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Jos Dirceu defende Pimentel
Publicado em 11-Dez-2008

Para ex-ministro, prefeito não corre o risco de ficar isolado dentro do PT

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu não acredita nas tentativas de isolamento do prefeito Fernando Pimentel, desencadeadas dentro de correntes do PT em Minas. Para ele, Pimentel “tem muita força” dentro do estado e considera a coligação local do partido com o PSDB, que permitiu a eleição do seu sucessor, Márcio Lacerda (PSB), apenas pontual: não vai impedi-lo de disputar a indicação para ser o candidato ao governo do estado em 2010. “O Pimentel é tão próximo do Aécio (Neves) quanto eu sou do (José) Serra”, afirmou, numa crítica às correntes que defendem seu alijamento do processo eleitoral na sucessão mineira, como retaliação à aproximação com o governador tucano nas eleições municipais deste ano.

Para Dirceu, o risco de Pimentel deixar o partido por pressão dessas correntes é zero. “Não vão isolá-lo. Ele (Pimentel) tem tanta força no PT quanto o Patrus. Os dois têm condições de governar o estado com um pé nas costas”, avaliou, confiante numa vitória inédita do PT ao governo de Minas. Mas fez uma ressalva: “O PT tem de estar unido para governar Minas”. Dirceu enxerga a recomposição partidária no estado como a única saída do PT no contexto da manutenção da aliança nacional com o PMDB para a campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República.

Segundo o ex-ministro, quando a conversa é em nível nacional, as arrumações locais – como a que levou à aproximação com o PSDB – deixam de ter importância. José Dirceu esteve ontem em Belo Horizonte para uma palestra sobre a exploração do petróleo da camada pré-sal. Ele defendeu a proposta do governo de criar um fundo soberano com recursos do pré-sal para investir em educação e desenvolvimento tecnológico, em setores como biotecnologia, semicondutores e energia. Dirceu defendeu a exploração partilhada das reservas, por meio de uma estatal criada especialmente para gerir as reservas de 50 a 90 bilhões de barris.

Mas o ex-ministro não quer só a participação da Petrobrás no processo, como também a de empresas privadas internacionais. Sobre a crise, ele disse acreditar que o governo precisa dar mais apoio às pequenas e médias empresa, para preservar os empregos.


Publicado em 11/12/2008 no jornal O Estado de Minas