(artigo publicado no jornal O Tempo em 06.07.2012)
O PT terá candidato próprio às eleições municipais de Belo Horizonte: o ex-ministro do Desenvolvimento Social Patrus Ananias foi escolhido de forma unânime pela Executiva Nacional do partido. Patrus - que já foi prefeito da cidade e eleito deputado federal pelo Estado de Minas Gerais, em 2002, com recorde de votos - é profundo conhecedor da realidade local e um dos principais responsáveis pelas políticas sociais de sucesso implantadas pelo governo Lula.
Patrus é, assim, um nome forte, que representa bem o PT, por valorizar a dimensão social do projeto de desenvolvimento que estamos construindo em conjunto com a sociedade. Projeto que pode, com ele, trazer à capital mineira novamente um governo do PT.
O lançamento de sua candidatura ocorre após uma reviravolta no quadro eleitoral, com a recusa do atual prefeito e candidato à reeleição, Marcio Lacerda (PSB), em manter acordo firmado por escrito com o PT - que previa coligação proporcional para a eleição da Câmara dos Vereadores. Lacerda rompeu o compromisso assumido com o PT depois de ser pressionado pelo senador tucano Aécio Neves.
Não é novidade para ninguém que Aécio vem trabalhando pela sua candidatura ao Palácio do Planalto, com uma antecedência jamais vista, e restringindo sua atuação às articulações políticas, na tentativa de enfraquecer o PT, no lugar dos debates sobre as grandes questões nacionais.
O estranhamento maior fica por conta de como se articulou o movimento pró-ruptura na capital mineira: de forma obscura e em cima do prazo final para a realização das convenções municipais, quando o tempo para que os aliados desenvolvessem suas articulações já era exíguo.
Com a falta de transparência e a quebra da palavra empenhada por Lacerda, a candidatura própria do PT se impôs e criou uma nova realidade nas eleições de Belo Horizonte. A coligação do PT com o PMDB, que indicou para vice Aloísio Vasconcelos, ex-presidente da Eletrobrás, consolida uma forte aliança. A experiência do nosso candidato é fundamental nessa empreitada. Patrus, segundo palavras do ex-presidente Lula, foi um dos responsáveis pelos avanços que nosso país obteve no combate à fome e à miséria e na geração de oportunidades de inclusão social.
Nesse sentido, a candidatura Patrus é uma resposta aos que quebraram o acordo, mas também à cidade. Afinal, o PT e seu candidato têm conhecimento do que é governar, amplo canal de comunicação aberto com a sociedade e capacidade para administrar de forma inovadora.
Além disso, a importância da capital mineira no cenário nacional requer a articulação de suas questões com as do Estado e as do Brasil. Vamos enfrentar a chapa PSB-PSDB, imposta por Aécio, e vencê-la. Para isso, o caminho é ampliar as alianças em torno de Patrus, envolver a militância, discutir um projeto de desenvolvimento local alinhado ao que temos no plano federal e, principalmente, dialogar com a sociedade, mostrando que o PT tem propostas e sabe governar.
bvio que pelo nmero de eleitores a disputa eleitoral em Minas Gerais tem atrado as atenes do Diretrio Nacional a ponto de ser determinante a ruptura entre o PT e o PSB, no entanto, isso no justifica o esquecimento a que est sendo relegada a Batalha do Recife.
Ser em Recife, que se definir o Poder de Eduardo Campos.
Da, necessrio uma interveno profunda neste Estado para que o povo possa entender o lado que o PSB escolheu para 2014.
T na hora de largar o osso dos cargos comissionados no Governo do Estado de Pernambuco.



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