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Não há hipótese de o governo interromper suas políticas de incentivo ao investimento e ao consumo. É tranquilizador ouvir-se uma garantia e reafirmação dessas vinda da presidenta Dilma Rousseff em seu pronunciamento nesta 4ª feira (ontem), ao presidir a cerimônia de assinatura de contrato de financiamento de R$ 3,6 bi do Banco do Brasil (BB) à administração do governador Sérgio Cabral (PMDB), no Estado do Rio de Janeiro.
A presidenta fez nada mais nada menos que uma reafirmação de pontos da política econômica que vêm desde o governo Lula, aos quais ela imprimiu maior ênfase em sua gestão e que realmente estão no rumo certo: fortalecer o mercado interno, gerar emprego e renda e retomar índices melhores de crescimento nacional. É o nosso jeito de fazer frente à crise econômico-financeira global.
"A mim espanta aqueles que dizem que o momento do consumo no Brasil passou. Ora, como pode ter passado se este País tem uma demanda reprimida?", perguntou a presidenta, para quem inexoravelmente os brasileiros pobres ainda "vão ter acesso (aos bens de consumo)" e formar "um grande mercado consumidor".
Política de incentivo ao consumo mostrou-se certa
O país, na visão da presidenta "tinha e tem um consumo reprimido, onde milhões e milhões de brasileiros não têm acesso a vários bens de consumo" e por isso, assegurou, "vamos continuar ampliando o consumo da população brasileira, sim. E mais: esse mercado é ainda incipiente do ponto de vista de crédito."
Inclusive é procedente e muito bem vindo o apelo feito pela presidenta, quando pede:"Por favor, não nos comparem com aqueles países que estão com desemprego de 54% na faixa jovem, porque não somos um país que não está gerando emprego. Somos um país que gerou emprego e que tem a força do seu mercado interno".
A chefe do Estado sustentou ainda que o governo não usará "uma vírgula do Orçamento da União para enfrentar qualquer percalço" no combate aos efeitos da crise mundial porque o Brasil "é hoje outro país, um país que tem condição de, apoiado nos seus próprios pés, enfrentar essa crise. (E tem) porque nós trabalhamos ao longo de um período de mais de uma década para criar essas condições".
Cruzada contra juros altos continua
Por fim, vejam bem, ela demonstrou que a cruzada de seu governo contra os altos juros continua. "Não há razão técnica", repetiu, para mantê-los elevados pois "o Brasil é um país que sabe controlar a inflação" sem deixar de investir. Para a presidenta, a "escolha de Sofia" entre ajuste de finanças e crescimento social e econômico "não é correta", já que o "Brasil só encontrou o rumo quando cresceu e incluiu".
"Aliás - concluiu -, é bom que se diga: nós somos um dos melhores mercados de varejo do mundo. Por quê? Por conta dessa demanda reprimida, ainda não saciada. (...) Não há razão técnica para manter as taxas de juros que o país veio mantendo ao longo dos anos, porque nós temos hoje uma solidez fiscal que não tínhamos. E mostramos que somos capazes de controlar a inflação por nós mesmos, sem imposição de ninguém".
Vejam, também, a nota acima Novas medidas do arsenal anticrise são adotadas.



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