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Nem só de reclamar contra o monopólio da grande mídia vivem as esquerdas no Brasil. É verdade que há várias iniciativas conhecidas do público como a Carta Capital (semanal), as revistas Caros Amigos e Fórum, os jornais Brasil de Fato e Correio do Brasil, Carta Maior, muitos blogs, uma miríade de publicações de sindicatos e de movimentos sociais... enfim, há muitos veículos de esquerda por esse Brasil afora, formando um poder de fato e impedindo que os grandes veículos de comunicação reinem quase solitários como fizeram durante o período da ditadura militar no Brasil.
Mas nada disso se compara ao que está nascendo agora e que tem em agosto seu primeiro ensaio. É que no mês que vem a Rede Brasil Atual de rádio começa a operar experimentalmente, reunindo, além da iniciativa que já está presente na internet, mais três emissoras FM com sede em São Vicente e atingindo, além do litoral, parte da Grande São Paulo e do ABC, com antena em Paranapiacaba, outra emissora em Mogi das Cruzes cujo sinal alcança de São José dos Campos à Grande São Paulo, e outra em Pirangi, município perto de Catanduva, na região Noroeste do Estado de São Paulo.
Até este mês a rede reuniu sob seu guarda chuva a Revista do Brasil, com tiragem mensal de 360 mil exemplares (não dá para comparar com uma Época, por exemplo, com circulação perto de 420 mil, mas que é semanal e pertence à toda poderosa Globo), que completou 6 anos em junho; o portal Rede Brasil Atual, com 330 mil visitantes únicos no mês de junho; a Rádio Brasil Atual, até então apenas na internet (clique e confira) e uma parceria com a TV dos Trabalhadores (TVT), com sede em São Bernardo, região do ABC, Grande São Paulo, operando em UHF.
Paulo Donizetti, editor-chefe da Rede Brasil Atual, informa que a Rede integra ainda 15 jornais de circulação quinzenal, publicados por movimentos sociais e grupos de interessados no conteúdo da Rede Brasil Atual. Para ele, trata-se de “um novo modelo de comunicação pública, um serviço que o movimento sindical presta à sociedade”.
E propõe mais duas criações próprias, para os sindicalistas dos sindicatos cutistas, ou o leitor do blog, pensarem:
1 – Tudo isso é feito por apenas 60 sindicatos filiados à CUT. Imagina o que não seria se os 3 mil sindicatos filiados aderissem a uma ação desse tipo;
2 – Uma nova comunicação à altura do novo Brasil que está surgindo não se faz com magafone ou com mimeógrafo.
A juventude precisa acreditar que existem boas leituras e pessoas com propostas srias que nos ajudam a refletir.
Esta excelente notcia traz nimo e esperana de um futuro cada vez mais promissor!
Ainda estamos muito longe de poder comparar estas iniciativas com o rolo compressor do sensacionalismo televisivo, dos enlatados e das telenovelas que embriagam o povo de consumismo, violncia e manipulao de todas as espcies.
Para se ter uma ideia, nem as transmissoras de TV paga respeitam as TVs pblicas, inserindo os canais pblicos em numeraes completamente dispersas, ao final da srie e quase sempre com sinal de pssima qualidade, instabilidade ou completamente fora do ar.
lamentvel.
Mas parab~ens pela iniciativa.
Um abrao e sucesso em seu julgamento.



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