
Duarte Pereira - que já foi militante de esquerda e dirigente máximo da Ação Popular nos anos 60 - juntou-se às ignomínias de César Benjamin. Distribuiu pela internet carta na qual prega que a infâmia dirigida contra o presidente Lula fosse “apurada”, ofertando o direito à dúvida às acusações mentirosas e de má fé publicadas na Folha de São Paulo. Gilberto Maringoni – professor, chargista e filiado ao PSOL – escreveu, em resposta, a carta que abaixo publico:
"Caro Duarte:
Você sabe do respeito imenso que tenho por você, por seu discernimento político e por sua história. Por isso quero falar-lhe como amigo e companheiro. Não acho correto darmos credibilidade ao Cesar Benjamin neste episódio. Ele tem também um passado de lutas e uma capacidade de elaboração respeitável.
Mas há tempos, Cesar resolveu buscar um espaço em voo solo, descolando-se de qualquer ação coletiva. Não sei exatamente o que se passa. Não sei se é uma vaidade imensa, não sei se é alguma questão política, ou se um modo de se fazer política com o fígado. Uma denúncia como a que ele faz não é uma denúncia pessoal. Só encontro paralelo recente no caso Miriam Cordeiro. Levanta-se um pecado íntimo para se atacar uma vertente política.
Por que a denúncia não foi feita antes ? Por que a denúncia foi feita na Folha? Por que ela é feita quando o governo tem uma atitude digna na questão hondurenha? Por que ela é feita quando Lula recebe um inimigo figadal de Israel? Por que ela é feita quando há um afrouxamento mínimo na política monetária? Por que ela é feita quando se travam as privatizações dos aeroportos?
Por que ela é feita quando a direita faz uma ofensiva de conjunto na América Latina? Por que a Folha abriu uma página inteira a ela? Por que ele faz isso na boca de uma campanha eleitoral? Por que ele faz isso quando o candidato da direita - José Serra - começa a cair nas pesquisas?
O caso me evoca outra lembrança triste.
No início dos anos 1970, alguns militantes da esquerda revolucionária, muito jovens, não aguentando as torturas a que foram submetidos na prisão, foram para a TV. Afirmavam estarem arrependidos da luta. Anos atrás eu os classificava com o epíteto seco de 'traidores'. Hoje, pensando no fato de serem adolescentes, pondero meu tom. Não fizeram um papel edificante. Causaram prejuízos irreparáveis. Mas eram meninos acuados.
O caso mais evidente foi o de Massafumi Yoshinagui, da VPR. Foi até capa de Veja, em 1971. Viveu atormentado com seu gesto, até se suicidar em 1976, aos 26 anos de idade. Quase 40 anos depois, Cesinha - que não é mais um menino - vai para as páginas e holofotes da grande mídia, fazer o que as classes dominantes querem. Recebi notícias que blogs da direita estão difundindo o texto.
Conheço o Cesinha há cerca de 25 anos. Sinto que nós o perdemos irremediavelmente. Fico envergonhado com o papel que ele está desempenhando. Seu passado não merece isso. Mas a História irá julgá-lo. Por ora fica na ponta da minha língua o adjetivo que usei contra os que foram à televisão naqueles anos. E não encontro atenuantes para César Benjamin. Faço votos que ele se dê bem no outro lado.
Abraços,
Maringoni"
Esse post deve estar com problemas, pois no estou conseguindo acess-lo.
Obrigado
Espero que esse Benjamin do mal, no chegue nunca ao gesto extremo de Massafumi, mas que aprenda a refletir sobre o mal, que ele pode ter feito a uma Nao
Os depoimentos de vrios sindicalistas que estiveram presos com Lula, o prprio depoimento do "menino do MEP" e o depoimento dos delegados carcereiros de Lula, desmentindo a verso de Cesar Benjamin, no so suficientes ?
Se a verso de Cesar Benjamin fosse verdadeira, o "fato" teria servido para desmoralizar Lula, naquele momento, em que ele liderava as greves no ABC paulista, revertendo o jogo poltico em favor da ditadura militar.
O que o Duarte quer na verdade expor o Presidente a um processo kafkiano, transformando uma calnia em "fato verdadeiro" para beneficiar a direita no atual jogo poltico, visando as eleies de 2010.
Haja estmago para conviver com esses traidores.
Penso que errar humano persistir no erro burrice.
A publicao pela Folha De S. Paulo de um artigo (27/11) onde um militante , antigo preso poltico, relata uma conversa privada que teria tido com Lula em 1995, revela a estupidez aonde o jornalismo pode chegar.
Assim como a omisso sobre o filho bastardo de FHC, fato pblico desde seu nascimento, assim como "Nazistas atacam brasileira na Suia" e o mais famoso, "A escola Base" , jornais brasileiros publicam qualquer informao, sem investigar, em total desrespeito inteligncia de seus leitores e da honra das pessoas alvos de ataques mais canalhas.
Lamento que essa ignorncia e falta de carter nos obrigue a constatar que os jornais brasileiros servem a interesses excusos e dos mais vis.
Isso fica ainda mais claro quando vemos sua ausncia, na defesa veemente da populao de S. Paulo quando do aumento de impostos promovido por seu medocre prefeito. Como se diz vocs so farinhas do mesmo saco!
Mau caratismo no merece fazer parte de um convvio democrtico.
Merece as penas das leis!
Sem comentrios a outra parte q foi e repugnante.
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