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A repercusso ao jornalismo marrom de Veja
Publicado em 30-Ago-2011

 

Dines e Kotscho criticam jornalismo de Veja

Publicado em 31-Ago-2011

“De vez em quando, convém lembrar que repórter não é Polícia e a Imprensa não é Justiça, e também não deveria se considerar inimputável como as crianças e os índios. Vejam o que aconteceu com Murdoch, o ex-todo-poderoso imperador. Numa democracia, ninguém pode tudo”. A conclusão é do jornalista Ricardo Kotscho, em um texto reproduzido no portal Brasil 247.

Para esse eterno repórter, o episódio da capa da revista Veja contra mim neste final de semana (leia mais neste blog) suscita a necessidade de a sociedade brasileira debater o papel da nossa imprensa . “Uma imprensa que não admite qualquer limite ou regra, e se coloca acima das demais instituições para investigar, denunciar, acusar e julgar quem bem lhe convier”, ressalta Kotscho.

Segundo o jornalista, Veja ao fez uma grave acusação contra mim - de que eu manteria um "gabinete" num hotel de Brasília, onde eu despacharia  “com graúdos da República” e que “conspiraria contra o governo da presidente Dilma" - tudo o que a revista conseguiu produzir foi “um editorial da primeira à última linha, com mais adjetivos do que substantivos.” Isso, ao longo de oito páginas.

Tese prévia à apuração

Na visão de Kotscho,  a tese da minha suposta conspiração contra o Governo Dilma estaria pronta antes da sua apuração. Para outro experiente jornalista, Alberto Dines, acostumado a comentar os acertos e erros da imprensa brasileira, Veja, ao trazer “de volta os vídeos clandestinos, os arapongas, os dossiês secretos jogados no colo de jornalistas ditos investigativos”, levou o jornalismo político de volta à era da lascada.

Em um texto no Observatório da Imprensa, ontem, Dines descreve a matéria de capa da revista desta semana como “sutil como uma carga de cavalaria – e tão eficaz quanto esta”.  Para ele, a reportagem produziu um curto-circuito, reintroduzindo a imprudência no diálogo governo-imprensa.

Customizado da primeira à última linha

“O texto inteiro de Veja, da primeira à última linha, é customizado, adaptado para servir à tese de que o ex-chefe da Casa Civil está conspirando contra a sua sucessora, atual presidente da República. Não há evidências, apenas insinuações, ambigüidades, gatilhos”, comenta o colunista e editor responsável do Observatório da Imprensa.

O texto segue: “A lista dos “conspiradores” é frágil e as possíveis motivações, inconsistentes. O conjunto é disparatado, não faz sentido, carece de lógica. Mesmo enquanto ficção. Um desserviço”.

Faço as conclusões de Dines as minhas palavras: “este é um jornalismo que não se sustenta, é retrocesso. Não favorece a imagem da imprensa e degrada o processo político”.


Tessele & Madalena repele tentativa de invasão a hotel

Publicado em 30-Ago-2011

O escritório "Tessele & Madalena Advogados Associados" divulgou nota à imprensa na qual comenta a matéria da Veja deste final de semana. Nela, explica porque, desde 2010, aluga o apartamento 1606 do Hotel Naoum. Também frisa que o sócio Hélio Madalena repele qualquer insinuação ou vínculo com Boris Berezovski, conforme afirmou o texto da revista. Informa, ainda, que o advogado buscará na esfera judicial a recomposição da verdade. Confira, a seguir, a íntegra do texto.


Nota à imprensa
 
A revista Veja perpetrou uma série de atos atentatórios ao regular exercício profissional do escritório Tessele & Madalena - Advogados Associados, numa atabalhoada tentativa de invasão de domicílio ao apartamento 1606 do Hotel Naoum, locado para uso privativo do nosso escritório, na qual o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, se utilizando de ardis e subterfúgios, passou-se por seu hóspede, para fins da retirada de objetos pessoais daquela unidade.

O caso já é objeto de apuração pela Polícia Civil do Distrito Federal (Ocorrência 4658/2011-0), que investiga também se a revista Veja foi a responsável pela instalação de equipamentos de espionagem nas dependências do prédio. Posteriormente, para adentrar nas dependências do nosso escritório, dito jornalista fez-se passar por assessor do prefeito de Varginha/MG.

Mantemos com o escritório "Oliveira e Silva e Ribeiro Advogados", de São Paulo, desde dezembro de 2007, um acordo de cooperação técnica, regularmente registrado no Conselho da OAB/DF, e que prevê, dentre outras obrigações, o uso comum de instalações, estrutura, logística, recursos humanos e técnicos, aos advogados associados a ambos escritórios, em trânsito em São Paulo e Brasília. A suíte que a Veja tentou violar está alugada desde setembro de 2010, para Tessele & Madalena – Advogados Associados e faz parte desse rol de utilidades disponíveis aos advogados, quando em trânsito em Brasília.

Trata-se de uma relação legal e transparente. Não existe nada de misterioso ou suspeito, como insinua a revista. Já os métodos empregados pela Veja, que, neste episódio, abandonou todos os critérios jornalísticos e se enveredou em uma operação típica de polícia política privada, atropelam os preceitos básicos do Estado Democrático de Direito.

Com relação ao caso Boris Berezovski, o sócio Hélio Madalena repele qualquer insinuação ou vínculo com tais fatos e buscará na esfera judicial a recomposição da verdade.

A revista Veja se escuda nos fundamentos legítimos da liberdade de imprensa para atacar e difamar aqueles que elege como seus adversários políticos. A versão tupiniquim do tablóide News of the World, do empresário Rupert Murdoch, que pratica um jornalismo de teses independente dos fatos, se superou nesse episódio na medida em que lançou mão de práticas, que, esperamos, sejam severamente condenadas pela Justiça.
 
Tessele & Madalena - Advogados Associados


Mídia repercute críticas à revista

Publicado em 30-Ago-2011

A revista Veja agiu de forma tão acintosa em sua matéria deste final de semana contra mim (leia mais neste blog), que vários jornais, revistas e emissoras de TV repercutiram o fato.

No jornal Valor Econômico, por exemplo, tive o espaço para expor minha indignação. Sob o título “Indignado, Dirceu diz que apoia Dilma ”, pude comentar minha posição em relação à líder da nação – cujo governo, a revista me acusa de conspirar contra. A insinuação de que eu o fizesse, agindo contra ministros, senadores e deputados para me aproveitar politicamente da queda do ex-ministro Palocci, conforme retratou fielmente o jornal, é simplesmente “de morrer de rir”.

"Até as pedras sabem que eu sou governista. Pode ter alguém que apóie (o governo Dilma), tanto quanto eu, mas é difícil", afirmei à publicação. O jornal também reproduziu meus argumentos sobre meus direitos de me encontrar com quem eu bem entenda". Isso é natural, eu tenho todo o direito de fazer política. Que eu encontro com parlamentares, com políticos, com governadores, isso é sabido", afirmei.

Caso de polícia

A revista Carta Capital também repercutiu o episódio. Ressaltou que a apuração de Veja acabou tornando-se caso de polícia. E deu voz ao advogado Hélio Madalena, do escritório "Tessel e Madalena". Helio explicou um acordo de cooperação técnica entre nossos escritórios. “Esse acordo prevê a cessão de instalações, logística, infra-estrutura e material humano quando o advogado está em trânsito, ou eu em São Paulo ou ele aqui em Brasília. Isso se chama associação de escritórios, que é um procedimento previsto pela lei e no estatuto da ordem”, disse.

Também tive espaço em reportagem da emissora SBT (assista o vídeo clicando aqui). “A matéria é a piada do ano. Todo mundo sabe, no Brasil, que é difícil encontrar alguém mais governista do que, no PT”, disse à reportagem. “Eu espero que o ministério público e a polícia federal investiguem, porque isso é crime, é público, tem boletim de ocorrência. Eu não preciso tomar nenhuma medida”, conclui.

No jornal Record News, pude afirmar que a atitude da revista foi um crime. “(Foi) invasão de privacidade de todos os hóspedes do hotel e da privacidade de deputados, senadores, de governadores, que se hospedam lá”, expliquei, ressaltando, ainda que, “na verdade, (a matéria de Veja) não é jornalismo investigativo, isso é polícia política”.

 

"Dilma sabe de minha lealdade"

Disse à reportagem da emissora que “O que nós estamos vendo é uma atuação como se fosse uma investigação policial e violando a lei”. E reafirmei que eu tenho certeza absoluta que a presidente Dilma sabe da minha lealdade, do meu companheirismo e sabe que eu sempre estive ao lado dela. Confira aqui vídeo da matéria.

Na blogosfera, os artigos sobre o episódio já somam várias dezenas. É um alento comprovar que a democracia e o direito à informação são bandeiras de vários autores, que não se cansam em produzir um jornalismo alternativo e combativo. São exemplos a serem seguidos por Veja.

 

Reações aos despropósitos da Veja

Publicado em 30-Ago-2011

 

Não faltaram vozes para denunciar a matéria da Veja deste final de semana, a qual traz ridículas inverdades a meu respeito. Entre elas, os líderes da bancada do PT no Senado, Humberto Costa (PE), e na Câmara, Paulo Teixeira (SP), além do deputado Emiliano José  (PT/BA) e de Eduardo Siqueira Campos, secretário estadual de Planejamento do Tocantins. Todos reagiram, também, à forma como agiram os repórteres da publicação, com duas tentativas de invasão ao meu quarto de hotel e a captação clandestina de imagens, bem ao estilo do extinto tablóide The News of the World, de Rupert Murdoch. (Leia mais neste blog)

A prática da revista recolocou em discussão os limites de iniciativas de órgãos de imprensa danosas à imagem de pessoas públicas, a partir de acusações vazias, falaciosas, infundadas. “Não se trata de cercear a liberdade de expressão, como muitos procuram tergiversar”, afirmou o senador Humberto Costa.

“Trata-se, isto sim, de pôr fim a eventos como o produzido, no último final de semana, pela revista Veja,  em prejuízo aos limites da ética jornalística”, alegou o senador. Para Costa, a tentativa de a revista “criar um clima negativo entre os integrantes da base aliada ao governo Dilma Rousseff” é descabida.

"Veja flertou com o crime"

Alguns depoimentos foram ainda mais enfáticos. “Veja extrapolou. Flertou com o crime”, disse Emiliano José em seu pronunciamento ontem, na Câmara. Para ele, o caso exige a regulamentação dos artigos da Constituição referentes à comunicação. “(É preciso) garantir a emergência das muitas vozes silenciadas país afora. Temos falado sobre os descaminhos, os erros crassos da imprensa, e os climas artificiais de crise que são montados, face à posição da maioria dos grandes grupos midiáticos”, denunciou o deputado.

Também, Paulo Teixeira criticou em nota o “jornalismo” praticado pela Veja. Ele lembrou que a revista já teria sofrido uma condenação judicial na semana passada, acionada pelo deputado Vicentinho (PT-SP). A 13ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a publicação, em processo de injúria, calúnia e difamação, a conceder-lhe direito de resposta.

O deputado ressaltou que, na mesma semana, a revista apareceu também no Wikileaks. Documentos da embaixada dos Estados Unidos avaliavam como “um exagero e uma manobra política” a reportagem da Veja sobre o suposto financiamento de campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores pelas FARC. “Para completar o período curto de uma semana, a revista se envolve em uma série de crimes, como o de quebra de privacidade contra o dirigente petista José Dirceu”, frisou o congressista.

"Não me vejo nesta intriga"

Outro que publicou nota contra a matéria de Veja foi Eduardo Siqueira Campos, secretário estadual de Planejamento do Tocantins, um dos citados na matéria contra mim, neste final de semana. Ele ressalta ser um interlocutor de muitos líderes de diferentes partidos, posição da qual muito se orgulha. “Aprendi a ter amizade e respeito pelas pessoas, independente de cores partidárias”, diz ele comentando suas conversas comigo.  “Li a reportagem sobre uma suposta trama que pretende desestabilizar e derrubar o Governo Dilma. Sinceramente, não me vejo nesta intriga”, concluiu ele.

Aproveito para, mais uma vez, agradecer aqui as inúmeras mensagens de solidariedade e apoio, além dos artigos de blogueiros que denunciam o achincalhe público a que tenho sido alvo por parte da Veja.

 

Mais mentiras de Veja na matéria a meu respeito

Publicado em 29-Aug-2011

A semana começa aqui no blog, como não poderia deixar de ser, ainda sob o impacto da tendenciosa matéria de Veja dessa semana a meu respeito. Como já falei dela em outros dois posts no fim de semana (leia notas logo abaixo), hoje cumpre destacar a omissão e o silêncio absolutos da grande imprensa contra a flagrante violação por parte da revista da minha privacidade, intimidade e do meu direito à presunção da inocência, uma vez que ainda não fui julgado pela Justiça de meu país, mas Veja já me julgou e condenou da 1ª à última linha de seu material. A começar pelas manchetes em sua capa.

Um ou outro jornal registra a matéria de Veja, mesmo assim só para dar curso a seu teor e não ao caráter do ato criminoso praticado pela revista. Nenhum questiona, sequer registra, o aspecto da violação da privacidade dos hóspedes de um hotel e a invasão de seus apartamentos.

Não fossem os portais Terra, UOL, Brasil 247, Sul21 e o Vermelho - só para citar alguns - e a blogosfera, o registro do crime passaria batido, em brancas nuvens. Aproveito aqui para agradecer aos muitos blogueiros e anônimos que denunciaram e retuitaram notas denunciando mais esta farsa da revista Veja. Que houve invasão de domicílio e desrespeito à minha privacidade não há dúvidas. Agora é acompanhar as investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil de Brasília, nos inquéritos instaurados a pedido do hotel.

Hélio não foi cúmplice, foi vítima

À medida que passa o tempo, elucidam-se, também, outras mentiras deslavadas publicadas por Veja. A matéria fala do fato do advogado Hélio Madalena ter constado do inquérito que apurou o caso MSI-Corinthians. VEJA mentiu, também, nesse caso. Hélio foi vítima e não cúmplice de quem quer que seja nessa história.

Seu sigilo foi quebrado a partir da quebra do meu sigilo, ambos sem nenhuma razão, um abuso de autoridade na operação MSI-Corinthians, precursora das ilegalidades que depois seriam descobertas na Operação Satiagraha, agora anulada pela Justiça. Hélio e eu, como bem afirmam os procuradores, fomos investigados na apuração de um caso como o qual nada tínhamos a ver. E é bom que se diga com todas as letras: fomos totalmente inocentados.

É só resgatar o noticiário para comprovar o que afirmo e a leviandade da revista. Na época, a própria mídia registrava, em diversos veículos: em relação a suposto envolvimento do ex-ministro José Dirceu no caso, o procurador da República, Rodrigo de Grandis, disse que não foram identificados indícios de participação de Dirceu em relação à parceria MSI-Corinthians que justificassem denúncia contra ele.

 

“Veja” atenta contra os princípios democráticos

Publicado em 27-Aug-2011

 

Depois de abandonar os critérios jornalísticos e a legalidade, a revista Veja abriu mão também dos princípios democráticos.

A matéria de capa desta semana foi realizada no mais clássico estilo de polícia privada, a serviço dos setores que a Veja representa. Viola o princípio constitucional da intimidade e infringe o Código Penal. Ignora o direito a julgamento e condena previamente.
 
A matéria é um amontoado de invenções e erros.
 
A revista obteve, não se sabe como, imagens do corredor do hotel onde me hospedo em Brasília. Com a relação de todas as pessoas que recebi, passou a questionar a todos sobre os motivos de se encontrarem comigo.
 
Os questionamentos não tinham como objetivo a apuração jornalística. A tese da revista de que conspirávamos contra o governo da presidenta Dilma já estava pronta. O objetivo era apenas o de constranger.
 
Manipulação dos fatos

Para tentar dar consistência à sua tese, Veja manipula os fatos para fazer o leitor crer que atuei para que Antonio Palocci deixasse a Casa Civil. Afirma, por exemplo, que três senadores petistas saíram da reunião comigo e, horas depois, recusaram-se a assinar uma nota em apoio a Palocci.
 
Uma rápida pesquisa no noticiário mostra que a reunião da bancada a que a matéria se refere ocorreu antes de meu encontro com os senadores. Às 15h30, os sites de notícia já divulgavam o resultado do encontro. Minha reunião, segundo a própria Veja, ocorreu às 15h52 e durou mais de 50 minutos.
 
Ontem, em nota no blog, denunciei a tentativa de um repórter da Veja de invadir meu quarto no hotel (leia mais). O jornalista Gustavo Ribeiro se hospedou em apartamento próximo ao meu, aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado na minha suíte, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta. Ela se recusou e comunicou o fato à direção do hotel, que registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.
 
Outra tentativa frustrada de golpe

A reportagem da Veja tentou ainda outro golpe. O mesmo repórter fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto "documentos relevantes". Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada do hotel que preencheu com seu verdadeiro nome. O golpe não funcionou, porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.
 
Reafirmo: Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, de qualquer partido, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades.
 
Todas minhas atividades são públicas. Viajo pelo país, sou recebido por governadores, prefeitos, parlamentares, lideranças e, principalmente, pela militância petista. Dou palestras e realizo debates, articulo e participo da vida política do país, como dirigente do PT e cidadão. Não tenho nada a esconder.
 
Campanha contra mim não tem limites


A revista tem o claro objetivo de destruir minha imagem e pressionar a Justiça pela minha condenação. Sua campanha contra mim não tem limites.  Mas a Veja não fere apenas os meus direitos. Ao manipular fatos, ignorar a Constituição, a legislação e os direitos individuais, a revista coloca em risco os princípios democráticos e fere toda a sociedade.

 

Repórter da revista Veja é flagrado em atividade criminosa

Publicado em 26-Aug-2011

Depois de abandonar todos os critérios jornalísticos, a revista Veja, por meio de um de seus repórteres, também abriu mão da legalidade e, numa prática criminosa, tentou invadir o apartamento no qual costumeiramente me hospedo em um hotel de Brasília.

O ardil começou na tarde dessa quarta-feira (24/08), quando o jornalista Gustavo Nogueira Ribeiro, repórter da revista, se registrou na suíte 1607 do Hotel Nahoum, ao lado do quarto que tenho reservado. Alojado, sentiu-se à vontade para planejar seu próximo passo. Aproximou-se de uma camareira e, alegando estar hospedado no meu apartamento, simulou que havia perdido as chaves e pediu que a funcionária abrisse a porta.

O repórter não contava com a presteza da camareira, que não só resistiu às pressões como, imediatamente, informou à direção do hotel sobre a tentativa de invasão. Desmascarado, o infrator saiu às pressas do estabelecimento, sem fazer check out e dando calote na diária devida, ainda por cima. O hotel registrou a tentativa de violação de domicílio em boletim de ocorrência no 5º Distrito Policial.

A revista não parou por aí.


O jornalista voltou à carga. Fez-se passar por assessor da Prefeitura de Varginha, insistindo em deixar no meu quarto "documentos relevantes". Disse que se chamava Roberto, mas utilizou o mesmo número de celular que constava da ficha de entrada que preencheu com seu verdadeiro nome.  O golpe não funcionou porque minha assessoria estranhou o contato e não recebeu os tais “documentos”.

Os procedimentos da Veja se assemelham a escândalo recentemente denunciado na Inglaterra. O tablóide News of the World tinha como prática para apuração de notícias fazer escutas telefônicas ilegais. O jornal acabou fechado, seus proprietários respondem a processo, jornalistas foram demitidos e presos.

No meio da tarde da quinta-feira, depois de toda a movimentação criminosa do repórter Ribeiro para invadir meu apartamento, outro repórter da revista Veja entrou em contato com o argumento de estar apurando informações para uma reportagem sobre minhas atividades em Brasília.

Invasão de privacidade


O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide. Pereira fez três perguntas:

1 – Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos – ministros, parlamentares, dirigentes de estatais – num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 – Geralmente, de quem parte o convite para o encontro – do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 – Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Preparação de uma farsa

Soube, por diversas fontes, que outras pessoas ligadas ao PT e ao governo foram procuradas e questionadas sobre suas relações comigo. Está evidente a preparação de uma farsa, incluindo recurso à ilegalidade, para novo ataque da revista contra minha honra e meus direitos.

Deixei o governo, não sou mais parlamentar. Sou cidadão brasileiro, militante político e dirigente partidário. Essas atribuições me concedem o dever e a legitimidade de receber companheiros e amigos, ocupem ou não cargos públicos, onde quer que seja, sem precisar dar satisfações à Veja acerca de minhas atividades. Essa revista notoriamente se transformou em um antro de práticas antidemocráticas, a serviço das forças conservadoras mais venais.


Confira abaixo as imagens do B.O. em detalhes; para ler os documentos em pdf clique nas imagens: