João Guilherme
As eleições presidenciais francesas deram vitória ao socialista François Hollande e, pela importância do país, balançaram o coreto alemão da Europa.
Haverá em junho eleições legislativas que poderão confirmar ou não o rumo e o ritmo de mudanças na política interna francesa; mas uma coisa é certa: abriu - se um buraco grande no “pensamento único” que vinha predominando sobre a crise, a reestruturação econômica, a destruição de empregos, o ódio aos imigrantes e o abandono das conquistas sociais – tudo no mesmo saco de lixo da ”austeridade”, agora rasgado.
Houve eleições legislativas na Grécia e os resultados demonstraram a perplexidade social traduzida em falta de maioria. Emergirá no fim das contas um governo fraco incapaz de enfrentar os desafios que a farra dos rentistas e a intransigência dos banqueiros alemães colocam para o povo trabalhador grego.
Em ambos os países foi marcante a presença sindical nos pleitos, com plataformas e participação ativa das principais entidades.
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Em honra de nossa sanidade mental não posso deixar de registrar a gafe de um deputado federal que, de maneira afoita e irresponsável, reproduziu a sério e com indignação em seu sistema de comunicação social uma brincadeira humorística sobre a troca de legendas nas cédulas monetárias brasileiras. Em lugar do “Deus seja louvado” as novas células teriam “ Lula seja louvado” , a pedido da presidente Dilma. Depois o deputado se desculpou envergonhado.
Somente uma mistura de alienação da realidade, de preconceito arraigado e presteza em cortejar o ridículo explicam a “barriga” de Roberto Freire.
João Guilherme Vargas Neto é consultor sindical.
Movimento Sindical
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