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Esgotou-se o tempo e o espaço para indecisões na União Europeia (UE). Não há mais como manter o atual rumo e a questão agora é: qual a saída? Colada a esta questão há outra: quem vai liderar a Europa em direção à saída da atual crise?
Na eleiçãop de junho na Grécia vencerá uma coalizão contrária aos acordos assinados pelo Partido Socialista, com apoio num primeiro momento dos conservadores. Na Alemanha deve vencer a coalizão verde-social democrata. Já na Itália, nas eleições municipais de duas semanas atrás, apesar do elevado grau de abstenção, a vitória da esquerda foi inequívoca (leia aqui).
Na Espanha e em Portugal, onde os conservadores já assumiram o discurso do crescimento, os governos estão em queda livre em matéria de popularidade e apoio. Na Espanha, em particular, a crise bancária só se agrava enquanto que em Portugal a recessão se aprofunda sem solução à vista. , assim os sinos dobram para a Europa conservadora e neoliberal.
Cai a atividade econômica
A atividade econômica da zona do euro registrou em maio a queda mais rápida dos últimos três anos, de acordo com o indicador de atividade PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) divulgado pela empresa de informação financeira Markit.
O indicador composto de atividade total da zona do euro se situou em maio em 45,9 pontos, frente aos 46,7 de abril e abaixo dos 50 pontos que marcam o limite entre contração e expansão. No setor de serviços, a atividade caiu ao ritmo mais rápido dos últimos sete meses, enquanto a produção manufatureira se reduziu ao ritmo mais intenso desde junho de 2009.
Em comunicado, o economista-chefe de Markit, Chris Williamson, afirmou que a evolução do indicador faz prever uma queda do PIB da zona do euro de pelo menos 0,5% neste 2º trimestre, já que a desaceleração dos países periféricos está se propagando para França e Alemanha. "Até a Alemanha corre o risco de que seu PIB caia ligeiramente no 2º trimestre se a situação seguir deteriorando-se em junho", opinou Williamson.
Grécia
O partido da esquerda radical Syriza, contrário às medidas de austeridade e ao resgate financeiro imposto pela Troika (FMI-Banco Central Europeu-União Européia) à Grécia, lidera as pesquisas para as eleições parlamentares no país em 17 de junho, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo instituto Public Issue.
O estudo mostra que o Syriza tem 30% dos votos, com vantagem de quatro pontos sobre o conservador Nova Democracia, pró-resgate. O socialista Pasok, que liderava a coalizão que governava o país até maio, tem 15,5%, seguido pelos Independentes, contrários ao acordo, com 8%.
Os outros partidos com direito a cadeiras no Parlamento citados foram Esquerda Democrática (6,5%), os comunistas (5%) e o neonazista Aurora Dourada (4%), todos contrários ao acordo com a UE-BC-FMI, assinado em fevereiro.Caso os resultados da pesquisa se confirmem os partidos contra às medidas de austeridade somarão 53,5% dos votos, o que lhes garantirá maioria no Parlamento de 200 cadeiras.
Tsipras: não aceitamos austeridade
O líder do Syriza, Alexis Tsipras, manifestou-se diversas vezes dizendo que, após a eleição, não aceitará o acordo para terminar com a crise financeira na Grécia, com suas medidas de austeridade e cortes em salários de funcionários e áreas do bem estar social, como a previdência e a educação.
Na 4ª feira desta semana os países membros da UE concordaram que querem a Grécia na zona do euro, mas advertiram que Atenas deve cumprir seus compromissos com a Comissão Europeia e o FMI, determinados após a concessão de um resgate financeiro em fevereiro. Os 27 membros declararam que a coalizão política eleita em 17 de junho deverá continuar com as medidas de austeridade e outros cortes.
Há, assim, o risco de as eleições criarem um impasse entre os membros da UE e o governo grego, o que poderá levar o país a sair da zona do euro e do bloco, podendo ter efeitos indeterminados no mercado financeiro.
Saída da zona do euro não resolve
Minha percepção é que uma saída individual da Grécia, abandonando o Euro e voltando para sua própria moeda, seria a solução mais arriscada. Afinal, o problema é, ao fim e ao cabo, um só: é preciso reverter rapidamente as políticas de austeridade e investir para que as economias dos países europeus saiam da recessão.
A manutenção da austeridade só vai aprofundar a recessão, agravando ainda mais a crise, impedindo que os governos tenham dinheiro para investir, aumentando o desemprego e a desesperança na população.
Portanto, a saída seja para a Grécia, seja para a Europa como um todo não é individual, mas conjunta. E está na retomada do crescimento econômico, a partir de investimentos realizados pelos governo e pelos fundos conjuntos (leia o artigo “A saída da crise é conjunta”).
""pedindo a condenao dos acusados por improbidade administrativa. No caso de Dirceu e Adauto, a ao foi recusada porque o juiz considerou que ambos cometeram improbidade administrativa.""
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/05/25/stj-livra-15-acusados-do-mensalao-de-acao-por-improbidade.htm



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