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Pr-Sal vem a, mas governo tucano nada faz na Baixada
Publicado em 25-Jun-2012
Se já falta de tudo agora, imaginem daqui a alguns anos...

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Pr-sal
Por conta da exploração do pré-sal, a Baixada Santista vai receber o equivalente a uma nova Santos inteira. Está prevista a chegada à região de cerca de 400 mil novos moradores nos próximos oito anos (até 2020). Com 1,6 milhão de habitantes, a Baixada já vive uma febre de investimentos. As estimativas do poder público apontam a cifra de R$ 22 bi apenas no Litoral Sul. Grande parte desse dinheiro será aplicada no porto de Santos. Nessa conta estão também os primeiros empreendimentos da Petrobras voltados para a exploração do petróleo da camada marítima.

Só que os investimentos da Petrobras e de empresas privados estão acontecendo e os serviços públicos e a infraestrutura não acompanham o crescimento econômico e populacional. Nem o real e muito menos o que é esperado. Até agora, tudo o que dependeu do Governo do Estado não passou de promessas, como a famosa ponte pensil que José Serra inaugurou na maquete... (clique aqui e leia notícia sobre a reinauguração da maquete da ponte ligando Santos ao Guarujá).

Está mais do que na hora de os prefeitos da Baixada Santista, que compreende o litoral norte e sul de São Paulo, mais o Vale do Ribeira -, se reunirem e mobilizar as organizações empresarias, sindicais, populares, OnGs, câmaras de comércio e indústria, clubes de lojistas e câmaras municipais para cobrar soluções e investimentos do governo que há mais de três décadas é comandado pelo tucanato. Até o momento fazem de conta que não é com eles. No máximo, fazem promessas. Como a ponte do José, que até agora não passa de uma maquete. Já inaugurada, mas uma maquete.

Se os serviços já são insuficientes, imaginem daqui a pouco


Na matéria que deu a respeito nesse domingo, a Folha aponta ainda os desafios da região como problemas ambientais e sociais. Atualmente os hospitais, as escolas e a força policial não são suficientes para atender a demanda prevista. O transporte público regional é precário. Já há um enorme déficit habitacional - só o Guarujá tem um déficit de 35 mil moradias. Outro problema sério na região é a ocupação irregular em morros ou à beira-mar. Mas, além de resolver o problema, as cidades da área têm de evitar novas ocupações.

Ou seja, há muito a ser feito. O que está faltando é um governo interessado em enfrentar as carências da região e trabalhar para que, no futuro, elas sejam menores e não maiores do que são atualmente, o que certamente acontecerá se as coisas se mantiverem no ritmo atual.

 

Arte: Blog Fatos e Dados/Petrobras

 

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