Golpe fracassa e adversrios querem inviabilizar governo
Publicado em 21-Dez-2007
Os adversários de Lula sonharam dar um golpe no presidente e, diante do insucesso, derrubaram a CPMF...

Os adversários de Lula sonharam dar um golpe no presidente da República e, diante do insucesso, derrubaram a prorrogação da CPMF, com o objetivo de impedí-lo de governar. Esta é a interpretação do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para a rejeição “subalterna, politiqueira e eleitoreira” da prorrogação do imposto do cheque. Apontado como um dos possíveis candidatos da base aliada ao Palácio do Planalto em 2010, Ciro julga fundamental a manutenção de uma coalizão partidária, a mais ampla possível, para o sucesso naquele ano das forças do centro à esquerda que detém o poder no País hoje. “O que está em jogo é grave e não estaremos à altura da responsabilidade que o país espera de nós neste momento se não conseguirmos isso”, adverte o deputado, na entrevista que fiz com ele.
Leia a íntegra na seção Entrevista.
Sadas e desafios
Publicado em 21-Dez-2007
Depois da trapalhada da oposição, extinguindo a CPMF, só nos resta negociar e dialogar não só com a oposição...
Depois da trapalhada da oposição, extinguindo a CPMF, só nos resta negociar e dialogar não só com a oposição (tucanos e ex-pefelistas, agora democratas), mas com a sociedade. Papel importante nessa negociação devem jogar os partidos, a começar pelo PT e PSDB. Governo e oposição precisam negociar para valer, não como fez o tucanato, que negociou com o presidente Lula, teve atendida todas as suas reivindicações – inclusive a extinção do chamado imposto do cheque em 2009 e, até lá, que todos os recursos arrecadados com a CPMF fossem destinados integralmente à saúde -- e, depois, votou contra. Com isso, deixou um rombo de, no mínimo, R$ 36 bilhões no Orçamento de 2008, e o SUS sem recursos para atender o povo. Sem falar no custo político para prefeitos e governadores, que vão arcar com o ônus da falta dos recursos da União.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, sobre a necessidade de se negociar alternativas para recompor o Orçamento da União sem a CPMF, na seção Artigos do Zé.

Trem-Bala Rio - So Paulo
Publicado em 21-Dez-2007
"A Diretoria do BNDES aprovou esta semana um acordo com o BID para a realização de estudo de viabilidade...
"A Diretoria do BNDES aprovou esta semana um acordo com o BID para a realização de estudo de viabilidade da ligação Rio-São Paulo, considerando os estudos da Italplan e os demais existentes, incluindo o do Geipot, feito há dez anos. Em breve, será escolhida empresa que fará esses estudos, no prazo de dez meses. Portanto, 2008 será um ano de amadurecimento dos projetos, sem licitação da obra".
Leia a íntegra do artigo do consultor em logística e transportes, José Augusto Valente, sobre o projeto do trem-bala ligando Rio e São Paulo, na seção Convidado.
Para uma reflexo
Publicado em 21-Dez-2007
Vira e mexe, magistrados e promotores, e mesmo policiais e suas entidades...
Vira e mexe, magistrados e promotores, e mesmo policiais e suas entidades, OAB, AMB, CNMP e outras criticam os salários dos parlamentares. Um direito democrático de todos. Mas não dá para falar uma coisa e fazer outra.
Em São Paulo, os magistrados e promotores aumentaram seus pisos salários de 10 mil para 16 mil reais. Como ficamos? Pode para os juízes e promotores, os policiais federais também tem um senhor piso salarial e não pode para os parlamentares?
Atenção. Isso também vale para o chamado foro privilegiado. Só vai acabar para os parlamentares e membros do Executivo ou também para os juízes e promotores?
Um ano positivo na economia
Publicado em 21-Dez-2007
A única nota destoante do final do ano foi a extinção irresponsável pela oposição, na verdade pelos tucanos, da CPMF...
A única nota destoante do final do ano foi a extinção irresponsável pela oposição, na verdade pelos tucanos, da CPMF.Todos os dados e informações são altamente favoráveis ao país, sem esquecer os dados macro econômicos que nos deixam seguros do crescimento futuro e isso com uma situação internacional nada boa, começando pela crise nos Estados Unidos.
A força de nossa economia e o rumo correto dado pelo Governo Lula se afirma nos 1,2 trilhões de reais que serão investidos no país, segundo o BNDES, até 2011, nos 55 bilhões de reais que a Petrobras investirá no ano que vem e nos 17 bilhões de reais que o FGTS também investirá.
Estamos terminando o ano com o menor desemprego nas 6 regiões metropolitanas desde 2002, 8,2%, nunca criamos tanto empregos com carteira de trabalho, cresce a massa salarial e a renda deixou de cair. Uma grande conquista.
O leilão das rodovias e agora o leilão da 3G são uma demonstração da estabilidade e crescimento de nossa economia.
Só destoa, além dos tucanos, o Banco Central que continua pregando o medo da inflação e do descontrole dos gastos públicos, fazendo com que os juros futuros cresçam.
Não somos mais uma economia em crise e somos uma grande economia, a décima do mundo. Logo, somos parte do problema. Os alimentos vão subir e a energia será sempre uma commoditie especial e altamente volátil na oferta e preço, já que em parte depende do petróleo e do gás e de nossa capacidade de investir, que não depende só de ter capital, depende de projeto, licença ambiental, licitação e execução da obra, com implicações sociais e disputas econômicas que já conhecemos.
Logo, se o mundo tem sede de energia, matérias primas e alimentos devemos nos preparar para abastecer o mundo e não sermos vitimas do aumento dos preços internacionais.
Esse é o papel do Estado e do governo, em parceria com o empresariado e o movimento sindical. Sociedade e governo juntos para consolidar um projeto de desenvolvimento nacional.

BNDES prev investimentos de R$ 1,2 tri at 2011
Publicado em 21-Dez-2007
O Brasil deverá receber R$ 1,2 trilhão em investimentos entre 2008 e 2011...
O Brasil deverá receber R$ 1,2 trilhão em investimentos entre 2008 e 2011, considerando 16 setores da economia, de infra-estrutura (R$ 231,7 bilhões), indústria (R$ 447 bilhões) e construção residencial (R$ 535 bilhões), segundo mapeamento de projetos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgado ontem. O resultado é 11,8% superior ao período de 2003 a 2006.
O valor previsto no levantamento representa 53% da formação bruta de capital fixo (investimentos públicos e privados) do país e 73% das operações diretas do BNDES.
É a energia elétrica que lidera os aportes previstos para infra-estrutura nos próximos quatro anos: R$ 101 bilhões do total de R$ 231,7 bilhões.
O BNDES aprovou financiamento de R$ 2,6 bilhões para a construção da Usina Hidrelétrica Estreito (Norte), a maior incluída no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O investimento vai gerar 1.087 MW (megawatts) a partir de 2010, o suficiente para abastecer uma cidade de 7 milhões de habitantes.
O banco de fomento já aprovou 13 projetos de geração hidrelétrica incluídos no PAC, equivalentes a investimentos totais de R$ 11,8 bilhões e capacidade de 3.600 MW.
O BNDES também tem em carteira outros seis projetos em análise, com valor de R$ 1,3 bilhão e geração de 854 MW.
Além disso, a construção residencial tem perspectiva de crescimento anual de 10,7% entre 2008 e 2011, com investimentos crescentes segundo os períodos anteriores: R$ 470 bilhões em 2007-2010 e R$ 316,7 bilhões em 2002-2005.
Essas estimativas confirmam a tendência de crescimento da economia brasileira nos próximos anos, afastam o temor de uma crise de energia e mostram a perspectiva concreta da geração de novos empregos.

Ibope diz que Marta venceria eleio em So Paulo
Publicado em 21-Dez-2007
Em São Paulo, um presente de fim de ano para os petistas. A ministra Marta Suplicy, segundo o IBOPE, venceria...
Em São Paulo, um presente de fim de ano para os petistas. A ministra Marta Suplicy, segundo o IBOPE, venceria a eleição de outubro do ano que vem, derrotando no segundo turno o atual prefeito Gilberto Kassab, por 46% a 35%, da coligação PSDB-DEM.
Apesar das intenções do ex- governador e candidato derrotado à Presidência da República, Geraldo Alckmin, de também ser candidato, tudo indica que prevalecerá a posição do atual governador e candidato a Presidente da República, José Serra, de impor uma aliança em São Paulo com o DEM em troca do apoio à sua candidatura em 2010.
Um detalhe que chama a atenção é que essa pesquisa Ibope de dezembro contraria abertamente outra do mesmo instituto de novembro. A explicação, simples e direta: na de novembro, antes da pergunta sobre o voto do pesquisado tinha uma avaliação do governo Kassab, o que evidentemente influencia o voto do eleitor.
Polcia Federal vai investigar novos suspeitos de participao no valerioduto tucano
Publicado em 21-Dez-2007
A matéria “Valerioduto tucano pode envolver mais 20 pessoas”, da Folha de hoje...
A matéria “Valerioduto tucano pode envolver mais 20 pessoas”, da Folha de hoje (só para assinantes) informa que a investigação sobre o valerioduto tucano, que levou à denúncia de 15 pessoas à Justiça, terá ainda como alvo ao menos 20 pessoas consideradas suspeitas pela Polícia Federal, mas não incluídas na acusação do Ministério Público Federal.
Segundo a Procuradoria, o esquema montado pelo empresário Marcos Valério financiou, com recursos públicos, a campanha à reeleição em 1998 do então governador e atual senador por Minas Gerais, o tucano Eduardo Azeredo.
O inquérito da PF apontou indícios de participação de 36 pessoas, mas a denúncia da Procuradoria só acusou 15. Na denúncia encaminhada no mês passado à Justiça, a Procuradoria pediu novas apurações e disse que "a não-inclusão de qualquer fato e/ou pessoa não significa arquivamento".
A PF não faz menção direta a possíveis crimes cometidos pelos responsáveis pela montagem do suposto esquema, o que ficou a cargo da PGR. A Procuradoria enumerou como responsáveis Azeredo, o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha, e o empresário Clésio Andrade (PR), candidato a vice de Azeredo naquele ano.
As novas apurações devem envolver, por exemplo, cinco pessoas ligadas à Cemig (estatal de energia), quatro à Comig (estatal de infra-estrutura, atual Codemig), uma à Copasa (estatal de saneamento) e dois à gráfica Graffar, que teria desviado recursos da Cemig à campanha do PSDB em 1998.
A PGR também deixou de fora as 64 pessoas - sobretudo políticos e assessores - que a PF identificou como beneficiários do caixa dois de Azeredo, entre eles pessoas ligadas à campanha do atual governador Aécio Neves.
Há também pedido de investigação sobre empresas privadas, principalmente empreiteiras, que, segundo a PF, fizeram doações clandestinas à campanha.
De acordo com a polícia, seis empreiteiras doaram R$ 8,2 milhões para a campanha sem declarar à Justiça Eleitoral. A Folha revelou que essas seis empresas receberam R$ 296 milhões em pagamentos por obras na gestão de Azeredo.

O Brasil precisa de uma reforma tributria e administrativa
Publicado em 21-Dez-2007
Corte de gastos, aumento de impostos, reforma tributária, emenda 29 da saúde, fim de ano e um cardápio...
Corte de gastos, aumento de impostos, reforma tributária, emenda 29 da saúde, fim de ano e um cardápio indigesto.
Nosso presidente diz “detestar pacotes”, pelo jeito prefere as cestas de Natal. Mas não vai ter jeito. No ano que vem o país vai ter que decidir o que fará.
De minha modesta parte prefiro repor a CPMF via IOF nas operações financeiras e aprovar a emenda 29 da saúde com uma fonte de recurso que viabilize os recursos necessários. Fora disso só uma reforma tributária e administrativa.
Devíamos fazer uma reforma na administração pública e não cortar gastos simplesmente. Não adianta a oposição, e parte de nossa mídia, ficar gritando contra os gastos públicos e não propor nada. Nem uma reforma tributária, nem uma reforma administrativa.
Se queremos uma administração eficiente e republicana temos que mudar, começando pelo Orçamento da União e pela reforma política e qualificando o serviço público com uma burocracia eficiente e profissional e os ministérios com estruturas de planejamento, estudos, controles e execução. Se não, não adianta nada fazer discursos e criticar.
A carga tributária vai cair e muito com o crescimento de 5% da nossa economia. O que precisamos é de um debate nacional sobre que reforma queremos e que impostos e quem paga o que, começando pelo IVA e pelo fim da guerra fiscal e de impostos como o ISS, IPI, ICMS, Cofins que seriam substituídos pelo IVA federal e estadual.
A partir dessa base poderemos discutir o papel de um imposto como a CPMF e outros. Ou seja, um consenso progressivo, já que não se muda uma estrutura tributária como a nosso do dia para a noite.
O resto é retórica, demagogia e discurso de oposição.
O que interessa é manter o país crescendo, o emprego e a renda. Fora disso, teremos decisões como a da extinção da CPMF, só para inglês ver, já que nos Estados que a oposição governa vive aumentando impostos.
É só conferir.

Uma soluo para as dvidas com a Unio
Publicado em 21-Dez-2007
O governo federal acabou de divulgar que irá fazer um refinanciamento de dívidas de instituições privadas...
O governo federal acabou de divulgar que irá fazer um refinanciamento de dívidas de instituições privadas de ensino superior com o INSS, em troca de bolsas de estudos para os estudantes sem renda para pagar uma universidade e que não conseguem aceso às universidades públicas. Essas universidades aderirão ao Prouni e suas dívidas fiscais serão parceladas em dez anos com taxa selic de 11,25%.
Sou totalmente favorável a esse refinanciamento e a todos que for possível fazer. E mais. Sou a favor de se criar no país um mercado de títulos e papéis das dívidas das empresas e instituições com o fisco e vice versa, das dívidas da União com as empresas e pessoas físicas, como os famosos precatórios ou créditos tributários, que os governos não pagam nunca.
Manter a Receita Federal e a Justiça entulhadas de cobranças administrativas e judiciais de dívidas fiscais é um erro grave e não permitir que haja no país um mercado que negocie esses créditos e débitos também é um erro.
Eles serão negociados com deságio e todos ganharão, particularmente os governos que receberão parte desses débitos e desafogando a Receita, a Advocacia Geral da União, as Procuradorias e a Justiça dessas cobranças que nunca acontecem e nunca acabam. O país não cobra e ainda gasta bilhões com toda a máquina administrativa e judicial para a execução e cobrança dessas dívidas.
Alguém argumentará que isso é estimular a sonegação. Mas então que cobrem, que executem, que penhorem os bens das empresas e pessoas físicas. Ou seja, se não há cobrança, por que não criar um mercado para negociação dessas dívidas? Isso sem falar nas dívidas dos governos, em créditos tributários e precatórios.
Ora, que autoridade tem o Estado para falar em sonegação se não paga suas dívidas. São dezenas de bilhões de reais em dívidas de precatórios e créditos tributários, fora as ações judiciais que a União, Estados e Municípios perdem e não pagam.
Essa é a realidade e pelo menos por um tempo o país deveria não só autorizar esse encontro de contas como mudar nossa legislação e permitir que os entes federados possam transacionar e fazer acordos, como teria sido o caso da VARIG, que foi para a recuperação judicial, quando podia ter feito um encontro de contas com a União. Dívidas fiscais, previdenciárias e trabalhistas contra as perdas do congelamento das tarifas, ação que até hoje dorme na Justiça.
Essa é a realidade.
Melhor receber em bolsas de estudos para centenas de milhares de jovens brasileiros do que não receber e ainda gastar milhões com as ações na Justiça.

Mais um caso de tortura em Bauru
Publicado em 20-Dez-2007
Mais uma vez sem citar o governador tucano de São Paulo, José Serra...
Mais uma vez sem citar o governador tucano de São Paulo, José Serra, ao contrário do que fez com o caso da adolescente presa numa cela com 10 homens, no Pará, a matéria “Outro caso de tortura é investigado em Bauru”, da Folha de hoje (só para assinantes), informa que antes de o garoto Carlos Rodrigues Júnior, de 15 anos, morrer torturado com choques após ser abordado por policiais militares, um outro morador de Bauru já havia denunciado abusos similares por parte da outra polícia, a Civil, também subordinada ao governador Serra.
O construtor civil André Luiz Araújo Costa registrou um boletim de ocorrência na Corregedoria da Polícia Civil dizendo ter sido vítima de agressões e choques por todo o corpo por seis horas em 29 de março.
A Secretaria da Segurança Pública disse que a corregedoria abriu inquérito para investigar o caso, que foi enviado em agosto ao Ministério Público Estadual.
Apesar disso, nada havia sido divulgado, nem nenhuma punitiva anunciada.
Com certeza, novas denúncias podem surgir.

Ipea eleva previso para PIB e investimentos
Publicado em 20-Dez-2007
O Ipea elevou a previsão para alguns indicadores em 2007...
O Ipea elevou a previsão para alguns indicadores em 2007, na Carta de Conjuntura, divulgada ontem.
A expectativa de avanço do PIB passou de 4,5% em setembro para 5,2%, impulsionado pela expansão do consumo privado de 6% no terceiro trimestre e da Formação Bruta de Capital Fixo (investimentos), de 14,4%. A previsão para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4% para 4,3%.
Para o Ipea, os indicadores mostram que a demanda continua avançando mais que a oferta interna, apesar da melhora do desempenho da indústria (que deve crescer 6% pela nova avaliação). Resultado: aumento de importações. A expectativa para 2007 passou de US$ 116,4 bilhões para US$ 120,5 bilhões. A previsão do saldo da balança comercial caiu de US$ 42,7 bilhões para US$ 39,5 bilhões.
Ao mesmo tempo, o aumento da demanda está acompanhado da recuperação da taxa de investimentos (públicos, privados e importações), com incremento esperado de 12,3% neste ano, ante 10% na previsão anterior.
O Indicador de Produção Industrial, divulgado pela primeira vez, prevê 5,4% de crescimento do setor em novembro.
Segundo economistas, os investimentos previstos para o país serão suficientes para atender à demanda e permitir que o BC volte a reduzir a Selic - hoje em 11,25% ao ano.
São mais sinais evidentes da consistência e solidez do crescimento da economia brasileira, afastando as preocupações conservadoras do Banco Central de que esse crescimento traz embutido um risco inflacionário que justificaria a redução do ritmo de queda das taxas de juros.
Pelo jeito, só o Banco Central pensa assim.

Boas notcias
Publicado em 20-Dez-2007
Os jornais de hoje trazem, mais uma vez, boas notícias para a economia...
Os jornais de hoje trazem, mais uma vez, boas notícias para a economia, apesar da rejeição irresponsável da prorrogação da CPMF, patrocinada pela oposição do quanto pior, melhor, com a cumplicidade igualmente irresponsável de certa mídia.
As duas primeiras notícias positivas, que confirmam o círculo virtuoso de crescimento que o país está vivendo, impulsionado pelo aumento da produção, do emprego e da renda, vêm de São Paulo: a taxa de desemprego total na região metropolitana de São Paulo ficou em 14,2% em novembro - menor patamar desde o início do ano-, contra 14,4% em outubro, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, divulgada ontem.
O contingente de desempregados foi estimado em 1,470 milhão de pessoas no mês passado, 12 mil a menos que em outubro. Foram criados 72 mil postos de trabalho, número maior que o de pessoas que entraram no mercado de trabalho (60 mil) em novembro.
Além disso, uma pesquisa da Fecomércio-SP apontou que o número de consumidores com contas em atraso em São Paulo recuou em dezembro. Em relação a novembro, a inadimplência na cidade caiu de 38% para 36%, o menor índice desde setembro de 2006 (35%). Ante dezembro do ano passado, a queda é de sete pontos percentuais.
A pesquisa aponta também que 48% dos consumidores têm dívidas voluntárias (cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações). É o menor patamar de endividamento desde a criação da pesquisa, em fevereiro de 2004.
A outra notícia positiva é que as aprovações de financiamento do BNDES na área de infra-estrutura bateram recorde neste ano, com a marca de R$ 35 bilhões. O banco atribui a marca ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Segundo o BNDES, as aprovações apontam para um investimento na área de R$ 52 bilhões. O desembolso no setor também foi recorde. As liberações em projetos de infra-estrutura somaram cerca de R$ 14 bilhões neste ano, com alta em torno de 50% na comparação com os R$ 9,3 bilhões registrados em 2006, diz o BNDES.
O crescimento nas aprovações na área em relação ao ano passado foi de 128%.
Segundo dados do banco, a tendência no aumento das aprovações deve continuar. A carteira de projetos da área de infra-estrutura (que concentra desde os projetos em análise até os aprovados) reúne 336 operações com financiamento de cerca de R$ 81 bilhões. O montante significaria, segundo estima o BNDES, um investimento de R$ 159 bilhões.
A principal mola propulsora da carteira de infra-estrutura é o setor energético, com 120 projetos com análise de financiamento, da ordem de R$ 27 bilhões. Liberados, representariam, segundo o banco, investimento no setor de R$ 35,7 bilhões. O BNDES desembolsou no ano R$ 5 bilhões ao setor.
Completam a carteira de infra-estrutura o setor de gás e petróleo (R$ 21 bilhões em financiamento e R$ 35,7 em investimento), logística (R$ 15 bilhões financiados representando um investimento de R$ 37 bilhões) e telecomunicações (R$ 15 bilhões e R$ 38,7 bilhões, respectivamente).
É o Brasil crescendo. Para desespero da oposição e de certa mídia.

Um retrato dos nossos jovens
Publicado em 20-Dez-2007
A matéria “Só 12,1% dos jovens entre 18 e 24 anos são universitários”, da Folha de hoje...
A matéria “Só 12,1% dos jovens entre 18 e 24 anos são universitários”, da Folha de hoje (só para assinantes), revela um dado preocupante: apenas 12,1% dos jovens brasileiros entre 18 e 24 anos estão matriculados em algum curso superior.
O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, diz que o número ficou estagnado no patamar de 9% durante muito tempo e só começou a se mover recentemente. De 2005 para 2006, as matrículas de jovens no ensino superior cresceram 1,2 ponto percentual - o índice era de 10,9 há dois anos e havia sido de 10,4 em 2004.
Uma das razões para esses baixos valores é a repetência ou mesmo a entrada tardia do aluno na educação básica, que faz com que ele ingresse na universidade com mais de 24 anos. Há também o fato de os alunos do ensino à distância - que correspondem a 4,4% da presencial - serem, em média, seis anos mais velhos do que os estudantes da educação presencial.
Se todos os matriculados no ensino superior tivessem entre 18 e 24 anos - faixa considerada adequada para esse nível - a taxa de matrícula ficaria em 20,1%.
Apesar disso, o censo da educação superior de 2006, que consolida os números do setor durante o primeiro mandato do presidente Lula, traz dados positivos.
Após cinco anos de quase estagnação, o número de vagas oferecidas pelas instituições federais de ensino superior aumentou 14,4% de 2005 para 2006, o maior crescimento nos últimos dez anos.
Uma outra matéria da Folha de hoje – “Jovens do DF vivem melhor; SP ocupa o terceiro lugar em ranking” (só para assinantes) – apresenta as conclusões de um estudo do pesquisador Julio Jacobo Waiselfisz, da Ritla (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), trazendo um ranking baseado no IDJ (Índice de Desenvolvimento Juvenil), que é bianual e considera indicadores de mortalidade, qualidade de ensino, matrículas e renda. Semelhante ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), ele vai de zero a um.
O Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com 0,666, substituindo Santa Catarina (0,647), que liderava o ranking desde 2003, quando o índice foi criado. São Paulo ficou em quarto lugar em 2003 e 2005 e, neste ano, subiu uma posição, com 0,627. Na lanterna nos três anos, Alagoas fica com 0,367. O número do Brasil é de 0,537 - 0,002 a mais do que nas duas últimas medições.
O Relatório de Desenvolvimento Juvenil faz também um diagnóstico da desigualdade no Brasil. Mais de um terço (35%) dos jovens de 15 a 24 anos que estão entre os 10% mais pobres não trabalham nem estudam.
No outro extremo, o dos 10% mais ricos, esse percentual é de 8%. Entre todos os jovens, essa situação de falta de trabalho e de estudo atinge 20% dos brasileiros de 15 a 24 anos.
Esses dados confirmam a necessidade de se adotar, como tenho insistido aqui no blog, políticas públicas voltadas para a juventude, como forma de ampliar o acesso dos jovens à educação, cultura, esporte, lazer e emprego.

Carta a Letcia Sabatella
Publicado em 20-Dez-2007
Transcrevo a íntegra da carta do ex-ministro da Integração Nacional, deputado federal Ciro Gomes...
Transcrevo a íntegra da carta do ex-ministro da Integração Nacional, deputado federal Ciro Gomes, à atriz Letícia Sabatella, publicada na página 7 do Globo de hoje, rebatendo as críticas ao projeto do São Francisco.
“Letícia, ando meio quieto por estes tempos, mas, ao ver você visitando o bispo em greve de fome no interior da Bahia, pensei que você deveria considerar algumas informações e reflexões. Poderia começar lhe falando de República, democracia, personalismo, messianismo... Mas, sendo você a pessoa especial que é, desnecessário. O projeto de integração de bacias do Rio São Francisco aos rios secos do Nordeste setentrional atingiu, depois de muitos debates e alguns aperfeiçoamentos, uma forma em que é possível afirmar que, ao beneficiar 12 milhões de pessoas da região mais pobre do país, não prejudicará rigorosamente nenhuma pessoa, qualquer que seja o ponto de vista que se queira considerar.
Séria e bem intencionada como você é, Letícia, além de grande artista, peço-lhe paciência para ler os seguintes números: o Rio São Francisco tem uma vazão média de 3.850 metros cúbicos por SEGUNDO (!) e sua vazão mínima é de 1.850 metros cúbicos por SEGUNDO (!). Isto mesmo, a cada segundo de relógio, o Rio despeja no mar este imenso volume de água.
O projeto de integração de bacia, equivocadamente chamado de transposição, pretende retirar do Rio no máximo 63 metros cúbicos por segundo. Na verdade, só se retirará este volume se o rio estiver botando uma cheia, o que acontece numa média de cada cinco anos. Este pequeno volume é suficiente para garantia do abastecimento humano de 12 milhões de pessoas.
O rio tem sido agredido há 500 anos. Só agora começou o programa de sua revitalização, e é o único rio brasileiro com um programa como este graças ao pacto político necessário para viabilizar o projeto de integração.
No semi-árido do Nordeste setentrional, onde fui criado, a disponibilidade segura de água hoje é de apenas cerca de 550 metros cúbicos por pessoa, por ANO (!). E a sustentabilidade da vida humana pelos padrões da ONU é de que cada ser humano precisa de, no mínimo, 1.500 metros cúbicos de água por ano. Nosso povo lá, portanto, dispõe de apenas um terço da quantidade de água mínima necessária para sobreviver.
Não por acaso, creia, Letícia, é nesta região o endereço de origem de milhões de famílias partidas pela migração.
Converse com os garçons, serventes de pedreiros ou com a maioria dos favelados do Rio e de São Paulo. Eles lhe darão testemunhos muito mais comoventes que o meu.
Tudo que estou lhe dizendo foi apurado em 4 anos de debates populares e discussões técnicas. Só na CNBB fui duas vezes debater o projeto. Apesar de convidado especialmente, o bispo Cappio não foi. Noutro debate por ele solicitado, depois da primeira greve de fome, no palácio do Planalto, ele também não foi. E, numa audiência com o presidente Lula, ele foi, mas disse ao presidente, depois de eu ter apresentado o projeto por mais de uma hora (ele calado o tempo inteiro), que não estava interessado em discutir o projeto, mas "um plano completo para o semi-árido".
As coisas em relação a este assunto estão assim: muitos milhões de pessoas no semi-árido (vá lá ver agora o auge da estiagem) desejam ardorosamente este projeto,esperam por ele há séculos. Alguns poucos milhões concentrados nos estados ribeirinhos ao Rio não o querem. A maioria de muitos milhões de brasileiros fora da região está entre a perplexidade e a desinformação pura e simples. Como se deve proceder numa democracia republicana num caso como este?
O conflito de interesses é inerente a uma sociedade tão brutalmente desigual quanto a nossa. Só o amor aos ritos democráticos, a compaixão genuína para entender e respeitar as demandas de todos e procurar equacioná-las com inteligência, respeito, tolerância, diálogo e respeito às instituições coletivas nos salvarão da selvageria que já é grande demais entre nós.
Por mais nobres que sejam seus motivos - e são, no mínimo, equivocados -, o bispo Cappio não tem direito de fazer a Nação de refém de sua ameaça de suicídio. Qualquer vida é preciosa demais para ser usada como termo autoritário, personalista e messiânico de constrangimento à República e a suas legítimas instituições.
Proponho a você, se posso, Letícia: vá ao bispo Cappio, rogue a ele que suspenda seu ato unilateral e que venha, ou mande aquele que lhe aconselha no assunto, fazer um debate num local público do Rio ou de São Paulo. Imagine se um bispo a favor do projeto resolver entrar em greve de fome exigindo a pronta realização do projeto.
Quem nós escolheríamos para morrer? Isto evidencia a necessidade urgente deste debate fraterno e respeitoso.
Manda um abraço para os extraordinários e queridos Osmar Prado e Wagner Moura e, por favor, partilhe com eles esta cartinha. Patrícia tem meus telefones.
Um beijo fraterno do Ciro Gomes”

O Natal da discrdia
Publicado em 20-Dez-2007
Esse é o título do artigo do jornalista Bernardo Kucinski, publicado no site da Carta Maior....
Esse é o título do artigo do jornalista Bernardo Kucinski, publicado no site da Carta Maior, onde ele rebate as críticas da Igreja Católica e dos ambientalistas, ao projeto do Rio São Francisco, e critica a greve do fome do bispo D. Luiz Cappio.
Recomendo a sua leitura. É uma contribuição ao debate sobre o projeto do São Francisco.
Vejam alguns trechos do artigo:
"Uma parte do movimento ambientalista brasileiro não se orienta pelo conceito do desenvolvimento sustentado, e sim por um paradigma criado por sociedades já bem abastecidas em tudo, e que preferem atribuir ao nosso território o papel de uma gigantesca reserva florestal, indígena e de biodiversidade do planeta Terra. Não estão nem aí para as necessidades básicas da população brasileira.
Para atender essas necessidades e nos tornarmos uma sociedade minimamente civilizada, precisamos construir cinco milhões de moradias, e levar a elas água, eletricidade e esgoto. Precisamos criar pelo menos trinta milhões de empregos. Erguer dezenas de escolas, hospitais e postos do Ibama e da Polícia Federal. Implantar vastas redes de transporte de massa, metrôs, hidrovias e ferrovias, tudo isso obedecendo padrões avançados de controle ambiental.
O bispo escreve e repete que 70% da água transposta vai para uso industrial, 26% para uso agrícola e 4% para a população difusa. Isso provaria que o projeto foi feito para servir grandes empreendimentos agropecuários e industriais. Mas a verdade é que as águas vão perenizar os mesmos rios e abastecer exatamente os mesmos sistemas municipais, açudes e sabespes, atualmente em operação, e que já sofrem crises periódicas de abastecimento mesmo na ausência de secas".

"O Mensalo nunca existiu"
Publicado em 20-Dez-2007
Esse é o título da entrevista que concedi ao Diário de Notícias de Portugal....
Esse é o título da entrevista que concedi ao Diário de Notícias de Portugal, publicada na edição do dia 6 de dezembro, onde fala sobre o processo contra mim aberto pelo STF e sobre a política brasileira, o governo Lula, o PT e outros assuntos abordados pelos jornalistas portugueses.
Leia a íntegra aqui.
Deciso do STF permite retomada das obras no So Francisco
Publicado em 20-Dez-2007
Duas decisões já esperadas da Justiça, até porque o Supremo já a havia tomado, colocaram um fim na greve...
Duas decisões já esperadas da Justiça, até porque o Supremo já a havia tomado, colocaram um fim na greve de fome do Sr. Cappio, bispo da Igreja Católica, e consolidaram o programa de obras que levará a água do Rio São Francisco para o Nordeste setentrional. Ontem também foi realizado o leilão do primeiro lote das obras e o Exército retomará as que vem realizando após o Natal e o Ano Novo.
Infelizmente, os recursos e o ato do Bispo não serviram para esclarecer a sociedade sobre a obra, que nem irá favorecer o agronegócio, como afirmam, nem prejudicará o Rio. Pelo contrário, levara água para milhões de nordestinos, sem prejuízo, como já afirmamos aqui, das obras de cisternas, açudes e adutoras que são necessárias e fazem parte do projeto da revitalização do Velho Chico.
Estaremos publicando uma entrevista com o ex-ministro Ciro Gomes que, acredito, esclarece e bem essa realidade. Uma obra necessária, junto com outras que estão mudando a face do Nordeste, como a refinaria em Pernambuco, a Siderúrgica no Ceará, a ferrovia Transnordestina, a duplicação das rodovias federais na região.
Como sempre, o governo se dispôs a negociar, sem deixar de recorrer à Justiça, onde fez valer seus direitos, os direitos do Estado e da Nação brasileira.

O Baile da Ilha Fiscal do ex-PFL
Publicado em 20-Dez-2007
A oposição alardeia, e certa mídia amplifica, a versão de que aprovou a DRU...
A oposição alardeia, e certa mídia amplifica, a versão de que aprovou a DRU, a desvinculação de receitas da União, no valor de 85 bilhões de reais, como se fosse uma vitória sua. Na verdade, se ela derrubasse a DRU o superávit do país cairia na hora e esses recursos seriam gastos em suas rubricas no Orçamento, já que a DRU e a retenção de 20% das receitas vinculadas da União em grande parte é usada para fazer o superávit da União.
Logo, não tem nenhum sentido a oposição rejeitar a DRU. Seria uma total irresponsabilidade com o país, maior que rejeitar a CPMF e perdoar a dívida de Rondônia.
Os discursos de alguns membros do PSDB, exigindo do governo o cumprimento do programa derrotado em 2006, o dos tucanos e do seu candidato Geraldo Alckmin, soa ridículo, se não fosse trágico, já que demonstra como a oposição está fora da realidade do país.
Essa alienação é tão grande que o DEM terminará o ano fazendo uma festa num barco flutuante. Como vemos não aprenderam nada com a história, com o Baile da Ilha Fiscal.
Enquanto isso, na vida real, o país termina o ano crescendo como nunca. Não só o emprego, como a renda e os investimentos. É bom olhar as pesquisas de opinião pública e ver como os brasileiros vêem o presidente e seu governo e como andam os candidatos do PT nas cidades de todo país.
Nada animadoras para a oposição.

Nos poupem de hipocrisia!
Publicado em 19-Dez-2007
Esse é o título do comentário de Luís Favre, no seu blog Leituras e Opiniões...
Esse é o título do comentário de Luís Favre, no seu blog Leituras e Opiniões, sobre a cobertura do jornal O Globo do assassinato sob tortura de um jovem de 15 anos cometido por policias militares de São Paulo e do relatório da Comissão Parlamentar sobre o caso da jovem menor estuprada numa cárcere, onde ficou dias a fio na cela com 20 homens, no Pará.
Transcrevo, na íntegra, o comentário de Favre:
“Dois casos igualmente repugnantes, duas feridas profundas na alma de qualquer cidadão de bem. A democracia brasileira interpelada aos olhos do mundo.
Segundo o jornal O Globo, o relatório "poupa" a governadora do Pará de responsabilidade neste último caso da menor estuprada.
Me chamou atenção o verbo "poupa", pois no contexto ele é mais que uma simples constatação. Insinua O Globo que a governadora do Pará não é inocente e por motivações outras, foi "poupada".
No caso do jovem assassinado por policiais no Estado de São Paulo, o jornal O Globo poupa o governador José Serra de qualquer relação com a ação dos policias sobre sua jurisdição. Ele nem é mencionado, não existe nem como informação tipo "o fato aconteceu no Estado tal governado por fulano de tal que imediatamente tomou todas as providencias do caso..."
O Globo poupa, os jornais poupam. Quero deixar claro que utilizo o termo poupar no sentido que penso que o jornal, aliás a maioria dos jornais e não só O Globo, entendem: poupam porque encobrem e defendem e preservam e simpatizam e agem em favor do poupado. Aqui, neste assassinato de um jovem de 15 anos, indefeso e torturado até a morte por vários policiais numa dependência pública, nenhuma indignação. Noblat não fará enquete, ninguém pede explicações, nem demissões, nenhum articulista exige CPI ou Comissão parlamentar. Somos convocados por quase toda a mídia a POUPAR.
A explicação cabe em duas siglas: a governadora do Pará, Ana Julia, é do PT. José Serra, governador de São Paulo é do PSDB.
É assim de simples, diáfano e claro. Basta abrir os olhos é ler”.
Favre tem razão. Como já disse hoje aqui no blog, a imprensa tem mostrado toda a sua parcialidade na cobertura desses dois casos. No Pará, quer a punição da governadora Ana Júlia Carepa, do PT. Em São Paulo, faz tudo que pode para omitir qualquer citação do nome do governador tucano, José Serra.
Essa é a nossa mídia.

STF cassa deciso que suspendia obra no So Francisco
Publicado em 19-Dez-2007
O Supremo Tribunal Federal cassou a tutela antecipada concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região...
O Supremo Tribunal Federal cassou a tutela antecipada concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que havia suspendido as obras projeto de transposição do rio São Francisco com a Bacia do Nordeste Setentrional. A decisão do TRF, dessa forma, perde a validade e as obras podem voltar a ser realizadas.
A decisão foi tomada hoje pelo relator, ministro Carlos Alberto Menezes Direito, na análise do pedido de liminar ajuizada na Corte pela União, por meio de seu advogado geral, José Antonio Dias Toffoli.
O pedido da União se fundamentou em um dispositivo da Constituição que diz que compete ao STF processar e julgar "as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta".
Segundo o advogado-geral da União é exatamente o caso deste mandado, já que a discussão envolvida no processo é potencialmente lesiva ao pacto federativo, colocando em conflito interesses de diversos estados e da União, e a questão jurídica envolve tema "de eminente substrato político", por se referir a obra de grande magnitude que encampa claro projeto de governo.

Brasil sobe para 6 lugar no ranking do Banco Mundial
Publicado em 19-Dez-2007
O Banco Mundial divulgou ontem um relatório mostrando que o Brasil responde por 3% do Produto Interno Bruto...
O Banco Mundial divulgou ontem um relatório mostrando que o Brasil responde por 3% do Produto Interno Bruto global de acordo com o critério de paridade do poder de compra. Com isso, o País fica em sexto lugar no ranking da instituição que ordena as nações conforme sua participação no PIB mundial. O Brasil ficou ao lado de Reino Unido, França, Rússia e Itália, todos também com 3%.
A pesquisa, batizada de Programa de Comparação Internacional (PCI), leva em conta o desempenho econômico de 146 nações. Os dados utilizados para o trabalho são relativos a 2005.
No levantamento anterior do Banco Mundial, divulgado no ano passado, o País ocupava a sétima colocação. A pesquisa mostrou, ainda, que o Brasil é responsável por metade da economia da América do Sul e por quase dois terços dos gastos governamentais da região.
Essa é a notícia – o Brasil pulou para a 6.a posição no ranking do Banco Mundial, publicada com esse enfoque no Estadão – “Brasil sobe para 6º lugar no ranking do Banco Mundial” (só para assinantes), no JB – “Brasil é a sexta economia do mundo” e no Valor Econômico – “Para o Bird, Brasil já é a 6ª economia do mundo” (só para assinantes).
Só a Folha de São Paulo, para variar, publicou a informação com um outro enfoque, com o nítido objetivo de transformar uma notícia positiva – o Brasil já é a sexta economia do mundo – numa notícia negativa. Vejam o título da matéria da Folha – “Brasil é o único dos Brics que não avança em lista de PIB” (só para assinantes). E o Globo nem publicou a notícia.
Ao contrário dos outros jornais, a Folha preferiu dizer que o Brasil “foi o único dos Brics (bloco que também conta com Rússia, Índia e China) que não ganhou posição no ranking das maiores economias em 2005 usando o PPP (Paridade do Poder de Compra, na sigla em inglês) em relação ao levantamento tradicional, de acordo com dados apresentados pelo Bird (Banco Mundial). O Brasil é a 10ª maior economia mundial tanto por PPP como pelo método tradicional”, disse o jornal paulista.
Em nenhum momento, a matéria da Folha dá a informação exata, publicada nos outros jornais, de que o Brasil pulou de 7.o para 6.o lugar no ranking do Banco Mundial.
É aquela velha história. Se os fatos não coincidem com a opinião e a vontade dos editores, pior para os fatos.

O duplo sucesso do leilo do celular de 3G
Publicado em 19-Dez-2007
A presença de um quinto competidor, a norte-americana Nextel, no leilão das licenças para a telefonia móvel...
A presença de um quinto competidor, a norte-americana Nextel, no leilão das licenças para a telefonia móvel de terceira geração puxou para cima os preços. Como destaca o noticiário de hoje, já era esperada uma disputa maior, mas ninguém imaginava que a Nextel viria com tanto apetite, disputar com Vivo, TIM, Oi e Brasil Telecom. O resultado é que o governo deverá arrecadar mais de R$ 6 bilhões, muito acima dos R$ 3,5 bilhões esperados pela Anatel. O que é uma boa notícia (para o governo) numa hora em que enfrenta o desafio de adequar o orçamento à perda da receita da CPMF, da ordem de R$ 36 bilhões.
Mas não há risco de o preço maior das licenças comprometer o investimento das operadoras na cobertura do serviço. Ao contrário do leilão anterior, que estabeleceu metas de cobertura bastante modestas, desta vez a Anatel fez uma modelagem onde estabeleceu preços menores para as licenças mas obrigou metas mais arrojadas de cobertura. Em síntese, em dois anos as operadoras celulares serão obrigadas a cobrir todos os municípios brasileiros (perto de 2,5 mil não têm cobertura celular), mesmo que com as redes de tecnologia de segunda geração, que cobrem atualmente o país. Se não permitem o tráfego de dados em alta velocidade, como as redes de terceira geração, garantem o serviço de voz e de texto, integrando todo o território nacional.

Mais um torturador condenado na Argentina
Publicado em 19-Dez-2007
O ex-comandante militar argentino Cristino Nicolaides foi condenado ontem a 25 anos de prisão por seqüestros...
O ex-comandante militar argentino Cristino Nicolaides foi condenado ontem a 25 anos de prisão por seqüestros e "desaparecimentos" de opositores da ditadura militar (1976/83), na primeira condenação de um general desde a revogação das leis de anistia, em junho de 2005.
Além de Nicolaides, foram julgados culpados outros seis antigos integrantes do Batalhão 601 da inteligência militar e um ex-policial. Eles eram acusados de envolvimento em seqüestros, tortura e assassinatos, em 1980, de guerrilheiros da organização clandestina Montoneros, ligada ao Partido Peronista.
Com exceção do comandante, que não compareceu ao julgamento por problemas de saúde, os réus fizeram o uso da palavra para se defender, alegando lealdade ao plano repressivo posto em marcha depois do golpe de 1976. Eles foram insultados por familiares das vítimas.
A leitura das sentenças -entre 20 e 25 anos de prisão- foi aplaudida pelos presentes no julgamento, realizado no mesmo local onde foram julgados em 1985 os dirigentes do regime. Nicolaides chefiou o Terceiro Corpo do Exército e os institutos militares com sede no Campo de Maio, maior guarnição militar em Buenos Aires. Lá funcionava um dos mais importantes centros de detenção ilegal e de tortura da ditadura.

Serra se cala sobre tortura assassina da PM de So Paulo
Publicado em 19-Dez-2007
A matéria “Serra não comenta laudo que compromete policiais militares”, da Folha de hoje...
A matéria “Serra não comenta laudo que compromete policiais militares”, da Folha de hoje (só para assinantes) diz que o governador de São Paulo, o tucano José Serra não quis comentar o laudo do IML que apontou que o garoto Carlos Rodrigues Júnior recebeu choques após ser abordado por PMs e morreu em conseqüência da tortura que sofreu dos policiais. A exemplo do que aconteceu em outras oportunidades em que seu governo foi colocado em xeque – como no caso do acidente na Estação Pinheiros do Metrô – o governador tucano prefere o silêncio, a omissão.
A mídia, aliás, parece acompanhar a postura silenciosa do governador. Ao contrário do que aconteceu com o caso da menina presa numa cela com 30 homens no Pará, quando os jornais atacaram pesado a governadora petista, Ana Júlia Carepa, só faltando pedir o seu impeachment, nesse caso da morte de um adolescente sob tortura de PMs no interior de São Paulo, os jornais fazem de tudo para esconder ao máximo o nome do governador José Serra. Nem parece que Serra é o comandante em chefe da Polícia Militar.
Outra matéria da Folha de hoje – “Menino levou 30 choques; 2 no coração” (só para assinantes), confirma que o garoto Carlos Rodrigues Júnior, de anos 15, morto após ser abordado por policiais militares em sua casa, por suspeita de roubar uma moto, recebeu 30 choques elétricos pelo corpo. Dois deles foram do lado esquerdo do peito e atingiram o coração do jovem, provocando uma parada cardiorrespiratória, segundo informação do laudo necroscópico divulgado ontem pelo IML de Bauru.
O delegado seccional de Bauru, Doniseti José Pinezi, disse não ter dúvidas de que os PMs presos torturaram o garoto de 15 anos. Foi instaurado inquérito na Polícia Civil para saber qual a participação de cada um deles no crime. Os policiais negam as acusações.
Numa terceira matéria da Folha – “PMs falavam que aquilo era normal, diz mãe” (só para assinantes) – Elenice Rodrigues, mãe do adolescente assassinado, conta ter ouvido o filho gemer, dentro do quarto, enquanto era interrogado pelos policiais militares que entraram em sua casa. "Eles falavam que [o que estava acontecendo no quarto] era um procedimento normal da lei. Mas ouvia meu filho gemendo." Ela afirma ter certeza de que o filho foi torturado. "O que eles fizeram foi muita brutalidade, foi bárbaro. Tenho certeza de que torturaram. Eu vi no velório, os dedos quebrados."
Apesar de tudo isso, o governador José Serra, como de costume, continua calado sobre esse bárbaro episódio, preferindo comentar a contratação do técnico Wanderley Luxemburgo pelo seu Palmeiras.
Lamentável. A sociedade quer ouvir o que o governador tem a dizer sobre esse crime bárbaro.

Previdncia tem o menor dficit do ano em novembro
Publicado em 19-Dez-2007
Os jornais de hoje trazem mais uma boa notícia. Um novo recorde na arrecadação das receitas previdenciárias...
Os jornais de hoje trazem mais uma boa notícia. Um novo recorde na arrecadação das receitas previdenciárias e a estabilidade nos gastos com aposentadorias e pensões permitiram à Previdência Social fechar novembro com o menor déficit do ano. No mês passado, o saldo negativo ficou em R$ 2,56 bilhões - o menor resultado desde dezembro de 2006.
Os dados refletem o mercado de trabalho formal, que bate recordes consecutivos na geração de postos. Quanto mais as empresas contratam com carteira assinada, mais cresce a arrecadação da Previdência.
O déficit de novembro foi 5,4% inferior ao de outubro. Em relação a novembro do ano passado, a queda foi ainda maior: 15,4%.
Isso é resultado direto da criação recorde de empregos formais, da crescente formalização da economia, graças ao Super Simples e da intensificação da fiscalização.
Ponto para o governo Lula e o Ministro da Previdência, Luiz Marinho.
So Francisco: o impasse continua
Publicado em 19-Dez-2007
Continua o impasse na questão do São Francisco. Não só pela greve de fome do Sr.Cappio, bispo da Igreja...
Continua o impasse na questão do São Francisco. Não só pela greve de fome do Sr.Cappio, bispo da Igreja Católica, mas pelas decisões da Justiça e pela posição do MPF. A obra continua polêmica e cercada de dúvidas e de muita confusão. Tenho dito que não há transposição propriamente dita, mas sim a captação de 28 mil litros por segundo de água que será levada por meio de canais para o Nordeste Setentrional, para rios que não são perenes. Essa é uma forma de buscar abastecer a região de água. Outra forma são os açudes, adutoras e cisternas. Não são alternativas antagônicas, mas se completam. Ambas precisam ser implementadas.
O volume de água retirado não é maior nem menor do que o da água retirada por várias cidades às margens do Velho Chico, como é o caso de Aracaju, capital de Sergipe.
As obras só devem ser feitas com a revitalização das nascentes, a restauração das matas ciliares, a recuperação dos afluentes e da foz, além da implantação do sistema de tratamento de esgotos em todas as cidades que o Rio da Integração Nacional banha. Da mesma forma devemos dar seqüência às obras de adutoras e cisternas reclamadas pelos movimentos sociais e pelo Sr. Cappio, conforme decisões e resoluções já adotadas pela Agência Nacional de Águas, o chamado Atlas Nordeste de Abastecimento Urbano de Água.
O que não se pode aceitar é o fim das obras ou a suspensão do programa, já que, repito, devemos dar continuidade a um amplo programa para levar água não só ao povo, mas às atividades econômicas da região, seja a agricultura familiar, seja a agricultura empresarial, priorizando o abastecimento humano e familiar.
Hoje, o Bispo e os que o apóiam aceitam a obra e pedem apenas sua suspensão para readequação em 9.000 litros por segundo e já falam em acordo com o governo, mas estão de olho na decisão do STF, que já autorizou uma vez a continuidade das obras. Vamos aguardar.
Espero que haja um acordo entre o governo e o Bispo, mediado pela CNBB e pelo secretário particular do presidente, Gilberto Carvalho. Está em boas mãos.

Mais uma irresponsabilidade da oposio
Publicado em 19-Dez-2007
A oposição continua brincando com fogo, na linha da irresponsabilidade fiscal...
A oposição continua brincando com fogo, na linha da irresponsabilidade fiscal. Assim, os tucanos do PSDB vão perdendo todo discurso de que são os paladinos da estabilidade e da responsabilidade fiscal. Depois de abolir R$ 36 bilhões do Orçamento - na verdade são R$ 108 bilhões, já que a CPMF seria prorrogada ate 2011, perdoaram uma dívida do Estado de Rondônia. Ou seja, cancelaram um contrato entre a União e o Estado de Rondônia, o que seguramente é inconstitucional e acabará no STF. A oposição, pela primeira vez desde que o governo FHC negociou a dívida interna dos Estados, rompeu um contrato dessa dívida interna.
Imaginem se fosse o PT. A mídia toda estaria gritando que era o fim da estabilidade, que o Risco Brasil ia aumentar.
É por isso que acredito que podemos sim reduzir o superávit. Outra coisa é se devemos, se é necessário. Mas não me venham com o discurso de que os mercados vão se assustar. Não se assustaram nem com o fim da CPMF, nem agora com essa barbaridade que os tucanos acabaram de fazer no Senado. São R$ 2,9 bilhões de dívida. A parcela perdoada era de R$ 12 milhões.
O pior é que os tucanos fizeram isso para recompensar o senador Expedito Junior, que está ameaçado de cassação no TSE, pelo voto que deu contra a CPMF. Segundo a matéria da Folha de hoje "Oposicionistas impõem nova derrota ao governo no Senado" (só para assinantes), "a votação de ontem foi o pagamento de fatura da oposição com Expedito Júnior. Ele votou contra a CPMF em troca dos votos da oposição nesse projeto".

Educao, a melhor forma de prevenir a violncia
Publicado em 18-Dez-2007
Uma importante iniciativa do Ministério da Justiça, com a participação de universidades...
Uma importante iniciativa do Ministério da Justiça, com a participação de universidades, está em curso no país com o objetivo de combater o aumento da violência. Por meio de cursos, agentes policiais são preparados para desenvolver seu trabalho com a máxima observância aos direitos humanos. No curso, com duração de 18 meses, os temas mais discutidos são, além do respeito aos direitos humanos, o combate às várias formas de preconceito e homofobia contra negros, mulheres, obesos, idosos e pessoas de diferentes gêneros e opções sexuais; a Lei Maria da Penha, específica de combate à violência doméstica contra a mulher; o planejamento familiar como política de auxílio à redução da violência; e a aplicação das medidas sócio-educativas estabelecidas pelo ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Em São Paulo, a primeira turma fez o curso na PUC e se formou na sexta-feira.
Veja, na seção Juventude e Cidadania, deste site, reportagem a respeito.
Chega de chorumelas
Publicado em 18-Dez-2007
Esse é o título do artigo do ex-ministro Antonio Delfim Neto, no Valor de hoje...
Esse é o título do artigo do ex-ministro Antonio Delfim Neto, no Valor de hoje (só para assinantes), onde ele analisa o desempenho da economia no governo Lula em comparação com o quadro caótico deixado pelo ex-presidente FHC.
“É evidente a melhoria ampla, geral e irrestrita. Ela se deve às políticas econômicas e sociais radicalizadas no governo Lula, melhor focadas e ajudadas por uma forte expansão do comércio mundial. Sem a última, o Brasil teria corrido pela terceira vez em cinco anos ao FMI, confirmando a profecia corrente em 2002, entre os educados intelectuais, que o Brasil testemunharia rapidamente a desmoralização do presidente "despreparado". Para ele a história reservava o título de "Lula, o breve". A conjectura tinha fundamento: em dezembro de 2002, FHC deixou inflação anualizada às voltas de 30%; crescimento ridículo de 2,7%; déficit em conta corrente de US$ 186 bilhões acumulado entre 1995/2002 (a despeito das apressadas privatizações) e dívida externa igual a 3,8 anos de exportações. Entre 1995 e 2002, estas haviam crescido à ridícula taxa de 3,8% ao ano, enquanto a dívida externa de médio e longo prazo se acumulava à taxa de 6,6% ao ano. A "trombada" era, portanto, tragédia anunciada. É isso que explica (muito melhor do que algumas formulações acadêmicas) boa parte do imenso "risco" que o mercado atribuía ao Brasil naquele momento. Em dezembro de 2002, os intelectuais "sabiam", por uma simples e sólida razão, que o país estava sendo entregue praticamente falido: a dinâmica do endividamento externo era incapaz de ser sustentada pela dinâmica das exportações”, diz o artigo.
“As oposições têm que deixar de chorumelas e colocar de lado o espírito de diretório acadêmico exacerbado da semana passada. Há um universo de políticas e propostas que podem garantir a consolidação e aceleração do desenvolvimento econômico, com estabilidade interna e externa e maior igualdade de oportunidades. Façam delas um bom programa alternativo para competir em 2009 e dêem ao governo a oportunidade de completar o que está tentando fazer”, conclui.

PM de So Paulo mata adolescente na tortura
Publicado em 18-Dez-2007
A matéria “Choques mataram garoto detido pela polícia”, da Folha de hoje...
A matéria “Choques mataram garoto detido pela polícia”, da Folha de hoje (só para assinantes) revela mais um crime cometido pela Polícia Militar do governador José Serra. O adolescente Carlos Rodrigues Júnior, morto na madrugada de sábado em Bauru depois de ser abordado por policiais militares que suspeitavam que ele havia roubado uma moto, morreu vítima de tortura com choques elétricos. A informação é do diretor do IML da cidade, Ivan Edson Rodrigues Segura. Um fio desencapado, que pode ter sido usado na tortura, foi apreendido com um policial suspeito de envolvimento no homicídio do garoto.
Rodrigues Júnior foi abordado por seis PMs por volta das 4h20 de sábado em sua casa, no núcleo habitacional Mary Dota. Segundo a Polícia Militar, ele era suspeito de ter roubado uma moto na noite de sexta. Durante a vistoria policial, o garoto foi agredido e desmaiou. Depois, foi levado ao hospital, mas não resistiu.
O laudo do IML de Bauru, que será divulgado hoje, aponta que o corpo de Rodrigues Júnior apresenta queimaduras por choques elétricos. De acordo com o diretor do órgão, uma corrente elétrica atingiu o coração do menino, o que causou sua morte. Há indícios de outras agressões.
O governador de São Paulo, o tucano José Serra, não pode se eximir da responsabilidade sobre esse lamentável episódio, como costuma fazer sempre que acontecem coisas desfavoráveis à sua administração. Serra deve assumir a responsabilidade do governo do Estado e determinar a rigorosa apuração do episódio e a punição dos culpados.
O governo federal, por meio da Secretaria de Direitos Humanos também deve acompanhar a apuração do episódio pelo governo do Estado. O ministro Paulo Vanucchi, ex-preso político e vítima da tortura, deve exigir a rigorosa punição dos culpados. Esse crime não pode ficar impune. Exige uma punição exemplar. A tortura policial está virando moda. Isso precisa acabar. Tortura Nunca Mais!

Analistas j prevem PIB acima de 5%
Publicado em 18-Dez-2007
Analistas do mercado financeiro elevaram para cima as projeções de crescimento da economia...
Analistas do mercado financeiro elevaram para cima as projeções de crescimento da economia e de inflação para este ano e para o próximo, segundo o boletim Focus, editado semanalmente pelo Banco Central.
Eles esperam que a economia tenha expansão de 5,06% neste ano, ante 4,71% previstos anteriormente. Para 2008, prevêem um PIB (Produto Interno Bruto) de 4,4% - a previsão anterior era de 4,3%.
Segundo a pesquisa, um dos fatores para esse crescimento do PIB será a produção industrial. A previsão de avanço para o setor foi elevada de 5,7% para 5,8%. Para 2008, mantida em 4,5%.
As projeções para a inflação também foram elevadas.
Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), passou de 4,10% para 4,21%. A meta do governo é de 4,5%, com tolerância de dois pontos. Para 2008, analistas ajustaram a previsão de 4,10% para 4,20%.
Mesmo assim, sempre abaixo do teto da meta.
A expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) passou de 6,89% para 7,25% em 2007 e, para o próximo ano, de 4,11% para 4,20%. A projeção para o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) foi elevada de 6,37% para 7,16%. Para 2008, passou de 4,20% para 4,29%.
Os analistas não alteraram as projeções para a Selic. A previsão para 2008 continua em 10,5%. A taxa básica de juros fecha 2007 em 11,25%.
Quem diria? Céu de Brigadeiro. Menos para os integrantes do Copom.

Precisamos de menos juros e mais investimentos
Publicado em 18-Dez-2007
Estamos no limite de receber o grau de investimento...
Estamos no limite de receber o grau de investimento. Na prática, já o temos. Nossos preços e ativos já estão precificados, como dizem os economistas. A não aprovação da CPMF pode atrasar o "investment grad" e esse era um dos objetivos dos tucanos quando extinguiram a contribuição, o chamado imposto do cheque.
Agora, aqueles que têm investimentos e aplicações financeiras no Brasil esperam a resposta do governo. Corte de gastos ou novos impostos? Menos superávit ou ajuste nas contas públicas? Nossa dívida, 44% do PIB, com juros de 11,25%, taxa selic, ao ano, é um peso e tanto no orçamento. Logo, o ideal era ter juros menores, 10,25% já e não em 2008. Ou seja, 6% reais, com uma inflação de aproximadamente 4,5%, dentro da meta.
Mas não é o cenário provável, já que o Banco Central, na linha de sempre, morre de medo do aquecimento da economia e deteve a queda da selic, que já caiu 8,5% desde setembro de 2005.
Assim, ficamos na expectativa da decisão do presidente. Se for cortar gastos, teremos o grau de investimento logo, se for reduzir o superávit, não. Na prática isso não tem nenhuma importância. O que conta é o crescimento do país que derruba a relação dívida-PIB, a carga tributária e o déficit da previdência, já que aumenta a arrecadação, sem aumentar impostos, e o emprego.O resto é conversa para boi dormir, ou para engordar a conta dos rentistas.
O que precisamos é de menos juros, mais investimentos, particularmente na educação e na infra-estrutura, e uma melhor gestão pública. Menos impostos nos investimentos e na produção, uma reforma tributária, começando pelo IVA Federal e Estadual, que vão unificar o PIS-Cofins, ISS, IPI, ICMS, reduzindo e muito a burocracia e os custos das empresas, pondo fim à guerra fiscal e a garantia de que teremos os recursos do PAC e do PDE.
Vamos baixar os juros e vamos em frente. O Brasil crescerá e em cinco anos dobraremos nosso PIB, incorporando à cidadania mais 40 milhões de brasileiros.
Esse é o desafio. Essa é a hora.

Avana a relao comercial do Mercosul com o mundo
Publicado em 18-Dez-2007
A assinatura do acordo Israel-Mercosul, o primeiro tratado de livre comércio bilateral, é um ótimo começo...
A assinatura do acordo Israel-Mercosul, o primeiro tratado de livre comércio bilateral, é um ótimo começo. Agora vamos ver se avançamos com todos os parceiros potenciais e consolidamos uma nova relação comercial do Mercosul com o mundo. Ainda que a tendência seja o crescimento do mercado e do comércio e investimentos intra-regional, que hoje representam 35%, os acordos bilaterais entre o Mercosul e países podem ser um extraordinário instrumento para o aumento do comércio e investimentos.
Ao contrário do que afirmam os críticos, há vontade política no Mercosul para avançar nessa direção. A tarefa o ano que vem é concluir o mesmo acordo com a União Européia, que é a maior parceira comercial do Mercosul, com 86 bilhões de dólares. A criação da zona de livre comércio entre nós e a Europa é fundamental. Dará ao bloco um salto de qualidade e nos credenciará para expandir nosso comércio hoje superavitário com os países da União Européia.
Na reunião de Montevidéu também foi assinada uma declaração conjunta com a OI e convênios de ajuda e apoio ao Mercosul, visando fortalecer o Parlamento, a Secretaria e o Tribunal Permanente de Revisão.
Boas novas.

A oposio quer levar o pas a uma crise
Publicado em 18-Dez-2007
Estamos no pior dos mundos. A oposição quer levar o país a uma crise...
Estamos no pior dos mundos. A oposição quer levar o país a uma crise. Agora ameaça não votar a DRU e ainda acusa o governo de chantagem e provocação pelas notícias sobre aumentos de impostos, no caso, o IOF (Imposto Sobre Operações Financeiras), que simplesmente substituiria a CPMF nas operações financeiras, o IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e a CSLL (Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido). Todos, na prática, teriam o mesmo valor da CPMF para os agentes econômicos, logo não haverá nenhum aumento de impostos.
Na verdade, a oposição quer que o país viva sem 36 bilhões de reais e não aconteça nada. Ninguém perde, nem os municípios, nem os Estados, nem a Saúde, nem os poderes Judiciário e o Legislativo, nem os investimentos e o custeio, nem mesmo a folha de pagamentos. Impossível.
Então, o que a oposição quer é que o governo corte os investimentos, os gastos em saúde, paralise as obras do PAC, da infra-estrutura do país, corte salários e ainda diz que é o governo que está com chantagem e provocação.
Não votar a DRU é reduzir o superávit, o que demonstra a hipocrisia da oposição quando acusa o governo de querer reduzir o superávit e coloca em risco a estabilidade do país.
Essa situação, onde o governo é colocado contra a parede pela oposição, demonstra que a principal tarefa do governo e do PT é recompor uma maioria de 49 senadores e não perder tempo precioso em negociações com o DEM e o PSDB. Eles não querem negociar. Querem sabotar o governo. Querem desestabilizar o país. O tempo que se perdeu em negociações com o PSDB, já que o DEM está fechado qualquer diálogo, se dedicado a recompor a própria base do governo, talvez tivesse dado ao governo os votos necessários para aprovar a CPMF.

Opinio Pblica
Publicado em 17-Dez-2007
“Medo da opinião pública. Não existe opinião pública. O leitor de jornais admite uma chusma de opiniões...
“Medo da opinião pública. Não existe opinião pública. O leitor de jornais admite uma chusma de opiniões desencontradas, assevera isto, assevera aquilo, atrapalha-se e não sabe para que banda vai. (...). E lamento esta balbúrdia, esta torre de Babel em que se atarantam os freqüentadores do café. Quero bradar:
- Eles escrevem assim porque receberam ordem para escrever assim. Depois escreverão de outra forma. É tapeação, é safadeza.”
(Graciliano Ramos, in “Angústia”)
"O trecho em epígrafe é de obra originalmente publicada em 1936! Interessante anotar que a personagem tenha se incomodado com dois fatos tão presentes atualmente: a relevância, ou não, dos “formadores da opinião pública”, e o fato de que “alguém” manda nas redações!"
Leia a íntegra do artigo do advogado especialista em processo civil e direito eleitoral, Márcio Luiz Silva, sobre a mídia, a opinião pública e a liberdade de imprensa na seção Convidado. .
O Brasil tem menos pobres
Publicado em 17-Dez-2007
A notícia é tão importante e positiva que até a Folha de São Paulo, sempre tão pessimista e crítica ao governo...
A notícia é tão importante e positiva que até a Folha de São Paulo, sempre tão pessimista e crítica ao governo, teve que se render e dedicar a manchete principal de sua edição de domingo - "Crescimento tira milhões das classes D e E" (só para assinantes).
Segundo pesquisas realizadas pelo DataFolha em outubro de 2002, junho de 2006 e em novembro deste ano, nos últimos cinco anos e com forte aceleração a partir de meados de 2006, cerca de 20 milhões de brasileiros com mais de 16 anos migraram para a classe C. Eles vieram, em sua grande maioria, da classe D/E.
Nos três primeiros anos e seis meses de governo Lula (janeiro de 2003 a junho de 2006), apenas 6 milhões de pessoas fizeram essa transição. Já nos últimos 17 meses (julho de 2006 a novembro passado), que coincidem com um período de recuperação mais robusta da economia, a travessia da classe D/E para a C envolveu cerca de 14 milhões de brasileiros.
Nos últimos cinco anos, a classe D/E encolheu de 46% do total da população para 26%. Já a C cresceu de 32% para 49%, reunindo hoje quase a metade dos eleitores do país -125 milhões de pessoas com mais de 16 anos. A classe A/B manteve-se praticamente estável. Seu tamanho oscilou de 20% para 23% do total da população.
Esse movimento é resultado das políticas sociais do governo, da ampliação da oferta de crédito e do crescimento econômico, do emprego e da renda.
E essa tendência deve se consolidar nos próximos anos. O PIB do país poderá crescer acima de 5% em 2007, sustentado por aumentos sucessivos no consumo, na produção, nos investimentos e na renda e com queda no desemprego.
Ponto para o governo Lula. Só não vê isso quem não quer ou é mal intencionado.

Pressionado, Estados Unidos recuam na Conferncia do Clima
Publicado em 17-Dez-2007
Isolado na Conferência de Mudanças Climáticas que se realizou em Bali os Estados Unidos cederam à pressão...
Isolado na Conferência de Mudanças Climáticas que se realizou em Bali os Estados Unidos cederam à pressão internacional e sinalizaram maior disposição em colaborar na luta contra o aquecimento global.
No último de dia de negociação da Conferência, a chefe da delegação dos Estados Unidos, Paula Dobriansky, aceitou o documento negociado no encontro, denominado "Bali Roadmap (Mapa do Caminho de Bali)". As últimas horas de negociação foram conduzidas em tom emocionado, levando inclusive o secretário-executivo da ONU na Convenção de Mudanças Climáticas, Yvo de Boer, às lágrimas quando questionado por jornalistas sobre as negociações.
A decisão norte-americana só foi tomada após uma série de discursos pressionando os representantes do governo Bush a não emperrarem as negociações em Bali. Primeiro, quando as negociações pareciam conduzir ao fracasso, o secretário-geral da ONU, Ban Kin Moon, interveio no meio da sessão: "Todos os países precisam estar dispostos a serem flexíveis e assumirem compromissos", afirmou. Em seguida foi a vez do ministro do Meio Ambiente da Indonésia e presidente da conferência, Rachmat Witoelar, dizer: "Não podemos falhar. Temos a obrigação moral de chegar a resultados concretos nesta conferência".
A formalidade que normalmente norteia os discursos na Plenária foi deixada de lado, quando representantes da África do Sul e de Papua Nova Guiné dirigiram-se diretamente ao governo norte-americano. "Pedimos que os Estados Unidos revejam sua posição para que possamos chegar a um resultado", disse o delegado sul-africano. "Os Estados Unidos precisam tomar sua posição de liderança neste assunto", ressaltou Kevin Conrad, negociador de Papua Nova Guiné. Ambos foram extremamente aplaudidos na sessão, que ansiava por uma mudança de postura da delegação norte-americana.
Cerca de 30 minutos depois de ter se negado a aceitar o Mapa do Caminho de Bali, a chefe da delegação norte-americana cedeu à pressão internacional e as vaias e afirmou: "Viemos a esse encontro para chegar ao Mapa do Caminho de Bali. Queremos trabalhar junto com a comunidade internacional e estamos dando aqui o nosso primeiro passo em direção a uma solução comum para as mudanças climáticas. Nossos esforços começam hoje", colocou Dobriansky.
Washington foi pressionado a mudar de idéia depois da grande repercussão do discurso de Al Gore na última quinta-feira na Conferência do Clima, quando ele acusou os Estados Unidos de ser o único culpado pelo possível fracasso das negociações em Bali. A União Européia também contribuiu ao longo das negociações para isolar os Estados Unidos em sua posição. O ministro do meio ambiente da Alemanha, Sigmar Gabriel, por exemplo, ameaçou boicotar o encontro das grandes economias convocado por Bush, que ocorrerá no Havaí no começo de 2008, caso não houvesse um consenso na Indonésia.
Todo o drama vivido em Bali foi apenas para se chegar a uma agenda de trabalho para os próximos dois anos (Mapa do Caminho de Bali), quando os países precisam alcançar um consenso final sobre as novas metas e compromissos que precisarão ser assumidos para o período após 2012, quando termina a vigência do Protocolo de Kyoto. O prazo final para se estabelecer esse segundo período de compromisso, que terá a participação dos Estados Unidos, será em 2009, na conferência de Copenhagem, quando uma rodada de negociações muito mais dramática pode ser esperada.
Até 2009, portanto, será definido o novo Protocolo que entrará em vigor em 2013. Para esse período espera-se que sejam estabelecidas metas de redução de emissões de gases do efeito estufa entre 25% e 40% (em relação aos níveis de 1990) até 2020 para os países industrializados. Esse percentual foi recomendado pelos cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU). Serão discutidas também que as maiores economias dos países em desenvolvimento, como China, Brasil e Índia, também assumam metas e compromissos internos de redução de suas emissões.
O diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty, embaixador Luiz Alberto Figueiredo, foi escolhido para presidir o grupo de trabalho que conduzirá as negociações do Mapa do Caminho até 2009, durante a 13ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-13).
Depois de 13 dias de negociações, os 190 países fecharam um acordo sobre o documento, que indicará prazos e princípios para a elaboração do futuro regime global de mudanças climáticas que sucederá o Protocolo de Kyoto.
Entre os temas indicados no Mapa do Caminho estão redução de emissões de gases de efeito estufa por desmatamento, transferência de tecnologia para ações de mitigação e ajuda aos países mais vulneráveis aos impactos do aquecimento global, como secas ou inundações.

A intransigncia do bispo
Publicado em 17-Dez-2007
Trechos da carta da CNBB ao Sr. Luiz Cappio, bispo da Igreja Católica, em greve de fome...
Trechos da carta da CNBB ao Sr. Luiz Cappio, bispo da Igreja Católica, em greve de fome:
"Meu caro d. Luiz, você não é dono de sua vida. Sua vida, precioso dom de Deus, pertence a Ele, à igreja, ao povo da Diocese de Barra, à Ordem Franciscana e a todos aqueles que são atingidos pela graça de sua presença".
"Perdoe-me dizer-lhe com sinceridade, como lhe disse da outra vez, julgo que isso não poderia ser feito sem que você tivesse ouvido a igreja".
"Sinto-me no dever de lhe pedir que reveja sua decisão e suspenda o jejum".
Trecho da Carta do Vaticano, assinada pelo cardeal italiano Giovanni Batista Re, prefeito da congregação do Vaticano responsável pelos bispos, ao mesmo bispo que faz greve de fome ha 20 dias pelo arquivamento daquilo que ele chama de projeto de transposição de águas do rio São Francisco: "Em nome da Santa Sé, portanto, peço firmemente que Vossa Excelência não prossiga com esse gesto extremo".
Ontem, o secretário particular do presidente Lula, Gilberto Carvalho, com um passado de estreitas ligações com a alta hierarquia da igreja católica brasileira ligou para o Sr. Cappio e recebeu de novo a mesma resposta. Sem acordo. Só com o fim do projeto.
Logo, estamos no pior dos mundos. Um cidadão coloca sua vida em risco para obrigar um governo democrático a não realizar uma obra hídrica e usa do cargo que detêm para, como afirmou o também católico e com ligações históricas com a Igreja, o ministro Patrus Ananias, em entrevista a Folha hoje, de forma "intransigente" dizer "se não fizer o que quero, te mato" ou "se não fizer o que eu quero, eu me mato".
Assim não há como viver em democracia,acrescento eu.

J em Belo Horizonte.....
Publicado em 17-Dez-2007
Já em Minas Gerais, o governo petista (estamos no governo da cidade de Belo Horizonte há 16 anos)...
Já em Minas Gerais, o governo petista (estamos no governo da cidade de Belo Horizonte há 16 anos), é aprovado por 63% dos mineiros de Belo Horizonte. Só 8% reprovam a administração de Fernando Pimentel, que assumiu o governo quando da enfermidade do prefeito Célio de Castro e depois foi reeleito em 2004. Fernando Pimentel não só é bem avaliado, como é um forte candidato à sucessão de Aécio Neves.
Que diferença da avaliação dos prefeitos pefelistas Gilberto Kassab, o primeiro sob direção dos tucanos serristas, e César Maia.
Pesquisa mostra rejeio alta aos prefeitos do PFL em Sao Paulo e no Rio
Publicado em 17-Dez-2007
Nem com o apoio da mídia e com entrevistas chapas brancas na Folha e no Estadão, Gilberto Kassab...
Nem com o apoio da mídia e com entrevistas chapas brancas na Folha e no Estadão, Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, escapou da avaliação negativa do povo da capital. Aumentou de 23% para 31% os paulistanos que consideram seu governo ruim e péssimo e o regular caiu de 41% para 33%. Em todos os estratos sociais e de renda seu governo recebeu uma pior avaliação. Hora de fazer eleição e trocar de prefeito e de coalizão. A cidade de São Paulo é governada hoje pelos tucanos, sendo o prefeito Gilberto Kassab, do PFL, hoje Democrata.
No Rio acontece o mesmo. O governo de César Maia, também do PFL, está mal avaliado. 31% o consideram ruim e péssimo, caiu a avaliação regular de 39% para 35% e só 33% o aprovam. Depois de 15 anos no governo, os chamados democratas não resolveram, segundo o povo, os dois problemas da cidade: segurança e saúde.
César Maia, entendido em pesquisas, terá muitas explicações para esse péssimo desempenho. Uma, que já deu à imprensa, é de que a sensação de insegurança no Rio cresce por culpa da TV e do filme Tropa de Elite. Pode?
Na área da saúde, César Maia costuma culpar o governo federal e estadual. Péssimo exemplo de governante que depois de 15 anos de poder põe a culpa nos outros e não assume suas responsabilidades. O desastre na área de saúde foi tanto que o governo Lula já teve que decretar uma intervenção no Estado na área da saúde pública, depois revogada pela Justiça, numa decisão que deixou clara a sua marca política.
Ano que vem temos eleições. Vamos ver como os tucanos e pefelistas vão se sair.

A alegria dos rentistas
Publicado em 17-Dez-2007
A matéria “Fim da CPMF eleva ganho de curto prazo”, da Folha de hoje...
A matéria “Fim da CPMF eleva ganho de curto prazo”, da Folha de hoje (só para assinantes) deixa claro quem vai ganhar mais com o fim da CPMF: o setor financeiro, os rentistas, o capital especulativo.
Afinal, com o fim da cobrança da CPMF, as operações na Bolsa com expectativa de retorno de menos de 1% ficam mais atrativas. Com a cobrança da contribuição, só compensava trazer dinheiro novo para as ações se o rendimento auferido cobrisse CPMF, mais corretagem e emolumentos, que somam pelo menos 0,7% da transação.
O maior impacto será para o "especulador", que pensa o investimento em curto prazo.
Isso, sem falar, que a mídia e a oposição escondem da sociedade que o governo propôs isenção do pagamento da CPMF para os que ganham até R$ 2.850.
Importantes avanos na relao com a Bolvia
Publicado em 17-Dez-2007
Nada mais importante nesse final de ano (e não é a rejeição da CPMF) do que os acordos...
Nada mais importante nesse final de ano (e não é a rejeição da CPMF) do que os acordos e convênios assinados pelo nosso presidente em La Paz, na Bolívia, para a ligação inter-oceânica, entre o porto de Santos e Arica-Iquique, no Chile, passando pela Bolívia, e a retomada dos investimentos da Petrobras no país vizinho.
A importância da ligação inter-oceânica é maior porque dá início a um processo de diálogo e negociação entre o Chile e a Bolívia. Impensável há alguns meses, rompe um estado de quase beligerância de décadas entre os dois países, dando à Bolívia uma saída para os dois oceanos, o Pacífico e o Atlântico, e para o Brasil uma rota para os mercados asiáticos no Pacífico. Só não tem o destaque que merece em nossa imprensa porque é uma grande vitória de nossa diplomacia e de nosso presidente Lula que, junto com os presidentes Michele Bachelet e Evo Morales, dão início a uma nova fase nas relações entre os dois países e lançam mais uma base para o fortalecimento de nossa integração.
Já o anúncio de que a Petrobras investirá US$ 750 milhões de dólares na Bolívia até 2012 é uma garantia de que teremos gás, isso sem contar os investimentos no Brasil e a importação de gás liquefeito da África e Oriente Médio que, seguramente, para tristeza de certa oposição, garantirão gás e energia ao país nos próximos anos a um preço competitivo.
Os opositores em princípio e a direita tentam passar, com a ajuda de jornalistas aliados, a idéia de que a política brasileira em relação à América Latina é equivocada. Os interesses ideológicos - de alinhamento incondicional aos Estados Unidos - a miopia geopolítica e a superficilidade têm levado alguns analistas e jornalistas a criticar Lula e essa política externa sem levar em conta a importância, para o Brasil, de manter ótimo relacionamento com os países do continente.

Estados Unidos, Rssia e Canad impedem que Conferncia do clima seja vitoriosa
Publicado em 15-Dez-2007
A Conferência do Clima da ONU, que se realiza em Bali, e que deveria produzir um plano de negociação...
A Conferência do Clima da ONU, que se realiza em Bali, e que deveria produzir um plano de negociação do regime de proteção ao clima no futuro, caminha para terminar terminou em impasse. Decisões fundamentais, como se o texto fará referência à ciência do IPCC (o painel do clima da ONU) e se os países desenvolvidos terão ou não metas compulsórias de redução a cumprir ainda não foram tomadas, e o texto corre o risco de ficar diluído.
O tom de urgência que deveria ter inspirado diplomatas de 191 países a lançar as negociações para a substituição do Protocolo de Kyoto, que expira em 2012, cedeu lugar a um racha geral, com EUA e Rússia se opondo a metas de redução de emissões. Como tudo nas Nações Unidas se resolve por consenso, dois países podem bloquear a vontade dos outros 189.
O preâmbulo do documento final da Conferência, intitulado “Diálogo para a Implementação da Convenção”, uma espécie de lei complementar que define a forma como serão cumpridos os princípios estabelecidos na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, reconheceria, com base nas evidências científicas apresentadas pelo IPCC, a necessidade de reduzir as emissões globais em 50% até 2050, com um objetivo para os países industrializados de corte de 25% a 40% até 2020.
Os EUA, a Rússia e o Canadá passaram os últimos dias tentando tirar as metas do texto. Na madrugada de sexta-feira, apresentaram uma proposta que falava em "metas nacionais voluntárias", o que para bom entendedor equivale a abandonar a necessidade de um tratado internacional para proteger o clima - já que, nesse caso, cada país faria o que quisesse e quando quisesse para reduzir suas emissões.
O texto foi rejeitado, e os ministros reunidos em Bali passaram o resto do dia tentando acomodar os interesses dos EUA e as necessidades do planeta, a fim de produzir um "mapa do caminho" coerente.
A decisão final seria tomada por uma plenária na manhã de hoje em Bali.
A posição dos Estados Unidos, da Rússia e do Canadá de evitar a qualquer custo o estabelecimento de metas para a redução da emissão de gases poluentes, é mais uma demonstração da arrogância dos países ricos e da sua falta de compromisso com o futuro da humanidade.
Lamentável!

Dossi publicado pela Veja era uma "armao"
Publicado em 15-Dez-2007
A matéria “PF indicia Dantas sob acusação de calúnia”, da Folha de hoje...
A matéria “PF indicia Dantas sob acusação de calúnia”, da Folha de hoje (só para assinantes), informa que uma investigação conduzida pela Polícia Federal desde maio de 2006 concluiu tratar-se de uma "armação" o conjunto de documentos que apresentava autoridades brasileiras, entre as quais o presidente Lula, como donas de vultosas contas bancárias no exterior.
Ao fechar o inquérito relacionado ao caso, a PF indiciou sob a acusação de crime de calúnia, enquadrado na Lei de Imprensa, o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, e o executivo Frank Holder, ex-diretor da Kroll, multinacional que atua na área de investigação.
Caberá agora ao Ministério Público Federal decidir se acusa ou não, diante da Justiça, os investigados pela PF.
A investigação foi aberta por conta de reportagem publicada na revista Veja em maio de 2006, na qual foram reproduzidas partes de documentos que listavam autoridades, suas supostas contas bancárias e saldos de que dispunham.
Os correntistas seriam, além de Lula, os ex-ministros Márcio Thomaz Bastos, Luiz Gushiken, Antonio Palocci e eu, além do senador Romeu Tuma (DEM-SP) e do ex-diretor da PF Paulo Lacerda, hoje comandando a Abin.
Para a PF, Dantas foi o mentor da "armação". E teria usado Frank Holder para materializar a farsa.
No caso de Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, e de Lacerda, uma possível vingança pela Operação Chacal, investigação da PF que levou Dantas a responder a ação penal, na qual hoje defende-se pela suposta prática dos crimes de violação de sigilo e corrupção.
Quanto às demais autoridades, teriam sido incluídas no dossiê como forma de pressioná-las, já que, na ocasião, Dantas, pelo Opportunity, disputava o controle da Brasil Telecom com o Citibank, fundos de pensão, cujos diretores são nomeados pelo governo, e a Telecom Italia.
O relatório do inquérito informa à Justiça Federal que o pedido de quebra internacional de sigilo para verificar a existência das supostas contas acabou frustrado por esbarrar em falta de fundamentos suficientes e também na inexistência de acordos de cooperação jurídica que sustentassem a medida pleiteada.
Mas a PF avalia que, diante dos outros elementos colhidos que indicam a falsidade do material, essa quebra se tornou irrelevante. A investigação revelou que o dossiê, com o indicativo das contas, tinha pelo menos três versões, que chegaram ao conhecimento da Veja.
Será que a Veja, que irresponsavelmente deu destaque em suas páginas ao falso dossiê, vai publicar com o mesmo destaque a noticia da Folha? Pelo jeito, não. Na edição que chega às bancas hoje, a Veja não traz nenhuma linha sobre esse lamentável episódio.

EUA limitam uso de milho para combustvel
Publicado em 15-Dez-2007
O Senado americano aprovou na quarta-feira a Energy Bill que estabelece uma meta de substituição de energia...
O Senado americano aprovou na quarta-feira a Energy Bill que estabelece uma meta de substituição de energia renovável do governo norte-americano. A lei determina que o consumo de combustível em forma de energia renovável será de 136 bilhões de litros nos Estados Unidos por ano a partir de 2022.
Uma das novidades do programa é que o Senado impõe uma limitação para o consumo de milho. Dos 136 bilhões de litros, apenas 56,8 bilhões poderão vir do grão. O resto virá de outras fontes renováveis, entre elas a celulose. A capacidade atual de produção é de 27,5 bilhões de litros. Para a produção de 56,8 bilhões de litros, em 2022, os EUA vão consumir 136 milhões de toneladas de milho por ano. Na atual temporada de 2007/ 08, o consumo é de 81 milhões de toneladas, de acordo com informações do Departamento e Agricultura.
O novo programa atende aos produtores norte-americanos, que já vinham há algum tempo pedindo ao governo uma ampliação da meta, que era de 28,4 bilhões de litros em 2012.
Essa decisão demonstra que o próprio Estados Unidos limitará o uso do milho como matéria prima do etanol, evitando assim que seus preços disparem no mercado interno e internacional e que seja desviado de sua função alimentar humana e animal.
O Brasil deve fazer o mesmo, buscando a produção de etanol e biocombustíveis de fontes alternativas para evitar que o programa de biocombustíveis comprometa a produção de alimentos.

Parabns Niemeyer, 100 anos de uma vida intensa e coerente
Publicado em 15-Dez-2007
Oscar Niemeyer, o maior arquiteto brasileiro, completa hoje 100 anos de vida e 70 de arquitetura...

Oscar Niemeyer, o maior arquiteto brasileiro, completa hoje 100 anos de vida e 70 de arquitetura, em plena e intensa atividade criativa, lucidez e coerência política. Em seu currículo estão cerca de 500 projetos executados em 4 continentes e atualmente desenvolve 15 projetos, incluindo um na Espanha, outro no Chile e outro em Cuba.
A importância do trabalho de Niemeyer pode ser medida pela lista que reúne os "100 maiores gênios vivos", compilada pela empresa de consultoria global Synectics, onde ele aparece no nono lugar.
Esta semana, Niemeyer foi homenageado pela França, recebendo do embaixador da França no Brasil, Antoine Pouilliete, a medalha Comendador da Legião de Honra, mais importante homenagem do governo francês, pela Rússia, recebendo a medalha da "Ordem da Amizade" do Governo russo das mãos do embaixador Vladimir Tyurdenev, e por Cuba, que inaugurou uma escultura desenhada por ele na Universidade das Ciências de Informática, nos arredores de Havana, com cerca de oito metros de altura, que exibe um cidadão empunhando a bandeira cubana em combate com uma figura monstruosa, que simboliza os EUA.
As condecorações não são as únicas homenagens ao centenário do arquiteto. No Rio de Janeiro e em São Paulo estão sendo realizadas quatro exposições sobre a obra de Niemeyer - na 7ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, no Memorial da América Latina, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e no Museu de Arte Contemporânea de Niterói.
Hoje, o Museu Estatal de Arquitetura de Moscou também inicia uma exposição em homenagem ao arquiteto brasileiro.
É com muita alegria, entusiasmo e orgulho que hoje estarei no Rio de Janeiro abraçando Oscar Niemeyer pelo seu Centenário, ao lado de outros tantos amigos e admiradores desse brasileiro genial.

Venezuela muda rota de suas importaes
Publicado em 15-Dez-2007
O governo venezuelano entregou ao Ministério do Desenvolvimento brasileiro, durante encontro binacional de...
O governo venezuelano entregou ao Ministério do Desenvolvimento brasileiro, durante encontro binacional de empresários, em Caracas, uma lista de cerca de 80 produtos que quer importar em caráter emergencial, em meio à crise de desabastecimento interno e às ameaças de rompimento comercial com o principal parceiro da região, a Colômbia.
Segundo a ministra do Poder Popular para as Indústrias Leves e Comércio, María Cristina Iglesias, a Venezuela tem um objetivo estratégico de substituir importações do norte em direção ao sul, para fortalecer o âmbito do seu comércio. A ministra classificou o encontro de “a melhor reunião empresarial binacional desde que mantemos a estreita colaboração com o governo do Brasil".
A lista foi entendida pela comitiva brasileira como um sinal de que Chávez está disposto a cumprir a ameaça de substituir as bilionárias importações vindas da Colômbia por produtos do Brasil.
A Colômbia é o segundo maior parceiro comercial da Venezuela neste ano. O Brasil, por sua vez, é o terceiro parceiro comercial mais importante da Venezuela. As vendas aumentaram neste ano 30,2% até novembro em comparação a 2006, o equivalente a US$ 3,2 bilhões.
O principal parceiro da Venezuela continua sendo os Estados Unidos, o principal comprador de seu maior produto de exportação, o petróleo.
Essa reunião e a decisão de mudar a rota de importações da Venezuela do norte para o sul, beneficiando as relações comerciais com o Brasil, mostram como estava errada a política daqueles que querem nos isolar e nos separar do país vizinho. A Venezuela é nosso parceiro estratégico e devemos intensificar cada vez mais nossas relações comerciais com aquele país.
Ao mesmo tempo, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, anunciou que o Brasil quer reduzir o superávit comercial que tem em relação aos países da América do Sul - de US$ 11,3 bilhões neste ano até agosto-, estimulando o aumento das compras de produtos dos vizinhos
As exportações brasileiras para a região cresceram em 12 dos 18 países até o segundo quadrimestre deste ano.
Se este ritmo continuar, a expectativa é que o fluxo do comércio com os países latino-americanos encerre 2007 com cifra recorde de US$ 56 bilhões, ultrapassando o recorde anterior, de US$ 49,8 bilhões, obtido no ano passado.
Para este ano, segundo Ramalho, a balança comercial brasileira deve registrar exportações acima dos US$ 160 bilhões e importações superiores a US$ 110 bilhões - será a primeira vez que as compras vão ficar acima dos US$ 100 bilhões, como já era esperado pelo incremento da produção industrial.
Até agosto deste ano, as exportações brasileiras para a América Latina somaram US$ 24,3 bilhões, aumento de 13,9% em relação a 2006 (US$ 21,3 bilhões). Já as vendas externas globais cresceram 15,9%. Com o resultado, a região teve participação de 23,7%, menor que a do mesmo período em 2006 (24,1%). As importações do Brasil foram 26,7% maiores, passando de US$ 10,3 bilhões para US$ 13 bilhões, e a América Latina respondeu por 17,3% das compras externas globais, contra 17,5% em 2006.
O secretário-executivo informou que o governo tem procurado fazer, na maioria dos países, no âmbito das comissões bilaterais, um trabalho de inteligência comercial, de monitoramento e cruzamento de dados, para verificar o que produzem e o que podem exportar para o Brasil. Os produtos, segundo Ramalho, podem ser incluídos em processos de negociação internacional para reduções tarifárias, além de serem apresentados em missões comerciais em visita ao país.
O Programa de Substituição Competitiva das Importações quer estimular esses países a venderem mais para o Brasil e as empresas brasileiras para que também comprem mais. O Brasil tem comissões bilaterais de monitoramento com Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile, Equador e Peru.

Fim da CPMF prejudica o empresariado
Publicado em 15-Dez-2007
O empresariado será o mais prejudicado com o fim da CPMF...
O empresariado será o mais prejudicado com o fim da CPMF, daí ser difícil entender por que a FIESP se transformou no quartel general dos inimigos da CPMF e da oposição ao governo. Com o seu fim fica para as calendas a desoneração da folha de pagamentos, pior para as pequenas e médias empresas, e as desonerações de impostos, que estavam na proposta de acordo do governo e nos planos imediatos do Ministério do Desenvolvimento, dificilmente sairão do papel. Mais grave é que o corte de investimentos, fora os do PAC, se for linear e burro, afetará todo o governo, a burocracia e a gestão, prejudicando o empresariado que precisa de segurança jurídica e de uma regulação ágil e eficiente.
Como vemos, um tiro no pé.
Já as emendas dos governadores e prefeitos, dos deputados e senadores ao Orçamento foram para o espaço. Um presente do PSDB para as eleições de 2008. Vamos ver o resultado.
Só espero que no governo não predomine a ortodoxia e o conservadorismo que já domina o Banco Central, que não cortem investimentos sem antes reduzir o superávit, que pode sim ser reduzido, sem medo do mercado e da credibilidade do país, já que a manutenção do crescimento e da rentabilidade dos investimentos e das empresas, do emprego e da expansão do mercado interno é que garantem ao país ter credibilidade e estabilidade, e não o contrário.

hora de fazer poltica e alianas
Publicado em 15-Dez-2007
Tem integrante do governo que não defendeu a CPMF, que tem ficado quieto quando o governo enfrenta a...
Tem integrante do governo que não defendeu a CPMF, que tem ficado quieto quando o governo enfrenta a oposição, que tem inclusive ido a TV para discordar do governo no ônus e agora fica atacando a oposição gratuitamente e outros dando palpites de como e onde cortar. Bobagens.
O governo sabe que não pode e não deve reagir a curto prazo. Tem reservas e margem de manobra para esperar 2008. O país está bem, crescendo, com credibilidade, com reservas, com superávit nas contas externas, a dívida interna está bem administrada, a inflação sob controle, o PIB trimestral crescendo a 6%, consumo e investimento crescendo. E o mais importante, o governo tem apoio do povo.
É preciso avaliar o que temos de excesso de arrecadação, como financiar a saúde, parar as desonerações e assumir que a carga tributária do país caiu de uma só vez em quase 2%, ainda que os sonegadores foram beneficiados. Mas a Receita tem leis e instrumentos para continuar fiscalizando e o importante é manter os investimentos do PAC e do PDE. O superávit sempre é maior que os 3,8% e não será nenhum Deus nos acuda se diminuir 0,50%.
Quem sabe a extinção da CPMF não foi um mal feito para o bem, já que agora a oposição está condenada a fazer a reforma tributária e esta deveria ser a agenda para os próximos dois anos, ao lado da reforma política.
Qualquer que seja o resultado, duvido que a oposição tenha ganhos eleitorais com o comportamento que assumiu de não negociar com o governo, não aceitar nem a proposta final do Presidente de fim da CPMF em 2009 e destinação de todos os recursos arrecadados ate lá para a Saúde. Mesmo com certa mídia tentando desqualificar e dando publicidade às declarações mentirosas da oposição afirmando que o Presidente não propôs nada.
A verdade é que o governo cedeu em tudo, atendeu a todas as demandas da oposição, que extinguiu a CPMF por pura sabotagem. Esse é o nome. Um gesto contra o Brasil e seu povo. A saúde que se dane. Foi por isso que os governadores ficaram contra a bancada e queriam fazer um acordo.
Agora é hora de fazê-lo em torno da saúde e se preparar para buscar recursos para continuar investindo e muito, sem perder de vista as concessões e parcerias fundamentais na área da infra-estrutura.
Não tem saída. É fazer política e buscar alianças para aprovar um novo plano de investimentos ate 2011.

O alerta a Chvez
Publicado em 14-Dez-2007
Quem diria, o que parecia impossível nas tintas da mídia conservadora, aconteceu...
Quem diria, o que parecia impossível nas tintas da mídia conservadora, aconteceu. O povo venezuelano votou livremente, exerceu a soberania popular e, pela primeira vez, Chávez foi derrotado, por uma margem mínima de votos. Pela décima vez, desde que o presidente Hugo Chávez assumiu o governo, o povo foi chamado a se manifestar livremente. Foi, ao contrário do que apregoavam os opositores de Chávez, um pleito limpo e democrático. Se a proposta de reforma da Constituição tivesse sido aprovada, seguramente nossa mídia conservadora estaria, com apoio da oposição daqui e de lá, questionando a lisura do referendo – especialmente se o resultado fosse apertado. Como venceu o não, os opositores comemoram, mas perderam o discurso de que não há democracia na Venezuela, de que Chávez é ditador.
Leia a íntegra do meu artigo, publicado ontem no JB, sobre a derrota do presidente Huga Chávez no referendo da Venezuela na seção Artigos do Zé.
Direitos Humanos so para todos
Publicado em 14-Dez-2007
"O conceito de cidadania ainda está sendo construído, o que se atribui a ele não é aproveitado plenamente...
"O conceito de cidadania ainda está sendo construído, o que se atribui a ele não é aproveitado plenamente por um número considerável de pessoas, dentre elas cerca de 10% dos brasileiros, os homossexuais. No sistema universal dos direitos humanos, encontramos suporte à institucionalização dos direitos coletivos de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros (GLBT) na Declaração Universal dos Direitos Humanos que proclama o direito de todo homem a gozar direitos e liberdades, sem distinção de qualquer espécie, como o direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, a ser reconhecido como pessoa perante a lei e a ser protegido contra discriminações"
Leia a íntegra do artigo de Jaques Jesus, mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília e Presidente da ONG ACOS – Ações Cidadãs em Orientação Sexual, sobre os direitos dos homossexuais, na seção Convidado.
Por qu a CNBB defende greve de fome do bispo?
Publicado em 14-Dez-2007
Grave a nota da CNBB defendendo a greve de fome do bispo católico D. Luiz Cappio...
Grave a nota da CNBB defendendo a greve de fome do bispo católico D. Luiz Cappio. Não só pelo apoio em si à greve de fome, inédito na Igreja Católica, mas por assumir as teses de alguns setores da própria Igreja Católica, pastorais, movimentos sociais, de que a obra é de transposição e que não atenderá às populações e à agricultura familiar.
Ao contrapor dois modelos - um do agronegócio e hidronegócio, e outro da agricultura familiar, participativo e sustentável - a CNBB sim que não respeita os órgãos deliberativos da sociedade, os comitês de bacias hidrográficas, as consultas populares e as próprias decisões dos órgãos do governo, legal e legitimamente estabelecidos no país, dentro da Constituição, a mais democrática que o Brasil já teve.
Acusar o governo que mais tem feito pela agricultura familiar e pela participação popular de favorecer o agronegócio, é desconhecer os investimentos que serão feitos na revitalização e saneamento do rio e dos seus afluentes, nascentes, margens e foz. É negar que a obra beneficiará sim milhões de nordestinos que hoje não têm acesso à água. É enganar a sociedade e abraçar uma causa sectária e fundamentalista.
Quanto à acusação pueril de que o governo não acatou uma decisão de segunda instância da Justiça, é elementar. O governo só pode cumprir depois de notificado. É o mínimo que se exige na Justiça, no devido processo legal, e pode e deve recorrer.
Querer obrigar o governo a paralisar uma obra, aprovada pelo Congresso Nacional, que constava do programa de governo do candidato e de seu partido, legal e necessária, não é bem um exercício de democracia.
Espero que o governo e o PT façam a discussão técnica sobre os efeitos ambientais da obra, sobre a revitalização do rio, sobre o destino da água, a quem favorecerá, e de forma pública e transparente.
Este blog está aberto a todas as posições e ao debate.

BNDES pode servir de modelo para a constituio do Banco do Sul
Publicado em 14-Dez-2007
Alguns desavisados da oposição e na mídia internacional andam fazendo piada com a fundação do Banco do Sul...
Alguns desavisados da oposição e na mídia internacional andam fazendo piada com a fundação do Banco do Sul. É bom lembrar a eles que o Brasil tem um Banco o BNDES, que já tem um programa de financiamentos e empréstimos maior que o do Banco Mundial, o Bird, bem maior. Logo, é cantar vitória cedo como fez o "Economist" ao afirmar que como o Banco do Sul não tem capital, nem estatutos ainda, isso demonstra que a unidade sul-americana é difícil.
Errado. O Banco do Sul pode, deve e vai se consolidar, como o BNDES, ou a CAF, ou o Fundo de Fomento do Prata. Exemplos não faltam. O problema é outro. É começar pelo começo e não querer transformar o Banco em um mini-FMI. Isso é tarefa para o futuro, não tão "lejano", como fez a Ásia. Nem num fundo compensatório, que é outra questão, e que devemos constituir como fez a União Européia para financiar, a fundo perdido, a infra-estrutura de países como a Espanha, Portugal e a Grécia.
A tarefa agora é constituir o Banco do Sul e o modelo está aí, um sucesso, o BNDES.

Ata do Copom indica que taxa Selic vai demorar a cair e, pasmem, pode at subir
Publicado em 14-Dez-2007
O Copom volta a atacar. A ata da sua última reunião, divulgada ontem, deixa claro que as taxas de juros não...
O Copom volta a atacar. A ata da sua última reunião, divulgada ontem, deixa claro que as taxas de juros não voltam a cair tão cedo. O texto avalia que aumentaram os riscos de alta da inflação por causa do forte crescimento do consumo, da subida do petróleo no mercado internacional, da elevação do preço dos alimentos no mercado global e da expansão de gastos do setor público. E não fala mais em “pausa” no processo de corte nos juros.
Isso foi interpretado por economistas como um sinal de que as taxas ficarão estacionadas por um bom tempo. As apostas variam de alguns poucos meses até o ano de 2008 inteiro.
Na ata, o principal foco de preocupação do Banco Central continua a ser o crescimento do consumo a um ritmo mais forte do que a expansão da produção industrial. O documento avalia que, embora as indústrias estejam investindo, ainda há risco de haver pressões sobre a inflação.
Mais grave, ainda, é um trecho da ata que dá a entender que as taxas de juros até podem voltar a crescer. “Na eventualidade de se verificar modificação no perfil de riscos que implique alteração do cenário prospectivo traçado para a inflação, neste momento, pelo Comitê, a estratégia de política monetária será prontamente adequada às circunstâncias”
A ata do Copom vai na contramão do desempenho da economia e da vontade do mercado e da sociedade brasileira que entende que, se os juros voltarem a cair, a tendência de crescimento sustentado da economia brasileira, com a geração de novos empregos, aumento da produção e da renda, pode ser ainda maior.
O Estadão, no editorial “O erro de avaliação do Copom”, publicado hoje, critica a posição conservadora do Copom.
“O destaque dado ao descompasso entre a evolução da demanda e da oferta, com base no índice de utilização da capacidade instalada na indústria, publicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), não parece justificado. Se é verdade que o índice atingiu um recorde em outubro, não se deve deixar de considerar, por um lado, que de 19 setores analisados, 10 estão abaixo da média, notadamente alimentação, vestuário, produtos químicos, materiais elétricos e eletrônicos; e, por outro, que os investimentos na indústria estão crescendo, mas precisam de algum tempo de maturação. Finalmente, um aumento das horas trabalhadas - que se está verificando - permite melhor utilização da capacidade instalada e as importações favorecem esse aumento dos investimentos. A nosso ver não é o mencionado descompasso que deveria preocupar nossas autoridades”, diz o texto.
Pena que os integrantes do Copom não pensem assim.
Até quando?

Emprego na indstria tem o melhor resultado desde dezembro de 2004
Publicado em 14-Dez-2007
Mais sinais concretos do crescimento da nossa economia foram divulgados ontem...
Mais sinais concretos do crescimento da nossa economia foram divulgados ontem. O emprego na indústria cresceu 3,4% em outubro, em relação ao mesmo mês no ano passado. O aumento acumulado de janeiro a outubro é de 2%. Em São Paulo, que concentra 40% dos trabalhadores do país, o crescimento do emprego em outubro foi de 5,4%.
Esses dados mostram que o emprego na indústria terá, este ano, o melhor desempenho em três anos, já que o melhor resultado anterior havia sido em 2004, um ótimo ano para a indústria, no qual o emprego do setor cresceu 1,8%.
A melhoria no desempenho da produção e, em conseqüência, do emprego e salário na indústria é resultado da redução dos juros, da ampliação do crédito e dos prazos de financiamento e do crescimento da massa de salários, com aquecimento do mercado interno.
Entre os setores investigados pelo IBGE, 12 dos 18 segmentos apresentaram alta no emprego ante outubro do ano passado, com destaque para os impactos positivos vindos de alimentos e bebidas (4,1%), meios de transporte (11,2%, inclui automóveis) e máquinas e equipamentos (10,9%).
Além disso, segundo dados do Caged, divulgados ontem, em novembro foram criados 124.554 empregos com carteira assinada, um recorde para o mês. O número representa aumento de 0,42% no estoque de empregos ante o mês anterior.
No acumulado de janeiro a novembro, o total chegou a 1.936.806 postos formais, também a melhor marca para o período na série histórica do Caged, que começou em 1992. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um crescimento de 25,26% no número de empregos.
Nos 12 meses, encerrados em novembro, foram abertas 1.619.313 vagas formais. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reafirmou a expectativa de que, em 2007, serão criados entre 1,650 milhão e 1,700 milhão de empregos, batendo o recorde de 2004, de 1,523 milhão de novas vagas. A meta do governo para 2008 é a criação de 2 milhões de vagas.
O comércio foi o setor que mais contratou em novembro, criando 99.677 empregos com carteira assinada. No setor de serviços foram criados 62.422 postos e, na construção civil, 7.811 vagas.
No acumulado do ano, todos os setores registram aumento no número de empregos. O destaque foi o segmento de serviços, que abriu 627.898 postos.
São cenários como esse que incomodam a oposição e fazem com que ela se comporte irresponsavelmente, como no caso da CPMF, apostam na tese do quanto pior, melhor. Pior para o Brasil. Pior para o povo.

Classe mdia deve ser a mais prejudicada com fim da CPMF
Publicado em 14-Dez-2007
O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, disse ontem, em entrevista à Band News, que a...
O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, disse ontem, em entrevista à Band News, que a classe média deve ser a mais prejudicada com a extinção da CPMF. Segundo ele, isso pode ocorrer caso o governo decida aumentar impostos e contribuições que afetam diretamente o bolso de profissionais liberais como, por exemplo, a CSLL, paga por pessoas jurídicas, que inclui prestadores de serviço como médicos, advogados, jornalistas, entre outros, para compensar a perda de receita com o fim da CPMF. Ele acha que a reforma tributária fica ainda mais distante, diz que a derrota do governo foi um balde de água fria no resultado do PIB divulgado ontem, que os investimentos poderão ficar comprometidos e que a taxa de juros poderá voltar a crescer.
Ouça aqui a íntegra da entrevista.
Um exemplo do jornalismo de oposio
Publicado em 14-Dez-2007
Não deixem de ler, na Folha de hoje, a pensata da jornalista Eliane Catanhêde - "O gostinho (amargo) da vitória"...
Não deixem de ler, na Folha de hoje, a pensata da jornalista Eliane Catanhêde - "O gostinho (amargo) da vitória" (só para assinantes), aconselhando a oposição, na verdade os tucanos, a como se beneficiar da vitória que teve sobre o governo. É um primor de jornalismo..... Objetivo, independente e bem ao estilo da Folha e de seu famoso Manual de Redação. Uma piada. Para arquivar e guardar para um futuro estudo sobre a mídia no Brasil e seus articulistas. De como a mídia apoiava a oposição ao presidente Lula e ao PT.
Sociedade precisa cobrar a irresponsabilidade da oposio
Publicado em 14-Dez-2007
É a economia idiota. A famosa frase sobre as razões de uma derrota eleitoral nos Estados Unidos serve para...
É a economia idiota. A famosa frase sobre as razões de uma derrota eleitoral nos Estados Unidos serve para explicar porque os tucanos extinguiram a CPMF, e retiraram do Orçamento da União de 2008, no mínimo, R$ 36 bilhões. Basta ler uma das notícias, que deveria ser manchete em todos os jornais, já que não esta fácil em qualquer país criar 1.900.000 empregos. Isso mesmo, hum milhão e novecentos e mil empregos.
Essa é principal razão dos tucanos, que seguem a reboque do ex-PFL.
O país vai crescer e muito - só neste ultimo trimestre, cresceu 6%, o PAC aos poucos se consolida, o mesmo ocorrendo com o PED e o PAC da Saúde estava aí, dependendo da aprovação da CPMF.
E não é verdade que o governo Lula não diminui os impostos. Diminuiu sim, em mais de R$ 36 bilhões de desonerações, uma CPMF. Mas retirar esse valor de uma vez só do Orçamento de um país, qualquer que seja, é querer levar o país a uma crise.
Mas o Brasil não viverá nenhuma crise, já que tem um governo democrático, de diálogo e negociação, um governo de coalizão, que não tem maioria na Câmara e no Senado e depende de negociações legais, legítimas e transparentes para aprovar seus projetos. Negociações que envolvem recursos orçamentários, emendas e participação no governo, como acontece em todo o mundo, começando pelos Estados Unidos.
Outra coisa é que precisamos de uma reforma política e administrativa, que precisamos superar o fisiologismo e eliminar as emendas parlamentares. Não é verdade que o governo vai aumentar impostos, como vem afirmando, inclusive a mídia. Esse deve ser o desejo secreto da oposição, já que confirmaria sua tese.
O que o governo pode e deve fazer é manter o barco no rumo e seu timoneiro no leme, o presidente, sem pânico e sem medidas precipitadas. Tem que avaliar, analisar e optar por aquelas medidas que, primeiro, mantenham o crescimento e a estabilidade. Segundo, garantam as contas públicas. Sem ortodoxia, já reduzimos o superávit em 0,45% ou 0,65%, já que hoje ele é de 3,8% e já foi de 4,25%, na prática já foi de 4,5%. Temos um excesso de arrecadação e temos uma margem de manobra com o crescimento da economia e, portanto, devemos manter em primeiro lugar os investimentos do PAC e a área social.
Não custa nada ao governo um esforço de corte de gastos de despesas primárias, mas a realidade é dura. 90% dos gastos não financeiros do governo são obrigatórios, logo não podem pela lei e pela Constituição serem simplesmente cortados, como demagogicamente afirmar alguns articulistas e a oposição. Os 10% restantes são investimentos e devem ser intocáveis.
Alguns jornais agora querem vender a idéia de que ninguém será beneficiado com o fim da CPMF. Será sim. O rentismo, o capital financeiro e os sonegadores. Não adianta esconder, nem vender para o país que não tem nenhuma importância cortar 36 bilhões de reais do Orçamento da União ou que a arrecadação crescerá já que esses R$ 36 bilhões serão gastos e pagarão impostos. 15 bilhões de reais, segundo alguns analistas. Uma piada.
O alvo era e é a economia. Atrasar o "grau de investimento" do país, o PAC, prejudicar a saúde, daí a contrariedade dos governadores e prefeitos do PSDB com a posição das lideranças, leia-se FHC e Artur Virgílio, de não aprovar a CPMF.
Os tucanos sonham com uma crise que lhes dê a vitória em 2010, como sonharam em 2006 com a vitória, a partir da farsa do mensalão e, hoje, silenciam sobre Eduardo Azeredo e o esquema nacional de caixa dois montado em seu governo em 1998.
É preciso transformar a derrota em vitória e só existe uma maneira. Cobrar da oposição na sociedade, no debate político, na mobilização popular, a irresponsabilidade que fizeram, não contra Lula e o PT, mas contra o Brasil e seu povo.

Lembrar para no esquecer
Publicado em 13-Dez-2007
Apenas o JB lembrou que hoje, dia 13 de dezembro, é uma data histórica...
Apenas o JB lembrou que hoje, dia 13 de dezembro, é uma data histórica. Na noite da sexta-feira, 13 de dezembro de 1968, o governo do general Arthur da Costa e Silva editava o Ato Institucional n.o 5, fechando o Congresso Nacional, suspendendo os direitos políticos, cassando mandatos de senadores, deputados, prefeitos e governadores, afastando ministros do STF e intervindo no Poder Judiciário, decretando o estado de sítio, suspendendo o habeas corpus e outros direitos individuais, proibindo reuniões e manifestações públicas, estabelecendo a censura prévia, entre outras medidas arbitrárias.
O AI-5 representou um endurecimento ainda maior da ditadura militar, instalada no país com o golpe de 1964, e inaugurou o período mais brutal da repressão política no país.
A edição do JB do dia 14 de dezembro de 1968, numa tentativa de burlar a censura, publicou a seguinte previsão do tempo: "Tempo negro. Temperatura sufocante. O ar está irrespirável. O país está sendo varrido por fortes ventos. Máx.: 38º, em Brasília. Mín: 5º, nas Laranjeiras"
O AI-5 foi uma resposta da ditadura às grandes manifestações de massa que ocorreram no ano de 1968. O ano de 1968 foi de grandes protestos contra o regime militar. No início do ano, artistas de teatro mobilizaram-se contra a censura. E, no mês de março, uma manifestação de universitários no restaurante do Calabouço terminou com a morte do estudante Edson Luís. Greves e passeatas eclodiram em todo o país, culminando com a passeata dos 100 mil, em junho, no Rio de Janeiro.
A justificativa oficial para a edição do AI-5, no entanto, foi um discurso do então deputado Márcio Moreira Alves, no início de setembro, no qual conclamava a população para boicotar os eventos programados para o Dia da Independência. O pronunciamento do parlamentar provocou grande irritação entre os militares, que pediram sua cassação. O pedido foi rejeitado pelo Congresso (216 votos contra, 141 a favor e 24 abstenções), mas no dia seguinte foi decretado o AI-5.
Ao lembrar essa data, homenageio todos os brasileiros que lutaram contra a ditadura, em defesa da liberdade e da democracia, muitos deles dando a própria vida por essa luta, e espero que essa lembrança sirva de alerta para que o Brasil nunca mais viva dias tão duros, arbitrários e violentos como aqueles de 39 anos atrás.

Violncia na favela do Real Parque
Publicado em 13-Dez-2007
Cenas de violência e de arrogância na TV para todo o mundo...
Cenas de violência e de arrogância na TV para todo o mundo. Foi isso que assistimos essa semana em São Paulo. De novo a lei para os mais fracos e pobres. Em Brasília temos uma grilagem de terra de ricos, mas ficou por isso mesmo. A questão foi até o Supremo, e vão comprar os lotes em leilão. Em São Paulo, para os pobres, policia, gás, bombas de efeito moral(?) e violência. Um juiz determina uma reintegração como essa, num dia de semana, e dane-se a cidade, o trânsito, as rodovias, o país. O que interessa é o interesse de quem?
Até quando?
Leiam a descrição da violenta reintegração de posse – “Transito é o que importa. Às favas com os sem-teto...”, feita no blog do jornalista Leonardo Sakamoto:
“A favela do Real Parque acordou hoje com a polícia batendo à porta para uma reintegração de posse. Sem aviso prévio, chegaram chegando: "Vocês têm duas horas para sair". O proprietário do barranco que serve de moradia a dezenas de famílias pobres, a Empresa Metropolitana de Águas e Energia, pública e, portanto, pertencente a todos nós, queria o terreno de volta.
Quem passou o dia lá, tentando resistir, sentiu na pele balas de borracha, bombas de gás lacrimogênio, desocupação forçada, violência. Para protestar e se fazer ouvir, fizeram a única coisa possível: ocuparam a pista da avenida Marginal Pinheiros, sentido Interlagos. A interrupção causou o maior congestionamento do ano na capital paulista.
Estou esperando o texto com o depoimento de uma amiga jornalista, que mora na favela do Real Parque, e que passou o dia no meio desse redemoinho. Mas não posso deixar de externar duas coisas. Primeiro, o ato em si, violento, totalitário e estúpido. Que ocorre em um local que já é o retrato acabado da desigualdade urbana do feudo paulistano: de um lado, as favelas do Real Parque e do Jardim Panorama, do outro, o Parque Cidade Jardim, empreendimento de R$1,5 bilhão que está em fase de construção. Só a maquete de R$ 800 mil custou o equivalente a 53 casas populares.
Segundo, a cobertura da mídia. A grande maioria dos veículos de comunicação deram manchetes para o congestionamento e relegaram ao segundo plano a tragédia humana que está ocorrendo agora. Colocam depoimentos de motoristas reclamando que perderam a hora para alguma coisa, xingando os "baderneiros", mas não se ouviu direito os moradores. Eles aparecem na tela para mostrar o "drama" e desaparecem quando já deram audiência suficiente. Ninguém discute a questão da moradia na cidade, que possui milhares de imóveis vazios, inclusive do poder público, enquanto um exército mora ao relento ou submora.
Cadê o governo para explicar sobre o que (não) vem fazendo com relação às políticas de habitação?
"Ah, mas o congestionamento afetou a vida de mais gente, por isso é a notícia mais importante." O conceito de relevância jornalística se perde em justificativas como essa, desumanizando a situação. Os dois fatos são notícia.
Mas o que está acontecendo no Real Parque hoje não é um caso isolado de meia dúzia de favelados e sim um exemplo da forma como o governo estadual vem tratando os mais pobres. O que está acontecendo ali se reproduz com uma triste freqüência pela periferia de São Paulo. Milhões de pessoas conseguiriam se reconhecer nessas histórias se elas fossem retratadas corretamente pela imprensa.
Mas isso interessaria a quem?
Afinal de contas, não é quem tem carro que apanhou e vai dormir no relento hoje.”

Populao acha que segurana pblica piorou
Publicado em 13-Dez-2007
Para 59% dos brasileiros, a situação da segurança pública está pior no Rio de Janeiro, e igual para 24%...
Para 59% dos brasileiros, a situação da segurança pública está pior no Rio de Janeiro, e igual para 24% e, em todo o país, piorou ou está igual para 65%. A pesquisa CNI/Ibope mostrou que a segurança pública é o tema que mais exige atenção especial, com 32% das citações. No ano passado, a segurança aparecia em sendo lugar, com 23% das citações. Ou seja, as pesquisas sobre a situação da segurança pública demonstram que a percepção da população é de que a situação piorou e que o governo está ausente.
Para o prefeito César Maia, que também está mal avaliado – 27% de ruim e péssimo e só 36% de regular -, a culpa é da TV e do filme Tropa de Elite.
E para o governo federal e para o PT, qual é a razão dessa total reprovação da política de segurança em todo o país?
O mundo da fantasia de alguns petistas
Publicado em 13-Dez-2007
Enquanto isso no mundo da fantasia, nos debates internos do PT, tem candidato reclamando que o partido é...
Enquanto isso no mundo da fantasia, nos debates internos do PT, tem candidato reclamando que o partido é correia de transmissão do governo. Durma-se com um barulho desses. É óbvio que o problema é outro. O partido não consegue apoiar o governo, mobilizar sua base, disputar a sociedade, defender o governo, como se viu agora no caso da CPMF.
O mesmo raciocínio vale para as alianças. O partido e o governo não têm maioria no Senado, precisa de alianças, precisou até propor um acordo fantástico para o PSDB, chegou ao ponto de aceitar acabar com a CPMF em 2009 e destinar todos seus recursos à saúde - vejam bem, todos - e o PSDB recusou. Dane-se o povo e a saúde. Então o problema do PT, é o povo. Foi ele que nos deu apenas 83 deputados e 13 senadores. Daí a necessidade de alianças.
Mas, no mundo da fantasia, continuam os debates e as críticas às alianças e ao apoio do PT ao governo.
Os tucanos s pensam em 2010
Publicado em 13-Dez-2007
Os tucanos só pensam em 2010 e o DEM também...
Os tucanos só pensam em 2010 e o DEM também. Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab diz que seu partido tem que apoiar o governador José Serra, do PSDB, para presidente e Aécio Neves diz em Minas Gerais que pode ser sim candidato.
Dane-se o Brasil. O que interessa é a Presidência da República. A oposição quer antecipar a sucessão, a eleição de Presidente. Estamos ainda em 2007, no primeiro ano do segundo mandato do presidente, e já começa o esforço da mídia e da oposição de envolver a sociedade no debate sucessório, seja a pretexto das eleições municipais do ano que vem, seja com o objetivo claro de desviar a agenda e a pauta do país de seus verdadeiros problemas, como a reforma política e administrativa ou a tributária, para a sucessão.
Nós, o PT e o governo, não podemos cair nessa armadilha. Temos que ter nossa própria agenda e nossa pauta, que começa com governar, e, no PT, apoiar e defender o governo, sem mediações, clara e abertamente na sociedade, pois ele está sendo atacado e no seu coração, em sua política econômica, que viabiliza o crescimento do emprego e da renda do país.
Isso sem falar que a guerra dentro do PSDB apenas começou. Será longa e dura e terá um só vencedor e conseqüências na sucessão de 2010. Qualquer que seja o perdedor, ele tenderá a ser candidato por outro partido ou apoiar um candidato que não seja o do PSDB. É só esperar e conferir...

Os cenrios sem a CPMF
Publicado em 13-Dez-2007
Por que é tão grave a extinção da CPMF sem reforma tributária?...
Por que é tão grave a extinção da CPMF sem reforma tributária? Porque diminui o crescimento econômico e os investimentos públicos, lança dúvida sobre a estabilidade política e sobre os rumos do país. Esse era e é o objetivo da oposição: lançar o país numa rota de insegurança e instabilidade.
Isso num momento em que no mundo os Bancos Centrais anunciam medidas conjuntas para arrefecer uma provável crise global e o FED nos Estados Unidos faz de tudo para impedir uma recessão.
No melhor momento da nossa economia, quando o PIB cresce 5,7%, a agropecuária 9,2%, quando esse crescimento é disseminado por todo o país e por todos os setores, quando existe um clima de otimismo e segurança institucional e jurídica, quando todos são unânimes que o país crescerá mais em 2008, já que o crescimento está sendo puxado pela indústria, pelos investimentos e pelo mercado interno. Tirando o BC e certa mídia que diz que o crescimento ainda está atrás do dos Brics e que tem seu lado mau - o risco de super aquecimento e inflação, tese cara ao BC, a do PIB potencial -, tudo caminhava para um crescimento sustentável nos próximos 10 anos, dependendo apenas de nós, de nossa capacidade de avançar nas reformas, como a política e a tributária, e melhorar a gestão publica.
Agora temos um novo cenário. Com a rejeição da CPMF, o governo tem que cortar R$ 42 bilhões no Orçamento de 2008 ou reduzir o superávit, mesmo levando-se em conta o crescimento da receita, que depende do crescimento da economia.
Esse novo cenário exige do PT e do governo uma nova política e uma nova postura. A oposição fez a sua aposta. A hora é do PT e do presidente Lula.

A oposio quer desestabilizar o governo
Publicado em 13-Dez-2007
Como eu já avaliava aqui no blog, os tucanos rejeitaram a CPMF. Duas derrotas para o governo Lula e para o PT...
Como eu já avaliava aqui no blog, os tucanos rejeitaram a CPMF. Duas derrotas para o governo Lula e para o PT e os aliados, num mesmo dia. Num dia de grandes notícias para o país e para o governo - o crescimento de 5,7% do PIB no terceiro semestre, a pesquisa Ibope altamente favorável ao governo e ao presidente e a redução dos juros nos Estados Unidos, onde o FED faz de tudo para evitar uma recessão.
Nada disso, no entanto, interessa aos tucanos. O que interessava e interessa a eles era e é derrotar o governo. A recusa de fazer um acordo - no final, o Presidente propôs aplicar todos os recursos da CPMF na Saúde e a extinguia na reforma tributária em 2009 - é a prova maior dessa estratégia. O PSDB preferiu ficar com uma vitória política contra o governo e o presidente.
Em 2008 teremos menos R$ 42 bilhões, o pais terá, para a saúde, a educação, a justiça, o meio ambiente, as estradas e portos, o Bolsa Família, as universidades, a cultura e os esportes, o PAC e o PDE. Ou seja, os tucanos atingiram seu objetivo: diminuir o ritmo de crescimento do país e evitar que o governo, ano a ano, aumente os investimentos públicos e melhore os serviços públicos que beneficiam diretamente o povo e a infra-estrutura do país que beneficia a economia.
O presidente e seu governo têm duas alternativas: diminuir o superávit fiscal, já que o país tem suas contas ajustadas e reservas extraordinárias, com uma inflação sob controle, ou cortar gastos e investimentos, que é a opção preferida dos conservadores, da direita que nos governaram por 10 anos e em toda América Latina, com os resultados que conhecemos, com FHC, Fujimori, Menen, Salinas de Cortari. Um desastre político, econômico, social e ético.
Não tenhamos nenhuma ilusão. A oposição rompeu o pacto democrático e quer desestabilizar o governo. Tanto a eleição de Garibaldi Alves, que nunca apoiou o governo e por isso recebeu o apoio da oposição, como a extinção da CPMF, são duas derrotas para o PT e o governo Lula.
A principal lição que devemos tirar dessa derrota é que, primeiro, o PT precisa de unidade. Parte da responsabilidade pela derrota é de sua bancada no Senado. Sem unidade, com ações personalistas e sem compromissos com o governo na eleição do Presidente do Senado e mesmo na votação da CPMF. A bancada do PT precisa de direção e o PT precisa mobilizar sua militância para apoiar o governo e exigir de seus parlamentares que cumpram com seus deveres com aqueles que o elegem. Ou alguém acha que se elege sem o PT e sua militância?
A segunda lição é que precisamos construir no país uma maioria parlamentar, fazer alianças para as eleições de 2010 e conquistar maioria na Câmara e no Senado.
Ao iniciar sua campanha pela cassação do senador Renan Calheiros o objetivo da oposição partidária e da mídia era esse: derrotar o governo, por fim à sua maioria no Senado, eleger um senador prisioneiro de seus objetivos e extinguir a CPMF, dando um golpe de morte no crescimento econômico e no aumento de investimentos do governo.
É sabotagem pura e simples, é o vale tudo na política. Chegam ao ponto, os mesmos que gritavam pela ética quando acusavam e condenavam Renan Calheiros, de fazer vista grossa a todas as acusações e denúncias contra o presidente eleito do Senado, Garibaldi Alves.
O Brasil nunca teve uma oportunidade como essa para crescer e se desenvolver. Não podemos perdê-la. Isso significa que o governo e o PT devem tomar todas as medidas para garantir o crescimento e os investimentos do PAC e dos demais programas, sem vacilar e enfrentando a oposição como ela merece. Denunciando seu caráter golpista e anti-patriótico.

Banco Central insiste em conter queda dos juros
Publicado em 13-Dez-2007
Mas, ao que tudo indica, o Banco Central não vai retomar o ritmo de queda da taxa de juros...
Mas, ao que tudo indica, o Banco Central não vai retomar o ritmo de queda da taxa de juros, insistindo na sua posição conservadora de que o crescimento da economia carrega um explosivo risco inflacionário.
A matéria “BC vê sinal de alerta na expansão do PIB”, da Folha de hoje (só para assinantes) deixa isso muito claro.
O raciocínio do Banco Central é de que os números do PIB reforçam a preocupação com a capacidade de as empresas elevarem a produção na mesma rapidez com que o consumo tem crescido. Segundo eles, se isso não acontecer, poderá gerar pressões nos preços, exigindo juros elevados por mais tempo para conter a demanda.
O raciocínio conservador do Banco Central parece não levar em conta outro dado divulgado ontem: o crescimento de 14,4% dos investimentos. É claro que esse crescimento de 14,4% da taxa de investimento no trimestre de julho a setembro é um dos pilares da sustentação do maior nível de atividade sem riscos para inflação em 2008.
Para a equipe do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o fato de, mesmo com ritmo forte de crescimento dos investimentos, a indústria estar operando com uma utilização recorde das máquinas e equipamentos disponíveis, justificaria uma nova elevação das taxas de juros.
Já os técnicos do Ministério da Fazenda argumentam que esse crescimento dos investimentos captado nas pesquisas do IBGE irá reduzir o indicador da CNI, que mostra que a utilização da capacidade instalada atingiu 84,3% em outubro, um dos maiores níveis da história, deixando o país com mais folga.
Estamos, portanto, diante de uma polêmica dentro da área econômica do governo. Cabe ao presidente Lula intervir e definir qual caminho dever ser seguido: o do crescimento sustentado, retomando a queda dos juros, ou o da timidez conservadora, freando essa queda ou até mesmo elevando os juros, o que, certamente, terá efeitos perniciosos nesse ciclo virtuoso que estamos vivendo.

Sinais do crescimento
Publicado em 13-Dez-2007
Os jornais de hoje estão recheados de boas notícias na área econômica...
Os jornais de hoje estão recheados de boas notícias na área econômica. O PIB brasileiro cresceu 5,7% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Esse foi o maior crescimento nessa comparação em 3 anos e o 23º trimestre de alta consecutiva.
O crescimento do PIB é explicado pelos recordes históricos nos investimentos do setor produtivo e no consumo das famílias. O resultado ficou acima das previsões dos economistas, que já elevam suas previsões para o PIB do ano e mesmo para 2008.
Esse resultado praticamente assegura um crescimento da economia brasileira de 5% em 2007. Ele pode ser ainda maior caso o PIB mantenha a atual trajetória no último trimestre. Bastará um crescimento de 4,3% no último trimestre (o período mais "quente" do ano) para o PIB atingir 5%.
Os destaques no desempenho da economia brasileira são o consumo das famílias e os investimentos. O consumo cresceu 6% no terceiro trimestre, comparado a 2006, o melhor resultado em dez anos. Já são 16 trimestres de crescimento, puxado pela expansão dos salários e do crédito.
O desempenho de julho a setembro trouxe várias notícias positivas: a agropecuária deu salto de 9,2%; o consumo das famílias, que representa 60% do PIB, subiu 6% (maior alta em dez anos); e a indústria cresceu 5%.
Mas a melhor notícia do PIB veio dos investimentos. A chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo) deu um salto histórico: 14,4%. Foi a maior alta registrada desde que o IBGE começou a calcular o indicador, em 1996.
O dado significa que as empresas estão investindo em um ritmo quase três vezes superior ao do aumento do consumo. Isso é bom porque a produção de novas máquinas e equipamentos nas indústrias deve atenuar, no futuro, eventuais pressões inflacionárias trazidas pela demanda aquecida.
Por enquanto, boa parte do consumo das famílias (com 16 trimestres seguidos de alta) vem sendo atendida pelas importações. As compras externas deram novo salto no terceiro trimestre e subiram 20,4% sobre o mesmo período do ano passado. Já as exportações cresceram apenas 1,8%.
Os resultados do PIB no terceiro trimestre indicam que a economia brasileira deve crescer acima de 5% em 2007, sustentada pelo mercado interno.
Esses números confirmam, mais uma vez, o que tenho dito aqui no blog: o Brasil está entrando com segurança no círculo virtuoso do crescimento, numa prova de que os fundamentos de nossa política econômica estão no rumo certo.
Só falta o Banco Central e o Copom se convencerem disso e retomarem o ritmo de queda das taxas de juro.

Estudo diz que Rio e SP seguram avano do pas
Publicado em 12-Dez-2007
O economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, apresentou um dado interessante...
O economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, apresentou um dado interessante no seminário "A Megalópole-Campos-Juiz de Fora-Campinas", que discutiu na Associação Comercial do Rio de Janeiro o futuro das duas maiores metrópoles brasileiras. Enquanto o Brasil crescia - ainda que lentamente-, as regiões metropolitanas do Rio e de São Paulo viram seu PIB encolher entre 1996 e 2004.
No período comparado, a economia brasileira cresceu 20,3%. Entre os municípios da região metropolitana de São Paulo, em vez de aumento, o que foi verificado de 1996 a 2004 foi uma queda de 5,4% no PIB. O resultado da região metropolitana do Rio de Janeiro foi pior ainda: variação negativa de 16,7%.
Para Urani, os dados evidenciam mais uma vez que as duas maiores metrópoles brasileiras, em vez de estarem contribuindo para o crescimento do país, como no passado, têm atuado como freio do desenvolvimento.
O economista cita como razões para essa crise a migração de indústrias para outras regiões, o aumento do desemprego e da informalidade, a manutenção da desigualdade em patamares altos, o empobrecimento da classe média e o aumento dos custos de empresas da região com salários, segurança e logística.
Urani já havia apresentado, em outros seminários, estudos que mostravam que as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e de São Paulo não estavam acompanhando o restante do país na melhoria de alguns indicadores. Foi o caso, por exemplo, dos indicadores de desigualdade e de renda média per capita.
No caso da desigualdade, enquanto o Brasil verificou ligeira melhora de 1995 a 2006, as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e de São Paulo permaneceram no mesmo patamar. No que diz respeito à renda média per capita, São Paulo registrou queda de 6% no mesmo período, enquanto o Rio de Janeiro teve crescimento de 10%, e o Brasil, de 13%.
Os dados apresentados por André Urani são interessantes, preocupantes e merecem uma reflexão. Eles demonstram que precisamos de uma política de desenvolvimento específica para São Paulo e Rio de Janeiro que enfrente os problemas que emperram o desenvolvimento dessas regiões, como o aumento dos custos das empresas com segurança e logística, o desemprego e a informalidade, as dificuldades da classe média, entre outros. De nada adianta o Brasil crescer, se São Paulo e Rio de Janeiro não crescerem também.
Não podemos promover o desenvolvimento regional às custas da diminuição da importância econômica de São Paulo e Rio. Ao contrário, queremos que todas as regiões do país tenham um crescimento econômico sustentado e equilibrado, com mais emprego e renda para seus habitantes.

Sindicalistas apiam Berzoini
Publicado em 12-Dez-2007
Amanhã, às 18h, será realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo/SP...
Amanhã, às 18h, será realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo/SP, um ato de apoio a candidatura de Ricardo Berzoini para presidência do PT. Devem participar do evento sindicalistas de todo o Estado de São Paulo e, inclusive, de outras regiões do país.
De acordo com o presidente do Sindicato, José Lopez Feijóo, "Berzoini tem uma trajetória de militância dentro do movimento sindical que enche de orgulho os sindicalistas". Ele lembra que o presidente do PT, além de ser um dos fundadores do partido, tem origem sindicalista, começando a atuar junto ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, em 1985. "Por sua atuação dedicada, estando junto dos trabalhadores e trabalhadoras na luta por melhores condições, Berzoini fez a base e a construção da militância sindical mais conhecedora dos direitos de cidadania, levando à militância partidária", ressalta Feijóo.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o primeiro turno do Processo de Eleições Diretas do PT, foi uma bonita eleição, em que mais de 300 mil filiados foram às urnas. "Neste segundo turno, é preciso reelergermos Ricardo Berzoini como presidente do PT porque isso assegura a continuidade das ligações sociais prioritárias que o PT deve manter", justifica Feijóo.

Cuba quer que empresas brasileiras invistam no pas
Publicado em 12-Dez-2007
Só o Valor noticiou a visita do ministro do Comércio Exterior de Cuba, Raúl de La Nuez, à Fiesp, ontem...
Só o Valor noticiou a visita do ministro do Comércio Exterior de Cuba, Raúl de La Nuez, à Fiesp, ontem, quando se reuniu com cerca de 50 empresários do agronegócio, mineração, eletrônica, máquinas, cosméticos e outros setores. Foi a primeira visita de um ministro de Estado cubano à entidade. O encontro teve como objetivo prospectar oportunidades de negócios com Cuba.
Segundo a matéria “Cuba vai à Fiesp em busca de mais investimentos”, do Valor (só para assinantes), Nuez enumerou os dados sobre o crescimento de Cuba. Segundo ele, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 12,5% em 2006, para US$ 44 bilhões. Em 2007, a economia deve se expandir entre 7% e 10%. A taxa de desemprego, conforme o governo, é de 1,9%. As exportações de bens e serviços chegaram a US$ 12 bilhões - 70% corresponde à venda de serviços turísticos e profissionais, como de saúde. A indústria de turismo, que é o atual motor da economia depois da crise da década de 90 com o fim do apoio da Rússia, está em expansão. O número de turistas aumentou de 1,17 milhão em 1997 para 2,2 milhão em 2006, vindos principalmente do Canadá e da Europa.
Nuez enfatizou que Cuba negocia pouco com o Brasil, que é o segundo parceiro na América Latina, perdendo para a Venezuela, que exporta petróleo e importa serviços médicos dos cubanos. Conforme o ministro, Cuba importou US$ 1,4 bilhão em alimentos em 2006, 13% fornecido pelo Brasil. No ano passado, a ilha comprou US$ 1,65 bilhão em máquinas, mas a fatia dos brasileiros não ultrapassou 5%.
Nuez foi direto nas suas colocações: "Cuba está aberta aos investimentos estrangeiros em todos os setores, com exceção de saúde, educação e defesa", disse.
Nuez revelou também que, antes de chegar à Fiesp, esteve reunido com um vice-presidente da Gol, discutindo a possibilidade de vôos para Havana. Segundo ele, a companhia sugeriu rotas com conexão no México e, depois que o tráfego aumentar, um vôo direto.
Ao comentar a necessidade de renovação da frota de veículos do país, sejam ônibus, caminhões ou carros, Nuez afirmou que gostaria que as indústrias brasileiras participassem do processo. A frota de Cuba ainda é formada por veículos dos anos 40 ou 50, um atrativo turístico, mas um problema para a população e para a economia.
A visita do ministro cubano à Fiesp mostra que, ao contrário do que costuma alardear certa mídia conservadora e de direita, o país está abrindo sua economia e buscando oportunidades de negócios no exterior, como forma de suprir as deficiências da economia cubana e enfrentar o pernicioso e condenável bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

Denuncismo puro
Publicado em 12-Dez-2007
A Folha de hoje registra que o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) negou que o...
A Folha de hoje registra que o Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) negou que o projeto orçamentário de 2008 contém previsões de obras com valores acima dos de mercado e explicou que muitas reformas e construções são mais complexas, além de o projeto contar com gastos de desapropriações.
Na construção do trecho rodoviário Esteio-Sapucaia (RS), na BR-448, por exemplo, o Dnit afirma ser necessário construir pontes, viadutos e passagens inferiores além da realização de um estudo ambiental, calculado em cerca de R$ 2 milhões.
Além disso, a previsão é de que mais de R$ 2 milhões serão gastos com desapropriações. Por isso a previsão de orçamento para toda a intervenção é de R$ 10 milhões por quilômetro construído, enquanto a referência para esse tipo de obra é de R$ 1,7 milhão.
Outro exemplo é a estimativa de R$ 10 milhões por quilômetro para a adequação do acesso rodoviário ao Porto de Itajaí (SC), na BR-101. A explicação é que a via tem pistas duplas, viadutos com quatro pistas, trevo rodoviário e desapropriações em perímetro urbano. As obras de adequação de trechos rodoviários têm como valor indicativo R$ 1,6 milhão.
O procurador-geral do Ministério Público no Tribunal de Contas da União, Lucas Furtado, criticou a forma como o Orçamento é feito pelo Congresso, dizendo que ela permite que os parlamentares cobrem propina pelas emenda. Informado sobre as críticas sofridas por deputados e senadores, Furtado reiterou a sua opinião. "Não falo especificamente sobre ninguém, mas confirmo que o sistema orçamentário é feito de uma forma equivocada que abre espaço para propinas", disse.
É o denuncismo puro e simples. É óbvio que é preciso conhecer a obra, as obras de engenharia, o terreno, as desapropriações, os trevos, os desvios ferroviários, etc.
Como vemos, a imprensa compra e vende como bem lhe interessa.
O Procurador tem razão. É melhor sim mudar a forma de se fazer o Orçamento. É preciso que ele seja impositivo, deixe de ser autorizativo e é preciso acabar com as emendas parlamentares. Mudar radicalmente.

O radicalismo tucano contra a CPMF
Publicado em 12-Dez-2007
Todas as demandas e reivindicações da oposição na negociação sobre a prorrogação da CPMF foram atendidas...
Todas as demandas e reivindicações da oposição na negociação sobre a prorrogação da CPMF foram atendidas pelo governo, desde o limite para gastos com pessoal até a destinação de todos os recursos da contribuição para a saúde até 2010, sem falar em todas outras, como a isenção até quase 2.800 reais, a redução da alíquota em 0,80% até 2010, a desoneração de impostos, a antecipação da devolução de créditos e a inclusão da União na LRF.
Mesmo assim, até agora, o PSDB continua na posição de votar contra o chamado imposto do cheque. São 42 bilhões de reais que o governo federal terá que cortar nas despesas e gastos. Ou seja, é o quanto pior melhor, a política de terra arrasada, tudo para prejudicar o governo. Mas quem será prejudicado será o Brasil e o povo. Que isso fique claro.
Espero que prevaleça a política democrática, o pacto democrático e que a negociação e o acordo político prevaleçam sobre o fundamentalismo oposicionista que, aos poucos, toma conta do PSDB, e há muito tempo já tomou conta do ex-PFL, hoje DEM.
Quando na América Latina, vemos os exemplos do México onde os três partidos majoritários se uniram e fizeram uma reforma fiscal, energética e política, ou de Portugal onde os dois partidos PS e PDS discutem uma reforma política, o que vemos no Brasil é um retrocesso.
Como já escrevi aqui no blog, na nota "CPMF - Oposição do quanto pior, melhor", e no JB, no artigo "Uma oportunidade perdida", a nossa oposição, ancorada na mídia conservadora, continua com ilusões e tentações de em um só golpe liquidar o governo Lula.
O que, na prática, é uma ruptura do pacto democrático da Constituição de 1988 que pressupõe que se reconheça a legalidade e legitimidade dos eleitos e se aguarde as eleições para a alternância no poder.
Nem em seus piores momentos de radicalismo, que foi encerrado em 1999 quando derrotamos a proposta de Fora FHC no Congresso do PT de Belo Horizonte, o PT adotou com relação ao governo tucano esse comportamento escandaloso e que beira a chantagem que estamos assistindo no PSDB.

A rplica do bispo
Publicado em 12-Dez-2007
O bispo de Barra, na Bahia, D. Luis Freire Cappio, publica hoje na Folha o artigo “Jejuo também por democracia real”...
O bispo de Barra, na Bahia, D. Luis Freire Cappio, publica hoje na Folha o artigo “Jejuo também por democracia real” (só para assinantes), onde faz uma réplica ao artigo do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que criticou a greve de fome do religioso.
Como recomendei a leitura do artigo do ministro, com o qual concordo, recomendo também a réplica do bispo.
“O projeto de transposição não é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco. O governo mente quando diz que vai levar água para 12 milhões de sedentos. É um projeto que pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco. O projeto de transposição é ilegal e vem sendo conduzido de forma arbitrária e autoritária: os estudos de impacto são incompletos, o processo de licenciamento ambiental foi viciado, áreas indígenas são afetadas e o Congresso Nacional não foi consultado como prevê a Constituição”, diz o bispo.
Leiam, comparem e tirem as suas conclusões.

O fundamentalismo anti-transposio
Publicado em 12-Dez-2007
Para ilustrar o fundamentalismo e a ilegalidade, além da ilegitimidade que cerca a luta daqueles que se opõem...
Para ilustrar o fundamentalismo e a ilegalidade, além da ilegitimidade que cerca a luta daqueles que se opõem à chamada transposição do Rio São Francisco, basta ler a declaração do coordenador do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, José Maciel. Ele diz, textualmente, na Folha de hoje, na matéria “Justiça manda suspender obras do rio São Francisco" (só para assinantes): "A nossa decisão já é certa: é pelo não [contra a transposição]. O processo administrativo não tem prazo para ser concluído e somente irá justificar essa nossa decisão".
Ou seja, a decisão no processo que tramita no Comitê desde 2004 já está tomada, não será técnica, nem ouvirá as partes. Ela é política e ideológica. O pior é que o TRF da 1a região em medida provisória acatou os argumentos do Comitê de que o Conselho Nacional de Recursos Hídricos não podia ter autorizado a obra antes da decisão do Comitê da Bacia que, como vimos pela declaração de seu coordenador, não quer decidir. Pode?
Isso sem levar em conta que não existe, não está sendo construída nenhuma transposição de rios e sim canais que levarão a água do São Francisco para o Nordeste setentrional, fazendo que seus rios fiquem perenes e que a água seja utilizada para atividades econômicas e humanas, como acontece em toda comunidade.
Exigir o controle social sobre o uso das águas do São Francisco, a revitalização do Rio, de suas nascentes, de seus afluentes, de sua foz e matas ciliares, o saneamento básico em todas as cidades banhadas pelo rio, é legitimo e tem de ser atendido pelo governo federal, como vem sendo. Mas o que estamos assistindo é pura e simplesmente a tentativa, às vezes pela violência, de paralisar uma obra federal. E isso é inaceitável.
Espero que o STF restaure o direito e casse a decisão provisória do desembargador do TRF da 1a região.

Um oramento eleitoreiro
Publicado em 11-Dez-2007
Não deixe de ler o artigo “Mais social, menos visibilidade”, dos deputados estaduais do PT de São Paulo...
Não deixe de ler o artigo “Mais social, menos visibilidade”, dos deputados estaduais do PT de São Paulo, Mário Realli e Enio Tatto, na Folha de hoje (só para assinantes), sobre o Orçamento do Governo de São Paulo para 2008.
“A agenda eleitoral torna-se mais evidente quando notamos que, novamente, o Orçamento de 2008 será subestimado, a exemplo do ocorrido nos anos anteriores. Para 2007, foi estimado o valor de R$ 84 bilhões para o total do Orçamento, porém, até o final deste ano, esse número deverá superar os R$ 90 bilhões.
As projeções também apontam que, em 2008, entrarão para os cofres estadual entre R$ 101,2 bilhões e R$ 105,5 bilhões, e não os R$ 95 bilhões anunciados. Com isso, o governo amplia sua margem de remanejamento de recursos, prevista em mais de R$ 10 bilhões, sem necessidade de aprovação pela Assembléia Legislativa.
As solicitações das regiões administrativas e metropolitanas serão transformadas em emendas parlamentares para que sejam incluídas no Orçamento de 2008, mas que terão que passar, antes, pelo crivo do governo estadual. Dessa vez, esperamos que as demandas sejam analisadas sob a luz da realidade do nosso Estado, que, apesar de ser o mais rico da Federação, enfrenta dificuldades que podem comprometer o seu futuro e que foram deixadas à margem na proposta governamental”, diz o texto.

Comrcio varejista cresce 9,6% no ano
Publicado em 11-Dez-2007
Outro dado divulgado ontem confirma a tendência de crescimento da economia...
Outro dado divulgado ontem confirma a tendência de crescimento da economia. O volume de vendas do comércio varejista cresceu 9,6% de janeiro a novembro, na comparação com o acumulado do mesmo período de 2006, segundo o Indicador Serasa de Atividade do Comércio.
A alta das vendas foi determinada pelo crescimento de 12,1% no varejo especializado (lojas de eletroeletrônicos, veículos e materiais de construção), enquanto os hipermercados, supermercados e o varejo de alimentos e bebidas (mercearias, açougues, quitandas e distribuidoras de bebidas) tiveram um acréscimo de 7% no volume de negócios entre janeiro e novembro.
Os bons resultados do comércio refletem a maior atividade, o crescimento da renda do trabalhador e do emprego formal, a maior oferta de crédito, o alongamento dos prazos de financiamento e a estabilidade da inadimplência do consumidor.
Na comparação entre novembro deste ano e de 2006, as vendas totais evoluíram 7,6% no período. O volume de vendas dos hipermercados, supermercados e do varejo de alimentos e bebidas cresceu 7%, enquanto o varejo especializado registrou elevação de 8,2%.
E, é claro, se o comércio cresce, a produção industrial também cresce e, com ela, crescem os investimentos em máquinas e equipamentos, o emprego e a renda.

Produo industrial cresce em todas as regies
Publicado em 11-Dez-2007
Em outubro, a produção da indústria cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE...
Em outubro, a produção da indústria cresceu em todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE na comparação com o mesmo mês de 2006. Beneficiados pelo bom desempenho dos setores automobilístico e de máquinas e equipamentos, cinco Estados tiveram expansão acima de 10%. Entre eles, está São Paulo, cujo crescimento de 11,1% é o maior desde dezembro de 2004.
Os outros são Amazonas (15,4%), Paraná (14,4%), Santa Catarina (10,6%) e Rio Grande do Sul (11,3%). Na média nacional, o crescimento foi de 10,3%. Na comparação livre de efeitos sazonais com setembro, 13 locais apresentaram crescimento. O destaque positivo foi o Paraná (13,6%). Pernambuco teve a única taxa negativa (-1,3%).
Em São Paulo, a fabricação de veículos cresceu 25%, e a de máquinas e equipamentos subiu 14,5% em relação a outubro de 2006. No Estado, refino e produção de álcool e alimentos também impulsionaram a indústria.
Esses dados confirmam o que tenho dito várias vezes aqui no blog. A economia brasileira começa a viver um sólido círculo virtuoso de crescimento. A melhora da renda da população e a ampliação da oferta de crédito impulsionam o crescimento do consumo que por sua vez refletem no aumento da produção e no crescimento dos investimentos em máquinas e equipamentos com o objetivo de melhorar ainda mais a produtividade das indústrias e aumentar a sua competitividade internacional. Isso terá, ao mesmo tempo, novo reflexo positivo no aumento do emprego e da renda.
Ontem, num seminário realizado na Faculdade de Economia e Administração da USP, os economistas concluíram que o país tem condições macroeconômicas de manter o seu ritmo de crescimento na faixa de 5% até 2012, se as condições atuais de expansão de produção e demanda se mantiverem e os investimentos em setor de bens de capital se consolidarem.
É o círculo virtuoso. Só não vê quem não quer.
Imaginem o que aconteceria se os juros estivessem menores ainda....

Campanha da mdia contra a CPMF
Publicado em 11-Dez-2007
A mídia brasileira, especialmente a Folha de São Paulo, perdeu de vez a compostura e transformou...
A mídia brasileira, especialmente a Folha de São Paulo, perdeu de vez a compostura e transformou as páginas dos jornais em verdadeiros boletins de campanha contra a CPMF. Embora esse comportamento parcial e editorializado da imprensa brasileira esteja se tornando uma constante, principalmente quando o motivo é combater o governo Lula e o PT, no caso da CPMF os jornais estão exagerando na dose. Diariamente, as suas edições priorizam não o noticiário e a informação isenta e imparcial, mas sim editoriais, disfarçados de matérias, e até mesmo pressões e chantagens contra senadores que ameaçam votar a favor da prorrogação da contribuição.
A edição de hoje da Folha de São Paulo é um exemplo disso. A começar pela entrevista “Senador do DEM está entre partido e Estado” (só para assinantes), com o senador do DEM de Mato Grosso, Jonas Pinheiro. Na verdade, a “entrevista” tem um único objetivo: pressionar o senador para que ele vote contra a CPMF e não atenda aos pedidos que tem recebido do governo do Estado e de prefeitos de vários municípios para que vote a favor. As perguntas são todas num tom inquisitório, sempre acenando para o senador com a ameaça de punição pela direção do seu partido caso ele vote a favor da CPMF. Ou seja, não é uma entrevista. É um interrogatório.
Como se isso não bastasse, a matéria “Estudo diz que gasto com CPMF é superior ao com arroz e leite” (só para assinantes) apresenta dados de um certo estudo da Fecomércio, aparentemente sem nenhum rigor teórico ou estatístico, para induzir o leitor dizendo que o gasto com a CPMF é maior do que com arroz e leite. Uma peça de evidente conteúdo propagandístico e de campanha.
Mas a Folha não está sozinha nessa cruzada. O Globo de hoje também mostra seu lado militante anti-CPMF. Na página 4, o colunista Merval Pereira escreve que “Pobre paga mais CPMF”, também baseado num estudo de economistas, manipulando números e estatísticas como lhes convém. Mesmo assim, a coluna não consegue esconder outra conclusão do estudo: “Em termos absolutos, os números do governo estão corretos: o volume de recursos arrecadados pela CPMF vem, em sua maior parte, das grandes movimentações feitas pelas classes mais favorecidas”. O que, alias, é óbvio. Se a contribuição é sobre a movimentação financeira, quem movimenta mais, paga mais.
E, na página 6, o editorial “Culpa da CPMF”, deixa clara a posição do Globo: “Pouco ou nada se evoluiu por culpa do próprio governo, nada objetivo em, algumas ofertas à oposição, e por fazer propostas insuficientes. No centro da discussão está a péssima qualidade tributária da CPMF – por taxar pobres e ricos da mesma maneira, o que significa penalizar os pobres e onerar de maneira excessiva a produção – e um governo que se esmera em ampliar os gastos em custeio, inchando a máquina pública de funcionários, e praticando um assistencialismo em altas e descabidas dosagens”.
Ou seja, o Globo, além de omitir todas as propostas feitas pelo governo à oposição, no caso da CPMF, vai além e dispara seus ataques às políticas sociais do governo e retoma a velha e surrada cantilena do inchaço da máquina pública.
E aí deixa cair a máscara. A mídia combate a CPMF primeiro porque sabe que ela é um poderoso instrumento contra a sonegação. Depois, porque tem clareza dos prejuízos que o fim da contribuição poderá causar às políticas sociais do governo. É a tese do quanto pior, melhor. E dane-se o país e a sociedade.

Argentina otimista com discurso de Cristina Kirchner
Publicado em 11-Dez-2007
Cristina Kirchner tomou posse, ontem, na Presidência da Argentina, depois de uma vitória consagradora...
Cristina Kirchner tomou posse, ontem, na Presidência da Argentina, depois de uma vitória consagradora nas urnas. Fez um discurso promissor, integracionista, colocou na primeira linha a América Latina e o Mercosul, festejou e defendeu o Banco do Sul e a entrada da Venezuela no bloco, lembrando que a questão energética é a chave do futuro, ao lado da produção de alimentos.
A presidente da Argentina vai enfrentar novos desafios, além da crise energética, que também atinge a Bolívia e o Chile, como os graves problemas da segurança pública e da inflação.
No seu discurso de posse, Cristina Kirchner disse que continuará a luta contra a pobreza, pois a “vitória definitiva” ocorrerá quando “não existir mais nenhum pobre nessa pátria” e reafirmou seu compromisso eleitoral de dar continuidade ao julgamento dos militares pelos crimes que cometeram nos anos da ditadura e de realizar uma reforma no Judiciário, priorizar a educação e o chamado acordo social, tão caro aos argentinos.
Vai enfrentar, no primeiro ano, a questão inflacionária, a continuidade das negociações da dívida externa argentina e o espinhoso problema dos salários dos funcionários públicos.
Conta com alguns trunfos, como o apoio popular e a maioria no parlamento, mas o tempo corre contra a Argentina, particularmente na questão energética que, como a própria presidente deixou claro, só pode ser resolvida num marco sul-americano. E aqui entra o Brasil que pode e deve jogar um papel na busca imediata de saídas para a crise energética da região.
Da mesma forma que avançamos com o Banco do Sul, é hora de retomar os projetos de obras energéticas que estão paralisadas na região, seja no Paraguai, seja na Bolívia, e assim garantir energia segura e barata para toda a América do Sul.
Trata-se de uma questão de decisão política, já que existem a demanda, o mercado, preços competitivos, financiamento e capacidade de construção.
O Brasil, junto com a Argentina, sem dúvida, são os países capacitado para propor e organizar com os demais países uma saída continental para a crise energética.

TSE: dormitrio de processos de cassao de governadores
Publicado em 11-Dez-2007
Dormem no TSE várias ações de cassação de mandatos de governadores...
Dormem no TSE várias ações de cassação de mandatos de governadores, algumas como a de Ivo Cassol, de Rondônia, escandalosas. Dormem e nada acontece. Hoje, o TRE da Paraíba, numa decisão apertada, sem entrar no mérito, cassou pela segunda vez o mandato do atual governador Cássio Cunha Lima e de seu vice. A primeira cassação dorme no TSE.
Esses casos de processos de cassação de governadores que não andam no TSE devem ser acompanhados pela sociedade. A pergunta é: por que essa demora, essa lentidão da Justiça Eleitoral, tão ágil e tão expedida quando se trata de alguns partidos e candidatos? E por que o silêncio dos porta-vozes do TSE, alguns tão eloqüentes quando se trata do PT e do governo Lula?
Ou será que só anda o que a mídia quer e exige?...
Uma vitria da poltica de preos de tarifas pblicas
Publicado em 11-Dez-2007
O deságio de 35,3% no leilão da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Madeira...
O deságio de 35,3% no leilão da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, no Madeira, foi a segunda grande vitória da política de preços de tarifas públicas do governo Lula. A primeira foi na concessão das rodovias federais. Agora, na Usina Santo Antonio, com o deságio a tarifa caiu de R$ 123 o MWh para R$ 78,87. Uma extraordinária redução do preço da tarifa que terá forte impacto no mercado futuro de energia. Cabe destacar, também, que a construção da Hidroelétrica de Santo Antonio, com capacidade de gerar 3.150 mW, é a primeira grande obra de energia elétrica desde Xingó, que foi concluída em 1994.
Nossa mídia, para não perder o costume, jogou para baixo a notícia, começando pela Folha, que questiona o deságio, alegando que o teto de preço do leilão era de R$ 122.
Ora, se o consórcio vencedor - Odebrecht, Furnas,Cemig e Andrade Gutierrez - propôs esse preço é porque ou reduziu os preços da obra ou do financiamento, já que prejuízo de tal magnitude não tem precedente no histórico das empresas, nem as estatais Furnas e Cemig aceitariam.
Assim, não passa de uma cortina fumaça para esconder uma nova realidade. O governo tem uma política de tarifas públicas e de concessões que, em primeiro lugar, busca defender o interesse nacional e público, com a menor tarifa possível.
A verdade é que o setor elétrico brasileiro, depois de décadas de abandono e do apagão de 2001, volta a ter planejamento e política pública. Os resultados estão aí. Voltam os investimentos e a garantia de que teremos energia para crescer.

As metas do PPA
Publicado em 10-Dez-2007
Veja algumas das metas governamentais prioritárias para o período 2008-2011...
Veja algumas das metas governamentais prioritárias para o período 2008-2011, incluídas no PPA:
* Capacidade instalada de geração de energia elétrica: 14.162 MW
* Extensão total das linhas de transmissão : 15.074 km
* Produção nacional de petróleo: 400 mil barris/dia
* Capacidade de refino de petróleo: 270 mil barris/dia
* Produção nacional de gás natural: 56 milhões de metros cúbicos/ano
* Produção nacional de biodiesel: 4 bilhões de litros/ano
* Produção de Etanol : 23 bilhões de litros/ano
* Extensão da malha rodoviária federal pavimentada: 4.690 km
* Extensão da malha ferroviária federal: 2.110 km
* Rede hidroviária adequada: 5.008 km
* Exportação de bens e serviços: US$ 230,0 bilhões
* Participação das exportações brasileiras no total das exportações mundiais: 1,3%
* Equipes de Saúde da Família: 14.502
* Equipes de Saúde Bucal: 9.346
* Serviço de Coleta de Esgoto: 7,3 milhões de famílias beneficiadas
* Serviços de Abastecimento de Água: 7,0 milhões de famílias beneficiadas
* Programa Bolsa Família aos adolescentes de 16 e 17 anos: 1,75 milhão de adolescentes atendidos
* Bolsa Família: 11,1 milhões famílias atendidas
* Criação de Vagas no Sistema Penitenciário: 30 mil
* Pronaf: 2,4 milhões de contratos realizados
* Alfabetização: 6,0 milhões de alfabetizandos atendidos
* Rede de ensino profissional e tecnológico: 150 novas escolas)
* Educação Profissional a Distância no Ensino Médio: 400 mil alunos beneficiados
* Rede Federal de Ensino Superior: 330 mil vagas criadas
* Pontos de Cultura: 1.085 implantados
* ProJovem: 6 milhões de jovens beneficiados
* Telecentros: 8 mil instalados
* Novos usuários de Internet: 20 milhões
* Conexão de Escolas de Educação Básica em Banda Larga: 134 mil
* Construção de moradias e urbanização de assentamentos precários: 3,96 milhões de famílias beneficiadas
* Safra de grãos: 150 milhões de toneladas na safra 2010/2011
* Exportação de carne: 8,0 milhões de toneladas/ano
* Reforma/construção de pistas de pouso e decolagem em Aeroportos: 18
* Reforma/construção de terminais de passageiros em Aeroportos: 17

Em busca do crculo virtuoso de crescimento
Publicado em 10-Dez-2007
O Congresso aprovou na semana passada o PPA (Plano Plurianual) que vai orientar a elaboração...
O Congresso aprovou na semana passada o PPA (Plano Plurianual) que vai orientar a elaboração dos Orçamentos anuais da União entre 2008 e 2011. O projeto prevê gastos de R$ 3,5 trilhões e um crescimento econômico anual de 5% no período. As obras em infra-estrutura terão R$ 389,4 bilhões.
Na Mensagem ao Congresso Nacional, encaminhando o PPA 2008-2011, o presidente Lula diz que o Plano responde ao desafio de acelerar o crescimento econômico, promover a inclusão social e reduzir as desigualdades regionais.
Para isso, o PPA organiza as ações do governo em três eixos: crescimento econômico, agenda social e educação de qualidade e estabelece as metas e as prioridades a serem cumpridas pelo governo, ao mesmo tempo em que são referências para a iniciativa privada.
Segundo o presidente, dois instrumentos são decisivos para o sucesso do PPA. O Plano de Desenvolvimento da Educação e o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, para estimular o investimento privado e reforçar o movimento crescente de inversões públicas em infra-estrutura. O PPA aponta os projetos de parceria e assegura os meios para a execução das metas fixadas.
Nesse sentido, o PPA 2008-2011 traz um portfólio de obras públicas estratégicas para superar os gargalos no crescimento da economia e promover o desenvolvimento do país, com destaque para a infra-estrutura econômica e social, e com o objetivo de aproximar as regiões e os países vizinhos, desenvolver as potencialidades locais de crescimento, abrir novas fronteiras e consolidar as atuais áreas de adensamento produtivo.
Na agenda social, além da prioridade à educação, o PPA traz um conjunto de iniciativas prioritárias voltadas para as parcelas menos favorecidas da população, com ênfase nas transferências de renda associadas às ações complementares para o fortalecimento da cidadania e dos direitos humanos, com destaque para a juventude, na cultura e na segurança pública
Vale destacar que o PPA foi construído com a participação de segmentos representativos da sociedade por meio de 40 conferências setoriais sobre diversas políticas públicas, fóruns e conselhos.
Como forma de viabilizar a estratégia de desenvolvimento, o PPA 2008–2011 prioriza as políticas públicas voltadas para o crescimento e a promoção da distribuição de renda; a elevação da qualidade da educação; o aumento da produtividade e da competitividade; a expansão do mercado de consumo de massa; a utilização da diversidade dos recursos naturais de forma sustentável; a melhoria da infra-estrutura, inclusive urbana (em particular nas regiões metropolitanas); a redução das desigualdades regionais; a segurança e o fortalecimento da democracia e da cidadania.
Essas políticas são resultado de uma estratégia de desenvolvimento que opera com base na incorporação progressiva das famílias no mercado consumidor. O aumento da demanda por produtos amplia a utilização da capacidade já existente e estimula maiores investimentos em bens de capital e inovação, que por sua vez conduzem a ganhos de produtividade e competitividade das empresas, ampliando espaço para as exportações. A elevação da produtividade gera maiores lucros e tende a beneficiar as famílias com aumento dos rendimentos auferidos do trabalho. Esses rendimentos se convertem em consumo continuamente ampliado, que mobiliza as forças produtivas para a expansão dos investimentos e o progresso técnico, caracterizando um círculo virtuoso capaz de promover o crescimento com inclusão social e distribuição de renda.

TV digital: onde esto as contrapartidas?
Publicado em 10-Dez-2007
A matéria publicada hoje na Folha “O governo não espera mais fábrica de conversores”...
A matéria publicada hoje na Folha “O governo não espera mais fábrica de conversores” (só para assinantes) é mais um indicativo de que a política traçada para a TV digital precisa de correções de rumos, onde ainda há espaço para que elas sejam feitos. Não é o caso das contrapartidas a serem oferecidas pelo governo japonês à escolha do seu padrão para a TV digital brasileira. (Na verdade, o Brasil adotou o padrão japonês com alterações - o middleware é brasileiro, assim como o sistema de compressão -, que, por isso, está sendo chamado de padrão nissei). Embora o governo brasileiro – e ele já vem trabalhando nesse sentido - possa insistir junto aos países que vierem a optar pelo padrão japonês, que adotem o padrão nissei. Dois roads shows já foram feitos na América Latina para apresentar o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre.
Na negociação com o governo japonês, o Brasil foi tímido. E alardeou contrapartidas que nunca fizeram parte de proposta firme dos japoneses, caso da fábrica de semicondutores. Um balanço dos resultados concretos das contrapartidas indica que, por considerar o padrão japonês o mais adequado e por ser aquele que atendia aos interesses dos radiodifusores – ele mantém o seu modelo de negócios -, o governo brasileiro adotou a tática de inflar a proposta japonesa, para fortalecê-la frente às demais, a européia e a norte-americana, ambas com contrapartidas. Uma tática que cria cortina de fumaça, mas não resiste ao tempo. Do ponto de vista de contrapartidas comerciais, a proposta japonesa está se revelando, como vemos, a menos interessante, já que não contempla mercado para produtos eletroeletrônicos brasileiros, como as demais garantiam.
A expectativa é com base no argumento do tamanho do mercado brasileiro o governo possa, a partir da entrada em operação da TV digital, negociar outras formas de cooperação com os japoneses, que dêem ao Brasil a compensação necessária por ter aderido ao padrão digital japonês.

Valorizando a educao
Publicado em 10-Dez-2007
Assim é que se muda um país com educação. Na sexta-feira, o governo Lula anunciou que vai reajustar...
Assim é que se muda um país com educação. Na sexta-feira, o governo Lula anunciou que vai reajustar os salários dos professores das universidades federais em 63%. Nos próximos três anos, eles receberão um aumento de 21% nos meses de julho. O aumento real será de cerca de 50%. É o maior aumento em 20 anos.
Uma grande notícia para o país. Agora é preciso implantar o já aprovado piso para os professores do ensino fundamental em todo o país e colocar em prática todas as medidas do FUNDEB e do PDE, para universalizar a educação técnico-profissional e média no Brasil.
Com a banda larga em todas as escolas do país teremos as condições de fazer uma revolução educacional, uma luta de varias gerações de estudantes, professores, pesquisadores e educadores.
Terrorismo simblico e chantagem
Publicado em 10-Dez-2007
Excelente o artigo “O inimigo número 1 da democracia”, do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima...
Excelente o artigo “O inimigo número 1 da democracia”, do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, na Folha de hoje (só para assinantes). No artigo, o ministro critica a greve de fome do bispo de Barra, na Bahia, D. Luiz Flávio Cappio, contra a transposição do Rio São Francisco, chamando-a de “terrorismo simbólico” e “chantagem”.
“Poderia aqui ter discorrido sobre os inúmeros benefícios e as inegáveis qualidades da transposição do São Francisco, especialmente no que diz respeito à redenção de uma das regiões mais carentes do Brasil. Seguramente, a transposição significará a emancipação dos grotões e o golpe de morte na indústria da seca.
Como cidadão, preferi colocar em perspectiva o gesto radical de dom Cappio e seu significado para a democracia. Como cristão, desejo que ele retome o equilíbrio e não desperdice sua vida de uma forma tão brutal. Que Deus o abençoe, o ilumine e o traga de volta à razão”, diz o ministro no seu artigo.
Folha faz campanha contra o PAC
Publicado em 10-Dez-2007
A Folha de hoje volta com sua campanha contra o PAC, como fez contra o Bolsa Família...
A Folha de hoje volta com sua campanha contra o PAC, como fez contra o Bolsa Família. Não é jornalismo, é política. Na matéria "Divisão de verbas do PAC privilegia capitais do PT", toma a população como critério para avaliar os recursos do PAC destinados às capitais e daí tira o valor per capita destinado a cada capital e diz que os governos do PT e da base aliada são favorecidos, esquecendo-se dos critérios políticos e sociais.
Sim, políticos, já que Porto Velho, administrada pelo PT, a mais citada como exemplo de privilegio, será a sede da construção de duas hidroelétricas nos próximos 10 anos. Outra capital citada, Rio Branco, ganha importância pela abertura de uma rodovia unindo o Acre ao Peru e interligando o Brasil com os portos no Pacifico, o que evidentemente para a Folha não tem importância, dado sua ojeriza a qualquer política de integração sul-americana e sua má vontade com a política externa bem sucedida do presidente Lula, o que é imperdoável.
A Folha sabe, mas esconde do leitor essas informações. Pura má fé que justificaria a decisão política de investir na infra-estrutura urbana e em saneamento e habitação,fora outras obras. Esquece também que as capitais como Rio e São Paulo têm recursos próprios e os Estados têm investimentos nas capitais, o que não acontece em muitas das capitais, cujos governos estaduais não têm capacidade de investimento.
É evidente que o critério de população para calcular as prioridades de investimento é burro, no mínimo, já que é preciso ver quais são as obras e quais são as prioridades e necessidades de cada cidade.
Na matéria, o jornal diz explicitamente que as obras têm objetivo eleitoral e já, em 2008, cita declarações do presidente, em resposta ao mesmo jornal que dizia que o PAC não sairia do papel, que no ano que vem as cidades brasileiras seriam um canteiro de obras do programa.
Como vemos, vale tudo para dizer que o governo Lula privilegia as prefeituras aliadas e o PAC é eleitoreiro. Nem a pública e notória política de parceria do governo Lula com governos estaduais, inclusive Minas Gerais e São Paulo, e com as prefeituras dos partidos de oposição, muitas vezes a contragosto dos petistas, bastam para a Folha.
Danem-se os fatos. O que vale é a versão publicada na nossa imprensa, cada dia mais partidarizada e politizada, em campanha contra Lula e o PT.

Mdia no admite importncia do Banco do Sul
Publicado em 10-Dez-2007
Foi criado o Banco do Sul, um fato histórico, mas que foi tratado pela nossa mídia com tremenda má vontade...
Foi criado o Banco do Sul, um fato histórico, mas que foi tratado pela nossa mídia com tremenda má vontade. As matérias só apontam seus problemas, naturais em qualquer iniciativa com essa dimensão e reunindo governos e presidentes com visões e objetivos nem sempre convergentes, como acontece no início de todas as uniões comerciais e políticas. Basta ver como até hoje a União Européia, apesar do mercado comum, da moeda única e da integração, ainda é sujeita a fortes tensões e divergências. O Reino Unido mantém a libra esterlina como moeda e a França rejeitou a Constituição da EU só para citar dois problemas.
Dúvidas sobre o caráter do Banco do Sul, sobre seu capital e composição da diretoria não são nada comparado com a importância histórica de sua fundação. Nossos países necessitam de financiamentos para obras de infra-estrutura, particularmente energia e transportes, saneamento e habitação, modernização administrativa, educação, e não têm.
O Banco será um poderoso instrumento na integração de nossas economias, no aumento do comércio intra-regional e na integração de suas infra-estruturas de energia e transporte. O país mais beneficiado será o Brasil, grande exportador de alimentos, matérias primas, bens semi e manufaturados, bens de consumo duráveis, máquinas e equipamentos, tecnologia e capitais.
Só a cegueira ideológica e a oposição radical ao governo Lula leva setores da oposição e da nossa mídia a se oporem à integração. É quase um comportamento lesa-pátria, de traição aos interesses nacionais. Tudo em beneficio de suas mesquinhas posições políticas e interesses internos no país.
Uma tristeza.

Um breve histrico da recuperao das rodovias brasileiras,
Publicado em 08-Dez-2007
"No final de 2002, um terço dos contratos do DNIT estava paralisado...
"No final de 2002, um terço dos contratos do DNIT estava paralisado. O governo FHC, através da MP-82/2002, estava repassando 14,5 mil quilômetros de rodovias para alguns estados, sendo 6,0 mil quilômetros somente para Minas Gerais. Para que estes cuidassem dessas rodovias, foi estabelecido um custo médio de R$ 130 mil/km, gerando um repasse de R$ 1,9 bilhão. Dinheiro este que foi para os estados e, com raras exceções, não foi utilizado para esse fim. A dívida com os empreiteiros alcançava a cifra de R$ 1,2 bilhão. A malha rodoviária estava em mau estado, devido a mais de uma década de pouco ou nenhum investimento".
Leia a íntegra do artigo do consultor em logística e transportes, José Augusto Valente, sobre a recuperação das rodovias no governo Lula, na seção Convidado.
Nasce o Banco do Sul
Publicado em 08-Dez-2007
Amanhã, os presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador, Paraguai e Bolívia se reúnem...
Amanhã, os presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Equador, Paraguai e Bolívia se reúnem para o lançamento oficial do Banco do Sul, em Buenos Aires. Mais do que para ser um banco de crédito, o Banco do Sul nasce para dar fim à dependência financeira sul-americana em relação às Instituições Financeiras Internacionais e às suas exigências para a liberação de crédito.
O Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) condicionam seus empréstimos à redução dos gastos sociais e à privatização das empresas e serviços estratégicos dos países.
O novo Banco irá financiar a execução de projetos de infra-estrutura nos países latino-americanos, especialmente os que promovam o desenvolvimento social da região. Além disso, o Banco priorizará também o financiamento projetos fundamentais para a integração geopolítica do Sul, como: a infra-estrutura física terrestre, aérea e marítima; a rede de abastecimento alimentar; a rede do sistema integral de saúde; o sistema educativo para a transformação; e as conexões de oleodutos e gasodutos energéticos.
Segundo matéria da Adital - Notícias da América Latina e do Caribe, em Carta Aberta aos presidentes dos sete países fundadores do Banco, o Jubileu Sul Américas disse que os movimentos sociais entendem a abertura do Banco como um enorme passo e oportunidade não só para a América do Sul, mas para a América Latina, o Caribe e as outras regiões do Hemisfério Sul.
Para o Jubileu, o Banco é uma oportunidade "para superar as experiências negativas da abertura econômica; da privatização e desregulamentação do patrimônio público e dos serviços básicos; da ausência de democracia e transparência no comportamento de Banco Mundial, BID, FMI e Corporação Andina de Fomento (CAF)".
A Carta pede ainda compromisso do Banco com a redução das desigualdades, o desenvolvimento e a soberania da região.
O capital inicial para o funcionamento do Banco será de sete bilhões de dólares. Esse aporte financeiro inicial foi dividido igualmente entre os países, assim cada país terá apenas um voto nas decisões do Banco.
A expectativa de Lula, Kirchner, Tabaré Vázquez, Hugo Chávez, Rafael Correa, Nicanor Duarte Frutos e Evo Morales - presidentes dos países fundadores do Banco - é que com ele, as reservas internacionais de divisas dos países sul-americanos possam ficar na própria região, ao invés de serem colocadas nas mãos de instituições do norte.
Além disso, os países que integrarem o Banco do Sul terão uma estratégia orientada para proteger suas políticas financeiras frente às flutuações nos mercados internacionais de valores - ataques especulativos - e à debilidade do dólar.

Mdia esconde envolvimento dos partidos em fraude em Alagoas
Publicado em 08-Dez-2007
A Folha de hoje noticia que cinco dos dez deputados suspeitos de desviar recursos da folha de pagamento...
A Folha de hoje noticia que cinco dos dez deputados suspeitos de desviar recursos da folha de pagamento dos funcionários da Assembléia Legislativa de Alagoas são do PMN, partido majoritário na Casa, com 12 dos 27 deputados. O presidente do PMN no Estado, ex-deputado estadual Celso Luiz, foi preso pela Polícia Federal na Operação Taturana.
De 2005 para 2006, o PMN, que tinha só um deputado, passou a ter a maior bancada, depois da filiação de Luiz, que estava no PSB, e foi candidato a vice na chapa de João Lyra (PTB), que perdeu para o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB).
Também estão sob suspeita o presidente da Assembléia alagoana, Antonio Albuquerque (DEM), Flávia Cavalcante (PMDB), Dudu Albuquerque (PSB), Edival Gaia Filho (PSDB) e Maurício Tavares (PTB).
O curioso é que todos os partidos, inclusive o DEM e o PSDB, menos o PT, estão envolvidos na fraude. Mas quem aparece na imprensa nacional, quando aparece, é o PMN, que só pode ser uma legenda de aluguel, dado o excepcional crescimento que teve, passando de 1 para 12 deputados.
Imaginem o que aconteceria se o PT também estivesse envolvido. Certamente, o assunto ganharia a primeira página dos jornais.

Trabalhadores recebero R$ 1 bi de FGTS sonegado por empresas
Publicado em 08-Dez-2007
A notícia está na Folha de hoje. Cerca de 92 mil empresas que sonegavam o recolhimento de FGTS...
A notícia está na Folha de hoje. Cerca de 92 mil empresas que sonegavam o recolhimento de FGTS foram autuadas pelo Ministério do Trabalho e obrigadas a depositar quase R$ 1 bilhão nas contas dos trabalhadores prejudicados. Segundo o ministério, R$ 268 milhões já foram creditados.
O valor de R$ 974 bilhões é considerado recorde pela fiscalização, tendo sido levantado pelos auditores em operações focadas em grandes empregadores. Os outros R$ 706 milhões não foram depositados pelas empresas porque ainda dependem da tramitação de processo administrativo no ministério.
As ações foram realizadas entre janeiro e outubro deste ano e o resultado já supera o total apurado em todo o ano passado (R$ 964 bilhões). No período, foram fiscalizadas 247 mil empresas no país, o que corresponde a 20 milhões de trabalhadores, de acordo com o ministério. Em 2006, o número de empresas fiscalizadas foi maior e chegou a 303 mil.
O aumento no valor levantado pela fiscalização do Ministério do Trabalho, de acordo com os técnicos, deve-se ao foco nas grandes empresas e empreendimentos com indícios de sonegação. Para constatar se a empresa está em dia com os depósitos no FGTS, os fiscais cruzam as informações da folha de pagamentos com os lançamentos registrados pela Caixa Econômica Federal.
A intensificação da fiscalização pelo Ministério do Trabalho, incluindo a do trabalho escravo, e o combate à sonegação têm sido uma das marcas do governo Lula.

Ningum vai investigar o senador Garibaldi Alves?
Publicado em 08-Dez-2007
Uma pergunta boba. Ninguém vai investigar o senador Garibaldi Alves?...
Uma pergunta boba. Ninguém vai investigar o senador Garibaldi Alves? Ninguém no Senado, na Receita Federal, no Ministério Público? Se o Senador Renan Calheiros foi investigado pela acusação de ser proprietário oculto de rádios via laranjas, como pode o senador Garibaldi Alves não ser investigado? Onde estão os catões que acusavam Renan Calheiros todos os dias? Onde estão Agripino Maia, Tasso Jerreisatti, Artur Virgílio, Pedro Simon, Eduardo Suplicy, Cristovam Buarque? Não lêem os jornais? Não sabem que nos registros da ANATEL Garibaldi Alves aparece como proprietário de uma TV e que informou à Justiça Eleitoral, isso mesmo, ser proprietário de uma rádio? Como ficamos? Quem são os controladores dessa tal Caraíva Participações que comprou a TV dos Alves? Como fica? Não é tudo laranja do senador? Não vão investigar como Garibaldi Alves comprou e depois vendeu (?) sua participação? E o caso da rádio declarada à Justiça Eleitoral? Por que o TSE não investiga o Senador? Todo mundo vai aceitar esse conto da ANATEL de que o cadastro estava desatualizado e ninguém vai tentar saber como o nome do senador foi substituído pelo do seu pai? Se ele foi sócio da empresa de 1976 a 2005, como aparece agora no lugar do filho senador no cadastro da ANATEL?

Novas medidas para a educao
Publicado em 08-Dez-2007
O Ministério da Educação vai divulgar na quarta-feira um conjunto de 20 ações voltadas para o ensino...
O Ministério da Educação vai divulgar na quarta-feira um conjunto de 20 ações voltadas para o ensino médio e o superior. As 20 novas ações integram uma segunda etapa do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em março deste ano.
Entre as medidas estão a ampliação para o ensino médio de programas já existentes - com a destinação de R$ 500 milhões a mais por ano -, como merenda, transporte escolar e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) que prevê que as escolas recebam um recurso mensal próprio para ser usado na solução de pequenos problemas, como reformas, compra de material e outras providências simples.
Também serão anunciadas a criação de duas universidades federais, uma no norte do Pará e outra em Foz do Iguaçu (PR), e bolsas que incentivarão doutorandos e mestrandos das federais a serem monitores na Universidade Aberta do Brasil (UAB). Com essas duas, o governo Lula alcança 12 novas universidades federais.
O ensino superior ainda vai receber, também, reforço de professores. Além da liberação para contratação de 2,8 mil docentes já concursados, o governo ainda vai liberar a seleção de mais 13 mil.
Essas medidas reforçam a prioridade que o governo Lula está dando à educação por meio de Plano de Desenvolvimento da Educação, caminho correto para melhorar cada vez a qualidade da educação no Brasil.

Reconstruindo a burocracia civil brasileira
Publicado em 08-Dez-2007
O Ministério da Saúde vai contratar 5 mil servidores concursados até 2011...
O Ministério da Saúde vai contratar 5 mil servidores concursados até 2011. Parte desses para substituir os cerca de 3.600 servidores terceirizados e os 1.961 que vão se aposentar.
Medidas como essa representam uma efetiva melhoria na gestão e no atendimento ao público, com mais controle e melhor emprego do dinheiro público.
Até 2001 o governo pretende, também, acabar com os funcionários terceirizados e temporários. Com isso, vamos reconstruindo a burocracia civil brasileira, profissional e de carreira. Caminho para por fim ao fisiologismo e à corrupção.
Brincando com fogo
Publicado em 08-Dez-2007
A mídia brasileira, a Folha à frente, está instigando a oposição boliviana...
A mídia brasileira, a Folha à frente, está instigando a oposição boliviana. Publicam matérias como a de hoje no jornal paulista - “La Paz divulga advertência militar à oposição “ (só para assinantes) . Um lixo, uma provocação.
Para a Folha, a FAB tinha que inspecionar um avião militar venezuelano que fez pouso, de emergência e autorizado pelas autoridades brasileiras, segundo a lei e as normas internacionais, quando essa atribuição é da Polícia Federal e das autoridades sanitárias que, diga-se de passagem, fizeram seu papel.
Há dias nossa imprensa noticia ataques e provocações da oposição boliviana, à margem da lei, violentando a Constituição, como o ataque ao avião venezuelano que não pode pousar em Beni, como se fosse uma atividade oposicionista ou legítima.
Brincam com fogo, já que uma guerra civil na Bolívia teria efeitos graves também para o Brasil.
Leiam a matéria "Aeronáutica não fez vistoria em aeronave" (só para assinantes) e as outras sobre o ataque ao avião militar da Venezuela e seqüestro de um de seus ocupantes, a ocupação e destruição de pedágios e do Instituto de Reforma Agrária e vejam a diferença de tratamento da mídia. Comparem com a forma que noticiam ações semelhantes no Brasil.
É preciso condenar toda ação da oposição boliviana fora da lei, toda ação paramilitar, o ocaso da violência política, a idéia do separatismo, convocar todos, governo e oposição, ao diálogo e a um acordo nacional, sob pena e risco de uma guerra civil que devemos impedir a todo custo.
Para ver a parcialidade da mídia brasileira é só reler todas as matérias publicadas sobre a Venezuela, todas editorializadas,fora os editorais,propriamente dito,condenando Hugo Chávez e suas políticas.
Agora, quando se trata da oposição na Boliva, nada, um silêncio cúmplice e revelador da posição da mídia. Democracia e legalidade só quando atende a seus interesses e ideologia.
Esse comportamento só revela a que ponto chegou a irresponsabilidade e a cegueira ideológica de nossa mídia.

Os tropeos da TV digital
Publicado em 07-Dez-2007
O brilho da entrada em cena da TV digital, que, além de imagem de melhor qualidade, permite a mobilidade...
O brilho da entrada em cena da TV digital, que, além de imagem de melhor qualidade, permite a mobilidade e a interatividade, foi ofuscado pela polêmica em torno do preço elevado do conversor, a caixinha que precisa ser acoplada ao televisor analógico para o aparelho receber os sinais digitais. Preço alto, aliás, que resulta da baixa escala da tecnologia escolhida, só adotada no Japão. O conversor mais simples chegou ao mercado por R$ 499,00, mais do que o dobro do valor prometido por autoridades do governo. Como conseqüência, as mesmas autoridades estão recomendando aos consumidores boicotarem os fabricantes, ao mesmo tempo em que o BNDES libera uma linha de R$ 1 bilhão para financiar a compra, pelo varejo, dos conversores a juros reduzidos, desde que essas condições sejam repassadas ao consumidor final.
Leia a íntegra do meu artigo sobre a TV digital no Brasil, publicado ontem no JB, na seção Artigos do Zé.
Uma bela lio de poltica tributria
Publicado em 07-Dez-2007
O faturamento do setor de eletroeletrônicos deve fechar o ano com crescimento de 8% em relação a 2006...
O faturamento do setor de eletroeletrônicos deve fechar o ano com crescimento de 8% em relação a 2006, totalizando R$ 112,4 bilhões, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
Apesar de não terem os maiores crescimentos, informática e telecomunicações têm o maior peso no resultado, com faturamento de R$ 31,6 bilhões e R$ 17,5 bilhões, respectivamente. Um dos motivos dessa liderança foi a redução dos preços dos itens eletroeletrônicos e a alta da importação, estimulados pelo dólar desvalorizado.
As vendas dos computadores também foram impulsionadas pela redução da carga tributária e pelo aumento da fiscalização da Receita Federal. Para a Abinee, os incentivos fiscais dados ao setor "mereciam um estudo de caso" e deviam ser aplicados em outras áreas.
Segundo dados da Abinee e do IT Data, o imposto arrecadado com a venda de computadores saltou de R$ 1 bilhão, em 2005, para R$ 1,5 bilhão, em 2007. No mesmo período, a carga tributária caiu de 20,5% para 12,6%.
Vale destacar que toda vez que diminui a alíquota do imposto, cai a sonegação e aumenta a arrecadação.
Uma lição e tanto para as mudanças no ICMS - unificação e diminuição no número de alíquotas - e para os impostos em geral, inclusive para anistias e renegociações de dívidas tributárias, compensação tributária, eliminando-se assim os créditos tributários que o governo não paga e as empresas não podem negociar no mercado.

Metr-SP tem anos de descaso com manuteno
Publicado em 07-Dez-2007
Esse é o titulo de uma matéria publicada ontem no Valor Econômico e reproduzida na Revista Ferroviária...
Esse é o titulo de uma matéria publicada ontem no Valor Econômico e reproduzida na Revista Ferroviária mostrando a situação caótica que vive o Metrô de São Paulo.
Segundo a matéria, os vagões que circulam hoje entre Jabaquara e Tucuruvi são os mesmos da festa de inauguração do metrô, em 1972, quando a Linha 1-Azul fez sua primeira viagem entre as estações Jabaquara e Saúde. Durante estes 35 anos, apesar da sua expansão, há sinal de fadiga do equipamento, pois o material rodante nessa linha tem a idade do metrô. E nas outras linhas, a idade de cada linha. Isso ocorre porque até aqui os investimentos para expansão tiveram prioridade absoluta sobre a renovação do equipamento.
Realmente, o caos impera no trânsito e nos transportes de São Paulo. Milhões de pessoas sofrem todos os dias, quando vão e quando voltam de seus destinos. O transporte público em São Paulo é de péssima qualidade - graças à prioridade dada aos automóveis - e o único discurso do governo estadual é a expansão do metrô.
Mais um exemplo da balela do discurso de eficiência técnica e boa gestão tucana nos seus treze anos de governos em São Paulo, fora os 4 anos do governo Montoro.

Bush anuncia plano contra crise imobiliria
Publicado em 07-Dez-2007
O presidente dos EUA, George W. Bush, apresentou ontem um plano de ajuda para impedir que vários...
O presidente dos EUA, George W. Bush, apresentou ontem um plano de ajuda para impedir que vários proprietários de imóveis percam suas residências. Um dos itens da proposta, que promete auxiliar até 1,2 milhão de proprietários, é o congelamento por cinco anos da taxa de juros de algumas hipoteca "subprime" (para pessoas com histórico ruim de pagamento).
Bush apresentou a proposta como forma de ajudar os donos de imóveis ao mesmo tempo em que se tenta impedir que a crise imobiliária afete ainda mais o restante economia dos EUA, que, de maneira geral, ainda apresenta bons números - o PIB cresceu 4,9% no terceiro trimestre, o maior avanço em quatro anos.
O plano do governo americano, negociado nas últimas semanas com financeiras, autoridades regulatórias e grupos de consumidores, servirá para pessoas que comprovarem que podem continuar pagando em dia suas hipotecas com a taxa de juros inicial, mas que não podem, com juros maiores, cumprir com suas obrigações.
No mercado "subprime", as taxas de juros iniciais da hipoteca são menores - como uma forma de atrair mais usuários - e aumentam durante o restante do contrato. Essa elevação pode provocar aumento de até 30% nas mensalidades, o que deve aumentar o número de arrestos. No ano que vem, cerca de 1,5 milhão de hipotecas "subprime" terão seus juros reajustados.
O acordo, no entanto, tem uma série de limitações, que vai excluir vários usuários que pegaram hipotecas "subprime". Ele não vai estar disponível, por exemplo, para quem tem mais de uma casa, para pessoas que estão com seus pagamentos atrasados por mais de 30 dias -cerca de 22%, segundo a empresa First American LoanPerformance - e só vai valer para hipotecas que foram tomadas entre 1º de janeiro de 2005 e 30 de julho deste ano e que devem ser reajustadas no ano que vem e em 2009.
Êta capitalismo bom esse dos Estados Unidos. Às nossas custas, mas é bom.
Vejam as medidas do presidente Bush para salvar os proprietários de casas financiadas e agora sem condições de pagar, fora toda ajuda que já deu aos bancos e ao sistema imobiliário dos Estados Unidos. E não é a primeira vez. Na década de 90 já houve uma ajuda e tanto, algumas centenas de bilhões de dólares. O que estamos assistindo é um repeteco.

At que enfim!
Publicado em 07-Dez-2007
O governo anunciou ontem uma série de medidas para regular a cobrança de tarifas bancárias...
O governo anunciou ontem uma série de medidas para regular a cobrança de tarifas bancárias, ampliando de cinco para oito os serviços obrigatoriamente gratuitos, reduzindo de 55 para 20 a quantidade de tarifas cobradas das pessoas físicas, congelando o preço dessas tarifas por um prazo mínimo de seis meses após cada reajuste e estabelecendo uma regra para as quitações antecipadas de empréstimos. Além disso, foi criado um extrato anual explicitando o gasto mensal com tarifas.
Até que enfim o governo fez alguma coisa. O número excessivo de tarifas e o seu preço era realmente um escândalo. Entre janeiro e setembro deste ano, os bancos faturaram R$ 40,8 bilhões com a cobrança de tarifas, segundo o BC, alta de 17% sobre mesmo período de 2006.
Mas, vamos ver se os bancos cumprem as medidas e não buscam subterfúgios para ludibriá-las. As medidas só entram em vigor daqui a seis meses, mas é um começo.
O setor bancário e financeiro precisa de mais fiscalização e os juros tem que cair.
O compromisso de Lula com a integrao sul-americana
Publicado em 07-Dez-2007
O presidente Lula aproveitou a reunião de governadores da Frente Norte do Mercosul, em Belém, para retomar...
O presidente Lula aproveitou a reunião de governadores da Frente Norte do Mercosul, em Belém, para retomar a agenda da integração sul-americana. Deixou claro que o Brasil precisa apoiar e ajudar os países mais pobres e menos desenvolvidos da região. Disse textualmente "que precisamos ser generosos" e lembrou que "era quase que a lei do cão, ou seja, toda a vantagem para o país mais rico". Não pode. Definitivamente, não faremos integração assim.
Falou, também, da necessidade de apoiar a Bolívia e informou que a Petrobras vai investir no país para produzir gás que tanto o Brasil, como a Argentina, o Chile e a própria Bolívia necessitam. Retomou as propostas de apoio à construção de uma hidroelétrica na Nicarágua e de uma hidrovia ligando o Equador ao Brasil, o Porto de Mantua ao porto de Manaus.
Lula reafirmou, ainda, seu apoio político às mudanças na América do Sul, que virou a página do neoliberalismo, mas lembrou que não somos "um caminhão de melancia". Cada país tem seu processo político e sua realidade sócio-econômica.
A fala do presidente Lula expressa uma política que precisa ser colocada em prática. Além dos financiamentos do BNDES, do Proex e das negociações bilaterais e investimentos conjuntos, a América do Sul e Central necessitam do Banco do Sul e o Mercosul de um fundo de financiamento e um outro de compensação a fundo perdido, a exemplo do Desafio do Milênio, dos Estados Unidos, para financiar não só obras de infra-estrutura nos países da região, como a pequena e média empresa, a educação, o saneamento e a habitacao, a agricultura familiar e a modernização administrativa. Petróleo, gás, estradas, ferrovias e portos, energia, geração e transmissão são as prioridades.
Como disse Lula não podemos perder de vista que 100 milhões de dólares pode ser pouco para o Brasil, mas é um recurso e tanto para a maioria dos países da região.
Os avanços que estamos assistindo na integração entre as empresas e no comércio precisam vir acompanhados de avanços na integração política e com fontes de financiamento e apoio, a fundo perdido, aos países da região, para que a integração não se transforme numa palavra vazia ou numa promessa nunca cumprida.
Como bem lembrou o Presidente Lula, a responsabilidade é nossa, do Brasil.

O cinismo de nossas elites
Publicado em 07-Dez-2007
Temos que ler o artigo "D. Cappio e o mito da falta d’água", do ex governador de Sergipe, João Alves Filho...
Temos que ler o artigo "D. Cappio e o mito da falta d’água", do ex governador de Sergipe, João Alves Filho, na Folha de hoje (só para assinantes) sobre a greve de fome do Bispo Cappio, que a Folha insiste em promover. É uma pérola do cinismo de nossas elites. No caso, um político do PFL, que governou o Estado três vezes e não resolveu o problema de água dos sergipanos e que retirou água do Rio São Francisco, e muita, para abastecer sua capital, Aracaju, aliás, linda capital, onde já passei dois Reveillons e que já visitei a passeio várias vezes. Foi ministro e não fez nada pelo Rio São Francisco e pelo Nordeste. Agora, publica essa irresponsabilidade para promover uma greve de fome sem sentido, já que o governo federal está fazendo os investimentos em saneamento e revitalização do Rio que se comprometeu.
Desmatamento cai, mas ainda preocupante
Publicado em 07-Dez-2007
Uma grande vitória do governo Lula e da ministra Marina, mas ainda uma vitória de Pirro...
Uma grande vitória do governo Lula e da ministra Marina, mas ainda uma vitória de Pirro. O desmatamento da Amazônia continua caindo, ano após ano. Agora caiu 20%, mas são ainda 11.224 Km2 de florestas devastadas. Inaceitável. Rondônia, governada por um irresponsável, Ivo Cassol, eleito sobre a proteção do PPS de Roberto Freire, apesar de todas as evidências de que sua gestão era totalmente anti-ambiental, lidera a derrubada de matas e florestas e deve ser vigiada e controlada, como tem feito o governo federal. Junto com Mato Grosso e Pará, os três estados são responsáveis por 85% do desmatamento.
Apesar da queda de 59% desde o pior ano que foi 2004, temos muito ainda que fazer, sociedade e governo. Mais fiscalização, repressão e punição. Mais recursos humanos, técnicos e de fiscalização para a PF, Ibama, Incra. Mais atuação dos governos estaduais, Justiça e Forças Armadas e, principalmente, uma mobilização do empresariado que tem responsabilidade ambiental para banir de seu meio os depredadores da Amazônia.

Consideraes sobre o cenrio da epidemia do HIV no pas
Publicado em 06-Dez-2007
"Os recentes dados sobre a Aids no país, divulgados em 21 de novembro pelo Ministério da Saúde...
"Os recentes dados sobre a Aids no país, divulgados em 21 de novembro pelo Ministério da Saúde – Programa Nacional de DST / Aids, trazem novos e velhos desafios para gestores das Políticas Públicas e da política pública implementada por ONGs / Aids, as únicas ONGs no país submetidas a teto para recebimento de recusos públicos e sempre mediante concorrência, e nas mãos das quais estão 80% da Política de Prevenção de DST/Aids no país; um viés que, espera-se, a atual gestão do Ministério da Saúde vá corrigindo ao longo desse mandato.
Os dados revelam que, a despeito da vontade e dos esforços, a epidemia cresce discreta mas perigosamente em segmentos da populaçao que são mais vulneráveis, não só ao HIV mas a violência, ao uso prejudicial de drogas lícitas e ilícitas, a acidentes de carro entre outros, e nos quais em tese, a sociedade como um todo deveria proteger, cuidar, educar e, sobretudo, favorecer o crescimento saudável para o tal futuro próximo mais justo, solidário e desenvolvido".
Leia a íntegra do artigo de Teresinha Pinto, biomédica, pedagoga e coordenadora da APTA-Associação Para a Prevenção e Tratamento da Aids, sobre a política de combate e prevenção à AIDS, na seção Convidado.

Falta democracia para o sistema penal
Publicado em 06-Dez-2007
Autor do livro “Mídia e Poder Judiciário”, recém lançado pela Editora Lumen Juris, Fábio Martins de Andrade...

Autor do livro “Mídia e Poder Judiciário”, recém lançado pela Editora Lumen Juris, Fábio Martins de Andrade, defende a realização de um amplo debate da sociedade sobre o papel da justiça penal e do sistema penal brasileiros. Na sua avaliação, o sistema penal hoje não é nem um pouco democrático, porque é seletivo e estigmatiza o pobre. “E a mídia exerce uma influência muito forte nisso, na medida em que a polícia criminal é geralmente reativa”, afirma o advogado, na entrevista que fiz com ele.
Leia a íntegra na seção
Entrevista.
A prorrogao da CPMF
Publicado em 06-Dez-2007
Vale a pena ler o artigo do senador Francisco Dornelles, na Folha de hoje, intitulado “A prorrogação da CPMF”...
Vale a pena ler o artigo do senador Francisco Dornelles, na Folha de hoje, intitulado “A prorrogação da CPMF” (só para assinantes).
No artigo, o senador defende a prorrogação da CPMF “para ganhar fôlego e aprofundar o debate sobre o sistema tributário e a política de gastos”, reconhece que o governo federal, ao se comprometer a não cobrar a CPMF de pessoas com renda mensal de até R$ 2.894, eliminou a regressividade direta dessa contribuição, na medida em que ela poderá ser deduzida da contribuição para a Previdência Social, e destaca a importância da contribuição para as ações de “enorme e importante rede de proteção social”.
Veja o que diz o senador Dornelles:
”A CPMF responde por uma arrecadação de R$ 40 bilhões, o correspondente a aproximadamente 6% da arrecadação do governo federal e a sua eliminação no momento, 20 dias antes do início do ano fiscal, exigiria do governo três posicionamentos. Um corte drástico no investimento, com reflexo extremamente negativo na taxa de crescimento, prejudicando inclusive Estados e municípios. Um corte também drástico no gasto social, o que seria injusto com as classes menos favorecidas. O aumento do endividamento, com reflexos sobre a taxa de juros e o equilíbrio fiscal. Por essa razão, em que pese todas as disfunções da CPMF, bastante minoradas pela isenção compromissada pelo governo, sou favorável a sua prorrogação, mas entendo ser necessária uma ampla e abrangente discussão sobre a política fiscal do país, compreendendo a reforma tributária e a política de gastos”.

Serra e o fracasso da educao em So Paulo
Publicado em 06-Dez-2007
Na matéria “Para Serra, ministro fez uso político de exame de alunos”, da Folha de hoje...
Na matéria “Para Serra, ministro fez uso político de exame de alunos”, da Folha de hoje (só para assinantes), o governador de São Paulo, o tucano José Serra, reclama do ministro da Educação, Fernando Haddad, por ter criticado o desempenho de São Paulo na avaliação internacional da qualidade de ensino, que não atingiu nem a média nacional. Para o governador tucano, Haddad fez uso político dos dados do Pisa.
Ao rebater as declarações do ministro, Serra disse que "não cabe nem prognóstico nem Fla-Flu de natureza partidária como fez o ministro. A questão é muito séria no plano da educação, e a gente precisa trabalhar todo mundo junto nisso". Mas admitiu que é necessário melhorar a qualidade do ensino em "São Paulo e no país".
Instantes após Serra dizer que "a gente precisa trabalhar junto" na educação, a titular da pasta no Estado, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que não é prioridade de São Paulo aderir ao Plano de Desenvolvimento da Educação, do MEC. O governo pretende, com o plano, melhorar os índices de qualidade. Para isso, conta com a adesão de Estados e municípios a um programa unificado.
Ela afirmou que ações da secretaria, como mudanças no currículo e aplicação de uma avaliação própria (Saresp), não tem deixado tempo livre para a análise do programa federal.
Serra fala em trabalhar junto com o governo federal para melhorar a educação no Estado e no país, mas não avisou a sua secretária da Educação. Ele tem razão. Governo federal, estados e municípios precisam mesmo atuar juntos para superar os problemas do país. Mas, o governador se esquece que o PSDB não quer aprovar a CPMF. São R$ 40 bilhões para a saúde e outros programas sociais. Assim, como investir mais em educação?

Folha desqualifica o Mais Sade para atacar CPMF
Publicado em 06-Dez-2007
A Folha de hoje dedica 7 matérias, começando pela primeira "Governo transforma PAC da Saúde em ato pró CPMF"...
A Folha de hoje dedica 7 matérias, começando pela primeira "Governo transforma PAC da Saúde em ato pró CPMF" (só para assinantes), para esculhambar e avacalhar com o ato que o governo fez, com a presença massiva de governadores e ministros, incluindo o ex-ministro Adib Jatene, criador da CPMF. Quer de toda forma extinguir a contribuição e levar a saúde pública do país ao caos. Desqualifica o plano e trabalha em todas as matérias com a hipótese da CPMF ser rejeitada no Senado. Nem se dá ao trabalho de informar ao leitor as medidas do PAC da Saúde, do Mais Saúde, a não ser para criticar e desqualificar.
Como vemos, um exemplo de jornalismo e tudo de acordo com o Manual de Redação do jornal.
Nunca, na verdade, vimos uma cobertura tão parcial e sectária, como a da CPMF por parte de um jornal. Aliás, de todos. Estão cada vez piores.
Mais Sade ter investimentos de R$ 88,6 bilhes em 4 anos
Publicado em 06-Dez-2007
O governo lançou ontem o Programa Mais Saúde, com metas para melhorar a gestão, reduzir filas em hospitais...
O governo lançou ontem o Programa Mais Saúde, com metas para melhorar a gestão, reduzir filas em hospitais, criar uma rede de proteção à família, crianças, homens e idosos. O programa prevê investimentos de R$ 88,6 bilhões (R$ 64,6 bilhões do Plano Plurianual e R$ 24 bilhões da CPMF/Emenda 29), ao longo dos próximos quatro anos. A prevenção e a atenção vão começar nas escolas. Um total de 26 milhões de crianças serão acompanhadas por equipes da Saúde da Família e terão, no mínimo, duas consultas por ano. Pela primeira vez, será criada uma política específica voltada para a saúde dos homens, com ampliação de exames e consultas médicas. As equipes de Saúde da Família passarão a cobrir 130 milhões de brasileiros, contra os 90 milhões de hoje.
O Mais Saúde foi desenhado de forma a abranger a complexidade do setor saúde. São quatro pilares estratégicos: 1 - Promoção e atenção, 2 - Gestão, trabalho e controle social, 3 - Ampliação do acesso com qualidade, e 4 - Desenvolvimento e Inovação em Saúde.
O primeiro envolve ações de saúde para toda a família, desde a gestação até os idosos. O segundo, qualifica os profissionais e gestores, forma recursos humanos para o SUS e garante instrumentos para o controle social e fiscalização dos recursos. O terceiro reestrutura a rede, cria novos serviços, amplia e integra a cobertura no Sistema Único de Saúde. O quarto trata a saúde como um importante setor de desenvolvimento nacional, na produção, renda e emprego.
O Mais Saúde é um importante instrumento de integração, racionalizando o sistema, evitando as filas e a peregrinação dos pacientes pelos hospitais públicos. Serão criadas 132 Unidades de Pronto Atendimento (UPA) que funcionarão 24 horas todos os dias da semana. O objetivo da UPA é diminuir o fluxo nas emergências. O paciente é avaliado e atendido e, se necessário, encaminhado para os hospitais.
As UPA serão integradas ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que nos próximos quatro anos será universalizado para todo o país, com a aquisição de mais de 4.000 ambulâncias.
Para direcionar adequadamente os pacientes atendidos pelo SUS serão criados 302 Complexos Reguladores, sendo 1 em cada estado e em municípios com mais de 100 mil habitantes para agendamento de consultas, internações e exames especializados. Esses centros verificarão os melhores locais para o paciente, ou seja, onde será atendido com mais agilidade. Também dá um diagnóstico para o gestor de saúde de onde há gargalos no atendimento.
Para ampliar o acesso aos serviços ambulatórias e hospitalares, o Mais Saúde realizará ações como: implementar 20 novos Centros de Atenção Oncológica e habilitar e custear outras 40 unidades, reestruturar 300 serviços de hemodiálise, com 2.608 novos equipamentos, atender mais de 1 milhão de pessoas que aguardam órteses e próteses, habilitar 6.370 leitos de UTI, habilitar mais 366 unidades de terapia renal, 155 de serviços de cardiologia, 230 de neurocirugia e 186 de traumato-ortopedia. Investirá também na reforma e compra de equipamentos para 140 hospitais de ensino e 260 hospitais filantrópicos, e concluirá obras ou reforma de 244 hospitais e unidades de saúde públicas, em um investimento de R$ 3,3 bilhões.
Para assegurar que o dinheiro será efetivamente gasto em saúde, o Mais Saúde traz inovações como a contratualização dos estados e municípios . Ou seja, para receber os recursos, os gestores farão uma espécie de contrato com o Ministério da Saúde, que estabelece objetivos e indicadores de saúde que devem ser atingidos. Assim, ficará mais transparente como utiliza os recursos públicos e a população será capaz de cobrar o seu gestor local.
O programa também prevê a criação da fundações públicas de direito privado, que darão mais eficiência na administração de hospitais públicos. Os gestores públicos poderão atender com mais agilidade as necessidades dessas instituições e melhorar os serviços prestados à população.
Encarregadas de prevenção, acompanhamento e promoção da saúde com orientação sobre hábitos saudáveis - como boa alimentação e prática de exercício físicos, além de redução do consumo de álcool e de fumo - as equipes do programa Saúde da Família serão aumentadas de 29 mil para 40 mil. Esse aumento possibilitará o atendimento a 130 milhões de pessoas.
O Programa Brasil Sorridente - a quem compete promover ações de saúde bucal com prevenção e tratamento- trabalhará para atingir 70% da população, contra os 59% atendidos hoje. Para isso, o Mais Saúde assegurou recursos da ordem de R$ 2 bilhões.
O Mais Saúde também colocará no calendário básico duas novas vacinas, a conjugada contra Meningoco C e a contra infecções penumococócicas, além de ampliar a população-alvo para vacina contra rubéola e sarampo, com oferta de 80 milhões de doses de Dupla-Viral em 2008.

Contra fatos no h argumentos
Publicado em 06-Dez-2007
Foi tão desatinada a decisão do Copom que as informações do IBGE sobre o crescimento da produção industrial...
Foi tão desatinada a decisão do Copom que as informações do IBGE sobre o crescimento da produção industrial - 10,3% comparada com outubro de 2006, 5,9% só no ano de 2007 - desmoralizam totalmente os argumentos que sustentaram seus membros, risco de inflação e esgotamento de nossa capacidade instalada.
Os investimentos estão crescendo e os dados do crescimento do setor de máquinas e equipamentos não deixam dúvidas - 26,8% desde outubro de 2006.
A verdade nua e crua é que nossa economia está crescendo graças ao mercado interno e ao crescimento dos investimentos, emprego, renda e da expansão do crédito, que tem muito ainda a crescer.
Para se ter uma idéia da unanimidade contrária ao diagnóstico do Copom basta reproduzir as declarações de diferentes personalidades, na Folha de hoje, na matéria “Mercado interno turbina a industria” (só para assinantes).
Para Marcela Prada, economista da Tendências Consultoria, o principal destaque da pesquisa foi a expansão vigorosa da produção de bens de capital, o que sinaliza o crescimento do investimento. "Isso mostra o incremento da capacidade produtiva e afasta o risco de, no futuro, gerar inflação por conta da demanda aquecida."
O Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) faz a mesma análise: "O crescimento maior em bens de capital resolve dinamicamente um problema, o do estreitamento das margens de capacidade não utilizada da indústria, evitando pressões inflacionárias."
Para o Iedi, "os resultados de outubro para a indústria foram excepcionalmente bons", mesmo considerando o recuo de setembro. "Houve uma notória aceleração da produção da indústria em outubro", avalia.
Segundo Prada, os dados de outubro revelam ainda que a queda de setembro "foi um ponto fora da curva", e não o começo de uma inversão.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem esperar que a produção industrial cresça 6% neste ano. Mantega rechaçou as críticas de que o crescimento da produção, aliado ao elevado nível de uso da capacidade instalada da indústria, possam trazer inflação.
"Temos que perder essa mania de achar que o crescimento maior resulta em inflação maior. Os preços industriais têm crescido em média 3%, bem abaixo da meta de inflação [4,5%]", disse o ministro da Fazenda.
Como podemos ver contra fatos não há argumentos, mas o Banco Central não tem jeito. Gosta mesmo é de segurança e bom rendimentos financeiros. É o banco dos sonhos de todos os rentistas do mundo.

No pior dos mundos
Publicado em 06-Dez-2007
O Copom, de novo por unanimidade, manteve a taxa selic em 11,25%...
O Copom, de novo por unanimidade, manteve a taxa selic em 11,25%, deixando vazar para a imprensa que só em abril haverá uma nova redução da taxa básica de juros. Ou seja, jogamos fora a oportunidade de uma redução para valer nos juros, com reflexos no serviço da dívida interna e nos investimentos públicos.
Continuaremos pagando os maiores juros do mundo e atraindo capitais especulativos.
De novo, predominou no Banco Central a visão de que o crescimento do país chegou ao limite e que crescer mais significaria mais inflação. O uso de nossa capacidade industrial instalada teria chegado ao limite. Não adiantou o crescimento dos investimentos, nem a inflação sob controle, dentro da meta. Nem mesmo a excelente performance do Brasil durante a crise hipotecária nos Estados Unidos.
O Banco Central resolveu manter, e tudo indica por um longo período, a taxa básica de juros. Fala-se em 15 meses que seria o tempo necessário para se constatar os efeitos na economia e no crescimento da redução de 8%, 2% em 2007, promovida desde 2006.
Como vemos, bota conservadorismo nisso e dane-se o país. Joga-se fora a oportunidade de um crescimento e, principalmente, de uma redução drástica dos gastos com juros e de um aumento dos investimentos públicos.
Trata-se, na verdade, de uma escolha, da opção por um caminho que mantém as bases do rentismo, do predomínio na concepção da política econômica dos interesses do capital financeiro e não do capital produtivo e de uma visão de desenvolvimento numa aliança entre o Estado e o empresariado para a consolidação de uma economia internacionalizada, agora exportadora de capitais, tecnologia e serviços, que busca retomar o fio de sua história e consolidar sua industrialização, agora nas indústrias de ponta da era da informática e da biotecnologia. E crescer com distribuição de renda.
Agora é a hora. Não podemos perder a oportunidade. Temos energia e alimentos, superamos nosso estrangulamento externo e só nossas próprias decisões e nossos próprios erros podem atrasar nossa entrada no século XXI.

As lies da derrota de Chvez
Publicado em 06-Dez-2007
Hugo Chávez e os dirigentes do novo partido da revolução bolivariana cometeram erros e pagaram por eles...
Hugo Chávez e os dirigentes do novo partido da revolução bolivariana cometeram erros e pagaram por eles. O primeiro deles foi dividir sua própria base de apoio com uma proposta de reforma constitucional que colocava na ordem do dia questões fundamentais para a democracia, sem a devida discussão e convencimento de sua própria base social e eleitoral.
Depois da vitória do referendo e das eleições legislativas, que a oposição erroneamente boicotou, era de se esperar que o Presidente Chávez e seus apoiadores disputassem a base da oposição com medidas de governo que favorecessem suas demandas e interesses. A prioridade era governar e aprofundar as mudanças.
No entanto, o que assistimos foi a constituição de um partido único da revolução e o rompimento com setores que apoiavam Hugo Chávez, como o partido PODEMOS e o General Raul Baduel, apoiadores do presidente e seus defensores na tentativa de Golpe de Estado de 2002.
Ao colocar na ordem do dia do país a reforma da Constituição e o referendo, dividindo sua base de apoio e sua frente política, já que colocava na ordem do dia questões que dividem e radicalizam a questão democrática e social, como a reeleição, o papel das forcas armadas e a mudança no conceito de propriedade privada, Hugo Chávez abriu espaço para a recomposição da oposição que venceu o referendo.
A própria condução da política externa de Hugo Chávez ajudou a derrotá-lo no referendo, já que abriu várias frentes de conflito com países e personalidades, no mínimo deixando todos confusos e sem entender qual é sua verdadeira política externa e quais são seus amigos e adversários, além do contencioso com o governo Bush, já bastante tenso.
A ausência do principal líder e protagonista das mudanças no país em viagens internacionais durante todo o processo do referendo, revela uma grande ilusão sobre o apoio que a proposta de reforma da Constituição tinha na sociedade e uma superestimação da força do próprio presidente e do processo político que ele encabeça e lidera.
Mas a derrota no referendo não pode ser tomada como uma derrota do governo Hugo Chávez ou do processo de mudanças na Venezuela. A oposição cresceu apenas 400 mil votos e quase 3 milhões de venezuelanos que apoiaram Chávez para Presidente não votaram. Ou seja, apóiam o Presidente e seu governo, mas não as propostas de mudança na Constituição.
Assim, a direita e mesmo os dissidentes do processo bolivariano sabem que Hugo Chávez pode vencer as eleições regionais do ano que vem, continuar e retificar a condução do processo de mudanças e vencer inclusive em 2012, que está muito longe.
Há um grande apoio popular e majoritário no país às mudanças sociais, ao resgate da soberania nacional sobre o petróleo e as riquezas da Venezuela e a forte distribuição de renda e democratização iniciadas por Hugo Chávez, mas não há apoio suficiente para mudanças como pretendia o Presidente - reeleição, mudança no caráter da propriedade, das Forças Armadas, da liberdade de expressão, da organização administrativa do país.
Precisamos tirar também lições dessa derrota na Venezuela.
Muitas vezes assistimos no nosso país, inclusive no PT, arroubos com relação à necessária política de alianças e candidaturas em 2010, como se o PT pudesse prescindir de Lula, ou como se tivéssemos maioria no país.
Não custa nada repetir à exaustão que, sem as alianças que fizemos em 2002 e em 2006 e no Congresso Nacional, o governo Lula não teria chegado nem ao seu final no primeiro mandato e muito menos teríamos reeleito Lula presidente.
É bom aprendermos com a experiência da Venezuela e, sem prejuízo de correções em nossa política de alianças e no programa de governo, não perder de vista nossa real força e não cair na tentação voluntarista que não leva em conta os desejos e interesses de nossa própria base social e eleitoral.
O Brasil é maior que o PT e mesmo que nosso Presidente, como nos ensina a experiência recente e o exemplo de nossa vizinha Venezuela.

Morreu Vera Slvia, uma combatente da liberdade
Publicado em 05-Dez-2007
Morreu na madrugada de ontem, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto, aos 59 anos, Vera Sílvia Magalhães...

Morreu na madrugada de ontem, no Rio de Janeiro, vítima de um infarto, aos 59 anos, Vera Sílvia Magalhães, um dos símbolos da luta contra a ditadura militar no Brasil. Seu corpo foi velado no Cemitério São João Batista e cremado hoje no Cemitério do Caju.
Vera Sílvia começou sua militância política aos 15 anos de idade no Movimento Secundarista, aos 20 anos ingressou no MR-8 e foi a única mulher a participar do seqüestro do embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, em 1969. Presa em março de 1970, Vera Sílvia foi barbaramente torturada até junho, nas dependências do DOI-CODI do Rio de Janeiro, que funcionava num quartel da Polícia do Exército na Rua Barão de Mesquita, quando foi libertada com outros 39 presos no seqüestro do embaixador alemão, Von Holleben.
Debilitada pela tortura, com 25 quilos a menos, Vera Sílvia aparece na foto dos presos que foram para a Argélia sentada numa cadeira.
Em 2002, a Justiça brasileira reconheceu que ela ficou com seqüelas por causa das torturas sofridas no DOI-CODI e lhe concedeu uma indenização mensal. Ela foi a primeira brasileira a receber esse benefício. As torturas lhe deixaram várias seqüelas, físicas e emocionais, que marcaram para sempre a sua vida. “Herdei da tortura um estado de dor”, afirmou ela num depoimento sobre a sua vida.
A morte de Vera Sílvia entristece a todos os que lutaram contra a ditadura militar e em defesa da liberdade e da democracia, dos quais Vera Sílvia foi um dos símbolos.
Ao render minha última homenagem à memória de Vera Sílvia Magalhães homenageio, também, todos os brasileiros que deram suas vidas para fazer do Brasil um país livre, justo, soberano e democrático.

Acesso internet nas residncias cresce 44%
Publicado em 05-Dez-2007
Uma pesquisa do Ibope/NetRatings, divulgada ontem, mostra que 30,1 milhões de brasileiros tinham acesso...
Uma pesquisa do Ibope/NetRatings, divulgada ontem mostra que 30,1 milhões de brasileiros tinham acesso à internet em casa em outubro. O aumento do prazo de financiamento no varejo, o dólar em queda reduzindo os preços de componentes eletrônicos e a mudança de hábito do brasileiro fizeram com que o número de internautas com acesso à internet em casa aumentasse 43,7% em um ano.
O acesso à web em geral subiu 21%, alcançando 39 milhões de pessoas em outubro. Ou seja, é o aumento da navegação em casa, principalmente entre as classes C e D, que está alavancando o crescimento da internet como um todo.
Segundo a consultoria IDC, a venda de computadores em geral deve crescer 25,4% neste ano em relação a 2006, alcançando 8,9 milhões de unidades. Os notebooks, geralmente usados para se conectar à web, devem vender 140% mais, chegando a 1,4 milhão de unidades.
A pesquisa também mostrou que as mulheres são 49,05% dos navegadores, crescimento de dez pontos percentuais em relação a setembro de 2000.
Esses dados mostram que o Brasil está mudando. Muito. E rapidamente.

CPI no Rio Grande do Sul vai investigar polticos da base aliada da governadora tucana
Publicado em 05-Dez-2007
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou ontem a criação da CPI do Detran...
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou ontem a criação da CPI do Detran, que vai investigar pessoas ligadas à base aliada da governadora do Estado, a tucana Yeda Crusius. No total, 44 deputados assinaram o requerimento para investigar fraudes na autarquia.
O foco é o desvio de mais de R$ 40 milhões, de 2003 até outubro deste ano, revelado pela Operação Rodin, da Polícia Federal. Os suspeitos pelos desvios, segundo a PF, são diretores do Detran e dirigentes do PP, PMDB e PSDB, partidos que integram a base aliada de Yeda.
No mês passado, 13 pessoas foram presas pela Polícia Federal, entre elas o então presidente do Detran Flávio Vaz Netto, que deixou o cargo e se desfiliou do PP; o ex-presidente do órgão Carlos Ubiratan dos Santos, do PP; e o empresário Lair Ferst, que é da executiva estadual do PSDB e atuou na campanha eleitoral de Yeda.
Construo civil cresce, mas paga baixos salrios
Publicado em 05-Dez-2007
Duas matérias na Folha de hoje, sobre o setor da construção civil, chamam a atenção...
Duas matérias na Folha de hoje, sobre o setor da construção civil, chamam a atenção. A primeira – “Construção prevê expansão recorde, apesar de gargalos” (só para assinantes) -mostra que a construção civil, setor que emprega 1,75 milhão de trabalhadores formais, vive o seu melhor momento no país desde os anos 70, mas seu crescimento já esbarra em gargalos como a escassez e o aumento de preços de terrenos, cimento, aço e equipamentos, além da falta de profissionais qualificados.
Sustentado pelo crescimento da economia, pelo aumento da renda e pela expansão do crédito, o chamado PIB da construção civil deve fechar o ano com crescimento entre 7,9% e 9,3% - melhor desempenho desde 1986, época do Plano Cruzado, segundo o Sinduscon-SP, sindicato das construtoras.
Com base nas contratações hoje de insumos e equipamentos, o Sinduscon-SP já prevê um crescimento para 2008 entre 10,2% e 14%, mesmo ritmo verificado à época do Milagre Econômico, nos anos 70. À época, a construção crescia em média 14% ao ano e o BNH (Banco Nacional de Habitação) fazia 400 mil financiamentos ao ano.
O nível de emprego na construção civil cresceu 7,4% de janeiro a setembro, em relação a 2006. Segundo as construtoras, começam a faltar engenheiros e projetistas, e ficam cada vez mais disputados profissionais qualificados, como mestre-de-obras, eletricistas e encanadores, entre outros. Para enfrentar o problema, as construtoras foram buscar profissionais em escolas técnicas e também abriram cursos para seus funcionários.
As compras de aços vergalhões longos subiram 12,2%, e as de cimento, 8,4% no ano até setembro ante 2006. Na indústria, faltam gruas, guindastes, equipamentos para escoramento e elevadores de obra. O abastecimento das construtoras preocupa tanto que a indústria cogita recorrer a importados caso os preços do aço e do cimento subam mais. Em um ano, o saco de cimento subiu 20,5%. Só em novembro, o bloco de concreto teve alta de 7,69%.
A segunda matéria – “Trabalhadores do setor pedem reajuste de 10%” (só para assinantes) – revela que o pagamento de baixos salários é o maior entrave para que o setor da construção civil consiga encontrar mão-de-obra qualificada para repor as vagas abertas principalmente nas construtoras paulistas. A avaliação é do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, entidade que representa 250 mil na capital.
"Com os salários que estão sendo pagos, os empregadores terão dificuldade para encontrar pintores, carpinteiros, eletricistas e ajudantes. O crescimento do setor nunca chega ao contracheque", diz Antonio Sousa Ramalho, presidente do sindicato. Por essa razão, diz, os trabalhadores entregaram um novo pedido de reajuste há cerca de um mês e meio ao Sinduscon-SP em que pedem aumento de 10%. "O setor vai bem e espera crescer 10,2% em 2008. Pode pagar."
Nas negociações salariais deste ano (a data-base é maio), os operários receberam reajuste de 5,5%. Descontada a inflação, o aumento real chegou a 1,98%.
Além dos salários baixos, os benefícios saem "na marra". "Para conseguir que as construtoras nos dessem uma fruta e um pãozinho com queijo no café da manhã, tivemos de ir à greve no início do ano", conta o presidente do Sindicato.
Essa dualidade é um absurdo. De um lado, o crescimento do setor mostra que as empresas estão ganhando muito dinheiro. Apesar disso, não pagam bem seus trabalhadores e não cumprem suas mínimas obrigações sociais.
Onde está o Ministério do Trabalho e o governo? Onde estão as Centrais Sindicais?

O caso do Par mostra a fragilidade do nosso sistema penitencirio
Publicado em 05-Dez-2007
Não há como justificar o que aconteceu com a menina de 15 anos presa no Pará na mesma cela com mais de 20 homens...
Não há como justificar o que aconteceu com a menina de 15 anos presa no Pará na mesma cela com mais de 20 homens. Todos têm responsabilidade e culpa: governo, Polícia, Justiça, Ministério Público. O pior é que, depois que esse caso foi denunciado, apareceram outros no mesmo Estado. Ou seja, não foi um acidente, um erro circunstancial, era uma prática quase rotineira.
O episódio envolve muitos aspectos: a discriminação da mulher, o preconceito racial, o desrespeito pela pessoa, a miséria, a violência policial, a omissão dos promotores, a conivência da juíza, o medo dos cidadãos, a inexistência de um sistema carcerário justo, a incapacidade de os governos estaduais resolverem problemas básicos, a distância do governo federal em relação ao que acontece nos municípios.
O governo do Estado do Pará tem feito a sua parte, apurando rigorosamente o episódio, afastando o delegado e o chefe da Polícia, demolindo a delegacia onde o caso ocorreu. Mas isso não é o suficiente.
A denúncia, quando bem fundamentada, é importante – como nesse caso. Mas não podemos ficar só na denúncia. E embora medidas de urgência tenham sido tomadas, não podemos ficar só nelas.
É preciso discutir e viabilizar mudanças radicais no sistema penitenciário. Não pensar apenas em prisões de segurança máxima, mas também em cadeias municipais. Rever os códigos penal e de processo penal, acelerar os trâmites no Judiciário, formar melhor os policiais, promotores e juízes para que respeitem o cidadão em qualquer circunstância. Repensar a federação e o modelo tributário, para que os municípios e os estados tenham mais condições de cumprir suas obrigações.

So Paulo tem desempenho pfio em avaliao educacional
Publicado em 05-Dez-2007
Os jornais de hoje publicam com destaque os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos...
Os jornais de hoje publicam com destaque os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgados ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, que mostram que os alunos brasileiros obtiveram em 2006 médias que os colocam na 53ª posição em matemática (entre 57 países) e na 48ª em leitura (entre 56). O ranking de ciências, divulgado na semana passada, colocava o Brasil na 52ª posição.
Os resultados do Pisa revelam ainda que o Estado de São Paulo não conseguiu ultrapassar a média nacional em nenhuma das três áreas avaliadas -ciências, leitura e matemática, conforme a matéria “Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe”, da Folha de hoje (só para assinantes).
Na área de ciências, a média paulista (385 pontos) é comparável à da Tunísia (África). No caso da leitura (392 pontos), eqüivale-se a Montenegro (Balcãs). Já em relação à matemática, com 370 pontos, os paulistas estão no mesmo nível dos vizinhos colombianos.
Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, o resultado de São Paulo requer "atenção" do governo federal. "Com exceção do Distrito Federal, São Paulo é a maior renda per capita do país. Era de se supor que pudesse trazer as médias nacionais para cima. É um resultado que surpreende, exige alguma atenção e algum diagnóstico do que se passa."
Nas três áreas, São Paulo registrou média abaixo do Sudeste. Em ciências, a média da região ficou em 396 pontos, contra 385 do Estado. Em leitura, o Sudeste teve 404 pontos, ante 392 de São Paulo. Em matemática, a diferença ficou em 378 contra 370.
O Distrito Federal lidera os rankings de ciências e de matemática, seguido por Santa Catarina, que lidera a tabela de leitura. No outro extremo ficou o Maranhão, com os piores resultados nas três áreas. Além do Distrito Federal, apenas oito Estados ficaram acima da média nas três disciplinas: Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Uma segunda matéria da Folha – “Inclusão explica mau resultado, diz secretária” (só para assinantes) – traz uma esdrúxula justificativa da secretária estadual de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro. Ela admitiu que São Paulo tem problemas na qualidade de ensino, mas citou como uma das explicações a maior inclusão de estudantes na rede em relação à média nacional. Ou seja, os tucanos se preocuparam com a quantidade, esquecendo a qualidade.
Para a secretária, o tamanho do Estado explica o quadro. "Ao mesmo tempo em que temos uma economia forte, temos todos os problemas existentes no Brasil. O fato de termos avançado enormemente na oferta de escolas nos dá agora condições para melhorar a qualidade de ensino", disse.
A justificativa da secretária tucana não convence. Os números da pesquisa desmontam o mito marqueteiro da eficiência administrativa tucana.

Uma crtica importante a Chvez
Publicado em 05-Dez-2007
O Globo de hoje reproduz na sua página 36 uma entrevista do vice-chanceler da Venezuela, Vladimir Villegas...
O Globo de hoje reproduz na sua página 36 uma entrevista do vice-chanceler da Venezuela, Vladimir Villegas, ao El Nacional, de Caracas, intitulada “O presidente não escuta críticas”. Na entrevista, o vice-ministro das Relações Exteriores da Venezuela afirma haver no seio do chavismo um "silêncio hipócrita" que prejudica o movimento, principalmente o presidente Hugo Chávez, que não ouve as críticas necessárias de seus aliados. Villegas fala sobre suas reflexões e faz críticas à campanha do "não" à reforma da Constituição, derrotada no referendo do último domingo.
Além de destacar que o resultado do referendo deixa uma lição para a oposição de que o poder eleitoral e a democracia funcionam na Venezuela, Villegas avalia que a derrota de Chávez mostra que “não se pode subestimar a dissidência interna, o debate de idéias”.
Na sua opinião, o principal motivo da derrota foi o fato de que “não foram digeridos os conteúdos, não soubemos vender o modelo socialista. As pessoas associaram a proposta ao negativo. Mostrou-se que a sociedade não está madura para o socialismo.
Villegas cobrou, também, mais diálogo entre Chávez e seus aliados. “Isso de que aqui não se discute nada deveria terminar. Nós, como revolucionários, temos muitas coisas a discutir. Chávez tem que entender que a reflexão é de todos. Ele tem que escutar nossas reflexões. O presidente precisa estar acompanhado de pessoas que lhe digam as coisas”, afirmou.
Vale a pena ler.

Mensagem de Berzoini aos petistas
Publicado em 05-Dez-2007
Reproduzo na íntegra a mensagem do deputado Ricardo Berzoini, candidato à Presidência do PT...
Reproduzo na íntegra a mensagem do deputado Ricardo Berzoini, candidato à Presidência do PT, aos petistas, fazendo um primeiro balanço do Processo de Eleição Direta:
“Companheiras e companheiros,
Com grande parcela dos votos do nosso PED apurados, faço um primeiro balanço, iniciando pelas congratulações a toda a nossa militância.
A votação na minha candidatura projeta um crescimento de mais de 10% em relação à de 2005, resultado do apoio da militância das chapas Construindo um Novo Brasil, Movimento Popular e Democracia Pra Valer. Fui o candidato à presidência mais votado em 23 dos 27 estados e o segundo nos outro quatro. Obtivemos mais de 50% dos votos em 16 unidades da federação, tendo sido mobilizados mais de 300 mil filiados e filiadas, sendo que milhares deles participaram dos debates oficiais sobre os rumos do partido. Neste último domingo, do mais anônimo militante ao Presidente da República, nosso companheiro Lula, nós, petistas, reafirmamos nosso compromisso com a democracia e com o Brasil.
Confirmada a necessidade de um segundo turno, agradeço o apoio recebido e chamo todos e todas à mobilização para o dia 16. A vitória só será alcançada com nosso esforço na busca do apoio dos eleitores de outros candidatos e pela mobilização de nossos eleitores para mais uma votação.
Nosso compromisso com a democracia interna, com a implementação das decisões soberanas de nosso 3º Congresso e com a preparação do PT para ser vitorioso nas eleições de 2008 passa por mais uma grande demonstração de unidade e coesão no segundo turno do PED.
Implementar a Escola Nacional de Formação, os avanços na comunicação partidária, o código de ética, realizar o 1º Congresso da Juventude, apoiar os movimentos sociais em todo o país são algumas das prioridades do PT. Apoiar o governo Lula, trabalhando para que as propostas programáticas do PT contribuam para seu sucesso é outra demanda fundamental, articulando a ação dos parlamentares, prefeitos, governadores, sindicalistas, dirigentes de movimentos e militantes do PT.
Vamos concluir nossa vitória com toda a fibra que caracteriza nossa luta e trabalhar para que o PT fique mais forte e continue CONSTRUINDO UM NOVO BRASIL.
Um forte abraço petista!
RICARDO BERZOINI"

Os bonzinhos Garibaldi Alves e Marconi Perillo
Publicado em 05-Dez-2007
Não posso deixar de comentar dois fatos. A candidatura de Garibaldi Alves para a Presidência do Senado...
Não posso deixar de comentar dois fatos. A candidatura de Garibaldi Alves para a Presidência do Senado e as denúncias de espionagem contra o ex-governador e atual senador Marconi Perillo, tucano de Goiás.
Garibaldi Alves, com a maior cara de pau, faz-se de rogado. Oposicionista duro e implacável, agora veste pele de cordeiro para ser presidente do Senado. Não explica e se faz de bobo quando questionado sobre sua participação no controle de uma emissora de TV, segundo a Anatel, e de uma rádio, essa declarada à Justiça Eleitoral. Diz que, um pequeno detalhe, não fez nada, nadinha, apesar da ilegalidade. Pego em flagrante, o senador e ex-governador do Rio Grande do Norte diz, segundo a Folha: "Eu acho que não sou dono (da rádio), se for mesmo, eu lhe digo,vai ser um pepino danado".
Já Marconi Perillo escapa incólume das denúncias contra si, transformando, com apoio explícito da Polícia Civil do Estado, que controla e não esconde nas declarações à imprensa, que para acobertá-lo fez um relatório dizendo que o Senado, a polícia da Casa, mandou investigá-lo ilegalmente.
Nossa mídia, sempre a serviço da oposição, passou então a investigar não o senador e ex- governador, mas a polícia do Senado e a espionagem denunciada pelo tucanato, que se faz de vítima quando, na verdade, quem devia ser investigado era Marconi Perillo.
Estou à espera que o Senado ou a nossa mídia tão investigativa, sem prejuízo da apuração da grave denúncia de espionagem, investigue as denúncias contra Marconi Perillo e seu governo.

Indstria a todo vapor
Publicado em 05-Dez-2007
Nossa indústria de transformação bateu no teto. Segundo a CNI, 84,3% de capacidade instalada utilizada...
Nossa indústria de transformação bateu no teto. Segundo a CNI, 84,3% de capacidade instalada utilizada em outubro. Ao mesmo tempo, os investimentos cresceram 13,8% durante o ano, anunciando que vamos ter como atender a demanda crescente na economia.
Boa notícia que pode e deve levar o Copom ou manter a atual taxa selic ou retomar sua redução em 0,25%, que seria o ideal, já que a inflação continua sob controle e dentro da meta.
Para se ter uma idéia da expansão da capacidade produtiva do país, basta examinar o setor siderúrgico. Produziremos esse ano 33,95 milhões de toneladas de aço, mas temos investimentos até 2012 para produzir mais 15,1 milhões, no valor de 17,2 bilhões de dólares, para atender a demanda interna e externa. Nosso mercado interno de aço cresceu 18%, fazendo com que as exportações caíssem 15,6%, segundo o Instituto Brasileiro de Siderurgia. Para manter as exportações em expansão e atender nosso mercado interno já estaremos produzindo 41 milhões de toneladas em 2008.
Um bom exemplo de que nossa economia responde a altura à demanda e de que os investimentos e nosso mercado interno são o motor da atual expansão e crescimento. Que tudo indica, veio para ficar.

A China um concorrente feroz e sem limites
Publicado em 05-Dez-2007
A China, que produz 34% do aço do mundo e importa também um terço de nossa exportação de minério...
A China, que produz 34% do aço do mundo e importa também um terço de nossa exportação de minério de ferro, está apresentando uma proposta de comprar uma das 3 grandes mineradoras do mundo, a Rio Tinto. As outras duas são a Vale e a HP. Trata-se de uma negociação que envolve o interesse nacional e a disputa pelo controle do mercado de matérias primas e da produção de aço no mundo.
Como no caso do petróleo e do gás, tem que ser assunto de interesse nacional e o governo não pode ficar alheio ao que acontece no mundo e deve apoiar a Vale para comprar a Rio Tinto e garantir a nossa hegemonia nesse importante mercado mundial, o de matérias primas.
Não podemos esquecer nunca que a China é nossa concorrente e não parceira estratégica e já deu demonstrações mais do que evidentes de que atua a partir dessa realidade.
Reconhecemos, ainda que até agora só no papel, sua economia como de mercado e em troca o que aquele país nos deu foi uma nunca vista enxurrada de exportações, dumping puro, nas áreas têxtil, calçados, brinquedos e confecções.
O tratamento privilegiado que demos à China, inclusive em obras da Petrobras, como o GASEN, até agora só nos rendeu problemas e atrasos. Sem a devida reciprocidade, a China tem que ser tratada como ela é: uma concorrente feroz e sem limites.
Não devemos ter nenhuma dúvida sobre essa realidade.

Uma resposta greve de fome do bispo
Publicado em 04-Dez-2007
O governo, corretamente, dá uma resposta no Diário Oficial liberando R$ 168,4 milhões...
O governo, corretamente, dá uma resposta no Diário Oficial liberando R$ 168,4 milhões para obras de saneamento na região do Rio São Francisco e outros R$ 70 milhões para as obras de transposição do rio, ao Bispo que faz greve de fome no Nordeste contra a obra de integração das bacias setentrionais da região, conhecida como transposição do Rio São Francisco.
Liberou recursos para obras de saneamento, quase o dobro dos recursos para as obras dos canais que transformaram em perenes os rios nos estados mais ao norte do Nordeste que, hoje, não tem água.
A principal crítica à transposição é a de que ela tem que ser precedida de uma revitalização e saneamento do rio e de suas nascentes e afluentes, com o tratamento dos esgotos das cidades banhadas pelo Velho Chico.
Exatamente o que vem fazendo o governo federal.
Fica então uma pergunta: por que a greve de fome do bispo e para que?
O debate sobre o Sistema S
Publicado em 04-Dez-2007
O artigo “Novo marco para o debate dos "S””, do deputado federal e presidente da CNI, Armando Monteiro Neto...
O artigo “Novo marco para o debate dos "S””, do deputado federal e presidente da CNI, Armando Monteiro Neto, na Folha de hoje (só para assinantes), é uma boa contribuição ao debate sobre o chamado Sistema S. No artigo, ele expõe argumentos para, na sua opinião, destruir mitos que dominam o debate sobre os “S”.
Entre esses mitos, estão, segundo o presidente da CNI, o de que não há controle externo sobre o sistema, o modelo de financiamento do sistema S, cuja compulsoriedade é questionada e a responsabilidade do sistema pela falta de trabalhadores qualificados em alguns setores da economia.
Vale a pena ler.
Quem tem medo da TV Pblica?
Publicado em 04-Dez-2007
A matéria “Lula faz crítica a TVs comerciais”, na página 11 do Globo de hoje...
A matéria “Lula faz crítica a TVs comerciais”, na página 11 do Globo de hoje, mostra claramente quem tem medo da TV Pública. A resposta é fácil: as Organizações Globo.
Venezuela e Hugo Chvez: de novo a imprensa comeu bola
Publicado em 04-Dez-2007
Esse é o título da análise do comportamento da imprensa na cobertura do referendo na Venezuela...
Esse é o título da análise do comportamento da imprensa na cobertura do referendo na Venezuela, publicada no site da Carta Maior, pelo jornalista Flávio Aguiar, que reproduzo na íntegra:
“A avidez por manchetes e comentários apressados fez de novo nossa imprensa conservadora comer bola sobre a Venezuela. Todo mundo cantou a vitória do sim, e deu não. Mais uma vez, as teses presentes em análises na Carta Maior se confirmaram.
De novo nossa imprensa comeu bola sobre a Venezuela. Em 2002 foi aquela vergonha dos nossos semanários e comentaristas saírem soltando foguetes na sexta-feira cantando em prosa e verso a queda de Hugo Chávez, enquanto no domingo à noite nele reentrava vitoriosamente no Palácio Miraflores reconduzido pelo povo e por militares legalistas que rejeitaram o tradicional papel sujo que as classes dirigentes sempre atribuíram às Forças Armadas na América Latina.
Desta vez foi o contrário. Embalados por bocas de urna duvidosas, comentaristas no domingo à noite e os jornais conservadores na segunda pela manhã anunciavam a vitória do “sim” no plebiscito venezuelano. As violas, violinos, guitarras, cellos e trombetas já se afinavam à torto e à direita. Seria uma vitória “apertada” numa “Venezuela dividida” e que permaneceria dividida enquanto Hugo Chávez permanecer no poder. Também se lançaria mão dos conhecidos acordes das “instituições em perigo”, do “enterro da democracia”, e por aí afora e adentro.
Pois o “não” ganhou. De repente, passou a importar pouco que as diferenças nas duas partes do plebiscito ficaram em torno de 1%, 1,5%. As manchetes do conservantismo proclamaram em uníssono: “A Venezuela”, assim em bloco, “A Venezuela disse não à reforma de Chávez”.
De quebra, ainda no domingo, falava-se da pesquisa sobre terceiro mandato no Brasil como se a rejeição a essa proposta fosse uma “derrota” para Lula. Enfim, é ainda a busca pelos derrotados em outubro do ano passado por impor alguma “derrota”, seja ela qual for, à vitória de Lula que tiveram de engolir.
Voltando à Venezuela. A vitória apertada do não e as reações subseqüentes confirmaram duas teses que estiveram presentes nas análises aqui da Carta Maior.
A primeira é a de que o projeto de Chávez passava por dificuldades, que perdera apoios importantes e que as radicalizações do discurso do presidente venezuelano no plano externo visava provocar uma coesão que lhe faltava. Chávez embrulhou importantes e democráticas reformas no plano social com uma abertura para uma continuidade ilimitada no poder, o que provocou dois resultados complicados:
1) Perdeu apoio entre a intelectualidade e em setores do campo estudantil. Pode ser que setores universitários tenham se sentido ameaçados em suas prerrogativas pelas propostas igualitaristas que vinham no bojo do plebiscito. Mas houve uma perda de “impulso ideológico” que abriu espaço para posições contrárias às reformas. O plebiscito, tão complexo em sua totalidade, tendeu a se transformar na resposta a uma única questão, se Chávez poderia continuar indefinidamente na presidência, até que a morte os separasse (não são tolices as alegações de que ele possa ser assassinado), ou não. Isso “emparedou” o plebiscito e, se de um lado, mostrava a força do carisma do presidente, de outro expunha uma das fragilidades do movimento bolivariano, que é a dependência com exclusividade do comandante e do comando de Hugo Chávez. É verdade que, confirmando tese de Max Weber recentemente lembrada por José Luís Fiori em entrevista à Folha de S. Paulo, na América Latina tradicionalmente políticas inclusivas sempre foram bandeira de políticos carismáticos, de estilo acaudilhado e acaudilhantes, nunca dos nossos políticos liberais, que em geral representam aqueles que não se liberam jamais da visão de seus foros de privilégio e de benesses estatais chamadas de “investimento”. Vejam-se os exemplos históricos de Vargas, Perón e Cárdenas
2) A segunda tese presente em análises na Carta Maior foi comprovada, pelo menos de momento, pela reação do presidente Hugo Chávez ao resultado negativo no plebiscito. Ao contrário da direita venezuelana, que não aceitaria a vitória do “sim”, e da direita internacional, inclusive na imprensa, que já preparava a tese da fraude eleitoral, Chávez aceitou de pronto o resultado, ainda que declarasse que o projeto continua de pé. Sua declaração sobre a manutenção do projeto não contraria prática democrática nenhuma. Por exemplo, o projeto de independência ou de maior autonomia do Québec em relação ao restante do Canadá já foi plebiscitado duas vezes nos últimos 28 anos, sem que se levante um único comentarista irado dizendo que isso afronta a democracia. Na América Latina quem volta e meia não respeitou resultado eleitoral ou plebiscitário foi a direita, ou dando golpes depois ou mesmo antes, como nas recentes eleições mexicanas, seguindo o exemplo inaugurado pela “eleição” de Bush filho com a trucagem na Flórida. O comportamento de Chávez comprovou nosso comentário de que na Venezuela sim dividida entre uma massa popular permanentemente excluída da vida republicana e dos direitos da cidadania e uma minoria de privilegiados que patrocinavam um sistema político fechado e inextrincavelmente corrupto, Chávez é um ponto de equilíbrio, e não o contrário.
As manchetes conservadoras se perguntam com estardalhaço qual será agora o futuro de Hugo Chávez e de seu governo. É bom nos perguntarmos qual será o futuro da direita venezuelana, impulsionada por esta inesperada e até incômoda vitória no plebiscito de domingo passado. (Incômoda porque lhe traz a obrigação da democracia, o que é um peso para ela). Retomará sua inspiração golpista que pode lançar o país numa guerra civil?´”

Para compreender o que se passou na Venezuela
Publicado em 04-Dez-2007
O Globo de hoje publica duas entrevistas importantes para se entender melhor o resultado do referendo...
O Globo de hoje publica duas entrevistas importantes para se entender melhor o resultado do referendo na Venezuela. A primeira, na página 32, do ex-ministro da Defesa, Raúl Baduel, intitulada “Não podemos permitir que alguém pretenda capitalizar esse resultado”. A segunda, na página 34, do cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira, intitulada “Por mais paradoxal que pareça foi uma vitória para Chávez”.
Baduel diz que o resultado do referendo foi uma vitória da democracia venezuelana, que não houve vencidos, nem vencedores e propondo a convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte para promover a reconciliação do país, reconhecendo que boa parte da população defende a reforma da Constituição.
Já para Moniz Bandeira, o resultado do referendo representa, paradoxalmente, uma vitória de Chávez, na medida em que demonstra que a democracia está funcionando na Venezuela, o que aumentará as chances do país ser aceito no Mercosul e fará com que Chávez perceba que seu poder tem limites.
Vale a pena ler.

Aumenta a expectativa de vida dos brasileiros
Publicado em 04-Dez-2007
A expectativa de vida dos brasileiros subiu de 71,9 anos em 2005 para 72,3 anos em 2006...
A expectativa de vida dos brasileiros subiu de 71,9 anos em 2005 para 72,3 anos em 2006, segundo dados divulgados pelo IBGE. Em 1960, a expectativa de vida era de 54,6 anos. De 1960 a 2006, aumentou em 17 anos, 8 meses e um dia. De 2001 a 2006, o ganho ficou em três meses e 27 dias por ano, na média do período.
Pelos dados do IBGE, o Distrito Federal teve a maior expectativa de vida em 2006: 75,1 anos. Alagoas ficou em último, com 66,4 anos.
Persiste ainda, segundo o IBGE, a diferença entre a expectativa masculina e a feminina. Enquanto os homens viverão, em média, 68,5 anos, as mulheres têm uma esperança de vida de 76,1 anos. Ou seja, viverão mais 7,6 anos. O principal motivo é o fato de os homens estarem mais expostos às mortes violentas, afirma o instituto.
Segundo o IBGE, a melhoria no acesso à saúde, as campanhas de vacinação, a maior escolaridade, a prevenção de doenças e os avanços da medicina contribuíram para o aumento da expectativa de vida.
Além disso, os dados do IBGE mostram que a mortalidade infantil continua em declínio. A taxa ficou em 24,9 mortes para cada mil nascidos vivos. Em 2005, a taxa era de 25,8.
O índice de 2006 é 64% mais baixo do que o registrado em 1980. Naquele ano, a mortalidade infantil atingia 69,1 mortes a cada mil nascidos vivos. Onze anos depois, em 1991, ela chegou a 45,2 por mil nascidos vivos e, em 2000, já era de 16,7.
Esses dados mostram que as condições de vida dos brasileiros estão melhores como conseqüência direta das políticas sociais, de saúde e educação.

A democracia venezuelana
Publicado em 04-Dez-2007
Existe democracia na Venezuela e pela décima vez, desde que o presidente Hugo Chávez assumiu o governo...
Existe democracia na Venezuela e pela décima vez, desde que o presidente Hugo Chávez assumiu o governo, o povo foi chamado a se manifestar livremente. Foi, ao contrário do que apregoavam os opositores de Chávez, um pleito limpo e democrático. O povo venezuelano votou livremente, exerceu a soberania popular e pela primeira vez Chávez foi derrotado, por uma margem mínima de votos.
Se a proposta de reforma da Constituição tivesse sido aprovada, seguramente nossa mídia conservadora estaria, com apoio da oposição daqui e de lá, questionando a lisura do referendo - especialmente se o resultado fosse apertado. Como venceu o não, comemoram mas ficaram sem o discurso de que não há democracia na Venezuela, de que Chávez é ditador.
É preciso registrar esse fato para não termos nenhuma ilusão quanto ao caráter oportunista dos ataques que nossa direita faz à democracia em nossos países quando são minoria e não conseguem fazer o que querem. Esses nossos oposicionistas deitam e rolam quando são maioria, e um exemplo é a aprovação da reeleição no Brasil quando o presidente tucano estava em seu primeiro mandato. Foi uma violência política e constitucional que ficou por isso mesmo.
O presidente Hugo Chávez e os dirigentes do novo partido da revolução bolivariana cometeram erros e saberão analisar as causas da primeira derrota eleitoral que sofrem. A esquerda brasileira deve procurar conhecer bem a situação real na Venezuela para avaliar corretamente o significado do processo político que lá se desenrola, tirar suas conclusões e se contrapor ao discurso conservador e direitista da nossa oposição e da maior parte da imprensa.

Adeus, companheira Heloneida Studart
Publicado em 03-Dez-2007
O Brasil está de luto. Morreu hoje de manhã, um dia depois de ter sido eleita presidente do Diretório Zonal...

O Brasil está de luto. Morreu hoje de manhã, um dia depois de ter sido eleita presidente do Diretório Zonal do PT de Copacabana, a ex-deputada estadual, militante petista e histórica militante da luta das mulheres, Heloneida Studart.
Escritora, ensaísta, teatróloga, jornalista, Heloneida Studart foi premiada como uma das mulheres que mais lutaram pela justiça social no Brasil e uma das indicadas em 2005 ao Prêmio Nobel da Paz. Fundadora do movimento feminista no Brasil, criou leis que beneficiam as mulheres, como a Lei 2648 que garantiu o exame de DNA para mães de baixa renda
Heloneida Studart nasceu em Fortaleza, no Ceará, no dia 9 de abril de 1932.
Com dezesseis anos, Heloneida foi morar no Rio de Janeiro, estreando como colunista no jornal O Nordeste, onde suas opiniões já causavam polêmicas na época. De Fortaleza, ela trouxe os originais de seu romance A primeira pedra, que seria publicado em São Paulo, em 1953, pela Editora Saraiva. Quatro anos depois, viria o romance Dize-me o teu nome, que foi premiado pela Academia Brasileira de Letras e laureado com o prêmio Orlando Dantas, do jornal Diário de Notícias. Em 1960, ela foi trabalhar no jornal Correio da Manhã e, por várias décadas, atuou no jornalismo, apesar de ter se formado em Ciências Sociais pela Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. Posteriormente, ela trabalhou dez anos como redatora da revista Manchete.
Heloneida envolveu-se com as lutas populares e foi eleita presidente do Sindicato das Entidades Culturais (Senambra), em 1966. No entanto, por fazer oposição à ditadura militar, foi destituída do cargo e presa em março de 1969. Do cárcere, no presídio São Judas Tadeu, brotaram os roteiros de seus futuros trabalhos Quero meu filho e Não roubarás. Em meio àquele ambiente de repressão, ninguém imaginaria que, em anos vindouros, aqueles trabalhos seriam exibidos com sucesso pela TV Globo.
Com o fim do regime militar, surgiriam três novos romances, chamados pela própria autora de Trilogia da tortura: O pardal é um pássaro azul (que já foi traduzido em quatro idiomas); O estandarte da agonia (inspirado na vida de sua amiga Zuzu Angel); e O torturador em romaria.
A jornalista escreveu sobre a condição feminina, a convite da Editora Vozes, publicando os ensaios Mulher objeto de cama e mesa, obra que vendeu 280 mil exemplares e se transformou em uma espécie de bíblia do feminismo brasileiro; e Mulher, a quem pertence seu corpo? Esses dois trabalhos estão, respectivamente, na 27ª. e 6ª. edições.
Em 1978, com 60 mil votos, Heloneida seria eleita deputada estadual do Rio de Janeiro, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Ela reelegeu-se em 1982, novamente pelo PMDB, sendo inclusive vice-líder da bancada de 1979 a 1988, ano em que deixou o Partido, e participou da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). No ano seguinte, saiu do PSDB e entrou no Partido dos Trabalhadores.
Entre outros, Heloneida exerceu vários cargos importantes: foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Controle do Meio-Ambiente, de 1979 a 1980; presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) de 1981 a 1982; integrou as comissões especiais, relativas aos direitos da mulher, no que diz respeito aos direitos reprodutivos; participou da apuração das condições de atendimento da população nessa área; em seu terceiro mandato como deputada, atuou como vice-líder da bancada do PT; e, de 1995 a 1999, presidiu uma comissão especial destinada a apurar as formas de arrecadação e distribuição dos direitos autorais no Rio de Janeiro. Além disso, fundou duas instituições importantes, com várias companheiras feministas: o Centro da Mulher Brasileira, a primeira entidade feminista do País; e o Centro Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim); e é presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos Humanos.
Heloneida Studart tinha seis filhos, tinha um temperamento alegre e hábitos bem simples. Com vários mandatos de deputada estadual, ela aprovou muitas leis que vieram a beneficiar mulheres e trabalhadores, estando sempre em defesa da democracia e da justiça social. A profissional polivalente também ficou conhecida por sua participação nos debates da TV (como o "Sem Censura" da TV Educativa, onde atuou durante dois anos), nos programas de rádio e na publicação de artigos nos principais jornais cariocas.
No livro Mulheres brasileiras, da Editora Record, Heloneida Studart foi indicada como uma das 100 brasileiras mais importantes do século XX. Mais recentemente, a Fundação de Mulheres Suíças escolheu 1.000 mulheres para concorrerem ao prêmio Nobel da Paz. Dentre elas, 52 eram brasileiras; e a jornalista cearense estava entre elas.
A morte de Heloneida Studart é uma grande perda para o Brasil e o PT. Seu exemplo de luta e solidariedade nos farão falta.
O corpo de Heloneida Studart será velado hoje, a partir das 16 horas, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e o enterro será amanhã no Cemitério do Caju.

Resposta aos dados distorcidos do Estado
Publicado em 03-Dez-2007
Nos dias 18 e 19 de outubro e no dia 28 de novembro, o Estadão publicou várias matérias sobre o projeto...
Nos dias 18 e 19 de outubro e no dia 28 de novembro, o Estadão publicou várias matérias sobre o projeto da prefeitura de São Paulo de construir creches. Nessas matérias, o jornal dizia que a gestão de Marta Suplicy deixou um déficit de 150 mil vagas nas creches do município, além de outras informações erradas.
Maria Aparecida Perez, ex-secretária de Educação do município de São Paulo, encaminhou uma resposta ao Estadão, que transcrevo na íntegra:
“Sobre as várias matérias que saíram no Estadão Online sobre o déficit de creche comentado pelo atual Prefeito, gostaria de lembrar que a prefeita Marta Suplicy construiu 181 novas escolas exclusivamente com recursos do tesouro municipal, as vagas em creche foram ampliadas em 44,01% (35.923 novas vagas) e nas EMEIs 31,31% (65.905 novas vagas), uma ampliação de 75% em Ed. Infantil em 4 anos. Ao contrário do que declara Kassab as vagas para Ed. Infantil no município, segundo a prévia do Censo Educacional/MEC-2007, a partir dos dados fornecidos pela Secretaria Municipal, as matriculas diminuíram em torno de 10% em todos os níveis de ensino. Em 2004, havia 44.796 crianças nas creches, hoje sã0 35.981, cerca de 20% a menos de matriculas, em EMEI de 273 mil diminuiu para 264 mil e em EMEF de 556 mil para 516 mil.
Não fica claro em nenhuma das matérias onde estão as 149 mil crianças atendidas em creche, declaradas pelo Prefeito ou onde foram criadas as 80 mil novas vagas, segundo o Sec. de Educação! As vagas oferecidas via convênio e que não constam do CENSO/MEC precisariam ter duplicado nestes 3 anos, em 2004 eram atendidas cerca de 52 mil crianças via convênio com entidades. Não adianta dizer que as crianças foram para a EMEI ou para a EMEF, porque em todos os níveis o número de matriculas foi reduzido. Outra pergunta é como irá construir 500 creches em um ano, mesmo com o PPP.”
Maria Aparecida Perez
Ex-Secretaria de Educação do município de São Paulo

Folha esconde que maioria aprova governo Lula
Publicado em 03-Dez-2007
A Folha de ontem publicou em cinco páginas uma nova rodada da pesquisa DataFolha, com uma edição...
A Folha de ontem publicou em cinco páginas uma nova rodada da pesquisa DataFolha, com uma edição totalmente tendenciosa.
A manchete principal do jornal e a matéria que abre a série, na página 4, destacou que “65% desaprovam que Lula possa disputar um terceiro mandato”, insistindo em manter vivo o factóide do terceiro mandato, que só existe mesmo para a oposição e a mídia. Na página seguinte, a matéria “Maioria mantém apoio a uma reeleição” mostra uma redução dos que apóiam a tese da reeleição. Nas outras duas páginas, as matérias “Serra é o favorito para suceder Lula” e “Governador de SP lidera até mesmo no Nordeste” enchem a bola da pré-candidatura do tucano José Serra na eleição de 2010, numa descarada tentativa do jornal de se transformar, desde já, num cabo eleitoral do governador de São Paulo. E só na página 10, fechando a série de matérias sobre a pesquisa, a Folha publica a informação de que “Governo tem apoio de 50%; aprovação de mais ricos sobe”.
É evidente que a edição da Folha foi feita para esconder a informação de que a aprovação ao governo Lula cresceu de agosto para essa nova pesquisa, atingindo 50% dos entrevistados. Em nenhum momento o jornal afirma que os 50% que consideram o governo ótimo e bom, somados aos 35% que o consideram regular, significa que, de alguma forma, 85% dos brasileiros aprovam o governo Lula. Da mesma forma, a edição minimiza a informação de que a aprovação ao governo cresceu no Sudeste e nas faixas com renda acima de dez salários-mínimos, moradores das capitais e os mais escolarizados. O que desmonta a tese, alardeada pela oposição e pela mídia, de que o governo Lula só tem o apoio dos pobres, em função do Bolsa Família e de outros programas sociais.
Como a pesquisa mostra um quadro totalmente diferente da vontade e do discurso da oposição e da mídia, a Folha optou por uma edição tendenciosa, valorizando aspectos absolutamente secundários da pesquisa, como o apoio ao terceiro mandato, que não existe, ou as intenções de voto para 2010, quando ainda não se sabe quais serão efetivamente os candidatos, para esconder a informação realmente importante: 85% dos entrevistados aprovam, de certa maneira, o governo Lula.
Essa é a nossa mídia.

A luta contra os conservadores na Bolvia
Publicado em 03-Dez-2007
Vale a pena ler a entrevista “Vamos tirar reeleição da nova Carta boliviana”...
Vale a pena ler a entrevista “Vamos tirar reeleição da nova Carta boliviana”, na Folha de hoje (só para assinantes), do vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia Linera. Na entrevista, ele relata o empenho do governo Evo Morales em aprovar a nova Constituição do país e o embate com as forças conservadoras da Bolívia. Na entrevista, Linera critica a ação da oposição conservadora que ameaça não aprovar a nova Constituição, que ficará pronta em 15 de dezembro, segundo ele para não constitucionalizar a lei de nacionalização dos hidrocarbonetos e terras.
A Hora das Foras Armadas
Publicado em 01-Dez-2007
Pesquisa da Sensus-CNT e da revista “Veja” trouxe de volta o tema das Forças Armadas e de sua modernização...
Pesquisa da Sensus-CNT e da revista “Veja” trouxe de volta o tema das Forças Armadas e de sua modernização e profissionalização. Devemos aproveitar esta oportunidade, para um amplo e transparente debate público sobre uma nova doutrina de defesa nacional, e a organização de um verdadeiro Ministério da Defesa. Para que possamos ter Forças Armadas modernas e profissionais, adequadas à realidade do mundo do século XXI.
Nossas Forças Armadas não necessitam só de modernização de seus equipamentos e de maior profissionalização, talvez transformando o alistamento obrigatório em atividade militar voluntária e adequadamente remunerada. Precisam de uma ampla reforma administrativa, a começar pela implantação, de fato, do Ministério da Defesa, e da apresentação, ao país, de uma doutrina de defesa nacional e de um plano decenal
Leia a íntegra do meu artigo sobre as Forças Armadas, publicado quinta-feira no JB, na seção Artigos do Zé.
A estratgia imperial norte-americana
Publicado em 01-Dez-2007
Não deixe de ler a entrevista “Estratégia imperial dos EUA segue em expansão”...
Não deixe de ler a entrevista “Estratégia imperial dos EUA segue em expansão”, do cientista político José Luis Fiori, na Folha de hoje (só para assinantes). Na entrevista, Fiori argumenta que apesar do fracasso no Iraque e da perda de credibilidade, os EUA seguem em frente com uma "estratégia imperial" que é anterior à eleição de George W. Bush. Segundo ele, ela é reiterada nos programas de todos os candidatos à sucessão americana. Na entrevista, o professor da UFRJ fala dos temas do seu novo livro, "Poder Global" (editora Boitempo), quarto de uma série sobre o sistema mundial moderno.
A Tv digital comea amanh. Para poucos.
Publicado em 01-Dez-2007
Amanhã, às 20h30, começam as primeiras transmissões da TV digital brasileira...
Amanhã, às 20h30, começam as primeiras transmissões da TV digital brasileira, com a difusão em alta definição (High Definition) de um discurso do presidente Lula. O programa será gerado em cadeia, diretamente da Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes, por um pool de emissoras (Cultura, Band, Rede TV, Globo, Record e SBT). O presidente Lula estará presente ao evento, ao lado dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Casa Civil, Dilma Roussef. Inicialmente, a transmissão abrangerá apenas a Grande São Paulo, mas a previsão é de que, a partir do próximo semestre, a TV digital esteja disponível também no Rio de Janeiro, devendo atingir todo o país até 2013 e substituindo totalmente o padrão analógico até 2016.
Os poucos brasileiros que puderem ver as imagens digitais vão perceber que sua qualidade é muito superior. E serão poucos os brasileiros porque embora a TV continue a ser gratuita, só quem pode pagar por um televisor digital, da ordem de R$ 7 mil, ou por um conversor (a caixinha que vai acoplada ao televisor tradicional e tem a função de converter os sinais digitais recebidos em analógicos), cuja versão mais barata custa R$ 499. E o usuário precisa pagar isso apenas para melhorar a qualidade da recepção, já que as demais funções de interatividade prometidas ainda não estão disponíveis.
O fato de a TV digital estrear no país de forma elitista mostra que houve um desacerto na construção de sua política. O governo optou pelo padrão japonês que é mais evoluído tecnicamente, mas muito mais caro, pois sua base instalada basicamente se limita àquele país. Embora a falta de escala fosse uma das críticas mais consistentes à escolha do padrão japonês – o preferido dos radiodifusores, pois preserva o seu modelo de negócios e o seu controle sobre a verba publicitária da TV - , o governo brasileiro, por meio do ministro Hélio Costa, assegurou à população que o país teria conversor a menos de R$ 200 na estréia do sistema. O que não se confirmou. Tanto que o ministro passou a ameaçar os fabricantes com a isenção de tributos para os importados.
Mas esse, embora grave, não é o único problema. O governo justificou a escolha do padrão japonês pelo fato de ser o único a garantir a efetiva mobilidade e ter mais recursos de interatividade, o que permitiria seu uso para a inclusão digital. Na prática, os primeiros modelos de conversores saem sem nenhum recurso de interatividade, o que vai, no futuro, obrigar o usuário que investiu nessa caixinha a ter de trocá-la. Tanto que os órgãos de defesa do consumidor estão alertando a população para não comprar conversores agora.
Há outros equívocos na definição do modelo de televisão digital, como a multiprogramação, uma das grandes possibilidades trazidas pela tecnologia digital, não ter sido estimulada, o que levou a uma reprodução do status quo no novo modelo. Cada emissora comercial recebeu 6 MHz de espectro, sem pagar nada, e vai usá-lo todo para transmitir um só canal em alta definição, quando esse mesmo espectro poderia ser usado para transmitir até quatro canais em padrão standard.
Como o modelo já está definido, o que é preciso fazer daqui pra frente é corrigir o que é possível ser corrigido. Acelerar a incorporação do software Ginga, desenvolvido no país com recursos públicos, aos conversores, pois é ele que vai tornar disponíveis as funções de interatividade. Desenvolver aplicativos de governo eletrônico para a TV digital e criar um modelo racional de canal de retorno, através do qual o usuário vai interagir com o programa,.
Qualquer que seja ele. Também é preciso definir logo regras de política industrial, como a isenção de IPI e Cofins para a fabricação do conversor em todo o país e não só em Manaus (o que mantém os preços altos). E se abrir uma discussão pública sobre como será estimulada a migração da TV analógica para a digital e qual o destino que será dados aos canais analógicos em 2016, quando forem devolvidos à União pelos radiodifusores.

A Fiel no merece cair
Publicado em 01-Dez-2007
Amanhã, as atenções de todo os que gostam de futebol estarão voltadas para Porto Alegre...

Amanhã, as atenções de todos os que gostam de futebol estarão voltadas para Porto Alegre, mais especificamente para o Estádio Olímpico, onde o Corinthians, dono da segunda maior torcida do Brasil, precisa vencer o Grêmio para escapar do rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasileiro.
Eu, como um dos milhões de corinthianos espalhados por todo o Brasil, estarei torcendo pela vitória do Corinthians, único resultado que impedirá a sua vergonhosa queda para a segunda divisão do futebol brasileiro, sem depender da combinação de outros resultados.
Isso, no entanto, não significa passar a mão na cabeça dos dirigentes que levaram o Corinthians à essa situação delicada, ridícula e vergonhosa. Principalmente o ex-presidente Alberto Dualib, afastado depois de várias denúncias de corrupção, lavagem de dinheiro e tantas outras irregularidades.
A difícil situação do Corinthians é responsabilidade direta das diretorias incompetentes e irresponsáveis que passaram nos últimos anos pelo Parque São Jorge.
É duro admitir, mas é preciso fazê-lo. O time do Corinthians e as suas diretorias merecem cair. Mas a imensa e apaixonada torcida corinthiana não merece tamanho sofrimento e desilução. Como já disse certa vez o jornalista José Roberto de Aquino, já falecido, todo time tem uma torcida, com o Corinthians é diferente. É a torcida que tem um time.
Por isso, espero que a força da Fiel Torcida corinthiana empurre o time para uma épica, histórica e emocionante vitória, amanhã, na “Batalha de Olímpico” e nos livre dessa humilhação que não merecemos.
Mais do que isso, espero que a comovente demonstração de fé, lealdade, amor e paixão da torcida corinthiana inspire e ilumine seus dirigentes atuais e futuros para que façam uma administração moderna, transparente, eficiente, ética, profissional e digna da força dessa instituição brasileira chamada Sport Club Corinthians Paulista.

A retomada do setor petroqumico e o ressurgimento da indstria naval e ferroviria
Publicado em 01-Dez-2007
Os conservadores e os saudosistas do Consenso de Washington estão inquietos com a solução dada ao setor...
Os conservadores e os saudosistas do Consenso de Washington estão inquietos com a solução dada ao setor petroquímico brasileiro. Uma aliança estratégica entre o Estado, Petrobras e a iniciativa privada, Brasken e Unipar, criando duas grandes empresas com musculatura internacional. A Brasken será a 1a da América Latina e a terceira das Américas, 9,1 bilhões de dólares de receita liquida e 11 bilhões de ativo. Esse não só é o caminho como aponta para a consolidação e retomada desse setor quase destruído nos anos dourados do tucanato.
Outro exemplo é o crescimento, na verdade a ressurreição, do setor de construção naval no Brasil, graças ao apoio do BNDES e à política industrial do governo e da Petrobras. Dobrou o emprego no setor, como no ferroviário, já são 40 mil trabalhadores, surgem estaleiros novos, o faturamento será de 4,5 bilhões de reais esse ano e as encomendas já chegam a 14 bilhões de reais.
Ressurge a indústria naval e ferroviária brasileira, avança a infra-estrutura e retomamos o transporte por cabotagem, inclusive a participação nacional nesse promissor meio de transporte.

Isso uma cobertura imparcial?
Publicado em 01-Dez-2007
A exemplo do que tem feito com o factóide do terceiro mandato de Lula...
A exemplo do que tem feito com o factóide do terceiro mandato de Lula, a Folha de hoje traz ampla cobertura do início das transmissões da TV Brasil, a TV Pública, criada pelo governo, numa nítida tentativa de jogar contra e para baixo, criando fatos que liguem o governo à imagem de autoritário.
A edição da Folha de hoje publica 14 matérias sobre a TV Pública, quase todas com um enfoque negativo, num esforço deliberado para apresentar exemplos mal sucedidos de TVs públicas, entrevistando pessoas que criticam a iniciativa e se esmerando em dar uma conotação autoritária e “chapa-branca” ao projeto, apesar de todos os desmentidos e esclarecimentos do governo.
A Folha ouve professores, o ex-presidente FHC, um membro do Conselho da TV Pública que diz que não entende nada de televisão, o ex-presidente da Radiobras, um diretor de uma empresa privada de televisão, a RBS, tudo para passar a falsa imagem de que o projeto é mais uma demonstração da vocação autoritária do governo Lula e
uma iniciativa perigosa, dispensável e fadada ao fracasso.
A Folha não esconde sua aberta oposição à TV Pública. A primeira com o titulo "TV pública de Lula estréia amanhã com improviso", o título já é dirigido "TV de Lula". E termina com "Canal 7 suspende programas para exibir Kirchner, mas sua audiência é pequena".
Nas matérias críticas, só criticas, inclusive dos tucanos, que tem TVs nos Estados que governam e nunca fizeram nada de relevante, com exceção da TV Cultura de SP, mas que também não é essa Brastemp.
É evidente que a TV Pública é um avanço, mais transparente e com mais controle social que a TVE e a Radiobras de hoje, como lembra Eugenio Bucci na sua entrevista, pode e deve ser um diferencial, desde que tenha recursos orçamentários.
Sua articulação e programação conjunta, além da produção conjunta com as tevês dos Estados que a apóiam, tem um potencial extraordinário e pode significar uma melhora das TVs públicas no Brasil.
As críticas de FHC, Geraldo Alckmin, Alberto Goldman, cabem à TV Cultura, dirigida nos últimos 20 anos pelo tucanos e próximos. Se a TV Pública é de Lula, como diz a Folha, a TV Cultura é dos tucanos? Uma bobagem.
Na verdade, os tucanos não querem compartilhar a programação com a nova TV Pública nacional por partidarismo. Fosse um tucano presidente, o fariam, com certeza, como a TV Cultura fez com a TVE no Governo FHC. Como vemos uma mistura de mesquinharia e politicagem.
Os títulos das entrevistas com Bucci e Schroder só revelam a má vontade da Folha, já que as entrevistas são abertamente favoráveis à TV Pública. A entrevista de Afonso Mota, a comparação com a baixa audiência da TV pública norte-americana e da Argentina, só expressam o desejo dos donos da informação, do fracasso dessa experiência que começa amanhã.
Revela o desejo não tão secreto dos donos de jornais e TVs do Brasil de continuarem mandando na informação e na notícia e o medo que têm da concorrência e da diversidade e do pluralismo. Conservadores e de direita, apoiaram no passado a ditadura, o liberalismo provinciano tucano e agora sentem-se ameaçados com a crescente força de Lula e do PT. Confundem de propósito uma TV Pública com Lula. Não aprendem pensam que o povo é bobo.
Sintomaticamente, entre as 14 matérias da Folha de hoje sobre o assunto, não há nenhuma com a opinião de representantes do governo. Seja a presidente da Empresa Brasil de Comunicação, responsável pela TV Pública, jornalista Teresa Cruvinel, seja o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, jornalista Franklin Martins.
Isso é que é jornalismo imparcial, apartidário e de interesse público.
É exatamente para corrigir manipulações como essa, mostrada pela edição da Folha de hoje, que precisamos ter uma TV Pública e instrumentos de regulação dos meios de comunicação no Brasil.

Limites mais altos para os consrcios de casa prpria
Publicado em 01-Dez-2007
A Caixa Econômica aumentou o limite de crédito para o consórcio da casa própria de R$ 200 mil para R$ 300 mil...
A Caixa Econômica aumentou o limite de crédito para o consórcio da casa própria de R$ 200 mil para R$ 300 mil. O crédito mínimo é de R$ 25 mil e o prazo máximo de pagamento passou de 120 para 150 meses. As novas regras começam a valer na segunda-feira, dia 3.
A taxa de administração será de 0,12% ao mês. O consórcio é a união de várias pessoas para comprar um bem. A aquisição do imóvel é por meio de sorteios. Não é cobrado juro sobre as prestações ou sobre o saldo devedor, mas há taxa de administração.
Na Caixa, os imóveis podem ser novos, usados, residenciais ou comerciais.
Por não serem cobrados juros, os imóveis podem sair mais baratos que em um financiamento. O comprador pode usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para dar um lance inicial e reduzir o valor do crédito.
A adesão pode ser feita em agências do banco ou pelo telefone 0800-702 4000.
Mais um achado do governo Lula.
Atitude condenvel
Publicado em 01-Dez-2007
Depois de ficar no cargo desde o início do governo Lula, em 2003, a jornalista Beth Carmona pediu...
Depois de ficar no cargo desde o início do governo Lula, em 2003, a jornalista Beth Carmona pediu afastamento da presidência da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto, que administra a TVE. A diretora-geral, Rosa Crescente, também deixou o cargo. O conselho de administração da Acerp aceitou o pedido de afastamento de Carmona e nomeou o jornalista Arnaldo Cesar Jacob, que integra a equipe da implantação da nova TV, para sucedê-la. Jacob foi editor-executivo do jornal "O Dia".
Beth Carmona, cuja gestão à frente da TVE foi absolutamente incipiente, sem nada de relevante, saiu atirando e criticou para a imprensa a fusão da Radiobrás com a TVE na formação da nova TV pública. "Como a Radiobrás e a Acerp têm, cada uma, cerca de 1.200 funcionários, acharam que juntar as duas estruturas resultará em uma instituição com o dobro de força. Mas não é assim. A Radiobrás não tem tradição de televisão."
O Estadão, equivocadamente, noticia que Beth Carmona foi demitida, omitindo de seus leitores a informação correta de que ela pediu demissão do cargo, o que foi aceito pelo Conselho de Administração da TVE.
A presidente da TV Brasil, Tereza Cruvinel, contestou a afirmação de Beth Carmona. “Fizemos sucessivas tentativas de harmonização da Empresa Brasil de Comunicação”, disse ela ao Estado. “Todas foram infrutíferas, porque a Acerp continuou detendo o controle da TVE. A Acerp estava exercendo um comando que é de outra instituição, a EBC. Falou-se em duplo comando, porque o comando não foi entregue pela Acerp. Gostaria que tivesse havido harmonização.”
Tereza Cruvinel lembrou que a Medida Provisória 398, que criou a EBC, estabeleceu que os canais de televisão da União passam a ser explorados pela nova empresa. “Na medida em que a exploração do canal é da EBC por força da MP, o comando da Acerp deveria ter sido transmitido à EBC”.
A atitude de Beth Carmona, de deixar o cargo atirando, é condenável. Ela ocupou a presidência da TVE durante todo o governo Lula e não fez nada de relevante. E, agora, sai atirando. Um péssimo exemplo.

A caminho do arbtrio e do abuso de poder
Publicado em 01-Dez-2007
É inacreditável, mas caminhamos para o arbítrio e o abuso de poder...
É inacreditável, mas caminhamos para o arbítrio e o abuso de poder. Basta ver a notícia que o Ministério Público Federal denunciará, na semana que vem, o ex-ministro Silas Rondeau. Não dá para entender. Se ele vai ser denunciado na semana que vem, por que a notícia agora? Por que essa exposição pública do suposto denunciado? Qual é o objetivo?
Até quando promotores e juízes vão continuar vazando para a imprensa informações de investigações, inquéritos, processos, sem o conhecimento dos advogados e dos supostos denunciados, indiciados, réus? Qual é o objetivo desse comportamento abertamente impróprio que beira ao abuso e a ilegalidade?
Não há provas, nem indícios contra Silas Rondeau, basta a convicção dos promotores. Ou seja, dane-se a lei e a Constituição.
A Folha, evidentemente, teve acesso ilegal às informações, segunda ela mesma diz na matéria de hoje – “Ministério Público decide denunciar Rondeau ao STJ “ (só para assinantes) - por "três pessoas" e dane-se de novo a presunção da inocência, que o ônus da prova cabe ao acusador e o devido processo legal.
Silas Rondeau está sendo processado, julgado e condenado pela imprensa com a anuência dos promotores que se prestam a esse tipo de vedetismo e exibicionismo.

Niemeyer, 100 anos
Publicado em 01-Dez-2007
O arquiteto Oscar Niemeyer foi duplamente homenageado ontem...

O arquiteto Oscar Niemeyer foi duplamente homenageado ontem. O Copan - um dos prédios símbolos de São Paulo, projetado pelo arquiteto - amanheceu com o número "100" desenhado em seu topo. E o presidente Lula condecorou Niemeyer com a medalha da Ordem do Mérito Cultural. As duas homenagens ocorreram a 15 dias de o arquiteto completar um século de vida.
Lula disse que se identifica muito com o arquiteto e que o considera um exemplo de vida: "Niemeyer é a minha inspiração", disse o presidente, que prometeu um decreto instituindo o ano de 2008 como sendo o Ano Oscar Niemeyer.
No Edifício Copan, o número "100", composto por cem rosas desenhadas pelo artista plástico Paulo von Poser, lembram o centenário do arquiteto, a ser completado em 15 de dezembro. A homenagem - que tem 13 metros de altura e 22 de comprimento - ficará exposta por 60 dias, no canto direito superior do edifício, situado na Avenida Ipiranga.
Justas homenagens para um genial brasileiro que faz da sua vida um exemplo de coerência e compromisso com um país melhor.
Vejam aqui a entrevista que fiz com Niemeyer, publicada no blog no dia 10 de fevereiro deste ano.
