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Ao registrar o julgamento iniciado hoje, em um tribunal de Paris, dos 13 chilenos e de um argentino acusados da prática de crimes de desaparecimento de adversários durante a ditadura Augusto Pinochet no Chile, é inevitável constatar o quanto estamos atrasados no Brasil em processos dessa natureza (veja nota acima).
No Brasil, decorridos 46 anos da implantação da ditadura militar de 1964 e 25 do seu término (1985), sequer abrimos os arquivos da repressão. E não temos a mínima ideia de como integrantes das Forças Armadas e agentes do regime de exceção cometeram os crimes que levaram ao desaparecimento de mais de 400 pessoas que julgaram adversárias do regime, além da tortura infringida a milhares.
Pior, ainda temos de conviver com essa farsa de integrantes das Forças Armadas dizendo que não há mais arquivos, que grande parte foi queimada e que não há mais nada a ser encontrado ou revelado. Desculpa esfarrapada, inverossímel, na qual nunca acreditei. Por isso fui voto vencido, mas defendi a abertura desses arquivos do primeiro ao último dia em que permaneci no governo.
Processo de revisão é o mais atrasado do continente
O julgamento desses 13 chilenos (seriam 15 se Pinochet e Contreras não tivessem sido excluídos do processo) e do argentino é uma prova mais do que eloquente do que escrevo, e vou escrever sempre, até que a verdade venha à tona, imponha-se e supere a covardia dos que não confessam ou dos que encobrem seus crimes. Não adianta postergar, um dia terão de abrir os arquivos e a verdade em toda a sua extensão será conhecida também no Brasil.
O processo está moroso aqui - no Brasil é o mais demorado do continente. Em todos os demais países em que houve ditaduras nas décadas de 60 a 80, os arquivos da repressão já são conhecidos, vieram a público, leis de anistia recíproca foram revogadas ou revistas, militares julgados e há até generais e ex-presidentes militares presos.
O presidente Lula, por duas vezes recentemente, evocou o medo e o drama de consciência em que vivem o torturador ou torturadores (nos anos 70) da presidente eleita Dilma Rousseff, presa política da ditadura por três anos. Podem remoer e terem o medo que quiserem, porque um dia a abertura desses arquivos acontecerá, também, no Brasil.
Devemos isso aos que tombaram na luta pela democracia, aos que sofreram sequelas irreparveis, aos familiares dos mortos e s geraes futuras - para que no acontea
Acho que deveramos fazer um manifesto dirigido ao Wikileaks pedindo que eles acessem seus servios de investigao/espionagem e publiquem esses arquivos, pelo bem da democracia.
Democracia isso, o "direito" de RUY digitar, e ser publicado, que "portanto a melhor coisa a fazer por uma pedra no assunto e esquec-lo".
O "arquiteto" JOBIM agradece ao pedreiro RUY o apio a IMPUNIDADE.
Parabens RONAM- " continuam as novas geraes ouvindo msica de ouvido, sem a justa e honesta leitura da partitura."
Novamente, parabns pela luta incansvel, pela abertura desses arquivos, que podem por muitos vivos, na cadeia, ou mesmo fora da estrutura do Estado.
At a vitria final companheiro!!
Portanto, a melhor coisa a fazer por uma pedra no assunto e esquec-la.
Mesmo depois,Dilma Rousseff recebe diriamente da mdia golpist,a a referncia de "terrorista".
Alienados a parte,o fato que h um profundo dano verdade no Brasil.
Vejo risco democracia, se no for dado um ponto final ao assunto.E,esta p de call,passa indiscutivelmente pela Verdade, em toda a sua dimenso...doa a quem doer!
Continuam as novas geraes,tocando uma msica de ouvido,sem a justa e honesta leitura da partitura.
Escrevo com autoridade de quem sobreviveu ao perodo.
Sou um dos milhares de fundadores do PT, onde continuo militando ( 2 zonal- Grande Tijuca - RJ )como parte da Executiva.
Tenho MEDO sim que governo presidido por Dilma faa o mesmo. Os sinais so claros: manuteno de Jobiom e a segunda homenagem a Medice, na AMAN vista como "natural"



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