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Zé Dirceu não é gente deste mundo

Do jornalista Ernesto Marques*

Há mito tempo digo que Zé Dirceu não é gente deste mundo. Basta olhar a expressão dele aos vinte e poucos anos, preso numa Veraneio daquelas que a PF usava pra ver que uma pessoa normal não manteria aquele olhar blasé, como quem vai de carona ao teatro. Por acaso é um ser normal, um sujeito que lidera uma passeata com 100 mil pessoas em plena ditadura, sem sequer um velho megafone?
É gente deste mundo um cara entre os mais procurados pelo regime militar, que entra e sai do país com passaporte falso para organizar a resistência contra os golpistas? Não parece coisa de cinema, o sujeito fazer plástica para não ser reconhecido, voltar ao seu país com identidade falsa, casar sem envolver sua companheira nos riscos da atividade política e ter uma vida clandestina em paralelo?

É gente deste mundo um sujeito genial, como muitos da geração de 1968, em vez de fazer inflexões ao centro ou mesmo à direita e se manter no mesmo campo para fundar um partido operário e manter-se na luta, trocando as armas pela institucionalidade?

É gente deste mundo um cara com méritos para ocupar, na política, espaços que foram ocupados por gente como José Serra, Aloízio Nunes Ferreira e tantos outros convertidos, e prefere estar ao lado de um peão ainda bruto e falando errado?

É gente deste mundo um gênio da política como ele é – nem seus mais severos detratores podem negar sua genialidade – saber-se segundo e conduzir o metalúrgico nordestino, como o primeiro dos nossos a chegar à Presidência da República?

Não. Definitivamente, Zé Dirceu não é gente deste mundo. Eu já o odiei várias vezes e tive minhas razões para isso. Xinguei a sua última geração quando ele orquestrou a abertura do capital das empresas de comunicação para o capital internacional. Vociferei quando ele saiu de seus cuidados em Brasília para impedir a eleição de Jandira Feghali para o Senado, pelo Rio de Janeiro e fazer Francisco Dornelles senador, para vingar-se da altivez da deputada comunista quando da votação da reforma da Previdência.

E, claro, sempre creditei a ele, principalmente, tudo que amargamos por conta da política de alianças que nos levou a vitórias eleitorais e a essa tal “governabilidade”. Continuo achando que ele errou muito feio. Entre outras consequências, salvou os oligopólios midiáticos que hoje expõem suas vísceras para as bicadas de corvos, urubus e tucanos. Mas quem não comete erros?

Devo reconhecer que em contraponto aos tantos erros dos governos petistas, sobejam acertos indelevelmente inscritos na História. Os mais de 40 milhões de pessoas resgatados da miséria, a criação do mercado interno que nos livrou das consequências da crise internacional que devastou economias mundo afora, a criação de oportunidades para milhões de jovens sem qualquer perspectiva num governo ‘austerocrata” tucano… sem falar nas repercussões dos acertos petistas por quase todo o hemisfério sul. Em tudo isso tem o dedo desse cara.

Definitivamente, José Dirceu de Oliveira não é gente deste mundo. Gente deste mundo, como eu e provavelmente você, depois da morte fica na lembrança apenas das pessoas mais próximas e queridas. Ele já está eternizado pela História, ainda em vida. Gente como Zé Dirceu pode amargar uns tantos anos de cadeia na juventude e na velhice, seja pelo tacão de um ditador, seja pela caneta de um juiz de primeira instância. Mas ao fim e ao cabo, só quem julga gente como José Dirceu de Oliveira é a História.

Comentário sobre o depoimento de Dirceu a Sergio Moro

 

“Não sou um homem, sou dinamite”, diz Nietzsche, em Ecce Homo.

Me parece uma citação apropriada para falar de José Dirceu, que se tornou uma espécie de judeu errante da política brasileira, indo de prisão em prisão, de acusação em acusação, alvo de uma campanha diuturna na imprensa há mais de dez anos.

O seu depoimento a Sergio Moro é um tanto chocante, por sua banalidade.

O juiz não tem acusações a fazer contra Dirceu. Então ele se fixa, por horas a fio, em perguntas mesquinhas, perguntas de contador, pedindo detalhes triviais sobre o patrimônio do ex-ministro.

Ele fornece os detalhes: tem uma casa em Vinhedo, onde morava, adquirida antes de entrar no governo; uma outra, no mesmo condomínio; um terreno; uma casa comprada para sua mãe em Passa Quatro.

Nenhum dos imóveis são de alto valor.

O tal “condomínio de luxo” em Vinhedo, explica Dirceu, só começou a ser mencionado assim pela imprensa depois que ele voltou a residir por lá.

E é só.

Ecce Homo.

Em suas contas bancárias, não se encontrou praticamente nada.

Não se encontrou contas de Dirceu no exterior – e se contas de Eduardo Cunha foram encontradas tão rapidamente, imagine o esforço que os procuradores não devem ter feito para acharem uma conta de Dirceu lá fora.

Eis o homem apresentado como a encarnação maior do mal em nosso país.

O satanás da corrupção!

O Globo, mestre na arte da mentira e da manipulação, pega uma frase de Dirceu durante o depoimento, fora de contexto, e publica no título:

“Dirceu: R$ 120 mil por mês era irrisório.”

A frase fazia parte da explicação de Dirceu acerca dos pagamentos por sua consultoria. Ele cobrou R$ 120 mil por mês à Engevix para abrir o mercado no Peru.

É o custo empresarial, que inclui as despesas.

É sempre irônico imaginar um punhado de coxinhas lendo essa notícia num jornal cujo dono é a família mais rica do país, e que ganha dinheiro não com consultorias internacionais a grandes empresas, não abrindo mercados para empresas brasileiras no exterior, mas com aplicações em fundos abutres que apostam contra a economia nacional.

Sergio Moro pede explicações igualmente banais sobre a consultoria. Diversas grandes empresas já declararam, nos autos, explica o réu, que os seus serviços como consultor foram prestados corretamente, tanto que essas companhias conseguiram acessar mercados no exterior que antes não acessavam.

Moro não se satisfaz. Quer fazer o réu cair numa pegadinha: você não prestava contas? Não fazia reuniões com os diretores?

“Eu prestava consultorias para mais de 60 empresas”, explica Dirceu.

Podemos quase ouvir os pensamentos do juiz, porque ele já o expressou em outras ocasiões: é estranho isso, é estranho aquilo.

Moro costuma condenar as pessoas por achar “estranho” isso ou aquilo.

O espectador se pergunta: por acaso Moro entende alguma coisa de consultoria internacional?

Após ouvir as explicações de Dirceu, o espectador entende o que ele fazia.

O juiz, não.

Aliás, no próprio depoimento, Dirceu, animal político nato, sem querer revela porque as empresas o contratavam: ele é um profundo estudioso da política no Brasil e no mundo, mesmo na prisão.

Ele comenta, como que num conversa sobre política com o espectador do vídeo, sobre a exigência do Podemos, a nova esquerda espanhola, por tantos ministérios.

Dirceu viajava para os países com os quais tinha mais relações, estudava seus mercados, sua política, sua economia, investigava os procedimentos necessários para uma empresa ingressar nele, e cobrava por isso.

O mais chocante de tudo, porém, é que pelo jeito não há – de novo – nenhuma prova contra ele.

Ele argumenta com o juiz sobre a razoabilidade de sua prisão: eu já estava em prisão domiciliar, diz, abri meu sigilo telefônico. Não vou obstruir a justiça. Por que, então, não responder o processo em liberdade?

Por que prender alguém que já está preso?

A explicação sobre Renato Duque poderia demolir, se houvesse o mínimo de diversidade na grande imprensa brasileira, a lenda sobre a “indicação de Dirceu”.

O ex-ministro fala o óbvio: a indicação para as diretorias estatais são negociações com todos os partidos, e inclusive com a equipe de transição, ligada ao governo anterior.

Ninguém pode impor os nomes que deseja. A coalização filtra as indicações e chegam-se a um ou dois nomes de consenso. O PSDB, por exemplo, diz Dirceu, enquanto parte da equipe de transição, tentou emplacar Dimas Toledo, homem forte da Furnas, numa diretoria importante da Petrobrás.

A citação de Dimas Toledo, por Dirceu, é uma provocação, uma saudável e oportuna malícia, como que a lembrar a Sergio Moro: e aí, juiz, não vai investigar a delação de Yousseff, de que Aécio recebia quase meio milhão de reais por mês, por meio de uma empresa ligada a Furnas?

Sim, porque Dimas Toledo era um dos operadores das propinas tucanas em Furnas, em especial para o PSDB de Aécio Neves. Ele é um dos homens por trás da famigerada Lista de Furnas, que a mídia conseguiu abafar. Um dos presos ligados ao esquema, mesmo querendo delatar, foi mantido incomunicável. E a imprensa mineira, como se sabe, é uma das mais censuradas e corruptas do país. Foi mantida sob rígida mordaça, por causa do acordo entre proprietários de jornal e o governo Aécio.

Enfim, voltando a Dirceu, vemos um homem abatido, mas de espírito firme.

Ao final do depoimento, ele encontra tempo para rechaçar qualquer tentativa, por parte da procuradoria, de usar o processo para pedir a cassação do registro partidário do PT ou incriminar o ex-presidente Lula.

Juiz observa, hipócrita: “mas isso não tem a ver com o processo”…

Não importa, rebate Dirceu, eu quero falar.

Antes de morrer pela segunda vez, diante do mesmo juiz que ajudou a escrever sua primeira condenação, Dirceu dá seu recado aos acusadores: jamais entrarei no jogo sujo de vocês! Jamais trairei minhas ideias e meu partido!

A história sobre as “reformas” na casa de Dirceu, bancadas pelo homem da Engevix que pagava pelos serviços dele, revela sobretudo a contradição das acusações contra o ex-ministro.

Ora, se ele era um homem tão rico, um corrupto tão bem sucedido, porque ele aceitaria que alguém pagasse uma reforma em seu imóvel?

Que corrupto de merda, que não tem recursos para bancar uma mísera reforma em sua casa!

Uma reforma meia boca, aliás. Não uma reforma suntuosa num palácio.

Dirceu era um homem privado, há muitos anos fora do governo, mas que lutava para ganhar dinheiro e, com isso, sobreviver politicamente.

Havia uma necessidade financeira real para Dirceu, urgente, enorme. Ele não estava livre. Enquanto prestava consultoria, ele sabia que a onda se avolumava, e que, em algum momento, iria se espatifar contra ele. O processo da Ação Penal 470 corria, em tenebroso sigilo.

Dirceu precisava pagar honorários altíssimos para seus advogados e construir sua defesa política, através de seu blog.

Ele precisava lutar, praticamente sozinho, contra uma máquina gigantesca, uma máquina que não escondia a intenção de fazer de tudo para condená-lo, mesmo sem provas, como aconteceu.

Na verdade, a impressão que eu tenho, quando li a acusação do delegado que motivou a prisão de Dirceu, é que sua nova prisão representou uma vingança.

Uma vingança contra o fato dele não ter se rendido, de ter, até o fim, lutado para provar por sua inocência na Ação Penal 470.

Os conspiradores do Estado, na Ação Penal 470, jamais perdoaram Dirceu por ele não ter baixado a cabeça, por ter conseguido manter, em sua defesa, uma ativa e numerosa militância, que inclusive se mobilizou para pagar a multa de 1 milhão de reais imposta pelo Judiciário.

Como poderiam perdoar essa afronta?

José Dirceu tem sido mantido preso incomunicável. Não pode falar com a imprensa. Outro absurdo bem típico da nossa era.

Quando assistimos a documentários e filmes americanos, vemos que psicopatas, assassinos em série, criminosos de toda espécie, tem direito a falar com a imprensa, a contar sua versão.

Quantos filmes não vimos em que jornalistas de verdade, não esses chapa-branca desprezíveis da nossa imprensa, sempre em favor da acusação, sempre em favor do Estado, em que esses jornalistas de verdade entrevistam os réus, ouvem sua versão, dispõem-se a acreditar neles e, no fim, conseguem mudar uma sentença de morte!

Truman Capote escreveu sua obra-prima A Sangue Frio, com base nos depoimentos dados por um assassino.

Aqui no Brasil vivemos de fato uma espécie de ditadura judiciária, com censura e tudo.

Apenas conteúdos e depoimentos contra os réus são vazados.

Qualquer movimentação dos réus, qualquer tentativa de se defenderem dessa publicidade opressiva do qual são vítimas (independente inclusive de serem culpados), qualquer esforço que fazem para garantirem sua liberdade, ou apenas sua dignidade, são imediatamente criminalizados pelo juiz, procuradores e mídia.

Apenas a acusação tem voz. Apenas a acusação pode ter voz.

Tornamo-nos um país dominado por procuradores de província.

O juiz Sergio Moro é um aliado da procuradoria, não um magistrado isento, não é um representante autêntico de uma justiça que deveria pesar sempre os dois lados, e nunca pender para nenhum, e se preocupar sempre, antes de tudo, em não ferir desnecessariamente a liberdade de nenhum cidadão brasileiro.

Procuradores e juiz dão entrevistas em profusão. Discursam em templos religiosos. Participam de regabofes patrocinados pela grande mídia ou por medalhões da oposição.

Os réus, enquanto isso, não podem falar nada. São apenas massacrados, dia após dia, até o ponto em que nenhum juiz terá coragem de lhes dar um mísero habeas corpus, com receio de que isso resulte em represálias contra si na opinião pública.

A troco de que correr esse risco?

Vale a pena transcrever por inteiro o aforisma de Nietzsche que termina com a frase citada no início do post.

É um aforisma que tem muito a ver com o que se tornou Dirceu: um símbolo invertido, demoníaco, do que o homem comum, o indignado leitor de jornais, entende como “moral”.

Dirceu é a antítese do bom burguês nietzschiano.

É um homem culto, forte, que poderia ter ficado rico sem grandes esforços.

Dirceu, no entanto, em algum momento de sua vida, fez uma escolha trágica: decidiu lutar contra a ditadura, não apenas contra a ditadura do regime militar, mas contra essa ditadura que vige até hoje, essa violência constante do Estado contra seus próprios cidadãos, esse egoísmo sem controle, esse ódio social entranhado profundamente no espírito das classes bem nascidas, dos cidadãos “de bem”.

Esse egoísmo quase assassino, tão bem representado nas marchas coxinhas que vimos em 2015, e sintetizado maravilhosamente naquele cartaz empunhado por uma pacata senhora.

“Por que não mataram todos em 64?”

Bem que tentaram minha senhora. Bem que tentaram matar Dirceu. Não deu naquele momento. Mas hoje conseguiram uma coisa ainda mais efetiva: matar-lhe em vida, destruir-lhe a reputação.

É muito melhor assim, senhora. Muito mais inteligente.

Dirceu também é, ao mesmo tempo, um representante dessa furiosa vontade de realizar, de superar obstáculos, que caracteriza o homem político, em todos os tempos, sem o qual não haveria jamais progresso, jamais república, sufrágio universal, avanços sociais, revoluções.

Um homem, que fique bem claro; não um santo.

Não, santo jamais! Antes um demônio!

O aforisma de Nietzsche:

“Eu conheço meu destino. Um dia meu nome será associado à memória de algo tremendo – uma crise sem igual na terra, a mais profunda colisão da consciência, uma decisão que foi tomada contra tudo que se acreditou, pediu, venerou. Não sou um homem, sou dinamite”.

Ecce Homo. Dirceu. Símbolo de tudo que há de bom e ruim, de forte e fraco, na política.

Um homem que fundou um partido, que fez esse partido crescer e, contra tudo e contra todos, ganhar o poder.

Um homem que destruiu um partido, que se tornou a principal ferida desse partido.

Um homem que venceu, que conquistou o mundo.

Um homem que viu esse mundo fugir-lhe das mãos, e voltar-se, furioso, contra si mesmo, e tirar-lhe tudo: reputação, família, patrimônio, liberdade.

Glória, poder, vergonha, humilhação.

Um homem, enfim.

Ecce Homo.

 

Meu especial Feliz Natal a um grande brasileiro

De Carlos Henrique Machado Freitas, em sua página no Facebook

As casas dos brasileiros mais pobres estarão mais ricas neste natal. Muito pelos remédios sugeridos e brigados por Zé Dirceu. O que é transmitido pela mídia à população, através de corações e mentes, na presença generalizada de uma ideologia conservadora da mídia, é o oposto. A publicidade negativa da imagem de Zé Dirceu se transformou numa obsessão da mídia, transformando-o no maior inimigo do país, acusando-o de crimes que jamais cometeu e antecipando sua pena sem que tivesse o direito de esclarecer a veradeira história da farsa do mensalão, através de informações manipuladas, de fatos falsos que confundiram a cabeça da sociedade. Isso, sem falar do apetite da direita raivosa pelo poder, que aproveitou o linchamento de Zé Dirceu para recriar a hipócrita moral conservadora, esta tão bem representada hoje por Aécio e Cunha. Mas este momento impõe uma reflexão maior sobre as glórias de Zé Dirceu que, inapelavelmente e gigantescamente maiores que todo esse caldo fascista obteve sobre ele, já que agora é perceptível como os movimentos populares pelas camadas mais pobres da população estão trazendo a tônica de uma outra mensagem de construção, de esperança, antes possível apenas a um pequeno número de atores que gozavam sozinhos do privilégio do poder. Dirceu foi um dos arquitetos da noção de solidariedade que o Brasil finalmente vive, depois de 500 anos de segregação no conjunto de processos do nosso desenvolvimento. Se há algum desencanto de alguém com Dirceu, permitam-me discordar. A minha admiração por este grande brasileiro só se expande. Por isso desejo a ele um especial “Feliz Natal!”, pelas condições de privação em que seu corpo se encontra, mas que, em última análise, seu espírito e sua vocação solidária refletem numa vida melhor para milhões de brasileiros.

Uma pausa. Até que Zé Dirceu possa voltar a se manifestar.

Há poucos mais de dez anos nascia o Blog do Zé Dirceu, dentro de uma seção de blogs de colunistas políticos criada pelo portal iG e tendo como pano de fundo as eleições de 2006.

Em seus primeiros posts, Zé Dirceu, injustamente cassado pela Câmara dos Deputados em 2005, na esteira do chamado “mensalão”, comentava temas que seriam recorrentes ao longo dos anos: a imprescindível reforma política com financiamento público de campanha, para acabar com a subordinação do Parlamento aos interesses econômicos; a necessidade de investimentos em infraestrutura para fazer o Brasil crescer; a defesa dos programas sociais do governo Lula para extirpar a miséria; o combate ao rentismo e ao receituário neoliberal para a economia.

Zé Dirceu engajou-se na campanha de 2006 por meio do blog. Sempre apostou na reeleição de Lula, animando a militância. Mas abria pausas em seu discurso político para recomendar, naquele agosto de 2006, em plena polarização eleitoral, o documentário de Sergio Rezende sobre Zuzu Angel, mãe do desaparecido político Stuart Angel e morta em um acidente de carro nebuloso, em plena ditadura.

Nesses dez anos, à exceção dos meses em que esteve preso como réu na ação penal 470, a ação do “mensalão”, e em sua prisão mais recente, desde agosto deste ano, na operação Lava Jato, o blog foi uma atividade diária do político Zé Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do primeiro governo Lula. Zé dedicava três a quatro horas diárias para o blog. Recebia o resumo do noticiário gerado na noite anterior, lia os jornais, conversava com pessoas e escrevia. E gostava de comentar tudo. Dos fatos internacionais relevantes à repressão policial nas periferias, alguma dose de cultura e política, sempre política.

O blog, montado pelo trabalho voluntário de um grupo de amigos jornalistas, ganhou peso, expressão e se tornou leitura obrigatória de colunistas e jornalistas políticos, de políticos da base de sustentação do governo e da oposição e de milhares de militantes.

Do trabalho voluntário nos primeiros meses, o blog conseguiu se profissionalizar à medida em que Zé Dirceu consolidava sua atividade profissional. Passou a ser um site com várias sessões, onde se destacaram entrevistas históricas onde ele próprio era o entrevistador.

A primeira entrevista foi com o economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo, em agosto de 2006. Naquele momento, o governo Lula havia consolidado a estabilidade da moeda, ampliado a autonomia externa do país e praticamente zerado a dívida externa do setor público. Na época, ele disse: “Não há desenvolvimento sem a radicalização da democracia. A democracia entendida como a participação das massas. Aqui, no Brasil, há muito democrata que gosta da democracia sem a participação do povo. Quando o povo começa a colocar as mangas de fora, eles começam a achar ruim. Então, essa é a mensagem da Carta e também, ao mesmo tempo em que isso avance, isso se chama consolidação do Estado Democrático de Direito Social. Não há democracia sem ampliação dos direitos sociais. Nós estamos muito atrasados nisso aí”. Poderia dizer hoje, novamente.

Foram dezenas de entrevistados e entrevistadas. Alguns exemplos: Venício Artur de Lima, José Eduardo Dutra, Tânia Bacelar, Ciro Gomes, Zé de Abreu, José Eduardo Dutra, Ermínia Maricato, João Carlos Martins, Delfim Netto, Sergio Amadeu, Daniela Silva, Ligia Bahia, Mário Magalhães, Luís Nassif, Ladislau Dowbor, Nelson Barbosa. O mais recente, antes da reprisão de Dirceu, foi Guilherme Boulos, falando da necessidade de construir uma ampla mobilização social para alterar a relação de forças e impulsionar um novo ciclo de luta de massas no país.

De 2006 até dezembro de 2015 foram cerca de 14 mil posts, 2,5 milhões de leitores únicos, 17, 2 milhões de pageviews. Em todos os posts, à exceção dos períodos de sua prisão, Zé Dirceu sempre deu ritmo ao blog. Quando não escrevia, recomendava, orientava e dizia o que era para publicar.

Sem a tribuna do Parlamento, o blog foi a sua tribuna. Para defender o PT – sem abrir mão das críticas –, defender suas ideias, orientar a militância, animá-la nos momentos dos embates mais difíceis. Foi a tribuna para fazer a sua defesa na ação penal 470, na qual foi condenado sem provas sob a teoria, sacada da algibeira pelo ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, do “domínio do fato”. Para fazer a sua defesa, Zé Dirceu, além da publicidade dada pelo blog, percorreu o Brasil de Norte a Sul, com recursos próprios, ganhos em suas consultorias, reunindo-se com a militância, com políticos, com formadores de opinião. Expunha seus argumentos, suas provas, pois pela mídia tradicional já tinha sido condenado muito antes de qualquer prova.

Foi para fazer sua defesa, pagar os advogados, os profissionais do blog e percorrer o Brasil, que Zé Dirceu se tornou consultor. Com sua biografia, seus contatos em vários países da América Latina e mesmo Estados Unidos e Europa, ele tinha tudo para ser um consultor bem-sucedido. Essas atividades, que envolveram também a prestação de serviços para construtoras que terminaram envolvidas na Operação Lava-Jato, levaram à sua segunda prisão.

Hoje, voltamos ao ponto onde começamos. Desde a prisão do Zé Dirceu, em novembro de 2013, o site vem sendo tocado por um grupo de amigos. Até maio deste ano, foi possível manter dois profissionais contratados, um jornalista e um assistente. De lá para cá, continua no ar graças ao trabalho voluntário. Diante da indefinição de sua situação, de não sabermos quando ele poderá ter direito novamente a se manifestar, nós, os amigos do blog, chegamos à conclusão de que sua atualização diária deve ser interrompida temporariamente.

Não é o fim de uma história. É apenas uma pausa.

E, ao fazer esta pausa, um agradecimento aos nossos leitores e aos seus milhares de comentários, para o bem e para o mal, aos nossos colunistas, aos que deram suas horas de trabalho de forma voluntária. Nos orgulhamos de ter contribuído para o debate político, sempre do ponto de vista da esquerda e da defesa das mudanças ainda necessárias para que o Brasil se torne um país à altura de sua maior riqueza: os brasileiros, as brasileiras, a maioria da população que ainda enfrenta as injustiças geradas por centenas de anos de desigualdade. E tem muitos direitos a conquistar.

‘Barbosa vira página do ajuste e mira crescimento’

Do Brasil 247

A escolha, pela presidente Dilma Rousseff, de Nelson Barbosa para assumir o Ministério da Fazenda foi comemorada pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE).

Em entrevista concedida ao 247 nesta sexta-feira 18, ele definiu Barbosa como um bom conhecedor do estado brasileiro e dono de uma “visão desenvolvimentistas do País”.

“Ele vai manter todas as medidas do ajuste fiscal, mas principalmente a expectativa é discutir crescimento, virando a página do ajuste. É um homem preparado e pode iniciar o novo ciclo de crescimento”, afirmou Guimarães.

Para o deputado, a saída de Joaquim Levy, que era duramente criticado pelo PT, se deve a “um ano de extremas dificuldades”. “Ele achou melhor sair sem divergências em relação à meta fiscal. É um fato normal”, disse.

“O Levy prestou relevante serviço ao governo da presidenta Dilma, convivi com ele de forma muita amistosa e em parceria com o Congresso Nacional, desejamos toda sorte do mundo a ele e esperamos que o Barbosa coloque nos trilhos a bandeira do crescimento”, disse ainda o deputado.

Questionado sobre a credibilidade de Barbosa junto ao PT, Guimarães respondeu: “Quem dá credibilidade são as ações do governo. Ministro é ministro, quem garante a credibilidade é o presidente da República”. Segundo ele, Dilma agora “tomará medidas” para essa “virada de página”.

De acordo com o líder do governo, “o Nelson Barbosa é bem visto por todos. Não só pelo PT, mas muito bem visto no Congresso Nacional. Sempre foi um homem que, no Ministério do Planejamento, imprimiu o ritmo acelerado do diálogo com o Congresso, conhece o Congresso, é um economista preparado e tem visão estratégica do Estado brasileiro”.

Em uma crítica indireta a Levy, o petista diz que, para ele, Nelson Barbosa “tem uma visão para além da visão fiscalista: de manter o equilíbrio pensando na questão do desenvolvimento. Ele pensa num Estado como um todo”.

Belluzzo: “Eles acham que vão levar na mão grande”

Por Joana Rozowykwiat, no Portal Vermelho

“Estou muito preocupado.” Foi com esta declaração que o economista Luiz Gonzaga Belluzzo começou a conversa por telefone com o Vermelho, na última terça (17). O que o afligia era a sobreposição das crises econômica, política e também a social que, para ele, se avizinha. Pior, o incomodava a falta de perspectivas. Contrário ao pedido de impeachment, ele disse que a oposição age de forma “irresponsável”, ao provocar instabilidade, e tem uma proposta “desastrosa” para o país.

“Nunca vi um comportamento tão irresponsável e tão perigoso, porque eles [da oposição] acham que vão levar na mão grande e não vai acontecer nada. E não é assim”, condenou.

Professor da Unicamp, Belluzzo assinou manifesto de acadêmicos contra o afastamento da presidenta Dilma Rousseff, apesar da postura crítica em relação à política econômica adotada pelo governo.

Para ele, os problemas econômicos – “decorrentes de uma avaliação equivocada sobre como andava a economia em 2013 e 2014” – têm sido agravados pelas questões da política, em meio a “uma tentativa de desestabilizar o governo, sem que você tenha uma razão clara”, avaliou.

“Essas crises começam a se alimentar. E, na esteira disso, vem uma crise social, que se anuncia de forma aguda e preocupante. Eles costumam falar em tempestade perfeita. Isso na verdade é uma tormenta sem proporções”, opinou.

“Proposta desastrosa” do PMDB
No momento em que o Executivo tem dificuldades inclusive de aprovar medidas consideradas chave para a gestão, Belluzzo mostrou-se pessimista. “O pior é que olho para frente e, nesse momento, vejo o Estado brasileiro paralisado. E a oposição tem uma proposta desastrosa, que eles chamam de Ponte para o Futuro, mas é uma coisa que já foi tentada várias vezes aqui sem nenhum sucesso”, disse, referindo-se à plataforma apresentada pelo PMDB.

Contrariando princípios que nortearam, no passado, a atuação do PMDB de Ulysses Guimarães, o partido de Eduardo Cunha e Michel Temer propõe nesse documento medidas como o fim das vinculações previstas na Constituição, como os gastos mínimos obrigatórios com saúde e educação; fim da indexação de salários e benefícios da Previdência; fim do regime de partilha na exploração do Pré-Sal e busca dos acordos comerciais com os Estados Unidos, a Europa e países asiáticos, virando as costas para o Mercosul.

“Esse projeto significaria agravar a situação atual”, vaticinou o professor. “Estamos às vésperas de levar outra trombada, porque estamos vendo se montar outra crise financeira nos Estados Unidos, ou pelo menos uma turbulência séria, e estamos vulneráveis. E, no fundo, o que eles estão propondo é a continuidade do projeto [do ministro da Fazenda. Joaquim] Levy, uma coisa liberal fora do lugar. O mais grave é não ter a percepção de que as políticas monetária, fiscal e cambial que eles estão recomendando são as mesmas que levaram o país a essas dificuldades”, analisou.

O professor, contudo, disse que também não vê uma aglutinação das forças políticas para se contrapor a esse programa de forma consistente, “com um projeto que se oponha a esse desastre, que é essa coisa que eles estão prometendo por anos, por décadas”.

A ilegalidade do impeachment
De acordo com Belluzzo, a tentativa de derrubar o governo eleito “é uma repetição do mesmo”, com o objetivo de justamente aplicar este programa – que, como disse o senador Roberto Requião, resultaria na liquidação das bases produtivas nacionais e na captura dos rumos do governo pela Banca.

“Quem conhece o país há 60, 65 anos, percebe que é sempre a mesma gente com outra cara. Eles querem resolver isso a favor deles. E agora isso piorou, porque agora você tem essa falta de vigor na sociedade. Essa fração da sociedade que está afundada no rentismo. O impeachment é isso. Eles querem resolver na ilegalidade. Francamente, vai ser um problema, se eles conseguirem impor esse programa ao Brasil, vai piorar ainda mais”, concluiu.

Segundo ele, a oposição tenta atribuir a responsabilidade dos problemas econômicos ao governo anterior, mas a questão seria mais complexa e com origem bem anterior.

Passivos na globalização
“Eles costumam falar: nós estamos afastados das cadeias globais. Eles nem sabem do que estão falando. É uma frase vazia. Não sabem que perdemos o bonde no final dos anos 1980, começo dos 1990. Crise da dívida externa, a forma como nós saímos dessa crise… São 20 anos de ausência de políticas ativas industriais e de valorização cambial, que deixaram a indústria brasileira na pindaíba, na penúria. E eles olham essas coisas agora e querem atribuir isso à política econômica do governo anterior, quando na verdade, isso é muito mais estrutural”, condenou.

O economista não poupou a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, para ele, forçou o câmbio a se valorizar e surfou na onda do ciclo de commodities e da euforia da economia mundial naquele momento.

“Mas o problema não é apenas os erros de política econômica. O problema maior é da não retomada do projeto de industrialização, do crescimento da economia. Fizemos tudo na contramão daqueles que se saíram bem nesse período todo. Porque não adianta você colocar a culpa na globalização. Houve globalização para a China também, mas ela usou as tendências da globalização para levar adiante o seu projeto nacional”, comparou.

Plano Real como vilão
Segundo ele, o Brasil “entregou-se passivamente” à globalização, acreditando que fosse possível simplesmente fazer uma abertura financeira e comercial “e deixar que a coisa andasse”.

“Mas o que aconteceu? Nos lascamos. E isso começou lá embaixo, com o Plano Real. Não é que a queda da inflação foi ruim, é que as consequências da forma como foi feita a luta contra a inflação foi péssima. Eles deixaram o câmbio valorizado, deixaram a economia perder consistência do ponto de vista industrial, perdemos cadeias inteiras de produção e valor agregado e, hoje em dia, a indústria brasileira voltou a ter o mesmo peso que tinha em 1947, sem uma diversificação produtiva interessante”, lamentou.

De acordo com ele, a atual crise apenas tem exprimido, “de forma pouco clara para quem observa”, todos esses problemas, perdas e contradições, “de modo que as pessoas ficam atirando para todo lado, sem saber onde vão acertar”, apontou.

Papagaios
Nesse sentido, os principais aspectos dessa crise não se resolveriam com uma mudança de governo, como prega a oposição que defende o golpe. “É isso mesmo. Não há nenhuma possibilidade de você sobreviver e avançar sem ter uma ideia de como você está integrado no mundo e qual é o seu projeto nacional, como você vai executar e com quem. Perdemos praticamente toda a capacidade empresarial que havia sido acumulada com 50 anos de industrialização”, disse.

O economista condenou a falta de um projeto nacional de desenvolvimento e de um empresariado mais consistente.

“Você olha e é um deserto. Morreram todos. E os que sobraram, os mais jovens, não têm noção de nada. São papagaios que ficam repetindo coisas que são inclusive contra eles: empreendedorismo, liberdade de comércio… não sabem do que estão falando. Quer dizer, nada comparado a Roberto Simonsen, outros industriais que perceberam para onde ia o país. Infelizmente essa geração se foi há muito tempo e hoje em dia você não tem ninguém, só um bando de imitadores, sem originalidade”, disparou.

Mobilização já
Nesse cenário, segundo Belluzzo, mantidas as condições atuais, as perspectivas para 2016 são muito ruins. Para ele, é preciso que haja pressão para mudar os rumos da economia.

“Não acredito em nenhuma solução saída da cabeça de um gênio, se a sociedade não se mobilizar. Se as forças sociais que estão sendo espremidas por esse ajuste não colocarem seus projetos na frente do que essa gente preguiçosa e vagabunda quer – os rentistas –, nós estamos rendidos. E eles têm muita força, porque eles têm a mídia, têm a formação da opinião pública. São, na verdade, mestres em dizer banalidade e convencer as pessoas do que parece óbvio, mas não é”, defendeu.

O professor também puxou a orelha das lideranças sociais que, para ele, precisam se comportar de acordo com suas responsabilidades. “É preciso enfrentar as coisas mais difíceis e não ficar com ilusões e percepções do tipo: ‘ah, vamos recuperar o crédito, para que o pessoal compre mais máquina de lavar’. Hoje em dia isso é impossível, é uma visão tosca”, afirmou.

Programa de conteúdo nacional
O caminho, de acordo com o economista, é criar as condições para desencadear um investimento autônomo, com a participação do Estado, mas com a cooperação do setor privado.

“Tem que juntar essas forças e começar a investir em infraestrutura, manter um programa de conteúdo nacional, fazer com que os setores de bem de capital consigam se acertar um pouco, porque estão muito mal. Em suma, fazer um programa que articule crescimento com emprego, com a subida dos salários reais, com as exportações, mantendo o câmbio desvalorizado”, sugeriu

No final da entrevista ao Vermelho, Belluzzo voltou a mencionar a falta de indicações de que estas medidas venham a ser colocadas em prática. “É isso que eu acho, mas estou preocupado, porque não vejo movimentação, só vejo movimentação para o lado errado”, encerrou.

Manifesto dos professores universitários

Para: Congresso Nacional

Nós, professores universitários abaixo assinados, vimos a público para reafirmar que o impeachment, instituto reservado para circunstâncias extremas, é um instrumento criado para proteger a democracia. Por isso, ele não pode jamais ser utilizado para ameaçá-la ou enfraquecê-la, sob pena de incomensurável retrocesso político e institucional.

Por julgar que o processo de impeachment iniciado na semana passada pelo presidente da Câmara dos Deputados serviria a propósitos ilegítimos, em outras ocasiões muitos de nós nos pronunciamos contrariamente à sua deflagração.

Com ele em curso, defendemos que o processo não pode ser ainda mais maculado por ações ou gestos oportunistas por parte de quaisquer atores políticos envolvidos. Papéis institucionais não podem, nem por um instante, ser confundidos com interesses políticos pessoais, nem com agendas partidárias de ocasião que desprezem o interesse da sociedade como um todo.

O processo de impeachment tampouco pode tramitar sem que o procedimento a ser seguido seja inteiramente conhecido pela sociedade brasileira, passo a passo. Um novo teste para a democracia consistirá, assim, em protegê-lo de lances obscuros ou de manobras duvidosas, cabendo ao Supremo Tribunal Federal aclarar e acompanhar, em respeito à Constituição, todas as etapas e minúcias envolvidas.

É inegável que vivemos uma profunda crise, mas acreditamos que a melhor forma de enfrentá-la é com o aprofundamento da democracia e da transparência, com respeito irrestrito à legalidade. Somente assim poderemos extrair algo de positivo deste episódio. Manobras, chicanas e chantagens ao longo do caminho só agravarão a dramática situação atual.

O que está em jogo agora são a democracia, o Estado de Direito e a República, nada menos. Acompanharemos tudo com olhos vigilantes e esperamos que, ao final do processo, a presidente da República possa terminar seu mandato.

Assinam:

Antonio Candido de Mello e Souza – Letras/USP
Alfredo Bosi – Letras/USP
Boaventura de Sousa Santos – Economia/Coimbra
Carlos Lessa – Economia/UFRJ
Dalmo de Abreu Dallari – Direito/USP
Emilia Viotti da Costa – História/USP
Ennio Candotti – Física/UFAM
Fábio Konder Comparato – Direito/USP
Francisco de Oliveira – Sociologia/USP
Luiz Carlos Bresser-Pereira – Economia/FGV
Luiz Felipe de Alencastro – Economia/FGV
Luiz Gonzaga Belluzzo – Economia/UNICAMP
Maria da Conceição Tavares – Economia/UFRJ
Maria Vitoria Benevides – Educação/USP
Marilena Chauí – Filosofia/USP
Otávio Velho – Antropologia/Museu Nacional
Paul Singer – Economia/USP
Paulo Sergio Pinheiro – Ciência Política/USP
Roberto Schwarz – Letras/UNICAMP
Walnice Nogueira Galvão – Letras/USP

Adalberto Cardoso – Sociologia/IESP/UERJ
Adalberto Paranhos – História/Federal de Uberlândia
Adalmir Marquetti – Economia/PUC-RS
Adauto Roberto Ribeiro – Economia/PUC Campinas
Ademar da Silva – Deme/UFSCAR
Adilson S. Silva – Contabilidade/UNIESP-SP
Adna Candido de Paula – UFVJM
Adrian Fanjul – Letras/USP
Adrian Gurza Lavalle – Ciência Política/USP
Adrián Pablo Fanjul – USP
Adriana Ancona de Faria – Direito/PUC-SP
Adriana Flavia – Letras/Universidade Veiga de Almeida
Adriano de Freixo – História/UFF
Adriano H. R. Biava – FEA/USP
Adriano Rodrigues de Oliveira – Geografia – UFG/Goiânia/GO
Afranio Mendes Catani – PROLAM/USP
Agnes Sá Figueiredo – Microbiologia/UFRJ
Aigara Miranda Alves – UNEB
Alamiro Velludo Salvador Netto – Direito/USP
Alberio Neves Filho – UNESP
Aldaíza Sposati – PUC-SP
Aldo Fornazieri – FESP
Aldomar A. Rückert – UFRGS
Alessandro André Leme – Sociologia/UFF
Alessandro Constantino Gamo – Cinema/UFSCAR
Alessandro Manduco Coelho – Direito/FDDJ e UNINOVE
Alex Leonardi – Economia/FURG
Alex Reinecke de Alverga – FACISA/UFRN
Alexandre Bebiano de Almeida – Depto. Letras modernas/FFLCH/USP
Alexandre Cesar – Direito/UFMT
Alexandre de Freitas Barbosa – IEB/USP
Alexandre Jeronimo de Freitas – Economia/UFRJ
Alexandre José Ribeiro Costa – Direito/FASAR
Alexandre Leone – UNISAL/FSB e USP
Alexandre Macchione Saes – Economia/USP
Alexandre Werneck – Sociologia/UFRJ
Alexandro Dantas Trindade – Sociologia/UFPR
Alfredo Alejandro Gugliano – PPGPol/UFRGS
Alfredo Manevy – UFSC
Alice Mitika Koshiama – ECA/USP
Almir de Carvalho Bueno – CERES/UFRN
Almir Menezes – sociologia UFAM
Almir Tristão Boechat – Psicologia/ UFJF
Álvaro de Vita – Ciência Política/USP
Alvaro Puntoni – FAU/USP
Alvino Oliveira Sanches Filho – Ciência Política/UFBA
Alvino Oliveira Sanches Filho – Ciência Política/UFBA
Alysson Mascaro – Direito/USP
Amaury Fernandes – Comunicação/UFRJ
Amélia Cohn – Saúde Pública/USP
Amir Ordacgi Caldeira – Física/UNICAMP
Ana Amelia da Silva – Sociologia/PUC-SP
Ana Angélica Leal Barbosa – DCB/UESB.
Ana Carolina Corrêa da Costa Leister – UNIFESP
Ana Castro – FAU/USP
Ana Claudia Marques – Antropologia/USP
Ana Costa – UFF
Ana Fernandes – FAU/UFBA
Ana Flávia Pires Lucas D’Oliveira – Medicina/USP
Ana Jordânia de Oliveira – UFRuralRJ
Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer – Antropologia/ USP
Ana Luiza Nobre – Arquitetura/PUC Rio
Ana Maria Gontijo Figueiredo – Engenharia/UFMG
Ana Maria Nusdeo – Direito/USP
Ana Nemi – Unifesp
Ana Paula Hey – Sociologia/USP
Ana Paula Pacheco – Letras/USP
Ana Rosa Ribeiro de Mendonça – Economia/UNICAMP
Ana Urraca Ruiz – Economia/UFF
Anderson Altair Pinheiro de Macedo – CP/EBAP/UFMG
André Botelho – Sociologia/UFRJ
Andre de Melo Modenesi – Economia/UFRJ
André Dioney Fonseca – UFOPA
André Fiorussi – Letras/UFSC
André Luís Cabral de Lourenço – Economia/UFRN
André Luís de Castro – UNESPAR
André Luis Rodrigues – Letras/USP
André Martins Biancarelli – Economia/UNICAMP
André Medina Carone – Filosofia/UNIFESP
André Nascimento Pontes – Filosofia/UFAM
André Nassif – Economia/UFF
André Pires – PUC
André Ramos Tavares – Direito/USP
André Riani Costa Perinotto – UFPI/Campus Parnaíba
André Roncaglia de Carvalho – Fecap e Fipecafi
André Singer – Ciência Política/USP
Andréa Freitas – Ciência Política/UNICAMP
Andréa Lizabeth Costa Gomes – UFSB
Andréa Rosana Fetzner – Pedagogia/UNIRIO
Andreia Galvão – UNICAMP
Andreia Varela de Melo – Biologia/UFRN
Andrés Ernesto Ferrari Haines – Relações Internacionais/UFRJ
Andrés Vivas Frontanta – FECAP
Angela Alonso – FFLCH/USP
Angela Araújo – Ciência Política/UNICAMP.
Angela Prysthon – CAC/UFPE
Anita Simis – UNESP Araraquara
Anna Cecilia Venturini – UNIFESP
Antônio Alberto Machado – Direito da Unesp/Franca-SP
Antônio Alberto Machado – Direito/Unesp – Franca-SP
Antonio Albino Canelas Rubim – UFBA
Antônio Brasil – Sociologia/UFRJ
Antonio Carlos Dias Júnior – Educação/UNICAMP
Antonio Carlos Macedo e Silva – Economia/UNICAMP
Antonio Corrêa de Lacerda – Economia/PUC-SP
Antonio David Cattani – Sociologia/UFRGS
Antonio Guerreiro de Freitas – UFBA
Antônio Herculano Lopes – História/Fundação Casa de Rui Barbosa
Antônio J. Escobar Brussi – Ciência Política/UNB
Antonio José Alves Junior – Economia/UFRuralRJ
Antônio José Costa Cardoso – UFSB
Antonio José de Almeida Meirelles – Faculdade de Engenharia de Alimentos/UNICAMP
Antonio Machado – Direito/UNESP Franca
Antonio Sérgio Alfredo Guimarães – Sociologia/USP
Antônio Sérgio Carvalho Rocha – Ciências Sociais/UNIFESP
Aparecida de Fátima Bueno – Letras/USP
Arílson Favareto – UFABC
Aristeu Elisandro Machado Lopes – História/UFPel
Armando Boito Jr. – Ciência Política/UNICAMP
Artur Oriel Pereira – Pedagogia/FASP
Ary Cesar Minella – Sociologia/UFSC
Attico Chassot – Educação CUM-IPA
Augusto Massi – Letras/USP
Bárbara Gomes Lupetti Baptista – Direito/ UFF
Barbara Maisonnave Arisi – Antropologia/Estudos Latino-Americanos/UNILA
Barbara Maisonnave Arisi – Antropologia/UNILA
Beatriz Gama Rodrigues – Letras/UFPI
Beatriz Heredia – Antropologia/UFRJ
Beatriz Vieira – História/UERJ
Benedito Tadeu César – Ciência Política/UFRGS
Benjamin Abdalla Jr. – Letras/USP
Benjamin Eurico Malucell – FMVZ/USP
Bento Antunes de Andrade Maia – Economia/FACAMP
Berenice Corsetti – PPGEducação/Unisinos
Bernardo Karam – Economia – UFRJ
Bernardo Mançano Fernandes – Geografia/UNESP
Bernardo Medeiros Ferreira da Silva – Ciências Sociais/UERJ
Bernardo Ricupero – Ciência Política/USP
Betânia Amoroso – IEL/UNICAMP
Bete Franco – EACH/USP
Breno Bingel – Sociologia/IESP/UERJ
Brunno Vinicius Gonçalves Vieira – Linguísitca/UNESP
Bruno Konder Comparato – Ciências Sociais/Unifesp
Bruno Lazzarotti Diniz Costa – Adm. Pública/Fundação João Pinheiro
Bruno Thiago Tomio – Economia/FURB
Bruno W. Reis – Ciência Política/UFMG
Cadu Siqueira – PUC/SP
Calixto Salomão – Direito/USP
Camila Alves de Rezende – IQ/Unicamp
Camila Caldeira Nunes Dias – UFABC
Camila Nicácio – Direito UFMG
Carla Regina Mota Alonso Diéguez – FESPSP
Carlos Aguiar de Medeiros – Economia/UFRJ
Carlos Alexandre Barboza Plínio dos Santos – Antropologia/UnB
Carlos Antonio Soares de Andrade – Economia/UFCG
Carlos Augusto de Castro Bastos – História/UNIFAP
Carlos Benedito Rodrigues da Silva – ANTROPOLOGIA/UFMA
Carlos Eduardo Jordão Machado – UNESP
Carlos Enrique Ruiz Ferreira – RI/UEPB
Carlos Eugênio Flores Wilvq – Direito/UFBA
Carlos Frederico Rocha – Economia/UFRJ
Carlos Henrique Aguiar Serra – UFF
Carlos Henrique Horn – Economia e Relações Internacionais/UFRGS
Carlos Pinkusfeld Bastos – Economia/UFRJ
Carlos R. S. Milani – IESP/UERJ
Carlos Romero – Física – Universidade Federal da Paraíba
Carlos Zeron – História/USP
Carmem Feijó – Economia/UFF
Carmen Silvia da Silva Sá/ Química-Educação Química/UNEB
Carmen Sylvia Vidigal Moraes – Educação/USP
Carole Gubernikoff – UNIRIO
Carolina Chaves – Arquitetura e Urbanismo/UFS
Carolina Miranda Cavalcante – FND/UFRJ
Carolina Raquel Duarte de Mello Justo – Ciência Política/UFSCar
Carolina Troncoso Baltar – Economia/UNICAMP
Caroline Cotta de Mello Freitas – FESPSP
Cecilia Fernanda Saraiva de Oliveira – UNIRIO
Celia Lessa Kerstenetzky Ciência Política/UFF
Célia Maria Magalhães – Linguística/UFMG
Celso Amorim – Instituto Rio Branco/UnB/USP
Celso Carlos Novaes – Departamento de Engenharia Civil/UFSCar
Celso Pinto de Melo – Física/UFPE
Ceres El-Jaick Andrade – UFRJ
Cesar Sabino – Unirio
Cezar Augusto Miranda Guedes – UFRuralRJ
Charles Kirschbaum – Insper
Charles Pessanha – Ciência Política/UFRJ
Christian Lynch – UERJ/ Casa Rui Barbosa
Christiane Vieira Laidler – Historia/UERJ
Christianne Rochebois – UFSB
Christy G. G. Pato – UFFS
Cibele Rizek – FFLCH/USP
Cicero Araujo – Ciência Política/USP
Cilane Alves Cunha – Letras/USP
Classius Ferreira da Silva – Engenharia Química/Unifesp
Claudenir Fávero – NAC/UFVJM
Claudia Amigo Pinto- Letras/USP
Cláudia Coelho Santos – Biologia/UESB
Cláudia Gomes de Araújo – Arquitetura e Urbanismo/UEG
Claudia Mendes Campos – Letras/UFPR
Claudia Sampaio de Andrade Lima – UFPE
Claudianny Amorim Noronha – Educação/UFRN
Clésio Lourenço Xavier – Economia/UFU
Clodoaldo Almeida da Paixão – DCHF/UEFS
Conrado Hubner Mendes – Direito/USP
Conrado Pires de Castro – DCH/UFLA
Corival Alves do Carmo – UFS
Cristian Borges – ECA/USP
Cristiane Batista – Unirio
Cristiane Kerches da Silva Leite – EACH/USP
Cristiani Vieira Machado – Ensp/Fiocruz
Cristiano Engelke – Sociologia/Universidade Federal do Rio Grande
Cristina Fróes de Borja Reis – Economia/UFABC
Cristina Meneguello – História/UNICAMP
Cristina Salgado – Uerj
Cynthia Andersen Sarti – Ciências Sociais/UNIFESP
Dalmir Francisco – Comunicação/UFMG
Dalva Maria de Oliveira Silva – História – UFU
Daniel Tourinho Peres – Filosofia/UFBA
Daniela Freddo – Economia/UnB
Daniela Manica – IFCS/UFRJ
Daniela Marzola Fialho – POPUR/UFRGS
Daniela Prates – Economia/UNICAMP
Danilo Tavares da Silva – Direito/Mackenzie
Darkyana Francisca Ibiapina/UFPI
Davi Tangerino – UERJ/FGV
Davy Sales – Antropologia/UNIRB
Débora Alves Maciel – Ciências Sociais/Unifesp
Débora Figueiredo Mendonça do Prado – Economia/UFU
Debora Messenberg – Antropologia/UnB
Débora Morato Pinto – UFSCar
Deborah Raphael – IME/USP
Deisy Ventura – IRI/USP
Denilson Botelho – Unifesp
Denilson Luis Werle – Filosofia /UFSC
Denise Rocha Gonçalves – UFRJ
Diana Junkes Bueno Martha – Letras/UFSCAR
Dioclézio Domingos Faustino – Filosofia/USP
Diogo R. Coutinho – Direito/USP
Diomar Cristina Mistro Matemática – UFSM
Dorila Piló Fernandes – Química/UFMG
Dorila Piló Veloso – Química/UFMG
Dorismar David Alves – Ciências Agrárias/Universidade Estadual de Montes Claros
Dorismar David Alves – Universidade Estadual de Montes Claros
Éda Heloisa Pilla – Letras /UFRGS
Éder Lira de Souza Leão UFRPE-UAST
Edgar Coelho de Andrade – UFF
Edgilson Tavares – Gestão Pública/Federal Recôncavo da Bahia
Ediana dos Santos Ramos – Pedagogia UFF
Edilson Graciolli – Ciência Política e Sociologia/Universidade Federal de Uberlândia
Edison Ricardo Bertoncelo – Sociologia/USP
Edson Ferreira Liberal – Medicina/UNIRIO
Edson Luis Baldan – Direito/PUC-SP
Edson Luis Baldan – PUC/SP
Edson Ribeiro Alvares – UFPR
Eduardo Barra – Filosofia/UFPR
Eduardo Brandão – Filosofia/USP
Eduardo de Jesus Oliveira – Farmácia/UFVJM
Eduardo Fagnani – Economia/Unicamp
Eduardo Fagnani, Economia/Unicamp
Eduardo Ferioli Gomes – Matemática/UFF
Eduardo Fontes Henriques – Física/UFPel
Eduardo Marques – FFLCH/USP
Eduardo Natalino – História/USP
Eduardo Salles de Oliveira Barros – Filosofia – UFPR
Eduardo Strachman – Economia/UNESP
Edwaldo Cafezeiro – Letras/UFRJ
Elaine Moreira – Antropologia/UFRR
Elaine Reis Brandão – Instituto de Estudos em Saúde Coletiva/UFRJ
Elaini C. G. da Silva – Direito/PUC-SP
Eleutério Prado – Economia/USP
Eliana de Freitas Dutra – UFMG
Eliana Povoas Britto – UFSB
Eliane Cabral da Silva – UNIFAP
Eliane Robert Moraes – Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas/USP
Elias Jabbour – Economia/UERJ
Elide Rugai Bastos – Sociologia/UNICAMP
Élido Bonomo – Nutrição/UFOP
Élido Bonomo – Nutrição/UFOP
Elina Pessanha – Sociologia/UFRJ
Elisabete da Silveira Ribeiro – Pedagogia/UFT
Elisabetta Santoro – FFLCH/USP
Elizabeth Harkot de La Taille – FFLCH/USP
Elson Luciano Silva Pires – Geografia/UNESP
Elza Aparecida de Oliveira Filha – UTFPR
Emília Pietrafesa de Godoi – Antropologia/UNICAMP
Emílio Meyer – Direito/UFMG
Eric Gustavo Cardin – Sociologia/UNIOESTE
Eric Leonardo Dick – Economia/UNISINOS
Erminia Maricato – FAU/USP
Ester Gammardella Rizzi – Direito/Cásper Líbero e MACKENZIE
Esther Solano – RI/ UNIFESP
Ethel Menezes Rocha – Filosofia/UFRJ
Euclides Ayres de Castilho – Medicina/USP
Eugenio de Bona Castelan Neto – DAS/CTC/UFSC
Eunice Ostrensky – Ciência Política/USP
Eveline Bertino Algebaile – Políticas Públicas e Formação Humana/UERJ
Everaldo Andrade – História/USP
Evergton Sales Souza – História/UFBA
Fabiana Augusta Alves Jardim – FEUSP
Fabiano Abranches Silva Dalto – Economia/UFPR
Fabiano Gomes da Silva – História IFMG/UFJF
Fabiano Kenji Nohama – Física/UFT
Fabiano Santos – Ciência Política IESP/UERJ
Fábio Alexandre dos Santos – EPPEN/Unifesp
Fabio Cesar Alves – Literatura Brasileira/USP
Fabio Contel – Geografia/USP
Fábio David Alves Aarão Reis – Física/UFF
Fabio de Barros Silva – UFSJ
Fábio Simas – Matemática/UNIRIO
Fabio Stallivieri – Economia/UFF
Fabrício Maciel – Ciências Sociais/UFF
Fabrício Neves – UnB
Fabrício Pereira da Silva – Unirio
Fabrício Pitombo Leite – Economia/UFRN
Feliciano de Sá Guimarães – IRI/USP
Felipe Borba – UNIRIO
Felipe Gonçalves Silva – Filosofia/UFRGS
Felipe Pereira Loureiro – IRI/USP
Felipe Santos Magalhães – História/UFRRJ
Felix Carriello – UFF/Ciência Ambiental
Fernanda Areas Peixoto – Antropologia/USP
Fernanda Bruno – UFRJ
Fernanda Graziella Cardoso – Economia/UFABC
Fernanda Rodrigues de Figueiredo – UFMG
Fernanda Salgueiro Borges – Mackenzie SP
Fernando Antonio Lourenço – Sociologia/UNICAMP
Fernando Antônio Ribeiro de Gusmão Filho – Medicina/UPE
Fernando Costa Mattos – Filosofia/UFABC
Fernando Coutinho Cotanda – Sociologia/UFRGS
Fernando de Faria Franco – Biologia/UFSCar
Fernando Limongi – Ciência Política/USP
Fernando Nogueira da Costa – Economia/UNICAMP
Fernando Pinheiro – Sociologia/USP
Fernando Rugitsky – Economia/USP
Fernando Sarti – Economia/Unicamp
Fernando Silveira Franco – UFSCAR
Filipe Almeida do Prado Mendonça – Relações Internacionais/UFU
Flávia Biroli – Ciência Política/UnB
Flavia Brito – FAU/USP
Flávia Charão Marques – UFRGS
Flávia Lages – UFF
Flavio Azevedo Marques de Saes – Economia/USP
Flávio Wolf Aguiar – Letras/USP
Flora Sussekind – UNIRIO
Florianita Braga Campos – Saúde Coletiva/Unifesp
Francisco Alambert – História/USP
Francisco Beltrão do Valle – Jornalismo/UFRRJ
Francisco doa Santos Kieling – Educação/UFPEL
Francisco Luiz Lopreato – Economia/UNICAMP
Frederico Mazzucchelli – Economia/UNICAMP
Fúlvio Teixeira de Barros Pereira – Ppgau/UFPB
Gabriel Cohn – Ciência Política/USP
Gabriel Feltran – Sociologia/UFSCAR
Gabriela Lotta – UFABC
Gentil Corazza – UFRGS
Georges Daniel Janja Bloc Boris – UNIFOR – CE
Geraldo Miniuci – Direito/USP
Gilberto Bercovici – Direito/USP
Gilberto Hochman – Ciência Política/FIOCRUZ
Gilberto Maringoni – Relações Internacionais/UFABC
Gilberto Tadeu Lima – Economia/USP
Gilberto Tavares dos Santos – UFRGS
Gilberto Tedeia – Filosofia/UNB
Gilson Carlos Visú – Geografia/UFGD
Gilson Schwartz – ECA/USP
Giorgio Romano Schutte – RI e Economia/UFABC
Giovanna Ferreira Dealtry – Letras/UERJ
Giovanni Gurgel Aciole – UFSCar
Gisálio Cerqueira Filho – Ciência Política/UFF
Glaucia Villas Boas – Sociologia/ UFRJ
Glauco dos Santos Ferreira da Silva – Física- CEFER/RJ – campus Petrópolis
Glauco Peres da Silva – Ciência Política/USP
Glaydson José da Silva – Unifesp
Guilherme Flynn Paciornik – Gestão Pública /Metodista de São Paulo
Guilherme Grandi – Economia/USP
Guilherme Leite Gonçalves – Direito/UERJ
Guilherme Simões Reis – Ciência Política/UNIRIO
Guilherme Wisnik – FAU/USP
Gustavo Venturi – Sociologia/USP
Haroldo Beria Campos – Engenharia Mecânica/UFMG
Helder Garmes – Letras/USP
Helen Osório – História/UFRGS
Helen Osório – História/UFRGS
Heleno Taveira Torres – Direito/USP
Helga da Cunha Gayhva – Sociologia/ UFRJ
Hélio Alexandre da Silva – Filsofia/UESB
Hélio Guimarães – Letras/USP
Heloisa Meireles Gesteira – História/MAST/PUC-Rio
Heloisa Mendonça de Moraes – Medicina Social/UFPE
Heloisa Starling – História/UFMG
Henrique Finco – Cinema/Federal de Santa Catarina
Henrique José Praxedes Cahet – Filosofia/Ufal
Henrique Pavan Beiro de Souza – Economia/FMU
Homero Santiago – Filosofia/USP
Horacio Gutierrez – História/USP
Hugo Fortes – ECA/USP
Iagê Zendron Miola – Direito/São Judas Tadeu
Ieda Maria Alves – FFLCH/USP
Igor Fuser – Relações Internacionais/UFABC
Ildeu de Castro Moreira – Física/UFRJ
Ileno Izídio da Costa – Psicologia/UnB
Inês Cardoso – Teoria do Teatro – UNIRIO
Ingrid Cyfer – Ciências Sociais/Unifesp
Iram Jácome Rodrigues – Economia/USP
Irenísia Oliveira – Literatura/História/UFC
Iris Kantor – DH/FFLCH-USP
Isabel Loureiro – Filosofia/UNESP
Isabel Lustosa – Fundação Casa de Rui Barbosa
Itania Gomes – Comunicação/UFBA
Iumna Simon – Letras/USP
Ivã Gurgel – IFUSP
Ivan Francisco Marques – FFLCH/USP
Jacqueline Franco Cavalcante – Economia/UFC
Jacyan Castilho – ECO/UFRJ
Jaime Fernando Villas da Rocha – Biociências/UNIRIO
Jaime Rodrigues – História/UNIFESP
Jair Tadeu da Fonseca Letras – UFSC
Jalcione Almeida – Sociologia/UFRGS
Janete Maria Lins de Azevedo – UFPE
Jean Tible – Ciência Política/USP
Jean-Paul Veiga da Rocha – Direito/USP
Jessé Souza – Ciência Política/UFF
Jiani Fernando Langaro Curso de História – UFGD
Joana D’Arc Martins Pupo – Letras/UEPG
Joana Domingues Vargas – Sociologia/UFRJ
Joana Luz Guimarães – UFSB
Joana Mello de Carvalho e Silva – FAU/ USP
João Adolfo Hansen – Letras/USP
João Antonio Motta Neto – Ciências Ambientais/IFNMG
João Camillo Penna – Letras/UFRJ
João Farias Rovati – UFRGS
João Fernando Pires Meyer – FAU/USP
João Fert Neto – UDESC Lages
João Furtado – Poli/USP
João Ignacio Pires Lucas – Ciência Política – Universidade de Caxias do Sul – RS
João Marcelo Ehlert Maia – Sociologia/CPDOC
João Marcos de Almeida Lopes – IAU/USP
João Paulo Allain Teixeira – UNICAP/UFPE
João Paulo Medeiros Araújo – Direito/UFJF
João Ramos Costa Andrade – Faculdade de Ciências Médicas/UERJ
Joao Ruggiero Neto – Inst. de Biociências, Letras e Ciências Exatas/UNESP
João Zanetic – Física/USP
Jofre Silva – Escola de Belas Artes/UFRJ
John Cowart Dawsey – Antropologia/USP
Jorge Beloqui – IME/USP
Jorge Eduardo de Castro Soromenho – Economia/USP
Jorge Grespan – História/USP
Jorge Luiz Berto – Agronomia/UFFS
Jorge Luiz Souto Maior – Direito/USP
Jorge Mattar Villela – DCSo e PPGAS/UFSCar
Jorge Mattoso – Economia/UNICAMP
Jorima Valoz dos Santos – Geografia/UNEB
José Alves de Freitas Neto – História/UNICAMP
José Antônio Galo – Uberlândia/UFU
José Arbex Júnior – PUC-SP
José Augusto Fontoura Costa – Direito/USP
José Ayres de Castilho – Medicina/USP
José Bento Rosa da Silva – História/UFPE
José Carlos Braga – UNICAMP
José Carlos Vaz – Políticas Públicas/EACH
José Dari Krein – UNICAMP
José Eduardo Bicudo – Universidade de São Paulo
José Eduardo de Salles Roselino Júnior – UFSCar
José Euzebio Simões Neto – UFRPE
José Fernando Siqueira da Silva – FCHS/UNESP
José Garlipp – Instituto de Economia/Universidade Federal de Uberlândia
José Geraldo Silveira Bueno – PUC-SP
José Guilherme C. Magnani – Antropologia/USP
José Henrique Artigas de Godoy – Ciências Sociais/UFPB
José Henrique Bortoluci – CPDOC/FGV
José Júnior Alves da Silva – Ciência e Tecnologia / UFERSA
José Lira – FAU/USP
José Luiz Fiori – Economia/UFRJ
José Marcio Barros – UEMG/PUC Minas
José Mario Martínez – IME/UNICAMP
José Maurício Domingues – Sociologia/IESP/UERJ
José Miguel Soares Wisnik – Teoria Literária/USP
José Miguel Wisnik – Letras/USP
José Nazareno Cardeal Fonteles – UFPI
José Paulo Martins Junior – Ciência Política/Unirio
José Porfiro da Silva – Economia/UFAC
José Renato de Campos Araújo – EACH/USP
José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres – Medicina/USP
José Ricardo Ramalho – Sociologia/UFRJ
Jose Roberto Braga Portella – História/UFPR
José Roberto de Vasconcelos Galdino – História/UEPG
José Rodrigo Rodriguez – Direito/Unisinos
José Sérgio Leite Lopes – Antropologia/Museu Nacional
José Valdir Jesus de Santana – Educação/UESB
Josianne Cerasoli – História/UNICAMP
Juarez Lopes de Carvalho Filho – Sociologia/UFMA
Juarez Melgaço Valadares – UFMG
Julia de Medeiros Braga – Economia/UFF
Julia Vasconcelos Studart – UNIRIO
julian perez cassarino – Agronomia/UFFS
Juliana Missaggia – Filosofia/UNICAP
Juliano Pamplona Ximenes Ponte – FAU/UFPA
Juliano Sobrinho – História/Uninove
Juliano Zaiden Benvindo – Direito/UnB
Julieta Nunes – IPPUR/UFRJ
Julio Casarin Barroso Silva – Ciências Sociais/ Unifesp
Júlio César Vellozo – Direito/Mackenzie
Karl Monsma – Sociologia/UFRGS
Kátia Gerab Baggio – História/UFMG
Katia Paranhos – História/Universidade Federal de Uberlândia
Kauê Felipe Paiva – FAUeD UFU
Kauê Paiva – Arquitetura/UFU
Kenia Beatriz Ferreira Maia – Comunicação/UFRN
Kimi Tomizaki – Educação/USP
Klarissa Silva – Direito/UFF
Knut Bakke Filho – Departamento de Física/UFPB
Knut Bakke Filho – Física/UFPB
Ladislau Dowbor – Economia/PUC-SP
Laio Magno – UNEB
Larissa Cardoso Feres Elias – Artes Cênicas/UFRJ
Laura Carvalho – Economia/USP
Laura Mello e Souza – História/USP
Laura Moutinho – Antropologia/USP
Laurindo Dias Minhoto – Sociologia/USP
Laurindo Leal Filho – ECA/USP
Laymert Garcia dos Santos – Sociologia/UNICAMP
Leandro di Bartolo – Observatório Nacional
Leandro Martínez – Instituto de Química/Unicamp
Leandro Pereira Gonçalves – História/PUCRS
Leda Paulani – Economia/USP
Leila Bianchi Aguiar – História/UFF
Leila Leite Hernandes – FFLCH/USP
Lena Lavinas – Economia/UFRJ
Lenina Pomeranz – Economia/USP
Leonardo Avritzer – Ciência Política/UFMG
Leonardo Isaac Yarochewsky – Direito/PUC-Minas
Leonardo Maia Bastos Machado – Filosofia/UFRJ
Leonilde Servolo de Medeiros – CPDA/UFRuralRJ
Leopoldo Waizbort – Sociologia/USP
Leosmar Aparecido da Silva – Letras/UFG
Lia Levy – Filosofia/UFRGS
Liana Carleial – IPARDES
Liana de Paula – Ciências Sociais/UNIFESP
Licinio da Silva Portugal – UFRJ
Lidiane S. Rodrigues – UFSCar
Lígia Bahia – UFRJ
Ligia Chiappini – Letras/USP
Ligia Dabul – Sociologia/UFF
Lígia Fabris Campos – Direito/ FGV-RJ
Lilia Blima Schraiber – Medicina/USP
Liliana Rubia de Ascenção Medeiros – Ciências Biológicas/UMESP
Lincoln Secco – História/USP
Liv Sovik – Comunicação/UFRJ
Lorelai Brilhante Kury – História/Fiocruz e UERJ
Lorene Dos Santos – PUC Minas
Lucas Ferrari – Meio Ambiente IFNMG
Lúcia Aparecida Valadares Sartório – Educação/UFRuralRJ
Lucia Helena Alencastro – Gestão e Empreendedorismo/UFPR
Lucia Helena – UFF/UFRJ
Lucia Van Velthem – Antropologia/MPEG/SCUP – MCTI
Luciana Alaíde Alves Santana – UFRB
Luciana de Oliveira Royer – FAU/USP
Luciana Nicolau Ferrara – Planejamento Territorial/UFABC
Luciana Royer – FAU/USP
Luciana Russo – Direito USJT
Luciana Salazar Salgado – Cech/UFSCAR
Luciana Silva Reis – Direito/Univ. São Judas Tadeu
Luciane Patrício – Direito/UFF
Luciano Fedozzi – Sociologia / UFRGS
Luciano Gatti – Filosofia/Unifesp
Luciano Losekann – Economia/UFF
Lucio Gregori – Poli/USP
Lucy Satiko Hashimoto Soares – Oceanografia/USP
Luís Carlos Dalla Rosa – Faculdades/EST
Luís César Oliva – Filosofia/USP
Luis Claudio Krajevski – Economia/UFFS
Luís Falcão – Ciência Política/UFF
Luis Felipe Miguel – Ciência Política/UnB
Luís Fernando Massonetto – Direito/USP
Luís Juracy Rangel Lemos – UFT
Luis Roberto de Paula – UFABC
Luiz Antonio Dias – História/PUC-SP
Luiz Antonio Domakosky – Economia/UFPR
Luiz Antonio Nascimento de Souza – UFAM
Luiz Antônio Silva Araujo –UFSB
Luiz Bernardo Pericás – História/USP
Luiz Carlos Delorme Prado – Economia/UFRJ
Luiz Carlos Guimarães – IM/UFRJ
Luiz Carlos Jackson – Sociologia/USP
Luiz Carlos Vilalta – História/UFMG
Luiz Fernando de Paula – Economia/UERJ
Luiz Manuel do Eirado Amorim – Ufpe
Luiz Recaman FAU/USP
Luiz Repa – Filosofia/USP
Luiz Roncari – Letras/USP
Luziene Dantas de Macedo – Economia/UFRN
Madalena Guasco Pexoto – Educação da/PUCSP
Madianita Nunes da Silva – Arquitetura e Urbanismo/UFPR
Magda Lucio – Gestão Publica – UnB
Malvina Tania Tuttman – Educação/UNIRIO
Manoel Vieira – DPI/UFV
Manoela Rossinetti Rufinoni – História da Arte/Unifesp
Manuel Ramon Souza Luz – Economia/UFABC
Manuela Lavinas Picq – San Francisco de Quito.
Marcelo Arend – Economia e RI/UFSC
Marcelo Campos – Arte/UERJ
Marcelo Fagundes – UFVJM
Marcelo Kunrath Silva – Sociologia/UFRGS
Marcelo Ridenti – Sociologia/UNICAMP
Marcelo Sampaio Carneiro – Sociologia/UFMA
Marcelo Santos de Abreu – UFOP
Marcelo Weishaupt Proni – Economia/Unicamp.
Marcelo Zaiat – EESC/USP
Marcia Cristina Consolim – Ciências Sociais/UNIFESP
Márcia Maria dos Santos de Moraes – UFSB
Marcia Ribeiro Dias – UNIRIO
Marcia Tosta Dias – Ciências Sociais/UNIFESP
Marcio Berbat – UNIRIO
Márcio Bobik – FEA-RP/USP
Marcio Cataia – Geografia/Unicamp
Marcio Florentino – UFSB
Marcio Pochmann – Economia/Unicamp
Márcio Sampaio de Castro – Facamp
Marco A Peres – The University of Adelaide, Australia
Marco Aurélio Santana – IFCS/UFRJ
Marco Aurélio Sousa Alves – Filosofia/UFMG
Marco Cepik – Economia/UFRGS
Marcos A de C Lopes – Educação/UFRN
Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque – UERJ
Marcos Aurélio da Silva – Geografia/UFSC
Marcos Barbosa de Oliveira – Educação/USP
Marcos de Carvalho Dias – FATEC/AMERICANA
Marcos Eugênio da Silva – Economia/USP
Marcos Ferreira de Andrade – História/UFSJ
Marcos Flamínio Peres – Letras/USP
Marcos Jayme Novelli – UFSCar
Marcos Nobre – Filosofia/UNICAMP
Marcos Olender – Departamento de História/UFJF
Marcos Oriá – Fisica/UFPB
Marcos Ribeiro Mesquita – Psicologia/UFAL
Marcos Virgílio da Silva – FIAMFAAM/Belas Artes
Marcus Abílio Pereira – DCP/UFMG
Marcus Vinícius Peinado Gomes – EAESP/FGV
Margareth Rago – IFCH/UNICAMP
Maria Amalia Pie Abib Andery – Psicologia/PUC-SP,
Maria Aparecida Azevedo Abreu – IPPUR/UFRJ
Maria Aparecida Leite Soares – UNIFESP
Maria Aparecida Mello – Pedagogia/UFSCar
Maria Auxiliadora de A. L. Lemenhe – Sociologia/UFC
Maria Caramez Carlotto – RI/UFABC.
Maria Chaves Jardim – Sociologia/UNESP
Maria Cristina da Silva Leme – FAU/USP
Maria Cristina Ventura Couto – Instituto de Psiquiatria/UFRJ
Maria das Graças Medeiros Tavares – EDUCAÇÃO/UNIRIO
Maria de Fátima Alves da Silva – Física/UERJ
Maria de Lourdes Borges – Filosofia/UFSC
Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan – UNESP
Maria de Lourdes Rollember Mollo – UnB
Maria de Lourdes Zuquim – FAU/USP
Maria do Carmo de Lacerda Peixoto – Educação/UFMG
Maria do Carmo Ferreira – UNIRIO
Maria Elena Bernardedes – CMU/Unicamp
Maria Elisa Ramos Miterhof – Medicina/UFF
Maria Eloisa Martin – Sociologia/PUC-RJ
Maria Emília Xavier Guimarães Lopes – Física/UFF
Maria Ester Saturnino Reis – PUC Minas
Maria Fernanda Fernandes Lombardi – Ciências Sociais/UNIFESP
Maria Fernanda Garbero – Letras/UFRRJ
Maria Fernanda Godoy Cardoso de Melo – Economia/FACAMP
Maria Helena Machado – História/USP
Maria Helena Oliva Augusto – Sociologia/USP
Maria Helena Rodriguez – PUC/RJ
Maria Helena Rolim Capelato – História/USP
Maria Isabel Limongi – Filosofia/ UFPR
Maria Ligia Coelho Prado – História/USP,
Maria Lucia Cacciola – Filosofia/USP
Maria Lucia Refinetti Martins – FAU/USP
Maria Paula Dallari Bucci – Direito/USP
Maria Ribeiro do Valle – Sociologia/UNESP
Maria Rita Loureiro – FGV-SP
Maria Rosilene Alvim – Antropologia/UFRJ
Maria Silvia Betti – Letras/USP
Maria Silvia Rosa Santana – Pedagogia/UEMS/Paranaíba
Maria Stella Bresciani – História/UNICAMP
Maria Teresa Gonzaga Alves – UFMG
Maria Tereza Serrano Barbosa – UNIRIO
Maria Thereza de Oliveira Azevedo – Artes UFMT
Mariana Fix – UNICAMP
Mariane Rotter – Artes Visuais/UERGS
Mariano Laplane – Economia/Unicamp
Marilde Loiola de Menezes – Ciência Política/UnB
Marildo J. Nercolini – Estudos de Mídia/UFF
Marília Etienne Arreguy – Educação / UFF
Marilia Silveira – Psicologia/UFRJ
Marilia Verissimo Veronese – Ciências Sociais/UNISINOS
Marilson Santana – Professor de Direito/UFRJ
Marina Cordeiro – Sociologia/UFRuralRJ
Marina Mello e Souza – História/USP
Mario Adriano dos Santos – MEDICINA/UFS
Mario Aquino Alves – FGV/EAESP
Mário Augusto Medeiros da Silva – Sociologia/UNICAMP
Mário Duayer – UFF
Mário Jorge Brasil Xavier – Ciências Sociais/UEPA
Mario Salerno – Poli/USP
Mario Schapiro – Direito/FGV-SP
Marisa Flórido Cesar – UERJ
Marisa Midori Deaecto – ECA/USP
Maristela de Paula Andrade – Sociologia/UFMA
Mariza Almeida – UNIRIO
Maro Lara Martins – Sociologia/UFES
Marta Amoroso – Antropologia/USP
Marta Arretche – Ciência Política/USP
Marta de Aguiar Bergamin – Escola de Sociologia e Política
Marta Lucia Azevedo Ferreira – CEFET/RJ
Marta Medeiros – Geografia/USP
Marta Rodriguez de Assis Machado – Direito/FGV
Martine Chevrollier – Física/UFPB
Mary Garcia Castro – UCSAL
Mateus Henrique de Faria Pereira – UFOP
Mateus Pereira – História/UFOP
Matheus Lopes – Faculdade de Direito/UERJ
Matías Vernengo – Economia/Bucknell University
Mauro Almeida – Antropologia/UNICAMP
Mauro Koury – Antropologia/UFPB
Mauro Porru – UFBA
Mauro Zilbovicius – Poli/USP
Max Hering de Queiroz – Centro Tecnológico/UFSC
Michael Freitas Mohallem – Direito/FGV-Rio
Michel Marie Le Ven – UFMG
Michel Misse – Sociologia/UFRJ
Michel Nicolau Neto – Sociologia/UNICAMP
Michel Nicolau Netto – Sociologia/Unicamp
Michelle Ratton Sanchez Badin – Direito/FGV-SP
Miguel A. P. Bruno – UERJ
Miguel Nicolelis – Neurobiologia/Duke University
Milton Braga – FAU/USP
Milton Martins – Medicina/USP
Moacir Palmeira – Antropologia/Museu Nacional
Moisés Goldbaum – Medicina/USP
Monica Arroio – Geografia/USP
Monica Bucciarelli Rodriguez – ICB/UFMG
Monica Herz – Relações Internacionais/PUC-RJ
Mônica Muniz Pinto de Carvalho – Sociologia/PUC-SP
Monique Andries Nogueira – Educação/UFRJ
Murilo Gaspardo – UNESP
Muryatan Santana Barbosa – RI/UFABC
Nabil Bonduki – FAU/USP
Nadya Araújo Guimarães – Sociologia/USP
Nair D’Agostini – UFSM
Natacha Rena – Arquitetura/UFMG
Nathan Mendes Souza – UFOP e Unifenas-BH
Neide Esterci – Antropologia/UFRJ
Neide Maia Gonzales – Letras/USP
Nelson Gouveia – Medicina/USP
Neusa Serra – UFABC
Newton de Menezes Albuquerque – Direito/UFC
Niemeyer de Almeida Filho – Economia/UFU
Nilce Aravecchia – FAU/USP
Nilson Weisheimer – Sociologia/UFRB
Nilton de Almeida Araújo – Univasf
Nísia Trindade Lima – Sociologia/FIOCRUZ
Noemi Henriqueta Brandão de Perdigão – Letras/UTFPR
Norma Lacerda – MDU/UFPE
Nuno de Azevedo Fonseca – FAU/USP
Odalci José Pustai – FAMED/UFRGS
Osvaldo Coggiola – História/USP
Osvaldo Coggiola – História/USP
Otaviano Helene – Física/USP
Otilia Beatriz Fiori Arantes – FFLCH/USP
Pablo Ortellado – EACH/USP
Patricia C Jaime – FSP / USP
Patrícia Del Nero Velasco – Filosofia/UFABC
Patrícia Junqueira – EACH/USP
Patricia Moran Fernandes – ECA/USP
Patricia Rodrigues Samora – Arquitetura e Urbanismo/PUC-Campinas
Patrícia Valim – História/UFBA
Patricio Tierno – Ciência Política/USP
Paula Marcelino – Sociologia/USP
Paula Rodrigues de Andrade – Arquitetura/UNISANTOS/UNIP
Paula Viviane Ramo – Instituto de Artes / UFRGS
Paulo A. Maia Neto – Física/ UFRJ
Paulo Arantes – Filosofia/USP
Paulo Cesar Miguez de Oliveira (UFBA)
Paulo Denisar Fraga – UNIFAL-MG
Paulo Eduardo Alves Camargo-Cruz – Desenvolvimento Humano e Social/FMU
Paulo Farias – Escola Politécnica/UFBA
Paulo Feldman – FEA/USP
Paulo Figueiredo Lima – UFPE/PE
Paulo Fontes – História/CPDOC-FGV
Paulo Gustavo Correa Pelegrini – UNIFAP
Paulo Henrique Braz-Silva – Odonto/USP
Paulo José dos Reis Pereira – RI/PUC-SP
Paulo Marinho de Oliveira – Ciências Ambientais/IFNMG
Paulo Nakatani – UFES
Paulo Niccoli Ramirez – FESPSP E FEI
Pedro Arantes – História da Arte/UNIFESP
Pedro Cezar Dutra Fonseca – Economia/UFRGS
Pedro Chadarevian – UNIFESP
Pedro de Niemeyer Cesarino – Antropologia/USP
Pedro Garcia Duarte – Economia/USP
Pedro Luis Dias Peres – Engenharia/UNICAMP
Pedro Meira Monteiro – Espanhol e Português/Princeton University
Pedro Paulo Schieffi – Medicina/Santa Casa
Pedro Paulo Zahluth Bastos – Economia/UNICAMP
Pedro Puntoni – FFLCH/USP
Peter Pal Pelbart – Psicologia Clínica/PUC-SP
Priscila Figueiredo – Letras/USP
André Luís Vizzaccaro Amaral – PSI-CCB-UEL/Londrina-PR
Gilberto Faggion – IHU e Adminsitração/UNISINOS
Rafael Araujo Cienxias Sociais – PUC-SP / FESPSP
Rafael Bandeira – Ciências Biológicas/Instituto Federal do Rio de Janeiro
Rafael Evangelista – Jornalismo/UNICAMP
Rafael Faraco Benthien – História/UFPR
Rafael Mafei – Direito/USP
Rafael Santos Mendes – Engenharia Elétrica/Unicamp
Rafael Villa – Ciência Política/USP
Ramón G. V. Fernández – Economia/UFABC
Raphael Jonathas da Costa Lima – Sociologia/UFF
Raquel Casarotto – Fisioterapia/FMUSP
Raquel Imanishi – Filosofia/UNB
Raquel Rangel de Meireles Guimarães – Economia/UFPR
Raquel Rolnik – FAU/USP
Raquel Schenkman – PUC-SP
Raquel Weiss – Sociologia/UFRGS
Rebecca Abers – Ciência Política/UnB
Regina Aída Crespo – UNAM/MÉXICO
Regina Facchini – UNICAMP
Regina Helena Alves da Silva – FAFICH/UFMG
Regina Sueli de Sousa – UFG
Reginaldo Nasser – RI/PUC-SP
Rejane Coutinho – Artes/Unesp
Rejane Cristina Rocha – UFSCar
Rejane Galvão Coutinho – UNESP
Remi Castioni – Educação/UnB
Renan Rangel Bonamigo – Med/UFCSPA
Renata Alvares Gaspar – Direito/PUCCampinas
Renata Mirandola Bichir – EACH/USP
Renato Anelli – IAU/USP
Renato Cymbalista – FAU/USP
Renato da Silva Queiroz – FFLCH/USP
Renato Duarte Fonseca – Filosofia/UFSM
Renato Glauco de Souza Rodrigues – UFSB
Renato Sztutman – FFLCH/USP
Renilson Rosa Ribeiro – UFMT
Ricardo de Araújo Kalid – UFSB
Ricardo Doretto – Física/UNICAMP
Ricardo Gaiotto de Moraes – Letras/PUC-Campinas
Ricardo Lodi Ribeiro – Direito Financeiro/UERJ
Ricardo Luís Doretto – Física/UNICAMP
Ricardo Mariano – Sociologia/USP
Ricardo Mayer – Ciências Sociais/UFSM
Ricardo Musse – Sociologia/USP
Ricardo Rodrigues Teixeira – Medicina/USP
Ricardo Silveira Bernardes – UnB
Ricardo Terra – Filosofia/USP
Rita Paiva – Filosofia/UNIFESP
Róber Iturriet Ávila – Economia/Unisinos
Roberto Imbuzeiro Oliveira – IMPA
Robson Sávio Reis Souza – PUC Minas
Robson Tadeu Cesila – Letras/USP
Rocío Elizabeth Chávez Alvarez/UFSB
Rodnei Nescimento – Filosofia/UNIFESP
Rodrigo Alves Teixeira – Economia/PUC-SP
Rodrigo Cazes Costa – Produção Cultural/UFF
Rodrigo Czajka – Ciências Sociais/UFPR
Rodrigo Gonçalves Pereira – IFSC/USP
Rodrigo Sales Pereira dos Santos – Sociologia/UFRJ
Rogério Arantes – Ciência Política/USP
Rogério Schlegel – Ciências Sociais/UNIFESP
Romeu Adriano da Silva – Universidade Federal de Alfenas
Romualdo Pessoa Campos Filho – Geografia/IESA/UFGO
Ronaldo Campos e Silva – Direito/IBMEC e UFF
Ronaldo Tadeu Pena – UFMG
Rosa Gabriella de Castro Gonçalves – UFBA
Rosa Maria Marques – PUC-SP
Rosana Curzel – UFRuralRJ
Rosângela Ballini – Economia/UNICAMP
Rosângela Sarteschi – Letras/USP
Rosely Carlos Augusto – UEMG
Rosemary Segurado – PUC-SP e FESPSP
Rossana Rocha Reis – Ciência Política/USP
Rossano Cabral Lima – Medicina Social/UERJ
Rubem Leão Rego – Sociologia/Unicamp
Rubens Alves da Silva – Ciência da Informação/UFMG
Rubens Sawaya – Economia PUC/SP
Rudinei Toneto Junior – FEA-RP/USP
Rudinei Toneto Júnior – FEA-RP/USP
Rúrion Melo – Ciência Política/USP
Ruy Braga – Sociologia/USP
Ruy Fausto – Filosofia/USP
Sabine Gorovitz – UnB
Sabrina Parracho – Sociologia/UFRuralRJ
Salete de Almeida Cara – FFLCH/USP
Samuel de Jesus – Artes/UFGO
Samuel Rodrigues Barbosa – Direito/USP
Sandra de Sá Carneiro – Antropologia, ICS/UERJ
Sarah Feldman – IAU/USP
Sávio Cavalcante – Sociologia/UNICAMP
Sávio Cavalcanti – UNICAMP
Sean Purdy – História/USP
Sebastião Velasco e Cruz – Ciência Política/UNICAMP
Selma Alves Valente do Amaral Lopes – FMB/UFBA
Sérgio Amadeu da Silveira – UFABC
Sergio Baptista da Silva – Antropologia/UFRGS
Sérgio Costa – Universidade Livre de Berlim
Sérgio Coutinho – Física/UFPE
Sergio Miceli – Sociologia/USP
Sergio Rezende – Física/UFPE
Sérgio Salomão Shecaira – Direito/USP
Sérgio Schneider – Sociologia/UFRGS
Sidney Calheiros de Lima – DLCV/FFLCH/USP
Silmara Dela Silva/UFF
Silvana Cristina da Silva – Geografia UFF/Campos
Silvana Rubino – História/UNICAMP
Silvia Lorenz Martins – UFRJ
Silvio Cario – Economia/UFSC
Simone Kropf – História/Fiocruz
Simone Meucci – Sociologia/UFPR
Sonia Maria Costa Barbosa – UFPE
Sonia Nussenzweig Hotimsky – Ciências Sociais/FESPSP
Sônia Salzstein – ECA/USP
Stella Senra – Comunicação/PUC-SP
Steven Dutt Ross – UNIRIO
Sueli Gandolfi Dallari – Direito/USP
Suely Rolnik – Psicologia Clínica/PUC-SP
Suhayla Khalil – FESPSP
Suimar Bressan – Sociologia e Ciência Política/UNIJUÍ
Syd Lourenço – FFP/ PPGHS/UERJ
Sylvia Caiuby Novaes – Antropologia/USP
Sylvia Gemignani Garcia – Sociologia/USP
Sylvia Helena Telarolli de Almeida Leite – UNESP
Tales Ab’Sáber – Filosofia/Unifesp
Tânia Bessone da Cruz Ferreira – UERJ
Tânia Cristina Teixeira – Economia/PUC Minas
Tarso Cabral Violin – PPGD/UFPR
Tarso de Melo – Direito/FACAMP
Tatiana Berringer – UFABC
Tatiana Savoia Landini – Ciências Sociais/UNIFESP
Tercio Redondo – Letras/USP
Thais Regina Pavez – Sociologia/UNESP
Thiago Ferreira – Comunicação/UFBA
Tiago Bernardon de Oliveira – História/UFPB
Tiago Mesquita – Escola da Cidade
Tiago Resende Botelho – Faculdade de Direito e Relações Internacionais da UFGD
Tomás Rotta – University of Greenwich
Tony Honorato – CEFE/UEL
Túlio Batista Franco – Saúde Coletiva/UFF
Ursula Peres – Políticas Públicas/USP
Vagner Camilo – Letras/USP
Valdemir Pires – Administração Pública/UNESP
Valéria Barbosa de Magalhães – EACH/USP
Valéria de Marco – Letras/USP
Valter Pomar – Relações Internacionais/UFABC
Vanderlei Machado – História/CAp-UFRGS
Vanessa Petrelli Correia – Economia/UFU
Venicio Lima – Ciência Política/UnB
Vera Alves Cepêda – Ciência Política/UFSCar
Vera da Silva Telles – Sociologia/USP
Vera Pallamin – FAU/USP
Victor Diógenes Amaral da Silva – Instituto de Ciências da Saúde/UFBA
Victor Garcia Miranda – Ciência Política/UFMS
Victor Giraldo – Matemática/UFRJ
Vilma Arêas – IEL/Unicamp
Vinícius de Rezende – Departamento de História/UFBA
Virgilio Carlo de Menezes Vasconcelos – Escola de Belas Artes/UFMG
Vitor Peixoto – Ciência Política/UENF
Vitor Schincariol – Economia/UFABC
Vivian Paes – Sociologia/UFF
Viviana Bosi – Letras/USP
Vladimir Caramori Borges de Souza – Engenharia/UFAL
Vladimir Pinto Coelho Feijo – Direito e Relações Internacionais/IBMEC Minas
Wagner de Melo Romão – Ciência Política/UNICAMP
Wagner Luiz Ferreira Marcolino – Astronomia/UFRJ
Wagner Pralon Mancuso – EACH/USP
Wagner Ribeiro – Geografia/USP
Wagner Ribeiro – Geografia/USP
Waldir Beividas – Letras/USP
Waldir Quadros – Economia/UNICAMP
Waleska de Araújo Aureliano – ICS/UERJ
Walquiria Leão Rego – Ciência Política/UNICAMP
Wellington Cyro de Almeida Leite – UNESP
Wendel Antunes Cintra – Faculdade de Ciências e Letras/UNESP
William Nozaki – FESPSP
Wilma Peres Costa – História/UNIFESP
Wilson Reis de Souza Neto – Matemática/PUC-RJ
Wilson Rogério Penteado Junior – Ciências Sociais/UFRB
Wilson Vieira – Economia/UFRJ
Wilton Maques – Letras/Universidade Federal de São Carlos
Wilton Marques – UFSCar
Wolfgang Leo Maar – Filosofia/UFSCar
Yara Frateschi – Filosofia/UNICAMP
Yudith Rosenbaum – Letras/USP
Yuri Simon – ED – UEMG
Zelina Beato – Letras/UESC
Zilda Iokoi – História/USP
ASSINAR Abaixo-Assinado

Esquerda se une contra impeachment e supera mobilização anti-Dilma em São Paulo

Do El País

Sob o risco da continuidade do processo de impeachment no Congresso, a presidenta Dilma Rousseff conseguiu um reforço importante fora das esferas de decisão de Brasília. Nesta quarta-feira, os movimentos de esquerda deram sinais de que parecem estar dispostos a se unir em torno de um discurso para defendê-la nas ruas, mesmo divergindo de muitas das medidas tomadas pela presidenta neste segundo mandato.

Pela manhã, um grupo composto pelos principais intelectuais do país lançou um manifesto contrário ao impeachment, em São Paulo. À tarde, milhares de movimentos sociais ligados a correntes partidárias que não conseguiam se entender diante de algumas pautas até poucos meses atrás, uniram-se em um ato que tomou a avenida Paulista e a rua da Consolação, em São Paulo, para gritar contra o que chamam de “golpe da oposição”. A união das entidades de esquerda fez com que a marcha anti-impeachment superasse em número os manifestantes pró-impeachment, que lotaram a Paulista no último domingo, por um placar de 55.000 pessoas contra 40.300, segundo a mesma fonte, o instituto Datafolha. Além de São Paulo, outros 25 Estados e o Distrito Federal também tiveram atos anti-impeachment, mas com menos participantes.

Apesar de fazerem questão de deixar claro que não pretendem defender a política de ajuste adotada por Rousseff e de criticarem ocasionalmente o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, responsável pelos cortes, os gritos de apoio ao mandato da presidenta se sobrepuseram desta vez. Entre os movimentos, o discurso de consenso era de que se está ruim com ela, pior será se o PMDB assumir o poder, por meio do vice-presidente Michel Temer. “O impeachment representa um claro retrocesso”, taxou o grupo de organizadores, em um manifesto lido por lideranças de três entidades: o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), mais alinhado ao PSOL e que faz críticas mais duras ao Governo, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o sindicato dos professores estaduais de São Paulo (Apeoesp), ligados ao PT. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), alinhada ao partido governista, também era uma das organizadoras, e conseguiu mostrar sua musculatura, levando uma grande parte dos manifestantes desta quarta-feira. Também estavam presentes movimentos feministas e pessoas que não eram ligadas a nenhuma entidade, mas são contrárias ao impeachment.

“Existem três bandeiras que unificam a esquerda e estamos nas ruas por elas. Hoje marca o início de uma nova situação no país. Os movimentos precisam se organizar para lutar”, explicou Jorge Paz, 66 anos, candidato a vice-presidente na última eleição na chapa encabeçada por Luciana Genro, do PSOL – ela chegou a defender neste mês a realização de novas eleições em 2016, como saída para a crise. As três bandeiras a que ele se refere são o “não vai ter golpe”, o “fora Cunha” e o “fim do ajuste fiscal”.

No início de outubro, o racha da esquerda ficou evidente. O grupo ligado ao MTST lançou a Frente Povo Sem Medo, marcada pela maior presença de entidades ligadas ao PSOL. A Frente se posicionava contrária ao impeachment, mas queria colocar nas ruas também uma critica veemente às políticas adotadas pelo segundo Governo de Rousseff -como já havia feito em um ato de 21 de agosto, em que deixou o PT de escanteio. A posição crítica ao Governo era vista com receio pelo PT, que também critica o Levy, mas que temia que enfatizar essa bandeira nas ruas poderia enfraquecer ainda mais a presidenta. Por falta de entendimento sobre o tom das críticas ao Governo, o partido governista criou no mesmo mês uma outra Frente, a Brasil Popular. Naquele mesmo outubro, elas afirmavam que só fariam atos juntas caso tivessem bandeiras em que entrassem em acordo. Nenhum foi feito.

Apesar de institucionalmente o PT não ter participado da marcha desta quarta-feira, seus militantes foram incentivados abertamente a compor o ato pelo próprio partido e formaram um grande bloco. Muitos políticos petistas de peso também compareceram, como o ex-senador Eduardo Suplicy, e o ex-ministro Alexandre Padilha, ambos atualmente na Prefeitura.

A união só parece ter sido possível novamente diante do quadro crítico. O próprio PT avalia que há um constrangimento de se pedir para seus militantes tomarem às ruas para defender um Governo que nem eles veem como seu. A grande crítica é que, após ser eleita, Rousseff adotou o programa de Governo do candidato vencido, Aécio Neves (PSDB) -ela o fez por avaliar que o modelo anterior, desenvolvimentista, já estava esgotado, o que levou o país à atual crise econômica. Mas para seus críticos, os mesmos que votaram nela nas eleições passadas, ela deveria voltar a apostar no modelo que marcou o primeiro Governo de Luiz Inácio Lula da Silva para sair da crise. Sob o comando de Levy, a área econômica impôs cortes caros às bases do partido e mudanças que foram consideradas prejudiciais aos trabalhadores, seu núcleo duro desde a fundação do PT.

 

Intelectuais da USP lançam manifesto contra o impeachment
Também foi em tom de defesa da democracia e não do Governo Dilma, que centenas de pessoas se reuniram na manhã desta quinta-feira na Faculdade de Direito da USP. O ato foi chamado por um grupo de professores da universidade que lançou um manifesto intitulado Impeachment, legalidade e democracia, que defende que o processo de impedimento é inconstitucional e sem embasamento jurídico. Até a noite desta quarta, mais de 7.000 pessoas haviam assinado o documento.

“Não é paralisados que vamos salvar a democracia no Brasil”, disse a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Ermínia Maricato. “Não há nenhum fundamento jurídico para dar apoio a esse pedido de impeachment”, disse o jurista Dalmo Dallari. “Não se trata de estar à favor de Dilma, mas à favor da Constituição”, disse. Ao lado deles, outros professores, como o cientista político André Singer, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo e o cientista político Roberto Schwartz compunham a mesa.

Na plateia, composta por professores e estudantes, jovens e outros nem tanto, o discurso de defender a democracia, mas não o Governo, era parecido. “Meu genro trabalha em uma agência de publicidade e está sentindo na carne essa crise”, disse um senhor. “As coisas estão terríveis”, finalizava. Ninguém defendeu Dilma Rousseff, mencionada apenas uma vez, na fala de Dallari. Todos, porém, defendiam a democracia. “Estamos defendendo a democracia, que está sendo ameaçada”, afirmou Luiz Carlos Bresser-Pereira, professor da FGV. “Por quem? Por um bandido, de um lado, que merece ser preso. E pelos liberais, de outro”, afirmou, se referindo ao presidente da Câmara Eduardo Cunha(PMDB).

“Temos uma tarefa histórica”, disse a filósofa Marilena Chauí. “A de explicar que se o golpe vier, nós teremos, por causa de toda a discussão em torno no terrorismo mundial, uma ditadura que nos fará achar que a de 64 foi pão doce com bolacha.”

O prefeito Fernando Haddad (PT) e a primeira-dama Ana Estela, além do secretario de Direitos Humanos Eduardo Suplicy (PT) e o de Transportes Jilmar Tatto (PT) estavam na plateia, mas não falaram publicamente.

O dia da infâmia

Por Fernando Morais*

Minha geração testemunhou o que eu acreditava ter sido o episódio mais infame da história do Congresso. Na madrugada de 2 de abril de 1964, o senador Auro de Moura Andrade declarou vaga a Presidência da República, sob o falso pretexto de que João Goulart teria deixado o país, consumando o golpe que nos levou a 21 anos de ditadura.

Indignado, o polido deputado Tancredo Neves surpreendeu o plenário aos gritos de “Canalha! Canalha!”.

No crepúsculo deste 2 de dezembro, um patético descendente dos golpistas de 64 deu início ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A natureza do golpe é a mesma, embora os interesses, no caso os do deputado Eduardo Cunha, sejam ainda mais torpes. E no mesmo plenário onde antes o avô enfrentara o usurpador, o senador Aécio Neves celebrou com os golpistas este segundo Dia da Infâmia.

Jamais imaginei que pudéssemos chegar à lama em que o gangsterismo de uns e o oportunismo de outros mergulharam o país. O Brasil passou um ano emparedado entre a chantagem de Eduardo Cunha –que abusa do cargo para escapar ao julgamento de seus delitos– e a hipocrisia da oposição, que vem namorando o golpe desde que perdeu as eleições presidenciais para o PT, pela quarta vez consecutiva.

Pediram uma ridícula recontagem de votos; entraram com ações para anular a eleição; ocuparam os meios de comunicação para divulgar delações inexistentes; compraram pareceres no balcão de juristas de ocasião e, escondidos atrás de siglas desconhecidas, botaram seus exércitos nas ruas, sempre magnificados nas contas da imprensa.

Nada conseguiram, a não ser tumultuar a vida política e agravar irresponsavelmente a situação da economia, sabotando o país com suas pautas-bomba.

Nada conseguiram por duas singelas razões: Dilma é uma mulher honesta e o povo sabe que, mesmo com todos os problemas, a oposição foi incapaz de apresentar um projeto de país alternativo aos avanços dos governos Lula e Dilma.

Aos inconformados com as urnas restou o comparsa que eles plantaram na presidência da Câmara –como se sabe, o PSDB, o DEM e o PPS votaram em Eduardo Cunha contra o candidato do PT, Arlindo Chinaglia. Dono de “capivara” policial mais extensa que a biografia, Cunha disparou a arma colocada em suas mãos por Hélio Bicudo.

O triste de tudo isso é saber que o ódio de Bicudo ao PT não vem de divergências políticas e ideológicas, mas por ter-lhe escapado das mãos uma sinecura –ou, como ele declarou aos jornais, “um alto cargo, provavelmente fora do país”.

Dilma não será processada por ter roubado, desviado, mentido, acobertado ou ameaçado. Será processada porque tomou decisões para manter em dia pagamentos de compromissos sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.

O TCU viu crimes nessas decisões, embora não os visse em atos semelhantes de outros governos. Mas é o relator das contas do governo, o ministro Augusto Nardes, e não Dilma, que é investigado na Operação Zelotes, junto com o sobrinho. E é o presidente do TCU, Aroldo Cedraz, e não Dilma, que é citado na Lava Jato, junto com o filho. Todos suspeitos de tráfico de influência. Provoca náusea, mas não surpreende.

“Claras las cosas, oscuro el chocolate”, dizem os portenhos. Agora a linha divisória está clara. Vamos ver quem está do lado da lei, do Estado democrático de Direito, da democracia e do respeito ao voto do povo.

E veremos quem se alia ao oportunismo, ao gangsterismo, ao vale-tudo pelo poder. Não tenho dúvidas: a presidente Dilma sairá maior dessa guerra, mais uma entre tantas que enfrentou, sem jamais ter se ajoelhado diante de seus algozes.

(Artigo inicialmente publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, no dia 6 de janeiro de 2015)

*Fernando Morais é jornalista e escritor. Ele é autor, entre outros, dos livros “Chatô, o Rei do Brasil” e “Olga”

Governadores do Nordeste são contra abertura do impeachment

Do Portal Vermelho

Nota dos Governadores do Nordeste

“Diante da decisão do Presidente da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a Exma Presidenta da República, Dilma Roussef, os Governadores do Nordeste manifestam seu repúdio a essa absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional. Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas. O processo de impeachment, por sua excepcionalidade, depende da caracterização de crime de responsabilidade tipificado na Constituição, praticado dolosamente pelo Presidente da República. Isso inexiste no atual momento brasileiro. Na verdade, a decisão de abrir o tal processo de impeachment decorreu de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade. Diante desse panorama, os Governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária ao impeachment nos termos apresentados, e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam. Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda.”

Robinson Farias (PSD – Rio Grande do Norte)
Flavio Dino (PCdoB – Maranhão)
Ricardo Coutinho (PSB – Paraiba)

Camilo Santana (PT – Ceara)
Rui Costa (PT – Bahia)
Paulo Câmara (PSB – Pernambuco)
Wellington Dias (PT – Piaui)
Jackson Barreto ( PMDB – Sergipe)
Renan Filho (PMDB – Alagoas)