"Querem desmoralizar quem faz luta social"
Publicado em 30-Out-2009
A frase acima é de um dos mais conhecidos...
A frase acima é de um dos mais conhecidos representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que nos concedeu uma excelente entrevista em que analisa a campanha difamatória deflagrada pela mídia e oposição brasileiras, responsável pela colocação do Movimento no centro das discussões nacionais, e com a qual conseguiram a instalação da CPI contra a organização.
Membro da direção nacional do MST, Stédile faz um diagnóstico preciso da situação agrária no país, aponta as deficiências e os acertos do governo Lula, propostas do movimento e, principalmente, defende uma reforma agrária calcada na agricultura familiar e na agroindústria para alavancar o desenvolvimento no campo.
Também analisa a conjuntura internacional após a vitória e posse de Barack Obama e o próximo ano eleitoral. Nesse ponto, ressalta a importância de discutirmos não nomes, mas o projeto de desenvolvimento nacional para o país.
Não deixem de ler "Querem desmoralizar quem faz luta social nesse país" na nossa seção Entrevista.
IPI prorrogado com duas timas vantagens
Publicado em 30-Out-2009
Medida que se mostrou das mais relevantes...
Medida que se mostrou das mais relevantes para a recuperação do crescimento e da economia nacionais após o auge da crise econômica internacional, principalmente do comércio e da indústria - esta, último segmento a se recuperar - a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que expirava amanhã para eletrodomésticos da chamada linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar) foi prorrogada pelo governo até 31 de janeiro de 2010.
Dessa vez, com uma ótima e dupla vantagem adicional: para obter a desoneração, o setor (comércio) assumiu o compromisso de contratar mais funcionários - inclusive temporários para o movimento do Natal e fim de ano -, e o imposto só será menor para os equipamentos mais eficientes (mais econômicos) no consumo de energia. Faz parte do acordo, o compromisso assumido pela indústria de eletrodomésticos de não demitir enquanto durar a prorrogação.
A prorrogação já foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo a presidente do Instituto de Desenvolvimento do Varejo(IDV), Luiza Trajano - da rede Magazines Luiza -, o que ficou acertado é o setor contratar entre 10% e 15% a mais do quadro total do comércio varejista em temporários. "O trabalhador vai receber o 13º salário e essa medida (a desoneração) vai ajudar muito", afirmou Luiza.
Levantamento preliminar realizado pelo IDV indica que as 9.450 lojas do setor ligadas ao Instituto empregam diretamente 385 mil pessoas e a previsão é que as contratações de temporários podem chegar a 57 mil.
Outra entidade do setor, a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (ELETROS) informou que os fabricantes de eletrodomésticos de linha branca também se comprometeram a não demitir funcionários enquanto durar a redução do IPI.
Tucanato aplica receita empresarial no ensino pblico
Publicado em 30-Out-2009
A pedido da presidenta da APEOESP...
A pedido da presidenta da Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), Maria Izabel Azevedo Noronha, publico carta por ela enviada à VEJA, com sua análise e considerações sobre a entrevista de três páginas (em "Páginas Amarelas") que a revista publica na edição dessa semana com o secretário de Educação do Estado, deputado Paulo Renato de Souza (PSDB).
Publico, também, porque a carta de Maria Izabel - integrante do Conselho Nacional de Educação - é muito esclarecedora sobre dois pontos da política oficial para a Educação, imposta ao Estado pela administração tucana comandada pelo governador José Serra.
"O governo do PSDB no Estado de São Paulo está mais preocupado em fomentar a “competitividade” entre os professores e aplicar receitas empresariais ao sistema público de ensino do que em melhorar a qualidade de ensino para todos os estudantes das escolas estaduais", escreve a dirigente da APEOESP.
Sobre a política salarial para os professores, recém lançada pelo governador paulista, Maria Izabel pondera: "Um projeto que exclui, de imediato, 80% dos professores de reajustes salariais e, ainda assim, não assegura que os demais 20% terão mesmo direito à melhoria salarial (pois depende de disponibilidade orçamentária) não vai contribuir para a qualidade de ensino e sim para gerar mais revolta e desestímulo na categoria.
Leia a íntegra da carta de Maria Izabel de Azevedo Noronha à VEJA, no post abaixo.
Reajuste salarial em SP exclui 80% dos professores
Publicado em 30-Out-2009
Abaixo, carta da presidenta APEOESP...
Publico abaixo, carta da presidente da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, à revista VEJA:
"Educação não é valorizada
A entrevista do secretário Paulo Renato apenas confirma que o governo do PSDB no estado de São Paulo está mais preocupado em fomentar a “competitividade” entre os professores e aplicar receitas empresariais ao sistema público de ensino do que em melhorar a qualidade de ensino para todos os estudantes das escolas estaduais.
O secretário culpa os sindicatos de professores pela queda na qualidade de ensino, como forma de fugir de suas próprias responsabilidades. Ele já foi secretário de Educação no governo Franco Montoro e ministro da Educação por longos oito anos, no governo FHC.
Seu viés é sempre o da exclusão. Quando criou o FUNDEF, deixou descobertas as duas pontas da educação básica: a educação infantil e o ensino médio, concentrando recursos apenas no ensino fundamental, praticando assim uma política de foco. Esta é a forma como vê a educação.
Um projeto que exclui, de imediato, 80% dos professores de reajustes salariais e, ainda assim, não assegura que os demais 20% terão mesmo direito à melhoria salarial (pois depende de disponibilidade orçamentária) não vai contribuir para a qualidade de ensino e sim para gerar mais revolta e desestímulo na categoria.
Os professores tem como ofício educar e sua ferramenta é a educação; e a educação não está sendo valorizada.
As posições externadas pelo secretário estão na contramão de todos os avanços que se tem verificado na educação nacional nos últimos anos. Por certo são ainda insuficientes, mas apontam na direção da escola pública de qualidade.
Por outro lado, é difícil entender como, num Estado democrático de direito, todo o espaço é reservado apenas para um dos lados, que se permite fazer juízos de valor sobre o sindicato, sem que nos seja oferecido espaço equivalente. O que queremos, em nome dos 178 mil associados da APEOESP, é que nos seja aberto espaço nesta revista para que nós próprios possamos expor nossas posições.
Não somos corporativistas. O que nos move é a qualidade da educação e a valorização dos profissionais que nela trabalham, pois a educação abrange bem mais que a relação professor-aluno em sala de aula. Entretanto, ainda que fôssemos corporativistas, o papel de um sindicato não é justamente defender os direitos e reivindicações da categoria que representa?
Aguardamos a publicação desta carta e a abertura de espaço para que possamos expor e defender nossos pontos de vista.
Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
Membro do Conselho Nacional de Educação"
EUA abrem restries contra programa nuclear
Publicado em 30-Out-2009
Estava demorando...

Odair Gonalves
Estava demorando! Em seminário internacional sobre o futuro do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), Joseph Cirincione, consultor informal do governo Barack Obama na área de desarmamento atômico, deu publicidade à posição do governo americano contra o programa brasileiro de enriquecimento de urânio.
O seminário foi promovido pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). Cirincione é, também, presidente do Fundo Ploughshares e assessor do Congresso dos EUA para assuntos de desarmamento nuclear. Deu essa publicidade de uma forma e com uma franqueza nunca expressas antes. Chegou a perguntar se o Brasil não está é querendo construir uma bomba atômica. E veio com uma conversa fiada de se criar um banco mundial de combustível nuclear.
É uma proposta bem reveladora da má fé da posição norte-americana, que nunca aceitou a criação de um organismo internacional sob a direção da ONU para controlar os armamentos nucleares e não apenas a tecnologia e energia nucleares, ou a produção de combustíveis.
Pelo contrário, impôs ao mundo um tratado de não proliferação que na prática mantém o monopólio das armas nucleares nas mãos das grandes potências como no século XX, mas que mesmo assim foi assinado pelo Brasil.
Cirincione foi contestado na hora por Odair Dias Gonçalves, presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Odair foi até gentil ao dizer que só vê interesse econômico por trás da posição do governo americano quando, na verdade, o que este busca é deter a força nuclear mundial sob seu controle para exercer sua hegemonia e poder imperiais no mundo.
Foto: José Cruz/ABr
Brasil se submete s inspees
Publicado em 30-Out-2009
O Brasil, como é público e notório...
O Brasil, como é público e notório, submete-se às inspeções - inclusive em suas instalações militares - da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), da própria CNEN e da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares.
Além disso, não desenvolver e controlar o ciclo completo do combustível nuclear é ficar dependente dos EUA (veja a nota acima) para o abastecimento de nossas usinas de energia nuclear, e não deter a tecnologia nuclear para fins pacíficos como manda nossa Constituição.
Por outro lado, o representante norte-americano, sr. Joseph Cirincione sabe muito bem que o Brasil não assinou os Protocolos Adicionais do TNP, que permitem inspeções intrusivas em instalações nucleares, por uma razão bastante simples: os EUA e os demais países que detém armas nucleares se recusam a cumprir a outra parte do TNT, a redução dos arsenais atômicos.
E, ainda por cima, autorizaram a Índia a desenvolver armas nucleares e ficar fora do TNT. Isso mesmo! Cirincione está é defendendo o monopólio das armas nucleares pelas grandes potências, começando por seu país, os Estados Unidos, e seus aliados como Israel e Paquistão.
A campanha contra a reforma poltica na Argentina
Publicado em 30-Out-2009
Vejo na imprensa argentina...
Vejo na imprensa argentina - e não é diferente na brasileira - que está sob fogo cerrado da oposição e da mídia, a proposta de reforma político-eleitoral encaminhada ao Congresso pela presidenta Cristina Kirchner.
Criticam do conteúdo à data de envio da proposta, atacam-na por ter sido encaminhada quase no final do ano, porque o Congresso argentino inicia nova legislatura em dezembro; e enxergam fantasmas onde não existem, tais como tentativas da presidenta de favorecer seu grupo político.
A reforma política proposta por Cristina Kirchner estabelece a realização de eleições primárias, abertas e simultâneas para escolher candidatos presidenciais e deputados federais; impõe disciplina aos partidos; regulamenta a divulgação de pesqusias eleitorais; e proíbe gastos de campanha privados nos meios de comunicação audiovisuais.
Com esse último item, você já entende as razões do tiroteiro da mídia, certo?
No d para entender os ataques a Cristina
Publicado em 30-Out-2009
É a mesma imprensa - lá e cá...
É a mesma imprensa - lá e cá - que há menos de uma semana criticou contundentemente o presidente Lula por entrevista à Folha de S.Paulo, na qual ele falou sobre o quadro-político partidário brasileiro.
A principal crítica dos jornais era de que o presidente brasileiro nada fez para mudar a situação, o que é incorreto, porque o governo mandou projeto de reforma política ao Congresso. Quer dizer, atacam Lula por não ter proposto reforma política (e ele propôs) e Cristina Kirchner por fazê-lo.
Mas, nenhuma surpresa: é a mesma imprensa que há uma semana ignora a vitória do candidato da Frente Ampla, de esquerda, José Pepe Mujica, na eleição presidencial de domingo último no Uruguai (quase 50% dos votos).
E, pior, converteu em notícia o 2º e 3º colocados, os candidatos da direita Luís Alberto Lacalle (que disputa o 2º agora) e Pedro Bordaberry, cujas votações na primeira etapa, somadas, ainda ficam longe da obtida por Mujica.
Lamentável.
Se Acio for o candidato tucano, muda tudo
Publicado em 30-Out-2009
O deputado Ciro Gomes...
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que se o governador de Minas, Aécio Neves, for escolhido pelo PSDB como candidato do partido a presidente da República em 2010, muda todo o cenário eleitoral.
Em sua análise, ele destaca que Aécio, ao contrário do outro presidenciável tucano, o governador paulista José Serra, não faz parte da "turma" de FHC e não representa o compromisso com o passado neoliberal que trouxe malefícios ao país, como a explosão do desemprego.
"[Se Aécio entrar] Muda tudo. [...] O Aécio não é da turma do Fernando Henrique. Não foi ministro por oito anos como o Serra. Não é um ataque pessoal. Ele (Serra) representa um malefício para as concepções de país que eu advogo. (Em 2002) foi candidato do Fernando Henrique com responsabilidade de dar continuidade a um projeto que explodiu o desemprego no Brasil de 4% comigo no Ministério da Fazenda para 14%", explicou o deputado em entrevista à Folha Online.
O parlamentar cearense lembrou que foi do PSDB entre 1988 e 1996, mas fez questão de "romper" com o projeto de Serra. "Rompi. Eu também era da turma do Fernando Henrique. Fui pregar no deserto porque para mim não é importante cargo. O importante é ter coerência com seus valores, compromisso com seu país".
Ciro: governador paulista no Planalto retrocesso
Publicado em 30-Out-2009
Nessa entrevista à Folha Online...

Ciro Gomes
Nessa entrevista à Folha Online (leia post acima) o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) prevê que se o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), for eleito presidente, haverá retrocesso.
"O Brasil não pode voltar atrás. Serra foi ministro oito anos desse projeto e candidato desse projeto à sucessão com o compromisso de continuar esse projeto que fez muito mal ao país", observou o deputado.
Ou seja, em outras palavras: Ciro continua namorando o tucano Aécio Neves, atacando Serra e esquecendo que o governador de Minas foi presidente da Câmara dos Deputados, líder do governo e apoiador de primeira linha do período FHC e de toda política que o deputado corretamente liga a Serra, já que este foi duas vezes ministro de FHC - Planejamento e Saúde - e também líder do governo.
Sem falar que em matéria de desacordo com a política neoliberal do ex-presidente, e até com o Plano Real, Serra tem mais críticas públicas do que muito oposicionista de hoje. E mais: ninguém nunca ouviu de Aécio uma crítica a FHC e a seus oitos anos de governo.
Choror de Jarbas e Qurcia no muda PMDB
Publicado em 30-Out-2009
O chororô do senador Jarbas Vasconcelos...
O chororô do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e a nova retórica do ex-governador paulista Orestes Quércia não mudam nada no PMDB. Quem pode mudar é o governador do Paraná, Roberto Requião, mas o paranaense não está com a candidatura Serra, ao contrário do ex-inimigo número 1 dos tucanos (Quércia) e do senador pernambucano, que apoiam legitimamente o governador paulista e a aliança com o DEM e o PPS.
Como sabemos, Jarbas, Quércia, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique e mais o setor do PMDB gaúcho liderado pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) não têm maioria no PMDB (leia post seguinte).
Mesmo esse apoio do governador Luiz Henrique está em crise. Liderança importante do PMDB, aliada do DEM-PSDB no Estado, o governador patrocinou acordo em 2006 pelo qual os tucanos indicaram seu vice, o ex-senador Leonel Pavan, e os demos o senador eleito Raimundo Colombo (DEM-SC).
Agora os três partidos têm candidatos ao governo - o seu PMDB, o prefeito reeleito de Florianópolis, Dario Berger; o DEM, o senador Colombo; e o PSDB, o vice-governador Pavan. A definição do quadro político-sucessório depende, na verdade, de como o PT se comporta e disputa as bases do PMDB no Estado.
No Rio Grande, a posição do PMDB depende de quem será o candidato do partido ao Palácio Piratini - o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça ou o ex-governador Germano Rigotto - e da decisão da governadora Yeda Crusius (PSDB) de disputar ou não a reeleição.
PE, nico Estado onde partido est firme com Serra
Publicado em 30-Out-2009
O único lugar onde o PMDB está firme...
O único lugar onde o PMDB está firme com a candidatura presidencial do governador paulista José Serra (PSDB) é Pernambuco, já que lá domina o caciquismo jarbista. Assim, tanto o ex-governador paulista Orestes Quércia, quanto o governador Luiz Henrique (SC), ainda tem que resolver problemas em seus próprios Estados.
Quércia, o apoio do presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP) à candidatura Dilma Rousseff; Luiz Henrique, a posição aberta da maioria do PMDB catarinense pela candidatura própria a governador, com riscos, se isso não acontecer, de grande parte dos prefeitos e vereadores - e até mesmo deputados - apoiarem o nome da senadora Ideli Salvatti do PT.
Já o governador do Paraná, Roberto Requião, como destaquei (nota acima) tem liderança, não apoia Serra, pode fechar com Dilma, mas quer uma discussão que passe pelos governadores e pelos Estados, por um programa e por compromissos de governo.
Como vemos, cabe ao PT e à nossa pré-candidata entrar em campo e disputar os apoios estaduais que dependem, também, das alianças e palanques com o PMDB. A começar pelo Paraná, onde estamos pagando pelas declarações precipitadas pró-senador Osmar Dias (PDT-PR) de dirigentes e parlamentares, sem levar em consideração a liderança de Requião. A conferir.
Ex-governador negociou cargos, o que agora nega
Publicado em 30-Out-2009
Por falar em Orestes Quércia...
Por falar em Orestes Quércia (acima), ele declarou na reunião dos 63 prefeitos do PMDB de São Paulo com o governador José Serra (PSDB): “Não se pode fazer alianças visando cargos, o que contraria a história e a ideologia do PMDB”. Referia-se à pré-acertada e provável aliança PT-PMDB.
Segundo o noticiário, o encontro foi administrativo, mas o ex-governador peemedebista foi mais longe e considerou que a reuniãoo “mostra a força da união do PMDB com o PSDB e o DEM, que traz grandes benefícios para São Paulo".
Aí, todos ficaram sem saber o que ele foi fazer no Palácio dos Bandeirantes acompanhado de 63 prefeitos, se o encontro foi realmente administrativo como quer o governador Serra, ou para apoiarem a candidatura do presidenciável tucano paulista que diz ainda não ser candidato. O que houve, o que foram realmente fazer?
Na verdade, foram receber convênios e obras, quando não nomeações. O resto é conversa fiado de Quércia, o mesmo que negociou no ano passado a candidatura de Alda Marco Antônio para vice do prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM-PSDB) e uma ampla participação no governo da capital. Ou seja, cargos.
Onde mora o diabo na poltica brasileira
Publicado em 30-Out-2009
No meu artigo desta semana...
No meu artigo desta semana, veiculado nesta 6ª feira no Blog do Noblat - e a partir de hoje publicado em vários jornais do país - comento as declarações do presidente Lula, em recente entrevista à Folha de S. Paulo sobre o atual sistema político-partidário brasileiro.
“Qualquer um que ganhar as eleições - afirmou o presidente na FSP - pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão”.
A reação à essas declarações - estimulada pelo carnaval da mídia - foi espantosa. Houve quem enxergasse um caráter conformista do presidente com o atual sistema político e partidário; quem criticasse um suposto pragmatismo para governar; e houve até (pasmem!) quem visse uma mostra de vulgarização da figura de Jesus Cristo.
Infelizmente, não houve um analista, articulista ou “especialista de plantão” que se preocupasse com o conteúdo da fala presidencial. Lula afirma, claramente, que se queremos mudar, precisamos fazer a reforma política no país, alterar a forma de se montar coalizões e conseguirmos firmar, efetivamente, um compromisso maior com um plano de governo e um projeto de nação.
O que faz a oposição diante dessa declaração? Usa o artifício de discutir a forma no lugar do conteúdo. Ou os aspectos secundários ao invés do foco principal.
Leiam "Onde mora o diabo na política brasileira", publicado aqui na seção Artigo do Zé.
preciso barrar o capital especulativo
Publicado em 30-Out-2009
Em artigo sob o título acima...
Em artigo sob o título acima, publicado nesta semana (28.10) no jornal Brasil Econômico, comento o fato de o Brasil, hoje, graças à condução eficaz do governo federal no combate à crise internacional, ser um dos principais destinos dos investidores internacionais.
Porém, como tudo na economia, é preciso a adoção de algumas medidas para impedir que esse afluxo de dólares se transforme em problema, como, por exemplo, em capital especulativo, descomprometido com o crescimento e a solução dos problemas sociais do país.
O Brasil não pode deixar de atuar nesse cenário, criando dificuldades para esse capital de curto prazo, especulativo, e favorecendo o capital de longo prazo, o investimento. Esse caminho só será possível se diminuirmos os custos e aumentarmos a produtividade, medidas que devem ser adotadas aliadas à políticas de educação e inovação.
É preciso igualmente reduzir os custos financeiros e aprovar a reforma tributária, além de melhorar a infra-estrutura para incrementarmos mais nossas exportações e chegarmos a novos mercados.
Leia "É preciso barrar o capital especulativo" publicado também na seção Artigo do Zé.

ONU: votao recorde pelo fim de embargo a Cuba
Publicado em 29-Out-2009
Na 18ª vez que o assunto voltou à...
Na 18ª vez que o assunto voltou à deliberação do plenário, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou por votação recorde o embargo econômico e comercial que os Estados Unidos mantém contra Cuba há quase meio século (desde 1962).
A resolução obteve agora o apoio quase unânime dos 192 países que integram a Organização. Foram 187 votos contra o bloqueio, três a favor e duas abstenções. Votaram pela manutenção apenas os EUA, Israel e Palau. Abstiveram-se a Micronésia e as Ilhas Marshall.
No ano passado, 185 Estados já haviam votado a favor da suspensão e os países que votaram pela continuidade foram os mesmos desse ano. A representante do Brasil na ONU, embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, enfatizou que o bloqueio contra Cuba parece cada vez mais irracional e anacrônico" e destacou a necessidade de sua cessação imediata.
“A presença dessa nação irmã (Cuba) é valiosa para a construção de um destino comum”, destacou a diplomata, lembrando, ainda, que o presidente Lula já encareceu diversas vezes a necessidade de superação dessas situações que vão contra o desenvolvimento nacional, a democracia, a soberania e a autodeterminação dos povos.
Não é que parece, embaixadora! O bloqueio é mesmo uma violência que atinge frontalmente o direito de uma nação soberana e independente (leia, também, a nota seguinte).

Democratas e republicanos passam, bloqueio continua
Publicado em 29-Out-2009
Como já afirmei neste blog, não há nenhuma...

Casa Branca
Como já afirmei neste blog, não há nenhuma razão mais para os Estados Unidos manterem essa política de sufoco a Cuba, principalmente depois do reatamento das relações de Washington com a China e o Vietnam, e mais recentemente, das iniciativas do governo Barack Obama em direção ao Irã.
O chamado "embargo" – na realidade um severo bloqueio econômico de 47 anos contra Cuba - como prova pela 18ª vez essa votação da ONU (nota acima) é hoje condenado por todas as nações membros da Organização, com exceção de Israel, Estados Unidos e Palau.
Impressionante nessa história, nem é mais a votação recorde, que cresce a cada ano, pelo fim do embargo, e nem a quase unanimidade mundial em torno da suspensão das restrições à ilha caribenha. Surpreendente é a resistência e imutabilidade do radicalismo dos EUA em relação a essa questão.
Nesses 47 anos entraram e saíram nada menos que 10 presidentes democratas e republicanos da Casa Branca -John Kennedy, Lindon Johnson, Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy Carter, George Bush (pai), Ronald Reagan, Bill Clinton, George W. Bush (filho) e Barack Obama - e nada muda. A ONU coloca o assunto em discussão em sua Assembléia Geral há 18 anos e, ano a ano, tudo continua a mesma coisa.

Uma deciso infeliz em relao a ANS
Publicado em 29-Out-2009
Leio surpreso pequena nota-registro na...
Leio surpreso pequena nota-registro na Folha de S.Paulo, sobre a aprovação pelo Senado dos dois nomes indicados pela presidência da República, Maurício Ceschin e Leandro Reis Tavares para integrar a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que fiscaliza os planos médico-hospitalares.
O jornal registra que os dois enfrentam restrições e protestos de entidades de saúde e de defesa do consumidor pelo fato de já terem ocupado altos cargos em operadoras de planos médico-hospitalares, o que gera o temor de que possam vir a defender mais os interesses das empresas.
Realmente, não dá para entender! Principalmente porque dos cinco diretores, a ANS já tem um ligado a essa área de planos de saúde. Agora ficam três a dois. Um já estava bom demais, representava o setor (que tem esse direito), é uma postura democrática de congregar nos órgãos de decisão representantes de todas as áreas afins com a atividade do órgão. Mas três?
A situação fica um pouco parecida com um ditado popular lá da minha terra, as Minas Gerais: é como se colocassem a raposa para cuidar do galinheiro.
Oposio dividida torna pblicas suas divergncias
Publicado em 29-Out-2009
A oposição, os tucanos e seus parceiros...
A oposição, os tucanos e seus parceiros demos estão divididos, sem palanque, sem metas, e mais do que isso, estão e continuam perdidos. Tateiam no escuro e em pânico, com medo da aprovação ao governo, da popularidade do presidente Lula e de que ele transfira votos para sua candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Um de seus presidenciáveis, o governador José Serra (SP), o mais cobrado, já não esconde sua irritação com as pressões. O outro, o governador Aécio Neves (MG), mantém o ultimato à cúpula tucana: quer que o candidato a presidente pelo partido esteja escolhido até o final do ano.
"Você sabe se o Ciro Gomes vai ser candidato? A Dilma já se declarou candidata? Então por que essa ansiedade?", retrucou Serra aos jornalistas, ao recusar o ultimato de Aécio.
Alguém tem alguma dúvida de que o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) é candidto a governador São Paulo ou a presidente da República no ano que vem? Em algum momento a ministra Dilma, lançada candidata do PT e aliados ao Planalto pelo presidente, negou ser candidata?
Aqui do lado do governo, as definições são claras. É isso que tucanos e aliados de Serra cobram; definição, se ele é candidato à reeleição ou a presidente. E não que já esteja em campanha, o que de resto, não estão Ciro e Dilma, a despeito de nunca negarem ser candidatos.
Alckmin apia Acio contra Serra
Publicado em 29-Out-2009
O presidenciável tucano paulista, governador...
O presidenciável tucano paulista, governador José Serra, ao rechaçar o ultimato do adversário Aécio Neves (leia nota acima), voltou a defender definição de sua candidatura a próxima eleição só no ano que vem.
"Será assim para todo mundo. Não há nada definido no Brasil e não há necessidade, porque está muito cedo", argumentou o tucano, admitindo: "Sou ansioso com fila de elevador, banheiro de avião, coisas desse tipo, mas em política, tenho nervos de aço".
Vai precisar, porque além de divididos e sem bandeiras para 2010, os tucanos tem a questão de São Paulo: a disputa ex-governador Geraldo Alckmin X o chefe da Casa Civil de Serra (e seu preferido), o deputado Aloysio Nunes Ferreira Filho.
Um imbróglio de bom tamanho, nada fácil de resolver e ainda sem luz no fim do túnel, inclusive porque Alckmin rapidamente apoiou Aécio na cobrança de definição de candidatura presidencial até dezembro. Quer dizer, apóia Aécio que já o apoiou antes em embates, em que juntos derrotaram Serra.
No s propostas de Reinhold Stephanes
Publicado em 29-Out-2009
Definitivamente não temos como aceitar as...

Reinhold Stephanes
Definitivamente não temos como aceitar as propostas do Ministro da Agricultura e Pecuária, Reinhold Stephanes, de isentar propriedades - que podem chegar até a 880 hectares da reposição da mata - que devastaram ilegalmente. A legislação é clara na exigência, começando com 20% de manutenção (como reserva de matas) nas pequenas propriedades do Sul do país, chegando a até 80% de reservas, para as da Amazônia.
Nada justifica, portanto, essa proposta. Muito menos a tentativa de aplicar a legislação apenas daqui para a frente isentando os que desmataram de repor a mata destruída. Antes a proposta falava em isenção para os pequenos proprietários, com até 150 hectares. Agora é o liberou geral...absurdo!
O que não entendemos é a razão da oposição dos ruralistas a uma legislação que só os beneficia. Inclusive agora, com a proposta do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que dá mais prazo, assistência técnica e crédito para o cumprimento das determinações legais.
Manter as matas nativas, particularmente as ciliares, junto aos rios e nos morros, é proteger a terra da erosão, as plantações dos ventos, preservar a água - um bem caro e escasso - e aumentar a produtividade.
E essas matas ainda podem se transformar em um ativo, até em um crédito, no caso de adoção do mecanismo do crédito carbono (leia post abaixo).
Foto: Wilson Dias/ABr

Com a palavra o governo e o Congresso Nacional
Publicado em 29-Out-2009
O governo e o Congresso Nacional devem ...
O governo e o Congresso Nacional devem não só rejeitar essas propostas do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (nota acima), como criar todas as condições legais e administrativas para fazer valer a legislação.
Só assim se estará dando as condições para que os pequenos e médios proprietários possam repor a mata nativa ou reflorestar evitando, de todo modo, a continuidade do desmatamento. Se assim o fizerem, estarão apoiando e financiando um grande plano de reposição de nossas reservas legais e matas, começando pelas ciliares e dos morros.
Como aconteceu, por exemplo, no Estado do Paraná, onde a ação dos governos e proprietários no respeito à legislação trouxe ganhos extraordinários para a natureza, o meio ambiente e a agricultura.
No Paraná verifica-se o oposto do que, desastradamente deixaram acontecer no Mato Grosso do Sul, onde a ambição para ocupar o máximo de área com o plantío de soja, cana e outras culturas levou à devastação das matas até praticamente dentro do leito dos rios e córregos sulmatogrossenses. Resultado: o extermínio, ou quase, da piscicultura e os cursos de água secando no Estado.

CNT 2009 Uma abordagem conceitual
Publicado em 29-Out-2009
Eufórica, como sempre quando...
Eufórica, como sempre quando aparece algo negativo - ou ela o fabrica -, a mídia brasileira bombardeia o governo federal nesta 5ª feira, com reportagens editorializadas e oposicionistas feitas a partir da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) a respeito das rodovias brasileiras.
A meu pedido - e para propiciar aos leitores uma abordagem conceitual da Pesquisa CNT - o especialista em logística e transporte, José Augusto Valente, escreveu um artigo, que publico na seção Convidado deste site, sobre os critérios utilizados pela entidade em sua avaliação.
Valente explica que o "método de avaliação da CNT está longe de uma avaliação crítica criteriosa, se considerarmos o método internacionalmente aceito e utilizado pelo DNIT e por todos os DERs." Da pesquisa, também conclui que "vale a pena aproveitar as avaliações relativas aos itens Pavimentação e Sinalização". E desconsiderar o item "Geometria", porque "em relação à avaliação da geometria das vias, o método utilizado pela CNT está fora dos padrões internacionais".
Quanto aos valores atribuídos à essa avaliação, afirma que "para a CNT somente é considerado Bom valores entre 81 e 90,9. Ótimo, entre 91 e 100" e explica as razões pelas quais o bom "deveria começar em 70, como se faz em todas as atividades humanas e não em 81".
Além disso, Valente informa que "a CNT não avalia rodovias, mas ligações rodoviárias, juntando rodovias federais com estaduais e rodovias com alto volume de tráfego com outras de baixíssimo volume". Como vocês podem ver, um excelente contraponto técnico frente à campanha da imprensa, infelizmente, hoje um partido político.
Leia o artigo de Valente na nossa seção Convidado.

Prova de Fogo na Casa da Gvea
Publicado em 29-Out-2009
Aos leitores cariocas, recomendo...
Aos leitores cariocas, recomendo um bom programa para ser anotado na agenda: nos dias 11, 18 e 25 de novembro e também no 22 de dezembro, vocês poderão conferir as apresentações de À Prova de Fogo, pelos alunos da oficina de atores, dramaturgia e montagem teatral da Casa da Gávea, conduzida pelo Paulo Betti, por Rafael Ponzi, Cristina Pereira e Vera Fajardo.
"À Prova de Fogo" foi escrita em 1968, por uma grande e talentosa amiga, a dramaturga Consuelo de Castro, e narra a história de luta e resistência contra o poder militar no país. Imaginem, portanto, o seu impacto naqueles anos, no calor dos acontecimentos do movimento estudantil e da repressão.
Censurado, o texto de Consuelo foi encenado clandestinamente e sua mensagem reforçava o ânimo na luta e na resistência ao regime, além de impactar a sociedade brasileira.
Não deixem, portanto, de prestigiar as apresentações da Casa da Gávea e conheçam mais sobre o excelente projeto de formação artística dessa nova geração de atores no país.
Lula condena criminalizao de movimentos sociais
Publicado em 28-Out-2009
"Não sei se [recursos públicos] estão sendo usados...
"Não sei se [recursos públicos] estão sendo usados para alimentar [invasões]. Um ato de barbárie não precisa de dinheiro, precisa apenas de falta de bom senso."
A frase é do presidente Lula ao se referir (sem falar diretamente) à ocupação de uma fazendo do grupo Cutrale no começo do mês em São Paulo e ao factóide montado pela oposição no Congresso, ao constituir uma CPI Mista (Câmara e Senado) para investigação do uso de recursos por movimentos sociais, especialmente pelo Movimento dos Sem-Terra (MST).
Eu lhe dou inteira razão, principalmente em outros pontos de sua análise da questão, como em sua condenação à tentativa retrógrada de parte da oposição, mídia e conservadores brasileiros de criminalizar indistintamente os movimentos sociais, uma campanha desenvolvida há meses e que tem como ponto mais recente essa CPI.
O presidente manfestou-se, ainda, sobre a posição do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que há dois dias defendeu que o governo suspenda o repasse de recursos a movimentos sociais. "As entidades que pedem dinheiro a algum órgão do governo têm que apresentar documentação, apresentar proposta, passam por um crivo e aí tem ou não direito [a receber verba]", respondeu o presidente.
Partilho da mesma opinião do presidente Lula: o governo não deve interromper política públicas ou repasses por causa dessa CPI e essas tentativas de criminalizar movimentos sociais constituem um retrocesso inaceitável.

Uma matria isenta no Estado
Publicado em 28-Out-2009
Ao contrário da matéria publicada...
Ao contrário da matéria publicada pela Folha de S. Paulo hoje - de má fé e com o claro propósito de utilizar uma tragédia nacional como palanque político - o Estadão trouxe (ontem, 27.10), num "furo", a verdadeira avaliação e um estudo científico sobre as causas do maior acidente da aviação brasileira (deixou 199 mortos), a trágica queda do Airbus da TAM, em julho de 2007, no aeroporto de Congonhas (SP).
O material do Estadão trata o tema com a seriedade (e o respeito) que merece e não compactua com a histeria anti-governo e PT, promovida pela mídia - Folhão à frente - em sintonia com a oposição, quando do acidente e nesses dois anos decorridos.
A histeria é demonstração clara do que são capazes mídia e oposição em sua lamentável aliança para atingir o presidente e seu governo. Já esse material do Estadão de ontem, destaca-se por apontar objetivamente os oito fatores prováveis causadores da maior tragédia aérea nacional, levantados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira (FAB).
Ainda em fase de conclusão, o relatório indica como principais hipóteses problemas no sistema de controle de potência do jato e, principalmente, falha humana, "uma vez que é elevada a improbabilidade estatística de falha no sistema de acionamento dos manetes", afirma o CENIPA.
Simulações de 23 procedimentos de aproximação para pouso em Congonhas foram realizadas pelos peritos e mostraram sucesso em duas tentativas de desistência do pouso.

Gravssimos crimes no Amazonas. Cad a PF e o MP?
Publicado em 28-Out-2009
Não podemos tolerar, nem aceitar...
Não podemos tolerar, nem aceitar em hipótese alguma, a morte da testemunha que depôs no caso do ex-deputado estadual do Amazonas, Wallace Souza (sem partido), acusado de encomendar o assassinato de rivais para mostrar em seu programa de TV.
O deputado está preso desde o dia 9, mas sábado último (25.10) a testemunha que depôs contra ele, Juarez dos Santos Medeiros, morreu atingido por oito tiros disparados por um motoqueiro. Pior, há um precedente gravíssimo: antes dele, outras três testemunhas foram mortas em situações semelhantes.
A situação precisa ser acompanhada pelos ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannucchi. É caso típico para uma intervenção da União. Precisa declarar esse crime como federal e a Polícia Federal (PF) deve assumir as investigações e a proteção às testemunhas.
Ou viraremos um país onde se mata impunemente testemunhas. Onde está o Ministério Público Federal?
Uma denncia que merece a mxima ateno
Publicado em 28-Out-2009
Requer a máxima atenção...

conhea o programa
Requer a máxima atenção a denúncia trazida hoje pela Folha de S.Paulo - "Terra Legal enfrenta uso de laranjas e falta de estrutura" - de que o programa de regularização de terras na Amazônia (o Terra Legal) enfrenta cerrada oposição e até mesmo boicote de fazendeiros e administradores da região.
O governo tem que agir, ser duro com esses grileiros de terra - travestidos de prefeitos e proprietários - e, simplesmente, desapropriar suas fazendas, a maioria griladas. Aliás, é preciso notar que se não querem se cadastrar e regularizar a situação dessas propriedades, é porque pretendem esconder a ilegalidade.
Ao agir dessa forma e utilizar artifícios desonestos - por exemplo, tentar regularizar as propriedades em nome de "laranjas"- cometem crimes. Assim, devem sofrer as conseqüências da lei e não ser beneficiados com a regularização fundiária.
Polícia neles!
Mais grave, ainda, é a pressão e as ameaças desencadeadas por esses latifundiários contra os pequenos agricultores. Polícia neles!
Ao mesmo tempo, o governo precisa resolver, com recursos, disposição política e meios, a questão da falta de organização, preparação de executores do projeto, de infraestrutura, enfim, dos órgãos governamentais em ação na área.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) deve demitir os funcionários ineptos e nomear gestores sintonizados com a regularização fundiária e os objetivos do governo.
E o Ministério Público? Onde está que não denuncia esses fazendeiros e funcionários que, ainda que indiretamente, terminam contribuindo para o atraso na implementação do Terra Legal?

Dinheiro do pr-sal para todos
Publicado em 28-Out-2009
Confirmam-se nossas previsões...

Henrique Eduardo Alves
Confirmam-se nossas previsões: na legislação que vai disciplinar a prospecção e exploração do pré-sal, tudo indica que a maioria da Câmara dos Deputados, e seguramente a do Senado, estão dispostas a fazer justiça federativa dando a todos os Estados e municípios participação na renda do petróleo e não apenas às unidades federativas produtoras.
Além desse aspecto, a proposta do relator do projeto, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) tem outro aspecto positivo: conforme propôs o governo, assegura à Uniao, à Marinha, ao Meio Ambiente e ao desenvolvimento tecnológico do país, recursos para fazer frente ao impacto e desafios do pré-sal.
"Essa matéria é de direito do povo brasileiro que quer e que não abre mão dele por nenhuma conveniência ou interesse", assinalou o relator Henrique Eduardo Alves, após encontro em que apresentou seu relatório ao presidente Lula. Foto: José Cruz/ABr
Relator aumenta em 50% o pagamento de royalties
Publicado em 28-Out-2009
Em sua proposta a ser votada...
Em sua proposta a ser votada pela Câmara e Senado (nota acima), o relator do projeto de partilha dos royalties do pré-sal, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) aumenta em 50% as alíquotas de royalties - de 10% para 15% - a serem pagas a Estados e municípios e estabelece o pagamento a todos e não apenas aos Estados produtores.
O documento elimina o pagamento de participações especiais (PEs) feito por empresas produtoras de grandes áreas de exploração. Pelo relatório, quando a extração de petróleo ocorrer na plataforma continental, 30% (do dinheiro) será destinado à União: 15% para o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT); 12% para a Marinha; e 3% para um fundo especial, a ser criado por lei, para melhoria e adaptação do país às mudanças climáticas.
Antes, a União ficava com 40% dos royalties. Agora, do total de royalties a ser distribuído, 18% irá para os Estados, 6% para os municípios produtores. O deputado potiguar propõe, ainda, a criação de um primeiro fundo, estadual, para distribuir entre todas as Unidades da Federação, e de um segundo fundo para pagar royalties a todos os municípios do país.

Fechado mais um grande negcio no etanol brasileiro
Publicado em 28-Out-2009
Com o título "Estrangeiros avançam...
Com o título "Estrangeiros avançam no álcool brasileiro", a Folha de S.Paulo dá com destaque, hoje, a compra pelo grupo francês Louis Dreyfus da tradicional empresa Santelisa, de Sertãozinho (SP), com 70 anos e que tinha no comando as famílias Biagi e Junqueira Franco.
Fechado o negócio, calcula o Folhão, as multinacionais passam a deter quase 20% da produção nacional sucroenergética. O Louis Dreyfus já detinha o controle da LDC Bioenergia. Com a Santelisa, diz o jornal, da união dos dois grupos - com um total de 13 usinas - surge a LDC SEV, da qual 60% serão do conglomerado francês.
Isso não é bom. O governo e a área (sucro-alcooleira) nacional deveriam, com apoio do BNDES e de bancos privados nacionais, consolidar o setor não permitindo o aumento da participação estrangeira.
Etanol é produto estratégico, questão de Estado
Principalmente, tratando-se do etanol, um produto estratégico para o Brasil. Além do fato de que a maioria dessas empresas estrangeiras já controla a comercialização, a venda de insumos e a produção de sementes no agronegócio brasileiro.
Com barreiras protecionistas no mundo desenvolvido é evidente que o controle nacional do setor é uma questão de Estado.
Deveríamos ter apoiado a compra da Santelisa pelo grupo Cosan ou outro, sem discriminação com o capital estrangeiro, mas com uma clara política de manutenção do setor em mãos de empresas nacionais, inclusive porque, com o nível de competição que ele tem hoje, não encerra o menor risco de cartelização e/ou desnacionalização.

Mdia ignora esquerda e ajuda direita uruguaia
Publicado em 28-Out-2009
É a antinotícia! Nas eleições realizadas domingo...
É a antinotícia! Nas eleições realizadas domingo (25.10) no vizinho Uruguai, o candidato da Frente Ampla, de esquerda, José Pepe Mujica, obteve quase 50% dos votos, e superou em muito a votação somada dos outros dois principais candidatos da direita, o ex-presidente Luís Alberto Lacalle, do Partido Blanco; e Pedro Bordaberry, do Partido Colorado.
Além disso, todas as pesquisas eleitorais realizadas ao longo da campanha para o 1º turno sempre indicaram que, caso houvesse 2º turno, Mujica venceria o pleito com mais de 65% dos votos dos 2,5 milhões de eleitores do país.
Encerrada a votação do domingo, iniciada a apuração mas, ainda sem estar sequer concluída - lá o voto não é eletrônico e a contagem é morosa, só foi concluída na noite da 2ª feira (26.10) - os jornalões brasileiros já começaram a campanha para ajudar Lacalle.
Perdedores são mais "notícia" que o vencedor
Confirmada a derrota, Lacalle e Bordaberry - filho do ex-ditador civil Juan Maria Bordaberry - também na primeira hora anunciaram sua união para tentar derrotar a esquerda no 2º turno dia 29 de novembro.
Você lê os jornais e observa uma situação curiosa: a esquerda foi vitoriosa domingo, obteve votação muito superior à dos dois candidatos da direita somada - a Frente Ampla fez maioria no Senado, Mujica já reiniciou a campanha, inclusive, é o candidato do presidente Tabaré Vasquez que deixa o cargo com 60% de aprovação popular - mas o noticiário da nossa mídia, dos destaques nos títulos ao espaço concedido, é para as articulações do derrotado Lacalle (e seu agora aliado de Bordaberry).
Vivemos uma daquelas situações - que não chegam a ser inéditas na mídia brasileira - em que os derrotados e com menos chances de vencer o 2º turno recebem maior cobertura da imprensa, são mais "notícia" do que o vitorioso. É a forma que os nossos jornalões utilizam para fazer campanha contra a esquerda e tentar ajudar a direita.

EUA tentam legalizar golpe em Honduras com eleio
Publicado em 28-Out-2009
Honduras continua conflagrada, os jornais...

Manuel Zelaya
Honduras continua conflagrada. Hoje, os jornais registram o terceiro assassinato político nos últimos dias, mas os Estados Unidos não desistem. Continuam sua ação no sentido de legalizar o golpe de 28 de junho que depôs o presidente constitucional Manuel Zelaya através das eleições gerais de mentira programadas para o dia 29 do mês que vem.
Ainda que divididos lá entre eles - o golpe e o pleito de novembro tem o apoio dos conservadores republicanos, mas discreta, e de forma não assumida, ganham adeptos entre os democratas do governo do presidente Barack Obama - os EUA, com essa política, trazem o risco provocar um "racha", um cenário político "tétrico" também nas Américas Central e do Sul, como bem alerta hoje o nosso chanceler, Celso Amorim.
A manutenção dessa eleição - uma fraude antecipada - sem que o presidente Zelaya (democraticamente eleito) e os golpistas cheguem primeiro a um acordo que restitua o poder legal ao chefe de governo deposto, pode vir a ter o apoio também de aliados tradicionais de Washington nos dois continentes, como Panamá, Peru e Colômbia.
"(Se essa eleição ocorrer nessas condições) vai haver um racha na região. Seria uma situação" muito ruim, e acho que os americanos sabem disso. Claro que lá existe uma direita muito extremada, que pode ter outras ideias.... Mas, se reconhecerem a região vai ficar muito dividida. Nós (o Brasil) não vamos reconhecer e muitos outros também não reconhecerão", adverte o ministro de Relações Exteriores brasileiro.
É inacreditável que exatos quatro meses após o golpe, entidades como a Organização dos Estados Americanos (OEA) não tenham tido até hoje ações incisivas a ponto de por um fim ao impasse, e que os EUA continuem com essa política, dúbia publicamente, mas que na prática contribui para manter os golpistas no poder. Pior, tentem legalizar o golpe com essas eleições, um precedente gravíssimo.
Foto: José Cruz/ABr

Serra: "dividendo poltico" de governo legtimo
Publicado em 28-Out-2009
Ao considerar legítimo "colher dividendos políticos" da...
Ao considerar legítimo "colher dividendos" da ação política desenvolvida na administração pública, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na verdade, só destaca a realidade. Serra é um dos presidenciáveis tucanos para a eleição de 2010 - o outro é seu colega e adversário dentro do partido, o governador de Minas, Aécio Neves.
Todos os prefeitos e governadores (dos mais diversos partidos) vistoriam e inauguram obras com festa, banda de música, faixas, foguetório, shows, povo e apoiadores. Todos os dias. É legítimo, não há nada demais nisso. Só não vê quem não quer ou quem quer impedir o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de governarem.
"A gente saber o que nós mesmos fizemos (no governo) é muito importante para poder explicar, defender e inclusive colher dividendos políticos, o que é legítimo dentro de uma ação governamental", declarou Serra ao participar da cerimônia de sanção de um projeto de lei de seu governo.
Como se vê, embora não verbalize explicitamente, até ele deve achar absurda e inconsistente a ação que o seu PSDB e o tradicional aliado, ex-PFL-DEM, deram entrada na justiça eleitoral com acusação contra o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff de uso eleitoral de eventos rotineiros do governo, como aquela inspeção em meados desse mês às obras de transposição do São Francisco.

Acio est certo em ultimato ao tucanato
Publicado em 28-Out-2009
Do ponto de vista dele, está certo o governador...
Dentro dos seus objetivos, está certo o governador (ainda) presidenciável de Minas, Aécio Neves (PSDB), em seu ultimato ao alto tucanato para que o candidato do partido ao Palácio do Planalto em 2010 esteja escolhido dentro de dois meses, até dezembro.
"Se o partido em dezembro ainda não tiver decidido seu candidato a presidente, seja por prévias ou não, eu sou candidato ao Senado já a partir de janeiro. Não posso esperar. Preciso, então, cuidar de Minas", assinalou Aécio ao "prensar" a cúpula tucana.
Está certo, se ele não for candidato tem que cuidar de Minas ou perderá a eleição lá. Se Aécio não se movimentar em seu Estado, em torno de uma candidatura sua de senador ou presidente, ele não se elege. Pelo contrário, nós ganhamos e ele fica sem nada.
O prazo - dezembro, estabelecido por ele - é o correto. Em Minas o outro presidenciável tucano, o paulista José Serra, não vencerá. Os mineiro querem Aécio Neves candidato a presidente, sem o que votarão na nossa candidata, Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República. Podem conferir.

BB amplia prazo da linha Giro Rpido
Publicado em 27-Out-2009
Em mais um passo em sua estratégia para se...
Em mais um passo de sua estratégia para se tornar o grande banco nacional da pequena e média empresa, o Banco do Brasil (BB) ampliou hoje o prazo de sua linha de capital de giro (BB Giro Rápido) para o setor. Agora, em vez de 18 meses, os clientes terão 24 meses para pagar o financiamento, com taxas de juros que variam de 2,08% a 2,34% ao mês.
Segundo o diretor de Pequenas e Microempresas do BB, Ary Joel de Abreu Lanzarin, as linhas para pequenas e microempresas cresceram 32,5% nos 12 meses encerrados em junho. A linha de crédito hoje ampliada já responde por 47% da carteira de crédito de pessoa jurídica do banco - R$ 38,5 bilhões até 30 de junho desse ano.
Lanzarin adiantou que a situação quanto à inadimplência melhorou substancialmente após a criação do Fundo Garantidor de Operações (FGO), há cerca de 40 dias. A ideia do fundo é complementar em até 80% as garantias exigidas das empresas menores. O FGO conta com R$ 600 milhões, a maior parte de recursos do governo.
Em obediência à orientação do presidente Lula, os bancos públicos elevaram a oferta de crédito mesmo no auge da crise global, na contramão de seus pares privados. Assim, a participação das instituições públicas no total de empréstimos saltou de 34,2% em setembro do ano passado para 40,4% em agosto desse ano. No mesmo intervalo, a parcela dos privados encolheu de 44,4% para 40,7%.

Um bom debate
Publicado em 27-Out-2009
O especialista em logística e transportes José Augusto...
O especialista em logística e transportes José Augusto Valente, motivado pelo debate e pelas críticas - importantes e bem-vindas - a respeito do artigo que publiquei semana passada no jornal Brasil Econômico, escreveu recentemente dois artigos em que dialoga com Marcelo dos Aeroviários, sindicalista do setor que questiona pontos, acredito, interessantes para todos os trabalhadores do setor.
Marcelo argumenta que a reforma nos aeroportos já está sendo feita e a INFRAERO é superavitária. Ele também aponta os interesses internacionais em relação à estatal e pede atenção às discussões do último congresso do setor, o CONAERO, bem como à posição oficial do SINA, da FENTAC CUT e da CNTT, entidades que atuam na área.
Em seus dois textos, Valente mostra que meu artigo “Concessão aeroportuária por outorga” e as propostas nele contidas não são incompatíveis com as bandeiras de lutas e sugestões das entidades sindicais dos aeroviários e aeroportuários alinhadas com a CUT e contidas no Caderno de Teses do I CONAERO.
Também esclarece que meu artigo "em momento algum, propõe a privatização da INFRAERO. Ao contrário, a proposta de concessão por outorga dos seis maiores aeroportos brasileiros reforçará o papel da empredsa ao lhe garantir recursos suficientes e superiores à média histórica de recursos orçamentários."
Um debate, como todos podem ver, de capital importância e que me deixa satisfeito que tenha vindo à tona. Acesse os artigos do especialista em transporte e logística, José Augusto Valente, publicado na seção Clipping deste blog.

Marina Silva aos poucos vai se revelando
Publicado em 27-Out-2009
A pré-candidata do PV à presidência da...
A pré-candidata do PV à presidência da República, senadora Marina Silva (AC), aos poucos vai se revelando: critica o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff pelo “uso da máquina”; ataca a inspeção a obras de transposição do rio São Francisco; e contesta avaliação de Dilma, de que sofre perseguição, em muitos pontos, por ser mulher.
Quando ela foi ministra do Meio Ambiente do presidente Lula por mais de seis anos não tinha essa opinião. O que faz agora seria o mesmo que acusá-la de usar o mandato e a estrutura do Senado com fins eleitorais, porque viaja pelo país e para o exterior como senadora; usa as passagens do Senado e a residência de parlamentar; e mais os telefones, os funcionários e outros itens da infraestrutura da Casa.
E viaja pelo país como pré-candidata, desempenha atividades em prol do seu partido, o PV...
Como se vê, não dá para falar de corda em casa de enforcado. E enquanto ataca as ações administrativas do presidente Lula e de Dilma, sobre as viagens dos governadores presidenciáveis tucanos, José Serra (SP) e Aécio Neves MG), nenhuma palavra.
Marina falou e fez o que comentei, fora do Brasil, em Washington (DC), nos Estados Unidos.
Bateu o desespero nas fileiras demo-tucanas
Publicado em 27-Out-2009
Ainda que encoberta pelo silêncio da mídia...
Ainda que encoberta pelo silêncio da mídia, é feia a crise nas hostes - como diziam antigos cronistas políticos - da oposição, entre os demo-tucanos. Os sinais estão aí. O primeiro e principal deles é que não querem deixar o presidente Lula governar.
Procuram, se possível até com auxílio da justiça eleitoral, impedí-lo de viajar pelo país com sua ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Dizem que ele não transfere voto e não temer isso, mas suas práticas desmentem o que afirmam e indicam pânico entre eles.
O Democratas (ex-PFL-agora DEM) simplesmente decidiu proibir um de seus mais tradicionais aliados, o governador paulista José Serra, de aparecer em sua propaganda no horário gratuito de rádio e TV no final do ano.
Os indícios são de que o DEM não quer Serra como candidato a presidente da República (leia o post abaixo).
Rejeio candidatura Serra aberta
Publicado em 27-Out-2009
Falei de sinais, mas não são indícios...
Falei de sinais, mas não são indícios não (nota acima), a rejeição demo à candidatura José Serra virou pública e ostensiva. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), não só declara abertamente isso, como defende que o candidato da parceria DEM-PSDB, seja o rival de Serra, o governador de Minas, Aécio Neves.
Já Aécio não aceita ser candidato a vice-presidente numa chapa de Serra e nem o adiamento das prévias. A pergunta que mais se ouve, e se faz entre os tucanos, principalmente os serristas, é: e se ele vencer?
Em São Paulo, os demos não se entendem com os tucanos - ou, se entendem, e o fato é que não querem, em hipótese alguma, o ex-governador Geraldo Alckmin (na frente nas pesquisas) como candidato da coligação DEM-PSDB a governador.
Serra também não quer Alckmin
Serra também não e trabalha 24h para fazer candidato ao posto, seu chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira Filho. Como imbróglio pequeno é bobagem, Serra cai nas pesquisas e sua rejeição aumenta, apesar do malabarismo de levantamentos de opinião pública encomendados e das análises políticas pré-fabricadas.
Os fatos estão aí: crise no tucanato, na seara demo e na candidatura Serra, falta de discurso, propostas, comando e decisão. Enquanto isso, Dilma e o PT avançam nas alianças e vão muito bem.
Morosidade do Judicirio leva injustia ao campo
Publicado em 27-Out-2009
Na Faculdade de Direito do Largo de São...
Na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, ao participar da abertura do I Congresso Nacional de Direito Agrário, promovido pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, cobrou do governo federal o cumprimento da lei e o corte de subsídios para organizações que promovam invasões de terras e atos violentos.
"Todos nós somos (responsáveis pelos conflitos agrários), na verdade: Judiciário, Ministério Público e o próprio governo. A lei manda que o governo suste os subsídios para entidades que promovem invasões ou violências. Todo o aparato legal deve ser usado", reconheceu - e cobrou - o ministro Gilmar Mendes.
Muito bem. Mas a Constituição, também, manda desapropriar as terras improdutivas - os latifúndios. O país tem milhares de desapropriações - que dariam para assentar todos os acampados - paralisadas na Justiça por pura desídia quando não tráfico de influência do latifúndio.
Fora a impunidade dos assassinos de sem-terra e líderes sindicais e religiosos que não são julgados. Nem a proposta de varas agrárias avançou. Por isso, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pode e deve fazer um mutirão no país para apagar essa nódoa, essa vergonha da história do judiciário brasileiro.
É preciso justiça para os que não têm terra e, também, para os que pagaram com a vida por lutar por ela.

Pr-sal trar contratos de R$ 20 bi para a indstria
Publicado em 27-Out-2009
A montagem da infraestrutura e depois a ...
A montagem da infraestrutura e depois a exploração e prospecção do petróleo da camada pré-sal vão levar a Petrobras a ter uma demanda de nada menos que R$ 20 bilhões/ano em contratos com a indústria brasileira.
Os cálculos estão feitos e foram revelados pela ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, ao comparecer a evento em São Bernardo do Campo, cidade do ABCD paulista. É isso que justifica e torna mais compreensível a opção do governo pelo projeto que faz da estatal a única operadora das reservas do pré-sal.
"É a operadora única que faz as contratações, quem escolhe tudo o que vai ser contratado", disse a ministra. Dilma lembrou que já é uma imposição do presidente Lula, estabelecida desde que ele assumiu o primeiro governo em 2003, que haja uma parcela de conteúdo nacional em todos os contratos da Petrobras.
"Esse oposicionamento é que foi responsável pelo renascimento da indústria naval brasileira", acentuou a chefe da Casa Civil. A ministra também destacou outro dado interessante: o Brasil foi o último país a entrar e o primeiro a sair da crise financeira global, e um dos motivos que alavancaram essa arrancada foi a criação de um forte mercado interno no país, ancorado por um crescimento na classe média que hoje constitui 52,9% da população brasileira.

"No possvel colocar o presidente numa redoma"
Publicado em 27-Out-2009
"O presidente da República é uma figura...

Luis Incio Adams
"O presidente da República é uma figura pública que realiza um acompanhamento de obras, tem atuação muito ativa nesse processo. Eu não vejo nenhum conteúdo eleitoral nisso. Não é possível colocá-lo numa redoma. Ele tem uma exposição pública natural e ação administrativa efetiva"
As colocações acima sintetizam bem o espírito da resposta - muito adequada, por sinal - dada pelo advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, contra as críticas da oposição e da mídia que classificam como antecipação da campanha eleitoral as viagens administrativas do presidente Lula e da ministra-chefe da Casa Civil, e coordenadora do PAC, Dilma Rousseff.
A oposição recorreu até ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com essa tese que ela só quer válida para o governo e não para seus governadores e demais administradores, que fazem o mesmo - e legitimamente. Adams reiterou a posição que, à exceção da oposição e da mídia, é consenso entre todos: Lula e Dilma, na inspeção às obras de transposição do rio São Francisco (há duas semanas) não fizeram campanha eleitoral antecipada coisa nenhuma, apenas cumpriram atividades de governo.
Eu acho que o advogado-geral assume elegendo a prioridade correta, a agilização do andamento das obras do PAC embargadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), hoje uma corte eminentemente política, e pior, tucana, a partir de seu presidente, o ex-deputado do PSDB cearense, Ubiratã Aguiar (leia o post na sequência).
Foto: Acervo Procuradoria Geral da Fazenda

A necessidade de uma cmara para agilizar obras
Publicado em 27-Out-2009
Ao contestar as críticas ao presidente Lula...
Ao contestar as críticas ao presidente Lula e à ministra Dilma Rousseff (post acima) o novo advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, está certo. A sociedade não pode sofrer as conseqüências de obras paradas e, nem se discute, está receptiva - como se mostrou Adams - à proposta do presidente da República de criação de uma câmara para julgar com rapidez as ações que pedem a paralisia desses projetos.
"Não é o governo o beneficiário da obra, é a sociedade. Sua não realização de fato também prejudica a sociedade. É preciso um ponto de equilíbrio (na fiscalização) para que se avance nessas obras e, ao mesmo tempo, preserve o ressarcimento do erário", completou.
Adams deixou claro, ainda, que sua preocupação nessa questão - e a proposta do presidente vem bem a calhar - não se restringe à questão do PAC. "É o modelo que preocupa. Temos hoje vários canais de fiscalização e controle que podem criar constrangimentos às obras. A idéia é criar um fórum que traga de um lado, os gestores, e de outro os responsáveis pelo controle".
Para ele, muitas dessas ações com pedidos de embargo de obras públicas têm motivação política e devem ser analisadas com cautela. "Faz parte do processo usar o Judiciário como canal de veiculação de críticas ao governo federal", constata. Outro ponto sobre o qual ninguém tem dúvidas.

Uma crtica ao apoio tmido do FMI ao Brasil
Publicado em 27-Out-2009
Excelente e vocês não podem deixar de ler...
Excelente e vocês não podem deixar de ler o texto "FMI deveria ajudar o Brasil a enfrentar fluxo de capitais", dos articulistas Arvind Subramanian e John Williamson, publicado no Financial Times, de Londres, e transcrito hoje no caderno Dinheiro da Folha de S.Paulo.
Eles consideram que a taxação de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no capital especulativo baixada pelo Brasil "sinaliza o fim da era em que os mercados emergentes viviam enamorados dos financiamentos estrangeiros e expressa uma disposição de agir para moderar fluxos de capital externo."
Por isso, os articulistas lamentam que o FMI tenha apoiado a decisão brasileira timidamente e com ressalvas, de forma "cálida ou até ligeiramente negativa". Destacam que a resposta do Fundo foi decepcionante, e reconhem: "(a posição do FMI) reflete que a abordagem intelectual do Fundo quanto à globalização das finanças continua a mesma."
"Em lugar de continuar recebendo medidas como essa com um banho de água fria, o FMI deveria considerar que elas oferecem uma oportunidade intelectual" de discussão, assinalam, detectando aspectos ideológicos reação do FMI.
"O mundo precisa de uma abordagem menos doutrinária quanto aos influxos de capital estrangeiro. Ajudar o Brasil em sua decisão, em lugar de divulgar uma resposta negativa, sinalizaria que o FMI está desempenhando papel construtivo para facilitar essa mudança", concluem os dois autores do artigo.
Como vemos, só no Brasil ainda persistem dúvidas sobre a necessidade de impor limites e controlar a entrada de capitais e a valorização do real. Esperamos que, como observam os autores do texto, realmente tenhamos chegado ao fim de uma era.

Volta o bom e oportuno debate sobre juros
Publicado em 27-Out-2009
Considero correta a exigência do ministro...

Guido Mantega
Considero correta a exigência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de cobrar um duplo compromisso dos empresários para que o governo possa decidir se mantém a desoneração do IPI da cadeia produtiva da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar): gerar mais empregos, contratar mais, promover seus produtos e ampliar as vendas.
"Nosso objetivo primeiro é o emprego porque é a massa salarial que move a economia. Quem consome são os trabalhadores", condicionou o ministro. Uma declaração para se assinar embaixo. Mas, a presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Luiza Helena Trajano - dos Magazines Luiza - retrucou que "só após a decisão sobre a prorrogação do benefício, será possível definir a quantidade de empregados contratada no fim do ano."
Sobre a diminuição dos juros cobrados dos consumidores nas vendas a prazo - outro pedido do governo - Luiza lembrou a alta carga tributária e as taxas que incidem sobre os recursos captados pelos varejistas nos bancos. "Quanto mais a gente pegar [dinheiro] com juros mais baixos, mais a gente vai repassar para o consumidor. O interessante é vender."
Concordo, mas a análise não pode ser assim tão simplista (leia as notas abaixo)
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Bancos so os responsveis por essa situao
Publicado em 27-Out-2009
Para além da questão do IPI e da manutenção...
Para além da questão do IPI e da manutenção de sua desoneração, a resposta da empresária Luiza Trajano ao ministro da fazenda, Guido Mantega (post acima) traduz o óbvio: os bancos cobram juros altos, os empresários pagam essas taxas elevadas e o varejo as repassa para o consumidor.
A reclamação de Luiza contra a alta carga tributária é uma obviedade, também. É exatamente a mesma e uma das razões que os bancos apresentam para justificar seus juros altos, ao lado da inadimplência e dos custos administrativos, quando na realidade é a falta de concorrência (no setor bancário) e a alta taxa Selic que gera essa situação.
São os anos e anos de juros reais acima de 10% que criaram no país a classe dos rentistas, os lucros extraordinários dos bancos e a alta participação do sistema financeiro na renda nacional.
Luiza sabe, também, que apesar de ser verdade que “o interessante é vender”, muitas cadeias varejistas vivem dos juros ganhos em cima dos consumidores. Essa é uma verdade nua e crua.
Sem uma decisão nacional, política, de reduzir os spread bancários e sem concorrência nesse setor, sem um banco central que atue nessa direção - e o faça como política de governo, insisto - e sem um pacto na sociedade não vamos sair dessa pré-história do capitalismo em que ainda vivemos: spread de 30%.

Sinalizar que crescimento para valer
Publicado em 27-Out-2009
Vamos reduzir os juros - já! - sustentar o real...
Vamos reduzir os juros - já! - sustentar o real, e não aceitar como natural sua desvalorização e nem as bolhas da bolsa de valores. Fazê-lo é sinalizar ao empresariado que o crescimento foi não só retomado, como será aprofundado.
A hora é de acelerar os investimentos, fazer a reforma tributária, aprovar no Congresso Nacional a nova arquitetura do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), o cadastro positivo e a nova legislação das agências reguladoras. Não podemos perder o ritmo de deliberação sobre essas questões por causa do ano eleitoral que se avizinha.
O momento é de dar sinais ao empresariado de que queremos aprofundar e não apenas manter o crescimento econômico. Vamos mudar sua qualidade melhorando a infra-estrutura, reduzindo a carga tributária, dando mais eficiência à gestão pública, avançando ainda mais na educação e na inovação tecnológica.
Só assim estaremos correspondendo ao alto índice de confiança do setor empresarial no país e na economia, como demonstra o Índice de Confiança do Empresário Industrial, divulgado nessa 2ª feira (26.10) pela CNI - Confederação Nacional da Indústria (detalhes no post abaixo).

preciso corresponder confiana do empresariado
Publicado em 27-Out-2009
De acordo com a pesquisa divulgada...
De acordo com a pesquisa divulgada pela CNI (nota acima), o Índice de Confiança do Empresário Industrial está em 65,9 pontos, ótimo em uma escala de 0 a 100 na qual números maiores que 50 indicam que o empresário está confiante. Vejam, é o mais alto percentual desde janeiro de 2005, quando atingiu 66,5 pontos.
Há pouco mais de um ano, em julho de 2008 (antes do auge da crise) esse indicador estava em 62 pontos. Em julho desse ano, mês da última pesquisa, caiu 7,7 pontos - para 58,2. E em janeiro/2009 teve o seu pior resultado desde o início da crise: o indicador ficou em 47,4 pontos.
"Os resultados indicam que o empresário está percebendo o fim da crise e aposta em uma recuperação sustentada no futuro", interpreta o gerente-executivo de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. É o que temos falado diariamente aqui neste blog, desde que retomamos o crescimento no início do segundo trimestre desse ano.
VEJA publica carta minha. Com equvocos de novo
Publicado em 26-Out-2009
Publico, abaixo carta que enviei a VEJA...
Publico abaixo carta que enviei à VEJA com esclarecimentos sobre matéria equivocada a meu respeito e que a revista publica menos de um terço, apenas o trecho final, os últimos parágrafos, na edição dessa semana.
Não sei o que é pior, a série de erros da reportagem, que desinforma os leitores da revista, ou a adjetivação que VEJA, bem ao seu estilo, do começo ao fim da matéria a meu respeito, julgando-me e condenando-me, por exemplo, em processo a que ainda respondo no Supremo Tribunal Federal.
Abaixo, a íntegra da carta encaminhada a VEJA:
"Ao procurar minha assessoria, Alexandre Oltramari, desta revista “Veja”, deveria ter informado o que pretendia realmente publicar. Teria evitado erros em seu texto “O chefe do mensalão já opera 2010” (edição 2.134, 14/10/2009), como dizer que viajei recentemente a Pernambuco e ao Rio Grande do Norte. Não estive nesses Estados.
Mas, a revista optou por sonegar informação, dizendo apenas que me procurava para confirmar a existência de um escritório que eu teria em Brasília, o que não é verdade, o que minha assessoria negou e o que terminou não sendo publicado. Todas as minhas viagens são cobertas pela imprensa. Dei entrevistas em Sergipe, no Ceará, no Maranhão e no Amapá, onde estive no mês passado.
Fui eu quem comunicou ao deputado federal Ciro Gomes, do PSB, que iria a Fortaleza e tomei, como em outras vezes que visitei o Ceará, um café da manhã com o governador. Aliás, não faço nada “longe dos olhos da nação” nem ofereço “cargos e benesses”, como diz a revista.
Oltramari e a revista erram ainda ao dizer que eu teria procurado o prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias, para que mantivesse a candidatura ao governo do Estado do Rio. É publico e notório que defendo exatamente o contrário: o apoio ao governador Sergio Cabral no 1º turno.
Além disso, salta à vista o absurdo de um suposto incentivo do presidente Lula à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. O presidente tem defendido publicamente e trabalhado junto ao diretório paulista do PT pela candidatura de Ciro ao Governo do Estado de São Paulo. E foi o próprio Lula quem propôs a transferência do domicílio eleitoral do deputado para São Paulo.
Por fim, sou obrigado a apontar mais um erro, este grosseiro, de pesquisa em banco de dados: não tive os direitos políticos cassados.
José Dirceu"

Vitria da esquerda leva Mujica a 2 turno no Uruguai
Publicado em 26-Out-2009
Magnífico o desempenho da esquerda...
Magnífico o desempenho da esquerda representada por José Pepe Mujica, o candidato da Frente Ampla à eleição presidencial realizada ontem no Uruguai. As pesquisas de boca de urna e a marcha das apurações confirmam que Mujica obteve esmagadora votação, superior à dos dois candidatos conservadores, o ex-presidente Luís Alberto Lacalle, do Partido Blanco, e Pedro Bordaberry - filho do ex-ditador civil Juan Maria Bordaberry - somada.
Saudamos mais essa vitória no continente e nos engajamos com maior vigor na torcida pela conquista final no dia 29 de novembro próximo, da esquerda e de Mujica no 2º turno, quando o Uruguai volta às urnas. Na eleição de ontem, o vencedor não obteve 50% mais um dos votos dos cerca de 2,5 milhões de eleitores do país.
Para o 2º turno, os dois representantes das forças conservadoras derrotados, Pedro Bordaberry e Lacalle (leia as notas seguintes), rapidamente, e ainda enquanto prosseguem as apurações, já anunciaram sua união contra Mujica.
Especialistas de Montevidéu preveem, no entanto, que muitos uruguaios de centro e direita, sem partido político preferirão votar em Mujica porque querem manter no poder a esquerda e as políticas do atual governo, liderado pelo presidente Tabaré Vasquez, aprovado por 60% da população.
Leia a entrevista de Mujica na revista Teoria e Debate, da Fundação Perseu Abramo (edição nº 84, Ano 23 - www.fabramo.org.br), publicada com o título "Clonar Lula pela américa Latina".
Discurso busca o voto de todos os uruguaios
Publicado em 26-Out-2009
"Ninguém nunca nos deu nada...
"Ninguém nunca nos deu nada de presente. O impossível sempre custa um pouco mais. Agora não é pela bandeira tricolor. É por esta, do Uruguai", disse José Pepe Mujica de um palanque após o encerramento da votação do 1º turno. "Serão trinta dias de luta, mas não de ódio. Queremos que nosso povo pense não em partidos, mas no país", acentuou reconhecendo o 2º turno.
Mujica conclamou os uruguaios de todos os partidos a votarem agora na Frente Ampla, no que chamou de “plebiscito sem ódio”, pedindo, assim, votos dos eleitores dos tradicionais e conservadores partidos Blanco e Colorado nesse 2º turno.
"A sociedade exige de nós mais um esforço, de participar de um 2º turno. Trata-se de uma questão de fórmula política e assim vai continuar nesses próximos 30 dias", disse em entrevista a jornalistas.
Lacalle e Bordaberry
"Eu só posso agradecer muito ao gesto do dr. Bordaberry, que anunciou seu apoio sem condições por causa da nossa coincidência de valores e de idéias", disse o segundo colocado no pleito, o ex-presidente Luís Alberto Lacalle.
Iniciada a apuração, Lacalle em seu comitê eleitoral no centro de Montevidéu, anunciou: "Acabo de falar com Pedro. Estamos coordenando, vamos concluir o ritual partidário e depois faremos o diálogo para irmos adiante", afirmou o ex-presidente.

Pesquisas indicam que Frente Ampla vencer
Publicado em 26-Out-2009
Durante a campanha eleitoral e mesmo...
Durante a campanha eleitoral e mesmo diante da previsível união dos conservadores após a eleição de ontem, as pesquisas de intenção de voto para o 2º turno apontavam para nova vitória de José Pepe Mujica, com cerca de 65% dos votos na próxima etapa do pleito.
Embora as apurações prossigam, tudo indica que no plebiscito realizado simultaneamente à eleição presidencial, o Uruguai não conseguiu revogar a Lei da Caducidade, a extinção da legislação que anistiou assassinos, torturadores e demais criminosos que agiram na ditadura militar.
O Uruguai viveu sob ditadura de 1973 a 1985, parte dela liderada por um títere civil, o presidente José Maria Bordaberry (pai de Pedro, leia a nota acima).
A luta prossegue
Pelo menos os uruguaios - e os argentinos, chilenos e paraguaios - estão numa etapa mais avançada do que nós na revisão dessa legislação. E no Brasil, quando conseguiremos caminhar na revisão da Lei de Anistia que querem recíproca?
Os uruguaios já vinham conseguindo, via judicial, processar assassinos, torturadores e até ex-ditadores, como ocorreu com Bordaberry e Gregório Goyo Álvarez, o último general-presidente da ditadura, condenado na semana passada a 24 anos de prisão.
A apuração indica que também não deverá passar a outra consulta popular feita na eleição de ontem, a do chamado "voto epistolar", pela qual entre 500 e 700 mil uruguaios residentes no exterior passariam a ter direito a voto.
A maioria desses eleitores foi banida ou exilada pelos 13 anos de ditadura, quando quase um terço da população de pouco mais de 3 milhões foi obrigada a deixar o Uruguai.

O Globo volta a atacar o Bolsa Famlia
Publicado em 26-Out-2009
Primária, para dizer o mínimo, a argumentação...
Primária, para dizer o mínimo, a argumentação desenvolvida pelo jornal dos Marinho, O Globo, nesse fim de semana (em manchete principal na capa e em duas páginas internas no domingo, 25.10) para criticar o Bolsa Família.
Com "Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior" de manchete e vários títulos nessa linha nas duas páginas internas, o jornal diz que em cidades onde o programa beneficia 71% das famílias, o trabalho chega só a 1,3% da população.E cita o exemplo de dois municípios maranhenses, Presidente Vargas e Junco do Maranhão, um Estado de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e econômico reconhecidamente baixos.
É um material editorializado, que não lembra que o Bolsa não foi criado para gerar emprego, mas, como muitas vezes insistiu o presidente Lula, para proporcionar no mínimo duas refeições diárias a seus beneficiários - preocupação que não havia acometido governos imediatamente anteriores ao atual - e para reter e incentivar a manutenção de crianças nas escolas.
Programa tem desempenho melhor do que a "encomenda"
Mesmo assim, o programa saiu muito, muito melhor mesmo, que a "encomenda": o Bolsa Família e o pagamento de pensões, aposentadorias e demais benefícios pagos pela Previdêncoa Social estimulam as economias locais
Cumpre o seu papel e vai além num governo que criou mais de 7 milhões de empregos em 6,5 anos, proporcionou uma visível e incontestável melhoria da renda - conferível a olho nu - e fez o Brasil ser o primeiro país a sair da crise econômica internacional, levando-o a retomar o crescimento econômico já a partir do segundo trimestre desse ano, depois de alguns meses de turbulência.
Só O Globo mesmo!

Dilma sente o preconceito de que vtima
Publicado em 26-Out-2009
Pré-candidata do PT e aliados à presidência...
Pré-candidata do PT e dos aliados à presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está coberta de razão na avaliação que faz das críticas e tentativas da mídia e da oposição que querem impedí-la de viajar pelo país para acompanhar o andamento da implantação de obras do PAC, programa do qual é coordenadora.
"É preconceito contra a mulher. Eu posso ir para a cozinha, cozinhar os projetos por quatro anos. Agora, na hora de servir, não posso nem ver?", colocou a ministra, reforçando sua justificativa: "Eu participei diretamente da elaboração de todos os projetos do PAC. E eu não posso olhar? Eu não posso participar da inauguração?", questionou Dilma.
A oposição entrou na semana passada com uma ação na Justiça Eleitoral contra a ministra e o presidente da República alegando antecipação da campanha eleitoral de 2010. E a mídia não dá trégua: a VEJA dessa semana chega ao ponto de dizer que a ministra só viaja e não trabalha mais.Foto: José Cruz/ABr
Para mdia s Acio e Serra podem viajar
Publicado em 26-Out-2009
O presidente Lula e a ministra Dilma Roussef...
O presidente Lula e a ministra Dilma, repito (leia nota acima), em suas viagens nada mais fazem do que desempenhar as funções inerentes a seus cargos, o que aliás ocorre, por exemplo, com os dois principais presidenciáveis da oposição, os governadores tucanos Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).
Viajam o tempo todo, pelos Estados que governam e pelos demais, em aberta e ostensiva ação política, o que é inerente às funções que ocupam. Em nenhum momento a ação deles é apontada pela mídia ou pela própria oposição como antecipação da campanha de 2010.
Já em relação ao chefe do governo e à ministra, o cerceamento da mídia chega a um ponto que o presidente Lula tem até dificuldades para falar do assunto. Confessou-as ainda no último sábado, quando recebeu no Palácio da Alvorada dezenas de pessoas que foram cumprimentá-lo e comemorar seu aniversário - 64 anos amanhã (27.10).
"Não posso (falar sobre eleição), porque está fora de época eleitoral e a legislação não permite nem em sonho que eu possa fazer qualquer pensamento positivo sobre a Dilma antes da convenção partidária e de ela se afastar do governo. Mas, no meu próximo aniversário, eu, se Deus quiser, estarei comemorando a eleição dela", disse Lula.
O presidente Lula saiu-se bem no questionamento da imprensa, mas ao mesmo tempo transmitiu a dificuldade que enfrenta para tratar de um tema livre e intensamente abordado por todos os demais políticos.

FSP faz terrorismo contra poltica cambial
Publicado em 26-Out-2009
Em sua desenfreada campanha pela mudança...
Em sua desenfreada campanha pela mudança da política cambial, a Folha não tem limites. A edição do fim de semana (domingo, 25.10), por exemplo, abandonou qualquer cautela e partiu para o terrorismo: diz na capa e no material das páginas internas (em seu caderno Dinheiro) que com o real forte, empresas começam a deixar o país. Acrescenta até que o Brasil já vive um processo de desindustrialização.
Aonde ocorre isso? Como pode o jornal ser tão alarmista, se o Brasil vive uma plena retomada do crescimento econômico desde o início do segundo trimestre desse ano e até a própria indústria, o setor que mais demorou a superar os efeitos da crise econômica internacional, também já voltou a crescer?
A retomada do emprego, a melhora da renda, a volta do crédito - infelizmente, ainda bancado em grande parte pelos bancos oficiais, porque a banca privada não retomou o volume de financiamentos pré-crise - são apenas alguns dos indícios que alinho para desmentir o catastrofismo da FSP. E nunca é demais registrar que a mídia internacional reconhece que o Brasil foi o primeiro entre os emergentes a sair da turbulência mundial.
A Folha de S.Paulo superou-se essa semana, porque mesmo a edição da VEJA, revista sempre severa crítica do governo em tudo, consegue trazer uma matéria isenta sobre a questão, meramente informativa e explicativa das medidas adotadas nesse campo, entre as quais a taxação de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital especulativo que entra no Brasil.

Um manifesto que merece a adeso de todos
Publicado em 26-Out-2009
Endosso integralmente o manifesto assinado...

Endosso integralmente o manifesto assinado por 71 intelectuais brasileiros e estrangeiros de condenação à cobertura da mídia sobre a invasão de uma fazenda do grupo Cutrale no interior de São Paulo no início desse mês. A única coerência que vejo no noticiário a respeito da ocupação - como bem destaca o manifesto - é que a imprensa usa o episódio para propagar à exaustão sua campanha de criminalização dos movimentos sociais, em especial do MST - Movimento dos Sem-Terra.
O MST já explicou várias vezes o episódio, mas dois pontos de seus esclarecimentos são ostensivamente ignorados pela mídia: as terras são públicas, foram griladas e sobre elas tem sido despejadas toneladas e toneladas de veneno - alguns até proibidos em outros países - que contaminam o lençol freático (águas) de toda a área e provocam um grande número de doenças, algumas até fatais.
O movimento de criminalização, como destaca o manifesto, tem outro objetivo agora: beneficiar os grandes proprietários rurais barrando a revisão dos índices de produtividade de terras passíveis de desapropriação para reforma agrária decidida pelo governo.
Nessa mudança de índices, aliás, o governo simplesmente cumpre a legislação que determina sua revisão periódica, mas que nunca foi feita - os índices vigentes foram estabelecidos em 1975, há 34 anos, e nunca foram atualizados.
Vejam na seção Colaborador deste blog o manifesto dos intelectuais em defesa do MST.
Foto: Joka Madruga/Acervo MST

A qual democracia se refere Lourdes Sola?
Publicado em 26-Out-2009
Transcrevo aqui a parte final...
Transcrevo aqui a parte final do artigo de Lourdes Sola, professora de ciências sociais e política da USP, no Estadão desse domingo (25.10) e nos dois posts publicados na sequência, respondo à articulista. Para mim, o essencial no artigo de Lourdes Sola é: a qual Estado ela se refere, ou propõe? Para qual democracia?
"Outra dimensão do Estado, como lei, entra em pauta agora, ou seja, sua capacidade de fazer valer a lei da forma impessoal que exige o Estado de Direito. Este poder continua sendo testado justamente pela autoridade constituída para preservá-lo, o presidente Lula.
Os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) procuraram disciplinar a desenvoltura com que o presidente e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff se colocam acima da Lei Maior: misturando a atividade administrativa, a fiscalização de obras, com o uso intensivo dos recursos públicos e retóricos para fins de campanha eleitoral.
Somam-se a isso os ataques aos órgãos de controle do Poder Executivo, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público (MP). O quadro de indefinição de regras se faz ainda mais contraditório graças a um novo desdobramento. Por um lado, o poder regulatório do Judiciário sobre si mesmo aumentou graças à ação disciplinadora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que conduz a modernização e a moralização desse Poder (Estado, 20 e 21/10). Mas não logrou fazer valer a lei entre os partidos, como se deduz pela migração tolerada entre estes.
A politização manifesta-se de outras formas: desde as tentativas de controlar as agências reguladoras até a imposição de prazo exíguo ao Congresso para a discussão do pré-sal, passando pela intervenção branca na política de investimentos da Vale. Em meio às trapalhadas, o que isso revela é mais do que uma concepção tradicional do mix entre Estado e mercado.
É a prevalência de uma percepção que define o Estado politizado: a de que as instituições são instrumentais e, por isso, formas mutáveis e transitórias de operar conflitos de interesses."

Oposio impede aprovao de lei sobre agncias
Publicado em 26-Out-2009
Em seu extenso artigo no Estadão...
Em seu extenso artigo no Estadão do domingo, a professora Lourdes Sola esquece que uma lei sobre as agências reguladoras dorme no Congresso por obstrução da oposição. E esquece também que o governo e os fundos têm maioria no controle acionário da VALE. Logo, legitimamente, podem sim participar da definição de suas políticas e estratégias, que devem estar articuladas com as do país.
Ou, será que a professora, além da privatização da VALE defende agora que os sócios minoritários decidam sozinhos os destinos de uma das maiores empresas do mundo? Imaginem se isso vira regra geral como os tucanos querem! Teríamos o Banco do Brasil (BB) e a Petrobras dirigidos pelos minoritários.
Sobre fidelidade partidária, a professora Lourdes diz meia verdade. A fidelidade valeu contra o governo e o PT, quando parlamentares da oposição queriam mudar para legendas da base e apoiar o governo. Já, agora, quando expirava o prazo de mudança de partido e eles saíram do PT e das legendas da base do governo não valeu mais.
Basta ver como a desfiliação da Marina Silva (PV-AC) foi cantada em prosa e verso pelos tucanos e a oposição em geral. Sair do PT, para eles, pode. Já, agora, cinicamente reinvidicam de volta o mandato do vereador paulistano Gabriel Chalita, que saiu
do PSDB, filiou-se ao PSB e sai candidato a senador no ano que vem.
O PT é o partido da fidelidade, o único que a defendeu sempre, inclusive como bandeira. Faz parte de seus príncipios e nunca aceitou filiação por filiação simplesmente.

A professora quer a volta da ditadura?
Publicado em 26-Out-2009
Sobre as críticas do presidente...
Sobre as críticas do presidente da República ao MP e ao TCU, calma professora! Lula é presidente mas, também, cidadão como nós. Estamos na democracia, ele pode criticar sim, faz parte, como aliás reconheceu o presidente do TCU. Se o ministério e o tribunal atacam o governo, este pode responder. Ou a senhora quer a volta da ditadura?
Talvez a professora tenha esquecido o "engavetador-geral" da nação e o silêncio cúmplice do TCU no governo FHC.
Nem vou comentar o factóide sobre o qual ela fala, das viagens do presidente da República. Só lamentar que uma cidadã com tantos serviços prestados à educação, às ciências sociais e política, se deixe levar pelo baixo nível da campanha que alguns setores, começando pelos demo-tucanos, querem impor em 2010.
"No aceitei. Em nome da liberdade de imprensa"
Publicado em 26-Out-2009
Publico neste blog o meu apoio...
Publico neste blog o meu apoio e solidariedade ao jornalista Luís Nassif, processado por Mário Sabino e pela revista VEJA e bombardeado pelo periódico em uma série de ataques, inclusive pessoais.
Nassif foi absolvido no primeiro processo movido pela revista. Em seu blog (
leia mais), ele explica que foram "cinco ações, quatro em nome de jornalistas da Veja, uma em nome da Abril, todas bancadas pela Abril e tocadas pelos mesmos advogados, sob silêncio total da mídia".
Agora, o jornalista foi condenado a pagar 100 (cem) salários mínimos pelo juiz Vitor Frederico Kümple, da 27ª Vara Cível. Ele pode apelar da sentença.
Em seu blog, Nassif também relata que no final do ano, foi "procurado por um emissário pessoal de Roberto Civita propondo um acordo: retirariam as ações em troca de eu cessar as críticas e retirar as ações e o pedido de direito de resposta. A proposta foi feita em nome da 'liberdade de imprensa'"
A resposta de Nassif foi categórica: "Não aceitei. Em nome da liberdade de imprensa." Essa, meus caros, é a chamada postura ética, que nunca esteve tão esquecida pela mídia brasileira quanto agora.

Precisamos aumentar investimento e poupana nacionais
Publicado em 26-Out-2009
Uma boa entrevista do presidente do BNDES...
Uma boa entrevista do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, trazida pelo Estadão desse domingo (25.10) com os títulos "País deve conter gastos para crescer, diz chefe do BNDES" (chamada de capa) e "Governo deve segurar gastos públicos para manter crescimento, diz Coutinho" (página interna), deve ser lida e debatida porque ele aponta rumos muito sérios e certos para o país.
Fora o fato de que o Estadão puxou o título e o abre do texto para o que lhe interessa e mais se coaduna com sua posição - esse enfoque de que "o governo deve segurar gastos públicos" - Luciano acentua que é preciso elevar de 18% para próximo de 24% a 25% o percentual do PIB que investimos, bem como a taxa de poupança interna.
"Isso nos daria conforto para crescer sustentadamente 6% ao ano, sem inflação", explica o presidente do BNDES que cobra, também, a volta ou ampliação dos financiamentos "do sistema bancário privado para que (financiamento) não fique estritamente sob a responsabilidade do BNDES".
Em outro ponto de sua entrevista, Luciano responde sobre uma colocação do jornal quanto à "política de Estado forte (na economia) no governo Lula". Para ele "aí há uma falsa avaliação. Não há uma volta ao passado, ao velho modelo estatal desenvolvimentista. Também o modelo liberalizante foi inconsistente como foi implementado no Brasil".
Para ele, nós temos de unir as duas coisas: "temos de ter um Estado eficiente, combinado com as virtudes do mercado". Leia a entrevista e discuta comigo, aqui no blog, o diagnóstico da situação nacional e as sugestões do Luciano Coutinho.

Ainda sobre o cmbio, um outro ponto de vista
Publicado em 24-Out-2009
Pelo título que dou à nota, o leitor já percebe...
Pelo título que dou à nota, o leitor já percebe que exponho aqui não a minha posição, mas a de outra pessoa sobre a taxa de câmbio e as medidas adotadas em relação á valorização do real, como a taxação de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital espculativo que entra no Brasil.
A opinião, exposta em artigo com o título "Ainda a questão do real valorizado" publicado na Folha de S.Paulo, é de Luis Carlos Mendonça de Barros, economista-chefe da Quest Investimentos, e que foi presidente do BNDES e ministro das Comunicações no governo FHC. Para ele, está certa a decisão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de tentar interferir na taxa de câmbio.
"Parece-me correta - reconhece - a posição do ministro de tentar interferir na formação da taxa de câmbio. Vivemos um período em que as autoridades de economias importantes estão atuando nos mercados de câmbio. O yuan chinês, mantido artificialmente constante em relação ao dólar, é, de longe, o fator externo mais relevante por trás da valorização do real e de outras moedas de países emergentes."
No artigo, o economista ex-ministro de FHC explica os mecanismos de defesa do yuan adotados pela China, e a política do Federal Reserve (o FED, o banco central norte-americano) para manutenção do dólar fraco, para revelar: "Minha intuição diz que o valor do dólar norte-americano, quando essas duas forças forem retiradas, será próximo a R$ 1,80. Enquanto permanecerem, não descarto a hipótese de vermos a moeda norte-americana sendo negociada a R$ 1,60."
"Por isso, acredito que uma intervenção do governo nesse período faça sentido", sustenta Mendonça de Barros antes de concluir com uma previsão: só em 2010, na melhor hipótese no primeiro semestre, vai desaparecer a desvalorização do dólar.
Leia a íntegra de "Ainda a questão do real valorizado",

Lula amplia e antecipa em trs anos mistura ao diesel
Publicado em 24-Out-2009
Ótima e mais do que necessária a...
Ótima e mais do que necessária a ratificação pelo presidente Lula, da decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que antecipa de 2013 para o ano que vem o início da obrigatoriedade da mistura de 5% de biodiesel ao óleo diesel (conhecida como B5).
Com isso ele transmitiu, também, o seu apelo para que se imprima maior agilidade ao Programa Nacional de Biodiesel e, principalmente, se intensifiquem as pesquisas em torno de outras matérias-primas oleaginosas para a produção do biocombustível, hoje excessivamente concentrada na soja.
A elevação da mistura para 5% - o percentual já era de 4% desde julho deste ano - levará o Brasil a produzir 2,4 bilhões de litros de biocomstível ano. Com isso, o país torna-se, também, o segundo produtor mundial de biocombustíveis, superado apenas pela Alemanha. Hoje o país é o 4º colocado, atrás da Alemanha, Estados Unidos e China.
Brasil torna-se 2º maior produtor mundial de biocombustível
De acordo com os dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a soja responde por 83,29% da matéria prima do biodiesel brasileiro, um predomínio absoluto nessa produção se comparada com a 2ª colocada, a gordura bovina, usada em 10,33% da fabricação.
Para que a mudança tenha êxito, no entanto, nós precisamos investir em pesquisas tecnológicas, diversificá-las e o país tem todas as condições de fazê-lo. "É preciso que a gente comece a pesquisar e a investir em novas oleaginosas, para que a gente tenha uma diversificação muito grande na produção de biodiesel", destacou o presidente Lula.
"E isso vai acontecer se vocês da Petrobras Biocmbustível assumirem, com o espírito de que tem que ser tarefa, ser profissão de fé. Temos que dizer claramente o que a gente quer fazer porque só assim esse programa terá solidez", disse o presidente aos dirigentes da Petrobras presentes à cerimônia.

Um incentivo agricultura familiar
Publicado em 24-Out-2009
Dos 2,4 bi de litros de biocombustíveis necessários...
Dos 2,4 bi de litros de biocombustíveis necessários à produção do B5 (veja nota acima), nada menos que 80% serão fornecidos por unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social.
A certificação é utilizada pelo governo para possibilitar o equilíbrio da particpação combinada da agricultura familiar com o agronegócio na cadeia produtiva do biocombustível.
Assim, a decisão tomada pelo presidente constitui, também, um importante estímulo à agricultura familiar, maior produtora de alimentos no país e a atividade que mais absorve mão de obra no campo.
"Não temos o direito de ficar dependentes da soja. Será um ledo engano e nós iremos começar a perder politicamente o que ganhamos até agora, porque a soja é alimento e tem um bilhão de seres humanos passando fome pelo mundo", destacou o presidente no anúncio da ampliação da mistura de biodiesel no óleo diesel. .
Manobra serrista tenta alijar Acio da disputa
Publicado em 24-Out-2009
A semana se encerra com uma "pegadinha"...
A semana se encerra com uma "pegadinha" do tucanato típica do que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) concorda bancar dentro das manobras desencadeadas pelos "serristas" para alijar o governador e Minas, Aécio Neves, da disputa que trava com o governador de São Paulo José Serra pela legenda tucana para ser candidato a presidente no ano que vem.
Encomendaram ao IBOPE e vazaram uma pesquisa, chamada de "puro-sangue" (presidente e vice tucanos), na qual Aécio, em diferentes cenários, é colocado como candidato a vice-presidente numa chapa encabeçada pelo concorrente Serra.
O vazamento da pesquisa provocou irritação do governador mineiro que bateu: "o PSDB nacional não tem minha autorização para fazer pesquisa incluindo meu nome como candidato a vice-presidente. Isso seria desperdício de dinheiro, porque essa hipótese não existe".
"Meu nome está colocado à disposição do partido para disputar a presidência da República", reforçou. Mais que depressa o tucanato nacional, com Sérgio Guerra à frente no trabalho de "abafa", arrumou uma desculpa: a pesquisa não teria sido encomendada pelo partido, e sim por um de seus integrantes, o ex-deputado Ronaldo César Coelho, do Rio de Janeiro.
O governador Serra manteve o comportamento de sempre: disse não ter nada a ver com a pesquisa e que o adversário mineiro sabe disso. Aécio, por sua vez, fingiu acreditar. Ainda não foi dessa vez que os serristas obtiveram êxito na empreitada de conseguir apresentar a candidatura Serra como um fato consumado no tucanato e alijar Aécio do páreo.

Lula no faz presses sobre o PT
Publicado em 24-Out-2009
Capcioso, mal intencionado e incorreto...
Capcioso, mal intencionado e incorreto do ponto de vista de informação ao leitor o título "Lula usa eleição interna no PT para enquadrar Estados" dado a reportagem da Folha de S.Paulo, hoje.
A matéria diz que o presidente da República utiliza o Processo de Eleição Direta (PED), programada para o mês que vem para renovação dos diretórios do PT em todos os níveis, para levar as secções estaduais a elegerem dirigentes favoráveis à alianças com outras legendas na eleição de 2010.
O presidente da República não força nada e essa não é uma diretriz dele, é da maioria do PT, que também não a impõe. A legenda é democrática e essa questão foi discutida amplamente em todas as instâncias partidárias.
Nessae amplo debate interno, a maioria optou pela tese de priorizar a disputa nacional no pleito do ano que vem, pelo o fortalecimento, via alianças do PT com os outros partidos, do palanque da candidata petista e da base, a miniatra Dilma rousseff.
Diretriz é do PT e a mesma para todos os Estados
A Folha sustenta sua matéria em carta na qual Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, recomenda aos petistas do Rio apoio ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) para presidente regional do partido. Associa o apoio de Gilberto a esse "trabalho de enquadramento" desenvolvido pelo chefe do governo.
Ora, Gilberto é da Construindo um Novo Brasil, tendência que discutiu a tese de forma ampla internamente no PT e apoia a decisão de priorizar a eleição nacional nos entendimentos com outras legendas nos Estados.
O apoio ao fortalecimento do palanque nacional baliza as conversações petistas com as outras legendas em todos os Estados, e não só no CE, PA, PR e RJ, citados na reportagem da FSP.

Serra faz o mesmo, Estado a Estado
Publicado em 24-Out-2009
Ao trabalhar pelo fortalecimento nos Estados...
Ao trabalhar pelo fortalecimento nos Estados do palanque de nossa candidata à presidência da República, Dilma Rousseff, o PT faz o mesmo que o PSDB e um de seus presidenciáveis, o governador de São Paulo, José Serra, cujo exemplo mais ilustrativo desse trabalho é a Bahia.
Lá, Serra cooptou o apoio do DEM, na primeira vez na história do Estado em que o "carlismo" (seguidores do falecido senador Antônio Carlos Magalhães) aderiram ao PSDB. Cito a Bahia, mas Serra desenvolve as mesmas gestões em todos os Estados.
Busca a adesão de outras legendas à sua candidatura, especialmente do PMDB, que já fechou um pré-acordo com o PT para apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff.
Quércia é o principal articulador no PMDB
O principal porta-voz de Serra nessas articulações é o ex-governador paulista Orestes Quércia (PMDB), convertido em neotucano e que trabalha principalmente no PMDB para levar o partido a apoiar Serra.
Quércia comanda essas negociações no PMDB desde o ano passado, quando ele e Serra fecharam o acordo pelo qual o peemdebista apoiou a reeleição do prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM-PSDB) em troca de ser candiato único ao Senaado no ano que vem por uma coligação PMDB-PSDB-DEM.
Sobre isso, no entanto, a Folha de S.Paulo (leia nota acima) não publica matéria e, quando o faz, não registra com esse sentido de que Serra e Quércia tentam "enquadrar" os PMDBs e outras legendas para forçá-los a engrossar o palanque do PSDB nas eleições de 2010. Dois pesos e duas medidas.

Emdio divulga carta sobre candidatura Ciro
Publicado em 23-Out-2009
O prefeito de Osasco, Emidio de Souza...
O prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT), divulgou carta à militância do partido na qual reitera sua disposição de apoiar a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à sucessão do governador de São Paulo, José Serra.
O documento divulgado pelo prefeito insere-se na estratégia deliberada pela maioria do PT, de priorizar a eleição nacional e fechar alianças com os outros partidos para os governos estaduais.
Emídio, prefeito reeleito em 1º turno em Osasco no ano passado, defende que o PT mantenha e amplie o diálogo com partidos da base de apoio ao presidente Lula na disputa pelo governo em São Paulo.
Ele justifica sua posição reiterando a importância da prioridade ao fortalecimento do palanque da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na disputa pela presidência da República em 2010.
Leia a íntegra da carta do Emídio à militância em seu blog .
Mujica: "clonar Lula pela Amrica Latina"
Publicado em 23-Out-2009
Aos leitores do blog interessados...

Jos Pepe Mujica e presidente Lula
Aos leitores do blog interessados nos rumos da América Latina, recomendo a excelente entrevista publicada na revista Teoria & Debate, com o tupamaro e atual candidato à presidência do Uruguai, pela Frente Ampla, José Pepe Mujica. Acompanhem também as eleições no país, nosso vizinho, no próximo domingo (25.10).
Mujica tem uma trajetória que merece destaque: passou mais de doze anos preso durante a ditadura militar no Uruguai e foi o senador mais votado em 2004. Atual líder do Movimento de Participação Popular (MPP), encabeça a Frente Ampla que soma 42% das intenções de voto. Nessa eleição de domingo, ele concorre com o ex-presidente centro-direitista Luis Lacalle, do Partido Nacional, que conta com 32% nas pesquisas. Nesta entrevista da Teoria & Debate, Pepe Mujica fala sobre seu programa de governo - principalmente, em relação à educação - e também sobre Mercosul, Argentina e Colômbia, posicionando-se contra à instalação das bases norte-americanas no continente.
Admirador confesso do chefe do governo brasileiro, Mujica afirma que "Lula é um senhor presidente, com um grande número do Parlamento que vota contra e, mesmo assim, logra manejar um país com as dimensões do Brasil, com os problemas que tem. E por que ele consegue isso? Porque negocia, negocia e negocia, tem a paciência de um velho dirigente sindical. E esse é o espírito que devemos ter nesse tema. Aliás, aqui entre nós, deveríamos clonar o Lula pela América Latina".
Não deixem de ler "Clonar Lula pela América Latina", título da entrevista de José Pepe Mujica.
Foto: Rosewelt Pinheiro/ABr

Primeira-dama deve se eleger senadora
Publicado em 23-Out-2009
O candidato favorito a presidente...
O candidato favorito a presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, é casado com Lúcia Topolansky, que também lidera as pesquisas e deverá ser a candidata à senadora mais votada nesse pleito de domingo (leia nota acima).
Militante do movimento Tupamaro, Lúcia já era casada com Mujica em 1972 quando ambos foram presos pela ditadura militar uruguaia. Passaram por diversos cárceres e por mais de uma década ficaram separados sem sequer conseguir notícia um do outro, até que em 1985 foram libertados.
"Eu me considero, antes de qualquer coisa, uma lutadora social", define-se Lúcia. "Meu trabalho no Parlamento e a carreira de Pepe são etapas nessa vida", completa a futura senadora em entrevista publicada em O Globo hoje.
"Quem poderia pensar que o Brasil teria um presidente que foi metalúrgico, ou que a Bolívia teria um (indígena) aimará, o Chile e a Argentina duas mulheres, um ex-bispo no Paraguai? É nesse mapa que Pepe se encaixa", conclui Lúcia ao analisar a virtual eleição do marido.
Antes tarde do que nunca
Publicado em 23-Out-2009
Em uma decisão que merece todos os aplausos...
Em uma decisão que merece todos os aplausos - e reflexão dos brasileiros - a Justiça do Uruguai condenou o ex-ditador general Gregorio Goyo Álvarez a 25 anos de prisão pelo "homicídio especialmente agravado" de 37 opositores e por delito de "lesa-humanidade". Também foi condenado o ex-capitão da Marinha, Juan Carlos Larcebau a 20 anos de prisão por "29 casos de homicídios especialmente agravados".
Gregorio Álvarez foi comandante-em-chefe do Exército do Uruguai em 1978 e ditador-presidente entre 1981 e 1985. Foi o último manda-chuva do regime militar no país, iniciado em 1973, quando as Forças Armadas com a colaboração do presidente civil Juan Maria Bordaberry (1972-1976) instalaram a ditadura e partiram para uma brutal ofensiva contra o movimento dos Tupamaros e contra toda a esquerda.
Até a chegada ao poder da esquerdista Frente Ampla, em 2005, a Lei de Caducidade, a legislação de anistia deles, de 1986, foi respeitada com rigor pelos governos dos tradicionais e conservadores partidos Colorado e Nacional que se sucederam.

Anistia j foi revista em todo o continente
Publicado em 23-Out-2009
A condenação de Gregório Álvarez...
A condenação de Gregório Álvarez ocorre 24 anos após ele ser apeado do poder. Com a chegada da coalizão de esquerda ao governo do Uruguai (leia nota acima), antigas reivindicações, como o julgamento e a prisão de agentes de Estado, civis e militares envolvidos nas torturas e assassinatos começaram a ser atendidas.
Em 2007, a Coordenadoria pela Anulação da Lei de Caducidade iniciou a campanha pela sua revogação com o apoio de destacados líderes da Frente Ampla e de alguns políticos da oposição, entre eles o senador e candidato à Presidência José Pepe Mujica, ex-guerrilheiro do grupo revolucionário esquerdista Tupamaro.
Estima-se que cerca de 200 pessoas desapareceram durante a ditadura uruguaia.
No Brasil, a Lei de Anistia impede processos contra os agentes do Estado envolvidos em tortura e assassinatos e desaparecimentos políticos durante o regime militar.
Aqui, entre mortos e desaparecidos, embora os números variem, são cerca de 475 as vítimas fatais da ditadura. E não temos mais generais ditadores vivos. Apoiamos e esperamos que no Brasil, um dia aconteça o mesmo que se verifica no Uruguai - e na Argentina, no Chile, no Paraguai... Antes que seja tarde e que todos os que torturaram e assassinaram neste país estejam mortos.

At quando?
Publicado em 23-Out-2009
Ao analisarmos a situação no Rio
Ao analisarmos a situação no Rio de Janeiro, constatamos que nada foi feito para uma verdadeira reforma nas polícias no país. Continuamos com duas polícias, uma repressiva e preventiva, e outra judiciária, responsável pela investigação e os inquéritos.
Apesar das tentativas de coordenação, as duas são dois corpos estranhos. Fora o fato de que as áreas urbanas - no caso as capitais e grandes cidades - constituem regiões metropolitanas, mas não tem polícias próprias, a não ser arremedos que mais agravam do que apóiam a ação das autoridades estaduais e nacional.
O principal problema é a força política das próprias corporações junto aos governadores e no Congresso Nacional. Com esse poder, elas impedem uma unificação das polícias ou sua auto-reforma para acabar, ou reduzir ao mínimo, a corrupção e as relações com o crime organizado e a sua violência como método de investigação e repressão.
Reforma nas polícias civis e militares
Basta ver os números de mortos por balas perdidas, execuções em conseqüência do enfrentamento diário das polícias com o crime e o narcotráfico, e o número de policiais assassinados para comprovar a gravidade da atual situação, que exige, antes de tudo, uma reforma nas polícias civis e militares do país.
Mesmo o sistema de inteligência, controle e contrabando de armas não cumpre seu papel enquanto não tivermos uma autoridade nacional de combate ao narcotráfico e ao crime organizado.
Apesar dos avanços conquistados com o apoio financeiro e de inteligência do governo federal aos Estados e às suas polícias, o próprio sistema penitenciário continua inadequado. Daí a contradição de manter presos em outros Estados, o que nacionaliza de certa forma o crime organizado, que continua atuando de dentro das penitenciárias, reorganizando-se e rearticulando-se a partir das prisões. Muitas, aliás, sob seu controle.

Envolvimento da sociedade fundamental
Publicado em 23-Out-2009
Nessa questão policial e da segurança...
Nessa questão policial e da segurança pública falta também uma política de envolvimento e parceria com as comunidades e com a sociedade em geral. Uma política dessa natureza é que poderia levar o Congresso Nacional e os governadores a reformar as polícias e toda concepção de enfrentamento hoje predominante, sem resultados a curto e médio prazo.
Nossas fronteiras, portos e aeroportos continuam sem vigilância e repressão ao contrabando de armas e drogas; nosso serviço de inteligência desarticulado; nossas polícias sem ação conjunta e comando único; e a Polícia Federal (PF) não priorizando a luta contra o narcotráfico e a lavagem de dinheiro. Nessas áreas, apesar dos avanços que reconheço, ainda há muito o que fazer.
Nossa política com relação às comunidades, a despeito do progresso registrado na renda e no emprego, e na presença do Estado e dos serviços públicos, oscila entre a busca da cooperação e a violência contra ela. É uma situação que precisa mudar, e já, antes que seja tarde.
Mas só mudará se o governo federal assumir a liderança e mobilizar a sociedade para, juntos, fazer o Congresso Nacional e os governos estaduais reformarem suas polícias e toda a nossa política de segurança pública e de combate ao crime organizado.

Unio deve comandar a luta contra o narcotrfico
Publicado em 23-Out-2009
Em meu artigo enviado ao blog do Noblat...
Em meu artigo enviado ao blog do Noblat nesta semana e distribuído para vários jornais do país, comento o triste episódio da derrubada de um helicóptero no Rio de Janeiro e os pontos cruciais em prol da segurança pública no país.
O que aconteceu foi um exemplo claro de como as autoridades e o comando militar subestimaram a audácia e a capacidade dos chefes ou dos comandos locais do crime. Partiram do princípio de que os traficantes não ousariam, pelo risco do nível de resposta da polícia, derrubar um helicóptero da corporação. Isso revela que ainda existe, entre o crime e a polícia, um campo de convivência ou de suposta não beligerância, totalmente equivocado.
O fato é que, para além das medidas sociais e econômicas necessárias, adotadas mas que só terão efeitos a médio prazo, a questão do crime organizado e do narcotráfico não pode ficar na esfera do município, ainda que ele possa e deva ter uma polícia própria. Tampouco, na esfera do Estado, responsável, segundo a Constituição de 1988, pela segurança pública, prevenção e repressão (funções da Polícia Militar) e pela investigação, inquérito via policia judiciária (obrigações da Policia Civil).
Sem um organismo nacional de direção e comando para a luta contra o crime organizado não iremos a nenhum lugar. Pior, vamos sacrificar vidas e recursos em vão. E falta, ainda, uma maior articulação e colaboração em nível internacional. Precisamos nos convencer que o crime organizado e o narcotráfico são nacionais e que, portanto, só uma estratégia e um comando nacionais podem combatê-los.
Leia União deve comandar a luta contra o narcotráfico.

A prova de que Miguel Jorge est errado
Publicado em 23-Out-2009
Desculpe-me o amigo e ministro...
Desculpe-me o amigo e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, mas ele está errado em sua posição contrária ao Ministério da Fazenda na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada de capital externo destinado a aplicações em renda fixa e variável.
A prova do seu equívoco está no noticiário de hoje, segundo o qual a bolsa registrou saída líquida de capital estrangeiro de mais de R$ 1 bilhão na última terça-feira (20.10), primeiro dia de vigência da taxação sobre os investimentos externos, segundo os dados da Bolsa Mercantil & de Futuros/ Bolsa de Valores de São Paulo. Seguramente, capital especulativo.
Discordo, portanto, do ministro quando ele afirma, como o fez numa aula para alunos de diplomacia do Instituto Rio Branco, do Itamaraty: "A medida (taxação de IOF) é inócua do ponto de vista dos exportadores, e isso se comprovou 24 horas depois (da sua implantação), quando o dólar voltou ao patamar anterior".
O governo tinha que adotar medidas. Não dá para subestimar a ação dos especuladores, principalmente depois da crise do subprime, das bolhas especulativas e do que está acontecendo no Brasil. Está certo o governo ao cobrar IOF.
Estaremos juntos, ministro Miguel Jorge, se o sr. considerar que só a taxação é insuficiente e que ela devia vir acompanhada de uma série de outras providências: a redução dos juros da taxa Selic, um basta no spread que os bancos cobram no Brasil - dos mais altos do mundo, quase um roubo - e uma reforma tributária que o governo enviou e mantém no Congresso Nacional, mas que não anda, barrada, principalmente pela oposição, nesse item comandada pelo governador-presidenciável de São Paulo, José Serra (PSDB).

Os nmeros no mentem
Publicado em 23-Out-2009
Os avanços do governo Lula são incontestáveis...
Os avanços do governo Lula são incontestáveis: o desemprego caiu nas seis maiores regiões metropolitanas do país, de 8.1% em agosto para 7.7% em setembro, registrando-se, no mês passado, o menor índice do ano.
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e também trazem mais notícias boas: a renda média dos trabalhadores melhorou. De janeiro a setembro de 2009 aumentou 3.6% em comparação com o mesmo período no ano passado.
Segundo o responsável pela pesquisa, Cimar Azeredo, embora não possamos falar de uma recuperação plena do mercado de trabalho no pós-crise, o índice confirma que o mercado está respondendo às características desse período do ano, marcado pela sazonalidade.
Azeredo também considera como causas principais do crescimento do poder de compra, o aumento do salário mínimo e a queda da inflação no país. Em outras palavras, esses números significam o compromisso e respeito que este governo tem pelo povo trabalhador brasileiro.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Matria sobre sucesso traz srie de imprecises
Publicado em 23-Out-2009
A Folha de S.Paulo de hoje traz matéria...
A Folha de S.Paulo de hoje traz matéria com o título "PT racha e já negocia vice de Ciro na disputa pelo governo de SP", aberta com a seguinte frase: "A ala do PT paulista liderada pelo ex-ministro José Dirceu ofereceu ao PSB de Ciro Gomes dois nomes para ocupar o posto de vice caso o deputado federal pelo Ceará aceite encabeçar uma chapa antitucanos na corrida pelo governo de São Paulo.”
Não existe ala do PT liderada por José Dirceu e não existe essa oferta ao PSB. A matéria diz que essa ala indicou os nomes do prefeito de Osasco, Emídio de Souza e do presidente regional do PT paulista, Edinho Silva. Emídio foi reeleito no primeiro turno e não deixará a prefeitura para ser vice. Edinho, ex- prefeito de Araraquara por dois mandatos, é pré-candidato a deputado estadual.
Nunca fizemos essa oferta; tambem não é fato que apoio ou integro um suposto grupo que lidera Emídio contra o deputado Antonio Palocci (PT-SP); ou que vamos lançar Emídio contra Palocci; ou, ainda, que a oferta dos nomes de vice foi para se contrapor ao ex-ministro da Fazenda.
O fato é que um partido como o PT, com as lideranças (leia a nota seguinte) que tem em São Paulo e com apoio de um terço do eleitorado não pode abrir mão de ter nomes e candidatura própria, a não ser por uma questão nacional, como é o caso do palanque para nossa candidata à presidenta, Dilma Rousseff.

Se Ciro no sai em SP, PT ter candidato
Publicado em 23-Out-2009
Reconheço, destaco e publico...
Reconheço, destaco e publico a exaustão esse fato de que podemos ir para a disputa com candidatura própria (veja nota acima), por termos lideranças de porte e peso político-eleitoral começando pela ex-ministra Marta Suplicy, os senadores Eduardo Suplicy e Aloísio Mercadante, o deputado Antônio Palocci, as bancadas de deputados estaduais, federais e de vereadores, e os prefeitos, incluídos os das principais cidades do Estado, como Osasco, com Emídio de Souza.
O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) pode ter o apoio do PT se optar pela candidatura ao governo de São Paulo, mas a legenda tem nomes para sair com candidatura própria. Dois deles, que acredito reúnem as preferências da militância, são Palocci e Emídio, que certamente poderão chegar a um acordo no caso de Ciro não sair candidato.
Não sou contra as candidaturas (próprias), mas minha prioridade é a aliança com o PSB, e o deputado cearense como candidato em São Paulo, possivelmente com o apoio, também, do PDT, PC do B, PP e PR e de setores do PMDB. Se ele sair para presidente vamos ter um candidato próprio a governador e procurar manter esse arco de alianças, mesmo sem o PSB.
Com o deputado Ciro Gomes candidato a presidente da República, o PSB deverá ter candidatura prápria a governador de São Paulo, talvez o presidente da FIESP, Paulo Skaff, já filiado ao partido e que deverá dobrar com o vereador paulistano Gabriel Chalita, concorrendo ao Senado.

Crticas entrevista de Lula so infundadas
Publicado em 23-Out-2009
A reação às declarações do presidente Lula...
A reação às declarações do presidente Lula na entrevista à Folha de S.Paulo publicada ontem são totalmente infundadas, já que pouco importa o exemplo por ele utilizado e sim o fundamental que continha sua fala: o atual sistema político eleitoral e partidário brasileiro conduz necessariamente a governos de coalizão, nem sempre programáticos e muito menos ideológicos.
Nem sempre as coalizões podem ser programáticas e/ou ideológicas, mesmo quando, como nesse caso de Lula e do PT, a direção e o rumo do governo são determinados pelo presidente da República e pelo partido majoritário. Daí muitas vezes as alianças de governo e no parlamento com adversários de ontem e com partidos de centro-direita.
As críticas escondem o mais importante: se queremos mudar, precisamos fazer a reforma política. E não valem os ataques ao presidente e ao PT, porque ambos se empenharam em aprová-la duas vezes nos últimos anos, tendo o chefe do governo, inclusive, elaborado e encaminhado uma proposta ao Congresso Nacional.
PSDB foi quem mais torpedeou a reforma política
Quem mais se opôs à reforma foi exatamente o PSDB, aliado ao PP, PTB, PR, PDT, PSB, PV e setores do PMDB. Pior são as críticas dos tucanos e pefelistas - à frente o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), ex-deputado Roberto Freire (PPS-PE) e senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Agripino Maia (DEM-RN) - que não conseguem esconder seu verdadeiro objetivo: impedir a aliança PT-PMDB e se possível conquistar a legenda peemedebista.
Querem ganhar o PMDB para a candidatura presidencial de José Serra (PSDB) que, aliás, já se aliou ao ex-governador Orestes Quércia (PMDB) em São Paulo. Quércia, candidato ao Senado com apoio do DEM e de Serra, é o principal porta-voz e articulador dessa tentativa de conquistar a maioria dos peemedebistas para apoiar o nome do governador paulista em 2010.

Protestos da oposio confimam: ela quer o PMDB
Publicado em 23-Out-2009
Toda a verborragia e retórica...
Toda a verborragia e retórica das lideranças oposicionistas - os presidentes nacionais do DEM, Rodrigo Maia (RJ); o do PPS, ex-deputado Roberto Freire (PE); o senador Álvaro Dias (PSDB-PR); e o líder do DEM, senador Agripino Maia (RN) - sobre a entrevista do presidente Lula à Folha (publicada ontem) não resiste às suas próprias declarações.
O senador potiguar faz de tudo para se aliar ao PMDB no Rio Grande do Norte, e seu colega paranaense nas críticas ao presidente não escondeu o desejo de aliança com o PMDB. Segundo Dias "a aliança (PT-PMDB) é um desejo, não uma certeza e os interesses regionais vão falar mais alto para o PMDB" (leia, também, a nota abaixo).
Já o governador José Serra, um dos presidenciáveis tucanos, fez ironia mas, na prática, já confirmou a declaração do presidente Lula ao aliar-se ao seu arquiinimigo do passado, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), e ao PMDB de São Paulo, razão de ser da criação do PSDB.
Quércia não é nenhum Judas, mas ao aliar-se a ele a oposição nos dá um exemplo de sua hipocrisia e cinismo que, só graças ao apoio da grande mídia a seus objetivos e propósitos, conseguem audiência para suas declarações falsas. A postura oposicionista parece a fábula da raposa e as uvas.

Kassab foi mais realista e sensato
Publicado em 23-Out-2009
Mais realista e sensato foi o prefeito...
Mais realista e sensato foi o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-PSDB), até porque foi ele que fechou para o governador-presidenciável José Serra a aliança com o PMDB-quércista que lhe deu a vice-prefeitura paulistana (a vice-prefeita Alda Marco Antônio) e a promessa de candidatura única ao Senado com apoio do DEM, numa coligação PMDB-PSDB-DEM em 2010.
"O Brasil é um país com dimensões muito grandes - declarou Kassab - e é natural que partidos não tenham uma unidade nacional. Que tenham programas nacionais, mas regionalmente isso não seja reproduzido."
Em São Paulo, destacou o prefeito paulistano, "temos uma aliança também natural com o PMDB, explicável e correta. Não vejo incompatibilidade no PMDB ter aliança aqui com o governador Serra e, nacionalmente (com o governo federal).” Como vemos, o prefeito paulistano, sem hipocrisia e sem cinismo, diz o que os demo-tucanos querem: uma aliança nacional com o PMDB.
Daí toda a retórica histérica dos Freires e Dias da vida. Gritam "pega ladrão", mas o que querem é impedir a aliança PT-PMDB e se possível obter que essa coligação seja com eles, como aconteceu nas disputas presidenciais de 1998 (FHC) e 2002 (com o próprio Serra).

A lamentvel agresso de Herclito a Suplicy
Publicado em 23-Out-2009
Deplorável o comportamento do 1º Secretário...

Suplicy
Deplorável o comportamento do 1º Secretário da Mesa do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI) ao dirigir ofensa pessoal ao senador Eduardo Suplicy (PT-SP) no programa "Agora" da TV Meio Norte, de Teresina, uma emissora com alcance em todo o Estado. Chega a ser inacreditável que um congressista que tem a responsabilidade de atuar e manter os debates em alto nível perca o controle, quebre o decoro parlamentar e descambe para atitude dessa ordem.
O senador Heráclito irritou-se com o que chamou de informação "falsa" do colega paulista - o fato deste ter afirmado que existe um voo de ida e volta de Petrolina (PE) ao Aeroporto Internacional de São Raimundo Nonato, no sudoeste do Piauí. Segundo notícias, o aeroporto realmente não existe. Mas, vejam, uma questão banal, um erro de informação comum, que pode ser cometido por qualquer pessoa e decididamente nada que justifique o comportamento do senador piauiense.
Repudio integralmente a agressão ao senador Suplicy e chancelo a nota na qual o presidente regional do PT do PI, deputado estadual Fábio Novo, cobra um pedido de desculpas do dirigente da Mesa do Senado. Heráclito, em viagem à Suíça, para participar de uma reunião da União Parlamentar Internacional (UPI), já adiantou que não se desculpará.Foto: Antonio Cruz/ABr

Palanque da pr-candidata petista se fortalece
Publicado em 23-Out-2009
Pré-candidata do PT e aliados...
Pré-candidata do PT e aliados à presidência da República na eleição do ano que vem, a ministra-chefe da Casa Civil da presidência da República, Dilma Rousseff, trabalha afinada e vê avançar a composição do seu palanque nacional. Depois do pré-acordo PT-PMDB que trouxe o apoio dos peemedebistas para a sua candidatura, agora ela conquistou o PDT.
O líder dos pedetistas na Câmara, deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), antecipou que a tendência do partido é apoiar Dilma e desistir de uma candidatura própria, hipótese defendida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que pretendia ser o candidato.
O parlamentar sulmatogrossense explicou que pesam na decisão do partido questões regionais, porque em muitos Estados o PDT será favorecido com a formação de um palanque com o PT. Dagoberto frisou que a decisão de ir para a eleição presidencial com Dilma em 2010 será oficializada em janeiro, após um Congresso pedetista com todos os seus diretórios regionais
PDT quer eleição plebiscitária
"A análise que fazemos hoje - explicou - é que a maioria esmagadora gostaria de estar com a Dilma. A avaliação da maioria é que, em função de não termos nenhum candidato com grande densidade eleitoral, (se não houver o acordo PT-PDT) isso pode prejudicar as candidaturas nos Estados".
O líder acentuou, ainda, que a maior parte dos pedetistas é favorável à tese de que a disputa eleitoral deve ser plebiscitária, polarizada entre a ministra Dilma Roussef e um candidato tucano, o governador de São Paulo, José Serra, ou o de Minas, Aécio Neves. "É o que defendemos, apoiando a proposta do presidente Lula", frisou o líder.
Na sequência de seus entendimentos com partidos aliados, 4ª feira próxima (28.10), a ministra conversa com os integrantes do PP. Também na semana que vem ela volta a se reunir com o PC do B.

Sejamos dignos do exemplo de Frida
Publicado em 23-Out-2009
Recebo com pesar a notícia da morte...
Recebo com pesar a notícia da morte de Frida Gueier Zumbano, a Fró, avó de meu amigo Breno Altman. Fró está sendo velada no Hospital do Servidor Público Estadual (rua Pedro de Toledo) e seu corpo será cremado às 14h no Cemitério de Vila Alpina. A ele e familiares transmito meus sentimentos e a convicção de que Frida constitiu um exemplo de dignidade e luta a ser seguido e admirado por nós. Publico abaixo, um carinhoso texto que o próprio Breno escreveu sobre sua avó.
"Morreu ontem, aos 94 anos, minha avó materna, Frida Gueier Zumbano, que todos conheciam como Fró.
Judia e polonesa, nascida quando a Europa sangrava a primeira guerra mundial, adolescente ainda alistou-se nas fileiras do movimento comunista. O mundo vivia, então, os ventos de esperança e renascimento soprados pela revolução russa, liderada pelos bolcheviques de Lênin e Stálin. Assolada pela crise econômica de 1929 e a perseguição aos judeus, a família Gueier, como tantas outras, decidiu imigrar. Primeiro veio seu pai. Depois, Fró com três de seus irmãos. A mãe faleceu na Polônia. As irmãs mais velhas decidiram ficar. Militantes da resistência ao nazi-fascismo, foram assassinadas pela máquina de guerra e genocídio de Hitler.
Aqui no Brasil, vivendo desde 1931 em uma pequena cidade do interior paulista chamada Ipauçu, Fró e sua irmã Bela logo se vincularam à única célula comunista da cidade. Entraram em conflito com o pai, comerciante abastado, de formação humanista, mas homem religioso e contrário à opção ideológica das filhas. Romperam com a família, se mudaram para São Paulo e foram trabalhar como tecelãs em uma fábrica paulistana. Tornarem-se ativistas sindicais e militantes do PCB, apesar do português parco que tanto divertia seus companheiros de partido.
Um dia foi cumprir tarefa no Largo Padre Péricles, em Perdizes. Levava uma mensagem da direção estadual para um dos chefes do setor antimil, a divisão do partido encarregada do trabalho militar e da preparação das ações conspirativas e insurrecionais. Seu codinome, na época, era Iracema. Encontrou-se pela primeira vez com Guarani, cujo nome verdadeiro era Waldemar Zumbano, o Neno, meu avô. Foi literalmente amor e companheirismo à primeira vista. Nunca mais se separaram.
Casaram-se na clandestinidade, em um cartório de rua, com testemunhas convocadas na calçada. Logo nasceu minha mãe, Raquel. Viviam de casa em casa, fugindo da reação da ditadura varguista à rebelião de 1935. Foram anos de prisão, tortura, assassinatos. Mas também de sonhos e lutas. Fró e meu avô faziam parte de uma geração que esteve disposta a matar ou morrer pela grande causa revolucionária que sacudiu o século XX.
Assim viveram até a velhice. Simples, cultos, solidários, coerentes. Criaram a filha e ajudaram na educação dos três netos: além de mim, meus irmãos Fábio e Rogério. Ainda tiveram tempo de cuidar dos bisnetos, alguns viram crescer. Foram para todos nós um exemplo inigualável de retidão, lealdade e coragem.
Fró sobreviveu sete anos à morte de minha mãe e cinco à de meu avô. Guardava para si o sofrimento e a dor. Para todos ao seu redor só tinha a entregar humor, carinho, apoio, ânimo. Junto à família ou na política. Eleitora de Lula, sua primeira reação durante a crise de 2005, quando muitos mergulharam na confusão e no medo, foi indignar-se contra a ofensiva golpista e querer dar um abraço nos dirigentes que eram alvo da sanha direitista para sabotar o governo petista. Atravessou a vida de um só lado do rio, da Polônia fascista ao Brasil desses tempos de mudança. Sempre com um comportamento absolutamente irrepreensível, moralmente, eticamente, politicamente.
Internada desde o dia 13 de outubro, faleceu às 20h de ontem. Seu corpo está sendo velado no Hospital do Servidor Público Estadual. Seu corpo será cremado às 14h no Cemitério da Vila Alpina.
Parte uma avó amada, inesquecível. Mulher e militante feita de ferro e flor."

Uma boa leitura: entrevista de Lula FSP
Publicado em 22-Out-2009
Tem uma interessante, bem elucidativa e...
Tem uma interessante, bem elucidativa e longa entrevista, que eu gostaria que vocês lessem, a do presidente Lula publicada hoje na Folha de S.Paulo, com chamada na capa e três páginas internas.
Não se impressionem com a manchete da 1ª página - "No Brasil, Cristo teria de se aliar a Judas, diz Lula" - porque esse assunto (alianças, coligações) não ocupa nem 0,01% da fala do presidente. É uma frase apenas que o jornal pinçou para dar o título.
Não espere, também, análises de maior profundidade do presidente sobre os temas mais importantes da conjuntura nacional como a rápida recuperação econômica do Brasil quando o mundo ainda se vê às voltas com a crise internacional, e a necessidade de consolidação, e prosseguimento pós 2010, de um projeto de desenvolvimento nacional.
Boas explicações e confissões pessoais

presidente Lula e Marisa Letcia
Simplesmente porque o jornal não lhe dá chance. Não há uma única pergunta que ensejasse o presidente falar sobre isso. Da primeira a última questão, a FSP coloca coisas sensacionalistas, encampa pontos de vista e praticamente tudo o que interessa à oposição, enfim, tenta encurralar o presidente.
Mas, ele se sai bem, tem tiradas de humor, é irônico às vezes. Explica porque lançou e quer eleger a ministra Dilma Rousseff para sucedê-lo; critica o altíssimo spread cobrado pelos bancos brasileiros e os empresários que se aproveitaram da crise para demitir; e justifica suas manifestações sobre a Vale e a taxação que determinou à entrada de capital especulativo no Brasil.
Conta, também, da "boa lembrança" que tem de seu pai; do papel desempenhado em sua vida por duas mulheres - sua mãe, dona Lindu, e a esposa, Marisa Letícia - menciona, ainda, uma terceira personagem feminina - a 1ª dama da França, Carla Bruni - e lembra que não utiliza mais o termo "burguesia". Ao término, alfineta: "(Papel) da imprensa não é fiscalizar, é informar".
Leia a entrevista do presidente Lula publicada no Folhão.
Foto: Wilson Dias/ABr

Situao continua complicada do lado de l
Publicado em 22-Out-2009
Pressionado por aliados, principalmente...
Pressionado por aliados, principalmente do DEM, o presidenciável governador de São Paulo, José Serra (PSDB) jogou a toalha. Em seu twitter (microblog) ele considerou que "ainda é cedo" para falar sobre sua possível candidatura ao Planalto em 2010, mas admitiu: está cansado de evitar o assunto.
O governador paulista brincou dizendo que se tomar alguma decisão sobre o assunto, pode anunciá-la antes no microblog. "Estou cansado de não responder a pergunta sobre a Presidência... É cedo. Talvez responda primeiro no Twitter. Quem sabe...", postou ele.
Assim, até publicamente, ele demonstra descontentamento com a pressão de aliados para que o PSDB apresente seu candidato ao Palácio do Planalto em 2010. O fato é que sua indefinição incomoda o outro presidenciável tucano, o governador de Minas, Aécio Neves.
Aécio, Quércia, dissidentes, todos cobram definição
A ponto de Aécio sair da habitual moderação política mineira e cobrar uma definição com data e ameaça: quer que ela saia até janeiro e, se ficar para março, como quer Serra, ele se lança antes, em fevereiro, candidato a senador.
Na verdade, os tucanos acordaram e querem uma definição rápida para evitar que a pré-campanha de nossa candidata, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ganhe mais corpo, principalmente depois da pré-aliança fechada com o PMDB.
Serra tem, também, em seus calcanhares, o grupo peemedebista dissidente, capitaneado pelo ex-governador Orestes Quércia que virou neo-tucano e aderiu a Serra.
Quércia, no entanto, quer definição rápida para ter mais tempo e tentar reverter a decisão da cúpula do PMDB de apoiar a candidatura da ministra Dilma Rousseff.

Presidenta do PMDB: uma declarao confusa
Publicado em 22-Out-2009
Que o ex-governador paulista Orestes...
Que o ex-governador paulista Orestes Quércia (PMDB) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) operem contra a aliança do PT com o PMDB faz parte, já que eles são apoiadores do presidenciável tucano José Serra, governador de São Paulo.
O que não entendi foram as declarações da presidenta nacional interina do PMDB, deputada Iris Araújo (GO), ao falar sobre o acordo fechado PT-PMDB: "Foi um pré-compromisso [com o PT]. O nosso rumo definitivo só vai sair após a convenção do partido. Nós temos que ser realistas e respeitar as vozes que vêm da base. Não é questão de cumprir ou não cumprir o compromisso. A decisão virá depois de acertos regionais".
Não entendi, deputada Iris, porque em Goiás, seu Estado natal e berço político, o PT é parceiro do PMDB há tempos. No ano passado, apoiou a eleição do prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), compondo a chapa com o vice-prefeito, Paulo Garcia (PT).
Iris é candidato a governador agora em 2010, numa disputa difícil com o ex-governador e senador Marconi Perillo (PSDB-GO), e tudo indica terá de novo o apoio do PT, já que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, filiou-se ao PMDB e não concorrerá ao governo e, sim, provavelmente ao Senado.
Mesmo entendendo o seu papel de presidente do partido, o que se esperava da deputada Iris era uma declaração clara de apoio à aliança PT-PMDB, mesmo com a ressalva que faz (decisão sai em convenção oficial) que tem todo sentido.

Jornal no criticou reconciliao tucanos-Qurcia
Publicado em 22-Out-2009
Muita tinta e papel na imprensa...
Muita tinta e papel na imprensa sobre as alianças estaduais - e a nacional - do PT com o PMDB. Um pouco de lágrimas de crocodilo também. Um jornal paulista em editorial critica a aliança.
É o mesmo (jornal) que esqueceu de criticar o governador presidenciável de São Paulo, José Serra e os tucanos quando se reconciliaram com o ex-governador Orestes Quércia, razão de ser da fundação do PSDB 20 anos atrás. Quércia foi "comendo pelas bordas" como se diz, assumiu total controle sobre o PMDB e os que hoje são tucanos deixaram o partido acusando-o de práticas administrativas pouco recomendáveis.
Agora, Quércia virou neotucano e a pedido de Serra trabalha para o PMDB apoiar exatamente o PSDB em 2010 - como uma parte da legenda peemedebista apoiou as candidaturas presidenciais tucanas em 1998 (FHC) e em 2002 (o próprio Serra).
Fala-se de problemas na Bahia, onde podemos muito bem conviver com dois palanques; e em Santa Catariana onde, na verdade, quem tem problema é o governador Luiz Henrique (PMDB) com três candidatos a sua sucessão - o senador pefelista Raimundo Colombo (DEM), o vice-governador Leonel Pavan (PSDB); e o prefeito da capital, Florianópolis, Dario Berger (PMDB).
Dario Berger ameaça sair candidato em qualquer hipótese e as bases peemedebistas do governador Luiz Henrique poderão apoiar a candidata do PT a governadora, senadora Ideli Salvatti.

Mdia superdimensiona questes velhas
Publicado em 22-Out-2009
De nada adianta a mídia apresentar...
De nada adianta a mídia apresentar problemas que não existem, ou que já são contabilizados. Não funciona gastar tinta e papel para registrar que Quércia e os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) não apóiam a aliança PT-PMDB e a candidatura da ministra Dilma Rousseff.
Sempre foram dissidentes do governo e nunca houve a possibilidade desse apoio. O que conta agora é a aliança em Minas Gerais e Rio de Janeiro. Também no Rio Grande do Sul, onde podemos até ter dois palanques dependendo do caráter da candidatura do PMDB e suas alianças e da candidatura presidencial do deputado Ciro Gomes (PSB-CE).
No Mato Grosso do Sul, sim, temos um problema: o governador André Puccinelli (PMDB) exige o apoio do PT para se aliar à Dilma. Já o PT local, por unanimidade, quer candidaturas próprias, as do ex-governador Zeca do PT e a do senador Delcídio Amaral à reeleição.
Nos Estados do Paraná, Goiás e Pará - como em Minas e no Rio - a tendência é o acordo com o PMDB. Ainda que no Paraná tenhamos o PDT com a candidatura a governador do senador Osmar Dias, em uma provável aliança com o PT.
Aí, nessa hipótese, o Paraná é um daqueles casos em que talvez tenhamos que conviver com dois palanques. Como em alguns outros Estados, como o Pará e, espero, o Mato Grosso do Sul.

No tem jeito, o BC no muda
Publicado em 22-Out-2009
O Comitê de Política Monetária...
O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) manteve a taxa de juros. Assim, sem redução dos custos financeiros e tributários, fica difícil conviver com a valorização do real.
Temos que desestimular o capital especulativo e fazer como todos os países do mundo: ou pagamos juros internacionais ou criamos barreiras tributárias e de tempo ao capital especulativo, além de estímulos para o investimento produtivo com transferência de tecnologia. Mas investimento produtivo para valer, e não a simples compra de empresas brasileiras, mesmo quando na forma de IPO (oferta inicial de ações na Bolsa na sigla em inglês).
Precisamos ter uma política de desenvolvimento nacional, sem mudanças na política monetária e fiscal. E mais do que nunca se faz necessária uma reforma tributária.
Só com a taxação via Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - para aplicações na Bolsa e títulos de renda fixa - corremos o risco de chover no molhado, já que o dólar continua se desvalorizando no mundo e o Brasil se valorizando como rota dos investimentos e, infelizmente, dos especuladores.
Estes são os mesmos que recentemente quase levaram o mundo à depressão. Mas, saíram ilesos, não estão pagando o preço da crise. Esta é paga, isto sim, pelos mais pobres.

Selic cai. Os juros reais no
Publicado em 22-Out-2009
Enquanto a taxa Selic caiu 5%...
Enquanto a taxa Selic caiu 5% desde o início do ano, os juros reais, a taxa média para pessoa jurídica, teve uma diminuição de apenas 0,55 ponto percentual.
Levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC) concluiu que de janeiro até setembro desse ano, a taxa de juros média para pessoa jurídica caiu de 4,44% a.a. para 3,89% - essa redução de apenas 0,55 ponto percentual a que me referi.
No mesmo período, a taxa média para pessoa física passou de 7,57% ao ano para 7,01%, o que significa 0,56 ponto percentual, uma queda muito semelhante aos juros para pessoa jurídica.
E o Banco Central (BC) ainda sinaliza que vai aumentar os juros? Temos é que reduzir, e muito, os spreads bancários.
Mais uma da Folha
Publicado em 22-Out-2009
Por falar em Banco Central...
Por falar em Banco Central (BC) e câmbio (nota acima), não deixem de ler a entrevista do economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo, na Folha de hoje - apesar do título, "Belluzzo critica medidas do BC para segurar o câmbio no país”.
O título é só mais uma da Folha! Lendo a matéria, descobre-se que ele critica o BC, mas apóia as medidas do Ministério da Fazenda, dentre as quais a taxação de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre capital especulativo.
Belluzzo defende a incidência de IOF para capital estrangeiro especulativo e cobra mais ação do BC na área do câmbio. Leia a entrevista do economista, da qual destaco a seguinte "pérola" da Folha e a irônica resposta de Belluzzo que diz tudo:
"FOLHA - De onde o sr. tira a convicção de que intervenções do governo no câmbio funcionam, a médio e a longo prazos?
BELLUZZO - Não funcionam? Eu não sabia. Então vai ver que é um problema de temperatura. Só não funciona nos trópicos, no Brasil. Só funciona nos climas temperados. É isso."

Vivendo e aprendendo
Publicado em 22-Out-2009
Ao contrário da nossa mídia, oposição...
Ao contrário da nossa mídia, oposição e mesmo da comunidade judaica no país, a União Europeia acredita que a posição do governo brasileiro de receber o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, poderá moderá-lo nas posições que o colocam em confronto com adversários mundiais.
Mahmoud Ahmadinejad chegará a Brasília para uma visita oficial no dia 23 de novembro próximo. A viagem do polêmico líder iraniano ao Brasil - que inclusive nega o Holocausto - a convite do presidente Lula, segundo o chefe da diplomacia européia, Javier Solana, não coloca em risco a imagem do governo brasileiro e, principalmente, pode ajudar nas negociações internacionais com o Irã.
Em declaração à Folha, Solana afirma: "cada governo tem autonomia para tomar suas decisões em política externa e, neste caso, acho que o Brasil pode até ajudar a aproximar o Irã de nossas posições". E complementou: "confio totalmente no presidente Lula".
Uma experincia piloto
Publicado em 21-Out-2009
Sugiro uma experiência piloto...
Sugiro uma experiência piloto, a ser adotada já em 2010, de outorga à iniciativa privada da administração e operações do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão, do Rio de Janeiro. Com essa medida se estará testando a viabilidade de outorga, pela Infraero, de parte (ou de todos) dos aeroportos que ela administra, um assunto em permanente discussão no país, mas que não tem avançado.
Esse é o tema de "Concessão aeroportuária por outorga", o meu artigo semanal publicado hoje no mais novo jornal do país, o Brasil Econômico, de São Paulo, que começou a circular este mês. Para que você leia e discuta comigo insiro o artigo também aqui no blog
Nele eu destaco as diferenças entre os 67 aeroportos administrados pela Infraero como, por exemplo, o volume de pousos de aeronaves, carga e número de passageiros entre os terminais de Guarulhos, Galeão, Santos Dumont, Brasília e Manaus e os demais, um dado que tem de ser levado em conta nos estudos para essa outorga.
Leia "Concessão aeroportuária por outorga" publicado na seção Artigos do Zé.

CPI do MST, mero factide eleitoral
Publicado em 21-Out-2009
Em sua política de criar factóides...
Em sua política de criar factóides contra o governo, a oposição persiste nas tentativas de instalar uma CPI contra o MST. Não há fatos novos e os oposicionistas já tentaram instalá-la duas vezes antes.
O mundo político caminha em diversas direções, há avanços em inúmeras áreas, mas a oposição vai e volta com sua mesma cantilena de criminalizar e adotar outras medidas para desgastar os movimentos sociais.
Trata-se, no caso aqui, de uma CPI indiscutivelmente com objetivo eleitoral, já que na Comissão das ONGs, por exemplo, tudo foi investigado e nada de relevante encontrado contra os movimentos sociais.
Insistir nessa CPI contra o MST - capitaneada, principalmente, pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e pelo líder de seu partido na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO) - é passar mais um atestado da dificuldade que a oposição tem de lidar com movimentos populares da sociedade.
AL-RS arquiva impeachment de Yeda sem apurar nada
Publicado em 21-Out-2009
Lamentável que a Assembléia Legislativa...
Lamentável que a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS) tenha arquivado o pedido de instauração do processo de impeachment contra a governadora Yeda Crusius, do PSDB, sem sequer instaurar o procedimento quando tantas são as evidências de que era necessário uma investigação, dado o fato de frequentemente surgirem denúncias contra a tucana.
Por 30 votos a favor e 17 contra, a AL-RS aprovou o parecer elaborado pela Comissão Especial arquivando o pedido, ou seja, sem que o processo tenha sido sequer instaurado. A oposição (PT e aliados) lutou contra, mas não obteve êxito. Claro, entendemos que o processo é totalmente político e o arquivamento resultante da maioria que Yeda Crusius detém na Assembléia Legislativa.
Mas, como as denúncias são em grande volume, contínuas e com muitos indícios que apontam a necessidade de uma investigação, a maioria teria agido melhor se permitisse a instauração do processo até para - ao final, se fosse o caso - mostrar que tudo foi devidamente apurado.
Vejo na internet, agora, que a própria governadora, em entrevista hoje, reconheceu que pode ter cometido erro ao comprar, entre a eleição em 2006 e a posse a 1º de janeiro de 2007, a mansão em que mora no bairro nobre de Porto Alegre. Há denúncias de que a casa foi adquirida com dinheiro de Caixa Dois de campanha, por valor superior ao patrimônio da governadora, ainda que a preço subfaturado.

Processo permitiria analisar denncias
Publicado em 21-Out-2009
O objetivo do pedido de processo...

O objetivo do pedido de processo de impeachment arquivado pela AL-RS era exatamente instaurar uma comissão para apurar se a governadora gaúcha, Yeda Crusius (PSDB), cometeu ou não crime de responsabilidade no esquema que desviou mais de R$ 40 milhões do DETRAN-RS e que foi objeto de ação instaurada na Justiça Federal, em Santa Maria (RS), a pedido do Ministério Público.
Leio, também, que a oposição decidiu se concentrar a partir de hoje na CPI da Corrupção na AL-RS, que analisa os documentos sigilosos da Operação Solidária da Polícia Federal, desencadeada para apurar fraudes denunciadas em licitações estaduais. A CPI da Corrupção investiga o mesmo esquema de fraude no DETRAN-RS e outras denúncias contra Yeda.
Tomara que obtenha sucesso na investigação, uma tarefa difícil porque a governadora é blindada pela cúpula nacional tucana - inclusive pelos presidenciáveis Aécio Neves e José Serra - e pela ampla maioria que formou na AL-RS, integrada, inclusive, pelo PMDB gaúcho do senador Pedro Simon.
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Especuladores reagem taxao
Publicado em 21-Out-2009
A Bolsa (BOVESPA) reagiu mal à taxação...
A Bolsa (BOVESPA) reagiu mal à taxação de 2% sobre a entrada de capital estrangeiro especulativo no país. Os especuladores e investidores pararam para fazer contas, verificar se vale a pena continuar especulando no Brasil e exatamente contra o real.
Espero que o governo obtenha o que pretendia com a medida: espantar o capital especulativo taxando sua aplicação na Bolsa e não apenas em títulos de renda fixa como era no período pré-crise.
Com os fundamentos da economia brasileira, seu crescimento e atrativos para investimentos produtivos, e até pela falta de oportunidades no mundo, não temos nenhuma necessidade de atrair capitais externos especulativos.
Está certo estancar sua entrada já que eles vêm para ganhar exageradamente muito aqui. Tomam emprestado lá fora a juros quase negativos, e se beneficiam pelo fato de que a taxa Selic e nosso rendimento ainda são dos mais altos do mundo. Em parte sem necessidade, mas essa é outra história.
Governo demorou muito para adotar medida
Publicado em 21-Out-2009
Na verdade o governo demorou, e muito...
Na verdade o governo demorou, e muito, para adotar essa taxação (nota acima). Com a experiência recente e trágica do subprime nos Estados Unidos, já sabemos os riscos que corremos de uma bolha especulativa.
Fora o fato de que a valorização do real tem limites, acima dos quais nossa economia passa a correr riscos também. De qualquer forma, a questão não se resolve com a aplicação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na Bolsa e em títulos de renda fixa.
Nossa economia está mudando de qualidade e exigirá uma nova política monetária e fiscal. Não podemos conviver por mais tempo com os altos juros e com o atual sistema bancário- financeiro, com spread de mais de 30%. Muito menos com a já esperada, e cantada, alta de juros.
Esta elevação das taxas de juros não resolve o problema, já que os capitais externos continuarão a fluir para o Brasil e, pior, agrava ainda mais o custo financeiro das empresas e de nossa dívida interna, além de estimular o rentismo e a especulação no país.
Livro e filme sobre a ditadura
Publicado em 21-Out-2009
A todos os que buscam saber mais sobre a...
A todos os que buscam saber mais sobre a ditadura militar no país, recomendo atenção à agenda cultural de São Paulo, que contará com duas produções do cineasta João Batista de Andrade: a exibição de um documentário e o lançamento de um livro a partir do próximo sábado (24.10).
O filme TRAVESSIA, em exibição na mostra de cinema da capital paulista, conta a trajetória e os caminhos divergentes da luta no Brasil do período militar até o pós-ditadura. O filme traz, inclusive, declarações de Maria Paula Caetano, uma das coordenadoras das Marchas da Família com Deus pela Liberdade, organizadas em 1964 contra o governo João Goulart.
Já no Shopping Frei Caneca, o cineasta lança pela IMESP (editora da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo), VLADO, 30 ANOS DEPOIS, livro com o roteiro do filme de mesmo nome que ele fez em 2005. É a história do jornalista Vladimir Herzog contada a partir das declarações de amigos deste, entre os quais, o próprio diretor João Batista.
João Batista de Andrade trabalhou com Vlado, como repórter especial, no programa "Hora da Notícia" da TV Cultura, da Fundação Padre Anchieta.
Confira a programação abaixo:
TRAVESSIA
Mostra de Cinema de São Paulo
Sábado: 24/10, às 19h50 no Museu da Imagem e do Som (MIS)
3ª feira: 27/10, às 13h, no Unibanco Arteplex 3 (Shoping Frei Caneca)
4ª feira: 28/10 às 18h40 no Matilha Cultural
VLADO, 30 ANOS DEPOIS
(livro-roteiro do filme)
Edição da IMESP
4ª feira: lançamento dia 28/10, a partir das 19h00, no Shopping Frei Caneca.

As lgrimas de crocodilo da direita
Publicado em 21-Out-2009
Com a decisão do presidente da Colômbia...
Com a decisão do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe - respaldada pelos Estados Unidos - de buscar um terceiro mandato, nossa direita não tem nenhuma autoridade política e legitimidade para questionar as mudanças constitucionais, via referendos ou justiça, que aconteceram na Bolívia, Equador, Venezuela e agora na Nicarágua.
Não tem porque Uribe busca seu terceiro mandato travestido de decisão constitucional e popular, via aprovação de um referendo pelo Congresso, o mesmo parlamento que se vendeu para aprovar sua primeira reeleição.
Assim, nossa direita e imprensa choram lágrimas de crocodilo. Nada mais. É puro cinismo, principalmente, por parte da mídia - inclusive no Brasil - calada diante de tudo o que Uribe faz. Quando é para beneficiar seus interesses defendem ou silenciam. Quando é contra (esses interesses) gritam "pega ladrão".
Tudo uma pantomima de mau gosto.
A atuao da ABIN e do GSI
Publicado em 21-Out-2009
O ministro da Justiça, Tarso Genro...
O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou que os poderes da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) serão transferidos para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), um órgão de caráter militar indefinido, surgido de uma solução dada no passado para a extinção da Casa Militar da Presidência da República.
A razão apresentada pelo ministro Tarso Genro para essa transferência é que “os órgãos de inteligência do país não tinham sido adaptados. Era aquela questão tradicional de segurança nacional da época dos regimes de exceção”. Mas, o GSI também vive essa situação.
Assim, vamos esperar o projeto para uma melhor apreciação e avaliação já que, segundo o ministro da Justiça, o objetivo - com o que concordamos - é que os órgãos de informação do Estado atuem nas áreas de combate ao terrorismo, narcotráfico, crime organizado, corrupção e sabotagem.
PMDB, maior partido aliado, oficializa apoio Dilma
Publicado em 21-Out-2009
O PT e sua pré-candidata avançam nas alianças...
O PT e sua pré-candidata avançam nas alianças com os partidos da base do governo - com exceção do PSB que também tem um pré-candidato a presidente da República, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE).
A reunião de ontem à noite com o PMDB, em Brasília, sinaliza claramente o apoio do maior partido da base aliada à candidata petista. As questões estaduais e da indicação do nome do vice-presidente na chapa foram analisadas.
Não há nada que impossibilite essa aliança e ela poderá ser bem mais ampla com a participação do PDT, PC do B, PR e mesmo do PP. As questões estaduais, na ausência da vinculação do voto, não serão impeditivas da coligação com os partidos da base, nem mesmo com o PMDB.
É possível organizar dois palanques em alguns Estados e chegar a um acordo em outros como, por exemplo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Nesses dois Estados existem maiorias no PT com posição firme no sentido de priorizar o palanque nacional.
O mesmo ocorre na Bahia e no Rio Grande do Sul. Com os baianos e gaúchos podemos buscar e alcançar um acordo em torno de dois palanques.

Reao do deputado Ciro Gomes era esperada
Publicado em 21-Out-2009
A reação do pré-candidato socialista...

Ciro Gomes
A reação do pré-candidato socialista ao Palácio do Planalto, deputado Ciro Gomes (PSB-CE), aos entendimentos PT-PMDB era esperada. Bem ao seu estilo - e que tanto ônus lhe tem custado - ele disse: "Só espero que o PMDB entregue o que está prometendo. Espero também que os termos da aliança sejam confessáveis".
Como já fez alianças inclusive com o PMDB - que governa com o PSB o seu Estado, o Ceará - Ciro sabe que a legenda cumprirá o acordo. Como cumpriu com seu irmão, o governador cearense Cid Gomes, apoiado também pelo PDT e o PTB; e com ele, Ciro, apoiado pelo PMDB (do Ceará) na sua candidatura a presidente em 2002.
O PMDB cearense apoiou o governador Cid Gomes (PSB) em sua primeira eleição, em 2006, e vai apoiá-lo novamente em 2010. Inclusive, indicando o candidato ao Senado, o deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE), ex-líder pemedebista e ministro das Comunicações de Lula no primeiro mandato.
O deputado Ciro Gomes sabe, também, que os termos dos acordos PT-PMDB são confessáveis.Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Ao da oposio no TSE no tem fundamento
Publicado em 21-Out-2009
A ação da oposição junto ao Tribunal Superior Eleitoral...
A ação da oposição junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - estimulada por declarações dos presidentes dessa Corte e do Supremo Tribunal Federal (STF) - querendo impedir o presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de exercerem suas funções e governarem, não tem fundamento.
Os governadores da oposição, especialmente os tucanos José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), vistoriam e inauguram obras com as mesmas características do que fizeram o presidente da República e a ministra Dilma.
Nesses Estados, Aécio e Serra não só tem mobilizado seus partidos - PSDB-DEM-PPS - como promovido reuniões com prefeitos, parlamentares e outros governadores, em aberto caráter político-partidário com vistas a 2010.
Natural ação de Serra e Aécio, como é a do presidente e de Dilma
É mais do que natural que o façam, já que são pré-candidatos à presidência da República e a legislação não os proíbe de disputar prévias e comparecer a inaugurações. Suas ações - vistorias de obras inclusive - estão todas na mídia, porque tem o mesmo caráter da visita do presidente à transposição do rio São Francisco. São desenvolvidas com público, festas e shows.
Aécio e Serra vão mais longe: além de vistoriar e inaugurar obras em seus Estados ou fazer reuniões político-partidárias com vistas às eleições presidênciais, visitam outros Estados, no mesmo Nordeste (e no Centro-Oeste) em que o presidente Lula inspecionou uma obra histórica, a ligação das bacias setentrionais do Rio São Francisco, que levará água para toda região do agreste brasileiro.
Aécio esteve recentemente no Rio Grande do Norte e Serra em Pernambuco. E os dois estiveram no último fim de semana - depois da viagem do presidente e da ministra - em reunião do PSDB em Goiânia. Isso para ficar em suas viagens mais recentes (veja nota abaixo).

Querem tolher ao do presidente e da ministra
Publicado em 21-Out-2009
Analisada realisticamente, a ação da oposição...

Ciro Gomes, presidente Lula, Dilma Rousseff, Acio Neves
Analisada realisticamente, a ação dos partidos de oposição no TSE e as declarações dos presidentes dessa Corte e do STF tem o sentido contrário ao que alegam. É uma tentativa de cercear o direito democrático do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (nota acima), de desempenharem as atividades inerentes a seus cargos e funções.A ação é uma contradição aberrante comparada ao comportamento e à prática política e administrativa dos governadores da oposição.
Há uma gritante falta de base para a acusação oposicionista e para as suspeitas e apreensão dos ministros dos tribunais superiores. Inclusive, porque o presidente da República convidou para a vistoria e para as atividades da viagem dois outros pré-candidatos.
Presidente convidou representantes até da oposição
Convidou e o acompanharam, Aécio Neves, que governa Minas - um dos Estados beneficiados pelas obras - e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato de seu partido a presidente e que, no primeiro mandato Lula, foi o ministro (da Integração Nacional) responsável pelo projeto e por sua aprovação no Congresso Nacional.
Além desses dois candidatos - um deles tucano -, a presidência da República convidou vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores de outros Estados, dos mais diversos partidos, inclusive da oposição.
A oposição teme a popularidade do presidente e seu apoio à ministra Dilma - daí o ingresso com essa ação. O resto é uma tentativa de legalizar uma violência contra o direito líquido e certo do presidente de vistoriar e inaugurar obras com a ministra responsável por elas.
Seria o mesmo que proibir os governadores tucanos de viajarem para fora de seus Estados ou inaugurarem obras nestes, já que Aécio pode ser candidato ao Senado, e mesmo Serra, à reeleição. Como ficamos?
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O novo padro eleitoral na Bolvia
Publicado em 21-Out-2009
Recomendo a todos o artigo do advogado...
Recomendo a todos o artigo do advogado e militante petista, Max Altman, "Bolívia: novo padrão eleitoral, grande vitória da democracia", publicado na seção Convidado deste blog. Nele, vocês poderão acompanhar como se deu a construção do novo registro eleitoral no país, uma exigência da oposição em mais uma de suas estratégias para impedir a aprovação da nova Constituição Plurinacional Boliviana.
Altman nos conta que uma das exigências dos opositores da "media luna" (região onde se localizam vários departamentos ou Estados do país) na Bolívia para a aprovação da nova Constituição Plurinacional Boliviana, foi a montagem de um novo registro e que este contivesse até dados biométricos dos eleitores.
A alegação era de que o registro então vigente, de cerca de 3,8 milhões de eleitores, continha graves erros e lacunas, o que favorecia o governo e seus candidatos.
Feitiço contra o feiticeiro
Contando com apenas 75 dias - as eleições estão marcadas para 06 de dezembro próximo - o governo do presidente Evo Morales conseguiu praticamente o impossível: montou o registro eleitoral biométrico a tempo, o que, segundo Altman, resultou "de um enorme esforço de convocação do governo e da Corte Nacional Eleitoral - CNE".
As adesões ao novo registro eleitoral boliviano bateram um recorde, 4.883.379 inscrições, ou seja, mais de um milhão de novos votantes na Bolívia. Resultado: o país conta hoje com "um dos mais modernos e perfeitos padrões eleitorais do mundo". Sem dúvida, como bem define Altman, uma vitória da democracia que demonstra "o desejo ardente dos bolivianos de participar de uma eleição crucial".
Leia "Bolívia: novo padrão eleitoral, grande vitória da democracia", publicado na seção Convidado deste blog.

Estado faz campanha por si prprio
Publicado em 20-Out-2009
O Estadão está desde a semana passada...
O Estadão está desde a semana passada na maior bajulação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Páginas e páginas diárias já registraram o que realmente poderia ser notícia e também o que não é mais a respeito do Conselho.
Esperam, por aí, conseguir anular aquela proibição de publicar notícias sobre Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), com base no processo sigiloso da Operação Boi Barrica, da Polícia Federal.
A proibição foi inicialmente determinada pelo desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça de Brasília (TJ-DF) e, quando o jornal entrou com sucessivos recursos, confirmada por outras instâncias judiciais, porque o processo corre em segredo de justiça.
Sem comentrios. Conclua voc
Publicado em 20-Out-2009
Para você tirar suas conclusões...

Alvaro Uribe
Para você tirar suas conclusões, publico dois parágrafos-resumo da matéria trazida pela Folha de S.Paulo hoje com o título "3º mandato dependerá da Justiça, diz Uribe".
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, remete a questão de seu terceiro período presidencial - por cuja aprovação empenhou-se junto ao Congresso - à Corte Constitucional que deliberará sobre a realização de um plebiscito. Neste, os colombianos dirão se querem ou não que ele dispute mais uma eleição presidencial. Uribe disse, em São Paulo, que o terceiro mandato depende da Justiça, do povo e de Deus.
A Folha registra: “O colombiano será franco favorito na eleição, caso dispute. Ele exibe aprovação de 70% a despeito de uma série de escândalos: o das gravações clandestinas de conversas de jornalistas, ativistas e juízes feitas pelo órgão de inteligência; o da compra de votos para a aprovação da primeira reeleição, em 2006; o da execução de 2.000 civis por militares, que apresentavam as vítimas como guerrilheiros abatidos; e o da parapolítica, sobre ligação entre políticos de sua base e paramilitares.
Ontem, a procuradoria Geral da República abriu mais um capítulo do escândalo ao reabrir uma investigação preliminar sobre o suposto envolvimento do vice-presidente, Francisco Santos, com paramilitares.”Foto: José Cruz/ABr

Para Csar Maia, prvias do PSDB so um engodo
Publicado em 20-Out-2009
Por falar em PSDB e em prévias...
Por falar em PSDB e em prévias (nota abaixo), ao ler hoje as notícias do ex-blog de César Maia (DEM), ex-prefeito do Rio, a pergunta que fica, a que cabe, não há outra a fazer, é a seguinte: quem engana quem, os tucanos ou toda a imprensa que dá corda a eles na questão das previas do PSDB, notícia como se elas fossem se realizar realmente?
Como fica o governador-presidenciável de Minas, Aécio Neves? Ele participa da farsa? E a militância (militância?) do PSDB, como fica?
Embora, seja meu adversário político, sou imparcial para reconhecer que César Maia faz uma interessante análise política e histórica das prévias. Veja aqui sua conclusão: "o que se propõe fazer o PSDB, não é nem de longe, nem cheiro tem, de prévias. Mesmo sendo uma convenção, restrita e antecipada, não permite que os eleitores decidam por propostas, mas por pessoas, num sistema que reforça o personalismo e não a política".
Obs: ele é meu adversário político, mas seu partido, o DEM, é aliado dos tucanos.
Do lado de l as coisas no vo bem
Publicado em 20-Out-2009
O sinal claro de quanto vão mal é a...
O sinal claro de quanto vão mal é a tentativa da VEJA, seguida pelos jornalões, de realimentarem o caso Lina Vieira, aquela história da ex-secretária da Receita Federal de que se encontrou com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e esta lhe pediu para apressar investigações do fisco sobre empresas da família Sarney.
Haja falta de agenda e bandeiras!
O presidenciável tucano de Minas, governador Aécio Neves, deixa claro que só aceita prévias em janeiro, enquanto seu concorrente, o outro presidenciávdel do PSDB, governador José Serra, quer que a definição da disputa entre os dois fique lá para março. Aécio reage e agora ameaça se lançar candidato ao Senado em fevereiro, ou seja, ameaça romper com Serra.
Em São Paulo ferve o caldeirão de articulações
Em São Paulo continuam todas as articulações e alianças possíveis para fazer o chefe da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira Filho - o preferido do governador - candidato tucano ao governo, deixando o ex-governador Geraldo Alckmin sem alternativa.
Quem acompanha a agenda e a vida do PSDB de São Paulo sabe que isso é um fato. A Alckmin restaria o caminho da disputa ao Senado, mas aí ele terá que enfrentar seu ex maior aliado, o vereador Gabriel Chalita (que trocou o PSDB pelo PSB), candidato já auto-lançado, além do aliado e companheiro de palanque o neotucano ex-governador Orestes Quércia (PMDB).
Quércia é candidato ao Senado desde o ano passado, quando firmou um pacto com o governador Serra e o prefeito Gilberto Kassab (DEM-PSDB), pelo qual apoiava a reeleição deste e, em troca, Serra e Kassab o apoiariam ano que vem como candidato único de uma coligação PMDB-PSDB-DEM. O pacto está a cada dia mais difícil de ser cumprido.

Relator acerta ao mudar royalties do petrleo
Publicado em 20-Out-2009
O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN)...

Henrique Eduardo Alves
O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), relator do projeto que cria o modelo de partilha de produção do pré-sal, anunciou que vai propor alterações na forma de distribuição dos royalties gerados pela exploração do petróleo na camada marítima.
Ele antecipou que, em seu relatório a ser apresentado amanhã (4ª feira, 21.10), vai propor o fim do pagamento da Participação Especial (PEs) aos Estados produtores e à União, vigente no modelo de concessão. Se essas propostas forem aprovadas pelo Congresso, os atuais Estados produtores como o Rio - o que mais recebe royalties e PEs no país – terão que mudar de postura e aceitar negociar uma nova partilha dentro da Federação.
Como podemos constatar a distribuição da renda do petróleo não é uma questão do governo Lula ou do PT. É muito mais amplo, envolve o pacto federativo e as disparidades regionais existentes no país, além do gravíssimo desequilíbrio social, que para serem corrigidos precisam de medidas políticas estatais ativas como no campo tributário e dos investimentos.
A questão mostra, também, ser inviável a manutenção do atual modelo de distribuição de royalties e participação especial (PE) apenas para os Estados confrontantes (limitrofes, fronteiriços ao litoral) com as reservas de gás e petróleo. Principalmente no caso do pré-sal. Mantidas as regras do modelo atual, elas darão a São Paulo, onde se situam as principais reservas, uma participação extraordinária na renda nacional do petróleo agravando ainda mais o desequilíbrio já existente, o que é insustentável a médio prazo.
Foto: José Cruz/ABr

A vida continua, mas EUA no aprenderam com a crise
Publicado em 20-Out-2009
É isso aí, a vida continua e ao contrário...
É isso aí, a vida continua e ao contrário de nossos ortodoxos (leia as duas notas seguintes), de nossa oposição, e particularmente dos comentaristas e articulistas de jornais, rádios e TVs, o presidente do FED, o BC dos EUA, Ben Bernanke, anunciou que o país deve assumir um compromisso "claro" de redução do déficit público.
Bernanke fez um apelo para que países como a China estimulem o consumo, de modo a combater os desequilíbrios comerciais em nível mundial. Ele reafirmou um rombo histórico nas contas públicas dos EUA de US$ 1,42 trilhão.
Por este motivo, fez um apelo para que o país restabeleça uma "trajetória fiscal sustentável, ancorada por um compromisso claro de reduzir substancialmente os déficits federais ao longo do tempo". O presidente do BC americano pediu que os países asiáticos adotem medidas para "aumentar a demanda interna”.
Devemos agir da mesma forma
Como vemos, o câmbio não é puro e nem flutua livremente, uma vez que o presidente do FED está pedindo abertamente aos países asiáticos que desvalorizem suas moedas, estimulem o consumo interno, aumentem as importações, e diminuam seus superávits e o déficit comercial com os EUA.
Devemos agir da mesma forma, começando pela taxação dos capitais especulativos de curto prazo. Quanto ao pedido do titular do FED para que os líderes mundiais resistam "firmemente ao protecionismo e a instituição de barreiras a fluxos de capitais”, a pergunta que fica é: mas, os EUA não são protecionistas?
E Bernanke não quer barreira a fluxos de capitais, ainda que especulativos? Não aprendeu nada com a crise?

Governo taxa aplicaes de curto prazo
Publicado em 20-Out-2009
O governo decidiu taxar as aplicações de...
O governo decidiu taxar as aplicações de curto prazo, as especulativas. O ministro Guido Mantega anunciou que a entrada de capital estrangeiro será taxada em 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF a partir de hoje). O objetivo é afastar o capital de curto prazo - o especulativo. Uma medida que já vínhamos defendendo.
A taxação vale para aplicação de renda fixa e na Bolsa de Valores. A novidade está aí: volta-se, um pouco, à situação pré-crise, quando o IOF já incidia sobre os títulos de renda fixa. Agora passa a valer também para capitais nas bolsas.
Mantega admitiu que foi a desvalorização do dólar nas últimas semanas que obrigou o Planalto a buscar saídas. "Não acho que vamos ter desvalorização do real, mas acredito que podemos evitar o excesso de valorização dele [do real]", justificou o ministro.
De acordo com Mantega, "se a aplicação for de curto prazo, essa tributação será forte", mas, se a taxa for de longo prazo, acima de um ano, "a tributação se dilui no tempo, praticamente desaparece". Com a taxação, a expectativa é que o mercado tenha um dia nervoso hoje. "Nossa preocupação é que haja excesso de especulação", antecipou Mantega (leia, também, a nota seguinte).

FMI reage com desagrado medida brasileira
Publicado em 20-Out-2009
O grave dessa volta da taxação sobre o capital...
O grave dessa volta da taxação sobre o capital especulativo (nota acima) foi à reação do diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental do FMI, Nicolás Eyzaguirre. Ele considerou que a decisão do Brasil, de taxar aplicações financeiras internacionais em 2%, não pode servir de pretexto para que o governo adie reformas fiscais e estruturais.
"Estes tipos de impostos oferecem algum espaço para manobra, mas não é muito. Então os governos não devem se sentir tentados a adiar outros ajustes fundamentais", cobrou Eyzaguirre. O executivo do FMI faz uma série de previsões pessimistas quanto à viabilidade da medida adotada pelo Brasil. "Implementar estes impostos é muito complexo, porque eles precisam ser aplicados a todos os possíveis instrumentos financeiros", previu.
"Com a engenharia financeira de hoje em dia - prosseguiu - não é muito difícil disfarçar fluxos financeiros puros com fluxos comerciais ou até investimento estrangeiro direto". Eyzaguirre insistiu: para o FMI, o êxito no longo prazo da operação de controle de capital estrangeiro estabelecida pelo Brasil está condicionado à adoção de reformas estruturais.
Como vemos, o diretor do FMI prega abertamente a sonegação e a fraude fiscal. Quer mesmo, abertamente, reformas neoliberais já. Nós conhecemos bem as reformas fiscais e estruturais do FMI. Toda a América Latina, aliás, as conhece. Na verdade, quem precisa de reformas é o FMI, o sistema financeiro internacional, a Europa e os Estados Unidos.

Saudaes Marta
Publicado em 20-Out-2009
Parabéns à ex-prefeita Marta Suplicy...
Parabéns à ex-prefeita e ex-ministra Marta Suplicy pela sua chegada ao mundo dos blogs e sites, pelo lançamento do seu Mpost e pela disposição de luta com que estréia nessa comunidade virtual.
Como disse de forma muito apropriada o deputado Antônio Palocci (PT-SP) na saudação durante o lançamento ontem do Mpost da Marta, ela chega com disposição de usar a novidade do espaço online com novidades, com garra e o entusiasmo que é a sua marca em todas as atividades e desafios em que se lança.
Eu estive lá no lançamento e sinto que é a mesma Marta que com coragem sempre inovou discutindo sexualidade na TV, defendendo as mulheres e as então chamadas minorias, os homossexuais e todos os gêneros, classes e pessoas de raças diferentes.
Na comunidade virtual, agora, vocês acompanharão a Marta que mudou a educação com os CEUs, que instituiu o bilhete único, que fez coisas extraordinárias em sua atividade na vida pública.
Marta agora traz a todos nós sua determinação de usar as ferramentas da internet para a democratização da informação. Abre um novo espaço de debate e luta para ela, para nós e para toda a sociedade.
Bem-vinda!

Um blefe com os nmeros da arrecadao
Publicado em 19-Out-2009
Apocalíptica como sempre, a oposição...
Apocalíptica como sempre, a oposição, mais especificamente os tucanos fizeram um estudo segundo o qual a arrecadação federal sofrerá uma queda de 14,7% este ano em relação ao previsto no orçamento - elaborado até outubro do ano anterior - e que a receita de 2009 deverá ficar na ordem de 445,9 bilhões.
O estudo, como não poderia deixar de ser, foi publicado com entusiasmo por O Globo, com manchete de 1ª página e da capa do seu caderno de Economia. O levantamento é de técnicos tucanos especializados em contas públicas e execução orçamentária, diz o jornal.
O mais curioso do levantamento é que não dá para saber em que ele se fundamenta. Os autores disseram ao jornal que a base do levantamento é o comportamento das receitas em 2008 e os efeitos da crise econômica sobre a economia brasileira.
Acontece que as informações que utilizaram transmitem o contrário da realidade - eles dizem que a recuperação econômica iniciada em abril deste ano não é consistente e que só deve se tornar forte mesmo nos últimos trimestres do ano que vem.
"Como os técnicos da oposição acreditam numa recuperação mais lenta da atividade no país — o crescimento, por exemplo, não chegaria a 1% — suas projeções são mais pessimistas" justifica o jornal em um dos trechos do material. Pessimismo maior, impossível!

Aparelhamento do Estado: a mdia s v no PT
Publicado em 19-Out-2009
“O PTB garante que tem somente 257 cargos...

Yeda Crusius
“O PTB garante que tem somente 257 cargos de confiança no governo de Yeda Crusius, um terço do total que vem sendo atribuído ao partido”. Li essa notícia na Zero Hora gaúcha no domingo (18.10) e fiquei pensando: como será que reagiriam os tucanos se o jornal tivesse dado uma manchete sobre fisiologismo e aparelhamento do Estado pelo PSDB?
Sim, porque, por enquanto, só podemos imaginar quantos cargos o PSDB tem na administração da governadora Yeda Crusius, tucana da gema... Ou será que não é fisiologismo e aparelhamento do Estado, quando ela e os outros govenadores tucanos fazem nomeações em seus Estados?
Aí, lembrei-me que a mídia só dá esse tratamento, só chama de aparelhamento, quando se trata de nomeações de petistas para governos do PT ou de aliados. Como vemos por esse material da Zero Hora, são dois pesos e duas medidas sempre, em relação ao PT e ao tucanato.
O fato é que tudo não passa de campanha política aberta da mídia contra o PT. Aquilo que é aceito e normal nos governos do PSDB (inclusive nos de São Paulo e Minas Gerais, encabeçados por dois presidenciáveis tucanos, José Serra e Aécio Neves, respectivamente), a participação no governo dos partidos que o elegeram ou o apoiam na Assembléia Legislativa, quando se trata do PT, passa a ser aparelhamento do Estado. Na melhor das hipóteses, isso quando não é apresentado como corrupção...
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Verdade histrica, um direito de todos ns
Publicado em 19-Out-2009
Um importante evento, a Conferência...
Um importante evento, a Conferência Internacional sobre o Direito à Verdade, o primeiro encontro dessa natureza a se realizar no Brasil, acontece hoje e amanhã na USP, em São Paulo, com o principal objetivo de montar, também entre nós, uma comissão em prol do esclarecimento dos crimes perpetrados pelo Estado brasileiro, durante a ditadura militar.
Organizada pelo sociólogo Paulo Sérgio Pinheiro, do Núcleo de Estudos contra a Violência (NEV) da USP, a Conferência conta com a participação de especialistas internacionais que desenvolveram ações semelhantes em seus países, e com a presença do ministro secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannucchi.
A Conferência (leia a nota abaixo), sem dúvidas, produzirá um rico intercâmbio para a montagem de uma tão esperada (no Brasil) Comissão da Verdade, semelhante ou próxima às que já foram montadas e deram resultados satisfatórios, na maioria dos países nossos vizinhos que passaram por regimes ditatoriais - Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai - e na África do Sul, após a longa noite do regime do apartheid.
Foi com base nos resultados dos trabalhos dessas Comissões, que a maioria dos nossos vizinhos abriu seus arquivos militares e da repressão - o último deles a fazê-lo, na semana passada, foi o Paraguai. Ainda que se monte aqui a nossa Comissão da Verdade, ainda repito a minha pergunta: até quando esperaremos pela abertura desses arquivos no Brasil?

Governo continua campanha por desaparecidos
Publicado em 19-Out-2009
Como afirmo neste blog e onde sou questionado...

Elzita Santa Cruz Oliveira
Como afirmo neste blog e onde sou questionado sobre os desaparecidos políticos (veja nota acima), a tortura e os assassinatos provocados pelos militares e demais agentes da ditadura, a verdade histórica é um direito de todos nós. Cedo ou tarde, por mais resistências que encontre, ela virá à tona. Agora, a sociedade brasileira também pode contribuir de forma muito mais efetiva nesse sentido. Vocês já devem ter visto a excelente campanha divulgada em rede nacional de TV pelo governo federal para coletar informações a respeito dos desaparecidos políticos no nosso país.
Essa quinzena, por exemplo, na campanha, há a participação de Elzita Santa Cruz Oliveira, 96 anos, de Olinda (PE) mãe do desaparecido político Fernando Santa Cruz. Os desaparecidos políticos em nosso país são mais de 140 militantes que merecem o nosso respeito e cujos familiares tem o sagrado direito de saber o que aconteceu a seus entes queridos e dar-lhes uma sepultura.
Recomendo a todos que acessem o portal Memórias Reveladas. Nele, além de dar informações (o sigilo da identidade é garantido), vocês poderão saber mais sobre a nossa história, como o próprio mote da campanha explica, "para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça".

Uma boa notcia. Que vai se tornar tima
Publicado em 19-Out-2009
Esse é o tipo da notícia que a gente registra...
Esse é o tipo da notícia que a gente registra com gosto: estudo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) concluiu que o salário médio dos professores no país subiu de R$ 994 em 2003, quando Lula assumiu a presidência da República, para R$ 1.527 agora, 6,5 anos depois.
Outro aspecto positivo a destacar nesse levantamento é que isso significa que essa remuneração é quase R$ 600,00 acima da média salarial dos trabalhadores brasileiros.
Hoje, nenhum Estado tem uma média salarial inferior aos R$ 950 do piso salarial nacional do professor, instituído pelo governo Lula quando o presidente da República sancionou projeto de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). A lamentar, porém, há o fato de que essa é uma realidade restrita a alguns locais do país e que em 16 Estados brasileiros, o salário do professor ainda é inferior a essa média nacional.
O problema, conforme constata o estudo do MEC, é que em boa parte dos municípios brasileiros, as redes municipais de ensino ainda não pagam isso.
PSDB e PMDB não queriam pagar
Apesar de terem um salário superior ao da média nacional, os professores perdem para outros profissionais quando sua remuneração é comparada com trabalhadores de outras categorias com curso superior completo ou até mesmo incompleto. A média nacional dos profissionais com esse nível de preparo está em R$ 2,5 mil mensais e a do professor com essa formação, R$ 1.638.
Em julho passado, os professores se tornaram a primeira categoria do país a ter um piso salarial nacional definido na Constituição. Pela lei, os da rede pública (Estados, municípios e União) não poderão receber menos do que R$ 950 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Esse ano, o piso salarial nacional entrou em vigor, mas Estados e municípios que pagam abaixo desse teto têm até 2010 para atingir o valor fixado. E alguns Estados governados pelos tucanos, como São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, e pelo PMDB, como o Rio de Janeiro, Sanbta Catarina e Mato Grosso do Sul, chegaram a recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para não pagar esse piso, mas perderam.

A Folha de novo
Publicado em 19-Out-2009
O jornal faz matéria hoje sobre a...
O jornal faz matéria hoje sobre a legenda socialista, à qual dá o título de "PSB tenta se equilibrar entre PT e PSDB”. Tenta nada. Não no que diz respeito a São Paulo, que é o grande "gancho" da reportagem.
No país a verdade é outra, realmente somos aliados em importantes Estados - Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e outros - e, no plano federal.
Mas, pelo menos em São Paulo - repito, foco da matéria do Folhão - a realidade é diferente: aqui o PSB é da base de apoio do governo tucano e faz muito tempo.
Desde os idos do governo Mário Covas, iniciado em 1995, passando pelos governos de Geraldo Alckmin e chegando, agora, ao de José Serra, o PSB é aliado do PSDB no Estado de São Paulo. Como vemos há mais de 15 anos.
Mais uma da mdia
Publicado em 19-Out-2009
Em matéria de ressuscitar...
Em matéria de ressuscitar o passado, depois da VEJA com o caso Lina Vieira essa semana, a bola da vez agora cabe ao Jornal de Santa Catarina que publicou hoje uma reportagem com o irmão do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel - assassinado em 2002 - Bruno José Daniel Filho e sua esposa, Marilena Nakano.
No intuito claro de levantar suspeitas contra o PT, o jornal refestela-se com as críticas à legenda por parte do casal, há três anos em Paris, e que se apresenta como refugiado político. Bruno e Marilena afirmam que tem de lidar com duas mortes, a de Celso e a dos companheiros do PT.
Numa postura autoritária, o jornal comete uma verdadeira infâmia: além de não ouvir nenhum membro do PT, também não busca informações com os advogados envolvidos no processo de investigação da morte de Celso Daniel.
Daí para o antijornalismo e a antiética é um passo: o jornal esconde informações de seus leitores, como por exemplo, o fato de que, a pedido da família Daniel e do Ministério Público Federal houve um segundo inquérito (para apurar as causas e circunstâncias da morte do ex-prefeito), conduzido por delegado de polícia e promotor que a família aprovou.
E que este segundo inquérito teve as primeiras conclusões do primeiro e foi arquivado. Temos aí, então, o tipo de notícia velha, requentada, mas que todos sabemos a que fins serve.

A credibilidade de VEJA, jornales e de Lina Vieira
Publicado em 19-Out-2009
VEJA dessa semana,copiada pelos grandes jornalões...
VEJA dessa semana, no que foi copiada por todos os grandes jornalões, tenta ressuscitar o factóide Lina Vieira, a ex-secretaria da Receita Federal que meses atrás criou um encontro com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual esta lhe teria pedido o apressamento das investigações do fisco sobre empresas da família Sarney.
O tal encontro foi um factóide de primeira para a oposição, mas muita munição e exploração depois, a ex-secretária não conseguiu provar a reunião. Lina disse que havia perdido a agenda em que registrara sua ida ao Palácio do Planalto e nem mesmo quando compareceu a uma Comissão do Congresso conseguiu levar dados concretos a respeito.
Agora, via VEJA e jornalões, tenta ressuscitar o factóide com uma história de que encontrou a agenda e que a reunião - que só ela diz ter mantido - teria ocorrido no dia 09 de outubro do ano passado. Mas ela não dizia que o encontro fora no final do ano, em dezembro?
Essa sua agenda encontrada agora e a data de 9 de outubro tem tanta credibilidade quanto a afirmação dela de que a reunião tinha sido em dezembro. Ou seja, nenhuma, pura campanha eleitoral. Ou melhor, eleitoreira.

M fama da nossa mdia chega Paris
Publicado em 19-Out-2009
Um breve comentário: a má fama...
Um breve comentário: a má fama da grande mídia brasileira, principalmente sua indisfarçavel e radical posição contrária ao governo Lula, já atravessou o Atlântico e chegou à França.
Na última semana, o portal Le Grand Soir, publicou uma excelente crítica do jornalista Thierry Deronne (veja matéria, em francês) contra a cobertura enviesada dos jornais Le Monde e Liberation a respeito do retorno de Manuel Zelaya, presidente de Honduras, ao seu país e o refúgio a ele concedido pela embaixada brasileira em Tegucigalpa.
Le Grand Soir mostra, também, que a fonte em que se basearam os jornalistas dos dois periódicos franceses foi a "grande mídia brasileira" que está "nas mãos dos grandes grupos econômicos e de uma elite intelectual que jamais aceitou o cheiro de graxa de Lula, ex-sincalista da metalurgia".
A matéria cita, inclusive, o trabalho do cientista social Jammal Makhoul (PUC-SP) que analisou 204 números da revista VEJA entre 2003 e 2006. A conclusão? O pesquisador descobriu uma verdadeira estratégia de desestabilização do governo Lula pelo poder midiático.
"No Brasil, as mídias criminalizam os movimentos sociais, com o MST, criando sem cessar um clima propício 'a repressão". E mais, "confundem a opinião pública brasileira com campanhas de extrema-direita", afirma Le Grand Soir.
Lamentável, essa é mídia de que dispomos...

"Oposio" entrevista ministro de Lula
Publicado em 19-Out-2009
Nem ela, no desempenho de seu papel...

Alexandre Padilha
Nem ela, no desempenho de seu papel institucional, ou até mesmo nos momentos em que se dedica à criação de factóides e ao vale-tudo habitual, conseguiria fazer perguntas tão capciosas quanto as feitas pela Folha de S.Paulo nesse entrevista "Prioridade é eleger Dilma, diz novo articulador de Lula" publicada hoje, com o novo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
Do começo ao fim, de alto a baixo, não há uma pergunta, uma única, que não seja uma questão já levantada, explorada, ou objeto de acusação indevida e injusta da oposição. O ministro se sai muito bem, termina esclarecedor, já o jornal...Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
De novo as dificuldades de Serra com o DEM
Publicado em 19-Out-2009
Elas são reveladas, agora, por pesquisa de O Globo...
Elas são reveladas, agora, por uma pesquisa feita e publicada no fim de semana (domingo, 18.10) pelo jornal O Globo com parlamentares demos. Os Democratas são objetivos: preferem o outro presidenciável tucano, o governador de Minas, Aécio Neves, por considerarem que, na prática. ele agrega mais, facilita alianças e permite que o DEM eleja mais deputados e governadores.
Para os parlamentares do DEM - e apesar de acreditarem que Serra será o candidato tucano à presidência da República - não importa a vantagem do paulista nas pesquisas. Até porque eles acreditam que 30% pode ser seu teto.
Além disso não aceitam, em hipótese alguma, uma chapa pura do PSDB, com Aécio como candidato a vice-presidente de Serra.
Os deputados e senadores democratas também optam por Aécio por acreditarem que ele não tem a marca de anti-Lula de Serra. Com essa visão, contrariam, assim, a opinião dominante, ou pelo menos expressa pela direção tucana, que Lula não transfere votos.
Candidatos a vice congestionam o DEM
Os demos também não concordam com a demora dos tucanos na escolha do candidato e exigem primeiro uma definição - e já - para depois apoiarem a candidatura do PSDB e indicarem o vice-presidente. Serra quer deixar as definições para março.
Para a vice-presidência os demos já tem grande número de candidatos que, obviamente, engrossam as pressões por definição: José Agripino Maia (RN), líder no Senado; Kátia Abreu (TO), senadora ruralista e presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA); José Carlos Aleluia (BA), deputado federal, ex-líder na Câmara; e o deputado Ronaldo Caiado (GO), líder atual da bancada.
Para o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), Serra não motiva as pessoas e não mobiliza os partidos aliados e o eleitorado. Para o parlamentar fluminense, o presidenciável tucano paulista tem uma estratégia errada e todos temem que ele - como já aconteceu em 2006 - na última hora desista de ser candidato.

O extraordinrio crescimento da China
Publicado em 19-Out-2009
Mais do que isso, seu desenvolvimento nos...
Mais do que isso, seu desenvolvimento nos últimos 30 anos - nada menos que meio bilhão de chineses saíram da pobreza - chama a atenção e exige um estudo adequado das causas e razões desse fenômeno do século XXI.
Salta à vista que, para além dos investimentos externos, do crescimento do consumo e do papel do Estado, foi à extraordinária taxa de poupança nacional e o controle sobre o capital financeiro e bancário (leia, também, a nota abaixo, sobre o Brasil) que garantiu durante a crise internacional, e continua garantindo até mesmo agora, esses altos índices de crescimento do país.
A China sai da crise e, contra todos os prognósticos, cresce 8% já esse ano. Para além do consumo - um das causas normalmente apontadas para o seu desenvolvimento - a China cresce, principalmente, por causa dos investimentos na infraestrutura, em habitação, no campo, em serviços de saúde e educação, em seguridade social e na urbanização de sua população rural (hoje, ainda, 55% do total).
Crescimento chinês estimula economia mundial
O país investe, também, pesado - e muito - não só na infraestrutura, como ainda em matérias primas, em energia, petróleo e gás, nos transportes e em logística. Ao crescer, ela aumenta as importações, estimulando consideravelmente a economia mundial.
Assim a China vai tomando o lugar dos Estados Unidos no mundo. E o Brasil, pelas relações que estabeleceu com Pequim, foi beneficiado já este ano por esta retomada do crescimento chinês.
E poderá ser ainda mais no futuro se for capaz de adensar sua cadeia produtiva industrial, agregar valor às exportações e não ficar dependendo apenas de alimentos e matérias primas na sua relação com o mercado chinês.

Cmbio valorizado, questo ainda sem soluo
Publicado em 19-Out-2009
Discute-se muito nas últimas semanas as...
Discute-se muito nas últimas semanas as causas da valorização cambial, mas mesmo a identificação delas não resolve nosso problema econômico principal do momento: o real valorizado.
O câmbio valorizado tem suas vantagens para os que investem no exterior, na compra de ativos, para a importação de máquinas e equipamentos, para as viagens fora do país, para o salário que se valoriza também, e para o controle da inflação, mas pode ser fatal para as exportações e para a balança comercial e de conta correntes do país.
Fora o fato, conforme temos comentado aqui, que pagamos duas vezes pelos capitais de curto prazo, geralmente emprestados no exterior a juros quase negativos e que entram no pas, sem qualquer controle, seja tributário ou de permanência.
Dólares não vão parar de entrar no país
Pagamos os juros das aplicações e pagamos na valorização do real, seja por causa da desvalorização do dólar em nível mundial, seja pelos fundamentos da nossa economia que atrai capitais, seja em função dos juros altos e da ausência total de controles, já que até o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado na crise foi suspenso.
Os dólares não pararão de entrar no Brasil. Isso exige de nós medidas concretas para manter a competitividade de nossas exportações, a redução dos custos tributários e financeiros, os investimentos na infraestrutura e em tecnologia, na promoção de novos mercados e a substituição de importações.
Mas, os efeitos de políticas como essas só virão a médio prazo. A curto prazo só nos restam os controles, sejam eles na forma de tributações ou na de exigência de permanência dos capitais no país.
Do contrário, é esperar para ver o que acontece com os riscos industriais e nas contas externas. Mas, isso já conhecemos de experiências no passado, nossas e de outros países.

Banco Mundial e nossas polticas anticclicas e fiscal
Publicado em 19-Out-2009
A forma como o governo federal...
A forma como o governo federal se conduziu durante a crise econômica internacional, as medidas anticiclicas que adotou para combater seus efeitos aqui, e o papel do Brasil, recuperando-se rápido e contribuindo, dessa forma, para a retomada do crescimento em toda a região obtém excelente atestado de aprovação nas declarações de Augusto de la Torre, economista chefe do Banco Mundial para América Latina e o Caribe, publicadas em O Globo no fim de semana (neste domingo, 18.10).
De la Torre cita, inclusive, a relação comercial entre Brasil/China, nossa economia "relativamente fechada" e o papel dos bancos públicos na garantia do crédito interno do país como aspectos fundamentais para que não entrássemos em colapso. Afirma, também, que os gastos públicos ou do endividamento do país - como quer fazer crer a oposição - não são diferentes da realidade vivida ou das políticas adotadas nesse campo pelos países desenvolvidos.
Ele tampouco considera as eleições em 2010 como um problema. Segundo o economista, porém, a retomada da produção industrial e do consumo no país garantirão um fluxo grande de dólares e a valorização do real por um bom tempo. Sua declaração deve soar como uma espécie de advertência, ou seja, teremos que aprender a viver com uma moeda mais forte.
Eleições de 2010 não são problema
Para De la Torre, a saída é aumentar a produtividade. Sugere, assim, que ampliemos os investimentos em infraestrutura e façamos reformas, como por exemplo, a diminuição da burocracia, a simplificação de nossos tributos, redução do custo Brasil, entre outras medidas.
Em suas palavras "na América Latina, as políticas contracíclicas foram bastante baseadas na proteção dos mais pobres, e retirar esse apoio é certamente difícil, mas o fato é que reequilíbrio fiscal é um objetivo que não se pode perder de vista na região. Por ora, não acho que seja um problema, como também não acho que a inflação na região seja um problema a curto prazo, ou seja, até meados de 2010".
Parte das declarações de De la torre estão fundamentadas em nota técnica do Banco Mundial sobre a América Latina.

A Vale e o Brasil
Publicado em 17-Out-2009
Tenho resistido a fazer um comentário sobre a Vale ...
Tenho resistido a fazer um comentário sobre a Vale, já que algumas vezes citado como parte, o que não sou, fico como que impedido. Mesmo assim, quero ponderar que uma empresa como a Vale não é uma empresa qualquer. Sua própria privatização foi um trauma, um dos grandes erros do governo tucano contra o interesse popular e a soberania nacional, e ainda está na memória do país o valor quase insignificante pelo qual foi vendida, levando-se em conta seu ativo e reservas minerais, seu potencial, que, aliás, está ai para comprovar. Depois, trata-se de uma empresa cujos principais sócios majoritários são os fundos estatais e o BNDES, ou seja, são o governo e os fundos de pensões das estatais, mais o Bradesco e um sócio estrangeiro, além dos minoritários, evidentemente, inclusive milhares de trabalhadores via FGTS.
Uma empresa com essa composição não pode simplesmente excluir o governo e os fundos de suas decisões e nem deixar de levar em conta a política de desenvolvimento do governo e do país. Muito menos deixar de levar em conta a política industrial e tecnológica do governo e menos ainda desconsiderar que os trabalhadores das estatais e seus acionistas minoritários via FGTS são seus sócios. Assim, as decisões da empresa sobre sua estratégia, ser apenas uma mineradora ou uma grande empresa nacional nos setores de mineração, siderurgia, transporte, logística, fertilizantes, química, o que seja, precisam ser tomadas levando-se em conta a legítima composição acionária da empresa, seus controladores e não apenas um que por uma decisão na privatização tem o controle da direção da companhia.
As demais questões que surgiram, demissões no início da crise mundial, um grave erro da direção da empresa, compra de navios no exterior e não no país, o que precisava ser negociado e não anunciado, troca ou não de diretorias, são conseqüências. A pior saída é a simplificação ideológica ou política de reduzir a o contencioso ou a crise, como queiram, a uma tentativa do PT, que não tem ainda a ver com a questão ou do governo de querer controlar ou estatizar a empresa, uma versão que só interessa a oposição.
É natural que uma empresa como a Vale viva suas crises de crescimento e suas indecisões sobre estratégia e cometa erros. Também não se pode administrar e dirigir uma empresa desse porte sem transparência e por conseqüência é natural que a discussão sobre seus rumos seja pública como vem acontecendo. O que não podemos permitir é que as questões de fundo que a empresa tem que enfrentar e não pode adiar sejam abandonadas por causa da tentativa de envolver o PT e, pior, acusar o governo de estatismo, quando estão legitimamente, os sócios controladores, exercendo um direito que detêm e tem de dirigir a empresa em todos sentidos, inclusive o legal e legítimo de mudar sua direção e sua estratégia e mesmo de vender ou comprar a participação na empresa, o resto é disputa política e eleitoral.

Nessas guas os tucanos vo se afogar ...
Publicado em 17-Out-2009
O grande equívoco de quem critica as obras de ...
O grande equívoco de quem critica as obras de transposição do rio São Francisco é achar que o projeto vai tirar água de algumas regiões do sertão e dar para outras. Essa é uma discussão atravessada, palavras do presidente Lula em seu discurso, ontem, em Cabrobó (PE). A obra não vai ajudar uns e prejudicar outros, mas ampliar o acesso à água por parte da população do sertão, região que mais sofre com a seca no País, afirmou o presidente.
Lula elogiou o Exército brasileiro que, por meio de seu Batalhão de Engenharia, hoje recuperado, está participando decisivamente das obras no rio São Francisco. Lembrou que seu governo fez questão de retomar os investimentos em infraestrutura, algo que não acontecia no País há 25 anos, e reafirmou que é possível sim governar o Brasil de forma diferente do que vinha sendo feito. E o povo, afirmou o presidente, já está percebendo isso. “Não existe nada impossível quando a gente está determinado a fazer as coisas. O impossível existe só para quem é incompetente”, resumiu.
Lula disse que sabe que ainda há muito o que fazer no Brasil, mas lembrou que não se conserta em oito anos os desmandos de 500 anos. “Estamos apenas começando”, afirmou o presidente, citando o esforço de seu governo de investir em educação, principalmente no Nordeste, para que a região não seja conhecida apenas como exportadora de ajudante de pedreiro, mas também de engenheiros, médicos, cientistas.
O presidente falou também das críticas que a oposição vem fazendo à obra e à viagem de visita às obras. “O papel da oposição é criticar”, disse Lula, comparando ao jogador que fica no banco de reservas.

Sem comentrios
Publicado em 17-Out-2009
Reproduzo aqui carta que enviei ...
Reproduzo aqui carta que enviei à Folha a respeito do editorial “Discurso da Inocência” e a resposta do Jornal, publicada hoje:
"Conheço a Folha desde quando cheguei a São Paulo, em 1961, e a vi apoiar o golpe de 1964.
Assim, não vejo no jornal autoridade para me acusar, como fez em seu editorial "Discurso da inocência" (14/10), de defender a censura aos meios de comunicação quando os acuso de pretender se colocar acima da Constituição. Insisto em que a imprensa deva respeitar a presunção da inocência, não podendo prejulgar seus noticiados, embora seja seu dever investigar os fatos, apurar informações e noticiar as diferentes versões.
Em 2008, fui vítima de reportagens publicadas, a começar pela Folha, a respeito de uma suposta participação minha em fatos graves apurados por quatro operações da Polícia Federal e do Ministério Público: MSI-Corinthians, Paulinho-BNDES, prefeito de Juiz de Fora e Operação Satyagraha. A Folha divulgou à vontade o que lhe interessava a meu respeito. Quando vieram a público as pronúncias dos juízes, favoráveis a mim, nem uma palavra. Essa é a lei do cão de nossa imprensa, que, à medida que se partidarizou, deixou de noticiar os fatos que contrariam suas bandeiras.
Mesmo nesse cenário, defendo, como sempre defendi, a liberdade de imprensa. Com risco de minha própria vida, lutei contra a censura no Brasil e contra o regime autoritário militar. Ao contrário da Folha, que tem em sua história a cumplicidade com a ditadura, sem que isso lhe retire o papel que teve na luta pela redemocratização do país.
Como é próprio da natureza humana: vivendo e aprendendo."
JOSÉ DIRCEU (São Paulo, SP)
Nota da Redação - Ao contrário do que afirma o missivista, a Folha não prejulga nenhum noticiado e sempre abriu espaço para as versões daqueles a quem o noticiário incomodou. Não contrariou nenhuma "bandeira" do jornal a publicação, no dia 17 de janeiro deste ano, de decisão da Justiça favorável a José Dirceu. O ex-ministro recorre à memória de um passado de esquerda, que aliás persiste na sua admiração pela ditadura cubana, para fazer-se de defensor da liberdade de expressão. Sem defender abertamente a censura, recorre à tática de desqualificar como conspiratório todo jornalismo que não se submeta a seus interesses de poder."

Um recado indireto
Publicado em 17-Out-2009
As duas declarações de Gilmar Mendes ...
As duas declarações de Gilmar Mendes, presidente do STF, dizendo que Lula está em “momento de palanque” e que ao viajar pelo país acompanhado de sua ministra da Casa Civil está “testando” a justiça eleitoral, devem ser entendidas como um “momento de político” do ministro, para não dizer tucano e ofender o ministro, e um "teste” ao estatuto de ministro do STF que o proíbe de manifestações políticas. Nem Lula vive seu momento de palanque, está visitando obras e não estamos em período legal de campanha eleitoral e, portanto, não há como testar a justiça eleitoral, a qual, na prática, o ministro provoca para intervir na ação governamental do presidente.
Deu no 'Le Monde'
Publicado em 17-Out-2009
Em matéria publicada esta semana ...
Em matéria publicada esta semana, o jornal francês 'Le Monde' elogia as iniciativas do governo Lula na área de educação, e destaca a política do governo, citando como exemplos a Universidade Federal do ABC, em São Paulo, criada em 2005, para “formar os engenheiros do futuro” e as inovações da Universidade Federal do ABC, “na zona operária onde Lula começou sua carreira”.
A matéria diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "inventa a universidade brasileira do século 21" e afirma que o presidente deu “um sopro de oxigênio ao ensino superior” e multiplicou, desde 2002, planos para dinamizar as universidades do país.
Bales de ensaio
Publicado em 17-Out-2009
Na nossa mídia a toada de sempre ...
A nossa mídia a toada de sempre, balões de ensaio, tais como governo vai taxar as exportações de minérios, governo vai desistir da taxação das cadernetas de poupança, governo vai taxar capitais externos e muita notícia sobre a viagem de Lula ao Nordeste; note-se depois de Aécio e Serra terem visitado a região e não governarem o país. De vez em quando um lampejo de inteligência, de jornalismo, como hoje na Folha, na matéria de Cátia Seabra, que desvenda para os pobres mortais, nós leitores, uma faceta escondida da candidatura José Serra: a crise com o DEM. Para leir a matéria da Folha (só para assinantes), com o título "Presidente do DEM defende apoio a Aécio", clique aqui. O presidente do partido, Rodrigo Maia, ACM Neto, mais os líderes na Câmara e no Senado, Ronaldo Caiado e José Agripino, entendem, com certa razão, que Aécio Neves é melhor candidato que Serra, amplia mais, atrairia mais partidos da base do governo para sua candidatura, cresceria mais que Serra e, a razão principal, faria o DEM crescer.
O problema do DEM é seu enfraquecimento e perda de peso político. Hoje, governa apenas Brasília e perdeu parte de sua bancada no apagar das luzes da data limite para troca de partidos. Jorge Bornhausen, que continua sendo uma espécie de presidente de fato do PFL, aliado de Gilberto Kassab, apóia José Serra e a estratégia paulista, coordenada por Sergio Guerra, de submeter as alianças estaduais do DEM ao palanque nacional, prejudicando, segundo Rodrigo Maia a eleição de deputados e senadores. O DEM quer ter liberdade para fazer alianças e palanques para eleger deputados e senadores e não necessariamente Serra.
Criticam o excessivo poder de São Paulo no partido e a ingerência do presidente do PSDB, Sergio Guerra. Por fim, a falta de solidariedade dos tucanos. Como vemos uma senhora dissidência e um golpe forte nas pretensões de Serra, que já enfrenta problemas em São Paulo, onde Gilberto Kassab não aceita Geraldo Alckmin como candidato e apóia Aloysio Nunes Ferreira.

Taxar o capital externo ou reduzir juros
Publicado em 17-Out-2009
Taxar ou não o capital externo que inunda o nosso mercado ...
Taxar ou não o capital externo que inunda o nosso mercado e valoriza o real, além dos ganhos fantásticos que dá aos especuladores que ganham duas vezes, no câmbio e na aplicação do recurso no país, não é a questão e sim os juros altos, que continuam altos e a atração fatal que eles produzem nos capitais externos em busca de um porto seguro e lucrativo. Não há nada demais em taxar capitais especulativos de curto prazo, o IOF existia até a crise e de certa forma cumpria esse papel de taxar capitais que chegam, são captados em países onde os juros estão praticamente negativos, ganham nas aplicações e vão embora, um dinheiro ruim.
Como não existe câmbio flutuante puro, todos os países adotam, começando pelos Estados Unidos e a China, medidas administrativas e políticas para defender sua economia nacional via câmbio. É razoável que o Brasil estimule a entrada de capitais produtivos, a transferência de tecnologia e a produção interna, até porque estamos com problemas, que serão cada vez maiores na balança de conta corrente. Precisamos exportar mais e importar menos, trazendo para o país a produção de máquinas e equipamentos, insumos, manufaturas e matéria prima, que hoje importamos. Não reduzir os juros e não taxar os capitais a curto prazo é correr o risco de uma crise nas contas externas a médio prazo.
Podemos adotar tanto um imposto que desestimule esses capitais como a exigência da permanência deles no país por um determinado tempo. Países como o Chile já o fizeram e nem por isso deixaram de receber investimentos ou abandonaram o câmbio flutuante. Certos argumentos mais parecem advocacia em causa própria de setores do mercado, que legitimamente estão defendendo seus interesses, mas não os do país. Mesmo reconhecendo que há uma tendência mundial de desvalorização do dólar e que a medida funciona só a médio prazo não devemos descartá-la se não reduzirmos os juros, como infelizmente tudo indica.

"A gente quer comida, diverso e arte!"
Publicado em 16-Out-2009
Peço à cantora Joyce a devida licença...
Peço à cantora Joyce a devida licença para parodiá-la usando parte do verso da música dos Titãs - citado por ela em uma entrevista ao O Globo - porque considero-o a definição perfeita para o sentimento popular, para a população que conhece e quer muito mais do que obter o simples sustento e aspira, realmente, ter diversão e arte.
Essa semana demos um importante passo nesse sentido. Uma salva de palmas, então, para o Vale-cultura, a primeira política pública de consumo cultural desse país. Os trabalhadores brasileiros também querem - e merecem - ter acesso à arte e o tem, agora, sob a forma de um cartão magnético, semelhante ao vale-refeição e com saldo de R$ 50,00 por mês. Os contemplados com a iniciativa do governo federal, poderão usar o benefício em casas de show, cinema, teatros e livrarias.
O sistema é simples: as empresas que aderirem ao programa poderão deduzir até 1% do imposto devido. Em relação ao trabalhador, o valor do vale é calculado tendo como base o orçamento familiar: os que ganham até cinco salários mínimos (SM) arcarão com 10% - R$ 5,00; os que tem renda acima desse valor, poderão receber o benefício, desde que o atendimento aos empregados que ganham até cinco SM esteja garantido em sua totalidade.
Como vocês podem ver, uma medida justa e que permite acesso igualitário à cultura. Aprovada, nessa semana, na Câmara a iniciativa do governo Lula em prol da classe trabalhadora, conta com o apoio dos nossos artistas.

O trabalhador gosta e muito de cultura
Publicado em 16-Out-2009
Para explicar o impacto do vale-cultura...

Luiz Carlos Barreto
Para explicar o impacto do vale-cultura na vida dos brasileiros e brasileiras, nada melhor do que conversar com quem faz arte. Leiam abaixo o pequeno ping-pong com o cineasta Luiz Carlos Barreto.
Barreto, qual o impacto principal do vale-cultura?
[ Luiz Carlos Barreto ] O vale-cultura é, sem dúvida, a maior realização já adotada em relação à política cultural nesse país. Com ele inicia-se uma etapa importante no processo de democratização da cultura. Afinal, quem vai financiar a produção cultural será o consumidor. Com isso, teremos um caminho sem volta. A partir desse programa, a cultura não será mais um privilégio das classes alta e média alta, mas de todos os brasileiros. É uma medida fundamental e democrática nesse sentido.
Falo pela minha área, por exemplo, o cinema, uma manifestação artística de massa. É um absurdo que num país de 190 milhões de habitantes, apenas 14 milhões tenham o privilégio de frequentar salas de cinemas. O Vale-cultura vai mudar totalmente o perfil do país no tocante a isso. O mesmo podemos dizer para os demais produtos culturais - teatro, shows, exposições, museus. Passarão a ter uma base de público no mínimo triplicada, o que significa cultura ao alcance da comunidade.
O que ainda é preciso mudar no Vale-cultura, ou ele está de bom tamanho?
[ Luiz Carlos Barreto ] Há mudanças que podem acontecer com o tempo, como, por exemplo, o percentual de contribuição dado pelo empregado. Ele poderia não dar esse valor. E parte da contribuição do empresário, podia ser em despesa operacional. Agora, uma parte - 50% - será descontada do imposto devido. O custo do vale poderia ser 25% do imposto devido e 25% ser lançado como despesa operacional. Enfim, isso poderá ainda ser aprimorado.
O que você diria aos pessimistas que acham que o programa não pega, e pior, que trabalhador não gosta de arte?
[ Luiz Carlos Barreto ] Parodiando Joãozinho Trinta que afirmou "quem gosta de miséria é intelectual", eu diria que estão redondamente enganados. Achar que só o rico ou a classe média alta, a chamada pequena burguesia, é que sabe apreciar arte e cultura é uma estupidez, um dos maiores preconceitos. O trabalhador, o homem do povo, a população de baixa renda anseia pelo acesso aos eventos culturais, gosta de se informar sim e gosta de se enriquecer culturalmente.
Além disso, desde quando a cultura tem que ser um negócio de salões aristocráticos? A cultura de massas impõe-se no mundo moderno e esse é o nosso desafio contemporâneo. O povo gosta sim de cultura. Quem afirma que ele não gosta nunca foi a um sindicato classista. Lá eles tem seus programas culturais muito bem definidos e executados na medida do que podem realizar. É um preconceito afirmar que o trabalhador do povo não gosta de cultura. Gosta e muito.
Foto: José Cruz/ABr

Trs mximas do presidente
Publicado em 16-Out-2009
Três sínteses perfeitas do presidente...
Três sínteses perfeitas do presidente Lula durante a visita que encerrou hoje ao Nordeste, para inspeção das obras de transposição do rio São Francisco.
"Eu não sabia que o Serra tinha preocupação com o Nordeste, mas se tem perto das eleições, é bom sinal"
"O que é triste é que vai passando o tempo, as pessoas não falam, ficam mudas. E quando vai chegando perto das eleições começam a preparar o discurso para a campanha. O Serra que fique esperto para ver o que vamos inaugurar de irrigação no Nordeste nesses próximos meses. Projetos parados por anos - e não por nossa culpa."
"Pobre oposição, não tem o que fazer! Pobre. Eu acho que a ociosidade é uma das desgraças da humanidade. Bote um bando de homem junto, sem ter o que fazer, é a desgraça... Então, eles (a oposição) em vez de ficarem olhando o que eu estou fazendo, deveriam olhar o que fazem. Seria mais fácil. Deveriam lembrar do tempo que governaram, porque a gente não pode ficar fazendo a discussão em um nível menor."
Auto-explicativas. Nenhuma requer comentários.

Um laranjal no Congresso Nacional
Publicado em 16-Out-2009
Aos leitores do blog, recomendo o...
Aos leitores do blog, recomendo o didático texto de Gilmar Mauro, integrante da coordenação nacional do MST a respeito dos reais interesses que envolvem a participação de parlamentares e personalidades na defesa do conglomerado Cutrale e que, como bem pontua o autor, não levantaram uma "folha para denunciar o grande grilo (grilagem de terras) do complexo Monções".
Gilmar Mauro escreve sobre a ocupação de uma fazenda do Grupo Cutrale, por integrantes do MST que teriam destruido laranjais, imagens exaustivamente exploradas na mídia, principalmente na TV.
Em 1995, conta o dirigente do MST "foi feita a primeira ocupação na região para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maior parte das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos".
"Instalada na região há 4 ou 5 anos, a Cutrale sabe que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização a seu favor, plantou laranjas (na área)!", explica. E alfineta: "aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!"
Em seu texto, Gilmar alerta para o fato de que "poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra", ou seja, para que nossas terras sejam produtivas, respeitando-se a legislação ambiental e trabalhista.
E finaliza seu artigo, afirmando que "a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos - analisa Gilmar Mauro - é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens."
Acessem As laranjas e o show publicado no portal do MST.

Qual o papel de Gonzles na campanha do PSDB?
Publicado em 16-Out-2009
Marqueteiro ou coordenador - pelas declarações não se sabe...
Marqueteiro ou coordenador - pelas suas declarações não dá para saber - da campanha do presidenciável tucano paulista José Serra, o jornalista Luiz Gonzáles quer, também, dirigir a campanha da candidata da situação, a ministra Dilma Rousseff (PT e aliados) e a agenda do presidente Lula.
De novo, ele deitou falação, agora num seminário de marketing. Considerou que o presidente Lula não devia usar "instrumentos do governo" na disputa eleitoral, até porque, em sua opinião, o chefe do governo não deveria entrar nesse "ringue" agora.
Gonzáles pensou retrucar - mas não o fez - as manifestações do presidente Lula às críticas de Serra sobre a transposição do rio São Francisco. E, aí, disse não ser "bacana" e nem "correto" o presidente usar entrevistas à imprensa "para entrar no jogo eleitoral".
"O presidente deveria trabalhar mais e falar menos. [...] Onde ele for, tem jornalistas. Portanto, ele usa o instrumento que tem. Eu acho chato que ele use um instrumento de governo para a disputa eleitoral. Não precisa disso", afirmou Gonzáles.
O marqueteiro-coordenador só esqueceu de avisar isso a seu candidato (Serra) e ao outro tucano (Aécio) que disputa com ele a indicação da legenda para concorrer ao Planalto ano que vem e que fazem o mesmo. Aliás, fazem política, como é próprio da função deles.

A piada do dia do marqueteiro de Serra
Publicado em 16-Out-2009
No I seminário de Estratégia de...
No I seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing - "O efeito Obama", em que externou seu propósito de dirigir as campanhas presidenciais de José Serra e Dilma Rousseff, o marqueteiro dos tucanos paulistas, Luiz Gonzáles, disse esperar que a petista não explore sua condição de mulher na disputa "porque um candidato deve conseguir a maioria do eleitorado independente do gênero."
"O tema da campanha de Dilma não é de gênero, é de continuidade. Se o tema for 'vote em mim porque sou mulher', é uma campanha errada", ensinou Gonzáles. Tem razão num ponto: o futuro governo de Dilma será realmente o terceiro de Lula, só que sem Lula.
Gonzáles antecipou que na preparação do discurso eleitoral de Serra a história do tucano é sua maior aliada. "A biografia que o Serra tem não precisa de nenhum truque. É só dizer quem é, o que fez o que pretende fazer. Ele tem alicerce e aval para o que pretende fazer", pontificou o marqueteiro.
Serra, na campanha, vai esconder que é homem?
Em outras palavras, para ele devíamos deixar de lado nossas qualidades e feitos (da candidata petista) e destacar nossos defeitos. E enaltecer seu possivel presidenciável, Serra - se o governador Aécio Neves (MG) não vencer a prévia e for ele o candidato - que só tem qualidades, deve apresentar sua “biografia”, evidentemente escondendo que é homem, já que Dilma não pode “explorar” que é mulher
Só pode ser piada. E das ruins.
Mas, Gonzáles - ou "El Loquito", como está sendo chamado nos bastidores - nessa questão vai continuar falando em vão. Não tem a menor possibilidade de emplacar seus conselhos, pelo menos do lado de cá.

O cinismo dos tucanos no tem limites
Publicado em 16-Out-2009
Os governadores José Serra e Aécio Neves...
Os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, potenciais candidatos do PSDB à presidência da República no ano que vem, acabaram de voltar de viagens ao Nordeste. Serra, aliás, pela quarta vez desde que se tornou governador - e essa contagem quem faz é o presidente nacional de seu partido, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Aécio e Serra foram fazer o quê? Serra, assinar convênios e fazer visitas sentimentais - esteve em Exú (PE), na terra natal do cantor e compositor Luiz Gonzaga. Aécio, fazer política, campanha eleitoral, visitar bases do PSDB, manter contatos, tudo publicamente e não escondeu isso de ninguém.
Agora que Lula e seus ministros viajam à região para trabalhar, inspecionar obras no Vale do São Francisco, os tucanos entram com pedido de informações à Casa Civil da Presidência da República para ter acesso aos gastos dessa viagem.
O que faz o medo de Lula!
Estão irritados com o que chamam de "propaganda política" supostamente realizada pelo presidente da República durante a viagem em favor de candidatos da base governista ao Palácio do Planalto.
A oposição acusa o presidente Lula de usar dinheiro público para dar visibilidade aos seus aliados e, ainda vai analisar os custos da viagem, mas já não descarta a possibilidade de ingressar com ação na Justiça Eleitoral contra Lula e a ministra Dilma Rousseff por propaganda eleitoral antecipada.
Como vemos nem pudor eles tem mais. Vale tudo. Estão é com medo de Lula e de sua participação na campanha que ainda nem começou.

'Ns contra eles'.
Publicado em 16-Out-2009
Nunca foi tão claro: jamais, antes, o presidente...
Nunca foi tão claro: jamais, antes, o presidente Lula insistiu de forma tão objetiva na sua posição em favor de uma candidatura única da base do governo à presidência da República na eleição do ano que vem. Ele retomou a proposta da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo de São Paulo e estimou haver até seis meses de prazo para uma definição.
"Gostaríamos que tivesse só um candidato [da base]. Uma eleição plebiscitária. Nós contra eles. Pão pão, queijo queijo. Se isso não for possível, paciência", disse ele em entrevista coletiva em Floresta (PE), durante visita aos canteiros das obras de transposição do rio São Francisco.
O presidente afirmou haver ainda seis meses pela frente até a definição do cenário eleitoral de 2010, "sobre quem vai ser candidato a presidente ou a governador". Até lá, acrescentou, "muita coisa vai acontecer. Aí vamos anunciar o candidato".
Ao reiterar sua preferência por eleições plebiscitárias, o presidente sinalizou que a senadora Marina Silva (PV-AC) é candidata da oposição e seu partido, o PV, aliado dos tucanos e demos (Democratas) nos principais Estados do país. Ele reconhece, também, o direito de Ciro disputar a presidência se apresentando como candidato contra o tucano José Serra e em defesa do governo Lula.
Agora cabé ao PSB definir o futuro de Ciro, óbvio que levando em conta, como tenho dito, os palanques estaduais, as alianças, a posição do presidente da República e o cenário político que se projeta para daqui a seis meses.
Foto: José Cruz/ABr

Lula libera FGTS para casa prpria de consrcio
Publicado em 16-Out-2009
Beneficia milhares de famílias, dentre...
Beneficia milhares de famílias, dentre o mais de meio milhão de inscritas em consórcios imobiliários para obtenção da casa própria, a decisão do presidente Lula de liberar o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para pessoas sorteadas em consórcios habitacionais quitarem parcial ou totalmente suas dívidas.
Outros efeitos extramamente benéficos da medida é que ela constitui mais uma forma de estimular não só a construção civil - o setor que mais absorve mão de obra e emprega no Brasil - como o acesso à casa própria, o mais acalentado sonho de todo brasileiro.
Antes dessa nova liberação, já aprovada pelo Conselho Curador do FGTS, os trabalhadores podiam usar o fundo nos consórcios imobiliários apenas no momento de dar o lance para adquirir a carta de crédito ou complementá-la.
A Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) calcula existir hoje no país 531 mil pessoas inscritas em consórcios imobiliários, número correspondente a mais que o dobro dos contratos habitacionais firmados com os recursos do FGTS em 2008, que totalizaram 243,8 mil.

Mercado e rentistas marcam at data para subir juros
Publicado em 16-Out-2009
Em reportagem na mais recente edição...

Henrique Meirelles
Em reportagem na mais recente edição da revista conservadora inglesa The Economist sobre o futuro do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles - sua filiação ao PMDB e candidatura no ano que vem - aproveitam para voltar de novo à lenga-lenga do aumento dos juros. A ladainha é a mesma, agora com uma diferença: querem marcar a data dessa elevação - determinam meados do ano, e a revista precisa até o mês, abril de 2010.
Por quê? Por que não adotar desde já as medidas eficazes para superar os gargalos que possam surgir com a volta - felizmente - do crescimento econômico reiniciado desde abril, início do segundo trimestre desse ano? Por que não o crescimento econômico pleno mesmo, cercado de todas as medidas que o levem a ser consistente, duradouro e em taxas as mais elevadas possíveis? Por que não substituir importações e aumentar as exportações?
Por que essa paralisia burra e ortodoxa frente à valorização do real e ao aumento do déficit nas contas correntes ? O pais precisa de políticas ativas, e não dessa passividade do Banco Central (BC) que alimenta expectativas de juros altos e estimula medidas preventivas por parte do mercado.
Visto em perspectiva, não chegam a ser tão espantosas esssas tentativas, já que se lembrarmos, na prática o BC não reduziu o juros quando era necessário, no auge dos efeitos entre nós da crise econômica internacional em setembro de 2008. Demorou para começar a reduzí-los e só o fez por decisão de governo (leia a nota abaixo).Foto: Valter Campanato/ABr

Spread no se move e nada feito
Publicado em 16-Out-2009
Apesar da queda dos juros (5% na taxa Selic)...
Apesar da queda dos juros (5% na taxa Selic) e das excelentes noticias econômicas no pais e as que saem sobre o Brasil lá fora, os spread não se movem. Continuam nas alturas e nada é feito. Não fosse a eficaz atuação dos bancos públicos - Banco do Brasil (BB), BNDES, Caixa Econômica Federal (CEF), Banco do Nordeste do Brasil (BNB) - estaríamos em situação muito pior.
Levantamento divulgado pela Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC) indica que apesar das quedas recentes, para a pessoa física a taxa de juros ainda totaliza 125,47% ao ano. Ora, juros nesse montante, mesmo para o consumidor, para a pessoa física, é um escândalo, quase um roubo.
Em setembro, conforme o levantamento da ANEFAC, as taxas de juros ao consumidor caíram pelo oitavo mês consecutivo e, agora, chegaram ao menor nível mensal (7,01%, em média), desde que a entidade começou a fazer a pesquisa em 1995. Mesmo assim, para o credor pessoa física isso ainda significa ver sua dívida mais que dobrar (125,47%) ao final de um ano.
Precisamos adotar medidas enérgicas e mais eficazes de combate aos juros e spreads e, principalmente, criar condições que abram a concorrência para sair dessa situação praticamente monopolística em que o setor bancário nacional está nas mãos de apenas quatro grandes conglomerados Itaú-Unibanco, Bradesco, Santander e HSBC.
Com a palavra o Ministério da Fazenda e o Banco Central.

O Brasil acerta ao defender Honduras
Publicado em 16-Out-2009
No meu artigo desta semana...
No meu artigo desta semana, publicado hoje no Blog do Noblat e em vários jornais do país, rebato "Saudades do barão" de Marco Antonio Villa, historiador e intelectual tucano, publicado no Folhão, em 04 pp.
No texto de Villa, vocês poderão encontrar todos os argumentos da direita brasileira que de forma lamentável apoiou abertamente o golpe em Honduras e, ainda por cima, criticou a política externa do governo Lula que desde a primeira hora foi firme e solidário ao presidente Miguel Zelaya.
Silenciosa quando Alvaro Uribe (Colômbia) movimentou-se na direção do terceiro mandato, nossa oposição tão bem representada no artigo do historiador Antônio Villa, revela todo seu despudor, apoiando os golpistas de Honduras e alegando que Zelaya foi afastado pela Suprema Corte do país por desrespeitar uma cláusula pétrea da Constituição.
Ora, todos sabemos - e o historiador omite - que Zelaya, legítimo chefe de Estado de Honduras, foi julgado em menos de quinze horas, sem direito ao devido processo legal, em uma pantomina cujo único objetivo era camuflar um golpe civil-militar e a instalação de uma ditadura que cumprisse a tarefa de organizar eleições controladas e manipuladas pela velha oligarquia.
Além disso, o que a moderna direita brasileira reivindica é que a nossa política internacional volte a ser pautada pela covardia e o servilismo, como na época do chanceler tucano Celso Lafer, aquele que tirou os sapatos e abaixou a cabeça para autoridades americanas do último escalão.
Leia O Brasil acerta ao defender Honduras publicado na nossa seção Artigos do Zé.

Prof. Hobsbawm: uma nova igualdade depois da crise
Publicado em 15-Out-2009
A todos vocês, peço que leiam...

Z Dirceu e Eric Hobsbawm
A todos vocês, peço que leiam com muita atenção as seguintes palavras, até porque elas dizem respeito à maior prioridade política que se deve buscar no século XXI: "o objetivo de uma economia não é o ganho, mas sim o bem-estar de toda a população. O crescimento econômico não é um fim, mas um meio para dar vida a sociedades boas, humanas e justas."
Essa é a visão de um dos maiores historiadores dos nossos tempos, Eric Hobsbawm, que me concedeu a honra de um dedo de prosa sobre o Brasil e Cuba, durante o Fórum Político Mundial, em Bosco Marengo (no Piemonte, Noroeste da Itália), no último final de semana.
Parte do que ouvimos do professor Hobsbawm, durante o evento promovido pela Fundação Gorbachev, felizmente, está traduzida e publicada no portal da Carta Maior. Em sua análise sobre os países que aderiram ao socialismo, o professor avalia que com o fim do comunismo desapareceram "valores, hábitos e práticas sociais que haviam marcado a vida de gerações inteiras" e, portanto, "serão necessárias diversas décadas antes que as sociedades pós-comunistas encontrem uma estabilidade no seu 'modus vivendi' na nova era".
Por outro lado, "tanto a política ocidental do neoliberalismo, quanto as políticas pós-comunistas que ela inspirou subordinaram propositalmente o bem-estar e a justiça social à tirania do PIB: o maior crescimento econômico possível, deliberadamente inigualitário." Daí sua conclusão: "Não importa como chamamos os regimes que buscam essa finalidade. Importa unicamente como e com quais prioridades saberemos combinar as potencialidades do setor público e do setor privado nas nossas economias mistas. Essa é a prioridade política mais importante do século XXI."
Não deixem de ler a análise de Eric Hobsbawm no site da Carta Maior.

Aos mestres, com carinho
Publicado em 15-Out-2009
No Dia Nacional do Professor, aproveito...
No Dia Nacional do Professor, aproveito para saudar os milhares e milhares de mestres brasileiros, que desde as capitais de primeiro mundo que temos, aos mais remotos recantos do Brasil, dedicam-se ao ensino e ao preparo de milhões e milhões de jovens para a vida, para o mundo da educação, da cultura, do trabalho, para o futuro enfim desta infância e adolescência, e do Brasil.
Gosto de comemorar uma data destas sempre como um dia de luta a mais, um passo e um marco para novas conquistas. Mas, professores de todo o Brasil, realmente, tem hoje uma comemoração especial: pela primeira vez na história eles tem um piso salarial nacional de R$ 950,00, instituído pelo presidente Lula ao sancionar projeto de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) e aprovado pelo Congresso.
Sancionado pelo presidente, o governo desenvolve esforços em todos os sentidos para que esse piso seja respeitado e pago a cada professor, em cada Estado e município do país, em que pese a oposição dos governadores do PSDB (José Serra, de SP, Aécio Neves, de MG, e Yeda Crusius, do RS) e do PMDB (Luiz Henrique, de SC e André Puccinell, do MS) que diretamente ou por prepostos entraram na Justiça e chegaram a ir até o Supremo Tribunal Federal (STF) para não pagar esse salário.
Não posso deixar de me solidarizar, em particular, com os mais de 300 mil professores da rede pública do Estado de São Paulo que enfrentam péssimas condições de trabalho e levam à frente um ensino que, a cada aferição, revela maior grau de deterioração, fruto do sucateamento e destruição mesmo, imprimidos à área por 16 anos de governos tucanos no Estado.

ENEM: "a oposio apostou num grande escndalo"
Publicado em 15-Out-2009
Muitos leitores enviaram comentários...

Carlos Abicalil
Muitos leitores enviaram comentários e e-mails, pedindo-me mais comentários sobre o vazamento das provas do ENEM. Para atendê-los, entrevistei o deputado federal Carlos Abicalil (PT - MT), da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ao término de sua participação da audiência pública sobre as medidas administrativas e judiciais tomadas na apuração do vazamento das provas do exame.
Abicalil, como você avalia a atuação do MEC em relação ao vazamento das provas do ENEM?
[ Carlos Abicalil] O ministério não vacilou. Uma vez que os indícios foram fortes, atuou de forma impessoal e eficiente. O ministro [Fernando] Haddad não se escondeu atrás de nenhum assessor. Apresentou todas as respostas, não infrigiu as formas legais e colocou a Polícia Federal para investigar o crime. Cinco pessoas, inclusive, já foram indiciadas. Agora, resultam duas ações - a apuração criminal e, também, os procedimentos administrativos da ação civil para apurar as responsabilidades dos implicados nesse processo, especialmente do Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (CONNASEL), com quem o MEC rompeu o contrato.
Como você vê a atuação da oposição frente ao vazamento das provas do ENEM?
[ Carlos Abicalil] Ela apostou num grande escândalo que não aconteceu dada a prontidão da resposta do MEC e, também pelo apoio da sociedade e o reconhecimento da importância do ENEM para o país. É um exame que atende aos princípios de universalização do acesso à educação superior a partir da oferta de vagas a milhões de estudantes. Não e à toa que o exame encontra forte resistência empresarial dos que mantém os cursinhos privados. Afinal, sua forma de avaliação assegura condições de equivalência a todos os estudantes, independente da renda.
A exploração do prejuízo teve, inclusive, uma consistência menor em vista da própria procura do exame pelos 4 milhões de estudantes de nível médio, que se movem no sentido de concorrer às bolsas do ProUni e das instituições públicas, em substituição total ou parcial dos vestibulares. Vale lembrar que o Brasil, diferentemente dos demais países, ainda sustenta um modelo de vestibular arcaico e segregador que avalia muito menos a competência e habilidade do aluno, do que o treino para responder as questões da prova.Foto: site deputado Carlos Abicalil

Um dos exames mais bem conceituados do pas
Publicado em 15-Out-2009
O ENEM perdeu legitimidade?...
O ENEM perdeu legitimidade com esse episódio? Como você analisa o sistema de avaliação do exame?
[ Carlos Abicalil] De forma alguma. O ENEM permite uma mudança cultural ao favorecer o acesso às instituições públicas e privadas, e atua positivamente na alteração das práticas curriculares do ensino médio. O episódio não trará, de forma alguma, queda na credibilidade ao exame.
Ele é uma das provas mais bem conceituadas em nível internacional e segue à risca os rigores e padrões exigidos. Quanto ao sistema de avaliação, trata-se de uma aferição dos estudantes e não das escolas - estas já são avaliadas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica - SAEB. O ENEM é, portanto, vocacionado a avaliar o estudante. Tanto o é que a inscrição para prestá-lo é voluntária e independe da conclusão do 2º grau, além de obedecer as diretrizes nacionais curriculares que servem de parâmetro para essas competências.
E quanto as universidades que estão se auto-excluindo do exame?
[ Carlos Abicalil] O fato de não utilizarem o ENEM, pelo menos no caso da USP, foi uma questão de calendário. A USP não considerava o ENEM como critério decisivo para a classificação, mas o contemplava na 1ª fase, eliminatória. Não haveria, portanto, tempo para a realização. A opção foi exclusivamente por uma questão de calendário e não por perca da credibilidade do exame.
Hoje é o Dia Nacional do Professor. Qual a sua mensagem para esses trabalhadores?
[ Carlos Abicalil] O dia dos professores deve ser reavivado a cada ano. Temos razões para celebrá-lo, mas também para lutar. O piso nacional profissional que o presidente Lula ousou propor atende à política de valorização profissional e a conquistar o vigor pleno da profissão.
Nessa questão, agora, está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do mérito em três dispositivos principais: reestruturação da carreira, composição da jornada de trabalho e piso salarial. Essa é uma luta de todos.
Outra conquista deste governo foi o reconhecimento dos profissionais na área da educação, dando-lhes estrutura administrativa, funcionários, multimeios e atribuindo a este corpo educacional um caráter profissional, uma iniciativa proporcionada pela lei 12.014, de agosto desse ano, de autoria da senadora Fátima Cleide (PT-RO).

Lula, o regente da orquestra de solistas
Publicado em 15-Out-2009
Boa resposta essa do presidente Lula...
Boa resposta essa do presidente Lula ao ser questionado pelos jornalistas sobre sua preferência entre as candidaturas presidenciais da ministra Dilma Rousseff (PT e aliados) e do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e afirmar que considera os dois "solistas".
Sua resposta deixa claro que, não sendo o ideal na conjuntura política que vivemos, quando seria melhor uma eleição plebisicitária, mesmo assim podemos chegar a 2010 com duas candidturas da base do governo ao Planalto. Se assim ocorrer, com a diferença nítida de que ele é e será o regente da orquestra em que Dilma e Ciro são solistas.
A falta de modstia de Serra
Publicado em 15-Out-2009
Visíveis o contrangimento e o despeito...
Visíveis o contrangimento e o despeito com que o governador-presidenciável de São Paulo, José Serra (PSDB) comentou a inspeção que o presidente Lula, acompanhado pela ministra Dilma Rousseff, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e o governador de Minas, Aécio Neves (em parte da viagem) faz as obras de transposição do rio São Francisco em MG, SE, PE e PB. Constrangimento por não ter uma obra de tão grande porte a rivalizar e despeito por não ter sido convidado.
Mesmo assim Serra deitou falação contra a ação do governo na obra e no Nordeste. "É a região, do ponto de vista econômico e social, mais problemática do Brasil e há uma absoluta ausência de investimentos na irrigação. Eles foram interrompidos há seis ou sete anos". O tempo de que Serra fala coincide com o último ano de governo FHC e com os dois governos do presidente Lula.
Foi infeliz o governador nessa sua intervenção - ele ou manipulou os dados de propósito ou está mal informado. Não falo pelo último ano de FHC, mas ao longo dos dois governos Lula, o Nordeste recebeu investimentos em volume jamais visto antes, tanto que seus índices de crescimento ano a ano são bem superiores ao do restante do Brasil.
Além do mais, falta a Serra autoridade para manifestação dessa natureza. Ele integrou os dois governos de FHC, no último, como ministro da Saúde, mas no primeiro, como titular do Planejamento e não consta que em nenhum momento desses quatro anos, e exatamente na pasta responsável pela programação de obras no país, tenha incluído essa da transposição do rio.
Faltou, também, modéstia a Serra para reconhecer que o presidente Lula teve a coragem de empreender essa transposição, sonhada desde meados do século XIX, quando Dom Pedro II durante visita a região, no auge de uma seca, prometeu empenhar até a última pedra de sua coroa na resolução desse problema, uma promessa não cumprida.

A cortina de fumaa sobre a administrao paulista
Publicado em 15-Out-2009
No começo da semana (12.10)...
No começo da semana (12.10), o deputado Samuel Moreira (PSDB) publicou no Folhão, artigo em que chamava de propaganda enganosa, a última campanha eleitoral do PT sobre as obras do PAC. A resposta do presidente do PT no Estado de São Paulo, Edinho Silva, foi publicada hoje sob o título "Uma fumaça sobre o governo Serra".
O ex-prefeito de Araraquara, mostra, por exemplo, que há dinheiro do PAC em São Paulo: "dos investimentos em reurbanização, como em Heliópolis e Paraisópolis, do subsídio à expansão do Metrô e do Rodoanel, dos recursos para a revitalização da Billings-Guarapiranga, além das verbas para saneamento, moradia e infraestrutura e da redução de contrapartida nas obras, que beneficiou em mais de R$ 400 milhões o Estado".
"Em São Paulo - informa Edinho - são mais de 1,1 milhão de famílias atendidas pelo Bolsa Família, 172 mil jovens no ProUni e 26 mil no Projovem; cerca de 11 milhões assistidos por equipes do PSF (eram 5,9 milhões em 2002) e 7,8 milhões por equipes de saúde bucal (1,4 milhão em 2002); sem falar de Luz para Todos, farmácia e restaurante popular, Peti e outros".
Edinho também aconselha o parlamentar a consultar a execução orçamentária da administração Serra, que mostra: "56% das ações previstas ficaram abaixo da média empenhada e 23% das iniciativas tiveram 0% de empenho".
"O governo Serra - complementa Edinho - retirou R$ 88 milhões da habitação, R$ 53 milhões do ensino superior, R$ 26 milhões do meio ambiente, R$ 158 milhões do Metrô, R$ 17 milhões do Ação Jovem e R$ 9,6 milhões da saúde, e não empenhou um centavo sequer no projeto universidade virtual e na agência de fomento."
Não deixem de ler "Uma fumaça sobre o governo Serra", publicada hoje no Folhão.

A conversa fiada de Srgio Guerra
Publicado em 15-Out-2009
Pura conversa fiada, sem nenhuma...

Srgio Guerra
Pura conversa fiada, sem nenhuma novidade, essa história que o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) veicula, de que mesmo com a anunciada disposição do PMDB de fechar até novembro o apoio oficial do partido à candidatura Dilma Rousseff, a oposição continua a apostar na adesão de parte dos peemedebistas ao PSDB na corrida presidencial.
O apoio do PMDB ao governador-presidenciável paulista José Serra (provável candidato deles, embora o governador de Minas, Aécio Neves, se mantenha no páreo) é o de sempre: apoiam-no os mesmos peemedebistas que desde 1994 apoiaram Fernando Henrique Cardoso, ajudaram em sua eleição (1994), na reeleição (1998), ficaram - e perderam - com Serra em 2002 e com Geraldo Alckmin em 2006.
Além disso, como o próprio Sérgio Guerra reconhece, Serra (ou Aécio) ainda nem é candidato, não diz objetivamente o que vai fazer e essa sua permanência no "muro", que o senador pernambucano passa como se fosse uma coisa natural, só prejudica o avanço dos entendimentos deles com eventuais aliados.
Já Dilma Rousseff não só é candidata do PT como caminha para ter o apoio do PMDB, PDT, PR e PC do B. Não há, do lado de cá, nada assim tão bom ou que favoreça o candidato presidencial tucano, como quer passar Sérgio Guerra. Inclusive porque o PSB, outra legenda da base do governo, ou apoiará nossa candidata ou lançará a candidatura - legítima - do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), um anti-Serra assumido.
E há, ainda, a possibilidadee de Ciro, que transferiu o domicílio eleitoral para a capital paulista, sair candidato a governador do Estado, o que também não configura uma situação confortável para os tucanos, há 16 anos no poder em São Paulo e que correm o sério risco de perdê-lo em 2010. Foto: José Cruz/ABr

Arns: "faa o que digo, no o que fao"
Publicado em 15-Out-2009
Não sei bem do que reclama...
Não sei bem do que reclama e não dá para entender os protestos de Flávio Arns (PSDB-PR), eleito senador pelo PT do Paraná graças ao apoio do presidente Lula, e que há pouco trocou de partido e voltou a ser tucano. O senador paranaense se queixa por ter perdido a presidência da Comissão de Educação do Senado.
A presidência da Comissão, como bem explica o líder do PT no Senado, Aloísio Mercadante (SP) não é da pessoa, do senador, é do partido. No caso desta, é claro que é do PT já que o regimento interno distribui as presidências pelo número de senadores de cada partido.
A atitude do senador Arns é típica de tucano. É uma ostensiva demonstração da política deles do "faça o que eu digo, não o que eu faço". Ele protesta contra a perda do comando de uma Comissão que é do PT, partido que deixou e que nada fez contra ele ou para recuperar o seu mandato.
Arns é um tucano que se assusta com a retirada da presidência de uma Comissão que é do PT, mas não tem a mesma atitude em relação as práticas de seu partido. O PSDB foi o partido que mais exigiu de volta os mandatos dos parlamentares que saíram, trocaram de legenda, caso dele, inclusive.
Para ficar num exemplo mais recente e mais divulgado, veja-se o caso de Gabriel Chalita, vereador paulistano mais votado do Brasil (102 mil votos). Chalita saiu do PSDB e filiou-se ao PSB. Mais que depressa os tucanos apressaram-se em ameaçá-lo, em pedir de volta o seu mandato para o PSDB.

Dilma j conversou com todos os partidos aliados
Publicado em 15-Out-2009
As conversas que a nossa candidata a...
As conversas que a nossa candidata à presidência da República, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mantém com os partidos aliados têm como objetivo assegurar a continuidade do governo Lula sem Lula, e estão se revestindo do mais completo êxito. Dilma já teve reuniões com o PMDB, o PDT, o PRB, o PR e o PC do B.
"Discutimos a conjuntura nacional e como é que fica para todos nós, não uma candidatura propriamente dita, mas a nossa contribuição para fazer com que o projeto do presidente Lula tenha um terceiro mandato", contou aos jornalistas a ministra, que reforça essa mesma explicação nos encontros com líderes e dirigentes partidários.
A ministra-candidata segue uma estratégia muito correta ao conversar primeiro com os partidos da base aliada, o que não quer dizer, obviamente, que não seja receptiva e não vá manter entendimentos com representantes de todos os demais setores da sociedade.
"Eles (os partidos) são da base do governo e vamos obviamente considerar importante a participação deles (na campanha de 2010)", destaca a ministra, justificando porque começa por eles o amplo leque de conversações que pretende manter com todos os segmentos da sociedade brasileira.

PMDB governo e oposio est onde sempre esteve
Publicado em 15-Out-2009
"Não posso assumir uma posição...
"Não posso assumir uma posição dessas porque teria que assumir que sou a pessoa indicada (candidata à presidenta). Não posso fazer, ainda, uma vez que o PT não se reuniu para definir isso" (leia nota acima).
Com a frase acima, hábil para uma postulante que se encontra sobre pressão para confirmar a candidatura, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, evitou comentar as informações de que o PT fechou acordo com o PMDB, maior legenda aliada, numa aliança que pode ser oficialmente anunciada no início de novembro, ou até antes.
Modéstia e cautela necessárias à ministra, ainda numa fase de amarração de sua candidatura, e de acordos com os partidos. Por isso ela coloca que a primazia para falar desse assunto é do presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoíni (SP) e demais dirigentes e líderes do nosso partido.
É a candidata
Mas, Dilma não só é a candidata do PT, como caminha para ter o apoio, realmente, do PMDB, e para ser o nome desse partido e do PDT, PR e PC do B. O PMDB que apoiará Dilma está no governo, é parceiro e ajuda a governar.
Os peemedebistas que não a apoiarem não surpreenderão, sempre esiveram na oposição. Integraram o governo FHC e o ajudaram na eleição (1994) e reeleição (1998). Também apoiaram os candidatos tucanos nas eleições presidenciais seguintes - José Serra em 2002 e Geraldo Alckmin em 2006.

SP: a deciso sobre 2010 deve ser em conjunto
Publicado em 15-Out-2009
A todos vocês, disponibilizo...
A todos vocês, disponibilizo a íntegra da análise do deputado José Genoino (PT-SP), "Em São Paulo, a decisão sobre 2010 deve ser em conjunto", sobre o PT e as eleições 2010, comentada neste blog na última semana (ver nota).
Em seu artigo, Genoino expõe a estratégia que defende para o Brasil, uma eleição plebiscitária; e uma candidatura única dos partidos da base do governo para São Paulo, inclusive, aconselhando a discussão do nome do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) como candidato a governador.
Acessem sua análise na seção Convidados deste blog.
Aplausos a um ato de coragem de Fernando Lugo
Publicado em 15-Out-2009
Não há como não vibrar - e comemorar ...
Não há como não vibrar - e comemorar - com o ato do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que determinou a abertura de uma tonelada de papéis, os chmados "arquivos do terror", toda a documentação secreta das forças armadas do país, das guerras em que seu país se envolveu desde o século XIX à relativa a violenta repressão desencadeada no país nos 35 anos (1954-1989) da ditadura militar do general-presidente Alfredo Stroessner.
Lugo abriu os arquivos da repressão à pedido da Comissão da Verdade e Justiça (CVJ) sobre a ditadura Stroessner - responsável pelo assassinato de 59 pessoas e pelo sumiço de 336 desaparecidos políticos - que concluiu seus trabalhos no ano passado.
O ato de Lugo põe o Brasil mais uma vez na rabeira da abertura dos arquivos da ditadura militar em relação aos demais países da América Latina. A Argentina já revogou sua lei de anistia recíproca e prendeu generais; no Chile, a Corte suprema avalizou a abertura de ações judiciais contra os que violaram os direitos humanos, perseguiram, torturaram, mataram e provocaram desaparecimentos políticos na ditadura Pinochet; e o Uruguai já julgou até presidentes civis que colaboraram com a ditadura.
No Paraguai, onde não houve lei de anistia os crimes de violações de direitos humanos já vinham sendo investigados pela Justiça, mesmo antes dessa reabertura dos arquivos. No Brasil, ainda se trava uma arrastada discussão sobre a abertura ou não dos arquivos da repressão da ditadura militar.
Até quando teremos de esperar?

Para uma grande guerreira, Dona Elzita
Publicado em 15-Out-2009
Começo nosso dia, enviando...
Começo nosso dia, enviando um grande abraço à Dona Elzita Santa Cruz, pelos 96 anos de idade completados nesta 4ª-feira (14.10), em Olinda (PE).
Exemplo de força, garra e luta para todos nós, há 35 anos Elzita busca informações sobre o assassinato de seu filho, Fernando Santa Cruz, da Ação Popular Marxista-Leninista (APML), desaparecido político desde que foi preso pela ditaduramilitar em 1974, aos 26 anos.
Detido no Rio, desde então, as informações desencontradas fizeram com que Dona Elzita percorresse quartéis cariocas e paulistas, escrevesse petiçoes a autoridades, procurasse organismos internacionais - como a Cruz Vermelha, a Anistia Internacional e a Órganização dos Estados Americanos (OEA) -, e principalmente, reunisse outras mães e parentes na mesma situação dela para fundar o Movimento pela Anistia em Pernambuco.
A luta desta brasileira, mãe e militante política é de todos nós. Não à toa que seu aniversário tornou-se também um grande ato político pela abertura dos arquivos da repressão. Em declaração ao Jornal do Comércio, do Recife, Dona Elzita reafirmou seu pedido, transmitido ao presidente Lula há dois anos: “queria que ele abrisse os arquivos, senão eu não vou ver. Não é possível que eu vá fazer 100 anos, né?"
Aqui, neste blog, endosso o seu pedido e lhe transmito meus sinceros cumprimentos e admiração, e agradecimento pela sua força.

"Passo a passo", golpe fracassa em Honduras
Publicado em 15-Out-2009
Apesar de o presidente ilegítimo...
Apesar de o presidente ilegítimo Roberto Micheletti bradar que "até agora, não há acordo" - é o que ele quer -, na prática, os golpistas em Honduras já aceitam a volta ao poder do presidente democraticamente eleito no país, Manuel Zelaya. Prova disso é o texto consensual redigido na mesa de negociações por representantes de Micheletti e Zelaya.
"Estamos satisfeitos com o texto", esclareceu Victor Meza, principal negociador de Zelaya. "Não é um fim para a crise, mas é uma saída", completou. Já a representante do golpista Micheletti, Vilma Morales, evitou comentar os detalhes do documento, mas reconheceu que todas as propostas foram discutidas.
Está prevista para hoje uma nova rodada de negociação. A questão agora é sobre qual órgão irá ratificar o documento: se é a Corte Suprema de Justiça, como querem os golpistas e que poderá levar a um atraso na restituição do poder a Zelaya - a Corte homologou o golpe; ou o Congresso Nacional, como defende o presidente Hondurenho.
Nas palavras de Manuel Zelaya, "uma coisa é o texto, outra coisa é o acordo, e outra coisa é a assinatura. Tudo vai passo a passo." Mas, como vocês podem ver pelo noticiário - ainda que a maior parte dele comprometido com a defesa da ditadura que substiuiu o governo legalmente constituído - o golpe fracassou.
Nesse infeliz episódio, ainda bem, a democracia venceu. E em todo o processo a posição firme do Brasil foi determinante para isso, principalmente, ao abrigar o presidente constitucional do país em sua embaixada em Tegucigalpa, a atitude tão criticada pela oposição e grande mídia brasileiras.

A comparao entre o governo Lula e o de FHC
Publicado em 14-Out-2009
Continua repercutindo a entrevista...
Continua repercutindo a entrevista publicada pelo Valor Econômico ontem (13.10) com o jornalista Luiz Gonzáles, marqueteiro dos tucanos, falando sobre a corrida presidencial do ano que vem e revelando que o pessoal do PSDB não quer na campanha comparações entre os governos Lula e FHC.
Gonzáles anuncia que os tucanos preferem explorar as diferenças entre as biografias da candidata do PT ao Planalto, ministra Dilma Rousseff, e de seu mais provável adversário, o governador de São Paulo, José Serra.
O ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM), publica hoje em seu ex-blog uma síntese das mais fortes frases de Gonzáles sobre o presidente Lula, Dilma, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), a senadora Marina Silva (PV-AC) e a "superioridade" do eleitor de São Paulo em comparação com o eleitorado do restante do país.
O sugestivo título que ele dá ao que publica - "Luiz Gonzáles, marqueteiro do PSDB, chuta o pau da barraca" - é insuspeito, uma vez que Maia é do DEM, partido historicamente irmão do PSDB e que há tempos acertou apoio a Serra na eleição de 2010.
De novo o medo contra a esperana
Publicado em 14-Out-2009
O fato é que a entrevista de Luiz Gonzáles...
O fato é que a entrevista de Luiz Gonzáles revela o medo que os tucanos tem do uso da internet durante a campanha presidencial de 2010 - assegurado pela sanção do presidente Lula ao projeto de lei de reforma eleitoral - e da liberdade de imprensa.
A liberdade de imprensa apavora o tucanato, acostumado com o apoio da grande mídia controlada a ferro e fogo (e, também, através dos gastos com publicidade) pelos governadores-presidenciáveis Aécio Neves, em Minas, e José Serra, em São Paulo.
Ao pinçar as frases mais contundentes de Gonzáles no Valor (leia nota acima), Maia termina mostrando, também, a forma grosseira pela qual o jornalista se referiu a ministra Dilma - "essa mulher que ninguém sabe de onde veio..." - e aos demais candidatos que deverão concorrer com Serra no pleito presidencial de 2010.
Gonzáles vendeu uma futura estratégia de campanha completamente sem base na realidade. Como eu escrevi ontem, não somos nós, PT e aliados, que fazemos comparações entre os governos Lula e FHC.
É a população, o eleitor, que viveu e sentiu na pele o modo de administrar de uma coligação e de outra (PT e aliados x PSDB-DEM-PPS e cia), com presidentes como Lula, que gera 1,5 milhão de empregos/ano, e FHC, que gerou um total de 800 mil empregos em quatro anos.

Pelo controle das nossas terras na Amaznia Legal
Publicado em 14-Out-2009
Torço para que o Senado aprove...
Torço para que o Senado aprove o projeto de lei que passou essa semana pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, estabelecendo regras para a compra e posse de terras na Amazônia Legal por estrangeiros. Para se ter uma idéia da importância da proposta, basta lembrar que, embora os dados oficiais do INCRA indiquem 3,6 milhões de hectares, estimativas atuais apontam haver quase o dobro - 5,5 milhões de hectares - de terras nessa região em poder de estrangeiros.
Aprovada a proposta no Senado, para adquirir um imóvel nessa extensa área - nove Estados ( AC, AM, AP, MA, MT, PA, RO, RR e TO), correspondente a cerca de 61% do território brasileiro - o estrangeiro terá que comprovar pelo menos dez anos de residência no país. Além disso, as atuais propriedades passarão por um recadastramento para homolagação pelo INCRA que avaliará, inclusive, o cumprimento da função social da terra, ou seja, se a propriedade é adequada e racionalmente aproveitada, e de acordo com critérios ambientais, entre outros.
Esse projeto que elaborei junto com o deputado Nilson Mourão (PT-AC) e tem como relator o deputado José Genoino (PT-SP), determina também a instauração de processo judicial, tornando passível até mesmo de cancelamento do direito de propriedade em casos de imóveis improdutivos. A proposta impede aquisições em faixa de fronteira. É provável, inclusive, que o governo federal restrinja ainda mais a compra de terras por estrangeiros na região - reduza de 25% da área, o permitido hoje, para 10% no máximo.
Já os proprietários que estiverem cumprindo a função social da propriedade poderão expantir sua área. O projeto também impede a posse por estrangeiros de áreas acima de 15 módulos fiscais. Já as propriedades adquiridas de acordo com a lei ainda vigente - que determina limite de 50 MEIs (Módulos de Exploração Indefinida) - se produtivas, serão mantidas.

A tentativa de criar mais um factide contra o governo
Publicado em 14-Out-2009
Da forma capciosa como sempre gosta de fazer...
Da forma capciosa como sempre gosta de fazer, a mídia cria hoje mais um factóide contra o governo. Alguns jornais "fabricam" nas primeiras páginas uma divisão, um clima de disputa entre ministros sobre as metas relativas ao desmatamento e preservação do meio ambiente que o Brasil leva à Conferência Mundial de Clima da ONU, a se realizar daqui a dois meses em Copenhague (Dinamarca).
Primeiro disseram que o presidente Lula, durante recente visita à Estocolmo (Suécia), recusou-se a assumir a meta de reduzir em 80% até 2020 o desmatamento no país. Na 2ª feira (12.10), em seu programa de rádio "Café com o Presidente" o chefe do governo brasileiro esclareceu de vez essa questão: antecipou que levará a Copenhague o compromisso-meta de redução nesse percentual.
Hoje, os jornais afirmam que em reunião no Planalto, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, sugeriu que essa meta seja de 80% e a de congelamento nas emissões de dióxido de carbono fique nos padrões de 2005, num cenário de crescimento de 4% do país no próximo ano.
E mais que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff pediu novos cenários e que as metas de preservação ambiental sejam calculadas tendo em vista um crescimento entre 5% e 6% ao ano a partir de 2010.

Fictcia diviso entre desenvolvimentistas e ambientalistas
Publicado em 14-Out-2009
Criado o factóide, a mídia...
Criado o factóide (veja nota acima), a mídia estabeleceu que há uma divisão no governo entre "ambientalistas" e "desenvolvimentistas".Factóide puro, repito.
Todos os planos do governo sobre a questão do meio ambiente já previam uma redução de 70% na devastação até 2020; desde que o país superou o pior da crise econômica, todas as previsões são de que crescerá 5% ou mais a partir do ano que vem; o presidente Lula, conforme anunciou em seu programa de rádio, elevou a meta de preservação ambiental para 80%.
É o que está decidido. É a que ele levará à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague. Isso é tudo o que acontece no âmbito da administração federal - discussões naturais antes da tomada de uma decisão pelo presidente da República.
Fora daí, é mais uma tentativa da mídia de criar uma agenda negativa e passar à opinião pública a idéia de que há crise, disputa e divergências dentro do governo.
Dilma articula e alianas avanam
Publicado em 14-Out-2009
Fora a questão Ciro Gomes, de difícil solução...

Dilma Rousseff
Fora a questão Ciro Gomes, de difícil solução tanto para o PSB como para o PT (leia as notas seguintes), a pré- campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em termos de organização e consolidação avançou e muito nas últimas duas semanas. Dilma assumiu as articulações e as alianças vão se concretizar.
O Diretório Nacional do PT, na prática, montou uma pré-coordenação, com seu presidente Ricardo Berzoini (SP) e os deputados José Eduardo Martins Cardoso (SP), secretário geral petista; Cândido Vaccarezza (SP), líder do partido na Câmara; e Antônio Palocci (SP), uma espécie de pré-coordenador.
O assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, foi indicado pelo partido para coordenar a elaboração política do programa de governo, num trabalho conjunto com os aliados. Mudou, também, a agenda da pré-candidata que retomou as viagens e os contatos políticos e, principalmente, avançou sua presença na mídia e nas ruas.
Avanços ocorrem mesmo em Estados difíceis
As reuniões com as direções e lideranças dos partidos aliados aconteceram - e prosseguem - todas bem sucedidas: com o PMDB, PDT, PR e PC do B. Dessa forma consolida-se, na prática, a aliança do PT com esses partidos. Há avanços mesmo nos Estados onde temos a difícil tarefa de montar palanques com os aliados.
Em Goiás, por exemplo, caminhamos para uma chapa conjunta: o prefeito de Goiânia, Iris Rezende-Henrique Meirelles, presidente do Banco Central (BC); no Pará, foi retomado o diálogo com o PMDB, as conversas entre o deputado Jáder Barbalho (PMDB) e a governadora Ana Júlia Carepa (PT) - vai sair o apoio à Dilma; na Bahia, também; no Paraná há um esforço de entendimento; e em São Paulo há, ainda, a possibilidade, mesmo que remota, da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) a governador, já que ele transferiu seu domicílio eleitoral para o Estado.
Vejo que a mídia registra hoje como difícil o diálogo PT-PMDB nos Estados da BA, MS, PA, PE, RS, SC, SP e no DF. Sobre a situação na BA e no PA eu falei acima. Em PE e nos demais Estados citados, os peemedebistas sempre nos fizeram oposição. Como os entendimentos caminham bem na BA e no PA, precisamos resolver a situação no Rio e em MG.Foto: José Cruz/ABr

2010: alguns esclarecimentos sobre a minha atuao
Publicado em 14-Out-2009
Esta semana a mídia - inclusive uma...

Ciro Gomes, Lula, Dilma Rousseff e Acio Neves
Esta semana a mídia - inclusive uma das principais revistas do país - voltou a tratar da minha atuação em defesa da candidatura pelo PT à presidência da República, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e das alianças na base do governo, a começar pelo PMDB.
Em suas avaliações tem um pouco de tudo mas, principalmente, pressão para que eu não atue. Uma revista semanal chega a dizer que não tenho direitos políticos. Não é verdade. O que perdi foi o direito à elegibilidade. Bem que ela gostaria que eu estivesse com os direitos políticos suspensos e não fizesse mais política, como em outros tempos, a ditadura tentou. Mas, nem esta conseguiu. Cassou a minha nacionalidade, baniu-me do país, impediu-me de retornar, mas voltei clandestino e continuei na luta.
A revista também procura me desqualificar, apresentando-me ora como chefe do mensalão - numa negação da minha presunção de inocência - ora como lobista. Tenta, assim, impedir que eu exerça minha profissão e trabalhe como advogado para me sustentar.
Por fim, comete a baixaria de me apresentar como intermediário da oferta de cargos e benesses em nome do PT e do governo, o que é outra forma de desqualificar minha participação. Minha atuação - repito o que já disse antes - é pessoal, de minha inteira responsabilidade, já que não sou nem dirigente do PT e nem tenho delegação de ninguém para atuar.
Na falta de argumentos para responder minhas críticas e minhas propostas, e a essa atuação em prol da candidata do PT e das alianças, apresentam-me como alguém que tenta isolar, ou pressionar o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ou perseguir a senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata de seu partido ao Planalto.
Foto: Ricardo Stuckert/PR

No podem querer que o PT fique parado
Publicado em 14-Out-2009
Como a imprensa aborda minha atuação...
Como a imprensa aborda minha atuação e a sucessão, vamos aos fatos. O deputado Ciro Gomes tem todo o direito e legitimidade para ser candidato. Mas, ele e seu partido, o PSB, não podem querer ou pedir ao PT que fique parado enquanto eles, para organizar uma aliança nacional e palanques estaduais para a sua candidatura, disputam o apoio do PR, PDT, PC do B e mesmo de setores do PMDB, começando pelo seu berço político, o Ceará.
Tenho atuado e pregado, sim, que o PT faça o mesmo: consolide a aliança com o PMDB; defina o candidato a vice-presidente; faça a coligação com o PC do B, o PDT e o PR; e avance na definição da pré-candidatura de Dilma, no programa de seu governo, na coordenação, mídia, pesquisas, agenda, e nos contatos políticos em favor de sua postulação. Nada mais do que estão fazendo todos os candidatos ou pré-candidatos.
Tenho viajado pelo país desde 2006 e feito debates, palestras, reuniões com aliados, concedido entrevistas e visitado governadores, prefeitos, assembléias legislativas e dirigentes partidários, num trabalho que inicio pelos aliados do PT.
Esse ano, em prática semelhante, dediquei-me a defender a candidata do PT e as alianças. No caso especifico do PSB tenho destacado que a candidatura Ciro desorganiza os palanques estaduais do meu partido e do dele, e deixa nossa candidata, Dilma Rousseff, sem palanque em Estados importantes como CE, PE e RN.
Essa é uma situação evidente, para além da questão das duas táticas em discussão - uma, a eleição plebiscitária para o Planalto, como tem defendido o presidente Lula, com Ciro candidato ao governo de São Paulo; a outra, duas candidaturas presidenciais na base do governo.

A situao, Estado a Estado
Publicado em 14-Out-2009
Tenho destacado que o PSB precisa...
Tenho destacado que o PSB precisa de alianças conosco na BA e em SE para eleger senadores, e nós para reeleger os governadores petistas desses Estados, Jacques Wagner (BA) e Marcelo Deda (SE). Fora os problemas em Estados nos quais apoiamos juntos outros candidatos - caso do ES, onde temos uma aliança com o governador Paulo Hartung, do PMDB, tendo como candidato seu vice-governador, Ricardo Ferraço.
Sem falar no fato concreto que o PSB pode se aliar ao PSDB em vários Estados - AL, AM, MA, MG, PR, PB e SP. No caso do Maranhão, por exemplo, o ex-governador José Reinaldo, filiado ao PSB e candidato ao Senado, já apoiou o atual prefeito tucano de São Luis em 2008; acontecendo o mesmo em Manaus, onde o ex-prefeito do PSB, Serafim Correa, disputou a reeleição e agora é pré-candidato a governador tendo como principal cabo eleitoral numa aliança já fechada, o senador Artur Virgílio (PSDB-AM).
Na Paraíba, o PSDB e o DEM não escondem o desejo de apoiar para governador em 2010 o prefeito reeleito do PSB, o ex-petista Ricardo Coutinho. Em São Paulo, o PSB faz parte da base de apoio do governador presidenciável José Serra. Em Minas Gerais o prefeito de BH, Márcio Lacerda, foi eleito com o apoio do PT e do ex-prefeito Fernando Pimentel - este, articulador de uma aliança informal com o PSDB e o PPS naquele pleito (2008).
Além de Minas, uma candidatura do PSB à presidência da República desorganizaria, ainda, o palanque no Piauí, que o PT governa e onde o vice-governador Wilson Martins é do PSB e pode vir a concorrer ao governo para sustentar a candidatura presidencial de seu companheiro de partido. O mesmo problema se registra no Mato Grosso: se Ciro sai candidato, desorganiza nosso palanque - o nosso e o do PSB, que terá candidato a governador.
Tenho evitado destacar que Ciro não tem tempo de TV ou palanques estaduais, ou os tem com o PSDB. Mas, esta possibilidade pode acontecer no próprio Ceará - seu berço político - numa dobradinha para as duas vagas para o Senado, formada pelo senador Tasso Jereissati (PSDB) e o ex-ministro de Comunicações, Eunício Oliveira (PMDB).

Jamais desqualifiquei a candidatura Ciro
Publicado em 14-Out-2009
Muito menos desqualifico a candidatura Ciro...

Ciro Gomes
Muito menos (veja as três notas acima) desqualifico a candidatura Ciro Gomes à presidência da República. Só tenho pregado e articulado que o PT consolide suas alianças e seus palanques, o que é natural numa disputa em dois turnos. Não perco, em nenhum momento, a perspectiva que Ciro é nosso aliado, apóia o governo e estaremos juntos no 2º turno.
O que não se pode é pedir ao PT (e muito menos a mim) que não trabalhe para levar Dilma para o 2º turno. De preferência, na frente. E que ela chegue lá com alianças e tempo de TV já no 1º turno, e com o apoio do presidente Lula. Um apoio que Ciro não terá, apesar do respeito que temos para com ele e com a sua candidatura, também da base do governo.
José Serra e Aécio Neves estão construindo suas alianças com setores do PMDB. Serra, inclusive, começou pelo ex-governador Orestes Quércia, em São Paulo, hoje elevado ao cargo de seu articulador nacional (e dos tucanos) nas negociações com o DEM e o PPS. Perderam o apoio do PV, o que desorganiza o palanque tucano no Rio (Fernando Gabeira) e em vários Estados, mas vão em frente nesse trabalho.
Nesse quadro que acabo de analisar, cabe a nós fortalecer os nossos e nos preparar para uma campanha que será longa e difícil. E fazê-lo, sem perder de vista que teremos 2º turno. E depois, que teremos de governar.Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

"Repatriar, sim", afirma Mentor
Publicado em 14-Out-2009
Em seu artigo "Repatriar, sim!"...

Jos Mentor
Em seu artigo "Repatriar, sim!" publicado hoje na Folha de S. Paulo, o deputado José Mentor (PT-SP) responde à crítica do juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, Fausto de Sanctis, sobre seu projeto de lei que visa repatriar e legalizar entre US$ 70 bilhões e US$ 150 bilhões, remetidos ilegalmente para fora do Brasil.
Mentor explica que se a situação permanecer como está hoje, e como propõe o juiz, "as dificuldades internacionais continuarão, apesar dos esforços das autoridades e dos tratados de cooperação. Continuarão desconhecidos os caminhos para esconder a origem e o destino dos valores. E a recuperação do dinheiro evadido será pífia, como tem sido: US$ 1,7 milhão repatriado até hoje".
Em seu artigo o deputado observa que trata-se de "capitais de brasileiros, gerados originariamente em território nacional, que estão a serviço de outros países, sem nenhum efeito real para o Brasil. Ao contrário, nos últimos anos - 20, para falar de poucos -, afetaram o risco Brasil, o que fez o país pagar juros mais altos, e reduziram não só a base tributária da economia, causando o aumento dos impostos, mas também as reservas brasileiras - o que, mais uma vez, alimentou os juros".
Mentor também aponta que outros países como Alemanha, Argentina, Bélgica, Itália, México, Rússia e Estados Unidos, também já aprovaram leis de repatriação. "Só mudamos o país onde a riqueza será produzida e, consequentemente, o povo beneficiado. Por que o Brasil, carente de recursos como é, não deveria repatriar? Sim, deve!", justifica o parlamentar paulista.
Leia Repatriar, sim! do deputado José Mentor (PT-SP) publicado hoje na seção Tendências/Debates do Folhão.
Foto: site José Mentor

Estado esconde a verdade de seus leitores
Publicado em 14-Out-2009
O jornal o Estado de S.Paulo está no seu papel...
O jornal o Estado de S.Paulo está no seu papel de espernear contra o que considera um direito seu de publicar reportagens sobre o empresário Fernando Sarney, proibidas por decisão judicial. Nesse sentido, mantém o seu protesto diário contra a medida que classifica como censura.
O jornal não tem o direito, no entanto, de manipular a informação e sonegar a verdade a seus leitores. Em sua campanha diária contra a decisão judicial, ele esconde a verdadeira causa da proibição que é o segredo de justiça - o Estadão foi proibido de divulgar informações sigilosas sobre Fernando Sarney obtidas no processo sobre ele, que tramita em segredo de justiça.
Em outras palavras, há uma lei no país que prevê processos sigilosos. Assim, o jornal não está sob censura e as decisões judiciais não são contra o jornal, são pelo cumprimento dessa lei que ele desrespeitou.
Mídia quer divulgar processos sigilosos como bem entende
Há algumas semanas, o juiz Fausto de Sanctis, tão festejado pelo Estadão, proibiu - isso mesmo, proibiu - a Câmara dos Deputados, ou seja, uma das Casas do Parlamento brasileiro, de ter acesso aos autos da Operação Satyagraha. E o fez com base na mesma lei e no mesmo argumento utilizado pelo Tribunal de Justiça de Brasília (TJ-DF) para tomar a decisão sobre O Estado de S.Paulo: o processo da Satyagraha corre em segredo de justiça.
Como vemos, não há nada contra o Estadão, nem a medida é contra ele ou é censura à imprensa. A deliberação também demonstra que não foi o desembargador do TJ-DF, Dácio Vieira - autor da proibição inicial -, por ser supostamente próximo à família Sarney, que decidiu. A medida continua a vigorar após o julgamento do mérito, por colegiado do Tribunal e em respeito a legislação vigente (a que trata de processos sigilosos).
Acompanhando-se o caso com isenção, fica claro que a decisão foi mantida para o cumprimento de uma lei em vigor no país. Ou se revoga a legislação, ou ela tem que ser cumprida. O fato é que, na prática e quando lhe interessa, a mídia não obedece a lei e divulga à vontade, como bem entende, parte de gravações, autos e depoimentos constantes em processos sigilosos, apesar de, nesses casos, haver o sigilo decretado pela Justiça. Age da mesma forma que esconde autos processuais dos leitores quando tem interesse, por exemplo, em proteger os tucanos no caso Alstom.

CONFECOM enfrenta boicotes tambm em SP
Publicado em 14-Out-2009
Evento inédito em nossa história...
Evento inédito em nossa história, a primeira Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), na qual a sociedade poderá discutir e se mobilizar em torno da construção de uma mídia democrática, igualitária e atualizada aos novos desafios do país e do mundo está enfrentando boicotes, também, em São Paulo.
Digo "também", porque a CONFECOM programada para dezembro próximo, desde que foi convocada pelo governo federal, e até antes, já vinha enfrentando resistências por parte dos proprietários dos grandes conglomerados de mídia - boa parte deles, no Brasil, de propriedade de pequeno número de famílias - e de partidos como o PSDB e o DEM, beneficiados pela política de dois pesos e duas medidas (sempre contra o governo e a favor da oposição) seguida pela imprensa brasileira.
Os empresários de comunicação se recusam a participar do encontro, do debate e até mesmo da fase preliminar de preparação da pauta. Há dois meses seus representantes se retiraram do comitê constituído para elaborar o roteiro da CONFECOM.
Em São Paulo, como explica o jornalista José Carlos Ruy, editor da Classe Operária e membro do Comitê Central do PCdoB, um dos opositores à CONFECOM é o governador José Serra.
Por isso, lembra José Carlos, "Serra deixou estourar o prazo dado pelo Regimento Interno estabelecido pelo Ministério das Comunicações, que fixava 15 de setembro como data limite para os governos estaduais convocarem suas conferências.
Como deixou de fazê-lo, a Assembléia Legislativa de São Paulo (segunda na ordem de precedência para essa convocação, e com prazo até 20 de setembro) assumiu a tarefa e, no 19 de setembro, começaram oficialmente os trabalhos estaduais.

Agora uma corrida contra o tempo
Publicado em 14-Out-2009
Assim, de acordo com José Carlos porque...
"Na verdade iniciamos uma corrida contra o tempo para cumprir os prazos legais, prejudicados pela letargia do governador Serra", observa José Carlos Ruy ao falar sobre a má vontade do governo tucano paulista com a CONFECOM.
Assim, de acordo com José Carlos porque "apesar do empenho das entidades da sociedade civil que, mobilizadas desde o início do ano, já acumularam uma extensa pauta de discussão, o Estado de São Paulo, graças ao descaso de seu governador, está na rabeira do debate organizado e, principalmente, da organização da Conferência, processo em andamento em dezenove estados e no Distrito Federal".
"São Paulo, onde estão as sedes das principais cadeias nacionais de comunicação - como a Editora Abril, as TVs Bandeirantes e Record, os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, conglomerados que detém 60% do faturamento brasileiro do setor - claudicou, apesar das pressões feitas por quase uma centena de entidades da sociedade civi", assinala o jornalista
É uma postura, amigos e leitores, que vocês sabem muito bem a que se presta: a manter as coisas como estão, uma mídia sem lei, que atrás da expressão-chave "imparcialidade da notícia" (que não cumpre no seu dia-adia), esconde seu jogo sujo e manipulador da opinião pública para eleger, como um verdadeiro partido político, os candidatos que servem a seus interesses econômicos e políticos.

"Combustvel novo", tremendo mico pago pelo Folho
Publicado em 13-Out-2009
Foi um mico gigantesco das...
Foi um mico gigantesco das "Organizações Serra de jornalismo" - como a FSP está sendo chamada - ignorância ou má fé, pura e simplesmente, a nota publicada no Painel Político do jornal na 6ª feira (11.10) com o título "Combustível novo"?
A nota diz: "ONGs ligadas ao MST que receberam R$ 115 milhões do Incra nos últimos cinco anos também têm contratos com a Petrobras. A lista de entidades beneficiadas inclui as chamadas Ematers, que tocam projetos de assistência técnica para pequenos agricultores; a Asbraer, associação que representa as Ematers nacionalmente; e as Federações de Trabalhadores na Agricultura nos Estados, que agregam sindicatos rurais, a maioria sob o guarda-chuva da CUT.
Os recursos chegam às ONGs por meio de projetos de biodiesel. À frente da Petrobras Biocombustível está o petista Miguel Rossetto, ex-ministro de Desenvolvimento Agrário, pasta à qual o Incra se subordina."
Como qualquer pessoa minimamente informada, e até as pedras desse país sabem que as EMATERs - Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural - existem nos Estados há mais de 40 anos; que a ASBRAER é uma associação que as representa; e que as duas não são ONGs, como também não o são federações de trabalhadores, só posso concluir que houve má fé.
Premeditada. É o vale tudo de que falo sempre aqui: para atacar o governo, prejudicá-lo e à Petrobras - a bola da vez- vale qualquer coisa "plantada". Nem checam, recebem a notícia, a informação e já vão publicando... Aí, pagam um mico desses!

Uma surpresa positiva, um prmio merecido
Publicado em 13-Out-2009
Ao contrário do Prêmio Nobel da Paz...
Ao contrário do Prêmio Nobel da Paz dado ao presidente Barack Obama, o Nobel de Economia conferido à cientista política e economista Elinor Ostrom foi uma unanimidade. Todos destacam a importância do seu trabalho, dos estudos que ela realizou junto à micro-economia e às comunidades, a sua opção (para estudos) da ação dos indivíduos da pequena economia local e que a desenvolvem em equilíbrio com a natureza e a vida.
Em relação ao Nobel da Paz para Obama, criticado da esquerda à direita, de Norte a Sul em todo o mundo, percebo que as restrições não são ao fato de que ele, no cargo de presidente dos EUA há 9,5 meses, não o pudesse conquistar. Pode, mas o consenso entre as pessoas é de que ele talvez viesse a merecê-lo no futuro.
Já o Nobel de Economia para Elinor Ostrom soou como um alerta para a excessiva centralidade de tantos outros economistas e cientistas políticos na macroeconomia. Também um alerta contra as análises centrada tão fixamente no mercado, no uso da matemática e da estatística, em detrimento das ciências sociais e mesmo da psicologia.
O Nobel de Economia deste ano ecoa, também, como um basta ao neoliberalismo nas ciências e nos estudos aplicados, na academia e na gestão dos negócios públicos. Não deixa de ser uma crítica ao predomínio exclusivo do lucro e das empresas nos trabalhos e estudos dos cientistas e economistas, em seu foco de curto prazo, sem levar em conta os efeitos sociais, o bem estar das comunidades e a preservação ambiental.

Honduras continua sem soluo
Publicado em 13-Out-2009
À Junta Militar - encabeçada pelo civil...

Manuel Zelaya
À Junta Militar - encabeçada pelo civil títere Roberto Micheletti - interessa prorrogar ao máximo as negociações e realizar suas eleições de mentira.
Já os democratas e todos àqueles que defendem a democracia e a liberdade tem um prazo: o 15 de outubro - depois de amanhã - e muitas esperanças de que o impasse tenha uma solução hoje, na reunião, cercada de expectativas, que manterão os representantes dos golpistas e do presidente constitucional deposto, Manuel Zelaya.
Isso sem falar no fato de que, na prática, o mandato de quatro anos para o qual Zelaya foi legítima e democraticamente eleito pelo povo hondurenho, está suspenso. Esses quatro meses que lhe foram usurpados pelo representante da Junta, Roberto Micheletti (desde 28 de junho), é um período que tem de ser reposto no final do prazo constitucional do mandato do presidente deposto.
Os golpistas não aceitam a volta do presidente constitucional, ou querem condicioná-la a um ministério pré-acordado e a não retomada da convocação do plebiscito e da constituinte.
Foto: José Cruz/ABr

Dubiedade dos EUA contribui para impasse
Publicado em 13-Out-2009
O impasse persiste já há quatro...
O impasse persiste já há quatro meses em Honduras, porque na prática os golpistas estão seguros de que os Estados Unidos - que tem adotado posições dúbias e só endurecem um pouco quando pressionados - não farão nada para obrigar, de fato, os militares e a direita hondurenha, velhas aliadas dos americanos na região, a devolverem o poder ao presidente legítimo.
O peso dos EUA na economia e política hondurenhas são vitais: para lá vão 70% das exportações de Honduras e de lá vem 70% dos investimentos. Mas, o perigo está nos riscos de uma guerra civil (Honduras já viveu uma, sangrenta, encerrada no início da década de 90) ou na realização da farsa eleitoral que tornará um acordo praticamente impossível.
Mais grave é que, como sempre acontece, o desenlace em Honduras poderá ter conseqüências em toda América Central e Latina. Dai a importância da resistência democrática e de se lutar, porque essas consequências são sempre as piores: mais golpes e mais radicalização política, paralisando os processos de reformas e mudanças econômicas e sociais pelas quais, ainda que com dificuldades, vive o continente.

A entrevista de um "cara de pau" americano
Publicado em 13-Out-2009
Acintosa, para dizer o mínimo...
Acintosa, para dizer o mínimo, a entrevista do diplomata conservador norte-americano, John Negroponte, publicada no fim de semana (domingo, 11.10) pela FSP, na qual o "pau-mandado" americano diz que "a saída para a crise hondurenha é ter eleições presidenciais na data programada" - essas eleições de mentira que golpistas e todos os assemelhados que os apóiam querem realizar agora em novembro.
Negroponte acaba de assumir, em Washington, a presidência do Americas Society/Council of the Americas, que se apresenta com o objetivo de "defender o livre comércio, a democracia e mercados abertos na região" - Américas do Sul e Central.
Para os que não se lembram, Negroponte é aquele diplomata que nos anos Reagan (década de 80) foi para Honduras organizar o apoio aos contras (contra-revolucionários) na Nicarágua e tentar derrubar o governo legítimo e constitucional dos sandinistas, que haviam feito a revolução popular e derrubado a ditadura de Anastácio Somoza, implantada e sustentada pelos Estados Unidos.
Fez o mesmo trabalho de desestabilização em El Salvador e na Guatemala. Agora ele quer legalizar o golpe militar promovendo “eleições” em Honduras. Nós conhecemos essas eleições! Eles e os EUA, a mando de quem ele age, faziam-nas iguais até no Vietnam.
Mas, faço esse registro com o objetivo de chamar a atenção de vocês para a desfaçatez com que nessa entrevista ele emite as suas opiniões sobre a Venezuela, a Bolívia e o Equador. Elas só revelam como Negroponte considera natural interferir nos governos latino americanos,como se fossem protetorados dos Estados Unidos...
Vejam a entrevista publicada no Folhão de domingo.

Sem programa, oposio baixa o nvel
Publicado em 13-Out-2009
"Uma coisa é o Lula outra é essa mulher...

Dilma Rousseff
"Uma coisa é o Lula outra é essa mulher que ninguém sabe de onde veio". É desta forma, desrespeitosa e grosseira, que Luiz Gonzáles, o jornalista-publicitário marqueteiro dos tucanos, anuncia a estratégia da campanha eleitoral do PSDB em 2010.
Na campanha, os tucanos e seu marqueteiro não querem que haja comparação entre os dois governos Lula e os oito anos de FHC. Querem e anunciam ditatorialmente que o tema principal seja a biografia dos dois candidatos, do PT e do PSDB
Publicada no jornal Valor Econômico de hoje, essa entrevista de Luiz Gonzáles é a prova mais concreta do desespero tucano frente ao óbvio: jamais poderão comparar, porque não os beneficiará, os oito anos de Lula e os de Fernando Henrique na condução do Brasil.
"Essa mulher" a que se refere o marqueteiro Gonzáles é a candidata do PT e dos partidos aliados à presidência da República, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Dilma da resistência e luta contra a ditadura militar, da qual sofreu torturas; Dilma secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul, responsável por importantes e efetivas realizações, que lhe valeram o convite para minstra de Minas e Energia no governo Lula; Dilma, ministra que pôs um fim na desorganização e verdadeira baderna em que se encontrava o setor elétrico brasileiro após a catástrofe dos apagões de energia no país, estes sim, obra da gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso.
"Essa mulher" que Gonzáles não sabe de onde veio, mas que o país sabe, é Dilma ministra-chefe da Casa Civil e mãe do PAC, um conjunto de mais de duas mil obras, das maiores que esse país já teve - entre as quais aquelas que o TCU tucano quer paralizar; Dilma que foi um dos principais pilares do combate à crise internacional, idealizadora de boa parte das medidas anticíclicas que a debelaram.Foto: Rossana Lana

Oito anos PT x Oito anos PSDB
Publicado em 13-Out-2009
Se o mote da campanha eleitoral do ano...
Se o mote da campanha eleitoral do ano que vem fosse uma guerra de biografias - como propõe o marqueteiro Luiz Gonzáles e gostariam os tucanos - Dilma tem, e muito, o que mostrar. E vejam, estamos ainda a um ano da eleição e apenas 1/3 do eleitorado sabe que a ministra é a candidata do presidente Lula.
Difícil, muito improvável mesmo, se não impossível, que a campanha eleitoral gire em torno de biografias e não da comparação obrigatória entre os oito anos de governo Lula e os oito de FHC.
É a população, o eleitorado que quer. Nós, petistas e aliados só lhes daremos voz - eles é que vão se lembrar e comparar naturalmente. Não decidimos o tema por acaso, o povo já o havia decidido. E o faz, ainda que silenciosamente, e o fará na urna indevassável.
Claro, os tucanos tem o maior medo disso, pânico de que abordemos as privatarias, a venda do patrimônio nacional na bacia das almas, os apagões e tudo o mais de descalabro que marcaram os oito anos de seu governo.
Promoveram a privataria mas tem medo de assumir porque sabem que o povo foi e é contra. Prova disso foi a campanha eleitoral de 2006: quando o tema foi explorado pelo PT e aliados, o candidato tucano Geraldo Alckmin gaguejava, fugiu dele como o diabo da cruz e arrumou até um contra-argumento que não colou - dizia que eleito não ia privatizar o Banco do Brasil.

As contradies de um marqueteiro tucano
Publicado em 13-Out-2009
A entrevista do marqueteiro...
A entrevista do marqueteiro tucano Luiz Gonzáles ao Valor Econômico de hoje , também (leia as duas notas acima) está recheada de contradições.
Ele diz que o presidente Lula não transferirá votos à sua candidata, Dilma Rousseff, que não tem medo disso, mas ao mesmo tempo rechaça preliminarmente o presidente da República na campanha. Antecipa que os tucanos não querem o presidente da República nos programas eleitorais e nem no palanque da candidata. Por quê? Se ele não transfere nem influência votos, que mal tem participar da campanha?
Uma pergunta simples: por que o povo brasileiro, após sentir em sua vida a diferença concreta do aumento de salário, da renda, a ascensão social durante o governo Lula, iria preferir voltar a uma administração tucana com suas privatizações, desemprego (Lula gera um 1,5 milhão de empregos ano, FHC gerou 800 mil no total em seus últimos quatro anos) e de neoliberalismo?
A resposta a essa pergunta, meus caros, nem o marqueteiro nem os tucanos que ele representa podem dar, sob pena de se prejudicarem eleitoralmente. Por isso, a preferência por desqualificar a ministra Dilma e fugir do debate essencial desta eleição: a continuidade representada pela candidata petista do projeto de desenvolvimento nacional conduzido pelo governo Lula.

Endividar So Paulo? Serra pode.
Publicado em 13-Out-2009
É impressionante! Não se vê nenhuma...
É impressionante! Não se vê nenhuma crítica sobre a forma como o governador-candidato a presidente, o tucano José Serra, está envidividando o Estado de São Paulo.
No Folhão, hoje, há uma matéria sobre um acordo de Serra com o Banco do Brasil, que é um primor dessa linha branda em relação a ele. Candidamente o jornal diz que "na busca por recursos para extenso cardápio de obras", o governador fecha esse acordo pelo qual garante "R$ 1,3 bilhão aos cofres do Estado no ano eleitoral de 2010".
O acordo é uma antecipação de venda de folha de pagamento, uma prorrogação de 2012 para 2014 do direito concedido ao banco para gerir a conta salário do funcionalismo público paulista.
Ou seja, o governador está sacando antecipadamente um dinheiro que, de fato, deveria ser sacado por seu sucessor a partir de 2012! Imaginem se operação semelhante fosse feita pela União o tom que teria essa matéria!
Foto: José Cruz/ABr
Useiro e vezeiro em raspar cofres futuros
Publicado em 13-Out-2009
Não é a primeira operação do tipo...
Não é a primeira operação do tipo feita por Serra (leia nota acima). Há pouco ele desencadeou outra pela qual obtém uma antecipação de recolhimentos do ICMS, condenada, inclusive, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, lembram-se? Inclusive porque feita no auge da crise econômica e prejudicial às medidas adotadas para contorná-la.
Vejam como o jornal registra essas peripécias do governador:"Outra fórmula para ampliar receita foi a aprovação do projeto que permite a venda de títulos para antecipação de cerca de R$ 900 milhões em créditos que o governo tem a receber. A medida possibilita que o Estado antecipe o recebimento de dívidas parceladas em 2008."
É inacreditável... E eu nem estou falando aqui sobre a venda de ativos do Estado como a Nossa Caixa e a CESP - esta última Serra tenta, mas ainda não conseguiu vender. Assim caminha São Paulo com um governador que passou ano e meio na prefeitura e a deixou para disputar o governo do Estado.
E, agora, neste cargo transforma-o de novo em trampolim político: nem vai disputar a reeleição, já vai concorrer à presidência da República. De qualquer forma, para ele não importam os meios, nem mesmo que esteja endividando irresponsavelmente o Estado...

FSP manipula gastos de propaganda de tucanos
Publicado em 13-Out-2009
Numa visível tentativa de passar a imagem...
Numa visível tentativa de passar a imagem de uma isenção que não tem no tratamento dado ao governo federal e aos governos tucanos, particularmente os dos presidenciáveis José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), a FSP traz reportagem hoje anunciando que os dois postulantes do PSDB ao Palácio do Planalto no ano que vem aumentaram em 158% (Serra) e em 21% (Aécio) as verbas publicitárias que vão gastar em 2010.
Graças à manipulação, o material mais desinforma do que esclarece. Não lembra, por exemplo, que Serra desde o primeiro ano de governo, dobra de ano a ano a verba de propaganda de seu governo.
Seria uma informação lógica da matéria já que está noticiando que no quarto ano de administração ele não dobrará, mas sim, agora aumentará em mais de 150% seus gastos com propaganda.
Mas, o pior aspecto da matéria é a omissão, o fato de que os cálculos não incluem as despesas das estatais paulistas e mineiras em publicidade, gastos que, em muitos momentos superam e as vezes até representam o dobro do gasto com a propaganda institucional.

Gastos milionrios na CEMIG e na SABESP
Publicado em 13-Out-2009
O fato é que no material sobre propaganda
O fato é que no material sobre propaganda dos governos dos dois presidenciáveis tucanos (leia nota acima) a Folha de S.Paulo omite totalmente as verbas milionárias dispendidas por Aécio em cima das Centrais Elétricas de Minas Gerais (CEMIG) e por Serra, na SABESP, a estatal de água e esgotos que atua em São Paulo, mas da qual o governador paulsita faz publicidade em redes de TV em todo o país.
Além disso, mas não menos grave, o próprio jornal informa que omite do cálculo os gastos dos dois governos com propaganda em saúde e segurança pública. Por que essa exclusão? Para deixar menores os milionários dispêndios de Serra e Aécio com a propaganda de seus governos?
A pergunta que nos ocorre, então é: se a reportagem não foi feita com a intenção de manipular o leitor, de levá-lo a acreditar que o jornal noticia de forma imparcial a publicidade do governo federal e também a dos estaduais tucanos que apóia, para que serve essa matéria se os gastos noticiados são irrisórios frente ao orçamento total desses Estados?

Uma salva de palmas TV Brasil
Publicado em 13-Out-2009
Merecidos aplausos para a rede pública de televisão...

Merecidos aplausos para a rede pública de televisão, a TV Brasil! Em menos de dois anos de existência já é conhecida por 34% da população brasileira, ou seja, por nada menos que 1/3 do nosso povo. Desse total, 10% a assiste regularmente e a avaliação de sua programação atinge um patamar de 80% de aprovação. Repito: a TV Brasil tem menos de dois anos!
Esses dados, obviamente, ninguém viu publicados na grande mídia, nem mesmo pelos veículos do Grupo Folha (AgoraSP, Folha de S.Paulo, UOL, Folha Online, etc), embora o levantamento seja do Datafolha, o instituto de pesquisas do conglomerado, a pedido da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Ainda que não aceitável, o comportamento da grande mídia frente aos resultados da pesquisa é compreensível, já que desde sua origem, tem boicotado a iniciativa de criação da TV pública.
Em menos de dois anos, 10% de audincia
Publicado em 13-Out-2009
Entre 18 a 22 de agosto...
Entre 18 a 22 de agosto deste ano, o Instituto Datafolha entrevistou mais de 5 mil pessoas acima de 16 anos, de todas as classes econômicas em 146 municípios de todas as regiões do país, para saber a avaliação e penetração da TV Brasil nas residências brasileiras.
Na chamada pesquisa espontânea (sem mencionar o nome da TV pública), junto aos canais abertos, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistado. Já na consulta estimulada, citando seu nome, 15% disseram já ter visto o canal alguma vez e 10% garantiram vê-lo com frequência.
A pesquisa Datafolha também revela que dos 10% de telespectadores que assistem a emissora assiduamente, 85% sintonizam o canal em casa: 42% através de antena parabólica - daí a maior frequência ser de moradores no interios do país; 36% via TV aberta; e 22% através de TV por assinatura.
Valem uma análise cuidadosa, também, as causas apontadas pelos que não assistem a emissora com frequência: dificuldade de sintonizá-la (42%); desconhecimento (27%); desinteresse (23%); e falta de tempo (19%).

Quem assiste a rede pblica
Publicado em 13-Out-2009
A pesquisa Datafolha sobre a TV Brasil...
A pesquisa Datafolha sobre a TV Brasil (nota acima) revela que a maior parte dos telespectadores assíduos da rede é do sexo masculino (57%), tem em média 39 anos e pertence às classes B e C (79%). Além disso, tem escolaridade entre o nível médio (46%) e superior (17%).
É interessante notar que mais da metade desse contigente de telespectadores assíduos, mora no interior do país (58%) e na Região Sudeste (45%) - SP, RJ, ES, MG e BA. Também impressiona a distribuição do interesse entre as regiões brasileiras: na lanterninha, com 6%, está a região Sul; acima da média as regiões Norte/Centro-Oeste com 12% de telespectadores regulares; e as regiões Sudeste e Nordeste, 11%.
Os resultados são excelentes se pensarmos que a TV Brasil tem menos de dois anos, houve e há uma campanha na mídia para que não emplaque e como bem lembra a EBC, dispõe apenas de quatro canais abertos no DF, Rio, São Paulo (69 na banda UHF) e Maranhão.
Por isso, além de parabenizar a TV Brasil, convido a todos a conhecer sua programação . E vejam abaixo como sintonizá-la:


Puro jogo de cena
Publicado em 13-Out-2009
É a definição mais precisa que encontro...
O título acima é a definição mais precisa que encontro para a entrevista do novo corregedor nacional do Ministério Público, promotor (de SC), Sandro José Neis, e ao espaço que a Folha de S.Paulo lhe concede hoje.
O corregedor promete uma "correção de rumos" no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e aponta como suas prioridades controlar as faltas disciplinares nas várias unidades em todo o país e fiscalizar o Ministério Público Federal (MPF), cuja corregedoria não tem feito inspeções.
Essas prioridades são importantes, mas não deixam de ser perfumaria diante da questão mais séria que afeta o Ministério Público. O problema não é administrativo, de disciplina, faltas, salários e cargos somente, ou de desídia.
O problema mais sério são os abusos do Ministerio Público, as arbitrariedades cometidas por seus integrantes, promotores e procuradores, o uso indevido e arbitrário que fazem do cargo, a perseguição política, as milícias, conforme denúncia feita até pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

Alstom: uma derrota que explica muito
Publicado em 13-Out-2009
Conselheiro do TCE-SP, Robson Marinho...
Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), Robson Marinho, foi derrotado no pedido encaminhado à Justiça para ter seu nome excluído do processo que apura - no âmbito do judiciário; no Executivo, os tucanos não deixam apurar nada - o pagamento de propina a autoridades tucanas do governo paulista e a integrantes do PSDB pela multinacional Alstom, em troca da obtenção de vultosos e irregulares contratos com estatais paulistas.
O Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP) negou o pedido de Robson Marinho e agora a juíza que acompanha o caso, Maria Gabriela Pavlopoulus Spaolonzi, deve encaminhar pedido ao judiciário da Suíça para que mantenha bloqueada naquele país a conta atribuída ao conselheiro, na qual foram feitos depósitos de mais de US$ 1 milhão.
Depois do próprio governador, Marinho foi o homem mais importante do primeiro governo tucano de Mário Covas, como ocupante da chefia da Casa Civil (1995-1997) quando foi indicado (por Covas) para o TCE-SP, cargo praticamente vitalício, no qual o ocupante permanece até completar 70 anos.

Esquema dura h mais de 10 anos
Publicado em 13-Out-2009
A Alstom é investigada por denúncias...
A Alstom é investigada por denúncias de que pagou, durante mais de 10 anos, milhões de dólares (um dos pagamentos teria sido de R$ 13,5 milhões em um só contrato) em propina a membros do PSDB e a integrantes dos governos tucanos paulistas.
O esquema funcionou nos governos de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, e o pagamento ocorria em troca e milionários contratos com estatais, principalmente das áreas de transportes (CPTM e Metrô) e de energia elétrica.
Muitos desses contratos, que caducaram há mais de 10 anos, foram reativados mediante aditivos irregulares, só para evitar novas concorrências e o negócio continuar nas mãos da multinacional.
Os negócios da Alstom com os governos Covas (leia nota acima), Alckmin e Serra são investigados pelo Ministério Público no Brasil e pela Justiça da Suíça e da França.
Mas, no âmbito do Executivo paulista os governos tucanos jamais instauraram ou pediram qualquer investigação, bem como barraram toda e qualquer tentativa de instalação de CPIs na Assembléia Legislativa.

A reestruturao do mundo ps-crise
Publicado em 13-Out-2009
Aos leitores do blog, recomendo o excelente...
Aos leitores do blog, recomendo o excelente artigo do presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), Márcio Pochmann, em "A marcha da reestruturação" publicada hoje no Folhão. Nesse texto, Pochmann faz uma bem articulada análise sobre a reestruturação global após a crise financeira internacional.
E aponta a necessidade de construirmos um outro padrão de financiamento de longo prazo, um novo modelo de produção e consumo sustentável ambientalmente e de criamos uma inédita governança pública global.
Embora avalie positivamente o contexto brasileiro, Pochmann alerta que nossa "conjuntura econômica e social nacional menos desconfortável [em relação aos demais países] não deveria obscurecer os crescentes desafios que a atual marcha de reestruturação capitalista impõe ao mundo."
Reestruturação exige maior presença do Estado
Entre estes desafios ele cita "a força da reconfiguração na divisão internacional do trabalho" frente à "ampliação da competição em ambiente de contida regulação internacional e inegável ineficiência das agências multilaterais", que inclusive, "pode levar a novo quadro geral de conflitos".
Para Pochmann a reestruturação mundial passa a exigir a presença de um Estado capaz de monitorar, regular e intervir na conduta das grandes empresas. E alerta: "a reinvenção do mercado a ser protagonizada pelo superestado não pode deixar de contemplar maior ação articulada e matricial com os micro e pequenos negócios, pois (estes) correm o risco de serem ainda mais sufocados pela consolidação da reestruturação somente em torno da grande corporação de dimensão transnacional."
Não deixem de ler "A marcha da reestruturação", análise de Márcio Pochmann, publicada na seção Tendências e Debates, do Folhão hoje.

Bom descanso no fim de semana e feriado
Publicado em 10-Out-2009
Com o feriado religioso...
Com o feriado religioso da 2ª feira, 12 de outubro, dia da padroeira do Brasil, Nossa Sra. Aparecida, retomamos a nossa conversa diária na próxima 3ª feira, 13.10. Bom fim de semana a todos e um excelente feriado.
Um abraço
20 anos de mudanas sem precedentes na histria
Publicado em 10-Out-2009
Ao falar no Fórum Político Mundial...
Ao falar na manhã de hoje, no Fórum Político Mundial, promovido pela Fundação Gorbachev e realizado em Bosco Marengo (Piemonte, Noroeste da Itália), considei que há 20 anos, com a queda do Muro de Berlim e tudo o que a ela se seguiu, o mundo iniciou um processo de transformações talvez sem precedentes na História Humana.
Numa paródia e, ao mesmo tempo elogio ao mestre Eric Hobsbawm - com quem me encontrei na Itália - começamos a sair de uma “Era de Extremos” e a trilhar um mundo novo e desconhecido.
Chegamos a uma nova Era marcada por um avanço tecnológico ímpar, alcançado com o advento da Internet, a ferramenta que possibilitou à raça humana implodir as distâncias físicas e temporais que a separaram durante toda a sua História.
Esse processo nos levou a saber, hoje, que a supremacia de um único mundo desenhada com a Queda do Muro de Berlim não teve nem terá êxito. "Se presenciamos a derrocada de um sistema com a “Queda do Muro”, as idéias que o insuflaram permanecem latentes em cada um de nós", destaquei ao relacioná-las: "Igualdade de oportunidades, justiça social, condições de vida dignas, solidariedade, fim da exploração."
Não podemos agora abrir mão dessas idéias, sob o risco de aprofundarmos o fosso que há milênios separa dois mundos - o dos poucos que muito têm e o dos milhões e milhões que quase nada possuem.
Leia a íntegra da apresentação publicada na seção Artigos do Zé.

Brasil ser protagonista em Copenhague
Publicado em 10-Out-2009
Em minha intervenção hoje...
Em minha intervenção na manhã de hoje, no Fórum Político Mundial do qual participo na Itália, assinalei que há pouco mais de um ano, assistimos e sofremos como países, nações e povos, a uma das maiores crises do capitalismo, em mais um sinal claro de que adentramos em uma nova Era.
Nessa conjuntura turbulenta revelou-se, mais uma vez, a importância do papel do Estado, que havia sido reduzido ao mínimo no receituário neoliberal pós-Guerra Fria. De modo simultâneo configurou-se, definitivamente, o fim dos impérios.
Para mim é chegada a hora de divisão das responsabilidades e a conformação de blocos regionais fortes no mundo. Reconhecer e destacar a prevalência desses blocos sobre a tentativa de um único país ou nação de se impor como potência mundial é tarefa que se impõe em fóruns políticos como esse na Itália, e como outro que se avizinha, a Conferência Mundial de Clima da ONU em Copenhague em dezembro próximo, a COP-15.
Este, da Dinamarca, será o fórum por excelência em que países como o Brasil e os demais em desenvolvimento desempenharão papéis de protagonistas principais. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, identificou no Brasil um exemplo de “economia verde” a ser seguido por outras nações.
Sua posição repete certo consenso mundial em relação a nós. Vamos, agora mostrar em Copenhague, e em outros fóruns mundiais, como chegamos a esse patamar e porque merecemos ser seguidos.
Leia nota acima e a íntegra da minha intervenção no Fórum Político Mundial.

Cristina Kirchner aprova sua lei de comunicao
Publicado em 10-Out-2009
A presidenta da Argentina Cristina...
A presidenta da Argentina Cristina Kirchner venceu a guerra que travou com a oposição e a mídia conservadora de seu país. Na madrugada de hoje, por 44 votos a 24 - e quatro abstenções - ela conseguiu aprovar no Senado, numa sessão que se estendeu por 14 horas de acalorados debates, a nova lei de meios audiovisuais proposta por seu governo.
Entre os itens mais polêmicos e combatidos pela oposição na nova lei, estão os artigos que criam a (agência) Autoridade de Aplicação - encarregada de regular a mídia e que a oposição diz, será controlada pelo governo - e estabelecem o período que as empresas jornalísticas têm para se adaptar à nova lei.
Outro dispositivo também polêmico é o que proibe as operadoras de telefonia no país de entrarem nos negócios dos meios audiovisuais. A nova lei substitui a vigente desde a ditadura militar (1976-1983).
Com mais de 160 artigos e já aprovada pela Câmara dos Deputados, a lei colocou o presidenta no centro de uma guerra movida pela oposição e pela mídia conservadora do país, à frente o grupo de comunicação Clarin - dono do jornal de mesmo nome em Buenos Aires e detentor do monopólio de quase 50% das comunicações no país.
Assim, todo o debate se desenvolveu entre oposicionistas que defenderam os interessses dos grandes conglomerados de comunicação e governistas favoráveis à nova legislação com o argumento de que ela termina com os monopólios midiáticos.

No Brasil, situao parecida
Publicado em 10-Out-2009
Em alguns aspectos a situação ...
Em alguns aspectos a situação enfrentada pela presidenta Cristina Kirchner (veja nota acima) se assemelha à vivida pelo Brasil onde grupos de comunicação, boa parte deles familiares, detém monopólios e resistem a qualquer mudança que democratize e quebre o poder que detém sobre as informações.
Exemplo claro dessa situação é o boicote que a grande e tradicional mídia conservadora move, agora, contra a Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM) convocada pelo governo e programada para daqui a dois meses (dezembro próximo), em Brasília.
Além de nada - ou raramente - veicular algo a respeito da CONFECOM, a grande mídia retirou seus representantes do comitê que elaborava a pauta do encontro, o maior já programado no Brasil para discutir a questão.
Cmbio exige solues urgentes
Publicado em 10-Out-2009
Inaceitável o conformismo e a falta...
Inaceitável o conformismo e a falta de providências do Ministério da Fazenda (MF) e do Banco Central (BC) frente à enxurrada de investimentos estrangeiros prevista para o país alimentada pelo otimismo global com o Brasil, pela rápida recuperação da nossa economia após a crise, e pelo potencial de novas oportunidades embutido no pré-sal e na realização das Olimpíadas no país em 2016.
Vejo em matérias publicadas em O Globo de hoje que a equipe econômica do governo se sente de mãos atadas diante da valorização excessiva do real frente ao dólar e teme tomar providências que passem a impressão de que o câmbio flutuante será abandonado.
Não pode, nem deve se manter assim. Com coragem e criatividade encontram-se alternativas, principalmente as que inibam ou controlem a parte especulativa desses capitais - outras países, em situação idêntica, já as encontraram.
Enquanto as soluções não vem o dólar continua a descambar - fechou a R$ 1,737 nesta 6ª feira (09.10) quando o consenso é que isto não é bom para a competitividadee das empresas exportadoras brasileiras.
Os próprios integrantes da equipe econômica admitem que a moeda americana na casa de R$ 1,60 não seria saudável para a economia. Cientes desse quadro crítico, que sem providências só tende a se agravar, as autoridades do MF e do BC precisam encontrar soluções urgentes sob pena de comprometer as contas externas do país.

Consenso sobre volta do crescimento
Publicado em 10-Out-2009
A despeito da resistência natural ...
A despeito da resistência natural da nossa mídia, ela tem sido obrigada a registrar diariamente o consenso formado entre analistas, economistas, especialistas e até entre alguns integrantes mais sensatos da oposição: a retomada do crescimento da economia brasileira a partir do segundo trimestre desse ano é indiscutível e são perfeitamente factíveis as previsões de que os índices atingirão entre 4,5% a 5% do PIB em 2010.
O último relatório Focus, tradicional boletim do Banco Central (BC), por exemplo, aponta expansão de 4,5% em 2010, após crescimento de 1% em 2009. Mas diversas instituições financeiras, otimistas, prevêem um desempenho até mais forte da economia.
"Trata-se de uma estimativa que, além de não ser otimista, é a mais provável (a de crescimento superior a 5%)", analisa, conforme leio na Reuters, Virgílio Castro Cunha, economista do BofA Merrill Lynch Global Research, de São Paulo, agência que estima uma expansão do PIB brasileiro no ano que vem de até 5,3%.
Acompanho as opiniões de outros "experts" em economia e todos respaldam suas previsões e estatísticas em resultados decorrentes das medidas anticrise tomadas pelo governo esse ano: o aumento da demanda doméstica; a manutenção, recuperação e ampliação dos investimentos; e o impacto em 2010 das políticas econômicas expansionistas adotadas em 2009.

Yeda Crusius: o escndalo da semana
Publicado em 10-Out-2009
O dessa semana é a descoberta...
O dessa semana é a descoberta de que a governadora tucana gaúcha faz compras para sua casa - R$ 70 mil só em material de construção e móveis infantis e R$ 62 mil em alimentos - com dinheiro público.
Para a governadora, tudo bem. Ela seguiu o script de praxe diante de escândalos que a envolvem: nota oficial do governo explica que a compra de bens e serviços para a casa da governadora "é totalmente legal" e que os móveis infantis são para uso de seus netos.
"Está claro que a ação do governo é legal e transparente, amplamente documentada. A publicação distorcida de fatos, além de descabida e inaceitável, é mais uma oportunidade para confirmar a insidiosa tentativa de desqualificar o governo, agredir a tradição de honradez e correção dos gaúchos e contribuir para o enfraquecimento da imagem do Estado", justifica a nota oficial.
Através de um aliado, o deputado Coffy Rodrigues (PSDB) - também relator da CPI da Corrupção na Assembléia Legislativa - ela reforçou suas justificativas. Segundo Coffy, a mansão de Yeda é considerada residência oficial uma vez que ela não mora na parte residencial do Palácio Piratini, sede do governo gaúcho.
A mansão em que a governadora gaúcha mora em bairro nobre de Porto Alegre, segundo denúncias, foi comprada entre a eleição (outubro-2006) e a sua posse (janeiro-2007) com dinheiro de Caixa Dois da campanha em que ela se elegeu em 2006, por preço subfaturado, mas ainda assim superior à sua renda patrimonial declarada à justiça eleitoral naquele ano.

A difcil jornada de um impeachment
Publicado em 10-Out-2009
Com o escândalo dessa semana ...
Com o escândalo dessa semana (nota acima), o mais recente a envolver Yeda Crusius, a oposição tenta dar continuidade ao processo de impeachment da governadora tucana e derrubar o relatório da deputada Zilá Breitenbach (PSDB), que recomenda seu arquivamento à Assembléia Legislativa.
Mas, está difícil até o acolhimento e exame do pedido de impeachment porque pelo sistema de rolo compressor e outras práticas discutíveis, a governadora montou no Legislativo uma maioria de 55 deputados - contra 22 da oposição - que a protegem até contra investigações.
A blindagem, sustentada pela cúpula nacional tucana que apóia a governadora é reforçada pelos partidos aliados no Estado, entre os quais o PMDB do senador Pedro Simon (RS). Yeda, o ex-marido Carlos Crusius e mais sete dos seus mais altos assessores e aliados políticos são réus em ação instaurada pela Justiça Federal por improbidade administrativa: denúncias de fraude em licitações e concorrências públicas e de corrupção que provocou um rombo de R$ 44 milhões nos cofres do DETRAN-gaúcho.

Por eleies plebiscitrias em SP e no Brasil
Publicado em 09-Out-2009
Recebi e com satisfação publico...
Recebi e, com satisfação, publico o resumo de um texto em que o deputado José Genoino (PT-SP) externa sua posição sobre as eleições do próximo ano - Genoino expõe a estratégia que defende para o Brasil - uma eleição plebiscitária - e ainda para São Paulo, uma candidatura também única dos partidos da base do governo, o que aconselha a discussão do nome do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) como candidato a governador.
"O governo Lula - justifica Genoino - está se transformando num dos melhores da história do Brasil. No entanto, todos também concordam que isto não é garantia da vitória do PT em 2010. O PT, com Lula e os aliados, tem condição para construir uma vitória estratégica de continuidade deste projeto. Por isto, a eleição será plebiscitária. Devemos lutar para que nossa candidatura seja a única da base aliada".
No caso de SP (nota abaixo), pondera o deputado, "esta necessidade se torna mais imperativa. SP não é um Estado qualquer: centro econômico do país, concentra 23 % do eleitorado brasileiro e é onde o projeto político da direita, pavimentada durante três décadas de governos estaduais tucanos e pela tradição conservadora do Estado, é hegemônico."

As razes expostas pelo Genoino
Publicado em 09-Out-2009
Publico aqui uma síntese das razões, muito bem...
Publico aqui uma síntese das razões, muito bem fundamentadas pelo deputado José Genoino (PT-SP), pelas quais defendemos candidato único do PT e da base do governo para presidente da República e governador de São Paulo.
(Genoíno): "Tenho defendido em debates e textos o seguinte caminho:
1. Construir um bloco nacional unido em torno da vitória da Dilma (Rousseff) formado pelo PT e demais partidos da base aliada.
2. Em SP, esta política de alianças deve se basear na construção de um programa alternativo para o governo paulista e candidatura única dos partidos da base do governo.
3. Debater internamente os nomes do PT, e também estarmos abertos para avaliar e apoiar nomes de outros partidos, como o de Ciro Gomes, para o governo do Estado.
4. Até o final do ano, a mobilização em torno do PED e a defesa do governo Lula devem ser nossa prioridade máxima. A definição do nosso candidato ao governo do Estado não é combustível para mobilização e manutenção da ofensiva política do partido. Esta decisão pode ficar para março, conforme calendário aprovado pelo Diretório Nacional, sem prejuízo político. Por enquanto, toda nossa energia deve ser canalizada para construirmos o maior PED da nossa história e para a defesa das conquistas do nosso governo.
5. A construção da estratégia estadual deve ser conduzida pela direção paulista e sua solução definitiva, em razão do impacto nacional das decisões que se tomarão em SP, deve ser encaminhada em conjunto com o Diretório Nacional, com Lula e com Dilma."

Oposio insiste em mais um factide
Publicado em 09-Out-2009
A oposição não toma jeito. Tenta criar um factóide...
A oposição não toma jeito. Tenta criar um factóide, fracassa, mas não desiste. Sua mais recente tentativa nessa linha é a criação - ou melhor, recriação porque já tentou antes - de uma CPI Mista (com integrantes da Câmara e do Senado) para investigar o MST.
Antes o pretexto era apurar o volume e paradeiro do dinheiro recebido pelo Movimento do governo e de organizações internacionais. Como frustrou-se nessa tentativa, e regimentalmente não pode usar o mesmo argumento do pedido de CPI anterior, vem agora com mais do mesmo: o pretexto dessa vez é apurar ocupações de terra pelo movimento.
Tudo liderado pela presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), fazendeira e pecuarista Kátia Abreu, senadora do DEM do Tocantins. A senadora foi acusada de ter sua eleição financiada, em parte, com dinheiro desviado da CNA, denúncia que ela não esclareceu até agora.
Ou seja, a senadora quer apurar o que "ouviu dizer" em outra área, mas não se julga na obrigação de prestar satifações e esclarecimentos à população de seu Estado e à sociedade brasileira em relação a denúncias que a atingem diretamente.

Kassab e o fechamento de 1200 vagas em albergues
Publicado em 09-Out-2009
Na segunda parte de sua avaliação...
Na segunda parte de sua avaliação sobre a gestão Gilberto Kassab na administração de São Paulo, o vereador paulistano José Américo (PT) em declaração a este blog, (leia a primeira parte publicada ontem) analisa hoje a política de assistência social do prefeito e explica as razões pelas quais entrou com representação no Ministério Público contra a prefeitura.
Como você avalia a política de assistência social do prefeito Gilberto Kassab?

Jos Amrico
[ José Américo ] Citarei apenas um exemplo, o da população moradora de rua. Durante a campanha, Kassab prometeu revolucionar o acolhimento de homens e mulheres que vivem nas ruas de São Paulo. O que vimos durante esse seu 1ª ano reeleito? A redução de 1.200 vagas em albergues da Capital. Como? A grande maioria dos albergues são convênios com entidades, porém, o subsídio pago pela prefeitura às entidades não tem sido reajustado conforme manda a lei.
Eu inclusive entrei com representação no MP contra a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Alda Marco Antonio e o prefeito Kassab, porque é absurdo o que está acontecendo. Os albergues são fechados e não há criação de alternativas compatíveis. O prejudicado é sempre o cidadão. Há albergues em situação precária? Então que seja melhorado.
Para se ter uma idéia, o Albergue do Glicério, mantido pelos (frades) franciscanos fechou as portas por duas razões principais: não reajuste per capta pago por vaga e os constantes atrasos nos repasses da prefeitura. O fechamento só desta unidade significou a perda de 750 vagas/ano. Já no caso do albergue do Viaduto Jacareí fechado no ano passado, foram menos 300 vagas.Foto: Câmara Municipal de São Paulo

ENEM: assunto liquidado. Menos para o TCU
Publicado em 09-Out-2009
omo se pode acompanhar pela mídia...
Como se pode acompanhar pela mídia, e por todas as demais informações disponíveis, no lamentável episódio do vazamento das provas do ENEM felizmente está tudo esclarecido.
Graças à rápida ação do Ministério da Educação (MEC), da Polícia Federal (PF) e dos demais orgãos de investigação envolvidos, já está tudo apurado, os autores do crime identificados e adotadas todas as providências necessárias à elucidação do caso e punição dos responsáveis.
Também o MEC remarcou as novas datas do exame, escolheu a nova gráfica em que as provas serão impressas e reforçou as necessárias medidas preventivas de segurança.
Nas palavras do ministro da Educação, Fernando Haddad: "Nós colocamos Força Nacional, Correios, Polícia Federal, o Estado brasileiro está à disposição do exame."
Como todos puderam ver, desde a primeira hora, as providências necessárias foram adotadas, caminharam a contento e, dessa forma me vem a pergunta que não quer calar: o que o Tribunal de Contas da União (TCU), conforme decidiu o seu plenário tucano, tem a ver com o caso e quer apurar mais?

O PAC vai muito bem, supera o programado
Publicado em 09-Out-2009
Ao contrário do que fazem a oposição...

Luz para Todos: mais de 2 milhes de ligaes
Ao contrário do que fazem a oposição e nossa mídia dia sim e outro também, puxando para baixo a execução das obras e projetos do programa, o 8º balanço do PAC divulgado nesta 5ª feira (08.10) pelo governo indica que o cronograma está plenamente em dia.
Conforme o balanço exposto pela coordenadora nacional do programa, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, estamos até adiantados. Os investimentos do programa já somavam R$ 338,4 bilhões até o final de agosto deste ano, o equivalente a 53,6% do total previsto para ser executado até o fim de 2010.
São R$ 83,6 bilhões aplicados pela inciativa privada e o restante pela União, o governo federal - R$ 107,1 bilhões de investimentos das estatais e R$ 28, 2 bilhões de recursos do orçamento fiscal.
Por exemplo, o Luz para Todos (um dos itens apontados como ainda muito aquém do programado) concluiu em maio a meta inicial de 2 milhões de ligações programada para este ano e agora já alcançou 50% das ligações elétricas previstas na nova etapa do programa - a metade das 510.197 previstas para até o final de 2009.Foto: Francisco Leal/Governo do Estado do Piauí

Aumentar juros seria um equvoco
Publicado em 09-Out-2009
"Não vejo porque teríamos que aumentar...
"Não vejo porque teríamos que aumentar os juros. A elevação das taxas de juros futuros é equivocada". Endosso inteiramente essa colocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega em relação à campanha do mercado e dos rentistas, encampada por boa parte da mídia, pela volta de novas elevações da taxa Selic.
Pelo contrário, a taxa de juros poderia baixar ainda mais, mas mantida no patamar em que está (8,75% ao ano) já nos possibilitará assegurar um crescimento da economia em torno de 1% esse ano e entre 4,5% e 5% em 2010, como previu o ministro da Fazenda ao adiantar estimativas sobre o PIB na reunião em que o governo fez o 8º balanço do PAC.
Entre outras razões, e como bem defendeu Mantega, uma elevação das taxas no futuro é desnecessária porque prejudicaria gravemente os resultados das contas do governo, principalmente os gastos, entre outros itens, com o pagamento dos juros de nossa dívida interna.
Como vocês veem, e de acordo com o antecipado pelo ministro, o governo dispõe de dados (que logo deverão ser oficialmente divulgados) indicativos de que o crescimento do PIB deverá ficar entre 2% e 2,2% no terceiro trimestre deste ano.
São índices que se consolidaram, também, porque o nosso setor industrial - o que mais sofreu com a crise, principalmente devido às exportações - vem demonstrando uma recuperação sólida.

Euforia na Bolsa. Silncio da autoridade monetria
Publicado em 09-Out-2009
A Bolsa de Valores de São Paulo...
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) continua a bater seus próprios recordes. Nesta 5ª feira (08.10) subiu 1,79% e fechou aos 63.759,87 pontos. A última vez que o mercado de ações havia fechado acima de 63 mil pontos foi em 1º de julho do ano passado, bem antes do auge da crise econômico-financeira internacional.
Repito a minha cobrança: as autoridades monetárias do Ministério da Fazenda (MF), do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não podem se manter tão tolerantes - ou passivas - frente à euforia da Bolsa e à enxurrada de capital externo que está entrando no país. Muito menos ante a valorização do real.
Sofremos muito com a crise internacional, que por pouco não nos colocou no chão e de joelhos de novo (como no início do segundo governo FHC), não fossem nossas reservas, a liberação do compulsório e as medidas anticíclicas adotadas pelo governo.
Não é possível que tendo tomado aquela série de medidas anticrise para evitar que a situação ficasse muito pior - a manutenção dos investimentos e gastos públicos; a redução do superávit e da taxa Selic de juros em cinco pontos (de 13,25% para os 8,75% atuais); e a sustentação e aumento do crédito às empresas e aos exportadores e consumidores - fiquemos, agora, à mercê da especulação internacional.
O país espera de suas autoridades monetárias medidas criativas e enérgicas que evitem essa enxurrada de dólares especulativos que vem ingressando no país e protejam a nossa moeda. Nunca é demais repetir o conselho de dois renomados economistas internacionais, Joseph Stiglitz e Nouriel Roubini, para os quais é necessária muita atenção à essa “euforia irracional” do mercado e dos especuladores.

Rio-2016 a vitria do Brasil do futuro
Publicado em 09-Out-2009
Como não podia deixar de ser, em meu artigo...
Como não poderia deixar de ser, em meu artigo semanal, publicado no Blog do Noblat e distribuído em vários jornais do país, minha análise é sobre a excepcional vitória do Brasil e sua valorosa missão de sediar, em 2016, a primeira Olimpíada de um país da América do Sul.
Ressalto que a escolha do Rio é resultado também da liderança do presidente Lula no cenário internacional e da congregação de esforços para realizar um trabalho conjunto. Essa vitória é também um prêmio à luta e ao sacrifício de nossa gente para construir um país melhor e mais justo.
A oportunidade de crescimento em todas as esferas é única, e o Brasil terá que se preparar para fazer grandes investimentos.
Neste artigo, também respondo aos que veem com maus olhos a realização da Copa e da Olimpíada e argumentam que não vale a pena fazer tais investimentos em um país que ainda precisa resolver desigualdades e deficiências históricas.
Os avanços sociais e o prestígio que o Brasil tem hoje no mundo são requisitos importantes para fortalecer nossa confiança em um trabalho bem-sucedido; além disso os louros da realização de tais eventos são gigantescos, caso contrário, as nações desenvolvidas não gastariam bilhões em eventos esportivos e culturais.
Leia o artigo Rio-2016 é a vitória do Brasil do futuro publicado na nossa seção Artigos do Zé.

"30 anos de PT. Esse o meu DNA"
Publicado em 09-Out-2009
Em seu artigo "2010", o goiano Delúbio...
Em seu artigo "2010", o goiano Delúbio Soares (sem partido) - ele acaba de lançar seu blog Companheiro Delúbio - conta as razões que o levam a não disputar um mandato parlamentar nas eleições de 2010 pelo seu Estado.
"Às vésperas do prazo final para filiação partidária visando concorrer às eleições de 2010, recebi convites de vários partidos políticos. Generosamente, ofereciam-me a possibilidade de disputar as eleições. Fiquei grato e encarei com respeito aquela oportunidade oferecida pelos que militam na vida pública de meu Estado", conta Delúbio.
Ele explica, no entanto, que após "30 anos de PT", partido que ajudou a "construir e a consolidar em todo o Brasil, tornando-se uma legenda de esquerda, popular e respeitada", não se "sentiria bem, nem verdadeiro se disputasse um mandato por outro partido, embora respeite todos".
"Estar ou não estar filiado - pondera Delúbio - é questão secundária. O fundamental é a similaridade de pensamento, a história comum, a sincera devoção a uma bandeira de luta empunhada décadas afora."
Leia "2010", artigo de Delúbio Soares na nossa seção Colaborador.

A queda do Muro de Berlim no Frum Poltico Mundial
Publicado em 09-Out-2009
Sou um dos participantes, na manhã...

Mikhail Gorbachev
Sou um dos participantes, na manhã desta 6ª feira (09.10), do Fórum Político Mundial promovido pela Fundação Mikhail Gorbachev, em Bosco Marengo, na região do Piemonte, Noroeste da Itália.
Cheguei na manhã de ontem (08.10) à Itália e amanhã, ao lado do ex-primeiro ministro Massimo D`Alema, do escritor Marek Halter e do professor Marshall Goldman (Wellesley College, Havard),
faço a minha exposição.
O Fórum debate os 20 anos da queda do muro de Berlim, suas consequências na geopolítica mundial de 1989 até agora e sobre o que queremos para o futuro, mais especificamente para as próximas duas décadas. Além desses temas, o encontro discute também a luta contra a fome e o desemprego mundiais e a busca pela paz.
Por um redesenho da geopolítica mundial
Na minha palestra de amanhã, farei uma defesa da multipolarização política e econômica global contra o domínio tentado nos últimos 20 anos por uma única potência mundial, os Estados Unidos.
Defenderei posições já conhecidas por você que tem me acompanhado no blog e à minha vida pública: um redesenho da geopolítica global que deve se dar por meio do fortalecimento de instituições como o G-20 e de blocos como o MERCOSUL.
Também analisarei nosso papel de país emergente - e das outras nações nesse estágio - a responsabilidade do nosso Brasil e demais parceiros na construção de um novo modelo de desenvolvimento global, pautado na preservação do meio ambiente, na distribuição das riquezas e na implementação de comércio mais justo entre as nações.
Foto: Antonio Milena/ABr

Obama, Nobel da Paz, surpresa entre lderes mundiais
Publicado em 09-Out-2009
Aqui em Bosco Marengo - no Piemonte...
Aqui em Bosco Marengo - no Piemonte, Noroeste da Itália - entre os participantes do Fórum Político Mundial (promovido pela Fundação Gorbachev) é quase unânime a crítica à concessão do Prêmio Nobel da Paz/2009 ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
A surpresa vai do ex-presidente de Governo da Espanha, Felipe González (líder do Partido Socialista Operário espanhol - PSOE) a Maneka Gandhi, ex-ministra de Meio Ambiente e deputada na Índia até 2005.
A perplexidade se escora em várias razões: Obama é protagonista novo no cenário político-diplomático internacional; mesmo internamente, em seu país, ainda não se completaram dois anos entre o momento em que ele despontou como candidato a presidente, ganhou a candidatura no Partido Democrata, elegeu-se em 04 de novembro de 2008 e tomou posse a 20 de janeiro deste ano; e amplia a Guerra no Afeganistão.
Em Osasco, uma justa homenagem
Publicado em 09-Out-2009
Na noite desta 5ª feira (08.10), a cidade...
Na noite desta 5ª feira (08.10), a cidade industrial-operária de Osasco, na Grande São Paulo, em ato no Quiosque de Cobraseixos, prestou uma justa homenagem a dois heróis nacionais, a Carlos Lamarca (ex-capitão do Exército) e ao Zequinha Barreto.
Dois bravos combatentes pela e contra a ditadura militar brasileira, Lamarca e Zequinha foram assassinados na localidade de Pintada, em Brotas de Macaúbas (BA) há 38 anos, no dia 17 de setembro de 1971, pela repressão política em operação chefiada pelo então major Nilton Cerqueira.
Infelizmente, por conta da minha agenda no exterior - leia o post sobre o Fórum Político Mundial aqui neste blog - , não pude comparecer à homenagem organizada pelo diretório municipal do PT.
Amigos presentes, porém, contaram-me que tanto a apresentação de fotos e documentos sobre a luta de nossos dois heróis, quanto o debate que a seguiu, foi uma belíssima atividade de formação política, com rico diálogo entre diferentes gerações e a participação de companheiros e companheiras que participaram das lutas e resistência ao golpe militar de 1964.
Lamento não poder cumprimentar pessoalmente o Roque Aparecido, a Maria Sena, o Darci Rodrigues e os demais militantes que organizaram e compareceram à homenagem ao Lamarca e a Zequinha. Mas, daqui da Itália, à distância, envio-lhes o meu abraço.

Misso da OEA fez um bom trabalho em Honduras
Publicado em 09-Out-2009
Merece integral apoio de todos aqueles...
Merece integral apoio de todos aqueles que são democratas e investem na democracia - o que não tem sido característica da oposição e mídia brasileiras nesse caso - o trabalho que a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) concluiu nesta 5ª feira (08.10), no encerramento de sua visita a Honduras.
A missão perdeu todas as ilusões que podia eventualmente alimentar em relação aos propósitos da junta que governa o país, encabeçada por Roberto Michelletti e imposta ao povo hondurenho pelo golpe miltiar que derrubou o presidente constitucional, legítima e democraticamente eleito, Manuel Zelaya, no dia 28 de junho.
Se tinha alguma ilusão, ela se desfez quando seus integrantes visitaram Micheletti na noite da 4ª feira e, muito acertadamente, insistiu com ele que o chefe de governo deposto deve voltar ao poder para dar legitimidade às eleições presidenciais marcadas para o mês que vem.
Decepção dos mediadores da OEA, segundo revelou alto integrante da missão: todos ficaram surpresos com a "dureza e a forma taxativa" com que Micheletti rejeitou a volta de Zelaya ao poder, para concluir o mandato que terminaria em janeiro.
Agora é aguardar os resultados, os desdobramentos do esforço político-diplomático da missão. Que, com certeza, poderão ter êxito ainda maior se a comunidade internacional, conforme sugeriu o presidente Zelaya em entrevistas, atuar com firmeza contra a intenção de Micheletti, mais do que nunca explícita, de ficar mais tempo no poder.

Agenda sucessria de 2010 comea a andar
Publicado em 08-Out-2009
Andar até rapidamente, como se vê...

Dilma Rousseff
Andar até rapidamente, como se vê pela movimentação dos pré-candidatos e áreas afins. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo; o PMDB quer definir a aliança e o candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pela ministra Dilma Rousseff; e nossa pré-candidata já iniciou os contatos com os partidos da base aliada PDT, PR, PRB, e PC do B.
No PDT teremos que vencer resistências e consolidar seu apoio a Dilma. No PR a tendência é renovar a aliança que indicou duas vezes o vice-presidente, o nosso José Alencar, hoje filiado ao PRB. O PC do B é nosso aliado histórico desde a eleição presidencial de 1989.
Do lado do PT ainda temos que consolidar e construir palanques regionais com esses partidos e com o PMDB no Rio, MG, PA, GO e resolver os impasses (relação com o PMDB) da BA e MS. Mas a tendência geral também é de uma aliança já no 1º turno com esses partidos nos Estados, o que dará a ministra Dilma amplas condições de ir com vantagem para o 2º turno.
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Prioridade s negociaes com PMDB e PSB
Publicado em 08-Out-2009
Tão prioritários quanto os contatos já...
Tão prioritárias quanto os contatos já iniciados por nossa pré-candidata, Dilma Rousseff, com as legendas aliadas (nota acima), são as negociações com o PMDB, que reinvidica a vice presidência e uma definição da aliança o mais cedo possível - eles querem o fechamento de acordo até o mês que vem.
Com o PSB teremos que estabelecer uma negociação com a participação da direção nacional do PT, da pré-candidata e do presidente Lula, para avaliar o quadro eleitoral, as pesquisas e os palanques estaduais.
É nessa negociação que se definirá qual é nossa estratégia - se uma eleição plebiscitária no 1º turno, como defendemos, ou duas candidaturas da base como querem o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e alguns setores do PSB.
O PT de São Paulo tem grande responsabilidade na definição dessa estratégia e da aliança com o PSB em nível local e nacional. Esta aliança sobre como vamos às eleições em todo o Brasil dependerá muito da posição dos governadores do PSB, como o de Pernambuco, Eduardo Campos, e de suas lideranças nacionais, como o próprio Ciro.

Kassab: uma e s vezes at vrias por semana
Publicado em 08-Out-2009
O prefeito paulistano, Gilberto Kassab...

Gilberto Kassab
O prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM-PSDB) não tem jeito! É o anti-administrador por excelência. Toda semana, quando não mais de uma vez na mesma semana, ele apronta, toma uma medida desastrosa para a cidade.
Agora, começou a desativar as 22 bases fixas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que a prefeita Marta Suplicy (PT) montou em pontos estratégicos da Capital e entregou à dupla Serra-Kassab quando lhes transmitiu a prefeitura em 2004. Naquele ano, José Serra se elegeu prefeito, ficou menos de um ano e meio no cargo, elegeu-se governador e deixou a prefeitura para o vice Gilberto Kassab.
Prejuízos na área de segurança
A justificativa da Prefeitura para desativar as bases fixas que tanto contribuem para a segurança da população é que elas serão substituídas por 38 bases móveis, que se deslocarão aos locais mediante chamadas. O que não é a mesma coisa, conforme queixas que tenho ouvido da população.
O que dizer mais da administração Kassab? Como analisar uma administração que programa gastar no ano que vem em propaganda mais do que programou no orçamento para aplicar em reforma, ampliação e construção de novos corredores de ônibus, CEUs e escolas comuns do ensino fundamental?
Vale lembrar que a prefeitura paulistana não é administrada só por Kassab. Ela é um condomínio do qual o governador José Serra também faz parte, inclusive, porque a quase totalidade dos postos de confiança e executivos da administração municipal são ocupados por tucanos deixados por Serra e que Kassab foi obrigado a manter.
Foto: José Cruz/ABr

Mestre em esquecer promessas
Publicado em 08-Out-2009
Frente à série de equívocos na gestão...

Jos Amrico
Frente à série de equívocos na gestão demo-tucana de Gilberto Kassab, semanalmente alimentada por medidas que só atrapalham o cotidiano do paulistano, recorri ao vereador da cidade José Américo (PT-SP) sobre uma dúvida que talvez seja a de muitos leitores deste blog. Será que o prefeito da capital paulista tem realmente um plano de governo para São Paulo?
Na sua avaliação, a partir de sua experiência na Câmara Municipal de São Paulo, existe um plano de governo para a cidade?
[ José Américo ] O plano de governo do prefeito Gilberto Kassab apresentado durante a eleição de 2008 teve propósito fundamentalmente eleitoreiro. Suas promessas não estão sendo cumpridas, pelo contrário, um ano após reeleito, ele praticamente descumpriu os principais pontos de sua campanha.
Kassab prometeu a construção de três novos hospitais nas regiões de Parelheiros, Vila Matilde e Brasilândia que não saíram do papel, e os recursos previstos no orçamento de 2010 mostram que não sairão; em sua campanha disse que a cidade ganharia novos corredores de ônibus, nada até agora; também propagandeou uma expansão na rede pública de saúde que hoje caminha num ritmo absolutamente lento.
Também destaco a questão do recapeamento, a renovação do asfalto da cidade, uma das promessas do atual prefeito. O que vemos hoje? A cidade está sem recapeamento, e pior, grande parte do montante previsto para esta atividade no orçamento não foi gasta. O trabalho simplesmente não foi feito.
Como você avalia a relação entre a prefeitura e as subprefeituras?
[ José Américo ] Esse é um tema de grande gravidade. Kassab se reelegeu prometendo manter e ampliar o processo de descentralização administrativa, mas o orçamento de 2010 indica cortes que vão de 30 a 40% nos recursos das subprefeituras.
Na prática, a prefeitura está centralizando os recursos, exatamente o oposto do que Kassab disse que faria enquanto candidato. Essa questão é preocupante porque as subprefeituras são órgãos fundamentais no processo democrático de gestão da cidade e na transparência administrativa. Um recuo de 30 a 40% no orçamento é muito alto. Em linhas gerais, o prefeito apresentou um plano para se eleger que não cumpriu.
Foto: Câmara Municipal de São Paulo

Desculpas por um equvoco
Publicado em 08-Out-2009
Penitencio-me diante do equívoco...
Penitencio-me diante do equívoco cometido por meu editor aqui no blog ontem, no post sobre o sepultamento, em Fortaleza, dos restos mortais de Bergson Gurjão Farias, militante do PC do B, torturado e morto pela repressão da ditadura militar no Araguaia em 1972, quando tinha 25 anos de idade.
Na nota afirmei ter acompanhado o fato por O Globo e que este fora o único jornal a publicar o fato. Equivoquei-me. Também O POVO, da capital cearense, com o título "A guerra dos silêncios" havia publicado na véspera (06.10) um caderno especial sobre o assunto.
Em sua edição de ontem (07.10) e com o título "De volta para casa" o jornal cearense continuou no assunto publicando reportagem sobre o enterro dos restos mortais do Bergson, de acordo com reparação que me enviaram e conforme se pode ver acessando O POVO.
Escusas ao jornal cearense e a todos os outros que, por receberem material da Agência Globo, com certeza também noticiaram o sepultamento dos restos mortais do Bergson em sua terra.
O TCU ataca novamente
Publicado em 08-Out-2009
Depois de ter paralisado as 41 obras públicas...
Depois de ter paralisado as 41 obras públicas mais importantes do país, a maioria na área de infraestrutura (13 delas do PAC), O Tribunal de Contas da União (TCU), um dos mais raivosos redutos tucanos, vai de novo para uma área com a qual não tem nada a ver.
Para eles, vale tudo, desde que prejudique o governo Lula e mantenham o atraso no país. Agora, seguindo a velha e sempre nociva cartilha do PSDB de prejudicar o Brasil, o TCU aprovou proposta apresentada pelo ministro José Jorge e vai investigar o vazamento das provas do ENEM! Uma pergunta: o que é que o tribunal tem a ver com isso?
José Jorge, ex-ministro de Minas e Energia do governo Fernando Henrique Cardoso e candidato à vice-presidente nas últimas eleições presidenciais de 2006, na chapa tucana de Geraldo Alckmin, derrotado pelo presidente Lula, declarou que o TCU "deve" apurar os motivos do vazamento e os custos que o crime provocou.
Para apurar motivos TCU precisa fazer investigação psicológica
Para apurar os motivos vão fazer uma investigação psicológica no segurança que roubou os exames na gráfica e nos parceiros que o ajudaram a tentar vender as provas a um cursinho e aos veículos de comunicação?
Enfim, a justificativa do ato nas palavras do demo-tucano José Jorge: "é preciso verificar, por exemplo, se o MEC se cercou de garantias contra eventuais falhas na execução contratual".
O vazamento das provas do ENEM, caso o ministro não saiba, já foi e continua sendo apurado pelo Ministério da Educação, pela Polícia Federal e demais polícias. Os responsáveis já apareceram e tudo, como vocês acompanharam - aliás, na mídia só dá isso - com a rapidez que nossos estudantes merecem.

Petrobras cresceu mesmo durante a crise
Publicado em 08-Out-2009
A Petrobras está em 22º lugar entre as 40...
A Petrobras está em 22º lugar entre as 40 empresas que prosperaram mesmo em meio à crise, segundo pesquisa da consultoria AT Kearney, veiculada no site da revista financeira americana "BusinessWeek".
A estatal brasileira entrou num ranking liderado por três gigantes mundiais - nas três primeiras posições ficaram empresas do setor de tecnologia, a Nintendo, o Google e a Apple.
"Maior empresa com sede no hemisfério Sul", conforme registra o site da"BusinessWeek", a Petrobras tem se beneficiado, segundo a análise da revista, da demanda doméstica em expansão, da exportação de tecnologia e de atividades de fusão e aquisição.
A pesquisa da AT Kearney levou em consideração o crescimento de vendas e a agregação de valor descontando elevações de aumento de capital nos últimos cinco anos. No total, as 40 empresas constantes do ranking mundial registram vendas de cerca de US$ 700 bilhões e tem um valor de mercado de US$ 1 trilhão.
O boicote dos hospitais ao SUS
Publicado em 08-Out-2009
A imprensa tem denunciado...
A imprensa tem denunciado que os hospitais privados estão abandonando o atendimento pelo SUS e há levantamentos publicados que são estarrecedores: entre 1998 e 2007 nada menos que 1.082 hospitais privados deixaram o sistema e houve uma redução no atendimento de 3,2 milhões para 1,7 milhão de pacientes do sistema público nessa rede.
Até quando um sistema que tem tudo para funcionar continuará sendo sabotado assim? A rede privada se queixa dos repasses do sistema e do valor pago por consultas médicas, por exemplo. Vamos colocar os pingos nos "is" e ver quem realmente tem a maior parcela de responsabilidade por esse caos que ameaça se agravar.
Vocês se lembram que na virada de 2007 para 2008 a oposição, com o DEM à frente, extinguiu, via Congresso Nacional, a CPMF? Ali ela cortou, irresponsavelmente, R$ 40 bilhões destinados à saúde.
O governo faz de tudo para manter o orçamento da saúde e aumentá-lo, mas naquela ocasião a oposição extinguiu a contribuição, mesmo com a proposta governista de aplicar todos os recursos da CPMF na área e diminuir gradualmente a alíquota ano a ano, até o mínimo reivindicado pelos oposicionsitas.
Pior é que desde meados do ano passado enrolam, obstruem e se negam a aprovar a CSS - Contribuição social para a Saúde, indispensável e única alternativa para o cumprimento da proposta de emenda constitucional (PEC-29) que destina R$ 15 bilhões para o setor (leia nota abaixo).

Golpe contra pacientes
Publicado em 08-Out-2009
Há casos de hospitais particulares...
Há casos de hospitais particulares, inclusive de primeira linha, que estão sabotando abertamente a assistência a pacientes do SUS desrespeitando a legislação que determina a universalização do atendimento e obriga toda instituição de saúde, da rede pública ou privada, a atender pelo menos determinado número de pessoas pelo sistema.
Esses hospitais, pelas informações que me chegaram, mantém um guichê à parte para o atendimento de pacientes do SUS, e junto uma placa na qual afirmam que a instituição cumpre a legislação e atende pelo sistema de saúde pública.
Guichê e placa estão ali a vista de todos - só que o guichê fica fechado. Quando os pacientes buscam informações, são avisados por funcionários que o hospital já atingiu o número de pacientes do sistema e portanto esgotou-se a cota que ele é obrigado a atender por mês - ainda que a recusa ao atendimento ocorra, muitas vezes, até no início do mês.
Com a palavra os órgãos de fiscalização do Ministério da Saúde, do SUS e da área de saúde em geral.

No h como cumprir a PEC-29 sem a CSS
Publicado em 08-Out-2009
A oposição e a maioria da Câmara e do Senado...
A oposição e a maioria da Câmara e do Senado querem aprovar a proposta de emenda constitucional (PEC 29) da saúde. É uma emenda necessária e justa. Destina mais R$ 15 bilhões ao atendimento na saúde pública, mas como cria gastos, não pode entrar em vigor sem o estabelecimento da fonte de receita para cobrir esses custos (veja a nota acima).
Portanto, exigirá a aprovação, também, da Contribuição Social para a Saúde (CSS) - a instituição de uma alíquota de 0,1% sobre todas as movimentações financeiras. A proposta do governo em tramitação no Congresso estabelece que a totalidade dos recursos gerada pela CSS - cerca de R$ 10 bilhões - será destinada à área assim distribuída: 40% para a União, 30% para os Estados e 30% para os municípios.
A oposição e especialmente a bancada do PSDB tem que resolver se quer ou não aprovar o PEC 29 que, inclusive, tem entre seus principais defensores o deputado Rafael Guerra (PSDB-MG) - ex-presidente da Frente Parlamentar da Saúde. Não há como aumentar os gastos em R$ 15 bilhões sem um aumento igual da arrecadação, ou indicando de onde viriam os recursos, sob pena de se violar a Lei de Responsabilidade Social ou aumentar o déficit e a dívida públicos.
O governo e sua base de apoio, particularmente o PMDB e o PT tem consciência da resistência que existe no empresariado e mesmo no Senado à CSS. Unidos terão que se empenhar em convencer a sociedade da necessidade dessa nova contribuição.

"Que no se metam em Honduras"
Publicado em 08-Out-2009
Publicada hoje no Folhão...
Publicada hoje no Folhão, sob o título "
Zelaya se deslumbrou com Chávez", a entrevista com a vice-chanceler Martha Alvarado, conselheira do presidente golpista, Roberto Micheletti é um verdadeiro escárnio.
Deputada pelo Partido Liberal - o mesmo que o presidente Miguel Zelaya - Alvarado afirma que seguiu o líder de Honduras, "dentro de uma ideologia liberal de respeito às pessoas, de respeito à democracia, de respeito às instituições", mas que no meio do caminho, Zelaya - democraticamente eleito, é sempre bom lembrar - "se deslumbrou com Chávez".
É uma provocação esta senhora falar em ideologia liberal. Imaginem o liberalismo das elites de Honduras! Zelaya foi derrubado pelas suas qualidades, aliou-se ao povo e começou a por fim nos privilégios dessa elite. Essa é a verdade, o que é dito sobre Chávez é puro pretexto dos golpistas.
E mais, estimulada pelo jornalão que perguntou: "o que [você] diz ao Brasil e aos brasileiros?", vejam só como a conselheira de Micheletti nos tratou: "que não se metam em Honduras".

Nossos agradecimentos ao deputado Raul Jungmann
Publicado em 07-Out-2009
Nossos agradecimentos - meus, do governo...
Nossos agradecimentos - meus, do governo, da base aliada e, particularmente, da Caixa Econômica Federal (CEF) - ao deputado Raul Jungmann (PPS-PE) pela campanha terrorista que ele liderou contra a poupança.
Não colou e terminou funcionando como ótima propaganda da caderneta. Parabéns, deputado Jungmann, publicitários profissionais não fariam melhor!
Por duas vezes o deputado, ex-comunista pernambucano, tentou espalhar pânico entre os poupadores: há algum tempo, quando o governo começou a estudar medidas sobre a poupança ele usou a propaganda política gratuíta de seu partido para, em entradas em rede nacional de TV, anunciar que de novo (o governo Collor fez isso em 1989) iam confiscar a poupança. Uma tremenda irresponsabildiade da parte dele.
Deputado fez terrorismo em cima de área sensível
Na semana passada, ele aproveitou o encaminhamento ao Congresso das medidas sobre a caderneta para, de novo na propaganda de seu partido, aparecer em novas entradas em rede nacional de TV e anunciar que iam mexer na caderneta e ela seria taxada, um absurdo, segundo ele, porque quem faz poupança é só pobre.
Pois, então, deputado Jungmann, a crise acabou mesmo, também para os pobres (os poupadores), e eles vivem um "boom" econômico porque os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques em setembro.
No mês, houve uma captação positiva de R$ 3,51 bilhões, a segunda maior do ano, de acordo com os dados divulgados pelo Banco Central (BC).

"Marqueteiro" improvisado obteve efeito contrrio
Publicado em 07-Out-2009
Pelos dados do Banco Central (BC)...
Pelos dados do Banco Central (BC) descobre-se que a pregação terrorista do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) caiu no deserto porque quanto mais ele a repetia, mais ela surtia efeito contrário - a poupança crescia (leia nota acima).
Setembro foi o quinto mês consecutivo em que o saldo entre os depósitos e os saques foi positivo. No mês passado, os depósitos em caderneta de poupança somaram R$ 84,86 bilhões e os saques R$ 81,35 bilhões. Em agosto, a captação foi positiva em R$ 3,1 bilhões. E em julho o saldo foi positivo em R$ 6,7 bilhões.
Assim, no acumulado do ano em que contou com esse trabalho do marqueteiro Raul Jungmann, os depósitos da poupança já superam os saques em R$ 15,7 bilhões - no mesmo período do ano passado, a captação estava positiva em R$ 10 bilhões.
Com a captação positiva registrada neste ano, o dinheiro em caderneta de poupança no país já se aproxima da marca histórica dos R$ 300 bilhões - está, agora, em R$ 299,92 bilhões.
A alegria da chegada e a tristeza da morte
Publicado em 07-Out-2009
Acompanho pelo jornal...
Acompanho pelo jornal - O Globo foi o único a registrar hoje - a notícia sobre o sepultamento, 37 anos depois do seu desaparecimento, dos restos mortais de Bergson Gurjão Farias, militante do PC do B, torturado e morto no Araguaia em 1972, quando tinha 25 anos de idade.
Como bem definiu na cerimônia em Fortaleza (CE) sua irmã Ielnia Gurjão Farias, "Bergson tinha suas convicções e lutou por elas. Como um herói, defendeu seus ideais". O julgamento que se faz dele e de tantos companheiros é bem esse realmente, da mesma forma que é precisa a definição dela sobre os sentimentos que se tem numa hora dessas: "de alegria porque Bergson chegou; de tristeza pela certeza da sua morte"
Ainda entre o final da semana passada e o início dessa, entristeceu-me ler nos jornais que nessa primeira fase de buscas novamente iniciadas pelas autoridades, não foram localizados restos mortais de nenhum combatente da guerrilha do Araguaia. Lembrei-me, então, de meu conterrâneo, Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão, do PC do B, um dos nomes que a imprensa registrou não ter sido localizado nada a respeito.
Ao Bergson e ao Osvaldão, eu homenageio nessa ocasião com o compromisso de cobrar sempre até que sejam alcançadas justiça, reparação e a localização dos corpos de todos os desaparecidos políticos, para que tenham, e seus familiares lhes possam dar, a sepultura digna a que todo ser humano tem direito.
Foto: site Grupo Tortura Nunca Mais

Um conterrneo sempre disposto solidariedade
Publicado em 07-Out-2009
Osvaldo Orlando da Costa...

Osvaldo Orlando da Costa
Osvaldo Orlando da Costa, o Osvaldão como era conhecido, nasceu em minha cidade natal Passa Quatro, nas Minas Gerais. Serviu ao Exército - era oficial do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) - estudou na Escola Técnica do Rio de Janeiro e foi campeão de boxe pelo Botafogo.
Lembro-me que esteve de volta em Passa Quatro em 1954. Naquele ano, uma tromba d’água destruiu parte da cidade. Eu, criança, entre surpresa e assustada com o fenômeno da natureza, recordo-me bem de seu porte imponente e altivo, com seu 1.98 metro e 100 quilos.
De família simples e respeitada na cidade, negro, alto e forte, tinha voz firme e outra característica da qual não se esquece: estava sempre pronto à solidariedade. Ainda estudante de engenharia, era um exemplo já naquela época.
Um combatente da resistência à ditadura militar
Ele combateu e resistiu ao golpe militar de 1964. Depois viveu na hoje República Checa. Voltou e, obrigado a cair na clandestinidade, partiu para a luta no Araguaia - para participar do movimento de seu partido, o PC do B. Hoje Osvaldão é um entre as quase oito dezenas de corpos daquele movimento, cujos restos mortais tentamos localizar, muitos, como já se decobriu, assassinados quando já estavam em dependências das Forças Armadas, desarmados e sem capacidade de resistência.
Conforta-me, apenas, que a cidade que viu Osvaldão nascer, a nossa Passa Quatro, já lhe prestou as honras de filho ilustre que deu a vida lutando pela liberdade e pela democracia. Ele foi homenageado pela Câmara Municipal e é reconhecido e admirado pelas novas gerações de passaquatrenses que deram seu nome ao novo estádio da cidade.
Passaquatrenses como ele, demos-lhe, assim, uma justa e singela lembrança à sua curta, mas digna vida. Nesse texto de reminiscências, presto aqui minha homenagem a ele, a seus companheiros de Araguaia, e a todos os desaparecidos políticos desse nosso Brasil que combateram e resistiram ao arbítrio da ditadura militar imposta ao país pelo golpe de 1964.

Brasil recebe enxurrada de capital especulativo
Publicado em 07-Out-2009
Li o levantamento do Instituto de Finanças...
Li o levantamento do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), entidade que reúne os 375 maiores bancos do mundo, segundo o qual o Brasil deve receber este ano um total de US$ 42,7 bilhões, 21% a mais do que os US$ 34,7 bilhões que entraram em 2008. E em 2010 esse fluxo de entrada será ainda maior: US$ 63.798 bilhões.
Enquanto o Brasil registra esse extraordinário aumento de 21% nos fluxos de capital estrangeiro em 2009, os outros países latino-americanos terão uma queda de 24% nos investimentos externos, de acordo com o cálculo do IFF. Já nos países emergentes, no total entrarão US$ 349 bilhões este ano, um recuo de 46,3% comparado ao recebido no ano passado.
A principal razão para a forte entrada de dólares no Brasil é o fluxo de investimentos especulativos: de US$ 8,9 bilhões em 2008, esse capital (especulativo) saltará para S$ 29 bilhões neste ano.
Investidores vem especular em emergentes
Publicado em 07-Out-2009
Ao examinarmos essa situação...
Ao examinarmos essa situação vivida pelo Brasil (nota acima), o que se constata é que, em muitos casos, instituições financeiras e investidores nos países ricos vêm aproveitando a enxurrada de dólares que os bancos centrais (BCs) despejam no mercado a fim de recuperar suas economias, para transferirem parte desse dinheiro para nações emergentes.
O Brasil, dizem os especialistas - e é real - ainda tem uma taxa de juros muito elevada diante dos padrões internacionais (8,75%), e por isso é um dos alvos preferidos desses especuladores que vêm aplicando fortemente na Bovespa, o que explica suas fortes altas.
Para o IIF, enquanto vários países ainda lutam para sobreviver à crise, o Brasil terá de se preocupar agora em gerenciar essa enxurrada de dinheiro. Um fluxo maior de dólares em qualquer país com câmbio livre tende realmente a valorizar a moeda local - caso do Brasil, onde o dólar chegou a ultrapassar os R$ 2,50 no auge da crise econômico-financeira internacional.
Em decorrência, um dos gravíssimos problemas que enfrentam todos os países com moeda valorizada - e nós o enfrentamos agora - é que o dólar barato encarece as nossas exportações e barateia as importações, afetando os saldos comercial e em conta corrente (o resultado das nossas transações com o mundo). É o que está ocorrendo agora no Brasil.

Fazenda, BC e CVM no deviam se manter passivos
Publicado em 07-Out-2009
Nossas autoridades monetárias...
Nossas autoridades monetárias do Ministério da Fazenda (MF), do Banco Central (BC) e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não deviam se manter tolerantes ou passivas frente à euforia da Bolsa e à enxurrada de capital externo que está entrando no país. Muito menos ante a valorização do real.
Parece que não aprendemos nada com a crise internacional, que por pouco não nos colocou no chão e de joelhos de novo, não fossem nossas reservas, a liberação do compulsório e as medidas anticíclicas adotadas pelo governo.
Teríamos vivido situação muito pior não fosse essa série de medidas anticrise - a manutenção dos investimentos e gastos públicos; a redução do superávit e da taxa Selic de juros em cinco pontos (de 13,25% para os 8,75% atuais); e a sustentação e aumento do crédito às empresas e aos exportadores e consumidores.
Essas providências evitaram que nosso país quebrasse outra vez, como aconteceu no início do segundo mandato de FHC. Assim, seria bom que ouvíssemos os conselhos de dois respeitados economistas, Joseph Stiglitz e Nouriel Roubini que estão alertando para o risco dessa “euforia irracional”.

O picadeiro de Yeda
Publicado em 07-Out-2009
Vejam vocês como estão "bem' avaliados...
Vejam vocês como estão "bem' avaliados os políticos tucanos e como eles fazem política e governam. Pesquisa IBOPE feita no Rio Grande do Sul indica que 62% dos gaúchos são favoráveis ao impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB), 64% consideram sua administração ruim ou péssima, e 74% desaprovam seu desempenho no governo.
Além disso, pelo levantamento IBOPE, 29% da população do Estado acreditam ser totalmente verdadeiras as denúncias que envolvem a governadora no caso de corrupção que resultou em um rombo de R$ 44 milhões nos cofres do DETRAN-RS.
A despeito disso, e sem maior análise, o que fazem os tucanos? A relatora da Comissão Especial da Assembléia Legislativa que analisa o pedido de impeachment de Yeda, a deputada Zilá Breitenbach, obviamente também do PSDB, considerou não haver "justa causa" nos fatos apresentados para autorizar o impedimento da governadora e nem para a instauração de um processo por crime de responsabilidade.
População gaúcha cansada da corrupção
Em outras palavras, não importa se a população gaúcha está exausta da corrupção com o dinheiro público denunciada na administração da governadora. Aliás, Yeda chega ao cúmulo de contestar a pesquisa com a justificativa - vejam a que nível os tucanos chegaram - de que a culpa é de um "mercado de escândalos" e da polarização PSDBxPT que seu governo representa no Estado.
O "mercado", meus caros, não foi criado por polarização, nem pelo PT, mas pelo desvio dos recursos públicos do DETRAN, pela compra da mansão da governadora a preços subfaturados e maiores que o seu patrimônio, pelas denúncias de Caixa Dois em sua campanha e por tantas outras acusações que tem envolvido Yeda Crusius.
São esses os motivos pelos quais o povo gaúcho está exausto dos tucanos como aponta a pesquisa do Ibope.

Candidata reeleio
Publicado em 07-Out-2009
A máxima da governadora gaúcha Yeda...
A máxima da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB) ao minimizar o resultado da pesquisa IBOPE, ou melhor, os 74% de cidadãos do Rio Grande que rejeitam seu governo, merece destaque: "Vejam como foi feita a pergunta na pesquisa", desafia Yeda. Para ela o povo gaúcho não está "pedindo o impeachment". Ela explica: "a pergunta (da pesquisa) é se estão de acordo com o pedido de impeachment". Entenderam a diferença? Nem eu!
Mas Yeda deve compreender, porque já adiantou que sairá candidata à reeleição no ano que vem. Aliás, pelo visto está muito à vontade no ninho tucano mesmo porque, todo ele, segundo ela alardeia, a apóia - entre os quais os presidenciáveis tucanos, governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).
Serra, segundo a governadora, confortou-a dizendo que ela é "vítima de um ataque especulativo". Aécio a considerou publicamente "orgulho" do PSDB. Yeda, aliás, acredita que candidata a continuar no Palácio Piratini, ajuda a postulação presidencial tucana.
Agora, está desafiando a teoria dos especialistas em pesquisas, segundo a qual candidato com mais de 40% de rejeição (ela soma 74%) não tem a menor chance em uma eleição. No circo que perpetuam, Yeda e o tucanato só esquecem um detalhe: o povo gaúcho não é palhaço.

Fundaes revelam a incompetncia de Serra
Publicado em 07-Out-2009
Há algo de podre nas Fundações...
Há algo de podre nas Fundações Públicas de São Paulo sob governos tucanos. Depois do escândalo da Fundação Butantã - investiga-se o desvio de mais de R$ 35 milhões - agora é a vez da Fundação Vanzolini.
A Vanzolini, instituição de apoio à pesquisa, entidade dos professores da Politécnica da USP custeada pelo superávit dos contratos assinados com entidades públicas e privadas, é agora investigada pelo Ministério Público (MP) por conta de um desvio de R$ 5,4 milhões entre 2006 a 2008.
A descoberta veio através do pagamento de cerca de R$ 400 mil para uma consultoria à Presto, uma empresa - pasmem! - de caça, pesca e camping. E esta, segundo o MP, é apenas uma das 21 empresas laranjas utilizadas no esquema de desvio de dinheiro da Vanzolini.
A pergunta que fica no ar no caso das Fundações em São Paulo é simples: onde andavam os tucanos e seus governos? Para que servem seus órgãos de fiscalização, entre os quais os tribunais de contas? Onde andavam o Ministério Público e sua polícia civil quando um esquema desses operou e roubo durante três anos?
Onde anda o governo de São Paulo que ao invés de controlar e coibir as irregularidades, conforme sua função, preferiu mesmo foi jogar bombas de efeito moral e botar a polícia para ocupar a reitoria da USP, amedrontar estudantes e professores e coibir o direito legítimo à greve dos docentes e discentes da Universidade de São Paulo.
Lamentável.

A opo do PT paulista por candidatura prpria
Publicado em 07-Out-2009
Algumas lideranças do PT de São Paulo...
Algumas lideranças do PT de São Paulo, apesar da resolução do seu diretório regional de não excluir o apoio a candidato de partido aliado - no caso, Ciro Gomes, do PSB - e exatamente quando o deputado cearense transferiu seu domicilio eleitoral para a capital paulista, acreditaram ser necessário reafirmar a disposição de lançar candidatura própria e apresentá-la às legendas aliadas.
Com a decisão, anunciada após reunião da Executiva regional na 2ª feira (05.10), acreditam estar expressando a vontade amplamente majoritária da militância, um universo bem diferente do eleitorado e base social do PT, nada desprezíveis em São Paulo, onde o partido já capitaliza 1/3 desse que é o maior colégio eleitoral do país.
Assim, quando se esperava um aceno ou mesmo um movimento do PT em direção ao PSB e a Ciro, o que aconteceu foi a reafirmação da candidatura própria. Pelo menos é o que se pode concluir das entrevistas de lideranças como a ex-prefeita Marta Suplicy.
O fato é que a situação no Estado não é nada boa em se tratando da base do governo Lula. O PSB, PMDB, PV e PTB, além do PPS e do DEM, apóiam o governo Serra. O PSB e o PTB, aliás, tem uma longa tradição de apoio aos tucanos, iniciada com o governo Mário Covas, passando pelo de Geraldo Alckmin e agora com José Serra.

Petistas no aceitam PSB-SP, diz Marta
Publicado em 07-Out-2009
No PT paulista não faltam nomes...
No PT paulista não faltam nomes para disputar o governo do Estado, começando pelo prefeito reeleito de Osasco, Emídio de Souza e pelo deputado Antonio Palocci (SP). A ex-ministra e prefeita Marta Suplicy também é uma opção, mas hoje apóia Palocci.
Se tomarmos suas declarações como posição da direção estadual e o resultado da reunião a que me referi (leia nota acima), o partido em São Paulo não aceita a hipótese da candidatura Ciro a governador, uma possibilidade concretizada com a transferência de seu domicilio eleitoral para São Paulo.
Na prática, se as declarações de Marta expressam a posição da maioria dos dirigentes - não importam suas boas intenções ou manifestações de faz de conta - o PT de São Paulo descarta o apoio a uma provável candidatura Ciro no Estado e fortalece a tendência do deputado de optar pela disputa do Palácio do Planalto.
O PSB vive uma contradição
O partido já teve candidato à presidência da República uma vez (Anthony Garotinho, em 2002) e o deputado Ciro foi candidato ao Planalto duas vezes, em 1998 e 2002, pelo PPS, partido que trocaria pela legenda socialista em 2003. Agora, a legenda socialista tende a apoiar a decisão de Ciro de ser candidato a presidente em 2010, mas tem que compatibilizá-la com os palanques estaduais, com a eleição e reeleição de governadores que dependem da aliança com o PT e do apoio de Lula.
A opção do PSB por uma candidatura própria contraria a avaliação do presidente Lula e da direção nacional do PT que defendem uma eleição plebiscitária já no 1º turno. Mais do que isso: de acordo com a avaliação de alguns líderes petistas de São Paulo, Ciro no páreo ajudará inevitavelmente a levar o pleito presidencial para um 2º turno.

Duas tticas nunca deram certo
Publicado em 07-Out-2009
Como tenho escrito e repetido...
Como tenho escrito e repetido o problema da candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), insisto, são os palanques estaduais e a campanha. Até quando Ciro manterá um discurso só de oposição a José Serra e como se comportará o PSB nos Estados - em vários, como SP, PB, PR, AM, AL e MA - nos quais já se aliou ou pode se aliar ao PSDB?
Ou o PT caminha para uma eleição plebiscitária ou aceita a candidatura Ciro a presidente e trabalha para resolver suas conseqüências, que serão graves. Examine-se SP, por exemplo, onde Ciro poderá ter um palanque com o presidente da FIESP, Paulo Skaf, para governador; e o vereador Gabriel Chalita (PSB) para senador.
Citei SP, mas as consequências serão ruins em toda parte. Basta ler o mapa dos palanques estaduais começando pelo CE, PE, RN, BA, SE e PI que governamos juntos (PSB-PT)
Concretizada a candidatura Ciro, o PT deve se preparar, então, para disputar o 1º turno em três frentes: contra Serra, a senadora Marina Silva (PV-AC) e Ciro. Sem ilusões, é certo que, em busca de um lugar no 2º turno, todos estarão contra Dilma e o PT.
Ciro terá, ainda, a vantagem de se apresentar - com legitimidade e razão - como governo, mesmo que não conte com o apoio do presidente Lula. Esse é o grande diferencial, mas não o impede de se apresentar como tal.
Outra tática que o PT poderia seguir, e à qual sou favorável, é disputar o apoio do PSB e convencê-lo a fechar com Dilma e a lançar Ciro candidato a governador de São Paulo. Essa é uma estratégia que exigiria uma ação conjunta das direções do PT paulista e nacional, coordenada pelo presidente Lula e pela nossa candidata, Dilma Rousseff.

Em ao, Dilma refora seu cacife
Publicado em 07-Out-2009
Enquanto observamos o panorama...

Dilma Rousseff
Enquanto observamos o panorama e alternativas (leia as três nota acima), a pré-candidata do PT e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, jantou com a direção nacional do PDT, cujo presidente, Carlos Lupi (ministro do Trabalho) reafirmou a decisão de apoiar a candidatura do PT. E mais do que isso: reiterou o apoio a uma candidatura única na base do governo para uma disputa plebiscitária no 1º turno.
O PDT encampa, assim, uma posição exatamente oposta à expressada por lideranças do PT de São Paulo após a reunião de sua direção estadual na última 2ª feira (05.10).
Já o presidente Lula reforçou sua decisão de priorizar a união com o PMDB para compor uma ampla coalizão de apoio a Dilma, sua candidata. Esta, por sua vez, iniciou uma série de reuniões e o cumprimento de agendas para consolidação de seu nome e formalização de alianças.
Nesse esforço, além da direção nacional do PDT, Dilma recebeu deputados do PRB; esteve no Rio comemorando nossa vitória como país-sede das Olimpíadas de 2016; e esteve, também, no Paraná (Londrina) e São Paulo. Uma movimentação de pré-campanha que vai a pleno vapor. Foto: Fábrio Rodrigues Pozzebom/ABr

Tucanato est com medo de Ciro Gomes
Publicado em 07-Out-2009
Faz tempo que o tucanato paulista...
Faz tempo que o tucanato paulista está com medo do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), porque ele os conhece bem. O parlamentar foi durante muito tempo filiado ao PSDB, partido pelo qual se elegeu governador do Ceará (1991-1994). Aliás, foi o único, dentre os 27 governadores, eleito pelo PSDB em 1990.
Agora os tucanos paulistas estão apelando, levantando a tese absurda de que a transferência de domicílio eleitoral (de Fortaleza para SP) pode acarretar a perda do seu mandato de deputado porque o Ceará, com 22 representantes na Câmara ficará com 21.
A transferência de domicílio eleitoral, da mesma forma que a mudança de partido para quem não tem mandato, segundo a lei, é legal desde que feita um ano antes das eleições.
Haja casuísmo! Essa tese tucana é pura apelação! Mas, como eles não tem coragem de pedir (à Justiça eleitoral a cassação do mandato de Ciro), plantaram a notícia - e a mídia engoliu - para ver, como eles mesmo dizem, se algum eleitor do Ceará pede.
Sugestão: por que Tasso não pede a cassação?
Dou uma sugestão: a direção do PSDB pode pedir para seu senador, Tasso Jereissati (CE) pedir a cassação do mandato de Ciro. Como senador, ex-governador do Ceará e ex-presidente nacional do partido, Tasso tem todos os títulos para isso. Baixaria pura! O fato é que os tucanos começaram mal.
Pior foi o que escreveu o deputado e chefe da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira Filho, pré-candidato a governador de São Paulo, no seu Twitter: "Imagine se o presidente da República resolve mudar para o Paraguai”. Uma grosseria sem tamanho!.
Temos aí os mesmos que aplaudiram a mudança de partido da senadora Marina Silva (PV-AC) e receberam de volta, de braços abertos, o tucano Flávio Arns (PR), eleito senador pelo PT em 2002 graças ao apoio de Lula e de nossa militância.

Tem cheiro de manobra apoio dos EUA em Honduras
Publicado em 07-Out-2009
Está cheirando a manobra o apoio...
Está cheirando a manobra o apoio da diplomacia e da política norte-americana às recentes ações e propostas da Organização dos Estados Americanos (OEA), tudo indica, para legitimar e legalizar as eleições de novembro em Honduras.
Os Estados Unidos desistiram de apoiar e sustentar a junta golpista e seu presidente, Roberto Micheletti, que não passa de um ditador. Optaram pela saída eleitoral, mas sem o presidente deposto, Manuel Zelaya, e sem autorização para sua volta ao país.
Zelaya continua abrigado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa, ameaçado de ser preso se sair. Os americanos apóiam a tese levantada pela junta militar, de que ela tem que responder a processos.
Querem, na prática, dar uma saída aos golpistas com as eleições, mas impedindo o fim puro e simples do golpe e, principalmente, mantendo seus objetivos: tirar Zelaya do poder e impedir a volta da política de reformas e mudanças que ele vinha realizando.
O que querem, de fato, é devolver o poder à direita e à elite pró-Estados Unidos, transformando Honduras numa ponta de lança contra os governos progressistas da região (Américas Central e do Sul).

PEC dos Cartrios precisa ser aprovada
Publicado em 06-Out-2009
Nessa primeira semana de outubro, a PEC...
Nessa primeira semana de outubro, a PEC dos Cartórios (471/05) é o destaque do plenário do Congresso. A proposta, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), com substitutivo do deputado João Matos (PMDB-SC) torna titulares os substitutos ou responsáveis por cartórios de notas ou de registro.
A titularidade será concedida àqueles que assumiram os cartórios até 20 de novembro de 1994 e estejam à frente do serviço há pelo menos cinco anos ininterruptos anteriores à promulgação da PEC - há tabeliães não concursados com 20 ou 30 anos de trabalho.
O tema ainda provoca divergências entre os parlamentares e os que são contra a proposta argumentam que ela efetivará titulares não concursados em cartórios com rendas de até R$ 1 milhão/mês. É provável que um cartório da Barra de Tijuca (RJ) ou do Lago Sul (Brasília), efetivamente seja assim.
Há cartórios milionários e cartórios pobres
Para estes, com certeza, o concurso público é o caminho natural. Mas e a serventía dos municípios pobres, onde não há especulação imobiliária nem fortunas a serem taxadas, e que atendem as classes D e E porque têm isenções de taxas, não pagam certidões e outros documentos?
Quem se apresentará para fazer um concurso para um cartório desses? Vai fechar, já que não vai mais poder ter um tabelião "designado" para responder por ele? Não estaremos negando (ou dificultando ao extremo) a acesso do cidadão aos seus direitos?
Por isso defendo a aprovação da PEC e espero que ela seja transformada em lei. Sei que apresenta imperfeições - o deputado José Genoíno (PT-SP) tentou saná-las através de uma série de emendas que ainda nao satisfazem os cartorários - mas, ainda no decorrer da tramitação, ou mesmo aprovada, com disposição para o diálogo e para o atendimento dos direitos da cidadania, elas poderão ser contornadas.

Gasto com propaganda supera o de CEUs
Publicado em 06-Out-2009
Deu na Folha de S.Paulo, hoje, com o título...
Deu na Folha de S.Paulo, hoje, com o título "Kassab gastará em publicidade mais que com CEUS e escolas". A notícia: o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM-PSDB), conforme proposta orçamentária encaminhada à Câmara Municipal, programa gastar R$ 105 milhões com publicidade no ano que vem, 31% a mais do que esse ano. A prefeitura diz que é para divulgar "programas de interesse da população".
De acordo com levantamento do jornal, a verba recorde é superior a que ele destina no orçamento de 2010 para aplicar na construção, ampliação e reforma de CEUS, escolas comuns de ensino fundamental e corredores de ônibus.
Jeito demo-tucano de governar! Em governo do DEM-PSDB projetos/programas sociais ficam em último lugar...
Joo Carlos Martins, mais virtuose do que nunca
Publicado em 06-Out-2009
Estou nos EUA desde sábado, convidado pelo maestro...
Estou nos Estados Unidos desde sábado (03.10). Vim convidado pelo maestro e pianista, João Carlos Martins, que apresentou a nossa Bachiana Filarmônica no Lincoln Center (Nova York) com Dave Brubeck e Chris Brubeck. Foi uma noite inesquecível, cercada de simbolismo pela vitória do Brasil em Copenhague para sediar as Olimpíadas de 2016.
Joao Carlos Martins, que se reinventou após grave lesão nas mãos, é um exemplo para todos nós. Ele deu um espetáculo, como sempre, com suas Bachianas brasileiras números 4 e 5. Mas assistir e ouvir Dave Brubeck, do alto de seus 89 anos, foi também um privilégio, um momento único para todos e todas, para os muitos brasileiros que o assistiram.
Começou com Brandenburg Gate: revisited; depois foi para Theme for June, com Chris Brubek no trombone - um show à parte; e para finalizar, Thank You (Dziekuje), com Dave Brubeck e João Carlos Martins ao piano.
Até aí, a emoção já era algo impossível de se expressar, mas não era o final. Este foi o nosso Hino Nacional pelas mãos de João Carlos que voltou a tocar. E como toca! Com alma, emoção, paíxão...

Os EUA vistos para uma anlise com vocs
Publicado em 06-Out-2009
Nesta viagem aos EUA fiquei mais alguns dias...

Casa Branca
Nesta viagem aos EUA (nota acima) fiquei mais alguns dias a trabalho - em Washington (DC) confiro o que acontece na política e no mundo econômico para, na volta, analisar e trocar idéias com vocês. O que percebo é que o país parece patinar. O presidente, Barack Obama, perde apoio e a cada dia os EUA se afundam mais no atoleiro do Afeganistão (como fizeram no Vietnã) e numa outra guerra que nunca acaba, a do Iraque.
No front interno, o desemprego e a queda do consumo e do crédito continuam deixando o presidente sem uma agenda positiva, já que a reforma da saúde também empacou vítima da força dos planos privados de saúde.
Emperrada, também, pela falta de maioria dos democratas (o partido de Obama) no Congresso para aprovar essa tão esperada e necessária reforma na saúde do país. A situação põe Obama numa encruzilhada, porque esse sistema de saúde foi uma de suas mais repetidas e solenes promessas de campanha.
Rio-16: o mundo no estava lendo a nossa mdia
Publicado em 06-Out-2009
Imperdível a entrevista de Mike Lee...
Imperdível a entrevista de Mike Lee, marqueteiro da campanha vitoriosa que tornou o Brasil a sede das Olimpíadas de 2016. Publicada hoje no Folhão, as declarações de Lee desnudam nossa mídia na posição abertamente provinciana e colonizada que ela assumiu.
Nesse processo, sem dúvidas, a Folha está à frente. Ao questionar sobre a diferença entre as campanhas de Londres e a do Rio, o jornal afirmou "Londres tem essa autoestima de cidade cosmopolita que organizou grandes eventos..." A resposta de Lee foi excelente: "Londres nunca organizou algo como o Carnaval ou como o Revéillon do Rio. Quantos eventos de grande porte esportivos Londres organizou? Nenhum. Vocês fizeram o Pan-2007. Londres não fez isso."
O jornal insiste: "Mas, (Londres) é reconhecida como uma cidade mais rica." Vejam a ótima análise do marqueteiro, também ex-consultor político do Partido Trabalhista inglês: "nós tivemos essa candidatura atacada em massa pela mídia inglesa. E a diferença da mídia inglesa, comparando com a brasileira, é que ela vai para o mundo, por causa da língua. Houve hostilidade da mídia brasileira, críticas injustas (à Olimpíada no Rio). Mas o mundo não estava lendo."
Felizmente, meus caros, o mundo não lê a grande mídia brasileira. Confira a íntegra da excelente entrevista de Mike Lee.

O provincianismo do Folho
Publicado em 06-Out-2009
A entrevista com o marqueteiro Mike Lee...
A entrevista com o marqueteiro Mike Lee (leia acima) responsável pela campanha Rio-16, é um excelente atestado do quanto a mídia brasileira ainda está colonizada neste país. Com todo o ar e aparência de jornal moderno e contemporâneo, vendidos pela FSP, na realidade o jornalão é pura cópia da mídia americana. Mas, essa é outra questão.
Mike Lee - ele só aceitou dar a entrevista acompanhado de um assessor que tirasse dúvidas de tradução - faz, ainda, essa declaração: "Lula foi crucial. As pessoas falaram sobre o papel de Tony Blair, que foi bem importante para Londres-2012. Eu diria que Lula foi provavelmente mais importante para o Rio-2016. Ele trabalhou por dois anos. Não apareceu só no último dia, como Barack Obama que só fez um discurso e acenou".
E complementa: "[Lula] Fez coisas acontecerem - prossegue o marqueteiro - não poderíamos dizer que o Rio está pronto e nossa economia está caindo. O Brasil é a 10ª economia no mundo e seremos a 5ª em 2016. A nova ordem mundial tem o G-20, e o Brasil está na mesa central. O Brasil está em todas as mesas centrais, porque não na do COI?"
O que vimos a respeito da cobertura do Rio-16 e (vemos diariamente a respeito dos mais importantes temas nacionais) mostra que na prática e na vida real, pobre e provinciana, a Folha é incapaz de aceitar os novos tempos, assumir o Brasil e lutar por ele.
Leia a íntegra da entrevista de Mike Lee.

O grau de alienao dos nossos adversrios
Publicado em 06-Out-2009
Uma medida da grande alienação...
Uma medida da grande alienação da oposição e de parte da mídia no Brasil é o noticiário sobre a retomada do crescimento econômico. As notícias que obtiveram destaque nas últimas semanas foram as relativas à Bolsa, passando pelas estimativas de crescimento e pela enxurrada de capital estrangeiro em direção ao nosso país - esta, nada boa já que nos recusamos a adotar controles existentes em muitos países.
Hoje, sem maior destaque, noticiam que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) fala em até 7% de taxa crescimento para 2010; a compra pelo governo, em nome do Brasil, de US$ 10 bilhões de bônus do FMI; a concessão de crédito ao micro e pequeno empresário pelo Banco do Brasil (BB) e pela Caixa Econômica Federal (CEF), o que sustentará a demanda, o consumo e o crescimento da economia popular; e a consolidação de três estatais - do BB, agora com a compra da SulAmerica; da Petrobras, com o novo marco regulatório; e da Eletrobrás, agora como empresa de energia com atuação internacional.
E, finalmente, como não poderia deixar de ser, continuam a repercutir a vitória em Copenhague. Temos aí, enfim, uma relação, uma gama variada de boas notícias que apontam para o potencial do país. Sem destaque.
Mas, na contramão, o que vemos em destaque na nossa mídia é a volta da ladainha da necessidade de aumentar juros, o terrorismo sobre os riscos da volta da inflação, e a papagaiada sobre a suspensão do ENEM - esta, no jornal dos Marinhos, O Globo, como se fosse o fim do mundo, o caos completo na educação.

A CEF e o FMI trazem duas notcias importantes
Publicado em 06-Out-2009
Duas notícias que avalio da maior...
Duas notícias que avalio da maior importância: a Caixa Econômica Federal (CEF) ampliou em R$ 20 bilhões o crédito oferecido para pequenas e microempresas; e o Fundo Monetário Internacional (FMI) está surpreso com o alto nível de inadimplência no Brasil.
Nosso país está em 31º em "calote" num ranking no qual o Fundo englobou pesquisas feitas em 59 países. O FMI atribui o alto nível de inadimplência aqui ao fato de o país cobrar um dos mais altos spreads do mundo.
Os R$ 20 bilhões disponibilizados pela CEF para pequenas e microempresas podem ser utilizados em linhas de capital de giro e antecipação de receitas até o final de dezembro deste ano.
Até agosto, o banco já havia liberado R$ 18,24 bilhões em crédito, o que representa um crescimento de 16,85% em relação ao mesmo período do ano passado - vai chegar, portanto, aos R$ 38,24 bilhões até o fim do ano, 56% a mais que os financiamentos concedidos em 2008.
Já diante do ranking de inadimplência nacional levantado pelo FMI, os nossos bancos vieram com as mesmas desculpas: o spread que cobram é alto exatamente por causa desse alto índice de calote. Irritados, os banqueiros dizem que não existem dados sobre bancos comparáveis entre 59 países, como fez o Fundo.

Banca privada continua sem cumprir seu papel
Publicado em 06-Out-2009
Com as duas notícias que trazem ao mercado...
Com as duas notícias que trazem ao mercado (nota acima), o fato é que a CEF e os bancos públicos, em geral, mostram que a banca privada não cumpre seu papel no nosso país. Ela não empresta a quem precisa.
Por isso, retomo meu discurso: o Brasil precisa de concorrência no setor bancário, prcisamos quebrar o duopólio hoje existente no setor. O FMI está certo. Com esses altos spreads quem consegue pagar empréstimos? Só quem transfere para o consumidor o custo financeiro.
A cada dia fica mais clara a grave deformação de nosso sistema bancário. Com esses elevados spreads que cobra das empresas e pessoas físicas, ele se apropria de grande parte da renda nacional.
Fora o lucro de tesouraria que já tem com a alta taxa Selic que remunera os títulos do governo. Assim, a CEF, como o BNDES e Banco do Brasil (BB) são hoje as instituições bancárias que realmente se dirigem à nova economia que surge, a economia do empreendedor, do autônomo, do micro e do pequeno empresário.
Uma "manchetinha" safada da Folha
Publicado em 06-Out-2009
"Dilma e Serra tentam capitalizar Rio-2016"...
"Dilma e Serra tentam capitalizar Rio-2016" - é uma das manchetes de alto de página do jornal hoje. Como o título diz, é para uma matéria em que juntam a cobertura das atividades do dia, ontem, do governador paulista, José Serra (PSDB), em Poá (Grande São Paulo); e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT e aliados), em Londrina (PR).
Eu pergunto: o que o presidenciável tucano paulista tem a ver com a escolha do Brasil para sediar a Olimpíada de 2016? O jornal quer associá-lo à conquista para ajudá-lo em sua campanha presidencial?
O que o governador paulista disse é bom, está correto e é bem-vindo - "São Paulo está aberto a colaborar", inclusive com benefícios fiscais para investimentos ou capacitação de atletas para participarem da Olimpíada de 2016.
Mas o jornal precisava noticiar o fato associando-o à conquista do Brasil para sede, no Rio, do maior evento esportivo mundial? O governador Serra, inclusive, tem se empenhado em desqualificar a conquista do Brasil e do governo.
Tem dito que o Brasil tentava ser sede desses jogos há 16 anos e atribui méritos na conquista, inclusive a seu aliado, o ex-prefeito do Rio, César Maia, do DEM...

A novela do TCU
Publicado em 06-Out-2009
odos sabemos a que fim se prestam...
Todos sabemos a que fim se prestam as paralisações das 41 obras do governo federal - 13 do PAC - determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU): estancar o avanço do país e enfraquecer a administração Lula e a sua candidata Dilma Rousseff à presidência nas eleições de 2010.
As intenções são óbvias e claras, pura e simples decisão política, por mais que diga o contrário o presidente tucano da entidade, ministro Ubiratã Aguiar. Quer um exemplo? Depois de também ter apresentado irregularidades, segue normal, num acordo de última hora, a execução do Rodoanel, obra tocada pelo governo tucano de São Paulo, com grande parte do dinheiro do governo federal. Uma verdadeira palhaçada!
Daí, merece todo apoio da sociedade, o Projeto de Lei 5414/09, de autoria da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), já em tramitação na Câmara e que define o prazo máximo de 90 dias para o TCU julgar as obras paralisadas e possibilitar que eles tenham continuidade.
Prejuízos e custos adicionais
"No caso da paralisação de obras - explica a deputada capixaba - o fato de não haver prazo legal para que o TCU conclua o processo e permita o reinício dos serviços resulta em perdas para a administração pública e para a sociedade". E mais: "A suspensão impõe custos adicionais e retarda os benefícios que a obra propiciaria".
A aprovação desse projeto e seu cumprimento pelo TCU é o mínimo de respeito que exige a sociedade brasileira, os cidadãos que perderam seus postos de trabalho pela paralisação das obras, os que pagam impostos, enfim, todos nós.
Só assim teremos mais obras de infraestrutura, indispensáves não só para o desenvolvimento do país a médio e longo prazos mas com, também, para o fortalecimento da nossa economia. É isso que a oposição prejudica ao conseguir, via TCU, paralisar obras tão vitais para o crescimento nacional. Vejam vocês a irresponsabilidade e o jogo sujo da oposição nesse caso.

O projeto Sueli Vidigal
Publicado em 06-Out-2009
O projeto da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES)...
O projeto da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), que determina prazos ao TCU para autorizar a retomada de obras que ele paralisa, expressa a urgência e a pressa dos brasileiros que, ao contrário da oposição e da mídia, querem ver o país crescer.
Além do prazo de 90 dias para o TCU julgar as obras suspensas, o projeto também determina que caso não sejam confirmadas as irregularidades, as obras devem ser reiniciadas automaticamente; além disso, as empresas contratadas para executá-las devem responder as acusações nos primeiros 30 dias depois de notificadas.
Leia a íntegra do PL:
Projeto de Lei nº /2009
(Da Sra. Sueli Vidigal – PDT/ES)
Regulamenta o prazo para julgamentos dos processos de irregularidades junto ao Tribunal de Contas da União - TCU.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º O Tribunal de Contas da União – TCU terá prazo de noventa dias para a conclusão dos procedimentos de fiscalização e julgamento de processos sobre irregularidades em obras públicas financiadas pelo Governo Federal.
Art. 2º Se a existência de irregularidades não for confirmada pelos ministros do Tribunal de Contas da União, a obra suspensa, embargada ou qualquer outra forma de sobrestamento de execução, será automaticamente levantada e reiniciada, sem prejuízo da continuidade dos trabalhos dos auditores e fiscais do Tribunal.
Parágrafo único. O Contratado deverá ser notificado previamente para responder, se assim o desejar, a todos os termos da ação fiscalizatória, devendo fazê-lo nos primeiros trinta dias a partir do recebimento da notificação.
Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

A morosidade de ocasio
Publicado em 06-Out-2009
O projeto da deputada Sueli Vidigal...
O projeto da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES) - sobre as obras paradas pelo TCU, um autêntico ninho tucano comandado por Ubiratan Aguiar, es-deputado do PSDB do Ceará - incorpora sugestões do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) de impor à entidade todo-poderosa esse prazo para conclusão dos julgamentos.
Nada mais correto. Afinal, está em jogo o emprego de milhares de brasileiros e o crescimento do país. Na justificativa do PL, inclusive, é citado o fato de que por determinação do TCU, projetos com "indícios de irregularidades" ficaram parados durante dois anos! Imaginem vocês, caros leitores, pararem as obras do PAC durante esse período, por "indícios"?
"O estabelecimento de um limite de noventa dias - justifica a autora do projeto -, portanto, visa evitar que a morosidade na apreciação e julgamento, pelo TCU possa causar danos irreparáveis às obras, inviabilizando sua continuidade ou deteriorem e depreciem a parte executada ou em execução e, por conseguinte, gerem desperdício ou prejuízos ao erário, sem, contudo, deixar de garantir ao contratado o direito de resposta no âmbito administrativo da ação fiscalizatória em andamento."
Com a palavra, o Congresso Nacional...

Salrio pode, obras no...
Publicado em 06-Out-2009
É o fim da picada. O todo-poderoso...
É o fim da picada. O todo-poderoso Tribunal de Contas da União (TCU) - aquele, que se diz preocupado com as supostas irregularidades em obras do governo federal - liberou e deu todo o apoio para que os nossos parlamentares continuem ganhando salários acima do teto de R$ 25,7 mil!
O sinal verde foi dado depois que a Câmara dos Deputados contestou decisão anterior da entidade, com a justificativa de que ela não tem como cumprir o teto salarial porque, afinal, não existe nenhuma regulamentação para o caso. Cúmplice e frouxo, o TCU concordou com a Casa, prometendo, evidentemente, que vão regulamentar a questão. Afinal, não podem dizer o óbvio, mas a regulamentação sabe-se lá quando vem...
Veja que belo exemplo dá o TCU. E depois afirma que não é um órgão político. Como não? É pura política essa liberação contra todas as tendências de limitação dos altos salários com um teto. Na prática, a entidade quer mesmo é legislar acima da Constituição.
Resultado: continua a prática em que cada caso, ou melhor, cada salário é analisado isoladamente até nova lei que regulamente esse absurdo.

Bancos querem tudo e no cedem nada
Publicado em 06-Out-2009
Você lê essas duas notas que postei acima...
Você lê essas duas notas que postei acima e compara com a situação no Brasil, particularmente em São Paulo: os bancários estão há 13 dias em greve, numa paralisação mais do que justa, pela qual reivindicam melhores condições de trabalho, garantias contra a extinção de empregos no setor e participação nos lucros e resultados (PLR) - nesses astronômicos lucros obtidos pela banca com os altos juros e spreads que cobram.
O que obtiveram até agora com seu movimento? Por enquanto, a confirmação de que a luta precisa continuar porque não será fácil os banqueiros atendê-los. Os bancos querem tudo. Querem rebaixar a participação dos bancários nos lucros, continuar a demitir à vontade, sem limites e acordos. E só reajustar os salários no limite da inflação de 4,5%. Ou seja, zero (0%) de aumento.
E isso quando os bancos brasileiros - e os estrangeiros que aqui operam - obtém os maiores lucros do mundo, conforme demonstra um balanço atrás do outro, ou um levantamento dessa natureza feito pelo FMI (leia as duas notas acima) - na média bancos no Brasil capitalizam quase 25% do patrimônio por ano e, há vários anos. Ou seja, a cada quatro anos, dobram seu patrimônio.
Como isso é possível? Não dá para aceitar. Daí o sucesso, a mobilização e adesão, o grande apoio à greve dos bancários. Leia na Folha de S.Paulo a entrevista publicada hoje com o Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

O PT est errado
Publicado em 06-Out-2009
O partido devia ir à Justiça...
O partido devia ir à Justiça reivindicar os mandatos de quem trocou de legenda até 3 de outubro (sábado último), data limite para a troca de partido por aqueles que pretendem disputar eleição ou reeleição no ano que vem.
Balanço desse 3 de outubro indica que trocaram de partido nada menos que 31 parlamentares - 27 deputados e quatro senadores -, indiferentes à fidelidade partidária, ainda que imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral, quando deveria ter vindo por decisão do Congresso.
O PSDB paulistano está certo ao decidir pedir de volta o mandato de Gabriel Chalita, o vereador da Capital mais votado no Brasil (mais de 102 mil votos) e que deixou o tucanato e filiou-se ao PSB para ser candidato a senador no ano que vem.
Não importa que razões invoquem os tucanos, se é ou não despeito pelo vereador ter deixado a legenda atirando contra as práticas políticas do governador e presidenciável José Serra (PSDB).
Lei é lei. Ou tem fidelidade ou não tem
Assim como não existe meia gravidez, não existe meia fidelidade. Insisto na minha posição: mudou de partido, perde o mandato e o direito de se candidatar na próxima eleição. Só pode (só deveria) disputar na seguinte - os que mudaram agora, só deveriam concorrer nas eleições municipais de 2012.
É o mínimo para que a lei tenha eficácia e seja respeitada. Leio, agora, que o líder do meu partido na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP) afirmou que por um princípio ético, os que mudaram deveriam devolver o mandato ao partido, mas este não tomará providências porque esses parlamentares - que trocaram de legenda - serão julgados pelo povo na eleição do ano que vem.
Ele está certo quando advoga que quem deixa o partido tem que devolver o mandato; mas erra - e a legenda petista também - quando não defende que o PT vá à justiça reinvidicar o mandato que é do partido. Com isso, com esse comportamento, estimulamos a infidelidade como regra geral.

Um cala boca na mdia e na oposio de araque
Publicado em 06-Out-2009
Mais um cala boca em nossa oposição...
Mais um cala boca em nossa oposição de araque e na mídia que apóiam ditaduras. Os golpistas de Honduras começam a recuar. Devagar, mas recuam. Revogaram o estado de sítio - na verdade, um estado de exceção para a legalização da repressão e da falta de liberdade que já existia desde o dia do golpe, 28 de junho.
Agora falam em devolver a TV e a emissora de rádio que apóiam o presidente deposto, Manuel Zelaya, refugiado há duas semanas na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Reconhecem que foi um grave delito retirar o presidente de sua casa e expulsá-lo do país.
O próprio presidente golpista Roberto Micheletti fez esse reconhecimento publicamente. Disse que os responsáveis por esses crimes devem e serão punidos.
Golpistas , finalmente, estão recuando
Assim, aos poucos, os golpistas vão recuando e, ainda que queiram manter as eleições de mentira programadas para o mês que vem, já admitem negociar e até mesmo devolver o poder a Zelaya, o presidente legal e constitucional de Honduras.
Vamos ver no que dá a negociação que começa hoje em Tegucigalpa, mediada pela Organização dos Estados Americanos (OEA). A posição inflexível e correta do Brasil - nada de meias medidas com golpistas e todo apoio a Zelaya - deu certo.
Até porque, ao contrário de certos democratas de ocasião do Brasil, no mundo a condenação ao golpe e o apoio à ação diplomática brasileira é unânime, geral e irrestrita, exceção de alguns republicanos ainda com cargos no governo Barack Obama.

BC: comeou a corrida para nada
Publicado em 05-Out-2009
Está no jornal dos Marinhos, O Globo, o primeiro...
Está no jornal dos Marinhos, O Globo, o primeiro pontapé no jogo de pressões para a indicação do novo presidente do Banco Central (BC), substituto de Henrique Meirelles, que sai em abril para ser candidato pelo PMDB de Goiás na eleição do ano que vem.
O nome do jornal da família Marinho é o de Mário Mesquita que eu e você conhecemos, dentre muitas outras áreas e atividades, daqui, de vários comentários já postados no blog sobre ele.
Mesquita é o porta-voz dos juros altos e da política conservadora do BC. Diretor de Política Econômica do banco, quer porque quer ser presidente do BC e ganhou o apoio de O Globo.
Mas, quem indica é o presidente da República. Acabou o tempo em que a mídia fazia ministros e presidentes do BC que julgava convenientes, segundo seu interesse.
Medida de justia para com a radiodifuso no pas
Publicado em 05-Out-2009
Excelente a iniciativa do presidente Lula...
Excelente a iniciativa do presidente Lula ao manter na nova lei eleitoral, a redução de impostos para cerca de 4 mil emissoras de rádio do interior do país. A medida é criticada, hoje, em jornalões da mídia que querem esse tipo de benefício só para si ou para a meia dúzia de grandes veículos que constituem a "corporação" de comunicação do país.
O objetivo do presidente da República foi igualar o benefício fiscal já recebido pelas grandes empresas de radiodifusão. Elas são - e já há anos - ressarcidas pelo tempo que cedem em sua grade de programação à propaganda partidária e eleitoral.
A medida baixada pelo presidente Lula - com benefícios a cerca de 4 mil emissoras de rádio do interior brasileiro - além de igualar ao tratamento já concedido às grandes emissoras, reforça os princípios da PL-29, de democratizar nossos meios de comunicação e estimular a produção nacional, principalmente, a originada no interior do país.
Vale lembrar que entre os principais pontos do PL-29 (veja outros, na nota abaixo), estão a defesa da nossa cultura, através das quotas de produção nacional, regionalização de programação e outros instrumentos capazes de inibir os monopólios e as reservas de mercado.
Daí a oposição da grande mídia, das poderosas "famílias" detentoras do poder na imprensa à iniciativa.

PL-29, um projeto com muitos aspectos positivos
Publicado em 05-Out-2009
Um dos aspectos que julgo...
Um dos aspectos que julgo altamente positivos no PL-29 é que com sua aprovação - nos termos em que está elaborado - se estará concedendo às operadoras de telefonia o direito à produção de conteúdo, desde que atendam às exigências de produção nacional e independente.
O Brasil precisa em todo esse campo de uma legislação antimonopólio, defensora da cultura brasileira e que obedeça as regras da ética - afinal, emissoras de rádio e TV são concessões de serviço público - sob a regulação de um órgão capaz de conter as arbitrariedades que hoje imperam no país e fazem da nossa comunicação um verdadeiro palanque político para a pura e simples manutenção do status quo.
Evidente que à grande mídia não agradam essas mudanças. A Folha de S.Paulo, hoje, por exemplo, sugeriu a Daniel Slaviera, presidente da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (ABERT) que a medida do presidente Lula concedendo redução de impostos às emissoras "poderia ser interpretada como cooptação política das rádios".
Ótima a resposta do Slaviera que reproduzo aqui: "Rechaço essa interpretação. O gesto do presidente foi no sentido de corrigir uma distorção. E se fosse verdade esse raciocínio do uso político, a decisão do governo de reduzir o IPI para os carros seria também enquadrada da mesma forma".
O Brasil precisa, ainda, e urgente, de uma nova lei de imprensa, que coloque o país no patamar e à altura dos novos tempos.

CIE tem informao sobre agente duplo em Cuba
Publicado em 05-Out-2009
A matéria publicada hoje no Estadão...
A matéria publicada hoje no Estadão sob o título "Documento secreto indica que curso em Cuba tinha 'nfiltrado' " é mais uma prova do que venho falando neste blog: precisamos urgentemente reconstituir a história da resistência armada à ditadura neste país.
Não me venham com desculpas de que esses arquivos foram queimados ou destruídos, porque esse Relatório do Centro de Informações do Exército (CIE), datado de 1972, em que se fundamenta a reportagem do Estadão está no Arquivo Público do Rio à disposição para quem, mediante uma decisão de governo, se disponha a apurar e reconstituir aquele período (leia nota abaixo).
O documento aponta a existência de um agente infiltrado entre os companheiros da Ação Libertadora Nacional (ALN) que estiveram em Cuba no final dos anos 60 e 70 conforme descoberta dos agentes do Exército que acompanharam aquela movimentação.
Há certo consenso de que havia agente duplo em Cuba
Como afirmei ao Estadão, "existe um certo consenso entre os sobreviventes daquela época de que havia essa infiltração: alguém que treinou lá (em Cuba) era agente duplo, trabalhava para os serviços de inteligência".
Também considerei outra hipótese na minha conversa com o jornal, a de que se trata de um "relatório feito a partir de informações arrancadas sob tortura e redigido para encobrir sua origem" - o que, em últma instância, o tornaria um documento forjado. Todos sabemos que a repressão fazia isso.
De qualquer forma, acredito que o nível de informação do documento é alto. Afinal, algumas pessoas, que depois foram presas ou mortas, constam no documento. Esse relatório do CIE contém o nome de 81 pessoas, entre as quais companheiros meus do Movimento de Libertação Popular (MOLIPO, uma dissidência da ALN) que, ao voltarem para o Brasil, foram presos, torturados e assassinados pela ditadura militar.

Verdade e reparao histrica, um direito da nao
Publicado em 05-Out-2009
Os dados agora descobertos nesse...
Os dados agora descobertos no relatório do CIE - Centro de Informação do Exército (nota acima) evidenciam a importância da abertura dos arquivos das Forças Armadas e da repressão à resistência à ditadura militar no país, na busca pela verdade histórica.
Através desse documento, por exemplo, o país pode conhecer informações sobre a morte de dois importantes militantes, Virgílio Gomes, o Jonas, comandante do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick em 1969 e Ruy Carlos Vieira Berbert, companheiro da ALN, cujos corpos até hoje não foram localizados.
Daí a importância, repito, de buscarmos informações, aonde quer que elas estejam. Seja nos documentos, ou por parte de depoimentos dos que participaram das ações contra a guerrilha, no enfrentamento e resistência à ditadura militar.
Campanha em redes de rádio e TV
Não adianta protelar, escamotear, arrumar desculpas, dizer que esses arquivos não existem mais ou foram queimados. Existem, como comprova esse documento agora encontrado no Rio.
Proceder dessa forma só adia o inevitável, porque a verdade virá mesmo à tona, cedo ou tarde. O que temos de fazer é nos aliar ao esforço do governo nesse sentido, principalmente, ao da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, na busca da verdade sobre os mortos e desaparecidos políticos brasileiros.
Há uma campanha da Secretaria agora, em redes nacionais de rádio e TV, com anúncio em que parentes de vítimas da repressão pedem à nação que auxilie no fornecimento de informações ou pistas que levem ao restabelecimento da verdade. A contribuição pode ficar anônima e é uma excelente oportunidade para todos os que dispõem de dados a respeito torná-los públicos agora.
Afinal, a verdade histórica é um direito de toda a sociedade brasileira.

"Todas as vozes, todas"
Publicado em 05-Out-2009
Neste fim de semana, a América...

Todas las voces, todas
Todas las manos, todas
Toda la sangre puede
Ser canción en el viento.
Neste fim de semana, a América Latina perdeu uma de suas mais corajosas protagonistas na saga de lutas do continente: partiu Mercedes Sosa, a voz que durante mais de quarenta anos, embalou nossos sonhos por justiça e liberdade.
Mercedes faleceu no último domingo (04.10) em Buenos Aires, por conta de problemas hepáticos. Foi velada no Congresso Nacional e cremada na manhã de hoje.
Nascida em Tucumãn, Argentina, ela rompeu os limites geográficos, fez da América sua pátria e bradou ao mundo, através de suas canções de protesto, a realidade dos que sofrem - principalmente, o povo anônimo - e lutam pela sobrevivência, a liberdade e a democracia.
Frente às ditaduras que cobriram a América do Sul - praticamente inteira de meados da década de 60 à metade dos anos 80 - Mercedes Sosa despontou como uma das mais combativas artistas de seu tempo. A ditadura de seu país, por exemplo, a impediu de trabalhar e a obrigou ao exílio de anos na Europa (Espanha e França).
Mercedes Sosa, através de sua incomparável voz, foi capaz de levar a grande e incontestável mensagem de força, garra e esperança a todos os que combatiam - muitos sucumbiam - frente à violência das sanguinárias ditaduras militares do continente.
Foto: site oficial Mercedes Sosa.

Calou-se o mais forte canto de protesto
Publicado em 05-Out-2009
No Brasil, Mercedes Sosa...
No Brasil, Mercedes Sosa (nota acima) passou a ser conhecida nos anos 70, a partir das várias parcerias com cantores da nossa MPB - Milton Nascimento, Fagner, Beth Carvalho, entre outros. Enfrentou, como tantos de nossos artistas, a truculência das autoridades que por diversas vezes a impediram de transitar livremente pelo nosso país.
Suas apresentações e shows aqui, como de resto no mundo, constituiam momentos de expressão dos anseios de liberdade, ainda que em muitos deles ela se manifestasse só através de seu canto, já que muitas vezes era impedida de falar durante as apresentações em países sob ditadura.
O fato é que aos 74 anos, a menina de San Miguel de Tucumán havia se tornado a grande diva latino-americana. Como afirma seu filho Fabián Matus, Mercedes Sosa "viveu plenamente" e "fez praticamente tudo o que quis, não teve nenhum tipo de barreira, nem medo".
Ou, como disse a cantora Maria Rita (filha de Elis Rgina) foi a mais autêntica protagonista no pranto, no choro "às vítimas dos medos, das sombras, das entranhas latino-americanas".
Mercedes Sosa foi e morreu comunista,como fazia questão de proclamar. Hoje, a Argentina e toda a América estão de luto por essa grande perda. Fica o seu talento, sua coragem e bravura; e o nosso mais sincero agradecimento.

Brasil deve preservar fundos e rejeitar FMI como 'BC'
Publicado em 05-Out-2009
O Brasil, ao contrário do que propõe o FMI...
O Brasil, ao contrário do que propõe o FMI, deve sustentar seus fundos - o atual Fundo Soberano do Brasil (FSB) e o outro, a ser criado pelo Congresso Nacional com base no novo marco regulatório do pré-sal, o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).
O país deve é acumular recursos para financiar seu desenvolvimento, principalmente nas áreas de educação e inovação tecnológica, meio ambiente, cultura, e para manter e ampliar seus programas de combate à pobreza, e não se deixar iludir com as propostas dos países desenvolvidos.
Ganhamos mais, enquanto país, se fizermos o que temos que fazer: consolidar o BNDES, avançar para criar efetivamente o EXIMBANK brasileiro, participar ativamente do Banco do Sul e construir novas engenharias financeiras no mundo em aliança com os BRICs - Brasil, Rússia, Índia e China - e os países emergentes.
Não se pode e nem se deve, em hipótese alguma, dar novas atribuições ou poderes ao FMI-BIRD - nada dessa história de o Fundo ser Banco Central mundial - sem uma mudança radical em sua estrutura e sem uma nova regulação do sistema financeiro mundial.

Dilma e Ciro j batem Serra no RS
Publicado em 05-Out-2009
Chamam a atenção no mais recente IBOPE...
Chamam a atenção, na mais recente pesquisa divulgada pelo IBOPE, os dados referentes ao Rio Grande do Sul. Ainda mais se comparados com o levantamento em termos nacionais.
No Rio Grande, os pré-candidatos ministra Dilma Rousseff, pelo PT e aliados; e deputado do Ceará, Ciro Gomes, pelo PSB, já batem um dos candidatos do PSDB a presidente, o governador de São Paulo, José Serra - o outro é seu colega de Minas, Aécio Neves.
O Rio Grande é governado pela tucana Yeda Crusius, ré na Justiça por improbidade administrativa e com um pedido de impeachment em exame na Assembléia Legislativa - além de envolvida em uma interminável relação de denúncias e acusações por fraude e corrupção.
Serra cai e aumenta sua rejeição
Na pesquisa em termos nacionais, Serra caiu 5% e teve sua rejeição aumentada também em 5%. Na transposição da pesquisa só para o caso gaúcho, na hipótese mais provável - Ciro, Dilma e a senadora Marina Silva (AC), pelo PV, como candidatos - Serra tem 34%. Juntos Ciro e Dilma tem no Estado 39%. Aí um dado relevante a ser estudado.
Além disso, Serra tem que se preocupar com o fato de que no Norte e Nordeste do país, Ciro junto com Dilma e Marina podem e devem reduzir a muito pouco a votação dele. Sem falar que Ciro e Marina tiram votos de Serra na região Sudeste e Dilma na região Sul.
Temos aí um quadro deveras preocupante para o tucano. Para Serra e para o tucanato todo, porque, como vemos na pesquisa, Aécio Neves não cresce. Pelo contrário (na nota abaixo detalho os vários cenários dessa pesquisa IBOPE no RS).

Tucano comea a despencar nas pesquisas
Publicado em 05-Out-2009
Veja os vários cenários da pesquisa IBOPE no RS...
Conforme registro na nota acima, veja os vários cenários da pesquisa IBOPE no Rio Grande do Sul e como é preocupante a situação para o candidato José Serra:
Cenário 1:
Ciro - 27%; Dilma - 20%; Aécio - 10%; HHelena - 10%; Marina - 8%.
Cenário 2:
Serra - 30%; Ciro - 19%; Dilma - 19%; HHelena - 8%; Marina - 6%.
Cenário 3:
Serra - 34%; Dilma - 20%; Ciro - 19%; Marina - 8%.
Volta mdia a questo dos palanques estaduais
Publicado em 05-Out-2009
Notinhas sem fonte, em colunas, afirmam que...
Notinhas sem fonte, em colunas, afirmam que acendeu a luz vermelha na direção do PT com relação ao PSB e seus palanques. A realidade, no entanto, não sustenta nem por um segundo essa versão.
Tanto o PSB quanto o PV não tem palanques estaduais e terão que se apoiar em suas direções estaduais para que seus candidatos os tenham. No caso do PV, o partido está comprometido com o PSDB e o DEM na maioria dos Estados, começando por Rio, MG e SP.
Já o PSB, fora os três governos estaduais importantes que conquistou aliado ao PT - CE, PE e RN - tem poucos candidatos a governador com viabilidade ou competitividade.
Nessa condição, eu citaria apenas dois, os casos do prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, e do ex-prefeito de Manaus, Serafim Correa.
PT tem situao diferente na coalizo
Publicado em 05-Out-2009
Nessa questão dos palanques estaduais...
Nessa questão dos palanques estaduais (nota acima), não se pode comparar o PT com as demais legendas da coalizão, já que o nosso partido, além de governar cinco Estados - AC, BA, PA, PI e SE - tem fortes candidatos em vários outros, começando por Minas e São Paulo, onde desde 1998 tem o apoio de 1/3 do eleitorado.
No AC, BA, Brasília, MG, RS, SC, MG, MS, PA, PI, RO, SP, SE e TO, o PT tem nomes fortes na disputa. Mesmo que apoie candidatos de outros partidos por demanda da aliança nacional, tem candidatos para concorrer e sustentar o palanque de nossa candidata à presidência da República, ministra Dilma Rousseff.
É preciso lembrar, ainda, que somos o aliado principal dos candidatos do PSB no CE, PE e RN; podemos ser na PB; e podemos vir a ser do PMDB no AM, ES, GO, Rio e TO. No PR, também, onde o PT tem um histórica aliança com o govenador Roberto Requião (PMDB), isso é possível.
Em AL, AP, MA, MT e RR, a situação está indefinida, mas a tendência é o PT manter alianças com o PMDB e partidos aliados do governo Lula - como PR, PDT e PP - para buscar ampliar suas bancadas de deputados e senadores.

Yeda Crusius e Paulo Feij se merecem
Publicado em 05-Out-2009
Vejo na mídia que em depoimento...
Vejo na mídia que em depoimento gravado ao Ministério Público Federal (MPF-RS), o vice-governador gaúcho, Paulo Feijó (DEM), acusou a governadora Yeda Crusius (PSDB) de usar a campanha de 2006 para fazer "poupança".
Na gravação o vice diz que um doador entregou dinheiro vivo (segundo ele, desviado durante a campanha) a Carlos Crusius, ex-marido de Yeda, e um dos nove réus no processo a que ela responde na Justiça Federal por improbidade administrativa. Rompido com a governadora, o vice vai mais longe: conta que a própria Yeda lhe teria dito que "campanha é o momento da poupança".
Na verdade, a gravação tem 91 minutos e essas acusações estão apenas nos quatro minutos exibidos na sessão da CPI da Assembléia Legislativa que investiga a governadora sobre improbidade administrativa, fraude em licitações e concorrência públicas e participação na corrupção que provocou um rombo de R$ 44 milhões nos cofres do DETRAN-gaúcho.
A governadora nega e um aliado seu, o deputado estadual tucano Cláudio Diaz considera: "Se houve caixa dois foi na campanha dele vice-governador e do DEM, não na campanha da governadora Yeda nem do PSDB". Ou seja, um (Paulo Feijó) acusa o outro (Yeda Crusius) de Caixa Dois. Eles se merecem.

TCU no tem sido parceiro e sim algoz
Publicado em 05-Out-2009
Depois da tentativa de levar o Brasil para trás...
Depois da tentativa de levar o Brasil para trás ao determinar a paralização das 41 maiores obras públicas em andamento no país, o ministro-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Aguiar, ex-deputado tucano pelo Ceará, dá hoje uma
entrevista à Folha, publicada sob o título ”TCU não é algoz, é parceiro”.
Ele dá voltas para responder as perguntas alegando sempre que o tribunal é técnico, mas não explica onde estava o TCU nos oito anos do governo FHC e nem onde estão os tribunais de contas estaduais, particularmente os de São Paulo e Minas Gerais, por exemplo.
Ou será que só em nível nacional, projetos, licitações e obras têm irregularidades ou mesmo corrupção? Não há como negar o caráter político e oposicionista do TCU nos últimos anos, e não de parceria ou técnico, como alega seu presidente.
Caráter de oposição mesmo, com vazamentos dirigidos de pareceres técnicos ainda sem decisão do plenário do tribunal com o objetivo de formar, preparar a opinião pública e justificar depois a suspensão das obras ou dos pagamentos, inviabilizando-as, ou pior, aumentando seus custos pela suspensão e cara manutenção
A ação e atuação, via midia, do TCU não confirma a máxima do seu presidente - ao contrário, o TCU não tem sido parceiro e sim algoz.

Tribunal no contribui para sanear irregularidades
Publicado em 05-Out-2009
Ao contrário do que afirma o presidente do TCU...
Ao contrário do que afirma o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), o tucano Ubiratan Aguiar, em sua entrevista hoje ao Folhão (nota acima), o TCU está politizado e não contribui para sanear as irregularidades das obras, projetos e licitações.
Essa é a situação, mesmo levando-se em consideração a afirmação do seu presidente, que “de fato, foi 0,5% [paralisado do total de obras fiscalizadas], porque era o que existia mesmo, as obras do PAC têm tido uma gestão e uma atenção direta e forte da ministra Dilma."
Realmente, como diz o ex-deputado tucano, "o índice (de obras paralisadas) é baixo”, já que de 99 obras de infraestrutura que integram o PAC, 13 tiveram indicação de suspensão e 17 de retenção de recursos orçamentários,
Na prática, decisões paralisam obras
Na prática, porém, como vemos, a decisão do TCU leva para o caminho da paralisação das obras, quando não para o litígio judicial - caso dos aeroportos com obras há anos paralisadas. E muitas vezes a serviço (e beneficiando) empresas derrotadas em licitações.
Paralisação, infelizmente, quando deveríamos é elaborar um termo de ajuste de conduta, uma pactuacao que resolva os problemas, que trate de prazos, qualidade da obra, preço, ou mesmo da licitação e, ao final, o saneamento das irregularidades.
O que se obtém com essas práticas do TCU, pelo contrário, é a suspensão pura e simplesmente das obras ou dos pagamentos, inviabilizando-as, ou pior, aumentando seus custos pela cara manutenção.
Sem falar na visível falta de transparência das razões da paralisação das obras ou da recomendação da suspensão do repasse de recursos via orçamento da União.

Um alerta para 250 mil servidores pblicos
Publicado em 05-Out-2009
Peço a atenção de todos...

Regina Parizi
Peço a atenção de todos para o alerta dado pela diretora da Fundação de Seguridade Social (GEAP), Regina Parizi, em sua entrevista publicada no Correio Braziliense, neste domingo (04.10)
Ela adverte que cerca de 250 mil funcionários públicos - em especial os de idade avançada - correm o risco de perder o benefício do plano de saúde se o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a GEAP não pode firmar convênio com órgãos diferentes daqueles que a criaram.
Criada em 1945, com o nome de Patronal, a GEAP é uma entidade fechada de Previdência Complementar sem fins lucrativos. Oferece a servidores públicos federais, estaduais e municipais planos e programas de saúde e previdência, além de assistência social. Quase metade dos seus 700 mil assistidos tem 60 anos de idade ou mais — 524 completaram ou já passaram dos 100 anos.
Em 2004, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou legais os convênios, porém proibiu sua renovação com os órgãos não instituidores da fundação - por exemplo, com os ministérios da Saúde, da Previdência Social e do Trabalho.
Conforme explica Regina, com a proibição “há uma grande parte bastante idosa dentro desse grupo que corre risco de sair. A dificuldade (dessa parcela) ser absorvida no mercado de plano de saúde será enorme. Essas pessoas ficariam sem cobertura”.

Querem derrubar GEAP, mas no atendem idosos
Publicado em 05-Out-2009
Na complexa situação enfrentada...
Na complexa situação enfrentada pela GEAP, sob risco de deixar de assistir idosos, sua diretora, Regina Parisi (nota acima) denuncia que entidades de assistência privada querem impedir o prosseguimento do trabalho da Fundação, mas como ela atende idosos, não se candidatam a substituí-la.
"A Fundação - prossegue Regina - nunca teve preços diferenciados por faixa etária. Obviamente, acumulamos um número de idosos grande. Mais do que isso: ela tem acolhido esses idosos. Essa realidade foi imposta para a fundação, a única que os recebia. Um exemplo é o Ministério dos Transportes, que já passou por vários planos de saúde. A idade média lá é de 73,6 anos e abriu duas licitações, que foram desertas."
"Uma empresa privada vai ao TCU dizer que a GEAP não pode fazer convênio com o Ministério dos Transportes porque não foi ele quem a criou. Ao mesmo tempo, na hora em que o ministério abre licitação, essa mesma empresa não comparece para apresentar proposta. Qual o objetivo? É deixar as pessoas sem assistência?", questiona Parizzi.
Uma excelente pergunta. Com a palavra o STF.
Leia a íntegra da entrevista de Regina Parizi publicada no Correio Braziliense.

Especulao sobre juros chantagem e terroristmo
Publicado em 03-Out-2009
"É uma crítica baseada no fim do mundo...
"É uma crítica baseada no fim do mundo. Não negociamos com terroristas". Impossível definição mais precisa do que essa dada pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para o recrudescimento da campanha político-ideológica movida por oposição-analistas-mídia contra a política fiscal do governo e pró Estado Mínimo, corte de gastos públicos, aumento dos juros e presença do Estado na economia.
O secretário falou em resposta ao Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central (BC) que alerta para os impactos inflacionários do aumento dos gastos públicos. "Há uma tentativa de terrorismo fiscal de alguns analistas para forçar uma expectativa de subida dos juros", denunciou Barbosa, para quem, ao contrário do que diz o documento do BC, a política em curso não provoca surtos inflacionários. Concordo com ele.
Para mim Nelson Barbosa foi ao ponto central da questão: como a oposição, alguns analistas e a mídia não conseguem atacar as conquistas econômicas e sociais obtidas nos últimos anos com um papel mais ativo do Estado na distribuição de renda e na promoção do crescimento, disfarçam suas críticas com esse discurso sobre os riscos do "desequílibrio fiscal" e com essa história de que a atual política fiscal não seria sustentável.
"Essa é uma avaliação de que, se não se voltar em tudo o que foi feito em torno do papel do Estado, se este não emagrecer, se não voltar a política do Estado Mínimo, a situação será insustentável", considerou Nelson Barbosa .
O mercado é que quer aumento dos juros
Tampouco há necessidade de nova alta dos juros, ou tem fundamento o alerta - que já teria sido transmitido ao presidente Lula pelo presidente do BC, Henrique Meirelles - de que eles voltam a subir ainda antes da virada do ano. "Esse cenário (a previsão) é equivocado. O mercado também erra. A realidade vai se impor e o mercado vai se adaptar à realidade", contestou o executivo da Fazenda.
E como o mercado erra, secretário! Para ilustrar, fico com o exemplo que você bem lembrou: o mercado não antecipou, foi incapaz de prever em 2008 a queda de 5% nos juros - de 13,75% para os 8,75% atuais. "A realidade é que a política fiscal é consistente com as metas de inflação. Não vemos necessidade de aumento dos juros no futuro como está sendo projetado pelo mercado", insistiu Nelson Barbosa.
Ao contrário do que querem fazer crer o mercado, certos economistas e parte da mídia, focados nesse binômio juros/inflação, nosso problema maior hoje é o câmbio. É nisso que o país deve ficar focado e não no aumento dos juros que encarece demais a dívida interna. Isso de subir juros em 2010 é chute! Devemos nos concentrar é no aumento da produtividade, na diminuição dos custos financeiros com a queda do spread bancário, na reforma tributária, na inovação tecnológica e na criação do EXIMBANK brasileiro no BNDES.
Temos que olhar para a frente e não para o passado. Chega de, a serviço do rentismo e do capital financeiro, chantagear o país com o terrorismo da inflação.

inacreditvel, mas verdade.
Publicado em 03-Out-2009
A Folha joga contra o país, joga para baixo ...
A Folha joga contra o país, joga para baixo, desde que seja para prejudicar Lula e o PT, não importa. Assim foi seu comportamento ontem, quando do anúncio da vitória do Rio de Janeiro, uma vitória de todos nós, mas ela lembrou dos gastos e começou a fazer campanha agora não contra o Rio ser a sede das Olimpíadas, essa já ganhamos, mas para não dar certo o evento. Podem esperar, hoje, seus articulistas são uma tragédia, começando pela inigualável Danuza Leão, que entre outras pérolas, nos brinda com essa: “Mas é um perigo o excesso de ufanismo, o excesso de nacionalismo, nenhum país foi mais nacionalista do que a Alemanha, nos anos 30...”
Como podemos dormir felizes e alegres com um barulho desses? Vejam outra dela: “E por falar nisso, será que o prefeito e o governador não poderiam ter comprado duas passagens para não fazer o vexame de pedir o avião de um empresário emprestado? Em Brasília, se uma autoridade pega uma carona num jatinho, já dá CPI.” Não dá não, Danuza. Muitas e muitos, inclusive jornalistas, voaram e voam em aviões de senadores mantidos ou alugados com dinheiro público e não dá nenhuma CPI, fique tranqüila.
Para terminar um dos títulos da matéria da Folha de hoje sobre nossa vitória: “Comemoração vira boca-livre e balada em hotel”, onde volta com seu tema preferido sobre a “gastança” da delegação brasileira em Copenhague.

Qual ser agora a posio do TSE?
Publicado em 03-Out-2009
A mudança de partidos continua ...
A mudança de partidos continua. Vamos ver o que fará o TSE que, como sempre lembro, com apoio de toda mídia em 2008 encenou uma campanha contra os infiéis, ameaçando cassar a todos que mudassem de partido e depois impôs via decisão de seu pleno a fidelidade partidária para, agora, em 2009, quando interessou já que prejudicava o PT e o governo, flexibilizar as regras e permitir o troca-troca de partidos, começando pela ex-ministra Marina Silva, cuja desfiliação do PT foi saudada pela mesma mídia, que condenava toda e qualquer mudança em 2008, geralmente para a base do governo e no Senado, o que explica toda histeria da mídia na época e em parte a própria posição do TSE.
Hoje o balanço é que 45 deputados mudaram de partido. O PSC pulou de 9 para 17 e o PR de 25 para 44. Quem mais perdeu deputados foi o PPS, o partido do Roberto Freire, conselheiro da Sabesp em São Paulo, apesar de morar fora de São Paulo e ser presidente de partido, o que revela a natureza do partido, um cartório de propriedade de seus dirigentes e a total ausência de compromisso programático ou de político de seus parlamentares. O DEM perdeu 10 deputados, caindo de 65 para 55 representantes na Câmara.

As opes da oposio em So Paulo
Publicado em 03-Out-2009
Com a decisão de Antonio Palocci de colocar...
Com a decisão de Antonio Palocci de colocar seu nome à disposição do PT para a disputa do governo do Estado de São Paulo e a transferência do domicílio eleitoral de Ciro Gomes para o Estado, a oposição em São Paulo tem duas opções para disputar o governo com o candidato tucano com uma aliança competitiva, PT-PSB-PDT-PC do B e PR, que seguramente disputará as bases do PMDB, PV, PPS e PTB e mesmo DEM se o candidato for Geraldo Alckmin.
No PMDB prefeitos e vereadores não concordam com a aliança que Orestes Quércia fez com o DEM e o PSDB, ameaçada pelo lançamento da candidatura de Gabriel Chalita pelo PSB ao Senado, que praticamente inviabiliza a eleição de Quércia para o Senado, já que além de Aloizio Mercadante, do PT, enfrentará um candidato tucano também. Gilberto Kassab e Aloysio Nunes Ferreira continuam articulando uma opção a Geraldo Alckmin como aconteceu em 2008 na disputa da prefeitura de São Paulo. Tanto Palocci quanto Ciro têm condições de disputar de igual para igual o governo com os tucanos, particularmente se unidos apoiarem Dilma Roussef.

preciso dizer no a proposta do FMI
Publicado em 03-Out-2009
Nada boa essa proposta do diretor geral do FMI ...
Nada boa essa proposta do diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Khan, de concentrar as reservas cambiais de todos os países, US$ 8 trilhões, no FMI, que se transformaria num Banco Central mundial. O primeiro ponto que salta a vista é que ela está sendo proposta agora que os Estados Unidos não são mais os maiores credores do mundo, pelo contrário, são o maior devedor. Segundo, é feita num momento de crise financeira quando os países emergentes, começando pela China, Índia, Rússia e Brasil, detêm trilhões de dólares, tanto para financiar seu desenvolvimento como para comprar títulos do tesouro americano e investir nos países desenvolvidos; ou comprar ativos e ações nas bolsas, mudando de fato a correlação de forças no mundo e a propriedade de centenas de grandes empresas e mesmo bancos e fundos de investimentos. Ou quando não ativos simbólicos, bancos, lojas, prédios, jornais, marcas históricas, famosas, que eram o símbolo do poder americano ou anglo-saxão.
Não tem sentido abrir mão das reservas que acumulamos e controlamos para uma autoridade mundial, artificialmente controlada pelos Estados Unidos e a UE, inclusive que detém a exclusividade de eleger seu diretor-geral, que não pode ser de outros países. No caso do Brasil foram os US$ 50 bilhões que liberamos das reservas cambiais que o país acumulou no governo Lula que nos permitiram manter o fluxo de crédito para as empresas brasileiras, que deviam em dólares e no exterior e para nossos exportadores que viram o crédito e as ACCs desaparecem do dia para noite em setembro do ano passado. Não fosse essa reserva, a história da crise e do Brasil seria outra. Sem falar nos fundos soberanos que os países árabes, os BRICs e outros países constituíram para financiar seu desenvolvimento e investimentos no exterior.
No fundo, os Estados Unidos e a EU querem que exportemos menos e consumamos mais internamente, que valorizemos nossas moedas, para baratear nossas importações e encarecer nossas exportações, tirando competitividade de nossas economias. Mas não dão nenhuma garantia que servirão de banco de garantia e reserva para nossos países sem as conhecidas e ineficazes medidas fiscais e monetárias, além das privatizações, desregulamentação e abertura comercial, os famosos acordos com o FMI, que o órgão impôs aos paises da região nos últimos 30 anos com os resultados conhecidos na América Latina e hoje nos Estados Unidos com a crise do subprime que se estendeu por todo mundo.

Uma liminar em boa hora
Publicado em 03-Out-2009
Espero que prevaleça no plenário do STF a decisão ...
Espero que prevaleça no plenário do STF a decisão da ministra Carmen Lucia, em caráter liminar, que suspendeu a posse de suplentes de vereadores beneficiados pela emenda aprovada pelo Congresso elevando o número de vagas nas câmaras municipais. Conforme a decisão da ministra, ela só se aplica às eleições de 2012, aos vereadores eleitos naquela eleição.
Como temos defendido aqui no blog, não faz sentido aumentar o número de vereadores um ano após as eleições quando os governos e mesas das câmaras municipais já estão eleitos, as comissões permanentes das legislativas já organizadas conforme o critério da legislação anterior.
Ora, se mudanças eleitorais só podem ser feitas e entrar em vigor um ano antes das eleições, como podemos fazê-las vigorar um ano após as eleições? Um absurdo, um casuísmo que não se pode tolerar, sob pena de desmoralização do Legislativo e do Judiciário.
Uma leitura equivocada
Publicado em 03-Out-2009
Em matéria publicada, é claro, na Folha, o jornal...
Em matéria publicada, é claro, na Folha, o jornal informa que o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluiu, com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que o pagamento de aposentadorias a servidores públicos contribui para a concentração de renda no país. De acordo com a matéria, o instituto avalia que, quando se consideram somente os aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo, o índice de concentração de renda ficou na faixa de 0,1 ao longo dos últimos oito anos.
O jornal foi ouvir para comentar a análise do Ipea o professor do Ibmec-Rio Ruy Quintans. Este observa que “o regime público é um sistema desigual e, à medida que o governo tem aumentado o tamanho do Estado, criando mais vagas, vai contribuir ainda mais para aumentar as desigualdades no país".
A análise não passa de mais um equívoco dos tucanos quando criticam a contratação de servidores para o Estado. Esses já entram no novo regime, tem teto e não se aposentam com o integral, o teto é o mesmo da previdência geral, assim, não é verdade que aumenta as despesas permanentes. Pelo contrário, o governo Lula pôs fim ao escândalo das aposentadorias integrais, sem contribuição e dos inúmeros privilégios que os servidores públicos tinham. Muitos podem contar o tempo na iniciativa privada em outros cargos e se aposentavam com salário integral depois de cinco anos no novo cargo. Um escândalo, ainda que a matéria seja correta de maneira geral, quando se refere ao sistema de aposentadoria pública em geral.

Parabns, Brasil, pelos Jogos Olmpicos no Rio
Publicado em 02-Out-2009
Maravilha, na seleção concluída no início da...

Maravilha, na seleção concluída no início da tarde, hoje, em Copenhague (Dinamarca), o Rio de Janeiro ganhou e vai ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a primeira olimpíada realizada na América do Sul.
Parabéns Cidade Maravilhosa, presidente Lula, Ministro dos Esportes. Orlando Silva (PC do B), presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, governador do Estado, Sérgio Cabral (PMDB) e prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB)!
E, parabéns, principalmente a todos os esportistas, ao povo do Rio e a toda população brasileira! Vocês merecem essa vitória!
Emocionado e vibrando congratulo-me com mais essa luta na qual vocês todos se jogaram e venceram. É uma vitória merecida, porque somos testemunhas da determinação e garra com que lutaram por essa conquista, e da fé, da crença que sempre mantiveram de que o Rio seria a sede da Olimpíada, o maior evento esportivo mundial.
A realização aqui da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016 constitui o reconhecimento mundial ao Brasil, ao nosso povo, e à liderança do presidente Lula. Ela simboliza a conquista que é de todo o nosso povo, da luta e sacrifício de nossa gente para construir um país melhor e mais justo.
Imagem: blog do Planalto

Em seu derrotismo, a Folha de S.Paulo perdeu
Publicado em 02-Out-2009
A cobertura da Folha de S.Paulo em todo...
A cobertura da Folha de S.Paulo em todo o decorrer da disputa relacionada à escolha da cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016 (disputada por Chicago, Madrid, Rio de Janeiro e Tóquio) destoou flagrantemente dos demais veículos da mídia.
A do Folhão sempre foi na linha de criticar gastos, e de nunca acreditar que era possível a realização dessa Olimpíada no Brasil, ao contrário do presidente Lula (leia nota acima), das nossas autoridades esportivas e dos governantes e lideranças do Rio que se jogaram na disputa e sempre acreditaram que era possível a vitória.
Essa, Folha, você perdeu!
Fidelidade partidria, eis a questo
Publicado em 02-Out-2009
Nestes últimos dias e nesta véspera...
Nestes últimos dias e nesta véspera da data-limite para mudança de partido (amanhã, 03.10), percebe-se claramente que a fidelidade partidária deveria ter vindo por uma decisão do Congresso Nacional - e isso é o óbvio -, e nunca da Justiça Eleitoral, como acabou acontecendo.
No vazio jurídico quanto a essa questão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs a fidelidade, mas logo abriu exceções. Por isso, dos 17 deputados que mudaram de partido após a decisão, apenas um perdeu o mandato. Mas, até hoje, pela manhã, a soma dos parlamentares que nessa legislatura pularam de um partido para outro chega a 45. Resultado: o TSE não sabe o que fazer.
Alguns dos seus ministros afirmam que apenas o partido pode representar contra o parlamentar por infidelidade partidária ou autorizá-lo a mudar de legenda; outros, mais radicais, defendem que qualquer cidadão pode fazer essa representação e os partidos não podem autorizar a troca. Na prática, no entanto, o que se vê é os parlamentares desconhecendo a decisão do TSE.
Por isso, insisto: esse problema está no sistema eleitoral brasileiro, principalmente, no voto uninominal, financiamento privado, coligação proporcional, ausência de fidelidade e de cláusula de barreira - todas, práticas que, infelizmente, educaram o eleitorado a votar nos candidatos, não no partido.

Quando vale o candidato, no o partido
Publicado em 02-Out-2009
Com o fim (em 1979) do...
Com o fim (em 1979) do bipartidarismo de 15 anos imposto à força pela ditadura e a criação das diversas legendas no pluralismo partidário, além da volta dos que foram proscritos ou colocados na ilegalidade - legendas com programas, ideologia, disciplina, democracia, debates e disputas, verdadeiros partidos enraizados na sociedade - o que hoje predomina no sistema eleitoral, é o poder econômico, o mandato individual e, na prática, as campanhas financiadas por empresas e apoiadas pelas máquinas dos governos.
Não é verdade que não temos partidos políticos no Brasil. O que não temos é um sistema eleitoral que os fortaleça e a seus programas - não temos, por exemplo, o voto em lista ou distrital, proporcional ou misto, como no caso alemão.
A decisão do TSE, portanto, de impor a fidelidade partidária à sua maneira, foi um casuísmo para estancar a ida de parlamentares para a base do governo, principalmente no Senado. Agora, quando se verifica o contrário e os parlamentares começaram a sair da base do governo e do PT - caso da senadora Marina Silva - o TSE simplesmente silencia.
Nenhum ministro deu entrevista - como o faziam no passado - e nem a mídia fez ressurgir aquele coro que bradava contra os "infiéis" que, na época esvaziavam legendas como o DEM, o PSDB e o PPS para vir para o lado do governo. Agora, quando ocorre o oposto, todos silenciam...

Casusmo la brasileira
Publicado em 02-Out-2009
Para concluir essa minha...
Para concluir essa minha análise da questão da fidelidade partidária (leia as duas notas acima) e para citar apenas um exemplo, César Maia, três vezes prefeito do Rio, já passou pelo PDT, PMDB, PTB, PFL e agora está no sucessor deste, o DEM.
Na realidade, fidelidade partidária mesmo só existe no PT e no PC do B, onde há uma cultura programática e uma disciplina nesse sentido.
O fato é que no Brasil, existe o voto de legenda e ninguém pode ser candidato se não for filiado a um partido um ano antes das eleições. Por isso o PT sempre bateu às portas do TSE, desde a década de 80-90, exigindo fidelidade partidária.
O PT nunca obteve apoio do TSE que, no entanto, agora, adotou uma fidelidade de mentira, já que na prática, permite mudança de partido por alegada perseguição ou discriminação, mudança de programa partidário e fusão ou criação de legenda. Uma verdadeira farsa.
Fidelidade é fidelidade - tem que ser pra valer. Se o parlamentar quer sair, mudar de legenda, que o faça, mas que perca o mandato, que é do partido. E que fique impedido de disputar já, e não que possa concorrer à eleição seguinte, como acontece agora. Ou seja, mesmo que venham a perder os mandatos, os parlamentares serão candidatos em 2010. É ou não é uma fidelidade pela metade?
Na prática nossa fidelidade partidária é um casuísmo bem brasileiro.

Menos mal. Ciro transferiu domiclio para SP
Publicado em 02-Out-2009
A decisão do PSB e do deputado, Ciro Gomes...
A decisão do PSB e do deputado, Ciro Gomes (PSB-CE) de transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, dá à sua pré-candidatura a presidente da República - legitima, como repito sempre - o caráter de um pleito para ser avaliado com o presidente Lula e os petistas, dentro da base do governo e do espírito da Frente Brasil Popular, que desde 1989 sempre orientou as relações do PT com o PSB e o PC do B.
Com essa decisão não fechamos a porta nem para a candidatura Ciro a presidente, ou a vice-presidente, e nem a governador de São Paulo. Podemos, assim, em conjunto avaliar os palanques estaduais; a situação em São Paulo; as alianças de nossa pré-candidata presidencial Dilma Rousseff; a escolha de seu vice; e as possibilidades do PT e do PSB nos Estados que governamos - CE, PE, RN, BA, PA, AC, PI e SE.
Decisão , agora, é sobre um ou dois candidatos a presidente
Nestes podemos disputar juntos, e com outros partidos, como é o caso do Espírito Santo, Paraíba e do próprio Rio de Janeiro, para citar só alguns, além de São Paulo e Minas Gerais, dois outros Estados onde podemos nos aliar.
Definido nosso adversário comum - a coligação PSDB-DEM-PPS e José Serra (um de seus dois presidenciáveis, ao lado do governador de Minas, Aécio Neves) - fica mais fácil buscar um acordo com relação aos palanques estaduais e à candidatura presidencial.
A questão, agora, é decidir se vamos ter apenas uma candidatura a presidente - a de Dilma - apoiada pelo presidente Lula e pelo PT, que busca apoio do PMDB-PDT-PC do B, ou duas - a da ministra e a do deputado.
Agora é ver e decidir se vamos para uma eleição plebiscitária no 1º e no 2º turnos, já que deste não escapamos.

Medidas para manter o investimento
Publicado em 02-Out-2009
Necessária e muito positiva...
Necessária e muito positiva essa aprovação pelo Congresso Nacional do ajuste das novas metas de superávit primário fiscal - de 3,8% para 2,5% - ano. Aliada à essa redução do superávit elevam-se de R$ 15,5 bi para R$ 28,5 bi os recursos possíveis para aplicação no PAC, o que dá ao país as condições para continuar a investir no desenvolvimento e a manter seus atuais programas sociais.
Apesar da queda da arrecadação e da perda de R$ 40 bi com o fim da CPMF - mais uma ação irresponsável da oposição - a redução do superávit ocorre sem risco de inflação ou desquilíbrio fiscal, já que vamos manter o déficit nominal na casa dos 2% (com o fim das desonerações, como as do IPI) e porque a arrecadaçãovolta a crescer.
Até agosto de 2009, perdemos R$ 35 bi em desonerações e queda de receita, mas nos próximos quatro meses e em 2010, seguramente, teremos mais recursos para investir, até porque a queda da taxa Selic em 5% (de 13,75% para 8,75%) diminuirá, em muito, o dinheiro destinado ao pagamento dos juros da dívida interna do país.

O caminho do meio
Publicado em 02-Out-2009
"É preciso encontrar o caminho do meio...
"É preciso encontrar o caminho do meio, uma posição mais equilibrada, mais prudente". O conselho é da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, coordenadora do PAC, em resposta à decisão do Tribunal de Contas da União, presidido pelo tucano Ubiratan Aguiar que simplesmente "congelou" 41 obras do governo federal, 15 delas do PAC.
Com a sobriedade de sempre, Dilma ressaltou que o governo não pretende enfraquecer o trabalho da entidade, muito menos impedir as fiscalizações - necessárias, evidentemente - mas avaliou a necessidade de um "acordo de procedimentos".
Uma medida, como já disse neste blog, absurda e que demonstra o grau de politização do TCU, capturado pela oposição e hoje um órgão político empenhado em simplesmente parar o país.
Tanto virou um órgão político que, na última hora, liberaram as restrições que haviam levantado ao Rodoanel, na Grande São Paulo, obra que o tucanato alardeia ser sua, mas que tem grande contribuição e vultoso volume de recursos do governo federal.
Deciso poltica do TCU gera queixas generalizadas
Publicado em 02-Out-2009
A decisão eminentemente política do TCU...
A decisão eminentemente política do Tribunal de Contas da União (TCU), de paralisar as 41 maiores obras em execução no país - na verdade, o que querem mesmo é parar o Brasil - já está gerando "queixa generalizada" de diversos setores.
Quem as aponta é a ministra-chefe da Casa Civil e coordenadora do PAC, Dilma Rousseff (leia nota acima). Segundo ela, a queixa decorre do fato "de que é impossível você ter paralisações sistemáticas de obras de grande porte, porque os custos são grandes".
Vale lembrar que a observação de Dilma vem ao encontro à análise do especialista em logística e transporte, José Augusto Valente em seu artigo "Por que e a quem interessa parar o país?" (publicado na seção
Convidados deste blog).
Prejuízos em cascata
Nele, Valente aponta os prejuízos dessa decisão do TCU: aumento dos custos das obras; paralisação do avanço, principalmente, dos setores de infraestrutura, fundamentais para o nosso desenvolvimento; e sobretudo o desemprego.
Vejam a que ponto chega a irresponsabilidade tucana: querem desemprego e o país parado. O objetivo, todos sabemos: voltarem a ocupar o Palácio do Planalto. O que farão? Lembre-se do último governo FHC: só 800 mil empregos em quatro anos, privatarias, juros absurdos e a farra do neoliberalismo.

O Brasil saiu mais forte do G-20
Publicado em 02-Out-2009
Em meu artigo desta semana, publicado...
Em meu artigo desta semana, publicado nesta manhã no Blog do Noblat e a partir de hoje distribuído a diversos jornais do país, analiso os resultados da conferência do G-20, realizada em Pittsburgh (EUA), principalmente, o desempenho do Brasil nas discussões e o estabelecimento de novos patamares para a economia internacional.
Entre as resoluções do encontro, destaco o apoio às políticas de estímulo ao crescimento e ao emprego - capítulo em que o Brasil figurou como exemplo às demais nações; a consolidação da autoridade do G-20 (e a derrocada do G-8) como principal fórum de discussão econômico mundial; e a reforma das instituições financeiras internacionais, por meio da reformulação do atual arranjo de forças nos organismos mundiais.
Os países emergentes tiveram seu direito de voto ampliado. No caso do FMI, serão “pelo menos 5%” de repasse de cotas das nações desenvolvidas para os emergentes; no caso do Banco Mundial (BIRD), a reforma prevê a transferência de 3% das cotas.
Tucanos profetas do apocalipse erraram
Além disso, foi retomada a agenda da reforma do sistema bancário e financeiro internacional com mais controle e regulação - uma reforma que não será coordenada pelo FMI, como queriam EUA e Reino Unidos, mas sim o próprio G-20.
Como veem, os resultados desmentem as análises e previsões de nossos tucanos com seus ex-embaixadores e ex-ministros de relações exteriores à frente, que têm atuado como verdadeiros profetas do apocalipse ao invés de analistas da realidade econômica.
Uma análise econômica isenta teria que reconhecer o papel do governo Lula e dar o devido destaque ao fortalecimento da nossa economia com uma política que lançou as bases para a solidez diante de crises internacionais.
Na realidade, o que vimos em Pittsburgh foi admiração dos demais países frente aos impressionantes números da economia brasileira, de crescimento e de capacidade de criação de empregos. Essa é a real vitória do Brasil que a mídia, infelizmente, tenta esconder.
Leia "O Brasil saiu mais forte do G-20", publicado na seção Artigos do Zé.

Mais dinheiro e cidades no Minha Casa Minha Vida
Publicado em 02-Out-2009
Muito atento a um dos maiores problemas...
Muito atento a um dos maiores problemas sociais brasileiros, o habitacional, o governo acaba de anunciar ótimas alterações no programa Minha Casa Minha Vida, de construção de um milhão de moradias no país, a maior parte para a população de baixa renda.
Com dinheiro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o programa se expande para mais cidades e para financiamentos mais altos: agora estão autorizados financiamentos de até R$ 100 mil em cidades com mais 250 mil habitantes.
Antes, apenas cidades com mais de meio milhão de habitantes estavam autorizadas a receber financiamento e só até o teto de R$ 80 mil. Melhor, ainda, a medida entra em vigor já a partir da próxima 2ª feira (05.10) quando as alterações serão publicadas no Diário Oficial da União.
Teto de financiamento sobe em todas as capitais
Antes, apenas cidades com mais de 500 mil habitantes estavam autorizadas a receber financiamento e até o teto de R$ 80 mil.
Outra mudança no programa é que cidades com mais de um milhão de habitantes passam a ter direito a financiamentos de até R$ 130 mil. Antes dessa alteração esse teto só era concedido em Brasília, Rio e São Paulo.
A expansão do programa é mais ampla e traz uma terceira alteração: a partir de janeiro, todas as capitais terão direito ao financiamento de até R$ 130 mil, inclusive as nove com menos de um milhão de habitantes - Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio Branco (AC).

Sem bandeiras, oposio rola escada abaixo
Publicado em 02-Out-2009
O show da vez é do inefável senador...
O show da vez é do inefável senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), o "coronel do asfalto" - como ele é conhecido no Ceará - autor de um parecer contra a entrada da Venezuela no MERCOSUL. Principal sustentação de Tasso para esse veto? O seu rancor contra o governo de esquerda daquele país, nosso vizinho ao Norte, o presidente Hugo Chávez.
O senador tucano cearense em seu parecer destilou todos os chavões que já conhecemos, sem se dar ao trabalho, sequer de conversar com aliados. Se o tivesse feito com um destes, por exemplo, com o presidente nacional do PPS, ex-deputado Roberto Freire, teria descoberto que política externa e diplomacia devem servir aos interesses nacionais e são do Estado, não de um governo ou de um partido.
Em todos os países do mundo, a política externa é assunto de Estado e ninguém veta um país de filiar-se a um organismo ou aderir a um acordo aduaneiro ou de livre mercado por causa de seu governo. Só mesmo a visão retrógrada do senador Tasso - aquele que mantinha seu avião particular com o dinheiro público que vinha da cota de passagens aéreas do Senado.
Seu parecer é tão absurdo, sectário, irrealista e inverossímel que até o insuspeito colega dele, senador Pedro Simon (PMDB-RS) ficou furioso, ameaçou impedir sua discussão e apelou: "Pelo amor de Deus, senador (Tasso), não aceito que essa comissão vote o seu parecer. Eu acho absurdo. O Senado brasileiro vai matar o MERCOSUL".
Para Simon, Tasso"ficou na análise das questões do Chávez e esqueceu do objetivo histórico da integração da América do Sul". O senador gaúcho foi ainda mais preciso e ulminante: "É claro que a Organização dos Estados Americanos (OEA) e os norte-americanos não querem (a Venezuela no Mercosul), porque eles aceitam a integração sul-americana".
A posição de Jereissati nem necessita de maiores comentários.

Roberto Freire poderia fazer parte do show de Tasso
Publicado em 02-Out-2009
O presidente nacional do PPS...
O presidente nacional do PPS, ex-deputado por Pernambuco, Roberto Freire, aliás, poderia até fazer parte do show do colega parlamentar, senador tucano cearense Tasso Jereissatti (leia nota acima) dado as sandices com que se manifestou contra a filiação ao PT do chanceler Celso Amorim.
"Quando ele (Amorim) se filia a um partido [ao PT], deixa de ser um servidor do Estado para se transformar, ele próprio, em um servidor de um partido, o que é inadmissível", considerou o ex-comunista pernambucano. É não só admissível, como a filiação de ministros, executivos e demais integrantes de governos é prática comum nos Estados Unidos e em países da Europa e da Ásia.
Por não aceitá-la, Freire desencavou até velhos e surrados bordões oposionistas. "Aqueles que consideravam as acusações de aparelhamento do Estado brasileiro pelos partidos da base aliada apenas como um exagero da oposição - ou achavam que isso poderia estar ocorrendo apenas em relação a militantes e sindicalistas do PT - agora podem ver que esse processo é geral e irrestrito", disse Roberto Freire sobre a filiação de Amorim.
Já falei várias vezes aqui nesse blog sobre essa história de aparelhamento. A acusação só é feita pela oposição quando o nomeado, ou filiado, são do governo ou do PT. Quando é eles, governos oposicionistas que nomeiam, não á aparelhamento, mas "preenchimento de cargo de confiança".
Ao final, uma última pergunta: o ex-deputado Roberto Freire desfiliou-se de seu partido quando foi ministro do governo do presidente Itamar Franco (1992-1994)?

O monoplio da comunicao na Argentina
Publicado em 02-Out-2009
Recomendo a todos os interessados...
Recomendo a todos os interessados pela democratização dos meios de comunicação, que leiam à excelente entrevista de Luis Lazzaro, coordenador-geral do Comitê Federal de Radiodifusão (Comfer) da Argentina, concedida à jornalista Lamia Oualalou e publicada no portal Opera Mundi.
Principal mentor da lei de radiodifusão, recentemente aprovada pela Câmara dos Deputados da Argentina, Lazzaro explica que ao contrário do que brada a mídia - em guerra declarada com o governo de Cristina Kirchnner - a lei dialoga com os anseios da sociedade e tem como principal objetivo combater "a extrema concentração dos meios de comunicação naquele país".
Bombardeada pela mídia, a democratização da comunicação no país, já é pensada - conta Lazzaro - desde 2004, quando "um grupo de organizações, que incluía meios comunitários, pequenas empresas, militantes dos direitos humanos, universidades, setores religiosos, assim como os principais representantes sindicais de trabalhadores, formaram uma Coalizão por uma radiodifusão democrática. Eles publicaram uma proposta de 21 pontos, com a ideia de refletir o conceito de comunicação social como direito humano básico".
O coordenador da Comfer também avalia que reformular a antiga legislação de radiodifusão do país é "saldar uma dívida histórica, pois a norma vigente é da época ditadura e deve ser adequada às necessidades de uma nação democrática". E explica, didaticamente, o processo de concentração do poder das grandes empresas que levaram ao monopólio de grupos como Clarín e a Telefe que hoje detém "80% do conteúdo que circula por todas as redes" no país.
Não deixem de ler a entrevista de Luiz Lazzaro no site Opera Mundi.

Na torcida por Niemeyer
Publicado em 01-Out-2009
Meu amigo Oscar Niemeyer submeteu-se...
Meu amigo Oscar Niemeyer submeteu-se a nova cirurgia, agora por causa de um tumor - antes fora operado para retirar a vesícula. Com a resistência que lhe é habitual, uma fortaleza como sempre se revelou nesses seus quase 102 anos de vida, com certeza logo estará inteiramente recuperado.
É a minha torcida, até para voltar logo ao Rio, encontrá-lo bem e repetirmos os bons papos com que ele sempre me brinda. A ele e à Vera, sua mulher, o meu abraço e a torcida pelo pleno restabelecimento.
Bem vindos Amorim, Ivo e Eleonoroa Rosset
Publicado em 01-Out-2009
Dou as boas vindas...
Dou as boas vindas ao nosso ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, que acaba de se filiar ao PT, e saúdo, também, o casal empresário Ivo Rosset e Eleonora Rosset Mendes Caldeira, que ingressam amanhã no partido.
Nosso partido acaba de ganhar, assim, a adesão de mais três nomes importantes, com uma irretocável história de serviços prestados ao país, seja Amorim na diplomacia, seja os Rosset na área industrial-empresarial.
O PT se enriquece com filiações tão expressivas, principalmente nessa antevéspera do ano (2010) em que travará mais uma batalha eleitoral em todo o país num pleito quase geral - eleição para presidente da República, vice-presidente, 27 governadores de Estado e vices, 513 deputados e 2/3 do Senado Federal.
"O Brasil e a reunio de Copenhague"
Publicado em 01-Out-2009
Leitura indispensável esse artigo de hoje...
Leitura indispensável esse artigo de hoje, "O Brasil e a reunião de Copenhague", de Luiz Pinguelli Rosa, diretor da COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e secretário do Fórum Brasileiro de Mudanças climáticas.
Pinguelli lembra que uma das questões mais polêmicas da Conferência da Convenção da ONU sobre Mudança do Clima, a COP-15, em dezembro, em Copenhague (Dinamarca) é a adoção de obrigações dos países em desenvolvimento em relação às suas emissões.
De parte do Brasil, considera o professor, "alguns fatos recentes são animadores", dentre os quais "a concordância do governo brasileiro com o limite de 2 graus C no aumento da temperatura global" e a aprovação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas do país com metas definidas para a redução do desmatamento, responsável pela maior parte das emissões entre nós.
"Mas é preocupante - adverte Pinguelli nesse artigo - o aumento da participação de combustíveis fósseis na geração elétrica, ainda que seja alvissareiro o crescimento do consumo do álcool nos automóveis, ultrapassando o de gasolina, cuja matriz energética tem 45% de energia renovável (....) enquanto no mundo este percentual é de 13% e nos países da OCDE é de 6%".
Não deixe de ler "O Brasil e a reunião de Copenhague", de Pinguelli Rosa, em O Globo de hoje.

Agricultura familiar tornou-se fundamental para o pas
Publicado em 01-Out-2009
O Censo Agropecuário divulgado...
O Censo Agropecuário divulgado pelo IBGE demonstra o quanto a agricultura familiar se tornou fundamental para o país, não só pela produção de alimentos - mais de 70% do que vem para nossa mesa - mas pela massa de 12 milhões de empregos que ela gera, a coesão social que proporciona e por evidenciar ser ela responsável, hoje, pela permanência de milhões e milhões de brasileiros e brasileiras no campo.
Com o Censo, salta à vista a importância e os avanços representados pelas políticas de crédito e assistência técnica do governo Lula - esses financiamentos saltaram de R$ 2,5 bilhões dos tempos de FHC para mais de R$ 15 bilhões agora - e a implementação que essa administração federal do PT e aliados imprimiu à reforma agrária.
Esta, no entanto - insisto e não importa a incompreensão que às vezes enfrento nessa questão - tem que ser repensada para, também a reforma agrária constituir um salto para a agroindústria, a agricultura orgânica e o cooperativismo. Elas são indispensáveis para não criarmos mais minifúndios improdutivos, e uma necessidade para por fim ao latifúndio especulativo e a concentração de terras no país tão bem demonstrados por esse Censo Agropecuário divulgado pelo IBGE.
Não podemos continuar a assentar sem terras na Amazônia e de forma dispersa nas outras regiões do país, sem um planejamento e montagem da infraestrutura adequados. É hora de - em conjunto com os movimentos sociais, o Parlamento e demais forças atuantes na sociedade - reavaliarmos e mudarmos a reforma agrária brasileira e encaminhá-la com políticas devidamente planejadas para esses novos horizontes: a agroindústria, a agricultura orgânica e o cooperativismo.
Leia mais sobre os índices do Censo Agropecuário no site do IBGE . Veja também o dados específicos sobre a agricultura familiar.

O Globo est contra a democracia
Publicado em 01-Out-2009
Com o título "Meirelles e Amorim...
Com o título "Meirelles e Amorim põem BC e Itamaraty na campanha", transformado na principal manchete de 1ª página da edição de hoje, o jornal dos Marinhos transforma o simples ato de filiação do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ao PMDB; e do chanceler Celso Amorim ao PT em algo com foros de escândalo ou ilegalidade.
Não é. Ministros, presidentes de bancos oficiais, autoridades e demais executivos integrantes de governo filiados a partidos é uma regra na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia, na qual o exemplo mais expressivo dessa prática é o Japão. No Brasil da ditadura militar, os ministros eram filiados a partidos políticos - aos que haviam até 1965 e foram extintos; à ARENA, legenda de sustentação do regime de força enquanto vigorou o bipartidrismo (1965-1980); e a seu sucessor, o PDS.
Naquele tempo, porém, como apoiava a ditadura militar - que ajudou a instalar no Brasil - não se sabe de nenhuma matéria publicada por O Globo censurando ministro de Estado ou outras autoridades por serem filiadas à partido político.
Fora o fato de que distorcer a simples filiação partidária de ministro e presidente do BC e considerá-la como a colocação dos ministérios que eles comandam "na campanha" é a chamada "forçada de barra", pura e simplesmente.
Mas, se você esqueceu, vou lembrar: O Globo não quer partidos fortes. Quando foram feitas as propostas de reforma política, a mídia conservadora, com ele à frente, ficou contra o voto em lista, um dos principais instrumentos de fortalecimento dos partidos, caminho para viabilizar a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha. Agora, então, que faz campanha política aberta contra o PT, o jornal dos Marinhos fará muito mais distorções.

Como afunda uma ditadura
Publicado em 01-Out-2009
Lamento informar tucanos, demos e mídia...
Lamento informar tucanos, demos e mídia brasileira, mas já não é tão sólida e tranquila quanto vocês gostariam, a situação da ditadura instalada em Honduras pelo golpe de 28 de junho que depôs o presidente constitucional Manuel Zelaya.
Como tantas vezes já aconteceu nas mais diversas partes do mundo, ainda que demorasse, também a ditadura hondurenha começa a afundar e, com ela, os que a apóiam no Brasi. A máscara vai caindo a cada declaração e ato dos ditadores de plantão - nesse caso de Honduras, o títere civil Roberto Micheletti.
No noticiário, hoje, Micheletti confessa abertamente os motivos da quartelada em seu país três meses atrás: "tiramos Zelaya por seu esquerdismo e corrupção. Ele foi presidente, liberal, como eu. Mas se tornou amigo de Daniel Ortega, [Hugo] Chávez, [Rafael] Correa, Evo Morales", declarou em entrevista ao jornal argentino "Clarín". Ele se refere aos presidentes da Nicaragua, Venezuela, Equador e Bolívia respectivamente.
Micheletti foi mais longe e detalhou que Zelaya "preocupou" as autoridades hondurenhas por se transformar de "fazendeiro rico" em "esquerdista que convidou comunistas para compor seu governo". Como você vê, esse "presidente" hondurenho agora assume o que realmente aconteceu. Ao contrário da nossa mídia e demais forças que apoiam daqui os golpistas, que jamais classificam o regime como ele realmente é - uma ditadura -, nem publicam as reais razões que levaram os golspistas a depor o presidente legitimamente eleito.

J pensando em renncia. Ou, com medo.
Publicado em 01-Out-2009
Em entrevistas a agências internacionais...

Manuel Zelaya
Em entrevistas a agências internacionais, o chefe do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti adianta, ainda (leia nota acima) que se perder o apoio das instituições (Legislativo, Judiciário e Forças Armadas, um apoio de fachada para legitimar a ditadura) que o colocaram na liderança do governo interino após o golpe, imediatamente deixará o cargo.
"No momento em que a população, a Corte Suprema, a Promotoria, e o Congresso disserem que eu não devo seguir - promete Micheletti - imediatamente saco as fotografias que tenho aí e me vou para minha casa".
Leio, também, que o presidente deposto, Manuel Zelaya, cobrou uma ação mais "enérgica" da comunidade internacional, principalmente da ONU contra o governo instalado pelo golpe militar e previu que, se adotadas, sanções comerciais e outras, o golpe "se reverterá em 24 horas".
Correta a cobrança feita pelo presidente Zelaya. Falta energia nas ações notadamente dos organismos internacionais como a ONU e a Organização dos Estados Americanos - OEA em relação ao impasse que se arrasta há três meses em Honduras.
Como todos podem ver pelas declarações de Micheletti e de Zelaya, já não há uma situação que indique solidez, estabilidade e longa vida para a ditadura instalada em Honduras no dia 28 de junho deste ano pela aventura do golpe militar.Foto: Ricardo Stuckert/PR

H 60 anos: decretada Repblica Popular da China
Publicado em 01-Out-2009
"Há exatos 60 anos, no dia 1º de outubro...
"Há exatos 60 anos, no dia 1º de outubro de 1949, reuniram-se na Praça Tian’ammen meio milhão de pessoas para ouvir da boca do líder da Revolução Chinesa, Mao Tsé-Tung (ou Mao Zedong), a proclamação solene da fundação da República Popular da China."
Esse episódio da maior envergadura na história mundial é contado pelo meu amigo Max Altman, na seção Hoje na História, do portal Opera Mundi. Aos leitores que - como eu - consideram importante saber os acontecimentos do nosso passado, recomendo a coluna de Altman que diariamente publica um episódio histórico que merece nossa reflexão.
Neste de hoje, o 1º de outubro de 1949, vocês poderão saber mais sobre os fatos que marcaram a Revolução Chinesa, como a Longa Marcha (outubro de 1934 a outubro de 1935), as técnicas de guerrilha de Mao e o que significou para a geopolítica mundial a vitória do líder chinês.
Não deixem de acessar o Hoje na História.
BNDES, novo patamar em investimento
Publicado em 01-Out-2009
Crescimento: esta é a palavra de ordem...
Crescimento: esta é a palavra de ordem do governo Lula. Um dos seus braços direitos, não tenham dúvida, é o BNDES que em apenas um ano - a considerar, portanto, o auge da crise e seu período posterior - liberou para as empresas cerca de R$ 123,6 bilhões.
Para vocês terem uma ideia da importância desses recursos, eles significaram 53% a mais do que os R$ 53 bilhões liberados no ano anterior à crise (2007/2008). Esses dados, meus caros, são a prova concreta do empenho desta administração em prol do desenvolvimento do país.
E todos sabemos, desenvolvimento significa mais emprego e melhora na renda da população. Vale destacar, ainda, que metade desses recursos do BNDES foram destinados para a nossa indústria e 1/3 para o setor de infraestrutura, tão fundamentais para que o Brasil responda à altura os desafios dos novos tempos.
Na trilha do desenvolvimento
Publicado em 01-Out-2009
Salta aos olhos a atuação...
Salta aos olhos a atuação do BNDES - durante e após a crise internacional - na sustentação e no estímulo ao desenvolvimento do país. Dos R$ 123,6 bi liberados no último ano, destinar R$ 25 bi à Petrobras foi decisivo para a alta dos investimentos, agora apresentada (leia nota acima).
A este montante somam-se aqueles destinados à hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira (RO), aos grandes projetos de energia e à formação de novos e importantes grupos econômicos, como por exemplo, a compra da Aracruz pela Votorantim Celulose; e também à compra de ações, como as da Brasil Foods (fusão entre Sadia e Perdigão); e do frigorífico Marfrig (que adquiriu a Seara e outras empresas de menor porte).
Não é à toa que nossos empresários confiam no país. Ainda mais com a previsão do chefe de orçamento do BNDES, Gabriel Visconti, de que a meta de atingir neste ano de 2009 a liberação de R$ 120 bilhões em financiamento está mantida. Este é o governo Lula que colocou o país na trilha do desenvolvimento.
Situao se complica para a candidatura Serra
Publicado em 01-Out-2009
A sucessão vai se complicando para os lados...
A sucessão vai se complicando para os lados da candidatura presidencial tucana do governador de São Paulo, José Serra.
O candidato a presidente, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) disputará votos com a dele na mesma base eleitoral na região Sudeste. No Rio, já há inclusive empate técnico entre os dois.
Também a candidatura da senadora Marina Silva (PV-AC) desorganizou o palanque de Serra no Rio. E ele tem que enfrentar, ainda, a oposição do PSDB fluminense a favor de uma candidatura própria, a do prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito.
A candidatura Zito é estimulada e articulada pelo concorrente de Serra na disputa pela legenda para ser candidato a presidente da República, o governador de Minas, Aécio Neves.
Zito, que é também presidente regional do PSDB fluminense, opõe-se publicamente ao apoio de Serra e do tucanato à candidatura ao governo do Estado, do deputado Fernando Gabeira, do PV, numa aliança com o PPS e o DEM.
Em SP o quadro se altera e caminha para definies
Publicado em 01-Out-2009
Em São Paulo o quadro se altera...
Em São Paulo, o quadro sucessório se altera com a recusa do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) e do partido de transferir seu título e domicílio eleitoral para a Capital paulista, e com as filiações ao PSB de Gabriel Chalita (o vereador paulistano mais votado do Brasil) e Paulo Skaf (presidente da FIESP), como candidatos ao Senado e ao governo respectivamente.
A recusa de Ciro, na prática, obriga o PT a lançar um candidato próprio contra Geraldo Alckmin do PSDB-DEM-PPS-PMDB-PTB, que pode ser o candidato tucano a governador ainda que o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM) e seu partido continuem resistindo à essa candidatura e estimulando a do chefe da Casa Civil de Serra, Aloysio Nunes Ferreira Filho.
E o ex-governador Orestes Quércia, do PMDB, embaixador plenipotenciário e articulador nacional da pré-candidatura presidencial de Serra, teme por sua candidatua única ao Senado, conforme o acordo acertado com os tucano-demos no ano passado, pelo qual apoiou a reeleição de Kassab.
Quércia não contava com a candidatura de Chalita e, ainda, terá que enfrentar um candidato ao Senado pelo PSDB e o senador Aloísio Mercadante (PT), que disputará a reeleição. Mas, Quércia continua totalmente identificado com Serra, com sua estratégia nacional, e em São Paulo, caminha para compor com Alckmin.

Querem aumentar os juros
Publicado em 01-Out-2009
O Banco Central (BC) e o mercado, de novo...

Henrique Meirelles
O Banco Central (BC) e o mercado, de novo juntos, vem aí com seus anúncios e previsões sombrias. Vejo na mídia, hoje, uma suposta recomendação do presidente do BC, Henrique Meirelles, ao presidente Lula, no sentido de que, como a recuperação do Brasil supera as expectativas, talvez seja necessário subir os juros antes de 2010 para conter a inflação.
Meirelles teria feito o alerta prévio na reunião em que foi informar ao presidente da República que estava se filiando ao PMDB para candidatar-se ao Senado por seu Estado, Goiás.
Os juros precisam é cair para 3% - descontada a inflação - e não subir. A não ser que queiramos reduzir o crescimento com base na teoria (na verdade uma impostura) do PIB potencial. O pior é o diversionismo de apresentar a suposta proposta como uma grande jogada eleitoral, já que o aumento seria no começo de 2010 para permitir uma queda durante o auge da campanha para o pleito de outubro do ano que vem.
Pura picaretagem com ares de sabedoria politica-eleitoral! O que interessa ao país é crescer e criar empregos e renda.
Foto: Valter Campanato/ABr

Nosso maior problema hoje o cmbio
Publicado em 01-Out-2009
Ao contrário do que querem fazer crer...
Ao contrário do que querem fazer crer certos economistas e parte da mídia focados no binômio juros/inflação, nosso problema maior hoje é o câmbio. É a retomada dos investimentos e das exportações, que em parte dependem da retomada do crescimento mundial ou da conquista de novos mercados.
É nisso que o país deve ficar focado e não no aumento dos juros (nota acima) que encarece demais a dívida interna. Isso de subir juros em 2010 é chute! Além disso associam a intenção de aumentá-los a Meirelles que nem será mais presidente do BC em 2009.
Devemos nos concentrar é no aumento da produtividade, na diminuição dos custos financeiros com a queda do spread bancário, na reforma tributária, na inovação tecnológica e na criação do EXIMBANK brasileiro no BNDES.
Temos que olhar para a frente e não para o passado. Chega de, a serviço do rentismo e do capital financeiro, chantagear o país com o terrorismo da inflação.