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Arquivo de 10/2008

Carta Capital: minha mais completa entrevista de 2008
Publicado em 31-Out-2008
Disponibilizo a partir de agora, na seção Clipping...

Disponibilizo a partir de agora, na seção Clipping desse blog, a todos os meus amigos internautas, a íntegra da minha entrevista publicada em Carta Capital, edição que foi hoje para as bancas e para os assinantes da revista.

Esclareço, de novo, tudo o que diz respeito a associação que, com freqüência, essa revista particularmente, mas também outros veículos da mídia, fazem de meu nome ao do banqueiro Daniel Dantas.

Essa é, também, a mais completa entrevista que concedi desde novembro do ano passado, mês a partir do qual decidi me impor um período de silêncio e reflexão.

A isso só abri exceção, recentemente, para as entrevistas que concedi nos dias de realização do 1º e 2º turnos, e quando ocorreram debates entre os candidatos às eleições municipais desse ano, datas em que atendi a convites e dei entrevistas às TVs Bandeirantes, Band News, Record e Gazeta, e à Rádio Jovem Pan.

Leia e comente minha entrevista à Carta Capital.

 

  
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Intransigncia tucana. E greve da polcia faz 45 dias
Publicado em 31-Out-2008
“Não há clima político, nem emocional, para se discutir...

“Não há clima político, nem emocional, para se discutir". Com essa frase proferida pelo líder tucano, deputado Barros Munhoz, da tribuna da Assembléia Legislativa de São Paulo, o governo Serra tentou justificar a absurda ausência de representantes do Executivo estadual do PSDB na audiência com os policiais civis, em greve que hoje completa 45 dias.

Três secretários de Estado, os de Segurança Pública, de Gestão e da Fazenda, foram convidados para a audiência, mas, quem sabe, preferiram tomar chá da tarde com outros tucanos, enquanto a paralisação da polícia civil chega a um mês e meio.

O movimento prejudica - e muito - toda a  população paulista e deixa latente a incapacidade de governos tucanos frente a esse tipo de movimento social e de negociação.

Fica cada vez mais evidente a diretriz e a incapacidade tucana de dialogar com os movimentos sociais. Negociar, obter um acordo e superar impasses gerados por uma greve, então, nem se fala, é política de governo tucano passar ao largo disso.

Insistência em dizer que a greve é política

Pior que esse descaso, é a insistência tucana em afirmar que a greve é política. E em dar um caráter político ao comportamento deles, autoridades tucanas, quando é na verdade, inércia, incompetência e falta de sensibilidade social.

Em nome do governo, já que era seu único representante na manifestação dos policiais, Munhoz teve a coragem de dizer aos grevistas: “Serra recebe, sim, todo mundo. (...) Quem não recebe grevista é o Lula. Lembram que ele levou 24 dias para receber aquele bispo em greve de fome?”.

O líder tucano só esqueceu de dizer que o governador José Serra não recebeu nem sequer uma comissão de representantes da manifestação próxima ao Palácio dos Bandeirantes, realizada no último dia 16, e que pedia uma audiência.

Não só não recebeu, como ainda assinou embaixo a truculência da polícia militar ao entrar em confronto com os grevistas naquela ocasião, deixando um total de 25 feridos.  Aliás, nesse comentário sobre Lula, Munhoz precisa se informar melhor porque o bispo de Barra (BA), dom Luiz Cáppio, sequer foi à Brasília procurar o presidente da República.

Por fim, Munhoz reconheceu o fracasso da audiência, o que, para ele, confirma “o que Serra sempre disse, que a greve é política". Não, não, senhor tucano!. Isso só reafirma a insensibilidade e a incompetência gritantes do PSDB para lidar com questões sociais. É o pior dos mundos!

 

  
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Desrespeitosa invaso de minha privacidade
Publicado em 31-Out-2008
Um encontro meu com o deputado Fernando Gabeira...

Um encontro meu com o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), ocorrido há cinco anos, e sobre o qual já vim a público inúmeras vezes fornecer explicações, continua dando pano para manga, como se diz popularmente.

Vi-me, mais uma vez, obrigado a fazer uso do meu direito e dever de esclarecer o fato perante a mídia e a vocês, meus leitores, escrevendo um artigo publicado na Gazeta Mercantil com as minhas explicações e que transcrevo, hoje, e peço a sua leitura, aqui nesse blog, na seção Artigos do Zé.

Esse meu texto na Gazeta Mercantil é uma resposta ao jornalista Augusto Nunes, por conta do artigo escrito por ele sob o título "O Rio resgatou o direito de sonhar", publicado no Jornal do Brasil (20.10) e na Gazeta Mercantil (22.10).

Atacando minha vida pessoal, sem mais nem menos, o jornalista publicou naquele artigo o seguinte comentário sobre os meus esclarecimentos quanto ao encontro com o deputado Gabeira: "Dirceu sempre caprichou na interpretação. É anda cada vez mais inventivo, soube-se domingo passado. Para embarcar na candidatura de Eduardo Paes, disfarçou-se de carta à redação e expropriou meia página da edição do Jornal do Brasil. Ali entrincheirado, reiterou que o espetáculo da deselegância que esgotou a paciência de Fernando Gabeira só existiu na imaginação do deputado".

Ele não fica só nessa frase, vai mais longe em sua incursão pela minha vida pessoal e familiar, com minha ex-mulher Clara Becker: "Dirceu passou cinco anos dizendo a Clara Becker, com quem se casara e tivera um filho em Cruzeiro do Oeste, que se chamava Carlos Henrique Gouveia de Mello. Cinco anos depois da grosseria consumada em 10 de outubro de 2003, ainda procura retocá-la com a mão da esperteza. Até admite que deixou Gabeira (e outros quatro convidados) esperando mais de uma hora (...). 'Ele podia protestar pela minha saída da reunião', insiste a carta à redação. 'Por que não fez isso?'. Decerto por ter acreditado na frase que Carlos Henrique disse a Clara Becker ao levantar-se da mesa e embarcar rumo a São Paulo: 'Volto já".

Por isso, meus amigos, por essa invasão à privacidade de minha ex-mulher - à minha, não aceito, mas já estou calejado em 40 anos de vida pública - venho novamente a público com esse meu artigo "Despeitosa invasão de minha privacidade" Nele, mais uma vez reponho a verdade sobre meu encontro com Gabeira e chamo a atenção para essa invasão de minha vida familiar, já que, infelizmente, o jornalista não poupou nem minha ex-esposa, Clara Becker.

 

  
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Todo apoio a nota da Comisso de Desaparecidos
Publicado em 31-Out-2008
A situação do governo ficou ainda mais delicada após...

A situação do governo ficou ainda mais delicada após a reação da Comissão de Mortos e Desaparecidos - leia nota da comissão clicando aqui - denunciando a iniciativa da Advocacia Geral da União (AGU), de apresentar defesa contra a responsabilização criminal dos torturadores Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel, coronéis do Exército, ex-comandantes do DOI-CODI durante a ditadura.

A comissão, ligada à Secretaria Especial de Direitos Humanos, emitiu posição clara: "A União, convidada a alinhar-se com o Ministério Público, preferiu assumir postura que beneficia os torturadores."

A defesa dos torturadores, além de desrespeitar a história da resistência e proteger os inimigos da democracia, estabeleceu uma duplicidade inaceitável dentro do governo. De um lado, o titular da pasta de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, tem desempenhado um papel formidável no resgate da memória e na revelação dos crimes perpetrados durante a ditadura.

De outro - e oxalá, essa postura seja apenas um reflexo perverso da burocracia de Estado - essa defesa toma o partido dos golpistas e torturadores na contenda judicial, reforçando a posição dos que defendem a imunidade legal para crimes de lesa-humanidade.

Tal situação levou Vannuchi, com coragem e transparência, a anunciar sua saída do governo se a posição não for revista. A palavra, portanto, está com o governo - leia, também, a nota que publico abaixo desta aqui no blog.

Somos, vergonhosamente, o país latino-americano no qual se avançou mais lenta e superficialmente na reparação histórica do período ditatorial e na revisão da impunidade aos responsáveis por torturas, assassinatos e desaparecimentos.

 

  
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Governo deve excluir da anistia os torturadores
Publicado em 31-Out-2008
Nessa questão de torturadores que agiram durante...

Nessa questão de torturadores que agiram durante a ditadura militar (veja nota acima) o governo deveria, ao contrário do que fez, ser o patrocinador,  junto com os organismos de direitos humanos, de uma ação no STF que exclua da Lei de Anistia os crimes considerados imprescritíveis por tratados internacionais e por nossa Constituição.

Mais ainda: deveria agir, criar as condições para que representantes militares das três armas venham a público e apresentem um pedido de perdão à Nação por terem violado a Constituição da época, organizado um golpe de Estado e reprimido ilegalmente seus opositores.

As Forças Armadas seriam honradas pelo povo brasileiro se assim o fizessem, assumindo o compromisso de que jamais isso voltará a se repetir e de que está proibido em todas as instituições militares qualquer culto, defesa ou proselitismo dos atos da ditadura.

A defesa de torturadores enche de justa indignação todos os que lutaram e resistiram contra a ditadura. Mancha a reputação internacional do país e suscita dúvidas sobre a política do governo para os direitos humanos.

 

  
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Desafio impedir bloco anti-PT de se alastrar pelo Brasil
Publicado em 31-Out-2008
Em meu artigo desta semana "Desafio é impedir bloco...

Em meu artigo desta semana "Desafio é impedir bloco anti-PT de se alastrar pelo Brasil", publicado toda 5ª feira no Jornal do Brasil, reproduzido por outros veículos do país e neste site na seção Artigos do Zé, comento a vitória do PT, ao lado do PMDB, nos dois turnos da eleição municipal deste ano.

Somadas, as 559 prefeituras do PT - a maioria de cidades grandes e médias - e cerca de 1.200 do PMDB, conseguimos nada menos que 50 milhões de votos nos maiores colégios eleitorais do país.

Por outro lado, nas cidades em que a oposição foi vitoriosa, prevaleceu, em muitos casos, o poder econômico e o uso máquina, além do papel da mídia, claramente contrária ao projeto político do PT e do presidente Lula.  Em Estados como SP, RJ, RS e PR, a direita conservadora, aliada a essa mídia, resgatou o discurso udenista e conseguiu fatiar o eleitorado em termos de renda, escolaridade, regiões entre outros. De repente conquistou votos de camadas populares que sufragavam o PT.

Por conta disso, internautas, é que recomendo a leitura desse artigo para debatermos o principal desafio do PT desde já: impedir a expansão dessa tendência, além de reconquistar a nova classe média, tão favorecida pelo governo Lula, mas que algumas vezes acaba sendo enganada e abraça o antipetismo.

Leiam "Desafio é impedir bloco anti-PT de se alastrar pelo Brasil" em Artigos do Zé e enviem seus comentários.


  
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Boa essa retirada da remunerao do compulsrio
Publicado em 31-Out-2008
O governo continua agindo, operando bem as medidas...

O governo continua agindo, operando bem as medidas de enfrentamento e contenção à crise. Criou uma linha de crédito habitacional para os servidores públicos, o FGTS vai liberar mais 40% de recursos para o setor habitacional, destinou 40% dos recursos da poupança rural do  Banco do Brasil (BB), Banco da Amazônia (BASA) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para apoiar o setor rural e ampliou a compra de títulos rurais não só das cooperativas, mas também das tradings, agroindústria e fornecedores de insumos.

No entanto, a medida mais importante, como defendíamos há dias aqui nesse blog - maior ação e pressão do Banco Central (BC) sobre os grandes bancos - foi a que retirou a remuneração dos recursos do depósito compulsório, a taxa Selic de 13,75%, para obrigar os grandes bancos a comprar as carteiras de crédito dos pequenos e médios.

Agora só 30% do recurso parado será renumerado. Antes os grandes bancos não emprestavam e nem compravam as carteiras de crédito e continuavam a ser renumerados pelo governo ao aplicar os recursos em títulos públicos.

Daqui para a frente vão ter que perder dinheiro ou pagar menos aos seus clientes que compram, por exemplo, CDBs, que agora receberão apenas 89,56% da taxa Selic e não mais 100%.

A expectativa é de que os grandes bancos retomem as negociações com os pequenos para compra de suas carteiras de crédito e cheguem a acordo sobre o custo das operações, agora que esses recursos, antes retidos no compulsório, não rendem nada para os bancos.

 

  
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Jos Serra vai dizer que bobagem
Publicado em 31-Out-2008
É o que ele sempre faz, com a cumplicidade da mídia...

É o que ele sempre faz, com a cumplicidade da mídia paulista, para não responder às críticas dos adversários. Aliás, essa é sempre uma resposta clássica sua diante de perguntas que o desagradem ou quando não quer analisar colocações que não o interessem feitas por jornalistas.

Mas Márcio Lacerda, o prefeito eleito de Belo Horizonte pela coligação PSB-PT, com apoio do governador de Minas, Aécio Neves, do PSDB, deu a classificação correta e foi ao ponto central da questão ao definir o projeto político de Serra como de centro-direita. Modéstia à parte, eu já venho dizendo isso há um bom tempo e repeti várias vezes agora, na recente campanha eleitoral.

A coligação ex-PFL-DEM-PSDB e mais uma dúzia de penduricalhos de pequenas legendas da direita, que Serra montou em SP para reeleger o prefeito Gilberto Kassab, é um exemplo e tanto.

Uma pergunta que não pode calar

Ao reunir no 2º turno, além do PSDB-DEM - este último já incorporou grande parte do malufismo e do PP paulista - e o PTB, a novidade foi o apoio do PMDB de ex-governador Orestes Quércia. Afinal, Quércia era o grande arquiinimigo dos tucanos, uma das razões para a fundação do PSDB em 1988. Imaginem o que diria o ex-governador Mário Covas!

Para Márcio Lacerda, a experiência de Belo Horizonte na eleição deste ano, ao contrário do que afirma Serra, tende a se expressar nacionalmente e é uma aliança de centro-esquerda, do PSDB social-democrata e não de centro-direita como o de São Paulo.

Como José Serra e a coalizão PSDB-DEM-PPS-PV, não explicitam qual é o programa que proporão ao país, além do antipetismo, do antilulismo e de um discurso vago de eficiência e corte de gastos - como defendia ontem o líder do DEM, senador Agripino Maia (RN), que não sabe do que esta falando - muito ao gosto de certa classe média, fica uma interrogação.

E essa pergunta que não se pode deixar de fazer é: o governador Aécio Neves, vai ficar com qual coalizão, a de centro-direita ou a de centro-esquerda? Vai romper com o PSDB de direita de Serra ou integrará sua chapa como candidato a vice-presidente da República? Será seu vice ou candidato ao Senado por Minas Gerais?

 

  
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Reforma Tributria: o que querem os governadores?
Publicado em 31-Out-2008
O que levou os quatro governadores da região Sudeste...

O que levou os quatro governadores da região Sudeste, José Serra (PSDB-SP), Aécio Neves (PSDB-MG), Sérgio Cabral (PMDB-RJ), e Paulo Hartung (PSDB-ES) a solicitar publicamente ao Congresso Nacional o adiamento da votação da reforma tributária, cujo relatório final foi apresentado essa semana pelo deputado Sandro Mabel do PR de Goiás?

Eles justificam que foi a crise econômica e o risco de um aumento nas despesas correntes. Mas, ora, a reforma aumenta a arrecadação e não as despesas como eles afirmam! Fora o fato de que não é verdade que a reforma esteja paralisada, como afirmou o governador tucano de São Paulo, José Serra. Não só esta andando como pronta para ser votada no plenário.

A reforma vai reduzir o custo para as empresas, por fim à guerra fiscal e aumentar a arrecadação, na medida em que simplifica a legislação do  ICMS; reduz o número de alÍquotas; acaba com a cobrança no destino; põe fim ao acúmulo de créditos de exportação; unifica a legislação; incorpora impostos; e substitui o PIS, COFINS, CIDE e salário educação criando o IVA federal e estadual.

As diretrizes básicas da reforma são exatamente a redução de custos, a eliminação de entraves ao empreendedorismo, a estabilidade de regras, a previsibilidade da carga tributária e a melhoria do ambiente de negócios.

Assim nada justifica sua paralisação. A não ser que os governadores apresentem dados técnicos e previsões de arrecadação que justifiquem o apelo que fazem ao Congresso Nacional.

Ou será que eles estão apenas defendendo a atual legislação, a guerra fiscal e seus interesses políticos, já que as mudanças podem acabar com privilégios de seus estados?

 

  
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Pela 17 vez, ONU condena embargo contra Cuba
Publicado em 30-Out-2008
A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, pela...

A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, pela 17º vez , a suspensão do embargo comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba, implantado desde 1962, por determinação do então presidente John Fitzgerald Kennedy (Partido Democrata).

A resolução da ONU foi respaldada nesta semana pela quase totalidade de seus integrantes, pelo voto de 185 países favoráveis ao fim do embargo. Apenas 3 votaram contra – Estados Unidos, Israel e Palau – e outros 2 países - Micronésia e Ilhas Marshall - se abstiveram.

"O correto, o coerente com o discurso de mudar as coisas neste país inclui retirar o bloqueio contra Cuba e manter relações normais e respeitosas com nosso país, que de maneira alguma é uma ameaça para os Estados Unidos", declarou o chanceler cubano Felipe Pérez Roque, alfinetando o candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama. "O bloqueio é mais antigo que o senhor Barack Obama e que toda a minha geração", destacou. Barack Obama tem 46 anos.

Image O cinismo e a hipocria dos EUA

Pérez Roque afirmou que os EUA  responderam à passagem dos furacões Gustav e Ike, que arrasaram Cuba recentemente, "com seu habitual cinismo e hipocrisia". Ele criticou o governo norte-americano por impedir a compra de produtos por Cuba usando créditos privados.

O chanceler cubano também foi claro ao justificar a não aceitação dos US$ 5 milhões "doados" pelos EUA depois dos furacões porque a pequenina ilha caribenha não pode "aceitar uma suposta ajuda daqueles que intensificaram o bloqueio, as sanções e a hostilidade".

Até agora, 46 anos depois do início do embargo, os EUA, tão "moderninhos" e com uma postura de "palmatória do mundo", fazem ouvidos moucos e continuam mantendo essa política retrógrada, autoritária, nojenta e nefasta contra o povo cubano. Será que o próximo presidente norte-americano mudará essa situação? Tomara que sim.

Imagem: Granma Digital (Cuba)

 

  
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Enfrentamos a crise. E o fazemos bem
Publicado em 30-Out-2008
Ótimo que o governo tenha liberado R$ 450 milhões...

Ótimo que o governo tenha liberado R$ 450 milhões da FINEP (Financiamento de Estudos e Pesquisas) para financiar, a fundo perdido, pesquisas e projetos  nas áreas de tecnologia da informação e comunicação, saúde, desenvolvimento social, biotecnologia, e energia de programas estratégicos.

Também acertou na mosca ao publicar o decreto que muda a legislação dos portos brasileiros permitindo sua concessão para todos os fins - não só para terminais privados com carga próprio, mas agora, também, para cargas de terceiros.

A medida deve atrair R$ 19 bilhões de investimentos para a modernização, ampliação e construção de novos portos, começando pelo porto de Manaus e por outro no Sul da Bahia.

O governo, também, continua viabilizando o crédito para a construção civil, sem prejuízo do crédito habitacional, dois dos setores que mais empregam. Serão R$ 3 bilhões, com juros de 10% - 11%, mais TR, bem próximo, portanto, do pedido pelo setor, que foi de 9% a 10%.

Ao mesmo tempo, o governo anuncia que o Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) podem garantir crédito para o setor automobilístico, num momento em que já há sinais da volta do crédito para o setor exportador, inclusive de ACCs. Esse é um sinal evidente de uma normalização do crédito para as exportações.

 

  
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Jogo muda. PMDB quer presidir Senado e Cmara
Publicado em 30-Out-2008
Aos poucos vai ficando claro que o PMDB se move...

Aos poucos vai ficando claro que o PMDB se move para eleger os presidentes das duas Casas, da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, deixando o PT com grandes bancadas em ambas numa posição subalterna.

Image
Tio Viana
Os indícios são de que o partido assim se movimenta, mesmo com o empenho do próprio presidente Lula na eleição para a presidência do Senado, de Tião Viana, senador do PT do Acre, que tem todos os títulos para ocupar o cargo e exercer a função com dignidade e autoridade tão necessárias no Senado da República.

As razões do PMDB a própria razão desconhece, já que não é crível que mágoas e ressentimentos sejam suficientes para que o partido não apóie a razoável pretensão do PT - o PMDB preside a Câmara e o PT o Senado. 

Então, a pergunta que deve ser feita é a seguinte: o que pretende o PMDB com essa ação concentradora de poder, não recomendável na República?

 

  
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Tucanos "exportam" greve dos policiais civis de SP
Publicado em 30-Out-2008
Ah, esses tucanos são mesmo inacreditáveis! Depois...

Ah, esses tucanos são mesmo inacreditáveis! Depois de entrar para o livro dos recordes registrando a mais longa greve da polícia civil – que hoje completa 44 dias - a gestão de José Serra traz outra "inovação": é o primeiro governo a exportar greve. A paralisação em São Paulo teve efeito cascata e ontem delegados de 13 Estados interromperam suas atividades por duas horas em solidariedade aos colegas paulistas.

Para o próximo dia 17 tem mais: policiais programam paralisação em 18 Estados. Fora o apoio aos policiais civis de São Paulo, eles aproveitam para reivindicar a votação de um projeto, que está parado no Congresso, para inclusão dos delegados em carreira jurídica e determinar que o menor salário de um delegado não seja menor que o de um promotor, como divulguei ontem neste blog.

Aqui em SP, representantes dos grevistas apresentaram proposta de aumento na Assembléia Legislativa e estão dispostos a reduzir o índice de reajuste (15% em 2008, 12% em 2009 e 12% em 2010), mas segundo a Folha de S.Paulo, os percentuais ainda não foram definidos.

A categoria também sugeriu emendas aos tucanos em 5 projetos de lei em tramitação, como a extinção da quarta classe, alteração da idade para aposentadoria especial de 55 para 53 anos e gratificações sobre o salário-base dos policiais civis.

Outro feito tucano, que não posso deixar de destacar, é sua incrível inabilidade para sentar a mesa e negociar. Em entrevista publicada no Estadão de ontem, André Dahmer, diretor da Associação dos Delegados de Polícia do Estado já adiantou que a greve, por conta da intransigência e radicalização tucana, pode durar até o fim do governo Serra, ou seja, mais 720 dias! Negociação, já!

 

  
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A vida continua, o BC mantm a taxa bsica em 13,75%
Publicado em 30-Out-2008
O Banco Central (BC) a manteve quando podia tê-la...

O Banco Central (BC) a manteve quando podia tê-la baixado em pelo menos em 0,50%.

Sem disputa, estradas paulistas, prontas e acabadas, modernas e lucrativas, são dadas em concessão, com deságio de 55% nas tarifas, arrecadando R$ 3,5 bilhões para os cofres do Estado tucano, numa operação financiada por bancos nacionais, estrangeiros privados e instituições como o BNDES, CAF e BID.

É um sinal claro de que a economia retoma seu leito natural, reforçada pelos US$ 30 bilhões colocados a disposição do BC brasileiro pelo FED americano (o BC deles). As bolsas sobem, inclusive a Bovespa. O dólar cai.

Mas o nosso BC continua na contramão do mundo. O FED e o BC Chinês reduziram os juros, mas o nosso (BC) manteve a taxa Selic como se estivesse fazendo um favor ao país. Francamente não dá para entender e para aceitar.

Estamos esperando Godot?

O que estamos esperando? A queda brusca e repentina da atividade produtiva? Uma “pequena recessão” purgativa como esperava e previa Alan Greespan, ex-presidente do FED?

O que vimos e o que vivemos é a maior crise do capitalismo dos últimos tempos, que exige audácia e riscos. Estes últimos já existem e são imprevisíveis. Não serão afastados ou contornados com medidas cujo único objetivo é manter a chamada autoridade do BC. Como se alguém se importasse com isso num momento como o que vivemos!

O capital especulativo agradece ao BC. Quer mais dólares, títulos públicos bem remunerados e nada de emprestar para a economia real, para as exportações, a produção da agricultura, a construção civil, e o comércio. Essa é a vida real BC brasileiro!

Foto: Valter Campanato/ABr

 

  
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Esperando Godot. Ou, ainda falando sobre juros
Publicado em 30-Out-2008
Se a crise se agravar e chegar uma recessão, o BC...

Se a crise se agravar e chegar uma recessão, o Banco Central (BC) - veja nota acima - teria que reduzir os juros, ou vai considerá-la uma bênção divina para derrubar o dragão da inflação? A verdade é que falta crédito, e como o câmbio continua subindo, a inflação ameaça subir.

Também, com o dólar a R$ 2,15, a tentação do BC é elevar os juros para atrair a moeda americana. Afinal, para conter a demanda é que não é, uma vez que todos os indicadores são de um crescimento menor da economia em 2009.

Mas a questão, meus amigos, é que o BC não foi claro. O que fez foi dar uma parada técnica, ou não subiu os juros, como gostaria, por medo da repercussão negativa e insustentável que teria na sociedade, particularmente no governo?

Estamos pagando pela política de juros altos que o BC manteve. e por sua irmã (política) gêmea, o real valorizado. Já estávamos desalinhados com o mundo, e agora entramos na contramão não reduzindo os juros quando todos o fazem, dos EUA à China.

Na verdade, pelo BC, estamos sem saber o que fazer, esperando Godot (personagem símbolo de algo impossível ou de uma espera infrutífera, criada pelo teatrólogo irlandês Samuel Beckett, Nobel de Literatura de 1969) chegar.

Fora que os juros reais estão subindo e os riscos de recessão são, esses sim, reais. Estão aí, chegando.

 

  
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Serra, um recorde: a mais longa greve da polcia
Publicado em 29-Out-2008
O governador tucano José Serra já pode incluir...

O governador tucano José Serra já pode incluir, entre os feitos de seu governo, um recorde: deixou ocorrer a maior greve da história da polícia de São Paulo. A polícia civil paulista está paralisada há 43 dias e hoje o movimento estendeu-se a outros 14 Estados.

Nestes Estados, delegados e policiais civis ligados a entidades que integram a Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL) programaram uma interrupção de duas horas no trabalho em solidariedade à polícia paulista.  Durante as duas horas de paralisação só atenderão casos graves ou emergências.

Além da solidariedade aos colegas paulistas, os policiais programaram essa paralisação nos 14 estados também para chamar a atenção para a necessidade de votação de projeto que se encontra parado no Congresso e que inclui os delegados de polícia do país em carreira jurídica, estabelecendo que não poderão ganhar menos do que promotor público.

Outra paralisação vem aí

Outra paralisação, também nacional, foi aprovada para o próximo dia 17, esta feita dos policiais integrantes de entidades relacionadas às federações interestaduais de policiais civis do Brasil.

Pior, um dos líderes da greve em São Paulo, o delegado André Dahmer, diretor da Associação dos Delegados de Polícia do Estado, anuncia em entrevista publicada pelo O Estado de S.Paulo hoje que a greve pode durar mais 720 dias.

Ele antecipa que o movimento pode prossseguir até o fim da administração Serra se o governo mantiver a intransigência e a radicalização, não negociar e não colocar em discussão uma ampla reforma da polícia civil.

No mesmo O Estado de S.Paulo são publicadas reportagens hoje sobre a saga vivida pelos cidadãos paulistas com essa greve deflagrada há 43 dias: todo o aparato de segurança do Estado, de prestação de serviços à cidadania, está paralisado e há pessoas que passaram até três dias percorrendo distritos policiais ou Poupatempos para retirar 2ª via de documentos como cédula de identidade e carteira nacional de habilitação.

Muitas estão tirando 2ª via como se fosse 1ª e, aí, pagando taxas das quais estariam isentos. Enquanto isso o governo Serra permanece de braços cruzados em relação ao problema. Não negocia, não recebe os grevistas e quando se manifesta a respeito vê causas político-eleitorais no movimento. Haja insensibilidade e falta de habilidade para resolver questões sociais!

 

  
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PT ganhou em 38% dos municpios do pas
Publicado em 29-Out-2008
Encerrado o 2º turno, informações de todo o país já...

Encerrado o 2º turno, informações de todo o país já consolidam o balanço de que o PT elegeu 559 prefeitos, 426 vice-prefeitos e venceu em um total de 1132 cidades nas quais integrou coligações com diferentes legendas.

Dessa forma, o PT participará das administrações municipais entre capitais, grandes, médias e pequenas cidades, em 38% dos municípios brasileiros, um total de 2117 cidades.

A performance do partido pode ser considerada ainda mais vitoriosa se considerarmos que na eleição desse ano o PT lançou 16% a menos de candidatos do que em 2004, em função de ter ampliado consideravelmente sua política de alianças, o que nos levou a disputar em coligação nas quais nem sempre encabeçávamos a cabeça da chapa em um maior número de municípios.

Kassab candidato a governador

No Estado de São Paulo, o PT teve mais votos do que o PSDB e ficou mais forte e competitivo para 2010, mesmo considerando que na capital ganhou a coligação DEM-PSDB.

É boa a situação do partido para 2010 em todos os sentidos, até porque fora a candidatura do prefeito Gilberto Kassab para governador naquele ano, o PSDB não tem um nome de peso ou candidatura natural para disputar com o PT a sucessão do governador José Serra.

Embora não tenha a capital, o PT cresceu e vai comandar 7,3 milhões de paulistas em 64 cidades, 10 delas na região metropolitana. Mas o partido pode ampliar seu leque de apoios, se contar, eventualmente, com prefeitos ou participar de administrações do PTB, PDT, PP e PV, legendas que já fazem parte da base de apoio do governo do presidente Lula, inclusive com cargos em ministérios.

PT governará mais paulistas que o PSDB

Na eleição deste ano em São Paulo, os tucanos, nosso grandes adversários nos embates eleitorais, ganharam apenas mais 4 cidades em relação ao pleito de 2004 - passaram de 198 para 202 cidades no Estado. Mas em termos populacionais, o PSDB, vai governar 7,0 milhões de pessoas e ficou atrás do PT, que governará 7,3 milhões.

O PT, além de passar a governar, assim, mais 2 milhões de pessoas em relação a 2004, também saltou no Estado de São Paulo de 57 cidades em que elegeu prefeito naquele ano para 64 agora, sendo 10 destas na populosa região metropolitana da capital.

Os candidatos petistas, entre eleitos e não eleitos, foram votados por 8,4 milhões de eleitores paulistas.

 

  
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Caso Alstom: US$ 430 milhes em propinas
Publicado em 29-Out-2008
A propina paga pela Alstom, multinacional franco-suíça...

A propina paga pela Alstom, multinacional franco-suíça acusada de conquistar licitações mundo afora - inclusive de tucanos e autoridades do governo paulista desde o governo Mário Covas - por meio de pagamento de subornos, pode ultrapassar US$ 430 milhões de acordo com a Justiça suíça, em reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo.

O Tribunal Federal Penal em Bellinzona estima o pagamento de US$ 60 mi anuais, entre 1998 e 2003, com suborno disfarçado como "pagamento de consultorias" - forma pela qual pagou o suborno aos tucanos e autoridades paulistas -  mas muitas empresas nunca prestaram serviço a multi e, na verdade, eram fachada para lavagem de dinheiro.

Uma das três investigações em curso no Ministério Público suíço é sobre o uso de bancos daquele país para a transferência de propinas ao Brasil. Aqui, a Alstom é investigada pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal paulista e pela Polícia Federal, respondendo por nada menos do que 12 inquéritos por contratos irregulares, a maioria no Metrô paulistano e na Companhia Paulsita de Trens Metropolitanos (CPTM), com o tucanato paulista envolvido até o pescoço nesses subornos.

Políticos e autoridades do PSDB teriam recebido US$13,5 milhões em troca de favorecimento em contrato com estatais durante os governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra. Como noticiou o jornal norte-americano The Wall Street Journal, aqui no Brasil esses pagamentos teriam ocorrido até junho deste ano!!! Mas aqui, no âmbito do governo tucano, não se apura nada porque a dupla de governadores Geraldo Alckmin e José Serra jamais permitiu.

O principal acusado de coordenar as propinas dos tucanos é o executivo Bruno Kaelim, preso em agosto durante uma operação na Suíça e libertado no último dia 10, depois de afastado o risco de destruição de provas. Lá fora, a Alstom continua negando as acusações e um de seus executivos declarou à agência France Press, na maior cara de pau, que "a decisão do Tribunal Penal Federal, que nos é favorável, considera injustificado associar pagamentos feitos pela Alstom a consultores a corrupção ou tentativa corrupção."

 

  
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O PT deve montar j sua estratgia para 2010
Publicado em 29-Out-2008
Apesar das declarações do governador e pré-candidato...

Apesar das declarações do governador e pré-candidato tucano a presidente da República, José Serra, de que a sucessão só começa em 2010, e que agora importante é governar e cuidar da crise, o processo já começou com a disputa dentro do PMDB.

São provas evidentes disso a entrevista do ex-governador de São Paulo, Orestes Quércia, pró-candidatura Serra ao Planalto; o lançamento da candidatura do ex-governador Germano Rigotto, do PMDB, no Rio Grande do Sul, rompendo na prática a aliança com a governadora Yeda Crusius, do PSDB; e a entrevista-resposta a Quércia do líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), afirmando que o PMDB pode ter candidatura própria e que o governador de Minas, o tucano Aécio Neves, pode migrar e ser esse candidato.

Tudo isso, sem falar na entrevista surpresa de Pedro Simon, senador gaúcho do PMDB, afirmando que o seu partido pode sim apoiar uma candidatura petista. É uma declaração um tanto surpreendente, que mais parece um balão de ensaio para atrair setores petistas do Rio Grande do Sul que estariam dispostos a abrir um diálogo com o PMDB no Estado, segundo já admitiu em declarações à imprensa o ministro da Justiça Tarso Genro.

Conversa de Serra é para boi dormir

Na Bahia, PT e PMDB - o governador Jacques Wagner, PT,  e o Ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima,  do PMDB, continuam num impasse. Após uma reunião ontem a noite, o governador petista não deixou nenhuma dúvida: a aliança no Estado tem que ser para 2010, do contrário não tem sentido o PMDB continuar no seu governo e na base de apoio na Assembléia.

Isso significa que as palavras do governador José Serra são para boi dormir. As articulações e disputas estaduais já começaram e a composição dos governos municipais, as recomposições dos governos estaduais pós-eleições, e a disputa pelos aliados já serão desencadeadas visando 2010.

Assim, o PT deve imediatamente traçar uma estratégia com vistas a 2010. É fazê-lo e disputar palmo a palmo nos Estados seus aliados, começando pelo mais importante, o PMDB.

Junto com o PSB e o PC do B, e dialogando com o PDT e o PR do vice-presidente da República, José Alencar, o PT, ao compor governos municipais e reorganizar os governos estaduais - e mesmo na disputa das mesas da Câmara e do Senado, nesse final/início de ano - precisa construir 2010.

Foto: Marcelo Casal Jr./ABr

 

  
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Lula numa importante agenda poltica externa
Publicado em 29-Out-2008
O presidente Lula cumpre essa semana uma importante

O presidente Lula cumpre essa semana uma importante agenda de política externa: vai a El Salvador participar da 18ª Cúpula Ibero-Americana, num momento crucial para nossos países e povos, com a crise afetando mais diretamente a América Central e o  México pelo peso das exportações para os Estados Unidos e das remessas dos imigrantes que vivem naquele país, além do retorno de migrantes desempregados.

Da mesma forma, Lula, nessa viagem, vai também a Cuba, igualmente acossada pela crise, pela queda das remessas e por dois furacões que praticamente destruíram as colheitas de 2009, afetaram a infra-estrutura econômica e social do país, e devastaram grande parte das casas do ilha cubana.

Ao lado da ajuda e apoio da Venezuela, o crédito brasileiro para importação de alimentos e matérias primas é decisivo para a sobrevivência de Cuba, que ainda tem que enfrentar um covarde bloqueio econômico imposto há quase meio século pelos Estados Unidos, condenado por toda a ONU.

Foto: reprodução de imagem fornecida pelo governo cubano - Valter Campanato/ABr

 

  
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A contradio capital produtivo x sistema financeiro
Publicado em 29-Out-2008
Demorou mas se explicitou a velha e conhecida contradição...

Demorou mas se explicitou a velha e conhecida contradição entre o capital produtivo nacional e o sistema financeiro, muitas vezes expressada na oposição à política monetária do governo e a administração pelo Banco Central (BC) da política macro econômica em geral.

Tanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI), como a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) - além de empresários como Jorge Gerdau Johanpeter - protestam pela postura dos bancos que, de novo, agora com a agravante da piora da crise, fogem para a tesouraria e não emprestam. E não o fazem, veja, apesar da liberação dos compulsórios, de cerca de R$ 110 bilhões por parte do Governo.

A Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) nega, mas a indústria denuncia mais: os bancos estão, também, cobrando taxas absurdas de juros, segundo as palavras do presidente da ABIMAQ, Luiz Aubert Neto.

Dado a situação internacional e os sinais na Europa e nos Estados Unidos de que a crise será muito mais grave, e que seus efeitos no Brasil serão também piores, chegou a hora do governo dar um basta no comportamento do setor banqueiro.

E aí, a saída é reduzir os juros, liberar créditos via sistema bancário público, desonerar a produção de impostos, aumentar os investimentos públicos, taxar os lucros extraordinários dos bancos, aumentar a fiscalização do BC - ou seja, este precisar  jogar pesado - e chamar a sociedade ao debate e para, também, pressionar o sistema financeiro.

Não é possível que toda a sociedade pague um preço pela crise e o sistema financeiro, a pretexto, ou para garantir seu funcionamento e saúde, não só não pague sua cota, mas se proteja de perdas e riscos, mesmo colocando o país e sua economia em situação desfavorável. Basta.

 

  
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Conversa com os leitores
Publicado em 29-Out-2008
Com o 2º turno realizado no último domingo...

Com o 2º turno realizado no último domingo (26.10), as eleições municipais foram a pauta da semana anterior e meus posts sobre o assunto foram muito comentados.

Gabeira: candidato cada vez mais à direita” foi a nota mais comentada pelos internautas. Myrna escreveu: “(...) pode ser que Gabeira não seja de direita, mas o que importa é que ele está com o DEM E O PSDB. (...) Eu votei no Eduardo Paes não porque ele seja de esquerda, porque ele não é, mas porque está em sintonia com o governo estadual e federal e porque o PMDB faz parte da base aliada do governo Lula”.

Mary Muniz questionou: “Se Gabeira é a direita, quem é a esquerda nessa país? Ele está a direita de quem?  Quem é direita e quem é esquerda? (...)  Tem muito petista em Belo Horizonte votando em Quintão. Será que Quintão é melhor que Gabeira? Gabeira é um libertário. O Rio perdeu com sua derrota. Gabeira faria toda a diferença”.

O post “Bispo se equivoca em condenação a manifesto” também recebeu muitas críticas e opiniões diversas quanto ao apoio de católicos pró-candidatura de Marta Suplicy na capital paulista. Para Francisco, “o bispo teve o zelo e a responsabilidade de proibir tais manifestações por usar o nome do catolicismo em encontros não permitidos pela Igreja. Onde esta a ordem e a obediência destes ‘católicos’ que nem consultam os seus pastores para saber a sua opinião sobre tais eventos? (...)”.

Monge Scéptico comentou: “Padres dando opinião em política?  Não é hora nem momento de padres tentarem  cercear a opinião particular de seus paroquianos? (...) Se seus seguidores não podem ter opinião própria, são idiotas e não crentes, e por isso somos atrasados”.

Para finalizar a conversa desta semana, quero destacar a nota “Uma resposta que, espero, Mino Carta publique”. Apoc comentou: “Zé Dirceu, dê a entrevista que Mino Carta propõe 'ipsis literis'. Não seja fraco. Enfrente o homem! Tá com medo do jornalista?”. Olha, Apoc, não tenho e nunca tive medo dos jornalistas e da mídia. Por isso mesmo já concedi a entrevista ao Mino Carta, cujo conteúdo, acredito, vocês lerão na próxima edição de Carta Capital. Aguardem!

Um abraço e até a próxima conversa!

 

  
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Governo garante liquidez e crdito produo
Publicado em 28-Out-2008
O governo, ao mesmo tempo em que sinaliza...

O governo, ao mesmo tempo em que sinaliza que não vai socorrer com recursos públicos - inclusive do BNDES, como afirma hoje o seu presidente, Luciano Coutinho - empresas que especularam com os derivativos, continua garantindo liquidez e crédito à produção.

Oferece essa garantia com mais recursos do FGTS para a habitação popular - financiando imóveis de até R$ 130 mil - e  recorrendo às reservas do Fundo de Garantia aos Correntistas (FGC), para, dessa forma, evitar a quebra de bancos e instituições financeiras de  menor porte.

Assim, o Brasil paulatinamente, e apoiado em sólidos fundamentos, como se diz em economês, caminha para assegurar um crescimento razoável em 2009-10 e evitar que a falta de crédito e a desvalorização do real, para além das oscilações bruscas da Bolsa de Valores, contaminem a economia como um todo.

Para isso têm sido importantes as medidas de apoio a três setores vitais para o crescimento da economia e do emprego: à agricultura, às exportações e à construção civil. Nesse processo, haverá uma acomodação a partir das mudanças nos preços relativos, até pelo encarecimento das importações de insumos, de peças e matérias primas, uma redução dessas importações, e a manutenção das exportações, até pelo câmbio agora favorável, tudo em níveis que garantam um superávit comercial e na balança de pagamentos, com a entrada de investimentos diretos estrangeiros nos níveis dos últimos anos.

A questão imediata é como manter os investimentos públicos e privados e o crescimento mínimo para o país superar essa fase, sem desemprego e recessão. E, principalmente, mantendo as obras de infra-estrutura e os programas sociais, para retomar reformas como a tributária e a da gestão pública, iniciativas a médio prazo, mas que asseguram a expansão econômica e o desenvolvimento brasileiro.

A questão é mais política do que econômica. O país tem um governo que atua, e preventivamente está tomando as decisões e constituindo instrumentos para superar a crise sem retroceder no objetivo de continuar a crescer e distribuir renda. E eu entendo que isso deve ser seguido sem prejuízo de uma agenda internacional de reforma do sistema financeiro, sua regulação e taxação, do fim do protecionismo com a retomada da rodada de Doha e mudanças nas instituições multilaterais como o FMI, o BIRD e a ONU.

 

  
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Tortura: Vannuchi admite desconforto no governo
Publicado em 28-Out-2008
O ministro-secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi...

O ministro-secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, anunciou que vai pedir ao presidente Lula para deixar o governo,  caso a Advocacia Geral da União (AGU) mantenha a defesa do coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, em processo no qual é acusado de ter sido torturador durante o período da ditadura militar (1964-1985).

De acordo com Vannuchi, a peça de defesa de Ustra sustentada pela União será utilizada por muitos torturadores em suas defesas. A Justiça de São Paulo, em primeira instância, já reconheceu a condição de Ustra como torturador, numa ação civil pública promovida por familiares de desaparecidos que foram torturados pelo coronel.

O coronel Ustra comandou o DOI-Codi, em São Paulo, na década de 1970.

Foto: Janine Moraes/ABr

 

  
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Qurcia rasga a fantasia no apoio a Serra
Publicado em 28-Out-2008
Com a entrevista do ex-governador Orestes Quércia...

Com a entrevista do ex-governador Orestes Quércia, na Folha de S.Paulo de hoje, publicada com o título ”O PMDB, não tem assim, um Serra”, está aberta a disputa interna no PMDB sobre 2010. Quércia defende abertamente o apoio do partido ao governador tucano José Serra e a aliança do PMDB com o PSDB para daqui a dois anos.

Ele explicita, inclusive, que o acordo pelo qual apoiou - e levou o PMDB a fazê-lo - Gilberto Kassab nas eleições municipais para a prefeitura paulistana esse ano inclui a sua candidatura (de Quércia) ao Senado por São Paulo, com apoio da coligação PSDB-DEM em 2010.

A entrevista desmente abertamente as declarações formais, mas diversionistas, do governador Serra sobre a sucessão presidencial, de que ele e o PSDB não estariam ainda cuidando de 2010.

A verdade é que tanto ele quanto seu colega de Minas Gerais, o governador Aécio Neves, se moveram nas eleições municipais desse ano com vistas ao pleito presidencial de daqui a dois anos. Serra espera contar com o PMDB de Pernambuco, do senador Jarbas Vasconcelos, e de São Paulo, do ex-governador Orestes Quércia.

As declarações deste e de Serra deixam o deputado Michel Temer (PMDB-SP), candidato a presidência da Câmara no ano que vem, em maus lençóis já que os dois  (Quércia-Temer) dividem a liderança do  PMDB de São Paulo.

Quércia, cristão novo no tucanato, cujo partido foi formado tendo como uma das principais causas a oposição radical a ele, exatamente ao quercismo - que tinha como contraposição o covismo, de Mário Covas - não deixa dúvidas: é contra uma candidatura própria peemedebista e contra o apoio a uma candidatura do PT em 2010. Quércia quer Serra presidente.

 

  
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Rui Falco analisa o desempenho de Marta no 2 turno
Publicado em 28-Out-2008
Pela liderança, experiência e papel que ocupa nas...

Image Pela liderança, experiência e papel que ocupa nas campanhas de Marta Suplicy,  é leitura obrigatória a entrevista do deputado estadual Rui Falcão (PT-SP) na Folha de S.Paulo de hoje com o titulo "União contra Marta visa 2010, diz petista".

A entrevista é emblemática por ser a primeira manifestação pública de Falcão, um dos mais importantes coordenadores da campanha de Marta Suplicy e que também foi seu secretário de Governo na prefeitura de São Paulo. A entrevista dispensa comentários.

Leiam a entrevista "União contra Marta visa 2010, diz petista", com o deputado Rui Falcão e enviem seus comentários.

 

  
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Uma inacreditvel sentena da justia eleitoral
Publicado em 28-Out-2008
Ainda sobre uso da máquina pública e abuso do poder...

Ainda sobre uso da máquina pública e abuso do poder econômico, e violação da legislação eleitoral (veja nota abaixo), aconselho ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a leitura da decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Ele arquivou uma ação liquida e certa, com provas de distribuição de brindes para os eleitores após pesquisas de opinião pública que eram realizadas.

"Nada impede a empresa de publicidade contratada efetivar a pesquisa qualitativa e, após, oferecer um brinde pela participação do entrevistado, situação diversa daquela em que os candidatos oferecem diretamente ao eleitor brindes com intuito de captar votos, conduta esta vedada pela Legislação Eleitoral".

A leitura dessa sentença mostra bem como a legislação é burlada, violada e precisa ser mudada. O caso é ainda mais escabroso quando acompanhado em todos os seus detalhes: foi o PSDB, o comitê do candidato à prefeitura paulistana, ex-governador Geraldo Alckmin, que entrou com a ação.

Depois os tucanos desistiram, a justiça eleitoral não acatou a desistência, as testemunhas não compareceram para depor, e por fim o juiz arquivou a ação. Dá para acreditar?

  
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Tucanos precisam de dinheiro e mdia para ganhar
Publicado em 28-Out-2008
Apesar de não terem vencido as eleições, os tucanos...

Apesar de não terem vencido as eleições, os tucanos, arrogantes como sempre, deitam falação contra o PT e o governo. O presidente nacional do partido, Sérgio Guerra, senador tucano por Pernambuco onde perdeu feio as eleições, diz que a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, não tem liderança popular e não será eleita para o Palácio do Planalto só porque tem o apoio do presidente Lula.

O senador tucano vai mais longe e assinala que Dilma tem liderança no governo, mas não no PT. Só falta ele querer escolher o candidato do PT!  Engraçado que os candidatos e candidatas a prefeito pelo PSDB elogiavam Lula e seus programas nos palanques e todos diziam que iam contar com seu governo para administrar suas cidades. O próprio Sérgio Guerra chegou a dizer que não havia oposição no Brasil.

É bom que os tucanos subestimem Dilma Roussef e o PT, a liderança e a popularidade do presidente. Mas devemos tomar ao pé da letra a afirmação do tucano, de que ninguém elege um poste, porque ela vale muito mais para ele.

É só esperar as eleições em Pernambuco em 2010, e construir nossa candidatura, alianças e programa como se estivéssemos em 2001, sem governo, com poucas alianças e sem apoio do poder econômico e da mídia.

Assim fizemos naquele ano, essa era a nossa situação. E ganhamos um ano depois. Já os tucanos jamais disputaram uma eleição para valer sem as muletas do poder econômico e da mídia.

 

  
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Uso da mquina no decorre da reeleio
Publicado em 28-Out-2008
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através do seu presidente...

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), através do seu presidente, ministro Carlos Ayres Brito, demonstra agora uma correta preocupação com o uso da máquina pública nas eleições, pelos governos, e responsabiliza por isso a reeleição. O diagnóstico está correto, a causa não. Todos sabemos que não tem nada a ver com o instituto da reeleição, o uso da máquina já existia antes dele.

O problema é outro. É preciso fiscalizar, o que a justiça eleitoral não fez. O exemplo maior, mais eloqüente e ostensivo foi São Paulo, onde tanto o governo do Estado quanto o do município abusaram do uso da máquina, sem nenhuma manifestação da justiça eleitoral.

Esta limitou-se, por exemplo, a impor uma multa ridícula, no caso do cheque do Metrô - que o prefeito Gilberto Kassab repassou à empresa, em prédio da estatal e em plena campanha eleitoral - quando não houve como não punir o prefeito reeleito.

Mas todos se recordam das manifestações públicas e das críticas e ameaças do TSE ao presidente da República e a seus ministros, feitas mesmo antes do período legal da campanha eleitoral, por supostos e inexistentes abuso do cargo e uso da máquina pública fora do período eleitoral.

O que precisamos, então, são, além das normas legais, de fiscalização. Ao TSE cabe sugerir ao Congresso Nacional leis que efetivamente proíbam e punam de fato - e não simbolicamente, como feito com Gilberto Kassab - o uso da máquina.

Caso contrário continuaremos assim, com os dois pesos e duas medidas que vimos nas eleições desse ano.

 

  
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Esse ndio aimara que de bobo no tem nada
Publicado em 27-Out-2008
Recomendo a todos a leitura do excelente texto...

Recomendo a todos a leitura do excelente texto "Esse índio aimara que de bobo não tem nada", do nosso colaborador, o companheiro Max Altman sobre os recentes desdobramentos políticos na Bolívia.

Sua análise abrange desde a proposta do referendo revogatório aprovado pelo Senado boliviano em junho deste ano, passa pelas sucessivas tentativas da oposição de desestabilizar e provocar a derrocada do governo de Evo Morales, até o desenlace no acordo da semana passada que possibilitará ao povo boliviano o referendo sobre a elaboração, ou não, da nova constituição daquele país.

Segundo, Altman, ao desistir de "uma das duas eleições previstas e sob a égide da nova carta-magna", Evo avança para o xeque-mate à oposição que desde sua vitória, nas eleições de 2005, tenta por todos os meios, retirar do povo boliviano o seu representante, democraticamente eleito.

Leia o artigo de Max Altman na nossa seção Convidado.

Foto: José Luis Quintana/ABI

 

  
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Podemos conquistar o voto da classe mdia
Publicado em 27-Out-2008
Apesar do péssimo resultado no 1º turno na...

Apesar do péssimo resultado no 1º turno na cidade do Rio, o PT venceu no 2º turno no Estado, seja com a vitória do ex-deputado Eduardo Paes - novo prefeito carioca - candidato pelo PMDB que apoiamos junto com o bloco PSB-PC do B-PDT, seja, também, em Petrópolis.

A eleição de Paulo Mustrangi, em Petrópolis, com 65,10%, demonstra que o PT pode, deve e tem condições de conquistar os votos da classe média nas cidades, estados e no país.

Essa vitória em Petrópolis, mais a obtida em Teresópolis, oferece ao partido uma chance de dar uma demonstração de sua capacidade de governar como, aliás, já fez em Nova Iguaçu e em tantas cidades que governou e governa no Estado do Rio.

Ganhamos nas maiores cidades dos Estados

Além desses ótimos, resultados eleitorais e desempenho administrativo no Rio, o PT, venceu também em cidades importantes e decisivas em outros estados, como por exemplo, em Santa Catarina ganhamos na maior cidade, Joinville.

Em Goiás é nosso o prefeito da segunda maior cidade do Estado, Anápolis e temos o vice na primeira, a capital, Goiânia. Em Minas Gerais o PT ganhou Contagem consolidando sua vitoria na região metropolitana e em BH onde tem a vice-prefeitura.

No Rio Grande do Sul, além de termos elegido um total de 61 prefeitos, ganhamos em Canoas, na Grande Porto Alegre.

Na Grande São Paulo, apesar da derrota em Santo André, o partido teve um grande resultado: venceu em Guarulhos,  a segunda maior cidade do Estado; em São Bernardo, berço do PT e da CUT; e em Mauá.

Nossa estratégia de comunicação em 2009 e 2010, portanto,  tem que se centrar nos êxitos e sucessos de nossas administrações não só  com relação às áreas sociais e a participação popular, mas, também, em relação aos planos de desenvolvimento, ao emprego, a questão ambiental, da juventude e dos transportes coletivos.

São pontos que hoje angustiam as grandes cidades brasileiras e para as quais temos e precisamos apresentar e desenvolver as nossas soluções. E torná-las conhecidas da população e do eleitorado.

Foto: Wilson Dias e Roosevelt Pinheiro/ABr

 

  
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O Globo j renega apoio que deu
Publicado em 27-Out-2008
O jornal O Globo de hoje dá uma matéria com o curioso...

O jornal O Globo de hoje dá uma matéria com o curioso titulo "Diferença de 55 mil votos dá a Paes o desafio de unir o Rio", onde além de levantar a tese que a abstenção de 20,24% favoreceu o prefeito eleito, Eduardo Paes - uma atitude típica de mau perdedor - faz uma descrição impressionante da cidade que o novo prefeito e a coalizão que o apoiou receberá.

"Os desafios do prefeito eleito são enormes, após 16 anos do grupo de César Maia: desordem urbana, trânsito caótico, saúde em crise, educação de baixa qualidade, déficit habitacional, mais de 750 favelas, muitas delas em áreas de proteção ambiental. Paes tem pouco mais de dois meses para preparar a transição. A partir de 1º de janeiro, terá de enfrentar um Rio de problemas, além do desafio de unir a cidade."

O texto acima é o Rio de hoje descrito por O Globo. Como o jornal apoiou o deputado Fernando Gabeira, que era apoiado por PV-PSDB-PPS, partidos que governaram o Rio com Maia nos últimos 16 anos e o candidato só foi para o 2º turno pelo apoio de César Maia, sua candidatura, se vitoriosa, seria uma continuidade dos 16 anos de descalabro administrativo? Dá para acreditar?

 

  
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PMDB, o maior vitorioso no pas
Publicado em 27-Out-2008
Ë evidente que  pela votação nacional e posição...

Ë evidente que, pela votação nacional e posição estratégica que conquistou, o PMDB é o grande vitorioso, apesar de ter mantido seu caráter de partido regional e do peso das pequenas cidades na votação geral do partido.

Assim, como temos dito e repetido, a chave de 2010 é a aliança com o PMDB. Mas, atenção, aqui também não devemos ter ilusões: o PMDB será disputado palmo a palmo, Estado por Eestado, liderança por liderança pelo governador Jose Serra e pelo seu PSDB, se esse vier a confirmá-lo como candidato a presidente.

Nesse sentido a aliança com o ex-governador Orestes Quércia, em São Paulo, o apoio do senador Jarbas Vasconcelos, em Pernambuco, e as indecisões no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, são um bom começo para os tucanos.

A Bahia foi um capítulo a parte. O PT, contra todas as evidências, não manteve a aliança com o prefeito João Henrique, do PMDB - reeleito -  e lançou candidatura própria. Perdeu e fortaleceu a liderança de Geddel Vieira Lima, ministro da Integração Nacional do governo Lula.

 

  
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Serra continua com Acio no caminho
Publicado em 27-Out-2008
Apesar da vitória em São Paulo e de seu significado...

Apesar da vitória em São Paulo e de seu significado, o governador José Serra continua exatamente igual, e tem pela frente a disputa interna no PSDB com o seu colega de Minas, Aécio Neves, que se recuperou no 2º turno.

O governador paulista, também não conta hoje com o apoio do PMDB, não tem aliança com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e não tem base eleitoral e nem partidária no Nordeste.

Assim, Serra e o PSDB ainda tem um longo caminho a percorrer, apesar de que o resultado da aliança PV-PSDB que ele apoiou e foi derrotada no Rio pode lhe assegurar uma boa base eleitoral no Estado. Mas, da mesma forma, esta pode não se repetir em 2010.

O ex-PFL DEM e o prefeito César Maia são os grandes derrotados no Rio de Janeiro, já que a candidatura Eduardo Paes foi anti-César desde o seu nascimento. Não é pouca coisa a vitória obtida pelo governador Sérgio Cabral, com apoio do PT-PC do B,PSB-PDT, sem os quais não teria vencido a eleição.

  
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2010 no foi decidido nas eleies municipais
Publicado em 27-Out-2008
O pleito desse ano tem seus efeitos no que ocorrerá...

O pleito desse ano tem seus efeitos no que ocorrerá daqui a 2 anos, mas os resultados dependerão de como vamos superar a crise. Nesse aspecto, já começamos bem, com as decisões firmes do governo e com as medidas para manter o crescimento e defender a economia nacional.

Mas, insisto, os resultados de 2010 vão depender, também, de como o PT vai se renovar nas eleições internas em 2009 e no encontro nacional; de nossa capacidade de consolidar a aliança com o PMDB; de manter a que temos com o Bloco PSB-PC do B-PDT; de  manter nessa coalizão partidos do centro como o PRB e o PTB e até mesmo o PP que nas eleições municipais deste ano se coligou principalmente com a oposição.

Os resultados de 2010 vão depender, ainda, de nossos adversários do PSDB que precisam definir o candidato e se manter unidos, tarefa difícil; do ex-PFL-DEM que precisa se recompor e lamber as feridas da derrota, apesar de São Paulo.

Dependemos, finalmente, também, de Lula e do PT que precisam se unir, definir uma candidatura que tenha apoio do PMDB e um programa que empolgue o país e garanta a continuidade do crescimento com distribuição de renda.

Não será uma tarefa fácil, mas como 2002 e 2006 demonstraram, é possível. Ganhar em 2010 só depende de nós, de nossa unidade e capacidade de tomar decisões políticas, de tirar as devidas e adequadas lições dessas eleições e aprender com os erros.

O fato é que, para 2010, o mais importante nós já temos, que é o apoio popular e a confiança do país.

 

  
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PT, o partido das cidades grandes e mdias
Publicado em 27-Out-2008
As eleições municipais terminaram e o país tem...

As eleições municipais terminaram e o país tem pela frente, não 2010, mas 2009 e as conseqüências da crise internacional. Prefeitos, prefeitas, e câmaras municipais, principalmente das capitais e grandes cidades terão que repensar seus planos e orçamentos.

Haverá menos recursos para investimentos e menos repasses dos governos federal e estadual, do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da cota parte de 25% do ICMS dos Estados.

O PT, apesar das derrotas políticas em São Paulo, Porto Alegre e Salvador, cresceu e se consolidou como o partido das cidades médias e grandes.  Vai governar 19,9 milhões de eleitores e um orçamento de R$ 17,9 bilhões. No 2º turno foi o partido mais votado, com 5.167.924 votos, o que comprova sua força nas cidades de mais de 200 mil eleitores.

Na seqüência, em segundo lugar, ficou o PMDB com 4.406.555; o DEM com 3,894.693, com o desvio de São Paulo que leva o PSDB a ter apenas 1.552,307 votos atrás do PV pelo resultado do Rio de Janeiro - 1.6040.970 votos.

Image
Luiz Marinho: vitria em S. Bermardo

Foto: site do PT Nacional 

 

  
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Consolida-se um perigoso bloco eleitoral contra ns
Publicado em 27-Out-2008
Não há dúvidas de que o PMDB é o grande vencedor...

Não há dúvidas de que o PMDB é o grande vencedor da eleição deste ano. Além das vitórias no 2º turno no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, governará 28,9 milhões de cidadãos e um orçamento total de R$ 25,5 bilhões. 

Já os grandes derrotados foram o PPS, e o ex-PFL-DEM, apesar deste último  vencer em São Paulo. Mas essa foi mais uma vitória do PSDB e do governador tucano José Serra, que se fortalece para a disputa interna em seu partido e para a sucessão presidencial em 2010.

Já a sua legenda, apesar das vitórias em cidades importantes na Grande são Paulo e no interior de São Paulo - onde divide com o PT o governo das grandes cidades - perdeu e muito: governava 25,6 milhões de eleitores e caiu para 17,5 milhões, com um orçamento total de R$ 12,4 bilhões.

A consolidação de um perigoso bloco

Mas não devemos nos iludir: a eleição municipal serviu para consolidar o bloco e a coalizão PSDB-DEM-PPS-PV. Mais do que isso, apesar da ausência de um discurso e programa nacionais, mas até pelo seu caráter, as eleições serviram para consolidar um bloco eleitoral-social que se identifica com esses partidos mais pela oposição a Lula, a seu governo e ao PT.

Chama a atenção a divisão social do eleitorado, por renda, escolaridade, idade, no Rio de Janeiro e de certa forma em São Paulo. Na prática, a eleição confirma a força do PT como partido, não só pelo número de prefeituras agora, mas por seu crescimento constante desde 1996, em cidades de mais de 100 mil habitantes e nas regiões metropolitanas.

 

  
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Legenda precisa fazer balano sem ufanismos
Publicado em 27-Out-2008
Apuradas as urnas, o PT deve fazer agora um balanço...

Apuradas as urnas, o PT deve fazer agora um balanço rigoroso do resultado, sem ufanismos e consciente de que as vitórias já conhecidas são mais do que naturais para um partido que governa o país há seis anos e tem um presidente e um governo super bem avaliados.

Para além do bom resultado e do crescimento do partido em todo país e de sua consolidação,  precisamos tirar lições dessa eleição.  Houve, de novo, as resistências às Image alianças, como no Rio Grande do Sul, e novamente o lançamento de candidaturas próprias desnecessárias em cidades estratégicas, apesar do avanço na aliança com o PMDB em todo país.

Acredito que o principal desafio do PT, para além de enfrentar o poder econômico, as máquinas administrativas dos adversários, a mídia - como no caso do Rio, de São Paulo e de tantas outras cidades - é analisar as conseqüências das derrotas em diversas cidades-chave.

Analisar, por exemplo, no Rio, onde devíamos ter feito uma aliança de esquerda já no 1º turno; Salvador, onde não deveríamos ter saído do governo João Henrique, do PMDB; Manaus, onde devíamos ter apoiado Serafim Correa já no 1º turno já que estávamos em seu governo; e Porto Alegre onde fomos incapazes de fazer alianças à esquerda ou ao centro, ao contrário de Canoas (RS) onde apesar da força e da máquina dos adversários, vencemos com uma ampla coalizão que incluiu até o PP.

Política de alianças não é o principal problema

Mas a política de alianças não é o principal problema revelado pelas eleições, e sim como já dissemos (nota acima), o bloco social-eleitoral que se criou em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, que revela um potencial contra nós que precisamos avaliar e disputar na política e no governo.

O partido não pode desconsiderar esse recado das urnas, mesmo levando em conta que nossos adversários foram beneficiados pelo apoio da mídia - tão evidente no Rio de Janeiro e em São Paulo! - pelo uso da máquina e pelo poder econômico.

Para além - como propõe o presidente Lula - de uma candidatura petista em 2010 com apoio do PMDB, e do bloco PSB-PC do B-PDT, o que precisamos é entender o recado das urnas e decifrar a esfinge que ameaça avançar sobre nosso eleitorado popular como aconteceu em São Paulo, e à qual resistimos no Rio de Janeiro.

Consolidar nosso eleitorado popular e ampliar nossa base social para a classe média nova, como fizemos em 2002 e 2006 conquistando o centro político do país. Eis aí o grande desafio do PT.

 

  
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A crise e o setor imobilirio no Brasil
Publicado em 27-Out-2008
O economista e consultor Jorge Mattoso, ex-presidente...

O economista e consultor Jorge Mattoso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e ex-secretário de Relações Internacionais da prefeitura paulistana, faz uma análise sobre a "Crise e setor imobiliário" no Brasil, em artigo publicado hoje no Correio Braziliense e que recomendo a leitura a vocês, internautas.

"No Brasil, desde 2003 buscou-se reerguer o setor da construção habitacional, favorecendo a ampliação do crédito e a melhora das condições institucionais visando ao melhor funcionamento do financiamento imobiliário", afirma o consultor.  Mas de acordo com Mattoso, isso aconteceu de forma distinta dos EUA por conta da existência de políticas públicas que subsidiam a moradia popular, como a utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

"Não houve, portanto, nem omissão frente ao grave problema social da moradia, nem transferência da responsabilidade ao mercado financeiro", destaca o economista. Outro diferencial apontado por Mattoso é que aqui a securitização "não decolou" por conta da alta taxa de juros.

Leiam "A crise e o setor imobiliário" e enviem seus comentários.

 

  
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Verdade sobre guerrilha do Araguaia continua a surgir
Publicado em 27-Out-2008
Mais uma vez vêm à tona relatos que comprovam torturas...

Mais uma vez vêm à tona relatos que comprovam torturas, mortes e desaparecimento de corpos, crimes cometidos por militares que atuaram na repressão contra a Guerrilha do Araguaia, de 1972 a 1975, entre o sul do Pará e o norte do atual Tocantins.

O Folhão desse domingo (26.10) trouxe extenso material que começa com o texto "Militares relatam morte de guerrilheiros do Araguaia" e que recomendo a leitura porque traz o depoimento de ex-combatentes colhidos pelo Ministério Público (MP), como o do motorista Jairo Pereira, que testemunhou o enterro de um guerrilheiro -  provavelmente  Bergson Gurjão Farias, o Jorge, morto aos 25 anos, em 1972.

Pereira também é testemunha das torturas sofridas por José Genoino, hoje deputado pelo PT-SP, que militou no Araguaia e foi um dos primeiros a ser preso, como publica a Folha sob o título "Ex-soldado diz que presenciou tortura contra Genoino".  Procurado pelo jornal, Genoino confirmou o relato desse ex-combatente e frisou que "nova testemunha tem isenção política".

É preciso, portanto, abrir os arquivos da ditadura logo. Temos que resgatar e curar as feridas deixadas por 21 anos de repressão, e ouvir o que os militares têm a dizer sobre esse episódio triste de nossa história. Eles têm que contar, por exemplo, o paradeiro dos corpos e dar aos familiares dos guerrilheiros o direito sagrado de sepultar seus mortos.

As Forças Armadas mantêm seu silêncio, mas as vozes dos que foram torturados e  mortos nunca se calarão. Com arquivos abertos ou não, uma coisa é certa - a verdade sempre vem à tona.

 

  
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Represso a indgenas cria tenso na Colmbia
Publicado em 25-Out-2008
Está programado para amanhã, em Cáli, e tomara que...

Está programado para amanhã, em Cáli, e tomara que realmente se realize, o encontro do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, com os participantes da Marcha pela Dignidade dos Povos, constituída por representantes dos 20 mil índios que vivem no departamento de Cauca.

Os indígenas de Cauca reivindicam respeito aos seus territórios, direitos e cultura, mas têm sido tratados à bala pelo governo do presidente Álvaro Uribe - três índios já foram assassinados e mais de 70 ficaram feridos apenas na última semana, quando iniciaram sua escalada de protestos no país.

Os índios travam uma luta completamente desigual em termos de força, e contra um presidente, Álvaro Uribe, que se dedica apenas a duas obsessões:  conseguir autorização para  se reeleger disputando um terceiro mandato e   livrar da justiça mais da metade dos congressistas de sua base de apoio e dos integrantes de seu governo,  processados por envolvimento com o narcotráfico e o crime organizados.

Em rede nacional, Uribe disse que "a polícia disparou, sim,  porque estava sendo atacada com explosivos." O presidente informou, ainda, que os exames de do Instituto de Medicina Legal (IML) provam que os indígenas não morreram  "por disparos da força pública, e sim por explosivos terroristas".

Vídeo mostra repressão covarde de Uribe

No site Amazonia.org, no entanto, há um vídeo feito pelas comunidades indígenas, que eu recomendo a vocês  porque mostra a covarde repressão do governo Uribe. De um lado, a polícia armada, usando capacetes, escudos de proteção e explosivos e, do outro, indígenas que mal tinham um pedaço de pau em suas mãos, sem qualquer chance de defesa.

O vídeo também mostra disparos de policiais em direção aos manifestantes, sem que estivessem sofrendo qualquer ataque e, mais grave, um indígena que teria morrido com um tiro na cabeça, que partiu da polícia e não resultado de "explosivos terroristas" como alega Uribe.

A comunidade indígena colombiana afirma que "a falsidade, o terror e o engano são atitudes constantes do presidente [Álvaro Uribe] e do governo, razões que impedem a mínima confiança para poder realizar diálogos e chegar a acordos que tenham credibilidade".

 

  
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Na crise, s uma certeza: a queda do crescimento
Publicado em 25-Out-2008
Passamos mais uma semana adotando medidas...

Passamos mais uma semana adotando medidas fortes para enfrentar a crise, como por exemplo a MP 443 relativa a bancos e a destinação de mais US$ 50 bilhões para swaps. Com isso, aos poucos o crédito interbancário vai se restabelecendo e as empresas buscando saídas para financiar sua produção, exportação ou perdas no mercado de derivativos (leia nota abaixo).

Haverá uma queda de braço entre os bancos nacionais e estrangeiros, e as empresas, para liquidar as operações a um dólar por R$ 1,90 ou R$ 2,30 e a busca de financiamento. Na crise, só há uma certeza: a queda do crescimento do comércio e da economia mundial. Todo é resto são cálculos e previsões, uma vez que a crise financeira que parece debelada já se disseminou para a economia real.

Com a desvalorização do real, teremos importações mais caras, mudanças nos preços relativos, commodities mais baratas, mas um dólar favorável às exportações, que precisam de crédito e segurança.

Precisamos, então, equacionar nossa balança de pagamentos, e de um dólar de equilíbrio - aí teremos o melhor dos mundos - que favoreça as exportações e não transmita para toda a cadeia produtiva o aumento dos preços dos importados e nem se expresse em inflação.

 

  
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Pagamos o preo da valorizao irresponsvel do real
Publicado em 25-Out-2008
Nessa crise de vastas proporções e poucas luzes quanto...

Nessa crise de vastas proporções e poucas luzes quanto a sua real extensão,  do lado externo, a redução das importações, com uma forte queda nas despesas de viagens e importação de bens de consumo, a manutenção das exportações - especialmente as de alimentos e matérias primas - e a entrada de investimentos diretos estrangeiros, garantirão nossas contas externas.

É esse roteiro que dará ao país condições de continuar importando máquinas, equipamentos e tecnologia.  Estamos pagando o preço da valorização irresponsável do real, que estimulou, inclusive, as operações de derivativos.

É hora, portanto, de reduzir os juros, garantir o crédito à exportação, assegurar os investimentos do PAC na infra-estrutura, e capitalizar o setor imobiliário, mesmo que, como ele propõe, precisemos criar um fundo para dar garantias e funcionar como um seguro às operações de financiamento.

Aumentam as razões para reduzir os juros

Um crescimento e uma arrecadação menores em 2009-10 constituem mais uma razão  para  reduzir os juros, diminuindo o serviço da dívida interna e mantendo o superávit e a relação dívida/PIB em patamares saudáveis e consistentes para que o país continue a crescer mais de 4% ao ano.

Temos os bancos públicos - uma bênção! - fundos de pensão, os investimentos públicos, um mercado interno e uma demanda expressiva de energia, transportes, portos e obras de infra-estrutura social, saneamento, habitação e transportes coletivos, que garantem o crescimento nos próximos anos.

Os apelos que ora ainda presenciamos, de juros maiores e cortes de gastos, não condizem com a necessidade de crédito e de manutenção dos investimentos, do emprego e da renda. São uma volta a um passado que precisa ser definitivamente enterrado.

 

  
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Tortura no crime poltico, comum, reafirma Genro
Publicado em 25-Out-2008
Tem razão o ministro da Justiça, Tarso Genro, ao defender...

Tem razão o ministro da Justiça, Tarso Genro, ao defender, mais uma vez, a responsabilização criminal dos agentes públicos que torturaram e assassinaram milhares de brasileiros durante os 21 anos do período da ditadura militar (1964-1985).

O ministro não se conforma, e eu acho inteiramente procedente esse inconformismo dele, com o fato de a Advocacia Geral da União (AGU) defender na Justiça os coronéis do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel (falecido) acusados pela tortura e morte de mais de 60 pessoas no DOI/Codi paulista em ação movida pelo Ministério Público, como já comentei na nota "União defenderá torturadores e assassinos?".

"Se a tortura é crime político, então um terrorista que, em nome da defesa de uma idéia, colocar uma bomba em uma escola e matar crianças pode ser considerado um criminoso político? Em minha opinião, em nenhuma hipótese. As duas coisas são tão bárbaras e são totalmente equivalentes", considerou o ministro, segundo a Agência Brasil.

Ainda bem que o ministro observa que a defesa que a AGU faz de Ustra e Maciel é " de  natureza técnica" e por isso "não desfaz qualquer convicção a respeito da importância de o país encarar a questão da tortura e abrir os arquivos da repressão."

Os militares e suas memórias

Na ação movida contra Ustra e Maciel,  o MP também pede à União a abertura dos arquivos do DOI/CODI, mas o ministério da Defesa alega que isso não será possível porque os documentos foram destruídos. As Forças Armadas deveriam informar tudo sobre esses fatos para a sociedade, reconhecer os crimes cometidos por seus integrantes e dizer onde estão os restos mortais dos desaparecidos, tenham ou não os arquivos e os documentos.

Afinal, existe o conhecimento e a memória dos oficiais, sub-oficiais e soldados. É por isso que, de tempos em tempos, surgem relatos e informações que esclarecem desaparecimentos e mortes, como aconteceu no mês passado com o ex-sargento do Exército José Antonio de Souza Peres, que veio à publico com fotos (publicadas pela Folha de S.Paulo) de guerrilheiros assassinados no Araguaia.

Além disso, é preciso que a Justiça e o Estado se pronunciem, que definam de uma vez de que lado estão – e só podem estar do lado do direito à verdade, à justiça e à memória, obedecendo às normas da ONU e toda a legislação internacional. Ou decidem se estão ao lado mordaça que há décadas silencia mortes e torturas bárbaras.

A AGU está no papel dela ao defender esses militares? Mesmo no caso de crimes contra a humanidade, contra os direitos humanos e, portanto, absolutamente imprescritíveis?

 

  
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Uma "pegadinha" da campanha de Fernando Gabeira
Publicado em 25-Out-2008
Para esconder seus doadores o candidato da...

Para esconder seus doadores o candidato da coligação PV-PSDB a prefeito do Rio, deputado Fernando Gabeira, recorreu a um artifício: divulga uma só doação partidária, a mais alta, do PSDB. A legenda tucana, que indicou seu vice (o ex-vice-governador do Estado, Luiz Paulo Corrêa) doou R$ 1 milhão, 35% de tudo que a campanha dele arrecadou - R$ 2.87 milhões.

Como vemos, surge no Rio, e pelas mãos e cabeça do candidato verde-tucano, uma nova forma de arrecadar e esconder os doadores. Com a palavra a justiça eleitoral e os apoiadores de Gabeira, a começar pelos seus fervorosos defensores na mídia carioca.

 

  
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Paraguai o mais novo palco de conflito com o Brasil
Publicado em 25-Out-2008
Aos poucos vai se agravando mais um contencioso...

Aos poucos vai se agravando mais um contencioso brasileiro com nossos vizinhos. Agora é com o Paraguai e não é a energia de Itaipu, é a questão agrária, a produção de soja por agricultores brasileiros naquele país.

Nossos patrícios estão sendo acusados de tudo lá: de terem comprado, ilegalmente, terras do Estado; adquirido áreas destinadas à reforma agrária; e ocupado terras em áreas da fronteira, portanto, de segurança nacional.

São acusados, ainda, de utilizarem agrotóxicos, produzirem uma monocultura - a soja -, de espoliar os sem-terra paraguaios e de serem brasiguaios. Mesmo os que nasceram no país, casaram e têm filhos paraguaios, serviram o Exército, pagaram impostos, estão sendo considerados brasileiros - basta ser descendente. É um racismo às avessas e sem meios termos.

Questão não é de fácil solução

Como vemos o problema é grave já que milhares de agricultores brasileiros com propriedades de 20, 40, a 80 Hectares, e que produzem há anos grande parte da soja exportada pelo Paraguai, podem ser declarados ilegais e expulsos do país.

Não é uma questão de fácil solução. Os paraguaios são donos de seu país e de suas terras, e os sem-terra têm o direito à terra e à reforma agrária. Mas o governo do presidente Fernando Lugo não tem maioria no Congresso Nacional e pela experiência boliviana já vimos que as mudanças têm que ser negociadas e acordadas, sob o risco de impasses, violência e estagnação econômica.

Hoje os sem-terra paraguaios e suas organizações proíbem, pela força, os agricultores brasileiros de plantarem a atual safra. E os riscos de choques e violência maiores estão crescendo. O que fazer? A resposta não é fácil e vai depender não tanto do Brasil e dos brasileiros, mas do governo paraguaio e dos paraguaios.

Eles é que tem que decidir se querem uma solução negociada ou a simples expulsão dos agricultores brasileiros - 150 mil, segundo autoridades brasileiras, ou o dobro, 300 mil, de acordo com o governo paraguaio - misturando os ilegais com os que, de boa fé foram tentar a vida no Paraguai. 

Como fizeram e fazem, aliás, no sentido inverso, centenas de milhares, milhões até, de paraguaios que vivem - a maioria ilegais - na Argentina e no Brasil.

 

  
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Um estranho e suspeito interesse da FSP
Publicado em 25-Out-2008
A Folha de S.Paulo está tão interessada numa...

A Folha de S.Paulo está tão interessada numa mudança legal e rotineira em órgãos do ministério público paulista que a pergunta que se faz nos meios policiais e da promotoria é: esse interesse do jornal Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) e a defesa que faz da permanência dos 16 afastados, se deve a quê?

É ao interesse público ou ao fato que muitos eram fontes do jornal e atuavam em consonância com jornalistas da empresa no vazamentos de informações privilegiadas e furos jornalísticos? O jornal esta levantando suspeição?

Estaria, nas entrelinhas, afirmando que a decisão do Procurador Geral tem outros objetivos que não os de rotina ou dentro dos regulamentos do órgão? Dispõe de informações que a sociedade desconhece? Sabe de irregularidades ou incompetência no exercício das funções pelos promotores afastados?

Ou será que o Folhão está tomando partido na disputa interna no Ministério Público de São Paulo a favor das gestões derrotadas na última eleição interna do órgão?

 

  
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Apoio envergonhado, mas explcito, da mdia a Kassab
Publicado em 24-Out-2008
Parte da imprensa continua o seu joguinho de apoio que

Parte da imprensa continua o seu joguinho de apoio que pretende implícito, mas que na verdade não consegue disfarçar e fica explícito, ao prefeito Gilberto Kassab, do ex-PFL-DEM-PSDB e candidato à reeleição em São Paulo.

A dois dias do 2 º turno, a mídia está informada, inclusive pela campanha do candidato, sobre denúncias contra ele. Agora é a gravíssima acusação de que teria havido favorecimento a um shopping center quando Kassab era secretário de Planejamento do ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000).

Os jornalistas, as redações e os donos da mídia, todos sabem do fato que envolve o prefeito, e que também o ex-vereador Salim Curiati Jr. (PP) tem informações a respeito. Mas ninguém vai atrás e todos se fazem de desentendidos.

Na prática, aplicam “vacinas” para pressionar a campanha da Marta Suplicy a não veicular denúncias contra o prefeito e sua administração. Melhor fez o Estadão que rasgou a fantasia e  acabou por apoiar, de forma explícita em editorial, o deputado Fernando Gabeira, candidato a prefeito no Rio pela coligação PV-PSDB.

 

  
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Uma justia no to cega em So Paulo
Publicado em 24-Out-2008
O juiz Marco Antonio Martin Vargas (1ª Zona Eleitoral de São...

O juiz Marco Antonio Martin Vargas (1ª Zona Eleitoral de São Paulo) decidiu multar o prefeito e candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM, Gilberto Kassab, na ação por uso da máquina pública movida pela campanha da petista Marta Suplicy.

O demo-tucano fez uso descarado da máquina pública quando posou, ao lado do governador tucano José Serra, com um cheque simbólico de R$ 198 milhões para investimentos em obras do Metrô, durante evento bancado pela estatal.
Por determinação do juiz, Kassab pagará R$ 5.320,50 "por conduta vedada", mas o pedido de cassação do registro do candidato foi rejeitado. Todos sabem que Kassab usou e abusou da máquina municipal, além do uso e abuso da máquina do governo estadual tucano nessa campanha.

Quem viu o presidente do Tribunal Superior Eleitoral no começo do ano, admoestando publicamente o presidente Lula e seus ministros por um inexistente uso da máquina -  quando não estávamos sequer no período eleitoral legal -  agora deve estar escandalizado pelo silêncio desses mesmos juízes e magistrados.

Pela decisão do juiz paulista, vê-se que em São Paulo temos uma justiça não tão cega, que, convenientemente, faz de conta que não está acontecendo abuso na campanha da capital.

 

  
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Gabeira: candidato cada vez mais direita
Publicado em 24-Out-2008
O que assistimos no Rio de Janeiro é um surto de...

O que assistimos no Rio de Janeiro é um surto de reacionarismo e terrorismo eleitoral, uma típica campanha suja. Quem vota em Eduardo Paes (PMDB) é sujo, está ao lado do mal, da corrupção, da incompetência.

Vale tudo, principalmente para envergonhar seu eleitor. Aliás, o voto nele foi taxado, exaustivamente, pela propaganda adversária dos adeptos do candidato Fernando Gabeira (PV-PSDB) como voto envergonhado.
No  Gabeira é o voto do orgulho, como se ele simbolizasse a honestidade, mesmo que tenha participado e  apoiado as administrações na cidade e no Estado denunciadas por corrupção.

Não importa o fato de o ex-governador Marcelo Alencar (PSDB) e do prefeito César Maia (ex-PFL-DEM) e seus colaboradores, com todos os escândalos que protagonizaram, apoiarem Gabeira. O que importa é que Eduardo Paes (PMDB) era inimigo de Lula e do PT.

Escuderia Le Cocq

Não importa que Gabeira o seja até hoje e esteja sendo eleito. Na verdade, aliás, essa é a principal razão que propagam para votar nele: a oposição ao PT e ao governo Lula

Todos sabem que Gabeira e o PV participaram dos governos de César Maia e do PSDB, que estão com o governador tucano José Serra em 2010.

O discurso pretensamente ético, moderno, alegre, criativo, só serve para esconder as opções ideológicas e programáticas de Gabeira, que abandonou totalmente qualquer ideário de esquerda e progressista como dizia  Maia no 1º turno.

Gabeira vai da ciclovia à Escuderia Le Cocq. Basta ver sua visita ao Clube Militar onde defendeu tudo o que sempre condenou. Só faltou falar contra a subversão.

 

  
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T todo mundo dominado!!!
Publicado em 24-Out-2008
No Rio de  Janeiro continua a disputa, agora com...

No Rio de  Janeiro continua a disputa, agora com o prefeito César Maia, d ex-PFL-DEM, em mais de uma das suas: agora ele está denunciando que haverá fraude na eleição de domingo. Uma balela bem típica dele. Quem o conhece sabe que ele ficou famoso pelos factóides que cria.

No 1º turno, ele deitou escrita e falação sobre as pesquisas provando por “A + B” que sua candidata, Solange Amaral, ia para o 2º turno. Com textos pretensamente científicos e técnicos provava que, de acordo com suas pesquisas, ela já estava no 2º turno. Apuradas as urnas, não fez nem 4% dos votos.

Na última semana, anterior ao dia 5 de outubro,  mandou seus candidatos e vereadores fazer campanha para o deputado Fernando Gabeira (PV-PSDB) e, no seu ex-blog, passou a analisar as pesquisas e anunciar que o candidato ia para o 2º turno.

Foi mesmo, com seu apoio e da maquina da prefeitura carioca. Por falar no Rio, depois da visita e apoio que recebeu no Clube Militar - onde só faltou denunciar a subversão! – Gabeira agora recebeu apoio do Estadão. Em editorial. “Tá todo mundo dominado!”.

 

  
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O prximo passo
Publicado em 24-Out-2008
Em "O próximo passo", meu artigo semanal...

Em "O próximo passo", meu artigo semanal publicado toda quinta-feira no Jornal do Brasil - reproduzido por veículos de de comunicação de todo o país e aqui no meu site na seção Artigos do Zé - comento a aprovação pelo conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) do novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que define as concessões de telefonia fixa no Brasil.

A decisão é um marco porque permitirá a consolidação de um grupo nacional nesse mercado, derrubando as barreiras para compra da Brasil Telecom pela Oi. Há críticos dizendo que a Anatel foi capturada por interesses de mercado. Mas a verdade é que uma supertele nacional, forte e competitiva, é estratégica ao país, tanto para as políticas públicas setoriais, quanto para a integração nacional.

Sem contar os benefícios para o consumidor, graças ao aumento da competitividade. É justamente por isso que a ANATEL tem que exigir contrapartidas nesse sentido, tanto da nova supertele quanto das outras concessionárias. Leiam "O próximo passo" e enviem seus comentários.

 

  
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Na crise, continuamos com um quadro administrvel
Publicado em 24-Out-2008
Pelos últimos levantamentos disponíveis, continuamos...

Pelos últimos levantamentos disponíveis, continuamos com emprego crescendo e a confiança do consumidor caindo. Mas nada que o faça  considerar em risco suas finanças domésticas e as de sua família. O consumidor ficou pessimista mais pelo entorno e pelo futuro.

No câmbio e no crédito continuamos lutando para estabilizar a situação, para restituir o crédito a um nível que garanta um crescimento de 4% em 2009/2010, e o câmbio a R$ 2,00 o dólar. Não é tarefa fácil.

No front externo as contas vão bem, apesar do déficit em conta corrente de US$ 23,3 bi até setembro. Temos garantida uma entrada de mais de US$ 38 bi de investimentos externos diretos este ano - só em setembro foram US$ 6,3 bi.

Isso nos protege dos déficits em conta corrente e do crescimento de mais de 84% na remessa de lucros das multis - já chega a US$ 27,5 bi. De qualquer forma, a questão é como manter a produção e o crédito em níveis compatíveis com nossos problemas sociais e a necessidade de investir na infra-estrutura do país.

O Brasil tem o seu mercado interno e sua capacidade de investimento como âncoras e caminho natural para o seu crescimento.

 

  
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Uma boa proposta da Cmara de Construo
Publicado em 24-Out-2008
Não é sem sentido, ao contrário, é uma boa idéia para...

Não é sem sentido, ao contrário, é uma boa idéia para discussão a proposta da Câmara Brasileira da Indústria da Construção para criação de um fundo de investimento, além de uma linha específica de financiamento no BNDES, para apoiar o setor.

O setor, que hoje não pode recorrer a Bolsa e aos famosos IPOs (abertura do capital de uma empresa no mercado acionário), está contra a MP que autoriza os bancos público a fazer empréstimos a bancos e empresas privadas em troca de ações.

Os bancos públicos, e mesmo privados, mais os fundos de pensão, realmente poderiam criar um fundo com essa finalidade e garantir crédito ao setor não só da construção civil.

 

  
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Continua o medo quanto estatizao
Publicado em 24-Out-2008
Apesar do apoio da Federação Brasileira de Bancos...

Apesar do apoio da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), a Medida Provisória (MP) que autoriza a CEF e o BB a emprestarem recursos a empresas e bancos, a oposição e parte da mídia continuam falando em estatização e em caixa preta.

Referem-se às decisões a serem tomadas pela CEF-PAR, esquecendo-se de que foi no governo Lula que os bancos públicos e os fundos de pensão foram reformados, saneados, ganharam gestão corporativa e profissional, transparência e controle público.

No governo FHC, a gestão dessas instituições foi capturada por interesses privados e elas estavam a caminho da privatização. Recebemos o Banco do Nordestes do Brasil (BNB) sucateado, com a gestão comprometida e a inadimplência em níveis escandalosos. Isso para citar um exemplo.

Fora a grave situação dos fundos de pensão, com contenciosos graves e sem solução, negócios equivocados, para se dizer o mínimo. Outro exemplo: esta aí o BNDES-PAR.

O governo Lula tem autoridade e competência para gestão, os exemplos que cito demonstram isso. Não se pode dizer o mesmo da oposição para exigir respeito e presunção de competência na gestão corporativa nos bancos e fundos públicos.

 

  
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Mais uma resposta a Mino Carta
Publicado em 23-Out-2008
Depois de me caluniar com a matéria de capa...

Depois de me caluniar com a matéria de capa de Carta Capital - edição nº 513 de 12.09 pp, - que publicou sem provas e sem indícios do que afirmava, de me pré-julgar, de falar sobre minha viagem ao Marrocos e sobre um encontro que não tive com o delegado-geral da Polícia Federal do Brasil naquele país, e de me apresentar como operador de Daniel Dantas, Mino Carta volta a me caluniar hoje.

A revista e o seu diretor de redação (Mino Carta) não apresentaram naquela edição um único fato provado, nada da verdade factual. Só insinuações e declarações sem provas e indícios de terceiros, fora as inverdades como esse meu suposto e fantasioso encontro com o delegado-geral da PF, as nomeações que eu faria ou influenciaria de seus auxiliares, etc, etc, tudo desmentido pelos fatos e provas que apresentei.

Após o meu desmentido cabal quanto a um post de 17 pp no Blog do Mino, em que ele afirmou que eu pressionara o delegado Paulo Lacerda quando este era diretor-geral da Polícia Federal, o jornalista hoje publica outra acusação contra mim - a de que pressionei os delegados da PF quando das investigações do mensalão.

A cada desmentido irrefutável de minha parte, Mino vem com uma nova acusação. Fora a mesquinhez de insistir que eu não aceitei reduzir minha resposta à Carta Capital a 2.000 toques. Aceitei sim. Foi ele, Mino, que voltou atrás na decisão de publicar minha carta com 2.000 toques conforme havia sido acertado via professor Luiz Gonzaga Belluzzo e reduziu o tamanho para 800 toques. Caluniado numa matéria de capa e de várias páginas, como é que eu podia responder com uma carta de 800 toques, conforme a decisão final de Mino? Isso me fez não mandar a carta reduzida e publicar a original no meu blog.

Agora, Mino Carta, além da nova calúnia, diz que eu apoiei o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, e condenei os delegados Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda e que fiquei contra as investigações e a favor de Daniel Dantas. Errado. Defendi no episódio aquilo que considero vital para todos: as garantias e direitos individuais, o respeito à lei e à Constituição, já que eu estava sendo vítima de interceptações telefônicas sem base legal.

Fui vítima de verdadeiros abusos de autoridade, como nos casos MSI-Corinthians, quando tive meu sigilo e de mais quatro colaboradores e amigos quebrados pela imprensa, por vazamentos ilegais feitos para me atingir; BNDES-deputado Paulinho (PDT-SP); ex-prefeito Bejani, de Juiz de Fora; e no caso Daniel Dantas, quando da Operação Satiagraha.

Não há nada que me ligue a nenhum desses quatro casos. Os inquéritos estão aí, as escutas, as investigações - nada consta a meu respeito. Mas fui vítima de abusos de autoridade e violações dos meus mais elementares direitos em todos eles. No caso Satiagraha, o delegado Protógenes Queiros chegou ao ridículo de transformar uma conversa telefônica entre Humberto Braz (auxiliar de Daniel Dantas) com seu assessor Giba e sua secretaria Andréa, na qual se referiam a uma terceira pessoa, como se fosse um telefonema entre o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, Andréa Michael, jornalista da Folha de S.Paulo e eu.

Mas, lá estava a base para pedir nossas prisões. Os leitores que acessaram o meu blog, então, entenderam porque defendi o fim das interceptações ilegais, dos vazamentos, do uso abusivo de algemas, de uma nova legislação contra o abuso de autoridade, e também, de uma nova regulamentação das interceptações telefônicas. Defendi decisões do STF a esse respeito. Não do ministro Gilmar Mendes, mas da Corte que ele preside.

Eu, realmente, não posso aceitar que a ABIN deixe suas funções constitucionais e passe a fazer operações ilegais, sementes de sua transformação numa espécie de CIA tupiniquim, operações incompatíveis com seus estatutos.

Já as insinuações de Mino Carta, de que ao defender essas posições favoreço Daniel Dantas, podem me levar à conclusão de que ele concorda com a violação da lei e da Constituição para combater e/ou apurar denúncias de crime organizado e a corrupção, o que eu jamais aceitarei.  Essa é a questão. Para mim nada pode justificar a violação da lei - no caso, com a agravante de que sou um dos alvos prediletos desses abusos e ilegalidades.

Sobre a afirmação do jornalista, de que fui procurado e não dei entrevista, quero adiantar que falei sim. Como ele mesmo sabe, há várias formas de se falar a um veículo de comunicação, entre as quais, falar através da assessoria, pela qual optei na ocasião.

Em relação à sua proposta de uma entrevista à Carta Capital, aceito. Vamos acertar os termos e é evidente que parto do  princípio de que a revista publicará a íntegra das minhas respostas. No caso dela ser editada por razões de espaço entendo e reivindico que a edição de minha entrevista seja aprovada por mim.

Na entrevista, se necessário consultarei anotações, agendas, assessores e, esteja certo o diretor de redação de Carta Capital, responderei a tudo com o maior empenho e boa vontade. Antecipo desde já, também, o meu interesse em colocar a íntegra do texto e do áudio em meu site a partir da manhã em que Carta Capital, com a entrevista publicada for para as bancas.

Ao concluir, solicito aos leitores que leiam e releiam a matéria de Raimundo Pereira na REVISTA DO BRASIL e por favor leiam meu blog - como sugere Mino Carta - principalmente minhas razões para a defesa dos meus direitos e garantias individuais.

 

  
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Haja desinformao e m f
Publicado em 23-Out-2008
Só a má fé e o desejo de desinformar podem levar...

Só a má fé e o desejo de desinformar podem levar à conclusão de que a CEF e o BB ficarão sem controle e fiscalização de órgãos externos com a nova MP dos bancos, e que com ela é possível emprestar para empresas e instituições financeiras que não estejam em crise.

Mais grave, ainda, é iludir os leitores com a versão de que os empréstimos ou compras das carteiras de crédito ou debêntures das empresas ou bancos, seja uma estatização, particularmente dos bancos.

Além do fato de que os bancos privados já podiam fazer o que agora os públicos também poderão (via essa nova MP), o que esta por detrás dessas análises e acusações é o temor do crescimento do setor financeiro público.

Manipulação

O que não dizem, no entanto, nem a pau, é que o governo foi obrigado a recorrer aos bancos públicos pela recusa, ou impossibilidade, do setor bancário privado de socorrer as empresas e os bancos menores.

À banca privada só interessa comprá-los em casos excepcionais e de conveniência dela, como tem acontecido a cada crise. E provocado uma concentração bancária sem precedentes, que tem custado aos clientes tarifas exorbitantes, os maiores spreads e juros do mundo, e lucros extraordinários, para se dizer o mínimo. É, ou não é verdade?

Cabe ao governo e ao Congresso Nacional, portanto, estabelecer de forma transparente como se dará esse controle e fiscalização, e particularmente os critérios para os empréstimos e compras de ativos.

Estarão evitando, dessa forma, o favorecimento dos grandes conglomerados e o desvio de finalidade dos bancos públicos - que devem ter o seu dinheiro voltado para a agricultura, exportação, habitação, saneamento, e infra-estrutura, para que o país e as empresas não deixem de ter crédito barato e na hora certa.

É evidente que a compra por um banco público só pode ser justificada em casos excepcionais que coloquem em risco a economia nacional, ou um setor especial, ou até mesmo o nível de emprego e crescimento.

Não se trata de uma medida que vale para todos os casos. Por isso e como não poderia deixar de fazer - até porque apoiou as medidas tomadas nos países desenvolvidos - a própria Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) apoiou a MP e deixou claro que é uma medida de emergência e transitória.

 

  
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ltimas pesquisas mostram vitria do PT
Publicado em 23-Out-2008
As pesquisas divulgadas relativas ao 2º turno, domingo,...

As pesquisas divulgadas relativas ao 2º turno, domingo, revelam uma sedimentação do quadro eleitoral em São Paulo e em Porto Alegre com os prefeitos e candidatos à reeleição, Gilberto Kassab, do ex-PFL-DEM-PSDB, e Jose Fogaça, do PMDB-PSDB em primeiro lugar.

Divulgadas ontem e publicadas hoje, essas pesquisas mostram empate no Rio entre os candidatos, o ex-deputado Eduardo Paes, do PMDB com apoio do PT, e deputado Fernando Gabeira, do PV-PSDB; virada em Belo Horizonte a favor de Márcio Lacerda, da coligação PSB-PT com apoio do PSDB; e indefinição em Salvador apesar do primeiro lugar de João Henrique, o atual atual prefeito, candidato à reeeleição pelo PMDB. No Rio, pela primeira vez, Paes ultrapassa Gabeira nas pesquisas e pode vencer as eleições. O mesmo acontece com Márcio Lacerda em BH.

Mas há uma informação que não tem saído de forma organizada: nas demais 12 cidades em que disputa o segundo turno (fora as três capitais, SP, Porto Alegre e Salvador), o PT tem grandes chances de vencer em todas ou pelo menos na maioria delas.

São 5 cinco no Estado de São Paulo (Guarulhos, Mauá, Santo André, São Bernardo, e São José do Rio Preto); 2 em Minas (Contagem e Juiz de Fora); 2 no Rio Grande do Sul (Pelotas e Canoas); uma em Santa Catarina, a maior cidade do Estado, Joinville; e uma em Goiás, Anápolis, a maior cidade goiana depois da capital, Goiânia. Nesta o PT apoiou o prefeito e candidato Iris Rezende (PMDB) indicando seu vice-prefeito. Ele foi reeeleito - um resultado e tanto.

 

  
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Mdia d apoio deslavado ao tucanato
Publicado em 23-Out-2008
A greve da polícia civil paulista chega hoje ao 37º...

A greve da polícia civil paulista chega hoje ao 37º dia (veja notas abaixo) e as principais medidas do governador tucano José Serra, até agora,  foram anunciar que vai conceder aumentos de 6,5%, só em 2009, e em 2010. Mesmo assim, essas coisas pífias, adotadas somente depois de um mês da paralisação, recebem entusiástico apoio da mídia, principalmente do Estadão, que dedicou o seu principal editorial de ontem  "O governo cai em si", a rasgados elogios ao governador.

Depois florear e falar em "explorar politicamente a insatisfação dos policiais", o Estadão ameniza a gravidade da paralisação e simplesmente ignora – como seus colegas da mídia – que o tucanato não tem qualquer capacidade em lidar com situações desse tipo.

"De pouco adianta, em todo o caso, chorar o leite derramado. O que conta é a sensata decisão do governo de elevar (os salários) de 6,2% para 13,39%", afirma o editorial. É a típica sensatez tucana!!! O texto continua pontuando as "benesses" de Serra para os policiais civis e de uma forma descarada.

Em outro trecho, apela até para José Batista Rebouças, presidente do Sindicato dos Investigadores (o jornal é econômico em espaço a sindicalistas, quando lhes dá algum...) e "um dos líderes mais radicais do movimento". Registra que o dirigente sindical teria admitido "que as propostas do governo, uma vez oficializadas, podem ser o bastante para o encerramento da greve".

Não foram. Nesta 5ª feira, o mesmíssimo Estadão publica: "Após acesso a projetos, grevistas recuam e mantêm paralisação". A continuidade da greve ocorre porque as entidades concluíram que, no fim das contas, as propostas de Serra trazem mais perdas do que ganhos.

 

  
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Em Santo Andr, tristeza, mentiras e omisses
Publicado em 23-Out-2008
É difícil criticar e comentar tragédias como a...

É difícil criticar e comentar tragédias como a de Santo André, que custou a vida a uma jovem inocente, Eloá, e quase custou a vida de outra, a de sua amiga Nayara, salva por um fio. Difícil analisar, também, e principalmente, porque os policiais ali estavam defendendo a sociedade e colocando suas próprias vidas em risco.

Mas o episódio em si da invasão do apartamento em que a jovem Eloá foi mantida refém e, ao final, baleada e morta, é grave pela versão mentirosa das autoridades policiais; a conivência do governador e do seu secretário de segurança; e o oportunismo da mídia e seu apoio ao governo, agora totalmente desmoralizados pelos depoimentos, particularmente da jovem Nayara Rodrigues.

Relatos, fotos, filmes e perícias, tudo desmonta a versão do primeiro tiro, de que o sequestrador atirou primeiro, o que motivou a invasão do apartamento-cárcere pela polícia. Fora o absurdo da volta da seqüestrada Nayara ao cativeiro, ou cárcere privado.

Sobrou improvisação, faltaram planejamento e comando

As fotos e cenas da invasão da PM já revelavam a improvisação e a falta de comando e planejamento. Fotos e cenas mostram policiais tentando entrar por janelas pequenas, onde seus corpos não cabiam, e por aí vai....

Há, também, a forma de detenção do criminoso; a falta de coordenação entre as equipes policiais; a presença de um promotor; a subestimação do seqüestrador como se fosse apenas um namorado em desespero e não um perigoso psicótico; a incrível, embora arriscada e difícil, decisão de não atirar no seqüestrador que o desfecho demonstrou errada, já que custou a vida a uma inocente.

Nessa última decisão, pior que tudo, é o argumento para não tomá-la: a imprensa, segundo o comandante da operação, condenaria o governo e a tropa especial pela morte do seqüestrador. Decisão errada, óbvio, porque a única coisa que deveria ser observada para tomá-la era o risco de o sequestrador atingir Eloá ou Nayara.

Algo anda muito errado, portanto, no nosso país quando juízes, promotores, delegados, e policiais não tomam decisão com medo da mídia. E quando uma tropa que não deveria estar lá (já que temos na polícia civil uma divisão para esses casos) comete tanto erros, e pior, depois mente para a sociedade com aprovação do governo. E tudo fica por isso mesmo.

 

  
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grave a crise na polcia paulista
Publicado em 23-Out-2008
O triste episódio de Santo André, com os evidentes...

O triste episódio de Santo André, com os evidentes erros primários cometidos pela polícia, suas tentativas de mentir a respeito, a omissão do governo que parece até incentivar essas mentiras, e mais a greve da polícia civil paulista mostram um quadro de crise da força policial do Estado, comandada a quase 16 anos por quatro governos tucanos.

Para todos, hoje, já está mais do que evidente o despreparo da tropa especial da polícia paulista treinada para ação e resgate em operações de seqüestro. Mais do que com esse episódio de Santo André, esse despreparo se evidencia com a greve da polícia civil que hoje completa 37 dias.

Vejam, já se chega a bem mais de um mês em que o aparato de segurança em toda a sua parte burocrática, de investigação e de ação está completamente paralisado no Estado.  A população não consegue registrar sequer um BO - boletim de ocorrência!

A crise salta aos olhos, também, com a intransigência do governador tucano José Serra, que bem ao seu estilo autoritário, não negociou; com sua tentativa de politizar a greve; com o choque ocorrido durante a repressão determinada por ele aos grevistas quando a Polícia Militar deixou 25 feridos; e com todos os antecedentes das rebeliões nas penitenciários de São Paulo.

Assim, Santo André, a greve da polícia civil, e a desastrada e violenta repressão a esta são partes que se somam e, no fundo, o que revelam é a falência da política de segurança pública de São Paulo, há quatro governos administrada (???) pelos tucanos.

Tanto a sobrevida do Primeiro Comando da Capital (PCC) quanto a piora das estatísticas revelam que algo anda podre na política de segurança do maior Estado da federação brasileira.

 

  
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Conservadores: os velhos medos de estatizao
Publicado em 23-Out-2008
Quando a oposição,  demagogicamente, já que não...

Quando a oposição, demagogicamente, já que não tem nem propostas, nem planos e nem interesse em resolver a crise que passamos, propôs que os bancos públicos ou o próprio Banco Central (BC) só concedessem empréstimos às empresas e bancos mediante troca de ações, não se viu, leu ou ouviu uma crítica, uma única sequer, na imprensa.

Pelo contrário, sua proposta foi amplamente divulgada como sendo a "salvação da lavoura", uma medida de segurança para os recursos públicos envolvidos. Agora que o governo autoriza os bancos públicos a fazê-lo, (a mídia conservadora) além de colocar nos títulos que é estatização, as críticas dizem que é doação. Não é.

É, apenas, troca do controle da empresa, ou de parte, enquanto o empréstimo não é pago. E, reconheçamos, é o mínimo para uma operação dessas não ser uma doação, ou privilégio, pelo poder que os bancos passam a ter, de decidir quem receberá o empréstimo. Privilégio era o cassino sem o menor controle nos Estados Unidos, e o dos derivativos e seus assemelhados no Brasil, cantado em prosa e verso por esses mesmos críticos.

Herança de FHC: quebra e privatização

De nada adianta fazer o histórico dos problemas enfrentados pelo BB, CEF, BASA e BNB e a reestruturação dessas instituições no governo FHC, e querer esconder do leitor que o governo Lula recebeu todas essas instituições bancárias em crise.

É ou não é verdade que o Banco da Amazônia (BASA) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) estavam praticamente falidos, e a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Banco do Brasil (BB) quase privatizados?

A CEF e sua nova subsidiária, a CEF Investimentos, são empresa auditadas, com conselhos fiscal e de administração. São instituições sob fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Congresso Nacional, que realmente podem e devem ser fiscalizadas tanto com relação a decisão de socorrer as empresas como sobre a prudência das operações.

Além da MP com a autorização para os bancos públicos trocar empréstimos por ações, o governo pode criar um Fundo de Investimentos com participação dos fundos de pensão, e dos bancos públicos e privados (os que não querem emprestar) para fazer a mesma operação.

Nosso governo está mostrando que tempo e decisão são tudo na superação dessa crise. Basta ver a diferença com os Estados Unidos, a Grã Bretanha...o nosso fez o dever de casa, o que tinha que fazer. Com essa MP tomou uma decisão correta e acertada.

 

  
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De novo o encontro com Gabeira
Publicado em 22-Out-2008
Em atenção e respeito a você,  leitor...

Em atenção e respeito a você, leitor deste blog, e aos leitores de outros blogs e demais veículos da mídia que têm recebido informações incorretas a respeito  de uma reunião que mantive há 5 anos com o deputado  Fernando Gabeira, mais uma vez repito esclarecimentos sobre aquele encontro. 

Hoje publico aqui, para seu conhecimento, íntegra da carta que enviei ao jornalista de O Globo e blogueiro Ricardo Noblat, na qual volto a dar a versão correta sobre aquele encontro.

Tantas vezes falei a respeito - e tantas foram vãs! - que começo a me convencer de que sou uma das maiores vítimas da máxima atribuída a Goebbels, segundo o qual uma mentira repetida à exaustão termina adquirindo foros de verdade. 

Transcrevo, abaixo, a carta que enviei ao Ricardo Noblat:

 
"Ao
Ricardo Noblat
Brasília - DF.

Caro Noblat:


Em seu texto "Gabeira ganhou", divulgado Brasil afora a partir de 20 deste, como o próprio título diz, você fala sobre o candidato do PV-PSDB à prefeitura do Rio nesse 2º turno, deputado Fernando Gabeira.

No parágrafo que reproduzo a seguir o seu texto contém uma incorreção: "Antes de perder para depois ganhar de Severino e Renan, Gabeira perdera e ganhara do PT, partido pelo qual fora eleito em 2002. Mal começou o governo Lula, ele se desentendeu com o partido, tomou um chá de cadeira de três horas do ministro José Dirceu, da Casa Civil, pediu as contas e voltou para o Partido Verde, que ajudara a fundar. Saltou fora do PT pouco antes de o PT afundar no escândalo do mensalão e nos sucessivos escândalos que abalaram o primeiro governo Lula."

Caro, você repetiu uma versão corrente, mas que não corresponde à verdade. É fato que atrasei na abertura de uma reunião com o deputado Fernando Gabeira em 2003, mas não é verdade que eu o tenha feito esperar três horas.

Em atenção a você e a seus leitores, vou repor a verdade de novo, mesmo já o tendo feito inúmeras vezes antes. Embora já tenha lido outras versões sobre as razões de nosso encontro, o fato é que Gabeira era meu convidado a participar de uma reunião de debate da política ambiental do governo com a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com todo o primeiro escalão do seu ministério (MMA) e com o então presidente nacional do PT, deputado José Genoíno. Eles estão todos aí para confirmar o que afirmo.

Fiz questão de convidá-lo porque ele tem toda uma história voltada às causas ambientalistas, e era deputado federal pelo nosso partido. Recebi a todos e instalei a reunião entre Gabeira, a ministra, o primeiro escalão do MMA, e o deputado Genoíno. Só então solicitei, autorização para me retirar. Eu ainda era o articulador político do governo e estava sendo chamado à Câmara dos Deputados.

Gabeira não se opôs. Ele podia protestar pela minha saída da reunião, mas não tem o direito de deixar fixar-se essa versão de que eu não o recebi ou o deixei esperando por horas. Essa não é a versão correta, embora lamentavelmente, e por mais que eu a tenha retificado, é a que prevalece.

José Dirceu de Oliveira e Silva,
Ex-ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República"

 

  
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Um desafio prova: tucano que discrimina adversrio
Publicado em 22-Out-2008
A Folha de S.Paulo traz uma reportagem, hoje...

A Folha de S.Paulo traz uma reportagem hoje que é, como se diz popularmente, "chover no molhado", o óbvio. Afirma que o governo Lula destinou mais recursos à atual administração do PSDB-DEM na capital paulista, comandada pela dupla José Serra/Gilberto Kassab (2005/2008), do que repassou ao governo petista de Marta Suplicy em São Paulo (2001/2004).

Cumpre esclarecer, primeiro, que a diferença ocorreu em parte pela situação econômica do país, que melhorou muito, como também, e conseqüentemente, melhorou o volume de recursos que robusteceu o orçamento federal.

Em segundo lugar, cumpre chamar atenção para o fato de que essa é a mais incontestável prova de que o governo federal do PT não tem como norma a odiosa discriminação praticada pelos governos tucanos em relação a governos de partidos adversários.

Um desafio

Mas já que a FSP fez uma reportagem em cima do óbvio, eu aproveito e lanço um desafio: façam um levantamento, vejam quanto foi repassado pelo governo do presidente Lula à prefeitura de São Paulo sob o comando de tucanos-demos e para outras prefeituras, de legendas diversas, em todo o interior paulista. Com os dados na mão  comparecem com os repasses dos governos tucanos para as prefeituras paulistas do PT.

Peguem os repasses dos governos Mário Covas-Geraldo Alckmin-José Serra às prefeituras do PT paulista. Aí vocês vão ver o que é discriminação! Discriminação e uso da máquina pública em proveito tucano! Façam o levantamento, estabeleçam a comparação. Dá vontade de chorar.

 

  
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Unio defender torturadores e assassinos?
Publicado em 22-Out-2008
Lendo  o jornal O Globo de hoje fiquei...

Lendo  o jornal O Globo de hoje fiquei absolutamente espantado ao descobrir  que a Advocacia Geral da União (AGU) fará a defesa de Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir dos Santos Maciel, coronéis da reserva acusados de torturar e matar mais de 60 pessoas quando comandavam as atrocidades dos porões do DOI/Codi de São Paulo, entre 1970 e 1976.

A AGU assume a defesa deles ao contestar ação do Ministério Público (MP) em que os procuradores federais Marlon Weichert e Eugênia Fávero solicitam que seja determinado aos coronéis que restituam aos cofres públicos todo o dinheiro que estes foram obrigados a pagar em indenizações às vítimas de tortura no DOI/Codi paulista.

O MP quer, também, a identificação dos torturadores e de suas vítimas, as circunstâncias das mortes e a responsabilização pública de Ustra e Maciel (este já falecido). Para fazer a defesa dos dois carrascos, a AGU se escuda na Lei da Anistia - ela interpreta que a Lei contemplou os torturadores - e, pior, argumenta, também, “proteção à intimidade das vítimas de tortura”!!!  É o fim do mundo...

Governo não precisa defendê-los
 
Fontes do MP confidenciaram ao O Globo ser falácia outro argumento invocado - o de que a legislação obriga o governo e a AGU a fazerem essa defesa sob pena de serem processados por prevaricação. Para essas fontes  “o  governo optou pela defesa dos acusados, mas poderia se manter neutro ou até se posicionar a favor das punições”.

Essa triste notícia chega na mesma semana em que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entrou com ação pedindo que o Supremo Tribunal Federal se pronuncie quanto a Lei da Anistia, definindo se ela exime ou não os torturadores de suas barbáries. Por isso, eu pergunto: a AGU é de quem mesmo? Do governo Lula? Esse governo defende torturadores e assassinos?

Como se não bastasse o enorme atraso na abertura dos arquivos da ditadura e, a ausência de qualquer punição a esses torturadores, só faltava mais esse retrocesso. Insisto hoje e sempre que a prática abominável da tortura é crime contra a humanidade e, portanto, imprescritível. Isso está definido nas normas da Organização das Nações Unidas e em vários dispositivos da legislação internacional.

 

  
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Bispo se equivoca em condenao a manifesto
Publicado em 22-Out-2008
Membro do Conselho Permanente da Conferência...

Membro do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e bispo auxiliar de São Paulo, dom Pedro Luiz Stringhini também se equivoca. O bispo que me perdoe, mas ele comete um erro, um grande equívoco ao condenar o manifesto de católicos pró-candidatura Marta Suplicy a prefeita da capital paulista.

Dom Pedro Luiz leu ou entendeu errado. Esse manifesto de apoio a candidatura de Marta não está assinada por padres ou bispos e sim por católicos. Por integrantes de um fórum de católicos. Condená-lo pode parecer uma atitude partidária e eleitoral, pró-Gilberto Kassab, o demo-tucano candidato à reeleição no 2º turno de domingo próximo.

Não tem sentido, nem fundamento sua preocupação e condenação ao manifesto, viu dom Pedro Luiz! Simplesmente porque ele não foi feito em nome da Igreja católica. Não é um documento oficial da Igreja, entende dom Pedro?

 

  
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A crise bate em todo mundo, em todas as portas
Publicado em 22-Out-2008
Na Argentina, agora, o governo corre desesperado...

Na Argentina, agora, o governo corre desesperado e socorre os fundos de previdência privada. Não é socorro à previdência complementar não, é à pública, privatizada na era neoliberal do presidente Carlos Menen, o que praticamente deixou o trabalhador sem opção a partir de 1994.

Com a crise internacional os argentinos descobrem que os fundos de previdência, que deviam zelar pelas contribuições dos participantes dos fundos de capitalização privados, aplicaram seus recursos em bônus e em ações que agora simplesmente derreteram, perdendo de início 20% de seus valores.

O risco eminente de quebra não deixou outra saída ao governo que não reestatizar o sistema, transferindo os fundos e seus participantes de volta  para o sistema único, estatal e obrigatório, sem prejuízo da aposentadoria complementar como existe no Brasil.

Têm-se, aí, a falência de uma das mais desastradas e infelizes experiências de privatização da previdência social na América Latina. Essa, na Argentina, deixou um rastro de prejuízos aos contribuintes - seus "saldos" mais expressivos são baixos benefícios, cobertura parcial não universal, dependência de subsídios estatais, fraudes e má gestão.

Um péssimo exemplo. Mas que enriqueceu muita gente e rendeu muita propaganda sobre os benefícios da privatização. Ganharam os de sempre. Perderam os trabalhadores.

Praça de Maio, Buenos Aires - Foto: Embaixada Argentina

 

  
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MP de Lula para banco pblico chega em boa hora
Publicado em 22-Out-2008
Passou despercebido à maioria, mas chegou...

Passou despercebido à maioria, mas chegou em muito boa hora a Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula que autoriza os bancos públicos a adquirirem, sem licitação, participação em todo tipo de instituição financeira. Na prática ela permite a transferência do controle de bancos privados para os bancos públicos em caso de crise.

É o que existe, comum e rotineiramente, na Grã Bretanha, ou seja, ajuda só em troca de ações. É o óbvio, simples como as decisões que os bancos tomaram ao se expor para além do autorizado pelas normas de prudência e pelas convenções internacionais que regulam o sistema bancário mundial.

Pela MP, o presidente autorizou o BB e a CEF a constituírem subsidiárias de bancos de investimento no exterior. Além de lhes permitir negociar papéis com outros bancos centrais (BCs) mundiais.

Da forma como foi baixada a MP nos arma para defender nossa economia da crise internacional. Traz uma orientação estratégica correta, e de quebra, o fortalecimento do Estado. Uma medida necessária e de prevenção. Na mosca. E, melhor, também um aviso aos navegantes.

 

  
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A eloquncia do silncio do PMDB em Minas
Publicado em 22-Out-2008
O nível da campanha de Leonardo Quintão...

O nível da campanha de Leonardo Quintão, o candidato do PMDB a prefeito de Belo Horizonte e o silêncio da cúpula do seu partido, particularmente do ministro das Comunicações, Hélio Costa, dá bem uma idéia do que seria seu governo se vencesse a eleição de domingo próximo.

Na campanha de Quintão os ataques são caluniosos e violentos. Na TV, o candidato peemedebista chega a comparar seu adversário da coligação PSB-PT, Márcio Lacerda, a um “avião do tráfico de drogas”, insistindo que ele fez “contato com o crime”. O que é isso? Linguagem política e de campanha eleitoral é que não é...

O linguajar e a audácia - claro, na verdade, desespero! - do candidato do PMDB não deve deixar nenhuma dúvida em petistas que, contrariados e revoltados com a aliança PT-PSB com apoio do PSDB, não apoiaram no 1º turno o candidato socialista Márcio Lacerda.

A hora é essa. Eu acredito que agora devem esquecer as divergências, lamber as feridas e fazer campanha para Lacerda. Quintão, seu linguajar de campanha, sua forma de fazer política e o comportamento da cúpula de seu partido em Minas converteram-se em outra coisa.

Não são mais só adversários do Márcio Lacerda ou do atual prefeito de BH, Fernando Pimentel (PT) em uma campanha eleitoral. Converteram-se em adversários do PT e do PSB, da esquerda e da democracia.

 

  
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Para ficar registrado
Publicado em 22-Out-2008
A senadora Marina Silva, eleita pelo PT, pelo Acre...

A senadora Marina Silva, eleita pelo PT no Acre - Estado em que é uma espécie de símbolo e legenda - ministra do Meio Ambiente no governo do presidente Lula durante 6 anos, reitera que apóia o deputado Fernando Gabeira candidato de oposição do PV-PPS-PSDB-DEM a prefeito do Rio nesse 2º turno.

É a segunda vez que a ministra-senadora torna público esse apoio - quer dizer, agora ela o reitera e vai a atos públicos da campanha de Gabeira.

No Ministério do Meio Ambiente, Marina Silva enfrentou forte oposição, resistências diversas, vindas de áreas fortes e poderosas. Para enfrentá-las e para vencê-las sempre contou com o apoio do PT e de nossa militância. Nos piores momentos sempre teve a solidariedade e a força do partido a seu lado. Faço o registro tranqüilo. Nesse caso, o que afirmo ninguém pode me constestar.

Nesse 2º turno no Rio o PT apóia o ex-deputado Eduardo Paes, candidato do PMDB e do governador Sérgio Cabral (PMDB) de cujo governo os petistas participam. O apoio do partido é oficial, decidido pelo seu comando, a partir e com o aval do presidente nacional, deputado Ricardo Berzoini (SP).

 

  
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Conceio Tavares na Carta Maior
Publicado em 22-Out-2008
"A questão central é que o crédito está congelado: entupiu...

Image "A questão central é que o crédito está congelado: entupiu o sistema circulatório do capitalismo. Sem crédito uma economia capitalista não funciona. Agora é torcer para que o entupimento não se transforme em trombose", afirma a economista e professora Maria da Conceição Tavares sobre a crise financeira internacional numa ótima entrevista concedida a Carta Maior e que recomendo a leitura aos meus amigos internautas.

Indignada, a economista faz um questionamento muito pertinente  aos especuladores, ao governo norte-americano e ao FED (o banco central dos EUA): "Vão dizer que não sabiam o tamanho do estrago? (...) Eles são gente de Wall Street. São escolhidos entre os "piranhões" do mercado. (...) O problema é que eles acreditam no mercado. Essa é a tragédia. Esperaram até o limite da irresponsabilidade para intervir."

Sempre certeira e direta, Conceição Tavares faz ótimas avaliações sem a chatice dos analistas-pessimistas de plantão. Sobre a situação de nosso país e os reflexos da crise aqui, destaco abaixo um trecho da entrevista, e reforço minha recomendação para que a leiam na íntegra e enviem seus comentários:

"O Brasil - destaca a décana das nossas economistas - tem algumas vantagens importantes em relação a outros emergentes. E o governo Lula deverá saber usá-las. Primeiro, nós não somos exportadores de petróleo e metais – nesse sentido a crise pega a Venezuela e o Chile de frente. (...) Nós vendemos comida e isso deve se manter em bom nível. Segundo: temos, graças a Deus, três fortes bancos estatais, o que dá ao governo instrumentos para intervir fortemente no mercado. Mais ainda, temos pelo menos três grandes empresas públicas de peso, um trunfo que conseguimos salvar do ciclo de privatizações desfechado pelo governo anterior".

 

  
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Kassab "senta na cadeira" antes de ser eleito
Publicado em 22-Out-2008
Ao participar de sabatina sobre educação promovida...

Ao participar de sabatina sobre educação promovida pela Editora Abril, o prefeito Gilberto Kassab, candidato do ex-PFL-DEM-PSDB à reeleição teve um momento verdade, já que no restante do tempo da campanha está totalmente produzido. É uma figura virtual, um produto, como a propaganda faz com os sabonetes, sabão em pó...

Como o ex-prefeito Celso Pitta foi um produto em 1996, do então prefeito Paulo Maluf, o prefeito Gilberto Kassab de hoje, dessa campanha, é uma criação, um ventríloquo, uma ficção criada por ordem do governador José Serra. Aliás, registre-se, uma criação "posterior" de Serra, porque o governador, sabe-se agora - o adversário deles, Geraldo Alckmin, confirmou na campanha do 1º turno - não o queria como vice.

Serra, com certeza, lembrava-se e tinha muito presente as ligações de Kassab com Pitta e com Maluf. E sabia do seu potencial para cumprir o restante de sua administração (Serra é que foi eleito prefeito) de forma errática, desastrosa como o faz, para dizer o mínimo....

Kassab não quer saber de educação

Pois bem, em seu momento verdade na sabatina da Abril, Kassab confessou que os CEUs não vão ser sua prioridade, que isso, esse tipo de centro educacional é coisa da Marta Suplicy. Afirmou, textualmente, que Marta errou ao priorizar os CEUs, e que ele não faria esse número todo de CEUs. Aliás, você prefeito, não fez mesmo o número de CEUs que diz ter feito, isso Marta denuncia desde o início da campanha!

Pior é que o prefeito deitou falação como se já tivesse ganho as eleições. Mas esse, leitor, é o verdadeiro Gilberto Kassab. Conheça-o! Sem maquiagem, sem truques dos marqueteiros, verbalizando, ele próprio, que educação para ele é para mandar para as calendas, não é prioridade.

Está aí um bom tema para o debate da Rede Globo, o último desse 2º turno, nesta 6ª feira à noite.

 

  
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Reforma agrria se mantm prioridade h 70 anos
Publicado em 22-Out-2008
Nosso mais novo convidado da seção Entrevista é Manoel...

Image Nosso mais novo convidado da seção Entrevista é Manoel José dos Santos, mais conhecido como Manoel da Serra, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). Engajado na luta do campo ház quase quatro décadas ele tem seu berço político na Ação Católica Rural.

Hoje, Manoel da Serra está em seu 3º e último mandato à frente da CONTAG, reconduzido com ampla aprovação da categoria. Na entrevista, afirma que a reforma agrária, uma reivindicação social surgida no Brasil simultaneamente ao fim da 2ª Guerra Mundial, em meados da década de 40 do século passado, ainda é, quase 70 anos  depois,  a principal reivindicação do trabalhador rural brasileiro. "Mas falta planejamento estratégico para o desenvolvimento dos assentamentos", queixa-se Manoel da Serra.

De acordo com o sindicalista, "há muitas famílias na terra, mas há anos não conseguem viver dela. Exatamente porque falta um planejamento articulado, pelo qual a terra desapropriada e a produção tenham assistência técnica".

Ele comenta as ações do governo Lula voltadas ao campo, destaca as reivindicações dos trabalhadores rurais, a importância da agricultura familiar, além da mobilização das mulheres e jovens na área rural. Leiam meu bate-papo com Manoel da Serra na seção Entrevista, onde os internautas também poderão conferir nossa conversa em áudio.

 

  
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Uma resposta que, espero, Mino Carta publique
Publicado em 21-Out-2008
Já publiquei, hoje pela manhã, nesse blog, uma...

Já publiquei, hoje pela manhã, nesse blog, uma resposta a acusações levianas que me foram feitas no Blog do Mino, pelo seu titular, o jornalista Mino Carta.  Em respeito à verdade, a vocês, meus leitores, e aos dele, preocupei-me durante o dia em elaborar uma resposta mais completa e precisa ao jornalista.

Para tanto, como vocês verão pelo texto que enviei ao Blog do Mino e que transcrevo abaixo, falei com as pessoas por ele mencionadas colhendo de cada uma a visão que têm em relação às acusações que me foram assacadas por Mino Carta.

Transcrevo, abaixo, para conhecimento de todos, a resposta que enviei ao jornalista e que espero ele publique com o mesmo destaque dado às acusações que me fez. 

"Para não deixar o jornalista Mino Carta sem resposta em relação as acusações que me fez em seu blog, publicadas no dia 17 pp, de que desencadeei pressões sobre a PF para favorecer Daniel Dantas, fiz uma série de telefonemas que sintetizo na seqüência desse texto que estou encaminhando ao jornalista.
 
Liguei para o drs. Márcio Thomaz Bastos e  Paulo Lacerda e falei também com  o professor Luiz Gonzaga Belluzzo. Este me confirmou ter havido a visita em que acompanhou o jornalista Mino Carta em encontro com o dr. Paulo Lacerda. Segundo Belluzzo,  na conversa, o dr. Lacerda respondeu  que parlamentares, sim, e ministros, sim, haviam tratado com ele do caso Daniel Dantas, mas meu nome não foi citado.
 
Dr. Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, reiterou-me o que já disse de público: que jamais exerci qualquer tipo de pressão ou influência sobre as operações da PF e muito menos no caso Daniel Dantas-Banco Opportunity.
 
O dr. Paulo Lacerda está surpreso porque, conforme contou-me, não deu entrevista agora sobre o assunto. Ele confirmou que recebeu o jornalista numa visita institucional à PF, que não se lembrava do que foi tratado, mas adiantou-me estar se perguntando por que essa revelação agora, quase 4 anos depois. Dr. Paulo assegurou-me poder afirmar que eu, José Dirceu, enquanto ministro, jamais o procurei para pressionar ou tratar de qualquer assunto referente às investigações da PF, incluindo as relativas ao banco Oportunity.
 
Como vemos Mino Carta, depois de quase 4 anos, lembrou de um furo jornalístico, mas confundiu-se ou está ficando esquecido. De qualquer forma, para escrever precisa calçar-se melhor em suas memórias e, principalmente deixar de me caluniar."

 

  
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Governo continua atento e adota medidas pr-crdito
Publicado em 21-Out-2008
O governo continua atento e liberou os bancos públicos...

O governo continua atento e liberou os bancos públicos, BB, CEF, BNB, BASA e BNDES, para garantir crédito a agricultura e a construção civil, duas áreas, aliás, que sempre foram prioritárias do BB e da CEF. Um belo acerto nas medidas para enfrentar a crise.

Enquanto o crédito internacional em dólares não volta, faz-se necessário garantir crédito e liquidez não só ao sistema financeiro, com a compra de carteiras, a liberação do compulsório, e dos dólares do BC para as exportações, mas, também, para as empresas em geral, particularmente em áreas que empregam como a agricultura e a construção.

Além dos R$ 10,5 bilhões já liberados para a agricultura, o governo autorizou mais R$ 2,5 bilhões e de R$ 3 a R$ 4 bilhões para a construção civil. Fica evidente, então, que há uma enorme preocupação com as vendas do natal e o ritmo da construção civil, e com a safra de 2008/2009, afetada pela falta de crédito e pela queda dos preços das commodities, apesar das vantagens do câmbio.

Manter investimentos é vital para o presidente

Para o presidente Lula é fundamental manter os investimentos do PAC, os programas sociais e  os investimentos em geral das empresas, particularmente nas áreas de energia, petróleo, gás e transportes, garantindo o crescimento e a redução dos custos de produção no país.

Os objetivos são crescer 5,5% esse ano e 4,5% no próximo, sem prejuízo da manutenção da inflação sob controle, dentro da meta mais a banda, em 6,5%. Daí as medidas de caráter anticíclico tomadas pelo governo.

Hoje a inflação do ano está projetada para 6,25%, mas sua tendência pelo câmbio e queda da demanda é de queda. Assim não vemos razão para uma nova subida na taxa selic, hoje em 13,75%.

Eu reforço, apesar das declarações do presidente do Banco Central (BC),  a minha expectativa, que é a geral,  de que o BC não suba novamente a taxa Selic. É pagar para ver.

 

  
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Da Bolvia, uma boa noticia
Publicado em 21-Out-2008
A oposição ao presidente da República, Evo Morales e o...

A oposição ao presidente da República, Evo Morales, e o governo chegaram a um acordo para submeter a nova Constituição a um referendum em janeiro de 2009 e para convocar eleições gerais, inclusive para presidente, para dezembro também do ano que vem.

O acordo foi conquistado e está sacramentado, apesar das resistências de setores do PODEMOS, o partido da oposição derrotado nas últimas eleições, e cujas bancadas representantes dos departamentos de Santa Cruz e Chuquisaca racharam na votação do entendimento.

No referendum o povo responderá a duas perguntas: se aprova a nova constituição e se o limite para a propriedade da terra na Bolívia será 5.000 ou 10.000 hectares. O governo Morales e seu partido majoritário, o MAS (Movimento para o Socialismo) aceitaram mudar dezenas de artigos em questões sobre a justiça indígena, reforma agrária e autonomia dos departamentos (Estados, lá).

As mudanças e a reeleição 

Com as mudanças, a justiça indígena continua existindo, mas com jurisdição delimitada. Sobre a reforma agrária, ficou estabelecido que não seja confiscatória, mas regulatória. Em relação a autonomia departamental, o governo aceitou detalhá-la na carta, admitindo, também, autonomia indígena, regional (opcional) e municipal.

O presidente Evo Morales concordou em concorrer só uma vez mais à reeleição - podendo permanecer no poder, em tese, até 2014 - e não duas, já que o pleito de 2005 será considerado uma eleição. Seu partido, o MAS, pretendia que não o fosse, permitindo a Evo se reeleger mais uma vez e governar até 2019.

Assim, o país tem tudo para retomar a normalidade institucional e se concentrar no mais importante, em seu desenvolvimento, particularmente nos investimentos em infra-estrutura, agricultura, educação e em suas riquezas em gás e petróleo.

Agora, com o acordo, e podendo se concentrar em suas questões vitais, a Bolívia ficou com melhores condições para obter os recursos para combater a pobreza e desenvolver-se buscando e dando ao seu povo melhores condições de vida. Confirma-se nesse país um bom exemplo para toda América Latina.

Foto: José Lirauz e Jose Luis Quintana/ABI

 

  
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Anistia: OAB quer deciso do Supremo
Publicado em 21-Out-2008
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados...

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, e o jurista Fábio Konder Comparato, presidente da Comissão de Defesa da República e da Democracia na entidade, ingressam hoje com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para que Corte Suprema do país se pronuncie se a Lei da Anistia exime ou não militares e agentes policiais civis dos crimes de tortura praticados durante a ditadura militar.

Do golpe, em 1964, até o fim da repressão, em 1985, esses agentes cometeram atrocidades de todo o tipo nos porões da ditadura  – torturas, desaparecimento de corpos, perseguições, estupros e assassinatos, impunes até hoje, infelizmente.

"A OAB entende que a lei tem por objeto, exclusivamente, os crimes comuns cometidos pelos mesmos atores de crimes políticos. Ela não abrange os agentes públicos que praticaram, durante o regime militar, crimes comuns contra opositores políticos, presos ou não", declara a entidade na ação a que dará entrada na justiça e que tem a denominação técnico-jurídica de Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

Para mim e para a maioria das pessoas com sentimentos humanitários e conhecimentos jurídicos no país, sempre esteve claro que a Lei da Anistia não contempla torturadores, nem carrascos, simplesmente porque eles cometeram crimes contra a humanidade, portanto, declarados como imprescritíveis, seja pelas normas da Organização das Nações Unidas, seja por todos os demais dispositivos da legislação internacional.  

Parabenizo, assim, a OAB por essa iniciativa, solidarizo-me  e torço para que ela represente mais um passo, histórico, no sentido de resgatar a justiça e esclarecer, sem revanchismo, quem foram os autores dessas barbáries.

Foto: Eugênio Novaes/OAB

 

  
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Quem te viu e quem te v
Publicado em 21-Out-2008
Quem diria,  o departamento de Justiça dos...

Quem diria,  o departamento de Justiça dos Estados Unidos (ministério lá) demandou contra a compra da National Beef pela Friboi, depois de ter aprovado a compra da Smithfield Beef Group pela empresa brasileira.

Sinal dos tempos: os norte-americanos tem medo que o poder de monopólio do grupo brasileiro venha a prejudicar os consumidores e o seu setor de “food service”.

  
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Sem medo de falar
Publicado em 21-Out-2008
O Ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, não tem papas...

Sem papas na língua, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, baixou o pau em decreto assinado pelo Presidente Lula a pedido do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O decreto exige a restauração de áreas de preservação ambiental nas propriedades rurais, sob pena de suspensão das atividades e embargo de propriedades e rebanhos, caso o produtor não conserve ou restaure as áreas de reserva legal.

O ministro da Agricultura disse mais: nem o ministro e nem o presidente da República leram o decreto que, segundo Stephanes, criminaliza a propriedade rural brasileira, atingindo, de começo, 3 dos 4 milhões de pequenas propriedades rurais.

O ministro acusa as ONGs de serem financiadas pelos países produtores e por petrolíferas que, por isso, não têm nenhum isenção ou condição de participar nas discussões e decisões ambientais no Brasil.

Maior clareza impossível. Com a palavra o ministro Minc e as ONGs, que no mínimo devem justificar o decreto. Genérico e inaplicável, aliás, de acordo com Stephanes A pergunta que eu faço é: o decreto foi assinado sem consulta ao Ministério da Agricultura? Não passou pela Casa Civil?

Já que estava com a metralhadora acionada, Stephanes não perdeu tempo. Cobrou, também, do Banco do Brasil mais “velocidade“ na liberação do crédito para a safra 2008/09 afetada pela crise internacional. Ou seja, sobrou para todo mundo.

 

  
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Berzoini manda recado aos pessimistas
Publicado em 21-Out-2008
Presidente nacional do PT, o deputado Ricardo Berzoini...

Image Presidente nacional do PT, o deputado Ricardo Berzoini (SP), rebate no artigo "Torcendo para o caos", publicado na Folha de S.Paulo de hoje, as críticas absurdas e infundadas da oposição às medidas adotadas pelo governo para conter os efeitos da crise econômica financeira internacional no Brasil.

Eu seu texto, cuja leitura recomendo, Berzoini dá uma resposta direta ao presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), que em artigo publicado na mesma seção do jornal (Tendências/Debates) no último dia 14, criticou o governo Lula "por supostamente ter reagido tarde e mal à crise, ter deixado o 'mercado em pânico (...)".

Além de acusar sem querer ver a realidade, o tucano ainda teve a cara de pau de citar o PROER (programa de auxílio a bancos) de FHC como responsável pela estabilidade econômica. Mas Guerra, lembra Berzoini, "não explicou por que o tão benfazejo programa não foi capaz de proteger o Brasil das crises de 1999 e 2002".

Por isso, até destaco aqui abaixo um parágrafo em que o Berzoíni deixa bem claro aos oposicionistas e pessimistas de plantão que a receita deles, de bolo neoliberal, é bem diferente dos caminhos seguidos pelo presidente Lula e o PT:

"O Brasil - assinala o presidente do PT - acumulou nos últimos anos um patrimônio de crescimento via empregos formais, investimentos em infra-estrutura e políticas sociais que não deve ser jogado ao mar na primeira tormenta. O governo, de forma responsável, deve continuar trabalhando para manter, na medida do possível e desejável, o crescimento que evite que os males da estagnação se auto-alimentem, no rumo dos pacotes neoliberais que o Brasil conheceu de Collor a FHC".

Foto: Antonio Cruz

 

  
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Uma notcia que se encaixa perfeio pr-Kassab
Publicado em 21-Out-2008
Não sei de onde partiu a denúncia, se do jornal ou...
Não sei de onde partiu a denúncia, se do jornal ou da campanha do prefeito e candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM-PSDB, Gilberto Kassab. A Folha de S.Paulo não deixa claro, mas o fato é que dá margem a interpretações diversas numa noticia que publica hoje.

A pretexto de noticiar que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) teria dito que recebera e recusara uma oferta de Nicéa Camargo - ex-esposa do prefeito Celso Pitta - de documentos e/ou gravações sobre o período em que o prefeito Kassab foi secretário de planejamento na Prefeitura (1997/2000) o jornal passa a impressão de pretender atingir o PT, e por extensão, sua candidata e a campanha desta.

Com pretexto na declaração de Suplicy, o jornal fala de dólares de Angola, de Cuba, denúncias vazias e caluniosas surgidas na desmoralizada e ilegal CPI dos Bingos, e na VEJA que, todos sabemos, são uma piada.

O que interessa a Folha? Por que não investigar que gravações e/ou documentos são esses citados por Nicéa? Por que não foram remetidos para o Ministério Público? Por que não se dá publicidades a eles? Qual é o temor da Folha, por que ela diz que "Apreensivos, desde a semana passada integrantes da campanha de Kassab alimentam a versão de que Nicéa gravou depoimento em troca de ajuda financeira”?

A questão, leitor, é outra: ao publicar a matéria o jornal aplicou uma vacina pró-Kassab e de lambuja acusou o PT de ter feito uma gravação, em troca de dinheiro, com a ex-esposa do ex-prefeito.

Lógico, terminou acusando o PT pela negativa, um método bem típico do jornalismo que estamos vivendo, bem medíocre. Uma pegadinha bem covarde! Confirmem minha análise, vejam comigo minhas dúvidas, leiam a matéria da Folha com o titulo,” Suplicy diz que recebeu de Nicéa oferta de documento contra Kassab, mas recusou”.

 

  
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Mais uma do Mino Carta
Publicado em 21-Out-2008
Publico, abaixo, nota postada pelo Mino Carta, para...

Publico, abaixo, nota postada pelo Mino Carta, para que fique mais claro para você, leitor, o meu desmentido.  Eu simplesmente jamais tive uma reunião com o Paulo Lacerda. Tampouco telefonei ou falei com ele fora de reuniões que ele possa ter participado em conjunto com outros ministros.

Chamo os líderes do meu partido, o ministro Márcio Thomaz Bastos, ex-titular da Justiça, e o próprio delegado Paulo Lacerda para que ele confirme, com dia e hora, telefonema ou reunião que fiz com ele na qual tenha adotado qualquer procedimento com relação a esse caso tratado por Mino.

Jamais interferi na atuação da PF nos 26 meses em que estive no governo. Jamais demandei a quem quer que seja qualquer iniciativa ou ação com relação às investigações sobre Daniel Dantas. Não tenho medo e sou totalmente a favor da quebra do sigilo dos discos rígidos do Opportunity.

Sexta, 17 de outubro de 2008 às 18:27
Conversa com Paulo Lacerda


Contarei um episódio sugestivo. Certo dia de 2005, fui visitar em Brasília o então diretor da Polícia Federal, Paulo Lacerda. Iam comigo meu velho companheiro Luiz Gonzaga Belluzzo e meu braço direito na feitura de Carta Capital, Sérgio Lirio. Foram variados os assuntos da conversa e lá pelas tantas chegou a vez de Daniel Dantas, o banqueiro orelhudo. Já se dera há bastante tempo a Operação Chacal da PF, que recolheu nos próprios escritórios de DD o hard-disk do banco. Estávamos interessados em conhecer o paradeiro do disco, ou dos discos (não sabíamos se de um se tratava, ou de alguns). Lacerda disse que o Supremo Tribunal Federal estava em poder do butim, mas que a PF tinha uma cópia. Era aquele tempo singular em que a ministra Ellen Gracie recusava-se a permitir a abertura dos discos pelas razões mais estranhas, ou, pelo menos, assim nos pareciam. Desde quando Dantas confessou com comovedora candura ter “facilidades” no STF, a gente mergulha na conclusão de que não cabia estranheza. Aí perguntei a Lacerda se porventura sofrera algum tipo de pressão a favor do orelhudo por parte de autoridades de calibres diversos. Anuiu. Sim, recebera. Parlamentares? Também, respondeu. E ministros? Um deles, disse, tranqüilo. Acrescentou: “Não é o meu”. Referia-se ao ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos. Arrisquei: “O chefe da Casa Civil, José Dirceu”. Anuiu novamente, sem pestanejar.

 

  
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TSE libera manifestao partidria em sites
Publicado em 20-Out-2008
Bem vinda essa decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)...

Bem vinda essa decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que libera a manifestação partidária de órgãos de comunicação impressa, inclusive na internet. Quase no final da campanha, quando se tem apenas uma semana para o 2º turno deste ano, mesmo assim a deliberação do TSE merece aplausos já que se constituía um absurdo as restrições anteriores estabelecidas pela corte eleitoral ao uso da internet na campanha.

A decisão da justiça eleitoral ocorreu na análise de mandado de segurança impetrado pelo Grupo Estado, proprietário, entre outros veículos, do jornal O Estado de S.Paulo e da Agência Estado. Na análise da ação judicial, o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Brito, considerou que o direito de expressão que jornais e revistas possuem também vale para seus sites.

 

  
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A fico de Tavaroli e, de novo, de Carta Capital
Publicado em 20-Out-2008
A revista Carta Capital dessa semana, edição nº 518...

A revista Carta Capital dessa semana, edição nº 518, publica uma entrevista com Giuliano Tavaroli, ligado à Telecom Italia (TI) e  autor do livro SPIE (Espiões). Ele afirma que se encontrou comigo e conta uma versão inverossímil.

Segundo ele, “foi o então PCI que organizou” minha saída do país do Brasil nos anos 70.  Ele afirma, ainda, que chamou a atenção deles, da TI, o fato de eu “viajar com freqüência nos aviões do Oportunity”. Em outro trecho, Tavaroli afirma: “Não faltou quem nos avisasse que Dirceu havia se aproximado de Dantas”.

Vamos ao fatos, em respeito ao leitor. Não recebi nenhum apoio do PCI para sair do Brasil. É óbvio que o Partido Comunista Italiano (PCI) não tinha nenhuma condição de ajudar ninguém a sair daqui.

Saí sempre por minha própria conta, via Recife, pela Transportes Aéreos Portugueses (TAP). Recife-Lisboa, daí para Roma, onde contei com o apoio da embaixada de um país da Europa Oriental para viajar a Praga e, dali para Havana. Entrei e sai várias vezes do Brasil, mas nunca tive apoio de nenhum outro partido ou país, com exceção da troca de passaportes em Roma.

Revendo minha agenda, aqui, constato que quando ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República recebi publicamente no dia 16 de junho de 2003, às 18 hs, o sr. Luiz Otávio da Motta Veiga, da Brasil Telecom  (BrT). No dia 26 do mesmo mês, às 14 hs, a seu pedido e da Telecom Italia (TI), recebi o sr. Giuliano Tavaroli.

No dia 11 de setembro, ao meio dia, os srs. Marco Tronchetti Provera, presidente mundial da TI; Giampaolo Zambeletti, diretor dessa empresa; e Giorgio della Seta, presidente da Telecom Italia América Latina. E, no dia 7 de outubro de 2003, o Sr.Carlos Slim, da Telecom das Américas.

Esclareço, também, que jamais usei ou viajei em aviões do Oportunity e a afirmação do Sr. Tavaroli, a quem cabe o ônus da prova, é ridícula. Como ministro de Estado, todas as minhas viagens eram organizadas pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, acompanhadas pela segurança com decolagens e aterrissagens nas bases aéreas da FAB.

Não me aproximei de Daniel Dantas, ao contrário do que afirma Giuliano Tavaroli e como, aliás, já declarei e reiterei várias vezes à revista Carta Capital.

 

  
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As lies de So Bernardo do Campo
Publicado em 20-Out-2008
Ao participar da campanha eleitoral do 2º turno no ABC...

Ao participar da campanha eleitoral do 2º turno no ABC paulista no fim de semana, o presidente Lula enalteceu a importância da política de alianças. Ele se deteve no caso de São Bernardo do Campo, onde o nosso candidato, o ex-ministro Luiz Marinho, reuniu 11 partidos para apoiá-lo na empreitada para se eleger prefeito da cidade que viu nascer politicamente o presidente da República e o PT.

As palavras de Lula devem servir de norte para o balanço das eleições de 2008 quando a apuração do 2º turno terminar. "Que sirva de lição para o PT no Brasil inteiro o que você fez aqui em São Bernardo”, constatou o presidente numa alusão à resistência de petistas pelo país em formar parcerias heterodoxas nesta e em outras eleições.

"A lição - prosseguiu o presidente em São Bernardo do Campo - de que a gente precisa juntar as forças da sociedade, sobretudo as dignas, para poder construir um processo maior do que apenas um partido político. E você (Luiz Marinho) faz isso com galhardia e competência”.

 

  
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A crise e as duas batalhas do governo
Publicado em 20-Out-2008
A despeito da crise, o governo dá sinais claros de que...

A despeito da crise, o governo dá sinais claros de que vai manter os investimentos públicos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os financiamentos via BNDES para sustentar o crescimento do emprego e da renda, e vai apoiar o crescimento no mercado interno, com medidas práticas e eficazes  como a liberação do compulsório, dos dólares para a exportação vendidos em leilões, e de empréstimos orçamentários para a agricultura, entre outras medidas.

Mas enquanto o governo faz - e torna público - esse grande esforço político e econômico, a imprensa, no caso mais específico, hoje, a Folha de S.Paulo faz uma reportagem no chutômetro, dizendo que estão sendo adiados R$ 28 bilhões em investimentos na infra-estrutura na área portuária e de pequenas e médias hidrelétricas.

O jornal coloca uma chamada de 1ª página alarmista e afirmativa:”Projetos de infra-estrutura já sofrem cortes”. Lê-se o texto e vê-se o contrário, que esses cortes podem ou não ser realizados, o que é óbvio frente a atual crise e suas conseqüências.

Essa matéria se desmente pelo texto. Mas também outras reportagens da mesma Folha se encarregam de afastar a chamada catastrófica. Nas outras, o próprio jornal diz que o governo anuncia a manutenção dos investimentos do PAC e da Petrobras, que o BNDES manterá sua carteira em crescimento, fora a decisão de emprestar R$ 35,5 bilhões via bancos públicos como BB, CEF, BNB e BASA.

Assim, fica claro que além da batalha para enfrentar a crise temos outra, a da comunicação pela frente. Essa é uma batalha psicológica, que envolve o estado de espírito e o ânimo dos empresários e consumidores, dos cidadãos que precisam ter uma informação correta da realidade da crise e das decisões do governo, dos rumos do país, enfim, para tomar suas decisões.

Daí a importância da palavra do presidente Lula - que não tem faltado - e da presença dos ministros e partidos que integram o governo, disputando e discutindo com a oposição política e na mídia, os rumos do país.

Não nos iludamos, alguns dos nossos adversários, infelizmente, torcem para o quanto pior melhor. Só não o fazem aberta e diretamente pelo medo de serem atingidos pela crise. Cabe a nós, mais uma vez, defender o Brasil.

 

  
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Outro exemplo do pessimismo da mdia
Publicado em 20-Out-2008
Com o título alarmista "Escassez de crédito ameaça safra...

Com o título alarmista "Escassez de crédito ameaça safra 2009", principal manchete de sua 1ª página hoje, O Estado de S.Paulo constitui outro exemplo de como a imprensa, no afã de pintar com cores ainda piores a crise econômica, comete ela própria seus deslizes.

O que o jornal passa aos seus leitores que se detêm só nessa manchete da 1ª é que vai faltar crédito e que a safra está ameaçada. Lendo o jornal, internamente, a própria reportagem afirma que o governo já tomou as medidas emergenciais requeridas para o momento e liberou o suficiente para essa etapa, liberou R$ 5,5 para a agricultura.

 

  
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Na campanha, vamos ao que interessa
Publicado em 20-Out-2008
Em artigo publicado hoje na FSP, sob o título...

Em artigo publicado hoje na Folha de S.Paulo, sob o título "Vamos ao que interessa", e cuja leitura recomendo, o deputado Rui Falcão, PT, retoma aspectos fundamentais da campanha eleitoral, particularmente nesse 2º turno.

Para fazer frente à catilinária adversária, de que Marta Suplicy geriu mal e deixou a cidade quebrada, Rui mostra que as contas da prefeita do PT, dos quatro anos de sua gestão,  foram  aprovadas tanto pelo Tribunal de Contas do Município (TCM), quanto pela Câmara Municipal.

"Encenaram um espetáculo às conveniências da coligação demo-tucana. Fornecedores eram apresentados em condições vexatórias e se dizia que "levavam calote da Marta", destaca Rui em seu artigo para lembrar a simulação que a dupla José Serra/Gilberto Kassab montou quando assumiu a prefeitura paulistana em janeiro de 2005.

Rui chama a atenção, também, para o empenho dos adversários demo-tucanos em mudarem o foco da campanha, para que ela não se concentre, de jeito nenhum, no passado do prefeito Gilberto Kassab.

Mostra o empenho dos adversários em evitar que Kassab seja associado a seus parceiros Pitta e Maluf, em que não se fale com quem ele esteve e a quem serviu Gilberto Kassab. "Esse mesmo (Kassab) que, na propaganda, se diz arrependido de servir ao Pitta quando este ainda não caíra em desgraça. Andavam juntos - e não há como negar. Tanto é verdade que Kassab, do PFL, liderou o movimento 'Reage Pitta' contra o impeachment saneador", lembra Rui Falcão.

 

  
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Socilogo faz propaganda contra o PT
Publicado em 20-Out-2008
Em entrevista a Folha de S.Paulo do domingo (19.10), o...

Em entrevista a Folha de S.Paulo do domingo (19.10), o sociólogo Francisco de Oliveira, professor aposentado da Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), declarou, sem mais nem menos que, "a centralidade econômica de São Paulo leva a cidade para a direita" e que os trabalhadores informais votam nos partidos mais conservadores.

O sociólogo lança mão de argumentos frágeis, mas o jornal aproveita e transforma a entrevista em pura propaganda contra o PT, o que devia, simplesmente, ser proibido pela justiça eleitoral. Oliveira diz que "São Paulo não é mais uma cidade proletária" o que, na cabeça dele, explica a "expulsão" do PT da capital para a área metropolitana.

Pena que ele não leve em conta que os votos do partido - e isso se evidencia, particularmente, agora quando temos uma candidata, Marta Suplicy, disputando o  2º turno com votos que vêm principalmente da periferia, enquanto nas áreas mais "privilegiadas" o cidadão paulistano tem se deixado enganar pelo uso da máquina do prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab, do ex-FPL-DEM-PSDB.

Para o brilhante soólogo, "o PT, como força transformadora, foi engolido pelo atraso". Aqui, outro engano porque parece ignorar mais uma vez que o PT é um dos partidos que mais crescem em todo o país, justamente porque os brasileiros se cansaram da mesmice, da ausência de medidas efetivas que promovam crescimento com distribuição renda. Fora isso, ele também classificou o Bolsa Família como nada mais, nada menos do que "uma política de ajuste, uma política conformista".

Pois é, como se diz popularmente "o pior cego é aquele que não quer ver". Estabilidade econômica, criação de milhares de empregos, crescimento sustentado principalmente no mercado interno com aumento e distribuição de renda - esse é o Brasil do e com o PT.

 

  
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Mais uma do Gabeira
Publicado em 20-Out-2008
Pode  ter sido só uma gafe a mais, involuntária...

Pode  ter sido só uma gafe a mais, involuntária, como todas, mas pegou mal o comentário feito pelo candidato do PV-PSDB, deputado Fernando Gabeira, de que, se eleito vai instalar um gabinete na zona Oeste carioca "porque o prefeito não vai morar apenas no Rio".

Deixa claro, assim, ou pelo menos é o que transmite, o quanto o Rio está segmentado em sua cabeça, o quanto para ele o Rio é mesmo só a Zona Sul onde se concentra o forte do seu eleitorado e de seus apoios.

Para o Rio e seu eleitorado, que já vivem às voltas com imenso apartheid social e político, a manifestação do Gabeira em campanha é mais um dado para fixar sua imagem de candidato das elites cariocas, da Zona Sul da cidade.   

Na semana passada, Gabeira já havia enfrentado problemas nessa linha, quando teve divulgada conversa reservada na qual se  referia a uma vereadora aliada recém-eleita pela periferia como dona de "visão suburbana"  e "analfabeta política".

 

  
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Mantega: sem "p no freio" e sem pessimismo
Publicado em 20-Out-2008
O Folhão do fim de semana trouxe boa...

O Folhão do fim de semana (domingo,19.10) trouxe boa entrevista com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Publicada com o título "Para ministro, analistas estão errados", eu recomendo a sua leitura porque o ministro é tranqüilizador ao deixar claro dois pontos: o país mantém a previsão de crescimento entre 4% e 4,5% para o próximo ano, e o governo está disposto a ampliar gastos para que a crise internacional não bata com tanta força em nossa porta.

"Até agora, o que aconteceu? A pesquisa mensal de comércio mostra crescimento de 9,8%. Estão sendo criados mais de 2 milhões de empregos formais, o que significa mais renda e mais consumo. A arrecadação da Receita Federal se mantém dentro das nossas projeções. Até agora, de relevante, o que aconteceu foi um problema de liquidez", afirmou Mantega à Folha ao ser questionado sobre "retração" da economia brasileira.

Mantega também foi muito claro com os analistas que prevêem crescimento máximo de 3,5% em 2009, taxando-os de modo certeiro: "Não posso seguir os conselhos desses eternos conselheiros do mercado que dizem: 'Ah, vamos pôr o pé no freio'; 'Ah, não vamos crescer mais'. Esse pessoal é deprimido ou é pessimista. São os eternos pessimistas".

Na entrevista, Mantega fala ainda sobre os antídotos para a crise, corte de gastos públicos e medidas  anticíclicas do governo. Por isso, leiam a íntegra deste pingue-pongue com nosso ministro da Fazenda no Folhão.

Foto: Chris Greenberg, da Casa Branca.

 

  
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Eleies: uma semana decisiva para o PT.
Publicado em 18-Out-2008
As pesquisas do Datafolha de ontem revelam ...

As pesquisas do Datafolha de ontem revelam que as eleições estão empatadas no Rio e em Salvador. Em BH, onde o candidato do PMDB tem 10 pontos acima de Marcio Lacerda do PSB-PT, chama a atenção para o fato de que o eleitorado que avalia o governo Lula como ruim ou péssimo, um eleitorado de oposição, vota em massa em Leonardo Quintão.

Em São Paulo e Porto Alegre, o PT tem uma semana decisiva com dois debates na Record e Globo e com a reta final da campanha tem que tirar uma vantagem e tanto. Pelas pesquisas, Kassab tem 16 pontos de vantagem e Fogaça está 13 pontos à frente. Para além das pesquisas, tanto a campanha de Marta como a de Maria do Rosário tem todas as condições de disputar para ganhar.

Em BH, a tomar a subida de Marcio Lacerda no primeiro turno e sua ida em primeiro lugar para o segundo turno, tudo indica que pode vencer. Já no Rio e em Salvador tudo pode acontecer, lembrando que João Henrique ficou em primeiro lugar por pequena margem no primeiro turno.

  
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A opinio de uma especialista
Publicado em 18-Out-2008
Numa cerimônia comemorativa dos seus 70 anos ...


Numa cerimônia comemorativa dos seus 70 anos como professora, a ex-deputada petista Maria Conceição Tavares, disse claramente que o BC deveria usar um “porrete” contra os bancos que estão empoçando os recursos liberados pelo BC e deveria tomá-los de volta. Mais ainda: que não há porque subir os juros de novo, que o BC errou ao não intervir no mercado quando o dólar bateu nos 1,80 reais e defendeu que aqueles que especularam contra o real devem responder pelo que fizeram. Por último, a economista afirmou que o Brasil deve e pode crescer no mínimo 3,5% em 2009, e que só os “engravatados” torcem para que o crescimento seja de 2%. Na mosca.

 

  
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No hora de pensar no dficit
Publicado em 18-Out-2008
Reproduzo aqui artigo publicado hoje...

Reproduzo aqui artigo publicado hoje na Folha de S. Paulo do colunista do New York Times, Paul Krugman, intitulado “Não é hora de pensar no déficit”. Krugman, que também é economista e professor em Princeton, nos EUA, argumenta que no momento, aumentar os gastos públicos é a decisão acertada a ser tomada pelo governo dos Estados Unidos; caso contrário, a recessão será cruel e longa.
 
Vale lembrar, principalmente para os defensores de uma política mais ortodoxa, que Paul Krugman foi, recentemente, distinguido pela Academia Real de Ciências da Suécia com o Nobel da Economia 2008 por ter evidenciado os efeitos das economias de escala no comércio internacional e na localização das atividades econômicas.

 

  
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A Vale no tem medo da crise
Publicado em 18-Out-2008
A Vale está anunciando investimentos de R$ 14,2 bilhões ...

A Vale está anunciando investimentos de R$ 14,2 bilhões em 2009, 30% a mais do que investiu neste ano. É uma companhia que acredita no Brasil, ao contrário do noticiário de certas redes de televisão que passam todo tempo listando as empresas que cancelaram investimentos, numa ação típica de tomara que dê errado, no estilo quanto pior, melhor. Do outro lado, a CSN anunciou a venda de 40% da subsidiária da siderúrgica, a empresa mineradora Namisa, numa operação com um consórcio de empresas siderúrgicas japonesas clientes da mineradora.

 

  
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O direito negociao
Publicado em 18-Out-2008
Em nota de repúdio aos episódios antidemocráticos ...

Em nota de repúdio aos episódios antidemocráticos que ocorreram nos últimos dias, a CUT lembra os princípios que norteiam a entidade, há 25 anos, destacando a liberdade e autonomia sindical, e o papel da organização dos trabalhadores na negociação coletiva. “É inadmissível que governos tucanos insistam em confundir a opinião pública com artifícios fascistas, com o apoio de alguns meios de comunicação que divulgam informações unilaterais com o intuito de discriminar e criminalizar movimentos sociais”, diz o presidente da entidade, Artur Henrique. Reproduzo aqui a íntegra da nota divulgada pela entidade:

"A CUT tem lado: a classe trabalhadora"

"A Central Única dos Trabalhadores torna público seu repúdio à seqüência de episódios antidemocráticos que, lamentavelmente, aconteceram nos últimos dias. São demonstrações explícitas da truculência dos governos tucanos e patrões neoliberais, que podem ser comparadas às ocorridas durante o longo período do regime militar em nosso país.

Os lamentáveis fatos que ocorreram nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, especialmente, são um reflexo do tratamento que esses governos têm dado aos trabalhadores brasileiros. A ausência de diálogo e a represália, marca registrada tucana, demonstram um comportamento semelhante ao dos interventores da ditadura militar.

A CUT, desde sua fundação há 25 anos, tem como um de seus mais fortes princípios a liberdade e autonomia sindical, e entende a organização dos trabalhadores e a negociação coletiva como direitos inalienáveis, sejam do setor público, privado, urbano, rural, ativos ou aposentados.

Princípios como estes guiam nossa Central e nos deixam à vontade para continuar a luta contra àqueles que ferem a Constituição e que desrespeitam esses direitos por meio de ataques aos trabalhadores e à dignidade do povo brasileiro.

É inadmissível que governos tucanos insistam em confundir a opinião pública com artifícios fascistas, com o apoio de alguns meios de comunicação que divulgam informações unilaterais com o intuito de discriminar e criminalizar movimentos sociais.

Exemplos disso são as represálias que empresários neoliberais e o tucanato têm usado covardemente para fazer calar trabalhadores de diversas categorias. As ações de interditos proibitórios contra os bancários de todo o país, que estão em greve, é prova notória de prática anti-sindical. A truculência da PM para impedir a manifestação da CUT e dos movimentos sociais no Rio Grande do Sul, ordenada pela governadora Yeda Cruisis e a irresponsabilidade de José Serra em São Paulo, em não receber os policiais civis em greve para negociar, colocaram em risco a segurança da população.

Porém, fatos reais, deixam de ser divulgados. “O outro lado da notícia”, tem como protagonistas bancários, policiais civis, servidores da saúde, da educação e de outras categorias de trabalhadores que realizam manifestações para reivindicar direitos – para que haja negociação.

Este é o lado da CUT: o da classe trabalhadora, que é o lado do trabalho decente, digno e de uma sociedade justa. A CUT é a favor do desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho e vai continuar a luta em defesa da garantia e ampliação dos direitos de todos os trabalhadores.

Não vamos nos calar frente às ameaças, pois queremos que os governos façam valer o direito à negociação de todos os trabalhadores brasileiros.
Nós temos esse direito! Somos fortes, somos CUT.

ARTUR HENRIQUE
Presidente nacional da CUT"

 

  
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Crise exige a escolha de um rumo
Publicado em 18-Out-2008
Continuam os ruídos do lado do governo, alguns ministros...

Continuam os ruídos do lado do governo, alguns ministros parecem cair na cantilena de cortar gastos públicos, de aumentar superávit, quando o que precisamos é exatamente o contrário: mais investimentos públicos, mais crédito público, mais ação e articulação dos governos, seus ministros, bancos e agências. Precisamos de direção e rumo. É o que o país espera e as empresas demandam, um governo que faça o que está fazendo o governo Lula, que não deixe a economia nacional ser contaminada de forma irremediável pela crise financeira internacional - que não é mais apenas uma crise financeira, porque já chegou na produção e no comércio -, e a defenda promovendo o saneamento das empresas e dos bancos, mantendo o nível de investimentos do PAC. E não podemos esquecer do PDE, o programa da educação e inovação, que vai sustentar e aprofundar a política industrial.

A crise deve servir para aprofundar o caráter desenvolvimentista do governo, deixar para trás a política ortodoxa. Não é crível e possível que, quando rui todo discurso ideológico do neoliberalismo, no Brasil, vozes do passado insistam no discurso, com apoio da mídia monopolizada, de cortar gastos públicos, a lá McCain, quando o que precisamos é de mais governo, mais regulação para que não paguemos a conta da crise gerada pela doutrina do consenso de Washington e pelos países desenvolvidos.

Nem nos Estados Unidos esse discurso e essa prática têm mais audiência, quanta mediocridade e quanta estupidez, basta ouvir o noticiário da Globo, cortar gastos, cortar gastos... Ou será que estão só preocupados com câmbio e suas dívidas em dólar?

 

  
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Dois pesos e duas medidas
Publicado em 18-Out-2008
A redação e a direção do jornal O Globo não ...

A redação e a direção do jornal O Globo não têm mais nenhum pudor. O jornal publica matérias tentando, de toda forma, transformar a greve dos policiais civis de São Paulo em uma greve política e eleitoral, velho lema das ditaduras e governos autoritários. Tenta de toda maneira ligar a greve às centrais sindicais e às eleições em São Paulo. Foi ouvir o coordenador da campanha de Marta Suplicy, como se fosse ilegal ou ilegítima a ligação com as centrais, mas o objetivo é proteger José Serra, caracterizar a greve como petista e cutista, e garantir a vitória de Gilberto Kassab. Se a greve fosse no Rio de Janeiro contra Sérgio Cabral, apoiariam descaradamente os grevistas, como fizeram e fazem com as greves em administrações do PT nos Estados e no governo federal.

Agora abrem as páginas para Serra falar o óbvio, “dinheiro não nasce em árvore”. Se esse argumento valesse, não haveria nem greves e nem aumentos salariais nos governos no Brasil. O jornal chega ao desplante de acusar em editorial, com o título “Impressão Digital”, usado para dar uma conotação criminosa à greve, diretamente à campanha de Marta, já que o deputado Paulinho apóia a greve, logo Marta também a apóia, um raciocínio bem típico de regimes autoritários, quando o que o deputado Paulinho, como presidente da Força Sindical, está fazendo o que sempre fez, apoiar as greves de categorias importantes. Basta ver o noticiário para constatar que em todas as greves de peso ou a Força Sindical ou a CUT estão juntas com os sindicatos.

  
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Gabeira e o PT
Publicado em 17-Out-2008
Reproduzo neste blog minha resposta ao artigo "A caça...

Reproduzo neste blog minha resposta ao artigo "A caça ao poder tem limite", do jornalista Augusto Nunes, publicado no último dia 13 na Gazeta Mercantil. Na minha carta, publicada hoje na seção Cartas & Opinião do jornal, reponho a verdade sobre um encontro meu com o deputado Fernando Gabeira, em 2003.

Foi um fato simples, rotineiro, um encontro entre um ministro de Estado e um deputado federal, mas que ganhou outra versão - e é essa que o Augusto Nunes registra em seu artigo - inverídica, e que quero aqui esclarecer.

"Gabeira e o PT

Em seu mais recente artigo "A caça ao poder tem limite" (13/10, pág. A8), o jornalista Augusto Nunes, diretor editorial do Jornal do Brasil escreveu sobre os candidatos que disputam o 2º turno no Rio, deputado Fernando Gabeira e ex-deputado Eduardo Paes.

Ele tem todo direito de emitir sua opinião, mas abre o texto com uma inverdade. As testemunhas estão aí, é só ouvi-las, começando pelo deputado José Genoíno (PT-SP) e pela ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva (PT-AC), que apóia Gabeira.

Augusto Nunes abre seu artigo com esse parágrafo: "Há limite para tudo, lembrou o deputado Fernando Gabeira, em outubro de 2003, aos jornalistas que aguardavam no saguão do Palácio do Planalto o fim da conversa que não houve. Estava lá desde às 11 da manhã a convite do chefe da Casa Civil, José Dirceu, que pretendia convencê-lo a ficar no PT. Gabeira queria só avisar que, como os desvios do partido haviam passado do limite, seria um ex-petista na manhã seguinte. Uma hora depois, o anfitrião nem dera sinal de vida. Deselegância também tem limite. Sem esperar por Dirceu, Gabeira despediu-se da secretária, da sala e do PT. Tudo tem limite".

Essa versão não corresponde aos fatos. Vou repor a verdade de novo, embora já o tenha feito inúmeras vezes antes. Não é verdade que a reunião fosse para discutir a saída ou não do deputado Fernando Gabeira do PT. Era para debater a política ambiental do governo. Daí a presença da ministra Marina Silva, de todo o primeiro escalão do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do então presidente nacional do PT, deputado José Genoíno.

Fiz questão de convidar Gabeira porque ele, com uma história voltada às causas ambientalistas, era deputado federal pelo nosso partido.

É fato que atrasei, mas não é verdade que não o recebi. Recebi a todos e instalei a reunião entre Gabeira, a ministra e todo o primeiro escalão do MMA, com a presença do dirigente máximo do PT. Só então solicitei autorização para me retirar. Eu ainda era o articulador político do governo e estava sendo chamado à Câmara dos Deputados. Gabeira não se opôs.

Ele podia protestar pela minha saída da reunião, mas não deixar fixar-se essa versão de que eu não o recebi ou o deixei esperando por horas. Essa não é a versão correta, embora lamentavelmente, e por mais que eu a tenha retificado, é a que prevalece.

José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro chefe da Casa Civil da Presidência da República, São Paulo".

(Publicado no jornal Gazeta Mercantil, na seção Cartas e Opinões - pág. A-2 - em 17.10.2008)

 

  
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No Rio, o mesmo joguinho da imprensa de So Paulo
Publicado em 17-Out-2008
Na disputa do 2º turno pela prefeitura carioca, os jornalões...

Na disputa do 2º turno pela prefeitura carioca, os jornalões, particularmente O Globo, fazem o mesmo que seus congêneres  em São Paulo. No Rio, pegaram um tema periférico, superficial e o transformaram na questão central da campanha.

Conquistam, assim, seu objetivo que, aliás, nem escondem: evitam o debate político e obrigam a ir para a defensiva a campanha dos adversários de seus candidatos - no Rio, o deputado Fernando Gabeira, pelo PV-PSDB, em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM-PSDB.

Em São Paulo foi a partir da peça publicitária da campanha da Marta com perguntas sobre Kassab. No Rio, a partir da apreensão de um panfleto com declarações de Gabeira chamando uma vereadora de analfabeta política e de suburbana, como a própria imprensa noticiou.

A questão do panfleto apócrifo domina a mídia pró Gabeira. Ela faz tudo para diminuir o desgaste político do candidato nos subúrbios do Rio. Da mesma forma, em São Paulo, a grande mídia faz tudo para tirar a campanha do foco sobre o passado político de Kassab.

Na prática, essa mídia atua como linha auxiliar da campanha de seus candidatos, de Kassab e Gabeira. Faz às claras, sem esconder nada e sem medo das conseqüências. E o faz por ter certeza da impunidade.

 

  
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Onde esto as vestais e cates da mdia e da justia?
Publicado em 17-Out-2008
Onde estão as vestais da imprensa, comentaristas e...

Onde estão as vestais da imprensa, comentaristas e articulistas, e os catões de plantão da justiça eleitoral, que a cada viagem do presidente Lula em visita a obras, inauguração ou anúncio de planos, deitavam falação na imprensa contra o uso dos recursos públicos e da máquina administrativa para "beneficiar" candidatos do governo nas eleições municipais? E faziam isso desde o início do ano, muito antes do período de campanha eleitoral...

Agora, em São Paulo, no auge da campanha para o 2º turno, assistimos a cenas explícitas, com provas e tudo, de que o governador tucano José Serra e o prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM-PSDB, usam e abusam da máquina pública.

Acabam de fazê-lo na assinatura de um cheque simbólico de R$ 198 milhões para obras do metrô paulistano. Fazem com a maior tranqüilidade e cara de pau, pela certeza que têm da impunidade, pelo apoio da mídia e pelo silêncio, ou pior, a omissão da Justiça Eleitoral.

A cerimônia foi inteiramente paga pelo Metrô que contratou a agência MPM de publicidade. Um ato claramente eleitoral, já que no mesmo dia estava no site da campanha de Kassab. Se isso não é usar a máquina pública, é melhor revogar toda legislação e fechar os tribunais eleitorais.

Espero que o Ministério Público pelo menos se manifeste e que a justiça eleitoral, em regime de urgência, responda a representação feita pela campanha da nossa candidata Marta Suplicy.

 

  
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Os riscos de uma segunda grande recesso
Publicado em 17-Out-2008
A crise econômica se espalhou pelo mundo e não...

A crise econômica se espalhou pelo mundo e não sabemos aonde vai dar. Primeiro, era o socorro aos bancos e ao setor imobiliário, mas a questão ficou tão grave que afeta o próprio capitalismo. “Os riscos de uma segunda grande depressão” são tema de meu artigo semanal, publicado toda 5ª feira no Jornal do Brasil, reproduzido em outros jornais do país todo e aqui neste site na seção Artigo do Zé.

É preciso discutir as conseqüências de anos de especulação e endividamento desenfreados e irresponsáveis nos EUA. Na Europa a capitalização e controle dos bancos se mostram como saída. Mas seria péssimo se as economias americana e européia se recuperassem sem mudanças no sistema de poder e financeiro, sem regulação, taxação e ampla reforma, não acham?

Vamos discutir essa questão porque nela os BRICs, com o Brasil à frente, são fundamentais. Apesar de ainda não termos forças econômicas e tecnológicas suficientes para dar novo rumo ao mundo, temos um papel fundamental para impedir uma recessão e pela retomada do crescimento do comércio e da economia mundiais. Leiam e enviem seus comentários.


  
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Seis mil sem-teto enfrentam tenso e ameaas
Publicado em 17-Out-2008
Cerca de 1.500  famílias, num total de 6 mil pessoas...


Cerca de 1.500  famílias, num total de 6 mil pessoas, ocupantes de um terreno de 170 mil m² no bairro Fazendinha, em Curitiba, morando de forma precária em barracas e casebres de madeira, vivem dias de medo, tensão e ameaças.

A 19ª Vara Civil de Curitiba deu reintegração de posse a uma das empresas que se diz proprietária da área - depois apareceram várias - e o prazo para a desocupação expirou dia 23 de setembro.

O pedido de desocupação foi apresentado pela Varuna Empreendimentos Imobiliários, mas ao pesquisar em diversos veículos do Paraná,  descobri que cada um divulga um nome de proprietário  diferente  - também reivindicam o terreno um ex-sócio da empreiteira CR Almeida (cujo nome não foi divulgado) e a Hafil Empreendimento. Mas, segundo Maria das Graças Souza, da União Nacional por Moradia Popular no Paraná, há suspeita de que a área seja grilada.

Prontas para resistir a desocupação, ontem as famílias obstruiram os acessos ao terreno e aguardaram o dia todo a chegada da Polícia Militar. Negociações adiaram a ação para a próxima 3ª feira. Receosos de sofrer violência, os

sem-teto procuraram a mídia local, veículos independentes e blogs como o meu, na tentativa não só de evitar a repressão policial, mas também em busca de apoio para pressionar por diálogo e negociação.

Esses sem-teto constituem a prova da enorme demanda por habitação no entorno da capital paranaense, uma questão esquecida pelo prefeito tucano Beto Richa. Quero prestar-lhes o meu apoio e espero que as negociações sejam abertas.

Não há  possibilidade de resolver uma questão dessas com truculência, colocando vidas em risco e optando pela violência no lugar do diálogo. Vou acompanhar a questão.

Fotos: Maria das Graças Souza/UNMP 

 

  
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O Brasil vai encaminhando solues para a crise
Publicado em 17-Out-2008
Boa a iniciativa - se verdadeira - dos bancos credores...

Boa a iniciativa - se verdadeira - dos bancos credores das empresas que fizeram empréstimos para realizar operações no mercado futuro de derivativos, apostando na valorização do real e agora estão insolventes. Eles caíram na real, criaram um comitê gestor e buscam recompor as dívidas das devedoras com novos empréstimos a prazos mais longos e em condições aceitáveis.

Seja por pressão das empresas ou por uma decisão judicial que permitiu a alguma delas não pagar ao banco, seja pelo risco sistêmico, são mais de 200 empresas nessa situação no Brasil. A iniciativa serve de exemplo, portanto, para se enfrentar todos os problemas que a crise financeira internacional trouxe para o nosso país.
 
É preciso que o Governo, bancos e empresas atuem em conjunto, como está acontecendo, também na questão dos dólares vendidos pelo Banco Central (BC) que agora deverão necessariamente financiar as exportações. Deixar a solução só a cargo do mercado, nós já sabemos o resultado: mais crise e mais ganhos para os de sempre, os que o controlam.

Não podemos vacilar um momento sequer. É preciso manter as obras do PAC, proteger nossa indústria, estimular o mercado interno, apoiar  a agricultura e as exportações, manter, enfim, o crescimento do país.

Basta ver o que estão fazendo  a Europa e os demais países para deixarmos de lado uma solução qualquer, como foi o caso, agora, de se aceitar debêntures e não apenas carteiras de crédito como garantia para empréstimos de emergência do BC.

 

  
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36 feridos pela represso de governos tucanos
Publicado em 17-Out-2008
Dois Estados governados por tucanos, amanheceram...

Dois Estados governados por tucanos amanheceram, hoje, com um total de 36 feridos - 25 em São Paulo e 11 no Rio Grande do Sul - vítimas de confrontos com a repressão policial determinada pelos governadores José Serra (SP) e Yeda Crusius (RS) contra manifestantes de movimentos reivindicatórios.

Em São Paulo, a violência atingiu policiais civis em greve há mais de 30 dias e que fizeram uma manifestação no Palácio dos Bandeirantes pró-reabertura de negociações salariais; no Rio Grande do Sul a repressão foi nas imediações do Palácio Piratini, e atingiu participante da marcha de protesto dos integrantes dos "Movimentos do Sem".

Mais grave que essa repressão, que já se tornou norma nos governos tucanos - haja visto o acontecido agora em SP e no RS - é o reiterado comportamento do governador José Serra. Ele acusa os partidos de oposição e as centrais sindicais pelos confrontos a cada vez que eles acontecem, e por toda e quaisquer denúncias de irregularidades e corrupção em governos do PSDB.

Em tudo o que contrarie, cobre, reivindique, proteste ou pressione seu governo, Serra vê motivação político-eleitoral. Como viu nessa  manifestação de 2 mil policiais civis, que foram protestar e exigir negociações no Palácio dos Bandeirantes.

Conivência da mídia com o "democrata"

Pior, nisso tudo, é a complacência e favorecimento da mídia que o trata e aos tucanos com deferências e privilégios que ninguém, nenhuma personalidade pública tem no Brasil. Basta ver, ouvir e ler TV, rádio e os jornais. O que digo estava lá nos noticiários da noite de ontem, para quem quiser conferir.
 
Serra, por exemplo, dá entrevista quando quer, na hora e local que quer, só fala o que lhe convém. Ele é que define o assunto, começa e encerra as entrevistas. E, sabe-se, liga para os veículos de comunicação fala com os donos e chefias, para reclamar, falar do que não gostou e ditar o que não quer que seja noticiado.

Nem sempre é bem sucedido em suas tentativas de censura - em janeiro do ano passado fracassou na própria TV pública do Estado, a TV Cultura, quando tentou forçar que ela não noticiasse ou amenizasse o tom dos telejornais em relação ao acidente que abriu uma cratera no metrô, em Pinheiros, e provocou sete mortes. Isso é que é democrata, hein!

Os governantes do PSDB têm por definição um principio: governos tucanos não negociam com grevistas e não se permite manifestações, tratadas como ilegais e reprimidas. Pena, é uma volta ao passado, aos tempos da ditadura.

 

  
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PM-SP reprime manifestao de policiais em greve
Publicado em 16-Out-2008
No final da tarde / início da noite, com uma assembléia na...

No final da tarde / início da noite, com uma assembléia que reunia 2 mil participantes, policiais civis deliberavam sobre a continuidade de ato de protesto, depois de terem sofrido hoje violenta repressão da polícia militar (PM) do governador tucano José Serra.

Na assembléia eles se reorganizavam e decidiriam se retornavam ao ponto de partida de sua manifestação - as imediações do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista no bairro do Morumbi.

A PM continuava a ocupar e a cercar a área. Para impedir a chegada dos manifestantes à sede do governo, a polícia bloqueou as vias do bairro com viaturas e motocicletas. Com o ato nas proximidades do Palácio os policiais civis, que completaram um mês em greve, pretendiam pressionar o governo estadual pela reabertura de negociações salariais.

Na repressão os policiais usaram bombas de efeito moral (gás lacrimogêneo), balas de borracha e a cavalaria. Doze pessoas feridas foram encaminhadas à unidade do Morumbi do Hospital Albert Einstein - o mais próximo. Até o início da noite o hospital prometia mas ainda não havia divulgado a lista com os nomes do total de 23 feridos.

Desculpa de sempre: culpa do PT

No início da noite, o governador responsabilizou dirigentes do PT, da Força Sindical e da CUT pela manifestação que definiu como "política". Também seu chefe da Casa Civil e principal porta-voz político, o secretário tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho, foi na mesma linha.

Nenhuma surpresa. Desde que assumiram o governo há quase dois anos, Serra e o tucanato paulista atribuem tudo de errado que fazem no governo e tudo de que a administração é acusada (como a corrupção da multinacional Alstom em cima do metrô e de outras estatais paulistas) ao PT e a questão eleitoral.

Não é, governador Serra e secretário Aloysio! Não é responsabilidade do PT! A greve, e por reajuste de salários, já completou um mês. Não seria melhor refletirem e descobrirem que ela resulta da absoluta incapacidade dos governos tucanos de lidarem com reivindicações - ou melhor, com as reivindicações vindas dos movimentos sociais e populares? 30 dias de greve, em meio a impasse e sem negociação da parte do governo não são suficientes para perceberem isso?

Pelo visto, o que acontece é que os governos tucanos se tornaram adeptos da máxima cunhada pelos dirigentes da I República (1889-1930) e, quase um século depois, consideram que "a questão social é uma questão de polícia ".

Vejam a cobertura do Último Segundo, que traz um vídeo do contronto.

 

 

  
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Dengue: a hipocrisia e o cinismo na poltica do RJ
Publicado em 16-Out-2008
Depois de 16 anos de administração, o ex-PFL-DEM,

Depois de 16 anos de administração, o ex-PFL-DEM, seu atual prefeito carioca, César Maia, o PV e seu candidato à reeleição no 2º turno, Fernando Gabeira - que apoiaram e participaram das administrações pefelistas no Rio - discutem o apoio do governo federal para colocar um fim à devastação da dengue no Rio.

Entra ano, sai ano e essa questão da dengue continua uma vergonha. Com cobertura da mídia, o ex-PFL-DEM, César Maia e, agora, Gabeira e seu partido, escondem suas responsabilidades no crescimento anual da doença no Rio de Janeiro.

A mídia não dá uma palavra sobre a responsabilidade de Maia e de seu governo sobre as mortes e nenhum balanço das políticas de saúde do município. Nada. Tudo para proteger seu candidato a prefeito, Gabeira, para esconder a vinculação deste com a atual e desastrada administração carioca.

Vale tudo para ajudar Gabeira

Pelo contrário, o que vemos na mídia é uma verdadeira campanha para coibir e impedir que a frase infeliz sobre o subúrbio, dita por Gabeira e divulgada pela imprensa, seja repetida na campanha. Mas aí, há uma sutil diferença: nesse último caso não é censura, é jogo limpo. Um jogo que é dito que é feito contra "campanha suja", mas que no fundo visa a ajudar a candidatura Gabeira.

Enquanto a armação é essa no Rio, já em São Paulo, baixarias e seu uso  contra o candidato do PT à prefeito de São Bernardo do Campo, Luís Marinho "podem e devem" ser divulgadas pelo site da Folha, conforme defende o jornal. E, ao coibi-las, a justiça eleitoral é acusada de censura.

Como se vê, de novo dois pesos e duas medidas. Mas, aqui, nesses casos a que me atenho, fica claro que o que interessa é eleger Gabeira. Portanto, que não se cobre nada da mídia, porque para ela, danem-se. Às favas a coerência e a lei.

 

  
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Outra vez dois pesos e duas medidas
Publicado em 16-Out-2008
É o que revela o caráter das decisões dos TREs de...

É o que revela o caráter das decisões dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O TRE-MG não viu nada demais num panfleto de comparação entre as administrações de Sebastião Quintão, em Ipatinga, na Grande Belo Horizonte, e a eventual de seu filho, Leonardo Quintão, caso vença a eleição na capital mineira.

O TRE-Minas não se espantou nem com a afirmação de Leonardo no panfleto, de que vai governar a capital mineira com o pai (depois deste ter sido derrotado por Chico Ferramenta, do PT, na disputa pela prefeitura de Ipatinga) que, por sinal, participa aberta e ostensivamente da campanha do filho no 2º turno.

Já o TRE-SP viu como crime eleitoral um panfleto da campanha da petista, nossa candidata Marta Suplicy, comparando sua administração (2001/2004) à tucano-pefelista (2005/2008) e acusando o prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM-PSDB, de apoiar a campanha de desestabilização que seu partido e o PSDB fizeram para derrubar o presidente Lula em 2005.

Cara de coisa montada por quem gosta de factóide

Além de considerar crime, a justiça eleitoral foi mais longe e censurou a informação oficial contida no panfleto, sobre o aumento da mortalidade entre as mães negras na Capital paulista no governo municipal da dupla Serra-Kassab.

É a verdade, consta dos dados oficiais. O fato é que essa decisão favorece Kassab, mais ainda ao dar-lhe direito de resposta - e não há nada que justifique isso - nos programas de rádio e TV de Marta.

Pelos critérios do TRE-SP, no Rio, a chamada de O Globo de hoje,  com o título, "Desemprego aumenta mais entre negros", não poderia ser veiculada numa campanha eleitoral. E ali no jornal a responsabilidade nem é cobrada de nenhum governo. Se isso não é uma decisão tipicamente política, não entendo mais nada.

Aliás, no Rio, a justiça eleitoral determinou a apreensão de panfletos e outros materiais encontrados em uma kombi contra o deputado Fernando Gabeira, candidato do PV-PSDB nesse 2º turno.

O material associa Gabeira a críticas à periferia. Atenção a um detalhe: os panfletos e a operação inteira tem todo jeito de ter sido montada, uma armação muito típica dos factóides criados no Rio por um determinado politico, chegadinho a montá-los e  que apoiou Gabeira no 1º turno e continua a apoiá-lo no 2º.

 

  
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Comeou o cabo de guerra entre governo e bancos
Publicado em 16-Out-2008
Até o presidente Lula já cobrou: os R$ 111 bilhões liberados...

Até o presidente Lula já cobrou: os R$ 111 bilhões liberados pela diminuição do compulsório simplesmente não chegam as empresas. Como registramos aqui, ontem, os bancos aplicam-nos em títulos do governo.

O medo domina o mercado. Não há confiança nem entre os bancos, nem para emprestar entre eles, aliás, nem com as taxas de juros superiores as dos títulos públicos. E, assim, falta crédito para a exportação.

Secaram as fontes externas e as empresas precisam de dinheiro para capital de giro, pagar a folha, impostos, fornecedores etc. É preciso manter os planos de investimentos e evitar que as empresas quebrem por falta de crédito.

Os bancos não são obrigados a emprestar o dinheiro liberado pela diminuição do compulsório. Só estão vinculados os recursos para a agricultura, o dinheiro das contas correntes, e habitação (dinheiro da poupança). Os demais recursos não.

Assim o governo não tem saída: tem que procurar outra solução, apesar das declarações da Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) de que seus associados estão empenhados, junto com o Banco Central (BC), em restabelecer o fluxo normal de crédito às empresas.

É isso, quando o sistema não funciona - como vimos com a economia americana - o jeito é entrar o Estado. Daí ser necessário uma solução de governo. Esta pode ser a criação de um fundo especial, apoiado em recursos da banca privada e pública e dos fundos de pensão, para capitalizar e financiar as empresas.

Urge, e façamos isso já, porque mais do que manter o crescimento - mesmo menor... - temos que defender a economia nacional.

 

  
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Era Lula cria 2 milhes de emprego a cada ano
Publicado em 16-Out-2008
Dados divulgados pelo Cadastro Geral (CAGED) do Ministério...

Dados divulgados pelo Cadastro Geral (CAGED) do Ministério do Trabalho confirmam que o número de empregos criados nesse 2008 - a impressionante cifra de mais de 2 milhões - é a maior conquista do Brasil nos últimos 30 ano pelo impacto social, econômico e político que tem.

Significa que no governo Lula, nos últimos 6 anos quase 10 milhões de brasileiros foram empregados com carteira de trabalho assinada. É um dos maiores resgates sociais da história de nosso país, além de sustentar o crescimento da economia, via aumentos da renda e do consumo.

Por isso nossa única e exclusiva prioridade, agora em meio à crise econômica, é a de manter o crescimento econômico e do emprego, independente do que aconteça no mundo. E já se sabe o que será: vamos ter recessão, nos EUA, Europa e no Japão; redução do comércio e do crescimento global; falta de crédito para exportação; escassez geral de crédito; e queda dos preços das commodities, do petróleo, minerais e alimentos.

Se vier recessão, no Brasil  vamos superá-la com crescimento

Mesmo assim, insisto, nossa economia pode e deve crescer apoiada no mercado interno. Para isso precisa de juros menores para, além do crédito, manter os investimentos públicos, e de uma política de Estado para proteger a economia nacional da crise financeira internacional, que agora chega as empresas e ameaça se transformar numa recessão.

Nao basta diminuir o compulsório e aumentar o crédito à agricultura. Precisamos é aumentá-lo para essa área e para as exportacões. É necessário crédito, também para as empresas que estão em dificuldades por falta dele e enfrentam queda das vendas, aumento dos preços dos insumos e peças importadas, e por operações no mercado futuro de derivativos.

BNDES, BB, CEF,  BNB e fundos de pensão têm que criar, inclusive com a participação dos bancos privados, um fundo para comprar debêntures dessas empresas, com juros e garantias, convertíveis em ações no futuro, que é a forma de evitar uma doação de dinheiro público às empresas e garantir-lhes o crédito para investimentos e capital de giro.

Estamos acertados: precisamos de juros menores, crédito, sustentação do crescimento do emprego, da renda e do consumo, manutenção das obras de infra-estrutura urbana e econômica e dos programas sociais.

Temos de manter o país crescendo e aproveitar a crise para mudar de rumo na política macro-econômica. Então, juros menores e mais investimentos públicos já, antes que seja tarde.

Foto: Renato Alves

 

  
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Tucanos invadiram at a vida conjugal de Marta Suplicy
Publicado em 16-Out-2008
A oposição, tucanos-demos à frente, explora com a...

A oposição, tucanos-demos à frente, explora com a corda toda o fato de a campanha de nossa candidata ter usado frases que deram margem à interpretação de estar tratando da vida pessoal do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (ex-PFL-DEM-PSDB). Parte da mídia, então, principalmente a Folha, direcionou boa fatia dos seus espaços de política só a esse assunto.

Até parecem vestais que nunca se banquetearam nessa seara! Bem lembrado, portanto, o que Luís Favre colocou em seu blog e que a própria Folha registra hoje: nossa candidata foi vítima de ataques pessoais, inclusive à sua vida conjugal,  por parte do PSDB nacional na campanha eleitoral de 2004, quando concorria à reeleição à prefeitura paulistana.

Um destes, no boletim divulgado pelo site nacional do PSDB, em 29 de julho de 2004, tinha o título "Dona Marta e seus Dois Maridos." Referia-se à separação e casamento de Marta Suplicy e ridicularizava a participação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) na campanha reeleitoral da ex-mulher. "Foi um equívoco", despista agora o hoje presidente nacional tucano, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).

Foi, na verdade, como diz Favre em seu blog, "violenta baixaria contra Marta." Não esqueça: baixaria vinda dessa mesma oposição e mídia que posam de vítimas e escandalizados com o material colocado no ar no início da campanha da Marta nesse 2º turno.

 

  
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Os sonhos no envelhecem
Publicado em 16-Out-2008
A presidente nacional da União Nacional dos Estudantes...

A presidente nacional da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, traz ao Especial 68, "Os sonhos não envelhecem", artigo no qual analisa o papel da entidade nos últimos 40 anos. Lúcia fala especialmente da luta contínua contra o regime de força que vigorou no Brasil por 21 anos, nos quais a UNE não parou de combater nem diante da tentativa dos militares de calar sua voz ao torná-la proscrita em 1964.

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Lucia Stumpf
"Mesmo com toda a perseguição da ditadura, a juventude brasileira nunca deixou de lutar", afirma Stumpf. Mantendo a organização e a luta, mesmo que na clandestinidade, a UNE foi personagem importantíssima no combate à repressão e na busca pela redemocratização do país. As grandes mobilizações populares de 68, em São Paulo, no Rio e Brasil afora, foram possíveis graças ao movimento estudantil.

"Como nos mostrou a história, a presença dos estudantes na construção desta nova América Latina é essencial. Os estudantes foram, são e continuarão sendo a força motriz dos projetos inovadores e democráticos. Como o foram em Ibiúna, como somos hoje em dia". Leiam Lúcia Stumpf em "Os sonhos não envelhecem", no Especial 68.

 

  
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A eleio em So Paulo e o futuro do Brasil
Publicado em 16-Out-2008
Com o título acima, síntese do quanto o destino político...

Com o título acima, síntese do quanto o destino político do Brasil nos próximos anos está vinculado ao resultado do pleito na capital paulista,  o deputado José Genoíno (PT-SP), em uma espécie de carta aberta, aqui publicada na seção Convidado, faz uma ótima análise política da disputa desse 2º turno em São Paulo.

Ele constata que essa última etapa da eleição desse ano, mais uma vez revela a  polarização política que tem dominado todos os confrontos eleitorais dos últimos anos no Brasil. "de um lado, partidos e alianças de esquerda, com destaque para o PT; no lado oposto, as forças políticas que compunham a base do governo FHC. É em São Paulo, que esta conjuntura se configurou da forma ainda mais radical e inconteste."

A vitória do prefeito e candidato a reeleição, Gilberto Kassab, do DEM-PSDB sobre o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, analisa o deputado, "possibilitou a recomposição da aliança PSDB/PFL que elegeu e sustentou o governo FHC e que  planeja - e isso é praticamente um consenso - emplacar José Serra como o candidato a presidência do Brasil nas eleições de 2010."

Kassab é um resumo das derrotas de 2002 e 2006

O prefeito candidato a reeleição em São Paulo, para Genoíno, é um resumo cristalino do conjunto de forças  derrotadas em 2002 e 2006. Hoje Kassab "é a síntese da reaglutinação e, ao mesmo tempo, da tentativa de reciclagem da direita brasileira, cujo projeto político foi duramente atingido, não só pelas sucessivas derrotas eleitorais, mas pela crise econômica global causada pelo neoliberlismo. Não é por outro motivo, a sua falta total de propostas alternativas ao impasse que a cidade de São Paulo se encontra."

José Genoíno cita a defesa de valores conservadores feita pelo prefeito, sua ação permanente  "manipulação e dissimulação" e aconselha sobre a campanha eleitoral hoje:  é na defesa do governo de Marta Suplicy (2001/2004) que se encontrará conteúdo para enfrentar o debate.

Este, enfatiza "não é, em nenhuma das suas dimensões, puramente administrativo. É um debate, acima de tudo, baseado na afirmação dos valores da inclusão social, da democracia, da participação popular, da prioridade para os que mais precisam, da justiça social, da luta contra qualquer tipo de discriminação."

"A vitória da Marta - conclui José Genoíno - é a vitória do projeto de esquerda em São Paulo. Seu vínculo com o governo Lula é muito mais que partidário, é programático e estratégico. (Sua candidatura...) agrega os partidos de esquerda, as centrais sindicais e movimentos populares porque está claramente vinculada a um projeto democrático e popular para o Brasil. E não há outro caminho para  enfrentar esta rearticulação neo-conservadora que não seja o do confronto político e ideológico."

 

  
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Quinto demonstra ignorncia quanto ditadura
Publicado em 15-Out-2008
A gente sabe que campanha eleitoral é quase uma guerra...

A gente sabe que campanha eleitoral é quase uma guerra, na qual as armas são conhecidas e em que vale muita luta política - mas luta centrada aí, sem nunca se deixar que resvale para outras áreas que digam respeito a qualquer dos adversários.

Exibir ignorância, então, principalmente em relação à história do seu país, da cidade e do adversário é algo extremamente desconfortável, parta isso de onde partir.  Desconfortável por que como combater ignorância  em plena campanha eleitoral?

Leio, agora, que o candidato do PMDB nesse 2º turno a prefeito de Belo Horizonte, Leonardo Quintão, declarou que seu adversário do PSB-PT, Márcio Lacerda, foi processado por crime comum e não por crime político, como de fato ocorreu, é fato público na história do país e do candidato socialista. Quintão não tem o direito de desconhecer isso.

Ele, pelo que vejo, desconhece a existência de uma ditadura que atormentou e sufocou o país por 21 anos, a tortura, a montagem de processos fraudados e falsos. Ao negar que Márcio Lacerda tenha sido preso político e ao tentar tachá-lo de bandido, o candidato do PMDB em BH revela ignorância sobre a história recente do país e atinge a todos que lutaram contra o regime de exceção e pela democracia.

Mas é o que acontece: nos piores estilo e linguajar da direita, Quintão afirmou que Lacerda não foi preso político e que assaltou bancos. Desconhece que a luta contra a ditadura se deu de várias formas, principalmente nos anos mais duros; que Márcio Lacerda esteve preso por razões políticas por 4 anos e meio, quando foi vizinho de cela do atual prefeito de BH, Fernando Pimentel, do PT; e, enfim, pelo que falou, desconhece ter havido a própria ditadura.

Lacerda foi preso pela ditadura com 23 anos, quando universitário e militante da Ação Libertadora Nacional (ALN). No processo, na mídia,  e sempre, ele confirma que realmente assaltou banco para obter recursos para a resistência à ditadura militar. 

E atenção, leitores, amigos, e eleitores de BH: Quintão comete esse disparate apenas dois dias após ter sido apresentado um vídeo em que ele, em campanha por seu pai, em Ipatinga, disse que iam ganhar para nessa cidade da Grande Belo Horizonte e na capital  e "meter o pé na bunda" dos petistas a quem derrotariam. A ameaça e esses termos são coisas para serem usadas em campanha?

 

  
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Pesquisa mostra quadro eleitoral do 2 turno indefinido
Publicado em 15-Out-2008
O quadro eleitoral do 2º turno continua indefinido...

O quadro eleitoral do 2º turno continua indefinido seja no Rio e em Salvador, onde temos empate técnico, seja em Manaus, onde o PT decidiu apoiar o atual prefeito do PSB, Serafim Corrêa, seja em Porto Alegre onde a diferença não é grande e nem impossível de ser superada.

As capitais em que a eleição nesse 2º turno está mais difícil para o PT são Belo Horizonte e São Paulo. Na capital mineira, segundo o IBOPE, a diferença a favor de Leonardo Quintão, o candidato do PMDB, é de 18 pontos em cima de Márcio Lacerda, que concorre pela aliança PSB-PT.

Em São Paulo a vantagem é de 12 pontos a favor de Gilberto Kassab, o prefeito candidato a reeleição pelo DEM-PSDB em relação à nossa candidata, Marta Suplicy, concorrente por ampla aliança liderada pelo PT (PT-PC do B - PSB). Já foi bem maior, de 17 pontos, mas a Marta a reduziu entre a última pesquisa Datafolha, há pouco mais de uma semana, e esta do IBOPE.

Eu vejo, francamente, que mesmo em São Paulo o PT e seus aliados que contam com amplas bases e força social e eleitoral, a campanha tem condições de diminuir e reverter ainda mais essa vantagem. E por que vejo assim? Porque em torno de Kassab reúne-se uma coligação pra lá de conservadora, com o governador tucano José Serra à frente.

Essa aliança deles faz retornar ao governo paulistano e de São Paulo forças políticas retrógradas, como as malufistas e as do ex-PFL-DEM  que o governador Mário Covas derrotou em 1994 e 1998. Vejam, ele as derrotou duas vezes no Estado, e o PT outras duas vezes na prefeitura paulistana, com a deputada Luiza Erundina em 1988 e com a própria Marta em 2000.

Tanto o DEM como o malufismo buscam uma sobrevida agora em São Paulo via Gilberto Kassab. Mas a denúncia insistente e permanente desse retrocesso feita durante a campanha e mais a comparação entre os dois governos (Marta-Serra/Kassab) e entre os projetos políticos que o PT e o PSDB-DEM representam, podem e vão definir o resultado final da eleição do 2º turno paulistano.

 

  
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Salvador e Manaus: influncia na sucesso estadual
Publicado em 15-Out-2008
Os resultados do 2º turno da eleição em Salvador e...

Os resultados do 2º turno da eleição em Salvador e em Manaus terão implicação muito mais na sucessão estadual do que no plano nacional.

Em Salvador, com uma vitória do prefeito e candidato a releição João Henrique, o PMDB e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, se fortalecem para uma improvável disputa com o PT e seu governador Jacques Wagner. Já uma provável vitória do candidato petista, deputado Walter Pinheiro, colocaria o governador numa posição de força no Estado.

Em Manaus os sinais se trocaram: o governador Eduardo Braga e Alfredo Nascimento, ministro dos Transportes e ex-prefeito da capital, ambos do PRB, apóiam Amazonino Mendes - ex PFL, hoje no PTB - contra o atual prefeito, o socialista Serafim Correa, que no 2º turno recebe o apoio do DEM e do líder tucano no Senado, Arthur Virgilio. Aí é um jogo que também aponta para 2010.

Em Porto Alegre a batalha é pela recondução do PT a prefeitura, e na seqüência, em 2010, a retomada do governo gaúcho. Depois de um bom resultado obtido no 1º turno no Rio Grande do Sul contra um PMDB que já governou o Estado e passou o bastão para o PSDB de Yeda Crusius, uma vitória petista nos dará a única capital do sul do pais. Um feito e tanto!

 

  
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No Rio e em BH: reflexo na eleio presidencial
Publicado em 15-Out-2008
No Rio de Janeiro o quadro eleitoral do 2º turno continua...

No Rio de Janeiro o quadro eleitoral do 2º turno continua indefinido - 42% para Fernando Gabeira e 39% para Eduardo Paes. Mas a eleição também tem um caráter político ideológico muito forte que a gente pode e deve explorar bem.

O candidato verde-tucano, deputado Fernando Gabeira, reuniu a seu lado  a oposição ao PT e ao governo Lula, além da coligação PSDB-PPS-PV. E recebeu o apoio, ainda no 1º turno, do atual prefeito César Maia, e no 2º, agora, do DEM de Maia.

Do lado do candidato ex-deputado Eduardo Paes, além do PMDB estão os partidos da base do governo, PSB-PC do B-PDT, e ainda o PT. E Paes teve a sua candidatura bastante fortalecida pelo apoio que recebeu da ex-deputada Jandira Feghalli (PC do B) e do senador Marcelo Crivella (PRB).

É preciso contar, também, o apoio do governador Sérgio Cabral, que não obteve um resultado bom no interior do Estado no 1º turno. Uma derrota dele e de seu partido (PMDB) agora na capital comprometeria seus planos para 2010.

Em Belo Horizonte, independente da aliança heterodoxa feita pelo prefeito Fernando Pimentel (PT) com o governador Aécio Neves (PSDB) para apoiar Márcio Lacerda - do PSB com um vice do PT- a candidatura de Leonardo Quintão, do PMDB é um risco real, dado a vantagem de 18 pontos que ele registra na pesquisa IBOPE de hoje.

Quintão está com apoio do PC do B e de dissidências do PT. Sua vitória representará uma dura derrota para o PT-PSB, para o prefeito Pimentel, para o governador Aécio e para os planos deste para 2010.

 

  
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Lula tem melhor imagem em toda a Ibero-Amrica
Publicado em 15-Out-2008
O presidente Lula é o mandatário com melhor imagem...

O presidente Lula é o mandatário com melhor imagem internacional em toda a região ibero-americana (América Latina, Portugal e Espanha), de acordo com pesquisa feita em 22 países pelo Barômetro Ibero-Americano de Governabilidade 2008, cujos resultados foram publicados pelos jornais "El Tiempo", de Bogotá, e O Globo, do Rio.

O levantamento afere a Lula, com 58,8%, a maior simpatia entre os cidadãos ibero-americanos, seguido por sua colega do Chile, Michelle Bachelet (45,9%), e pelo mexicano Felipe Calderón (45,6%). Entre os impopulares, com um dos índices mais altos (21%), está o presidente norte-americano George W.Bush, a pouco mais de 90 dias do término do mandato - a eleição de seu sucessor é dia 04 próximo e a posse a 20 de janeiro.

O presidente Lula tem um índice de popularidade, e de aprovação internas a seu governo, que já ultrapassa os 70% de acordo com as últimas pesquisas. Os resultados publicados pelo jornais colombiano e do Rio atestam que para os entrevistados (12.401 pessoas nos 22 países) os principais problemas da região são insegurança (17%), e desemprego e corrupção (ambos com 15%).

A pesquisa que mede a popularidade dos líderes ibero-americanos vem sendo feita anualmente desde 1992 pelo Consórcio Ibero-Americano de Pesquisa de Mercado e Assessoramento (CIMA),com sede em Bogotá.

 

  
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O que fazer para os bancos liberarem o compulsrio?
Publicado em 15-Out-2008
Alguma medida precisa ser tomada pelo governo...

Alguma medida precisa ser tomada pelo governo para impedir que os bancos continuem a reter  em suas tesourarias os recursos liberados pela redução do compulsório - eles estão comprando títulos do Tesouro Nacional, que rendem 14,75% ao ano, com os quase R$ 60 bilhões liberados com a medida do Banco Central (BC).

Assim os grandes bancos não estão emprestando nem para os menores, nem para a produção e o comércio. Não estão emprestando nem com taxas maiores. Preferem a segurança do Tesouro Nacional. Em agosto desse ano “devolveram" para o BC R$ 29,8 bilhões por dia. Ontem já chegava a R$ 70,6 bilhões.

Essa postura conservadora dos bancos correndo para a tesouraria, aumentando sua própria liquidez, explica-se em parte pelo aumento dos saques pelos clientes -a retirada de depósitos por parte dos correntistas dessas instituições. Mas, não pode ser aceita pelo governo já que anula o efeito da diminuição do compulsório e mantém o mercado sem liquidez e sem crédito.

Na verdade diminuir os juros talvez tenha um efeito mais rápido e eficaz do que diminuir o compulsório. Mas, infelizmente o nosso BC continua com a visão de que a inflação é a principal questão e já se prepara para aumentar os juros ou mantê-los altos por causa da valorização do dólar que deve repercutir no preços internos a partir do encarecimento das importações.

 

  
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Uma homenagem de Consuelo a Z Dirceu
Publicado em 15-Out-2008
Parceira de longa data das  jornadas e lutas do titular...

Por Aristeu Moreira (editor)

Parceira de longa data das  jornadas e lutas do titular desse blog, o ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu, a dramaturga Consuelo de Castro mergulhou em suas emoções de 40 anos atrás e escreve  um texto-homenagem ao amigo quando se comemora, este mês - no último dia 12 - quatro décadas da célebre batalha de rua entre a direita e a esquerda na Maria Antônia.

A direita, representada por alunos, policiais e agentes infiltrados no Mackenzie, a esquerda, por Dirceu e companheiros da Faculdade de Filosofia da USP, que então funcionava na Maria Antônia. Consuelo revê personagens e relembra o que cada um fazia naquele dia - ela inclusive.

Recebi, editei e publico  o texto da dramaturga que, como ela mesma define, constitui também, a celebração de uma grande amizade que há décadas sobrevive a todos os embates, não importa os altos e baixos vividos por cada um dos dois amigos.

 
Quarenta anos, aqui, agora

A José Dirceu

Quarenta anos depois do incêndio caminho devagarinho por essa  rua (Maria Antônia) hoje pacificada tentando recolher algum vestígio de nossa presença. Não  o resgate institucional, o memorial de resistência, mas o calor de um agora que há quarenta anos virou ontem e ainda lateja.

Éramos tantos, éramos fortes, éramos loucos de paixão e fé. Mas o muro se erguia, a arma aprumava mira  e a brutalidade se tornava lei para derramar a céu aberto o nosso sangue. Vejo em cada nesga de cimento, pedra e  porta nossa cara ainda fresca de tempo. Os que sobrevivemos e os que foram colhidos pela morte aqui mesmo. Vejo todos. Um por um...

Zé Arantes discursa, os imensos olhos negros brilhando como luas. Chico (Buarque de Holanda) compõe no bar da quitanda entre uma batida de coco e uma de maracujá. Renata (Souza Dantas)  tenta decorar falas de "Os Fuzis da Senhora Carrar" para o espetáculo que o TUSP vai estrear.  Aloysio (Nunes Fereira Filho), primeiro da classe, de  muita ação e pouco falar, sobe no carro de som e troveja, o megafone a ampliar  a  já possantissima voz. Benê monta o roteiro da passeata enquanto  passa slides de Renoir num mocó do infinito Copan.

Tudo ainda acontece. Romances nascem e morrem. A cara dada pra bater. A franqueza. O destemor e o mofo das celas. O hino nacional cantado no Dops para aqueles antropóides. Um amasso embaixo de ponchos. Um beijo atrás da coluna. Alguém de porre no bar da esquina com dor de cotovelo, alguém de porre no bar da esquina celebrando novo amor.

Tenho prova com Ruth Cardoso dentro de minutos e tento estudar Levi Strauss  no saguão. Inútil. Entregam-me um panfleto contra o ministro da justiça (Gama e Silva), outro contra a Guerra do Vietnam e um saquinho de bolinhas de gude para fazermos escorregar os cavalos da polícia montada no comício da São João.  

Pelo buraco do elevador escalo o telhado e me junto à comissão de segurança, que tirita de frio há dias  esperando a invasão. Del, Abê, Lauri, Oscar, Yara, Lúcia, Tereza Cristina, Walnice, Lobão, Leda, Perrone, Angela, Zé Au, André, Bento, Célia, Marias, Josés e Joões estão todos aqui, dentro de mim, diante de mim, sonoros, vivos, meninos.

Você ainda fala em vitória no topo do Municipal.  Eu ainda uso a mesma calça Lee, a mesma bota topa tudo e ainda esqueço o saquinho de bolas de gude no balcão do seu Joaquim. Ainda sou tua melhor amiga. Como insisti que você me chamasse quando te visitei no presídio de  Itaipu.

Consuelo de Castro é dramaturga

 

  
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Conversa com os leitores
Publicado em 15-Out-2008
O 2º turno das eleições é o que mais motiva as manifestações...

O 2º turno das eleições é o que mais motiva as manifestações dos leitores essa semana. E o post mais comentado foi sobre polêmicas perguntas da campanha da nossa candidata, Marta Suplicy,  a respeito da vida pessoal do do prefeito e candidato demo-tucano à reeleição, Gilberto Kassab.

Gilda Mastroiani comentou: "Quanto farisaísmo! Quanta hipocrisia! (...). São inegáveis as bandeiras de Marta pró-minorias historicamente excluídas e execradas pela falsa moral mediana". Para Valdir Fiorini "não foi erro nenhum, foi um golpe de mestre. A propaganda não disse nem insinuou nada. Foi a mídia que fez o trabalho contra seu candidato".

Para Justo Veríssimo, "agora é tarde, o estrago e a apelação estão feitos. E que ninguém venha comparar com o episódio da separação da D. Marta, anos atrás. Quem tornou a coisa pública foi o ex-marido, ninguém do PSDB, DEM ou imprensa foram lá xeretar a vida dela, ou fazer insinuações maldosas como essa da campanha petista". Já Astolfo Soares escreveu: "(...) Esta escandalização toda do nada é uma tentativa de não responder sobre as ligações que ele (Kassab) tem com a malufada. Esposa ele pode não ter, mas pai (Maluf) e padrinho (Pitta) ele tem".

Semana de reflexão e comemorações

Outra nota muito comentada foi Onde está a esquerda brasileira?, onde indiquei post do escritor português, e agora também blogueiro, José Saramago. Gabriela Palombo comentou: "muito complexa a provocação, mas, a partir disso, começo a refletir que talvez o mais sensato seja nos perguntarmos 'o que está fazendo a esquerda?', 'como age a esquerda hoje diante do cenário global ou local que se apresenta?"  Estou reunindo os comentários sobre essa nota e uma hora dessas, com mais tempo, quero retomar essa discussão.

No post PT, uma vitória sem precedentesEdivaldo Tavares perguntou: "Quantos prefeitos o PT elegeu? Não encontro essa informação". Caro internauta, nosso partido elegeu 548 prefeitos, o que representa crescimento de 33% (elegera 411 em 2004, e 187 em 2000). Para acessar um balanço completo, acesso o site do PT Nacional.

Na semana passada, também compartilhei com meus leitores a alegria pela reeleição de meu filho, Zeca Dirceu, à frente da prefeitura de Cruzeiro do Oeste (PR) e agradeço as inúmeras congratulações deixadas por vocês em meu blog, bem como agradeço o carinho com que fui recebido no evento que comemorou, em São Paulo, os 40 anos do 30º Congresso de Ibiúna. Foi emocionante relembrar aqueles tempos e, ainda, comemorar o reconhecimento oficial pela justiça do coronel Brilhante Ustra como torturador. É mais um avanço em direção ao conhecimento da verdade.

Um abraço e até a próxima conversa!

 

  
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So Paulo: esquerda contra direita
Publicado em 15-Out-2008
Com o título acima, o filósofo e cientista político Emir Sader...

Com o título acima, o filósofo e cientista político Emir Sader está na seção Convidado desta semana, cuja leitura recomendo porque ele retrata a fundo, com uma objetividade e lucidez poucas vezes vistas antes, o que realmente ocorre e está em jogo nessa disputa do 2º turno na eleição paulistana.

Não há como discordar dele. Analisa o quadro de uma forma tão franca, com essa síntese tão precisa de que o que há é uma disputa entre a direita e a esquerda em São Paulo - mas, claro, pelo peso político da cidade, com reflexos em todo o país - que nem o nosso mais ferrenho adversário pode contestar.  

Hoje, em São Paulo, é isso aí. De um lado, temos todo o conservadorismo dos tucanos e demos. Os primeiros com o "verniz" de sempre, se bem que cada vez mais desbotado. Os últimos, nossos velhos conhecidos do PFL, do PDS, da ARENA, da UDN....bem, não preciso voltar 500 anos na história para lembrar que esse é o tempo que essa gente do DEM está no poder.

Do outro lado, temos os projetos  e programas do PT para promover não só a economia da maior cidade brasileira, com claros reflexos no crescimento do Estado e também do país, mas, também, promover a inclusão da população por meio do desenvolvimento social.

"O bloco social e político da direita paulista representa o egoísmo de quem resiste às políticas de distribuição de renda, de incorporação dos excluídos a direitos elementares. O ódio ao PT, a Lula, a Marta é o ódio a essas políticas, que tem em Lula seu principal agente e sua expressão simbólica", afirma Sader.

Considero fundamental a leitura desse artigo e quero receber os comentários dos meus leitores para debatermos a questão.

Foto: Rafael Wallace/Alerj

 

  
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Foi um erro mexer na vida privada de Kassab
Publicado em 14-Out-2008
Hipócritas de todos os matizes que hoje questionam...

Hipócritas de todos os matizes que hoje questionam a candidata do PT, Marta Suplicy, sejam do PSDB, do DEM ou do PPS, sejam da Folha de S.Paulo, não têm nenhuma autoridade política ou ética para tanto.  O jornal, principalmente, está fazendo tudo para transformar um erro do início da corrida pelo 2º turno em centro da campanha nessa nova fase.

São os mesmos que usaram e abusaram da invasão da vida privada e da privacidade. Cansaram de cantar em prosa e verso que vida privada de político é publica. Eu mesmo fui vítima disso todos esses anos, Marta é até hoje, e nenhuma das vozes que agora aparecem - inclusive de apoiadores da nossa candidata - teve coragem de vir a público defender o que agora corretamente defendem.

No Brasil em que vivemos, a grande mídia, com a Folha de S.Paulo e as organizações Globo à frente, e tendo como vanguarda a revista VEJA, destruíram tudo que havia de proteção legal e pactuada na sociedade com relação a privacidade dos petistas e daqueles que apóiam Lula.

É só ler a imprensa e lá estão todas as provas. Inclusive jogaram na lata do lixo os direitos de resposta, à privacidade, e à preservação da imagem escritos e consagrados na Constituição. Escondidos e protegidos pelo sigilo da fonte, divulgaram todas as informações sigilosas que quiseram das CPIs e das investigações e inquéritos.

No meu caso invadiram a vida privada, familiar, pessoal, profissional, afetiva e amorosa. Aliás, têm feito isso com todos nós, personalidades públicas e com as pessoas que a nós se vinculam. Não deram a mínima para nenhum dos altos princípios que agora levantam.

Invasão de privacidade é erro que precisa ser corrigido

Está correto a campanha focar a vida política do prefeito Gilberto Kassab, candidato à reeleição pelo DEM-PSDB. Tudo o que tem sido dito nesse aspecto, em termos políticos, está certo e é mais do que necessário ir por aí.

Mas, não há mais nenhuma dúvida de que foi um erro que precisa ser imediatamente corrigido, questionar a vida privada do prefeito, incluir na campanha essa pergunta se ele era casado e se tinha filhos.

Como diz o ditado popular, um erro, por mais desgraçado que seja, não justifica outro. Portanto, temos que pedir desculpas, refazer a peça de campanha retirando essa parte, e principalmente tocar a campanha.

Não podemos deixar que aqueles que apóiam Kassab e querem nos derrotar em 2010 - a começar pelos fariseus da mídia - transformem, reduzam ou consigam eliminar o debate político necessário nessa campanha.

É ruim e um prejuízo para o eleitor e para toda a sociedade deixar que o debate político que a campanha da Marta levantou se transforme num único debate, esse relativo ao erro de invadir indevidamente a vida privada dele.

Não, vamos centrar a campanha no debate político, no que a Marta vem colocando muito bem: quem é Kassab, o que e quem ele representa, qual é o seu passado político, sua história, suas companhias, o que e quem ele já apoiou e liderou.

 

  
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Campanha de Marta repudia insinuaes da mdia
Publicado em 14-Out-2008
Reproduzo neste blog a nota à imprensa divulgada pelo..

Reproduzo neste blog a nota à imprensa divulgada pelo cooordenador da campanha de Marta Suplicy, Carlos Zarattini, esclarecendo a polêmica sobre a propaganda política veiculada recentemente (veja nota acima).

Como esclareceu Zarattini, "a equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil do candidato Gilberto Kassab, em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito do eleitor conhecer,  em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do país". Leiam a nota na íntegra: 

"Nota à imprensa

Coordenador da campanha Marta 13 repudia 'insinuações cínicas sobre invasão de privacidade'

A campanha de Marta repudia veementemente as insinuações que alguns veículos têm feito a respeito do comercial levado ao ar no domingo (13/10). A equipe de marketing, ao perguntar sobre o estado civil do candidato Gilberto Kassab, em meio a uma série de outros questionamentos, apenas defendeu o legítimo direito do eleitor conhecer,  em todos os aspectos possíveis, a história de quem se apresenta para governar a maior cidade do país.

O candidato Gilberto Kassab dedica-se, em sua campanha, a esconder sua trajetória e companhias, seus compromissos e lealdades, vendendo gato por lebre ao eleitor. Esconde sua condição de filhote do malufismo, de braço direito do ex-prefeito Celso Pitta, de integrante do partido mais conservador do país. Esforça-se para iludir os paulistanos com promessas falsas jogando para debaixo do tapete seus próprios atos como governante. Esses são os fatos que a candidata Marta desmascarou no último debate. Esses são os objetivos fundamentais que motivaram a peça publicitária ontem veiculada.

As insinuações absurdas e cínicas sobre invasão de privacidade do outro candidato são inaceitáveis. Basta lembrarmos da história de Marta, protagonista das principais lutas em defesa dos direitos da mulher e das liberdades individuais. Mais ainda: ela foi vítima constante do preconceito e da intriga, patrocinados ironicamente pelos mesmos setores que hoje apóiam Kassab.

Não haverá manobra ou invencionice que nos impeça de continuar comparando projetos e trajetórias, desmascarando os truques de marketing que tentam impedir o povo paulistano de conhecer o verdadeiro Gilberto Kassab. Esse é, repetimos, um direito inalienável dos eleitores

Carlos Zarattini
Coordenador Geral"

Publicado originalmente no site www.marta13.can.br 

 

  
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Capitalismo no mudar, afirma Chomsky
Publicado em 14-Out-2008
O lingüista Noam Chomsky concedeu ótima entrevista...

O lingüista Noam Chomsky concedeu ótima entrevista publicada hoje na Folha de S.Paulo e que recomendo a leitura para fomentarmos nosso debate sobre os impactos da crise financeira internacional. Sob o título "Capitalismo seguirá igual, diz Chomsky", este intelectual de esquerda acredita que, apesar da intervenção do governo nas instituições financeiras, o capitalismo não mudará seus rumos depois da crise.

"Nós vivemos numa cultura altamente ideológica na qual 'estatização' é uma palavra que põe medo, como 'socialismo' (ou, para muitos, até 'liberal')", afirmou o lingüista. Para Chomsky, essa estatização coloca em risco o que ele chama de "tirania privada no qual o público não tem voz, em princípio".

Quanto às responsabilidades pela crise, Chomsky alfineta: "A responsabilidade pela situação atual é dos dois partidos. Alertas foram ignorados. No fundo, republicanos e democratas são ambos facções de um 'partido dos negócios'. São um pouco diferentes, mas operam dentro da mesma estrutura institucional"

Para acessar o website de Noam Chomsky, clique aqui.

 

  
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Nobel de Economia vai para o melhor analista da crise
Publicado em 14-Out-2008
O economista Paul Krugman, professor da Universidade...

Image O economista Paul Krugman, professor da Universidade de Princeton e também colunista do jornal The New York Times, é o contemplado deste ano com o Prêmio Nobel de Economia da Real Academia Sueca.

Krugman ganhou o prêmio, segundo a academia, por sua "nova teoria de comércio"  mundial e "nova geografia econômica", apresentada em 1979, em que destacou a importância das economias em escala. No lugar de criar um "mundo plano", a globalização, segundo Krugman, multiplica as potencialidades de troca comercial, principalmente diante do desejo voraz dos consumidores pela variedade dos produtos e por menores preços.

Krugman é reconhecido não só por sua ampla visão econômica, mas especialmente por sua forte crítica ao presidente George Bush. Louve-se o quão oportuna foi a premiação ao contemplar um dos críticos mais ferrenhos da política de Bush nos últimos oito anos. E a premiação vem  justo num momento em que fica cada vez mais claro que foram os efeitos dessa política que levaram o mundo a cair nessa assustadora crise, cujas dimensões ninguém sabe calcular.

Parabenizo o economista por este Prêmio Nobel, e também o excelente jornalista, pela sua lucidez, clareza e ousadia como colunista do The New York Times. Já publicamos neste site vários artigos de Krugman e quem quiser conhecer melhor o trabalho dele, pode acessar seu blog oficial ou ler sua coluna no NYT.

 

  
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Paulo Coelho abre feira de Frankfurt
Publicado em 14-Out-2008
Meu amigo e escritor Paulo Coelho abre hoje, na Alemanha...

Meu amigo e escritor Paulo Coelho abre hoje, na Alemanha, a 60ª edição da Feira do Livro de Frankfurt, a maior em seu genero em todo o mundo. Ele vai receber uma homenagem pelos 100 milhões de livros seus vendidos e também entrará para o Guinnes Book como o autor mais traduzido do planeta.

Fora isso, Coelho também assina contrato para um filme baseado em sua biografia. Seu livro mais recente é "O vencedor está só".  Além de sua obra, a literatura brasileira está  bem representada em Frankfurt com a participação nessa feira mundial de 43 editoras e um estande da Câmara Brasileira do Livro (CBL). A entidade fez parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para incentivar a venda de direitos autorais de obras nacionais para o mercado internacional.


Registro minhas congratulações ao escritor e considero maravilhosa essa "globalização" da literatura brasileira por meio de seus livros. Romper fronteiras e conquistar tantos leitores, sobretudo hoje, em pleno mundo da internet, realmente é fantástico. Agora mesmo, em Nova York ou em Istambul, certamente algum leitor está descobrindo as páginas do belíssimo "O Alquimista". Parabéns, Paulo Coelho!

Foto: site oficial de Paulo Coelho

 

  
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Um novo perigo nos ronda
Publicado em 14-Out-2008
É preciso cuidado com essa proteção desmedida aos que...

É preciso cuidado com essa proteção desmedida aos que especularam, agora protegidos por créditos abundantes que o Banco Central (BC) joga no mercado. São R$ 106 bilhões, com as reduções do compulsório e a venda  de reservas em dólares para manter o real valorizado e assim evitar que os que apostaram na nossa moeda tenham prejuízos extraordinários, como anunciaram, por exemplo, a Sadia, a Aracruz e a Votorantim.

Fala-se em até 200 empresas na mesma situação. A verdade é que apesar da necessidade urgente de liquidez, de crédito e de defender o real de um ataque especulativo, não podemos perder de vista a realidade.

Sob pena de corrermos o risco de socializar os prejuízos e não irrigar com dinheiro os verdadeiros mercados - os da produção, exportação, agricultura e comércio, já que os bancos, temerosos, mantêm o dinheiro liberado pelo BC empoçados. Como bem lembrou, aliás, o Ministro da Indústria, Comercio e Desenvolvimento, Miguel Jorge.

Precisa dedicar atenção à economia popular

O BC na verdade não está socorrendo os pequenos bancos apenas, e agora os fundos de investimentos que tiveram perdas de  mais de R$ 35 bilhões no ano. Seu socorro, na verdade, está indo principalmente para as empresas pegas na contramão da desvalorização do real, todas, pelo visto, com descobertas, exceção das que têm instituições financeiras, como a Votorantim.

Logo, é preciso cuidar da economia popular, e do crédito à agricultura, emparedada pela falta de dinheiro para exportação, queda dos preços, da demanda, e aumentos dos custos, colocando em risco a safra de 2010.  Esta necessita de oxigênio das ACCs, de preços mínimos e de crédito farto.

Vamos cuidar para que os juros caiam - e não usar a atual crise para mantê-los altos - para que o real não se valorize artificialmente nunca mais, e o país não seja um campo fértil da especulação internacional.

Que se ajude as empresas que apostaram no real valorizado, desde que se cuide primeiro da produção e do crédito ao comércio popular. E que se cuide, com muita atenção e carinho, dos investimentos públicos e do crescimento para manter em ascensão o emprego e a renda que garantem nosso desenvolvimento.

 

  
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Rafael Correa recebeu a resposta que merecia
Publicado em 14-Out-2008
O presidente do Equador, Rafael Correa, concretizou...

O presidente do Equador, Rafael Correa, concretizou suas ameaças retóricas e expulsou do país a empresa brasileira Odebrecht. Fez mais: para atingir o Brasil e o presidente Lula expulsou também uma empresa estatal, Furnas, além de nove funcionários das duas companhias - talvez para dar um recado ao Brasil e por pretender colocar de joelhos a Petrobras.

O presidente equatoriano - por razões, para que e porque eu ainda não consigo entender - fez questão de transformar um contencioso entre empresas e agências do governo local, ou com a justiça do país, em uma questão de estado, entre governos e contra o Brasil.

Agora ameaça não pagar à Petrobras o empréstimo de US$ 230 milhões, contraido com garantias soberanas do nosso Banco Nacional de Desenvolvimento Econômiico e Social - BNDES, que viabilizou a construção da hidrelétrica de San Francisco.

Equador rompeu pacto que havia acertado com o Brasil

O mais grave é que tanto o presidente equatoriano, quanto sua ministra de relações exteriores, pactuaram uma saída com o presidente e o chanceler brasileiros, respectivamente, para depois romperem as negociações e adotarem a solução de expulsar as empresas e seus funcionários.

São quatro projetos no valor de US$ 650 milhões tocados no país pelas empresas expulsas: a hidrelétrica Toachi-Pilatón; o sistema de irrigação Carrizal-Chone; o projeto Baba (de abastecimento de água e uma pequena usina); e o aeroporto de Tem (Amazônia). A construtora tem no Equador 3.800 funcionários diretos, dos quais 30 são brasileiros.

Como já afirmei nesse blog, Rafael Correa, com esse comportamento confunde quem são seus amigos e quem são seus inimigos. Lamentável, para dizer o mínimo. Inaceitável para se dizer o que tem que ser dito.

Sua atitude precisa ser realmente respondida a altura, como o foi pelo Brasil ao adiar a visita aquele país de uma missão governamental para discutir a ligação rodoviária de Manta com Manaus.

Mas, nesse quadro todo, ainda tenho esperanças de que os presidentes Rafael Correa e Lula cheguem a um acordo que evite comprometer as relações entre os dois países, principalmente as relações políticas entre os dois presidentes.

 

 

  
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A ditadura que o ministro Lobo no viu
Publicado em 14-Out-2008
Li estupefato que o nosso Ministro das Minas Energia...

Li estupefato que o nosso Ministro das Minas Energia, o senador pelo Maranhão, Edson Lobão (PMDB), disse que ditadura mesmo só a do Getúlio Vargas.  Ele considerou que a dos militares, que durou 21 anos, foi, assim, uma ditamole, já que tinha eleições, Constituição democrática e Parlamento a maior parte do tempo funcionando.

Não entendi bem, mas depois lembrei-me que na maior parte de sua vida política o senador esteve na ARENA, o partido de sustentação dos militares e com a extinção dela foi para seu substituto, o PDS e outros, antes de chegar ao PMDB.

Vou procurar o senador Lobão e contar-lhe como nós, os opositores desse “regime de exceção, autoritário”, como ele chama a ditadura militar, éramos tratados nos porões dos presídios e masmorras políticas. 

E quando tudo era biônico, nomeado pelos militares?

Sem falar na censura, na repressão aos sindicatos,  e nas eleições indiretas - houve um momento na ditadura em que estivemos proibidos de votar em quase tudo: o presidente da República, os governadores, os prefeitos das capitais e maiores cidades e até um terço do Senado eram biônicos, nomeados pelos militares.

Havia, também, a Lei Falcão (que regia a campanha eleitoral e pela qual só podia ser apresentado na TV uma foto do candidato, mas ninguém podia falar), o Pacote de Abril, a ausência de direitos e garantias individuais, das prerrogativas constitucionais da magistratura, e o bipartidarismo imposto à força.

Ah, e tinha, também, a proibição, de iniciativa de leis em matéria financeira e orçamentária - proibidas pelo regime - o que transformava o Parlamento num simulacro. OK, ele funcionou, também, e moderadamente, na medida que lhe permitiram, e até sempre ousando, arriscando mais, como uma trincheira de denúncia e luta da oposição.

E havia, também, senador Lobão, as torturas, os desaparecimentos e assassinatos políticos, os banimentos, os exílios, a perseguição política aos exilados e banidos até no exterior. Como diz o ditado, não existe meia gravidez e nem meia ditadura. Foi uma ditadura militar e das bravas, viu senador!

 

  
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Quinto prega "chute" e leva uma "invertida"
Publicado em 14-Out-2008
Com a maior cara de pau, Leonardo Quintão...

Com a maior cara de pau, Leonardo Quintão, o candidato do PMDB classificado para disputar o 2º turno agora em Belo Horizonte, fez uma campanha anterior em Ipatinga (cidade industrial da grande BH), na qual seu pai era o candidato a prefeito, dizendo que iam vencer as eleições.

Até aí, nada demais, mas vejam os termos daquela campanha, resgatados em um vídeo agora: Quintão propunha aos correligionários e antecipava que, vitoriosos "vamos chutar a bunda deles", ou seja, dos petistas.

Naquela eleição seu pai levou uma surra do Chico Ferramenta, petista que já foi duas vezes prefeito de Ipatinga, numa das quais fez o sucessor.

Pior é que ainda temos dissidentes no PT que pensam em apoiar esse tipo de candidato e de postura. Espera aí, não dá. Em BH nesse 2º turno, temos que apoiar Márcio Lacerda. Agora é fazer campanha para ele, para ganhar, pactuando com os que já apoiaram no 1º turno a aliança PSB-PT, com apoio do PSDB em torno de sua candidatura.

Depois é que vai chegar a hora de lamber as feridas e fazer o ajuste de contas interno no PT. Aliás, autocrítica e discussão necessárias tanto no lado dos que apoiaram a aliança quanto dos que ficaram contra. Uma autocrítica que deve aproveitar para discutir o futuro governo e os destinos do PT mineiro.,

 

  
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Ibina: uma cobertura diferente
Publicado em 14-Out-2008
A cobertura do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, na...

A cobertura do 30º Congresso da UNE, em Ibiúna, na reportagem de Luiz Eduardo Merlino - jornalista assassinado pela ditadura em 1971 - publicada na Folha da Tarde há 40 anos, em 14 de outubro de 1968, é destaque no nosso Especial 68.

Image "Homenagem a Luiz Merlino" traz um breve histórico do jornalista, que participou daquele congresso não só como repórter, mas também como estudante (cursava História na Universidade de São Paulo-USP) e como militante do Partido Operário Comunista (POC). Ele, como poucos, soube descrever as dificuldades do congresso, a disputa política e, claro, a prisão das mais 700 pessoas – eu, inclusive.

Merlino foi uma das vítimas das atrocidades inenarráveis protagonizadas pelo coronel do Exército Brilhante Ustra, ou "cel. Tibiriçá", militar reformado que na semana passada foi oficialmente reconhecido como torturador numa decisão inédita da Justiça.

Assassinado com apenas 23 anos nos porões da ditadura, Merlino é um dos nossos saudosos companheiros de luta, mais um que deu a vida em nome da liberdade e da democracia. Leiam "Homenagem a Luiz Merlino" no Especial 68.

 

  
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Para ler e meditar
Publicado em 13-Out-2008
Vale a pena, hoje, por antológico, o texto de...

Vale a pena, hoje, por antológico, o texto de Fernando Rodrigues, na Folha de S.Paulo, publicado com o título "Jantar de Banco, lembra a 'baile da ilha fiscal". É uma associação-referência, clara e lógica à última festa do império, ao baile que marcou o fim da monarquia no Brasil em 1889.
 
Reproduzo, aqui, dois pequenos trechos que dão o tom final do artigo e para você ter uma idéia do quanto ficou atraente o que o jornalista escreveu: "Em resumo, eis a receita de Greenspan: 1) resistir a regular ainda mais o mercado; 2) dar muito dinheiro para os bancos não irem à falência; 3) se faltar dinheiro, imprimir o que for necessário; 4) quando a crise passar e sobrar só a inflação alta, dar um peteleco para cima nos juros."

Em outro trecho o jornalista registra: "Não há ainda números conhecidos sobre a globalização do problema, mas Greenspan estima que os instrumentos 'exóticos' de garantia dos ativos, os chamados derivativos, foram repassados a portadores no exterior numa proporção de 40%. Ou seja, cedo ou tarde, todos os principais países do mundo estarão em grandes dificuldades. Terminou de falar e foi aplaudido".

 

  
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Na mosca
Publicado em 13-Out-2008
No debate no fim de semana (domingo à noite)...

No debate no fim de semana (domingo à noite) na Rede Bandeirantes, nossa candidata a prefeitura de São Paulo no 2º turno, Marta Suplicy, levou às redes e quase nocauteou o concorrente do PSDB e do ex-PFL, agora DEM, o prefeito Gilberto Kassab. Marta desvelou aquilo que os tucanos e Kassab fazem tudo para esconder: suas ligações perigosas com o inimigo comum do PT e do PSDB em São Paulo, o malufismo e Pitta, suas gestões desastrosas e suas heranças.
 
Na análise do quadro em São Paulo, é sempre necessário lembrar que Mário Covas foi eleito governador duas vezes contra o malufismo e Pitta, e com o apoio do PT, sem o que jamais teria vencido, seja Francisco Rossi, seja Maluf, os concorrentes que enfrentou.  Serra rompe essa "aliança" de 2º turno e se apóia - agora, mas de olho no futuro - ressuscitando o PFL em São Paulo e uma importante vertente do malufismo. É  só ver os nomes dos que acompanham Kassab.
 
Nossa candidata foi muito feliz e acertou, também, na imagem de dois kassabs - o da propaganda e o real -  e de dois governos, o que veta e o que agora, em campanha, promete fazer - e como se fosse novidade e proposta de futuro governo - o mesmo que já vetou como prefeito.
 
Ela deu o exemplo da licença-maternidade de 6 meses, que Kassab no debate alegou ter vetado por inconstitucionalidade e ela provou, ao ler o texto, que ele vetou no mérito e não só por inconstitucionalidade como tentou justificar. Outro exemplo, é a cobrança de pedágio urbano. Kassab disse que errou e voltou atrás, mas Marta provou como no caso da licença-maternidade, que não era verdade.
 
O confronto das duas administrações Marta (2001-2004) e Serra-Kassab (2005-2008)  dá ao eleitor a possibilidade de comparar. Politizando a campanha na TV, no rádio e no debate, Marta dá uma contribuição para a disputa política e eleitoral do país, para além do necessário marketing e da propaganda.

 

  
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Gabeira no Rio continuao de Csar Maia
Publicado em 13-Out-2008
A eleição neste 2º turno no Rio de Janeiro tem um...

A eleição neste 2º turno no Rio de Janeiro tem um fator determinante que é se o eleitorado quer continuar com o atual governo ou mudar. O deputado Fernando Gabeira, do PV-PSDB, foi para o 2º turno pela ajuda do DEM, de seus  candidatos a vereador, da máquina da prefeitura e do apoio do atual prefeito César Maia, que governa o Rio há 16 anos.
 
A questão central, então, é essa. O PV e o próprio Gabeira apoiaram Maia, participaram de seus governos, e sustentaram suas políticas. Para além das personalidades envolvidas, o passado e o presente de cada uma, suas qualidades e experiências políticas e administrativas, o que realmente vale no final das contas para a cidade, é o eleitor do Rio se perguntar: vamos mudar, ou continuar? Já que Gabeira, para ter maioria na Câmara, terá que se apoiar no DEM de Maia.
 
Vamos mudar, ser governados pela mesma aliança que governa o Estado - capitaneada pelo PMDB -, vamos ser oposição a Lula e seu governo ou vamos apoiá-lo, já que Gabeira - como César Maia - é da oposição radical ao governo Lula e ao PT?

O eleitor precisa ser informado, e perceber com nitidez que a vitória de Gabeira dá sobrevida ao DEM, essa tentativa canhestra de dar continuidade ao PFL, um partido do atraso, do coronelismo, do fisiologismo, do nepotismo, de tudo, enfim, que o Gabeira e certa mídia dizem que condenam.
 
Fora o detalhe, que não é assim tão pequeno, de  que a tentativa de sobrevida do DEM em SP e no Rio é patrocinada pelo tucanato e pelo PPS, numa aliança patrocinada pelo candidato a presidente da República em 2010, governador tucano José Serra -  lá e aqui em SP.

 

  
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Na crise, risco no fazer nada ou fazer o de sempre
Publicado em 13-Out-2008
O mundo vai se arrumando, se protegendo do pior...

O mundo vai se arrumando, se protegendo do pior e se preparando para não fazer nenhuma mudança. Querem apenas emitir dólares e capitalizar os bancos em troca de ações. Mas atenção: ações preferenciais, sem tocar na propriedade sagrada desses bancos, mantendo, assim, os atuais sistema financeiro e o arcabouço nacional e internacional sem regulação, controle e taxação.

Quem pagará a conta? Nós, os mortais, os emergentes, dólares e euros a roldão, sem limites para déficits fiscais ou comerciais, como nos Estados Unidos de hoje. Depois, quando a crise estiver domada de mentira, mais inflação, mais juros e menos crescimento. De preferência transferindo para nós (emergentes) e para os trabalhadores e classe média em cada país desenvolvido a conta e os prejuízos, uma fórmula "mágica", velha conhecida dos países emergentes

Por tudo isso, o Brasil não pode e não deve se iludir. Tem que cuidar de manter seu crescimento apoiado no seu mercado interno e nos mercados externos "naturais" - América do Sul e Ásia -  sustentando os investimentos com a poupança nacional e o orçamento geral da União.

Deve, também, ter juros menores e crédito, sem aventuras e excessos, mas na firme determinação de não deixar que o país dependa para crescer, exclusivamente, dos investimentos e dos mercados externos. O Brasil  deve aprender com a lição e se proteger da especulação e dos desatinos do sistema financeiro, até como uma questão de segurança do país e de sua economia. Também entre nós faltam regulação e controle.

 A hora é de emergência, de unidade, de medidas para garantir nosso crescimento, de reformas política e tributária para sustentá-lo, de investimentos fortes na educação e em inovação, na infra-estrutura urbana e econômica. É agora a hora de sustentar o emprego e o crescimento da renda e do consumo para crescer sem medo.

Na crise, o risco que o país corre é outro:  e não fazer nada ou fazer o de sempre.

 

  
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Em Manaus, PT apia PSB
Publicado em 13-Out-2008
Depois de alguns dias de discussão, o PT de...

Depois de alguns dias de discussão, o PT de Manaus decidiu apoiar no 2º turno o prefeito e candidato à reeleição, Serafim Corrêa (PSB), na disputa com o ex-governador e agora candidato à prefeitura pelo PTB,  Amazonino Mendes (PTB).

Mas as lideranças petistas não vão subir no palanque, já que o PSB na capital amazonense é oposição a nós, ao lado dos tucanos e demos. Ninguém do PT, portanto, vai aparecer ao lado de Pauderney Avelino, ex-líder do DEM na Câmara, e do senador  Arthur Virgílio, líder tucano no Senado (PSDB-AM).

Neste apoio a Serafim, o PT levou em conta nossa  aproximação histórica com o PSB, tanto em Manaus quanto nacionalmente, e descartou qualquer hipótese de aliança com Amazonino. "Somos aliados de muito tempo. Fizemos parte da base aliada do prefeito e agora vamos dar apoio para que ele se reeleja", afirmou Waldemir José, vereador e  tesoureiro do PT em Manaus. Serafim Corrêa também recebeu apoio do PC do B.

 

  
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Bancos no podem dormir sobre o crdito
Publicado em 13-Out-2008
Nós já começamos a sentir a crise, mas não na demanda.

"Nós já começamos a sentir a crise, mas não na demanda. Nesses últimos 15 dias, o problema não foi de queda de demanda, mas de redução do crédito. É evidente que essa queda do crédito, já sentida, se não forem tomadas providências, pode provocar um travamento na economia", afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na entrevista "Fiesp pressiona bancos para liberar crédito" que recomendo a leitura no Folhão do fim de semana (domingo, 12.10).

Skaf apóia as medidas do Banco Central no combate à crise financeira internacional, mas mantém sua crítica aos juros elevadíssimo. "O que não pode acontecer é o setor financeiro dormir em cima desses recursos e não repassá-los para o mercado. Seria uma irresponsabilidade muito grande dos bancos", completa.

Quanto a alta do dólar, o presidente da Fiesp pondera: "Tem que esperar a poeira baixar. Com US$ 207 bilhões em reservas, o Banco Central tem condições de enfrentar esse jogo. Assim como o dólar pode subir, também pode cair", declarou. A entrevista merece ler lida na íntegra, internautas, e comentada. Veja, destaco aqui um trecho para vocês:

"FOLHA - Se o Banco Central baixar os juros, isso não pode complicar ainda mais a situação dessas empresas?
SKAF - O Copom tem três semanas, muitos dias pela frente. Nada como um dia atrás do outro. Até lá tem que matar um leão por dia. Num momento como esse, o Banco Central tem que baixar os juros".

 

  
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Ao invs de esclarecer, FSP confunde leitor
Publicado em 13-Out-2008
“Em debate, Lacerda tenta se desvincular do caso mensalão."...

“Em debate, Lacerda tenta se desvincular do caso mensalão." Típico de mau jornalismo esse título que a Folha de S.Paulo deu hoje, em página interna, à reportagem sobre o debate televisivo entre os dois candidatos classificados para o 2º turno em Belo Horizonte.

O título não esclarece ao leitor e a matéria menos ainda. Ao contrário, induzem-no a erro, a associar o candidato a prefeito da aliança PSB-PT na capital mineira, Márcio Lacerda, com um processo no qual ele não figura. O candidato a prefeito pelo PSB-PT não está sequer denunciado no que o jornal chama de mensalão e muito menos foi citado na CPI.

Com notícias assim fica difícil para o leitor da Folha se esclarecer e formar seu juízo. Já que puxou a notícia do debate por aí, o jornal tinha que informar que não há nada na justiça ou na CPI contra Lacerda. Se não, como ficamos, com a notícia ou com os fatos? Fora o pequeno detalhe de que Lacerda venceu o debate e seu adversário, Leonardo Quintão, do PMDB revelou-se um candidato sem propostas e sem experiência administrativa. É só revê-lo.

 

  
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Mdia: mais responsabilidade com o que publica
Publicado em 13-Out-2008
Não posso deixar de cobrar de O Globo, responsabilidade...

Não posso deixar de cobrar de O Globo, responsabilidade com o que publica - responsabilidade com o público e com o país. Numa crise como essa, de dimensões ainda incertas, mas com repercussão em todo o mundo, não pode ser alarmista, nem sensacionalista, muito menos enganar o leitor.

Mas é o que fez o  jornal no fim de semana (domingo) com a reportagem sob o título "Governo pode cortar gastos e adiar programas sociais." Depois desse título, lendo-se a matéria, percebe-se, já na abertura, que o texto desmente a manchete.

"O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, não tem dúvida: se a crise atingir a arrecadação, o governo vai cortar gastos. Apenas PAC e programas sociais já implantados serão preservados. 'Vamos preservar o que for essencial. Se precisar enfiar a faca para equilibrar o orçamento, nós vamos fazer', disse Paulo Bernardo a Sergio Fadul e Geralda Doca", afirma o texto de O Globo.

Como você vê, leitor, tem uma série de "se", de condicionantes para os cortes que o jornal puxa para o título e o ministro deixa muito claro que o PAC, maior programa de investimentos do governo será preservado.

Com uma matéria dessas, o objetivo parece ser levar pânico à sociedade e desgastar o governo, fazer - no caso, publicar - de tudo para que o governo Lula não dê certo.

 

  
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PT e aliados comeam bem o 2 turno
Publicado em 13-Out-2008
Na disputa pelo 2º turno dia 26 próximo, começamos bem...

Na disputa pelo 2º turno, dia 26 próximo, começamos bem em Porto Alegre e em Belém, com indícios de que temos condições ganhar. Na capital gaúcha, o prefeito e candidato a reeleição José Fogaça (PMDB-PSDB) tem 51% e a nossa candidata, deputada Maria do Rosário, 40%.

É um bom começo porque ela praticamente absorveu todo o eleitorado da deputada Manuela D’Ávila, que disputou o 1º turno pelo PC do B. O 2º turno encerra vantagens como uma campanha curta - e ainda temos duas semanas pela frente - e a volta do horário no rádio e na televisão com tempo igual para cada candidato.

Em Belém temos um empate técnico - como, aliás, se registra no Rio de Janeiro - entre o atual prefeito do PTB,  Duciomar Costa nosso adversário no município e no Estado, com 46% contra os 43% de nosso aliado do PMDB, o candidato José Prianti, que indicou o vice-governador da governadora Ana Júlia Carepa.

 

  
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Segundo turno reserva surpresas para o pas
Publicado em 11-Out-2008
Nessa largada para o 2º turno das eleições ...


Nessa largada para o 2º turno das eleições municipais, a minha avaliação é que em Minas Gerais o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel e o governador Aécio Neves têm que vencer. Aécio já não foi bem em todo o Estado e, se contar a derrota de Geraldo Alckmin em São Paulo -- a quem apoiou --, poderá sair enfraquecido desse processo eleitoral se perder na capital mineira. Para o PT e Pimentel, perder a capital mineira será um desastre, que só não será maior pelo excelente resultado do partido em Minas.

No Rio de Janeiro, o problema de Gabeira é que ele virou o candidato do anti-petismo e do anti-lulismo, das organizações Globo, de Cesar Maia, do PSDB e do DEM, do PPS de Roberto Freire, uma espécie de novo Lacerda, de tudo que se opõe e se opôs a Lula e a seu governo, fora seu papel na oposição e nas tentativas de desestabilizar e derrubar o primeiro governo Lula. Dai a decisão do PT, junto com o PSB, PC do B e PDT, de recomendar o voto no candidato do PMDB e do governador Sergio Cabral, Eduardo Paes.

O PT colheu bons resultados no Rio Grande do Sul, vencendo em 60 cidades e disputando o 2º turno em três. E se vencer em Porto Alegre, com Maria do Rosário, terá reunidas as condições para que o partido se unifique no Estado, se renove e se prepare para 2010.

Norte, Nordeste e Centro-Oeste

Na região Norte do país, em Manaus, o governador Eduardo Braga e o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, sofreram uma derrota que pode ter conseqüências em 2010. Não levaram o vice de Braga para o 2º turno. Se Amazonino Mendes vencer, ficará fortalecido para ser candidato ou para apoiar um adversário do governador.

O PT, na falta de unidade entre os partidos da base aliada, lançou candidato próprio, já que participava dos governos estadual e municipal. Agora no 2º turno não tem como apoiar Amazonino Mendes, mas também está com dificuldades para apoiar Serafim Correa, do PSB. Deveria apoiá-lo por seu passado e pela aliança nacional que temos com o PSB, mas teria que engolir a aliança do prefeito com o DEM e o PSDB. Arthur Virgílio virou o garoto propaganda da campanha de Serafim Correa, a tendência do PT é liberar o voto. Ruim mas não tem jeito, com Arthur Virgílio não dá.
 
No Amapá, onde perdemos, entre apoiar o candidato do ex-governador e ex-senador João Capiberibe, tendemos a fazer um acordo com o governador Waldez Góes, do PDT, até pela nossa participação em seu governo. Lá, elegemos três importantes prefeitos e temos que nos preparar para governar e disputar 2010 sem compromissos, já que o governador aponta para apoiar o presidente da Assembléia, um tucano.

Em São Luís, onde temos o vice na chapa encabeçada pelo deputado Flávio Dino, do PC do B, temos que derrotar o ex-governador João Castelo, do PSDB, e inaugurar um novo momento político no Estado. Na Bahia, em Salvador, vamos disputar para vencer, mas temos um quadro delicado com o atual prefeito João Henrique como adversário. Ele é nosso aliado, filiado ao PMDB, e tem o apoio de Geddel Vieira Lima. Lá todo cuidado será pouco, mas tanto o governador Jacques Wagner quanto o PT têm que disputar para vencer.

No Centro-Oeste, em Cuiabá, onde com José Afonso Portocarrero como vice compomos a chapa encabeçada por Mauro Mendes, do PR, e do governador Blairo Maggi, nosso aliado, temos que vencer e derrotar o PSDB e o atual prefeito tucano, candidato a governador em 2010 contra nós.

 

  
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O modelo estatal aponta a sada para a crise
Publicado em 11-Out-2008
Todos correndo atrás da Grã-Bretanha, quem diria ...

Todos correndo atrás da Grã-Bretanha, quem diria, o impopular e quase renunciante primeiro ministro britânico, Gordon Brown, salvou o capitalismo ao tomar a decisão correta - injetar na veia do sistema bancário recursos em troca de ações e assim tentar devolver ao sistema financeiro do Reino Unido liquidez e confiança, coisa que o pacote norte-americano não fazia e não conseguiu, mesmo depois de alterado pelo Congresso dos EUA

Agora, o mundo se vê frente a um impasse e se reúne em Washington na conferência mundial do FMI e do BIRD ao lado da reunião do G-7. Estados Unidos, Europa e Japão têm que assumir os bancos, estatizá-los, fora disso, não há saída, depois é esperar que as empresas não financeiras continuem a produzir e vender, e a médio prazo retomem o crescimento mundial, dentro de 3 a 5 anos.

Espero que façam também uma profunda reforma não só nos sistemas financeiros, que devem ser regulados e taxados, mas nos próprios organismos internacionais, como a OMC, o FMI e a ONU, aproveitando a crise para retomar as negociações de DOHA e colocar o fim nos subsídios e tarifas protecionistas.

A hora é agora, a dos emergentes que estarão em Washington DC e têm condições de sustentar o crescimento mundial. Afinal, são donos de US$ 9 trilhões em reservas, suas economias vão continuar a crescer em 2008 e mesmo em 2009, apoiadas não só nas exportações, mas nos investimentos públicos e no mercado interno, no crescimento da renda e do consumo - como é o caso do Brasil, que pode sustentar em 2009 o crescimento a partir dos investimentos públicos, já que a inflação deixará de ser um problema, no consumo interno e nas exportações para a Ásia, África, Oriente Médio e América do Sul. Nosso país tem condições de enfrentar a crise já que se preparou e pode e deve continuar a crescer.

 

  
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Um resgate a memria
Publicado em 11-Out-2008
12 de outubro de 1968. Há 40 anos caia o Congresso da UNE ...

12 de outubro de 1968. Há 40 anos caía o Congresso da UNE, o famoso 30º Congresso, em Ibiúna, no Estado de São Paulo, dando seqüência a escalada repressiva que desencadeara contra o movimento estudantil a ditadura militar e o governo do Estado - com mobilização da força pública, da polícia civil, do DEOPS e dos órgãos de inteligência militar - para cercar o sítio do nosso amigo Simão, velho militante da esquerda, e prender mais de 700 estudantes, delegados e dirigentes do ME de todo Brasil.

As conseqüências dessa prisão em massa de líderes estudantis, além da derrota política da queda do Congresso e de sua não conclusão, foram dramáticas para nossa luta, já que a repressão fichou todos os líderes e passou a usar, nos anos seguintes, essas informações para reprimir a luta de resistência à ditadura. Lógico que ela tinha outros meios para fazê-lo, mas a prisão em massa, além de imobilizar o ME, teve essa conseqüência. Mesmo assim, as lideranças que logo depois foram libertadas, realizaram novo congresso da UNE, em forma de congressinhos estaduais e processos indiretos, e elegeram um novo presidente para a UNE.

No entanto, o movimento estudantil não seria o mesmo e, em 13 de dezembro de 68, o Ato Institucional nº 5 deu aos militares e seus aliados o total controle do país, eliminando todas as liberdades constitucionais, praticamente anulando o próprio judiciário, iniciando a escalada de repressão que durou até 74, quando o povo derrotou a Arena nas urnas e deu ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) um caráter de partido popular, democrático e nacional.

Logo após a edição do AI 5, a ditadura desencadeou uma onda repressiva em todo país, invadindo universidades, conjuntos residenciais, como o CRUSP em São Paulo, e prendendo novamente praticamente todas as demais lideranças. Começou o período de clandestinidade do ME, de exílio e prisão para milhares de estudantes, de resistência armada a ditadura, do uso indiscriminado da tortura e do assassinato político por parte dos órgãos de repressão.

Foram anos duros. Eu, Luis Travassos, Vladimir Palmeira e Antonio Ribas não fomos libertados. O Habeas Corpus que nos daria a liberdade foi revogado pelo AI 5 e ficamos presos até dia 7 de setembro de 69, quando fomos libertados, junto com outros 12 presos políticos em troca do embaixador americano, Charles Burke Elbrick, que havia sido seqüestrado pelas organizações armadas de esquerda. E Antonio Ribas só foi solto alguns anos depois, foi para o Araguaia, onde foi assassinado pela ditadura.
 
Mas em 76, as ruas de São Paulo e depois de todo país ouviram de novo o grito de guerra dos estudantes em luta pela democracia e pela liberdade -- a “UNE somos nós, a nossa voz”, retomando a luta que culminaria com a campanha pela anistia, as Diretas Já! e o fim da ditadura em 85, e com a Constituinte em 88. A luta democrática e de resistência à ditadura mudou de qualidade com as greves operarias de 77-79, com o surgimento de lideranças sindicais com Lula à frente e com nova vitória da oposição nas eleições de 78, apesar do pacote de Abril, que criava os senadores biônicos para impedir a vitória do MDB no próprio colégio eleitoral da ditadura, nas eleições indiretas, que elegeu o general João Baptista Figueiredo, último ditador de plantão.

A história de Ibiúna tem sido contada em prosa e verso... Deveríamos ou não ter feito um congresso clandestino, por que não fazê-lo aberto como o da UEE de SP, que eu presidia, que foi realizado no CRUSP na presença de 5 mil estudantes, onde obtivemos uma estrondosa vitória que nos dava condições de ser eleito presidente da UNE em Ibiúna? Hoje qualquer um diria: "deveria ser feito aberto". Mas a UNE havia feito dois congressos clandestinos com sucesso em BH e Valinhos, em São Paulo, em seminários da Igreja Católica, e a realização de um congresso nacional aberto em outubro era de alto risco. Daí a decisão de novamente realizá-lo clandestino.

São os fatos e é a nossa história, agora registrada também nas paredes do prédio onde funcionou o DEOPS, onde, ontem, gravamos os nomes dos estudantes que foram presos naquele histórico congresso da UNE e resgatamos a memória dos que deram suas vidas na luta pela liberdade e pela democracia.

 

  
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Nota 13: No sorte, projeto!
Publicado em 11-Out-2008
"Nota 13: Não é sorte, é projeto!" é o artigo de José Genoino...

"Nota 13: Não é sorte, é projeto!" é o artigo de José Genoino, publicado hoje na seção Convidado, onde o deputado comenta nosso crescimento econômico, que ocorre com distribuição de renda, como mostram os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, e a popularidade do presidente Lula. "Sem dúvida alguma, vivemos um momento histórico extraordinário, que está moldando o futuro do Brasil", destaca.

Porém, "uma parte da oposição desnorteada e os 'sem-discurso' de plantão buscam no sobrenatural e na superstição a explicação disso tudo. Para eles, Lula simplesmente tem 'sorte'. Outros conseguem perceber que os dados revelados pelo IBGE, por meio da PNAD 2007, resumem de forma nítida as razões para os altos índices de aprovação do governo Lula", afirma Genoino. Leiam "Nota 13: Não é sorte, é projeto!", na seção Convidado e enviem seus comentários.

 

  
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Uma boa notcia na educao
Publicado em 11-Out-2008
Uma das principais deficiências de nossa educação ...

Uma das principais deficiências de nossa educação é a formação de professores. Temos centenas de milhares de professores sem graduação e também sem formação específica na área em que lecionam. Daí a importância do programa lançado pelo Ministério da Educação de bolsas de estudos para professores sem graduação ou sem formação na área específica de sua atuação. Também vale destacar a iniciativa do MEC com o programa de formação a longa distância, que beneficiará 100 mil professores.

O programa nacional de formação de professores também prevê reserva de vagas em universidades públicas para professores que decidam fazer o curso superior em sua área de atuação. R$ 1 bilhão será destinado ao programa que será realizado com as universidades públicas em todo o país.

Esse programa, ao lado da extensão da internet em banda larga nas escolas e a melhora das instalações, do transporte, dos salários dos professores, da merenda escolar, junto com a universalização do ensino profissional médio e técnico, vão elevar o nível de escolaridade no país,  diminuir drasticamente o número de estudantes repetentes, e melhorar a formação do cidadão e profissional da juventude brasileira.

 

  
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40 anos depois, recordao e celebrao
Publicado em 10-Out-2008
Participei hoje da celebração dos 40 anos do 30º...

Participei hoje da celebração dos 40 anos do 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes, encerrado à força pela ditadura com a prisão de mais de 700 estudantes - eu, inclusive - no dia 12 de outubro de 1968, em Ibiúna. Hoje, neste evento realizado no atual Memorial da Resistência (sede do antigo Departamento Estadual de Ordem Política e Social - DEOPS, cárcere político), em São Paulo, lembrei daqueles tempos com saudade e também com tristeza pela recordação dos companheiros assassinados.

A celebração foi um momento para recordar os que morreram, os que deram a vida pela liberdade e pela democracia, e também de alegria ao ver que nossa luta não foi em vão. O Brasil mudou muito em 40 anos, as idéias de 1968 germinaram e nós não fomos derrotados. Conseguimos o que queríamos – a democracia – e o país passou por muitas transformações a partir da geração de 68.

Reconhecimento de torturador é punição moral
Atendendo a imprensa, fui bastante questionado sobre a sentença da justiça que reconheceu como torturador o coronel Brilhante Ulstra (veja nota de hoje no blog). Para mim, isso é um precedente muito importante que, espero, seja validado nas instâncias superiores, em todas a que o militar recorrer. É uma condenação moral, não é punição, nem indenização, mas é uma condenação político-moral e é o reconhecimento de uma verdade histórica.

Não é possível admitir que tortura e assassinato político sejam anistiados. O caso do coronel Brilhante Ustra é gritante porque, além de torturar, o fazia com satisfação, sadismo e exibicionismo. Esse famoso cel. Tibiriçá é conhecido como um torturador impune até hoje. Uma espécie de condenação moral, que é o que representa a sentença, já é um grande avanço.

Questionado sobre o 2º turno na cidade de São Paulo, reafirmei que a candidata do PT, Marta Suplicy tem, sim, a chance de sair vitoriosa e deixei claro que o voto do chamado "anti-petismo" não decide o pleito.

Quanto à provável candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, para a presidência da República, considero que o nome está a altura dos desafios. Ela tem condições não só por sua história política, mas, também, por sua formação e identidade com o presidente, com o PT e nosso programa de governo, e por sua experiência administrativa.

 

  
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Sai a primeira sentena que reconhece um torturador
Publicado em 10-Out-2008
Em sentença proferida pela primeira vez no Brasil...

Em sentença proferida pela primeira vez no Brasil pós-golpe de 1964 e depois de 21 anos de ditadura militar, a Justiça reconheceu que um oficial das Forças Armadas foi torturador. O coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ulstra, foi responsável pela tortura sofrida pela família Teles, reconheceu o juiz Gustavo Santini, da 23ª Vara Civil da Capital paulista.

O juiz expediu sentença em que julga procedente o pedido de declaração de responsabilidade de Ulstra pela tortura dos ex-presos políticos Maria Amélia de Almeida Teles, César Augusto Teles e Criméia Schmidt de Almeida, que sofreram os abusos no DOI-Codi paulista, na década de 1970, época em que o órgão de repressão era comandado no Estado pelo coronel Ulstra.

Eu entendo que quando se comemora 40 anos de 1968 e se recorda aquele ano, uma das formas é resgatar não só a memória dos que lutaram contra a ditadura, como não deixar impunes os que praticaram crimes contra a humanidade em nome do Estado, como foi o caso do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra e de tantos outros.

Decisão não deixa dúvidas quanto a responsabilidade


É triste e revoltante lembrar que quando os estudantes lutavam nas ruas e nas faculdades contra o regime militar, a tortura e o assassinato político de opositores já estava sacramentada pelos ditadores de plantão.

A Operação Bandeirantes (OBAN) - um nome sugestivo -  já era uma realidade, uma triste realidade a funcionar com apoio e cobertura de  empresários, políticos e donos de meios de comunicação. Ela foi a semente dos DOI-CODI, (Departamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna), que  a sucederam já dentro das estruturas dos Estado-Maiores das Forças Armadas, em cada Exército, como eram chamados, então, os seis atuais comandos militares regionais.

A decisão da Justiça reconhecendo a participação do Coronel Ulstra em torturas é clara. "Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu [Ulstra]. Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais dos autores”, destaca o juiz que proferiu a corajosa sentença.

"Eu gostaria que meu sofrimento fosse reconhecido, mas, diante de todas as dificuldades que temos em relação a esse tema, e, por essa decisão ser inédita, me sinto vitoriosa. Essa decisão significa um grande avanço", afirma Janaína Teles que, junto com o irmão, Edson Luiz, movem a ação contra Ulstra pela tortura infringida a seus pais.

A decisão judicial, ainda que não leve a uma punição, é um avanço extraordinário na luta pela punição dos torturadores e daqueles que violaram os direitos humanos em nome do Estado.

  
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MP contra crise: emendas da oposio no so srias
Publicado em 10-Out-2008
As emendas da oposição à medida provisória (MP) que dá...

As emendas da oposição à medida provisória (MP) que dá poderes ao Banco Central (BC) para lidar com a crise internacional, não são sérias. A oposição, ao vetar a estatização dos bancos, na verdade, está contra o BC receber suas ações como garantia - ou seja, quer um novo Proer como o que fez nos anos FHC.

Além de ser uma cópia das medidas aprovadas no Congresso dos Estados Unidos, as propostas da oposição começam por proibir a estatização dos bancos e o uso das moedas podres. 

Moedas, diga-se, que os oposicionistas criaram para entregar empresas subavaliadas no processo de privatização da era FHC para determinados grupos econômicos que tinham o “inside information” dessas privatizações antes delas acontecerem.

Sugestões desnecessárias

Nada disso é necessário. A MP prevê a intervenção do BC nos bancos e a fiscalização sobre o uso dos recursos emprestados, que terão como contragarantias as ações dos bancos. Possibilita, também, suspender aumentos salariais de executivos e limitar a distribuição de dividendos, nada, portanto, que possa ser chamado de um novo Proer, como faz a oposição, brincando com fogo.

O governo Lula teve o cuidado de defender o dinheiro do contribuinte e dotar o BC de instrumentos para evitar fraudes e privilégios. O importante seria propor uma comissão mista do Congresso Nacional com poderes para acompanhar e fiscalizar a  execução do programa e sua aprovação em regime de urgência urgentíssima, para que o país possa se defender da crise.

O resto é uma mistura de demagogia e populismo de direita, dessa mesma direita que sempre serviu ao sistema financeiro brasileiro - aliás, sempre foi sua filha mais dileta. É só ler a história política do país.

  
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Duas questes polticas importantes no momento
Publicado em 10-Out-2008
Em termos políticos, e ao lado do 2º turno dia 26 próximo...

Em termos políticos, e ao lado do 2º turno dia 26 próximo, não há nada mais importante no momento do que as articulações para a eleição, no início do ano que vem, da presidência das mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal para o biênio 2009/2010.

Tão vital quanto a composição das mesas diretoras das duas Casas do Congresso, temos aí a disputa do 2º turno, na qual devemos fazer de tudo para vencer, mas sem inviabilizar nossa aliança e relação com o PMDB, partido chave para a vitória em 2010 e para a governabilidade.

Daí ser fundamental a nossa aliança e o apoio a candidatura do deputado Michel Temer (PMDB-SP) à presidência da Câmara com o recíproco apoio peemedebista à eleição do senador Tião Viana (PT), nosso senador pelo Acre, para a presidência do Senado. É essa a solução que interessa e atende aos dois partidos, a base do governo, e as duas instituições que compõem o Congresso Nacional.

 

  
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Crise tem de levar a mudanas no sistema financeiro
Publicado em 10-Out-2008
A crise internacional, apesar de seu agravamento...

A crise internacional, apesar de seu agravamento e conseqüências - que tudo indica serão duradoras - vai se aproximando de seu clímax com os bancos e governo dos países capitalistas centrais estatizando o sistema bancário.

Com isso, espero que se aproveite e que mude radicalmente não só o sistema financeiro internacional, mas todo o arcabouço institucional criado após a II Guerra mundial no século passado.

Essa estatização é o que está acontecendo na prática, já que nenhum cidadão ou empresa estava disposto a manter suas reservas nos bancos. Ninguém mais aceita correr risco privado. Só aceita se o risco for público, do governo, do Estado.

Situação exige atribuição de poder real a ONU

Esse é o maior atestado de incompetência do sistema capitalista liberal - ou neoliberal - a prova cabal e final de uma falha não conjuntural, mas estrutural de todo sistema.

É uma prova que torna incontestável que o sistema exige reformas radicais, que espero, comecem pelo comércio internacional, por sua liberação, pelo fim dos subsídios e tarifas protecionistas, e cheguem ao fim da corrida armamentista, à reforma das instituições internacionais, sua democratização, e a criação de um poder real nas Nações Unidas, para garantir a paz no mundo.

Uma reforma que passa e obrigatoriamente precisa chegar, também, a programas de apoio e ajuda a luta contra a fome e pelo desenvolvimento no mundo. Mudanças que consolidem mais comércio - sem subsídios, sem protecionismo - e mais crescimento justo e com distribuição de renda, e consolidem a paz e a democracia num mundo protegido ambientalmente.

 

  
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Brasil no tem outra opo: crescer e crescer
Publicado em 10-Out-2008
Já não está mais em discussão. No Brasil, como nos demais...

Já não está mais em discussão. No Brasil, como nos demais países, vamos sentir as conseqüências da crise econômica: os efeitos da queda do preço das commodities, do comércio e do crescimento internacional, nosso déficit nas contas correntes, empresas alavancadas em derivativos para se proteger contra o real valorizado, além de outras conseqüências do pânico e medo a níveis mundiais.

O governo atua  bem ao garantir liquidez aos bancos pequenos e as empresas exportadoras. Mas temos que atuar de forma mais ampla e continuar a crescer. Essa é a única solução e saída: é preciso garantir juros mais baixos, fazer a reforma tributária, e aumentar os investimentos em educação e na infra-estrutura.

Não podemos, em hipótese alguma, recuar na política de ampliação da renda e do emprego. Ela constitui o pilar básico para nosso auto-crescimento apoiado no mercado interno, para o crescimento dos investimentos no país, e para o aumento das exportações para novos mercados - América do Sul e Ásia. O país pode, deve e reúne todas as condições para continuar a crescer.

 

  
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Greve dos bancrios: negociao j!
Publicado em 10-Out-2008
O segundo dia de greve dos bancários paralisou cerca de 3.570

O segundo dia de greve dos bancários paralisou cerca de 3.570 agências em todo país, segundo a própria Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN).

O movimento adquiriu, assim, enorme importância e peso político e eu espero que os banqueiros negociem logo com seus trabalhadores. Os bancários querem reajuste de 13,3%, incluído ganho real de 5%, mas os patrões-banqueiros – pobrezinhos! – oferecem 7,5%.

Para desqualificar a reivindicação desses profissionais, representantes dos bancos declaram na Folha de S.Paulo hoje que os bancários têm "piqueteiros profissionais" em São Paulo e Curitiba para impedir o funcionamento das agências.

Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, defende a categoria dessa leviandade e denuncia a pressão dos bancos para que gerentes e superintendentes trabalhem sob ameaças de demissão. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) denuncia a contratação de policiais militares que acabam coagindo para que os funcionários trabalhem à força.

Solidarizo-me com os bancários e me entristeço quando vejo que o grevista é visto por seus patrões – e por parte da sociedade brasileira - não como um cidadão que busca seus direitos por melhores condições de trabalho, mas como "baderneiro". E negociação já, pois os banqueiros realmente não têm qualquer argumento – seus lucros são estratosféricos e eles nunca ganharam tanto, tanto como nos últimos anos.

 

  
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As eleies e a crise
Publicado em 10-Out-2008
O título acima é o do meu artigo semanal, publicado...

O título acima é o do meu artigo semanal, publicado no Jornal do Brasil na 5ª feira e a partir de hoje reproduzido  em outros jornais do país. Nesse texto analiso a crise internacional, o 1º e o 2º turnos da eleição municipal desse ano em nosso país e as mudanças trazidas pelo pleito e pela turbulência internacional - e mudou tudo no Brasil.

"Mal terminaram as eleições e tudo mudou. Não pelo resultado, que aponta para uma vitória do presidente Lula e dos partidos que o apóiam, particularmente o PT e o PMDB, apesar da ida de Gilberto Kassab (SP) e Fernando Gabeira (RJ) para o segundo turno, o que fortalece a candidatura de José Serra para 2010, fora a meia derrota de Aécio Neves e Fernando Pimentel em Belo Horizonte, que ainda depende do segundo turno", afirmo na abertura desse meu artigo. Leia a íntegra na seção Artigos do Zé nesse blog.

 

  
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Mais estudo, maior renda
Publicado em 10-Out-2008
A relação entre a educação, mercado de trabalho e o aumento

A relação entre a educação, mercado de trabalho e o aumento da renda é tema do estudo "Você no Mercado de Trabalho", divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e baseada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de  Domicílios, a PNAD 2007.

O estudo mostra que chega a 15% a média de aumento salarial  para cada ano de estudo. Do ensino médio para a graduação, a ampliação dos salários é de 19%, em média.  O salto é ainda maior, de 47,4%, para os que passam do último ano da graduação para a pós-graduação – de R$ 2.332,04 para R$ 3.437,09.  

Não há qualquer dúvida sobre o forte impacto da educação na redução das desigualdades sociais. Vejam que discrepância terrível mostra o estudo da FGV: enquanto um cidadão pós-graduado recebe uma média de R$ 20,69 por hora de trabalho, quem cursou o ensino médio ganha apenas R$ 4,78 por hora. Para um analfabeto, este valor cai para R$ 2,42.

Investir em educação, portanto, deve ser a prioridade máxima no país, já e sempre. Nós já temos o Programa Universidade para Todos (ProUni), mas  precisamos  ampliar seu alcance ao máximo, a cada ano, e atender a um maior número de jovens.

E temos que retomar e intensificar a discussão sobre os recursos do pré-sal, que o presidente Lula destacou muito e já é praticamente um consenso no país – eles têm que ir para a educação, para reduzir a pobreza e construir um novo Brasil.  

Para ver a íntegra do estudo (apresentação em PDF), clique aqui.

 

  
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Gilberto Carvalho, um exemplo a ser seguido
Publicado em 10-Out-2008
O chefe de gabinete do presidente da República, Gilberto...

O chefe de gabinete do presidente da República, Gilberto Carvalho é um exemplo a ser seguido por todos os petistas, simpatizantes e amigos do PT.  Aproveitando que o presidente Lula vai viajar, ele pediu 15 dias de licença para, conforme explicou à Folha de S.Paulo,” tirar duas semanas de férias para ajudar na campanha do Grande ABC e de São Paulo."

Gilberto completou as explicações: "Eu me ofereci. Não é nenhuma intervenção federal nem pedido do presidente. Vou ajudar nos movimentos sociais e religiosos.” Adota, assim, um comportamento oposto ao daqueles que criticam a campanha do PT no 1º turno e que devem ser repudiados, seja quem for.

Não dá para aceitar que no meio de uma disputa contra nossos adversários, quando o que se tem de mais antipetista na política paulistana se une para apoiar o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM-PSDB), lideres e parlamentares do PT critiquem a campanha para a imprensa e não para o comitê e a direção do partido na cidade.

O chefe de gabinete do presidente da República age, assim, em favor da unidade, e como devem agir todos os petistas, aliados e simpatizantes nesse momento em que, para tentar nos impor uma derrota, se prenuncia uma aliança de direita, das mais conservadoras já montadas no país que, aliás, faria urrar de raiva o ex-governador Mário Covas, do PSDB.  

A hora é de unidade e campanha e não de fofocas e intrigas pela imprensa.

 

  
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No Equador, questo entre empresas gera crise
Publicado em 10-Out-2008
Como era de se esperar uma questão meramente contratual...

Como era de se esperar uma questão meramente contratual entre empresas equatorianas e uma empresa brasileira, a Odebrecht, transformou-se numa crise entre governos sem capacidade para arbitrar ou negociar uma solução empresarial, como defendi aqui nesse blog.

O governo do presidente Rafael Correa, numa escalada de decisões que o levou a expulsar a empresa brasileira e a ameaçar fazer o mesmo com a Petrobras, obrigou o governo brasileiro a suspender o envio de uma missão oficial ao Equador.

Dessa forma o presidente equatoriano trata aliados como adversários e perde a perspectiva de quem são seus verdadeiros inimigos. Resultado: politiza e dá caráter de Estado a uma questão de cumprimento de contrato, tudo contra um pais e um Governo que só tem lhe apoiado e dado sustentação inclusive política, nas más e boas horas.

Nao se trata de defender a Odebrecht ou a Petrobras, mas de se estabelecer nas relações entre os países da União das Nações da América do Sul (UNASUL) uma relação institucional que permita tratar questões secundárias como essa, dentro de marcos e regras de negociação, conciliação e arbitragem, e resolver controvérsias sem dar-lhes o caráter político, e pior, de governo e de Estado que estamos assistindo nesse caso. Lamentável!

Espero que nossas autoridades, com a experiência do Itamaraty e o senso conciliador e negociador de nosso presidente - que não perde de vista o tempo e quem são nossos adversários - cheguem a um acordo aceitável para a empresa e o governo equatoriano.

 

  
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Evento relembra 40 anos do 30 Congresso da UNE
Publicado em 09-Out-2008
Nesta sexta-feira (10.10), às 11h00, alguns...

Nesta sexta-feira (10.10), às 11h00, alguns dos principais líderes estudantis de 1968 -  Wladimir Palmeira, Jean Marc Von der Weid e Franklin Martins - vão se reunir num evento em homenagem aos 40 anos do 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes, realizado em Ibiúna e que terminou com a prisão de mais de 700 pessoas.

O evento acontece no Memorial da Resistência, localizado no prédio que abrigou, entre 1940 e 1983, o Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, o temido DEOPS, cujos porões testemunharam tortura e mortes no sombrio período militar. Os ministros Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, e Tarso Genro, da Justiça, também estarão presentes, além da atual presidente da UNE, Lucia Stumpf.

Convido os internautas a participar porque trata-se de um momento de reflexão das lutas políticas, estudantis e, especialmente, uma oportunidade para avançarmos na questão da abertura dos arquivos da ditadura.

Serão inaugurados painéis em homenagem a 23 estudantes mortos durante a repressão e aos 719 presos durante o Congresso, em 1968. A 12ª Caravana da Anistia também realizará uma cerimônia simbólica do julgamento de ex-perseguidos políticos pelo regime militar. Confiram a programação no Especial 68 e compareçam.

 

  
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Manifestao pblica de apoio eleio de Marta
Publicado em 09-Out-2008
A Coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" promove hoje...

A Coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" promove hoje, logo mais às 18h, a manifestação pública “Todos com Marta – Ato pela eleição de Marta Suplicy”, no Hotel Pestana, Rua Tutóia, 77 - esquina com a Brigadeiro Luís Antônio.

Você não pode deixar de comparecer. O ato terá a  participação de prefeitos eleitos no Estado de São Paulo, candidatos que disputam 2º turno nos municípios da Região Metropolitana da Capital, vereadores, senadores, deputados federais e estaduais, militantes, além de artistas e outras personalidades.

Seis ministros de Estado confirmaram presença: Orlando Silva (Esporte), Juca Ferreira (Cultura), Luís Dulce (Secretaria Geral da Presidência da República), Edson Santos (Igualdade Racial), Fernando Haddad (Educação) e Luiz Barreto (Turismo).

 

  
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Os juros caem nos EUA e na Europa
Publicado em 09-Out-2008
A crise continua feia, cada vez mais ameaçadora...

A crise continua feia, cada vez mais ameaçadora a todo mundo. Na Grã-Bretanha, o governo, na prática, nacionaliza os bancos, liberando a bagatela US$ de 867 bilhões. Nos Estados Unidos, o governo segue o mesmo caminho e fala em comprar ativos dos bancos, uma nacionalização disfarçada.

Os juros caem em todo o mundo: nos EUA para 1,5% - isso mesmo! Na zona do Euro para 3,75%, apesar de a taxa interbancária - o Eurobor - estar a 5,37%; na Grã-bretanha os juros desceram para 4,5%; na China para 6,93%; no Canadá para 2,5%; na Suécia para 4,25%; e na Suíça para 2,5%.

Os governos europeus e americano convergem em suas políticas com três objetivos: fornecer liquidez ao mercado; comprar os ativos podres; e recapitalizar as instituições financeiras. O problema é que falta confiança entre os próprios bancos dentro do sistema financeiro internacional. O reflexo dessa falta de confiança explode na queda das bolsas.

No Brasil, o governo vai aos poucos cercando a crise: primeiro, liberando o compulsório - agora mais R$ 23,9 bilhões, chegando a um total de R$ 60 bilhões desde as primeiras medidas. Com isso, os grandes bancos já podem comprar as carteiras de créditos dos médios e assim estabilizar o sistema financeiro.

Além de suprir nossos exportadores. E os adiantamentos de contrato de câmbio (ACC) caíram 43%, de créditos praticamente inexistentes no mercado internacional, que simplesmente secou.

 

  
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No Brasil ainda falam em subir juros
Publicado em 09-Out-2008
O Banco Central  (BC) - até que enfim! - saiu comprando...

O Banco Central (BC) - até que enfim! - saiu comprando dólares à vista, de US$ 1,3 a US$ 1,7 bilhões, mais US$ 1,3 de operações “swap”, para assim derrubar o preço do dólar que já alcançava R$ 2,48.

Um preço que só pode ser fruto da especulação, já que as contas do país não indicam falta de dólares. Em setembro, por exemplo, tivemos um fluxo positivo de US$ 2,805 bilhões, tendência que se confirma nos primeiros dias de outubro.

O problema é que estamos diante de um empoçamento de US$ 20 a US$ 40 bilhões das empresas que fizeram operações muito arriscadas no câmbio futuro, contando que a divisa continuaria oscilando entre R$ 1,60 e R$ 1,70, e foram pegas pela  desvalorização do real.

Por meio de mecanismos bastante arriscados e complexos, elas haviam se comprometido a vender dólares para bancos em uma quantidade que, na verdade, não tinham e agora precisam  comprar a moeda e honrar os compromissos.

No front da inflação a tendência é de queda

Apesar da pressão altista da desvalorização do dólar, encarecendo as importações e barateando as exportações, no ano temos 4,76% de inflação até agora e podemos chegar a dezembro praticamente dentro da meta mais a banda - o que para as condições atuais é um feito.

Mas o BC fala em manter os juros e até mesmo em aumentá-los (leia a nota acima), alegando que uma coisa é a crise de crédito, outra os riscos inflacionários, agora não mais da pressão da demanda, mas da desvalorização do real, que pressionaria os preços via importações mais caras e um aumento das exportações.

Parece que, pelo BC, não temos saída, estamos condenados a ser os únicos no mundo a pagar juros reais de 8%. É um grave erro, já que aumentar os juros agora, além de não ter nenhum efeito sobre a inflação, vai na contramão das medidas de aumento do crédito.

Além disso, vai agravar mais uma vez as contas públicas, com mais serviço da dívida interna. A melhor política é segurar o real e diminuir, assim, a pressão do câmbio sobre os preços. Fora disso não dá para entender.

 

  
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Pesquisa: sem surpresa, o que se esperava
Publicado em 09-Out-2008
Como era de se esperar, pelo próprio quadro da votação...

Como era de se esperar, pelo próprio quadro da votação e pelo perfil dos candidatos que não foram ao 2º turno, seus eleitores migraram para o prefeito e candidato à reeleição pelo DEM-PSDB, Gilberto Kassab. Seja os do candidato do PP, deputado Paulo Maluf, um eleitorado majoritariamente antipetista, seja os da Soninha, que fez campanha como linha auxiliar do governador tucano José Serra.

Ainda assim, Marta tem 21% dos eleitores dos dois, um bom começo para conquistar o dobro desse índice no próximo dia 26. No caso do eleitorado do candidato de parte do PSDB, Geraldo Alckmin, só 13% migrou para Marta. O resultado da pesquisa Datafolha não deve, portanto, nos surpreender.

Precisamos, agora, disputar o eleitor de Alckmin e chamá-lo à razão. Ele precisa recordar o apoio do PT e de Marta ao ex-governador Mário Covas em 1994 e 1998, sem o que ele não teria se elegido. E precisa rejeitar a aliança que Serra esta fazendo em São Paulo com o malufismo e a direita - aliança que pode se repetir em 2010.

TV, debates, propostas e diferenças entre governos são decisivas

Kassab cresceu 25 pontos e Marta oito. No total, Kassab tem 54% dos votos e Marta 37%. Só 8% do eleitorado declara que está indeciso - 3% votará branco 5% nulo. Assim, tudo depende da campanha, dos debates e do programa de TV, das propostas e da avaliação e comparação dos governos Marta e Kassab.

Não é impossível reverter esse quadro e crescer nas regiões de eleitorado pró Marta, onde ela tem 49% e Kassab 40%, e avançar no eleitorado pró Kassab. Avançar, por exemplo, na faixa de eleitores de 2 a 5 salários mínimos, onde Kassab tem 55% e Marta 37%, e nas regiões que formam um cordão da São Paulo que vota em Marta, e da São Paulo dos Jardins onde está o  eleitorado de mais de 10 salários mínimos, que vota massivamente em Kassab - aí, 73% vota nele e 22% na petista.

Agora é fazer campanha e ir para a disputa dos projetos políticos e das propostas de governo. Nisso, tanto o programa de TV quanto os debates serão fundamentais. Temos que aproveitar agora o tempo igual, já que no 1º turno tínhamos 5 candidatos na TV e nos debates contra Marta.

Fará diferença a militância e as lideranças do PT, e da coligação nas ruas e visitando as casas. Fará diferença a comparação entre os governos e a desconstituição do governo virtual que Kassab apresentou. A batalha apenas começou. Vamos à luta!

Foto: Luciano Andrade

 

  
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O BC comeou a agir, mas ainda pouco
Publicado em 09-Out-2008
As autoridades monetárias, dando-se conta que a venda...

As autoridades monetárias, dando-se conta que a venda dos contratos de swap cambial não era capaz de deter a abrupta desvalorização do real, decidiram por colocar dólares no mercado à vista.

Segundo as informações disponíveis, cerca de US$ 1,7 bilhão foi contratado até o início da tarde ontem. A ação, ainda que positiva, não está à altura do perigo que nos ameaça, mas já é alguma coisa saber que o Banco Central (BC) não ficará paralisado diante do mercado, se auto-condenando à mesmice.

Repito o que já escrevi em notas anteriores: a batalha cambial é hoje o principal terreno no qual se espera que o governo demonstre sua capacidade de enfrentar a crise financeira internacional.

As notícias são muito graves: já começa a haver paralisia nos negócios entre fornecedores de matérias-primas, indústria e comércio, atingindo tanto as exportações quanto as importações e o mercado interno.

Não estamos diante apenas de uma ameaça ao crescimento - como se isso fosse pouco - mas, também, caminhando para riscos inflacionários: o aumento brutal no preço do trigo importado golpeou os moinhos e pode levar a uma onda altista em produtos básicos como o pão e as massas.

Não tenhamos ilusão: estamos enfrentando uma especulação contra nossa moeda, orquestrada por grandes fundos internacionais para transformar os ativos brasileiros em negócios fáceis e baratos, além de realizar gigantescos lucros na própria operação de câmbio.

O BC precisa agir com toda a energia, debelar essa escalada contra o real a qualquer custo, antes que seja tarde demais e nossa economia esteja irreversivelmente contaminada pelo colapso do sistema financeiro mundial.

 

  
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Onde est a esquerda brasileira?
Publicado em 08-Out-2008
Com o mesmo nobre propósito do José Saramago...

Com o mesmo nobre propósito do José Saramago ao postar em seu blog o texto "Onde está a esquerda?" eu publico esta nota e encareço a necessidade de os leitores desse meu diário lerem o texto do maior e mais conhecido escritor português da atualidade.

Claro que o meu objetivo é o mesmo dele quando deu a entrevista ao jornal sul-americano, e a minha expectativa é que não se repita comigo o silêncio em resposta a ele: espero estar provocando aqui muito retorno e uma intensa e
aprofundada discussão também sobre a nossa esquerda.

Afinal, não quero tirar a mesma conclusão do Saramago no final do seu post, a saber: ”Já tenho a explicação: a esquerda não pensa, não age, não arrisca um passo. Passou-se o que se passou depois, até hoje, e a esquerda, covardemente, continua a não pensar, a não agir, a não arriscar um passo. Por isso não se estranhe a insolente pergunta do título: "Onde está a esquerda?"  Não dou alvíssaras, já paguei demasiado caras as minhas ilusões.”

 

  
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Minha solidariedade ao Celso Frateschi
Publicado em 08-Out-2008
Ao que tudo indica, ele foi vítima da chamada imprensa...

Abro espaço neste blog para solidarizar-me com meu amigo, ator e diretor teatral Celso Frateschi que, depois de intensa luta na Fundação Nacional de Artes (FUNARTE), deixou a instituição.

Ao que tudo indica, ele foi vítima da chamada imprensa marrom e de um grupo de funcionários, possivelmente inquietos diante do papel ativo do diretor Frateschi como fomentador cultural.

O jornal O Globo publicou no último domingo (05.10) um manifesto dos servidores da Fundação sugerindo a saída de Frateschi, acusando-o de autoritarismo e de favorecimento no patrocínio a projetos.

Quem realmente acompanha as ações de cultura e arte em nosso país sabe que isso não é verdade e, certamente, reconhece a qualidade do trabalho desenvolvido por Frateschi não só a frente da FUNARTE, mas também como secretário municipal de Cultura em Santo André e em São Paulo.

Na carta de demissão enviada ao ministro da Cultura, Juca Ferreira – e que não recebeu espaço em O Globo -  Frateschi deixou claro: "Aceitei assumir a presidência da FUNARTE por acreditar na possibilidade de contribuir na construção de políticas públicas para a área cultural. Não vim para essa missão participar de brigas intestinas, pois acredito que o país espera e precisa de respostas concretas para estimular o nosso desenvolvimento cultural".

Além de solidarizar-me, parabenizo Frateschi por sua luta em prol do desenvolvimento artístico e cultural, e registro seu desabafo: "Procurei, durante todo esse período, cumprir com a missão que me foi confiada. Mas não tenho mais instrumentos, nem meios, nem vontade de tentar seguir nessa viagem estagnada (..). Declino da presidência da Funarte, não pela matéria de O Globo, pois na minha longa vida pública, já enfrentei outros processos difamatórios que se mostraram vazios como esse. (...) Saio porque se caracterizou uma articulação espúria que não tenho o menor interesse de enfrentar".

 

  
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Respeito ao Equador compreende reciprocidade
Publicado em 08-Out-2008
O presidente do Equador, Rafael Correa, deveria levar em...

O presidente do Equador, Rafael Correa, deveria levar em consideração as experiências da Bolívia e da Venezuela. Um governo pode ter maioria e apoio nacional hoje e amanhã estar em minoria ou governando um país dividido e em crise, ou enfrentando ameaças de golpe de estado, ou até mesmo guerra civil e externas.

Maioria nacional não significa necessariamente governabilidade. O cenário mundial não aponta para altos preços do petróleo e gás (o país é produtor). Daí, não dá para entender o comportamento e a posição política do presidente equatoriano, primeiro com a Odebrecht -apesar dos erros da empresa - e agora com a Petrobras.

Ao invés de negociações o que vemos são duras críticas às empresas e conotação política nas negociações. O governo de Quito tem todo direito - vamos sempre reconhecer e apoiá-lo quanto a isso, e o que digo não são apenas palavras, já fizemos o mesmo com a Bolívia - de decidir soberanamente sua política de petróleo e gás, ou de cobrar o cumprimento dos contratos, mas a Petrobras tem o direito de não aceitar e se retirar do pais.

Prestação de serviços, custo e lucro, podem interessar ao Equador, mas talvez não a Petrobras. O país não pode perder de vista que o Brasil e o governo do presidente Lula são seus aliados nas boas e más horas.

Mas Brasília tem o direito de esperar reciprocidade, uma atitude pelo menos amigável e de negociação com as empresas brasileiras, particularmente com a Petrobras, uma empresa estatal e símbolo nacional.

 

  
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Escandaloso subsdio de Kassab aos transportes
Publicado em 08-Out-2008
Assustadora, um absurdo, um escândalo, essa notícia...

Assustadora, um absurdo, um escândalo, essa notícia publicada hoje pela Folha de S.Paulo - com o título "Kassab dará R$ 600 mi a empresas de ônibus" - de que o prefeito paulistano e candidato a reeleição pelo PSDB-DEM dará esse dinheiro como subsídio às empresas de transporte público da capital.

Enquanto Marta Suplicy, como prefeita (2001/2004) enfrentou a máfia dos transportes, Gilberto Kassab é um cordeiro no atendimento a essa gente?

Os paulistanos todos precisam tomar conhecimento dessa aberração. É dinheiro na veia das empresas, e apoio eleitoral certo. É uso e abuso da máquina, quase uma compra de votos.

Como fica essa situação? Cadê a justiça eleitoral? Cadê as vestais e catões do PSDB e da classe média? Ou vale tudo para tentar derrotar o PT?

 

  
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O BC tem que defender o real j
Publicado em 08-Out-2008
Está mais do que evidente: o real está sob forte ataque...

Está mais do que evidente: o real está sob forte ataque especulativo. Nenhuma outra moeda está padecendo, como a nossa, de uma desvalorização que superou os 40% em vinte dias.

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Henrique Meirelles, do BC
Os argumentos e explicações da autoridades monetárias estão se revelando frágeis, ao alegarem que a apreciação do dólar se deve à escassez de crédito: o Banco Central (BC) não conseguiu vender mais do que 60% dos chamados contratos de swap cambial oferecidos nos últimos três dias, que garantem aos tomadores oferta e estabilidade do dólar em um determinado prazo. Ou seja, não há falta de crédito, mas uma aposta no mercado à vista, com uma remarcação da moeda americana.

Os operadores cambiais (em geral, grandes bancos e corretoras que representam fundos estrangeiros, particularmente americanos) estão enxugando a praça, comprando e vendendo entre si, acelerando a velha engenhoca da especulação altista.

Também há um outro fator de pressão, com as empresas que apostaram na baixa progressiva do dólar em pânico para se desfazer de posições que já trouxeram enormes prejuízos, mas isso é apenas parte do enredo especulativo em curso. 

Fundos desejam recuperar perdas internacionais

O objetivo é evidente: com o dólar apreciado em relação ao real, as imensas quantias que, por exemplo, saíram da bolsa de valores nos últimos meses, podem retornar mais à frente recomprando ações por uma pechincha. Ou diretamente empresas e terras.

Esses fundos não desejam outra coisa que não recuperar suas perdas internacionais forçando a desvalorização, frente ao dólar, dos ativos brasileiros. As conseqüências para o povo brasileiro podem ser dramáticas, com a desvalorização das empresas nacionais e da renda dos assalariados.

Alguns alegam que as exportações seriam impulsionadas, mas isso é um ledo engano. O grau do endividamento médio das empresas, em dólar, freia sua capacidade produtiva e seus planos de investimento, além de provocar óbvio e astronômico encarecimento da importação de máquinas e equipamentos. 

Os controles inflacionários ficarão mais e mais fragilizados, pois o preço para aquisição de estoques reguladores no mercado internacional torna-se exorbitante.

 

  
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Situao cambial pode trazer a crise para o Brasil
Publicado em 08-Out-2008
Não tenhamos dúvida: a atual situação cambial...

Não tenhamos dúvida: a atual situação cambial é uma possível porta de entrada da crise financeira mundial em nossa economia. Pode levar a um colapso do crédito, do sistema financeiro e da saúde de grandes empresas, travando o atual ciclo de desenvolvimento.

Está em curso, repito, (leia nota acima) um ataque despudorado à economia nacional e à nossa própria soberania. Não é aceitável que o Banco Central continue de braços cruzados, com iniciativas tímidas e emparedado pelo mercado financeiro.

Tem que agir imediatamente, utilizando nossas reservas cambiais para derrotar os especuladores e defender nossa moeda. Não há tempo a perder, nem mais um minuto, e o governo deve exercer toda sua autoridade para que essa situação seja tratada com a presteza e a seriedade necessárias.

 

  
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Serra exagera ao negar "coronel" no PSDB-SP
Publicado em 08-Out-2008
O governador tucano José Serra que me desculpe, mas...

O governador tucano José Serra que me desculpe, mas dizer que o PSDB de SP não tem coronel e nem "dedazo" é um exagero, para dizer o mínimo.

Basta perguntar para os alckmistas que não se cansaram de denunciar, antes do 1º turno, e durante a força das máquinas da prefeitura e do governo do Estado usadas contra eles, a pressão sobre os candidatos a vereador do PSDB, e o papel dos secretários municipais tucanos da Capital no apoio ao prefeito e candidato a reeleição, Gilberto Kassab, do DEM-PSDB.

Aliás, por falar em máquina, Serra deu essas declarações durante visita a obras do governo do Estado em companhia de Kassab. Imagina se fosse o Lula com a candidata do PT, Marta Suplicy! Teríamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seu presidente, e a Folha de S.Paulo gritando para todo o país que é uso e abuso da máquina, que não pode, que é ilegal...além de representações de deputados tucanos à justiça eleitoral.

Antes da campanha, o TSE e a mídia fizeram marcação cerrada, total contra o PT, o presidente da República e seus ministros, lembram-se? Eles não podiam sequer viajar, inspecionar ou inaugurar obras, que já eram acusados de cometer irregularidades, de estar usando a máquina. Agora Kassab faz campanha dentro de creches, em obras da prefeitura e nada...fora que o PSDB e o DEM usaram e abusaram da máquina em todo o país. Mas, neste caso, da mídia, nada. Um silêncio total.

 

  
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Michel Temer no Especial Constituio 88
Publicado em 07-Out-2008
O deputado  Michel Temer (PMDB-SP), presidente...

Image O deputado  Michel Temer (PMDB-SP), presidente nacional do seu partido e constituinte  entre 1987-1988, comenta no  Especial Constituição 88 os principais avanços de nossa Carta Magna.

"Esta Constituição foi tão prestigiadora dos direitos individuais que os colocou, e os direitos sociais, em seu início quando, a regra geral, era eles irem sempre no final", afirma.

Temer também destacou a urgência da reforma política e tributária, criticou o uso excessivo de Medidas Provisórias e sugeriu um "enxugamento" do texto constitucional, mas sem qualquer alteração quanto as garantias individuais e os direitos conquistados. Leiam a entrevista com Michel Temer no Especial Constituição 88.

 

  
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Partidos que apiam Serra foram derrotados
Publicado em 07-Out-2008
A vitória do PT nas eleições municipais no 1º turno é política...

A vitória do PT nas eleições municipais no 1º turno é política, não pode ser medida numericamente. Ela confirma nosso êxito eleitoral de 2006, quando pela segunda vez fomos o partido mais votado para a Câmara dos Deputados, além de reelegermos Lula.

No pleito desse domingo, nas 164 cidades com mais de 100 mil eleitores, elegemos 34 prefeitos. Ganhamos em coligação com outros partidos em mais 33 - em 15 destes, elegemos os vice-prefefeitos. E estamos no 2º turno em 15 desses municípios. Isso dá bem uma idéia da força do partido nos grandes centros urbanos.

É verdade que o governador tucano José Serra, pela vitória dos candidatos Fernando Gabeira, no Rio, e Gilberto Kassab, em  São Paulo, e o PMDB pelo maior numero de votos e prefeituras, saem fortalecidos das eleições.

Mas os partidos que compõem hoje a oposição e o futuro núcleo da candidatura Serra, o PSDB, o DEM, e o PPS, foram derrotados na eleição de domingo. Basta ver os números. Em relação ao que tinham, o PPS perdeu 70 prefeituras, o PSDB 109 e o DEM 176.

As três legendas ganharam um total de 1.479 prefeituras. Mas o PMDB, com 18.4 milhões de votos e 1.194 prefeituras, e o PT com 16,5 milhões de votos e prefeitos de municípios com maior número de habitantes e de eleitores, são os vencedores e confirmam que juntos podem vencer as eleições parlamentares e presidenciais em 2010.

PT  ganhou mais prefeituras

O PT salta de 391 prefeituras pra 548, um resultado e tanto! E ainda disputa o 2º turno em 15 municípios, inclusive em Porto Alegre, Salvador e São Paulo. A avaliação de que houve vitória de Kassab no 1º turno em São Paulo - quando na verdade houve empate - e que ela sinaliza para 2010, não resiste a análise das últimas eleições na capital paulista.

O deputado Paulo Maluf foi eleito em 1992 no auge do "Fora Collor". O prefeito Celso Pitta venceu em 1996 quando o real era o principal eleitor e reservou para o candidato Serra um terceiro lugar naquela eleição. Por fim, Serra foi eleito prefeito em 2004, apesar da péssima avaliação do governo FHC e do PSDB, feita pelos eleitores em 2002 quando Lula venceu e se elegeu presidente da República a primeira vez.

 
Fica claro que a eleição em São Paulo não é nacional. Depende muito mais da cidade, de seu conservadorismo e sentimento antipetista, seu caráter classista. Isso mesmo, basta, recordar como o PTB sempre teve dificuldade de se consolidar aqui nas eras getulista e janguista. Foi o PT que rompeu esse cerco ideológico e de classe e se firmou no Estado - primeiro com apoio da classe média e depois com sua oposição.

Agora tem que disputar a nova classe média sobre a qual falei nesse blog antes do 1º turno - leia meu post "Comparação com prefeitos tucanos dá vitória à Marta", publicado sábado, véspera do 1º turno.

Nela está a chave da vitória. Além da consolidação do voto do povão petista - e os mapas de votação de domingo, mostram a ampla vantagem da candidata petista em toda a periferia paulistana - que se recorda do primeiro governo de Marta Suplicy, das marcas sociais e petistas que ela imprimiu à sua administração.

 

  
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Crescimento, sim, "tiro no p", no
Publicado em 07-Out-2008
Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da Companhia...

Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), e 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), é o autor do artigo "Tiro no 'pé no freio'!", cuja leitura eu recomendo na Folha de S.Paulo de hoje.

Nele o empresário avisa aos pessimistas que o medo é o pior caminho para enfrentar a crise financeira internacional. Precisamos de crédito, fomento à produção e ao emprego, defende ele, ou seja, temos um único caminho frente à essa turbulência econômica mundial, que é crescer e crescer, como tenho insistido neste blog.

Com o esfriamento e redução do comércio lá fora, no Brasil  "é natural que se tente compensar essa desaceleração com estímulos ao mercado interno. Ao fazer o contrário - pisar no freio -, o governo vai maximizar os efeitos da crise externa", aconselha o empresário.

Steinbruch também considera "inadmissível pensar em redução de investimentos públicos, principalmente aqueles que geram mais empregos e aumentam as condições competitivas da economia brasileira pela melhoria da infra-estrutura". E, também, engrossa o coro dos críticos da nossa elevadíssima taxa de juros e que reconhecem que  "a ameaça da volta do dragão da inflação virou piada".

 Além de recomendar a leitura, quero destacar um trecho do artigo, outro recado aos pessimistas e ao Banco Central: "Não se pode admitir que o ímpeto empresarial de investir e fazer crescer os negócios seja sufocado pelo discurso do 'pé no freio'. Seria um tiro no pé".

 

  
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Instalada e se alastrando, crise deixa todos sem rumo
Publicado em 07-Out-2008
A crise se instalou e se alastrou. A Europa não sabe...

A crise se instalou e se alastrou. A Europa não sabe para onde ir. Nos Estados Unidos continua a firme decisão de usar todo o poder do Estado para apoiar as empresas e os bancos, não importando os custos, inclusive políticos e ideológicos.

Os EUA agora cortam o custo dos empréstimos e dobram as linhas de crédito. Sabem, ao contrário dos europeus, que a crise é a maior de todos os tempos e que é preciso salvar as empresas e bancos, antes que tenham que salvar todo o sistema capitalista.

Para se ter uma idéia do tamanho da crise, basta olhar as perdas das bolsas, de US$ 10 trilhões, e para o preço do petróleo, US$ 87,8 na bolsa de Nova York. Num quadro de tamanha instabilidade, de falta de liderança e de saídas, não dá para fazer previsões.

O Brasil tem rumo

Mas dá para saber que rumo um país, uma nação, uma economia como a nossa deve manter. No caso do Brasil, em primeiro lugar manter o crescimento apoiado no mercado, na demanda e nos investimentos internos.

Ao mesmo tempo manter, também, os investimento públicos e privados na infra-estrutura, baixando os juros, liberando créditos para a agricultura (via Banco do Brasil-BB) e exportadores (via BNDES e BB), capitalizando o BNDES para financiar os investimentos na infra-estrutura e na indústria, e sustentando os investimentos em saneamento, habitação e transportes coletivos (via Caixa Econômica Federal-CEF e Orçamento Geral da União).

Como aliás o Governo Lula tem feito.

 

  
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Grande banco deveria comprar carteira do pequeno
Publicado em 07-Out-2008
O Banco Central (BC) pode e deve comprar as carteiras de...

Image O Banco Central (BC) pode e deve comprar as carteiras de crédito dos bancos comerciais pequenos e médios, mas a rigor quem deveria fazê-lo são os grandes bancos, extremamente beneficiados nos últimos anos por lucros extraordinários.

O BC pode e deve, também, comprar ou vender dólares, conforme as exigências do mercado cambial, mas deveria mesmo é reduzir os juros e aumentar o crédito. Não há mais nenhum risco - como equivocadamente exagerava o BC - de inflação de demanda, pelo contrário.

Simultaneamente à essa ação devemos sustentar o crescimento da construção civil e, particularmente, os investimentos públicos na infra-estrutura do país que não pressionam nossa balança comercial.

Temos nosso mercado interno e dezenas de milhões de brasileiros para incorporar à cidadania, e temos em nosso entorno a América do Sul, os nossos parceiros à espera de nossa resposta a crise mundial.

A crise atual é nossa oportunidade de aprofundar o caminho do desenvolvimento e de nossa presença no mundo, exigindo junto com os demais países que constituem os chamados BRICs (Rússia, Índia e China) e emergentes a convocação de uma conferência mundial para regular o sistema financeiro internacional e redesenhar as instituições falidas que surgiram depois da II Guerra no século passado.

Chegou a hora de terminar, de virar a página da história que começou a ser virada com a queda do muro de Berlim.

 

  
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De volta a Cruzeiro do Oeste
Publicado em 07-Out-2008
Estou em Cruzeiro do Oeste (PR), onde vivi na clandestinidade...

Estou em Cruzeiro do Oeste (PR), onde vivi na clandestinidade nos anos 70 e hoje governada por meu filho, Zeca Dirceu, que venceu em 2004, fez uma gestão tipicamente petista, mudou a cidade e foi reeleito nas eleições nesse domingo com praticamente 70% dos votos válidos.

O povo reconheceu seu trabalho e do seu vice, o empresário Valtinho, um empreendedor típico do nosso Brasil atual. Faço essa nota para esclarecer, já que nossa mídia criou a imagem de que Zeca foi eleito em 2004 porque eu era ministro-chefe da Casa Civil e o apoiei, como fiz com vários candidatos eleitos naquele ano no Paraná e no Brasil.

Sem minha presença e meu apoio, agora ele foi reeleito pelo seu trabalho e liderança não só na cidade como na região, onde novamente elegeu prefeitos e vereadores do PT e aliados.

Processos contra Zeca arquivados

Vim a Cruzeiro do Oeste, também para comemorar o arquivamento, pela justiça federal, de duas ações que o Ministério Público Federal moveu contra ele, em 2005, no auge da campanha pela cassação do meu mandato de deputado federal.

Na ocasião, com grande destaque na mídia, Zeca foi indevidamente acusado de ter feito tráfico de influência ao trabalhar por sua cidade, região e Estado reivindicando recursos em Brasília, quando na verdade cumpria suas funções como secretário do município, depois Secretário Adjunto do Estado e, por fim, prefeito.

Agora, com o arquivamento da ação judicial na semana passada, fez-se justiça. Mas eu não poderia deixar de fazer aqui esse registro da infâmia da qual ele foi vítima, de forma ainda mais aguda porque aquele processo de 2005 teve o maior destaque e apoio da grande mídia nacional - a mesma mídia que sequer toma conhecimento ou registra agora que os processos contra ele foram arquivados.

Zeca foi vítima nessa tentativa de envolvê-lo só porque era meu filho, num processo que teve ampla conivência e repercussão na imprensa. Bem ao estilo dos regimes totalitários.

 

 

  
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Maria Antonia promove evento sobre 68
Publicado em 06-Out-2008
Recomendo especialmente aos internautas...

Image Recomendo especialmente aos internautas paulistanos que vejam a nota de hoje do Especial 68. Ela traz a programação do evento “1968 Vou Ver”, promovido no Centro Universitário Maria Antonia de hoje ao próximo dia 10,  no prédio  que abrigou, há 40 anos, toda a efervescência do movimento estudantil, político e cultural de São Paulo

Ao longo dessa semana realizam-se exposição fotográfica, exibição de filmes, documentários, além de mesa de debates – tudo gratuitamente. Acessem o Especial 68 e confiram a programação completa de “1968 Vou Ver”.

Na semana passada, postei meu depoimento “Maria Antonia: sonhos e ideais de 68” para compartilhar com vocês minhas memórias sobre aqueles tempos, e relembrar a  histórica batalha entre alunos da Universidade de São Paulo e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Nesta semana, sugiro que participem do evento, e que conheçam de perto as histórias da rua Maria Antonia e sua importância para todos nós.

 

  
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A Europa vai mal
Publicado em 06-Out-2008
Sem decisões e sem liderança...

Sem decisões e sem liderança, a Europa caminha para o impasse. Seus dirigentes relutam em baixar juros e em flexibilizar o teto do déficit fiscal de 3%, mas os bancos e empresas continuam quebrando e necessitam de crédito e juros menores. A semana promete muito: tudo indica que as bolsas e os bancos europeus não suportarão a crise sem uma política para toda a União Européia. E esta parece inviável já que não há acordo entre os líderes dos diversos países sobre o caminho a seguir.

Para se ter uma idéia do quanto se alastra a crise originada com o problema do subprime americano, na Alemanha, o governo, no desespero, dá garantias totais - US$ 784 bilhões - a todos os depósitos. Na Grã- Bretanha, o governo trabalhista diz que vai socorrer todo e qualquer banco em perigo para evitar o destino dos bancos BradFord & Bingley e Northern Roch. Na Alemanha, uma operação para salvar o Hypo Real Estate não deu certo.

 

  
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A vitria-smbolo de uma brasileira petista
Publicado em 06-Out-2008
Não posso deixar de registrar a minha alegria...

ImageNão posso deixar de registrar a minha alegria pela Vitória, com "V" maiúsculo, da deputada e ex-prefeita Maria do Carmo, em Betim (região metropolitana de Belo Horizonte), sobre o ex-deputado e empresário, ex-PSDB, hoje do PV, Vittório Medioli. Seu êxito se torna ainda mais impressionante se analisarmos que ela derrotou uma das maiores máquinas políticas e empresariais de Minas, e que Medioli é dono, também, de um império de comunicação.

Ao vencer, e nas condições em que enfrentou a luta, Maria do Carmo converte-se em motivo de alegria para todos os petistas do Brasil. Ex-presidente do PT mineiro, militante aguerrida e mulher lutadora, ao ganhar a eleição de ontem em sua cidade, ela se converte em símbolo da garra petista e da militância em todo o país. Foi uma bela vitória de Maria, uma brasileira petista.

 

  
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Derrota de PSDB e DEM faz de 2010 outra histria
Publicado em 06-Out-2008
Para analisar a eleição de ontem e a que teremos daqui...

Para analisar a eleição de ontem e a que teremos daqui a dois anos, cumpre insistir que 2008 não é 2010. Como 2004 não foi 2006. Nem sequer 2005, com toda aquela campanha de desestabilização do governo Lula e de desconstituição do PT, chegou a 2006 em termos de efeitos políticos.

Não se pode, automaticamente e nem relativamente, afirmar ou mesmo estabelecer uma tendência a partir de resultados eleitorais de eleições municipais ou crises políticas.  A eleição de 2010 também não é o mapa eleitoral de São Paulo que publico aqui no blog, no qual estão situadas as votações de Marta suplicy, Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin, um trabalho que julgo perfeito dos profissionais do jornal O Estado de S.Paulo.

O pleito a se realizar daqui a dois anos ainda depende da votação do 2º turno no próximo dia 26. Mas o que conta para 2010 e a avaliação do governo Lula, a liderança do presidente da República, e a força do PT, o grande vitorioso ontem, consolidado como o mais votado, mais popular e maior partido do país - o único dentre as 27 legendas partidárias existentes que não pára de crescer a cada eleição, desde 1985.

Além dessa liderança do presidente e da força petista, contam as alianças para a sucessão de Lula, a situação econômica do país, o emprego e a renda, a quem governadores como Sérgio Cabral (RJ) e Aécio Neves (MG) vão apoiar, o candidato ou a candidata e sua capacidade de ser continuador(a) do projeto político que o atual presidente e o PT encarnam, e de suas políticas públicas e de desenvolvimento, junto com os demais partidos da coalizão, principalmente o PMDB e a bloco PSB-PC do B-PDT.

Além disso, terão força e peso substanciais em 2010 a divisão e o desgaste do PSDB, que precisa unificar Serra e Aécio e a decadência do ex-PFL, agora DEM, já que como esta, nem mesmo esse resultado no 1º turno em São Paulo resolve. Afinal, tucanos e demos saem derrotados em todo Brasil, e não há como esconder o fracasso das liderança tucanas a nível nacional dos senadores  Artur Virgilio (AM), Tasso Jereissati (CE) e Sérgio Guerra (PE) e de governadores como Yeda Crusius (RS), Cunha Lima (PB) e Teotônio Vilela Fº (AL).

Assim, meus amigos leitores, 2010 é uma construção a ser feita. Ganhar São Paulo ajuda, mas perder não inviabiliza. Como não inviabilizou (a vitória do PT no país) em 2004, num quadro sem comparação com o de hoje, mas quando tínhamos tudo para perder e vencemos.

 

  
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PT, uma vitria sem precedentes
Publicado em 06-Out-2008
Depois de percorrer um longo caminho político-institucional...

ImageDepois de percorrer um longo caminho político-institucional o PT, todos reconhecem, teve sua maior vitória eleitoral neste pleito municipal. Tornou-se o mais votado e o maior partido do país. Elegeu 6 prefeito nas 15 capitais onde a eleição foi decidida no 1º turno, e ganha, também, no chamado G-79, o grupo das 26 capitais mais as 53 maiores cidades do país.

Nessas, vencemos em 13, e estamos no 2º turno em 15. Nesse 1º turno ficamos em primeiro lugar em 11 dessas cidades. Nas capitais que governava, o PT venceu em todas, menos Macapá (AP). Estamos na disputa em Salvador, Porto Alegre, e em Belo Horizonte e em Manaus fomos para o 2º turno com o PSB. Apoiamos e demos a vitória ao prefeito de Aracajú, Edvaldo Nogueira, do PC do B, que assumiu quando Marcelo Deda, do PT, se elegeu governador de Sergipe em 2006.

Agora, nova etapa, o PT deve apoiar os candidatos do PMDB em Belém e no Rio, e o do PSB em Manaus. Ou seja, o partido está na disputa nas capitais onde haverá 2º turno e é vice em Cuiabá. Tem uma difícil decisão em Florianópolis, entre o PMDB e o PP, ambos da base do governo; em Belém, onde o PTB enfrenta o PMDB, ambos aliados, também; e está com o candidato do PC do B em São Luís, onde o apoio petista, principalmente do presidente Lula, foi decisivo para sua ida ao 2º turno.

Um bom começo para 2010

Derrota mesmo o PT só sofreu em Natal, constituindo-se, nos grandes destaques do primeiro round da eleição ontem, a ida para o 2º turno dos deputados federais, Maria do Rosário, em Porto Alegre, e Walter Pinheiro, em Salvador - esta uma vitória do governador Jacques Wagner. Na capital baiana teremos a mais difícil disputa eleitoral, porque contra um candidato peemedebista que apóia o presidente Lula e tem como avalista o mMinistro da Integração Nacional, Geddel Vieira, do PMDB, decisivo na vitória de Jaques Wagner.

A vitória nacional do PT é ainda maior se a analisamos pelos recentes acontecimentos quando a oposição, a mídia e parte da elite do país, embarcaram numa campanha para desconstituir o PT e seu patrimônio político, social e ético. Mais significativa, ainda, quando vemos pelos resultados que a legenda petista se consagra como o grande partido das regiões metropolitanas e das cidades médias do país, com vitórias expressivas nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Baixada fluminense, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador.

Dessa forma, as urnas desse domingo consagraram o PT como um partido popular, que sabe governar e tem lado. Foi uma grande vitória do presidente Lula e de seu governo, e mais ainda dos partidos que o apóiam, vencedores em todo o país. É um bom começo para 2010.

 

  
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Infra-estrutura e indstria so prioridades do BNDES
Publicado em 06-Out-2008
Para começar bem esta 2ª feira, internautas, convido

ImagePara começar bem esta 2ª feira, internautas, convido a leitura de "BNDES pode precisar de mais R$ 40 bi, diz Coutinho", a primeira parte de uma boa entrevista do Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), publicada no fim de semana no Folhão (domingo, 05.10).

Aqui, destaco a segunda parte do pingue-pongue, divulgada com o título "Ninguém quer pisar no acelerador agora", onde ele confirma que o Brasil é freqüentemente procurado por fundos soberanos asiáticos. "Eles têm buscado alternativas, e o Brasil é uma possibilidade". Também deixou claras as prioridades de financiamentos do BNDES: "novas infra-estruturas, fundamentais para suportar o crescimento; novas fábricas; capacidade industrial nova e inovação".

Tranqüilizador e ponderado, Coutinho acredita que o câmbio se equilibrará e que os preços das commodities manterão a tendência de queda. "Uma desaceleração que pode durar por um período de pelo menos um ano, fazendo com que as pressões mundiais sejam muito mais deflacionárias do que inflacionárias", prevê.

Sobre os impactos da crise mundial da economia no Brasil, o presidente da maior agência de fomento do país declara: "Não é porque o mundo pisou no freio que nós temos de fazê-lo também (...) Haverá algum efeito sobre a economia brasileira, não há dúvida, mas devemos minimizar os que são evitáveis". "(...) Não há por que impor à sociedade brasileira um sacrifício inútil e desnecessário. Então, é isso, a política do governo, não é pôr o pé no freio, como também não é pisar no acelerador".

Leiam e enviem seus comentários.

 

  
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O inacreditvel Csar Maia se supera
Publicado em 06-Out-2008
É inacreditável! O prefeito do Rio, César Maia, diz hoje em...

É inacreditável! O prefeito do Rio, César Maia, diz hoje em seu blog que o seu partido, o DEM, cresceu, e credita ao ex-PFL a votação de Gilberto Kassab, prefeito e candidato a reeleição classificado para o 2º turno na capital paulista. É uma piada!

César Maia afirma que no Rio o eleitor votou pela continuidade, já que os dois candidatos no 2º turno, o ex-deputado Eduardo Paes (PMDB) e o deputado Fernando Gabeira (PV-PSDB) participaram de suas administrações. Mais ainda: considera que sua candidata, Solange Amaral, é que era a da continuidade, mas que ela falou em período pós-César, daí sua derrota.

No final de seu blog, ele exige uma comissão do Congresso Nacional para investigar os institutos de pesquisas. Eu espero que começando pelos seus - o do seu ex-blog e os que ele contratou, que davam sua candidata no 2º turno todo o tempo até ele resolver apoiar Gabeira e prever que este ia crescer. Assim não dá! É muita falta de modéstia e manipulação da realidade!

 

  
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A Europa beira do "abismo" econmico
Publicado em 04-Out-2008
Enquanto no Brasil o governo dá respostas...

Enquanto no Brasil o governo dá respostas rápidas e eficazes à crise de liquidez, socorrendo os bancos pequenos e médios, os agricultores e os exportadores que necessitam de crédito e capital de giro a curto prazo com recursos do orçamento, diminuindo o compulsório, e usando as reservas do paÍs em dólares; na Europa, a crise se agrava com a recessão chegando à França depois de atingir a Irlanda.

O sistema bancário europeu já totalmente contaminado pela crise americana, particularmente o da Espanha e da Grã Bretanha, dá sinais de paralisia levando os bancos centrais a estudar um pacote a exemplo dos Estados Unidos. Os governos correm para socorrer bancos à beira da falência, como é o caso do Fortis, salvo pela intervenção bilionária dos governos da Holanda, Bélgica e Luxemburgo (Benelux).

Os termos dos discursos e entrevistas revelam o tamanho da crise: já se fala em "abismo" e crise sistêmica, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, propõe uma política comum européia não só para socorrer os bancos praticamente falidos, mas para regulamentar todo o sistema financeiro do continente.

A idéia de se criar um fundo comum com 3% do PIB de cada país foi abandonada, mas cada governo e cada país está socorrendo seus bancos, numa corrida desesperada para evitar uma contaminação de todo sistema, o que faria a Europa cair no "abismo" temido e verbalizado pelo 1º ministro francês François Filon.

 

  
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Ateno: podemos ter situao idntica a dos EUA
Publicado em 04-Out-2008
O que aconteceu com a Sadia e a Aracruz...

O que aconteceu com a Sadia e a Aracruz revela que tem algo muito errado em nosso sistema financeiro. E, mais grave, que os aplicadores e os investidores, e até mesmo a sociedade, não estão devidamente protegidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Banco Central (BC) contra aventuras especulativas.

Pior é que o próprio sistema organizado para a aplicação de recursos, com suas infinitas formas de aplicações financeiras, capacidade de transformar ativos em dinheiro, e também de transformar dinheiro em dinheiro, e papéis em papéis de múltiplas formas - ações, moedas, commodities, juros, tudo com preço para ser comprado e vendido - pode estar levando-nos a uma situação idêntica a dos Estados Unidos.

Como é possível que empresas produtivas e modernas como as duas citadas tenham perdas, ainda que prováveis, já que não há transparência sobre em quais ativos investiram, quais os valores destes, quais os preços praticados e quais as perdas, informações que dependem, ainda, dos vencimentos e dos valores do dólar e do real.

Perda assustadora, porque estava prevista

Como é possível que do dia para a noite a Sadia tenha perdas de R$ 760 milhões e a Aracruz de R$ 1,95 bilhão? Esses prejuízos, prováveis ou não, revelam algo de podre nessa mecânica de proteção contra a alta do real, moeda que desvalorizou 22,8% no mês, 12% só nessa semana que termina hoje, sendo a que mais se desvalorizou em todo o mundo. O que mais assusta é que estava claro que o real ia se desvalorizar. Mesmo assim as empresas não tiveram como se livrar das posições que haviam comprado.

Vamos regular e controlar já as empresas e o sistema financeiro brasileiros. As empresas devem transparência e prestação de contas aos acionistas, e a CVM e o BC devem prestar contas ao governo e a sociedade.  Comecemos por esses casos da Sadia e da Aracruz, exigindo das empresas todas as informações e das agências do governo que cumpram seu papel. Com a palavra o Congresso Nacional que devia convocar a CVM e o BC para explicações e exigir das empresas transparência e respeito à lei.

 

  
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Ameaas a petistas tornam eleio tensa em Rondnia
Publicado em 04-Out-2008
Ameaças de morte feitas a candidatos petistas em Rondônia...

Ameaças de morte feitas a candidatos petistas em Rondônia levaram a senadora Fátima Cleide (PT-RO) a enviar ofícios ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal, aos quais solicita providências urgentes para garantir a segurança e a integridade física desses postulantes à eleição de amanhã em seu Estado.

Informações transmitidas à senadora asseguram que o Ministério da Justiça manifestou ao presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) preocupação com o processo democrático e pediu reforço de policiamento nos cinco municípios do Estado em que a situação está mais tensa.

Espero que estas e outras providências já tenham sido efetivamente adotadas, agora que faltam menos de 24 h para o início da eleição, para que esses candidatos a disputem em igualdade com os adversários, e dentro das condições de normalidade democrática que reina em todo o país.

Segundo o relato que me faz a senadora, em Cujubim, Vale do Anari, Teixeirópolis, Cacoal e Ouro Preto (as duas últimas, antigas e grandes cidades do Estado), municípios em que o PT tem candidatura própria a prefeito registraram-se, nos últimos dias, e a medida que a campanha se aproximava da reta final, ameaças, agressões e até assassinatos.

Em Cujubim, Vale do Anari e Teixeirópolis, os prefeitos João Becker, João Alves e Toninho Zotesso, respectivamente, tentam a reeleição. Em Ouro Preto, a advogada Sônia Arrabal disputa a prefeitura com um candidato apoiado pelo governador, e com o ex-prefeito Ivo Cassol (sem partido desde que foi afastado do PPS).

Em Cacoal, o padre Franco, candidato, recebeu cartas anônimas com ameaças de morte e um ultimato para renunciar à candidatura antes das eleições.

 

  
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Comparao com prefeitos tucanos d vitria Marta
Publicado em 04-Out-2008
São Paulo escolhe amanhã quem disputará...

São Paulo escolhe amanhã quem disputará o 2º turno com nossa candidata a prefeita, Marta Suplicy. Tudo indica que será o prefeito e candidato a reeleição, Gilberto Kassab, ex-PFL-agora DEM + parte do PSDB. Na minha opinião, Kassab é  um candidato mais forte do que o ex-governador tucano Geraldo Alckmin, candidato de outra parte pessedebista.

Alckmin não teria o apoio de setores importantes do PSDB,  liderados pelo governador José Serra, e nem do DEM, sob total hegemonia de Kassab. Já com o prefeito no 2º turno, a tendência do PSDB é fechar totalmente com ele. Assim, na Capital paulista, vamos ter a mesma disputa de 2004 - PT x PSDB -  mas num novo cenário.

Não se pode falar da classe média em 2008 e analisá-la como em 2004. O país e a cidade mudaram e muito. Tanto o governo Lula, quanto o presidente e o PT cresceram no apoio e na aprovação populares e novos setores sociais emergiram na vida econômica e social do país e da cidade de São Paulo.

Classe média vota em Marta

Fora a classe média que vota por puro preconceito ou por ideologia contra o PT e Marta, independente do governo que façamos e da situação do país e da capital paulista, agora há uma nova classe média. Esta deve, pode e vai votar no PT e em Marta não somente pelo nosso compromisso social e nossa luta contra a pobreza, por seu interesse em mais segurança social a partir da melhoria da vida na periferia.

Vai votar em Marta Suplicy, agora e no 2º turno,  também pelo nosso compromisso com o desenvolvimento do país, e pela imagem e respeito que o Brasil tem hoje no mundo, que resultam no apoio popular refletido nitidamente na aprovação ao presidente Lula e a seu governo - uma aprovação registrada, inclusive em São Paulo, ainda que menor do que a média nacional.

Trata-se, assim, de uma disputa política, já que de governos, os quatro anos de Marta à frente da prefeitura paulistana batem de lavada os 15 meses de Serra (ele assumiu a 1º de janeiro de 2005 e deixou a prefeitura em abril de 2006 para disputar o governo), um prefeito que nada fez, e os 2,5 anos de Kassab. Nessa campanha para o 2º turno vamos estabelecer essa comparação, mostrar o Brasil de Lula e vencer a eleição.

 

  
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Mais uma "contribuio" de Garotinho
Publicado em 04-Out-2008
O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho...

O ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, antecipou em seu blog o anúncio do apoio no 2º turno ao candidato do PRB a prefeito do Rio, senador Marcelo Crivella. Sua filha, Clarissa, candidata a vereadora pelo PMDB já faz campanha junto com o candidato do PRB.

Com sua decisão, Garotinho empurra o PT direto para o apoio ao ex-deputado Eduardo Paes, do PMDB, num provável 2º turno entre os dois - Crivella e Paes. Constata-se, assim, mais uma grande contribuição do ex-governador fluminense!

Ao boicotar a aliança dos peemedebistas com o PT em apoio ao candidato petista, deputado Alexandre Molon, ele já levara o PMDB carioca a lançar a candidatura de Eduardo Paes. Candidato que ele agora critica e não apóia, ”liberando” o voto de seus seguidores no 2º turno.

 

  
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Kassab e Serra representam coalizo conservadora
Publicado em 04-Out-2008
Para ninguém dizer que não falei de flores, e para...

Para ninguém dizer que não falei de flores, e para ficar registrado: com a provável ida do prefeito e candidato a reeleição Gilberto Kassab (DEM-parte do PSDB) para o 2º turno, sob a liderança do governador tucano José Serra, reúne-se no mesmo palanque e na mesma eleição uma coalizão para lá de conservadora.

Se vitoriosa - o que considero improvável - estará governando a maior cidade e o mais poderoso Estado do país uma coalizão conservadora liderada pelo PSDB (serrista ou não), o PTB, o PP, o PMDB, e o ex-PFL, agora DEM.

Isso é um ensaio geral para a disputa de 2010, ou apenas um arranjo para derrotar o PT e a nossa candidata a prefeita da Capital, Marta Suplicy?

De qualquer forma o eleitorado tucano de São Paulo vai ter que resolver se aprova essa retomada de tudo o que o PSDB, do ponto de vista programático e ético, rechaçou e rejeitou quando foi criado. Ou será que a ética tucana é só um discurso para fazer oposição e tentar desconstituir o PT e o governo Lula?

Com a palavra e o voto os eleitores tucanos. Principalmente aqueles que reinvidicam a memória do ex-governador Mário Covas.

 

  
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Ministro no aceita protelao sobre o Araguaia
Publicado em 03-Out-2008
Tem o meu irrestrito apoio o ministro-secretário...

Tem o meu irrestrito apoio o ministro-secretário especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, na posição que adotou de não mais aceitar que as Forças Armadas, especialmente o Exército, aleguem não ter documentos nem informações sobre o paradeiro dos desaparecidos da Guerrilha do Araguaia (primeira metade dos anos 70) para não cumprir a determinação judicial de abrir os arquivos da repressão ao movimento.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República reúne documentos sobre o combate das Forças Armadas e de outros órgãos de repressão ao movimento, para contestar a versão das Forças Armadas de que não há mais documentação nem registros a respeito.

"Se houver essa alegação, 'não tenho como cumprir', a Secretaria de Direitos Humanos prontamente intervirá argumentando que existe possibilidade, sim. Temos relatos de aproximadamente dez diligências e missões nos últimos 20 anos, com profusas informações sobre possíveis locais de sepultamento", antecipou Paulo Vannuchi.

Em 2003, em sentença da juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal de Brasília, a União foi condenada a informar onde foram sepultados os corpos dos guerrilheiros em um prazo de 120 dias. A União recorreu, mas, em dezembro de 2007 o Supremo Tribunal Federal (STF) validou a decisão da juíza. Não cabe mais recursos, mas a sentença não foi cumprida ainda.

Não adianta protelar, a verdade virá à tona

"Enquanto eu estiver no cargo, trabalharemos no sentido de que esse é assunto que não morre. Não tem como morrer, enquanto o país não tiver uma ampla e satisfatória exposição de toda informação pertinente (...) especialmente do Exército, porque a participação da Aeronáutica é de transporte, e da Marinha é muito pequena numericamente. Então o centro é o Exército. Sem nenhum estigma, sem nenhum preconceito contra ele", explicou Vannuchi.

Hipoteco o meu apoio ao ministro, repetindo o que já escrevi várias vezes aqui: é hora das Forças Armadas revelarem ao país todas as informações sobre suas operações no Araguaia e o destino que deram a cada um dos desaparecidos e assassinados no período ditatorial.

Naquela ação cometeram atos ilegais e violadores dos mais elementares direitos humanos. Querem guardar segredo sobre eles? Para que? Estão com medo? Não adianta. Cometeram crimes imprescritíveis pelo direito internacional e por nossa Constituição.

No dia em que o "segredo" for revelado, serão criminosos, serão condenados. O tempo que levarem "enrolando" isso, empurrando, não apaga essa verdade. É o que cobro sempre: revelem, peçam desculpas à nação e ao país e que cada um responda por seus atos e decisões. Não adianta protelar.


 

  
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Um pas melhor
Publicado em 03-Out-2008
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios...

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2007), divulgada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é tema do meu artigo da semana - “Um país melhor” - publicado no Jornal do Brasil, em outros veículos do país, e também no meu site, em Artigos do Zé.

Os dados mostram avanços muito positivos, especialmente no aumento do emprego, que cresceu 6,1% de 2006 para 2007, e da renda, que chegou a média de R$ 956,00 no ano passado.  O governo do presidente Lula e do PT está no caminho certo, mas os desafios permanecem, principalmente na educação porque, infelizmente, o relatório aponta que 14 milhões de brasileiros são analfabetos.

Vamos refletir sobre esses dados e sobre os rumos que o Brasil deverá tomar para reduzir cada vez mais a desigualdade social e melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos. Leiam e enviem seus comentários.


  
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Nos Estados Unidos, crise j poltica
Publicado em 03-Out-2008
Nos Estados Unidos a crise continua. E como continua...

Nos Estados Unidos a crise continua. E como continua! Mas com um componente novo - agora já é política. O pacote aprovado pelo Senado, fora os US$ 700 bilhões para a compra de títulos podres, inclui uma isenção de US$ 150 bilhões para a classe média e a pequena empresa, o que pode não ser aceito por grupos democratas e republicanos, uma vez que o déficit orçamentário já é gigante.

Trata-se, segundo esses grupos, de uma irresponsabilidade fiscal sem precedentes. Sem crédito e sem confiança, os bancos não estão emprestando nem para eles mesmos, quanto mais para o consumidor e cidadão.

Sem solução para os milhões de mutuários que não têm como pagar suas casas e para os bancos descapitalizados, o pacote econômico é visto mais como uma tentativa de devolver confiança e restabelecer o crédito, do que como uma solução para a crise.

Obama, McCain e a crise

Esta, por sua vez, aprofunda-se com a queda das vendas da indústria, o aumento do desemprego e a absoluta falta de confiança política da maioria do país no governo e nos partidos Democrata e Republicano.

A crise já é política, portanto, e não apenas econômica. Só não terá um impacto maior nas eleições para a presidência porque aconteceu com os candidatos, Barack Obama, do Partido Democrata e John McCain, do Partido Republicano, já escolhidos.

Caso contrário, um candidato independente que colocasse o dedo na ferida do sistema político e financeiro nacional poderia ter transformado uma disputa que parecia certa em uma nova oportunidade para os eleitores americanos, num rompimento do bipartidarismo secular do país.

 

  
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A alternativa para o Brasil caminhar para o futuro
Publicado em 03-Out-2008
Não há outra saída, nem alternativa...

Não há outra saída, nem alternativa: temos que nos apoiar no nosso mercado interno, garantir crédito aos exportadores e ao agronegócio, aos bancos e as indústrias. Temos como fazê-lo, e bem, com o BNDES, o BB, a CEF e o BNB, os fundos de pensão e o nosso sistema bancário privado.

Hoje, a título de depósito compulsório, temos a bagatela de R$ 259 bilhões parados no Banco Central (BC), um anacronismo que pode e deve ser desmontado aproveitando essa crise de crédito que vive o mundo e que chegou a nosso país.

Não dá para manter retidos 53% dos depósitos a vista, 23% dos a prazo, e 30% da poupança, quando não há crédito ou quando há, por exemplo, para os exportadores, com juros três vezes maiores do que no mês passado.

Então, manter a produção e as exportações é nosso principal objetivo e não a inflação dentro da meta de 4,5% como quer o BC em 2009. Com a queda do preço das commodities, da demanda interna, e da inflação, mesmo com a valorização do dólar, não há nenhum risco de um surto inflacionário no ano que vem.

Nada de crescimento medíocre

Pelo contrário, corremos o risco, se insistirmos nos juros altos, de ter um crescimento medíocre com uma inflação abaixo dos 4,5%. O país continua tentado a contrair o crédito e os gastos públicos, quando temos déficit nominal zero. Volta, também,  a proposta de aumento do superávit, quando o que precisamos é de juros menores e não mais compulsórios, juros e superávit.

O câmbio reflete uma situação mundial. O dólar se valoriza em todo mundo, e é uma saída desesperada de empresas exportadoras brasileiras que especulavam ou apostavam, ou mesmo se protegiam, como preferirem, da variação cambial e erraram feio com sua valorização. Perderam bilhões de reais e agora vendem a qualquer preço e desvalorizam ainda mais o real.

Bom para as exportações, mas estas precisam de crédito. Ruim para a inflação e o salário. Bom para a balança comercial, já que a importação de bens de consumo e os gastos com viagens tendem a cair e muito. No frigir dos ovos, o Brasil tem uma posição privilegiada.

Somos grandes produtores de alimentos e commodities, auto-suficientes em petróleo - sem considerar o pré-sal, ainda não explorado - temos um grande mercado interno, reservas, superávit comercial, uma inflação sob controle, contas públicas com déficit nominal zero em setembro, e uma economia em crescimento apoiada nos investimentos que se ampliam duas vezes e meia mais do que o PIB, proporcionando aumento da renda e do consumo.

Nada, portanto, que nos impeça de enfrentar e superar a atual crise nos Estados Unidos e no mundo.

 

  
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Trnsito, transporte e as eleies de domingo
Publicado em 03-Out-2008
A implantação de um sistema de transporte eficiente...

A implantação de um sistema de transporte eficiente constitui-se hoje num dos maiores desafios para as médias e grandes cidades brasileiras. Mas, ao avaliar o que seria a "cidade ideal", o nosso colaborador dessa semana, José Augusto Valente, garante que sua construção é viável.

Valente, consultor em Transporte e Logística, também analisa as políticas federais, como o Pró-Transporte, que disponibilizam recursos para o financiamento e a implantação de sistemas de infra-estrutura do transporte coletivo urbano. O consultor informa que para melhorias no setor, "em 2008, estão disponíveis R$ 1 bilhão para Prefeituras, Governos Estaduais e operadores de transportes".

Diante desse desafio para os futuros prefeitos, e para os brasileiros que escolherão domingo aqueles que comandarão as políticas públicas de suas cidades, Valente convida a todos a conhecerem as propostas de seus candidatos para o setor e a compará-las com o que seria o modelo de cidade ideal.
 
Minha entrevistada no blog, a economista e socióloga Tânia Bacelar, também fala extensamente sobre essa questão do trânsito e transporte no Brasil - nas cidades onde a questão já se tornou insolúvel e naquelas em crescimento e que podem ser preparadas para esses sistemas no futuro.
 
Leia o artigo "Trânsito, Transporte e as Eleições Municipais", publicada na seção Convidado.

 

  
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Presdio tucano quebra at com vassourada
Publicado em 03-Out-2008
Candidato de uma parte do PSDB a prefeito da Capital,...

Candidato de uma parte do PSDB a prefeito da Capital, agora nessa eleição de domingo, o ex-governador tucano do Estado, Geraldo Alckmin passou a campanha alardeando aos quatro ventos seus feitos na segurança pública. Pois bem, Alckmin foi o governador responsável pela construção de presídios de "segurança máxima"  com concreto alveolar, ou seja, oco, e sem as mínimas condições de abrigar criminosos de alta periculosidade.

A denúncia está em relatório da Secretaria de Administração Penitenciária, divulgado na  Folha de S.Paulo. A DM Construtora, do Paraná, ergueu, ao todo, seis presídios com essa mesma "tecnologia", duas unidades em cada uma dessas cidades do interior paulista -  Lavínia, Guareí e Balbinos.

O prejuízo para os cofres públicos? Um rombo de R$ 74,7 milhões, sem contar os aditivos contratuais. A estatal Companhia Paulista de Obras e Serviços (CPOS) deveria ter fiscalizado, mas pelo jeito passaram longe de lá.

Acreditem, leitores, os próprios funcionários dos presídios fazem o "teste da vassoura" batendo com um cabo na parede. Sem esforço, ela se quebra! Fora isso, as paredes ficaram sem placas de aço, a muralha não tem os dois metros de profundidade exigidos, e o piso das celas ficou sem a cobertura de pedras de 30 centímetros para evitar escavações.

Inconfundíveis os tucanos sempre saem pela tangente: procurados pela reportagem da Folha, nem Geraldo Alckmin, nem a DM Construtora, nem a CPOS deram qualquer explicação. É como se não tivessem nada a ver com isso. É assim que os tucanos cuidam da segurança do cidadão paulistano...

 

  
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Onde anda a fbrica japonesa de semicondutores?
Publicado em 03-Out-2008
Perguntar não ofende: cadê a fábrica de semicondutores...

Perguntar não ofende: cadê a fábrica de semicondutores que os japoneses se comprometeram a instalar no Brasil quando ganharam o modelo japonês na TV digital do país? Foi um engôdo ou ficou para as calendas?

Leio, hoje, na imprensa, que a companhia norte-americana Symetrix Corporation e o grupo Encalso-Damha, em parceria com Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP), instalarão até meados do ano que vem, no Parque Ecotecnológico de São Carlos (SP), a primeira fábrica de semicondutores da América Latina.

"É um grande sonho nacional ter uma empresa de semicondutores, porque hoje o mercado mundial movimenta mais de US$ 300 bilhões e nós importamos esse material", explica Ricardo Castello Branco, diretor comercial da Symetrix System. E o prefeito de São Carlos, Newton Lima (PT), considera que a iniciativa "consolida a cidade como pólo de alta tecnologia, além de proporcionar o desenvolvimento da região."

O empreendimento terá investimento inicial de US$ 150 milhões e, em pleno funcionamento, a previsão é de que requeira aporte total de R$ 1 bilhão. Nos três primeiros anos de funcionamento a fábrica proporcionará 700 empregos diretos.

Vai produzir sensores de infravermelho para a indústria automotiva e chips de memórias ferroelétricas, utilizados em telefonia celular, cartões de controle de pacientes em hospitais e em bilhetes de ônibus e metrô.

Mas vale a pena perguntar e eu insisto: o Brasil vai ficar a ver navios nessa história da prometida fábrica japonesa de semicondutores?

 

  
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As "vistas grossas" e o partidarismo do "Folho"
Publicado em 03-Out-2008
A três dias do 1º turno, em São Paulo as cenas...

A três dias do 1º turno em São Paulo, as cenas explícitas de uso da máquina pública e de loteamento fisiológico do futuro governo da Capital são tratadas pela mídia, particularmente pela Folha de S.Paulo, como naturais.

O jornal dá o mesmo tratamento à outras cenas explícitas - às da compra de vereadores que apóiam o ex-governador Geraldo Alckmin, candidato de uma parte do PSDB. A Folha candidamente chama o fato de assédio, quando a matéria, ”Kassabistas assediam adversários tucanos”, prova o contrário: a ilegalidade da campanha de vereadores tucanos pró-Kassab, sob as vistas da justiça eleitoral e do ministério público que nada fazem.
 
A Folha só dá destaque aos ciúmes do PV, PMDB e PR que apoiaram o prefeito e candidato a reeleição, Gilberto Kassab, DEM-parte do PSDB, e que agora o vêem, às vésperas do 1º turno, fazer loas a aliança PSDB-DEM nos governos do Estado e na Prefeitura, e não confirmar a divisão do botim que tanto almejam.

Notem, agora o prefeito Kassab posiciona-se contra o PT  e o governo federal, e fez questão de dizer, “O PSDB e o Democratas são aliados na cidade de São Paulo, governam o Estado juntos, fazem oposição ao governo federal”. Abandonou a postura oportunista de neutralidade e quase apoio a Lula que adotou durante toda a campanha para se aproximar do eleitorado lulista.

O prefeito DEM-parte do PSDB passa todo tempo visitando obras. Na prática simula inaugurações de arremedos de obras. Tudo sob o olhar cúmplice da mesma mídia que infernizou a vida do presidente Lula no começo do processo eleitoral deste ano fazendo marcação cerrada sobre suas viagens e as dos ministros em visitas ou inaugurações de obras.

A Folha dá hoje mais uma prova irrefutável do apoio que dá ao governador tucano José Serra, ao prefeito Gilberto Kassab, ao PSDB e ao DEM. E mais do que isso, prova sua radical oposição ao PT e ao presidente Lula, e seu partidarismo descarado.

 

  
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Maria Antonia: sonhos e ideais de 68
Publicado em 03-Out-2008
Há exatos 40 anos, em 3 de outubro de 1968, enfrentávamos...

Image Há exatos 40 anos, em 3 de outubro de 1968, enfrentávamos na rua Maria Antonia, no centro de São Paulo, uma agressão que misturava provocação e conspiração na tentativa de  dar fim ao centro político e cultural do movimento estudantil, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP).

A Maria Antonia e o Grêmio da Filosofia ali instalados eram ponto de encontro de todo o movimento estudantil da época, um caldeirão fervilhante de idéias, articulações, debates, eventos, ponto de encontro de artistas, intelectuais, enfim, de todos que lutavam contra a repressão da ditadura.

Naquele dia, o conflito que punha de um lado nós, estudantes de esquerda, e de outro a direita reacionária constituída por alunos da Universidade Mackenzie e integrantes do Comando de Caça aos Comunistas, o CCC, terminou em tragédia: a morte de um  estudante de 20 anos, José Guimarães, além do fechamento da Faculdade de Filosofia, que foi muito depredada.

Hoje, quatro décadas depois, reflito, no Especial 68, sobre a importância daquele prédio e da rua Maria Antonia no movimento estudantil, sobre nossas lutas e, especialmente, sobre pessoas como Guimarães e tantos outros que deram a vida pela liberdade e pela democracia. Quero compartilhar essa reflexão com vocês, leitores, em meu depoimento "Maria Antonia: sonhos e ideais de 68".

Para ver imagens inéditas da batalha na rua Maria Antonia, clique aqui.

 

  
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Cenrio bom para o PT no Rio: o PC do B no 2 turno
Publicado em 03-Out-2008
Na marcha para o 2º turno a partir deste domingo

Na marcha para o 2º turno a partir deste domingo, o cenário menos grave no Rio (leia nota abaixo), mas indesejável para nós petistas, é termos um segundo turno disputado entre o deputado Fernando Gabeira (PV-PSDB) e o ex-deputado tucano Eduardo Paes, do PMDB.

O PT não tem como apoiar Gabeira, que se transformou num opositor radical do presidente Lula e do partido, ainda que nesta campanha, de forma imoral e aética, tente esconder esse fato. Apoiar Paes - o que pode acontecer... - não é nossa melhor opção.

Não só pelo passado de Paes, de ex-tucano e inimigo do PT e do presidente da República, mas porque ele - como o deputado ACM Neto, candidato do DEM a prefeito de Salvador - tem passagens constrangedoras, com declarações ridículas sobre Lula.

A dificuldade maior em fechar com a sua candidatura, porém, está principalmente no apoio que o governador Sérgio Cabral deu a candidatos do PMDB no Estado contra os do PT - que, aliás, apóia e participa de seu governo. Não houve qualquer constrangimento ou atenuantes. Cabral se empenhou, e muito, em derrotar o PT em toda linha no Estado.

Uma disputa entre o senador Marcelo Crivella (PRB) e Eduardo Paes no 2º turno seria um cenário também difícil para o PT. Provavelmente o partido se dividiria, ficaria entre a aliança com o governador Sérgio Cabral e a gratidão, a lealdade e apoio do vice-presidente José Alencar ao presidente Lula e ao PT. Um apoio que veio firme desde a primeira hora e, aí, nessa hipótese Crivella x Gabeira, acredito apoiaríamos Crivella.

 

  
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Quem melhor governar o Rio? Jandira Feghalli
Publicado em 03-Out-2008
No Rio o melhor cenário para o PT é com a candidata...

No Rio o melhor cenário para o PT é com a candidata do PC do B, Jandira Feghalli no 2º turno (leia nota acima), já que o partido se uniria e a ajudaria, até pelo apoio do seu partido aos candidatos petistas em todas as capitais importantes, menos Porto Alegre, onde ainda não está definido qual das duas deputadas federais irá para o 2º turno, Maria do Rosário, do PT, ou a jovem deputada Manuela D’Ávila, do PC do B.

Quem é melhor para a cidade, para retirá-la da situação deplorável em que se encontra, e para superar o sentimento de abandono em que a deixa César Maia, o prefeito pefelista-demo? Quem é melhor para o lugar de César Maia, que parece  cansado de governar e se dedica as previsões e pesquisas eleitorais e ao seu ex-blog - aliás um bom blog?

Esta é a questão que o eleitorado do Rio resolverá depois de amanhã quando escolher os dois candidatos que vão para o 2º turno. Com os dois nomes definidos, o PT poderá se perguntar também: para além das alianças, fidelidades e gratidão, e mesmo para além de 2010, quem melhor governará a Cidade Maravilhosa?

Não tenho dúvidas: no quadro atual, Jandira Feghalli. Não teria problemas em se entender com o governador e nem com o Presidente da República, teria apoio do PT e do PMDB, tem experiência administrativa e trânsito político. E seria bom para nossa democracia o PC do B governar uma cidade e capital como o Rio.

Foto: Eny Miranda

 

  
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O tucano Jos Serra vence a eleio de 2010?
Publicado em 02-Out-2008
Segundo o diretor do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro...

Segundo o diretor do IBOPE, Carlos Augusto Montenegro, sim. Para Montenegro,  o presidente Lula e o PT não fazem o sucessor porque  não têm um candidato nem mesmo com a base eleitoral do presidente em 2002, quando se elegeu com quase 53 milhões de votos, contra mais de 58 milhões em 2006.

Outro fator que ajudaria Serra, na análise de Montenegro, é que o atual governador de São Paulo, além da base eleitoral que  tem de saída - quase 30% dos votos - não é visto pelo eleitorado como anti-Lula. A realidade é outra. Tanto Lula como o PT têm votos. O governo tem excelente avaliação e o eleitorado deixa claro nas pesquisas que não quer mudar de rumo, nem o das políticas públicas, ou de partidos que governam e até preferia que o presidente Lula continuasse.

Pelo raciocínio de Montenegro, não existe a incompatibilidade PT X PSDB. Da maneira como ele analisa parece que tanto faz o candidato ser do PSDB ou do PT. O eleitorado, na visão de Montenegro,  não levaria isso em conta. Isso é bastante inverossímil. Serra carrega, como o ex-governador e candiato tucano Geraldo Alckmin carregou (em 2006) e lhe custou caro, a carga ideológica dos tucanos, a memória de seus governos e a rejeição ao partido.

Não será fácil Serra vencer


Não acho assim tão fácil Serra vencer as eleições. Ele não tem votos suficientes nas regiões Nordeste e Norte do país, e no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Mesmo em São Paulo, o PT está reorganizado e demonstrando sua força nas eleições municipais do próximo domingo. E na eleição seguinte, de 2010, por exemplo, já começa com mais de 30% na disputa do governo estadual, sucessão do próprio Serra.

Parece que a vitória ou não em 2010, depende mais da situação do país, das alianças e das candidaturas regionais, do que apenas de uma idéia vaga de alternância no poder e da proximidade ideológica (sic) de Serra com Lula.

Duvido que o eleitorado tenha essa mesma visão de Montenegro. Mesmo reconhecendo a imensa dificuldade do PT, já que ainda não tem hoje (a pouco mais de dois anos do pleito) um candidato natural e com base eleitoral sólida, entendo que a vitória dependerá mais das alianças e da situação do país naquele ano do que do candidato propriamente dito. Ainda que, evidentemente, o candidato ou a candidata conte e muito.

O cenário que antevejo para 2010 é que O PT e o PMDB unidos, com apoio integral de Lula, têm tudo para vencer as eleições presidenciais, eleger mais de 220 deputados e no mínimo 35 senadores, e ganhar em 15 estados elegendo seus governadores. Unidos, os dois partidos têm tudo para consolidarem uma aliança com o PSB-PC do B-PDT e demais partidos integrados à base do governo hoje, e governar o país no quatriênio seguinte a 2010.

 

  
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Disputa por vaga no 2 turno embola em capitais
Publicado em 02-Out-2008
A disputa acirrou-se dramaticamente em três das maiores...

A disputa acirrou-se dramaticamente em três das maiores capitais brasileiras e Rio, Salvador e Porto Alegre tendem a só saber os candidatos que vão para o 2º turno após a abertura das urnas no domingo. Os candidatos do PMDB no Rio, ex-deputado Eduardo Paes, e em Porto Alegre, o prefeito que disputa a reeleição, José Fogaça, de acordo com as pesquisas têm passaporte assegurado para passar a etapa seguinte.

Mas, em Salvador a corrida embolou e um empate técnico nos levantamentos de opinião pública dá índices com diferença apenas dentro da margem de erro para três aspirantes, o prefeito e candidato à reeleição, João Henrique (PMDB), com 25%, e os deputados ACM Neto (ex-PFL-DEM) com 24% e Walter Pinheiro (PT), com 22%.

ACM Neto esteve à frente nas pesquisas em grande  parte da campanha, mas com o maior índice de rejeição na cidade (40% no Datafolha), na reta final foi alcançado pelos dois adversários que duelam até domingo para saber qual vai ao 2º turno - se as urnas não alijarem o neto do falecido cacique ACM e deixarem os outros dois.

No Rio três candidatos, Marcelo Crivella (PRB), com 19%, Fernando Gabeira (PV-PSDB), com 17%, e Jandira Feghalli (PC do B) com 12%, chegam aos últimos dias da campanha com chances de passar para o 2º turno e enfrentar Eduardo Paes (29%).

Crivella continuará concentrando sua campanha nos bairros mais pobres das zonas norte e oeste; Gabeira ganha no eleitorado tucano, na elite e na classe média; mas a definição sobre quem irá para o 2º turno se dará no eleitorado popular, onde Jandira, no campo da esquerda, tem as maiores possibilidades de vencer e para onde deve dirigir seu discurso e trabalho de rua e de visitas, nesse final de campanha do 1º turno.

Em Porto Alegre desenha-se a luta mais acirrada no país para a passagem ao 2º turno. Disputam com o prefeito e candidato a reeleição, José Fogaça (PMDB), com 35% as candidatas deputadas Maria do Rosário (PT), com 20%, e Manuela D´Ávila (PC do B), com 18%. Elas mantêm-se,assim, em situação de equilíbrio e empate técnico a quatro dias do 1º turno.

 

  
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Campanha e militncia do PT daro vitria a Marta
Publicado em 02-Out-2008
Neste final de campanha, nossa candidata a prefeita de São...

Neste final de campanha, nossa candidata a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, está no 2º turno conforme atestam todas as pesquisas, enquanto reina discórdia e confusão na oposição.

A petista já tem até indícios seguros sobre quem será seu adversário: Gilberto Kassab, o prefeito e candidato à reeleição, ex-PFL-DEM, com apoio de uma banda dos tucanos, o governador José Serra à frente, atropelou e marca 8 pontos de vantagem no Datafolha sobre o concorrente, o ex-governador Geraldo Alckmin, da outra banda do PSDB.

A leitura do noticiário hoje mostra que Alckmin, em função das pesquisas e do cancelamento do único debate entre candidatos, que seria promovido nessa 5ª à noite pela Rede Globo - os outros foram promovidos pelas redes Band e Record  - jogou a toalha, e sente estar alijado do 2º turno.

Desde a última 2ª feira, tucanos e demos já tratam do apoio mútuo a Kassab, em negociações comandadas pelo ex-presidente FHC e pelo governador Serra. Marta no 2º turno tem tudo para ganhar a eleição.

Devidamente adaptadas a dar uma resposta ao que sinalizavam as últimas pesquisas, a campanha na TV e no rádio - agora que ela dispõe de tempo igual ao do adversário que enfrentará - e a militância amplamente mobilizada na luta e nas ruas, confirmarão sua vitória final.

Foto: Luciano Andrade

 

  
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Oposio tucana suja e apelativa
Publicado em 02-Out-2008
A oposição, como já se tornou rotina, nem sempre age de...

A oposição, como já se tornou rotina, nem sempre age de maneira limpa no país, principalmente quando se trata de tucanos às vésperas de eleição. O candidato a prefeito de São Luís (MA) pela Unidade Popular (PC do B-PT), Flávio Dino, denuncia estar sendo difamado e insultado de modo deplorável em panfletos apócrifos, mas atribuídos  à campanha de seu adversário, o ex-governador João Castelo, do PSDB.

Seis pessoas foram presas no campus da Universidade Federal do Maranhão e entregues à Polícia Federal (PF) quando distribuiam os panfletos difamatórios no campus da Universidade Federal do Maranhão. Os panfletos acusam Flávio Dino de ter batido no pai, abandonado a mãe numa enfermaria de hospital público e de que pretende fechar as igrejas evanglélicas caso vença e se torne prefeito de São Luís.

Essa "campanha criminosa" como a define Dino, foi desencadeada porque ele cresce nas pesquisas e caminha para uma disputa acirrada com João Castelo no 2º turno. Ele rebateu as acusações dos panfletos apócrifos em entrevista coletiva na qual estava acompanhado pela mãe, Rita Dino, quando também negou os boatos de que pretenda fechar igrejas, medida que seria inconstitucional.

Flávio Dino denuncia, ainda, haver rumores de que a coligação tucana já teria armado "boca de urna" para o próximo domingo, contratando muitas pessoas -  "uma forma disfarçada de comprar voto", afirmou o candidato. Com a palavra, o Tribunal Superior Eleitoral.

 

  
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Conversa com os leitores
Publicado em 02-Out-2008
O Senado dos EUA aprovou o pacote de socorro de...

O Senado dos EUA aprovou o pacote de socorro de US$ 700 bi, mas os temores e reflexos da crise, pelo jeito, ainda vão dar muito o que falar. O internauta soldado no front comentou: "Desta vez não serão mais os países emergentes que vão pagar as contas, e deve ser por isto que não gostam dos Chaves, Evos, Lulas, Correas". Para Guga "Lula pagará a conta brasileira que não será maior graças ao extraordinariamente competente Henrique Meirelles".

Guga, discordo de você. O Brasil não pagará conta tão alta porque nossa economia está estável, apoiada em crescimento sustentado pela demanda interna, sem falar que nossas contas estão em ordem e nossos bancos também. Mas o serviço da dívida, graças ao extraordinário e freqüente aumento de juros do BC, aumentou e já consome R$ 150 bilhões do orçamento anualmente...

Nas eleições do Rio, nada de aliança de esquerda
O post Sinal vermelho no Rio, para minha surpresa, foi muito comentado e alguns leitores não entenderam meu recado. Como esclareci em outra nota, não propus retirada de candidatura, ao contrário, propus reflexão diante da falta de uma aliança de esquerda para levar Jandira Feghalli, do PC do B, para o 2º turno.

Aqui, a internauta Eugênia escreveu: " O problema, Zé, é que você chegou muito atrasado a essa discussão. O quadro eleitoral do Rio que aí está vem se formando há pelo menos 2 ou 3 semanas. A CNB no Rio apóia esse tipo de política de não aliança (...)". Jorge Franco comentou: "só queria que esses gabeiristas, que se orgulham de sua dignidade/honestidade, me explicassem que tipo de aliança é essa com esse PSDB horroroso e vendilhão".

Diploma de jornalismo em pauta novamente
O debate sobre o diploma de jornalista também voltou depois que a Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) divulgou pesquisa atestando que 70% dos brasileiros querem um profissional com formação específica.

A favor do diploma, monge scéptico comentou: "Assim como a educação, um jornalismo responsável e não sensacionalista, é imprescindível. Diploma neles!". Mas o internauta Red Peper é contra porque " a julgar pela 'qualidade' dos jovens jornalistas que aparecem na TV e escrevem em jornais, vejo a exigência como uma grande bobagem, pois as universidades nada mais são que 'fábricas de forminhas".

Um abraço e até a próxima conversa!

 

  
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Campanha de Fogaa tropea em imveis de luxo
Publicado em 02-Out-2008
A imprensa registra com discrição, quase esconde até...

A imprensa registra com discrição, quase esconde até, que o deputado Luiz Fernando Záchia (PMDB) foi afastado da coordenação da campanha do prefeito e candidato à reeleição pelo PMDB em Porto Alegre, José Fogaça. Záchia deixou o comando da campanha após a publicação, pela revista VEJA e pelo jornal Folha de S.Paulo, de que ele é investigado no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) pela compra de dois imóveis - um apartamento na capital gaúcha e uma casa de luxo num balneário próximo, em Sangri-lá, não registrados em seu nome.

Záchia, a ser confirmado o publicado pela revista e pelo jornal, é o mais novo adepto - descoberto - da mania de tucanos e seus aliados gaúchos, de envolvimento estranho em transações com imóveis. O deputado é o segundo político gaúcho investigado pelo TCE por esse motivo - a primeira foi a governadora tucana Yeda Crusius (PSDB), pela compra da casa em que vive, em Porto Alegre, por R$ 750 mil, preço subfaturado, considerado muito inferior ao valor do imóvel, mas superior aos rendimentos da governadora antes de reajustar recentemente o seu salário em 143%.

Escândalo cresce a uma semana da eleição

O novo escândalo envolvendo tucanos e aliados gaúchos estourou há alguns dias, mas Záchia afastou-se da coordenação da campanha faltando exatamente uma semana para a eleição de domingo próximo. Ele nega as irregularidades apontadas pelo TCE, e justifica que decidiu afastar-se para que as denúncias não prejudiquem Fogaça.

Um dado estranho e outro previsível: o estranho é que a denúncia que derrubou Záchia tenha sido omitida pela mídia gaúcha e publicada, inicialmente, por veículos do Centro do país. Já quanto aos prejuízos à campanha de reeleição do prefeito, por maior que seja a discrição com que a mídia do Rio Grande e os peemedebistas e tucanos seus aliados tratem do assunto, não são difíceis de prever.

O escândalo cresce na última semana de campanha, quando Fogaça luta desesperadamente para não perder pontos nos 35%, em média, de que dispõe nas pesquisas, e quando está confirmado que não ganha no 1º turno porque tem em seus calcanhares duas adversárias que crescem junto ao eleitorado, as deputadas Maria do Rosário, do PT, e Manuela D´Avila, do PC do B, que disputam acirradamente a ida para o 2º turno.


  
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42 milhes de brasileiros acessam a internet
Publicado em 02-Out-2008
O aumento de 78% no uso da internet no Brasil de 2006 para...

O aumento de 78% no uso da internet no Brasil de 2006 para cá - e de 26% do ano passado para este - detectado por pesquisa do IBOPE, mostra que cresce a cada dia e aceleradamente a propagação da rede no Brasil.

Até o final de agosto o país contava com um total de 24,3 milhões de internautas residenciais ativos, de acordo com relatório do IBOPE. Segundo a pesquisa, no Brasil os que têm internet, mas não a acessam todo mês, somam 36,3 milhões de pessoas. Se considerados os usuários residenciais, escolas, empresas, telecentros e outros, o número chega a 42 milhões de cidadãos.

O avanço e os benefícios que a internet traz ao cotidiano dessas pessoas é incrível, desde a facilidade de pagar uma conta on line até dialogar com o mundo que, na rede, não tem fronteiras. OK, está alta a inclusão digital no país e, considerados esses 42 milhões, já ultrapassamos 25% da população brasileira com internet.

Agora, só é preciso melhorar as condições para transmissão de dados porque, como já comentei aqui, os brasileiros pagam por uma velocidade não condizente com o serviço prestado. Fora isso, com tanta gente plugada, o preço dos provedores podia ser bem menor que o atual. É um contingente, também, que tem o direito de receber nessa área serviços de melhor qualidade.

 

  
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Desoneraes beneficiam infra-estrutura
Publicado em 02-Out-2008
Providenciais e muito bem-vindas as desonerações...

Providenciais e muito bem-vindas as desonerações sobre importações de trilhos, vagões, locomotivas e outros bens do setor ferroviário determinadas pelo presidente Lula dentro do Regime Tributário para Incentivo à Modernização e Ampliação da Estrutura Portuária, o chamado Reporto.

Com a desoneração a compra dessas máquinas e equipamentos fica isenta de recolhimento do IPI, da contribuição para o PIS e a COFINS e do Imposto de Importação.

Também por decisão do governo Lula, essas isenções já beneficiavam o setor portuário desde 2004, mas agora, o novo decreto presidencial ampliou  a lista de máquinas, equipamentos e bens para a modernização dos portos e a estendeu ao setor ferroviário.

Como bem observa em seu site o especialista em logística e transportes, José Augusto Valente - também, freqüente colaborador desse nosso blog - a notícia, ótima, infelizmente, não tem espaço na mídia. Aqui tem.

Tem, porque quero dividir com você, leitor, essa constatação de que, aos poucos, vamos resolvendo os problemas da nossa infra-estrutura. No dia 31 de dezembro de 2010, último dia do governo Lula, o Brasil será outro país nos setores rodoviário, ferroviário e portuário.

Estou convicto de que o balanço de 8 anos do governo do PT será positivo e até 2015 o país terá dado um salto estrutural extraordinário. Se fizermos o mesmo em relação à educação, teremos resolvido os dois maiores gargalos que entravam o desenvolvimento nacional.

Foto do Porto de Santos: Comunicação/Codesp

 

  
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Brasil patina em competitividade em ranking da FIESP
Publicado em 02-Out-2008
A classificação do Brasil em 38º lugar no IC-Fiesp...

A classificação do Brasil em 38º lugar no IC-Fiesp (Índice de Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), um ranking que engloba os 43 países detentores de 90% do PIB (Produto Interno Bruto) mundial, indica que avançamos nos últimos seis anos de governo Lula, mas não o ideal, e que há muito a fazer, ainda, na área.

A Fiesp divide os 43 países pesquisados em grupos de competitividade elevada, satisfatória, média e baixa - o Brasil está na categoria "baixa". Os dados do IC-Fiesp são referentes a 2006, mas a entidade adverte que o nosso país se mantém nessa colocação há 12 anos (desde 1997).

Para ela o Brasil pode melhorar se fizer uma opção: "A maioria dos países que avançaram no índice de competitividade registraram maiores taxas de crescimento", exemplifica o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia  (DECOMTEC) da Federação, José Ricardo Roriz Coelho.

A FIESP defende, assim, a alternativa que preconizo diariamente aqui nesse blog e em todas as minhas manifestações: o Brasil só tem um caminho e uma solução - crescer e crescer. Não há como fugir disso, seja em momentos em que a crise econômica mundial se agrava, como agora, seja em fases de calmaria.   

Como melhorar nossa classificação nesse ranking

Para ampliar as taxas de crescimento temos que manter os investimentos - como o presidente Lula propõe - em programas sociais, o crédito, o PAC, aumentar as linhas de financiamento dos bancos públicos, e avançar nas concessões na infra-estrutura portuária, de aeroportos, rodovias e ferrovias.

Passo essencial nesse processo, também, é estimular o mercado interno e manter a criação de empregos, a melhoria dos salários e da renda.  E, simultaneamente, expandir nossas exportações para outros mercados, já que só exportamos 15% do nosso PIB, ao contrário dos demais BRICs (Rússia, Índia e China) que exportam 40%.

Já temos uma boa estrutura de suporte a alavancagem desse crescimento - os bancos do Brasil (BB), Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Nordeste do Brasil (BNB), e a Caixa Econômica Federal, (CEF) com o Fundo de Garantia (FGTS) e a poupança, e contamos com os fundos de pensão.

Temos, assim, um sistema bancário enxuto e eficiente, ao mesmo tempo que enfrentamos um grande entrave para acelerar esse crescimento: a política de juros altos do Banco Central (BC) e, conseqüentemente,  um serviço da dívida também elevado, que consome mais de R$ 150 bilhões do orçamento geral do país.

 

  
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PAC a todo vapor
Publicado em 01-Out-2008
Apesar da má vontade da mídia e da oposição...

Apesar da má vontade da mídia e da oposição, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) avança a todo o vapor. Na próxima 4ª-feira, o governo licitará, para efeito de concessão pública, mais 640 kms de rodovias federais.

Vale lembrar que já foram concedidas à iniciativa privada sete trechos no Sul e Sudeste do país. Agora, será a vez de trechos das rodovias BR-116 e BR-324, que ligam Salvador a Feira de Santana, e outro, da divisa da Bahia que segue para o interior de Minas Gerais.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) deverá publicar o edital do leilão, programado para 1º de dezembro, na Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA), na próxima semana. O critério da disputa é simples: vencerá quem se propuser a cobrar a menor tarifa do pedágio, com um preço-teto fixado em R$ 2,80.

Um critério que mostra a diferença do jeito petista de governar. Para ficar em um pequeno exemplo, cito as privatizações promovidas em São Paulo, pelo governo tucano: pelos 315 quilômetros da rodovia Castelo Branco, a cada 50 quilômetros, em média, as tarifas cobradas vão de R$ 4,50 a R$ 9,80. Nas rodovias Imigrantes e Anchieta, em seus 60 kms, em média cada uma cobra um pedágio em torno de R$ 18,00, um dos mais caros do Brasil. Não é à toa que o governo Lula atinge 80% de aprovação em todo o país.

Mais concessões

Para 2009, o governo federal promete mais concessões. Terão vez mais de 2 mil km que cruzam Minas Gerais: os 937 kms da BR-040, de Brasília a Juiz de Fora; os 300 quilômetros da BR-381, de Belo Horizonte a Governador Valadares; e os 817 quilômetros da BR-116, da divisa de Minas com a Bahia até a outra divisa, de Minas com o Rio.

A importância da medida e dessas concessões em geral é destacada pelo colaborador habitual desse site, o consultor de Logística e Transporte, José Augusto Valente, em seu blog.

As licitações, diz ele,  "aliviarão o Tesouro dessas despesas, permitindo que o Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre - DNIT, cada vez mais se ocupe das rodovias de médio e baixo volume de tráfego, que têm importância regional ou local. Elas foram abandonadas durante muitos anos, até 2005, quando o Ministério dos Transportes voltou a ter capacidade de investimento, permitindo a recuperação e a ampliação da malha rodoviária federal".

Apesar da má vontade da mídia, que noticiou a importante iniciativa, segundo Valente, visivelmente sem "satisfação alguma" - eu diria que pouco noticiou, na verdade, escondeu - o fundamental, meus caros, é que rodovias estratégicas estão sendo concedidas, o PAC avança rumo ao desenvolvimento e com ele, todos nós seremos beneficiados.

 

  
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A cara de pau do casal Garotinho
Publicado em 01-Out-2008
Não posso deixar de comentar a informação que a justiça...

Não posso deixar de comentar a informação que a justiça eleitoral proibiu a ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho Matheus, de usar o nome e imagens do presidente Lula em seu apoio nos programas de rádio e TV.

É muita cara de pau e cinismo dela e do marido, o ex governador Anthony Garotinho, inimigos porque assim o decidiram do governo Lula - aliás, dos mais ferrenhos enfrentados pelo presidente em seis anos de governo.

E foi uma opção do casal, sem nada que justificasse ser tão radicalmente inimigos do presidente, de seu governo, e do PT. Pelo contrário. No entanto, agora, têm a coragem de querer usar o prestígio e a popularidade do presidente da República para vencer as eleições em Campos. Quem diria, hein?! Esse Garotinho não tem jeito, consegue ser pior que ele mesmo.

 

  
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Plano de socorro revolta povo americano
Publicado em 01-Out-2008
Merece ser lido o artigo de Chrystia Freeland, do Financial...

Merece ser lido o artigo de Chrystia Freeland, do Financial Times, publicado na Folha de S.Paulo de hoje sob o título “Rejeição ao plano foi resposta do povo para a elite”. Insisto nessa recomendação aos internautas para que o leiam na íntegra e reproduzo aqui pequenos trechos da análise da articulista, mas que dizem tudo:

“Os americanos têm bons motivos para não confiarem na sua elite. Os líderes políticos do país, liderados pela Casa Branca de George W. Bush, tornaram fácil acreditar que o governo americano simplesmente não funciona.

Do furacão Katrina até a Guerra do Iraque (pelo menos até antes da insurgência), passando pelo déficit orçamentário e a falta de uma política de energia nacional, Washington não parece estar entregando um serviço muito bom para os cidadãos.

Nem os líderes empresariais parecem muito confiáveis neste momento. Mas, antes mesmo do aperto do crédito, o salário médio estava se estagnando, enquanto a renda dos super-ricos decolava, criando a maior disparidade desde a era dourada (final do século 19).”

 

  
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Lista dos devastadores gera polmica
Publicado em 01-Out-2008
Como eu previ ontem, a divulgação pelo ministro do Meio...

  Como eu previ ontem, a divulgação pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, da lista dos 100 maiores desmatadores no país, gerou polêmica entre o ministério, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e boa parte do governo e de quem já o integrou e saiu. No ranking apresentado pelo ministro os assentamentos do INCRA lideram a devastação. Mas Carlos Minc confessa que divulgou sem conferir, sem sequer ler a lista!

Fora isso, o ministro insinua que sua antecessora, a senadora Marina Silva (PT-AC), teria "engavetado" o documento. Também dentro do previsível, Marina respondeu. Em entrevista que o jornal O Globo publica hoje com o título "Lamento toda essa cortina de fumaça num momento dramático como este" - recomendo a íntegra aos meus leitores - a agora senadora lamenta isso que chama de "pirotecnia" e "cortina de fumaça".

Mas lamenta, principalmente, e chama a atenção para outro ponto: mais importante é o fato gravíssimo do crescimento de 130% no desmatamento da Amazônia, de julho para agosto. Marina também rebateu a acusação de que engavetara os dados, protelando a divulgação. "Não é questão de esperar. É uma questão de ser responsável."

Foto: Marcello Casal Jr/ABr

 

  
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Combate ao desmatamento exige articulao
Publicado em 01-Out-2008
A ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva...

A ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva (PT-AC) observou que a maioria das medidas anunciadas por seu sucessor, Carlos Minc, simultaneamente à divulgação dos índices de devastação ambiental, "já estava em curso" quando ela ocupava a Pasta.

"Em agosto de 2007, quando identificamos que o desmatamento tinha voltado a crescer, tomamos uma série de medidas, entre elas um decreto do presidente Lula criando um grupo de trabalho de responsabilização ambiental", diz a ex-ministra na entrevista ao O Globo, para em seguida considerar: "(agora) Perdeu-se a perspectiva do plano como processo integrado, e voltou o diapasão de o ministério em carreira solo correndo atrás do prejuízo".

Concordo, a ex-ministra tem razão. Falta transversalidade, articulação com as outras Pastas. Não se combate o desmatamento sem apoio dos 13 ministérios e outros órgãos que desenvolvem diretamente ações na Amazônia.

Há tempos insisto na necessidade, cada vez mais urgente, desse trabalho integrado, que conjugue as ações dos ministérios da Defesa, Integração Nacional, Casa Civil, Planejamento, Justiça, entre outros, além de órgãos como a Receita e a Polícia federais, instituições como os Ministérios Públicos, e, sem esquecer, importantíssimos, os governos estaduais.

Ou conseguimos isso ou continuaremos em meio a polêmicas, perdendo a luta contra a devastação e com uma Amazônia em chamas.

 

  
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Eleitorado popular define quem vai ao 2 turno no Rio
Publicado em 01-Out-2008
A leitura da pesquisa Datafolha sobre o Rio de Janeiro...

A leitura da pesquisa Datafolha sobre o Rio de Janeiro, mostra que a disputa entre o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), e a ex-deputada Jandira Feghalli, do PC do B, para saber quem irá para o segundo turno se dará no eleitorado popular.

Gabeira ganha na elite até do ex-deputado tucano, agora PMDB, Eduardo Paes, e também na chamada classe média. Onde Jandira pode e deve crescer é no eleitorado popular. Para lá ela deve dirigir seu discurso e seu programa de campanha final, o trabalho de rua e de visitas. É só ler as pesquisas e constatar o óbvio.

No eleitorado de maior renda, Gabeira esta em 1º, com 14 pontos à frente de Paes. O candidato do PV atinge 41% dos votos contra 27% do concorrente do PMDB. Nessa faixa, com eleitores com renda superior a dez salários mínimos, Jandira tem 13% e Crivella, apenas 4%.

Na faixa dos que ganham até dois salários mínimos, Paes tem 32%; Crivella, 31%; Jandira, 12%; e Gabeira 9%. Ou seja, tanto Crivella como Jandira dependem do eleitorado de até dois mínimos para irem para o 2º turno.

Já Gabeira depende totalmente do eleitorado de alta renda, onde Jandira pode crescer, desde que os eleitores dos candidatos progressistas nesse segmento optem pela candidata do PC do B.

 

  
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Gabeira acusa e explicao de Instituto fica confusa
Publicado em 01-Out-2008
O candidato do PV a prefeito do Rio...

O candidato do PV a prefeito do Rio, deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) faz uma acusação séria. Ele considera que o IBOPE "infla" as pesquisas para favorecer seu adversário, o candidato do PMDB, ex-tucano e ex-deputado Eduardo Paes.

Gabeira acusa diretamente o instituto de trabalhar para o PMDB e assustar os eleitores com a hipótese do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o "bicho papão", ir para o 2º turno contra Paes, que seria o "mocinho", possibilitando o resultado do instituto uma espécie de pregação de voto útil no candidato peemedebista.

O pior é que ouvido pela Folha de S.Paulo, o diretor do Instituto DataFolha, Mauro Paulino e o próprio jornal dizem nas entrelinhas que concordam com Gabeira. Diz o jornal textualmente: "O Ibope atribui essa diferença às metodologias utilizadas. Para o diretor do Datafolha, Mauro Paulino, diferenças metodológicas não explicam diferenças nos resultados."

Fica, ou melhor, continua no ar uma grave e séria acusação. Com a palavra o IBOPE.

 

  
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Em Salvador pode estar a maior virada da eleio
Publicado em 01-Out-2008
E a eleição na capital baiana, hein! Quem diria que o candidato...

E a eleição na capital baiana, hein! Quem diria que o candidato do PMDB, o prefeito e candidato a reeleição, João Henrique, que todos, inclusive os marqueteiros, diziam que não iria para o 2º turno, já estaria em primeiro lugar com 28% da preferência do eleitorado, segundo a pesquisa do Instituto Datafolha hoje!

Salvador tende a reservar mais surpresas. O candidato do PT, deputado Walter Pinheiro, com o apoio do presidente Lula, do governador Jacques Wagner (PT), e com a força do partido, já está com 25% e deve ultrapassar ACM Neto, hoje com 27%.

Além desse empate técnico entre os três, o que estamos assistindo é a força do lulismo e do petismo alavancando a eleição e a vitória dos seus, petista e aliado, na capital baiana. Em Salvador, os dois candidatos que reivindicam o apoio do presidente da República, Walter Pinheiro e João Henrique, já somam mais de 50% dos votos.

Será que vamos ter um 2º turno entre João Henrique e Walter Pinheiro?

 

  
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Serra critica mas no aponta soluo
Publicado em 01-Out-2008
Candidato tucano a presidente em 2010, portanto expoente...

Candidato tucano a presidente em 2010, portanto expoente principal da oposição, o governador José Serra (PSDB), ao falar sobre a crise, critica o governo mas não aponta saídas.

Ele fala em real supervalorizado, no risco da balança de pagamentos, e do uso das reservas para sustentar o  real. Mas esquece o silêncio que manteve nos anos dos juros reais de 27,5% ditados pelo então presidente do Banco Central (BC), Gustavo Franco, seu colega de governo. No afã de fazer oposição, erra grosseiramente ao comparar as crises e o Brasil de 2008 com o país da década de 70.

Hoje, o Brasil não importa petróleo e nem tem déficit, ainda, na balança de pagamentos, nem na comercial. Compra dólares - e aí Serra tem razão - porque tem um BC conservador, rentista e obcecado pelo medo da inflação.

O país tem saída da crise

Tem sim, e também as melhores condições de ser menos afetado por ela. Para isso, tem que manter os investimentos - como o presidente Lula propõe - o crédito, o PAC, aumentar as linhas de financiamento dos bancos públicos, e avançar nas concessões portuárias, de aeroportos, rodovias e ferrovias - o que, aliás, está acelerando nas áreas rodoviária e ferroviária. E, outro ponto essencial, garantir recursos para os programas sociais.

A crítica de Serra, que acusa o governo de gastar não em investimentos, mas em despesas correntes, não resiste a realidade. Nunca se investiu tanto nos últimos 15 anos, muito menos nos 8 (1995/2002) em que ele foi expoente de primeiro plano do governo tucano de FHC.

O problema é outro, e nisso o governador tucano José Serra tem razão de novo: os juros altos, o serviço da dívida elevado, e o real valorizado. Mas a tendência é de escassez de crédito internacional e não de uma enxurrada de dólares. Logo, não há como o real continuar valorizado. E eu espero que o BC, agora, pare de aumentar os juros e o governo sustente o crédito e os investimentos.

 

  
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