João Guilherme Vargas Netto
João Guilherme Vargas Netto
As cinco centrais reconhecidas fizeram muito bem quando em nota conjunta apoiaram as reivindicações dos funcionários públicos federais e exigiram a regulamentação da Convenção 151 da OIT, já promulgada pelo governo e depositada em Genebra. As centrais, com responsabilidade, indicam o caminho da negociação que, conforme Walter Barelli ensinava, devia ir “até a exaustão”.
Fica claro que o governo errou a mão quando deixou os cabeças de planilha, isto é, os burocratas insensíveis, assumirem o comando da negociação; eles o fizeram com tal imperícia que se confundiram muito e deixaram misturar, em uma mesma pauta, a reivindicação salarial (que passou a ser discutida no contexto da discussão orçamentária), planos de cargos e carreiras e muitas outras reivindicações , exageradas ou justas, de diversos corpos funcionais fazendo que o somatório de todos os erros desse a impressão de uma greve geral antagonista.
Foi como se misturassem numa mesma prova de Olimpíada os cem metros rasos, a maratona, a corrida de obstáculos e muitas outras.
Do nosso lado o radicalismo de algumas lideranças tem impedido acordos vantajosos; nos professores universitários, por exemplo, um bom acordo salarial já é possível de ser efetivado.
Para complicar ainda mais, a CUT, ao se separar das outras centrais e do Ministério do Trabalho e Emprego na discussão da regulamentação da Convenção 151 (que se arrasta desde 2010), preferiu conduzir seus projetos junto com o Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão e ficou agora, provisoriamente, entre a cruz e a caldeirinha, acossada pelos gestores da Casa Civil e do Planejamento, pressionada pelas direções das entidades das grandes carreiras de Estado e pelo radicalismo da Conlutas e do PSTU.
Resolvidos os impasses e avançada a negociação no espírito da nota conjunta das centrais, caberá ao companheiro Sérgio Mendonça, leal, experiente e responsável, a colagem dos cacos, juntamente com o ministro Brizola Neto.
João Guilherme Vargas Netto é consultor sindical.
Cabe, agora, ao Partido fazer uma profunda reflexo para identificar os reais motivos que esto por trs da posio dos "cabeas de plhanilhas", que so mais do que os citados no artigo.
Movimento Sindical
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