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BB reduz juros de novo. E a banca privada?
Publicado em 05-Mai-2012
Bancos privados jogam na retranca, os públicos dominam a cena...

Enquanto os bancos privados jogam na retranca, os públicos continuam dominando a cena e mantendo a iniciativa em todos os segmentos. O Banco do Brasil reduziu pela terceira vez em um mês a taxa do cheque especial. Há casos em que ela simplesmente caiu a menos da metade: passou de percentuais que chegavam a 8,31% para 3,94% ao mês. A medida contempla os clientes que têm conta salário no banco e que aderiram ao programa "Bom para todos".

O resultado da redução de juros pelo BB, neste primeiro mês (abril), permitiu um aumento de 50% na média diária de concessões de empréstimos em relação ao mês anterior.  Dentro do mesmo programa, o "Bom para todos", a linha de crédito pessoal automática caiu da máxima de 5,79% para o teto de 3,94%.

Os números dão uma ideia do que está acontecendo com as carteiras do BB. O montante de empréstimos realizados nas concessões para financiamento de veículos saltou de R$ 11,2 milhões diários para R$ 28,7 milhões, com um aumento de 156,3%. No crediário a explosão foi ainda maior: os desembolsos passaram de R$ 400 mil para R$ 1,3 milhão diário. Alta de 238,5% em abril, comparado a março.

E agora começam os feirões de imóveis da Caixa Econômica Federal (CEF). A instituição financeira também baixou suas taxas para diferentes segmentos, incluindo o mercado habitacional, do qual detém uma fatia equivalente a 74%. Até o dia 10 de junho, a CEF colocará à venda 430 mil imóveis em 13 cidades brasileiras, começando por Belo Horizonte, Brasília, Rio, Salvador e Recife. Em São Paulo, o feirão acontece entre os dias 18 e 20 deste mês.

O tiro no pé dos bancos privados

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Guido Mantega
Enquanto os bancos públicos se mobilizam, derrubam juros e atraem novos clientes, o país aguarda que os bancos privados descruzem os braços e cumpram a sua parte, baixando os escorchantes juros cobrados. Nesta sexta-feira, a exemplo da presidenta Dilma (leia mais), o ministro Guido Mantega (Fazenda) deu um recado às instituições financeiras.

"Se houve aumento da inadimplência, os bancos dão ordem para que liberem menos crédito, para que sejam mais seletivos. Mas aí o crédito não roda e a inadimplência vai aumentar ainda mais", afirmou Mantega.

Para o ministro a retração dos bancos é um verdadeiro tiro no pé pois "o sistema econômico gira todo integrado. Quando desacelera uma parte, desacelera o todo". Enquanto os bancos jogarem na retranca, a economia tende a continuar travada, o que faz aumentar ainda mais a inadimplência, que aumenta os custos do banco, e assim por diante.

 

Foto: Valter Campanato/ABr

 

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