empresas de base tecnológica.
A medida é um dos pontos do Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação, o "PAC da Ciência", com previsão de lançamento para o final deste mês.
O plano prevê investimento de R$ 41 bilhões em ciência e tecnologia até 2010. Desse valor, 26%, ou aproximadamente R$ 10 bilhões, devem vir do FNDCT (Fundo Nacional para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
O ministro Rezende anunciou que o governo irá estudar mudanças na legislação sobre licitações para permitir que os produtos nacionais com inovação tecnológica tenham prioridade nas compras do poder público, mesmo que custem mais do que equivalentes importados. A idéia é que, com garantia de compra pelo Estado, aumente o interesse das empresas em investir em inovação.
O Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação prevê ainda investimentos de cerca de R$ 15,3 bilhões em "pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas" - são 13, incluindo biotecnologia, Amazônia, mudanças climáticas, programa nuclear e outras. Haverá também uma verba de R$ 1,4 bilhão para ações de "inclusão social", como telecentros (centros de computadores para uso público).
Uma boa notícia. Como tenho dito várias vezes, investir em inovação tecnológica é uma necessidade inadiável para que o Brasil aumente a competitividade de seus produtos e possa enfrentar em melhores condições a concorrência internacional, principalmente dos produtos chineses, cresça e gere mais e melhores empregos.

Colmbia adere ao Banco do Sul
Publicado em 15-Out-2007
Excelente noticia a da adesão da Colômbia ao Banco do Sul, anunciada pelo presidente Álvaro Uribe...
Excelente noticia a da adesão da Colômbia ao Banco do Sul, anunciada pelo presidente Álvaro Uribe numa reunião com Hugo Chaves e Rafael Correa. Os três presidentes trataram de temas comuns e inauguraram o gasoduto Venezuela-Colômbia. A posição da Colômbia surpreendeu os observadores e significa que somente o Peru e o Chile, além de Guiana e Suriname, estão hoje fora do Banco do Sul.
Além do anúncio da posição colombiana de se integrar ao Banco do Sul, os presidentes discutiram e acordaram a extensão do gasoduto ate o Equador, ligando os países do Pacto Andino, para depois ligá-lo ao Panamá, retomaram as negociações para a volta da Venezuela à Comunidade Andina de Nações.
Como vemos, avança a integração sul-americana, consolida-se o Banco do Sul e o gasoduto sul-americano vai se tornando uma realidade. Agora é preciso dar continuidade aos estudos técnicos e aos projetos do gasoduto em direção ao Sul.
É hora de nossa diplomacia buscar a participação do Chile e do Peru no Banco do Sul e iniciar contatos com a Guiana e Suriname, o ideal seria a participarão de todos os países do Sul.
Com relação ao BIRD e BID, sou da opinião de que devemos manter uma relação de independência e colaboração com esses organismos, trabalhar para democratizá-los e torná-los mais transparentes, e o próprio Banco do Sul deveria convidá-los para integrar seu capital, como minoritários, mas sócios, criando assim um banco com relações com duas instituições internacionais importantes. Como disse o presidente Álvaro Uribe, a Colômbia está satisfeita com a relação com esses bancos e como nem todos os países têm a mesma posição, mas a maioria pensa da mesma forma, a saída é comprometê-los com o Banco do Sul, já que continuarão a existir e a financiar projetos e obras na América do Sul.

Prmio Nobel da Paz para a luta em defesa do meio-ambiente
Publicado em 15-Out-2007
O Prêmio Nobel da Paz para o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática...
O Prêmio Nobel da Paz para o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, IPCC, e para o ex- vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, tem um significado extraordinário e de longo alcance. Significa uma condenação explícita da política ambiental de George Bush e um estímulo de longo alcance à luta de toda a humanidade pela preservação ambiental e contra o aquecimento global. Como disse Wangari Maathai, o ambientalista que venceu o Prêmio Nobel em 2004, "a mudança climática é a maior ameaça individual à paz mundial que já enfrentamos".
Os problemas do crescimento
Publicado em 15-Out-2007
Como a inflação deu sinais claros de recuo ou estabilização...
Como a inflação deu sinais claros de recuo ou estabilização e a chamada crise dos alimentos era uma bolha, vem aí, agora, o aquecimento da economia, a escassez de matérias primas e insumos e a falta de mão de obra.
Quem diria, o Brasil está discutindo a falta de mão de obra e de insumos, de trabalhadores qualificados, de engenheiros, de gruas, de cimento ou mesmo de energia. É o crescimento. Na prática já estão aparecendo as soluções, fábricas paradas voltam a funcionar, novas unidades são construídas e cada setor começa a cuidar da formação de mão de obra, com o real valorizado cai a exportação e muitos insumos estão ficando no mercado interno.
Em alguns casos, como no cimento, o que temos não é falta do produto e sim guerra por mercados e preços. Na maioria dos casos o assunto é quase de polícia, ou pelo menos de defesa da concorrência.
A verdade nua e crua é que o país pode crescer 6% ou 7% ao ano e atender a demanda interna e continuar exportando, desde que o empresariado e o governo acompanhem os setores estratégicos e tomem medidas de apoio à reativação de empresas, construção de novas e formação de mão de obra.
Quando necessário, o país não pode vacilar e importar, seja para abastecer o mercado interno, seja para combater monopólios e a manipulação de preços.
Uma boa política de informação e espaços públicos para consultas e definição de políticas comuns faz-se necessário para se evitar a formação de estoques, ou seja, a criação de escassez artificial, com aumento de preços e pressão sobre a inflação.
Para que não se dê razão aos que, no Banco Central e no Copom, querem aumentar juros ou manter a taxa Selic nos 11,25% atuais. O que seria péssimo para o país e seu crescimento.

Bom feriado
Publicado em 11-Out-2007
Por causa do feriado prolongado de N.S. Aparecida, Padroeira do Brasil, o blog ficará fora do ar...
Por causa do feriado prolongado de N.S. Aparecida, Padroeira do Brasil, o blog ficará fora do ar de amanhã até domingo, voltando normalmente na segunda-feira. Desejo a todos os leitores e leitoras um bom feriado e um bom Dia das Crianças para seus filhos, netos, sobrinhos e irmãos. Bom descanso e até segunda.
Comeou a reforma poltica?
Publicado em 11-Out-2007
Com a decisão do STF sobre fidelidade partidária, muitos políticos e observadores acreditam...
Com a decisão do STF sobre fidelidade partidária, muitos políticos e observadores acreditam que a reforma política, que a Câmara dos Deputados não fez, começou. Na verdade, não começou. O processo de reforma política via STF já havia começado, e apenas continua, pois o Supremo também decidira contra a cláusula de barreira e modificara a decisão do Congresso sobre a divisão do fundo partidário, quando eliminou a exigência de um mínimo de votos para um partido ter acesso ao fundo. Na verdade, a Suprema Corte vem legislando, e interferindo, diretamente, no processo político brasileiro. Muitos dirão que ela está apenas interpretando a Constituição. Não concordo. Considero um despropósito a ação do STF que, pela terceira vez, muda decisões ou revoga deliberações do Congresso Nacional, no que diz respeito à legislação eleitoral e partidária.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado hoje no JB, onde analiso as últimas decisões do STF em relação à fidelidade partidária, a cláusula de barreira e o fundo partidário, e a necessidade de o Congresso Nacional realizar a urgente reforma política, na seção Artigos do Zé.

Dados desmentem previses de crise area
Publicado em 11-Out-2007
O consultor em logística e transportes, José Augusto Valente, registra em seu blog...
O consultor em logística e transportes, José Augusto Valente, registra em seu blog Logística e Transportes, que a aviação doméstica cresceu no transporte de passageiros/km 6,7% e em assentos/km oferecidos 20,2% em setembro de 2007 em comparação com o mesmo período do ano passado. As linhas internacionais registraram um crescimento de 39,8% no transporte de passageiros/km e 55,7% em assentos/km oferecidos no período.
Segundo Valente, esses números desmentem as matérias e declarações de "especialistas" sobre a redução dos passageiros transportados, nos últimos doze meses, e suas consequências.
Os números continuam mostrando um crescimento vigoroso da aviação comercial brasileira, que nunca esteve sob situação de "crise aérea", mas apenas momentos críticos provocados pelos controladores de vôo que não queriam e não querem ser responsabilizados pelo acidente da Gol, no ano passado.
Será que os jornais vão fazer matérias mostrando que estavam errados nas suas previsões catastrofistas?
Presidente da CVM defende normas para jornalistas
Publicado em 11-Out-2007
A presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Maria Helena Santana...
A presidente da Comissão de Valores Mobiliários, Maria Helena Santana, disse, em matéria da Folha de hoje (só para assinantes) que ficou "frustrada" com a reação da imprensa à instrução que propõe normas de conduta para empresas jornalísticas.
"Fico um pouco frustrada porque é uma reação que não reconheceu o propósito da nossa proposta. Nós propusemos um tratamento favorecido para a atividade de fazer recomendações de valores mobiliários específicos por meio de um veículo de comunicação. É pena que isso não tenha sido visto assim", disse.
A ANJ (Associação Nacional de Jornais) criticou a pretensão da CVM por meio de nota, assinada pelo vice-presidente Júlio César Mesquita, responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão.
"Nenhuma instância, governamental ou não, pode se colocar acima do preceito constitucional que protege a liberdade de expressão e garante o livre exercício da profissão de jornalista. Na minuta de alteração da Instrução da CVM, está aberta a possibilidade de enquadramento dos jornalistas, no exercício de sua profissão, na legislação de crimes contra o mercado de capitais. Tal perspectiva é inadmissível, diante do disposto no parágrafo primeiro do artigo 220 da Constituição: "Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social", afirma a entidade.
A reação da ANJ, dos jornais, colunistas e comentaristas políticos confirma o que tenho dito há muito tempo: a mídia brasileira está se transformando num partido político de oposição ao governo e, o que é pior, que se julga acima da Lei e da própria Constituição. A mídia não aceita e não admita qualquer tentativa, por mais simples que seja, de regulamentar a sua atividade. Ao menor sinal do estabelecimento de normas que preservem a ética jornalística, a mídia brande o tacape da censura e do atentado à liberdade de imprensa. Quando ninguém nunca falou em censura, apenas em regulamentação do exercício do jornalismo, para torná-lo mais responsável, submetido à lei, como qualquer atividade, e passível de punição quando excessos são cometidos.
Mas isso, os barões da mídia não aceitam.

O paraso pirata da classe mdia
Publicado em 11-Out-2007
A matéria “Classe alta compra mais produtos piratas”, da Folha de hoje...
A matéria “Classe alta compra mais produtos piratas”, da Folha de hoje (só para assinantes) traz um dado impressionante. Uma pesquisa da Federação de Comércio do Estado do Rio de Janeiro mostra que foram os brasileiros de maior renda e escolaridade os que mais declararam adquirir CDs, DVDs, óculos e outros artigos no mercado informal. Em todo o país, 42% admitiram neste ano ter comprado produtos piratas, mesmo percentual de 2006. Entre os brasileiros com renda familiar acima de R$ 1.800, o percentual chega a 56%. Entre os de renda inferior a R$ 300, a proporção é exatamente a metade da verificada entre os mais ricos: 28%.
Quem diria. A nossa classe média não foi ao Paraíso, foi à Feira dos Importados comprar dvs, cds, jogos eletrônicos, brinquedos e relógios piratas. Foi sonegar impostos e estimular o desemprego no Brasil , o emprego no exterior e a criminalidade.
Que vergonha!
Senadora do PFL defende empresa acusada de trabalho escravo
Publicado em 11-Out-2007
Defensora descarada da empresa Pagrisa, a senadora do PFL, agora o chique DEM, Kátia Abreu...
Defensora descarada da empresa Pagrisa, a senadora do PFL, agora o chique DEM, Kátia Abreu, assumiu de vez que ela e os senadores com vinculações públicas com a empresa acusada de trabalho escravo – o outro é Flexa Ribeiro, vão defender as empresas denunciadas e se escondem por trás da função fiscalizadora do Senado.
Na prática, isso não é fiscalização. É defesa de interesses empresariais, com o agravante da acusação ser de trabalho escravo. Devia dar Comissão de Ética e processo de cassação de mandato.
Mas como são senadores da oposição, inclusive Jarbas Vasconcelos que fez parte do grupo e depois se silenciou, não vai dar em nada.
Tanto o ministro Lupi, como o governo, continuam firmes, apoiando o Grupo de Trabalho Móvel de Fiscalização da Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho, e ontem anunciaram a assinatura de uma parceira entre a AGU e o Ministério para apoiar as ações dos grupos móveis e dos fiscais do Ministério do Trabalho.
Os Estados precisam de uma reforma tributria federativa
Publicado em 11-Out-2007
O governo federal socorreu os Estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro, com antecipação de receitas...
O governo federal socorreu os Estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro, com antecipação de receitas da Previdência Estadual. Medida necessária e justa. Alivia a situação fiscal desses estados, mas não resolve o problema. Como temos dito e repetido nesse blog, os Estados estão sobrecarregados com o serviço da dívida interna, que é de 13% da receita líquida, e com o peso dos serviços de saúde, educação, justiça e segurança. Não conseguem fechar as contas. Alguns vivem em crise, como Alagoas e Rio Grande do Sul, para citar dois Estados nos extremos. Um rico e desenvolvido, outro pobre e subdesenvolvido.
Só uma reforma tributária e uma repactuação federativa do bolo tributário entre a União, Estados e Municípios resolverá esse impasse. Sem uma negociação da dívida interna, nem o crescimento da arrecadação desse ano, 7% em média, atenua a crise nos Estados, principalmente do Nordeste, onde assistimos uma crise generalizada nos serviços de saúde e segurança, com greves, paralisações de médicos e policiais e suspensão dos serviços básicos à população.
A antecipação de receitas ajuda, mas o recurso não entrará nos próximos anos, no próximo governo, que assumirá em 2011. Logo, é um remendo. Precisamos da renegociação das dívidas e de uma reforma tributária federativa.

O escndalo das concesses rodovirias na era FHC
Publicado em 11-Out-2007
Já era hora. Como exigimos ontem aqui no blog...
Já era hora. Como exigimos ontem aqui no blog, o TCU foi acionado por um dos seus componentes e vai investigar as elevadíssimas tarifas dos pedágios das concessões do governo FHC. As palavras do ministro do TCU, Ubiratan Aguiar, não deixam dúvidas: "lucros extraordinários". Ele compara a rentabilidade dos contratos com o governo Lula - 8,95%, com as do tucano FHC - entre 17% e 24%. Como dissemos, um escândalo. Sem esquecer que temos, também, as tarifas altíssimas em São Paulo.
Mas não basta reexaminar os contratos e, espero, refazê-los com tarifas médias iguais às do leilão dos 7 novos trechos concedidos. É preciso investigar quem se beneficiou desses contratos superfaturados, já que o próprio TCU avalia que o Brasil economizará 19,6 bilhões de reais nos próximos 25 anos com a nova sistemática de preços estabelecidas pelo governo Lula. Seja pela opção do preço mínimo, seja pela atuação do próprio TCU que exigiu tarifas menores.
Durante todo o processo de elaboração do edital de concessão dos 7 trechos,desde 2003, o governo Lula trabalhou com o TCU e com o MPF, sempre com o objetivo de realizar o leilão e dar as rodovias em concessão respeitando o usuário, a lei de licitações e pelo menor preço.
Agora, é esperar que os contratos sejam renegociados e que os responsáveis por esse verdadeiro assalto aos usuários das estradas e aos cofres públicos, sim porque as concessões são públicas, sejam punidos. Os usuários pagam por um serviço público concedido a particulares, como se fosse um imposto a mais. E é preciso que se aponte os responsáveis e se descubra quem se beneficiou com essa verdadeira máquina de fazer dinheiro às custas do país.

Mais uma da Folha
Publicado em 11-Out-2007
A Folha podia nos poupar, ter mais compostura e ela mesmo se preservar...
A Folha podia nos poupar, ter mais compostura e ela mesmo se preservar. Hoje, na matéria "Piauí, Justiça suspende corte em salários de professores" (só para assinantes), o jornal não informa aos leitores que foi a própria Justiça que determinou a suspensão dos salários e que não tem nada a ver com o Governo do Estado. O fato citado pelo jornal, de um secretário do governo do Estado ter sido um dos advogados da ação por honorários advocatícios contra o Sindicato dos Professores, fica no ar como uma vinculação ao Governo do Estado.
Sistema bancrio precisa ser fiscalizado
Publicado em 11-Out-2007
A concentração do sistema bancário brasileiro é cada dia maior...
A concentração do sistema bancário brasileiro é cada dia maior. Agora, se agrava com a compra do Real pelo Santander. Isso exige fiscalização e regulação, presença do Estado por meio de suas agências reguladoras, no caso o CADE e o Banco Central. Exige uma atuação permanente do Congresso Nacional e suas comissões permanentes e dos órgãos de fiscalização em geral do país, inclusive os da cidadania, como os Procons. Temos que exigir a queda dos spread e dos juros, o controle público e cidadão sobre as tarifas bancárias, um atendimento digno e o respeito aos direitos dos bancários e funcionários do sistema financeiro, seja nos bancos privados e nos públicos.
É o mínimo que se espera do governo e do Congresso Nacional. Os bancos, públicos e privados, além dos fundos e do sistema financeiro em geral, prestam um serviço público, têm acesso, monopólio à poupança e aos depósitos à vista, e devem servir ao desenvolvimento do país e ao interesse nacional.
Nos momentos de crise foram socorridos e salvos pelo Estado, como no caso do Proer. Logo, devem ter um compromisso com o país e seu desenvolvimento. Fora disso, acaba prevalecendo a lei da selva e todos sabemos como acaba. Aí está a crise das hipotecas frias dos Estados Unidos como exemplo.
Assim sendo é hora de retomarmos a discussão sobre nosso sistema financeiro e rever a legislação que o organiza e regula.
Com a palavra, o governo e o Congresso Nacional.

Uma semana de boas notcias
Publicado em 11-Out-2007
A semana termina sob o impacto otimista do sucesso do leilão
A semana termina sob o impacto otimista do sucesso do leilão das rodovias federais, onde teremos 2 bilhões de reais de investimentos no próximos 5 anos, e a retomada da Bolsa de Valores. Na véspera do feriadão, temos mais boas notícias. A compra do ABN pelo consórcio internacional de bancos, ficando o Santander com o Real no Brasil, anunciando que investirá 27 bilhões de reais, se consolidando como o terceiro banco do pais. A inflação dando sinais de queda, eliminando os riscos de alta dos alimentos ou excesso de demanda na economia. O anúncio de investimentos aqui, de 15 bilhões de reais da indústria automobilística, e de 25,7 bilhões de reais do Grupo Votorantin e, no exterior, o grupo Gerdau agora vai às compras na Europa e Ásia.
Como vemos, nossa economia se internacionaliza, mantém o crescimento do emprego na indústria paulista pelo nono mês consecutivo, a inflação sob controle e o crescimento do emprego e da renda. Melhora a olhos vistos nossa produtividade. Hoje, segundo a PNAD, 34% das pessoas e 22,4% das famílias têm computador, em 2001 eram 17% e 12,6%, respectivamente. Pesquisa do "Pew Research Center" diz que 44% de pessoas no Brasil dizem usar computador, era 22% em 2002. Um avanço extraordinário que os dados da PNAD confirmam.
Temos razões para terminar o ano otimistas com relação a 2008.

Uma anlise da poltica econmica do governo Lula
Publicado em 10-Out-2007
Já está nas livrarias, o livro “Lula a.C. - d.C. Política econômica antes e depois da “Carta ao Povo Brasileiro”
Já está nas livrarias, o livro “Lula a.C. - d.C. Política econômica antes e depois da “Carta ao Povo Brasileiro”, do jornalista Ralph Machado, pela Editora Annablume, onde ele faz uma reflexão sobre a política econômica do governo Lula desde a sua concepção inicial na “Carta ao Povo Brasileiro”, lançada às vésperas da eleição presidencial de 2002.
Na apresentação do livro, Carlos Kawall, ex-secretário do Tesouro Nacional diz:
“Se a questão fiscal – ou do superávit primário – é o pano de fundo deste trabalho, seu principal mérito é de outra natureza. Com a elegância do estilo jornalístico e a familiaridade com o tema, o autor busca defender uma tese própria que ele mesmo reconhece estar longe de ser não-controversa: que a responsabilidade fiscal praticada a partir do primeiro governo Lula foi resultante de um processo de evolução partidária do PT e não uma guinada produzida pela crise de credibilidade vivida pelo Brasil em 2002. O trabalho combina as ciências econômica e política para entender um dos períodos mais importantes da nossa história econômica recente. Como resultado, Ralph Machado desmistifica a ‘Carta ao Povo Brasileiro’, por muitos vista como o ponto de inflexão do PT rumo a uma política macroeconômica responsável.”

A questo da cana-de-acar e o desenvolvimento rural sustentvel
Publicado em 10-Out-2007
"O relatório sobre mudanças climáticas, divulgado no início deste ano...
"O relatório sobre mudanças climáticas, divulgado no início deste ano, demonstra a necessidade de reduzir as emissões de gases provenientes da queima de combustíveis fósseis em todo o planeta. Uma importante alternativa que desponta é o uso do álcool, produto utilizado e pesquisado pelo Brasil há pelo menos 30 anos. Mas apesar de ser uma fonte de energia renovável e menos poluente, o aumento das áreas plantadas com cana-de-açúcar no Brasil gera legítimas preocupações".
"Este artigo não tem pretensão de tratar das inúmeras derivadas relacionadas com a questão do etanol. O objetivo é promover um debate sobre o desafio de promover a produção do etanol, sem ameaçar a produção de alimentos, a manutenção da biodiversidade e a dignidade dos trabalhadores. Para tanto, é preciso, antes de mais nada, verificar em que tipo de ambiente político vivemos. Em que o Estado está ausente e, por isso, as regras de mercado comandam a expansão da cana ? Ou está presente e é atuante e, por isso, limita essa atividade?".
Leia a íntegra do artigo de Athos Pereira, assessor político da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, e Maria Thereza Pedroso, assessora técnica da área de agricultura da Bancada do PT na Câmara dos Deputados, que traz uma importante contribuição ao debate sobre o cultivo de cana-de-açúcar para a produção de etanol e seus reflexos na produção de alimentos e na preservação do meio-ambiente, na seção Convidado.

Mais um choque de gesto tucano
Publicado em 10-Out-2007
A matéria “Serra corta 48% da verba de programas que Alckmin criou”, do Estadão de hoje...
A matéria “Serra corta 48% da verba de programas que Alckmin criou”, do Estadão de hoje (em área aberta a não assinantes) apresenta mais um exemplo do badalado “choque de gestão” tucano. Programas criados na gestão do também tucano Geraldo Alckmin tiveram seus recursos reduzidos pela metade na proposta de Orçamento para 2008 encaminhado ao Legislativo paulista pelo governador tucano José Serra. O alvo dos cortes são o Escola da Família - funcionamento das escolas nos fins de semana - e a Rede do Saber - canal de videoconferência usado principalmente para capacitação de professores. Ambos terão redução de 48% ou R$ 206 milhões.
A matéria destaca, também, o corte de 6,2% em programas sociais, como o Renda Cidadã, similar do Bolsa-Família no governo estadual. Em contrapartida, aponta aumento de 35% nos recursos para viagens - de R$ 183 milhões, em 2007, para R$ 248 milhões, em 2008. “Isso é o choque de gestão tucano? Corta na área social e aumenta verba para viagens”, disse o deputado estadual Ênio Tatto, do PT.
Realmente, a proposta do governador Serra ajuda a desfazer o mito do “choque de gestão” alardeado pelos tucanos em todo o país. Além de cortar recursos orçamentários de programas sociais, corta recursos de programas do governo anterior, numa demonstração de que os tucanos não se entendem nem entre eles mesmos. Ou será que os programas do governo Alckmin, que os tucanos sempre venderam como um exemplo de bom administrador, são tão ruins assim?

Mais uma voz contra a reduo do ritmo da queda dos juros
Publicado em 10-Out-2007
A Carta n.o 280 do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI)...
A Carta n.o 280 do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) – “Forte Expansão Industrial e dos Investimentos” - diz que, em agosto, a indústria voltou a dar mostras de seu recente dinamismo. Na passagem de julho a agosto, a produção industrial se elevou em 1,3% (série dessazonalizada), atingindo patamar recorde. Ainda assim o nível da utilização da capacidade instalada na indústria de transformação, elaborado pela CNI, recuou ligeiramente na passagem de julho a agosto, passando de 82,4% para 82,3%, descontados os efeitos sazonais.
Na avaliação do IEDI, o nível atual de utilização da capacidade instalada não tem ameaçado as metas de inflação, mas tem sido alto o bastante para incentivar novas decisões de investir. Portanto, se a política monetária interromper a redução de juros, isso não terá efeito benéfico sobre a inflação, mas pode diminuir o ânimo empresarial para investir, comprometendo assim a continuidade do crescimento.
É mais uma voz que se levanta contra a tendência conservadora do Copom de tentar brecar o ritmo de redução das taxas de juros, com receio de uma alta da inflação. Como tenho dito aqui no blog, o que é referendado por vários economistas, nada justifica uma queda no ritmo de redução das taxas de juros no Brasil. Pelo contrário, com juros mais baixos, nossa economia e nossa indústria podem crescer ainda mais.

Dois pesos e duas medidas
Publicado em 10-Out-2007
A matéria “Investigação: Justiça Federal bloqueia bens do deputado Raul Jungmann”...
A matéria “Justiça Federal bloqueia bens do deputado Raul Jungmann”, da Folha de hoje (só para assinantes), informa que a Justiça Federal em Brasília bloqueou veículos e aplicações financeiras do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) para garantir ressarcimento dos cofres públicos no caso de condenação em ação que apura irregularidade em contrato de publicidade firmado pelo Incra, quando ele era ministro do Desenvolvimento Agrário.
O bloqueio foi ordenado pela juíza da 16ª Vara da Justiça Federal no DF, Iolete Maria Fialho de Oliveira, por meio de liminar pedida pelos procuradores da República que propuseram ação civil pública. Jungmann acusou o Ministério Público Federal de fazer "chantagem e perseguição política". Ele disse que se fosse para culpá-lo pela dispensa de licitação tida como irregular, a ação também deveria envolver o ex-presidente do Incra, Sebastião Azevedo.
Vejam como são as coisas. O deputado Raul Jungmann é um dos que sempre posa de Catão, na hora de acusar adversários políticos. Agora, quando é com ele, diz que é perseguição política e chantagem. São os conhecidos e costumeiros dois pesos e duas medidas. Contra o PT, vale tudo. Quando é com ele ou com os tucanos, não vale nada.
Simplesmente lamentável!

Uma crtica s agncias de classificao de risco
Publicado em 10-Out-2007
O Presidente do Banco Central Europeu, que vem atuando com coragem e independência...
O Presidente do Banco Central Europeu, que vem atuando com coragem e independência, bateu pesado nas agências de classificação de risco que, segundo ele, não informaram adequadamente os investidores, para dizer o mínimo, sobre o mercado imobiliário dos Estados Unidos. Para ele, falta concorrência e transparência. Bancos e fundos de investimentos em todo mundo quase quebraram e tiveram enormes prejuízos confiando nas poucas agências de classificação de risco que existem hoje.
Ou seja, está na hora de termos no Brasil nossas próprias agencias de classificação de risco. Por que não?
Com a palavra, nossos especialistas, bancos, corretoras, Bolsas e o próprio governo.
Alternativas para o biodiesel
Publicado em 10-Out-2007
Não foi por falta de aviso. Desde que começamos a produzir biodiesel, de plantas oleaginosas...
Não foi por falta de aviso. Desde que começamos a produzir biodiesel, de plantas oleaginosas, ficou claro que utilizar uma commmodity como a soja, era uma operação de alto risco, pela volatilidade do preço, agora a 2 reais o litro (era R$1). Ou seja, ficou inviável, pelo preço do biodiesel nos leilões da ANP - R$ 1.80, produzi-lo a partir da soja.
Agora podemos cometer outro erro. Aumentar o uso do biodiesel na mistura com o diesel, aumentando a procura e, portanto, os preços. Ou seja, elevando o uso obrigatório elevaria o preço.
Não concordo com isso. Acredito que a saída está no uso de outras plantas, que não são direta e rapidamente dependentes do mercado internacional. Temos que aumentar a produção via agricultura familiar e unidades empresariais, mas apoiados em outras plantas, como a mamona e o pinhão manso.
De qualquer forma, precisamos produzir 850 milhões de litros esse ano e sustentar um crescimento da produção nos próximos anos, para substituir o óleo diesel e exportar o excedente, desde que a Europa não nos impeça com medidas protecionistas e subsídios como vem acontecendo. Sem falar na campanha aberta contra nosso etanol e biodiesel escondida no discurso em defesa do meio-ambiente e da Amazônia.

A natureza do escorpio
Publicado em 10-Out-2007
Quem são os tucanos? A matéria “Paulo Renato submete artigo a banco”, da Folha de hoje...
Quem são os tucanos? A matéria “Paulo Renato submete artigo a banco”, da Folha de hoje (só para assinantes), diz tudo. Sem comentário. Uma vergonha. Leia a íntegra da matéria. Ela fala por si só:
“O deputado federal Paulo Renato (PSDB-SP) submeteu à apreciação da presidência do banco Bradesco um texto assinado por ele e enviado anteontem à Folha para publicação. No artigo, ainda inédito, o deputado critica a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.
O texto foi enviado ao jornal por e-mail. Por engano, o corpo da mensagem trouxe uma correspondência eletrônica anterior, na qual o parlamentar escrevera ao presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: "Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza".
Ouvido ontem pela Folha, o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, afirmou: "O deputado Paulo Renato me ligou perguntando se eu poderia ler um artigo que ele tinha escrito sobre bancos. O receio dele era de o artigo ter algum erro, já que tinha muitas questões e termos técnicos. Eu disse que podia ler e ele me mandou o artigo. Eu achei bom o artigo. Muito bem escrito, por sinal. Foi só isso".
Intitulado "Tentáculos da reestatização", o texto foi enviado dois dias após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter participado, em Florianópolis (SC), de um evento no qual dirigentes do BB se comprometeram a incorporar o Besc, federalizado na década de 90.
No texto, o ex-ministro da Educação (1995-2002) Paulo Renato reclama da ausência de um processo licitatório para definir os novos donos do Besc. Ele também critica supostas estratégias que estariam sendo empregadas pelo BB para expandir seus negócios no território nacional, o que seria, segundo ele, uma "nítida ofensa às regras concorrenciais".
O deputado Paulo Renato disse ontem à reportagem que não mantém nem manteve contratos com o grupo Bradesco por meio de sua empresa de consultoria, a Paulo Renato Souza Consultores. Afirmou que buscava apenas uma opinião técnica sobre o assunto.
"Eu tinha encontrado com o Márcio num almoço, comentei com ele que iria fazer esse artigo e pedi ajuda para ele para ver se não estava dizendo uma barbaridade sobre os temas que eu estava tratando. E ele se dispôs a me ajudar", disse.
Indagado sobre o verbo que utilizou, ao perguntar a Cypriano se ele "concordava" com o texto, o parlamentar afirmou: "Se concorda com os argumentos que eu coloquei no artigo".
O parlamentar disse ter feito o mesmo em relação a um artigo que produziu sobre a companhia siderúrgica Vale do Rio Doce: "Eu escrevi um artigo sobre a Vale do Rio Doce comparando com a Petrobras. Eu pedi os dados, obviamente, para o pessoal da Vale. Mandei o artigo [à Vale] para ver se eu tinha interpretado direito os dados que ele tinha mandado. A mesma coisa fiz agora", afirmou.
"Em economia, tem que se ter cuidado, pois os conceitos podem não estar precisos", disse ele, que foi professor titular de economia da Unicamp”.

Os pedgios das rodovias paulistas so altssimos
Publicado em 10-Out-2007
Ainda sobre as concessões de rodovias e os pedágios
Ainda sobre as concessões de rodovias e os pedágios. Roberto Requião, governador do Paraná, tinha razão. O leilão de ontem provou que as tarifas das concessões feitas nos governos FHC e Covas, em São Paulo, estão altas, altíssimas, e deveriam ser renegociadas.
Com a palavra a ANTT, os Tribunais de Contas, os MPs Federal e de São Paulo, e os governos, particularmente o de São Paulo.
Leilo das rodovias foi um sucesso
Publicado em 10-Out-2007
Não foi pouca coisa o que aconteceu ontem no Brasil...
Não foi pouca coisa o que aconteceu ontem no Brasil. A licitação na Bolsa de Valores de São Paulo dos 7 trechos de rodovias federais, dando continuidade aos leilões de linhas de transmissão, hidroelétricas e ferrovias - são concessões, não é privatização, privatização é vender uma empresa pública, como a CVRD, a Vale, ou a CSN, Companhia Siderúrgica Nacional, ou a CESP, Centrais Elétricas de São Paulo para a iniciativa privada, como aconteceu com o sistema TELEBRÁS, com a TELESP, jóia da rainha. Não esquecendo que a privatização no setor elétrico terminou em um desastre - o apagão de FHC, e a das ferrovias em um fiasco, resolvidos pelo governo Lula.
Concessão, permissão, franquia e parceria pública privada são outras modalidades de conceder a exploração de um serviço público a particulares, empresas ou consórcios, por um tempo determinado. Depois ela volta ao Estado, para prestação de um serviço público, um monopólio público. Com um preço a ser pago no leilão pela concessão e com tarifa pré- determinada no próprio leilão, no caso do governo Lula a mais baixa, foi uma grande vitória do usuário e da cidadania. Basta comparar com os preços dos pedágios, que os tucanos generosamente deram para as concessionárias em São Paulo, 70% acima do IPCA. No edital da concessão estão estabelecidos todos os direitos do concessionário, principalmente a tarifa, e todos os deveres, investimentos, obras, prazos. Uma agência reguladora fiscalizará o cumprimento do contrato desde tarifas até os investimentos e obras.
Com o leilão da ferrovia Norte-Sul, vencido pela Vale, e agora esse das rodovias, as mais importantes do pais, o governo Lula resolve mais uma herança maldita do Governo FHC. Quando Lula assumiu, em 2003, o processo de licitação das rodovias estava parado. Tanto o MPF como o TCU impugnaram seus termos. Não houve como resolver ou construir um termo de ajuste de conduta. O leilão foi anulado. Era totalmente ilegal e dirigido. Tivemos que começar tudo de novo e o pais perdeu 4 anos.
Agora, espero que avancem as PPPs e as concessões na área elétrica, de saneamento e transportes de massa.
Para o bem do Brasil e, principalmente, dos usuários, o povo.

Poltica industrial, mercado interno e menos juros
Publicado em 09-Out-2007
Nesta entrevista, Delfim Netto mantém seu tom polêmico...

Nesta entrevista, Delfim Netto mantém seu tom polêmico. Diz que “as críticas ao Lula são completamente equivocadas, principalmente as feitas pelo pessoal neoliberal”. Segundo Delfim, “não há nenhuma razão para o Brasil ter uma taxa de juros real acima de 5%” e quando a taxa de juros real chegar a 3%, “aí o Brasil muda completamente”.
Leia a íntegra da minha entrevista com o ex-ministro Delfim Netto, onde falamos sobre economia, desenvolvimento industrial, juros, PAC, a crise na economia dos Estados, as relações com a Venezuela e o presidente Chávez e outros assuntos, na seção Entrevista.
Folha faz confuso com os dados
Publicado em 09-Out-2007
A matéria ”Rodovias que vão a leilão receberam só R$ 10 mil”, da Folha de hoje
A matéria ”Rodovias que vão a leilão receberam só R$ 10 mil”, da Folha de hoje (só para assinantes) faz uma confusão com as informações. Segundo a matéria, dados do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) mostram que, até agosto deste ano, o governo gastou apenas R$ 10.284 na manutenção dos sete trechos de rodovias federais que devem ser leiloados hoje.
Na verdade, em 2007 foram empenhados R$ 49 milhões para as rodovias do programa de concessões. Até o final do ano, esse valor será totalmente executado. Grande parte disso já foi executado em 2007.
Como a liquidação da fatura e o respectivo pagamento ocorre com dois a três meses de atraso em relação à execução, quem consulta o SIAFI pensa que a obra só foi realizada se foi paga ou liquidada. Não é assim que ocorre.
Primeiro é feito o empenho, em seguida a execução da obra ou do serviço. Após a execução é feita a medição (na maioria das vezes, um mês após a execução). A medição é atestada pelo DNIT (leva de 15 dias a 1 mês em tramitação interna) e entra no sistema como liquidada. Após a liquidação, ela será paga e, somente então, entrará no sistema como tal.
Mas isso a Folha não explica.

Irregularidades na Nossa Caixa
Publicado em 09-Out-2007
A Folha de hoje publica três matérias revelando irregularidades cometidas pela Nossa Caixa...
A Folha de hoje publica três matérias revelando irregularidades cometidas pela Nossa Caixa, o banco estadual de São Paulo, sob o reinado dos tucanos. A matéria principal – “TCE ignorou 7 pareceres sobre Nossa Caixa” (só para assinantes) informa que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo ignorou sete pareceres de técnicos da própria instituição e aprovou por unanimidade um contrato de R$ 671 milhões, sem licitação, firmado entre a Nossa Caixa e a Asbace -Associação de Bancos Estatais, investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.
A decisão do TCE, a quem cabe fiscalizar atos do Executivo e de empresas públicas, serviu de esteira para que outros quatro contratos da estatal com a Asbace fossem celebrados na seqüência, todos sem licitação.
Sem infra-estrutura para a execução dos serviços, a associação subcontratou empresas, em acordos que não são submetidos ao tribunal de contas.
A Asbace está sob suspeição desde junho, quando a polícia e a Promotoria do Distrito Federal deflagraram a Operação Aquarela, que prendeu o ex-presidente da associação e do BRB (banco estatal de Brasília) Tarcísio Moura e o ex-secretário-geral e principal homem da entidade, Juarez Cançado.
Foi apontado um rombo de R$ 50 milhões dos cofres do BRB. Para a polícia, há "fortes indícios" de que o desvio se repetiu na Nossa Caixa.
Uma segunda matéria – “98% do valor de contratos é da gestão Alckmin” (só para assinantes) – mostra que dos R$ 752 milhões acordados entre a Nossa Caixa e a Asbace em onze contratos, de 1998 a 2006, 98,3%, ou seja, R$ 739,7 milhões foram fechados na última gestão do ex-governador tucano Geraldo Alckmin (2003-2006).
Já o ex-governador tucano, Geraldo Alckmin, afirma na matéria “Alckmin afirma que "não há irregularidade" (só para assinantes), que "não há nenhuma irregularidade" nos contratos da Nossa Caixa. "Converse com Eduardo Guardia [ex-secretário da Fazenda]. Ele me disse que o caso de Brasília [Operação Aquarela] não tem nada a ver com São Paulo", disse Alckmin.
As denúncias são graves e exigem uma fiscalização da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e do Ministério Público sobre o Tribunal de Contas do Estado. A Folha, como de costume, embora tenha dado a notícia, não faz nenhum questionamento aos tucanos.
Imaginem se fosse num governo do PT.

Retrato da impunidade
Publicado em 09-Out-2007
Um caso exemplar da impunidade que existe no Brasil, que precisa ser acompanhada pela imprensa e por todos...
Um caso exemplar da impunidade que existe no Brasil, que precisa ser acompanhada pela imprensa e por todos, pode ser lido na matéria "Promotor causa acidente e mata 3; polícia diz que estava bêbado”, do Estadão de hoje. Vejam bem, o promotor público, do Ministério Público do Estado de São Paulo, em alta velocidade, na contramão, invadiu o acostamento de uma estrada no interior do Estado, em Araçatuba, atropelou e matou um casal e seu filho de 7 anos, o metalúrgico Alessandro da Silva Santos, de 27 anos, sua namorada, Alessandra Alves, de 26 anos, e o filho dela, Adriel Raiam Alves, de 7. Todos morreram no local.
Não foi preso, por ser promotor público, e se recusou a fazer exame de dosagem alcoólica. Depois do acidente, desapareceu. Seu advogado diz que está de licença médica. O estranho é que o delegado que registrava o acidente, o crime, na verdade, já que o medico constatou, ao realizar um exame clínico, que o promotor (que não fez exame de dosagem alcoólica) estava em estado de embriagues moderado, sentiu-se mal e deixou para outro o registro da ocorrência. Ou seja, já começou toda trama para inocentar o promotor.
Sem exame de dosagem alcoólica, o delegado substituto não deixou por menos. Registrou no boletim de ocorrência, segundo a matéria do jornal, que o promotor "conduzia seu veículo embriagado e em alta velocidade e, por conta disso, colidiu na contramão com outro veículo de forma culposa, na figura da imprudência”. Foi enquadrado por homicídio culposo e por dirigir embriagado.
Chama a atenção a hipocrisia do Ministério Público que tem feito uma campanha contra o foro privilegiado mas não abre mão de suas "prerrogativas", que não chamam de privilégios, como essa de não ser preso.
Os moradores da região queriam linchar o promotor e um cidadão que presenciou o crime, o zelador Edílson Vieira dos Santos, disse que "ele nem sabia que tinha passado por cima da motocicleta". Não fosse o responsável pelo acidente promotor público teria sido linchado ou obrigado a fazer, à força, o exame de dosagem alcoólica, como sempre acontece nesses casos.
Agora é esperar pela Justiça e exigir um fim aos privilégios do Ministério Público e não só o fim do foro privilegiado.

Adeus, Fernando Perrone
Publicado em 09-Out-2007
Uma nota de tristeza e saudade. Faleceu ontem um grande amigo e companheiro...
Uma nota de tristeza e saudade. Faleceu ontem um grande amigo e companheiro. Fernando Perrone, militante do Partidão, como chamávamos o PCB, deputado estadual pelo MDB em 1966, professor da Escola de Comunicações da USP, funcionário da CEF. Cassado pela ditadura, viveu anos no exílio na Franca, onde também deu aulas. Alegre, culto, amigo e bom de papo, sempre brincalhão e irônico, Perrone foi um companheirão. Deu apoio e escondeu vários de nós. Mesmo com muitas divergências, entrou para a ALN e apoiou os que aderiram à luta armada contra a ditadura, colocando sua vida em risco. Por mais de uma vez me escondi em sua casa. Há meses o visitei na clínica em que vivia depois de ter sofrido um violento AVC. Minha relação com ele passava por nossa cidade natal, Passa Quatro, para onde a família Perrone imigrou e foi reconstituir sua vida. Presto aqui essa pequena homenagem a esse amigo e companheiro. Seu corpo está sendo velado na Assembléia Legislativa de São Paulo e será enterrado no Cemitério da Vila Alpina.

Ainda a fidelidade partidria
Publicado em 09-Out-2007
Volta a discussão sobre fidelidade partidária...
Volta a discussão sobre fidelidade partidária. O TSE adiou para quinta feira a decisão, que também considero óbvia, que a mesma vale para senadores, prefeitos, governadores e para o Presidente da República, e não somente para parlamentares, vereadores e deputados. Na imprensa surgem artigos e opiniões, legitimas, mas equivocadas. Confundem a desfiliação para a criação de um novo partido, ou a fusão de partidos, com o troca-troca indecente e fisiológico de partidos. No Brasil, apesar de ter virado moda ficar em um partido fazendo oposição ao governo do partido e às resoluções de suas instâncias democráticas e mesmo de suas bancadas, obrigando o partido a expulsar os dissidentes, o natural é a desfiliação para a fundação de um novo partido.
Na verdade, deveríamos, no nosso caso, com o histórico que temos de infidelidade e fisiologismo, radicalizar. Quem quer sair de um partido, fica quatro anos sem mandato, tem de esperar as próximas eleições. O vereador ou prefeito que se desfiliarem em 2007 teriam que esperar a eleição de 2012.
O problema é que a fidelidade partidária não pode ser vista isoladamente. Ela só terá efeitos com o financiamento público das campanhas, voto em lista ou distrital misto proporcional, com mudanças no processo de elaboração e execução do orçamento e de nomeações dos cargos de confiança, aprovando-se o orçamento imperativo e a exigência de ser funcionário concursado e de carreira para ocupar cargos de confiança.
Medidas que, pelo visto, só serão aprovadas em plebiscito ou numa constituinte exclusiva para a reforma política.

40 anos sem Che
Publicado em 08-Out-2007
Hoje, dia 8 de outubro, é uma data histórica para todos aqueles que lutam pela liberdade...

Hoje, dia 8 de outubro, é uma data histórica para todos aqueles que lutam pela liberdade e pela integração da América Latina. Há 40 anos, no dia 8 de outubro de 1967, o guerrilheiro Ernesto "Che" Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana, era preso e executado na Bolívia.
Em vários países do mundo, a memória de "Che será lembrada e reverenciada hoje, com justas e emocionadas homenagens.
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, inaugura, no topo do pico andino Águia, um monumento de granito de 2,40 m, onde se poderá ler o trecho do diário de Guevara que faz referência à sua breve passagem pelo país, em 1952, ainda antes de ele virar "Che".
Na Bolívia, comemora-se o Encontro Mundial "Che" Guevara em Vallegrande, um isolado casario de não mais de 10 mil habitantes, no sudeste do país, perto de La Higuera, onde o guerrilheiro foi morto. As atividades incluem uma caminhada na "Rota do Che" - convertida em atração turística-, apresentações teatrais e um campeonato de futebol "Copa del Che". O presidente Evo Morales, que tem um retrato de "Che" feito com folhas de coca em seu gabinete e o citou no discurso de posse, estará presente às solenidades em Vallegrande.
Cuba deu início ontem às homenagens a "Che" Guevara, com um concerto comandado por Silvio Rodríguez e outros músicos latino-americanos. O tributo continua hoje com um ato, na praça da cidade de Santa Clara, onde Guevara liderou sua principal batalha em 1958, e onde estão sepultados seus restos mortais desde 1997. A esposa de Che, Aleida March, e seus quatro filhos; ex-combatentes e moradores de Santa Clara assistirão ao ato central na esplanada do Memorial que leva o nome de Guevara. No teatro da Universidade Central de Villa Clara acontecerá uma virada cultural, encabeçada pelos cantores cubanos Silvio Rodríguez e Vicente Feliú.
No momento em que a direita volta suas baterias para desmoralizar a imagem e a trajetória de "Che" Guevara e outros líderes históricos da esquerda, como fez a revista Veja, em matéria de capa na edição da semana passada, já comentada aqui no blog, junto-me a todos os que na data de hoje rendem suas homenagens à memória do grande líder Ernesto "Che" Guevara que dedicou sua vida para lutar contra a opressão e em defesa da liberdade e da justiça social, e é um exemplo para várias gerações.

O Congresso est abdicando de legislar
Publicado em 08-Out-2007
Não concordo com tudo o que Marcos Coimbra diz no artigo...
Não concordo com tudo o que Marcos Coimbra diz no artigo "Regras são (ou deveriam ser) regras", no Correio Braziliense de ontem, mas sua análise é correta em linhas gerais e mostra que o Congresso está abdicando de legislar, deixando isso para o Judiciário. O que é absurdo em qualquer país do mundo.
guerra
Publicado em 08-Out-2007
A Europa declara guerra ao Brasil, a guerra do etanol, dos biocombustíveis...
A Europa declara guerra ao Brasil, a guerra do etanol, dos biocombustíveis. A arma são os subsídios de 3,6 bilhões de euros. Como vemos, uma bagatela. Vão subsidiar não apenas o preço, mas a construção de 191 novas usinas. Terão, em 2008, 342 usinas de etanol e biodiesel, produzindo em 2010, 9,9 bilhões de litros. Hoje, a produção mundial, 78% na Alemanha, França e Itália, é de 5,5 bilhões de litros de biodiesel, mas o consumo estimado na UE será de 12,5 bilhões de litros.
A verdade nua e crua é que a Europa sem subsídios não produziria uma cota de biodiesel, o que só agrava esse descarado protecionismo. Isso sem contar as barreiras contra o etanol brasileiro.
Acredito que nosso governo e o Itamaraty deveriam protestar e tomar medidas concretas, retaliar a UE com medidas que afetassem suas exportações e investimentos no Brasil.
A médio prazo, precisamos aprofundar nossa integração sul-americana. Hoje, 70% do comércio das nações se dá intra-blocos - Nafta, UE, Ásia - e, na América do Sul, não chega a 30%.
Outra resposta é aprofundar nossa política industrial e de inovação e a distribuição de renda que amplie e consolide nosso mercado interno, maior riqueza do país. Sem falar da construção de infra-estrutura e dos empréstimos a juros baixos.
O que prova que todo discurso pretensamente liberal e de livre mercado, hegemônico nas nações desenvolvidas, não passa de hipocrisia.
Precisamos tomar ao pé da letra essa realidade e aprofundar cada vez mais nosso projeto de desenvolvimento industrial.

Avana o Banco do Sul
Publicado em 08-Out-2007
Hoje, no Rio de Janeiro, ministros da área econômica de 7 países sul-americanos...
Hoje, no Rio de Janeiro, ministros da área econômica de 7 países sul-americanos discutem e fazem acordos sobre o Banco do Sul. Entre os temas, o capital do Banco, de 7 bilhões de dólares, e o sistema de decisão, cada país um voto.
Em boa hora, já que toda a região carece de linhas de financiamento, fora dos acordos do FMI e dos padrões do BIRD, para obras sociais e de infra-estrutura, como hidroelétricas, já que a maioria dos países depende de termoelétricas e não produz petróleo suficiente, rodovias, portos, aquedutos, saneamento, sem falar no apoio às empresas nacionais e à modernização da administração pública e dos serviços de educação, saúde, segurança e justiça. Existem, ainda, os projeto de integração, como o Gasoduto do Sul e a interligação do nosso sistema de transmissão elétrica.
Motivo de orgulho para os petistas
Publicado em 08-Out-2007
As declarações dos filiados do PT que ocupam cargos em empresas públicas...
As declarações dos filiados do PT que ocupam cargos em empresas públicas, publicadas hoje pela Folha na matéria "Diretores de Estatais lideram lista de doadores do PT" (só para assinantes) são motivo de orgulho para todos os petistas.
São doações legais, declaradas no imposto de renda, mas o objetivo da Folha é outro. É fazer campanha contra a imagem do PT, apostar na sua derrota eleitoral, insinuar que o partido tem filiados em cargos de confiança ou em empresas públicas com o objetivo de arrecadar fundos. Uma ignomínia, uma infâmia, bem típica de nossa mídia, bem ética.
Onde está o manual de redação da empresa? E o seu ombudsman?
No vou fazer parte da direo do PT
Publicado em 08-Out-2007
A matéria "Berzoini diz que abre chapa a réus do mensalão", da Folha de ontem...
A matéria "Berzoini diz que abre chapa a réus do mensalão", da Folha de ontem (só para assinantes), diz que "...já era dado como certo na reunião da CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente petista de Berzoini, que o ex-ministro José Dirceu e os deputados federais João Paulo Cunha (SP) e Paulo Rocha (PA) deverão integrar a chapa".
Da minha parte quero reafirmar minha posição desde que deixei a presidência do PT, em 2002, de não mais fazer parte da direção partidária. Acredito que já dei ao PT minha contribuição como dirigente durante 21 anos, sendo 5 como Secretário-Geral Nacional e 7 como Presidente Nacional. A hora é de renovação.
Continuo como filiado e militante do PT e da esquerda, participando da vida política do país e lutando para provar minha inocência no STF, apoiando o governo Lula e participando de atividades políticas e lutas sociais em todo país.
Retomei minha militância no PT e fui eleito delegado para os Congressos de São Paulo e o Nacional, também vou participar do PED, debatendo as propostas das chapas e candidatos a presidente e apoiarei Ricardo Berzoini, para presidente nacional do PT, e o atual prefeito de Araraquara, Edinho, para o Diretório Regional de São Paulo.

Recordes na safra agrcola e na receita do produtor
Publicado em 08-Out-2007
A receita da safra de grãos que começa a ser plantada neste mês no Centro-Sul do País...
Segundo estimativas de consultores, a receita da safra de grãos que começa a ser plantada neste mês no Centro-Sul do País deverá atingir R$ 76 bilhões com a produção de 143 milhões de toneladas. É a primeira vez que tanto a produção como a receita serão recordes. Se as previsões se confirmarem, serão R$ 14 bilhões adicionais de receita em relação à safra passada e um acréscimo de 8 milhões de toneladas de grãos.
Do lado do produtor, o cenário é favorável porque se trata da segunda safra consecutiva em que há recuperação da atividade, depois do fundo do poço atingido em 2006. Do ponto de vista macroeconômico, a projeção afasta para 2008 o risco de alta de preços dos alimentos, o vilão da inflação deste ano.
O valerioduto mineiro ou tucano?
Publicado em 08-Out-2007
Esse é o título do comentário do ombudsman da Folha, Mário Magalhães...
Esse é o título do comentário do ombudsman da Folha, Mário Magalhães, na edição de ontem do jornalão paulista (só para assinantes). Em sua análise, o ombudsman critica o tratamento que o jornal tem dado ao valerioduto dos tucanos em Minas Gerais, chamando-o de “mensalão mineiro”, numa tentativa de esconder dos seus leitores o envolvimento do PSDB e de seus líderes, como Aécio Neves e Eduardo Azeredo, com o esquema de desvio de recursos públicos para o caixa dois da campanha eleitoral da reeleição de Azeredo para o governo de Minas Gerais.
“Se o mensalão é do PT, o valerioduto é do PSDB; sem equivalência de critério, os petistas aparecem mal, e os tucanos são poupados”, reconhece o ombudsman. “O que não pode é o mensalão ser nacional e, o valerioduto, tucano. Ou o valerioduto ser mineiro e, o mensalão, petista. Não se trata de joguete de adjetivos, mas do exercício de um dos pilares do projeto editorial da Folha, o apartidarismo. Foi o que faltou à Primeira Página do domingo passado, quando a manchete - "Valerioduto de MG pagou juiz eleitoral, afirma PF"- sintetizou uma boa reportagem”, acrescenta.
Segundo o ombudsman, “quem lê "valerioduto mineiro" se informa pela metade: o desvio de verbas públicas que alimentaram em 1998 a campanha de reeleição ao governo de Minas do hoje senador Eduardo Azeredo se concentrou no PSDB -conforme inquérito da Polícia Federal. Portanto, se o mensalão é do PT, o valerioduto é do PSDB. Sem equivalência de critério, empregam-se dois pesos e duas medidas -os petistas aparecem mal, e os tucanos são poupados”,conclui.
Não deixe de ler.

Uma notcia preocupante
Publicado em 08-Out-2007
A matéria “Seis ações contra trabalho escravo já foram adiadas”, da Folha de hoje...
A matéria “Seis ações contra trabalho escravo já foram adiadas”, da Folha de hoje (só para assinantes), se confirmada, é preocupante. Os grupos móveis do Ministério do Trabalho já deixaram de fazer seis operações de combate ao trabalho escravo após receberem 18 denúncias de condições degradantes pelo país. As operações foram canceladas e não houve visitas às fazendas.
Segundo a matéria, as fiscalizações dos oito grupos especiais foram suspensas após senadores contestarem a libertação de 1.064 trabalhadores da Pagrisa e criarem uma comissão para apurar excessos da fiscalização.
Entre as denúncias não apuradas pelos grupos móveis até agora está a de um grupo de trabalhadores no Pará que está impedido de voltar para casa em razão de dívidas contraídas com o empregador.
Os grupos móveis são formados por fiscais do Ministério do Trabalho e policiais federais, acompanhados por procuradores do Trabalho. Eles foram criados em 1995. Neste ano, pela primeira vez, deixaram de atender a uma ocorrência.
As blitze, no entanto, devem voltar a acontecer na próxima semana. Segundo o ministério, as seis operações não cumpridas foram apenas adiadas e serão retomadas.
Com a palavra, o Ministério do Trabalho.

Tratamento diferenciado participao de micro e pequenas nas licitaes
Publicado em 08-Out-2007
Entrou em vigor ontem o decreto que regulamenta o tratamento...
Entrou em vigor ontem o decreto que regulamenta o tratamento diferenciado a micro e pequenas empresas nas contratações públicas de bens, serviços e obras no âmbito da administração pública federal. O decreto diz, entre outras determinações, que, em licitações com valores de até R$ 80 mil, os contratantes deverão realizar processo licitatório exclusivo para MPEs. Empresas desses portes terão preferência em licitações do tipo menor preço, no caso de empate.
Boa medida que vai contribuir para o fortalecimento das micro e pequenas empresas. Ponto para o governo.
PT deve reivindicar mandatos dos que deixaram o partido
Publicado em 06-Out-2007
Espero que o PT vá à Justiça e reivindique os mandatos...
Espero que o PT vá à Justiça e reivindique os mandatos dos parlamentares que abandonaram o partido nos últimos anos. É o mínimo que se espera de um partido que sempre defendeu e praticou a fidelidade partidária, que faz parte de seus estatutos. No PT, o mandato é do partido e não do eleito, seja ele quem for. Todos são iguais perante a lei.
PT quer debater novos critrios de concesso de TV
Publicado em 06-Out-2007
Os jornais de hoje noticiam que o PT quer levar ao governo federal a idéia de tornar públicos...
Os jornais de hoje noticiam que o PT quer levar ao governo federal a idéia de tornar públicos todos os contratos de concessão de rádio e TV. A proposta está sendo estudada como um dos possíveis itens de uma pauta de discussão que o partido pretende apresentar à Secretaria-Geral da Presidência e aos Ministérios das Comunicações e da Comunicação Social.
Essa proposta foi discutida, segundo a matéria “PT vai propor contratos públicos para TVs“, do Estadão de hoje (só para assinantes), na reunião do Diretório Nacional do PT. O partido também defende a criação de uma rede de TV pública no País, a revisão dos critérios de concessão e a criação de uma conferência nacional para debater o setor.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse à imprensa que o partido pretende se lançar em uma campanha para mobilizar o Congresso e a sociedade em torno do tema. “Entendemos que é uma necessidade do Brasil discutir a democratização da legislação de concessões dos meios de comunicação”, afirmou.
Na Resolução aprovada ontem pelo Diretório Nacional, o partido formalizou o apoio a manifestações pela democratização dos meios de comunicação realizadas em diversas capitais.
O texto afirma que os meios de comunicação de massa “não podem estar submetidos aos monopólios privados” e reforça o entendimento de que a questão deve ser amplamente debatida pela sociedade.
A resolução também se posiciona a favor da instalação de uma CPI para investigar a compra da TVA, pertencente ao grupo Abril, pela Telefônica.
“Como todas as questões sociais, é uma questão de política. E a política, neste caso, deve partir do entendimento de que a democratização dos meios de comunicação de massa significa que não podem estar submetidos ao controle dos monopólios privados”, diz o documento.

Carlos Lamarca tem sim direito anistia
Publicado em 06-Out-2007
A Justiça do Rio de Janeiro, numa ação proposta pelos Clubes Militares, suspendeu...
A Justiça do Rio de Janeiro, numa ação proposta pelos Clubes Militares, suspendeu a indenização e a promoção do capitão Carlos Lamarca, a coronel da reserva. Diz que a decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça foi política. Ora, toda decisão sobre anistia é política, já que a lei é uma lei eminentemente política, baseada na Constituição e na vontade soberana do legislador.
O argumento da Juíza é risível. Afirma que Lamarca desertou e não foi expulso por razões políticas, ou ele desertou por razões políticas. Logo, cabe sim aplicar ao ex-capitão a Lei da Anistia.
Já o argumento dos militares da reserva é indefensável. Acusar Carlos Lamarca ou qualquer anistiado de crimes é desconhecer a Lei de Anistia. O que é um perigo, principalmente para os militares, agentes do Estado na ditadura militar, que cometeram crimes de tortura, assassinato, desaparecimento de presos políticos. Isso sem falar no próprio Golpe de 64, um crime contra a Constituição e a soberania popular.
No Estadão de hoje, o jurista Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça do governo FHC, publica o artigo “Mortos e Desaparecidos” (em área aberta a não assinantes), onde mostra com precisão a responsabilidade do Estado no assassinato de Lamarca, no interior da Bahia.
“Havia, então, nas circunstâncias, pleno domínio da situação pelas forças do Estado, que poderiam facilmente prender os guerrilheiros, em vez de tê-los abatido a tiros. A execução de Lamarca foi, portanto, um julgamento sumário. Agonizante, no instante em que morria, ouviu do comandante a motivação da sentença de morte que lhe fora imposta: “Você é um traidor do Exército Brasileiro.”
“No âmbito de competência da comissão, cumpria examinar objetivamente se na ação militar houvera ou não abuso dos agentes do Estado. E abuso houve: os guerrilheiros, exangues, sem portar armas nas mãos, surpreendidos dormindo, poderiam ter sido presos pelas forças militares, que detinham absoluto domínio da situação. Por essas razões, reconheceu a comissão a responsabilidade do Estado, em obediência ao espírito da Lei 9.140/95, que reputava haver abuso no uso desnecessário da violência”, diz o artigo.
Não deixe de ler.

Governo amplia barreiras antidumping
Publicado em 06-Out-2007
O governo vai aumentar, a partir do fim da próxima semana, a tributação...
O governo vai aumentar, a partir do fim da próxima semana, a tributação sobre a importação de sete produtos que estão entrando no país com preços artificialmente baixos e prejudicando empresas nacionais. A medida tomada pela Câmara de Comércio Exterior confirma a mudança, na política de defesa comercial do país, que comentei ontem numa nota aqui no blog.
A China é o principal alvo da defesa comercial brasileira. Das sete medidas que a Camex autorizou, quatro se referem a produtos de origem chinesa. A explicação, segundo o diretor do Departamento de Proteção Comercial, Fernando Furlan, é o crescimento agressivo da China no comércio mundial.
"Há uma determinação explícita do ministro Miguel Jorge para que, havendo elementos que indiquem dano à indústria nacional, sejamos o mais rápido possível na resposta", explicou a secretária-executiva da Camex, Lytha Spíndola.
O Brasil crescendo
Publicado em 06-Out-2007
A PDVSA, a petroleira venezuelana, encomendou 10 navios à EISA...
A PDVSA, a petroleira venezuelana, encomendou 10 navios à EISA, estaleiro brasileiro, e a EMBRAER tem 108 aeronaves em sua carteira de pedidos para 2007. Quer chegar no final do ano com 180 pedidos. Por fim, o presidente Lula anuncia que o governo financiará 5 novas fábricas de cimento, já que o uso da capacidade instalada das atuais fáabricas chegou a 87%.
Boas notícias.
Governo Lula no aumentou impostos
Publicado em 06-Out-2007
O presidente Lula afirmou que a CPMF é um imposto justo, fora que ajuda a combater a sonegação...
O presidente Lula afirmou que a CPMF é um imposto justo, fora que ajuda a combater a sonegação, daí ser tão temido, progressivo, ao contrário do ICMS. É verdade. E disse mais: que no seu governo foram desonerados 32 bilhões de reais de vários setores da economia, como cesta básica, construção civil, semicondutores, exportações, fora a Lei da Micro e Pequena Empresa, o SuperSimples. Disse que não aumentou alíquotas e impostos, que a arrecadação cresce porque a economia está crescendo. A arrecadação do governo federal cresceu cerca de 10% e a dos Estados 7%. Uma verdade nua e crua.
A Folha, em duas matérias - "Lula sai em defesa da CPMF e de carga tributária maior” (uma formação de barra) e "Seis impostos foram aumentados na gestão Lula" (só para assinantes) - diz que não é verdade e joga com os dados, fala em aumento de impostos e cita a Previdência, o IRPF, a Cofins.
Na verdade, em nenhum dos casos houve aumento de impostos e o governo Lula corrigiu sim a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física, ao contrário do governo FHC. O aumento do teto da Previdência aumenta a arrecadação, mas não a alíquota, idem as mudanças no Cofins.
Então, a afirmação do presidente de que não houve aumento de impostos e sim redução, com as desonerações e leis como a do Super Simples, são verdadeiras.
Outra questão é que nossa carga tributária é alta 34% e que precisamos de uma reforma tributária, não só do ICMS, a do IVA, mas de uma que faça justiça fiscal. Quem ganha até 3 salários-mínimos paga 38% de seus rendimento de impostos e quem ganha mais de 30 salários-mínimos paga 24%, como lembrou em boa hora, na Folha, o presidente da CUT, Artur Henrique. E que redistribua o bolo tributário entre os entes Federados, dando mais recursos para Estados e Municípios, para descentralizar ainda mais a prestação de serviços de saúde, educação, justiça, segurança e a infra estrutura de saneamento, habitação e transportes.

Mais uma pirotcnica demagogia de Acio Neves
Publicado em 06-Out-2007
Vale a pena ler a entrevista do governador de Minas Gerais, Aécio Neves
Vale a pena ler a entrevista do governador de Minas Gerais, Aécio Neves - "Afirmação de Lula "é um equivoco", diz Aécio Neves", na Época On Line. Um engodo. Ele se refere à afirmação de Lula de que contratar funcionários é sim um choque de gestão, e não apenas demitir. Época e Aécio Neves usam essa frase para dizer que choque de gestão, corte de gastos públicos, demissão de funcionários, é a saída. A imprensa conservadora já tinha feito isso antes.
Na verdade, estão jogando com as palavras. É ridículo.
O governo Lula contratou médicos, professores, assessores, gestores, fiscais, técnicos, reestruturou ministérios, planos de cargos e carreiras, aumentou os salários arrochados dos funcionários públicos, dos gestores e cargos de assessoria e deu aumento diferenciado para os funcionários públicos em geral. Mais para quem ganhava menos e menos para quem ganhava mais, uma vez que já tinha aumentado, aos níveis do mercado, os salários dos cargos de comissão, gestão e assessoria.
Isso sem falar que o IPEA acaba de revelar, segundo a matéria “Estudo do Ipea diz que Estado perdeu vagas”, na Folha de hoje (só para assinantes), que o Estado brasileiro perdeu desde 1980, 2,5 milhões de vagas de trabalho. Ou seja, se demissão de servidores públicos e enxugamento da máquina fosse solução, estaríamos vivendo num paraíso de eficiência e gestão pública.
Aécio Neves diz que cortou 20% dos gastos das secretarias, o chamado corte linear burro e reduziu seu salário e os dos secretários para R$ 10 mil. Demagogia, já que assim mesmo são maiores que os salários do Presidente da República e dos Ministros do Governo Federal. Como vemos, pura pirotecnia.
Imagine se o presidente Lula pedisse ao Congresso Nacional uma lei delegada para fazer uma reforma administrativa e no Estado Brasileiro. Seria acusado de chavismo, ditador e enfrentaria um processo de impeachment. Já para Aécio Neves, Época levanta a bola perguntando se não é igual às medidas provisórias.
A afirmação do governador de que as estradas de Minas Gerais estarão ligadas por asfalto é pura promessa. Sugiro ao leitor e a leitora ir para o Sul de Minas e ver o estado das estradas mineiras. Estão pior que as federais que, aos poucos, vão vendo reestruturadas. Essa é a verdade.
Sobre a avaliação dos funcionários públicos por desempenho e não apenas por acúmulo de tempo de serviço, isso existe também no governo federal. Aécio Neves e a Época manipulam uma frase correta do presidente e escondem do país que grande parte das contratações do governo federal, por concurso, foram determinadas pela Justiça e pelo TCU para cumprir a Constituição. FHC contratou ilegalmente milhares, dezenas de milhares de servidores precários e temporários, e usou,ilegalmente, organizações internacionais e convênios para contratar gestores e assessores, escondendo assim a nomeação de cargos de confiança, fora os funcionários que foram aposentados, demitidos e faleceram.
Como vemos, muita luta política e pouca política de pessoal e gestão.
Os paulistas, que são governados pelos tucanos há 12 anos, fora os 12 de Montoro, Quércia e Fleury, onde parte dos tucanos de hoje (ora a fidelidade partidária), ocuparam cargos de vice- governador, secretários, líderes, conhecem bem o choque de gestão do PSDB.
A FEBEM, os problemas na educação, a situação da segurança pública - lembram-se das rebeliões do PC? - quando a mídia escondeu a responsabilidade dos tucanos nos "caos" penitenciário, a crise da saúde e por ai vai. Ou não era?
A verdade nua e crua é que o Brasil, mesmo com todas as medidas tomadas pelo governo Lula ou por Aécio Neves, tirando a propaganda e demagogia, precisa e está à espera de uma ampla reforma política, que é um capitulo à parte, e administrativa, que elimine, coisa que Aécio Neves não fez, em primeiro lugar a livre nomeação em cargos de confiança e imponha a norma constitucional que só podem ocupá-los os funcionários concursados e de carreira, que reestruture a estrutura ministerial e as carreiras, crie uma burocracia civil por mérito, estimule a profissionalização e a capacitação dos servidores públicos, repense nossa administração central e retome a capacidade de planejamento, elaboração de projetos, controle e execução, além da gestão dos serviços públicos.
Ninguém poderá negar, fora a demagogia e a propaganda, que o governo Lula começou a fazer essa reforma.

Vantagens e riscos da convergncia
Publicado em 05-Out-2007
O lançamento, na semana passada, pela Brasil Telecom, do serviço Videon, de vídeo sob demanda...
O lançamento, na semana passada, pela Brasil Telecom, do serviço Videon, de vídeo sob demanda, e pela Telefônica, há pouco mais tempo, do serviço de tevê paga TV Digital, que, nesta semana, inclui em sua programação conteúdo da Globosat, são dois representativos exemplos do avanço da convergência digital. Agora, além das operadoras de cabo, também as operadoras de telecomunicações começam a oferecer a seus assinantes serviços de voz, dados (banda larga) e vídeo.
A entrada das operadoras de telecomunicações na distribuição de conteúdo audiovisual (broadcasting, no caso do TV Digital via satélite, da Telefônica, ou sob demanda, no Videon da BrT) vai provocar um choque positivo no mercado de tevê paga, limitado a 4,9 milhões assinantes no país, em junho de 2007. Além da baixa densidade – menos de 3% –, o mercado brasileiro de tevê paga está concentrado nas mãos de poucas empresas, assim como o de telefonia. A Net Serviços, após a aquisição da Vivax, detém 70% do mercado de tevê a cabo, enquanto a Sky reinava praticamente sozinha na tevê paga via satélite, até a entrada da Telefônica.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, sobre a convergência digital e os seus reflexos no mercado brasileiro de tv paga, na seção Artigos do Zé.

Clara Becker responde a Aguinaldo Silva
Publicado em 05-Out-2007
O escritor Aguinaldo Silva, autor da nova novela das nove da TV Globo...
O escritor Aguinaldo Silva, autor da nova novela das nove da TV Globo, intitulada “Duas Caras”, disse em entrevista à Folha de São Paulo de domingo passado - “Brasil de cara feia” (só para assinantes) - que um dos personagens da novela foi inspirado em mim. “Não posso negar que ele tenha me inspirado, assim como outros, como o ex-chefe de censura militar Romero Lago. Abadía [traficante que fez plásticas para fugir da polícia] veio depois, mas tem muito a ver também. E a história do Zé Dirceu sempre digo que é uma lenda urbana, como a dos jacarés que vivem no esgoto, e essa comparação é bem interessante... O fato é que essa história -casamento, vida dupla, abandono da segunda vida para voltar à política- já ouvi centenas de vezes, mas toda vez ela me faz muito mal, porque sinto uma crueldade muito grande. Uma pessoa que faz isso é capaz de qualquer coisa. Tenho medo dele. Confesso que quando ele era chefe da Casa Civil, sempre pensava nisso. Tenho horror”, disse o escritor.
Naquela oportunidade, procurado por uma repórter da Folha, não quis comentar as declarações do novelista.
Hoje, a Folha publica nova matéria sobre o assunto – “Ex-mulher de Dirceu diz a autor de novela que petista nunca foi vilão na vida real” (só para assinantes), onde a minha ex-esposa, Clara Becker, torna pública a carta que enviou a Aguinaldo Silva me defendendo das suas afirmações ofensivas.
Em respeito ao comportamento solidário de Clara Becker, mãe do meu filho, Zeca Dirceu, e com quem mantenho até hoje relações cordiais e de fraterna amizade, publico aqui a íntegra da sua carta ao novelista da TV Globo:
"Senhor Aguinaldo Silva,
Quem lhe escreve, antes de tudo, é uma fã. Não sou militante política e nunca fui. Como milhões de brasileiros, sou uma telespectadora assídua de novelas e foi assim que aprendi a admirá-lo, como grande autor que é.
Permita-me, no entanto, transmitir uma enorme decepção que senti provocada por algumas declarações suas que envolvem fatos que conheço de perto. Que o senhor queira criar um ambiente de ficção em suas novelas, não é apenas direito seu, assim como merece todo aplauso. Mas que o senhor queira criar um universo paralelo à realidade em algo que pertence à minha vida, a algo que vivi, a algo que nada tem a ver com a ficção, pois faz parte de meu passado, sinceramente, acho que o senhor deveria ter mais cuidado.
Não me sinto preparada para tecer considerações sobre seus relacionamentos pessoais. Não me sinto preparada para julgar uma relação amorosa sua ocorrida há décadas. Isso pertence à sua intimidade e tenho algo muito claro para mim: como poderia eu, que não vivi os seus relacionamentos, sair por aí avaliando esse ou aquele aspecto da sua vida? Se fizesse isso, certamente o senhor teria toda a razão de me chamar de leviana.
Infelizmente, foi isso que ocorreu comigo, a partir de suas declarações sobre o relacionamento afetivo que mantive com José Dirceu. Se o senhor não gosta do político José Dirceu, se tem uma impressão negativa dele, esse é um direito sagrado que respeito integralmente. Agora, por favor, não extravase sua raiva ou preconceito contra ele, falando de coisas que não são de seu conhecimento, como a relação que tivemos. Pois isso não atinge apenas a ele: atinge a mim e sobre tudo a verdade.
Realmente, acredito que existe um José Dirceu de duas caras. A cara verdadeira, de quem o conhece, com suas falhas e virtudes, com seus acertos e erros, com suas qualidades e imperfeições. Há, porém, uma outra cara: uma cara inventada pelos seus adversários e por aqueles que, cegos pelo preconceito ou pela discordância, acabam produzindo uma imagem estapafúrdia. Permita-me dizer que, para minha imensa e infeliz surpresa, suas declarações acabaram colocando-o nesse triste rol.
Pela primeira e última vez, quero falar sobre detalhes de minha vida com José Dirceu, expondo minha intimidade em público, à minha revelia. É que não suporto mais ver repetidas as mentiras, as distorções, as agressões sobre algo que somente eu e ele podemos dizer, com clareza, o que aconteceu.
Sendo assim, quero deixar claro de uma vez por todas alguns pontos que considero cruciais em toda essa história. Que a imprensa, se voltar a esse assunto novamente, não queira se fazer de desinformada sobre o tema, repetindo mentiras e suposições, pois aqui eu apresento os fatos tal como os vivi:
1) O autor da novela “Duas Caras”, Aguinaldo Silva, desconhece a verdade em relação à vida de José Dirceu em Cruzeiro do Oeste, cidade que ele escolheu para morar e trabalhar diante da perseguição movida pela ditadura militar, sendo obrigado a usar outra identidade e modificar sua aparência.
2) É caluniosa a comparação, feita pelo autor da novela, entre José Dirceu e um personagem que se casa por interesse e foge com o dinheiro da esposa. Nos anos em que vivi com José Dirceu nós dividíamos todas as contas. Era tudo anotado em um caderno e cada um pagava as suas contas. José Dirceu pagava a empregada e o aluguel e eu pagava as despesas de casa e a comida. Ele nunca me roubou e nunca dependeu do meu dinheiro, pois tinha a sua loja e eu a tinha a minha. Tanto que quando José Dirceu voltou para São Paulo, sua loja ainda tinha dinheiro para receber aqui em Cruzeiro do Oeste e ele me pediu que recebesse e ficasse com o dinheiro.
3) Quanto à omissão da sua identidade na época, todos, agora, sabem que era uma necessidade, pois a vida de José Dirceu estava em perigo. Certa vez fui chamada pelo então prefeito para uma conversa na Prefeitura. O prefeito e outras pessoas desconfiavam daquele homem recém-chegado à cidade e que tinha um estilo diferente.
Em casa, conversei com José Dirceu e perguntei se ele escondia alguma coisa, se era casado ou se era bandido. A resposta foi imediata: não era casado e nem era bandido, mas havia algo, sim, que não podia revelado naquele momento. Senti sinceridade. Ele era bom, vivíamos bem e continuamos juntos, mesmo sem saber todos os detalhes da vida dele. Foi uma opção minha.
4) Afirmo que nunca conheci um homem tão íntegro e honesto como José Dirceu e considero que a omissão de sua real identidade foi uma necessidade naquelas circunstâncias.
5) É preciso esclarecer ainda que, ao contrário do que insinua a reportagem, não fui abandonada por José Dirceu. Com a anistia, ele pediu que eu e meu filho fossemos com ele para São Paulo. Chegamos a viver algum tempo juntos na capital paulista, mas eu tinha aqui em Cruzeiro do Oeste uma família que dependia de mim (pai, mãe, duas irmãs e meu filho) e a vida em São Paulo era muito dura. Eu tomei a iniciativa de voltar para Cruzeiro do Oeste.
6) Por fim, reafirmo que o José Dirceu foi um companheiro ideal. Mesmo depois de nossa separação mantém contato, preocupa-se com meu bem-estar e vem a Cruzeiro do Oeste, cidade hoje administrada por nosso filho.
Por fim, a todos aqueles que gostam ou não gostam de José Dirceu; a todos aqueles que concordam ou não com as idéias dele; a todos, enfim, que acreditam ou não acreditam na política, a todos eu peço apenas um favor: não usem os fatos de minha vida, não usem o meu passado, como matéria prima para suas divergências. Respeitem a minha vida, como gostariam de ter as suas respeitadas. Sou apenas uma brasileira, totalmente fora da vida pública e acho que mereço que esse direito meu seja preservado".
Cruzeiro do Oeste, 1º de outubro de 2007
Clara Becker

A entrevista da ministra Dilma Folha
Publicado em 05-Out-2007
A Folha de hoje publica os trechos principais da sabatina que fez com a ministra da Casa Civil...
A Folha de hoje publica os trechos principais da sabatina que fez com a ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff – “Choque de gestão é conceito de propaganda, diz Dilma”, “Ministra diz que assumiu papel "anfíbio" no governo“ e “Pinga-Fogo” (só para assinantes). Ela foi entrevistada por mais de duas horas pelos jornalistas Valdo Cruz (repórter especial), Eliane Cantanhêde (colunista do jornal), Renata Lo Prete (editora do "Painel") e Fernando de Barros e Silva (editor de Brasil).
Na entrevista, a ministra Dilma falou sobre vários temas, disse que mudou com os anos e hoje recusa a violência como ação política, declarou-se favorável à descriminalização do aborto, afirmou que o maior legado do governo Lula são as obras do PAC e o crescimento com inclusão social, negou ter pretensão a ser candidata à sucessão do presidente Lula em 2010, comentou o comportamento exageradamente crítica da mídia em alguns momentos, criticou a tese do choque de gestão, alardeada pelos tucanos, e as privatizações do governo FHC e condenou o meu julgamento político e de outros denunciados pelo STF.
A jornalista Eliane Cantanhêde, uma das entrevistadoras da ministra, comentou em sua coluna na Folha de hoje – “Jeitão de candidata” (só para assinantes) – as declarações da ministra.
“O que mais surpreendeu na sabatina de ontem da Folha com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) é que todos esperavam uma técnica e quem surgiu foi uma personagem política, calculadamente política. Acostumada a falar sobre barragens e hidrelétricas, ela até parecia habituada a sabatinas na escorregadia área política. Fez críticas pontuais e ironizou o "choque de gestão" dos tucanos, mas viu méritos no governo FHC. Não condenou a Venezuela de Chávez, mas deixou claro que os dois países são muito diferentes. Não se declarou religiosa nem atéia, muito pelo contrário”, disse a jornalista.
“Em cima do muro quanto à participação decisiva do PT no salvamento de Renan Calheiros, ela desceu desse muro para defender o antecessor, José Dirceu, e pediu que o "julgamento não seja político". A quem? Ao Supremo Tribunal Federal”, acrescentou.
“Política é isso: cautela e contemporização, com coragem no essencial. Dilma jura que não é candidata. Mas que parece, parece”, concluiu.

Mais uma incoerncia tucana
Publicado em 05-Out-2007
A Folha de hoje publica três matérias...
A Folha de hoje publica três matérias – “Serra prevê colapso na saúde se repasse do SUS for alterado”, “Governador reclama, mas reduz em 27% investimentos na Saúde para 2008” e “Vice-governador de Alagoas diz que Serra reclama de barriga cheia” (só para assinantes) - que mostram revelam mais uma incoerência dos tucanos que governam o Estado de São Paulo.
Na matéria principal, o governador José Serra diz que o sistema de saúde entrará em colapso se a emenda que muda o critério de distribuição dos recursos do SUS for aprovada pelo Congresso Nacional. Segundo ele, São Paulo perderá em torno de R$ 2 bilhões a partir de 2008 caso ocorra a alteração.
Pela proposta, apresentada pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) e aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, 25% das verbas da União destinadas aos Estados serão distribuídas levando em conta a renda per capita de seus habitantes. Com isso, quanto mais pobre o Estado, maior o valor repassado. Hoje, o dinheiro do SUS é repassado de acordo com o número de habitantes.
Na opinião do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, "não é razoável a perda de recursos de Estados importantes". "Nós queremos que Estados do Norte e do Nordeste consigam receber recursos proporcionalmente maiores que Estados das regiões do Sul e do Sudeste. Mas, de maneira nenhuma, fazer com que Estados desenvolvidos e que prestam um grande serviço à nação sejam punidos", disse o ministro. A saída poderia ser, segundo o ministro, o uso de critérios como perfil epidemiológico, grau de desenvolvimento econômico-social e estrutura física de saúde instalada dos Estados.
A segunda matéria, no entanto, mostra a incoerência tucana. Apesar das críticas à proposta da senadora, o próprio governador decidiu reduzir os investimentos para o setor no próximo ano.
Os investimentos em saúde sofreram uma redução de 27% no primeiro orçamento elaborado por Serra. A proposta de orçamento para 2008 prevê destinação de R$ 332,4 milhões para investimentos no setor. São R$ 124 milhões a menos do que o programado para o ano de 2007: R$ 456,9 milhões. No Hospital das Clínicas, por exemplo, haverá uma redução de R$ 10,9 milhões: dos R$ 16,9 milhões deste ano para R$ 6 milhões em 2008.
Em 2008, o orçamento da secretaria de Saúde será de R$ 9,2 bilhões. Neste ano o orçamento é de R$ 8,6 bilhões.
Apesar do aumento nominal dessa dotação, caiu em 4,88% a participação da Saúde no orçamento geral de São Paulo. De 2007 para 2008, o governo do Estado prevê um crescimento da receita e da despesa de 12% (de R$ 85 bilhões para R$ 95 bilhões). Mas as estimativas de gasto para Saúde, Educação e até Segurança Pública não evoluem na mesma proporção.
Para 2008, a previsão de despesas do Estado é de R$ 95,2 bilhões. Segundo a proposta enviada à Assembléia, a Saúde consumirá 9,61% do orçamento do Estado. No orçamento de 2007, a Saúde tem impacto maior: de 10,11%.

A vida dura
Publicado em 05-Out-2007
A governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, enviou à Assembléia Legislativa...
A governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, enviou à Assembléia Legislativa seis projetos de lei e um decreto com o objetivo de fazer frente à crise fiscal do Estado que se arrasta há mais de 10 anos, pretendendo com isso zerar o déficit público gaúcho.
As medidas, segundo a Folha, na matéria "Governo do RS aumenta impostos para fazer" (só para assinantes) são aumento de impostos, criação de uma Lei de Responsabilidade Fiscal estadual, constituição de fundos de previdência e para pagamento de precatórios, extinção de 700 cargos de confiança, venda de imóveis, redução de incentivos fiscais e isenção do ICMS para microempresas.
Com o aumento dos impostos o governo gaúcho arrecadará quase 1 bilhão de reais ao ano. Ou seja, 4 bilhões em quatro anos. Como vemos, é fácil em Brasília clamar e fazer demagogia contra a CPMF, mas a realidade e a vida são duras. No Rio Grande do Sul, o PSDB, contra tudo e contra todos, envia ao Legislativo um pacotão de medidas fiscais e orçamentárias, arrochando os funcionários, aumentando impostos, reduzindo incentivos, extinguindo cargos. Tudo sem nenhum pudor ou referência ao discurso nacional do partido contra aumento de impostos.
Que coerência!

Mais Cultura
Publicado em 05-Out-2007
O governo federal lançou ontem o Programa Mais Cultura...
O governo federal lançou ontem o Programa Mais Cultura. O programa prevê investimentos de R$ 4,7 bilhões até 2010. Desse total, R$ 2,2 bilhões são da União e outros R$ 2,5 bilhões são provenientes de outros órgãos e instituições financeiras. O objetivo é garantir o acesso à cultura, à qualificação e à geração de trabalho, emprego e renda para as comunidades.
Com um investimento de R$ 4,7 bilhões até 2010, o programa Mais Cultura promete atuar em 1.700 municípios, em regiões com alto índice de violência e com baixos indicadores de saúde e educação, além de territórios de quilombos e em reservas indígenas. Uma das metas é fazer com que empresas adotem um vale-cultura, que funcionaria aos moldes de um vale-refeição.
A idéia é que o governo subsidie um valor na forma de isenção tributária. A empresa empregadora entraria com uma parte em dinheiro e o trabalhador pagaria uma cota mínima para desfrutar de espetáculos ou comprar livros.
Outra prioridade do Mais Cultura é "zerar o déficit" de bibliotecas em 600 municípios, sendo 440 na região Nordeste. Além dos R$ 4,7 bilhões repassados até 2010, o ministério espera ter, ainda este ano, cerca de R$ 190 milhões liberados.
O Programa Mais Cultura vai criar, também, novos espaços para incentivo e acesso à cultura. A meta é aumentar as unidades já existentes e atingir, até 2010, a marca de 20 mil pontos de cultura. Esses pontos são constituídos por grupos comunitários que desenvolvem projetos em instalações já existentes. A prioridade é revitalizar centros culturais, espaços multiuso, teatros, cinemas, salas de leitura e outros locais públicos. Atualmente, o país conta com 630 pontos de cultura.
Além dos pontos de cultura, o governo também quer implantar bibliotecas públicas em 600 municípios. Também estão previstas a capacitação de gestores culturais, a formação de mãos-de-obra especializada e a implantação de espaços culturais comunitários.
As ações vão beneficiar municípios com baixos índices de educação básica, com os maiores índices de violência, em áreas de conflito, favelas, periferias e áreas de precariedade habitacional.
Além disso, foi assinada a Portaria que cria o Programa de Promoção das Culturas Populares, que tem como objetivo o fortalecimento, proteção e difusão da diversidade cultural nas culturas populares do Brasil.

Em boa hora
Publicado em 05-Out-2007
O governo Lula resolveu descer do muro e enfrentar de frente o dumping chinês...
O governo Lula resolveu descer do muro e enfrentar de frente o dumping chinês. Adotou o antidumping provisório, antes só existia o definitivo, que demorava quase um ano. Ou seja, a indústria a ser protegida já não existia mais quando a medida era adotada. Tinha sido destruída pela concorrência criminosa. Agora a expectativa é de que em 60 dias a Câmara de Comércio Exterior (Camex) pode adotar o antidumping provisório, aumentando impostos de importação por até no máximo 200 dias. O antidumping definitivo vale por 4 anos.
Não há nada de novo nesse instrumento de defesa. No mundo todo ele é aplicado, até porque dá mais transparência ao processo.
Só um senão. O governo tem que se precaver para que não proteja setores não competitivos. Ou seja, é preciso que haja investimentos em tecnologia e inovação e não apenas proteção contra dumping para essa ou aquela indústria.
Uma espantosa e desmemoriada entrevista da FHC
Publicado em 05-Out-2007
Para se avaliar um homem público basta conferir suas palavras com suas ações
Para se avaliar um homem público basta conferir suas palavras com suas ações, sua vida pública. A entrevista do ex-presidente FHC ao programa "BBC Hard Talk" é um exemplo. Ele afirma que o ex-procurador da República, Geraldo Brindeiro, era independente. Acreditem. Diz que Lula não lidera a luta contra a corrupção e o critica por ter dito que não acredita que existam provas contra mim. Para FHC, basta um cidadão ser indiciado para ser culpado. Essa postura para um ex-presidente da República e um homem tão estudado é espantosa.
Não há culpabilidade na decisão do STF de aceitar a denúncia e eu ainda não fui julgado. É elementar, como elementar é o princípio universal da presunção da inocência, um direito humano.
Para avaliar a postura do ex-presidente basta relembrar todos os escândalos de seu governo e a postura que tem hoje com relação ao caso Azeredo. Ninguém viu, ninguém sabe que o ex- presidente está dizendo "foi errado". Ele e seu partido estão defendendo abertamente Eduardo Azeredo, que era até pouco tempo presidente nacional do PSDB.
Com as denúncias e acusações da "Pasta Rosa", caixa dois da sua própria campanha de 1998, as famosas "planilhas Bresser", da compra de votos para aprovar a emenda da reeleição, o ex- presidente deveria ao menos ter pudor, respeito à historia recente do país.
No seu governo nada foi investigado. Ao contrário do governo Lula, não se combateu a corrupção. Esses são fatos que FHC não tem como negar.
Para terminar, FHC mudou sim o Brasil. Para pior.

Esclarecimentos do Sesi e do Senai
Publicado em 05-Out-2007
As direções do Sesi e do Senai divulgaram, ontem, uma nota de esclarecimento...
As direções do Sesi e do Senai divulgaram, ontem, uma nota de esclarecimento sobre a matéria “CGU vê irregularidades na administração do Sistema S”, da Folha de segunda-feira (só para assinantes), que comentei aqui no blog.
Leia a íntegra da nota, assinada pelos presidentes do Conselho Nacional do Sesi, Armando Monteiro Neto, e do Conselho Nacional do Sesi, Jair Meneguelli, pelo diretor-geral do Senai, José Manuel de Aguiar Martins, e pelo diretor-superintendente do Departamento Nacional do Sesi, Antonio Carlos Brito Maciel:
“Os órgãos superiores da administração do SESI e do SENAI contestam a matéria veiculada na edição do dia 1º de outubro desta Folha, no Caderno Dinheiro. Há contradição entre os fatos relatados no corpo da reportagem e a interpretação feita na manchete “CGU vê irregularidades na administração do Sistema S” e seu subtítulo “Relatório aponta que quase 90% das 172 entidades fiscalizadas têm contas irregulares”.
A chamada é equivocada. A verdade está na abertura do texto, quando afirma que a CGU constatou irregularidades em apenas três unidades do Sistema S. Correto seria uma manchete que informasse que menos de 2% das unidades auditadas apresentaram irregularidades.
No que se refere à indústria, no caso do SENAI de Sergipe, o jornal afirma que as contas de 2006 apresentaram irregularidades e malversação de recursos. Não é verdade. O próprio Parecer – de 17 de Abril de 2007 – da CGU conclui “pela regularidade com ressalva”, afirmando não ter sido “identificada pela equipe ocorrência de dano ao erário”.
A reportagem – apesar dos esclarecimentos prestados pelas entidades – confundiu os conceitos de irregularidade e ressalva, legalmente distintos. O primeiro significa uma ilicitude, que pode causar ou não dano ao patrimônio da entidade. Vale dizer que nem toda irregularidade é uma fraude ou malversação, como sugere o jornal. A ressalva que, por sua vez, pressupõe a aprovação das contas e quitação do gestor, decorre de falhas ou impropriedades de caráter formal, fazendo parte da rotina do processo de auditoria. Típico caso dos Regionais do SESI de Santa Catarina e de Rondônia.
Muitas vezes, a ressalva decorre de interpretações jurídicas divergentes, como ocorre com a imposição às referidas entidades de regras similares às do setor público nos processos de compras e de contratação de empregados. O SESI e o SENAI são entidades privadas, não integrantes da administração pública, por força constitucional (artigo 240). No que tange à seleção de pessoal, está em vigor o regulamento aprovado pelos Conselhos das entidades conforme acórdão do Plenário do TCU, n° 1722 de 20 de Julho de 2006.
O Parecer da CGU, apesar de sua importância, é uma peça inicial do amplo e transparente Processo de Prestação de Contas do SESI e do SENAI, que inclui, ainda, a tramitação pelos Ministérios do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Segue, depois, para o TCU, para ser apreciado pelos auditores da SECEX, pelo Ministério Público e finalmente julgado pelos Ministros, que, verificando a possibilidade de uma irregularidade, darão oportunidade para a defesa do gestor. Ressalta-se que os processos de Contas de 2006 não foram julgados ainda.
SESI e SENAI têm 54 Departamentos Regionais no País operando de forma autônoma e constantemente submetidos a auditorias dos órgãos de controle. As entidades têm como meta permanente trabalhar pela melhoria das gestões e eliminação de eventuais falhas que possam ocorrer num universo de natureza administrativa tão expressiva e complexa.
Causa estranheza a referida divulgação de uma posição da CGU em fase tão preliminar do processo, ainda mais com informações inverídicas, equivocadas e decorrentes de leitura precipitada. O pré-julgamento da matéria, antecipou-se a uma decisão do TCU”.

STF reconhece fidelidade partidria
Publicado em 05-Out-2007
Como era de se esperar, o STF fez o que a Câmara dos Deputados não fez...
Como era de se esperar, o STF fez o que a Câmara dos Deputados não fez e reconheceu a fidelidade partidária. Como havíamos previsto ontem aqui no blog, reconheceu o óbvio e, também como havíamos previsto, não com efeito retroativo, o que também era óbvio. Fixou a data de 27 de março de 2007, quando o TSE declarou que, segundo a Constituição, o mandato pertence ao partido e não ao eleito, a data-limite para as trocas de legenda pelos parlamentares, posição agora consolidada e reconhecida pela Suprema Corte do país.
Correta a decisão. Ela muda a realidade política do Brasil para melhor e abre caminho para a aprovação do financiamento público e do voto em lista partidária pré-ordenada.
A nota lamentável foi ver um ex-deputado e presidente de partido, que sempre combateu a reforma política, basta ver os Anais da Câmara dos Deputados e do Senado, atuando no STF como advogado e defendendo a fidelidade partidária, que sempre combateu.
Coisa dos dias que vivemos, onde a memória política do país, mesmo recente, é esquecida quando interessa à nossa grande mídia.

Sinais do crescimento
Publicado em 04-Out-2007
As vendas da indústria brasileira cresceram 6,5% em agosto...
As vendas da indústria brasileira cresceram 6,5% em agosto frente ao mesmo mês de 2006, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria divulgados ontem. Na comparação com julho, a alta foi de 1,3% em agosto. Já no acumulado de janeiro a agosto de 2007, as vendas reais avançaram 4,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Quase todos os setores industriais registraram aumento de vendas em agosto. No acumulado do ano, os ramos que mais contribuíram para o crescimento foram alimentos e bebidas (6,4%) e máquinas e equipamentos (15,9%).
No acumulado do ano, o nível de utilização da capacidade instalada ficou 1,8 ponto percentual acima da média registrada no mesmo período do ano passado. Essa diferença permanece estável há cinco meses consecutivos, o que denota que a indústria vem, em média, respondendo à maior demanda com a ampliação de sua capacidade produtiva.
Mais uma vez os dados da CNI confirmam a tendência de crescimento das vendas e da produção industrial e, o que é melhor, mostram que o setor que mais cresceu foi o de máquinas e equipamentos. Uma comprovação de que a indústria brasileira está se preparando para aumentar sua produtividade e sua competitividade. O caminho é esse.

Ameaa dos bancos?
Publicado em 04-Out-2007
A Febraban está ameaçando o governo e o país com um apagão de crédito?...
A Febraban está ameaçando o governo e o país com um apagão de crédito? Falando em risco de redução do acesso aos serviços bancários? Em interrupção da expansão do crédito? Na verdade, os bancos mudaram. Antes, falavam que iam se entender com o governo e os clientes, dar transparência às tarifas bancárias cobradas e estimular a concorrência. Agora, falam em riscos de expansão do crédito e da bancarização? O governo, pelo jeito, não passou recibo, continuou falando em dar transparência, extinguir algumas tarifas, como a de acesso ao crédito, além da padronização.
Vamos ver.
Uma coisa é certa. Para a imagem dos bancos e da Febraban essas declarações são péssimas. Para o consumidor, os clientes, uma péssima notícia.
Não dá para entender. Com tanto lucro e tanta tecnologia....
Soluo para os crditos de ICMS das empresas
Publicado em 04-Out-2007
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) levou para o governo federal...
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (IEDI) levou para o governo federal uma proposta para resolver a questão dos créditos de ICMS de exportação que os Estados devem as empresas. São quase 13 bilhões de reais, isso mesmo, um senhor calote dos Estados. Já é hora dos governos federal e dos Estados resolverem essa questão, seja por meio de encontro de contas, dívidas e créditos fiscais, seja por meio de um mercado onde esses créditos pudessem ser negociados para o pagamento de impostos devidos pelas empresas. Alguma coisa precisa ser feita. Não é justo e legal que as empresas tenham crédito a receber e precisem ir ao mercado tomar recursos emprestados, a juros altos, para capital de giro, e não possam fazer investimentos para ampliação de suas unidades de exportação. Perde o país e perde o governo, deixando de arrecadar.
Mais um factide
Publicado em 04-Out-2007
Depois do factóide do terceiro mandato...
Depois do factóide do terceiro mandato, será que vamos ter que agüentar o factóide do pedido de licença do presidente em 2010 para participar das eleições. Estamos em outubro de 2007.....................
Uma deciso estranha e perigosa
Publicado em 04-Out-2007
Muito estranha, para dizer o mínimo, a decisão da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados...
Muito estranha, para dizer o mínimo, a decisão da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados autorizando os Estados a explorarem loterias. Simples e perigosa. Na prática, os Estados passaram a permitir todo tipo de jogo ilegal, São Paulo, sob comando tucano, à frente, incluindo a praga dos caça-níqueis e o videobingo. Mais estranha é a participação de deputados como Julio Delgado, do PSB de Minas Gerais, e Leo Alcântara (ex-PSDB) do PR do Ceará. O primeiro, pelo discurso moralista que fazia contra os bingos, e o segundo, pelas denúncias que o envolveram, no passado, com caça-níqueis no governo tucano no Ceará.
O PT e a bancada do governo votaram contra e alertaram para os riscos da aprovação de uma lei que permitirá de novo o jogo nos Estados. Em 2007, o STF declarou inconstitucional todas as leis estaduais que permitiram a jogatina, sempre acompanhada da lavagem de dinheiro, da corrupção das polícias e do financiamento de campanhas eleitorais via caixa 2.
Falando em eleições, será que essa decisão não está ligada às eleições municipais?
Mais uma coisa. Esse projeto de lei, de número 472, teve origem na CPI dos Bingos, a que era para investigar os Bingos, mas não o fez. Pelo contrário, na última hora, sem que ninguém assumisse a autoria, propôs a legalização dos Bingos. Ou seja, o jabuti subiu na árvore. Muito estranho mesmo.
Mas aí vem as eleições, sem financiamento público, sem fidelidade partidária, a não ser que o STF nos salve, e pior, com voto uninominal., Portanto, eleições caras.

CPI da Cmara isenta Anac
Publicado em 04-Out-2007
A notícia está nos jornais de hoje sem muito destaque...
A notícia está nos jornais de hoje sem muito destaque. A CPI do chamado Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados aprovou ontem, por 14 votos a favor e 6 contra, o seu relatório final, que isenta a ex-diretoria da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil) de qualquer responsabilidade pela crise aérea no país. Em sua conclusão final, o relatório diz que os desastres da Gol e da TAM não estão ligados à crise do setor, que o espaço aéreo é seguro e que o apagão aconteceu por falta de políticas, planos e investimentos no setor nos últimos anos.
Além disso, o relatório recomenda a desmilitarização do controle de tráfego aéreo.
Sobre o desastre do vôo 3054 da TAM, o relatório aponta como fator determinante o sistema de automação da Airbus, que impediu a frenagem do Airbus. A pista de Congonhas foi isentada de culpa pelo acidente. Foi recomendado, também, que aviões com reversor inoperante não pousem em Congonhas com chuva.
Como o relatório final não tem as conclusões que a oposição e a mídia esperavam, os jornais de hoje não dão grande destaque à notícia. Se fosse o contrário, certamente teria ganho as manchetes.

Chinaglia nega reao da Cmara
Publicado em 04-Out-2007
Sobre uma possível e improvável reação da Câmara dos Deputados...
Sobre uma possível e improvável reação da Câmara dos Deputados a uma possível e provável decisão do STF reconhecendo a fidelidade partidária, na Folha de hoje, na matéria "Chinaglia nega ter articulado reação ao STF" (só para assinantes), o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, disse com prudência e sensatez: "Minha preocupação é que se a Folha e outros jornais trabalharem, por responsabilidade deles, e não nossa, a hipótese de que a Câmara vai criar uma crise institucional com o STF, temo que isso possa tisnar uma relação de absoluto respeito."
Chinaglia manifestou, ainda, sua preferência: "Disse em outra circunstância que eu preferia que não houvesse decisão [de cassação]. Isso é opinião política. Preferia que houvesse um acordo da Casa com toda a disputa, porque sou contra, eu, a judicialização da política."
STF deve reafirmar a fidelidade partidria
Publicado em 04-Out-2007
Pelas discussões e votos de ontem, na sessão do STF...
Pelas discussões e votos de ontem, na sessão do STF, tudo indica que a Suprema Corte assumirá a mesma posição do TSE: o mandato pertence ao Partido (o que é óbvio), mas ficará dentro da Constituição e das leis e decisões do próprio STF, como a posição do Ministro Celso Mello: "Se o Supremo defender que a decisão do TSE é constitucionalmente correta, terá que se deparar com outra questão: o princípio da segurança jurídica, que busca impedir modificação abrupta [na jurisprudência]".
Ou seja, a decisão não terá efeito retroativo e só valerá para a próxima legislatura, em 2011, ou a partir da decisão da Corte. Espero que a maioria dos ministros e ministras não se deixem levar pelo discurso hipócrita da oposição, que no governo FHC estimulava esse troca-troca, e muito menos pelo discurso, e tudo indica pelo voto totalmente ideológico e político, de um dos seus ministros.
Mais uma CPI que pode virar instrumento de vingana poltica
Publicado em 04-Out-2007
Vai começar mais uma CPI, a das ONGs...
Vai começar mais uma CPI, a das ONGs. O presidente é do DEM, o senador Raimundo Colombo, de Santa Catarina. Começou mal e se continuar assim não dará em nada. Começou para investigar as denúncias da revista Veja contra a senadora Ideli Salvati, exatamente a principal adversária do DEM em Santa Catarina. Ou seja, pode se transformar numa vendeta igual à matéria da Veja, já que não há nada que comprometa a senadora líder do PT. A oposição diz que investigará, também, a ONG UNI Trabalho e sua relação com o chamado Dossiê José Serra. Acontece que tudo isso já foi investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, os responsáveis já foram denunciados e o processo tem seu rito normal. Então, qual é o objetivo da oposição?
É fácil. As eleições de 2008. É pena porque o Senado podia prestar um serviço ao país, investigando e avaliando de fato as ONGs, OSCIPs e outras entidades não governamentais que recebem recursos públicos e propor mudanças na política e na legislação e, principalmente, no controle e fiscalização desses recursos públicos.
Como sabemos, nos últimos anos, na febre de privatização do governo FHC, onde tudo que era Estado não prestava, milhares de organizações não governamentais foram criadas, inclusive na área da educação e saúde, terceirizando serviços e funções do Estado. Já é hora de se fazer um balanço e corrigir desvios e erros, evitar o roubo ou desperdício de dinheiro público. Seja na merenda escolar, creches, cursos de alfabetização, de profissionalização, de informática, na gestão de hospitais, no que for.
Isso sem falar na ONGs que pululam como insetos na Amazônia brasileira, muitas delas estrangeiras, muitas roubando nossa biodiversidade, muitas travestidas de instituições sem fins lucrativos ou religiosas, várias de espionagem.
O importante é que a CPI cumpra seus objetivos e não essa mesquinharia da oposição de fazer propaganda contra o PT e o governo Lula, desmoralizando um instrumento fundamental para o país e para fiscalizar o Executivo.

Fiscalizao contra trabalho escravo ser retomada
Publicado em 04-Out-2007
A questão da Fazenda Pagrisa e a suspeita iniciativa de uma Comissão Externa do Senado...
A questão da Fazenda Pagrisa e a suspeita iniciativa de uma Comissão Externa do Senado que defendeu a empresa da acusação de trabalho escravo continua rendendo. Até agora não foi apresentado nenhum documento, nenhuma prova, seja pela empresa ou pela Comissão do Senado, que inocente a empresa. Além de ter na presidência uma senadora ruralista e de oposição sistemática ao governo, Kátia Abreu, do DEM de Goiás, ligadíssima ao ex- senador Jorge Bornhausen, e do tucano Flexa Ribeiro, ligado a empresa, participou da Comissão, e foi conivente com suas conclusões a favor da Fazenda, o também senador da oposição, Jarbas Vasconcelos, que posa de Catão no Senado.
O governo e o Ministério do Trabalho não se intimidaram com essa manobra dos senadores e a fiscalização dos grupos móveis de combate ao trabalho escravo da Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério será retomada. O próprio presidente Lula sugeriu ao Ministro Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos, a realização de uma campanha nacional contra o trabalho escravo e uma contra-ofensiva dos órgãos de direitos humanos e de fiscalização do Estado Brasileiro, com apoio dos órgãos de inteligência do governo.
O Ministério Público Federal, a pedido da empresa Pagrisa, do Pará, investigada pelo próprio MP, abriu uma investigação contra o auditor-fiscal, Humberto Célio Pereira, por abuso de autoridade, constrangimento ilegal e ameaça de falsificação de documento.
Pode?

" de sonho e de p"
Publicado em 03-Out-2007
"Saí muito menina de Belo Horizonte e morei quase toda a minha vida em São Paulo, capital...
"Saí muito menina de Belo Horizonte e morei quase toda a minha vida em São Paulo, capital. Agora de volta, escolhi trabalhar no norte de Minas através de concurso na área de saúde pública – um desafio enorme, mas um caminho profissional guiado pelo meu coração. Não vou discutir aqui as estatísticas do Vale do Jequitinhonha e nem falar das suas deficiências estruturais. Quero contar um pouquinho sobre a maior riqueza daquele lugar: seu povo".
Leiam a íntegra do emocionante artigo da especialista em Políticas e Gestão da Saúde, Elizabeth Stehling, sobre o povo do Vale do Jequitinhonha, na seção Convidado.
Uma noticia que diz tudo
Publicado em 03-Out-2007
Operação milagre devolve a visão ao assassino de Che Guevara
Operação milagre devolve a visão ao assassino de Che Guevara
La Paz, 30 set. ABN - O suboficial boliviano Mario Terán, que em outubro de 1967 assassinou o comandante Ernesto "Che" Guevara em uma escola do povoado de La Higuera, recuperou a visão após ter sido operado por médicos cubanos em um hospital da Bolívia doado por Cuba.
A notícia foi publicada pelo órgão oficial do Partido Comunista Granma com base numa publicação anterior do diário "El Deber" da cidade boliviana de Santa Cruz de la Sierra.
"A quatro décadas de que Mario Terán tentasse com seu crime destruir um sonho e uma idéia, Che torna a ganhar outro combate. E continua em campanha", assegurou o Granma, citado pela estatal Agência de Informação Nacional (AIN) da ilha.
O texto detalha que um filho de Terán pediu ao "El Deber" de Santa Cruz que publicasse uma carta de agradecimento aos médicos cubanos que haviam devolvido a visão ao seu idoso pai, após operá-lo de catarata, nos quadros da Operação Milagre, plano oftalmológico que Cuba já exportou a vários países.
A nota do Granma resenha que Terán, ao receber a ordem de matar Che "teve de socorre-se do álcool para encher-se de coragem e poder cumpri-la, como ele mesmo narrou depois à imprensa".
Relata o artigo que Che, ferido e desarmado, sentado no chão de terra da escolinha, "o viu vacilante e temeroso e teve toda a coragem que faltava ao seu algoz para abrir a surrada camisa verde-oliva, descobrir o peito e gritar-lhe: 'Não trema mais e dispara aqui que v. vai matar um homem'.
Terán, cumprindo ordens dos generais René Barrientos e Alfredo Ovando, da Casa Branca e da CIA, disparou sem saber que as feridas mortais abriam buracos junto àquele coração que continuria marcando a luta dos povos'.
A nota do diário oficial cubano destaca que o suboficial 'poderá apreciar as cores do céu e da selva, desfrutar do sorriso de seus netos e presenciar partidas de futebol, contudo jamais será capaz de perceber a diferença entre os ideais que o levaram a assassinar um homem a sangue-frio e as de quem ordenava aos médicos de sua guerrilha que atendessem igualmente seus camaradas e seus inimigos'.
AIN sublinha ademais que Terán 'não teve de pagar um só centavo pela operação' dos médicos cubanos em um hospital doado pelo governo de Cuba e inaugurado pelo presidente Evo Morales.
"Recordem bem esse nome: Mario Terán, um soldado educado na idéia de matar que volta a ver graças aos médicos seguidores das idéias de sua vítima", ressaltou o periódico.
Depois de deixar Cuba em 1966 Che ingressou clandestinamente na Bolívia com a idéia de criar um foco revolucionário na América Latina.

Uma perigosa recada
Publicado em 03-Out-2007
Uma má idéia, uma péssima idéia, uma recaída...
Uma má idéia, uma péssima idéia, uma recaída. Setores do governo, com a oposição firme do Ministério dos Transportes e da indústria naval, estão defendendo a importação de navios, com a suspensão temporária (?) do imposto de importação de 55% que, hoje, viabiliza a retomada de nossa indústria naval, a partir das encomendas de 44 navios, 26 deles já licitados, pela Transpetro. A alegação é de que nossa safra agrícola não tem como ser escoada e que nossas rodovias estão saturadas.
Mas quem disse que não podemos produzir no Brasil esses navios? Se já o fizemos no passado recente? Há 15 anos.
As elevadas tarifas dos celulares pr-pagos
Publicado em 03-Out-2007
As empresas telefônicas estão alegando que as tarifas dos telefones celulares pré-pagos são altas...
As empresas telefônicas estão alegando que as tarifas dos telefones celulares pré-pagos são altas por causa dos impostos. Falam em R$ 3,20 de impostos em cada R$ 10,00 gastos no pré-pago. Mas, mesmo considerando o peso dos impostos no Brasil, nada justifica que paguemos R$ 1,20 por minuto, quando no Chile é R$ 0,43 e na Argentina a média dá R$ 0,50. No Brasil, o serviço pós-pago chega até a R $ 0,40 o minuto. Como no Chile e na Argentina também se paga impostos, chegamos à conclusão de que é hora da Anatel tomar providências.
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, cobrou das empresas uma redução nas tarifas e pediu mais. Pediu validade de 1 ano para os cartões pré-pagos. A Anatel já aumentou o prazo de validade para 6 meses, mas o ministro quer mais e quer que, mesmo depois de vencido o prazo, os créditos não consumidos possam ver usados.
Com a palavra, as empresas telefônicas.
Apenas uma constatao
Publicado em 03-Out-2007
Não é uma crítica, nem significa que eu seja contra ao aumento dado aos ministros do STF...
Não é uma crítica, nem significa que eu seja contra ao aumento dado aos ministros do STF, que terá efeito cascata em todo o Judiciário. Mas apenas uma constatação. Imaginem se fosse um aumento para os funcionários públicos do Executivo, ou para os parlamentares. Teríamos editoriais contra e matérias críticas em todos os jornalões, escandalizados com o aumento dos gastos públicos e com o desperdício de recursos necessários na saúde, educação, etc, etc....
O Globo quer censurar livros didticos
Publicado em 03-Out-2007
O Globo de hoje dedicou uma página e um Editorial para criticar outro livro didático e defender sua proibição...
O Globo de hoje dedicou uma página e um Editorial para criticar outro livro didático e defender sua proibição. Vejam o que diz o editorial: "A questão não é de liberdade de expressão, mas de proteção das próximas gerações contra desvios na formação pessoal e profissional". Dois pesos, duas medidas.
Quando se fala em determinar faixas horárias para os programas de televisão, aí é censura e contra a liberdade de expressão. O Estado não pode interferir na programação das emissoras, que transmitem programas altamente nocivos para crianças e jovens em horários inapropriados, mas deve passar por cima das comissões que avaliam os livros didáticos para proibi-los.
O que querem Ali Kamel - novo porta-voz do conservadorismo e do direitismo - os intelectuais midiáticos da moda e O Globo é que o conteúdo dos livros didáticos siga sua cartilha ideológica, sem nenhum pluralismo. Qualquer menção à esquerda, a idéias socialistas, ao PT, aos programas sociais do governo Lula, à revolução russa, é propaganda e não história.
Na verdade, são contra a interferência do Estado quando o governo não é o deles. Se for, vale tudo.

O Dia D da fidelidade partidria
Publicado em 03-Out-2007
Hoje é o dia D. Espero que o STF faça justiça ao PT...
Hoje é o dia D. Espero que o STF faça justiça ao PT - que sempre defendeu a fidelidade partidária, que consta de seus Estatutos e sempre pleiteou junto ao TSE e ao STF que reconhecessem que o mandato é do partido, sempre sem sucesso.
Antes tarde do que nunca.
Outra questão é se a decisão terá ou não efeito retroativo e até quando? Só para essa legislatura? E os infiéis do passado? Valerá, também, para os senadores? Para prefeitos, governadores e para o Presidente da República?
Poltica industrial aposta em inovao
Publicado em 03-Out-2007
Segundo a matéria “Política industrial será mais ampla”, do Estadão de hoje...
Segundo a matéria “Política industrial será mais ampla”, do Estadão de hoje (só para assinantes), a nova política industrial, que poderá ser definida em 30 dias, ampliará o raio de ação da atual, em vigência desde 2004. Os estudos abrangem estímulos à inovação em setores tradicionais da economia, inclusão de linhas de ação específicas para novas áreas, como o etanol, e estímulos a operações de fusões e aquisições capitaneadas por empresas nacionais. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será o principal financiador desses mecanismos.
O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, indicaram que o governo poderia usar o bom momento do mercado de capitais para ajudar a financiar as empresas e que a nova política apostaria em inovação, usando, também, instrumentos tributários e financeiros. A estratégia é dotar os setores tradicionais de maior capacidade de investimento em inovação.
O governo está no caminho certo. Como já disse inúmeras vezes, investir em inovação e na modernização do nosso parque industrial é nossa melhor aposta para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros, enfrentar a concorrência externa, principalmente da China, gerar mais e melhores empregos e promover o crescimento sustentado de nossa economia.
A hora é essa!

Uma vitria do meio ambiente
Publicado em 03-Out-2007
O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes...
O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que foi mal interpretado e negou que defendesse a plantação de cana de açúcar na Amazônia brasileira. Entendeu-se com a ministra Marina Silva e juntos vão apressar o zoneamento agrícola e o selo sócio-ambiental. Boa notícia. Uma vitória do meio ambiente.
Ministro Paulo Bernardo afasta risco de inflao
Publicado em 03-Out-2007
Boa fala do Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo...
Boa fala do Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Ele disse com clareza o que o pais queria ouvir: não há riscos nem de inflação, nem de aquecimento da produção. A decisão do CNM sobre a TJLP, mantendo a taxa em 6,25%, não tem nada a ver com a decisão do Copom sobre a taxa selic ou mesmo com a inflação. Foi uma decisão isolada.
Espero que essa seja também a avaliação dos membros do Copom, pelo menos do CNM. Ou seja, do Ministro Paulo Bernardo e de seus colegas Guido Mantega e Henrique Meirelles.
A miragem do choque de gesto tucano
Publicado em 03-Out-2007
O governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, criou uma miragem...
O governador tucano de Minas Gerais, Aécio Neves, criou uma miragem - o tal "choque de gestão" - e quer que o país acredite que saneou Minas Gerais e modernizou sua administração. E ainda duvida que o presidente Lula tenha dito o óbvio, que no Brasil, contratar servidores públicos é sim dar um choque de gestão. Afinal, faltam professores, fiscais, médicos, advogados, engenheiros, técnicos, gestores. Falta tudo em toda administração. Mas faltam, principalmente, funcionários competentes e bem remunerados. Não temos, com raras exceções, uma burocracia civil baseada no concurso público e no mérito, organizada em planos de cargos e salários. Nem Minas Gerais tem. Se o governador mineiro acredita em funcionalismo mal remunerado e desestimulado é porque realmente só faz propaganda.
O exemplo que vem de Portugal
Publicado em 02-Out-2007
O portal da revista Imprensa publica uma notícia interessante...
O portal da revista Imprensa publica uma notícia interessante. O Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas de Portugal - equivalente ao Conselho de Ética, no Brasil - divulgou uma lista de recomendações aos profissionais e empresas de comunicação do país envolvidos na cobertura do caso Madeleine MacCann, para que "alguns erros que foram cometidos neste processo sejam evitados em situações futuras".
Segundo o Conselho, tendo em vista que "o caso desencadeou uma cobertura midiática e interesse público de dimensões mundiais" e que há dificuldade de se obter informações oficiais, "os jornalistas devem - repete-se, devem - cumprir escrupulosamente os seus deveres/regras" éticas.
A entidade recomenda que os jornalistas não assumam o papel de "proponentes de teses, sem fundamentação justificada, sobre a história do eventual crime". Ou seja, os jornalistas não devem assumir papéis que cabem a outras entidades.
Também foi orientado que os profissionais lutem contra a falta de fontes oficiais e só divulguem informações tendo a "certeza absoluta" de sua veracidade. "Convém salientar que o uso de fontes anônimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois, em caso de a informação se revelar falsa, será a credibilidade do jornalista e de seu órgão de comunicação social que está em jogo".
Os jornalistas portugueses, segundo a recomendação, também devem ter consciência do risco de divulgar informações que manchem a reputação dos envolvidos, mesmo que estes, em uma determinada fase do caso, tenham tido a condição, oficial ou não, de suspeitos ou réus. "A competição entre órgãos de comunicação e jornalistas pela audiência não deve fazer-se à custa de atropelos éticos", diz o texto.
Ainda foi recomendado que o jornalista salvaguarde a presunção da inocência dos envolvidos até o caso ser julgado e que se proíba que os envolvidos sejam "humilhados ou perturbados em sua dor".
Vale a pena lembrar que ninguém considerou as recomendações do Sindicato dos Jornalistas portugueses como uma intromissão indevida ou uma ameaça à liberdade de imprensa. Se fosse aqui no Brasil, com certeza, essas surradas cantilenas seriam gritadas a plenos pulmões, como acontece sempre que alguém tenta criar qualquer regulação ou limites para conter os abusos e excessos, cada vez mais freqüentes, da mídia brasileira.
Que o exemplo português inspire os jornalistas brasileiros e seus órgãos representativos.

Srgio Cabral reage a Garotinho
Publicado em 02-Out-2007
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não deixou por menos...
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, não deixou por menos. Articulou a entrada do secretário-geral do PSDB, Eduardo Paes, seu secretário de Esportes, no PMDB. Responde, assim, à aliança que Antony Garotinho e Jorge Piciani construíram para as eleições municipais, começando pela capital onde querem emplacar Solange Amaral, deputada estadual do DEM, como candidata, com um vice do PMDB.
Um bom exemplo
Publicado em 02-Out-2007
A Folha publicou nesse domingo uma série de matérias sobre o trabalho na indústria têxtil e de confecções...
A Folha publicou nesse domingo uma série de matérias sobre o trabalho na indústria têxtil e de confecções no Estado de São Paulo que demonstra que nem tudo está perdido. Pelo contrário. A verdade é que muitas empresas têxteis e varejistas estão assinando Termos de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Trabalho para regularizar a situação de trabalhadores ilegais e forçados, legalizar empresas e impedir a contratação de estrangeiros em situação irregular, geralmente super explorados.
Algumas empresas, como a C&A, contratou uma auditoria independente de sua própria holding para fiscalizar e legalizar empresas que fornecem para a cadeia de lojas da multinacional. A própria ABIT, a Associação da Indústria Têxtil, aderiu ao pacto contra o trabalho forçado e das 147 investigações para apurar denúncias, metade virou TACs. Realmente, um bom exemplo.
Esse exemplo precisa ser seguido por toda a indústria e o comércio brasileiro. Os sindicatos e suas centrais deveriam propor às entidades empresariais um pacto contra o trabalho ilegal, forçado, degradante e escravo em todo o país e junto com o Ministério Público do Trabalho dar um exemplo ao Brasil e ao mundo.
Isso vale principalmente para nossa agricultura e para a cana de açúcar, antes que seja tarde e que a União Européia e os EUA usem como pretexto para proteger seu mercado e produção as condições de trabalho e ambientais no Brasil.
Daí a importância desse exemplo da indústria têxtil e do comércio varejista.
Leiam as matérias “Blitz apura elo entre varejo e trabalho degradante em SP”, “Mão-de-obra degradante migra para o interior de SP”, “Redes dizem agir contra trabalho irregular”, “20 mil pedem regularização em dois anos” e “C&A cria empresa e investe R$ 5 mi para fiscalizar fornecedor” (só para assinantes).

Ideli nega as acusaes da Veja
Publicado em 02-Out-2007
Na matéria “Deputado petista nega relação com campanha eleitoral de Ideli”, da Folha de hoje...
Na matéria “Deputado petista nega relação com campanha eleitoral de Ideli”, da Folha de hoje (só para assinantes), o deputado estadual Dirceu Dresch, do PT de Santa Catarina diz que jamais assinou convênios da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul durante o governo Lula e que nunca foi coordenador de campanhas eleitorais da senadora Ideli Salvatti. "Quando ela se candidatou ao Senado, eu concorria como deputado. Não tinha como. Quando ela foi candidata a deputada, eu apoiava outras candidaturas, da região oeste", disse o deputado.
A senadora Ideli Salvatti também negou relação com denúncias de fraudes na Fetraf-Sul e se defendeu das acusações: "Tenho relação histórica com entidades do setor de agricultura familiar, que é um dos mais importantes de Santa Catarina. Fiz várias emendas para fortalecer o setor, mas nenhuma para a entidade", disse.
Em matéria na Folha On Line – “Ideli atribui denúncias sobre ONGs à "guerra política" em Santa Catarina”, a líder do PT no Senado, Ideli Salvatti, atribuiu as denúncias à "guerra política". Ela acusou seu adversário regional, o senador Raimundo Colombo (DEM-SC), de ser o responsável pelas acusações.
"Eu não tenho nenhuma dúvida de que o objetivo é político-partidário", disse Ideli, mostrando um exemplar de um jornal local catarinense em que há fotografias dela e de Colombo referindo-se à acusação. "Nunca apresentei uma só emenda para essa entidade [Fedraf-Sul] que está sendo investigada."
As denúncias contra a senadora Ideli Salvati foram publicadas na matéria “O caixa 2 da turma de Ideli”, da revista Veja dessa semana (só para assianntes), e fazem parte da campanha sórdida e sem limites que a revista tem feito contra o PT por causa da CPI da TVA/Telefônica.

Reorganizar a mquina pblica o verdadeiro choque de gesto
Publicado em 02-Out-2007
A Folha também responde na hora a outra declaração do presidente Lula sobre choque de gestão...
A Folha também responde na hora a outra declaração do presidente Lula sobre choque de gestão. “As pessoas passam para a sociedade uma idéia de que é possível fazer choque de gestão diminuindo o número de pessoas que trabalham, quando, na verdade, o choque de gestão será feito quando a gente contratar mais gente, mais qualificada, mais bem-remunerada, porque aí teremos também serviços de excelência prestados para a sociedade brasileira. Para reverter essa situação é preciso coragem de ser ousado", disse o presidente, na matéria “Choque de gestão é aumentar o funcionalismo, afirma Lula” (só para assinantes).
A resposta do jornal, dessa vez, veio por meio de um jornalista mesmo. Nem se preocupou em buscar alguém da oposição, já que tem lá mesmo no jornal. O jornalista Gustavo Patu respondeu, no texto “Lula confunde e amplia governo e Estado” (só para assinantes), que o jornal chama de análise, afirmando que o PT quer e precisa de cargos de confiança (ele cita 22 mil). Ou seja, baixou o nível.
O que a Folha não diz é que todas as contratações que contam foram feitas por concurso público e eram necessárias. Milhares foram feitas por determinação do Ministério Público e do TCU. FHC havia inchado a máquina com funcionários temporários, precários, terceirizados, tudo ilegal, e com funcionários contratados por organismos internacionais, por meio de convênios. A Folha também não diz que o governo Lula iniciou a prática de dar aumentos diferenciados aos servidores públicos, melhorando os salários dos de baixo, que receberam aumentos maiores. Também esconde que ninguém queria trabalhar no serviço publico, pelos baixos salários, principalmente em cargos de direção e assessoria, e que foi o governo Lula que equiparou esses salários aos do mercado, os da iniciativa privada.
O jornal paulista também esconde que o governo Lula iniciou sim uma reestruturação do serviço público, reorganizando os planos de cargos e carreiras de vários ministérios, como o da Agricultura, cuja estrutura era de 1937, o IBAMA, o INPI e tantas outras autarquias e empresas públicas antes sucateadas.
Quanto aos 22 mil cargos de confiança e ao 1/4 ocupados por petistas, não difere nada da realidade de todo Brasil, seja no governo de José Serra, em São Paulo, de Aécio Neves, em Minas Gerais, ou de Gilberto Kassab, na prefeitura de São Paulo. Os partidos indicam profissionais e técnicos, filiados, para exerceram cargos de confiança.
Isso só acabará com uma reforma política e administrativa que ponha fim ao atual sistema político brasileiro.
Não é, portanto, um problema do PT e muito menos exclusivamente do governo Lula.
Finalmente, com relação ao gasto com pessoal, quem enviou um projeto de lei para o Congresso estipulando um teto anual para os gastos com pessoal foi o presidente Lula.
O presidente Lula está certo quando diz que criação de secretarias no governo federal não representa um inchaço da máquina pública e que o verdadeiro choque de gestão está na contratação de funcionários. Precisamos reorganizar a máquina administrativa, recuperar as carreiras e os planos de cargos e salários, recriar a burocracia civil republicana.
E isso só se faz com bons salários e profissionais competentes.

A pronta-resposta da Folha
Publicado em 02-Out-2007
Uma declaração do presidente Lula sobre a política externa brasileira...
Uma declaração do presidente Lula sobre a política externa brasileira, feita na Fiocruz, no Rio de Janeiro, reproduzida na matéria "Política externa era subordinada, diz Lula”, da Folha de hoje (só para assinantes), inaugurou um novo tipo de jornalismo do jornal paulista. A Folha respondeu na hora, com um artigo de Celso Lafer, "Presidente não é o marco zero da diplomacia", ex-ministro de relações exteriores de FHC.
Lula afirmou que nossa política externa era de "subordinação intelectual" aos Estados Unidos e à Europa e que quando priorizou a África e a América Latina foi muito criticado. Celso Lafer respondeu afirmando que o presidente não é o marco zero da nossa diplomacia.
Não foi isso que Lula disse. Ele disse que o Brasil, apesar da independência, continuou sendo colonizado, e expressou isso de forma direta e clara. Falou de subordinação intelectual e viés americano e europeu. Logo, nem disse que era o marco zero da diplomacia, nem negou a história das relações diplomáticas do Brasil.
Celso Lafer termina negando qualquer avanço nas relações com a América do Sul e acena com a "fragmentação da região", o espantalho do "isolamento do Brasil" e da "porosidade das fronteiras". Ou seja, com o fantasma da migração, bem como gosta a direita.
Na verdade, o que ele teme são as mudanças na América do Sul, que deixa a zona de influência americana, confirmadas com a vitória de Rafael Correa no Equador nas eleições para a Constituinte, a consolidação do governo de Hugo Chaves com o referendum sobre mudanças constitucionais e com a quase segura eleição de Cristina Kirchner na Argentina.

Um panfleto de direita chamado Veja
Publicado em 02-Out-2007
A imprensa conservadora e de direita decidiu desqualificar...
A imprensa conservadora e de direita decidiu desqualificar radicalmente todos os líderes e pensadores da esquerda para desqualificar de vez o socialismo. Sem nenhuma preocupação com a História, com os fatos ou com a seriedade intelectual, apresenta todos os líderes revolucionários como bandidos, sanguinários e incompetentes. Não vê um só mérito em nenhum deles. Na última edição, dois jornalistas da Veja assinam pretensiosa matéria desancando "Che" Guevara com base em entrevistas com nada menos que exilados cubanos de Miami e anticomunistas notórios. Che cometeu erros, claro, mas as versões de Veja são absurdas e desonestas. A revista virou mesmo um panfleto da pior qualidade.
O criador critica a criatura
Publicado em 01-Out-2007
Vale a pena ler a entrevista “Criador da web critica a própria invenção“...
Vale a pena ler a entrevista “Criador da web critica a própria invenção“ (em área aberta a não assinantes), do engenheiro belga Robert Cailliau, no Estadão de sábado (em área aberta a não assinantes). Na entrevista, o pesquisador condena o uso excessivamente comercial da rede mundial e elogia os blogs e a Wikipedia, que considera construções coletivas de informação. Entre os alvos de suas críticas também estão a Microsoft, o MySpace e o Second Life, empresas ou produtos que ele chama de “opacos” e que lhe provocam temor, seja por concentrarem em excesso informações da vida privada de seus usuários, seja por desviarem o foco da realidade.
Desafios
Publicado em 01-Out-2007
Vale a pena ler o artigo "Desafios", do ex-presidente da Caixa Econômica Federal....
Vale a pena ler o artigo "Desafios", do ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, no Globo de hoje, sobre a expansão do setor imobiliário no governo Lula.
"Várias decisões tomadas desde 2003 pelo governo federal - em sintonia com entidades do setor da construção civil e com os movimentos sociais - foram indispensáveis à expansão do setor imobiliário.
Depois de anos de estagnação a construção civil deslanchou (crescendo mais que o PIB em 2004 e 2006), foram gerados centenas de milhares de empregos no setor e foram disponibilizados recursos ao crédito habitacional em valores inusitados e crescentes. Após a expansão iniciada em 2004, em 2006 foram aplicados 20 bilhões de reais, e nos primeiros sete meses de 2007 os recursos destinados ao crédito habitacional alcançaram cerca de 14 bilhões, gerando uma expectativa de aplicação de mais de 30 bilhões neste ano e de um crescimento do setor novamente superior ao PIB. Isto sem incluir os recursos novos do PAC destinados à habitação", diz um trecho do artigo.

Indicadores sociais mostram um Brasil melhor
Publicado em 01-Out-2007
O IBGE divulgou na sexta-feira a “Síntese dos Indicadores Sociais 2007...
O IBGE divulgou na sexta-feira a “Síntese dos Indicadores Sociais 2007- Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira”. Embora os jornais de sábado tenham dado pouco destaque ao estudo e optaram, como de hábito, por valorizar dados negativos, como o de que a taxa de analfabetismo no Brasil é maior do que a média da América Latina, o estudo revela um conjunto de indicados sociais bastante positivos.
Na área da educação, por exemplo, mostra que, de 1996 a 2006, as taxas brutas de freqüência à escola de alguns segmentos etários apresentaram crescimento relativo muito significativo. Para as crianças de 0 a 3 anos de idade, os percentuais dobraram nesse período, de 7,4% para 15,5%. Na faixa seguinte, de 4 a 6 anos, as taxas passaram de 53,8% para 76,0%, um aumento de mais de 40%. Além disso, a defasagem dos alunos do ensino fundamental cai 41,6% em dez anos.
No Brasil, o analfabetismo atinge 14,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais e está concentrado nas camadas mais pobres, nas áreas rurais, especialmente do Nordeste, entre os mais idosos, de cor preta e parda. Ao mesmo tempo, entre 1996 e 2006, o percentual de jovens de 15 a 24 anos analfabetos reduziu-se bastante, chegando a 5,8%.
Embora ainda seja baixa, a média de anos de estudo da população vem melhorando ano a ano. De 1996 para 2006, essa média passou de 5,7 para 7,2 anos de estudo para as pessoas com 15 anos ou mais de idade.
A pesquisa do IBGE revelou, também que em dez anos, o número de crianças trabalhando, na faixa de 10 a 15 anos, caiu de 3,6 milhões para 2,5 milhões. Entretanto, a pesquisa encontrou 235 mil crianças de 10 a 17 que declararam trabalhar em vias públicas. No outro extremo da população, entre os 19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, 14,6 milhões (76,6%) eram beneficiárias da Previdência.
A taxa de mortalidade infantil no Brasil continua em declínio, passando de 36,9‰ para 25,1‰, entre 1996 e 2006. A melhoria das condições de habitação, particularmente o aumento relativo do número de domicílios com saneamento básico adequado, vem contribuindo para reduzir as mortes infantis.
Em 2006, 61,5% dos domicílios urbanos brasileiros tinham saneamento adequado ou completo, com serviços simultâneos de abastecimento de água por rede geral com canalização interna, ligados à rede geral de esgotamento sanitário e/ou rede pluvial, e com serviço de coleta de lixo diretamente no domicílio.
Os dados da pesquisa, pela sua amplitude, merecem uma análise cuidadosa. Embora eles apontem que ainda temos graves problemas a superar, como o do elevado índice de analfabetismo, é inegável que o quadro revelado pelo estudo mostra um Brasil melhor do que há dez anos atrás, em vários indicadores sociais. Isso é inquestionável.

Desmistificando a chamada crise area
Publicado em 01-Out-2007
Vale a pena ler a nota “Brasil perdeu R$ 3 bilhões com crise aérea (será?), postada ontem no blog...
Vale a pena ler a nota “Brasil perdeu R$ 3 bilhões com crise aérea (será?)", postada ontem no blog Logística e Transportes, do engenheiro José Augusto Valente, consultor em logística e transportes, em que ele rebate com dados e números as teses veiculadas pela mídia de que as empresas aéreas brasileiras perderam passageiros e receita com a chamada “crise aérea”. A conclusão de Valente é de que “não houve impacto (ou foi irrelevante) da tal "crise aérea" no movimento de passageiros em 2007, em relação a 2006 (antes da "crise aérea"). Pode ter havido perda financeira das empresas aéreas mas não porque reduziu o número de passageiros, mas sim devido à concorrência quase predatória que está ocorrendo entre as duas principais: a TAM e a Gol”.
Denncia de irregularidades no Sistema S
Publicado em 01-Out-2007
A Folha de hoje publica quatro matérias sobre irregularidades encontradas no Sistema S...
A Folha de hoje publica quatro matérias (só para assinantes) sobre irregularidades encontradas no Sistema S, que reúne as entidades assistenciais da indústria, comércio, agricultura e transporte. A matéria principal, “CGU vê irregularidades na administração do Sistema S”, divulga um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), baseado em 370 ações fiscais realizadas no Sistema S, que mostra que praticamente 90% das entidades não conseguem passar no pente-fino do órgão de controle. O levantamento, obtido pela Folha, detalha as auditorias feitas em 172 unidades do sistema, das quais só 21 tiveram suas contas consideradas regulares.
Em três unidades do sistema, a CGU conclui que houve gestão irregular, enquanto em outras 148 foram constatados problemas e a fiscalização indicou ressalvas na avaliação das contas. O sistema é composto por nove entidades bancadas a partir de recursos da folha de salário das empresas.
No diagnóstico da controladoria, as principais falhas estão localizadas nas compras de produtos e serviços e na contratação de pessoal -"conseqüência de controles internos administrativos deficientes".
A partir de denúncias encaminhadas à CGU, as auditorias também confirmaram irregularidades no gerenciamento dos recursos em quatro unidades do Sistema S. Nelas, os auditores apuraram sobrepreço em contratos de obras e serviços e conflitos de interesse em licitações. Havia casos em que o contratante era sócio na empresa contratada.
A fiscalização ainda levantou pagamento de serviços em duplicidade, prestação de serviços sem contratos, compra de produtos com dispensa de licitação e por preços acima de mercado, além de desrespeito a prazos para manutenção de documentos que provam pagamentos feitos.
"Nem o Congresso nem o Executivo exercem um acompanhamento dos recursos do Sistema S, pois essa é a única receita pública que não transita pelo Orçamento", diz o deputado federal e relator do PPA (Plano Plurianual) 2008-2011, Cláudio Vignatti (PT-SC).
Na matéria “Para Sesi e Senai, não há irregularidades” (só para assinantes), representantes das direções da entidades, negam a existência de irregularidades, e a última matéria – “Entidades preferem não revelar a remuneração dos dirigentes” mostra que a despeito das críticas de falta de transparência nas unidades que compõem o Sistema S, as maiores entidades do setor preferem guardar segredo sobre os salários pagos à sua cúpula. Desde o ano passado, o TCU (Tribunal de Contas da União) acabou com o limite de remuneração para os funcionários das instituições, que tinham como teto o salário de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) -atualmente de R$ 24.500.
As denúncias precisam ser rigorosamente apuradas e os dirigentes das entidades do Sistema S precisam se manifestar sobre elas. Essas entidades exercem um importante trabalho social e de formação técnica dos trabalhadores dos setores que representam e não podem conviver com suspeitas de irregularidades tão graves.

Um olhar sobre o Ir
Publicado em 01-Out-2007
Vale a pena ler a entrevista “Mudança virá de dentro, diz ex-prisioneira”...
Vale a pena ler a entrevista “Mudança virá de dentro, diz ex-prisioneira”, da acadêmica iraniana Haleh Esfandiari, diretora do programa para o Oriente Médio do Wilson Center, em Washington, na Folha de hoje (só para assinantes) .
Ela ficou três meses presa em Teerã, acusada de espionagem, e, na entrevista, esclarece e informa sobre o Irã e fala sobre a posição do Brasil sobre o programa nuclear iraniano.
Uma vitria da democracia no Equador
Publicado em 01-Out-2007
Com uma espetacular vitória eleitoral, pelas pesquisas de boca de urna...
Com uma espetacular vitória eleitoral, pelas pesquisas de boca de urna, o presidente do Equador, Rafael Correa, recebeu um mandato indiscutível do povo equatoriano para aprofundar as mudanças que iniciou no país. Venceu as eleições para a Assembléia Constituinte com um discurso claro e direto: dissolução do atual Congresso, a Constituinte assumirá as funções legislativas, reeleição, reforma política com financiamento público das campanhas (o Brasil vai ficando para trás, terminará como único país com financiamento privado), maior papel do Estado na economia. As eleições, acompanhadas por observadores internacionais, foram tranqüilas e limpas.
Uma vitória da democracia e do povo equatoriano.
Espero que nossa direita e nossa mídia conservadora aceite os resultados e não comece a questionar a legitimidade das mudanças que a Constituinte fará. Democracia é isso.
A falncia da educao em So Paulo
Publicado em 01-Out-2007
O caderno Cotidiano da Folha de hoje publica uma série de matérias...
O caderno Cotidiano da Folha de hoje publica uma série de matérias sobre a educação em São Paulo que merecem ser lidas com atenção e preocupação. A matéria principal – “Alunos do 3º ano têm nota de 8ª série” (só para assinantes) – mostra um quadro desolador: quase a metade dos estudantes do Estado de São Paulo termina o ensino médio com conhecimentos em escrita e leitura esperados para um aluno de oitava série.
Dados inéditos extraídos do último Saeb - exame federal de avaliação de aprendizagem-, realizado em 2005, revelam que 43,1% dos alunos do terceiro ano tiveram notas inferiores a 250, patamar fixado como o mínimo para a oitava série pela secretária de Estado da Educação de São Paulo, Maria Helena Guimarães de Castro. Outros 15,2% dos alunos tiveram desempenho ainda pior, similar ao desejado para crianças da quarta série do ensino fundamental (antigo primário).
O quadro seria ainda mais dramático se os alunos da rede privada fossem retirados da conta, uma vez que a média dos estudantes das escolas públicas estaduais é 21,2% inferior à dos alunos das particulares.
Segundo especialistas ouvidos na matéria, o péssimo desempenho é conseqüência das condições de trabalho dos educadores. "Não é possível que um professor, que já tem formação deficiente, dê aulas em duas ou três escolas. Ele não sabe nem o nome dos alunos. Chega, faz a chamada, dá algumas instruções e já tem de correr para a próxima aula", afirma.
Segundo a Secretaria Estadual da Educação, 70% dos professores têm emprego em outra rede - ou seja, no mínimo dobram a jornada.
Outra matéria – “Falta motivação a professores, afirmam alunos” (só para assinantes) - confirma a situação precária dos professores do Estado de São Paulo. "O professor parece uma máquina. Só faz um esquema simples na lousa, não aceita intervenção", disse Helson Teixeira, 19, formado em 2005 em uma escola da Pompéia (zona oeste de SP). "O cara ganha mal, não tem nem estímulo nem tempo para preparar uma aula."
Professores e funcionários do Estado estão em campanha salarial e ameaçam greve. Eles reivindicam reajuste de 35,7%. O piso hoje é de R$ 915 (24 h semanais).
O governo Serra alega que a pauta elevaria a folha de pagamento dos atuais R$ 8,3 bilhões para R$ 14,4 bilhões, valor maior do que o Orçamento da secretaria, de R$ 12 bilhões.
A secretária de Educação do governo Serra, Maria Helena Guimarães, diz na entrevista “Escolas não sabem alfabetizar, diz secretária” (só para assinantes) que aposta na reorganização da progressão continuada, na colocação de dois professores em sala de aula e no reforço escolar -com ajuda de parceiros- para melhorar os desempenhos dos alunos da rede estadual de São Paulo. Porém, admite ser "inviável" uma profunda mudança no regime de trabalho do professor, uma das maiores demandas de educadores da rede e especialistas.
Essas matérias da Folha revelam a falência do sistema educacional no Estado de São Paulo e, mais uma vez, desmontam o mito mercadológico da eficiência administrativa dos tucanos.

O STF e a fidelidade partidria
Publicado em 01-Out-2007
Durante quase duas décadas o PT procurou fazer valer a fidelidade partidária...
Durante quase duas décadas o PT procurou fazer valer a fidelidade partidária, mas nunca encontrou eco no TSE ou no STF. Ambos alegavam que nossa Constituição vedava expressamente a perda de mandato por infidelidade partidária e assim fomos decaindo até chegar ao troca-troca que todos assistimos no país, tanto no governo FHC, como no governo Lula. Não sei porquê o TSE mudou ou mudou o governo e o TSE mudou, mas o fato é que mudou e decidiu o óbvio. Que o mandato pertence ao Partido. Era óbvio, mas não valia quando beneficiava as forças conservadoras. Agora, ora a Lei. Agora é agora.
Espero que o Supremo Tribunal Federal reafirme a decisão do TSE e que o parlamentar eleito pelo partido não possa se desfiliar até a próxima eleição ou mesmo tenha que ficar 4 anos sem mandato, se quiser trocar de partido, e esperar uma nova eleição.
Nenhum argumento político, jurídico ou ético, comovia ou demovia o TSE ou mesmo o Supremo Tribunal Federal, e eram vários. No Brasil existe o voto de legenda, o coeficiente eleitoral, só pode ser candidato quem for filiado a partido, depois de 1995 o fundo partidário, o horário eleitoral é do partido e também existe o horário partidário. Sempre prevalecia o argumento constitucional.
Agora vamos ver se o atual STF impõe o óbvio que é a fidelidade partidária por lei e não somente a instituída pelos partidos, como o PT, mas sem poder de lei.

Uma ironia escandalosa
Publicado em 01-Out-2007
Não sei se é ironia ou se ele está brincando....
Não sei se é ironia ou se ele está brincando, mas o governador tucano de São Paulo, José Serra, diz que a lotação dos presídios do Estado - 42 mil presos além das vagas, ou seja, temos 138. 910 presos onde deviam caber apenas 96.446 -, é porque a polícia do Estado é eficiente e prende muito. Isso sem falar, no pequeno detalhe de que o crime organizado comanda as penitenciárias paulistas e que foram criados vários Carandirus, inclusive no interior do Estado, verdadeiros depósitos de presos.
Um escândalo e um escárnio, as declarações do governador.