João Franzin
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Os 12 milhões de comerciários formam a maior categoria profissional do Brasil. Eles movimentam em torno de 12% do PIB. Os comerciários pelas características de sua atividade, não transformam a natureza, não produzem objetos. São uma categoria que lida com gente.
Essa explanação foi feita pelo consultor sindical João Guilherme Vargas Neto, em recente palestra para lideranças comerciárias de São Paulo, preocupadas em definir vetores de uma ação sindical mais efetiva.
Vargas também ressaltou a necessidade do conhecimento da própria história e das fases vividas pelo sindicalismo do setor. Ele começou pelo Império, mencionando a primeira fase expontaneísta, quando ainda não havia movimento articulado nem instituição, que durou até a Revolução de 30.
A partir dos anos 30, o sindicalismo comerciário começou a estruturar-se, combinando movimento e instituição (leis, garantias etc.). Essa fase sofreu um corte em 1962, quando começou a conspiração contra Jango e o movimento sindical. Escolhido pelos setores golpistas, orientados pela CIA, o sindicalismo comerciário caiu no marasmo, ou seja, ficou só na burocracia institucional.
Agora, vive-se uma quarta fase, em que será preciso combinar, mais uma vez, movimento e instituição. Com isso, há necessidade, também, de renovar as direções, em média, muito idosas se comparadas à real composição da base comerciária.
É um desafio concreto colocado às atuais direções ou aos que, produto do próprio movimento da base, vierem a assumir o comando das entidades da categoria.
João Franzin é jornalista da Agência Sindical
Movimento Sindical
João Guilherme Vargas Netto
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João Guilherme
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