
Ainda cabe recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas pelo andar da carruagem os tucanos caminham para ficar sem candidato a governador de Brasília. O nome apoiado por eles, Joaquim Roriz (PSC-PSDB), já teve a candidatura vetada pelos tribunais Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e Superior Eleitoral (TSE).Nos dois Roriz foi considerado "ficha suja" e inelegível.
Além de outros processos a que responde, o candidato a governador dos tucanos em Brasília foi vetado como "ficha suja" e, portanto, inelegível porque em 2007 renunciou ao mandato de senador para escapar de um processo por quebra de decoro parlamentar que poderia levar à sua cassação e à inelegibilidade.Chama a atenção a discrição com que o PSDB e seus caciques acompanham o caso. Parece que nem é com eles!
Mas é sim. No início do ano o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chegou a receber Roriz aqui em sua casa de São Paulo, lembram-se? Pretendia que o encontro fosse escondido, mas políticos próximo a Roriz revelaram a reunião e o próprio falou a respeito. FHC afirmou que o ex-governador de Brasília pedira para ser recebido e ele não teve como recusar. Roriz disse o contrário - que foi convidado para fazer a visita.
Depois descobriu-se tudo. FHC recebeu Roriz a pedido do candidato tucano ao Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS), que pedia apoio ao ex-governador mas queria que ninguém soubesse que era ele quem o procurava. A partir daí passaram a viver aquela situação curiosa em que na campanha os tucanos não queriam que se divulgasse que eles apoiam Roriz, e este não queria tucano desgastado em seus palanques em Brasília.
Serra tinha como candidato preferido para ser seu vice-presidente o ex-governador de Brasília, José Roberto Arruda (DEM) a quem apoiou até que este foi denunciado como responsável pelo escândalo do DEM-Brasília - de pagamento de propina a aliados - ficou dois meses preso na Polícia Federal e perdeu o cargo. Roriz e Arruda eram aliados antes e voltaram a ser agora, depois do escândalo e na campanha eleitoral.
Uma nota pequena no jornal, mas de dimensões e significado imensos para os trabalhadores e trabalhadoras deste país: estudo realizado pela equipe de pesquisa econômica do BNDES aponta que a queda da desigualdade de renda no Brasil em oito anos (2001-2008) gerou 931 mil empregos - o equivalente a 116 mil por ano.
Temos aí uma prova concreta do que o governo Lula vêm fazendo e falando desde que assumiu o comando da União em 1º de janeiro de 2003: o desenvolvimento econômico caminha de mãos dadas com o social.
Políticas levaram à criação de 14 milhões de empregos
Como vocês podem ver, este estudo é mais um atestado das razões pelas quais o povo brasileiro quer a continuidade deste governo e do seu projeto de desenvolvimento nacional. Cresceu a renda, o poder de consumo e isso gerou mais contratações. A redução dos desequilíbrios foi, ao lado das políticas econômicas e sociais empreendidas nos últimos oito anos, uma das grandes responsáveis por este governo ter criado o número recorde de 14 milhões de empregos no período.
Para vocês terem uma dimensão do que isto significa, a pesquisa mostra que a redução da desigualdade de renda contribuiu para a criação de 25% das novas vagas no mercado, em seis regiões metropolitanas. Já em nível nacional, ela (redução) contribuiu com 6% do total de novos postos de trabalho.
Temos que comemorar também o fato de que nestes 7 anos, período da pesquisa do BNDES, a renda dos 10% mais pobres do Brasil teve um crescimento real de 8% ao ano. Uma prova do esforço deste governo e dos frutos conquistados com suas medidas voltadas ao combate à desigualdade de renda - infelizmente histórica neste país.
A pesquisa do BNDES até deveria ser manchete nos jornais, mas...
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Já está mais do que demonstrado, e provado, que este episódio foi crime comum. Não há nada que relacione os fatos criminosos ocorridos nas delegacias da Receita Federal em Mauá (SP) e Santo André (SP) com a campanha da candidata a presidente Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados).
Nem um só indício ou fato. Nem um testemunho. Pelo contrário, até agora nenhum dos responsáveis identificados pelas investigações tem relações, ou qualquer tipo de vínculo que seja, com o PT ou a campanha. Sejam funcionários que possibilitaram o acesso, seja o contador Antônio Carlos Atella, que utilizou uma procuração para solicitar dados fiscais da empresária Verônica Allende Serra, a filha do candidato tucano a presidente.
Trata-se portanto de puro jogo eleitoral a continuidade da exploração e sensacionalismo em torno disto. E jogo sujo da campanha de Serra, principalmente quando ele acusa Dilma de ter responsabilidade no episódio sem provas, indícios, fatos comprobatórios ou testemunhas.
O que há de fato é que contando com a parceria e o amplo respaldo da mídia, a oposição - Serra à frente - tenta aproveitar a situação para criar um clima suspeito e voltá-lo contra a campanha da candidata petista (leia nota abaixo e veja também o artigo Oposição a Lula virou amizade, quase amor, de Maria Inês Nassif, publicado no Valor Econômico).
Na ânsia de forjar e ampliar um pseudo escândalo( leia nota acima), os jornais de hoje são um completo contrasenso. Na Folha de S.Paulo e em O Globo o noticiário rotineiro de uma campanha presidencial, de uma sucessão, desapareceu.
Da 1ª a última página de política tudo é ocupado pelo episódio de quebra de sigilos forjado ao gosto tucano-oposicionista. Todas as páginas são ocupadas pelo festival de denúncias em cima de um só fato, fartamente recheado pelo engajamento da mídia na estratégia serrista de fabricar e ampliar o escândalo.
Um escândalo que, a rigor, como o contador Antônio Carlos Atella, que falsificou a assinatura de Verônica Serra é réu confesso - em todos os jornais ele admite o que fez - e se diz eleitor de José Serra, não há mais o que investigar. Ele é o responsável pelo pedido de quebra do sigilo fiscal de Verônica.
Vamos continuar com a campanha normal
Assim, Atella e os funcionários da Receita Federal que ilegal e criminosamente acessaram dados das declarações de mais de 140 cidadãos devem responder pelos crimes que praticaram. Sem contar que o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, em nota, admite que houve falsificação da procuração que permitiu acesso aos dados de Verônica e informa ter tomado as providências cabíveis: encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF) para investigar o caso.
Mesmo com toda essa forçada de barra, não nos acuarão. De nossa parte não conseguirão que entremos neste jogo e nem reação diferente: vamos continuar a denunciar a manobra desesperada da campanha tucana, exigir o direito de resposta em todas as entrevistas e coberturas, e processar todos os que caluniam o PT e nossa candidata, começando pelo próprio presidenciável tucano.
Não vão nos imobilizar com esta campanha da candidatura Serra de calúnia e difamação, de jogo sujo pela qual atribuem ao PT os malfeitos de um grupo criminoso que não tem qualquer vínculo com o partido e cuja figura central (o falso procurador de Verônica Serra) até se diz eleitor do candidato tucano.
Li um levantamento do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) - órgão do Ministério Público Federal (MPF) - feito a pedido do portal G1, que é estarrecedor: só nos oito primeiros meses deste ano já foram convocados para recalls no Brasil 1,052 milhão de carros, motocicletas, caminhões e veículos comerciais leves.
Este número de autos submetidos a recalls equivale a um terço das 3,18 milhões de unidades produzidas no país em todo o ano passado. O volume de convocados até agosto deste ano é o maior desde 2008 quando em todo o ano foram chamados de volta às concessionárias 1,26 milhão de veículos. E é 44% superior a 2009, quando 728.525 unidades automotivas foram convocadas para reparos no Brasil.
Além de um escândalo em si, este número é a mais incontestável prova da gravíssima leniência e incompetência das nossas montadoras e do quanto elas são negligentes com os seríssimos riscos a que expõem a segurança dos proprietários e passageiros destes carros (leia post abaixo).
Foto: Antonio Cruz/ABr
Diante do estarrecedor número de veículos convocados para passar por recall até agosto deste ano (nota acima) está mais do que na hora das nossas autoridades responsáveis pelo setor atentarem para a frouxidão das normas que regem a produção na área, a fiscalização do controle da qualidade e as exigências de segurança e ambientais.
É preciso atentar para o fato de que isto está acontecendo no mais importante setor industrial do país, o automobilístico. Precisamos empreender uma avaliação séria e técnica dessa área no Brasil - da qualidade e custo de sua produção ao preço de venda ao consumidor final. E também, óbvio, das medidas de segurança e defesa do meio ambiente e da economia de combustível. Enfim, não apenas do uso, mas da produção destes veículos.
É indiscutível que as montadoras instaladas no país precisam adotar medidas para melhorar a qualidade dos veículos e os enquadrar nas normas ambientais recentes, incorporando os avanços tecnológicos que garantem veículos mais seguros, mais limpos - e de preferência mais baratos.
A qualidade e os recursos tecnológicos à disposição de nossos veículos deixam muito a desejar e os preços estão acima da média do mercado mundial - mesmo com nossos impostos desonerados no ano passado.
Seria muito positiva uma iniciativa da própria indústria automobilística vindo a público e expondo de forma aberta ao país o que está acontecendo com a segurança dos veículos. E, principalmente, quais medidas estão sendo tomadas para sanar o problema e não apenas as de efeito paliativo - como os recalls - dando publicidade às causas e sobre os responsáveis para evitar sua continuidade.
Já temos potássio, dispomos das condições e produzimos nitrogênio e, numa manhã de boas notícias - leia nota abaixo - temos mais esta: o governo do Mato Grosso anunciou a descoberta de um depósito de 430 milhões de toneladas de fosfato, minério básico para a produção de fertilizantes agrícolas.
Esta quantidade de fosfato, conforme avaliaram as autoridades no anúncio oficial, é suficiente para sustentar por mais de 700 anos a demanda nacional de fertilizantes, hoje atendida em sua maior parte por importações.
Tão boa quanto esta notícia é o seu complemento: o depósito de fosfato está incrustrado numa área de 4.300 hectares na qual o governo matogrossense, em parceria com o Serviço Geográfico Nacional, descobriu uma reserva de ferro que pode ser a maior do mundo, com 11,5 bilhões de toneladas do minério.
Tucanos liquidaram nossa indústria de fertilizantes
Uma reserva de ferro superior, inclusive, a das minas de Carajás (Pará) com 7,2 bilhões de toneladas, tidas até agora como a maior do minério do mundo. Ainda que o teor de ferro da reserva matogrossense seja inferior a da paraense - 41% ante 67% de Carajás.
"É o nosso pré-sal", definiu para a Folha de S.Paulo o governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB), candidato à reeleição, sobre os dois depósitos de ferro e fosfato situados em Mirassol D´Oeste, município da região Leste do Estado.
Nossa torcida deve ser, então, para que a reserva de fosfato do Mato Grosso, quando devidamente explorada, torne o Brasil auto-suficiente na produção de fertilizantes. Já nos encaminhávamos para isto quando, na década de 90, os governos tucanos de FHC/Serra, naquela febre de privatizações que os marcava, praticamente liquidaram nossa indústria nacional no setor vendendo-a a grupos multinacionais.
A manutenção pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central (BC) da taxa básica Selic em 10,75% - que tudo indica perdurará até o final do ano - permite a manutenção do crescimento neste 2010 na casa dos 7%. Na verdade, no mercado futuro a taxa de juros já estava em queda e a inflação também.
Assim podemos terminar o ano sem mudanças nas variáveis juros e inflação, mas com o problema real da taxa de câmbio e das contas externas. Além de uma questão conjuntural, e mesmo considerando as reservas cambiais do país e a crise econômico-financeira internacional, isto exige, de fato, do próximo governo uma atenção especial às exportações e às contas externas.
Mas, não devemos esquecer que nossa taxa básica de juros real é a maior do mundo - 5,6%. Sem falar nos spreads bancários e nos juros de mercado, um grave problema que teremos de equacionar nos próximos anos. E esta é uma solução que, em parte, depende da política monetária e da redução da taxa Selic, com seu consequente impacto positivo nas contas fiscais, colaborando diretamente para o ciclo de redução de juros na economia.
A manutenção da taxa básica decorre da avaliação do COPOM de que a economia brasileira teve forte desaceleração no último trimestre, quando cresceu a uma taxa próxima de 1%, abaixo dos quase 3% registrados no começo do ano (1º trimestre).
Mesmo com a decisão de interromper o aperto monetário e manter a Selic em 10,75% ao ano, o Brasil continua na liderança do ranking dos países com maiores juros reais do planeta. Analistas do mercado fazem uma comparação entre as 40 maiores economias do mundo e avaliam que com a manutenção, os juros reais no Brasil ainda chegam a 5,6% ao ano. Na 2ª posição aparece a África do Sul, com taxa real de 2,2%; e na 3ª, a Rússia com 2,1%.
Já está mais do que esclarecido que não foi uma ação política, e sim criminosa, a quebra de sigilos fiscais - e vazamentos para a mídia, em alguns casos. A irregularidade atingiu não apenas a filha do presidenciável, José Serra (PSDB-DEM-PPS), empresária Verônica Allende Serra e outros quatro tucanos próximos ao candidato, mas diversas outras personalidades, entre as quais a apresentadora de TV Ana Maria Braga e membros da família Klein, dona das Casas Bahia.
Os resultados da apuração - já transmitidos ao presidente Lula, segundo informam os jornais - indicam que o empresário José Carlos Cano Larios, marido de Ana Maria Caroto Cano, uma das funcionárias da RF-Mauá investigadas, é proprietário de duas empresas de contabilidade que recorriam à servidora para agilizar processos dentro da Receita.
Esta revelação foi feita por Ilson Loureiro de Paula, seu sócio nas duas empresas, a Contábil Caroto e a Consultec. Ilson disse à Folha que ligava para Ana Maria e pedia mais agilidade na tramitação de processos. Outra funcionária da delegacia fazendária de Santo André (região do ABCD paulista), Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, confirma haver uma procuração reconhecida em cartório de Verônica que autorizava o portador a retirar cópias de suas declarações de renda entre 2007 e 2009.
Mas, como escrevi ontem aqui no blog, a oposição - Serra à frente - continua explorando o assunto em busca de sensacionalismo e escândalo. Com apoio da mídia, montou uma farsa em torno do caso e continua a usá-lo para fazer campanha eleitoral negativa.
A investigação feita pela Corregedoria da Receita Federal (RF) por determinação do governo, levantou que houve acesso e consultas a 320 CPFs a partir de dois computadores de funcionárias da delegacia da RF em Mauá (SP).
Em um destes casos, há uma procuração com assinatura reconhecida em cartório de Verônica Allende Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB-DEM-PPS) atribuindo poderes a Antonio Carlos Atella Ferreira para pedir a cópia das suas declarações de 2008 e 2009.
Segundo o noticiário de hoje à tarde da Folha, Verônica não reconhece a assinatura no documento que foi usada para quebrar seu sigilo fiscal na delegacia da Receita de Santo André (SP). É uma "falsificação grosseira", teria transmitido a empresária filha de Serra à Folha de S.Paulo.
A despeito da RF dispor do documento, da funcionária confirmá-lo e da autenticidade da assinatura precisar ser investigada, no Jornal da Globo na madrugada de hoje, Serra já classificou como "uma mentira descarada" a afirmação do órgão de que sua filha teria solicitado as cópias de declarações. Na entrevista, o candidato classificou a quebra de sigilo como "um ato criminoso".
Criminoso, mas crime comum e não político. E, na parte que se refere à sua filha, com uma autorização assinada por ela com firma reconhecida em cartório. Esperamos que o Jornal da Globo, da mesma forma como fez na madrugada de hoje ao dar espaço ao candidato, dê a notícia sobre as dúvidas que cercam o caso com destaque.
E que a Folha de S.Paulo faça o mesmo e esclareça esta sua manchete de hoje - "Dado da filha de Serra foi acessado na Receita" - informando aos leitores que há documento dela, ainda que passível de ser investigado - autorizando este acesso.
Viva o Corinthians! Com mais de 100 mil fiéis, todos nós gaviões comemoramos ontem nosso centenário, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. No meu caso, minha primeira paixão não foi o Timão, mas sim o Flamengo. Ainda menino na minha pequena Passa-Quatro, nas Minas Gerais, eu tinha duas grandes paixões, o cinema (Sombra e o Dick Tracy) e o futebol, o rubro-negro, o Mengo. Assisti feliz e orgulhoso ao Flamengo ser tricampeão em 1955 - agora já são cinco vezes. Não me esqueço de Joel, Dida, Evaristo, Dequinha, Índio, Servilio, Pavão e do nosso Zagallo...
Viva o Corinthians! Com mais de 100 mil fiéis, todos nós gaviões comemoramos ontem nosso centenário, no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. No meu caso, minha primeira paixão não foi o Timão, mas sim o Flamengo. Ainda menino na minha pequena Passa-Quatro, nas Minas Gerais, eu tinha duas grandes paixões, o cinema (Sombra e Dick Tracy) e o futebol, o rubro-negro, o Mengo.
Assisti feliz e orgulhoso ao Flamengo ser tricampeão em 1955 - agora já são cinco vezes. Não me esqueço de Joel, Dida, Evaristo, Dequinha, Índio, Servilio, Pavão e do nosso Zagallo.
Mas em 1961, ao chegar a São Paulo, aos 14 anos, para trabalhar como office-boy e estudar à noite, tive uma paixão a primeira vista pelo Timão. Aliás, como o Flamengo, amado e querido pelo povão. São 50 anos de alegrias e muitas tristezas - a pior delas o longo jejum de 23 anos sem conquistar um campeonato e as gozações sem fim dos amigos sãopaulinos e palmeirenses.
Não esqueço o ano de 1977 quando, em meio a tantas tristezas e medos, ainda vivendo como clandestino no Paraná durante a ditadura, tive a alegria de ver nosso Coringão ser, depois de 23 anos do longo jejum, campeão de novo, com aquele gol de Basílio fazendo explodir o coração de 80 mil corinthianos no Morumbi e milhões pelo Brasil.
Naquela tarde, lá em Cruzeiro do Oeste (PR) onde vivi a minha clandestinidade, eu estava feliz, comemorando a volta do Timão, ainda sem imaginar que meu filho Zeca, que nasceria em 1979 seria um corinthiano dos bons - assim, um amor pelo Corínthians, passado de pai para filho. Com o Zeca, assisti pela 1ª vez a um jogo do Corínthians num estádio, o do Morumbi.
Longa vida ao Timão!
Num dia de particular euforia, em que comemoramos o 1º centenário do nosso Timão, não poderia deixar de partilhar com vocês, também, a minha alegria pelo bom andamento da campanha eleitoral do meu filho, Zeca Dirceu, para deputado federal pelo PT do Paraná.
Pesquisa IBOPE divulgada inicialmente pela revista VEJA desta semana - depois por jornais e onlines - mostra o Zeca na liderança das intenções de voto do eleitorado do Paraná e caminhando para se tornar no dia 3 de outubro um dos campeões de votos em todo o país para a Câmara dos Deputados.
Como meu filho escreve em seu blog, a notícia é estimulante e incentiva a todos na campanha - a todos nós, uma verdadeira injeção de ânimo na luta que é uma campanha eleitoral. “No entanto não pode servir como fato consumado. A campanha segue com o mesmo ímpeto, com garra e muita disposição. Não podemos esmorecer e achar que a vitória é certa”, escreve o Zeca.
Mérito é dos que o apoiam
“O mérito dessa trajetória eu quero repartir com todos os que estiveram ou estão nesse momento ao meu lado. Uma campanha política nada mais é que um exercício, um esforço coletivo, onde a participação de todos é fundamental”, completa ele.
Rapaz criterioso este candidato a deputado federal! Porque, pai e filho, temos discutido exatamente isto: a importância de não achar que a vitória já está à mão; e de trabalhar até a hora da abertura das urnas como se estivesse em busca ainda do 1º voto.
E o reconhecimento de que ele não teria chegado onde chegou sem o apoio de tantos e tantos amigos e companheiros que o acompanham desde que, ainda precocemente (para a área política, porque tinha 25 anos) elegeu-se em 2004 pela 1ª vez prefeito de Cruzeiro do Oeste (PR), cidade que o reelegeu depois, em 2008, com mais de 70% dos votos.
Com os pés no chão, os nossos agradecimentos a todos os que o apoiam e aqueles que se engajaram em sua campanha, dá para começar a comemorar duplamente: os 100 anos do Corínthians e as boas perspectivas eleitorais do Zeca. O mais, a gente comemora dia 3 de outubro.
Diz o ditado: quem planta vento, colhe tempestade. O contrário também é verdadeiro. O esforço do governo Lula em estimular o empreendedorismo dos pequenos e micro empresários agora pode ser traduzido em excelentes números. Segundo o Anuário do Trabalho da Micro e da Pequena Empresa (MPE) lançado hoje pelo SEBRAE e pelo DIEESE, mais da metade dos empregos formais gerados no país deve-se a esse setor da nossa economia.
Ele é composto por pequenos e micro empresários que apostam no seu sonho e contribuem reduzindo o desemprego e estimulando o mercado interno. Os números atestam: dos 24,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada no país, 52% (cerca de 13 milhões) trabalham em micro ou pequenas empresas. Em 2002, esse número era de 9,5 milhões de empregados. O aumento no período é da ordem de 36%.
E, mais: o levantamento aponta que a maior parte destes empregos foi gerada no interior do país (64%). Já as capitais representam 35,1% do total. Além disso, comprova a eficácia das medidas do atual governo durante a crise financeira em relação às MPEs: o setor resistiu melhor à crise e gerou 1.035.297 novos empregos formais durante 2008. Já as médias e grandes foram responsáveis por 219.377 vagas no mesmo período.
O Ministério da micro e pequena empresa
Estes excelentes números mostram a eficiência da política governamental e de suas medidas que tiveram como carro-chefe financiamento, crédito e incentivo por parte dos bancos públicos. Inclusive, com a criação do fundo garantidor para que essas empresas não quebrassem durante a crise. Atestam, também, o acerto da ideia de nossa candidata a presidente, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados), de criar no futuro governo um Ministério da Pequena, Média e Micro Empresa.
Além disso, aprovamos o projeto de lei complementar que incluiu o microempreendedor individual (MEI) entre as categorias que passaram a pagar a tributação unificada pelo Super-Simples. Isso permitiu a formalização do trabalho por parte dessas empresas, bem como a contribuição dos pequenos empreendedores de R$ 51,15 e o pagamento simbólico de R$ 1 de ICMS ao Estado (para os que trabalham no comércio ou na indústria) ou a contribuição de R$ 5 para o município de ISS - no caso dos prestadores de serviço.
E vejam, estou dando apenas alguns exemplos a respeito das medidas para o setor que hoje representa 99% das empresas de todo país. Portanto, de forma alguma a área poderia ser menosprezada por um governo que sabe que o desenvolvimento economico e o social caminham juntos.

Ainda é grande o número de eleitores indecisos no Estado - somam 18%, diz o IBOPE - e cresce o número de prefeitos, vereadores e lideranças de outros partidos, inclusive dos que integram coligações de adversários na disputa estadual, que engrossam o apoio a Ideli.
Isto e sua ascensão gradual nas pesquisas são um indicativo de que também em Santa Catarina vamos ao 2º turno com Ideli como uma das candidatas. Temos muita campanha pela frente - 32 dias - o presidente Lula ainda não entrou na disputa lá, e a Ideli tem chances de subir, embolar a corrida eleitoral e passar para a 2ª etapa da eleição.
Em muitos Estados a eleição ainda está indefinida
Como ocorre com nossos candidatos, próprios ou aliados, por exemplo, em Alagoas, Rio Grande do Norte, Rondônia, Amapá, e Mato Grosso, Estados que ainda não temos um favorito. Neles basta acompanhar as pesquisas e analisar o quadro e clima políticos para perceber que a eleição ainda está indefinida.
Incluo o Mato Grosso porque o Estado apresenta um quadro atípico, com mais de 50% do eleitorado ainda indeciso quanto a escolha dos candidatos majoritários. Lá, o número de eleitores indefinidos ainda é superior a soma dos percentuais obtidos, por exemplo, por todos os candidatos a governador.
Em Santa Catarina, a campanha ainda vai crescer e Ideli subir na preferência do eleitorado quando este perceber a diferença entre ela e os nossos adversários. Principalmente quando comparar e notar que estes são apoiados por políticos que representam oligarquias locais há décadas no poder estadual.
Ou, por políticos, como o atual governador Leonel Pavan (PSDB), investigado e processado pela Polícia Federal (PF) pela acusação de favorecimento administrativo a empresas que tinham negócios com o Estado. Sem contar que no passado Pavan esteve enrolado em denúncias que o apontaram como envolvido em escândalos que iam do narcotráfico à lavagam de dinheiro.
Foto: Janine Moraes/ABr
Bem-vindo presidente Lula nesta sua disposição anunciada de dedicar seu tempo de ex-chefe de Estado, a partir de 2011, à reforma política e à propagação dos programas e modelo de desenvolvimento social que o senhor imprimiu em seu governo nos países latinoamericanos e da África.
Sua experiência de presidente nestes 8 anos, e a vivência deste período serão, com toda certeza, muito úteis. Enriquecerão os debates e constituirão um apoio inestimável para esta reforma, uma das mais importantes para o país porque vai aperfeiçoar toda a nossa vida político-institucional. Com a sua participação, podemos começar 2011 retomando discussões de questões tão fundamentais quanto a fidelidade partidária, o voto em lista, o financiamento público de campanhas, a composição de nossas duas Casas do Congresso.
Quem sabe possamos discutir e reduzir, por exemplo, o tempo de mandato dos senadores, acabar com os suplentes, tratar de normas que levem o Brasil a ter o número de partidos real, conveniente, adequado ao nosso estágio democrático, e tantas outras questões que contribuirão para o aperfeiçoamento do arcabouço jurídico-político-institucional de nosso país.
De sua disposição de transmitir aos nossos vizinhos do continente e aos da África sua experiência com os programas e políticas sociais que o senhor deslanchou no Brasil, eu já sabia. Minha torcida para que também aí o senhor tenha sucesso, porque para o Brasil elas representaram inestimável avanço em termos sociais, de redução dos desequilíbrios econômicos, geração de emprego, aumento de renda, inclusão na Educação e, conquistas efetivas em tantas outras áreas.
Foto: Antonio Cruz/ABr
Merece todo apoio por ser a medida mais acertada para a área, a decisão anunciada pela candidata ao Planalto, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) de, no futuro governo, manter a política de reajuste do salário mínimo instituída pelo governo Lula, com aumento real e acima dos índices inflacionários anuais.
"O governo deu uma proposta de referência. Agora nós vamos ter de sentar e fazer o mesmo processo que o governo Lula fez com as centrais. Caso eu seja eleita, farei isso, discutirei com as centrais uma proposta de longo prazo", anunciou Dilma. Ela respondia sobre o envio (ontem) pelo governo ao Congresso, do projeto de lei orçamentária para 2011, com os parâmetros de recursos para o 1º ano do próximo mandato presidencial, incluindo a majoração do salário mínimo para R$ 538,00.
Na gestão Lula, o reajuste do mínimo passou a ser calculado somando-se o crescimento real do PIB de dois anos antes e a taxa de inflação do ano em curso - neste caso enviado ao Congresso ontem, a de 2010. Além da determinaçao da Dilma de manutenção desta política ser tranquilizadora, o melhor deste seu anúncio é o reconhecimento de que o caminho para isto é a continuidade da sistemática de negociações com os sindicatos e suas centrais.
Foi esta prática que viabilizou a aprovação e aplicação desta política em relação ao salário mínimo pelo governo Lula. E o que fez com que ele, depois de décadas de arrocho praticado durante os governos da ditadura militar e até os oito anos de tucanato, da dupla FHC/Serra, passasse a recuperar o seu real poder de compra e a reposição das perdas sofridas por tantos anos pelos trabalhadores brasileiros.

Pelo contrário, o governo Lula em sua política externa empreendida com sucesso pelo Itamaraty, sempre atuou como mediador dos conflitos no continente. E sempre através do diálogo, sem imposições, o que conquistou o apoio de todos os países e governos e firmou o papel do Brasil de liderança na América Latina.
O êxito neste campo se deve, sobretudo, ao caráter pluralista e de rigorosa observância ao respeito à soberania e à autodeterminação de cada nação. Desta forma o Brasil foi chamado para atuar como mediador em todos os conflitos recentes e tem sido o carro chefe do MERCOSUL e da UNASUL (União das Nações da América do Sul).
Críticas vazias da oposição
Vale destacar que nossas relações com a Colômbia estreitam-se cada vez mais, sobretudo nas áreas do comércio, investimentos na infraestrutura, serviços e agronegócios. Também as nossas relações com o vizinho nas áreas técnicas e específicas - EMBRAPA, militar e diplomáticas - são ótimas.
Como vocês podem ver, a visita do presidente Santos é uma resposta à altura às críticas vazias do tucanato à política externa do presidente Lula. E, evidente, também, às invenções do candidato a presidente pela oposição José Serra (PSDB-DEM-PPS), para quem nossa política externa e de segurança - como ele acusou - é conivente e leniente com o narcotráfico.
Um absurdo. Muito pelo contrário. A pioneira visita ao exterior do novo chefe da nação colombiana - que se encontrará hoje com o presidente Lula, em Brasília - mostra que ele nos vê como seu principal aliado na América Latina e, também, como um parceiro estratégico, conforme declarou no início da viagem ao nosso país, onde é bem vindo.
Foto: Antônio Cruz/ABr

Eles demonstraram que as nossas contas externas estão sólidas em função dos patamares confortáveis de reservas internacionais e de endividamento externo. Mantega aposta num crescimento de 7% este ano e no fato de que a criação expressiva de empregos, a expansão acelerada da classe média e a recuperação do investimento tornam o ciclo em curso sustentável.
O ministro da Fazenda estima para este 2º semestre uma alta do PIB da ordem de 0,5% a 1% em relação ao 1º, número que será divulgado 6ª feira próxima pelo IBGE. No 1º trimestre, o índice de crescimento foi de 2,7%. Mantega, também, considera o aumento do déficit em conta corrente um fenômeno passageiro que se deve "fundamentalmente" à crise econômica mundial.
Ele observou que o menor crescimento global teve impacto sobre as exportações, e que as remessas de lucros e dividendos das multinacionais se ampliaram. Pelas previsões da Fazenda, o rombo das transações de bens, serviços e rendas do país com o exterior deve ficar em torno de US$ 46 bi neste ano - ou 2,3% do PIB, um salto em relação aos US$ 24 bi de 2009, correspondente, então, a 1,5% do PIB.
Nelson Barbosa acentuou que a apreciação do real, a partir de 2003, teve um efeito positivo sobre a expansão da economia e além do aumento dos salários reais, levou a um barateamento relativo dos investimentos (leia nota abaixo).
Foto: Marcello Casal Jr/ABr
Em que pese a correção das colocações feitas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega e pelo secretário de Política Econômica (SPE), Nelson Barbosa (post acima), o problema do descasamento entre as nossas políticas fiscal e monetária é real e a cobrança quanto a isto não é só tucana e da oposição.
Precisamos de juros menores e de um câmbio adequado à nossa realidade e à situação internacional que ainda não se normalizou - aliás, como reconheceu o ministro Mantega. Se existe a crise, se nossas exportações caíram - o que é fato - e as remessas de lucros e dividendos aumentaram, bem como a antecipação de transferências e pagamentos para matrizes, não podemos deixar de reconhecer esse divórcio.
Reconhecê-lo e corrigir a taxa de juros alta e todas as suas conseqüências na valorização do real, bem como os efeitos disso nas exportações e importações. Não podemos esperar que o ciclo se encerre naturalmente.
Aí, Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e em exercicio da FIESP, tem toda razão ao cobrar ação do governo. Mantega prevê que o câmbio continuará apreciado nos dois próximos anos e depois cai. "Se deixar passar dois anos, não haverá mais o que ser feito com a indústria. A hora de efetuar mudanças que reduzam as importações e ampliem nossas exportações é agora", encareceu Steinbruch.
Precisamos de medidas já - destas descritas com precisão por José Oreiro, da Universidade de Brasília (UnB): uma política cambial mais ativa; um regime de metas de inflação mais flexível; uma alteração no regime fiscal; e uma reforma do sistema financeiro e de gestão da dívida pública.
O jeito petista de governar, com a marca do respeito democrático e republicano à oposição, foi destacado pelo presidente Lula em dois eventos no Rio, e na forma de um desafio: que apareça um governador, prefeito, ou qualquer outro administrador que possa dizer que foi discriminado durante sua gestão por não ser filiado a um partido alinhado à base do governo.
"Duvido que tenha havido no país alguém mais republicano do que eu. Que haja prefeito de qualquer partido político que possa dizer que o presidente nunca o atendeu. Qualquer que seja o partido ou que tenha sido o prefeito ou governador, foi tratado por mim em igualdade de condições neste país", enfatizou o presidente.
Já a oposição, do PSDB ao DEM, passando por outros menos cotados, não pode dizer o mesmo. "Eu vou dormir com a consciência tranquila. Com você, meu caro Eduardo Paes, que ainda não completou nem dois anos como prefeito do Rio, já construímos mais parcerias do que em seis anos com outro prefeito que tinha na cidade que não gostava e nem aceitava trabalhar com o governo federal"
Tucanos tratam oposição a pão e água
O exemplo invocado pelo presidente é uma referência ao ex-prefeito carioca, César Maia (DEM) que a parcerias sempre preferiu governar à base de factóides. Os tucanos de São Paulo, então, nem se fala! Há 16 anos no poder no Estado, os tucanos, José Serra e Geraldo Alckmin à frente, governam com um mapa político-partidário nas mãos. A palavra de ordem em governo deles é discriminação absoluta à oposição. Convênios, verbas e obras públicas só para aliados. Para prefeitos da oposição, pão e água e olhe lá...
No Rio, na favela Dona Marta, o presidente inaugurou uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), integrante de um modelo de segurança que está retomando morros cariocas controlados pelo tráfico e que já está sendo adotado com sucesso em outros Estados, como Pernambuco. "Nos próximos anos vamos implantar este modelo em todo o país", anunciou o presidente.
Em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense) o chefe do governo inaugurou a 2ª UPA (Unidade de Pronto Atendimento na saúde) e tranquilizou a população: "estas obras não vão parar, vão continuar porque agora o Brasil aprendeu a cobrar. O povo está mais esperto, mais inteligente, sabe o que é bom. E não quer continuar sendo tratado como de 2ª categoria."
A constatação de que os tucanos são falhos e fracos em comunicação e marketing, diagnóstico feito pelos próprios, é comum entre eles e uma queixa recorrente do próprio candidato a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS). Ainda há poucos dias, na inauguração de um comitê de campanha em Ribeirão Preto, Serra a repetiu.
"O nosso partido faz, mas não é muito bom de marketing. Para o (ex-governador Mário) Covas eu dei nota 2,5 em marketing. O Geraldo Alckmin foi 4 e, no meu governo, 5", assinalou Serra ao dar nota a si e aos dois antecessores que há 16 anos comandam o tucanato no governo do Estado de São Paulo.
Não é que vocês não sejam bons de comunicação ou marketing, José Serra! Conforme comentaram comigo, leitores aqui do blog, é que o povo está mais e melhor informado e os tucanos e a mídia, acostumados a determinar quem ia se eleger, têm que acordar para isso. Não é que o PSDB é bom ou ruim de marketing, Serra, é que o povo está cansado das mentiras de seu partido. Com apoio da mídia, os tucanos governam à moda ditatorial e o povo se cansou disso, do PSDB e de seus discursos.
Fora o fato de que o problema de Serra e dos tucanos em geral não está nos adversários deles, mas nos aliados. Vejam, um levantamento publicado recentemente pelo Estadão mostrou que em 40 minutos somados de propaganda na primeira semana do programa de TV, Geraldo Alckmin exibiu Serra por apenas 2 segundos.
Na verdade, nessa queixa recorrente, Serra porta-se como um filho ingrato. A mídia de São Paulo e nacional apoiam-no e aos tucanos todos estes anos que eles são governo. E ele ainda reclama!

Uma crença, aliás, que as pesquisas, como vocês acompanham, atesta: Mercadante cresce nos levantamentos de opinião pública e o adversário tucano Geraldo Alckmin não se mantém no mesmo patamar a cada rodada. São dados que somados dão razão à confiança que temos de que vamos manter e superar, no 1º turno, os mais de 30% que tradicionalmente o PT obtém em eleição majoritária no Estado - como candidatos a governador, Mercadante teve 32% em 2006 e José Genoíno 33% em 2002.
Vejam, reunido em almoço do LIDE (Grupo de Líderes Empresariais) com um grupo que representa 44% do PIB privado no Brasil, Mercadante detalhou suas propostas de desoneração fiscal em diversos setores, entre estes os de internet, tecnologia, remédios - genéricos, inclusive - como caminho para fomentar o desenvolvimento no Estado.
Assumiu o compromisso, também, de uma vez eleito investir em transportes público e de massa, reafirmou sua intenção de criar um banco estadual de fomento (nos moldes do BNDES) e de promover a interiorização do desenvolvimento. "O Oeste do Estado só recebeu presídio, pedágio e carga tributária. Vamos estimular a competitividade, reduzir a carga tributária", reiterou nosso candidato.
Mercadante também defendeu a construção de um novo aeroporto para a Grande São Paulo lembrando: "Londres tem 14 aeroportos, por que não podemos ter mais um?" Comparada à inexistência de programa de governo do adversário Alckmin - que só sugere mais do mesmo - estas propostas do Mercadante são o roteiro ideal para dar um impulso e tirar São Paulo desse marasmo administrativo e econômico em que os tucanos mantêm o Estado nestes 16 anos em que o governam. São o passaporte, também, que nos levará ao 2º turno.
Foto: Antonio Cruz/ABr
O ex-governador tucano de Minas, Aécio Neves, candidato a senador, cai em contradição ao atribuir só ao presidente Lula o apoio majoritário do eleitorado à nossa candidata a presidente Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados). Mais que contradição, na verdade, Aécio fala de corda em casa de enforcado, porque seu candidato à reeleição, o governador mineiro Antônio Anastasia (PSDB) sobe nas pesquisas alavancado por ele.
"A presença do presidente Lula em nível nacional na candidatura majoritária federal (Dilma) influenciou muito. Não vejo e não há outro diagnóstico ou explicação plausível, além da força de transferência de voto do presidente Lula." Este diagnóstico do Aécio aplica-se como uma luva à sua participação e presença na candidatura Anastasia em Minas.
É claro que a presença do presidente Lula na candidatura tem seu peso, mas não é a única causa para Dilma ter assumido a liderança da disputa presidencial. Há o prestígio, a competência já comprovada da candidata, sua história, seu programa de governo, a comparação entre os governos Lula x FHC/Serra, uma conjunção de fatores que geraram o que analistas têm chamado de "onda Dilma".
Aécio nem é o único tucano a se queixar. Também o vice de Serra, deputado Índio da Costa (DEM-RJ) fez um apelo por e-mail ao eleitor reconhecendo que enfrentam uma situação dramática e implorando-lhes que os ajudem numa "virada". E o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, num encontro com economistas, deixou evidente que não acredita mais que possam ganhar a eleição e queixou-se da comunicação da campanha serrista - a mesma queixa, aliás, foi feita por Aécio.
É a velha história, campanha e candidatura em que faltam votos é como casa que falta pão, todos choram e gritam e ninguém tem razão (leia nota abaixo).

Vão continuar, então, simplificando o crescimento da candidatura Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados), minimizando suas possibilidades de vitória em outubro, procurando escândalos e, com apoio da mídia, criando factóides e agendas. Todas pautadas pela imprensa, já que eles não têm mesmo programa, projetos, metas e rumos para o país.
Vejam, agora o candidato da oposição, José Serra (PSDB-DEM-PPS), diz que o país vai crescer e ele, caso se elegesse, criaria 2 milhões de empregos/ano até 2020. Ele se esquece que o país já está em crescimento econômico e que esse número de empregos é criado todos os anos.
A única pauta que lhes sobra, então, é a da democracia, cobranças do aperfeiçoamento político, institucional e administrativo do país. Mas, o eleitor percebe a realidade - o país já vive em pleno regime democrático, faz uma campanha e caminha para uma eleição geral com toda liberdade. Então, esta é mais uma pauta virtual que cai no vazio.
Foto: Valter Campanato/ABr
Como sempre digo, a verdade virá a tona. Esta semana o Ministério Público Federal (MPF) pediu o afastamento imediato e a perda dos cargos e aposentadoria de Aparecido Laertes Calandra, David dos Santos Araújo (aposentados) e Dirceu Gravina (ainda em serviço) delegados da Polícia Civi de São Paulo.
Reconhecidos por vítimas da ditadura militar que afirmam que eles atuavam com os codinomes de "Capitão Ubirajara", "Capitão Lisboa" e "JC" respectivamente, torturadores no DOI-Codi, os três são acusados de participação direta em tortura, abuso sexual, assassinatos e desaparecimentos de presos políticos.
Como vocês podem ver, uma questão justiça. A ação do MPF pede também a responsabilização pessoal, condenação à reparação por danos morais coletivos e a restituição por eles, das indenizações pagas pela União às suas vítimas. Nada mais justo em uma sociedade democrática diante de atos hediondos como os cometidos por estes torturadores identificados por suas vítimas e familiares destas.
Em tempo: justa, também, a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de reconhecer o direito à indenização retroativa - a ser paga de uma só vez e não parceladamente como estabeleceu decisão judicial anterior - à ex-primeira dama Maria Thereza Fontella Goulart pela anistia política do ex-presidente da República e seu marido, João Goulart, o Jango.
Quando colocamos aqui a enquete perguntando quais as três prioridades para o próximo governo, observei que para vocês, leitores deste blog, a educação é o principal, o ponto-chave. Vejam, para os principais executivos do nosso país, também. Questionados ontem, durante a premiação Anuário Valor 1000, promovida pelo jornal Valor Econômico, a maior parte deles elencou educação, saúde e infraestrutura como fundamentais para o salto de desenvolvimento do Brasil nos próximos anos.
Walter Schalka (Votorantim Cimentos), por exemplo, considerou que a ênfase do futuro governo a partir de 2011 deve ser no "crescimento contínuo e robusto do PIB, com geração direta de emprego e renda e alicerçado em investimentos necessários em educação, saúde, transporte, segurança e inclusão social". Já Hudson Calefe (Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar) além da educação e infraestrutura, apontou a segurança pública também como prioridade.
Além da educação, da saúde e da infraestrutura, Fausto Costa (Chocolates Garoto) destacou a política fiscal e a reforma política para atrairmos investimentos de longo prazo. Aliás, reforma política, está na lista de Gilberto Colombo (Usina Colombo) que também aponta como fundamental a autonomia do Banco Central (BC), além dos projetos sociais, a solução para questões da previdência, a educação, a reforma agrária, as telecomunicações, a política fiscal, a saúde, os transportes e a energia.
Empresariado, por unanimidade, defende Educação
A educação também é fundamental para Vanderlei Micheletto (Mili) e Ricardo Accioly Calderari (Coamo Agroindustrial Cooperativa). Já Francisco Schmitt (Grendene) declarou ser fundamental mantermos "um ambiente propício ao desenvolvimento das pessoas, baixa tributação, segurança e respeito às leis e instituições, além de assegurar uma condição razoável de infraestrutura, o que inclui o funcionamento adequado da Justiça, respeito à propriedade, responsabilidade fiscal e moeda confiável."
Um ambiente que atraia capital produtivo estrangeiro também foi levantado por Henrique Morais (Belgo Bekaert Nordeste) que destacou a estabilidade econômica e as perspectivas de crescimento da nossa economia. O quesito prioridade à infraestrutura, transportes e energia foi destacado por Aldo Lorenzetti (Lorenzetti) e Marcelo Epstejn (UOL).
Para ambos, a educação é prioritária. Epstejn também inclui a saúde na sua lista, no mesmo caminho de Valentino Rizzioli (Grupo Fiat e CNH) para quem "sem investimento contínuo nessas duas áreas (saúde e educação) não se faz nada, não há futuro". Como vocês podem ver, é consenso nacional: a educação é hoje a grande prioridade a ser desenvolvida no país.
Foto: MEC
Não adianta o tucanato convocar seu estado-maior, seus generais. O caso da quebra de sigilo e vazamento de dados fiscais de quatro integrantes do PSDB acabou.
Teve um fim com a notícia de que várias personalidades que não tem nada a ver com política (inclusive a apresentadora de TV Ana Maria Braga e integrantes da família Klein, dona das Casas Bahia) foram atingidas pela quadrilha que praticava esse crime comum na Receita Federal.
Agora só outro. Sumiu, está esclarecido o relativo a quebra de sigilo e vazamento de dados do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira; do ex-ministro das Comunicações de FHC, Luiz Carlos Mendonça de Barros; do caixa de campanhas tucanas, Ricardo de Oliveira; e do empresário Gregório Marin Preciado, casado com uma prima do candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS).
Quiseram dar caráter político ao que não tinha e deu no que deu. Era um factóide que, como tantos outros, foi instrumentalizado politicamente pela oposição. Óbvio, temos que nos preparar porque tudo indica que vem mais por aí, na mesma linha de escândalos fabricados.
Afinal, Serra continua com suas declarações políticas sobre aparelhamento do Estado. A ver. Esse escândalo da quebra de sigilo e vazamentos já era, não funciona mais.

Na última página da VEJA o jornalista José Roberto Guzzo não só defende FHC, como confessa-se admirado com o nível da injustiça que cometem contra ele seus próprios companheiros que não o querem na campanha eleitoral.
Jornalista e revista atribuem o fato ao "sucesso" que faz o ex-presidente. Onde? O que está em discussão sempre é o governo, a administração FHC. O valor e mérito intelectuais e pessoais de FHC não estão em discussão, e "sucesso" político e nas pesquisas o ex-presidente não faz, nem tem nenhum.
Ontem, no Folhão, o jornalista Clóvis Rossi escrevia praticamente o mesmo, afirmando não entender porque isso acontece. Há crítica, também, à expressão "herança maldita", cunhada para definir o governo de oito anos do ex-presidente que antecedeu ao do presidente Lula.
O que precisa ser notado é que com essa ofensiva, a mídia cria pautas e agendas favoráveis aos tucanos. Desta forma, interfere na campanha e na disputa sob os olhares complacentes e cegos da justiça eleitoral. Que age, aliás, da mesma forma, quando ela faz campanha abertamente - ainda que dissimulada - pró-tucanos.
Foto: Antonio Cruz/ABr
A mídia continua a se esmerar em aplicar vacinas em favor da oposição. É o caso da mesma VEJA desta semana - a que defende FHC, leia nota acima - em relação ao senador Marconi Perilo (PSDB-GO), candidato a governador de Goiás, um dos quatro EStados (ao lado de São Paulo, Minas e Paraná), que o PSDB decidiu centrar sua campanha agora, lembram-se?
A revista desta semana antecipa-se ao Supremo Tribunal Federal (STF) onde o senador responde a ação e já o absolve com base em documentos que só ela teve acesso. Aliás, sobre o processo em si, nem uma palavra. Idem sobre as acusações. Ou seja, comportamento editorial totalmente diferente do adotado em relação a denúncias contra o governo.
Não chega a ser surpreendente se ficarmos só num caso recente: por exemplo, o do lobista tucano Paulo Vieira de Souza, o "Paulo Preto". Ele foi acusado de arrecadar R$ 4 milhões para a disputa presidencial de José Serra (PSDB-DEM-PPS) e não disponibilizar o dinheiro no caixa da campanha.
Acusação feita, acusação apagada. Paulo Preto foi inocentado rapidinho, com todo empenho da VEJA e de outras revistas e veículos de comunicação que criaram toda uma história para dar a denúncia contra ele um caráter pessoal (como se partida de algum desafeto seu tucano) e de crime comum. Com direito até a declarações do grande tucanato nesta linha.
Depois de várias tentativas a Folha de S.Paulo encontrou, finalmente, alguém com uma tese inacreditável: o presidente tucano Fernando Henrique Cardoso foi um antecessor fantástico e Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados), quando eleita, não terá a mesma sorte.
O encontrado é o economista venezuelano - ah, ele é venezuelano! - Ricardo Hausmann, professor da Universidade Harvard e especialista em teorias do desenvolvimento econômico. Na "Entrevista da 2ª" hoje, no Folhão, ele deita falação com ares técnicos e neutros, mas no final trata de reformas tributária e previdenciária, infraestutura, poupança baixa - coisas que o governo Lula não teria feito, segundo ele (veja nota abaixo).
O material é parte do esforço desfechado desde o final de semana para reabilitar a imagem do ex-presidente tucano, esquecido, abandonado e escondido na campanha eleitoral deste ano e criticado até por seus companheiros de tucanato.
Hausmann mete o pau na política externa da administração Lula, criticando a posição que o Brasil assumiu em relação a Honduras e ao Irã. Ele queria que nós apoiassemos golpes, como o hondurenho que depôs o presidente constitucional Manuel Zelaya, eleito democraticamente pela população?
Vejam, o especialista não fala mal do BNDES... Mas é que ele foi já foi do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento. Ficaria muito mal para ele explicar para que existem, então este e o BIRD - Banco Mundial, que desempenham no continente e no mundo papel semelhante ao do nosso Banco de fomento ao desenvolvimento econômico.
As colocações do professor da Universidade Harvard, Ricardo Hausmann, na "Entrevista da 2ª" do Folhão (leia nota acima) sobre as reformas constitutem um embuste e uma falsificação histórica. O governo Lula fez sim reformas tributária e previdenciária. Já FHC não fez reforma tributária e nem investiu em infraestrutura. Pelo contrário, estancou tudo.
O presidente Lula retomou o investimento em infraestrutura; aumentou a poupança; saneou as contas externas; e acumulou reservas cambiais que já ultrapassam os US$ 250 bilhões. O presidente Fernando Henrique aumentou a carga tributária em 7% e dobrou a dívida interna.
O cidadão venezuelano-harvardiano Ricardo Hausmann, a partir de uma crítica correta sobre a alta taxa Selic de juros, constrói toda uma fantasia sobre comércio exterior.
Algo na mesma linha do construído ontem pela Folha de S.Paulo ao afirmar, em sua principal matéria de economia, que o governo Lula teria descumprido a meta de abrir a economia brasileira e por isso o peso do comércio externo no PIB hoje é quase o mesmo do início da década.
Hausmann (e o Folhão) constrói toda uma fantasia sobre comércio exterior, deixando completamente de lado o fato de que estamos, ainda, em plena crise econômico-financeira internacional e que este comércio está caindo em preços e volume, não sendo possível analisar o desempenho do governo Lula nesta área sem levar em conta estas situação e fato.
"Qualquer discussão de nome da minha parte, e da minha campanha, é factóide. Desautorizo todas as especulações sobre quem quer que seja ocupar qualquer cargo. Eu não vou discutir governo. Seria pretensão. Não seria política e eticamente correto. É colocar o carro na frente dos bois. Até agora, para mim, essa questão só chegou através da imprensa".
As declarações da candidata ao Planalto, Dilma Rousseff (governo-PT-partidos aliados) encerram - espero - boataria e especulações dos últimos dias, de que ela estaria discutindo composição de ministério de seu futuro governo. Da mesma forma, deixa claro que ela não sentou na cadeira presidencial um mês antes da eleição, ao contrário do que disse seu adversário, o candidato da oposição José Serra (PSDB-DEM-PPS).
Isto é choro de perdedor e o que Serra gostaria que ocorresse, mas Dilma tem experiência suficiente para evitar e nunca incorreria num deslize destes. Tampouco procedem, ou tem algum fundamento estas histórias de que tenho divergências com o ex-ministro Antônio Palocci ou tento alijá-lo no futuro. Tenho com Palocci relação política e pessoal tão boa quanto jamais tivemos.
"É um factóide. Vou repetir mais uma vez: a campanha, a coordenação da campanha, nenhum de nós autoriza isso (discussão de cargos)", insistiu Dilma em entrevista no domingo (ontem). Até entendo o noticiário a respeito e nem acho que ele parta só de jornalistas, mas sim de integrantes da oposição que lhes passam isto, interessados em provocar divisões e divergências do lado de cá.
Dilma faz uma colocação que explica perfeitamente estas especulações. Elas são uma forma, observa a petista, de Serra "se evadir da questão central: a de que gente tem que discutir propostas. Eu, de fato, não vou rebaixar o nível da discussão - vou repetir de novo essa expressão - nem amarrada".
Foto: Paulino Menezes/PT

Segundo matéria da Folha de hoje, o número de suplentes tende a se manter em 1/3 das vagas da Casa, situação que já se registra hoje. Infelizmente este percentual de senadores sem votos, antecipa o jornal, pode até aumentar nos próximos anos, na nova legislatura.
A situação poderia ter sido evitada, caso o Senado Federal ao aprovar a reforma política, também tivesse incluído alterações sobre seu próprio funcionamento. Não o fez. A figura do suplente não foi extinta, eles permanecem e agora temos a sua continuidade e até o risco de que eles aumentem em número.
No PT, escolha direta
Suplentes, como vocês sabem, são os parlamentares que ocupam a vaga de senador caso este não exerça o seu mandato. Felizmente, nestas eleições, o candidato titular à vaga é obrigado a divulgar no seu material de campanha quem são seus suplentes (dois para cada senador).
Além disso, eles também aparecerão nas urnas, garantindo, pelo menos, o direito da população de saber quem poderá vir a ocupar o cargo do seu representante, caso o titular venha a se afastar.
Neste ano, o Senado Federal terá uma renovação de 2/3, ou seja, 54 dos 81 senadores que compõem a Casa. As previsões são de que cerca de 25 suplentes assumam as vagas de titulares. Vale lembrar que seguindo a tradição democrática, no PT, foram realizadas eleições internas para escolha destes candidatos.
Foto: Moreira Mariz/Ag.Senado
Em respeito ao direito de resposta e opinião - que nem me foi pedido, mas faço questão de oferecer já que publiquei várias notas aqui a respeito - e porque se trata de João Sayad, sempre ao lado de boas causas, indico a todos a leitura de "Queridos telespectadores", artigo do presidente da TV Cultura, publicado hoje, na Folha de S.Paulo.
Nele, Sayad lembra um pouco da história da TV Cultura, analisa o papel das novas tecnologias na comunicação e reafirma seu compromisso de tornar a emissora oficial de São Paulo mais atrativa ao público, garantindo uma programação de qualidade.
"A televisão precisa atrair o telespectador da mesma forma para o debate sobre reforma política, para a quinta sinfonia de Mahler, para a música caipira ou para o hip hop", conceitua Sayad que também desmente o "desmanche" da emissora e "demissões em massa, destruição da TV tão querida".
Respeito ao dinheiro dos contribuintes
Sayad assinala que, de sua parte, "o dinheiro dos contribuintes paulistas que financiam a TV Cultura merece todo o respeito. Trabalhamos para que a TV ofereça o que há de melhor". Por isso, inclusive, pede que os "blogueiros que difundem especulações e maldades, tenham um pouco de paciência."
"Assistam à nova programação - aconselha o presidente da TV Cultura - e avaliem o resultado. Ouviremos com respeito todas as críticas e continuamos abertos às boas ideias. As mudanças começam hoje". Aliás, está programada para hoje a estreia de Marília Gabriela, nova apresentadora do Roda Viva.
Quanto a estes chamados nos dois últimos parágrafos, ele tem nosso apoio e expectativa de sucesso. Boa sorte, João!
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, divulgada pelo IBGE, mostra que houve uma diminuição acentuada da desnutrição em todas as faixas de renda e regiões do país. O Nordeste foi a região onde mais se reduziu a desnutrição infantil e hoje alcança já índices próximos aos do Sul, aponta o levantamento.
Pena que este índice tenha passado batido e a mídia ao veicular a pesquisa na semana passada tenha dado maior destaque à questão do aumento generalizado da obesidade em todas as faixas etárias. Este problema atingiu proporções tais que mais da metade dos homens acima de 20 anos está acima do peso adequado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Os índices de queda da desnutrição foram creditados pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, aos programas sociais e à atuação do Saúde da Família. Foram estas, dentre outras políticas implementadas pelo governo Lula, que aumentaram o poder aquisitivo das famílias de menor renda, a escolaridade - inclusive das mães - a universalização do ensino fundamental e a ampliação da cobertura de serviços básicos de saúde e saneamento em todo o país.
Isto me chama a atenção para o fato de o candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS) apresentar-se como grande administrador da Saúde nacional, o "melhor ministro da Saúde" que o país já teve, conforme ele alardeia. No entanto, comparando sua atuação com um só item do governo Lula, constata-se que ele promoveu uma expansão para lá de tímida, por exemplo, no Saúde da Família.
Também neste quesito, o governo Lula vence. Neste e em muitos outros relacionados ao combate à desnutrição. E, no combate à obesidade, o governo tem presença com a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), com 12 mil unidades básicas de saúde oferecendo o serviço de vigilância nutricional.
A São Paulo tucana tornou-se, assim, a última das 12 cidades-sede do campeonato mundial de 2014 no Brasil a definir o estádio de abertura dos jogos. A escolha ocorre depois de semanas de apreensão dos paulistas, receosos de que nem a abertura ocorresse na capital porque a FIFA-CBF haviam vetado o Estádio do São Paulo (Morumbi) e o governador e o prefeito não se decidiam por um novo local.
Jeito - indeciso - tucano de governar. Mesmo a definição de agora, pelo futuro estádio do Corínthians, pelo que leio nos jornais, foi sugerida por Ricardo Teixeira e pelo corinthiano presidente Lula, que também a defendia.
Ainda que tenha sido o último Estado e cidade a chegar a esta definição, o que interessa, agora, é que as obras do estádio paulistano e dos demais pelo país, bem como as que têm de ser realizadas nas áreas de transportes e hotelaria, e os programas na área de segurança, avancem e se cumpram os cronogramas de sua realização (veja nota abaixo).
São Cumbica (Guarulhos); Confins (BH); presidente Juscelino Kubitschek (Brasília); Salgado Filho (Porto Alegre); São José dos Pinhais (Curitiba); Luís Eduardo Magalhães (Salvador); Pinto Martins (Fortaleza); Várzea Grande (Cuiabá) e Augusto Severo (Natal).
Os estudos apontam que poderão estar congestionados até 2014, também os aeroportos Eduardo Gomes (Manaus), Viracopos (Campinas) e Pampulha (BH) e o do Recife. O Galeão (Rio) é o único da lista da INFRAERO livre de problemas de congestionamento, atuais ou futuros. O Santos Dumont (Rio) e Congonhas (SP) têm limitações por estarem localizados em áreas urbanas.
Ainda que as estimativas da INFRAERO indiquem que o tráfego aéreo brasileiro vá crescer 51% de 2009 até 2014 (um milhão de turistas estrangeiros e um milhão e meio de viajantes domésticos apenas nos dois meses da Copa), é evidente que o governo e a estatal vão fazer os investimentos necessários (R$ 6 bi nas obras de infraestrutura) e os aeroportos estarão prontos em 2014.
Cumpre ressaltar que, ao contrário do que quer fazer crer a mídia, os nossos aeroportos estão lotados não em função da futura Copa ou da falta de atenção do governo, mas em consequência do vertiginoso crescimento da demanda interna, pelo fato de a população estar viajando mais graças à distribuição de renda e o aumento do emprego e do crédito promovidos no governo Lula.
Na semana que se encerra hoje tivemos ótimos indicadores na área de emprego, coroados com o anúncio feito pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, de que o governo, ao contrário das administrações demotucanas de São Paulo, continua atuando a pleno vapor nos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 programadas para o Brasil.
Pesquisa sobre desemprego em julho pp. no país, divulgada pelo IBGE, informa que o índice não mais se situa acima de 7%, mas caiu para 6,9% no mês passado, o mais baixo nível de desemprego registrado no Brasil em um mês de julho desde 2002. O ministro do Trabalho estima que a geração de empregos formais baterá sucessivos recordes de agosto a novembro, fazendo com que a taxa média de desemprego no ano fique no menor patamar histórico nacional.
Os indicadores são no sentido de que, mantidas as atuais políticas de crescimento econômico, em quatro anos teremos desemprego nas faixas médias de 4% a 5% ao ano, o que equivale a pleno emprego. A tarefa agora, então, é agregar valor a nossa produção, ampliar nossa produtividade e apostar na inovação e na tecnologia para continuar a elevar o salário médio e aumentar a nossa competitividade.
Um plano para os trabalhadores na Copa
Enquanto o IBGE trazia este dado, Lupi lançou nesta 6ª feira o Plano Setorial de Qualificação (PLANMSEQ) com o qual o governo programa preparar e qualificar até 2014 cerca de 150 mil trabalhadores para a Copa do Mundo daquele ano. O Plano preparará profissionais, também, para as Olimpíadas de 2010, programadas para o Rio.
O investimento é de R$ 124,2 milhões com recursos provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O PLANMSEQ desenvolverá um total de 25 diferentes cursos gratuitos nas áreas voltados para capacitar trabalhadores para os setores demandados pelo evento, principalmente nas áreas de turismo e transportes.
"Mais de 1,5 bilhão de pessoas assistiram a última Copa do Mundo. A imagem do país-sede que vai pela TV para todo o planeta é avassaladora", justificou o ministro, acentuando que o PLANSEQ será executado nas 12 cidades-sedes do mundial de futebol de 2014: Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador.
Em cima de sua principal manchete do alto da 1ª página de ontem - "Governo estuda privatização de usinas nucleares" - a Folha de S.Paulo afirmava estarem abertas em Brasília discussões com multinacionais - entre as quais Suez, Areva, Toshiba e Endesa - para privatização da construção e operação de centrais nucleares no país.
O jornal até avançava em esclarecimentos, adiantando que as negociações envolveriam a quebra do monopólio estatal na concessão de centrais nucleares, hoje área sob estrito controle do Estado por determinação constitucional. E que o Plano Nacional de Energia (PNE) do governo prevê a construção de mais quatro dessas usinas nos próximos 20 anos.
O Folhão destaca, ainda, que o Estado não tem condições de tocar sozinho os projetos, já que cada usina semelhante à de Angra 3 custa, em média, R$ 10 bi. Tudo muito preciso, informação completa, se o governo, através da Casa Civil da Presidência da República não tivesse divulgado nota oficial à tarde, ontem, esclarecendo que não é nada disso.
A nota da Casa Civil nega que o governo tenha aberto esta discussão. E outra, do Ministério de Minas e Energia esclarece que dele conduz negociações junto à Eletronuclear e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para escolha dos possíveis locais para a instalação das futuras usinas nucleares previstas no PNE.
Tivemos, então, mais uma da Folha na linha de criar fatos negativos e constrangimento para o governo; ou de montar agenda para o candidato da oposição a presidente, José Serra (PSDB-DEM-PPS), apaixonado por privatizações. As duas hipóteses fazem parte da linha editorial do jornal e, no momento, do esforço em ajudar seu candidato na disputa eleitoral.
Pelas investigações conduzidas pela Receita Federal (RF) e sua Corregedoria-geral por determinação do governo, já está mais do que provado que a quebra de sigilos e os vazamentos de dados fiscais ocorridos no órgão foram crime comum.
Assim a quebra de sigilos do vice-presidente nacional do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, do ex-ministro tucano Luís Carlos Mendonça de Barros, do caixa de campanhas tucanas Ricardo de Oliveira e do empresário Gregório Marin Preciado (marido de uma priva de Serra) não foi dirigida contra estes quatro integrantes do PSDB como armaram e querem fazer crer a oposição e a mídia.
As duas funcionárias sob investigação na Receita, Adeilda Ferreira Leão dos Santos, dona do terminal usado para a quebra dos sigilos e Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, dona da senha, não tem nenhuma ligação com o PT.
Também o presidente do sindicato de auditores, que tem dado declarações pró-tucanos sobre o crime é vinculado ao PTB, partido que apoia a candidatura do candidato da oposição ao Planalto, José Serra (PSDB-DEM-PPS-PTB).
Um crime comum conforme previ ontem cedo, na 1ª nota que publiquei aqui no blog e que, aliás, pode ter atingido outros 140 contribuintes (a RF ainda está investigando), entre os quais a apresentadora de TV Ana Maria Braga e quatro membros da família Klein (Casas Bahia).



