Antes de iniciar nossa conversa, agradeço o apoio e a solidariedade de vocês na última semana. Embora não possa responder a cada uma das mensagens enviadas, saibam que elas fortalecem minha disposição à luta. Recebi as mais diversas manifestações sobre a invasão da minha privacidade por um repórter da Revista Veja (leia mais). Não é a toa que o PT e várias forças achem importante a instituição de um marco regulatório para a mídia, uma legislação que a faça cumprir os princípios éticos do jornalismo, vá contra o oligopólio do setor e que esteja em sintonia e reforce os direitos individuais previstos na Constituição a qualquer cidadão.
Quero deixar muito claro: não propomos censura, mas a democratização da propriedade dos meios de comunicação. Para contribuir nesse debate, destaco quatro comentários que, de certa forma, se complementam. Oscar Bessa, por exemplo, aponta que "essa imprensa servente a interesses outros que nada têm a ver com a informação está indo longe demais".
Uma percepção que não é isolada. Daí a falácia da imprensa, constatada também por Valério Santiago de "tentar infundir na opinião pública que regulação da mídia é a mesma coisa que censura à imprensa". Não é. Regulação não é censura. É a proteção dos direitos individuais do cidadão e, sobretudo, a democratização dos meios de comunicação contra o monopólio da informação e em prol da pluralidade de opiniões.
Críticas como as de Divanilson Galindo, R. Anderson e Gualberto Cesar Santos precisam ser ouvidas. Galindo aponta que "ninguém procura fazer matéria brilhante que tente motivar uma proposta de solução da super lotação dos presídios ou do problema da saúde pública". Já R. Anderson que lembrou bem a inexistência de porcentagem de participação sincera das redes de TVs abertas no esforço pró-educação no Brasil. "(Põem) programas de madrugada para trabalhador. Hipocrisia dos 'donos da mídia'". Ele questiona: "Srs. Deputados e Senadores, a TV Digital no Brasil será usurpada pelos atuais monopolizadores da falsa informação. Vocês desejam trair mais uma vez o Brasil?"
Santos, por sua vez, cita a tentativa de certos setores de dominar a opinião pública, "levando aos menos informados, com o intuito de confundir, redação e edição propositada, com meios paradoxais contrários à verdade". E complementa: "é isso que a regulamentação da mídia foca, e não o cerceamento ou censura. As apelações dos contra, que se portam a favor de poucos interesses localizados - isso podemos mudar".
Aliás, recomendo a todos que leiam a entrevista do deputado e jornalista Emiliano José sobre a urgência de democratizarmos a comunicação no país.
Um abraço e até a próxima semana,
Zé Dirceu
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